Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, como já tinha dito, esse é Kai e Elena. Espero que gostem :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Kai e Elena)

Só me faltava essa, teria que viajar com a Gilbert. Ok, a um tempo acharia uma coisa boa, mas depois que ela me deu um fora sem explicação quando a chamei para sair o que eu gostava nela virou irritação, e a agora a vejo como a mulher mais metida que eu conheço. Afinal, ninguém é bom o suficiente para Elena Gilbert sair. Ah, eu sou Kai Parker e eu e ela trabalhamos na mesma empresa e no mesmo setor; relações publicas. Tínhamos que ir ao Havaii para convenção. Cheguei no aeroporto na hora e esperava junto com o piloto ela. Sim, piloto, íamos apenas nós dois num jato alugado pela empresa.

Cheguei no avião.- Bom dia Ryan.

— Bom dia Srta. Gilbert. Acho que agora podemos ir.- Ryan disse.

— Vamos. Não queremos chegar lá atrasados.- Entrei no avião.

— Vamos.- Entrei no avião e me acomodei.

Guardei minha mala e peguei um refrigerante no frigobar com uns amendoins. Ok, eu não era o maior fã de aviões, preferia carros. Coloquei o cinto e o verifiquei algumas vezes.

— Você pode ficar quieto, por favor? Eu quero ler.- Disse.

— Põe um fone então.- O avião taxeoou e se preparou para decolar, a parte que eu mais odiava.

Suspirei.- Ainda diz que é homem.- Sussurrei para mim mesma e coloquei mesmo os fones de ouvido. Comecei a ler.

Finalmente o avião decolou e pude respirar, estava até suado. Ok, podem rir, mas depois disso eu ficava melhor. Peguei meu notebook e comecei a assistir um filme, uma comédia para me distrair. Comia Ruffles e percebi olhares feios da outra.- O que é?

— Coma direito.- Disse.

— É batata. Não tenho culpa se é crocante.- Disse.

— Santo Deus, você é uma criança grande.- Peguei minhas coisas e me levantei, indo me sentar no fundo do avião.

— E você sabe ser irritante e chata.- Disse.

— Cala a boca.- Disse.

— O que? Não consegue ouvir umas verdades?- Questionei.

— E você não sabe receber um não?- Rebati.

— Um não com motivos, sim. Um não por capricho, não.- O avião balançou de forma estranha. Olhei pela janela e percebi que estávamos entrando numa nuvem carregada.

— Eu não tenho que te dar satisfações do porque eu quero ou não sair com você.- Me ajeitei no banco e coloquei o fone de volta.

— Arrogante chata.- Por isso a maioria no trabalho não era muito chegado a ela, só sabia ser irritante com todo mundo. Aquele balanço não estava me fazendo bem, então guardei o notebook e parei de comer. Reclinei a poltrona, ouvindo musica baixinho.

Mexia no celular, olhando o que teria que fazer na convenção. Depois de alguns minutos, o sono me bateu. Tinha dormido pouco noite passada. Me ajeitei no banco e logo adormeci.

Depois de um tempo tudo se aquietou, ainda bem. Comecei a jogar no celular e olhei para trás. O pior é que ela era bonita e gostosa. Lembro quando a vi pela primeira vez no processo de seleção de estagiários. Putz, ela estava gostosa numa saia social justa e uma blusa meio aberta. Deveria ter adivinhado que era uma metida. Me distrai e quando um solavanco mais forte sacudiu o avião todo fiquei alerta.

Me mexi no banco com o balanço, mas me virei para o outro lado, voltando a dormir.

Os balanços ficavam piores. Olhei e estávamos no meio de uma nuvem negra. Sabia que estávamos em cima do oceano, então era uma tempestade das fortes. Ok, tudo bem que Ryan era um piloto experiente, isso me tranquilizava e deu certo até um barulho na asa me assustar.- Que merda foi isso?

Me acordei e suspirei. Esse cara não cala a boca mesmo. Que coisa mais irritante.

Tinha alguma coisa errada, podia perceber a gente perdendo altitude e o barulho na asa ficando maior. Me levantei.- Ryan, o que está havendo? Estamos descendo, ainda não estamos chegando.

— Tem alguma coisa havendo na asa e não podemos ficar na tempestade assim.- Ryan disse.

Fui até Ryan.- O que houve, Ryan?

— A asa está com problema.- Disse.

— Liga para a central então.- Disse.

— Não estou conseguindo comunicação. Achei pelo radar uma ilha a frente, coloquem os cintos, vou tentar pousar lá.- Disse.

— Tudo bem, mas você não vai fazer isso sozinho.- Me sentei onde deveria ficar o co-piloto e coloquei o cinto.- Se precisar de ajuda, estarei aqui.

— Você sabe alguma coisa de avião?- Ryan perguntou.

— Não muito. Mas sei que eu sou uma pessoa e você também, e não vou deixar você correr o maior risco sozinho.- Disse.

Como sempre, metida. Fui até a parte de trás e peguei os kits de primeiro socorros e coloquei perto da minha mala no bagageiro acima de mim. Me sentei. Sentia que estávamos descendo muito rápido para aterrizar. Estava ficando zonzo quando senti o choque em alguma coisa e bati minha cabeça. Foi a ultima coisa que me lembro antes de apagar.

Quando me acordei, estava com um pouco de dor de cabeça. Toquei minha testa e tinha sangue. Não parecia ser muito, ainda bem. Olhei pela janela do avião e estávamos em uma ilha. Tirei o cinto e olhei para o lado. Ryan. Me levantei e fui até ele. Senti o pulso dele e suspirei. Ele está morto. Me lembrei de Kai e corri até ele. Mesmo que não fosse com a cara dele, não desejava mal a ele. Senti o pulso dele também e respirei aliviada. Ele está vivo. Mas desmaiado. Era melhor ele acordar sozinho. Peguei as minhas coisas, as dele e as de Ryan e sai do avião. Cortei minha perna nesse processo de descer, mas tudo bem. Coloquei as coisas no chão e me sentei na areia, esperando.

A primeira coisa que senti foi uma dor de cabeça horrível, depois prestei atenção; o avião, claro. Olhei e vi algumas coisas reviradas, partes amassadas e quando fui soltar meu sinto, meu braço doeu, devia ter o machucado. Consegui fazer e me levantei. Andei e vi o Ryan, não precisei de muito para saber que ele tinha morrido. Sai de lá e consegui ver a Elena na areia. Estava bem nublado. Não podia dizer bem onde estávamos e que horas eram.- Elena.

— Hey.- Disse.

— Está inteira?- Me escorei numa árvore.

— Estou viva, é o que importa. E você?- Questionei.

— Parece que colocaram minha cabeça num liquidificador.- Disse.

— Imagino.- Falei.

— Alguma ideia de onde estamos?- Questionei.

— Nenhuma.- Disse.

— Eu botei os primeiros socorros perto da minha bolsa, você viu?- Eu precisava de algo para dor, estava ficando tonto.

— Estão aqui.- Dei a ele.

— Diz que tem algum analgésico.- Disse.

— Tem sim.- Falei.

Mexi o braço e a dor foi mais perto do ombro. Devia ser ali onde estava machucado, mas conseguia mexer. Abri a bolsa.- Onde?

Levantei e achei para ele.- Aqui.

— Valeu.- Peguei e me segurei na arvore.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Eu estou zonzo e...- Só deu para me afastar dela antes de vomitar. Ok, eu não estava bem e não era só pelo susto.

— É melhor você descansar.- Ajudei ele se sentar escorado em um arvore e peguei uma garrafinha de água, dando a ele.- Tome, vai te ajudar. Eu vou ver se encontro alguma ajuda.

— Não se afasta muito, melhor, não vai.- Tirei aquele gosto ruim e tomei o remédio.

— Porque?- Perguntei.

Me deitei por cima do mato mesmo.- Se acontecer alguma coisa com você não vou saber onde tá.

— E porque se importa? Você deixou claro que você e nem ninguém no escritório gostam de mim, então não sentirão falta. Não se preocupe.- Rasguei um pedaço da saia onde tinha machucado a perna. Incomodava o pano roçando ali e fui andando.

Eu queria ir atrás dela, mas o peso nos olhos foram mais fortes e apaguei.

Fiquei andando tentando achar ajuda, mas acabei não achando ninguém. Depois de um tempo fazendo isso, fui voltando. Me sentei na beira do mar. Minha roupa estava toda destruída, mas era o de menos. Deixei a água ficar lavando o machucado.

Senti uma picada no meu rosto e aquilo me fez acordar. Era uma formiga. Tirei a mordedora abusada e levantei. A minha cabeça doia um pouco menos. Olhei ao redor e vi Elena na água, pelo menos ela estava de volta. Caminhei até lá.- Achou alguma coisa?

— Não.- Disse.

Suspirei.- Eu vou pegar umas coisas, fazer uma fogueira. Acho que não vai demorar muito para anoitecer.

— Tudo bem.- Falei.

— Quando acabar ai, me vá lá no avião tirar o Ryan, meu braço tá machucado.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fui até onde ela tinha deixado as bolsas e tirei minha camisa. Achei logo o motivo da dor, meu ombro estava deslocado.

Me levantei e fu até o avião. Com dificuldade — afinal sou uma mulher-, tirei Ryan do avião. Toquei o rosto dele e suspirei.- Sinto muito.- Mesmo que não tivesse ligações com ele, era triste perder uma pessoa.

Depois eu colocaria no lugar, tinha que aproveitar a claridade. Cheguei junto do avião.- Vamos enterra-lo ou enrola-lo?

— Acho que enterrar não dá, porque é areia de praia, fina demais. E enrolar não vamos suportar o fedor do corpo dele se decompondo, acho que o melhor é colocar na correnteza do mar.- Disse.

— A Família dele não vai querer ele de volta? Para enterra-lo?- Questionei.

— Pode ser que sim, não sei.- Disse.

— Espera aqui.- Sai, entrando no mato que era baixo ali pela frente. Achei algumas pedras e com o braço bom mexi na terra, era uma terra normal. Voltei.- Você consegue cavar um pouco? Achei onde podemos coloca-lo, mas meu ombro tá fora do lugar.

— Tudo bem.- Falei.

Arrumei para ela com o que fazer um pouco de buraco e o levamos para lá, o cobrindo com as pedras. Depois de uns minutos, voltamos e comecei a mexer no avião, separando o que poderíamos precisar a noite.

Estava sentada fazendo um curativo na minha perna. Era bem fundo e tinha perdido bastante sangue. Depois desse acidente ficava pensando ainda mais no que ele tinha dito, de ninguém gostar de mim e percebi que se morresse ninguém sentiria minha falta. Não sei porque ninguém gosta de mim, sinceramente. Não posso fazer nada quanto a isso também.

— Vai querer dormir aqui ou mais para perto da praia?- Perguntei.

— Eu vou dormir aqui.- Disse.

— Tá.- Entrei e peguei umas mantas.- Aqui deve esfriar a noite.

— Eu não preciso, pode ficar para você.- Disse.

— Tem mais e protege das formigas. Elas mordem feio.- Falei.

— Ok então.- Disse.

Peguei algumas para mim e coloquei no lugar. Ela tinha feito bastante, então faria por agora. Busquei as bolsas colocando onde ficaríamos e abri o frigobar. Graças a Deus ele era bem abastecido. Pelo menos alguma água teríamos e algumas coisas para ir comendo também. Achei aqueles travesseiros e dei um a ela. Achei um isqueiro e isso ajudou a fazer a fogueira. Me sentei.- Você está pálida.

— Não é nada demais.- Disse.

— E está machucada. Tem algum antinflamátorio? Tome. Você com uma infecção é o que não precisaremos agora. Não sabemos quanto tempo vamos ficar aqui.- Disse.

— Estávamos indo para uma viagem, Kai, não fazendo contrabando de remédios. Claro que não tem.- Falei.

— Você diz isso porque não tem médico na família. Espero ter acontecido nessa vez.-Abri minha bolsa e a revirei.- Aqui, kit completo. Anti-inflamatório, antibiótico, analgésico, material para pontos, anti-sépticos e mais curativos. Pode usar o que precisar.

— Eu não preciso, obrigada.- Disse.

— Vai infeccionar Elena, é um corte feio.- Falei.

— Não vai curar com remédios, Kai. Tem que fazer pontos, limpar e tudo mais. Fora que esses remédios de infecção tem que ser específicos, porque muitas vezes não funcionam. Eu estou bem.- Disse.

— Me dê uns minutos e ajudo a dar os pontos.- Falei.

— Eu não vou deixar você me costurar. Eu já disse que estou bem.- Disse.

— Então tudo bem, você que sabe.- Até mesmo quando estamos fudidos, ela se mantém arrogante. Isso vai ser complicado. Peguei uma garrafinha de whisky que achei e me sentei no meu lugar.

Me cobri com a manta e me acomodei. Fiquei um tempo acordada, mas logo dormi.

Ela tinha dormido, mas eu não ia conseguir e infelizmente para meu azar a acordaria de um jeito que me renderia muitas xingas. Mas dane-se, se ela não faz questão de ser simpática, não tenho que me fazer de bonzinho. O whisky fazia um pouco de efeito, era hora. Respirei fundo e mexi no braço para coloca-lo no lugar. Primeira tentativa falha e que me rendeu só um berro de dor.

Me acordei.- O que foi?

Respirava com dificuldade ainda.- Pode dormir.

— Como vou dormir com você berrando?- Questionei.

— Estou colocando meu ombro no lugar, desculpe se não dá para ficar calado com isso.- Disse.

— Podia ter avisado que faria isso, teria ido para outro lugar.- Me levantei, peguei a manta e fui para um lugar afastado dali.

Eu poderia estar numa ilha com uma porção de pessoas, mas tinha que cair justo com ela. Bebi mais um pouco e não podia enrolar, então o fiz. Nunca tinha tido uma dor assim. Só me deixei cair na cama que tinha feito e não pensar no que estava sentindo.

Dois dias se passaram e nada de alguém vir nos ajudar. Eu estava louca para chegar em casa de uma vez e com certeza me demitiria. Aquilo não é para mim. Agora estava sentada comendo uma maçã.

— Temos que dar uma saída.- Parei do lado dela.

— Porque?- Questionei.

— Nossa água está acabando e o que achamos por aqui também.- Disse.

— Vamos então.- Disse.

Guardei as coisas dentro do avião e coloquei algumas numa bolsa, e saímos. Meu braço estava um pouco melhor e a perna dela nem tanto, mas ela continuava teimosa. Andamos algumas horas até que percebia que subíamos um monte.- Você consegue subir? Quero ir lá em cima, ter noção do resto da ilha.

— Pode ir, eu fico.- Disse.

— Tá, qualquer coisa grita.- Entreguei uma faca e uma lança que eu tinha feito.

— Duas coisas; eu não sei usar essa coisa e só tem nós aqui. Leve com você.- Disse.

— Pode aparecer algum animal.- Falei.

— Como eu disse, eu não sei usar.- Disse.

— Só fica.- Dei a ela e subi. Ok, não era uma ilha muito grande, mas não tinha nada, só o mar azul ao redor de nós. Não via barco nem avião. Que merda. Mas via coisas boas. Não estávamos longe de uma cachoeira e a mata não parecia ruim. Voltei.

— E ai?- Perguntei.

— Quer a parte boa ou a ruim?- Questionei.

— As duas.- Disse.

— A boa é que estamos perto da cachoeira, é só seguir por ali.- Apontei.- A ruim é que não tem nada ao redor e nem sinal de buscas. Acho que a tempestade nos tirou da rota.

Suspirei.- Mas não precisamos de cachoeira, temos o mar.

— Você vai conseguir beber de lá? Fora que estamos precisando de uma banho com água limpa, se não vamos torrar.- Disse.

— Tudo bem então.- Falei.

Fomos para a cachoeira que não era longe e era mesmo uma visão bonita.- Tem que admitir, ela é bonita.

— Sim, é.- Disse.

— Ai como preciso disso.- Tirei a camisa.

— Fique a vontade.- Disse.

— Você não vai?- Perguntei.

— Depois.- Falei.

Tirei a calça também e olhei ao redor. Pela primeira vez não xingava onde estava. Entrei na água e era fria, mas suportável, e depois daqueles dois dias, relaxante.

Me sentei escorada em uma árvore e ficava mexendo nas folhas que tinham ali.

A olhei. Se não fosse tão irritante, tão de mal com o mundo, seria uma pessoa muito melhor. Me perguntava se aquilo tinha motivo, mas também se tivesse era escolha dela ser assim.

— Eu vou voltar.- Me levantei.- Até.- Sai dali.

Eu não era babá dela, então a deixei ir e curti ficar ali. Meu corpo doía bem menos com a água fria e aquilo me dava energias novas.

Voltei ao local e me deitei na areia da praia. Eu não tinha levado roupas, pois era só um dia que ficaríamos lá, então ainda usava a mesma. Estava rasgada, mas dava para o gasto. Me cobri com a manta e fiquei por ali.

Depois de bem uma hora, eu sai da água e enchi algumas garrafas para bebermos. Voltei e reacendi a fogueira para ferver a água.- Está com fome?

— Não.- Disse.

— Eu vi uns peixes para aquele canto, vou tentar pegar alguns.- Disse.

— Ok.- Falei.

Peguei uma toalha minha. Sim, eu tinha levado alguns itens pessoais para tomar banho lá e ia usa-la de rede, esperava dar certo.

Me virei de lado e peguei meu celular. Ele não estava destruído, mas não pegava ali. Passei pela minha lista de contatos e ficava imaginado se eu pudesse falar com Jeremy agora, se ele iria se importar. Não sabia direito sobre isso. De família eu só tenho ele mesmo, meus pais morreram em um acidente de carro. E moro sozinha e Jeremy mora em outra cidade. Bloqueei o celular e fechei os olhos, tentando dormir.

Sorri, comemorando. Tinha conseguido pegar alguns peixes, agora era só limpar e não comeria mais biscoitos. Elena estava dormindo quando voltei, então eu fiz isso. Como eu sei tanta coisa? Simples, assisti muito Discovery e as maratonas de sobreveviência. Era fascinado por elas. Limpei os peixes e os assei, a água tinha esfriado e estava boa para beber. Achei uns coco e seria um acompanhamento legal. Peguei o peixe no espeto e passei perto do nariz dela.- Elena.

Senti-me acordar.- O que foi?

— Olha que cheiro bom, eu podia ser chef.- Ri.- Vai comer?

— Não, obrigada. Estou sem fome.- Disse.

— Ok.- Ah, quer saber? Foda-se. Me levantei e fui para meu lugar. Comi e que refeição gostosinha ficou. Me limpei e fui verificar mais uma vez se conseguia usar o rádio que tinha no avião. O que não deu certo. Tinha um mapa e olha onde podíamos ter ido parar. Pela janela olhava aquela garota. Ela tinha ido tomar banho na praia e tirou a blusa; que corpo. Para Kai, não adianta ser gostosa, mas nem falar com você direito ou tratar bem. Tinha um muro ao redor de Elena Gilbert. Mais um dia veio e outro, e eu já criei uma rotina. Buscava água, pescava, caçava e colhia frutas. Fazia questão de não pedir nada a senhora mal humorada. Agora eu estava fazendo um cobertura para não ter que ficar sempre dentro do avião para me proteger; um abrigo era bem vindo.

Eu tinha pego algumas frutas e um pouco de água. Estava sentada onde tinha montado um canto para mim. Terminava de comer uma banana e molhava o machucado na perna. Peguei a casca da banana e coloquei em cima do machucado. Sempre ouvi falar que era bom para machucados.

— Isso não vai contaminar?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Eu já ouvi da folha de bananeira ser um bom cicatrizante.- Disse.

— A casca também é.- Falei.

— Essa eu nunca ouvi.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Onde aprendeu?- Perguntei.

— Não sei, só ouvi falar por ai.- Disse.

— Você teve sorte.- Comentei.

— Porque?- Perguntei.

— Não ter inflamado. Foi um corte feio.- Disse.

— De vez em quando eu tenho sorte.- Disse.

— Uma vez a minha irmã estava no estágio e atendeu um cara com um corte assim na mão. Ele perdeu dois dedos com isso.- Falei.

— Bem, perder uma perna não seria nada comparado em morrer. Ou perder o Ryan, nesse caso.- Disse.

— Verdade.- Falar na minha irmã tinha me feito lembrar dela. Eu não era chegado aos meus pais ou aos meus outros irmãos, mas a Jo era minha gêmea e eu adorava ela.

— Eu vou ir tomar um banho.- Me levantei.

— O tempo está feio, choveu mais cedo quando você dormia, então cuidado com a água.- Disse.

— Ok.- Sai dali.

Não demorou muito para começar a chover e eu botei as coisas dentro do avião, e sentei na poltrona. Estava ficando entediado, ainda mais por ter uma companhia que nem conversar direito podia.

Tomei o banho, aproveitando e tomando de chuva também. Meu cabelo estava uma porcaria, mas não tinha o que fazer. Me sentei em uma pedra, esperando a chuva passar.

Ela não voltou. Ah, não vou me preocupar. Voltei as minhas folhas e já tinha feito bastante, logo teria uma cobertura boa. O tempo passou e a chuva não. Começava um ventinho frio. A parte que tinha janelas quebradas respingava, então resolvi testar o que tinha feito e cobri, agora sem vento ali. Fiz um foguinho e me deitei em uma poltrona.

Quando a chuva parou, sai da água e me sequei com um lençol. Outro eu peguei e consegui fazer um vestido para mim. As outras roupas coloquei fora. Voltei e já era bem tarde, então me sentei escorada em uma árvore, me cobri com a manta e logo adormeci.

Acordei com o som do mar. Olhei ao redor e não vi a bendita mulher. Olhei pelo lado de fora e ela dormia lá fora sem fogo e no frio. Voltei ao meu lugar. Ela devia me odiar mesmo, prefirir lá. Mas depois, o tempo ficou mais frio e isso era uma questão de ajuda. A peguei e coloquei numa poltrona. Esquece ela Kai, tem que esquecer. Estar tão perto me lembrava da vontade de sair com ela.

Senti- me acordar e olhei ao redor.- Como eu vim parar aqui?

— Mesmo que me odeie, não ia te deixar congelar.- Disse.

Me ajeitei no banco.- Eu não te odeio.

— Claro que não.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem então.

Estava virado para a janela. Não achei que ficaria assim, mas estava com saudade de casa, de tudo no mundo normal e preocupado de não sair daqui nunca.

Estiquei minha perna e olhei o machucado, estava praticamente curado e não era mais tão feio. Se bem que depois de dias nessa ilha, eu estou toda destruída.

Peguei nas minhas coisas, minha carteira e achei uma foto minha e da Jo. Ela colocou lá contra a minha vontade, mas agora eu podia pelo menos ver um rosto familiar.

Me virei de lado e fiquei olhando pela janela. Eu sempre gostei de ver a chuva e aquele lugar era realmente lindo.

Botei a foto na janelinha.- Será que ainda estão nos procurando?

— Por você? Com certeza. Sua família não ia desistir.- Disse.

— Éramos três pessoas no avião e não só eu tenho família.- Disse.

— Eu só prefiro pensar que a família de Ryan tenha ficado em paz e aceitado que ele possa estar morto. Como eu sei que ele está, me dói pensar que possa ter pessoas com esperança.- Falei.

— Sim. A esperança é horrível e quando nos damos a realidade, é como se ela nos matasse.- Disse.

— Pois é.- Falei.

— A quanto tempo estamos aqui? Duas semanas?- Questionei.

— Não sei.- Disse.

— Parece uma eternidade.- Falei.

— Sim.- Disse.

— Ainda mais para você.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Bem, você me destesta desde que colocou os olhos em mim, então...- Disse.

Suspirei. Já nem tinha mais forças para discutir com ele. Já era cansativo. Então somente me virei novamente de lado e fiquei olhando pela janela.

A mesma de sempre, pensei. Só me perguntava porque de tanto afastamento. Do que interessa? Me interessa se alguém não gosta de mim, quero saber porque. Não vale a pena. Foda-se. Me virei para onde ela estava.- Afinal, fala de uma vez. Porque você nunca foi com a minha cara?

— Não tenho nada a falar.- Disse.

— Tem sim. Ninguém tem uma raiva assim do nada.- Disse.

Suspirei.- Você insiste que eu tenho raiva de você. Você me convidou para sair, eu recusei e no dia seguinte você começou a me tratar mal. Queria o que? Que eu te trasse bem?

— Queria uma explicação. Até então achei que nos davámos bem.- Disse.

— Você tem amnésia por acaso? Você me chama de irritante, metida e chata só porque eu não aceitei seu convite.- Disse.

— Observação. Você sabe ser irritante, sabe ser chata e sabe ser metida.- Falei.

Suspirei.- Então a conversa terminou. Já tem sua resposta.

— Não. Eu disse que você sabe ser, não que só existe isso em você.- Disse.

— Não era isso que você falava e demostrava a uns dias atrás. Você se contradiz o tempo todo.- Disse.

— Você que não ajuda. Desde que estamos aqui, já que estamos ferrados mesmo, eu tentei ajudar, mas você só sabe ficar ai nesse mal humor.- Disse.

Eu ia falar, mas fiquei quieta. Me levantei e sai de dentro do avião, voltando para onde estava antes.

Fui atrás dela.- É isso que sempre faz, não é? Ou foge ou dá meias respostas.

— Me deixe em paz.- Disse.

— Qual é o problema com você? Não quer saber de ninguém na sua vida? Ok. Mas não precisa distribuir patadas por ai.- Disse.

Estava cansada de ouvir ele falar essas coisas de mim. Coisas que nunca fiz. Nem parecia que ele estava falando de mim. Me levantei.- Me deixa em paz, Kai.- Peguei a manta e sai dali.

Foda-se. Sai andando pelo mato e me sentei perto da cachoeira para esfriar a cabeça. Sempre que conversava com ela dava nisso, nem eu me entendia.

Caminhei até ver que estava longe o suficiente. Me acomodei embaixo de uma árvore e fiquei por ali.

Não chovia, então fiquei por ali e mais calmo pensava com mais clareza. Com as coisas que ela dizia me fazia querer descobrir o misterio Elena, mas ao mesmo tempo pensava porque queria aquilo se ela nunca se importou. Estava encostado numa pedra e mesmo com frio, adormeci.

Mais um tempo se passou e aquele lugar já estava me enjoando. Eu me mantinha longe dele porque ele só sabia ser grosso dizendo coisas como se ele fosse o mocinho e eu a vilã da história. Eu tinha descoberto algumas coisas lá na ilha que eram boas para o cabelo, então ele tinha ficado mil vezes melhor do que estava. E descobri uma semente que tinha um liquido hidratante e como tinha uma gilete na minha necessaire, agora estava sentada em uma pedra perto da água, usando o liquido hidratante e fazendo minhas pernas.

Eu dormi ali mesmo na pedra e me arrependi. Estava doido e com certeza com um principio de gripe. Comi umas bananas que achei e tirei o resto para levar. Não estava afim de conversa quando voltei, minha cabeça doía. Voltei, botei as frutas lá e entrei no avião, ficando na poltrona e me enrolando. Olhei pela janela e a vi; tinha pernas lindas.

Enxaguei minha perna e já tinha feito as duas. Olhei em volta e não vi Kai, então tirei o vestido que tinha feito com lençol e comecei a fazer minha virilha. Eu não tenho muitos pelos, mas odeio saber que eles estão ali.

Puta merda. Agora ela estava nua, era uma visão... Eu estava numa ilha a dias e aquilo tinha resultado, um deles, nas horas que não vivia preocupado, era a falta de sexo apertando. E olhando ela assim estava me deixando excitado.

Continuei fazendo minha virilha e graças a Deus na parte intima em si, não tinha crescido pelo nenhum ainda.

Ok, eu podia estar com febre e tendo alucinações, mas ela era maravilhosa. Como eu queria tocar aquele corpo, beija-lo e fazer ela gemer meu nome enquanto era minha.

Afastei meu cabelo e peguei minha pinça. Tirei alguns pelos que tinha ao redor do meu mamilo. Essa era parte nojenta de ser mulher. Mil cuidados.

Peitos, que peitos, quero alucinar sempre. Bem que ela podia fazer isso ao meu alcance. Bem, será que a alucinação é que nem a original e vai fugir se eu me aproximar?

Minhas axilas já tinha feito ontem, então vasculhei um espelho na minha necessaire e com a pinça comecei a fazer minha sobrancelha.

Sai da poltrona, um calafrio me correu pelo corpo, mas consegui andar até lá.- Agora eu lembrei um dos motivos que eu queria sair com você linda.

— Kai!? Meu Deus.- Peguei o vestido, cobrindo algumas partes do meu corpo, as mais importantes, digamos assim.

— Está mais morena desde que chegamos, te deixando mais atraente.- Terminei de falar tossindo.

Me levantei, chegando junto dele.- Você está bem?- Toquei na testa dele.- Deus, você está queimando.

— Com certeza, com uma visão dessa.- Disse.

— Estou falando sério.- Juntei minhas coisas.- Vem, vamos para o avião.

— Eu estava certo, você é mais legal assim.- Acompanhava ela sorrindo.

Chegamos no avião e entramos.- Se deite. Precisa descansar. Ainda tem remédio para febre?

— Se deita comigo.- Puxei ela comigo.

— Kai, você está com febre.- Fui no lugar onde estava os remédios e peguei um com um pouco de água para ele.- Tome.

— Só se deita comigo.- Disse.

— Ok, mas tome o remédio.- Falei.

— Tá.- Tomei com um pouco de água o que ela mandou.- Tá frio ainda aqui dentro, fecha a janela.

— Ok.- Fechei a janela.

— Obrigado.- Disse.

— Tudo bem.- Molhei uma toalha com água e coloquei no pescoço dele. Para ajudar a febre a descer.

— Você está parecendo a Jo assim.- Disse.

— Você está mal, então tenho que cuidar de você.- Sentei do lado dele.

— Eu gosto de você boazinha assim.- Falei.

Sorri de leve.- Que bom então. Agora durma. É o melhor a se fazer.

— Nossa, seu sorriso é bonito.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

— Gostei de ver ele.- Estava com o corpo doendo e os olhos estavam pesados.

— Agora durma.- Disse.

— Era por gostar dele que te chame...- Senti a frase morrer quando meus olhos fecharam.

Ele adormeceu e suspirei. Me levantei e peguei frutas. Principalmente laranja e mamão que tem vitamina C. Cortei-as e fiquei esperando ele acordar.

Não fazia ideia do quanto eu dormi, só que estava suando e parecendo que tinha sido atropelado por um caminhão.- Elena?

— Hey.- Disse.

— Eu estou moído.- Disse.

— É a gripe. Coma isso aqui, vai ajudar.- Dei a ele.

— Além de médica, cozinheira também?- Perguntei.

— Se cortar frutas conta como cozinhar, então sim.- Disse.

Me ajeitei um pouco.- Obrigado.

— De nada.- Disse.

Comia e estava na duvida.- Antes foi alucinação mesmo ou real?

— O que exatamente?- Questionei.

— Você com pouca, melhor, nada de roupa.- Disse.

— Oh, isso.- Senti meu rosto corar um pouco.- Foi real sim.

— Oh.- Esbocei um sorriso.- Você não dançou fazendo striper quando estava vestida de folhas.

— O que?- Perguntei.

— Nada.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Não está com frio?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Que horas são? Tenho que abastecer a gente de água.- Fui me levantar.

— Não precisa, eu vou.- Disse.

— Eu vou aceitar. Tudo o quero é ficar nessa cama.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

Me deitei de volta e me enrolei.- Parou de chover?

— Sim.- Disse.

— Isso é bom. Sinal de alguma coisa?- Perguntei.

Suspirei.- Nada.

— Ok.- Encostei a cabeça no travesseiro e olhava de relance a foto.- Será que esqueceram a gente?

— Claro que não esqueceram você.- Disse.

— Porque só fala de mim? Você deve ter alguém também.- Falei.

— Não tenho.- Disse.

— Nem irmão, pais, ninguém?- Perguntei.

— Só meu irmão, mas ele mora em outra cidade. Nem deve ter notado nada.- Disse.

— Claro que notou. Ele deve adorar você.- Disse.

— Não.- Disse.

— Não?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Hã... Ok então.- Disse.

— Ok.- Falei.

Tinha aprendido que com ela era melhor não forçar.- Quem disse que eles não pararam? Estavam doidos para se livrar de mim.

— Mesmo assim você tem o pessoal da empresa, então relaxa, alguém está esperando por você.- Disse.

— Nossa chefe te adora.- Disse.

— Kai, você mesmo me disse que ninguém lá me suporta. E você deve ter razão. Então não fale algo que não é verdade.- Disse.

— Não leva tão a sério o que eu digo.- Tossi um pouco.- Eles só acham você uma pessoa difícil de se aproximar.

— Ou vocês que são fáceis demais.- Disse.

— Me chamou de fácil?- Perguntei.

— Não. Eu disse que pode ser isso. Não estou afirmando nada.- Disse.

— Me senti uma vadia de esquina agora. Tudo bem, minha bolsinha está gasta, mas dá para o uso.- Disse.

Ri.- Boa sorte para quando ficar nu na frente dos clientes.

— Eles adoram meu corpinho.- Disse.

Ri.- Que bom então.

Ela tinha o sorriso lindo, era fato e me lembraria dele quando ela voltasse a se afastar. Não queria que ela fizesse, mas sabia que faria.- Tem mais remédio?

— Tem sim. Aqui.- Peguei o remédio e dei a ele.

— Acho que vou voltar a minha soneca.- Disse.

— Tudo bem. Eu vou ir tomar banho.- Falei.

— Cuidado.- Disse.

— Ok.- Sai dali.

Me recostei na janela e acho que dormi de novo. Era bom falar com ela sem brigar. Fiquei nesse vai e vem de febre por mais de um dia e vi Elena bem tensa por minha causa. Agora acordava, mas sem sinal da febre chata.

— E ai, está melhor?- Perguntei.

— Acho que sim.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Pelo menos não me sinto mais muido.- Disse.

Sorri.- Isso já é um avanço.

— O que tem para fazer? Já posso ajudar.- Disse.

— Não tem nada. Não se preocupe.- Falei.

— Você agora tem que descansar. Fez tudo sozinha esses dias.- Disse.

— Não precisa, estou bem. Continue descansando.- Disse.

— Vamos a praia. Preciso me esticar.- Disse.

— Vamos.- Falei.

Me levantei, peguei uma garrafinha de água e fomos. Odiava ficar doente.

Caminhávamos e o lugar era realmente muito bonito.

— Acho que aquela frente fria só apareceu para me derrubar.- Disse.

Ri.- Só pode.

— Ok tempo, você venceu. Eu não durmo mais no relento.- Disse.

Sorri.- É melhor mesmo.

— Sorte nossa ter o avião para nos abrigar.- Falei.

— Verdade.- Disse.

Chegamos e eu sentei numa pedra na sombra.- Se quiser ir tomar banho vá.

— Eu vou mesmo. Acho que nunca irei me enjoar de praia.- Sorri.- Agora vira-se para eu tirar a roupa.

— Precisa mesmo?- Perguntei.

— Claro que sim.- Disse.

— Tudo bem.- O fiz.

Tirei a roupa e entrei na água.

Me virei, a olhando.- Está boa?

— Está ótima.- Disse.

— Queria poder ir.- Disse.

— E porque não pode?- Questionei.

— Quer que eu volte a ficar ruim?- Perguntei.

— Não, mas tecnicamente esse é o nosso único modo de tomar banho. A não ser que você queira ficar encardido.- Disse.

— Eca.- Falei.

Ri.- Pois é.

Tirei a camisa e a bermuda, que eu tinha transformado em bermuda, e entrei na água com ela.- Boa.

Assenti.- Sim, está.

— E a visão melhor ainda.- Disse.

— Que visão?- Perguntei.

— Sua.- Disse.

— Oh.- Pois é, só agora fui notar que estou completamente nua com ele dentro do mar.- Obrigada então.

— Eu que agradeço.- Sorri.

— Pelo que?- Perguntei.

— Esquece.- Ri e mergulhei.

Franzi o cenho.- Ok.

Voltei até ela.- Arrumou o que comer para hoje?

— Sim. Frutas e os peixes que você pegou.- Disse.

— Na boa, morria por um bife.- Disse.

— Eu nem tanto. Acho que até emagreci com essa dieta.- Sorri.- Eu morria por um dia inteiro no cabeleireiro.

— Verdade. Está meio bucha ele.- Disse.

Dei no braço dele de leve.- Seu bobo! Deixa meu cabelo, coitado.- Ri.

— Mas é uma buchinha arrumada.- Ri.

Sorri.- Menos mal então.

Olhei em direção ao mar.- Devemos estar no meio do nada. Não tem nem um ponto aparecendo no horizonte.

Suspirei.- Deve ser.

— Eu vou consertar aquele rádio. É a unica esperança nossa.- Disse.

— Espero que tenhamos sorte.- Disse.

— Vou tentar o meu melhor.- Disse.

— Eu sei que sim.- Falei.

Ok, ela estava confiando em mim e isso me deixava feliz. Ficamos ali tomando banho e depois fomos na cachoeira tirar o sal do corpo. Entramos e tirei a cueca.- Areia sabe ser incomôda.

— Kai!- Me virei de costas para ele.- Você podia ter pedido para eu me virar antes de tirar a cueca.

— Não é nada que não tenha visto, Elena.- Disse.

— Eu sei. Mas mesmo assim as pessoas não se trocam na frente uma das outras. — Disse.

— Você se troca.- Disse.

— Não. Eu pedi para você se virar.- Disse.

— Isso não me impediu muito de eu te ver antes.- Falei.

— Isso porque você se aproveitou da situação.- Disse.

— Eu já estava te vendo antes, linda.- Disse.

— Você me viu nua antes daquela vez?- Perguntei.

— Antes de eu chegar até você.- Disse.

— Oh sim. Mas foi só uma vez.- Disse.

— E hoje.- Falei.

— Isso é.- Disse.

— Você é linda.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

Me aproximei dela. Sim, mesmo queimada do sol e tudo mais, ela estava linda.

O olhei. Ele era lindo. Sempre o achei lindo, na verdade. Só tínhamos esse pequeno problema de não nos entendermos.

Toquei no rosto dela e pela primeira vez achei que se a beijasse, ela não recuaria.

Olhei a mão dele e depois voltei meu olhar a ele.

Dane-se se ela recuar. A beijei.

Retribui o beijo.

Sorri no beijo e a puxei para mais perto.

Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e acariciava sua nuca.

A peguei mais forte para junto de mim e intensifiquei o beijo. Era muito mais gostoso que imaginei ter ela assim.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e os acariciava. Minha outra mão descia pelo braço dele que me envolvia.

Eu tinha que ter cuidado para não me excitar, ela perceberia imediatamente. Ela beijava gostoso e nem parecia quem vivia me irritando antes.

O beijo foi parando e não sabia exatamente como me portar agora. Porque isso podia ser só um joguinho dele. Não tinha como eu saber.

Sorri.- Que boca gostosa.

Sorri.- Obrigada. A sua também é.

Não a soltei.- Por isso quero mais.- Fui num beijo mais intenso que o anterior e a minha vontade por ela só crescia. Calma rapaz, se aquieta ai.

Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.

Deslizava a mão nas costas dela e me segurava para não ir até a bunda. Podia sentir seus peitos precionados em mim e desejava pegar neles. Tinha impressão que ela era deliciosa por inteiro.

Parei o beijo delicadamente, pois já o sentia excitado. E não queria que ele ficasse em uma situação pior.- Kai, não podemos passar de beijos, você sabe.

— Sei?- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Estamos em uma ilha. A não ser que você queira sair daqui com um filho, não podemos passar de beijos. Fora que se o pior acontecer, teríamos que criar esse filho aqui e isso não é bom.

Parei.- Você tem razão, desculpe.

Acariciei o rosto dele.- Tudo bem. Você não tem culpa.

— Eu vou dar um mergulho para sair. Não posso abusar, os remédios já não são mais tantos assim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

A deixei e mergulhei. Ela tinha razão, não podia ser imprudente assim.- Agora você se vira.

Ri.- Ok.- Me virei de costas para ele.

Sai e me vesti. Isso seria difícil de aguentar, ainda mais com uma visão daquela.- Pronto.

— Ok. Agora você se vira.- Disse.

— Ok, ok.- O fiz.

Sai da água e coloquei o vestido de volta.- Pronto.

— Vai voltar?- Perguntei.

— Para onde?- Questionei.

— Para o nosso acampamento.- Disse.

— Sim. Você não?- Perguntei.

— Vou. É que você gosta de dar umas voltas.- Disse.

— Ah sim. Mas hoje estou cansada para dar voltas.- Falei.

— Então vamos.- Tomei a direção de volta e num impulso tomei a mão dela na minha.

Olhei nossas mãos e sorri.

Depois daquele dia não consegui ficar longe da Elena. Ainda brincava, a irritava, mas agora sempre terminava em beijo. Beijo; ficar só nele estava ficando cada vez mais difícil. Estávamos nos conhecendo mais e ela era incrível. Eu estava empenhado em fazer o rádio funcionar e a cada vez que ele chiava sem encontrar nada, eu me frustava.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Não. Nada faz essa porcaria funcionar.- Joguei o fone do rádio no painel.

Me sentei na perna dele.- Calma. Você vai conseguir, ok? Tenha calma.

— Eu já li o manual todo, é tudo que eu sabia.- Disse.

Beijei ele na bochecha.- Vai dar certo. Agora é melhor você descansar um pouco.

— Você comeu?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Tá. Vou ver se como alguma coisa.- Disse.

— Ok.- Me levantei do colo dele para ele poder levantar.

Peguei só uma pêra e me sentei olhando o sol que estava quase escondido. Tinha passado o dia todo mexendo ali.

Suspirei e me sentei escorada em uma arvore. Era ruim vê-lo assim, mas sabia como era o sentimento.

Por reflexo olhei ao redor e a vi.- Ei, fica ai não. Vem.

— Você parece querer ficar sozinho.- Disse.

— Já estamos sozinhos o bastante, vem.- Estiquei a mão a ela.

— Tudo bem.- Fui até ele.

Passei o braço por ela.- Se estivesse sozinho aqui, já tinha ficado doido.

Apoiei minha cabeça no ombro dele.- Eu também.

— A gente diz que quer ir embora e ficar longe de todo mundo, mas não é tão legal assim.- Disse.

Ri.- Eu moro sozinha, então estou acostumada a ficar sozinha já.

— Eu digo sozinho assim. Sem nada nem ninguém, civilização, coisas, pessoas. E isso me lembra que vou ter que ajeitar para tirar essa barba.- Disse.

— Você fica bem assim.- Disse.

— Fico? Barbudo?- Questionei.

— Barbudo como o Dumbledore, não. Mas assim, fica.- Sorri.

— Nossa, que exagero Lena. Teria que passar anos para ficar daquele jeito.-Descobrimos que tínhamos muito em comum.

Ri.- Verdade. Mas seria engraçado.

— Seria não.- Começava um ventinho frio, então voltamos. O avião era uma casa para gente. Ela se deitou e depois de conversarmos mais, dormiu. Agora dormíamos sempre juntos. Eu não consegui. Fiquei pensando em tudo e o dia clareou. Fui logo para o rádio. Mexi em algumas coisas e testei. Quase cai duro. Na terceira tentativa responderam. Era um avião, mas ele ia passar os dados e a nossa frenquência para uma torre. Depois de falar com eles fui acordar a Elena.- Lena.

Me acordei.- O que foi?

Abracei ela.- Vamos para casa. Vamos para casa.

O olhei.- O que?

— Eu consegui, eu falei com um avião que passou a frenquência para uma torre. Estão localizando onde estamos.- Disse.

Me sentei.- Sério?

— Sim, meu amor, vamos embora daqui.- Disse.

Sorri e o abracei.- Isso é ótimo.

— Sim. Vamos voltar.- Sorri e a beijei.

Retribui o beijo.

Depois de algumas horas, eles fizeram contato de novo informando que faziam ideia de onde estávamos e que já iam mandar começar as buscas. Pegamos algumas coisas e nos sentamos perto da praia. Juntei umas coisas e fiz uma fogueira. Me sentei junto dela e a olhei.

— O que foi?- Perguntei.

— Quero que me prometa uma coisa.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Que as coisas não vão mudar.- Disse.

Toquei o rosto dele e sorri.- Não vão.

— E eu vou te levar para sair. Aceita, senhorita Gilbert?- Perguntei.

Sorri.- Sim, eu aceito. Mas só depois de dois dias.

— Dois dias?- Perguntei.

— Sim. Um eu vou passar o dia em casa e o outro vou no cabeleireiro, manicure e depilação. Então dois dias.- Disse.

Ri.- Combinado.- Ficamos esperando e pareceu uma eternidade até que ouvimos o som de helicópteros. Foi tudo muito rápido e quando vimos já estávamos chegando de volta em São Francisco. Eu não larguei a mão dela durante o voo e ela apertava a minha a cada oscilação que dava, mas chegamos inteiros. Foi nos explicado que estávamos num raio de 200 KM fora da rota em outro sentido, por isso as buscas não chegaram a nós. Depois de toda informação nos liberaram e levaram para um hospital. Fizemos exames e a melhor parte foi ver minha irmã de volta. Ok, meu pai e os outros irmãos também. Vi Elena com o irmão dela e dei um numero a ela que podia me ligar quando tivesse um. Mas não esquecia o combinado. Recebei ligações naqueles dias, mas queria que as coisas se acalmassem logo. Liguei para Elena e ela confirmou a saída, mas mudamos para mais alguns dias. E passaram voando, logo eu estava na porta do prédio dela, a esperando.

Desci até a portaria e o vi.- Hey.

— Nossa, que diferença.- Disse.

— Ainda bem.- Falei.

— Mas o bronze continua.- Disse.

— Você quer dizer queimado.- Disse.

— Torrado.- Falei.

— Exatamente. Está horrível.- Disse.

— Que nada. Do jeito que nos hidratamos dá até para espremer.- Andávamos na rua.

Ri.- Provável. Mas isso não fez minha pele ficar boa novamente. Então nem vale.

— Não está ruim.- Disse.

— Está horrível. Assim como minha mão. Acho que nunca voltaram ao normal. Muito sol sem proteção.- Falei.

— Um mês. Podia jurar que era mais.- Disse.

— Um mês pode ser uma eternidade.- Disse.

— Digamos que as duas últimas semanas foram bem melhores.- Falei.

Sorri.- Sim.

— O que me faz lembrar.- A segurei.- Que estou morrendo de saudade da sua boca.

— Está?- Questionei.

— Sim, estou.- Falei junto dela.

Sorri.- Pena que vai ter que esperar. Porque estamos no meio da rua.

— Temos? Sei disso não.- Disse.

Sorri.- Sabe sim. Agora, onde nós vamos?

— Comer. Não sei você, mas ainda não matei todas as minhas vontades.- Disse.

Ri.- Guloso.

— Olha que você nem viu os pratos que comi.- Disse.

— Mas eu imagino.- Disse.

— Não foi uma visão bonita. X-tudo completo com fritas. Ou quer comida mesmo?- Perguntei.

Ri.- Melhor não.

— Ok. Então vamos, sei de um lugar ótimo.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

A levei até a lanchonete e comemos. Não sabia dizer como era bom comer carne depois de tanto peixe e frutas. No hospital disseram que eu tive sorte, pois passei perto de uma concussão e pneumonia, e ela de infecção. Nos divertimos bastante e depois de comer andamos no shopping e acabamos vendo um filme. A levei para casa e chegava de volta a entrada.- Bem, não foi tão ruim, foi?

Sorri.- Foi ótimo.

— Podia ter aceitado de cara.- Disse.

Suspirei.- Sério que vamos voltar a isso?

— Não. Vamos voltar a parte boa.- A encostei na parede e a beijei.

Retribui, mas parei.- Ei, estamos na frente do meu prédio.

— Então vamos subir.- Disse.

— Tudo bem. Mas tem certeza? Sua família deve te querer por perto. Agora mais do que nunca. E não quero atrapalhar nada.- Disse.

— Digamos que uma semana é suficiente para lembrar o porque eu sou próximo da metade dela.- Falei.

— Bem, tudo bem então. Vamos.- Disse.

Acompanhei ela e gostei do lugar que vi.- E seu irmão?

— Como disse, ele não mora aqui.- Disse.

— Já voltou então?- Perguntei.

— Não somos próximos.- Disse.

— Sei como é. Meu pai e os outros gêmeos foram embora depois de dois dias.- Disse.

— E como foi na empresa?- Perguntei.

— Chato. Fez mesmo isso?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— Se demitir.- Disse.

— Sim.- Falei.

— Não gostei. Estava animado em te ter no corredor.- Disse.

— Bem, infelizmente não vai acontecer.- Disse.

— Ainda bem que estou de licença. Ai posso curtir a sua presença então.- Me colei nela.

Sorri.- Sim. Quer algo para tomar?

— Na verdade quero outra coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você.- A beijei. Estava tão acostumado a isso que senti falta horrivelmente esses dias. Do beijo, dela e das conversas.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Estava estranhando as roupas, mas sabia que esse era o normal. A mantinha segura contra mim e quis sentir sua pele com a minha, como antes.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.

Desci a mão pelas costas dela e pressionava a cintura dela contra a minha. Eu a desejava e lá na ilha, no fim, acabei concordando em esperar, mas agora é outra história.

Minha mão descia pelo seu peito e gostava de sentir seus braços ao meu redor e o quanto ele me mantinha segura ali. Não sei se isso era natural dele ou ele fazia já pensando. Mas a sensação é igualmente boa.

Parei o beijo e enquanto tomávamos fôlego, descia meus lábios pelo pescoço dela.

Me arrepiava aos lábios dele. Eram macios e doces.

— Sua pele continua boa, não tem com que se importar.- Disse.

Sorri.- Você é um doce e gentil. Mas eu sei que não está. Coisa de mulher.

— Deve ser. Até agora não estou vendo defeito nenhum.- Disse.

— Que bom então.- Falei.

Chegava perto do ombro e derrubava a alça do vestido que ela usava.

Normalmente esse momento eu devia estar meio insegura, como qualquer mulher, porém ele já tinha me visto nua, então não era novidade para ele. Nem as qualidades, nem os defeitos.

Cheguei no ouvido dela.- Por acaso não esqueceu de me mostrar seu quarto?

Sorri.- Por aqui.- Fomos para o quarto.

— Olha, nunca amei tanto minha cama do que quando cheguei em casa.- Disse.

Ri.- Imagino.

Me sentei na beirada da cama.- E a sua é ótima.

— Bem, alguma coisa de boa eu tinha que tirar daquele trabalho.- Sorri.- E com certeza foi a cama.

Ri.- Foi mesmo.- A puxei até estar sentada no meu colo.

Sorri.- Sabe, eu vou sentir falta da ilha. De algum jeito, eu me apeguei aquele lugar.

— Eu sei do que mais sinto falta.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você sem roupa.- Disse.

Ri.- Isso não é difícil de resolver.

— Não?- Questionei.

— Não.- Respondi.

— Então vamos resolvê-lo.- Minha mão subiu pelas coxas dela, subindo o vestido que logo foi tirado.- Agora sim estou familiarizado.

— E falta você.- Comecei a abrir a camisa dele.

— Sente minha falta?- Perguntei.

Sorri.- Claro que sim. Você esconde muita coisa por baixo dessa roupa.

— Sabia que você ficava me observando.- Disse.

Ri.- Metido. Mas claro que sim. Sua carinha de bebê engana as pessoas e ai elas não ficam preparadas para o que vão ver.- Desci minha mão pelo braço dele que era bem definido, com certeza.

— E você foi agraciada com a melhor parte.- Desci a mão dela até a calça.

Sorri.- Com certeza você é muito metido.

— Estou mentindo?- Perguntei.

— Absolutamente não.- Disse.

Ri.- Assim como você é gostosa pra caramba.

— Obrigada.- Disse.

Mordi de leve o pescoço dela. Estava gostando de ela não ficar de enrolação, gostava de garotas assim.

Nos deitamos na cama e o beijei novamente.

Nos virei e eu fiquei por cima dela. Podia finalmente a tocar por inteiro. E o primeiro lugar que fui foram as coxas dela.

Me arrepiava ao toque dele e entrelacei minha perna em sua cintura.

— Você se arrepia fácil.- Disse.

— Demais.- Falei.

— Vamos ver o que mais te arrepia.- Desci com minha boca, beijando ou só rocando até o peito dela, que logo abri o sutiã.

Era estranho a sensação de que não era novidade isso para nós, mas que mesmo assim seria nossa primeira vez.

Abocanhei o peito dela e o suguei.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Você é sensível aqui.- Disse.

— Pois é.- Terminei de tirar a camisa dele que eu tinha somente aberto e soltei seu cinto também.

— Acho que não é só eu que está sofrendo de abstinência.- Disse.

Ri.- Você não diria isso se me conhecesse bem.

— Fiquei curioso. Porque?- Ajudei ela a tirar minha calça.

— Longa história. Deixa para outra hora.- Disse.

— Tá.- Disse.

— Ok.- Falei.

Me estiquei até a calça e peguei as camisinhas.- Agora onde vou, vou com elas.

— Bom saber que pretende usa-las em outros lugares.- Disse.

Fiquei sobre ela novamente, segurando os braços dela.- Então quando eu vier para cá não é para trazer?

— Depende. Porque se nós dermos certo, pretendo tomar anticoncepcional. Então elas não serão precisas.- Disse.

— Achei que já estávamos dando.- Disse.

— E estamos. Mas quero dizer namorar.- Falei.

Sorri e a beijei.- Você já é minha desde que nos beijamos pela primeira vez.- Disse no ouvido dela e soltando os braços para poder tirar a calcinha dela.

Sorri.- Sua é?

— Sim, minha.- Deslizei minha mão pelo seu sexo.- Completamente.

Sorri.- Gostei disso. Não sabia que um beijo tinha selado isso.

— Deveria ter percebido.- Toquei no seu ponto sensível.

Suspirei pesadamente.- Vou tomar mais cuidado com beijos a partir de agora.

— Não precisa.- Toquei com mais intensidade ali.

— Você deveria.- Sorri e o beijei novamente.

Retribui o beijo e nos ajeitei na cama. Apesar de estar gostando, meu tesão por ela estava falando mais alto.

Entrelacei minha perna em sua cintura e tirei a cueca dele. Minha mão descia pelas suas costas.

Enquanto a beijava pensava no tempo que falava mal dela. Acho que no fundo era só para lhe chamar atenção. Sempre a desejei. Terminei de tirar a cueca, coloquei o preservativo e vi ela me olhando.- Admirando a visão?

Sorri.- Completamente.

Ri e voltei a minha posição de antes, penetrando nela. Olhava em seus olhos, podia me perder naquele castanho.

O olhava também e o beijei novamente. Não conseguia ficar longe da boca dele.

Não pude segurar o gemido por estar dentro dela. Era tão gostosa e quando eu me movimentava o prazer aumentava.

Gemi contra os lábios dele, mas voltava a beija-lo. Uma das minhas mãos desciam pelo seu abdômen e a outra pela suas costas.

Puxava a perna dela mais para minha cintura, apertando sua coxa, subindo até o peito e pegando ali também.

Gemi e suspirei pesadamente. Desci meus lábios pelo seu maxilar.

— Ei, ai eu tenho cosquinha.- Disse.

Ri.- Sério?

— Sim.- Disse.

— Ok, desculpe então.- Disse.

Intensifiquei a velocidade e ela me acompanhou. E estava percebendo que ela era boa nisso.

— Kai...- Gemi seu nome em seu ouvido, logo mordendo seu lóbulo.

Isso só me deixava mais excitado e queria mais daquilo, mais dela. Elena... Ela estava me deixando doido.

O beijei novamente e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Nos rolei e a visão dela por cima, com seus peitos acompanhando os movimentos, era mais do que sexy. Quando estávamos perto de gozar, voltamos a eu estar por cima e nunca tinha sentido uma coisa assim com orgamo. Era como se ele fosse mais intenso, sei lá.

Me aconcheguei no peito dele e acariciava ali. Acho que podia ficar eternamente assim.

— Agora é oficial. Você é muito gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Mexia nos cabelos dela.- Valeu a pena esperar. Apesar de você ter me deixado doido de tesão.

Sorri.- Desculpe.- Beijei o peito dele.- Mas foi melhor esperar do que eu estar grávida nesse momento.

— Está muito cedo para isso.- Disse.

— Sim.- Falei.

— Estamos concordando demais, senhora mal humorada.- Ri.

— Eu não sou mal humorada!- Ri.- Só não tive boas experiências com homens.

— Ainda bem que sou uma exceção.- Disse.

Sorri.- Sim, é.

— Então senhorita Gilbert, posso ser seu namorado?- Perguntei.

— Com certeza sim.- Disse.

Sorri e a beijei. Aquela noite foi uma das melhores que já tive. Eu ficava mais na casa dela que na minha casa. Era um namoro gostoso, o melhor que eu já tinha tido. Eu realmente amava aquela mulher e não tive duvidas quando a pedi em casamento. Um ano e pouco depois do nosso acidente estávamos nos casando e a lua de mel... Bem, queríamos algo nosso e não tivemos duvida; fomos para uma ilha. Não a que ficamos, mas uma em que lembrasse onde a nosso ódio virou amor.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Esse capítulo me lembrou muito de Arrow HAHA´ (Comecei a ver a pouco tempo) Ah, o próximo é Kol e Elena. Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;) P.S: Eu acabei de postar uma fic nova com a Naylah Salvatore, deem uma passada por lá: http://fanfiction.com.br/historia/598454/Shades_Of_Darkness/