Liberty- One Shots
61 Capítulo 61- Klaus & Regina.
Notas iniciais

POV Misto. (Regina e Klaus)
Hoje eu tinha começado o dia com o pé direito, tinha conseguido o emprego que precisa. Era uma esposa de aluguel. Lava, limpa, passa, cuida de crianças e por ai vai. Deixei Henry com uma amiga e fui para o endereço passado.
Estava tomando café quando tocaram a campainha. Devia ser a minha nova esposa. Ri e abri a porta.- Bom dia Regina.
— Bom dia.- Disse.
— Pode entrar.- Disse.
— Obrigada.- Entrei.
— Bem, você já conheceu a casa. Vou deixar o dinheiro para o que precisar comprar para a limpeza, compras e tudo isso.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Ouvi a babá eletrônica e ri.- Ela adivinha a hora de eu ir trabalhar, eu já volto.
— Ok.- Disse.
Subi e entrei no quarto ao lado do meu. Cheguei junto do berço.- Bom dia minha princesa.- Bem, deixa eu explicar. Essa é a Hope, minha filha. Eu tinha uma relacionamento com a mãe dela, mas já estávamos para terminar quando ela engravidou. Combinamos que eu sempre veria o bebê, mas ela teve problemas, ficou internada e no dia do parto ela não resistiu. Eu fiquei apavorado, confesso, tinha um bebê e agora sozinho. Minha irmã começou a vir para me ajudar e de uns dois meses para cá estava sozinho. Ai um amigo me indicou essa esposa de aluguel. Fiquei meio em dúvida, mas acabei chamandno e gostei dela, mas ainda estou em receio dela com a Hope. Desci.
— O senhor quer que use um uniforme ou não precisa?- Perguntei.
— Não precisa, eu não fico em casa durante o dia. Só chego as seis quando você pode ir.- Hope ainda chorava no meu colo.- O que foi? Acordou enjooada de novo?
— Quer que aqueça um leite para ela?- Perguntei.
— Por favor.- Ela estava limpa, então não era isso.
— Ok.- Fui para a cozinha.
Fiquei na sala tentando a distrair e ver os e-mails do trabalho. Eu era advogado e estava enrolado com casos e fraldas.
Voltei a sala com o leite.- Aqui.- Entreguei a ele.- Vou ir adiantando algumas coisas. Com licença.- Sai.
Olhei. Ela era educada e bonita pra cacete. E que visão de trás. Hope chorou tomando minha atenção para ela. Dei a mamadeira e ela pareceu se acalmar, era fome mesmo. Ela terminou e eu estava em cima da hora.- Regina.
— Sim?- Questionei.
— Eu já vou.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Era a hora que eu mais detestava do dia, deixar minha pequena em casa. Passei ela para o colo de Regina.- Qualquer coisa me ligue, qualquer mesmo.
— Pode deixar.- Disse.
— Os telefones estão na geladeira e os horários dela também.- Disse.
— Ok.- Disse.
Beijei Hope.- Tchau minha princesa e se comporte.- Ela olhou para mim com cara de choro.- Bom dia.- Sai antes que ela começasse a chorar.
Coloquei a bebê no carinho. Ela não parecia uma bebê muito fácil de lidar. Não ia ficar com qualquer um. Esperava não ter confusões com isso. Adoro crianças, tanto que tenho filho, porém minha paciência não é muito grande. Não consigo me controlar as vezes. Isso era um problema. Suspirei. Espero que dê tudo certo. Deixei ela perto de mim enquanto limpava a casa.
Fui para o escritório e tentei me concentrar. Perto do meio dia liguei para casa.
— Alô?- Atendi.
— Regina, sou eu.- Disse.
— Ah, hey.- Disse.
— Como está indo? E como está Hope?- Questionei.
— Está bem.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom. Eu devo chegar na hora que falei.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então até mais tarde.- Falei.
— Até.- Disse.
Desliguei, mas ainda não estava bem tranquilo, acho que era coisa de pai. Voltei ao trabalho. Antigamente eu saia bastante, mas agora era do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Meus amigos perguntam se não vou ter mulher de novo, mas agora não tenho que pensar só em mim, é complicado. Acabei terminando mais cedo e fui para casa.
Já tinha terminado tudo quando ele chegou.
— Boa tarde.- Disse.
— Boa tarde.- Disse.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E como foi?- Perguntei.
— Foi normal.- Disse.
— Vai poder ficar? Continuar no trabalho?- Tirei o palitó e afrouxei a gravata.
— Não sei. O horário não coincide com os do meu filho. Terei que ver hoje.- Disse.
— Filho? Quantos anos ele tem?- Perguntei.
— 10 anos.- Disse.
— Bem, não vejo problema de ficar com ele até a hora de ir.- Disse.
— Não posso traze-lo. A empresa não deixa, mas obrigada mesmo assim.- Falei.
— Bem, quem tem que decidir isso sou eu.- Disse.
— Não, não é.- Disse.
— Bem, espero que resolva. Gostei de tudo.- Disse.
— Que bom. Vou indo agora. Tchau.- Disse.
— Tchau e me avise.- Falei.
— Ok.- Sai dali.
Andei pela casa e estava tudo arrumado. Subi e Hope estava dormindo, limpa e bem cuidada. É, ela era boa. Aproveitei e fui tomar um banho, e descansar um pouco.
Passei na casa da minha amiga e peguei Henry, pedindo desculpa pelo horário. Não gostava de pedir favores a ninguém. Fui para casa e conversei com ele. Ele disse que não se importava de ficar em casa sozinho. Eu ia deixar comida pronta para ele e dinheiro para ele pegar o ônibus escolar para voltar para casa. Liguei e avisei o senhor Mikaelson. No outro dia acordei cedo, ajudei Henry a se arrumar, tomamos café e enquanto ele olhava TV e não dava nossa hora, fiz uma comida rápida para deixar para ele e coloquei na geladeira. Aprontei tudo e saímos. Deixei ele na escola e fui para o trabalho.
Estava preocupado, Hope não me deixou dormir quase a noite, ela tinha alguma coisa. Eu estava cansado e desse jeito não daria para trabalhar. Tocaram a campainha e abri a porta.- Oi, entra.
— Oi.- Disse.
— Desculpa a zona que eu fiz, foi uma noite e tanto.- Disse.
— Tudo bem, estou aqui para trabalhar mesmo.- Falei.
— E o jantar estava ótimo.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Conseguiu arrumar seus horários?- Peguei a pequena do carrinho onde ela remungava.
— Dei um jeito. Eu vou ir trocar de roupa e já volto.- Disse.
Ela começou a chorar de novo e aquilo já estava me afetando, sem saber o que fazer.- O que você quer Hope? Tá bom de chorar já.- Me sentei com ela.
Troquei de roupa, colocando uma velha que era um short de malha de moletom e uma blusa qualquer. Voltei a sala.
Mesmo já tenso percebi a volta de Regina, ela tinha um corpo bonito e sexy. Ela é sexy.
Fui para a cozinha começar a limpar.
— Você conhece alguns chá para acalma-la ou qualquer coisa assim?- Entrei na cozinha.
— Bem, a primeira dica é você não ficar tão tenso. Ela sente o que você sente, pois você é o pai dela, e ai ela piora. Ela deve estar com cólica ou alguma dor. Fez massagem na barriga dela ou deu o remédio?- Perguntei.
— Dei um analgésico levinho de madrugada.- Disse.
— Não analgésico, o da cólica.- Peguei no armário e pinguei algumas gostas no bico dela, logo colocando na boca dela.
— Será que é isso? Eu estava achando que eram os dentes.- Disse.
— Ela é muito novinha para ser os dentes e você vai saber que é os dentes quando ela começar a morder tudo.- Disse.
— Pode ser.- Me sentei com ela.- Você que está bem, o seu já fala.
Sorri.- Nem tanto. Estou com medo quando ele começar a chegar na puberdade. Homem é melhor com menino e mulher com menina.
— Nem fala isso, eu agradeço de estar bem longe.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Eu não acredito; ela está se acalmando.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E ela passou a noite toda assim e eu sem saber.- Suspirei e a fazia dormir.
— Você parece cansado, devia ir dormir. Eu cuido dela se quiser.- Disse.
— Deixa ela dormir primeiro, não estou em condições de ir trabalhar mesmo.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Eu vou subir. Qualquer coisa você me chama.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Subi e me deitei com ela, a fiz dormir na minha cama mesmo e eu logo também. Quando despertei, olhei a hora e era uma da tarde. Hope ainda dormia, então botei travesseiros ao redor dela para não cair e me levantei, descendo.- Cheiro ótimo.
— Que bom.- Disse.
Eu só tinha saído umas duas vezes nesses seis meses, então a visão dela de costas assim, na minha cozinha, deixava tudo mais sexy.- Já almoçou?
— Ainda não. Eu almoço depois de você.- Disse.
— Não precisa, vamos almoçar.- Disse.
— Não, obrigada.- Disse.
— Você é bem formal.- Falei.
— Sim, sou.- Disse.
— Hã... tudo bem. Vou almoçar agora então.- Disse.
— Tudo bem.- Servi ele.
Me sentei, almoçando e olhando meus e-mails. Estava tudo tranquilo, eu poderia trabalhar a tarde em casa. Terminei.- Estava ótimo, obrigado.
— De nada.- Disse.
— Eu vou ficar em casa então, qualquer coisa pode me chamar.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Eu vou para o escritório, quando a Hope acordar me avisa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sai da mesa e subi. Essa história de esposa de aluguel estava indo bem.
****
Alguns dias foram passando e eu ficava mais tranquilo com a Regina na minha casa e com a minha filha. Essa também estava indo mais fácil com ela e até se divertia. Cheguei em casa um pouco atrasado e ouvi a risada que mais gosto.- Acho que estão fazendo festa sem mim.
— Ela está rindo do desenho.- Disse.
— E com você.- Disse.
— Sim, ela é um amor.- Me levantei e a entreguei a ele.- Agora eu preciso ir.
— Tudo bem, desculpe o atraso. Será que não tem como eu falar na agência para poder deixar seu filho aqui? Vai ser melhor para mim e para você.- Disse.
— Henry é um amor, mas ainda é uma criança e não me deixaria fazer nada. E prefiro não arriscar.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Peguei minhas coisas.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
Sai dali.
Ela era legal e eu gostava da forma que ela levava esse compromisso. Olhei ao redor e a casa estava toda limpa e arrumada. Ela era uma mulher e tanto, o marido devia ter sorte. Se bem que nunca vi aliança na mão dela. Ela era solteira? Isso não vem ao caso, ela nunca teria algo comigo, pelo menos eu acho. Hope resmungou no meu colo e a deixei de frente para o desenho. Tudo foi normal no outro dia e eu tinha uma audiência a tarde, só que ela estava demorando, sai para ligar para casa.
— Alô?- Antendi.
— Regina, sou eu.- Disse.
— Hey.- Falei.
— Eu vou precisar que fique ai mais um pouco, eu estou no meio de uma audiência e não posso sair agora. Eu sei que é complicado para você.- Disse.
— Tudo bem, eu vou avisar o Henry.- Disse.
— Eu não sei quanto tempo vou demorar, se precisar de algo me ligue.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Até mais.- Disse.
— Até.- Disse.
Desliguei e voltei. Por fim a audiência só acabou a noite, o bom é que ganhei o caso, isso me deixava feliz. Fui para casa e quando entrei Regina estava meio deitada com Hope e cochilava. Prestei atenção nela; era bonita, sexy e realmente não usava aliança! Porque gostei de ver isso? Toquei nela.- Regina.
Senti-me acordar e me sentei com cuidado por causa da criança.- Sim?
— Já cheguei.- Disse.
— Hã... eu vi.- Me levantei e peguei minhas coisas.- Agora eu já vou.
— Você está de carro?- Perguntei.
— Não, o meu está na oficina desde ontem, mas eu ligo para uma amiga me pegar ou pego um ônibus.- Disse.
— Não, que isso. Vamos, você me ajudou, eu te levo.- Disse.
— Não precisa se incomodar. Além do mais o senhor está cansado.- Disse.
— Não é incomodo algum. Vamos?- Perguntei.
— Tudo bem.- Falei.
— Só vou precisar que pegue algumas coisas, caso Hope precise no caminho.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ela pegou e colocou tudo numa bolsa. Coloquei Hope no bebê conforto e saímos.- Então, o que seu marido acha desse trabalho?
— Não tenho marido.- Disse.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Isso explica a aliança.- A olhei. Merda, não era para ter falado alto.
— Quer dizer a falta dela.- Disse.
— Hã... Sim.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ela não era casada, então era separada ou viúva. Gostei da informação.
Não demoramos a chegar na minha casa e desci do carro.- Obrigada pela carona.
— De nada e obrigado por ter ficado até mais tarde.- Vi a porta abrir e um garoto correr na nossa direção.
— Hey amor.- Disse.
— Mãe, você demorou.- Henry disse.
— Minha culpa, desculpe rapaz.- Disse.
— E quem é você?- Ele perguntou.
— Ele é meu patrão.- Disse.
— O cara de metido que você falou?- Ele perguntou.
— Metido?- Questionei.
Ri.- Não amor, esse é outro.
— Ah tá. Ele não tem cara de metido e sim de chato.- Ele disse.
— Ok Henry, para com isso. Vai entrando que eu já vou.- Falei.
— Tudo bem. Mas gostei do seu carro.- Ele falou.
— Obrigado.- Disse.
Henry entrou em casa.- Desculpe por isso.
— Ele é um garoto de opinião.- Disse.
— Até demais. Bem, boa noite então e obrigada novamente.- Disse.
— De nada. Nos vemos amanhã?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri. Estava tão acostumado a vê-la todos os dias que estranharia se não visse.- Tudo bem.
— Tchau.- Entrei em casa.
Observei ela ir e balancei a cabeça, estou pensando no que não devia. Voltei para casa e quando finalmente me deitei, foi aquela silhueta, aquele sorriso que me veio a cabeça. Ah Klaus, o que está fazendo?
Cheguei em casa e tomei um banho. Depois jantei com Henry e fomos dormir. Ele dormia comigo. Éramos sozinhos mesmo. Mas no meio da noite ele não passou bem. Vomitou um pouco e teve febre. Dei remédio a ele e ai ele conseguiu dormir. No outro dia acordei e ele ainda estava ruim, então liguei para avisar Klaus, mas era bem cedo — sempre acordava cedo para poder conseguir fazer tudo antes de ir trabalhar- e ai deixei mensagem na secretária. Fiz um leite morno para Henry e voltei para ficar com ele.
Quando levantei, estranhei por Regina não ter chegado, ai percebi um mensagem na secretária, o filho dela estava doente. É, hoje vou ter que ficar em casa. Só que enquanto fazia a mamadeira da Hope, me ligaram. Precisavam de mim no trabalho, agora fudeu. Aprontei ela e tive uma ideia. Me arrumei e peguei o telefone, ela atendeu no segundo toque.- Regina.
— Sim?- Perguntei.
— Preciso de você. Tenho que ir para o escritório, mas não posso levar Hope. Posso a deixar ai com você?- Questionei.
— Se ela não estranhar a casa, claro.- Disse.
Suspirei aliviado.- Obrigado, daqui a pouco chego ai.
— Tudo bem.- Disse.
— Tchau.- Desliguei e botei tudo no carro. Segui pelo mesmo caminho da noite anterior. Parei na porta dela e toquei a campainha.
Fui atender a porta.- Hey.
— Oi, obrigado pelo favor. De novo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Entreguei a bolsa a ela.- E o menino? Melhor?
— Não muito.- Disse.
— Que pena. Mas é algo sério?- Perguntei.
— Acho que não. Acho que é porque ele comeu demais ontem.- Disse.
— Então logo ficará bem.- Sorri e quando fui passar Hope, a mesma não quis ir.-Hope, agora não é hora para isso.
— Acho que ela não vai querer ficar.- Disse.
— Está tudo bem love, só uma casa diferente, é seguro ir. Assim que acabar, venho te buscar. Eu sei, é loucura falar como se ela já entendesse.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
Ela pareceu não entender muito, já que começou a chorar quando a coloquei no colo de Regina. Aquilo me partia o coração, mas eu não podia ficar com ela o dia todo, mesmo que quisesse.
— Não é melhor deixa-la com um parente? Ela está mais acostumada.- Disse.
— Meu irmão e a mulher estão viajando, e a minha irmã foi para universiadade. Os outros moram longe.- Disse.
— Klaus, pode soar rude isso, mas eu tenho que pensar no meu filho. Ele está com dor, febre e vomitando, um bebê chorando vai tira-lo do sério. Então é melhor eu chamar uma amiga minha para ficar com ele e eu vou para a sua casa com ela.- Disse.
— Não, não precisa. Vou tentar achar alguém então.- Meu telefone tocou, era do trabalho, mandei meu sócio ir se virando até eu chegar.
— Não, eu vou. É o meu trabalho mesmo, não posso fazer nada quanto a isso. Pode ir tranquilo, eu pego um táxi para ir com ela.- Disse.
— Tente ficar antes de ir, ela deve se acalmar. Se não fosse importante demais, eu resolveria sem precisar ir. Não queria te incomodar.- Disse.
— Tudo bem, não incomoda. Mas eu vou ir, assim vou fazendo as coisas na casa também.- Disse.
— Não se preocupe com isso.- Beijei minha filha.- Seja boazinha, por favor.- Mesmo não gostando daquilo, tive que ir embora e ir para o escritório.
Ele saiu e chamei uma amiga para ficar com Henry. Me arrumei um pouco e peguei um táxi, indo para a casa dele. Coloquei Hope no carrinho e fiquei arrumando a casa.
Decididamente eu tinha levantado com pé esquerdo. Além de todo problema de manhã, a reunião com os outros sócios e colaboradores foi péssima, e ainda tive três daqueles clientes insuportavéis. Tudo que eu queria era chegar em casa e descansar. Entrei e tirei o palitó, afrouxando a gravata e me jogando no sofá.
Deixei Hope dormindo e voltei a sala quando escutei um barulho.- Boa noite.
— Espero que para você esteja sendo.- Disse.
— Hã... tudo bem. Eu deixei o jantar pronto no microondas, então é só aquecer.- Disse.
— Obrigado e me desculpe. Hoje só foi um péssimo dia.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Deve estar querendo ir para ver seu filho, não vou te prender mais. Ela está dormindo?- Questionei.
— Sim. Acho que só acorda amanha.- Disse.
— Deus lhe ouça. Eu estava pensando; nesse pacote do seu tabalho inclui acompanhamento?- Perguntei.
— Acompanhamento?- Questionei.
— É que vai ter uma festa e não tenho alguém para levar. E é realmente chato ir sozinho. Você quer ir comigo?- Perguntei.
Isso realmente tinha me pego de surpresa.- Hã... bem, tudo bem. Mas eu não tenho roupa para ir.
— Isso não é problema. E só é daqui a duas semanas.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Você está parecendo minha salvadora.- Disse.
Ri.- Não exagere. Mas você conseguiria achar uma acompanhante em qualquer lugar.
— Provavelmente alguém que eu iria querar matar depois de 30 minutos.- Disse.
— Duvido, você ia se divertir mais do que ir com sua empregada. O que pode até soar estranho lá.- Disse.
— Não se preocupe e você não é só minha empregada.- Disse.
— E o que então?- Perguntei.
— Uma amiga que me ajuda. Com a diferença que eu pago. Afinal, você passa mais tempo na minha casa e com a minha filha que na sua com o seu.- Disse.
— Faz parte do trabalho.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa noite então.- Peguei minhas coisas.- Tchau.- Sai dali.
Ela foi e fui tomar banho, e jantar. Passei no quarto de Hope, ela dormia tão tranquila que passava para mim essa paz. Pensava no futuro e em como ia fazer com ela mais velha. Suspirei e tirei essas coisas da cabeça. Dei um beijo nela e fui descansar, mas me peguei sorrindo ao pensar em passar esse tempo com Regina. Balancei a cabeça e fui tentar dormir. Durante aquelas duas semanas eu e ela conversávamos mais e eu mal podia esperar para vê-la fora do trabalho. O dia chegou e combinamos que uma amiga dela ia cuidar da Hope e do Henry aqui em casa. Me arrumei. O normal; terno, calça, sapatos pretos e blusa branca. Peguei Hope que estava brincando na cama perto de mim e desci. Quando a campainha tocou e abri a porta, quase babei na mulher ali parada.
— Hey, tudo bem?- Perguntei.
— Sim, é que você está... Maravilhosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Oi Henry.- Disse.
— Oi.- Henry disse.
— Bem, nós já vamos?- Perguntei.
— Sim, só deixa eu pegar os convites que estava esquecendo.- Disse.
— Ok.- Disse.
Subi para buscar e quando desci ela falava com quem devia ser a babá.
— E por favor, por mais que ele faça cara de pidão, não dê doce para ele antes do jantar. Ele diz que vai comer, mas nunca come.- Disse.
— Pode deixar.- Ela disse.
— E na mamadeira dela antes de dormir coloque um pouquinho de mel.- Disse.
— Ok.- Ela disse.
Peguei Hope que estava no tapete tentando engatinhar.- Boa noite amor, se comporte.
— Boa noite então.- Disse.
Passei ela para o colo da babá e senti Henry puxar meu paletó.
— Cuide bem da minha mãe viu?- Ele avisou.
— Henry, eu sei me cuidar.- Disse.
— Isso é papo de meninos mãe.- Henry disse.
— Oh sim, a coisa é séria. Eu vou trazer ela bem, ok?- Disse.
— Ok. Faça ela se divertir, talvez com aquelas coisas que adultos fazem.- Ele disse.
— Henry!- Disse.
— Faze-la se divertir é o objetivo. Pode deixar.- Tentei não rir.
— Que bom. Pode deixar que fico de olho na baixinha ali.- Ele disse.
— Meu Deus, crianças são piores que adolescentes.- Disse.
— Obrigado, podemos ir.- Disse.
— Pode.- Ele disse.
— Boa noite.- Disse quase rindo e saímos de lá.
— Desculpe por isso.- Disse.
— Que nada, só foi difícil não rir.- Abri a porta para ela.
— Obrigada.- Entrei no carro.
Dei a volta e entrei, dando partida.- Sério, nunca vi alguém tão decidido.
— Sim, ele é.- Disse.
— E ele mandou mesmo transarmos?- Perguntei.
— Não sei como ele sabe isso, mas é tudo coisa da cabeça dele. Nem tente entende-lo.- Disse.
— Garotos são protetores com as mães. É normal.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Mas uma coisa ali foi verdade.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— O objetivo hoje é se divertir.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Faz tempo desde que saiu a ultima vez?- Perguntei.
— Em que sentido?- Questionei.
— Quais seriam?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Os sentidos que pensou.- Disse.
— Bem, se você quer dizer namorar e tudo mais, foi recentemente. Eu tive um namorado recentemente.- Disse.
— Teve?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Porque terminou?- Questionei.
— Porque não dava mais certo.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Eu tentava não ficar olhando para as pernas delas ou o decote, mas era um tanto difícil.- Então, você trabalha para mais gente?
— Sim. Um homem solteiro também e para três adolescentes.- Disse.
— Nossa.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Coitado, deve ter os cabelos brancos.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Esse cara.- Disse.
— Não, ele é novo.- Disse.
— E você gosta de estar lá?- Perguntei.
— Eu trabalho lá.- Disse.
— Então gosta. É difícil ficar num trabalho que não gosta.- Disse.
— Bem, ele é legal.- Disse.
— Ah sim.- Ele é legal... Com ele, ela devia se sentir mais a vontade então. Mesmo que tenha aceitado ir na festa hoje.
Olhava pela janela e não demoramos muito a chegar na festa.
Dei a chave ao manobrista e entreguei os convites. Por onde passávamos os homens de alguma forma a olhavam e eu não gostava daqueles olhares.
— Esse lugar é chique.- Disse.
— Sim, é de uma empresa que eu trabalho.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Quer beber o que?- Perguntei.
— Champanhe.- Disse.
— Ok.- Olhei e vi um garçom. Peguei dois e dei a ela.- A uma excelente noite.
Sorri e brindei com ele.
Ela tinha um sorriso contagiante. Será que ela queria algo como eu queria? Me aproximei.- Vamos olhar o resto do lugar?
— Claro.- Disse.
Passei o braço dela pelo meu e caminhamos. Encontrei alguns conhecidos, até que vi alguém que não suportava.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Estava até ver que a festa tem presenças indesejáveis.- Suspirei, tomando outro caminho.
— Tipo?- Questionei.
— Aquele cara ali, o alto de gravata azul.- Disse.
— O que tem ele?- Perguntei.
— É o irmão da Hayley, Jackson. Ele e a mulher queriam tirar a Hope de mim.- Disse.
— Oh sim, entendi.- Disse.
— Ele é advogado também, foi assim que a conheci.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— E o pai do Henry?- Perguntei.
— Ele foi adotado.- Disse.
— Ah sim. Mas você era nova para uma decisão assim, não?- Questionei.
— Eu não acho.- Disse.
— Sempre trabalhou nesse serviço?- Questionei.
— Não.- Disse.
— E fazia o que?- Perguntei.
— Várias coisas. O que eu conseguia.- Disse.
— Ah sim. Você teria se dado bem como modelo. É linda o suficiente para isso.- Disse.
Ri.- Modelo? Modelos são magras e eu não sou. Acho que não.
— Mas é sexy e tem um sorriso lindo.- Disse.
— Não sou não.- Disse.
— É sim.- Olhei ela de cima a baixo.- Tenho certeza disso.
Ri.- Ok. Você pode achar o que quiser.
— Não vai me acusar de assédio, não é?- Questionei.
— Claro que não.- Disse.
— Que bom.- Ri. Era estranho, mas ao mesmo tempo bom como me sentia a vontade com ela.
— Pois é.- Disse.
— Gosta de dançar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Quer ir?- Perguntei.
— Tudo bem.- Disse.
Deixamos as taças e fomos onde várias pessoas dançavam. Peguei a mão dela e envolvi meu braço em sua cintura. Gostei de a sentir assim.
Coloquei minha mão no ombro dele. Me sentia estranha por isso. Porque parecia que ele queria algo e eu sabia que não ia acontecer nada entre a gente. Eu não sei se algum dia na vida vá querer sair com outro homem. Eu sei que sou capaz de amar igualmente um namorado e meu filho. Mas também sei que quando um homem é pai solteiro e começa a namorar, ele nunca conseguirá amar igualmente. E eu não nasci para ficar em segundo lugar na vida de ninguém. Eu nunca coloquei alguém em segundo lugar na minha, porque devo aceitar isso?
— Você dança bem.- Disse.
— Você também.- Disse.
— Sempre gostei.- Disse.
— Percebi.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— É o que sei da faculdade.- Disse.
Sorri e a girei. Deus, ela estava tão linda e sexy. Mais sabia que se ela não quisesse nada comigo, ela podia ir embora e eu podia perder ela. Não só como quem trabalha para mim, mas alguém que eu confio.
Era melhor puxar papo, se não ficaria estranho. Ele parecia gostar bastante de falar da Hope, então seria isso.- Então, como conheceu a mãe da Hope?
— Numa festa de aniversário do Jackson.- Disse.
— Então eram amigos?- Perguntei.
— Estivemos boa parte da faculdade juntos e a principio ele gostava de nós dois juntos.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Mas quando ela descobriu que estava grávida, estávamos nos separando e ele não aceitou que eu não assumisse um compromisso com ela.- Disse.
— É compreensível.- Disse.
— O que ele não entendeu é que eu e ela chegamos a uma conclusão que não funcionávamos mais como casal, só como amigos e preferimos deixar assim, era melhor para nós e para o bebê que teríamos.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Mesmo assim nada justifica quando perdemos Hayley, ele querer vir tirar Hope de mim, dizendo que eu não tinha capacidade de cuidar minha filha.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Eu não o impeço de ver a sobrinha se quiser, mas na minha casa. Sei lá, ele pode ter alguma ideia maluca.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— E o Henry? Como ele chegou a você?- Perguntei.
— Eu o adotei.- Disse.
— Sim, disso eu sei.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Mas você entrou com pedido ou ele foi entregue a você?- Perguntei.
— Eu queria ter um filho, então eu comecei a procurar.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— São só vocês dois aqui na cidade ou tem parentes?- Perguntei.
— Temos parentes.- Disse.
— É que nunca vejo você falando de ninguém.- Disse.
— Não tenho o que falar.- Disse.
— Problemas?- Perguntei.
— Não, só não gosto de falar da minha vida pessoal.- Disse.
— Tudo bem.- Claro, porque ela falaria algo dela para você?
— Ok.- Disse.
Dançamos mais um pouco e o perfume dela era gostoso, e me fazia relaxar, até que tocaram no meu ombro.
— Já saindo para se divertir?- Jackson perguntou.
Era melhor não me meter nisso.
Suspirei.- Boa noite Jackson.
— Bem, para você já está sendo, largando um bebê em casa para ir a festas.- Ele disse.
— Minha filha está muito bem cuidada e não devo satisfação a você de nada. Vamos Regina.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Íamos saindo, ele sabia ser chato.
— Quem é essa agora? Uma piranha que está botando dentro de casa? Bom saber.- Ele disse.
Aquilo me irritou. Não pelo que ele sempre dizia, mas por issultar assim ela. O peguei pela camisa e logo a frente tinha um corredor, o coloquei contra parede.- Você vai deixar de ser um babaca de uma vez. Ela é uma mulher de respeito, mais do que você merece, então vai tirar o que disse.
— Klaus, para.- Disse.
— Ficou nervoso. Deve estar tendo mesmo algo com ela.- Ele disse.
— Você não entende, não é? Você não tem que se meter na minha vida. Porque se continuar assim não quero você perto da minha filha.- O soltei e puxei Regina dali.
— É melhor eu ir embora, essa festa é do seu trabalho e eu já causei confusão demais.- Disse.
— Não.- A segurei.- Me desculpe por isso. Ele quer me tirar do sério a todo custo. E não vou deixar que falem qualquer coisa de você.
— Você não precisa me defender.- Disse.
— Claro que sim. Você está comigo.- Falei.
— Eu não preciso que ninguém me defenda.- Disse.
— Eu quis dizer que eu que trouxe, não gosto de deixar essas coisas acontecerem.- Disse.
— E eu disse que não gosto que ninguém me defenda, sei fazer isso sozinha.- Disse.
— Sabe?- A parei perto da parede.
— Sim.- Disse.
— E vai se defender de mim também?- Perguntei.
— Depende.- Disse.
— Do que?- Cheguei mais perto.
— Do que você vai fazer.- Disse.
— E acha que vai precisar?- Perguntei.
— Acho que não.- Disse.
Me colei nela.- Eu também espero que não.- Encostei minha boca na dela.
Coloquei minha mão no peito dele e o olhei.- Klaus, não é que não queira beija-lo, mas esse beijo pode ser só um beijo qualquer ou pode virar algo a mais, e não sei se serei a pessoa certa para você.
— Porque não?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Não sabe ou não quer tentar?- Perguntei.
— Por mim eu tentaria, estou dizendo de você.- Disse.
— E a minha resposta é essa.- A beijei.
Retribui o beijo.
Senti uma coisa quando ela retribuiu, devia ser só tesão. A segurei contra mim e deixei o beijo seguir nossa vontade.
Levei minha mão até a lateral do seu pescoço e acariciei ali.
O toque dela era gostoso e me arrepiei com ele. Descia a mão por suas costas, mas meu desejo era a tocar por inteiro.
Minha outra mão acariciava seus cabelos.
O beijo dela era uma delícia e acendia em mim a vontade de ter ela ali mesmo, agora, mas tinha que me controlar. Fiz isso enroscando minha mão em seu cabelo e puxei de leve.
Fui parando o beijo.- Não vamos passar de beijo, então melhor parar.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Isso é uma pena.- Disse.
— Se quiser, tem várias mulheres aqui.- Disse.
— Só uma me interessa.- Falei.
— Então sinto muito.- Disse.
— Tudo bem, eu sei que você não é assim. Só que não esperava me animar tanto.- Disse.
— Ok.- Disse.
Provei dos seus lábios de novo.- Me contento com isso.
— Isso é uma mentira, mas tudo bem.- Disse.
— Tá me chamando de mentiroso?- Perguntei.
— Ache o que quiser.- Andei até uma cadeira e me sentei.
— Hey, eu disse brincando.- Me sentei ao lado dela.
— Eu não.- Disse.
— Você é sempre tão séria?- Questionei.
— Sim, sou.- Disse.
— Isso é uma pena. Eu adoro seu sorriso.- Toquei a boca dela.
Peguei a mão dele e olhei.- Klaus, você é lindo, doce e um cara muito legal, mas não sei se sou a mulher certa para você. Não devia perder seu tempo comigo.
— Porque está dizendo isso toda hora?- Perguntei.
— Para que você não se iluda.- Disse.
— Bem, está mesmo difícil ter algo com alguém que disse que queria tentar, mas que está se esquivando de mim.- Disse.
— Não estou me esquivando, estou sendo sincera. Se não gosta disse, o problema é seu. Não vou mudar.- Disse.
— Só pare de dizer que não serve para mim, você não sabe disso. E eu não estou me iludindo, mas você é a única com quem me sinto bem para me aproximar.- Disse.
— E porque? Não sou diferente de nenhuma mulher.- Disse.
— Exatamente o contrário, você é bem diferente das outras.- Disse.
Suspirei e revirei os olhos.- Não, não sou.
— Sim, é. Você é decidida, não se deixa iludir pelo que pode ter, você é paciente, não está me acusando de apenas querer uma mãe para minha filha, te admiro pela vida que leva com seu filho, te admiro pelo que é como mulher, trabalhando e muito mais, ajudando quem tem uma situação como a minha. Com o tempo você se tornou alguém que eu confio, mesmo eu não confiando fácil.- Disse.
— Primeiro; sua filha já tem mãe e segundo; você não me conhece.- Disse.
— Estou tentando.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ok, você tem uma chance ou ok, depois de hoje é só profissional?- Questionei.
— Já disse que não sei. Eu não gosto de dizer as coisas e depois não acontecer.- Disse.
Deus, era difícil de entender ela. Suspirei e peguei um champanhe que era servido.
— Vou ao banheiro.- Me levantei e sai.
Essa mulher... Eu estava adorando o tempo com ela, mas essa atitude dela estava me deixando confuso. E se eu estivesse entendendo errado? E se ela não era do jeito que estava pensando? Tomei mais uma taça e ela voltou.-Vamos dançar mais?
— Vamos.- Disse.
Peguei a mão dela e seguimos para a pista, mas quando nos unimos não me colei tanto ao dançar.
Coloquei minha mão no ombro dele e continuamos dançando.
— Do que você gosta?- Perguntei.
— De fazer? Eu não faço muita coisa. Eu trabalho, chego em casa, tomo banho e fico um pouco com o Henry e vamos dormir.- Disse.
— Mas você não trabalha fim de semana.- Disse.
— Você que acha. Fim de semana tenho que limpar minha casa.- Disse.
— E com Henry, não sai?- Perguntei.
— As vezes no domingo a tarde.- Disse.
— Mas mesmo assim deve ter coisas que gosta.- Disse.
— Eu gosto de tudo isso que faço.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Não resisti em me aproximar dela,e inspirar o seu perfume em seu pescoço.
Me arrepiei com a respiração dele. Acariciava suavemente a nuca dele.
Beijei ali de leve. Parecia que era só estar assim com ela que o meu desejo se acendia. Ou era a falta de sexo?
Me arrepiei novamente com o beijo, mas sabia que o tal Jackson devia estar de olho e vai que ele grava, e consegue levar a justiça? Eu não ia arriscar. Por mais que isso não cabe a mim, eu não ia ficar me sentindo culpada depois.
Subi e acabei a beijando de novo, não resistia a ela.
Parei o beijo.- Estamos em público.
— E qual o problema? Isso é comum.- Disse.
— Não estou acostumada.- Disse.
— Tudo bem.- Me afastei já que estávamos colados.
— Ok.- Disse.
Isso era estranho, mas não insisti mais. Dançamos, comemos, falei com mais alguns conhecido e já entrava na madrugada quando fomos embora.
— Você poderia avisar ao Henry e minha amiga para descerem? Estou indo pegar o carro no estacionamento que deixei e vou espera-los aqui na frente.- Disse.
— Está tarde, ele deve estar dormindo. Deixe para ir amanhã de manhã.- Disse.
— Eu venho pega-lo amanha então.- Disse.
— Durma com ele no quarto de visitas, não tem problema.- Disse.
Parecia que ele não entendia que eu não era assim do jeito que ele acha.- Não, obrigada.
— Tudo bem, faça como preferir.- Disse.
— Ok. Tchau.- Sai do carro e fui para o meu.
Respirei fundo; essa mulher mexe comigo e me deixa doido. Entrei em casa, dei o dinheiro da babá e esperei com ela o táxi dela e depois que ela foi, subi. Olhei Hope que dormia tranquila e olhei Henry que também dormia. Tomei um banho e descansei. Aqueles beijos, aqueles toques... Ela desejava, eu sabia disso, mas algo nela não se permite ir. O que, eu não sabia. Dormi e pela manhã fui fazer café, logo Henry apareceu. Dei café a ele e como era domingo, e não tínhamos o que fazer, o chamei para a sala e fomos jogar video game.
Sai de casa e liguei para Henry avisando que estava indo. Cheguei na frente do prédio e fiquei esperando no carro.
Desci com ele e o levei até o carro.
— Mãe, você não pode esperar um pouquinho? Ele está me ensinado a passar de um fase no jogo que não consigo a décadas.- Henry disse.
— Eu venho te pegar só a noite então.- Disse.
— Ah, fica vai, vamos ficar.- Henry disse.
— Henry, eu te ensino outro dia, vá com sua mãe. Bom dia Regina.- Disse.
— Você pode ficar Henry, tudo bem.- Entreguei a mochila dele que tinha preparado para passarmos o dia na casa da minha mãe.- Se comporte então.
— Tem certeza disso Regina?- Perguntei.
— Ele quer, então sim.- Disse.
— Porque você não fica também?- Henry perguntou.
— Eu vou ir ficar com a sua vó.- Disse.
— Você nem gosta de ir lá.- Ele disse.
— Gosto sim.- Disse.
Ele suspirou e pegou a mochila, entrando no carro.- Até outro dia Klaus, sabe como é, não posso deixa-la sozinha.
Ri.- Sei sim.
— Treine com aquele ninja, ai quem sabe pode me ganhar.- Ele disse.
Suspirei. Parece que filho nenhum escuta mães. Para que existimos se eles só obedecem os pais?- Henry, você quer ficar, então fica.
— Mas eu não quero deixar você.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Mesmo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem.- Ele saiu do carro.
Cheguei na janela.- Quando você voltar podemos jantar. Dessa vez eu cozinho.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu vou ficar de olho nele, pode deixar.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
— Agora tenho que subir, Hope pode ter acordado.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Até mais.- Disse.
— Até.- Falei.
Ela saiu e subimos. Eu também tinha gostado daquele garoto. Assim que chegamos Hope acordou e cuidei dela, a trazendo para a sala. Brincava com os dois e me peguei pensando que não me importaria de viver assim. O dia passou tranquilo e quando a noite se aproximava, fui fazer o jantar.
Passei o dia com a minha mãe e fui para a casa de Klaus. Eu não me sentia muito bem. Não por não gostar dele e sim pela vida dele ser complicada demais e eu não quero isso. E doía perceber que Henry precisava mais de um pai do que de uma mãe, mas não podia fazer nada. Toquei a campainha.
Estava voltando a sala quando a campainha tocou.- Oi, entra.- Foi inevitável sorrir ao vê-la.
— Oi.- Disse.
— Foi tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Só um minuto.- Fui na cozinha e apaguei o fogo.
— Ok.- Disse.
— Pronto. Henry, sua mãe chegou.- Disse.
— Mãe.- Ele foi até ela, a abraçando.
— Oi amor.- Disse.
— Você demorou.- Ele disse.
— Estava com saudades da minha mãe e sua vó mandou beijos para você.- Disse.
— Tá. Sabia que a baixinha ali é até legal?- Ele falou.
— Claro que é.- Disse.
— Só baba muito.- Ele disse.
— É verdade, ela está babando mais que normal.- Fui até o tapete e a peguei.
— Deve ser os dentinhos.- Disse.
— Ou seja, tempos ruins vem ai.- Disse.
— Até que com Henry não foi tanto.- Disse.
— Espero que tenha essa sorte.- Hope riu quando viu Regina e se esticou para ela.
Sorri.- Hey Hope.
— Olha isso, minutos aqui e já estou sendo trocado.- Passei ela de colo.
— Você nunca será trocado, acredite.- Disse.
Ri. Gostava de como Hope gostava dela.- Se importa de olha-la para eu ir tomar banho?
— Não, tudo bem.- Disse.
— Eu já volto.- Subi para meu quarto.
Me sentei no sofá com Hope no meu colo e esperei ele vir.
Tomei banho, botando uma camisa e calça, fiquei sem sapatos, estava em casa mesmo. Descia e vi Regina brincando com a bebê, adorava aquela cena e me fazia sorrir.
— Hey.- Disse.
— Ela adora você.- Disse.
— Difícil algum bebê não gostar de alguém.- Disse.
— Acontece.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mãe, olha o que ele me deu.- Henry pegou na mochila.- É um livro sobre samurais.
Sorri.- É um livro lindo. Já agradeceu?
— Claro. Podemos ir no Japão?- Ele perguntou.
— Quando tivermos dinheiro, iremos sim.- Disse.
— Ir lá é muito longe, Henry.- Disse.
— Eu sei, é do outro lado do mundo.- Ele disse.
— Sim, é.- Disse.
— Você é esperto rapaz.- Disse.
— Tenho que ser, afinal tenho que cuidar da minha mãe. Sabe, tem muito cara chato por ai.- Ele disse.
— Você nunca me viu com um cara chato.- Disse.
— Ou seja, estou fazendo um bom trabalho.- Ele disse.
Ri.- Ok.
— Quer beber alguma coisa?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Eu vou terminar o jantar.- Falei.
— Quer ajuda?- Perguntei.
— Pode vir.- Levantei indo até lá.
— Ok.- Segui ele.
Fui para a pia terminar a salada.- Gostou de ontem? Fora aquela parte da briga. Desculpe por aquilo.
— Foi bom.- Disse.
— Eu gostei também, principalmente de algumas parte.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— Também gostei.- Disse.
Sorri.- Ótimo.
— Pois é.- Disse.
— E poderemos repetir?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Mesmo?- Olhei para ela.
— Sim.- Disse.
As coisas não estavam tão ruins então. Sorri e voltei ao que fazia.
— Bem, vou voltar a sala e ficar com Henry. Domingo é o único dia que consigo realmente ficar com ele. Até mais.- Sai dali.
Continuei fazendo e as vezes olhava eles, e gostava daquilo. Terminei e botei a mesa.- Vamos?
— Vamos.- Disse.
Seguimos e servi eles.
— O que é?- Henry perguntou.
— Carne assada com purê.- Disse.
— Eu gosto de purê.- Ele disse.
— Até demais.- Disse.
— Espero que goste.- Disse.
Ele provou.- O da minha mãe é melhor, mas dá para comer.
— Henry! Não fale assim.- Disse.
— É a verdade. Você diz que é feio mentir.- Ele disse.
Suspirei.- Me lembre de depois te ensinar melhor isso de não mentir.
— Tá.- Ele disse.
Sorri e beijei ele na bochecha.- Agora coma.
— Tudo bem.- Ele disse.
— E você? O que achou?- Questionei.
— Está ótimo.- Disse.
— Obrigado, mas concordo que a sua é melhor.- Disse.
Sorri.- Minha comida é normal.
— É uma delícia.- Ele disse.
— Ainda bem, porque você come dela a 10 anos.- Disse.
— Ele tem razão, acho que até estou mais gordinho.- Falei.
— Nossa, então estou enorme.- Ri.
— Está nada. Até essa coisa gostosa tá comendo mais.- Peguei uma colher pequena e dei um pouquinho a Hope no colo de Regina.
Sorri.- Verdade.
— É fofinha demais né?- Ri dela se lambuzando com que eu dei.
— Sim, é.- Disse.
— Vão ficar babando nela é?- Henry questionou.
— Claro que não amor. Você é tão fofo quanto.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Acho bom. Não quero ser trocado pela banguela.- Ele disse.
Ri.- Tadinha.
— É Henry, ela é só um bebê, não entende ainda.- Disse.
— Eu sei, mas a minha mãe é minha, não dela para ficar babando. Chama a dela para isso.- Ele disse.
— Henry, melhor ficar quieto.- Disse.
— Tudo bem Regina, ele é uma criança, não tem problema. E Henry, a mãe dela não está mais aqui.- Eu não sabia se Regina tinha falado essas coisas com ele, então deixei assim.
— Vamos mudar de assunto.- Disse.
— Vai querer sobremesa?- Perguntei.
— Claro.- Ele disse.
Continuei a comer.
Terminamos o jantar e peguei a sobremesa.- Gosta de creme de chocolate?
— Não muito, mas ele gosta.- Disse.
— E você gosta do quê?- Perguntei.
— Várias coisas.- Disse.
— De doce.- Disse.
— Então.- Disse.
— O favorito é torta de maçã.- Ele disse.
— Então depois eu vou tentar fazer uma.- Disse.
— Não precisa.- Disse.
— Eu vou. Minha irmã disse para eu ser chefe, mas achei estressante.- Disse.
— Entendo.- Disse.
— Chefe de que?- Perguntei.
— De cozinha.- Disse.
— A tá. E você faz o que?- Ele perguntou.
— Sou advogado.- Disse.
— Beba seu suco, Henry. Não vamos desperdiçar.- Disse.
— Tô cheio.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— Então não quer mais sobremesa.- Comentei.
— Quero.- Ele disse.
— Isso ele quer.- Falei.
Peguei e servi a ele, e para mim.- Manda ver.
— Oba.- Ele disse.
Ri.- Vou lavando a louça.- Me levantei e coloquei Hope no colo de Klaus, pegando as coisas e indo para a cozinha.
— E você meu amor, quer um pouquinho? Será que posso só dar uma pontinha a ela?- Questionei.
— Melhor não.- Disse.
— Ela fica olhando, dá um dó.- Ela já começava a ficar certinha no colo e gostava de ficar em pé.
Sorri.- Sei como é.
— É um trabalho e tanto, não é?- Questionei.
— Posso ir para a sala?- Henry perguntou.
— Pode.- Disse.
— Você faz um ótimo trabalho com ele.- Disse.
— Eu tento o melhor.- Disse.
— Espero conseguir o mesmo. No futuro dizer que fiz um bom trabalho.- Disse.
— Você já faz.- Disse.
— Faço? As vezes, sei lá.- Disse.
— Faz sim.- Disse.
Sorri.- Obrigado.
— De nada.- Disse.
Eles ficaram mais um pouco e depois foram embora. Deixei os dias passarem e continuei tentando a conhecer, as vezes encontrava oportunidade de roubar um beijo, e como gostava de beija-la. Deixava para quando ela parecia disposta a isso, saber mais de mim, acho que estava ganhando a confiança dela. Ela trouxe Henry algumas vezes mais e eu gostava dele. Meu irmão Elijah voltou de viagem e o chamei lá em casa para ele a conhecer e eu poder conversar. Ele me deu vários conselhos como sempre e quando foi embora, liguei para ela.
— Alô?- Atendi.
— Hey, sou eu.- Disse.
— Oi.- Disse.
— Queria te chamar para sair, dessa vez só nós dois.- Disse.
— Claro, tudo bem.- Disse.
— Onde quer ir?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Teatro e depois jantar?- Questionei.
— Ótimo, pode ser.- Disse.
— Vai deixar o Henry aqui?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
— Tudo bem. Vou ver os horários e te aviso.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Como está? Senti sua falta hoje.- Disse.
— Estou bem e você?- Questionei.
— Também. Vou ver logo tudo, quero te encontrar logo.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Até daqui a pouco.- Disse.
— Até.- Disse.
Desliguei e fui procurar. Achei uma sessão as 20:30 muito boa. Avisei a ela, arrumei Hope, liguei para babá e fui me arrumar, assim que desci pronto ela chegou.
— Oi.- Disse.
— Oi.- Sorri.
— Oi Klaus.- Ele disse.
— Oi Henry.- Disse.
— Quem vai ficar aqui?- Perguntei.
— A mesma da outra vez, eu liguei para ela.- Disse.
— Ok.- Disse.
A babá chegou, nos despedimos das crianças e saímos. No elevador a puxei e a beijei.- Senti sua falta.
— Também senti.- Disse.
Beijei de novo ela. Tinha que aproveitar minhas oportunidades.
Retribui o beijo.
A trouxe mais para mim. Adorava sentir seu corpo junto ao meu.
Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava sua nuca.
Senti o elevador parando e contra minha vontade nos separei. Na hora a porta abriu e um casal de velhinhos ficou olhando para gente.
Sorri para eles. São tão fofos.
Olhei pelo espelho e ri. Regina e seus batons vermelhos sempre me entregando. O elevador parou e saímos no estacionamento.
Entramos no carro e saímos de lá.
O teatro não era longe da minha casa e chegamos lá facilmente. Entramos e a peça começou. Eu arriscava as vezes a mão na perna dela e subia um pouco.
Olhei a mão dele e sorri. Ele tinha mesmo traços de tarado.
Aproveitava os intervalos entre os atos para roçar meu nariz no pescoço dela, as vezes beijar ali.
Me arrepiava com o que ele fazia.
Continuei até chegar a boca dela e a beijar.
Retribui o beijo.
Comecei lento, mas aos poucos ele foi intensificando e minhas mãos a traziam mais para mim.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
Corri a mão pela perna dela, estava escuro mesmo e estávamos num canto vazio, até a coxa dela e apertei ali.
Suspirei ao toque dele, mas voltando a beija-lo. Minha mão descia pelo peito dele.
Ela parecia com tanta vontade como eu, mas ali não teríamos nada. Quando ambos precisamos de ar, nos separei.
Nos sentamos melhor e voltamos a atenção a peça.
Sorri enquanto passava o braço por ela e o fim da peça foi ótimo. Depois saímos, caminhamos um pouco e fomos para o restaurante. Outro lugar ruim de continuar algo. Quando saímos e entramos no carro, a agarrei.
Ri.- Ei, calma. Isso é ilegal aqui.
— Está difícil ficar com você hoje.- Disse.
— Faz parte.- Disse.
— Para casa?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— As suas ordens, my queen.- Liguei o carro e partimos.
Não demoramos e chegamos na casa dele.
Dispensei a babá, as crianças estavam dormindo e ficamos na sala.- Quer vinho?
— Um pouco. Não estou acostumada.- Disse.
— Tá.- Peguei duas taças e sevi ela, depois a mim e me sentei, bebendo.
— Obrigada.- Bebi um pouco.
— De nada.- Tomei também.- Meu irmão veio aqui hoje, ficou curioso com você.
— Porque?- Perguntei.
— Não sei. Comentei com ele e ele ficou animado. Dizendo que eu tinha uma chance e blá blá blá.- Disse.
— Chance?- Perguntei.
— Coisas de Elijah, não tente entender.- Disse.
— Ok.- Disse.
Me aproximei mais, agora podia beija-la sem problema.
Toquei no peito dele e o olhei.- Antes de qualquer coisa, eu preciso saber o que é isso que temos.
— Eu gosto de você. Não quero te assustar nem nada, mas foi meio inevitável eu me apaixonar.- Disse.
Sorri.- Eu não me assusto fácil e bem, eu também me apaixonei por você.
— Isso é uma coisa ótima de se ouvir.- A beijei, bem mais leve que antes.
Retribui o beijo.
Deixei a taça de lado e a trouxe para mim, me sentia mais livre para me aproximar, para tê-la.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Ela me arrepiava assim. Ah querida, desse jeito logo estarei excitado.
Minha mão descia pelo peito dele e acariciava ali.
Deslizei minha mão em sua perna, passando da barra do vestido e apertei ali.
A mão que não estava em seu peito, entrelacei em seus cabelos e acariciava ali.
Inclinei ela um pouco no sofá e fiquei quase que em cima dela. Cheguei perto da bunda dela e apertei, assim como eu deslizava a outra por cima do vestido.
Suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo. Minha mão descia pelas costas dele.
— Regina, desse jeito é melhor irmos para o quarto.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Nos levantei e subimos, a levei para meu quarto.- Você já veio aqui?
Sorri.- Você acha que limpo como?
— É verdade.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Mas de um jeito diferente, seja bem vinda ao meu quarto.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Encostei a porta e a peguei pela cintura.
— O que foi?- Perguntei.
— É bom ter você assim.- Disse.
— Que bom.- Disse.
A beijei, levando-a para a cama.
Retribui o beijo.
A derrubei na cama e não parei o beijo, subindo a mão pela sua perna.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Continuei a tocar ela e subi a barra do vestido enquanto deixava o beijo mais intenso, mais urgente.
Uma das minhas mãos descia no peito dele e a outra descia nas suas costas.
Puxei ela para levantar e eu achar o zíper do vestido, estava ansioso para vê-la assim.
Ajudei ele a tirar.
Corri minha mão por ela.- Você é linda.
Sorri.- Obrigada.
— Como adivinhou que gosto de preto?- Perguntei.
— Não adivinhei, eu gosto.- Disse.
— Que ótimo então.- Toquei seu seio por cima do sutiã, enquanto a observava.
— O que?- Perguntei.
— Que gostamos das mesmas coisas.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Voltei a beijar ela. Não conseguia mesmo me distanciar.
Retribui o beijo novamente.
Agora tinha liberdade maior e a toquei, indo pela barriga até os seios.
Me arrepiei ao toque dele.
Abri e tirei o sutiã, os pegando nas mãos. Sorri e depois passei a saborea-los com a boca.
Suspirei pesadamente e acariciava seus cabelos.
— Você é deliciosa.- Disse.
Ri.- Se você diz.
Desci mais um pouco, tirando sua calcinha.
Abri a camisa dele, a tirando.
A olhei nua. Era simplesmente uma mulher perfeita.
Comecei a tirar a calça dele.
Cheguei ao ouvido dela.- Você toma alguma coisa?
Seria estranho dizer que tomo desde da minha primeira relação séria. Não precisava explicar.- Sim.
— Perfeito.- Ajudei ela a tirar a minha calça e voltei a beija-la.
Retribui o beijo novamente.
Já estava excitado. Junto dela ficava assim o tempo todo, então tirar a cueca foi um alívio.
Acariciava a lateral do pescoço dele e minha mão descia pelo abdômen dele.
A ajeitei melhor na cama, estávamos na beirada e fiquei entre suas pernas. Segurei o gemido enquanto a beijava e a penetrava.
Gemi, mas voltando a beija-lo. Minha mão descia pelas costas dele.
Entrei totalmente nela e sorri. A sensação de prazer me preenchia só de estar ali.
— O que foi?- Perguntei.
— Você.- Disse.
— Eu?- Questionei.
— Maravilhosa.- Gemi no ouvido dela.
Sorri e beijei no pescoço dele.- Eu não sou.
— Ah, é sim.- Me arrepiei e fui mais forte.
Gemi e desci meus lábios pelo maxilar dele.
— Assim vai me deixar mais louco.- Disse.
Sorri.- Desculpe.
Voltava a boca dela e aumentava o ritmo. Regina era uma mulher prática e percebi fácil que ambos estávamos nos perdendo no prazer ali.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e os acariciava.
Tentava não fazer muito barulho, mas eram meses sem sexo e a corrente prazerosa que estava sentindo me libretava de tanta tensão.
Meus lábios desceram novamente pelo maxilar dele e seu pescoço.
— Regina...- Gemi no seu ouvido.
Sorri e continuava os beijos.
Ela me excitava mais assim, e eu respondia indo mais rápido.
Envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o mais perto.
Sentia o prazer aumentando a cada movimento e não conseguiria me segurar muito mais.
Minha mão descia pelas suas costas e a outra pelo seu abdômen.
Fui beijando até seu pescoço.- Adoro suas mãos, minha rainha.
Sorri.- Eu não sou uma rainha, Klaus.
— É minha.- Disse.
— Obrigada então.- Disse.
Beijei ela.- De nada meu amor.
Sorri e mordi meu lábio, logo beijando-o novamente.
Mantive o beijo e enquanto intensificava, cheguei ao orgasmo.
Acariciava seus cabelos.
Não deixei de beijar por onde minha boca alcançava e quando descansei sobre ela, sorri.
— O que?- Perguntei.
— Você é maravilhosa.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Eu tenho certeza.- Tocava de leve pelo seu ombro, indo pelo braço. Parecia que eu teria aquela paz para sempre.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Sorri.- Que bom então.
Ela apenas sorria, não dizia nada. Será que não tinha gostado? Ou que tinha imaginado melhor?
— Eu vou ir tomar uma água.- Me levantei e vesti o vestido novamente.
— Tá. Ia dizer o caminho, mas o conhece bem.- Disse.
— Já volto.- Sai e peguei o copo de água, logo voltando ao quarto.
Tinha ido me limpar e voltei a me deitar, puxando o lençol pela cintura.- Tudo calmo?
— Sim.- Disse.
— Fiquei preocupado de acorda-los.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Está?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Ela não tinha entendido minha pergunta, resolvi deixar quieto.
Tomei da água.- Vou me ajeitar para dormirmos então.- Peguei minha necessaire, meu pijama e fui para o banheiro.
Fui até o guarda-roupa e peguei uma cueca. Ela deve ser assim, de não falar muito. Não querendo me gabar, mas sei satisfazer uma mulher, não tem como ela não ter gostado. Voltei para a cama, mas não conseguia deixar isso de lado.
Me arrumei no banheiro e voltei ao quarto, me deitando.
Ela estava com um pijama bem sexy, ficava ótimo nela. A olhei de cima a baixo e sorri.
— O que foi?- Perguntei.
— Você está gostosa.- Disse.
Ri.- Em um pijama preto comum? Ok.
— Talvez seja do seu natural então.- Disse.
Sorri.- Eu não sou gostosa, mas obrigada. Se você acha...
— E eu? Vai dizer que não sou também?- Questionei.
— Você é, mas todo mundo sabe disso.- Disse.
— Bom saber de você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Ela estava deitada ao meu lado e a beijei de leve, deixando minha mão escorrer pela sua lateral.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Parei e a olhei.- Então, estamos meio que oficialmente namorando?
Sorri.- Sim, estamos.
— Gostei disso.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Eu podia dizer com toda certeza que a amava, acho que sempre a amei, mas estava meio confuso ainda. Depois desses meses, de hoje, tudo isso sumiu. Mesmo para mim que nunca fui de muitos relacionamentos sérios, eu queria essa, queria ela só minha.- Posso te dar uma coisa?
— Pode.- Disse.
Me levantei e fui até uma caixinha que tinha em cima da cômoda. Peguei um colar e trouxe de volta a ela.
— É lindo.- Disse.
— Sim, minha avó deu a cada um de nós meninos para dar a mulher que desejássemos para sempre na nossa vida. A rainha da nossa vida, por isso a coroa.- Disse.
— Sua vó é um tanto exagerada com a "rainha", mas é lindo o gesto, assim como o colar.- Disse.
— Mal de família. Deixa eu colocar.- Disse.
— Melhor amanha. Não consigo dormir com jóias.- Disse.
— Tudo bem.- Botei na mesinha.
— Agora eu vou dormir, estou cansada. Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Me virei para o lado e logo adormeci.
Ela dormiu e eu não. Porque? Mania de paranoico. Era um dos motivos das minhas discussões com Hayley. Tinha que esquecer essas coisas, nem sempre eram o que eu achava. Passei o braço pela cintura dela e depois de tempos, dormi também. Quando acordei era cedo ainda, mas acho que era costume da rotina sozinho. Regina dormia, então levantei, tomei banho e preparei a mamadeira da Hope. Ela ia acordar logo, era um relóginho. Enquanto fazia o café, a ouvi chorar e desliguei tudo antes de subir, mas ao entrar no quarto Regina já estava com ela, o que me fez sorrir.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ela está com fome. Acho que sempre está na verdade.- Disse.
— Sim, eu vou ir terminar de aquecer. Já volto.- Sai dali.
Peguei ela, fiz toda a parte de limpeza e desci.- Ia fazer panqueca.
— Ok, vou preparar o café do Henry.- Disse.
— Ele não gosta?- Perguntei.
— Não é isso. Eu que sou mãe chata mesmo.- Disse.
Ri.- Tudo bem.- Puxei ela pelo braço e beijei de leve.- Foi uma ótima noite.
— Foi sim.- Disse.
Reparei que ela colocou o colar e sorri. Ela era a mulher para mim.- Eu te amo.
Sorri.- Também te amo.
— Mãe, tô com fome.- Henry apareceu na porta.
— Acho que todos estamos.- Ri e peguei a mamadeira da Hope e Regina foi fazer o café do seu menino. Logo estávamos todos rindo e tomando café na mesa. Cenas como essa foram ficando mais frequentes e eu cada dia mais feliz e sem pensar naquelas bobagens. Depois de meses assim, a convenci a morar comigo, claro que eu queria casar, mas até o casamento em si chegar, íamos já aproveitando. Eu passei a amar Henry e agora o vejo como o um filho, assim como ela tem todo carinho e amor com Hope. Depois do nosso casamento e quando voltamos de lua de mel, eu olhava nosso álbum, especialmente a foto de nós quatro e sorri. Lembrei do dia que a contratei, sem saber que aquela não seria apenas minha esposa de aluguel, mas sim minha mulher de verdade. Se vamos ter um felizes para sempre não sei, mas o que me importa é o agora, e ele é tão bom que parece mágico.
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