Liberty- One Shots
51 Capítulo 51- Kol & Elena.
Notas iniciais

POV Kol.
Terminei de me vestir e me olhei; é, eu estava bem para uma noitada. Dinheiro, celular e um documento. Saia de casa e minha mãe veio cheia de cuidados. Eu a amava, mas ela exagerava. Sai e fui onde meu amigos marcaram. Íamos a uma boate nova, com stripper e tudo mais. Stefan, Kai e Matt estavam me esperando e fomos. Entramos fácil e pedi uma bebida.- Parece bom aqui.
— Realmente.- Matt disse.
— Tomara que sejam gostosas mesmo.- Kai disse.
— Geralmente são. A não ser que o dono tenha muito mal gosto.- Stefan disse.
— Pelas que estou vendo não são.- Disse.
— Verdade.- Stefan disse.
Ficamos bebendo até que anunciaram que alguns shows iam começar. A primeira foi gostosa e dançava bem. A segunda também e Kai foi atrás dela no intervalo.- Onde foi?
— Ganhar a noite.- Kai disse.
Matt riu.- Você se contenta com pouco.
— De pouco não tem nada. Viu aquele peitos?- Kai questionou.
— Tinham cara de falsos.- Matt falou.
— Matt, você está precisando de uma noite de sexo para deixar de ser chato.- Kai disse.
Matt suspirou.- Ok então, pavio curto.
— Calminha aí estressados.- Disse.
— Estamos calmos.- Matt disse.
— Sei. Vai começar outro.- Disse.
— Espero que seja bom.- Stefan disse.
— Pois é.- Kai disse.
POV Misto. (Kol e Elena.)
Quando me anunciaram, subi ao palco. Ainda estava escuro e a musica começava. Tirei o sobretudo que usava e fui para o meio do palco. A luz ascendeu no mesmo momento que a música começou, então comecei a dançar também.
Só pelo começo deu para ver que ela era boa e gostosa.
Continuei dançando e o resto do stripper foi como sempre foi. Homens tarados e a maioria velhos. Depois que terminei, sai do palco e coloquei o sobretudo novamente. Fui para o "camarim" e coloquei a roupa que tinha separado. Me sentei ao bar e fiquei por ali mesmo.
Fiquei maravilhado com aquela morena. Ela era linda e sexy. Quando a vi ir ao bar fui até ela.- Belo show.
— Obrigada.- Disse.
— E você é...?- Questionei.
— Elena.- Disse.
— Lindo nome.- Falei.
— Obrigada.- Bebi da cerveja.
— Dança muito bem.- Disse.
— Obrigada, novamente.- Falei.
— Você pode ir dançar comigo ou não pode?- Perguntei.
— Não somos autorizadas a fazer isso.- Disse.
— E o que preciso fazer para poder ir?- Questionei.
— Dançar? Nada. Eu não posso dançar com você e nem com ninguém. Se você quer sexo? Ok, pague para o cara lá na caixa e vamos. Não posso perder meu tempo e dinheiro conversando também.- Disse.
— Tudo bem, me espere aqui.- Falei.
— Ok.- Disse.
Fui até onde ela falou e paguei por ela, pela noite toda. Foi um preço alto, mas eu a queria. Voltei a ela.- Pronto.
— Tudo bem, vamos a um quarto então.- Fui até John e peguei a chave de um quarto disponível. Seguimos até ele.
— Você é bem direta.- Disse.
— Não estou aqui para enrolação.- Falei.
— Bem, eu vou ter você a noite toda.- Disse.
— Então você poderá escolher o que quer que eu faça para passar a noite.- Disse.
— Como eu disse, eu gosto de dançar.- Disse.
— E como eu disse, só estou autorizada a dançar no palco.- Entramos no quarto.
— Ok.- Me sentei na cama.- Então dance para mim.
— Tudo bem.- Coloquei uma música e baixei a luz, logo começando a dançar.
Sorri, apesar do jeito sério dela dava para perceber que era só pela situação. A sua expressão enquanto dançava era bem diferente.
Tirei o colete que usava, ficando só com a blusa. Não tirei o salto porque a maioria dos clientes gostam de mulheres nuas de salto. Não me pergunte o porque.
Ela me excitava e estendi a mão, a trazendo mais perto do meu colo.
Continuei dançando e foi a vez de tirar a saia que vestia.
Subi a mão pela perna dela e percebia que ela era muito mais gostosa do que vi.
Comecei a desabotoar a blusa que usava enquanto seguia o ritmo da música.
Ela tinha peitos ótimos e não me conti em pega-los.
Deixei ele o fazer e continuei dançando.
— Você é bem gostosa.- Disse.
— Obrigada.- Me afastei um pouco e tirei a calcinha.
— Melhor ainda agora.- Disse.
— Que bom.- Era impressionante como homens se contentavam com pouco. Se eu fosse homem, não ia "me" procurar, mulheres do meu tipo, ia querer ter uma somente minha. Mas enquanto esse tipo de homem existir, eu tenho um ganha pão pelo menos. O deitei na cama e comecei a desabotoar a camisa dele.
Sorri.- Você é habilidosa.
— Tenho que ser.- Disse.
Puxei ela, a beijando. Não me importava de pagar mulher para passar a noite. Enquanto não estava com ninguém, não via problema.
Retribui o beijo.
A segurei e a virei na cama, começando a beijar seu corpo.
Obviamente eu não sentia prazer nenhum nisso, então só deixava ele fazer como quisesse. Afinal, era o cliente.
Percebi uma marca abaixo do seio dela.- Você está bem?
— Sim.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Tenho.- Disse.
Continuei e logo voltei a boca dela.
Retribui o beijo novamente.
O beijo dela era gostoso, mas sabia que era algo sem vontade. Sorri.
— O que foi?- Perguntei.
— Deve estar de saco cheio de ouvir essa coisas, não é?- Perguntei.
— Que coisas?- Questionei.
— Que é linda e gostosa.- Disse.
— Nem todos gostam de ficar falando como você.- Disse.
— Incomoda?- Perguntei.
— Você que está pagando, você faz o que quiser.- Disse.
— Eu sei.- Toquei as pernas dela.
— Pois é.- Disse.
Me afastei para tirar minha calça e pude olhar ela. Era mesmo bonita.
Ele era totalmente estranho, não se comportava com os outros homens. Mas também, ele ainda tinha cara de menino.
Não ia mais ficar brincando, ela parecia não gostar. Me livrei da minha roupa, coloquei a camisinha e ajeitei ela, logo a penetrando.
Somente envolvi minha perna na cintura dele. Pelo menos dessa vez não tenho que fazer nada praticamente.
Não entendia porque desde que a tinha visto me senti atraído. Bem, a ter estava mais que prazeroso. Ela tinha reações mínimas ao que eu fazia, quando eu comecei a sentir de novo. Não... não. Eu tinha conseguido, tinha parado. Quando vi tinha gozado pouco momentos depois de estar dentro dela. Droga, inferno!
Pelo menos esse acabou rápido. Ele saiu de cima de mim e eu me sentei na cama.- Vai querer mesmo a noite toda? Porque você pode conseguir seu dinheiro de volta.
Me levantei com raiva de mim mesmo e me vesti rápido.- Pode ficar com o dinheiro.
— Até se eu pudesse.- Disse.
— Não pode?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei e me sentei na cama.- Só vai receber se eu passar a noite?
— Não, eu vou receber igualmente. Só que pelo tempo que ficamos aqui.- Me levantei e me vesti.- Agora é melhor você ir, eu preciso continuar trabalhando.
— Tudo bem.- Seu incapaz, não consegue nem ter uma transa direito. Eu queria ir embora, nem sei porque tinha ficado empolgado em vir. Eu era uma decepção mesmo.- Então até um outro dia.
— Até.- Disse.
Deixe ela e sai de lá o mais rápido que deu. Meus amigos ainda tentaram me chamar, mas peguei meu carro e fui embora. Na direção tentava me controlar. Eu tinha um problema, algo que o médico resumiu em ejaculação precoce. Eu não descobri fácil assim; tive uma namorada e nas primeiras vezes que transamos ela relevou, mas nas vezes que seguiram ela não perdoou eu gozar rápido e nem de não dar prazer a ela. Isso nos levou a terminar e logo depois de algum jeito toda escola sabia do meu problema. Aquilo me deixou mal e depressivo. Fiz tratamento tanto com psicológo como com um médico. Melhorei e voltei a minha vida, indo para faculdade. Mas por vezes isso voltava a acontecer e acho que por isso não tenho ninguém, não tenho coragem de ter uma namorada assim. Cheguei em casa e fui para meu quarto. Tomei um banho e deitei, tentando esquecer da minha vida.
O resto da noite foi como todas eram. Era de madrugada quando cheguei em casa e fui direto para o computador. Eu faço faculdade a distância. Claro que eu não teria a cara de pau de ir em uma. Afinal não ia arriscar um colega me ver na boate e depois seria insuportável. Infelizmente eu não podia evitar a rua, fazer o que? Depois que terminei tudo, já amanhecia e fui tomar banho. Me deitei um pouco e dormi umas duas horas. Me levantei e me arrumei, saindo para ir em uma cafeteria. Depois dali tinha que ir para a boate começar a limpeza e tudo mais. Ganhava mais por isso.
Tinha saído cedo da aula e não estava no clima de ficar em bagunça. Fui num café e lia um livro. Vi um rosto conhecido entrar. Sorri quando ela olhou na minha direção.
Suspirei. Eu tenho uma sorte que vou dizer. Não dei bola e segui até o balcão. Pedi um cappuccino e um sonho recheado. Me sentei ali mesmo.
Levantei e fui até ela.- Elena.
— O que?- Perguntei.
— Queria me desculpar pelo jeito que sai ontem.- Disse.
— Se você não se importar, eu prefiro ter um momento de normalidade e não falar sobre isso.- Disse.
— Hã... tudo bem, desculpe.- Dei um meio sorriso e voltei ao meu lugar. Eu sou péssimo mesmo, em tudo que faço.
Cruzei as pernas e meu pedido chegou. Comecei a comer.
— Olha se não é a melhor dançarina de todas.- Um cara chegou tocando nela.
Observei o cara.
O que eu falei sobre minha sorte? Pois é. O pior é que eu não tinha nem orgulho e nem nada para poder me defender e pedir para ele se afastar ou tirar a mão de mim.- Existe melhores.
— Duvido. Está livre agora?- Ele perguntou.
Não acreditava na cara de pau dele.
— Não.- Disse.
— Por que não?- Ele pegou ela pelo braço.
Uma coisa era a vida que ela levava, outra era a tratar assim.
— Me solta.- Disse.
— Eu sei de como você gosta.- Ele tocou o rosto dela.- Lembra do peso da minha mão?
Era demais. Me levantei.- Elena, disse para acabar com essa birra. Volte para nossa mesa. E você pode solta-la? Ela está comigo.
— E quem é você?- Ele perguntou.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Exatamente.- Peguei no braço dele.- Solte-a e vá embora.
Ele acabou fazendo.- Nos vemos por aí.- Ele saiu.
— Obrigada.- Me levantei.- Melhor eu ir.- Pedi para o cara embalar meu pedido para a viagem.
— Não precisa, podemos conversar.- Disse.
— Não temos nada para conversar e eu não gosto de sair na rua. Então melhor eu ir.- Falei.
— Elena, podemos conversar sim. Já viu que não sou um imbecil como eles.- Disse.
— Eu não quero ficar mais aqui. Será que não entendeu? E eu tenho que ir trabalhar. Você volte para a sua vida e me deixa em paz.- Peguei meu pedido e sai dali.
POV Kol.
Arisca ela. Fiquei ali e estava sem vontade de sair muito, então fui para casa. Como tínhamos prova, ninguém inventou nada, mas na sexta veio a perturbação.- Não Kai, não estou afim de sair.
— E porque não?- Ele perguntou.
— Porque não. Me deixa quieto.- Disse.
— Está ficando igual ao Matt?- Ele questionou.
— Não cara, eu só... Não quero que o outro dia se repita.- Disse.
— Você fica com uma menos bonita e pronto.- Ele falou.
— Não me sacaneia Kai.- Disse.
— Estou falando sério.- Ele disse.
— Tudo bem, mas se vocês começarem a me pertubar, vou embora no mesmo instante.- Disse.
— Combinado.- Ele disse.
— Até mais tarde chato.- Disse.
— Até.- Ele falou.
Deixei ficar mais tarde e me obriguei a levantar, e ir tomar banho. Não estava animado como antes, então só coloquei qualquer roupa e fui. Encontrei eles lá e entramos.
Nos sentamos e Stefan pediu uma tequila.
Pedi uma cerveja.
— Kol, você vai ficar com essa cara de enterro ai é?- Kai perguntou.
— Daqui a pouco ele melhora.- Stefan disse.
— Só aquela morena aparecer que ele se anima logo.- Kai disse.
— Pois é.- Matt disse.
— Você foi embora e nem disse se ela é gostosa ou não.- Kai disse.
— Deve ser.- Stefan disse.
— Sim, é.- Disse contra vontade.
— Pela sua cara, acho que não é não.- Stefan disse.
— Vão começar?- Questionei.
— Cara relaxa, o seu problema é esse; tensão.- Kai disse.
— Bem, vamos esquecer isso então, é melhor.- Stefan bebeu.
— As meninas vem ai.- Kai comentou.
— Vamos ao show então.- Stefan disse.
POV Misto. (Kol e Elena.)
As moças passavam pelo palco, brincavam e se exibiam. Eu permanecia quieto no meu canto, mas quando Elena entrou, sei lá, foi diferente. Olhava ela e era como me acendesse, mas eu não ia para a cama dela. Não até poder desfrutar de verdade aquela mulher. Sorri. Depois daquele dia, eu ia sempre na boate e ficava apenas para ver o show dela e dava uma bela gorjeta por isso. Hoje não foi diferente, só que eu estava sozinho e botei duzentos dólares na calcinha dela.- Toma um bebida comigo.- Disse quando ela se abaixou.
— Tudo bem. Daqui a pouco eu vou.- Disse.
Sorri e fiquei esperando por ela. Tomava uma cerveja.
Terminei o show, desci e fui me trocar. Fui até o bar, me sentando ali.
— Cerveja?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Pedi uma para ela e dei.
— Obrigada.- Bebi da cerveja.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim e você?- Questionei.
Dei com os ombros.
— Hã... Ok.- Disse.
— Aquele cara não apareceu mais?- Perguntei.
— Sim. Porque?- Questionei.
— Ele fez algo com você? Te machucou?- Questionei.
— Você não tem que saber disso e nem eu posso ficar falando.- Disse.
— Não é crime querer saber se tem alguém te machucando ou não.- Falei.
— Caso você não tenha percebido eu sou uma prostituta ou uma puta, como você preferir me chamar. Então não me venha com essa de preocupação. Vá se preocupar com as suas namoradinhas ou seja lá o que você tem.- Disse.
— Eu não tenho namoradas.- Falei.
— Então devia ter.- Disse.
— Não é uma coisa que você entenderia.- Disse.
— Não entenderia mesmo.- Falei.
— Não é tão estranho como acha.- Disse.
— Você é um garoto rico e tem tudo ou quem quiser, e fica ai reclamando da vida e dizendo que tem problemas. Você não tem problemas.- Disse.
— Acha que isso é tudo?- Perguntei.
— Sim, eu acho. Você só não sabe aproveitar, então não fique choramingando pelos cantos. E tente achar alguém que preste, não vagabundas.- Me levantei, indo até onde um cliente me olhava.
Fui atrás dela.- Acha que me conhece para falar assim comigo?
— Eu estou trabalhando, me dá licença.- Disse.
— Eu estou falando com você.- Falei.
— Eu não tenho tempo para conversas.- Disse.
— É uma questão de tempo assim?- Fui até o caixa e paguei.- Pronto, não é mais.
— Retira isso e me deixa em paz! Mas que droga. Vai ficar grudado em mim agora?- Perguntei.
— E se eu quiser?- Questionei.
— Resolva sozinho.- Disse.
— Não. Vamos.- Disse.
— Não.- Falei.
— Vamos Elena.- Disse.
— Me deixa.- Disse.
— Não é só assim que você dá atenção? Sim, porque não adianta ser legal com você.- Falei.
—Eu estou aqui para trabalhar e não para ficar conversando.- Disse.
— Então vamos sair para conversar!- Exclamei.
— Eu não tenho tempo para isso. Procure outra.- Disse.
— Não quero.- Falei.
— Problema seu.- Disse.
— E seu também. Vou ficar aqui até você aceitar.- Disse.
— Vá se foder então.- Peguei minha bolsa e sai da boate.
Fui atrás dela.- Elena. Elena!- A alcancei.- Para! É difícil tratar bem quem não te trata como um pedaço de carne?
— Me solta!- Exclamei.
— Não.- Disse.
— Será que você não se tocar?! Você não está estragando só minha vida, mas de outras pessoas também! Eu tenho um irmão de 3 anos e eu estou juntando dinheiro para poder pega-lo do lugar que ele está e cria-lo. E você está estragando a vida dele!- Me soltei dele, voltando a andar.
— Irmão? Primeiro; eu não estou estragando nada. E segundo; você que é teimosa. Eu achei que podia pelo menos falar com você, mas você é impossível.- Disse.
— Se eu sou impossível, sai de perto de mim e pronto.- Falei.
— Porque? Por que não posso ficar perto de você?- Questionei.
Revirei os olhos, já estava cansada desse papo idiota. Ele parecia um adolescente teimoso.- Deu. Chega disso.- Fiz sinal para um táxi parar.
— Não vai!- Exclamei.
— Você não manda em mim.- Disse.
Eu não sabia o porque daquele surto, mas não queria ficar longe dela. Mas para ela eu só mais um e um chato que ficava no pé dela. Eu não ia me humilhar mais, por mais que fosse sentir falta de vê-la. Mexi nos meus bolsos, alcancei ela e agarrei sua mão botando um papel ali.- Se uma hora mudar de ideia e quiser sair para conversar, me liga.- Me afastei e dei meia volta, mas me voltei a ela.- E eu nunca ia estragar sua vida.- Fui embora.
— Já estragou.- Entrei no táxi e fui embora dali. No outro dia quando cheguei a boate, já sabia o que esperar. Fui demitida. Não podia sair daquele jeito e isso era intolerável. Suspirei e sai dali. Tinha um dinheiro guardado no banco, mas não era o suficiente ainda. Tentei deixar emprego em algumas lojas, mas a maioria das pessoas me conhecia e claro que não deram. Depois disso, fui para casa mesmo. Tentando resolver minha situação.
Dias depois os meninos foram na boate e me contaram que Elena não estava mais lá. Ela tinha sido demitida? Será que ela falava a verdade? Me senti mal com aquilo, precisava resolver. Fui até lá e contratei uma menina que eu vi sempre conversando com ela, e só a liberei quando ela me deu o numero da Elena. Fui para casa e disquei.
— Alô?- Atendi.
— Elena?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Você saiu da boate?- Questionei.
Suspirei. Só podia ser ele. E eu na esperança que fosse algum emprego. Deixei o balde de lado. Ultimamente estava vivendo fazendo limpezas.- Sim.
— E está trabalhando?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Você saberia trabalhar com arquivos?- Meu irmão vai me matar.
— Não quero favores.- Disse.
— Deixa de ser orgulhosa. Se eu provoquei isso, tenho mais é que consetar. E você precisa de um trabalho bom, que pague bem.- Disse.
— Eu consigo sobreviver, não se preocupe. De fome eu não morro.- Falei.
— Elena, me deixa te ajudar.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Para você não ter trabalho a noite.- Disse.
— Eu estou fazendo limpeza. É o que preciso no momento para sobreviver.- Disse.
— Por favor, me ouve. Tem uma vaga, você pode preenche-la. O salário é bom e tem vários benefícios.- Disse.
— Eu não sirvo para esse trabalho.- Falei.
— Serve sim. Só vou ver com meu irmão quando você pode ir lá.- Disse.
— Me escuta, pelo menos uma vez, por favor. Eu não quero trabalhar com seu irmão, ok? Eu estou bem onde estou.- Disse.
— Você disse que precisa do dinheiro. Assim vai demorar a conseguir.- Disse.
— Não preciso mais.- Falei.
— Não? E seu irmão?- Perguntei.
— Descobriram aonde eu trabalhava e não vão mais me dar a guarda dele.- Disse.
— Não podem fazer isso.- Disse.
— Sim, podem. Agora eu preciso voltar ao trabalho.- Falei.
— Eu vou ajudar no que poder, prometo.- Disse.
— Não faça nada. Se fizer, não perdoarei você. Deixa isso quieto. É a minha vida.- Falei.
— Boa noite Elena, ligo depois.- Desliguei e corri para falar com Elijah, meu irmão advogado. Expliquei tudo a ele e ele disse que não era tão fácil, mas que podia tentar. Pegou o telefone dela e amanhã cedo ele entraria com um recurso.
Suspirei. Garoto insistente. Voltei ao que fazia e depois que terminei a limpeza, voltei para casa e fiquei fazendo coisas da faculdade.
Fiquei pensando nela e em como a boca dela era gostosa, de como a queria. Droga, eu estava viciado nela. Pedi ao Elijah para não me entregar e ele o fez. Me avisava sobre como estava indo e para ele era relativamente fácil essas coisas. Eu queria vê-la, fazia semanas que não via. Me contentei em ligar no inicio da noite.
— Alô?- Atendi.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Falei.
— Como está indo?- Perguntei.
— Normal.- Disse.
— Normal? Está bem?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Sinto falta de ver você.- Falei.
— Kol, ache uma garota decente e se concentre nela.- Disse.
— Eu não posso, não consigo.- Disse.
— Então seu tipo são vadias?- Questionei.
— Não. São o tipo que não riem de mim.- Disse.
— E porque alguém riria de você?- Perguntei.
— Não percebeu naquele dia?- Questionei.
— O que exatamente?- Perguntei.
— Minhas... reações?- Questionei.
— Reações? Seja mais direto.- Disse.
— Eu... Hã... tenho ejaculação precoce.- Me afundei na minha cama e se estivesse na frente dela, tinha cavado um buraco.
— Oh, isso. Eu percebi sim. Mas porque alguém riria de você?- Perguntei.
— Pergunte isso a minha ex e ao namorado dela que espalharam isso no colégio no ultimo ano.- Disse.
— Sério? Nossa. Mas se ela gostasse de você, não iria se importar.- Falei.
— Ela não se importou das primeiras vezes. Mas não suportou "um cara que não dava prazer a ela".- Disse.
— Bem, isso é com ela. Quando você você é uma prostituta ou já foi, sexo pouco importa.- Disse.
— Mas importa para mim que não consigo desfrutar por tempo sufiente de você.- Disse.
— Você vai melhorar disso Kol. Tudo tem solução na vida, menos a morte. Então não esquente.- Falei.
— Eu já tentei. Acho que vou ter que voltar aos remédios de novo. Eu tive que tomar depois do episódio da escola, acho que imagina como foi.- Disse.
— Imagino. Mas os médicos não sabem o que eu sei. A gente fica perita em sexo com o tempo e já tive clientes com o mesmo problema que você. Com o tempo descobri que masturbação ajuda. Se vai "a seco" a ansiedade é maior, então acho que isso ajuda. Pelo menos com o cara ajudou. Acho que até ele seguiu isso com a namorada, sei lá. Mas tente isso da próxima vez que for transar com alguém.- Falei.
— Obrigado, mas não saio com ninguém desde você.- Disse.
— Vai praticando sozinho então. Se você notar melhora, você me agradece.- Disse.
— Você podia deixar eu agradecer pessoalmente.- Disse.
— Tudo bem, mas só se você tiver melhora. Você tem duas semanas. Ai eu deixo você me agradecer.- Disse.
Sorri.- Assim fico mais ansioso.
Ri.- Não se esqueça de cronometrar o tempo, para saber melhor.
— Isso é estranho, mas eu sei.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Não vou tomar mais seu tempo.- Falei.
— Não está. Afinal não tenho nada para fazer.- Disse.
— Nem eu. Graças a Deus sem trabalhos da faculdade.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Você faz também?- Perguntei.
— Faço sim.- Disse.
— De que?- Perguntei.
— Filosofia.- Disse.
— Nossa, legal.- Disse.
— Pois é. Hã... agora eu preciso ir. Vou fazer alguma coisa para comer e depois dormir.- Falei.
— Tudo bem, te dou notícias.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Desliguei.
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Eu podia ser maluco em aceitar uma proposta assim, mas quando as coisas envolvem ela eu me sinto disposto a fazer. Eu comecei naquela noite mesmo e a visão dela foi meu estímulo. Da primeira vez não deu certo, nem da segunda, mas não me deixei desanimar e no terceiro dia consegui me conter. E fui fazendo do mesmo jeito e consegui um bom resultado nas vezes seguintes. Estava com um sorriso vitorioso quando disquei o número dela.
— Alô?- Atendi.
— Hey.- Disse.
— Hey.- Disse.
— Demorei, não foi?- Questionei.
— Depende. Deu certo?- Perguntei.
— Tá dando.- Disse.
— Sério? Que bom.- Falei.
— A inspiração ajuda.- Disse.
— E qual a inspiração?- Perguntei.
— Você.- Disse.
— Eu?- Questionei.
— Sim, sua lembrança.- Disse.
Sorri.- Que bom que ela ajuda então.
— Agora minha recompensa.- Disse.
— Tudo bem. Mas vamos nos encontrar em outro lugar. Minha casa não é muito... convidativa.- Falei.
— Eu não me importo.- Disse.
— Mas eu sim. Vamos em um parque, talvez.- Falei.
— Tudo bem. Quando?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Amanhã?- Questionei.
— Pode ser.- Disse.
— Ás 15:00, no parque central.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— E o seu irmão?- Perguntei.
— Prefiro não falar sobre isso.- Disse.
— Tá. Então até amanhã?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Então boa noite.- Falei.
— Boa noite.- Disse.
— Durma bem.- Disse.
— Você também.- Falei.
— Tchau.- Desliguei.
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Não demorou ao outro dia chegar e quando deu perto da hora marcada, fui tomar um banho. Coloquei um roupa, terminei de me arrumar e fui para o parque.
Estava sentado num banco quando a vi vindo. Sorri.
— Hey.- Disse.
— Está linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Refrigerante?- Ofereci do meu.
— Não, obrigada.- Me sentei ao lado dele, cruzando as pernas.
— Quer alguma?- Perguntei.
— Por enquanto não.- Disse.
— Tá. Adoro aqui, é tão tranquilo.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Você já me perdoou?- Perguntei.
— Sim. Você não teve culpa, não sabia mesmo.- Disse.
— Naquele dia eu não estava bem, estava bem mal na verdade.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— E no telefone ficou mais brava ainda por eu te dar algo.- Disse.
— Não gosto disso.- Disse.
— Vai ficar brava mesmo se eu só dizer onde estão precisando de alguém?- Perguntei.
— Kol, esquece isso.- Disse.
— Por que? É um emprego bom. Conheço o lugar e não é da minha família.- Disse.
— Eu já disse para deixar isso.- Disse.
— Nunca vi alguém mais teimoso para ajuda.- Disse.
— Você queria me ver para isso? Porque se for estou perdendo meu tempo e você o seu.- Disse.
— Ei, calma. Tudo bem, eu paro.- Falei.
— Ok.- Disse.
— Vamos andar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Levantamos e começamos a caminhar.- É daqui da cidade?
— Não e não pretendo ficar muito tempo.- Disse.
— Você vai embora?- Tentei ficar normal, mas aquilo me deixou apreensivo.
— Sim. Eu vim para trabalhar na boate e agora que sai não posso ter uma vida normal aqui. Então vou embora.- Disse.
— Não precisa ir.- Falei.
— Preciso sim.- Disse.
— Não vou mais ver você?- Perguntei.
— Kol, você tem sua vida aqui. Tem seus amigos e sua família.- Disse.
— E você.- Disse.
— Uma companhia bem errada para você.- Falei.
— Errada? Por que?- Perguntei.
— Parece que você não entendeu que eu era uma prostituta.- Disse.
— E você não entendeu que eu não me importo onde trabalhava.- Disse.
— Ok então. Problema seu.- Disse.
— Que de problema não tem nada.- Falei.
— Desculpe dizer isso, mas falando assim você parece aqueles maridos ou namorados que traem. Quem gosta de vadias, não são confiáveis e nem tem volta.- Disse.
— Porque insiste que vejo você como vadia?- Perguntei.
— Porque se não vê, você é bem idiota.- Disse.
— Não, eu vejo uma garota que tinha um trabalho de merda, mas que isso não tem a ver com sua personalidade.- Disse.
Suspirei.- É, você é idiota.
— Obrigado.- Disse.
— De nada.- Disse.
— Vamos no parque?- Tinha um de diversão ali.
— Não tenho dinheiro para pagar e não, não vou aceitar do seu.- Disse.
— Ótimo essa. Vamos vai.- Disse.
— Não Kol.- Disse.
— Você é difícil de agradar.- Falei.
Parei.- Então porque você insiste? Porque quer me ver? Se você não gosta do meu jeito, se afasta. Se não o fizer, vai ter que engolir ele. Não estou te obrigando a nada.
— Eu só estou tentando acertar com você. Desculpa se te ofendi.- Disse.
Suspirei.- Isso foi um erro. Agora que você já me viu, eu posso ir e é melhor você excluir meu numero.
— Não, desculpa. Vamos continuar só assim então.- Disse.
— Não Kol, eu já estou cansada. Você pensa diferente e não aceita o que eu penso. Sempre dá um jeito de querer fazer do seu jeito e isso está cansativo. Agora eu vou para casa.- Disse.
— Não Elena, não vai.- Disse.
— E porque não?- Perguntei.
— Eu gosto da sua companhia.- Disse.
Suspirei. Com certeza eu tinha me enganado com o que ele queria. E eu nessas ultimas semanas achando que ele queria algo a mais comigo. Que nada. Ele se comporta como um garotinho. Nem chegar em mim chegou. Pois é, me enganei feio. Fora que não íamos dar certo do mesmo jeito.- Ok então.
— Que bom. Vamos caminhar então. Posso?- Indiquei a mão dela.
— Hã... pode.- Disse.
Sorri e peguei na mão dela.- Como está o estudo?
— Está bem e os seus?- Perguntei.
— Puxado.- Disse.
— Imagino.- Falei.
— Só queria ter essa paciência que vocês tem de ler.- Disse.
Sorri.- Não é tão difícil.
— Meu irmão fez literatura e sério, ele tem uma biblioteca e não livros de estudo.- Disse.
— Eu imagino.- Falei.
— Se você q...- Mudei de idéia.- Pois é.
O resto do dia passou normal e depois eu peguei um ônibus voltando para casa. Tomei um banho e fui me deitar.
Como foi difícil resistir a ela. Eu a desejava demais e tive que me segurar para não a beijar. Não ia ligar para ela, mas liguei para Elijah para saber do irmão dela e iam marcar uma audiência sobre a guarda do menino. Torcia para que isso acontecesse. Dormi pensando nela e quando acordei, acordei com uma idéia. Iria pirar se não tentasse. Liguei.
— Alô?- Atendi.
— Bom dia.- Disse.
— Bom dia.- Disse.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim e com você?- Perguntei.
— Também. Eu queria perguntar uma coisa, mas você tem que prometer que não vai ficar brava.- Disse.
— Pergunte.- Disse.
— Você quer sair comigo?- Questionei.
— Sair?- Perguntei.
— Sim. Tipo encontro.- Disse.
— Hã....- Mordi meu lábio, pensando.- Tudo bem.
— Tudo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri.- E o que gosta de fazer? Ir no cinema, jantar, só passear...
— Das três opções. Pode escolher.- Disse.
— Então cinema, jantar e passear?- Perguntei.
— Ótimo, pode ser.- Disse.
— Que horas eu posso buscar você?- Questionei.
— 19:00?- Questionei.
— Tá ótimo.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Agora preciso saber onde posso te buscar.- Disse.
— Te passo o endereço por mensagem.- Disse.
— Tudo bem. Mal posso esperar.- Falei.
Sorri.- Eu também.
— Sério? E eu achando que você ia me dar patada.- Disse.
— Achou errado.- Disse.
— Estou vendo. Bem, até mais tarde então.- Falei.
— Até.- Disse.
POV Kol.
Desliguei sorrindo e fui tomar banho cantando. Quando sai, dei de cara com minha mãe. Beijei ela no rosto.- Bom dia minha linda.
— Que alegria é essa?- Ela perguntou.
— Consegui um encontro com a garota mais bonita que já vi.- Disse.
Ela sorriu.- Sério? Isso é ótimo meu amor. Como ela é?
— Brava, com certeza. Mas tem alguns problemas na vida. Eu já tentei ajudar, mas ela não deixa.- Disse.
— Querido, eu fico feliz que você esteja feliz. Mas ela é só uma garota. Não pode jogar tudo para o alto com uma mulher que você mal conhece.- Ela disse.
— Eu sei, mas eu só tentei ajudar a ter um emprego. Eu sei que ela precisa. Ela meio que perdeu o anterior por minha causa.- Disse.
— Por sua causa?- Ela questionou.
— É.- Disse.
— Porque?- Ela perguntou.
— É complicado explicar. Mas ela já me perdoou disso e até me ajudou em umas coisas.- Disse.
— Que coisas?- Ela questionou.
— Aquela coisa particular.- Disse.
— Meu Deus. Ela ajudou nisso?- Ela perguntou.
— Sim. E veio na hora certa, porque eu não estava bem.- Disse.
— Porque querido? O que houve?- Ela questionou.
— Eu fui sair com ela e... você sabe.- Eu devia ser o único cara que conversa com a mãe sobre isso. Mas me sentia mais a vontade com ela do que com meus irmãos sem defeitos.
— E como ela ajudou?- Ela perguntou.
— Ela deu umas dicas. Já teve conhecidos com o problema.- Disse.
Ela se aproximou de mim.- Querido, não trate isso como um problema tão grande.- Ela tocou o meu rosto.- Você vai encontrar uma mulher que vai compreender e ajudar nisso. Não desista do amor por causa disso. Você sabe que não é "menos homem" por isso.
— Eu estou tentando pensar assim e não focar nesse defeito.- Disse.
— Não é um defeito, meu amor. Você, junto com seus irmãos, são as pessoas que mais estão perto da perfeição.- Ela sorriu.
— Você sempre vai dizer isso mãe.- Disse.
— Claro que sim. Mas pergunte para essa sua "amiga", se você tem algum defeito onde você acha que tem. Tenho certeza que ela concordará comigo.- Ela disse.
Sorri.- Vou tentar. Mãe, você se importaria muito se ela não tivesse um trabalho convencional?
— Como assim?- Ela questionou.
— Ela é uma pessoa incrível, mas tem um pequeno problema de aceitação por onde trabalha.- Disse.
— E onde é?- Ela perguntou.
— Numa boate. Eu a conheci lá.- Disse.
— Oh.- Ela ficou perplexa por alguns minutos.- Trabalho nada convencional mesmo.
— Sim, mas eu meio que descobri o porque. Ela está tentando juntar dinheiro para ter uma situação boazinha para ter a guarda do irmão dela.- Disse.
— Entendo. É uma boa desculpa. Mas porque você foi para um lugar desses e se relacionar com uma mulher assim agora. Você nunca poderá ter filhos com ela se isso seguir adiante. Ela pode ter milhares de doenças, Kol.- Ela disse.
— Uau. Sua preocupação foi logo essa? Nada de não me aproximar de mulheres assim ou que ela está querendo se aproveitar? Você é incrível.- Falei.
— Estou falando sério, Kol.- Ela disse.
— Não mãe, ela é mais saudável que nós dois juntos. Como eu disse, a preocupação dela é o irmão. Não vai se pôr em risco dele ficar sem ela também.- Disse.
— Tem certeza?- Ela perguntou.
— Tenho. E nem aproveitadora. Ela não deixa eu pagar nem a entrada no parque, quanto mais algum dinheiro alto.- Disse.
Ela suspirou.- Ela parece uma garota legal. Você está gostando mesmo dela, não é?
— Está ficando evidente assim?- Perguntei.
Ela riu.- Demais.
— Ops. Eu já falei que ela tá fazendo faculdade?- Questionei.
— Sério? Isso é ótimo.- Ela disse.
— Ela se daria bem com Klaus. Adora livros. Ta ai, correndo o risco de apanhar, acho que vou levar um presente; um livro.- Disse.
— Ixi, cuidado com essa de se dar bem com Klaus. Sabe como seu irmão é. Quer algo, ele tem.- Ela disse.
— Não! Ele não vai ter ela.- Falei.
Ela riu.- Calma. Olha ai você, já marcando território. Já está com ciúmes. Isso é sério.
— Eu estou ferrado.- Me sentei.
— Porque?- Ela perguntou.
— Eu não sei lidar com essas coisas direito.- Disse.
Ela se sentou ao meu lado.- Com o que?
— De ter alguém.- Disse.
Ela pegou a minha mão.- Porque você não fala com ela? Você parece a vontade com ela. Já que até coisas bem intimas já compartilhou com ela e ela te ajudou. Tenho certeza que ela vai te ajudar com isso também.
— Tá.- Disse.
— Vou indo agora.- Ela me beijou na testa.- Qualquer coisa chama.- Ela saiu.
Ela foi e fiquei deitado. Sorri. Hoje a noite ia ser perfeita. Fui nadar um pouco, depois fiquei pela casa. Pedi ajuda ao Klaus sobre qual livros dar e logo a noite chegou. Me arrumei e segui para o endereço que ela me deu.
POV Misto. (Kol e Elena.)
Quando era 18:00 fui tomar um banho. Tomei um banho rápido e sai. Fui até meu guarda roupa e fiquei olhando. Não tinha nenhuma roupa decente de sair. Só as da boate. Coloquei a mais decente que era um vestido que era curto, colado ao corpo e tinha um decote. Terminei de me arrumar e coloquei um sobretudo por cima. Não ia sair assim. Desci e fiquei esperando Kol na portaria.
Parei e logo a vi. Sai do carro e fui até ela.- Está perfeita.
Sorri.- Obrigada.
— O seu prédio não é ruim. Eu achei que você estava num lugar realmente estranho, mas parece legal.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Vamos. Ainda temos que escolher o filme.- Disse.
— Vamos.- Falei.
Abri a porta do carro e depois dela entrar, fui ao meu lugar e entrei.- Gosta de ouvir o que?
— De tudo.- Disse.
— Ok. E isso aqui é para você.- Peguei a sacola no banco de trás e dei a ela.
Peguei.- Obrigada, mas não precisava de nada.
— Eu espero ter acertado.- Disse.
Abri e sorri.- Obrigada. Ele é lindo.
— De nada.- Disse.
Sorri e dali seguimos para o cinema.
— Quer deixar o casaco aqui?- Perguntei.
— Não. Estou bem.- Disse.
— Você de sobretudo está um arraso.- Disse.
Ri.- Valeu.
Peguei na mão dela e entramos, indo até o cinema.- Veremos o que?
— Comédia? Ação? Por mim qualquer gênero.- Disse.
— Ação rola.- Disse.
— Ok, ação.- Disse.
Comprei as entradas, ela comprou o lanche e entramos.
Nos sentamos e nos ajeitamos. Abri um pouco o sobretudo, nada que mostrasse demais e cruzei as pernas. Esperávamos o filme começar.
— Por que está de sobretudo direto? Tudo bem?- Questionei.
Ri.- Não é direto.- Cheguei com a minha boca perto do ouvido dele.- As únicas roupas "decentes" para sair, eram as da boate. E bem, elas são como você sabe.- Sussurrei no ouvido dele e comi um pipoca.
— Oh..- Me arrepiei com a voz dela.- Tudo bem.
Sorri.- Não se preocupe. Não irei tirar esse sobretudo. Seria estranho.
— Que pena.- Disse.
— Você não ia querer ser visto com uma mulher vestida desse jeito, Kol.- Disse.
— Você está bem assim?- Perguntei.
— Já estou acostumada a essas roupas.- Disse.
— Então não tem problema.- Disse.
— Esquece isso. Vamos ver o filme.- Disse.
— Vamos.- O filme começou e comíamos distraídos. Eu olhava para ela de vez em quando e por fim coloquei o braço ao redor dela.
Olhei o braço dele e sorri. Voltei a atenção ao filme novamente e bebi do suco.
Ela estava mesmo gostando daquilo. E eu também. A proximidade maior me deixou sentir o perfume dela, que era uma delícia e acariciava no pescoço.
Me arrepiei. Eu sei que não devia me deixar sentir nada por ele, afinal porque diabos ele iria querer ter algo com uma ex prostituta? Só se ele for louco ou querer ficar. Porque quem foi ou é prostituta, fica estampado na cara e no corpo. Todo mundo sabe quem é ou não.
Ela gostou e numa hora de conversa no filme, virei seu rosto e a beijei.
Retribui o beijo.
Como era bom sentir a sua boca de novo e sendo por ela desejar. O beijo era gostoso, mas sabia que não podia me empolgar.
Acariciava delicadamente o rosto dele e tocava na mão dele que estava apoiada na minha coxa. Sim, o braço dele faz toda a volta da minha cintura.
Queria poder fazer mais, só que o lugar estava cheio, então fui parando.- A quanto tempo queria fazer isso.
Toquei os lábios dele e sorri.- E eu fico feliz por ter sentido seu beijo de verdade agora.
— Imagino. Seus lábios são tentadores e gostosos.- Disse.
Que ele nem pensasse muito no que eles já fizeram, pensei.- Obrigada.
Voltamos a atenção ao filme e o clima ficou bem mais gostoso depois do beijo. Quando saímos conversávamos distraídos, até que ouvi uma coisa que achei que não ia ouvir de novo.
— Olha se não é o Kol- Goza fácil.- Uma mulher disse.
— Quem é ela?- Perguntei.
Me virei e era como voltar ao passado.- Amber.- Olhei e ela ainda estava com o mesmo namorado.- Scott.
— E ai "Mete e Goza", quanto tempo. Como vai na vida?- Scott perguntou.
— Você devia medir suas palavras, não acha? Pode ser preso por isso.- Disse.
— E quem é essa? Ah Deus, não diga que arrumou alguém? Ela é lesbica? Porque você sabe; sem orgasmos uma hora fica difícil.- Amber disse.
— Coisa que você não sabe mais o que é.- Scott beijou ela.- E não estamos fazendo nada demais.
— Vamos embora.- Disse.
— Porque? Deveríamos sair os quatro.- Amber disse.
— Quer dizer que você só namora alguém por causa do sexo? Pela cara que você tem, você devia dar graças ao céus por ele ter um dia gozado com você.- Peguei na mão de Kol e o puxei para sairmos dali.
Eu tentava não deixar tudo o que aconteceu com a Amber voltar, mas era uma luta complicada. Não devia estragar essa noite. Limpei minha garganta.- Vai querer comer o que?- Minha voz não saiu com a convicção boa que eu gostaria.
— Nada. É melhor irmos embora. Eu vou com você até sua casa e de lá pego um táxi ou ônibus.- Disse.
— Não precisa. Não vamos estragar nossa noite.- Disse.
— Já estragaram Kol. Você não está com um cara boa. Então vamos embora. Quer que eu dirija?- Questionei.
— Não, Elena! Eles já estragaram boa parte da minha vida e não vou deixar que o façam de novo. Aqui tem uma pizzaria ótima, vamos para lá.- Disse.
Suspirei.- Ok então.
— Obrigado.- Segui com ela para lá.- Gosta de que sabores?
— Quatro queijos.- Disse.
— Eu marguerita.- Pedi uma meio a meio e pegamos uma mesa. Fui ao banheiro. Entrei num dos box e respirei fundo. Podia ouvir todas aquelas vozes se repetindo, eles fazendo gestos, minha vergonha cada vez maior... Esquece Kol, isso foi no passado. Sai e lavei o rosto, tentando recuperar o clima que estava e voltei.- Tomar quase um litro de refrigerante faz você testar a resistência da sua bexiga.
— Eu imagino.- Disse.
— Então, eu pensei de a gente ir patinar no ringue que tem aqui.- Disse.
— Não sei patinar.- Disse.
— Então vou te ensinar. Posso?- Perguntei.
— Melhor não. Não estou com uma roupa adequada.- Disse.
— Se você deixar, isso pode ser resolvido.- Disse.
— Não, obrigada.- Disse.
— Marcamos outro dia então?- Perguntei.
— Tudo bem.- Disse.
— Ótimo. Eu falei com a minha mãe sobre você, não com todos os detalhes.- Disse.
— Falar com sua mãe? Mas isso é algo que se faz muito mais adiante. Estamos no nosso primeiro encontro ainda.- Disse.
— Fazer o que? Ela me pegou todo feliz assim que desliguei o telefone. E de todas as preocupações que achei que ela teria, a prioridade dela me suspreendeu.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ela quis saber se você não tinha nenhum doença que no futuro fosse dar problema em termos filhos.- Disse.
— Não me surpreendo por ela fazer essa pergunta ridícula.Como se todas as prostitutas devessem ser doentes. Quando vê ela é mais doente do que eu.- Sim, eu ficava furiosa quando as pessoas vinham com essas perguntas idiotas. Elas que vão olhar para o próprio corpo e ver se não tem nenhum defeito.
— Foi o que eu disse, que você era mais saudável que eu e ela juntos.- Disse.
— Que bom que sabe então.- Já sabia que ia odiar essa perua velha metida a "limpa".
— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.
— Pergunte.- Disse.
— Você já me conhece bem, acha que eu tenho defeito? Considerando o meu deifeito de fábrica.- Disse.
Sorri e bebi do suco.- Você não tem defeitos, Kol. O seu "amigo" é incrivelmente perfeito, não se preocupe. Você só precisa relaxar mais antes do "prato principal". Tipo, como quando a gente está de dieta e come a salada antes para saciar. É disso que você precisa. Saciar sua fome antes do prato principal.
— Vocês falam de um jeito tão simples. Nem todos pensam assim.- Disse.
— Mas é a verdade.- Disse.
— Diga isso para meu pai.- Disse.
— Se quiser eu digo. A vida de você sabe o que, não é muito prazerosa. Mas um dos últimos orgasmo que tive, foi com o cara que te falei que tinha o mesmo problema.- Comi da pizza.
Eu estava doido para estar com ela, de dar prazer a ela, mas não sei como ficaria se falhasse mais uma vez.- Entendo. Desculpas pelas perguntas idiotas.
— Não precisa se desculpar.- Disse.
— Você é tão legal comigo.- Disse.
Sorri.- Nem sempre fui.
— Eu não sei como não apanhei.- Disse.
Ri.- Você é muito fofo para apanhar.
— Sou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Estava do lado dela e como não estávamos comendo, a beijei.
Retribui o beijo.
Minha mão se enroscou nos cabelos dela e deixava o beijo mais intenso. Toda vez que a beijava era assim.
Acariciava delicadamente a lateral do pescoço dele e minha outra mão estava apoiada em seu peito.
Ouvi um pigarrear e parei. Era o garçom com mais da nossa bebida.- Obrigado.
— Obrigada.- Limpei o canto da boca de Kol que estava com batom.
Ele saiu meio sem graça e ri para ela.- Minha mãe tem razão em uma coisa.
— No que?- Perguntei.
— Eu estou caidinho por você.- Disse.
Sorri e toquei os lábios dele.- Eu fico feliz com isso. Mas não queria que você sofresse por minha causa. Pelo meu antigo trabalho.
— Sofrer? Como?- Perguntei.
— Kol, praticamente todos os homens da cidade me conhecem.- Disse.
— Mas eu sou o único que está por sua vontade.- Disse.
— Eu sei.- Falei.
— Isso que me importa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— A única coisa que vai me incomodar é se você não me quiser do seu lado.- Disse.
— Claro que quero.- Disse.
— Está perfeito para mim assim.- Tocava o rosto dela.
Sorri.- Tudo bem então.
— Vamos comer que ainda estou com fome.- Disse.
Ri.- Ok.
Comemos e depois tomamos um sorvete. Saímos para continuar passeando. Foi ótimo e quando a levei em casa ficamos um tempão namorando até eu ir embora. Tinha sido ótimo e mais ainda que estamos meio que juntos. Alguns dias passaram e ela pediu para me encontrar que queria falar comigo. Me preocupei, mas fui.
Estava sentada na cafeteria tomando um café quando ele chegou.
— Hey.- Beijei ela.
— Hey.- Disse.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim e com você?- Questionei.
— Curioso. O que foi?- Perguntei.
— Hã... o dono da boate quer que eu volte.- Disse.
— Quer?- Perguntei.
— Sim e eu preciso saber em que ponto estamos. Porque realmente é o melhor emprego que vou conseguir nessa cidade. E você sabe que sou estou aqui ainda por sua causa.- Disse.
— Mas você vai fazer tudo como antes?- Perguntei.
— É o que seria.- Disse.
— E você quer voltar?- Perguntei.
E eu achando que ele ficaria louco ou que reagiria mal. Pelo jeito estou me enganando frequentemente das intenções dele comigo.- Não sei.
— Eu não vou gostar disso, de todo dia um homem tocar você.- Balancei a cabeça. Eu não queria ela de volta naquele lugar.
— Eu estou conversando com você para saber se e o que a gente tem é sério. Porque eu preciso decidir minha vida, Kol.- Disse.
— Claro que é Elena.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Tudo bem como? Você vai?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Bom, porque não estava aguentando essa pose de comportado.- Disse.
— Pose de comportado?- Perguntei.
— Sim. Acho que ia pirar se você voltasse.- Disse.
— Eu só ia voltar se não estivéssemos juntos para você. Não iria trair você.- Disse.
— Achei que estava deixando claro que estávamos.- Disse.
— Está.- Disse.
— Então era só isso?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Posso só comentar uma coisa? Você consegue emprego melhor.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Passei os braços ao redor dela.- Me deixa te indicar para um lugar.
— Não, eu não quero Kol.- Acho que ele não entendia que eu seria humilhada não importasse aonde eu fosse.- Agora para de falar disso. Você sabe que não gosto.
— Tudo bem, meu amor.- Disse.
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Duas semanas se passaram e eu e Kol estávamos juntos ainda. Não pensei que iria durar, mas estava feliz. Acabei conseguindo comprar um apartamento novo e me mudei para lá. Era bem melhor agora. Já estava nele a mais de uma semana e agora esperava Kol chegar.
Toquei na campainha.
Me levantei e fui atender.- Hey.
— Eu sei que é meio brega, mas para você.- Dei o buque a ela.
Sorri.- É perfeito. Entra.
— Acho que vou tirar uma foto de recordação. Primeira vez na sua casa.- Disse.
Ri.- Não exagera.
— Mas eu gostei daqui.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
Andei até ela e beijei.- Estava com saudade.
Sorri.- Eu também.
— Eu tenho que contar uma coisa. Acho que não vai gostar.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Minha mãe quer conhecer você. Pediu para a gente marcar um almoço.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Sem reclamações?- Perguntei.
— Não posso fazer nada a respeito mesmo.- Disse.
— Você vai ver, ela é boa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora vamos deixar essa conversa para lá.- A beijei e acabamos por cair no sofá.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Deslizava a mão pela perna dela. Adorava ela de saia.
Me arrepiei ao toque dele e minha mão descia pelas costas dele.
— Elena, a não ser que queira que batizemos seu sofá, melhor irmos para o quarto.- Disse.
Ri.- Tudo bem, vamos.- Ele se levantou e me levantei também. Fomos para o quarto.
Segui ela e o quarto dela era bem aconchegante.- Gostei daqui.
Sorri.- Obrigada.
— Você tem bom gosto.- Disse.
— Obrigada novamente.- Falei.
— Mas falta ver se sua cama é boa.- Disse.
Sorri.- Espero que sim.
Me sentei na beirada e a trouxe para meu colo. Não transava para valer desde o dia que a conheci, então imagine o tesão que eu estava.
Me ajeitei no colo dele e o beijei novamente.
Minhas mãos estavam nas suas costas e subi sua blusa.
Ajudei ele a tirar a minha blusa e comecei a abrir a camisa dele também.
Eu já estava excitado e me controlava para não estragar tudo. Sem muita espera deslizei a mão por dentro da saia dela.
Me inclinei um pouco mais sobre ele e nos deitamos na cama. Terminei de abrir a camisa dele e desci meus lábios pelo seu peito enquanto minha mão descia pelo seu abdômen e abria a calça dele.
— Já falei que adoro a sua boca?- Questionei.
Sorri.- Vai adora-la mais a partir de agora.
— O que pretende senhorita?- Perguntei.
— Digamos que a "salada" de hoje será diferente.- Disse.
— Vai?- Questionei.
— Vai sim.- Tirei a calça dele, começando a tirar a cueca dele.
Era ótimo ver o quanto ela estava divertida com isso, só esperava não estragar tudo.
— Mas é claro que só se você quiser. Não sei se você gosta disso.- Disse.
— Elena...- Disse.
— Sim?- Questionei.
— Você é ótima nisso.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
Eu já estava bem excitado e me distraia com a boca dela.
Tirei a cueca dele e passei meus lábios sobre o membro dele.- Onde você disse que fica seu defeito mesmo?- Perguntei divertida, logo mordendo meu lábio.
— Onde você acabou de colocar a boca.- Disse.
— Não vejo defeitos.- Falei.
— Sério?- Perguntei.
— Com certeza. Você é incrivelmente perfeito, Kol.- Sorri.
— Eu acredito em você.- Disse.
— Ótimo. Trouxe a camisinha?- Perguntei.
— Sempre. No bolso da minha calça.- Disse.
— Ok.- Peguei a calça dele, procurando a camisinha.- E você tem se masturbado regularmente como eu disse? E tomado os remédios que o médico disse?
— Sim, senhora.- Disse.
— Que bom.- Abri a embalagem e comecei a colocar nele.
Gemi.- Suas mãos são sempre boas.
— Eu sei.- Sorri e desci meus lábios pela virilha dele.
Me ajeitei melhor na cama e deixei ela ir. Eu já tinha prazer só pelos poucos toques delas.
Aos poucos fui o colocando na boca.
Foi uma explosão de prazer para mim e tive que me segurar para valer.
Sorri com a reação dele. Eu realmente não me importa dele ter um orgasmo com dois minutos de sexo ou não. Eu só queria que ele se sentisse bem, o resto é o resto. Continuei com movimentos mais lentos.
— Está me torturando?- Perguntei.
— Talvez um pouco.- Disse.
— Isso é mal.- Disse.
— Talvez.- Sorri e continuei.
Ela continuou e eu não pude me segurar por muito tempo, logo gozando.
Sorri e tirei a camisinha dele. O beijei delicadamente.
— Você é boa demais.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Toquei seu rosto. Eu amava aqueles olhos castanhos, aquele olhar e aquela boca. Eu a amava por inteiro, faltava a hora de dizer isso a ela.
— O que foi?- Perguntei.
— Só admirando a bela mulher que eu tenho.- Disse.
Sorri.- Fique a vontade então.
— Mas não é justo só eu me satisfazer aqui.- Corri a mão pelo corpo dela.
— Não é. Eu já estou satisfeita.- Sorri e lhe dei um selinho.
— Como?- Perguntei.
— Me satisfaz só em estar com você.- Fiz a linha do rosto dele.- Não preciso de mais nada.
— Isso foi fofo srta. Gilbert.- Disse.
Sorri.- Tenho meus momentos.
A virei, a deixando debaixo de mim.- Mas eu quero te dar prazer, compensar todo esse tempo que não teve nada.- Beijei seu pescoço.
— Você vai. Ainda não terminamos aqui.- Disse.
— Só começamos.- Continuei pelo seu peito.
Me arrepiei pelo beijo dele.- Só tem duas coisas antes.
A olhei.- O que?
— Eu nunca deixei um homem me tocar intimamente. No caso com a mão ou com a boca, isso era algo pelo qual eu não iria suportar passar. Mesmo que precisasse do dinheiro. E também era poucos que beijava. Eu sei que eu preciso superar esse bloqueio, mas ele ainda existe e não quero estragar nossa primeira noite oficial.- Disse.
— Tudo bem, não tem problema nenhum. Quando se sentir a vontade me diga.- Disse.
— Tudo bem, obrigada.- Disse.
Claro que aquilo acabou com meu plano B, pois se eu não me controla-se tinha essa cartada do oral. Agora não tem mais. A beijei e procurava esquecer essas coisas.
Retribui o beijo.
Me afastei para tirar a calcinha dela. Adorava o corpo dela.
Ele tirou a calcinha e o puxei para um beijo.
O beijo ficou mais intenso, urgente. Eu desejava ela mais que tudo e faria o meu melhor para não decepcionar ela.
Envolvi minha perna na cintura dele, o colando mais em mim. Minha mão descia pelas suas costas.
Eu já me recuperava do ultimo orgasmo e fazia tudo com calma para não me afobar. Queria poder toca-la mais, só que assim como ela era paciente comigo, eu ia ser com ela.
Parei o beijo.- Não é melhor colocar a camisinha?
Me olhei. Já estava em ponto de colocar. Benefícios de ser jovem.- Sim.
— Ok.- Peguei a outra camisinha no bolso da calça dele e comecei a colocar nele.
Quando ela terminou, a deitei de volta e a beijei. Queria que fosse diferente para ela não ter a sensação de ser mais do mesmo.
Retribui o beijo novamente.
Entrei nela devagar e saboreando a sensação. Da outra vez eu estava apressado e meio bêbado já. Agora eu a sentia melhor e era uma delícia.
Suspirei. Eu não sei se sentiria prazer com isso, porque por mais que tentasse, sexo ainda era um tabu para mim. Trabalhar com isso o torna chato, cansativo e obrigatório. Mas sabia que ia mudar com o tempo e pelo menos a sensação não era incomoda e sim agradável.
Continuava o beijo e mantinha o ritmo assim; lento, mas gostoso. Era bom para eu não me empolgar rápido demais. Ora minha boca corria a pele dela, indo até o seu pescoço, beijando e mordiscando ali. Os peitos dela não eram esquecidos também e um deles estava sempre em minha mão.
Suspirei pesadamente ao toque dos lábios dele e das suas mãos. Era sempre bom senti-las.
A reação dela já estava melhor que no começo, isso era bom. Eu comecei a aumentar o ritmo e sentia meu corpo pedir por mais, mas eu segurava a onda de prazer que podia chegar.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele, acariciando ali e o beijei novamente.
A minha mão corria a perna dela e conforme o que eu sentia ia aumentando deixava os toques e quando rolava os meios mais fortes, mais urgentes. Já não conseguia ficar calado e meus gemidos invadiam o quarto.
Sorri ao perceber que ele sentia tanto prazer quanto parecia. Não que eu não estivesse feliz de estar com ele, ser dele, só não estava totalmente acostumada a isso.
Já tinha passado dos meus "tempos anteriores" e ficava feliz com isso. Porém não tinha indicio nenhum que ela chegaria, enquanto eu estava perto de explodir já. Ela era tão gostosa e quente. Ri por dentro dentro desses pensamentos. Não me importava que ela já tivesse sido de outros. Agora ela era só minha, minha Elena.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Minha mão descia delicadamente pelas costas dele e beijava seu pescoço.
Os carinhos dela me jogavam numa indecisão num momento que eu não conseguia pensar direito. Meu corpo pedia para gozar, mas queria dar mais tempo a ela.
O beijei novamente e acariciava sua nuca.
Não pude me segurar mais e deixei o orgasmo vir, e ele veio arrasador. Como era bom ter isso e com ela.
Parávamos o beijo delicadamente.
Depois de recuperar o fôlego nos braços dela, me deitei ao seu lado.- Consegui mais tempo.- Sorri.
Sorri e toquei o rosto dele.- Fico feliz.
— Mas não consegui trazer você junto.- Essa era a realidade que eu mais queria que não acontecesse.
— Isso não é culpa sua.- Disse.
— Como não? Prometi dar a você o que não tinha e...- Engoli em seco.- Não o fiz.
— Kol, isso não é culpa sua. E mesmo que eu não tivesse problemas com isso, mulheres sempre levam muito mais tempo que homens para ter um orgasmo. Dizem que 25 minutos.- Disse.
— E como eu mal consigo me segurar, eu nunca vou conseguir.- Disse.
— Kol, eu não estou com você por causa de orgasmos, então desencana disso.- Falei.
Eu estava com raiva de mim mesmo, de não poder dar isso a ela. Me virei para ela, tocando o seu rosto.- Droga Elena, eu te amo tanto. Queria te dar tudo, tudo o que merece. Mas nem isso eu consigo.
— Kol, eu já disse que eu não me importo com isso.- Disse.
Por mais que aquilo me fizesse me sentir o maior dos incompetentes, eu não ia deixar isso virar uma discussão ou briga.- Ok, eu sei que você precisa de tempo para ter isso também. E eu para melhorar.
— Ok, estamos quites então.- Disse.
Sorri.- Agora podemos ir comer algo? Estou morto de fome.
Ri.- Tudo bem, vamos.
Fomos para cozinha e ela já tinha deixado o lanche pronto. Não ia encanar por ela não ter falado nada do que sentia por mim, porque a conhecia. Se ela não me quisesse aqui, eu não estaria. Ficamos vendo filme até tarde e tivemos mais uma rodada na cama. Acho que foi até melhor que a anterior, estávamos mais relaxados. Pela manhã levantei e preparei o nosso café quando tocaram a campainha, eu que abri a porta e encontrei uma moça com um garotinho. Sorri. Elijah tinha conseguido. Pedi que entrasse e fui chamar a Elena.- Lena.- Beijei no rosto.
— Sim?- Questionei.
— Tem uma moça procurando você.- Disse.
— Moça? Eu não tenho amigas ou conhecidas aqui.- Disse.
— Pois é e ela está com um garotinho.- Falei.
— Garotinho?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Estranho. Vamos então.- Sai do quarto e fui para a entrada.
Fui com ela.
— Você deve ser a Elena. Alguém estava ansioso para te ver.- A mulher disse.
Olhei para a mulher e logo para meu irmão parado ao lado dela.- O que é isso?
— Lena.- Ele sorriu, indo para ela.
Deixei ele vir, mas estava puta. Tinha certeza que tinha sido Kol. Como ele podia fazer isso? Eu nem tenho dinheiro para me sustentar, imagina uma criança!— Eu perguntei o que é isso?
— O juizado reaviu seu caso e visto que está arrumando sua vida, decidiu lhe permitir que fique com ele. Aqui estão os papéis.- A mulher entregou o envelope.
— E quem fez isso? Eu não entrei com nada.- Disse.
— Mas estava com um pedido no sistema, certo?- Perguntei.
— Não que eu saiba.- Disse.
— Bem, qualquer coisa nos papéis tem os nossos telefones de contato, qualquer duvida você pode ligar.- A mulher disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Tenha um bom dia.- A mulher falou e saiu.
— Então esse é o famoso... Qual o seu nome?- Perguntei.
— Quem é ele?- Jeremy perguntou.
— Jer, vai para o quarto. É naquela porta.- Indiquei a porta.
— Tá.- Ele foi.
— Ele é fofinho.- Ela tá brava, na verdade acho que vai me matar.
— O que você fez?- Perguntei.
— Eu?- Questionei.
— Não, eu. Kol, eu não tenho dinheiro para criar ele! Como você acha que eu irei comprar leite, frutas, roupas, brinquedos, coisas de crianças para ele?! Onde você está com a sua cabeça?- Questionei irritada.
— Eu posso ajudar. Vou começar naquele estágio que falei e você também pode mudar de trabalho.- Disse.
— Você sabe que ninguém vai me aceitar, não se finja de idiota. Eu vou ter que mudar daqui e você sabe bem disso.- Disse.
— Ok, eu já tenho estudo o suficiente para um trabalho, posso terminar a faculdade a distância e o dinheiro que tenho guardado dá para nos segurar até o trabalho começar a render. Para onde quer ir?- Perguntei.
— Você enlouqueceu de vez?- Questionei.
— Não. Sempre quis viver independente da minha família mesmo.- Disse.
Suspirei.- Eu não vou me estressar com você.- Fui para a cozinha.
Fui atrás dela e a abracei por trás.- Não sou tão ruim assim para viver e você sabe que pode confiar em mim, podemos começar uma vida juntos.
— Kol, você não respeita a minha decisão e se viermos a morar juntos e termos filhos ou até mesmo com Jeremy, você vai ficar me desautorizando. Porque para você tanto faz o que eu digo.- Disse.
— São situações bem diferentes.- A virei para mim.- Tudo bem, eu tomei a iniciativa por impulso, mas não é bom tê-lo aqui? Tê-lo com você? Era nisso que eu focava; sua felicidade. Sempre foi.
— Claro que é bom. Mas ele estava vivendo bem onde estava. Ele tinha tudo que precisava lá.- Disse.
— Ele não tinha você. E nem era tão bom assim, ele ficou radiante quando viu você.- Disse.
— Ele mal me conhece. Nem sei como sabe quem eu sou.- Disse.
— Sempre reconhecemos quem amamos.- Disse.
— Ele tem três anos, Kol. É um bebê.- Disse.
— Nosso bebê.- Falei.
Sorri.- Você é louco.
— Sou sim e você me ama por isso.- Disse.
Sorri.- Verdade.
— Você me ama?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
Sorri. Agora tinha ficado mais tranquilo.
— Agora vamos ver o Jer. Porque além de estar com saudades, temos que ver se ele não quebrou nada.- Ri.
— Se ele for parecido comigo, vai ser difícil.- Disse.
Ri.- Verdade.- Fomos para o quarto.
— Hey Jer...- Olhamos e ele tinha feito a maior bagunça nos travesseiros e tinha ligado a TV.- É, ele é bagunceiro.
— Meu Deus.- Ri.- Como você fez isso em cinco minutos, pequeno?
— Estou explorando.- Ele disse.
— E você sabe o que é isso?- Perguntei.
— Sei. É o que o Tommy faz.- Ele disse.
— Quem é Tommy?- Questionei.
— O gato mais legal do mundo! Do desenho.- Ele falou.
— E que tal antes de continuar a explorar, irmos tomar café? Eu fiz panquecas.- Disse.
— Você cozinha?- Perguntei.
— Você ainda não conhece todas as minhas habilidades querida. Vamos companheiro?- Questionei.
— Vamos, amu panteta.- Ele falou.
Ri.- Ok, vamos lá.
Ela podia ainda estar brava, mas eu ia vencer isso. O Jeremy era adorável, não tinha como não amar ele. Depois de passar o dia com eles, fui para casa e foi a maior loucura. Minha mãe não foi de total apoio, mas aceitou a minha vontade, meu pai disse que ia tirar tudo de mim e só meus irmãos apoiaram de total. Bem, não sou mais um bonequinho que recebia ordens, então comecei a ajeitar tudo e fizemos como eu disse. Fomos para o estado vizinho e nos instalamos numa cidade média em que podíamos trabalhar, mas não era agitada demais. Eu arranjei um estágio e ela passou a trabalhar de ajudante numa livraria. Tinha dia que ficávamos acabados, mas sempre arrumávamos tempo para o pequeno e depois para nós. Quanto a isso, bem, as coisas estão bem melhores e pela primeira vez em meses, eu consegui que ela tivesse um orgasmo. Foi como se meu ego tivesse voltado. Sabia que aos poucos tudo ia se ajeitando, mas eu amo a Elena e não me importa o que ela foi, só o que é agora; minha mulher.
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