Liberty- One Shots
48 Capítulo 48- Damon & Davina.
Notas iniciais

POV Damon.
Esta semana estava um saco e me perguntava o que ainda estava fazendo aqui. Não tinha sentido. Talvez tenha ficado pela Elena, mas ela não quer nada comigo e estou cansado de lutar. Estava sentado em frente a lareira quando tocaram a companhia. Era tarde da noite, quem seria? Fui até a porta e abri.- Marcel?
— Olá Damon.- Ele disse.
Eu o conhecia de muitos anos em Nova Orleans, quando morei lá por um tempo. Era um cara legal.- O que te trouxe na minha porta uma hora dessas?
Ele suspirou e olhou para o carro.- Eu preciso de um favor seu.
— Se eu puder ajudar.- Eu devia algumas a ele, então pagaria a minha divida.
— Vem comigo.- Nós fomos até o carro. Ele abriu a porta e uma garota dormia tranquilamente no banco de trás.- Eu preciso que você cuide dela para mim.
Olhei e a garota devia ter uns 15 ou 16.- O que você aprontou agora?
— Nada. Eu a salvei de ser morta em um ritual louco de bruxas. E sim, ela é uma bruxa e não sei o quão poderosa está no momento.- Ele disse.
— E quer que ela fique aqui porque?- Perguntei.
— Porque ela é uma criança, Damon. E as bruxas vão vir atrás dela. Preciso que ela esteja segura.- Ele falou.
— Mistyc Falls não é das melhores, mas eu ajudo. Ninguém tão novo assim deve passar por essas coisas.- Disse.
Ele suspirou.- Obrigado. E ela já sabe de tudo, então quando ela acordar não vai estranhar.
— Ok e quanto tempo ela precisa ficar aqui?- Perguntei.
— Espero que não muito.- Ele disse.
— Tudo bem. Te dou notícias dela. Ela precisa ficar em casa ou pode sair?- Questionei.
— Pode sair sim. Porque?- Ele perguntou.
— Para saber se eu deixo ela sair ou não.- Disse.
— Ah sim. E ah, coloque ela no colégio. Ajuda no disfarce também.- Ele disse.
— Fácil isso.- Disse.
— Ótimo.- Ele falou.
— Só isso?- Questionei.
— Sim.- Ele falou.
A peguei.- Ela é mais pesada que parece.
Ele riu.- Verdade.
— Pode deixar, vou cuidar dela.- Disse.
— Obrigado. Agora eu tenho que ir.- Ele beijou a testa da garota.- Até mais Damon.
POV Misto. (Damon e Davina.)
— Tchau.- Ele se foi e entrei com a menina. Levei até um quarto e a coloquei, estava mesmo apagada. A cobri. Ela era linda, podia perceber isso. A deixei e desci. A noite foi longa, mesmo não querendo sentia falta da Rose. Quando amanheceu fiz café e liguei a TV.
Quando me acordei, estava deitada em uma cama. Olhei para os lados e não reconhecia o lugar. Devia ser a casa do amigo de Marcel. Me levantei e fui andando pela casa, tentando achar alguém.
Escutei os passos, só podia ser ela.- Olha quem acordou.
— Você deve ser o Damon, não é?- Perguntei.
— Sim Davina, sou eu. Dormiu bem?- Questionei.
— Sim. Só queria saber onde estão minhas roupas. Queria tomar um banho.- Disse.
— Estão aqui.- Mostrei a mala.- Marcel voltou para deixar.
— Obrigada. Eu vou lá então.- Peguei a mala e voltei ao quarto.
Ela era mais linda que pensei, parecia uma boneca. Sorri. Eu não presto, só ver uma mulher e já fico interessado.
Fui para o quarto e fui direto tomar um banho. Foi uma banho rápido, então logo sai e me sequei. Coloquei uma calcinha, um sutiã e um vestido. Ajeitei meus cabelos e desci.
— Rápida.- Disse.
— Era só tomar banho e me vestir.- Disse.
— Milagre. Normalmente vocês demoram.- Disse.
— Eu não.- Falei.
— Que bom. O café está pronto, só não sei se é do seu gosto.- Disse.
— Eu como de tudo.- Falei.
— Então pode se servir.- Disse.
— Obrigada.- Me servi de café e fiz um sanduíche para mim. Me sentei e comecei a comer.
— Ele falou para te colocar no colégio. Quando quer que eu vá ver isso?- Perguntei.
— Quando você quiser.- Disse.
— Para a próxima segunda, pode ser?- Questionei.
— Pode.- Disse.
— Ok, vou ver isso para você.- Disse.
— Obrigada.- Me levantei, peguei a louça que tinha usado e fui até a pia, começando a lava-las.
— Se quiser, depois podemos sair para você conhecer a cidade.- Falei.
— Claro, pode ser.- Disse.
— E como você está? Marcel me contou tudo.- Disse.
Suspirei.- Prefiro não falar sobre isso. Pelo menos por enquanto.
— Tudo bem, mas não se assuste, aqui tem mais gente como nós.- Disse.
— Não irei.- Disse.
— Se chegar um topetudo, é meu irmão.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Bem, quando quiser ir me avise.- Falei.
— Podemos ir.- Disse.
A levei pela cidade e a sentia insegura, mas não sei porque gostava daquela menina, queria proteger ela. Claro que o bando de conhecidos vieram me atacar, mas deixei eles falando sozinhos. Algumas coisas estavam acontecendo, mas eu participava do menos possível. Davina gostava de sempre ligar para Marcel e era engraçada a conversa deles. Ela tinha entrado na escola, mas não se misturava muito e não nego gostar de ser eu a quem ela preferia passar o tempo dela. Parei o carro em frente ao colégio. Ia pega-la e depois almoçar.
Entrei no carro e dei um beijo na bochecha dele.- Hey.
— E ai bonequinha, como foi no trabalho?- Perguntei.
— Fui bem. Graças a você.- Disse.
— Eu sei. Minha aula sobre a Primeira Guerra foi perfeita.- Disse.
Sorri.- Foi mesmo.
Dei partida. Vi Elena e Caroline tagarelando algo, Stefan se juntou a elas e todos olharam para mim no carro. Sorri e passei o braço em volta da Dav e sai de lá.
Não demoramos a chegar na casa dele e entramos na casa. Coloquei minha mochila no sofá.- Eu estou louca por um banho. Está quente hoje.
— Sabe o que devíamos fazer então? Em vez de almoçar ir para a cachoeira.- Disse.
— Por mim pode ser.- Disse.
— Quem sabe assim você fica cansada e me deixa dormir.- Ri. Ela até que tentou, mas os pesadelos constantes, a fez pedir para eu dormir com ela, o que agora faço sempre.
— Desculpe por isso.- Disse.
— Eu estou brincando bonequinha, adoro dormir com você.- Puxei ela para meus braços.
— Tudo bem. Vamos então?- Questionei.
— Vamos. Vá se trocar.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei minha mochila e subi.
Ela foi e parecia uma menina normal, que estava feliz. Peguei algumas coisas para ela comer e a fui esperar no carro.
Tirei a roupa que estava e coloquei um biquíni, logo depois uma saída de banho por cima. Desci e fui para o carro.
A cachoeira não ficava muito longe lá de casa e de carro foi rápido.- É, o tempo está pedindo mesmo.
— Verdade.- Disse.
Tirei a blusa que estava.- Sempre gostei de banhos assim.
— Eu também.- Disse.
Tirei os sapatos e a calça.- Então vamos para a água.
— Tudo bem.- Fiz um rabo de cavalo no meu cabelo e depois completei com um coque. Tirei a saída de banho.
A olhei e nunca diria a idade que tem. Ela tinha o corpo perfeito; pernas sexy, curvas que davam vontade de se perder, peitos que me faziam ter vontade de aperta-los e suga-los... Para! É a Davina, ela é uma garota nova ainda, nem fez 16. Para com isso Damon.
Entrei na água.- Você vem?
— Claro.- Usei a velocidade e cheguei junto dela.- Realmente está ótima.
Sorri.- Está mesmo.- Peguei um pouco de água e lavei meu rosto.
— Só cuidado para não se afogar, baixinha.- Disse.
— Você se acha muito alto, né?- Joguei água nele.
— Perto de você, sim.- Disse.
Ri.- Seu bobo. Mas eu gosto de ser baixa.
— Fica linda assim.- Falei.
— Obrigada.- Disse.
— Quer vir na queda?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vem.- A peguei pela mão e a segurei comigo até onde a água caia. Adoro sentir água assim, alivia a cabeça de tanta coisa.
A água acabou por molhar o meu cabelo e acabei soltando-o.
— É bom, né?- Perguntei.
— Com certeza.- Disse.
A tirei debaixo da queda d'água.- Dá até um relaxamento mais profundo.
Tirei o meu cabelo do meu rosto e tirei o dele do rosto dele também.- Verdade.
— Eu tenho que te perguntar uma coisa.- Disse.
— Pergunte.- Falei.
— Como estão seus poderes?- Perguntei.
— Está normal. Não os uso.- Disse.
— Não vai nem tentar? Pelo que vi nesses dias aqui na cidade, eles podem acabar fluindo.- Disse.
— Eu não quero.- Falei.
— Tudo bem, mas se acontecer alguma coisa, sentir algo de diferente, me diz.- Disse.
— Ok.- Falei.
— E tome cuidado esses dias quando não estiver comigo. Pelo que percebi os amigos do meu irmão estão mexendo com gente perigosa.- Disse.
— Tudo bem, mas não quero falar sobre coisas sérias agora.- Falei.
— Sabe que nem eu?- Ri.- Isso é o melhor de estar com você, a tranquilidade.
Ri.- Que bom, fico feliz.
— Eu que fico, fazendo você rir assim.- Disse.
Sorri e o beijei na bochecha.- Você tem esse dom.
— Eu tenho vários dons. Pena que muitos são só para maiores. Se não eu mostraria a você.- Disse.
— Diga alguns então.- Disse.
— Eu faço você rir e te faço sentir segura.- Falei.
Sorri.- Verdade. E é engraçado, companheiro, carinhoso e fofo.
— Nossa, disso tudo eu não sabia.- Disse.
— Mas você é.- Falei.
— Talvez seja por você ver esse lado meu. Dizem que as pessoas percebem o que deixamos que elas vejam.- Disse.
— Sim, pode ser.- Disse.
— Mas fazer o que? Você é tão fofa que não consigo ser mau com você.- Disse.
Sorri.- E também porque você sabe que eu posso te queimar vivo.
— Isso é um bom estimulo também.- Disse.
Ri.- Tadinho, nunca faria isso com você.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
Sorri.- Bom, porque já fiquei perto de fogo demais, quase virando churrasco.
— Não se preocupe quanto a mim.- Olhei para os braços dele ao redor da minha cintura e me sentia bem ali.
— Que bom, porque não gostei.- Disse.
— Não gostou do que?- Perguntei.
— Quase virar churrasco. Uma vez foi a Bonnie.- Disse.
— Não se preocupe então, não vai acontecer.- Falei.
— Que bom e sei que posso confiar em você.- Disse.
— Pode sim.- Falei.
— Gosto de ouvir isso. Agora chega e vamos curtir isso aqui.- Disse.
Sorri.- Vamos sim.
Carreguei ela e fomos brincar na água. Me sentia bem, como na época que morava aqui e tudo era simples, ou como a poucos dias com a Rose. Tinha encontrado poucas pessoas que podia me mostrar mais e eu não me importava muito com o que viam, mas Dav sim, eu gostava de ela se sentir bem com o que via. Sai da água e sentei numa pedra, enquanto a olhava pensando nisso.
— O que foi?- Questionei.
— O que?- Perguntei.
— Hã... nada.- Sai da água e me enrolei na toalha.- Vamos embora? Preciso fazer coisas do colégio.
— Já?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Nem comemos.- Falei.
— Eu preciso ir.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Falei.
A convenci a lanchar e depois fomos para casa. A "tropa" de Stefan e companhia estava lá e nos olharam, talvez por estarmos todos molhados. Pensei em perguntar o que tinha ocorrido, mas quer saber? Eles que se danem. Até mesmo Elena, eu fiz o certo em apagar a memória dela. O que sentia por ela eu ia acabar, esquecer isso. Subi com a Dav.- Quer ajuda?
— Não precisa, obrigada.- Disse.
— Então vou ficar por aqui.- Falei.
— Tudo bem, só vou tomar um banho.- Disse.
— Mas já tomou tanto banho.- Ri.
Ri.- Eu sei, mas se não tomar meu cabelo vai ficar duro e eu vou ficar com areia onde é meio difícil de tirar no outro dia.
— Tudo bem bonequinha, vai lá. Eu vou me trocar para não molhar sua cama.- Disse.
— Tudo bem. Já volto.- Fui para o banheiro.
Fui para o meu quarto e acabei tomando banho também. Pensava nela. Ela tinha um sorriso que me fazia sorrir também. Ah droga, eu me conheço, estava me apaixonando.
Tomei o banho, sai e me sequei. Por algum motivo eu ficava pensando em Damon e eu realmente estava gostando dele. Mas eu sei que ele nunca sentiria algo por mim, afinal eu tenho 15 anos, não sei de nada ainda. Coloquei a roupa, terminei de me arrumar e voltei ao quarto.
Me deitei junto dela e fiquei mexendo no celular dela até que chegou uma mensagem.- Quem é Todd?
— Hã... meu amigo.- Peguei o celular da mão dele para responder.
— Amigo? Que combina cinema? Que quer saber se pode chegar depois de meia noite?- Questionei.
— Amigos vão ao cinema.- Disse.
— Não que eu não conheço. E nem chegar depois da meia noite.- Disse.
Suspirei.- O Todd é legal, Damon. E ele não vai fazer nada demais.
— Vou pensar no caso.- Não, não ia. Ela não ia sair com um pirralho que só quer a levar para o banco de trás do carro.
— Tudo bem então.- Disse e mandei uma mensagem a Todd.
— Vamos comer uma pizza?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Vou pedir então.- Falei.
— Ok.- Disse.
Estava vendo ela toda animadinha com esse Todd, não gostava, não queria ela com ninguém. Peguei a pizza. Estava ficando irritado com todo aquele povo me olhando, observando. Voltei para o quarto.
— Dam, amanha eu não vou chegar as 15:00 e sim as 17:00.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Vou ir tomar um café com o Todd.- Disse.
— Café? Ás 15:00?- Perguntei.
— Sim. Depois do colégio.- Disse.
— Ok.- Era o que me faltava.
Me deitei de bruço na cama. Fazia meu dever e comia da pizza.
Olhei. As pernas dela me provocavam. Comi da pizza, apreciando a minha visão.
O olhei e ele estava com uma expressão estranha.- Tudo bem?
— Muito bem.- Sorri, mordendo minha pizza.
— Você está com a sua cara de safado que também é a de quem vai aprontar. O que foi?- Perguntei.
— Como é que sabe a minha cara de safado?- Questionei.
— Porque eu a estou vendo nesse instante.- Disse.
— Bem, agora ela está direcionado para suas pernas.- Falei.
— É? E o que tem as minhas pernas?- Questionei.
— São lindas, gostosas e sexys.- Disse.
— São é? Então quer dizer que você fica olhando para as minhas pernas?- Perguntei.
— Hoje você por inteira.- Disse.
Sorri.- Se você não fosse adulto, como sei que é, diria que é um adolescente tarado.- Ri.- Parece os garotos do colégio.
— Todo homem é tarado linda, não importa a idade.- Disse.
— Eu sei, mas são os adolescentes que somente ficam olhando. Por isso a comparação. O bom de ser bruxa é que você sabe quando você está andando e o professor fica olhando para a sua bunda.- Comi da pizza.
— Que professor?- Questionei.
— Não é o Ric, não se preocupe.- Disse.
— E a mim?- Perguntei.
— A você?- Questionei.
— Nada, deixa.- Disse.
Me sentei na cama.- Damon, fala.
— Não.- Disse.
— Fale.- Disse.
Ri.- Não tem como não te observar, bonequinha.
Sorri.- Acho que isso é bom então.
— É demais.- Sorri para ela. Ok, eu sou maluco, só pode.
Sorri de volta.- Bem, quer fazer o que?
— Você está estudando.- Disse.
— Não importa.- Falei.
— Então tá.- Mudei os canais da TV, mas uma coisa me atraia nela. Antes eu achei que poderia ser sede, mas não. O cheiro dela é atrativo, mais que o normal e agora a olhando, podia seguir fácil a pulsação dela.
O olhei novamente e ele me olhava.- Tudo bem?
Me concentrei e retrai as presas que começavam a sair.- Sim, só me destrai.
— Ok, tudo bem.- Encolhi minhas pernas e olhava para a TV enquanto comia.
Estava até parecendo meu irmão todo descontrolado com tudo. Tomei as rédeas da situação e fiquei ali, rindo e brincando com ela. Era tarde já quando ela dormiu e eu desci. Fui tomar um whisky para pensar melhor em tudo que estava sentindo. Estava distraído quando os murmúrios dela durante o sono viraram um grito, sabia que tinha sido um dos sonhos. Corri para lá.
Me sentei na cama e quando minha respiração voltava ao normal, assim como meus batimentos, me levantei e fui até o banheiro. Molhei uma toalha e voltei, me sentando na cama. Passei a toalha úmida no meu pescoço e nuca, era onde estava suada.
— Dav.- Entrei e me sentei junto dela. Quando ela ficava assim eu sempre a colocava no colo e a acalmava.
— Está tudo bem.- Disse.
— Vem cá.- Ela se colocou no meu colo e a abracei.- Nunca vai me dizer o que são?
— Não tem porque dizer, eles não vão acabar se dizer. Mas não irei mais tentar dormir, porque nem adianta. Eu não consigo voltar a dormir mesmo.- Disse.
— Tudo bem, não me importo de você ficar assim.- Me recostei na cabeceira.
— Que bom então.- Disse.
Ela assim, abraçada em mim, me dava uma sensação boa e queria que ela ficasse assim. O cheiro dela me atingia mais do que antes. E ainda era gostoso demais ter esse contato com ela. Ainda bem que tinha um bom controle para não me excitar, pelo menos por enquanto.
Minha cabeça estava apoiada no peito dele e peguei meu celular, começando a jogar. Isso me distraia.
— Você está bem?- Perguntei.
— Sim. Porque?- Questionei.
— Só perguntando.- Tocava o braço dela e sem querer meu olhar caiu na blusa de pijama que ela usava, que deixava a mim uma visão maravilhosa.
Era bom sentir o perfume dele, me sentia em casa quando o sentia. Mas não queria me iludir, então era melhor não pensar muito nisso.- Já jogou esse jogo? É viciante.
— Não, não tenho olhado esses jogos. É de que?- Perguntei.
— É bem idiota, mas é de cozinha e tudo mais. Se eu te explicar é o jogo mais idiota do mundo, mas se começar a jogar não vai querer parar por nada.- Disse.
— As vezes esses que são bons.- Disse.
Ri.- Verdade. E eu posso fazer uma pergunta bem idiota? Mas é que sempre quis perguntar.
— Pode.- Disse.
— O Stefan não gosta de mim? Porque ele nunca falou comigo e nem me olha direito. Assim como os outros.- Falei.
— Bem, eles não estão numa boa comigo e com a gente sempre juntos, devem estar achando que você faz parte de algum plano maléfico meu.- Disse.
— Ah sim, tudo bem então.- Voltei a jogar.
— Até porque não tem como não gostar de você.- Disse.
— Claro que tem, é só não gostar.- Falei.
— Isso é impossível, tanto que você me conquistou de cara. E agora estou aqui, pensando em como vai ser quando você for embora.- Disse.
— Eu não estou aqui a nem um mês. Não vai acontecer tão cedo. Esquece isso.- Disse.
— Mas uma hora vai. Bem, é estranho pensar nisso. Não ter foco algum a frente.- Falei.
— Eu já disse que não quero falar sobre coisas sérias. Você vai ter que discutir isso com o Marcel. Eu já tenho muito com o que lidar e devo tudo a ele, então eu sairei daqui quando ele quiser. Então só ele sabe. Agora podemos parar de falar disso, por favor?- Questionei.
— Tudo bem.- Agora que tinha pensado, estava tudo em branco a minha frente. Não tinha nada com Stefan, não tinha mais Katherine, minha presença não era importante para Elena. A unica que conta comigo era a Dav, minha bonequinha. Eu não me importava de cuidar dela, faria isso para sempre se preciso. Olhava seu rosto e me deu uma vontade louca de a beijar.
— Acho que eu vou ir tomar um banho. Eu não vou conseguir ficar me sentindo suada mesmo.- Disse.
— Hã...tudo bem. E coloca um pijama mais fresco.- Disse.
— Ok.- Me levantei, peguei uma camisola e fui para o banheiro.
Tirei a calça e aumentei um pouco o ar, gostava de tempo friozinho.
Tomei o banho, sai e me sequei. Coloquei uma calcinha, a camisola e penteei meus cabelos. Voltei ao quarto.
A olhei. Puta merda. Até com uma camisola do Mikey ela fica gostosa. Eu estava tentando resistir, mas aquelas pernas, aquela boca... estavam sendo mais fortes que a minha vontade.
Me sentei na cama.- Vamos fazer o que?
— Bem, não se tem muitas opções as...- Olhei no relógio.- Três da manha.
— Verdade. Bem, então vamos só ficar aqui mesmo.- Disse.
— Eu não me importo de você voltar onde estava.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.- Voltei ao colo dele.
Uma das minhas mãos pousou em sua coxa.- Eu adoro suas pernas.
— Porque?- Perguntei.
— Elas são lindas e dá vontade de apertar.- O fiz mais próximo ao sexo dela do que o necessário.
Me arrepiei ao toque dele e me ajeitei em seu colo.- Se você diz.
Ela se movimentou e isso estava minando meu controle.- Eu tenho certeza.
— Bem, obrigada então.- Disse.
Continuei tocando a perna dela e interessante que ela não se importava.- Ainda vai sair com o mané?
— Ele não é mané, Damon. É meu amigo.- Disse.
— Eu não quero que vá.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Por que não.- Disse.
— Então eu vou.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque você não me deu um motivo.- Disse.
— E tenho que dar?- Questionei.
— Não precisa.- Disse.
— Você não vai.- Falei.
— Vou sim.- Disse.
— Não vai não. Vou te prender aqui comigo.- A segurei mais forte.
Sorri.- Desse jeito vou ficar para titia.
— É uma boa ideia.- Disse.
Ri.- Seu bobo.
— Bobo?- A joguei na cama.
Sorri.- Sim, bobo.
Fiquei em cima dela.- Repete e vai se arrepender.
— Bobo.- Disse.
— Você vai pagar por isso, Davina Claire.- A prendi com um braço e com o outro comecei a fazer cosquinha.
Comecei a rir.- Para!
— Não mesmo.- A mantinha presa pelos pulsos e continuava.
— Damon, para!- Ria e me mexia embaixo dele.
— É... não.- Estava fazendo cosquinha quando a porta abriu e fui tirado de cima dela.- Stefan? Que porra é essa?
— O que você está fazendo?- Stefan questionou.
Me levantei.- O que você está fazendo aqui?
— Faço a mesma pergunta para você.- Ele disse.
— Eu estou... Eu não tenho que te dar satisfação. Dav, você está bem?- Perguntei.
— Estou sim.- Disse.
— Certeza?- Por instinto puxei o lençol sobre ela.
— Tenho sim.- Disse.
— O que vocês estavam fazendo?- Ele perguntou.
— Cosquinha, seu imbecil. Agora sai daqui.- Falei.
Ele os olhou.- Tudo bem. Boa noite Davina.- Ele disse e saiu.
— Babaca.- Me virei para ela.- Onde estávamos?
— Acho que em você me matando com cosquinhas.- Disse.
Voltei a posição que eu estava.- É verdade.- Ignorava, ou tentava, o quão sexy era aquela cena.
— Ah meu Deus.- Ri.- Deixa eu me preparar mentalmente para isso.
Minhas mãos tocaram a cintura dela e fiz as cócegas de leve. A ideia a princípio era poder toca-la.
Ri e tentava sair dali, mas sabia que era em vão, já que ele ele é infinitamente mais forte do que eu.
Eu estava próximo demais e era tentador demais para mim aquela boca, e se tornou mais quando toquei aqueles lábios.
Olhei os dedos dele nos meus lábios e logo depois o olhei.
Não tinha como evitar e a beijei. Foi de leve e achei que ela ia mandar eu me afastar.
Fiquei surpresa pelo que ele fez, mais ainda por nunca ter beijado ninguém. Mas não ia afasta-lo, eu realmente gostava dele.
Senti a respiração dela falhar, mas não era como se fosse me bater, então tomei os lábios dela mais firmemente, tendo um beijo de verdade.
Retribui o beijo e esperava que não errasse em nada, senão nunca mais conseguiria olhar na cara dele.
Seguia calmo e sentia ela hesitante. Será que era o momento ou outa coisa? Mas aquele beijo, aquele contato, fez meu corpo acender por um todo e me deixou feliz por acontecer.
Deixei que ele seguisse o beijo, porque eu realmente não queria errar e nem sabia como fazer isso ainda.
Deslizei a mão pela lateral do corpo dela, mas ainda "respeitando" certo ponto. Não ia apapalpar ela toda logo de cara, por mais que tivesse vontade. Sabia que ela precisava de ar, então fui parando aos poucos.
Quando o beijo parou, não conseguia olha-lo nos olhos direito por causa da vergonha.
Ela baixou o olhar e aquilo me intrigou.- O que foi?- Perguntei suavemente.
— Eu nunca tinha beijado.- Disse.
— Oh.- Ok, porque eu não pensei nisso? Ainda bem que não a ataquei de vez.- E gostou?
Assenti e sorri.- Sim. Mas acho que não fui muito bem.
A fiz olhar para mim.- Saiba que a sua boca, seus lábios, são uma delícia. Viciantes, com certeza.
— Obrigada.- Disse.
— Por mais que isso pareça muito errado.- Deitei ao lado dela.
— Porque?- Perguntei.
— Dav, você tem 15 anos, muito o que curtir e viver. E eu sou um cara muito mais velho, com bagagem.- Disse.
O olhei. Eu sabia que ele não ia me querer.- Está tudo bem Damon, foi só um beijo
— Foi?- Eu esperava outra resposta. Me peguei desejando que ela me quisesse.
— Sim. Agora é melhor você ir para o seu quarto.- Disse.
— Meu quarto?- Eu sempre ficava com ela.
— Sim.- Falei.
Não sabia se estava mais confuso pelo pedido ou por me sentir rejeitado de novo. Essa era a minha sina. Me levantei.- Tem certeza?
— É o melhor.- Disse.
— Melhor? Porque seria melhor você me chutar daqui?- Questionei.
— Eu não estou te chutando.- Disse.
— Não é o que parece.- Peguei a minha roupa e vesti a camisa.
— Então não posso fazer nada quanto a isso.- Disse.
— Não sei porque ainda tento essas coisas, só me fodo mesmo.- Sai batendo a porta.
Suspirei e me deitei. Claro que não ia dormir por causa dos sonhos, então usei um feitiço simples para eu não adormecer e fiquei ali pensando.
Fui para meu quarto e me deitei. Era estranho, sentia a cama vazia, é como se já tivesse desacostumado a estar ali. Mas o que mais sentia falta era dela. Droga, eu tinha que estragar, me enganei feio. Davina não me queria, era só amizade. Mas também, porque ia querer? Rolei na cama e a imagem dela com um pivete vinha a minha cabeça e me deixa pirado pensar nisso, nele a beijando, a convencendo que atrás é mais confortável... Não, nenhum moleque vai tocar na minha Dav. Levantei e fui para o quarto dela.
Levei um susto quando a porta abriu.- O que foi?
— Você é minha garota, minha boneca e nenhum garoto por ai vai ter as mãos em você.- A peguei pelo braço o suficiente para levanta-la e a beijei de novo.
Retribui o beijo novamente e acariciava sua nuca. Ainda estava meio tonta com isso. Primeiro ele diz que é muito mais velho e eu sou muito nova, e agora isso.
Esse era o meu mal. Tinha tudo intensamente, então tudo que sentia por ela estava mais intenso que antes e parei de me controlar, a queria, a desejava.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
Nos tombei na cama e deixei o beijo mais intenso.
Minha perna estava em sua cintura e nos mantinha juntos. Minha outra mão descia e subia pelas suas costas.
Os toques dela me arrepiavam e eram bons, assim como sentir ela, seu corpo junto ao meu. Era tudo o que eu queria.
Mesmo que eu não soubesse nada sobre sexo e essas coisas, podia sentir que ele estava excitado. Porém incrivelmente isso não me incomodou como achei que incomodaria quando "sentisse ou visse" pela primeira vez.
Ela precisava de fôlego e no fundo, eu também. Então fui parando.- Garota, você tira o meu fôlego.
Ri.- Como se isso fosse possível.
— Se fosse, tiraria.- Disse rindo.
Sorri e acariciei o rosto dele.- Porque isso? Você disse que era muito mais velho do que eu e eu muito nova.
— Um lapso de me preocupar demais com você. Mas mesmo sendo "errado' eu gosto das coisas erradas. Se for tecnicamente proibido, melhor ainda.- Disse.
— Só por isso?- Questionei.
— Que eu disse aquilo ou venho me segurando por dias? Sim.- Falei.
— Não. Que você quer estar comigo.- Disse.
— Pela emoção? Claro que não linda. Já me viu com alguém por aqui que nem sou com você? O que disse mais cedo é a verdade, só você me viu assim, de um jeito que não costumo muito deixar, muito menos se aproximar. Sabe, não tem dado muito certo, mas você eu não me importo que veja.- Disse.
Assenti.- Tudo bem então.
— Vai me chutar de novo?- Perguntei.
— Eu não te chutei e não, não vou.- Disse.
— Que bom.- Me deitei ao lado dela.
Olhei para o relógio e desde que me acordei já tinha se passado bastante tempo. Era quase 6:30 da manha.- Acho que vou me arrumar e descer para comer alguma coisa.
— Não, fica aqui.- Passei a perna por cima dela.
— Daqui a pouco eu tenho aula.- Disse.
— Não vai não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu quero você aqui o dia todo.- Disse.
— E para quê?- Questionei.
— Acho que posso ter alguma ideia.- Toquei o rosto dela.
Sorri.- Tudo bem.
— E vou começar a pôr em prática.- A beijei de novo. Sim, eu a desejava muito, mas não a pressionaria a nada, deixaria rolar.
Retribui o beijo novamente.
Aquele beijo levou a outro e mais um e por ai foi. Sim, eu gostava dela, gostava não, estava apaixonado pela Davina. Não sei bem como virou isso, mas sei que é o que sinto. Agora isso começou a três meses e todo o tempo que passo com ela é ótimo e me faz me sentir bem e feliz. Ainda não transamos, acho que alguma parte consciente do meu cérebro está me fazendo esperar ela ficar mais segura do que temos e acho que a época chegou. Eu estava arrumando uma surpresa para ela, era o aniversário dela e estava meio friozinho pelo fim de ano que estava chegando. Fiz uma lista e arrumei tudo o que precisava, mas antes tinha que acorda-la e levar para o colégio. Me deitei ao lado dela e beijei de leve.- Acorda dorminhoca.
Senti-me acordar.- Hey.
— Vai dormir o dia inteiro?- Perguntei.
— Pelo jeito não.- Disse.
Sorri.- Feliz aniversário.- Dei um beijo rápido nela.
Sorri.- Obrigada.
— Seu presente vai ser mais tarde, quando te pegar depois da escola.- Disse.
— Não precisa de presente.- Disse.
— Mas vai ter, espero acertar. Agora vamos, que vai se atrasar.- Disse.
— Tudo bem.- Me levantei.
— Ah, chegou essa mensagem. Acho que mais alguém lembrou.- Entreguei o celular a ela.
Peguei e sorri, agradecendo a ele e guardando o celular.- Está frio?
— Sim, um pouco.- Disse.
— Ok.- Fui até a cômoda.- Uma pergunta; quando poderei ir ver o Marcel?
Sorri.- Se eu fosse você desceria.
— Descer?- Perguntei.
— Vai lá.- Disse.
— Ok.- Sai do quarto e desci. Quando vi Marcel, sorri e corri até ele, abraçando ele.
— Minha pequena.- Marcel disse.
— O que você está fazendo aqui? Pensei que não pudesse sair de New Orleans.- Disse.
— Eu dei uma saída rápida, ninguém vai sentir minha falta. Damon me avisou que era seu aniversário.- Marcel falou.
— Sim, é.- Disse.
— Meus parabéns. Você está mais bonita.- Marcel disse.
Sorri.- Estou a mesma.
— Está nada.- Disse.
— E você, se lembre que sou mais velho, então se você sacanear ela, vou te deixar de um jeito que nunca vai esquecer. Porque não vai ter mais seu brinnquedinho para se divertir.- Marcel disse.
— Marcel!- Ri.- Não exagere.
— Estou acostumado com ameaças.- Disse.
— Sabe que deve leva-las a sério. E é meu dever Dav.- Marcel disse.
— Ok, tudo bem. Mas não vamos ter ameças hoje.- Disse.
— Não precisa se preocupar cara.- Disse.
— Acho bom. E você, gostando daqui?- Marcel perguntou.
— Da cidade? Digamos que eu prefiro infinitamente New Orleans.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— Ainda não pode voltar. As bruxas não engoliram que você sumiu.- Marcel disse.
Suspirei.- Tudo bem.
— Até lá vamos ficando aqui.- Disse.
— Bem, não posso demorar muito, mas aqui o seu presente.- Marcel disse.
Peguei o presente e abri. Sorri.- Marcel, é linda.
— Que bom. Ai lembra de mim.- Marcel disse.
Sorri.- Eu não preciso de uma pulseira para me lembrar de você.
— Verdade. Ela fala em você direto.- Disse.
— Sim.- Falei.
— Então eu acredito. Infelizmente tenho que ir, é um bom pedaço daqui até lá.- Marcel disse.
Me abracei nele.- Já estou sentindo sua falta.
— Eu também, mas você vai voltar e nos veremos todos os dias.- Marcel disse.
Sorri.- Tudo bem.
Marcel deu um beijo na testa dela.- Tudo de bom nesse aniversário.
— Vou garantir isso.- Disse.
— Cala boca.- Marcel disse.
— Só por você ter vindo aqui, meu dia está garantido.- Disse.
— Que bom. Se cuida baixinha.- Marcel a abraçou.
— Você também.- Disse.
— Tchau Damon.- Marcel disse.
— Tchau.- Disse e ele saiu.
— Vou ir me arrumar agora.- Disse.
— Tudo bem. Eu vou esperar aqui.- Disse.
— Ok, já volto.- Subi.
Fiquei por ali esperando ela e repassando cada coisa que queria fazer. É, hoje vai ser um bom dia. A levei para o colégio e sai do centro da cidade. Arrumei um chalé e levei o que ela gostava de comer; besteiras e doces. Olhei e não faltava nada, o presente dela estava aqui. Arrumei o quarto, troquei aquele lençóis, sabe-se lá o que se passou ali. Quando deu a hora, a fui buscar e parei na entrada do colégio.
Entrei no carro.- Hey.
— Foi bem na aula?- Perguntei.
— Fui sim.- Disse.
— Bom. Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
Sai de lá e rumei para onde tinha fechado o chalé.
— Onde estamos indo?- Questionei.
— Surpresa.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
Dirigi até o chalé. O tempo esfriava conforme a tarde caia. Parei na entrada e abri a porta dela.
Desci do carro.- Lugar bonito.
— Eu sei escolher bem.- Disse.
— Sabe mesmo.- Falei.
Abri a porta para ela.- Bem, parabéns.
Sorri.- Obrigada.
Entramos.- Não sabia muito como montar algo para você e um festa normal não cairia bem.
— Está ótimo Damon e não precisava de nada. Só você e o Marcel são o suficiente. Fora que não estou numa época de comemorar mesmo.- Disse.
Peguei a mão dela.- Você chegou a mais um aniversário, isso é suficiente.
— Infelizmente não é Damon, mas deixa para lá.- Disse.
— É, mas não quero que se sinta mal. Se for, vamos embora, deixamos para lá.- Falei.
— Está tudo bem Damon.- Falei.
— Mesmo?- A levava até a sala que tinha mesas com as coisas de comer.
— Claro.- Disse.
— Tá.- Falei.
— Então... você organizou tudo, o que vamos fazer?- Perguntei.
— Bem, curtir hoje. Tem TV a cabo, filmes, séries e aquela mesa. O que você quiser.- Disse.
— Ok.- Peguei um salgado para comer e me sentei no sofá.
Tirei a jaqueta e me sentei ao lado dela.- E tem um vídeo game também.- Festa de adolescente é bem diferente do que estou acostumado.
— Hã... não gosto muito de vídeo game.- Disse.
— Mas e aqueles jogos que você adora?- Perguntei.
— São de celular.- Disse.
— E não tem ali?- Perguntei.
— Não sei. Não gosto de vídeo game, como disse. Os de celular são só para distrair ou passar o tempo.- Disse.
— Então vamos nos manter nos filmes e séries.- Disse.
— A não ser que você goste.- Disse.
— Não tem graça quando você tem bons reflexos e ganha rápido.- Falei.
— Isso é.- Disse.
— Então vem cá, minha... você não é mais tão bebê. Dezesseis já é muito tempo.- A botei no meu colo.
Ri.- Não é tanta diferença, mas faz um tempo que não me sinto um bebê.
— É sim, tá ficando velhinha. E estou brincando, você é o meu bebê. E de uma forma diferente, do Marcel.- Disse.
Sorri.- É, talvez.
— Talvez? Não deixei claro, não?- Me fiz de ofendido.
— Estou falando do Marcel, amor.- Sorri.
— Você duvida? Ele te adora.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Então pronto. Não duvide o quanto a gente ama você.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Então, qual filme vai ser?- Perguntei.
— Qualquer um.- Disse.
— Querida, hoje você escolhe o que quer.- Disse.
— Então eu escolho que não me trate diferente só porque é meu aniversário. Primeiro porque eu acho ridículo isso das pessoas tratarem as outras diferentes em aniversário e outra porque não é uma data especial para mim e não vai ser por um bom tempo. Então eu só quero ficar com você, ok? Sem aniversários. Só vamos curtir essa comida, porque comida de aniversário é bom.- Disse.
— Hã... tudo bem.- Mudei os canais, parando num filme que ia começar.
Peguei mais algumas coisas para comer e me ajeitei no sofá para ver o filme.
Era uma comédia e eu distraído tocava a perna dela. Ela era gostosa e nesse tempo estava ficando mais.
Comia dos doces e olhava o filme.- Você gosta desse tipo de filme?
— Eu já vi uns muito bons.- Disse.
— Sim, tem uns ótimos.- Disse.
— Mas eu também gosto de ação.- Falei.
— Sim, eu também.- Disse.
— Então variamos.- Falei.
Sorri.- Tudo bem. Quer?- Indiquei o doce.
— É bom?- Perguntei.
— Sim.- Coloquei na boca dele.
Peguei, chupando os dedos dela.- É gostoso.
Sorri.- Sim.
— Melhor ainda assim.- A beijei.
Retribui o beijo.
Com o doce, a boca dela ficava mais deliciosa ainda. Minha mão corria na sua perna e a apertava as vezes.
Me arrepiava com o toque dele e acariciava sua nuca.
Inspirei. Na minha nuca era um dos meus pontos fracos.
Minha outra mão descia pelo seu peito delicadamente.
— Dav...- Quebrei o beijo.- Assim eu vou ficar mais excitado.
— Oh, desculpe.- Sai do colo dele.
— Não disse que era para sair.- Disse.
— É melhor.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Pelo que você disse.- Disse.
— Isso não é um problema, amor.- Disse.
— Prefiro não piorar.- Falei.
— Volta para cá.- Sorri.
— Tudo bem.- Voltei para o colo dele.
— Bem melhor agora. Tem outro doce para eu experimentar?- Questionei.
— Tem.- Dei outro a ele.
Fiz o mesmo e a chamei com o dedo, sorri quando a beijei.
Retribui o beijo novamente.
Minhas mãos agora foram para a cintura dela e a pressionava contra mim. Queria sentir o máximo dela junto a mim.
Entrelacei meus dedos em seus cabelos e acariciava seus cabelos.
Uma das mãos foi para as costas dela e tocava de leve até seu pescoço, onde se enroscava no seu cabelo.
Acariciava a lateral do seu pescoço e a outra mão continuava em seus cabelos.
Fui tirando o casaco dela. Ela era bem frienta, mas eu sabia como a esquentar.
Ajudei ele a tirar o meu casaco e voltei a beija-lo.
Subia os toques pela coxa dela e minha boca descia ao seu pescoço. O cheiro dela era maravilhoso e me deixava extasiado.
Me arrepiava com os toques e beijos dele. Minha mão descia pelo peito dele.
— Se quiser que eu pare, diga.- Disse no ouvido dela e beijando por ali.
— Eu sei.- Disse.
Então com o aval dela, continuei e comecei a subir aquela blusa.
Deixei ele tirar a blusa.
— Bem melhor agora.- Voltei a beijar o pescoço, mas agora livremente. Eu queria pegar logo naqueles peitos, mas tinha experiência o suficiente para saber que com ela era pra ir devagar.
Eu já tinha uma facilidade imensa de me arrepiar, e os lábios dele faziam isso ser ainda mais fácil.
Voltei a beija-la e a segurei firme, me levantando e a levando para o quarto.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em seu pescoço.
No tato, puxei o edredom que cobria a cama e a deitei, me deitando junto.
Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas suas costas.
O beijo foi parando e fui descendo com a minha boca pelo corpo dela, até chegar a barra da calça dela, a qual abri.
Deixei ele tirar a minha calça e tirei a jaqueta e a camisa que ele usava.
A olhei de lingerie.- Você é linda.
Sorri.- Obrigada.
Tirei logo minha calça e corri as mãos pelo corpo dela, abrindo o sutiã.
O puxei para um beijo novamente e minha mão descia pelas suas costas.
Matei minha vontade e peguei nos seios dela, e como eram gostosos.
Suspirei contra os lábios dele e voltava a beija-lo.
Não imaginava sentir tanto desejo assim por uma garota tão nova. Mas Davina me deixava em um estado que chegava a doer de tesão.
Minha mão descia pelo seu peito e abdômen, chegando na barra da cueca dele e começando a tira-la.
— Ansiosa?- Perguntei.
— Não tanto quanto você.- Indiquei o volume na cueca dele.
— Meses, boneca, meses de espera.- Disse.
— Eu sei, mas você que quis assim.- Falei.
— Eu?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Você é a unica que me faz pensar em você primeiro do que em mim. Culpa assumida.- Disse.
Sorri.- Tudo bem. Eu amo você por isso.
— Que bom. Agora deixa eu fazer uma coisa que queria muito.- Tomei um dos seios dela com a boca.
Gemi e suspirei pesadamente.
Rocei minhas presas nele até o mamilo.- Como eu imaginei, saborosos.
— Que bom que gosta.- Disse.
— Eu gosto de cada pedacinho desse corpo.- Falei.
Sorri.- Que bom.
— Mas vamos a melhor parte.- Beijei ela até chegar a calcinha.
Deixei ele fazer o que quisesse. Ainda era estranho ter esse tipo de contato, já que sou virgem e a alguns minutos atrás nem pensava em transar. O básico do básico já é assustador, imagina o mais avançado?
Pude perceber ela tensa.- Dav, tudo bem?
— Sim.- Disse.
— Você está tensa, posso perceber.- Disse.
— Eu estou bem.- Falei.
A olhei.- Qualquer coisa que não queira fazer, que eu faça, me fale.
— Ok.- Disse.
Voltei a beija-la e decidi não chegar ao sexo dela com a boca agora, foi isso que a deixou tensa.
Retribui o beijo novamente.
Me ajeitei entre as penas dela e me encostei na entrada dela.
Pude sentir ele e com certeza toda a tranquilidade que estava a alguns segundos atrás, desapareceu. Mas é claro que não iria demostrar, porque ai sim nunca mais olhava para ele.
Percebi o coração dela acelerar e o corpo dela ficar tenso. Nunca me preocupei assim para que fosse tudo bom para ela. Tomei a mão dela e entrelacei na minha. Parei o beijo, a olhando.- Confia em mim.
— Eu confio.- Disse.
Me posicionei melhor e fui entrando nela.
Claro que teve dor e não foi pouca, mas tentava relaxar para não doer tanto.
Estava atento as reações dela e parei para ela se acostumar. A beijei para distrair.
Retribui o beijo e a sensação começava a ficar menos dolorosa do que no começo.
O aperto dela na minha mão diminuía e sua respiração voltava ao normal, era sinal para continuar. Não entrei por completo nela e quando ela estava mais relaxada para eu me movimentar, eu o fiz.
Não sei se estava totalmente relaxada ou menos dolorida, mas pelo menos não doía como no começo.
— Melhorando?- Perguntei no ouvido dela.
Assenti.- Sim.
— Vai passar meu amor.- Beijei ela e depois fui para seu pescoço.
Me arrepiava com seus lábios e aos poucos a sensação melhorava.
Coloquei a mão na cintura dela para pegar o ritmo comigo e a outra a tocava em vários pontos, o corpo dela era um paraíso.
Ajeitei minha perna em sua cintura e nos beijávamos. Minha mão descia pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen.
Ela estava melhor, podia sentir isso, então aumentei a velocidade. Ela era uma delícia; apertada e úmida, um prato cheio para mim.
Gemi contra os lábios dele, mas voltei a beija-lo. Acariciava sua nuca.
O gemido dela resultou em mais excitação para mim e agora estava tranquilo quanto a ela.
Minha mão descia pelas costas dele e desci meus lábios pelo seu maxilar.
Cedi aos toques dela.- Você sabe como me provocar né?
Sorri.- Talvez.
— Eu amo isso.- Disse entre um gemido.
Sorri.- Fico feliz em acertar então.
Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. Não queria confessar, mas estava completamente entregue a ela. Não tinha dito claramente, mas a amava. E agora tinha muito mais certeza disso.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
O prazer percorria o meu corpo e ritmava mais rápido. Ela ia conseguindo me acompanhar, mas com a minha ajuda.
Agora eu não sentia mais dor e a única sensação que tinha no meu corpo, era como era bom senti-lo dentro de mim.
Não me lembro a última vez que eu tive uma relação assim, mas não estava satisfeito só fisicamente, era por completo.
Sentia que ambos estávamos perto do orgasmo e foi ótimo.
Depois que meu corpo se acalmou e pude me concentrar, sorri.- Eu te amo.
Sorri.- Também te amo.
Sai com cuidado dela e me deitei ao seu lado. Ri.- Eu sou foda. Consegui te dar um orgasmo na primeira vez.
Ri.- Não se ache tanto.
— O que? Isso não acontece fácil.- Disse.
— Tudo bem, então pode se achar.- Ri e lhe dei um selinho.
— Eu sei. Ainda mais com uma linda e super gostosa ao meu lado.- Disse.
— Não exagere.- Disse.
— É sim.- Puxei ela para mim.- Linda, gostosa, saborosa e que me deixa doidinho de tesão.
Ri.- Você parece bêbado. Não sou tudo isso.
— O dia que eu estiver, você não vai descansar.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Eu tenho uma tendência a ficar com mais tesão que o normal.- Disse.
— Oh, entendi.- Falei.
Sorri.- Pois é.
Sorri e me ajeitei em seus braços. Podia ficar ali para sempre.
Ela dormiu ali e sorri. Não estava com sono e fiquei a observando. Eu não me reconhecia, mas não tinha problema com isso, eu estava feliz. Tudo bem, ela nunca me viu fazendo as minhas merdas, mas por enquanto não tenho que faze-las. Ficamos ali mais um dia e depois fomos para casa. Era interessante como qualquer coisa, fora o que envolvia ela, deixou de me importar e para não acontecer acidente, peguei uma casa para mim e ela. Era melhor assim e ficávamos mais a vontade. Os meses passaram e estava cada vez melhor com ela. Marcel me ligou e pediu que ficasse de olho, as bruxas estavam meio loucas por causa do poder e ela podia ter alguma reação a isso. Eu a observava, as vezes ela quebrava algo ou incendiava, mas não chegou a acontecer nada demais. Suspirei aliviado com aquilo. Depois da data, pudemos sair da cidade e foi na época das férias dela e finalmente saímos de Mystic Falls. Compeli algumas pessoas para ela viajar e agora estamos numa praia em Miami (Ok, sei a ironia disso) e ela está tomando sol lindamente ao meu lado. Na época que as aulas voltarem vamos para New Orleans, a cidade está segura. Não achei que a minha amizade com Marcel ia resultar nisso; m ter encontrado a minha bonequinha, meu amor.
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