Liberty- One Shots
47 Capítulo 47- Kol & Davina.
Notas iniciais
POV Misto. (Kol e Davina.)
Eu estava no banheiro, agora tinha que seguir esses ritos humanos, era chato. Eu podia ouvir Davina e decidi tentar ajuda-la. Ela estava recitando um feitiço e cheguei junto dela.
Senti a presença de Kol e parei o feitiço.- O que você quer?
— Ajudar você, mas você precisa descansar.- Disse.
— Não, não preciso.- Fui até minha mochila.
— Claro que precisa, durma um pouco.- Falei.
— Kaleb... Kol, seja lá qual for o seu nome, me deixe em paz. Cuide de você que eu cuido de mim.- Disse.
— Kol Mikaelson, por favor. Já basta estar nesse corpo que não é meu, olhar no espelho e não me ver, e ter tudo isso de magia.- Disse.
— Então devia ter continuado morto ou ter se matado, se não gosta.- Disse.
— Nossa, quanta agressividade. Você está esgotada, não vai conseguir trabalhar bem assim.- Falei.
Cheguei perto dele.- Você me usou, seu desgraçado e não tente se fingir de bonzinho, eu sei que não é. Só que agora você não tem suas presas, sua força e nem sua velocidade, e eu posso te vencer rapidamente. Mesmo se tivesse, eu poderia.
— Isso só te deixa mais sexy.- Disse.
— Cala a boca. Eu vou tomar banho.- Peguei minhas coisas e fui para o banheiro.
— Cuidado com o chuveiro, a água quente sai quente demais.- Falei mais alto.
Suspirei. Ele nunca ia parar de me incomodar. O pior é que eu estava gostando dele. Fazer o que? Eu sempre tenho azar nisso. Tomei o banho, sai, me sequei, coloquei um vestido, terminei de me arrumar e sai do banheiro.
— Isso não é um pijama.- Disse.
— Porque seria?- Questionei.
— Para você ir dormir.- Disse.
— Eu não vou dormir.- Disse.
— Teimosa. Vou comprar um café então.- Disse.
— Não quero nada seu.- Disse.
— Para com isso. Nem parece que estamos do mesmo lado.- Falei.
— Você quer destruir seu irmão, nada impede que queira fazer o mesmo comigo. Então não, não estamos do mesmo lado.- Disse.
— Acha mesmo que eu faria?- A peguei pelo braço, fazendo olhar para mim.
— Não sei mais o que pensar de você.- Disse.
Aquilo não deveria importar, mas importou e doeu. A soltei e a deixei fazer o que queria, indo para meu canto.
Peguei um casaco, coloquei e sai na rua. Me sentei em um banco que tinha por ali. A noite estava bonita e agradável.
Olhei pela janela e pensei quando foi a ultima vez que uma garota importava assim para mim. A muitos séculos. Agora tinha essa bruxa e ela está virando a minha cabeça. Queria ser eu novamente mais queria ficar assim para estar junto dela.
Fiquei ali sentada por bastante tempo e quando já era bem tarde, subi novamente. Kal... Kol, já estava dormindo, então tentei não fazer barulho. Fui até a mochila, tirei o vestido e coloquei o pijama.
Ela estava de costas e não me viu a observando. Nossa, ela era bonita e que corpo. Minha vontade era tocar cada pedacinho. Mas uma dor horrorosa me fez sair dos meus pensamentos.
Escutei um barulho.- O que foi?
— Nada.- Disse levando a mão ao braço.
— Não é o que parece.- Disse.
— Não precisa fingir que se importa.- Me levantei e ambos os braços queimavam, aquilo era coisa da minha mãe.
— Eu não me importo mesmo.- Terminei de me vestir e me deitei no sofá.
— Pode ir para a cama.- Percebia coisas brotarem neles. Ela estava me punindo, fazendo o que sabia fazer bem. Só que com os dois, assim não conseguiria pensar em um feitiço para aliviar a dor que que se espalhava.
— Não quero, obrigada.- Disse.
— Para de doce e vai para a cama menina. Eu não vou para lá mesmo.- Disse.
— Eu vou se eu quero e eu não quero.- Disse.
— Você que sabe.- Molhei duas toalhas e coloquei sobre os braços, tentando amenizar.
— Você é tão amador assim?- Questionei.
— O que é?- Perguntei.
— Você é tão amador que não sabe que não precisa usar um feitiço com as mãos?- Perguntei.
— Desculpa se a sensação dos meus braços sendo fritos tira um pouco do meu foco.- Disse.
— Santo Deus, vampiros que viram humanos são iguais bebês que não sabem se cuidar.- Me levantei e fui até ele. Fiz um feitiço que quase anulou o outro. Devia dar somente uma leve comichão.
— Obrigado.- Disse.
— De nada.- Falei.
— Eu não queria magoar você.- Disse.
O olhei.- Sim, você queria. Mas não precisa se explicar. Quando tudo isso acabar não iremos nos ver mais mesmo.
— Não Davina, não queria.- Disse.
— Até quando você vai mentir? Você nem me conhecia, não tem como ter gostado de mim logo de cara, então isso é uma mentira.- Disse.
— Quem disse que não? E já passamos tempo suficiente para eu saber que não queria isso.- Falei.
Suspirei.- Vamos dormir.
— Você vai para a cama e vá dormir, eu vou ficar aqui.- Disse.
— Prefiro ficar no sofá.- Me deitei no sofá.
— Então a cama vai ficar vazia.- Peguei um livro na bolsa e comecei a ler.
— Tudo bem.- Me virei para o outro lado e fechei meus olhos para dormir.
Fiquei quieto para que ela dormisse, ela precisava mesmo. Aos poucos a sua respiração foi se acalmando e ficou tranquila. Depois de um tempo assim ajeitei a cama e a coloquei lá. Cobri e observei seu rosto, assim como eu coisas muito pesadas aconteceram enquanto não estava pronto e eu sabia bem como era isso. A deixei e voltei ao livro, tentando achar um feitiço. Estava preocupado, sabia como meu pai podia ser e não queria que acontecesse algo a ela, pena que ela não acredita. O dia amanheceu tranquilo e fui buscar café para gente.
Quando me acordei, fui direto tomar um banho. Sai, me sequei, coloquei uma roupa e me sentei na cama novamente, ligando a TV.
Entrei.- Bom dia.
— Bom dia.- Disse.
— Como é difícil arrumar um bom café aqui.- Disse.
— Verdade.- Falei.
— Mas eu consegui.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Bem, não é igual aos originais, mas cheirosos croissant e cappuccino. Os de Paris são melhores, mas imagino que sejam bons.- Disse.
— Para mim está ótimo.- Disse.
Botei na mesinha que tinha e meio que dei uma arrumada.- Olhei ao redor e por enquanto tudo tranquilo.
— Que bom então.- Bebi do café.
— Sim. Sei como ele é, afinal, sempre foi meu pai.- Disse.
— E graças a você, eu não tenho mais controle sobre ele.- Ironizei e comi.
— Querida, sinto por isso, mas é uma situação complicada. Mãe de um lado, pai de outro, irmãos do outro.- Disse.
— Primeiro; não me chame de querida. Segundo; não me importo com os seus problemas familiares. Terceiro; não finja que se importa com seus irmãos, sendo que arma contra eles na cara de pau. Quarto; você tem medo do seu pai, isso sim. Quinto; não finja que não está do lado da sua mãe, pois você tem ainda mais medo dela.- Disse.
— Nossa, você me odeia. Que pena.- Disse.
— Estou só dizendo a verdade, mas sim, eu te odeio pelo que fez.- Disse.
— E não vai me perdoar disso?- Questionei.
— Hã...- Me levantei.- Quem sabe se você for melhor do que foi. Ser altruísta e não pensar só em você.
— Com você acho que consigo isso.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E pensar em você é fácil.- Disse.
— Não é o que parece.- Disse.
— Quem disse que não?- Questionei.
— Eu.- Falei.
— Está errada, eu tenho pensado muito.- Disse.
— E porque?- Perguntei.
— Você não acredite.- Falei.
— Fale.- Disse.
— Porque eu gosto de você.- Disse.
— Gosta de mim?- Perguntei.
— Sim, gosto.- Disse.
Eu queria muito acreditar nele, mas ele não era "ele" e saber que ele usa o corpo de outro, não ajuda muito. E tudo para o bem dele próprio.- Eu quero acreditar em você.
— Quer?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E o que falta?- Questionei.
— Você deixar esse corpo.- Disse.
— Deixar? Mas como?- Questionei.
Pensei.- Você sabe onde seu corpo está? Se ele ainda está inteiro, claro.
— Está com o Klaus.- Disse.
— Tudo bem. A gente vê isso então.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque o que?- Questionei.
— Que você quer saber.- Disse.
— Para te ajudar.- Disse.
— Mas...- Comecei.
— Mas o que?- Perguntei.
— Se eu voltar ao meu corpo, não vou mais ser bruxo.- Disse.
— Bem, então tudo bem. Fique nesse corpo.- Disse.
— Porque quer me trocar?- Perguntei.
— Por nada.- Disse.
— Você quer o Kaleb, o real, de volta no lugar, não é?- Questionei.
Suspirei.- Sim. Ele merece ter a vida dele de volta.
— Sim.- Disse.
— Que bom que concorda.- Falei.
— Só tem um problema.- Ok, eu estava louco e sabia o que a mãe faria se eu trocasse de corpo, mas podia pelo menos ganhar tempo. Ter Davina antes, para conversar com ela.
— Qual?- Perguntei.
— Como chegar ao caixão que eu estou.- Disse.
— Isso a gente vê quando formos lá.- Disse.
— Formos? Primeiro temos que tirar meu pai do nosso pé.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Ótimo.- Peguei um croissant e comi.
Me sentei na cama novamente e voltei a comer.
— Gostou do café pelo menos?- Perguntei.
— Sim, gostei.- Disse.
— Pelo menos isso eu acertei.- Disse.
— Deixa de ser manhoso.- Falei.
— É a verdade. Em alguma coisa tinha que acertar.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Vamos fazer o que?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Daqui a pouco tenho que dar uma saída, acalmar dona Esther.- Disse.
— Eu estou voltando para New Orleans mesmo.- Disse.
— Melhor não, vai ficar mais segura aqui.- Disse.
— Eu não pedi sua opinião, estou só informando.- Falei.
Olhei ela. Eu adorava ela ser assim, mas também não gostei de desconsiderar minha opinião.
— Bem, vamos então?- Perguntei.
— Vamos.- Peguei a mochila, joguei as coisas fora e saímos. Não sabia porque queria agrada-la, tudo em mim a desagrada, até eu mesmo ela não quer saber, só quer Kaleb livre. Suspirei cansado.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Tudo.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Não é novidade para mim.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Todos vocês pensando em outro primeiro.- Disse.
— E o que te faz pensar isso?- Perguntei.
— Eu não penso, é a verdade. É sempre o que Klaus quer ou precisa, Elijah e Rebekah o seguindo, a mãe com as ideias loucas dela e o pai com suas obcessões. Mas alguém alguma vez perguntou o que eu queria? Não. E se fizesse isso era coonsiderado sair da linha e ficar num caixão por séculos. Você mesmo falou que pensou no Kaleb, até se preocupou com ele. Mas em mim?- Ri.- Que se foda como sempre. Ou como meus irmãos dizem, sempre e para sempre.
O olhei.- Quem disse que estou pensando em Kaleb? Ok, eu estou. Eu quero que ele fique livre e tudo mais. Mas eu quero que você vá para o seu corpo, para eu não me sentir por estar gostando de você e talvez, quem sabe, tentarmos algo.
— Você quer isso?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— É, me resta aproveitar o tempo de bruxo que tenho. Coisa que nunca mais vou sentir.- Disse.
— Se não quer mudar, tudo bem.- Disse.
— Você não entende.- Balancei a cabeça e me concentrei na estrada.
— Tudo bem então.- Disse.
Ela não entendia que sim, eu queria o meu corpo, mas adorava ser bruxo. Era uma das coisas que odiei em ser vampiro, ter perdido isso. Depois de algum tempo, me voltei a ela.- Onde você vai ficar?
— Pelo Quarter.- Disse.
— Eu tenho que saber onde, para te achar depois.- Falei.
— Eu não sei ainda. Tenho que ver. Eu te mando por mensagem depois.- Disse.
— Tudo bem. Qualquer coisa me avisa.- Disse.
— Ok.- Disse.
Entrei no Quarter e achei um lugar vazio para deixa-la. Parei o carro. Eu não estava gostando de deixar ela.
— Você está bem?- Perguntei.
— Porque?- Questionei.
— Está com uma cara estranha.- Disse.
— Estou com uma sensação ruim em deixar você.- Disse.
— Não precisa ficar.- Disse.
— Tudo bem.- Me recompus.- Tenho que ser normal na frente da minha mãe, se não vai ficar feio para gente.
— Tudo bem. Boa sorte.- Dei um beijo na bochecha dele.
Tentei não sorrir.- Tá. Tome cuidado.
— Pode deixar.- Sai do carro.
Sorri para ela e sai com o carro. Fui até o cemitério e fiz minha parte. Fingi que estava bem, normal e cumprindo o que ela queria, assim Davina ia ficar segura. Foram horas entediantes ouvindo aquele papo, até eu finalmente sair dizendo que tinha que ficar com ela. Minha cabeça rodava entre o desejo que eu tinha por ela e fazer o que precisasse, e o que eu queria, que era no fundo continuar a ser bruxo.
De algum modo eu consegui me controlar e não tentar matar o Klaus, assim nos resolvemos e consegui ficar no Quarter com o Marcel. Mandei a mensagem de onde estava para Kol.
A mensagem dela me tirou dos meus pensamentos e rumei para onde ela me disse. Parei em frente ao lugar e bati na porta.
Fui abrir a porta.- Hey.
— Oi. Tudo bem aqui?- Perguntei.
— Sim e com você?- Questionei.
— Tranquilo. Ninguém desconfia de nada.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Eu sou bom no que faço.- Disse.
— Estou vendo.- Falei.
— Já comeu?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ah, ok.- Falei.
— Entra.- Disse.
Olhei ao redor.- Não mudou muito.
— Pois é. Ah, falei com o Klaus. E me controlei para não mata-lo, mas ele disse que libera seu corpo sem dar um piti.- Disse.
— Você simplesmente pediu?- Questionei.
— Fizemos um acordo.- Disse.
— Que acordo?- Questionei.
— Nada demais.- Disse.
— Davina, o que você prometeu?- Perguntei.
— Que eu pegaria o Mikael e entregaria a ele.- Disse.
— E como você vai fazer isso?- Questionei.
— Não sei.- Disse.
— Temos que pensar nisso.- Falei.
— Você quer mesmo ir para o seu corpo?- Perguntei.
— Por que a pergunta?- Perguntei.
— Porque você não parece ter certeza disso.- Disse.
— Quero sim.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Porque eu não iria querer minha carinha de bebê de volta?- Questionei.
— Você, quer dizer, o Kaleb, tem carinha de bebê também.- Disse.
— Disso eu não sei.- Disse.
— Sabe sim, você é ele.- Falei.
— Ah, ele deve ser um chato, jeito de certinho.- Disse.
— Os certinhos são legais.- Disse.
— Viram entediantes.- Falei.
— Então eu sou entediante.- Disse.
— Claro que não e você não é certinha.- Disse.
— Sou sim.- Falei.
— Não é não. Até acordo com os caras maus você faz.- Disse.
— Isso não quer dizer nada.- Disse.
— Você é esperta Dav.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim. Você vai fazer isso agora?- Questionei.
— Estou por você.- Disse.
Estávamos num canto vazio, na verdade já descendo para onde o caixão devia estar e fui fazendo florescer coisas por ali, luzes acendendo, fogo também. Era meio que a minha despedida.
— Eu acho que é melhor você escolher alguém para se alimentar. Quando você acordar estará faminto. Seu corpo estará.- Disse.
— Então espera, eu volto já.- Disse.
— Ok.- Falei.
Sai e encontrei uma garota. A fiz desmaiar, depois apagaria a memória dela. Voltei com ela nos meus ombros.- Vamos.
— Ok. Sente-se.- Disse.
Coloquei ela de lado e fiz como pediu.
Me concentrei e comecei a fazer o feitiço. Esse não era tão difícil.
Isso ia dar merda logo depois. Minha mãe ia ficar louca, mas queria parar de estar preso a ela. Isso seria bom pelo menos. E ia ganhar pontos com a Dav. Foi a ultima coisa que me veio antes de eu apagar.
Quando terminei o feitiço, abri o caixão e esperei até Kol acordar.
A primeira coisa que senti foi a sede, até me esqueci dela. Abri os olhos e foquei na garota. Pulei do caixão e fui me alimentar dela.
— Santo Deus, ok. Eu vou esperar lá fora.- Usei um feitiço de levitação em Kaleb e sai da sala com ele.
Terminei antes de a matar, mas não foi suficiente. Sai e tomei de mais umas três pessoas até me sentir bem. Arranjei um quarto e roupas. Tomei um banho e me vesti. Sai a procura da Davina.
POV Davina.
Estava sentada na "sala" com Kaleb e ele estava acordando. Tinha pego um aspirina para ele tomar. Devia estar com dor de cabeça.
Ele acordou e olhou ao redor.- Aonde estou?- Ele se virou e me viu.- Quem é você?
— Hã... meu nome é Davina.- Disse.
— Davina, o que estou fazendo aqui?- Ele perguntou.
— Eu te encontrei desmaiado na rua e te trouxe para cá. Aqui, uma aspirina. Vai melhorar qualquer dor que esteja.- Dei a ele junto com a água.
— Sério?- Ele pegou e tomou.- Valeu.
— De nada.- Disse.
— Agora, onde estou? Para saber como ir para casa.- Ele falou.
— No Quarter.- Disse.
— O French Quarter?- Ele questionou.
— Sim.- Disse.
— Caraca, como vim parar aqui? Não me lembro de ter bebido.- Ele disse.
— Não faço ideia.- Falei.
— Eu tenho que ir embora para casa.- Ele disse.
— Quer que chame um táxi?- Perguntei.
— Seria bom. Eu moro do outro lado da cidade.- Ele disse.
— Ok.- Peguei meu celular e chamei o táxi.
— Obrigado Davina. Por tudo.- Ele tocou uma rosa e a fez abrir.- Aqui para você.
Sorri e peguei a rosa.- Obrigada.
— Eu tenho que te recompensar de algum jeito, podemos sair.- Ele falou.
— Sair? Eu não sei se devo aceitar.- Falei.
— Você já até me carregou para dentro da sua casa.- Ele disse.
Ri.- Não é minha casa e sim de alguns conhecidos. Mas eu meio que estou saindo com alguém no momento e não sei se devo aceitar.
— Bem, então...- Ele olhou ao redor e pegou algumas flores secas e as fez brotar novas e coloridas.- Aceite meu presente.
Sorri.- Obrigada.
— Agora eu vou, obrigado Davina.- Ele disse.
— De nada.- Disse.
POV Misto. (Kol e Davina.)
Ele saiu e continuei olhando-a na sala. Ela estava toda encantada com as flores.
Me levantei com as flores, quando vi Kol.- Hey, está melhor?
— Melhor?- Questionei.
— Da sua sede.- Disse.
— Ah sim. Sim, estou.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Olhei as flores.- Ele não perdeu tempo.
— Foi uma gentileza.- Disse.
— Gentileza, sei. E disse que estava com alguém?- Questionei.
— Hã... disse. Eu sei que não estamos juntos, mas eu não ia sair com sendo que eu e você tínhamos conversado antes.- Disse.
— Então continua na mesma opinião?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Não mudou sobre querer algo comigo no meu corpo.- Disse.
— Claro que não. Você é você, e é tão lindo quanto o Kaleb.- Mas eu confesso que estava com um pouco de medo dele nesse momento. Ele é original, afinal. Claro que nunca irei dizer isso.
— Bem, isso já é um começo.- Disse.
— Hã... eu vou tentar achar Marcel. Nos vemos depois então.- Disse.
— Podemos sair. Eu não sou mais um bruxo.- O que doia em mim.- Mas agora tenho força para lutar, caso meu pai apareça.
O olhei.- Você não parece estar feliz.
— Ficar trocando de corpo e de poderes é cansativo para readaptar. E eu não escondi que adorava ser bruxo, era o que eu queria ser antes de acordar depois de ser morto e virar vampiro.- Disse.
— Desculpe então, não devia ter feito nada. Você pode ir falar com a sua mãe e pedir para ela te colocar no corpo de algum bruxo novamente.- Falei.
— Não. Eu disse que era fácil pensar em você e se fizer isso vamos voltar ao ponto que estávamos.- Disse.
— É, mas eu não quero nada assim. Então é melhor não sairmos e você pode ir falar com a sua mãe. Até mais tarde.- Sai dali.
Séculos, ou melhor, mais de um milênio, e as mulheres continuam complicadas. Se faz o que elas querem, elas se irritam, senão faz, elas se irritam. Vai entender. Sai e lembrei porque gostava de ser vampiro. A velocidade, a audição- a sede continuava um saco-, poder hipnotizar pessoas. Aproveitei e cortei o cabelo, gostei de um que vi por ai. Claro que a cara dos meus irmãos em me verem vivo e em mim foi engraçada. Quando andava pelo corredores vi o quarto que Davina estava e sorri. Ela dormia lindamente. Sentei ao lado dela com cuidado e esperei ela acordar.
Senti-me acordar e vi Kol ali. Levei um susto e sentei na cama.- O que está fazendo aqui?
— Vendo você dormir.- Sorri.- Como pode ser linda até assim?
— Eu não sou.- Disse.
— Claro que é.- Disse.
— Tudo bem então.- Falei.
— Me desculpe por mais cedo, eu estava meio emotivo com aquela coisa toda. As coisas já voltaram ao normal.- Disse.
— Eu que não devia ter me metido. Se você quisesse ter feito teria achado um modo para fazer.- Disse.
— Está tudo bem.- Passei o braço em volta dela e a encostando em mim.- Eu gosto de ser rápido, confesso que estava com saudade de poder correr.
— Menos mal então.- Disse.
— Agora estou magoado com uma coisa.- Falei.
— O que?- Perguntei.
— Você não falou nada do meu cabelo novo.- Acusei.
— Oh, ele ficou lindo.- Sorri e baguncei o cabelo dele.
— E porque acho que vai querer fazer isso sempre?- Questionei.
— Porque eu vou.- Sorri.
— Então, vamos tomar café? Ou melhor, sair para tomar café.- Disse.
— Ok, vamos.- Disse.
— Vai se trocar então. Porque por mais que fique gostosa de camisola, não quero você assim na rua.- Disse.
Ri.- E nem eu iria assim para a rua e eu não sou "gostosa".
— Claro que é.- Disse.
— E porque acha isso?- Perguntei.
— Por que é ou você quer que eu diga em outras palavras?- Questionei.
— Melhor não.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Bem, me dê licença então.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Para eu me trocar.- Disse.
— E eu vou perder essa visão?- Questionei.
— Sim, vai. Porque você não vai me ver nua.- Disse.
— Tá bem, mas só uma observação.- Falei.
— O que?- Perguntei.
— Eu não vou ver.- Me levantei, saindo.- Ainda.- Sorri e sai.
Ele é impossível. Sorri e peguei uma roupa. Tirei a camisola e coloquei ela. Terminei de me arrumar e sai do quarto.
— Que rápida.- Disse.
— Não achei.- Disse.
— Lembre-se que sou da época que vocês tinham que ter ajuda de tanta roupa.- Falei.
— Ainda bem que eu não sou daquela época.- Disse.
— Ficaria linda e teria milhares de pretendentes.- Falei.
— Acho que não. Eu não tenho hoje em dia. Na verdade só tive um.- Disse.
— Isso porque estava numa confusão. E como assim um? Não seriam dois?- Questionei.
— Sem contar você. Teve o Tim, mas seu irmão fez questão de mata-lo e isso me faz lembrar porque o odeio.- Disse.
— Klaus tem essa mania. Se juntasse todos os namorados da Rebekah que ele já matou, acho que dava para encher o estado.- Disse.
— A única diferença é que eu não sou irmã dele, graças a Deus, e ele não matou por ciúme e sim por puro prazer. Ele ia me matar também, mas Elijah me salvou.- Disse.
— Ele é melhor. E me pergunto, sempre perguntei, como alguém tão diferente pode protege-lo.- Falei.
— Porque no fundo Elijah é burro.- Disse.
— Gostei disso.- Ri e saímos.
— Vamos aonde?- Perguntei.
— Tomar café.- Disse.
— Ok, mas onde?- Questionei.
— Vamos achar um lugar. Você conhece melhor que eu.- Disse.
— Mentira. Você viveu aqui por séculos.- Disse.
— E a cidade mudou completamente.- Falei.
— Isso é.- Disse.
— Nós achamos por ai.- Andamos um pouco.- Ei, eu conheço essa confeitaria.
— Então vamos nela.- Disse.
— Pois é.- Entramos e pegamos uma mesa. Olhei o cardápio.- Agora sim tem coisas que eu conheço.
Ri.- Que bom.
— Vai pedir o que?- Perguntei.
— Só um café.- Disse.
— Que isso, tem um monte de coisa gostosa aqui.- Disse.
— Eu sei, mas não quero comer nada.- Disse.
— Isso é uma pena.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Os doces são o melhor.- Pedi dois pães doces e um café.
— Então aproveite.- Disse.
— Duvido você não querer.- Disse.
— Eu não como pela manha.- Falei.
— Estranho isso.- Disse.
— Se você acha.- Falei.
— Eu sei.- Disse.
— Ok.- Disse.
O pedido chegou e comecei a comer. Passei o pão na frente dela.- Tem certeza que não quer?
Ri.- Eu não quero, Kol.
— Isso é um insulto a essa gostosura.- Disse.
— Então coma-a.- Disse.
— Vou fazer isso por você.- Falei.
Ri.- Tudo bem.
— Vamos fazer o que depois?- Perguntei.
— Voltar para o Quarter. Não posso ficar saindo dali, se não Marcel me mata.- Disse.
— Você está comigo, relaxa.- Disse.
— Ele não gosta de você.- Disse.
— Eu sei. Tecnicamente não conheço um que goste. Ok, tem você agora.- Disse.
Suspirei.- Kol, por favor, não se finja de coitado. Sua mãe gosta de você, de um jeito torto, mas gosta. Seu pai também, de certo modo. Seus irmãos te adoram e eu também gosto de você.
— A adoram. No dia seguinte que eu morri era como se nada tivesse acontecido.- Disse.
Suspirei.- Você é complicado, mas tudo bem, deixa para lá.
— É melhor eu parar de falar essas coisas. Você já esta me achando um chato que fica reclamando o tempo todo.- Disse.
— Eu só acho que você devia agradecer pela sua família te amar e se importar com você. Eu não tenho isso e se tivesse, não ia ficar reclamando.- Disse.
— Onde está a sua?- Perguntei.
— Não sei.- Falei.
— Sinto por isso. E o babaca aqui tagarelando.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Terminei de comer e fiquei sem jeito depois daquele fora que eu tinha dado. Acertar com ela estava meio difícil.
— É melhor eu ir. Se quiser ficar, tudo bem. Eu vou sozinha. Acho que vou ficar com Marcel na casa dele mesmo.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque ele é como meu pai e eu vou para onde ele vai.- Disse.
— Ah sim, entendo. Não quer mesmo passear?- Perguntei.
— Sim, eu quero. Mas eu não posso. Você sabe como tudo está e nem você devia estar dando bandeira por ai. Se sua mãe te pegar, não conseguirei impedir.- Disse.
— Como dizem agora, lascado, acho que será uma boa.- Disse.
— Pois é. Então acho que podemos ir para o Quarter e assistir um filme no meu quarto ou no seu. É mais seguro.- Falei.
— Já é melhor que você ir embora.- Disse.
Sorri.- Então, vamos?
— Claro. Já que estamos aqui pedimos algo para comer mais tarde.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Eu escolho, já que não está muito para comida.- Disse.
Ri.- Eu só não sinto fome pela manha.
— Então vamos nos preparar para a tarde.- Disse.
— Vamos.- Falei.
Aquela tarde foi só a primeira, ambos adoramos filme e quando chegou o aviso de que minha mãe estava furiosa, preferi evitar sair com Davina. As coisas não estavam boas e Klaus estava pressionando ela para pegar Mikael.- Eu disse que não tinha sido uma boa ideia.
— Eu vou ir pegar ele.- Comecei a caminhar para a entrada.
— Tá louca? Nem pensar.- Segurei ela.
— Me solta, Kol.- Disse.
— Você não vai sozinha.- Peguei na mão dela.
— Kol, você não pode ir.- Disse.
— Vou sim. Vai ser mais fácil acha-lo.- Não deixaria ela ir sozinha. Se sentia algo por ela quando mudei de corpo, isso tinha multiplicado e muito.
Suspirei.- Você é um teimoso.
— E você não descobriu isso agora.- Disse.
Sorri.- Verdade. Mas não quero que se machuque.
— Não se preocupe, vamos virar o jogo. Está na hora de caçar o "papai".- Disse.
Suspirei.- Tudo bem, vamos.
Sai e deixei alguns boatos se espalharem onde estávamos e não demorou até que ele apareceu.- Oi pai.
— Voltou ao seu corpo, moleque.- Mikael disse.
— E você vai vir com nós, Mikael.- Disse.
Mikael riu.- E está com a chatinha.
— Que prendeu você por muito tempo. Não deve ser mais tão forte, não perdia para garotas.- Disse.
O fiz se ajoelhar no chão e seu sangue ferver.- Estou vendo que teremos que te levar por mal.
— Isso vai ser fácil.- Quebrei o pescoço dele.- Pronto.
— Ótimo, vamos.- Disse.
Peguei ele e arrumei um carro, o jogando dentro e chegando em casa, o prendi no porão.- Eu faria um feitiço ai.
— Ok.- Fiz um feitiço para prende-lo ali.- Pronto.
— Um já foi.- Disse.
— Sim.- Falei.
— Acho que podemos fazer algo então, comemorar.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Vi falando de uma boate... podíamos ir.- Disse.
— Hã... acho que 16 anos não pode ir em boate.- Disse.
— E eu posso compelir para entrarmos.- Falei.
Ri.- Tudo bem então.
— Vai se arrumar, nos vemos daqui a pouco.- Disse.
— Tudo bem.- Sai dali.
Fui me arrumar e sorri. Estava gostando dessa vida que estava vivendo agora. Coloquei uma blusa azul escura, uma calça preta, ajeitei os cabelos e fui esperar ela na sala.
Tomei um banho, sai e me sequei. Coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/davina_one_shot/set?id=147227012 , uma sandália confortável e fiz a maquiagem. Sequei meu cabelo e o deixei com as ondas naturais dele. Terminei de me ajeitar e fui para a sala.
Olhei ela.- Uau.
— O que foi?- Perguntei.
— Você está linda.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Vamos?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Saímos da casa e fomos andando. New Orleans era uma boa cidade para isso, mas percebia Davina meio tensa.- O que foi?
— Nada.- Disse.
— Não fica preocupada, querida.- Disse.
— Não estou.- Falei.
— Está sim.- Falei.
— Não estou não.- Disse.
— Vou fingir que acredito.- Falei.
— Tudo bem.- Não demoramos e chegamos na tal boate. Kol compeliu o cara e entramos.
Meu celular vibrou, olhei e sorri.
— O que foi?- Perguntei.
— Klaus me avisou. Minha mãe está fora de jogo.- Disse.
— Como?- Perguntei.
— Ela está presa de alguma forma.- Disse.
— Presa?- Perguntei.
— Sim. Saberemos dos detalhes depois. O que importa é que podemos ficar a vontade.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Sim e posso fazer uma coisa que queria sem preocupação.- Disse.
— O que?- Perguntei.
A beijei. Estava evitando porque não queria deixar ela com o alvo maior ainda.
Mesmo pega de surpresa — uma surpresa boa-, retribui o beijo.
Finalmente senti aquela boca e ok, tinha bastante tempo que não beijava ninguém. Por isso eu estava com muita vontade.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Segui meu instinto e encostei numa parede, assim pude a segurar melhor e intensificar o beijo.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
A virei para parede. Eu estava com muito, mas bastante mesmo, tesão acumulado. Não transava a mais de um ano.
Acariciava a lateral do pescoço dele e minha outra mão estava pousada em seu peito.
Lembrei que ela era humana e quebrei o beijo um pouco. Fui beijando o seu pescoço.
Me arrepiava com os beijos dele e acariciava delicadamente sua nuca.- Kol... estamos em público, melhor pararmos.
— Ninguém está prestando atenção.- Minha mão desceu para a perna dela.
— Pode ser, mas mesmo assim.- Disse.
— Eu não quero parar.- Falei.
— Teremos muito tempo para isso, ok?- Beijei-o delicadamente.
— Tudo bem.- A soltei.
Parecia que ele tinha ficado chateado, mas eu não teria minha primeira vez com uma platéia. O bar era ali do lado, então me sentei em um dos bancos e pedi um chá gelado.
— Eles tinham isso aqui?- Pedi uma tequila.
— Pelo jeito sim.- Disse.
— Milagre.- Fiz o ritual da tequila e tomei.- Você tem que ir ao México, adoraria lá.
— Tenho certeza que sim.- Tomei do chá.
— E a Europa com certeza vai gostar.- Disse.
Sorri.- Com certeza sim.
— Vamos dançar. Da última vez que estava vivo aprendi essas danças modernas.- Disse.
Ri.- Falando assim é estranho.
— O que? É a verdade.- Disse.
— Tudo bem, vamos lá então.- Disse.
Tomei outra bebida e a levei para a pista. Coloquei a mão em sua cintura e comecei a dançar.
Seguia o ritmo dele na dança. Ele dançava bem.
— Estou indo certo?- Questionei.
— Sim, está.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Sorri.- Sim.
Me encostei mais nela e rocei meus lábios em seu pescoço, minha mão deslizava nas suas costas.
Me arrepiava com o que ele fazia e acariciava sua nuca.
— Seu cheiro me dá água na boca, sabia?- Perguntei.
— E o que ele tem de especial?- Questionei.
— Um dia ainda descubro.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— E fora a gostosura que só fica maior.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Não precisa agradecer, o prazer é meu.- Descia a mão, chegando a bunda dela.
— Kol, olha os modos.- Sorri.- Todo mundo está vendo.
Tirei.- Tudo bem.
Suspirei. Não sei porque, mas tinha a sensação que sempre fazia alguma coisa errada ou falava. Porque ele nunca parecia gostar. Dançamos a música e depois fui me sentar ao bar novamente, pedindo outro chá gelado.
— Daqui a pouco você vai começar a fazer uma maratona ao banheiro.- Disse.
— Não faz mal.- Disse.
— Ai eu vou ficar sozinho.- Fiquei ao lado dela com o braço em sua cintura.
— Não leva tanto tempo assim.- Disse.
— Para mim é.- Falei.
Ri.- Não se preocupe.
— Claro. Não gosto de ser trocado, muito menos por uma privada.- Disse.
— Kol! Que nojo.- Ri.
— Tudo bem, parei.- Pedi uma cerveja.
— Ok.- Disse.
Tomei da cerveja, deixando sempre uma das mãos nela, sentindo que ela estava ali.
Olhei para ele, parecia estranho.- Tudo bem?
— Porque?- Perguntei.
— Está estranho.- Disse.
— Só pensando.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Como que você se sente tão bem comigo?- Perguntei.
— Eu gosto de você, Kol.- Toquei o rosto dele.- Você, Marcel, Josh e Cami são tudo que tenho.
— É que ninguém nunca se deu a esse trabalho, ficar para me conhecer.- Disse.
Desci do banco que estava e sentei na perna dele.- Mas eu sempre estarei aqui. Porque você é incrível de várias formas, Kol. E tenho que dizer que prefiro você de vampiro.- Sorri.
— Prefere?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Nossa, bom saber.- Sorri. Aquilo me deixava mais feliz, mais seguro.
Lhe dei um selinho.- Não tem que se preocupar quanto a isso.
— Tá. Vamos dançar mais, prometo me comportar.- Eu não ia mais tentar nada, pelo menos não aqui.
— Tudo bem.- Disse.
Dançamos, na verdade, dançamos a noite quase toda. Depois a levei para casa. Eu tinha me estressado com um cara que agarrou ela quando ela voltava do banheiro. Tirei ele de cima dela e soquei ele, o que fez ele ir embora. Não desgrudei mais dela depois disso. Quando ela se cansou de dançar, a trouxe de volta. Parei na porta do quarto dela.- Então, seria boa noite ou bom dia?
— Acho que bom dia.- Disse.
— Já vai dormir?- Perguntei.
— Não sei. Só sei que vou tomar um banho.- Disse.
— E posso entrar então?- Questionei.
— Claro.- Disse.
Entrei com ela e tirei os sapatos, me deitando na cama.
— Vou ir tomar banho, já volto.- Entrei no banheiro.
A olhei ir e suspirei. Eu queria transar com ela, queria muito. Mas ela parecia não pensar nisso ainda. Eu teria que esperar. Olhei para o teto; que isso não demore muito. Se para um humano um ano é muito, imagine um vampiro. E ela é gostosa e a minha vontade por ela era quase incontrolável.
Tomei um banho rápido, tirei a maquiagem e lavei bem meus cabelos. Sai e me sequei. Coloquei um roupão, sequei um pouco meus cabelos, deixando-os úmidos e voltei ao quarto.
Sorri para ela.- Vai dormir de roupão?
— É que eu não peguei o pijama e ai não tinha como sair pelada.- Disse.
— Eu não me importaria.- Disse.
Sorri.- E também eu gosto de dormir sem nada as vezes.
— Isso está ficando mais interessante.- Passei o braço por ela.
— E porque?- Questionei.
— Imaginar você nua.- Disse.
Sorri e acariciava a nuca dele.- E gosta do que imagina?
— Com certeza. E imagino que é bem próximo da realidade.- Ok, ficar falando dela nua estava me deixando excitado.
— Espero que seja mesmo.- Disse.
— Vai ser.- Beijei os cabelos dela.
Sorri e acariciava o rosto dele. Eu me sentia incrivelmente bem com ele. Tanto que acho que deixaria ele se alimentar de mim. E isso nunca aconteceu, só aquela vez com Elijah, mas foi nada praticamente.
— Dav, eu gosto de você. Acho que você conseguiu o que nunca tinha acontecido comigo.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Fiz ela olhar para mim.- Eu me apaixonei por você, eu te amo.
O olhei e sorri.- Eu também te amo.
— Ama?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri. As vezes que tinha ouvido aquilo era de loucas me querendo, não de alguém que eu queria também.- Ouvir isso é bom.
Sorri.- Digo o mesmo.
A beijei e senti que havia esperança para mim. De ter uma vida diferente e eu queria aquilo. Queria viver isso com a Davina.
Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.
— Dav, eu tenho que dizer. Eu não sei bem como é seguir agora, nunca tive um relacionamento mais sério.- Disse.
— Como assim "como seguir"?- Perguntei.
— Como não estragar tudo para gente, é o que eu sempre faço.- Disse.
Sorri e o beijei.- Você não vai. Eu sempre estarei com você, porque eu te amo.
— Obrigado pela confiança.- Disse.
— E tem outra coisa que quero confiar a você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Como você deve imaginar, eu sou virgem e quero que minha primeira vez seja com você.- Disse.
— Eu suspeitava, mas tem certeza disso?- Perguntei.
— A não ser que você não queira e eu irei compreender se não quiser. Normalmente os homens preferem as experientes e tudo mais.- Disse.
— Nem pense nisso, espero por isso ansiosamente.- Disse.
Sorri.- Tudo bem então.
A beijei e a parte egoísta da minha mente desejou que isso acontecesse logo.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Passei o braço pela cintura dela, acariciando ali e intensificando o beijo.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali. Minha outra mão descia pelo seu peito.
Já que agora ela estava mais aberta a isso, toquei a perna dela.
Me arrepiei ao toque dele e acariciava a lateral do pescoço dele.
— Você beija tão gostoso.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
— Eu nunca perguntei; você está com 16 ou 17?- Perguntei.
— 16.- Disse.
— Deus, você é tão linda e parece mais.- Disse.
— E isso é bom?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Ri.- Tudo bem então.
— Principalmente por eu ter uma namorada linda e gostosa.- Disse.
Sorri.- Namorada é?
— É sim ou não?- Questionei.
— Claro que sim.- Disse.
— Acho bom.- A beijei e rolei na cama, ficando sobre ela.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Desci minha mão pela perna dela e minha vontade era abrir aquele roupão, mas iria esperar a hora dela.
Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas suas costas.
Beijei o pescoço dela e rocei minhas presas.
Me arrepiei pelo que ele fez. Era bom sentir suas presas.
— Sua pele é macia e gostosa de tocar.- Disse.
Sorri.- Que bom então.
— Você é toda perfeita.- Disse.
Ri.- Não exagere.
— É sim. Seus olhos são, sua boca é e suas pernas são.- Disse.
— Só isso é?- Perguntei.
— Bem, só posso atestar o que já peguei e testei.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
Voltei a beijar ali e afastei um pouco o roupão na altura do ombro, para beijar ali.
Me arrepiava com o que ele fazia e minha mão descia pelas costas dele.
Voltei a beija-la e as coisas estavam esquentando. Os toques dela me excitavam mais do que estava.
Entrelacei meus dedos nos cabelos dele e acariciava ali. Minha outra mão acariciava a lateral do seu pescoço.
Minha mão foi até o nó do roupão e comecei a abri-lo.
Eu podia estar louca, mas sabia que queria que isso fosse com ele. Então deixei abri-lo.
Contemplei ela nua e suspirei.- Uau.
— O que foi?- Perguntei.
— Você... é muito gostosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Toquei o rosto dela.- Tem certeza, amor? Posso esperar.
Peguei a mão dele e beijei, logo o beijando.- Eu te amo, Kol. Tenho certeza.
Sorri.- Que bom.- Voltei a beija-la e agora minha mão corria pelo seu corpo por completo.
Retribui o beijo e envolvi minha perna em sua cintura. Comecei a abrir a camisa dele.
— Eu não devo estar muito cheiroso.- Ri.
— Porque?- Perguntei.
— Apesar de eu não suar, as pessoas que estavam esbarrando na gente estavam.- Disse.
Ri.- Não esquente com isso.
— Se você diz.- Disse sorrindo.
— Sim.- Disse.
— Deixa eu me livrar disso então.- Tirei a roupa.
O olhei e sorri.- Você também é perfeito.
— Sou? Ou iria preferir o outro eu?- Questionei.
— Não. Seu corpo assim é mais bonito.- Disse.
Sorri e joguei a calça pelo quarto.- Agora sim gostei mais.
Sorri.- Que bom.
Me deitei, já ficando entre as pernas dela.- Dav, você é a melhor coisa que já me aconteceu.
Acariciava a nuca dele.- Digo o mesmo.
— Eu não sou tanto assim.- Disse.
— É sim.- Falei.
A beijei. Ela fazia eu me sentir muito melhor do que eu achava que era.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Eu tinha que ir devagar, mas a minha vontade era muita. Teria que equilibrar as duas, esse era o desafio agora.
Minha mão descia pelo abdômen dele e comecei a descer a sua cueca.
Ajudei ela a tirar e minha ereção estava mais que evidente, ela me deixava assim.
Ok, eu nunca tinha visto um homem nu e não sabia avaliar nada. Mas com certeza Kol é perfeito até nisso.
— O que?- Perguntei.
— Nada. Só é estranho ver um homem nu.- Disse.
— Você vai acostumar comigo.- Disse.
Sorri.- Não vai ser nada difícil.
— Isso é bom e eu sei que sou bom mesmo.- Ri e a mão que estava na perna dela chegou na sua intimidade.
Olhei a mão dele. Ainda era estranho, mas sabia que a partir de agora seria assim.
— Quer que eu tire?- Perguntei.
— Não sei.- E não sabia mesmo, já que não sei absolutamente nada sobre o assunto.
— Tá, vamos com calma nisso.- Tirei e me aproximei mais dela, beijando seu pescoço. Sim, mais clichê possível, mas adoro pescoço.
Me arrepiei pelo que ele fez e olhei para a porta.- Não é melhor trancar a porta?
— Excelente ideia.- Me levantei para isso.
Me ajeitei na cama e o esperei.
Tranquei e voltei.- Melhor tirar o roupão debaixo de você.
— Ok.- Tirei o roupão.
A fiz olhar para mim, podia sentir ela nervosa.- Relaxe amor.
— Eu estou. É que é muita pausa, me faz pensar demais.- Disse.
— O problema é esse? Vamos resolver.- Tomei a boca dela e me deixei levar pela experiência de saber onde tocar, e onde beijar para a relaxar.
Retribui o beijo e me arrepiava pelos toques dele.
Rocei meu membro na extensão do sexo dela e suspirei; aquilo ia ser gostoso. Eu mal continha a vontade, mas não ia fazer de qualquer jeito.
Suspirei pesadamente também e continuávamos nos beijando.
O posicionei e comecei a entrar nela. Senti as unhas dela apertarem meu ombro, então fui parando e só continuava quando ela relaxava.
Com certeza isso doía, mas não era insuportável.
Comecei a me movimentar devagar para ela acostumar e para mim já estava sendo o paraíso.
Me acostumava com ele dentro de mim. Ainda não era confortável, mas também não era dolorido.
— Está melhor?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Sorri.- Ótimo.- Aumentei a velocidade e pude me sentir completamente dentro dela, e era a melhor sensação que podia ter.
Começava a me acostumar com ele dentro de mim e uma sensação boa começava a tomar o lugar da dor e desconforto.
Senti o jeito dela mudar de desconforto para prazer e agora me sentia melhor, dar prazer a ela era um dos objetivos.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
— Você gosta do meu cabelo.- Disse entre o beijo.
— Gosto sim.- Disse.
— Percebi.- Disse deixando um gemido escapar.
Sorri e desci meus lábios pelo seu maxilar.
— Eu amo essa sua boca.- Disse.
— E porque?- Perguntei.
— Ela é maravilhosa.- Toquei seus lábios que, para mim, eram perfeitos.
Sorri.- Eu quero te pedir uma coisa.
— Agora?- Questionei.
— Sim, porque o melhor momento é agora.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu quero que você se alimente de mim.- Falei.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Isso é fácil de cumprir.- Fui a beijando até chegar o pescoço e a mordi de leve.
Senti uma leve ardência, mas nada demais.Era perfeito sentir suas presas.
Agora estava completo e quase gozei com as duas coisas que mais gostava.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava seus cabelos. Acho que podia deixa-lo assim para sempre que não me incomodaria. Era plenamente confortável ser dele das duas formas possíveis.
Parei para que ela não ficasse fraca e mal.- Delícia.
Sorri.- Que bom.
— Seu sabor é incrível.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Sorri e aumentei o ritmo dos meus movimentos. Parecia que aquele sangue tinha me dado mais energia e que não demoraria a ter o orgasmo.
Gemi e suspirei pesadamente. O beijei e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Ainda tinha o gosto dela na minha boca e a segurei mais contra o meu corpo. A sensação que tinha é que tinha que estar o mais dentro dela possível. Os gemidos dela me excitavam mais e logo após veio a explosão de coisas boas.
Lhe dei um selinho quando o beijo acabou.
— Querida, você é a melhor.- Sorri com a minha testa encostada na dela.
Sorri.- Que bom que acha isso então.
Olhei nos olhos dela.- Eu te amo Dav, mais do que achei que podia sentir um dia.
— Eu também te amo, Kol.- Disse.
Me deitei ao lado dela.- Deus, é horrível estar numa seca assim.
— Porque?- Perguntei.
— Ficar tanto tempo sem tudo isso.- Indiquei ela.- É horrivel.
Ri.- Você podia ter transado com qualquer uma que visse ué.
— Foi mais gostoso com você.- Disse.
— Fico feliz que ache isso.- Disse.
— Mas ainda falta uma coisa.- Falei.
— O que?- Questionei.
— Fazer você gozar.- Disse.
— Não se preocupe com isso.- Falei.
— Preocupo sim. Mas sei que hoje seria difícil.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
Passei o braço ao redor dela. Podia ver que o dia amanhecia.- Tomara que todas os amanhecer sejam assim.
— Digo o mesmo.- Disse.
Ela dormiu logo que tomamos banho e voltamos para cama, e eu pelo costume também. Eu sei que eu tenho muito o que mudar e melhorar para merecer a Davina, mas vou deixar as coisas irem com calma e ir acertando aos poucos. Eu sei que amo demais minha bruxinha e faria qualquer coisa por ela. E fiz; voltei ao meu corpo e talvez até me acerte com meus irmãos. Mas o melhor acerto foi amar ela.
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