Liberty- One Shots
27 Capítulo 27- Kol & Bonnie.
Notas iniciais

POV Kol.
Eu voltava do colégio e estava puto. Tinha perdido uma chance perfeita por causa daquela aposta idiota. Quem mandou aceitar? Parei o carro com raiva e entrei direto, ignorando meus irmãos, os apostadores, na sala.
Rebekah riu e se levantou vindo até mim.- O que foi irmão? Muito tenso?- Ela debochou.
— Vai para o inferno.- Disse.
— Nossa, isso está afetando o seu cérebro é? Ou é na cabeça de baixo?- Klaus questionou divertido.
— Vão pro inferno vocês.- Falei com ravia.
— Pelo menos eu não irei virgem. Já você tem 50% de chances de morrer virgem ou de ganhar fama de mulher.- Ela falou.
— Cala boca Rebekah! Sua voz é irritante.- Disse.
— Ei, olha os modos. E o que era? Loira, morena? Ah ruivas.
— Ruivas são chatas.- Ela revirou os olhos.- E metidas.
Minha mãe chegou na sala.
— Kol, não se esqueça que a sua aula de recuperação de Inglês é daqui a uma hora.- Ela disse.
— Que aula?- Perguntei.
— Meu Deus menino. Você está quase reprovado em inglês e não se lembra que marcamos com a professora Bennett para ela vir te ajudar? Dizem que ela é ótima.- Minha mãe disse.
— Ah mãe, não precisava.- Falei.
— Claro que precisava. Agora vai tomar banho e comer alguma coisa. Não demora muito e ela chega.- Ela disse.
Subi, jogando a mochila e fui tomar banho. Precisava esfriar a cabeça, ou melhor, tudo. Depois disso e de lanchar, consegui relaxar um pouco e deitei no sofá.
POV Misto. ( Kol e Bonnie.)
Meu dia tinha sido um tanto corrido hoje. Eu dou aula de inglês em um colégio e também dou aulas particulares sempre que aparece uma oportunidade. Cheguei em casa 12:00 e fui tomar um banho. A aula estava marcada para a 13:00. Coloquei uma legging jeans, uma bota de cano não muito longo e uma blusa "normal". Arrumei meu cabelo, fiz uma maquiagem bem leve e comi uma coisa rápida. Não estava com fome. Peguei tudo que precisaria e saí. Quando cheguei lá notei que eram ricos. Suspirei. Mais gente metida pela frente. Desci e toquei a campainha.
Devia ser a tal professora. Imaginava tudo. Uma velha que ia pegar no meu pé. Levantei e abri a porta. Puta que pariu.
Sorri.- Hey, sou Bonnie, a professora de inglês.
Ah merda, como ela era gostosa.- Oi, entra. Eu sou seu aluno.
— Obrigada.- Entrei.- Você é Kol então?
— Sim.- Disse.
— Bem, então acho que devemos começar. Assim você se livra de mim mais rapidamente.- Sorri.
— Por que o faria?- Sorri.
Sorri.- A gente percebe o amor dos alunos quando toca o sinal. Eles pulam, correm, gritam... tudo isso para se livrar de um professor.- Ri.- E você, por sorte, não terá que me aturar muito.
— Melhor que minha professora tenho certeza que é.- Falei.
Sorri.- Eu espero que sim. Bem, sua mãe me disse que você está mal em inglês. No quê você tem dificuldade?
— Tudo. Eu não entendo tantas regras.- Disse.
— Bem, vamos resolver isso. Pegue suas coisas.- Falei.
— Ok, espera ai.- Subi e peguei a mochila. Droga, ela era tão gostosa e legal que... Respirei fundo e desci.
Pegava minhas coisas na minha bolsa. Ele voltou.- O que vocês estão aprendendo?
— Orações Subordinadas.- Disse.
— Ok. Senta aqui.- Indiquei o lugar ao meu lado.
Sentei. Pude sentir o perfume dela, era maravilhoso.
Expliquei a ele o que tinha a explicar e o observava. Ele era lindo e fofo. Pelo amor de Deus Bonnie, ele é seu aluno. Depois de explicar pela terceira vez — gosto de explicar bem para não deixar duvidas -, o olhei.- Viu? Não é tão complicado.
— E não é tão ruim. Acho que consigo resolver essas do jeito que explicou.- Fiz algumas e entreguei a ela.
Peguei e comecei a corrigir. Somente uma estava errada.- Leia essa de novo e com bastante atenção. Você vai perceber seu erro.
Olhei e tentei.- Aqui? É que eu fiquei na duvida.
Sorri.- Perfeito. Nesse caso sempre será assim.
— Acho que minha professora é que não explica direito.- Disse.
— Quem é a sua professora?- Perguntei.
— A senhora Sunders.- Falei.
— Oh, ela foi minha professora também. Ela é...- Pensei.- Terrível.
— Viu? Não acreditam quando eu falo. Mas você não é tão mais velha que eu.- Disse.
— Eu tenho 21. Você tem quantos anos?- Perguntei.
— Desesperado pelos 18.- Falei.
Ri.- Acredite, não é tão maravilhoso assim.
— No meu caso é sim.- Disse.
Sorri.- Se você diz. Seu sobrenome é Mikaelson, não é?
— Sim, é.- Disse.
— Então Klaus é seu irmão?- Questionei.
— Sim, ele é o do meio e eu o mais novo.- Falei.
— Nós somos colegas. Não nos falamos muito, mas ele parece legal.- Disse.
— Ele é. Quando não está pertubando a vida alheia.- Falei.
Ri.- Ok, problemas no paraíso dos irmãos.- Me levantei.- Acho que agora você está preparado para ir bem nessa prova. Mas caso precise de mais ajuda, sua mãe tem meu telefone.
— Hã... Quer dizer que não vamos nos ver de novo?- Perguntei.
— Se você precisar de mim, claro que vamos. Mas esperamos que saia tudo bem, não é?- Sorri.
— Se for para você voltar, não tenha certeza.- Disse.
O olhei e sorri.- Você é um doce, Kol.
— Todo mundo diz isso. Me sinto um urso assim. Fofinho e doce.- Falei.
Sorri.- Você parece um ursinho. Só que sem os pelos e um tanto maior.
— Será que sou fofo mesmo?- Cheguei mais perto dela.
— Bem, é o que aparenta ser.- Sorri.
— Você pode testar.- Disse.
— E como seria esse teste?- Questionei.
— Você pode fazer como quiser.- Ela era linda. Seus olhos castanhos eram meigos, mas decididos. Sua pele parecia macia, que vontade de toca-la.
Sorri.- Você é lindo, Kol e deve ter várias garotas aos seus pés. Mas somos aluno e professora, não podemos ser mais que isso.
— Disse bem, garotas. E as do colegio ou onde vou são todas irritantemente metidas. Nenhuma é uma mulher como você.- Disse.
— Obrigada pelo "mulher". Isso é realmente um elogio, já que a não muito tempo usavam 'garota' ainda.- Sorri e mordi meu lábio.- Mas não podemos nem tentar isso. Sim, você é lindo e fofo, e será adulto daqui um tempo, mas agora...- Suspirei.- Daria uma confusão só em pensar nisso.
— Não vejo porque. Vamos sair? Sábado.- Falei.
— Hã...- O olhei. Deus, ele era lindo mesmo.- Ok, vamos. Mas será informal. Sem compromissos e nada do tipo.
— Ótimo. O que você gosta?- Perguntei.
— Cinema? Boliche?- Disse.
— Ótimo. Lá vemos o que assistimos. Que horas?- Perguntei.
— Por mim qualquer horário. É uma das vantagens de se morar sozinha.- Sorri.
— As 18:00? Aí dá tempo da gente escolher á vontade.- Falei.
— Claro, ótimo.- Disse.
— Que bom. Sabe o shopping aqui perto? Lá é ótimo.- Disse.
— Perfeito.- Disse.
— Agora me dá o seu telefone. Qualquer coisa te ligo.- Falei.
Peguei um cartão que tinha.- Aqui. É o numero da minha casa, e- mail, redes sociais e o celular. Está tudo aí.
— Nossa, quanta coisa.- Anotei num papel o meu e os outros.- Aqui os meus.
— Ok. Agora eu preciso ir. Tenho outro aluno me esperando.- Disse.
— Espero que ele não seja fofo.- Falei.
Ri.- É da sua escola também e deve ser seu colega.- Olhei na ficha.- Tyler Lockwood. Conhece?
— Tyler?! Não, ele não é nada fofo. Cuidado com ele.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Ele é... meio atirado. E não é com jeitinho.- Disse.
— Oh, eu entendi. Mas eu já tive experiências mais peculiares, não se preocupe. Seu amigo não vai ser o primeiro.- Falei.
— Ah, tudo bem. Mas se cuide.- Disse.
— Pode deixar.- Sorri. Fomos até a porta.- Até mais.- E saí.
Fechei a porta e me encostei nela. Droga, apesar de tudo sei que não vai acontecer nada demais. Suspirei. Mas meu aniversário não estava longe, quem sabe ela não esperasse?
POV Bonnie.
Depois de completar meu circuito de aulas particulares, fui para a casa. Cheguei e fui direto para um banho. O dia havia sido longo. Coloquei um roupão e pedi pizza, estava faminta. Peguei meu celular e disquei o numero de uma das minhas melhores amigas. Ela logo atendeu.- Oi Lena.
— Bonnie. E ai como foi hoje?- Elena perguntou.
— Esquisito.- Disse enquanto me deitava no sofá.
— Por que?- Ela perguntou.
— Porque um garoto de 17 anos me chamou para sair e eu aceitei.- Disse.
— Aceitou?- Ela perguntou surpresa.
— Sim.- Falei.
— Mas quem é?- Ela questionou.
— Você não conhece.- Disse.
— Mas é bonito?- Ela perguntou.
— Para mim é.- Sorri.- Não sei se você tem o mesmo gosto que eu, Elena.
— Bem, para ele te convencer, tem que ser bom.- Ela disse.
— Bom? Bem, só conversamos. Ele é fofo.- Comentei.
— É, você tem cara que gosta de fofinhos.- Ela falou.
Ri.- Eu gosto de qualquer tipo. Não sou exigente.- A campainha tocou e fui receber a pizza.
— Mas vocês vão sair ou SAIR?- Ela questionou.
Peguei a pizza, paguei e fechei a porta.- Sair. Ele é novinho demais. Sim, ele é fofo e é lindo. Mas acho que daria confusão ter algo a mais.
— Por que?- Ela perguntou.
— Porque sim.- Disse.
— Ah Bonnie, desencana. Tem vários casais ai com diferença de idade.- Ela disse.
— Quem é você e o que fez com Elena Gilbert?- Disse me servindo de pizza.
— Alguém que quer ver a amiga feliz. Que não quer você enfiada no trabalho e sim se divertindo.- Ela falou.
— Eu me divirto trabalhando e eu sou feliz.- Falei.
— A tá. A quanto tempo você não transa Bonnie?- Ela perguntou.
— Isso não é da sua conta, Elena. Fora que minha vida não é resumida a sexo e nem a sua devia ser. Isso não faz uma vida ser feliz.- Disse.
— Mas faz parte. Ok, não vamos discutir isso. Só espero que se divirta.- Ela disse
— Sim, eu vou e não vai ser com isso. Agora eu vou jantar. Boa noite.- Falei.
— Boa noite e depois me liga para dizer como foi com o fofinho.- Ela falou.
— Ok, pode deixar. Tchau.- Desliguei e suspirei. Eu preciso urgentemente encontrar amigas freiras. Jantei, corrigi trabalhos e provas, e quando era 23:00 fui me deitar.
POV Kol.
Aqueles dias se arrastaram mas o sábado finalmente ele chegou. Tentei disfarçar, ninguém sabia que eu ia sair. Quando deu 17 :00, mandei um sms a ela confirmando e ela respondeu que sim. Sorri. Tomei um banho e me arrumei, colocando uma calça jeans, uma camisa preta e um colete azul escuro e tênis. Passei bem perfume, mulher gosta de homem cheiroso. Minha mãe sempre disso isso. Passei no quarto dela.- Mãe, vou sair.
Ela me olhou.- Onde você vai todo arrumado?
— Num encontro. Quer dizer, não é bem um encontro, só sair mesmo.- Disse.
Ela sorriu.- Tudo bem. Se divirta então.
— Pode deixar. Tchau.- Falei.
— Tchau.- Ela disse.
Desci rezando para a turma do terror não estar na sala. Droga, mesmo tentando passar reto, fui pego.
— Onde você vai, garotinho?- Rebekah perguntou.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Ui, ok. Só tenta disfarçar o volume quando o clima esquentar. Você não poderá ir até o fim mesmo.- Ela disse.
— Ainda falta um mês irmãozinho. É um longo caminho e a parte mais torturante. Já aguentou tanto...- Klaus disse com um sorriso.
— Pois é, mas vão abrindo as carteiras para o meu prêmio, porque não vou perder para você.- Disse.
Ela riu.- Vamos ver então. Nunca fui boa em cumprir promessas mesmo.
— Ai de você. Se não fizer, nossos pais vão ficar sabendo como tem passado de ano e não foi estudando.- Falei.
Ela deu de ombros.- Ninguém me proibiu de transar com os professores. Tecnicamente não é proibido. E não sou responsabilizada pelo que eles colocam no boletim.
— Oh Rebekinha, sabemos que não abriu as pernas só para eles, não é? Pensa que esqueci do Halloween?- Ri.- Cumpra ou se prepare.
— Que Halloween?- Klaus perguntou.
— Vai se foder Kol. Já que você não pode foder ninguém mesmo.- Ela sorriu. Deu um tapinha de leve no peito dele e subiu.
— Daqui a pouco eu vou, já você...- Gritei.- Fui.- Sai antes que me fizessem mais perguntas. Cheguei no lugar marcado e a esperei.
POV Misto. ( Kol e Bonnie.)
Eu estava nervosa para esse encontro. E não um nervosismo bom. Eu sabia que devia ter recusado. Mas não deixaria passar disso. Isso é proibido e não é correto também. Suspirei. Coloquei uma roupa comum. Calça jeans, uma bota de cano curto, uma blusa e um casaco. Penteei meu cabelo e fiz uma maquiagem leve. Saí de casa e logo cheguei no local. Não demorei a acha-lo.- Hey.
— Oi.- Beijei o rosto dela.- Está linda.
Sorri.- Obrigada. Você também está lindo.
— Eu sei. E cheiroso também, é a minha marca.- Disse.
Ri.- Eu estou vendo.
— Vamos escolher o filme?- Perguntei.
— Claro, vamos.- Falei.
— X-men? Gosta?- Questionei.
— Sim. Sempre fui aquele tipo de garota que gostava mais das coisas de "garoto" do que das coisas de "garotas".- Falei.
— Sério? Isso é raro, e muito apreciável.- Disse.
Ri.- Sério. Eu adoro animes e tudo mais. Adoro a cultura japonesa. Sempre me acharam esquisita por isso.
— Eu não acho, pelo contrário, é demais.- Comprei os ingressos.- Me falaram que está muito bom esse.
Sorri.- Escutei isso também.
— Pipoca ou batata?- Perguntei.
— Pipoca.- Disse.
Fui para fila e pedi um pacote grande.- Refri ou suco?
— Suco de uva.- Falei.
Dei a pipoca a ela e peguei os copos. Entramos e nos acomodamos. Tinha pego aquelas cadeiras duplas de namorados que não tem separador. Peguei pipoca.- Acho que essa não vai dar se o filme for grande.
Ri.- Qualquer coisa abastecemos.
— É que sou viciado.- Ri e passei o braço em volta dela.
Olhei o braço dele. Meu Deus... eu sou mesmo louca. Peguei uma pipoca e comi.
Tinha um cara da outra fileira que ficava encarando as pernas dela, aquilo estava me irritando.- Bonnie, podemos inverter os lugares?
— Claro. Mas o que aconteceu?- Perguntei.
Trocamos. Tampava a visão dele com meu corpo.- Só um engraçadinho. Se ele quiser, agora vai ver minhas perninhas, não as suas.- Pousei a mão de leve no joelho dela. Começaram os trailer e me aproximei mais dela, mas prestando atenção na tela.
Podia sentir o perfume dele e o calor da sua pele. Eu me sinto meio suja por estar fazendo isso, mas a outra parte está feliz. Era melhor relaxar e aproveitar. Não sabia onde isso ia dar mesmo.
O filme começou e prestava atenção. Cheguei ao ouvido dela.- O meu favorito é o Wolverine e o seu?
— Bem, de homem é ele também. Mas eu adoro a Jean.- Disse.
— Sim, mas eu preferia a dos quadrinhos, essa ai é meio estranha.- Para falar deixava meu rosto tocar o dela, e sentir aquele contato, aquela pele, era ótimo.
Podia sentir sua respiração lenta e quente na minha bochecha, e era bom.- Isso é verdade. Eu também gosto da Vampira. Ela é legal.
— Sim, assim como a Tempestade. Ela é foda.- Disse.
— Sim. Ela é incrível mesmo.- Falei.
Voltamos ao filme, mas meu braço a trouxe mais para junto. A acariciava de leve ali.
Comia da pipoca e olhava o filme. Mas uma parte do meu cérebro pensava na mão dele tocando meu braço.
Comecei a subir a mão, indo ao pescoço. Fazia carinhos ali. Droga que vontade de beija-la, mas tinha que lembrar que não era uma das garotinhas do colégio.
Me arrepiei ao toque dele. Meu Deus, eu preciso de forças para resistir á ele. Ele é um garoto. Ok, não era tão mais velha que ele. Na verdade era quase nada, mas ainda assim parecia meio incorreto.
Como ela não afastou a mão, deixei ela ali e prestei atenção. Afinal era um filme bom. Mas na hora das conversas não resistia em olha-la, olhar sua boca, ou fazer um novo carinho.
O filme passou normalmente. Quando o filme acabou, saímos da sala.
— Ok. Eu Amei.- Disse.
Sorri.- Sim, foi perfeito. Estava maravilhoso.
— Quer comer ou ir jogar?- Perguntei.
— Podemos ir jogar. Estou satisfeita da pipoca. A não ser que esteja com fome.- Disse.
— Lá pegamos aperitivos.- Falei.
— Ok então, vamos.- Disse.
Fomos até o setor que tinha jogos e peguei as fichas junto com batatas fritas e refrigerante. Pegamos uma pista e coloquei as coisas na mesa.- Esses sapatos são uma comédia.
— Nem me fale. Uma vez eu esqueci que os usava e saí com eles.- Ri.- O segurança correu atrás mim achando que eu tinha roubado.
Ri.- Sério? Que horror.
— Horrível.- Disse rindo.
— Coitada.- Botei os sapatos.- Você pode começar.
— Ok.- Peguei uma das bolas e fui até uma das pistas. Encarei bem as "garrafas", respirei fundo e joguei.
Ela derrubou a maioria de cara.- Você me chamou porque é boa né?
Sorri.- Com certeza.
— Ah, e eu cai.- Disse.
Bebi do refri.- Eu sei me fingir de inocente.
— Estou vendo isso, e que me ferrei.- Falei.
Ri.- Provavelmente.
— Vamos ver.- Peguei uma bola e joguei.
— Uau, você é bom.- Disse.
— Um pouco.- Falei.
Sorri.- Você é ótimo.
— Talvez também esconda o jogo.- Disse ficando colado nela.
Minha respiração falhou um pouco.- É?
— Sim, pode ser.- Enlacei a cintura dela.
— Então acho que terei que descobri-lo.- Disse.
— Bem, pode tentar a vontade. Agora se vai conseguir...- Falei.
— Eu sou um pé no saco quando quero descobrir algo.- Sorri.- Com certeza eu irei.- Saí do "abraço" dele, ainda sorrindo, peguei uma outra bola e joguei.
— Você fez um strike? Putz, estou ferrado.- Disse.
— Sim, você está.- Falei.
— Se eu ganhar, o que ganho?- Questionei.
— O que você quer ganhar?- Perguntei.
Fiz cara de pensativo.- Beijar você.
Fiquei surpresa, mas sorri.- Ok, combinado.
— E o que quer se eu perder?- Perguntei.
Sorri e mordi meu lábio.- Eu vou pensar e te digo depois.
— Vou ficar curioso.- Disse.
Sorri.- Ótimo.
Peguei uma bola e joguei.- Strike.- Sorri para ela.
Sorri.- Não seja metido.- Jogamos e ficamos empatados.- Ok, agora é a sua vez.
— Agora não sei se quero ganhar ou perder. Vamos ver minha sorte.- Joguei e ficou apenas um pino.- Fala sério.
Ri e joguei. Todas caíram. Me voltei a ele e sorri.- Sim, você perdeu.
— Ah não.- Resmunguei.
— Oh sim.- Bebi do refri.
— Ok, reconheço, eu perdi. E agora? O que quer?- Questionei.
— Bem...- Ele estava sentado e fiquei entre suas pernas. Sorri e o beijei.
Ela que me surpreendeu agora, mas não recuei e a beijei de volta. Como desejei aquela boca.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali. Ele realmente beija bem.
O beijo esquentava. Segurei ela mais contra mim. Seu corpo ficava perfeitamente encaixado no meu.
Acariciava o rosto dele suavemente e minha outra mão descia para sua nuca e acariciava ali.
Segurava em seus cabelos quando ouvi um pigarrear e parei.
Olhei a senhora e sorri educadamente.- Desculpe.- Logo ela saiu.
— Estávamos dando um show.- Comentei.
Ri.- Demais.- Saí de entre as pernas dele e tomei do refri. Olhei no relógio.- É melhor eu ir. Preciso corrigir alguns trabalhos ainda e preciso acordar cedo amanha.
— Num domingo?- Perguntei.
— Sim. Vou visitar meus pais e minha vó.- Sorri.- Não moramos perto, mas não quero cortar relações com eles. Então os domingos são deles.
— Ah sim, vamos lanchar primeiro.- Disse.
— Tudo bem, vamos.- Falei.
Saímos e fomos para a praça de alimentação. Pedi uma pizza e voltamos. Esperávamos ficar pronto.- Ah, a prova me sai bem, mas vou precisar de mais ajudas.
— Claro, quando quiser.- Falei.
— Vai ser um prazer.- Estava do lado dela e a beijei de novo.
Sorri e retribui o beijo.- Mas aí terá que ser sem beijos.
— Nem como recompensa?- Perguntei.
— Depois talvez. Só se você acertar todos os exercícios que irei te passar.- Sorri.
— Vou devorar aqueles livros.- Disse.
Sorri e acariciei o rosto dele.- Quero só ver.
— Com um incentivo desse como não?- Questionei.
Ri.- Que bom.
Chamaram a senha e fui buscar. Comemos, rimos e agora dávamos uma volta antes de ir. Vi uma loja.- Espera ai, vamos passar aqui.
— O que quer aqui?- Perguntei.
— Uma coisa.- Fui no balcão e pedi. Voltei a ela.- Aqui, é para você.
Olhei.- Kol, ela é linda.
— Eu sei. Adoro ela.- Disse.
— Não sabia que era apegado a coisas religiosas.- Sorri.- Ou que goste delas.
— Eu gosto. Acho que fui a muitas reuniões de senhorinhas da igreja com a minha avó quando era pequeno. Ok, sei que é estranho para um rapaz como eu.- Falei.
Sorri.- Não é não. Isso é lindo. Afinal não existe idade para isso, não é? Obrigada, ela é linda mesmo.
— É algo para lembrar de mim.- Disse.
— Não preciso de algo para lembrar de você.- Sorri.- Mas com certeza irei usa-la.
— Que bom. Veio de carro?- Perguntei.
— Sim, vim.- Falei.
— Então como não precisa te levar em casa, te levo até ele.- Disse.
— Ok, vamos.- Disse.
Andava com o braço em volta da cintura dela enquanto ela nos guiava até onde o carro estava.
Chegamos no meu carro e paramos.- Até mais então.
— Ah, mas dessa vez vai me deixar me despedir de você.- Literalmente a agarrei. O estacionamento não era bem iluminado, então dava todo um clima.
Fui pega de surpresa pelo ato dele, mas sorri e retribui o beijo. Envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Segurava ela o máximo contra mim. Eu desejava como louco sentir mais que isso, mas sabia os riscos. Foi uma despedida gostosa e saborosa. O beijo acabava.
Sorri e toquei seus lábios.- Boa noite.
— Vai ser mais que boa, pensando em você.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei ao beijo dele. Sorri.- Também vou pensar em você.
— Ah, mas que casal bonitinho.- Um cara disse.
Aquilo não parecia bom. Me virei e dei de cara com um cara armado. Automaticamente fiquei mais a frente de Bonnie.- O que quer?
Meus batimentos aceleraram.- Kol, cuidado.
— Passa chave, anda.- O cara disse.
Olhei ao redor. Procurava alguém, mas ainda era cedo, todos estavam lá em cima e aqui é meio escuro.- Você não vai conseguir sair daqui. Tem câmeras.
Entreguei a chave á ele.- Toma. Agora nos deixe ir.
— Nossa, ela é gostosa. Você está fodendo com ela não está? Uma delícia dessa... Sai da frente, quero ver ela.- O cara disse.
Não me movi. Não ia deixar ele chegar perto dela.
— Kol, está tudo bem. Não vamos arrumar confusão desnecessária.- Saí um pouco de trás do Kol.
Ele chegou perto e afastou um pouco o cabelo dela.- Oh gostosa, vai ser uma delícia foder você.
— Não mesmo.- Ele estava do meu lado e o empurrei, e ele caiu.- Bonnie vai.
— Eu não vou deixar você aqui, Kol.- Disse.
— Seu babaca.- Ele puxou Kol e deu um soco, fazendo-o bater na parede.
Senti minha cabeça rodar com a batida, mas não podia perder o foco. Lembra das aulas de Karate. Consegui pegar o braço dele e torci.- Chama alguém, um segurança sei lá.
— Ok, eu não demoro.- Corri para achar alguém.
Ainda bem que fiz aquelas aulas. Em alguns minutos Bonnie voltou com vários seguranças e entreguei o cara.- Bonnie, você está bem?
— Sim. Só um pouco assustada ainda.- Disse.
— Vem cá, tá tudo bem, já passou.- A abracei. O segurança veio e entregou a chave, e levou o cara embora.
O olhei.- Você está machucado. Vem comigo. Vou cuidar disso.
— Não é nada demais.- Disse.
— Pelo menos me deixe te deixar em casa então. Você deve estar zonzo.- Falei.
— Um pouco, mas é melhor eu não voltar para casa. Se alguém lá perceber, vai arrumar uma confusão desnecessária.- Disse.
— Então vamos na minha, eu cuido disso aí e depois você volta para casa.-Disse.
— Tá, depois eu pego meu carro.- Falei.
— Ok.- Ele entrou no carro e eu também. Não demoramos a chegar no meu apartamento. Subimos e entramos.- Fique a vontade, vou pegar as coisas.
— Tudo bem.- Me sentei no sofá, observando o lugar. Era a cara dela. Simples mas bonito. Tinha algumas fotos, ela com a família, provavelmente.
Peguei o kit de primeiros socorros e fiz um "conserva" de gelo. Voltei para a sala.- Coloque isso no olho.
— Espero que não inche.- Comentei.
— Não vai.- Ele colocou no olho e comecei a limpar o machucado na testa dele.
— Você tem a mão boa.- Falei.
Sorri.- Obrigada.- Terminei de limpar e fiz um curativo.- Vou te pegar um remédio para dor.
— Ok.- Disse.
Fui na cozinha e peguei um remédio para dor. Coloquei um café para passar.- Aqui. E estou fazendo café. Se café é bom para a ressaca, deve ser bom para dor de cabeça que dá quase no mesmo.- Sorri.
— Deve sim.- Tomei o remédio.- Aqui é bem legal.
— Obrigada. Também gosto daqui.- Disse.
— Faz tempo que é professora?- Perguntei.
— Não. Me formei no ano passado. Comecei esse ano.- Disse.
— Legal, mas é dificil ver professoras novas.- Falei.
— Acho que tenho o dom para ensinar. Espera aí, vou pegar o café.- Peguei duas xícaras de café e voltei.- Tome.- Entreguei á ele.
— Olha, não sou muito fã, mas o seu parece ótimo.- Disse.
Sorri.- Prove. Eu tenho um truque.
Tomei.- Hmm... delícia.
— Pois é, todo mundo diz isso Mas nunca direi meu segredo. Irei patenteá-lo.- Ri.
— Vai fazer sucesso.- Disse.
— Eu espero. Está melhor?- Perguntei.
— Um pouco. A tontura passou.- Falei.
Suspirei.- Que bom.
— E você? Mais calma?- Questionei.
— Sim, estou bem melhor.- Disse.
— Nossa, que primeiro encontro.- Comentei.
— Intenso. Com certeza nunca esqueceremos dele.- Falei.
— Bem que dizem que atrai-o coisas emocionantes.- Disse.
Ri.- Bem por aí.
Ela estava sentada ao meu lado então foi fácil beija-la.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Nunca tinha tido medo como naquela hora de ser feito algo a ela. Só sabia que a defenderia da maneira necessária.
O beijo foi parando.- Seu olho. Deve estar doendo. É melhor deixar o gelo.
— Acho que esse remédio é melhor que o gelo.- Disse.
Sorri.- Você é impossível.
— Sim, eu sou.- A beijei de novo, agora mais intenso.
Retribui novamente o beijo e acariciava seu cabelo.
Acabamos nos empolgando e eu me deitei sobre ela. Minha mão corria pela lateral do seu corpo.
Minha mão descia delicadamente pelas suas costas. A outra tocava a lateral do seu pescoço.
Desci minha boca pelo seu pescoço. Sentia ela arrepiar, e eu? Não era bom nem comentar como já estava.
Podia sentir que ele estava bem excitado, então o afastei.- Kol, eu não posso fazer isso.
— Eu... me desculpa.- Me lembrei da maldita aposta.- Também não poderia.
— Porque não?- Perguntei.
— É uma idiotice.- Disse.
— Diga.- Pedi.
— Não, é vergonhoso.- Peguei uma almofada e cobri o rosto.
Tirei a almofada.- Hey, fale.
— Meus irmãos fizeram uma aposta comigo.- Falei.
— Que aposta?- Perguntei.
— Que...- Tomei fôlego.- Que eu não transaria até os 18.
— Você está me dizendo que é virgem?- Questionei.
Peguei a almofada de volta, escondendo a minha vergonha.
— Hey.- Tirei a almofada e toquei seu rosto.- Isso não é algo vergonhoso, Kol. Eu sei que se não fosse essa aposta você já teria transado, mas mesmo assim é algo bonito de se ver. E o outro lado bom é que sei que mantem mesmo sua promessa. Isso é uma grande qualidade.
— É claro que eu vou cumprir, é minha honra valendo. Aqueles... seres que se dizem meus irmãos um dia ainda vão me pagar por essa.- Disse.
Lhe dei um beijo.- Se concentre em como será sua vida depois dessa aposta. Fora que será uma ótima história para você contar aos seus filhos e netos.
— Ainda bem que esse inferno está acabando.- Disse.
Sorri e olhei o relógio. Era meia noite.- É melhor você ir para casa. Já está tarde e sua mãe vai ficar preocupada.
— Quando te vejo agora?- Perguntei.
— Estou livre na sexta.- Falei.
— Eu gosto de sextas. Mas nos falamos até lá.- Falei.
— Claro.- Disse.
Me levantei.- Melhor pedir um táxi.
— Tem um ponto aqui na frente. Eu desço com você.- Disse.
— Ok.- Descemos e a beijei antes de pegar.- Foi uma ótima noite Bonnie.
Sorri.- Digo o mesmo Kol.
Sorri.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
POV Kol.
Entrei no táxi e fui para casa. No outro dia minha mãe fez um interrogário e só faltou me levar no médico. Aff, mães. Eu e Bonnie nos falamos durante aquela semana e saimos na sexta de novo e nas semanas seguintes também. Eu sentia que não só gostava dela, mas estava apaixonado por aquela morena. Finalmente meu aniversário chegou. Foi preparada uma grande festa, exagero da Rebekah e minha mãe. Eu terminei de me vestir quando meus "queridos irmãos" entraram no meu quarto.- O que querem?
Rebekah entrou no quarto e entregou um embrulho.- Feliz aniversário.
— O que é? Uma bombinha?- Perguntei receoso.
Ela revirou os olhos.- Abra.
Abri.- Puta merda, não podia deixar escapar.- Era uma caixa cheia de preservativos.
— Ontem a noite eu entrei no seu quarto e como você dorme pelado deu para ver direito o tamanho para poder comprar.- Ela disse naturalmente.
— Por isso ria tanto de manhã.- Klaus pegou uma e olhou.- É, puxou a genética da familia.
— Eu já tenho as minhas prontas, mas obrigado.- Disse.
— É bom que você use pelo menos cinco dessas essa noite. E tente de tudo. Peça oral, o normal, o anal, peça também que ela te masturbe e o outro vocês sorteiam depois. Mas aí de você se não fizer tudo isso essa noite. Se não o fizer, não é um Mikaelson.
— Meu Deus Rebekah, você é pior do que fosse homem.- Klaus disse.
Ela deu de ombros.- Se eu consigo fazer e ter tudo isso numa noite, porque Kol que está com seu brinquedinho guardado a 18 anos não vai ter?
— Você mata qualquer irmão de vergonha. Então Kol, quem vai ser a sortuda? Já tem uma não é? Se não arrumamos.- Ele disse.
— Já tenho sim, daqui a pouco ela chega.- Disse.
— E eu espero que ela seja gostosa.- Ela se olhou no espelho.- Se ela não tiver mais peito e bunda do que eu, não é.
— Para mim ela é bem melhor maninha.- Disse.
— Quem é? Conhecemos?- Klaus perguntou.
— Sim, principalmente você Klaus.- Disse.
— Sério? Diga.- Ela disse.
— A minha tutora, a Bonnie.- Falei.
— Putz, ela é gostosa.- Klaus falou.
— Já pegou ela Nik?- Rebekah questionou.
— Não. Como conseguiu? Ela tem fama de durona.- Ele disse.
— Usei a carta do Kol fofinho e doce. Ai saímos e continuamos saindo.- Disse.
— Ownn, que orgulho do nosso virgem fofo.- Ela pegou nas bochechas dele e beijou.- Espero que não seja fofo e doce na hora do vamos ver. Nenhuma mulher gosta disso. As que dizem que gostam é porque nunca transaram.
— Ai fica quieta Rebekah. Eu já sei o que preciso saber e o resto descobre na hora.- Falei.
— Sabe como? Porno?- Klaus perguntou.
— Também tenho um irmão solidário a explicações diferente de vocês, sem zoação.- Disse.
— Elijah, sempre estraga prazeres.- Ela suspirou.
— E eu espero na próxima semana o pagamento de vocês. Agora vamos descer se não a mãe vem arrastar a gente daqui.- Todos descemos. A festa estava boa, mais estava ansioso que Bonnie chegasse.
POV Misto. ( Bonnie e Kol.)
Não demorei muito a chegar a festa de Kol. Vestia um vestido preto justo ao corpo. Ele era curto e tinha um decote. A festa era de 18 anos, então era descontraída, não precisava ser formal. Deixei o cabelo solto, usava um salto "normal" e a maquiagem era nem forte demais, nem leve demais, na medida. Cheguei na casa e entrei na festa.
Estava conversando com uns colegas quando ela chegou. Senti um arrepio e tive que me controlar para não chegar ao ponto de transparecer. Fui até ela.- Oi.
Sorri.- Oi. Feliz aniversário.- Lhe dei um selinho.
— Vai ser muito melhor quando sairmos daqui.- Disse no ouvido dela. Ela estava tão gostosa que chegava os meus batimentos aceleraram.
— Com certeza será.- Disse também no ouvido dele e mordi de leve ali.
— Oh Bonnie, não me maltrata assim, já vou ter que esperar boa parte da festa.- Disse.
Mordi meu lábio e o beijei.- Não irei maltratar você, prometo. Irei cuidar e muito bem.- Sorri.
— Vem.- A puxei festa a dentro e esbarramos com a minha mãe.- Hã... mãe, essa é a minha namorada.
— Bonnie?- Minha mãe perguntou surpresa.
— Olá senhora Mikaelson.- Disse.
— Como...?- Ela começou.
— Eu a chamei para sair. Ela ficou em duvida, mas sabe, sou irresistível.- Disse.
Ela balançou a cabeça.- Vamos conversar melhor amanha. Agora não é a hora.
— Amanhã? Mãe, amanhã estarei fora de combate.- Falei.
— E porque?- Ela perguntou.
Cheguei no ouvido dela e contei.
— Oh, ok. Então depois de amanha.- Ela disse.
Sorri.- Não se preocupe, está tudo bem. Bonnie é incrível.- Disse a abraçando. Imaginava como estava sendo para ela.
Ela acariciou os cabelos dele.- Eu sei querido. Aproveite sua festa. Qualquer coisa me chame.- Ela deu um beijo no filho e saiu.
Andamos até o bar.- Tudo bem?
— Claro.- Disse.
— Quer o que?- Perguntei.
Olhei.- Pode ser um whisky.
— Uau, você é mesmo demais.- Pedi dois e dei o dela.
— E você não devia beber até os 21.- Sorri e bebi do whisky.- Mas eu também nunca respeitei isso.
— Ei é 18, nada de 21.- Disse.
— Legalmente é 21. Eu ainda não entendo as leis desse país. Se com 16 pode dirigir e ser preso, porque não pode ser maior e beber? Não entendi a lógica ainda.- Falei.
— Nem eu. Mas meu irmão é advogado e ele deixa, então...- Disse.
Ri.- É, pensa por esse lado, é melhor e menos confuso.- Bebi mais um pouco e olhei ao redor.- Sua festa está linda.
— Aquela cabeça oca da minha irmã tinha que fazer algo que preste.- Falei.
— Oh, antes que eu me esqueça. Eu deixei meu presente naquela caixa enorme que tem lá na frente. E como eu gosto de mistérios não coloquei meu nome.- Sorri.- Mas você vai descobrir quando for o meu.
— O que é?- Perguntei.
— Eu não vou dizer.- Disse.
— E é um só?- Questionei.
— Você vai descobrir isso depois.- Sorri.
— Eu vou morrer de curiosidade.- Disse.
Ri.- Ótimo.
Bebi.- Vamos dançar?
— Claro, vamos.- Disse.
Levei ela até a pista que fizeram e a colei em mim, e dançamos.
Me virei de costas para ele e dançávamos.
— Eu amei esse vestido.- Disse no ouvido dela, mordendo-o de leve.
Sorri.- Eu o comprei pensando em você.
— Obrigado. Ficou gostosíssima.- Disse.
Sorri.- Não tem que agradecer. E obrigada pelo elogio.
— Merece muito mais.- Disse.
— Você é fofo.- Me virei e o beijei.
— Hoje não vamos ter nada de fofo.- Falei.
— Não?- Perguntei.
— Não mesmo.- Disse.
— Então o que vamos ter hoje?- Perguntei.
— De tudo minha linda. Não vejo a hora de podermos ir.- Tinhamos combinado de depois da festa ir para o apartamento dela.
— Não seja ansioso, mocinho.- Sorri e o beijei.- Ainda temos toda uma festa pela frente e você não pode se animar muito.
— Está ficando difícil.- Comentei.
Ri.- Você consegue.- Olhei em volta.- Parece que seu amigo Tyler está aqui. E você tinha razão, ele não é nada sútil.
— Isso porque não ouviu os comentários.- Disse.
— Sobre mim?- Perguntei.
— Sim.- Falei.
— Então diga, eu sou curiosa.- Disse.
— Não, são coisas "feias".- Disse.
Ri.- Tudo bem. Diga-as.
— Ele... disse como gostaria de fazer com você.- Falei.
Ri.- Garotos. Então é melhor eu usar uma roupa bem mais fechada na próxima aula que terei com ele.
— Você vai continuar com ele?- Questionei.
— Bem, eu preciso do dinheiro e ele precisa das aulas, então sim.- Disse.
— Fazer o que não é?- A virei para mim e a beijei.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Dançamos muito e não demorou a cantarem o parabéns. Eu estava adorando tudo. Até por milagre meus irmãos não estavam me pertubando. Já começava a madrugada quando o pessoal começou a sair e finalmente eu e Bonnie podemos sair.Chegamos no apartamento dela e entramos. Estava acostumado já a ir ali, mesmo não transando, o clima ficava bem quente.- Gostou da festa?
— Adorei. Estava ótima.- Coloquei a bolsa em cima do sofá e me sentei para tirar o salto.
— Como consegue ficar e dançar tanto tempo em cima disso?-Tirei logo o meu sapato e meias. Lembrei do que Elijah falou; "As vezes eles atrasam. Livre-se o mais rápido possível deles."
Ri.- Prática.- Me levantei.- Quer algo para beber?
— Acho que bebemos o suficiente.- Disse.
— Verdade, você tem razão. Amanha já estaremos de ressaca.- Falei.
— Nem tanto. Espero que não.- Fiquei ao lado dela. Sentia um frio na barriga. E se eu fizesse besteira?
Percebi que ele estava nervoso e toquei seu rosto.- Não precisa ficar nervoso.
— Não estou. Por que ficaria?- Ok, eu era um bom mentiroso. Envolvi a cintura dela.
— Tem certeza?- Perguntei.
Sorri.- Sim.- Minha cabeça rodou no que podia dar errado.Ah para com isso e aproveita.
Sorri e toquei seus lábios de leve, logo o beijando suavemente.
Deixei ela tomar as rédeas para não me afobar muito e acabar me ferrando nisso.
Parei o beijo e o peguei pela mão.- Vem.- Fomos para meu quarto. Nunca tinha o levado nele.
Sentia a minha mão suar. Acho que se não estivesse apaixonado por ela não estaria assim, mas e se ela me chutar depois por ser ruim?
Podia sentir o nervosismo dele transparecer na sua mão. Entramos no quarto.- Não precisa ficar nervoso, amor.- Toquei seu rosto.- E nem temos que ter pressa. Hoje é o seu aniversário, só aproveite ele.
— Eu já estou aproveitando demais.- Sorri.
Sorri.- Bem, eu nunca tive relações com um garoto virgem.- Nos sentamos na cama.- Porém eu já fui virgem e sei como é isso.
— Bom saber que sou o único nisso para você.- Beijei o pescoço dela.
Sorri e me arrepiei ao beijo dele.- Sim, você é o único.
Beijei e subi para sua boca. A trouxe mais para mim e minha outra mão deslizava pela sua perna.
Me arrepiei ao seu toque. Minha mão tocava suavemente pelo seu peito.
Ela me ajudou a tirar o palitó que usava. Não sei para que usar aquilo. Sentia o desejo aumentando junto com o tesão e o nervosismo, ou seja, eu era uma confusão.
Comecei a abrir a camisa dele e acariciava o seu peito delicadamente. O beijo seguia e a outra mão acariciava seus cabelos.
Precisava de ar, então voltei ao pescoço e adorando os toques dela.
Sabia que ele era novo nisso e que seria mais lento. Não me importava com isso, na verdade gostava da sensação de ser a primeira e também era diferente um garoto ser virgem. Minha mão desceu até a barra da calça dele.
Minha mão foi até atrás do vestido e comecei a abrir o zíper. Percebi que era a primeira vez que via uma mulher nua, assim, na minha frente.
Ajudei ele a tirar meu vestido e também terminei de tirar a camisa dele.
Sorri.- Uau, retiro o que disse, você fica melhor assim.
Ri.- Isso é bom, já que esse é o meu natural.
— Sim.- A puxei para meu colo para poder lhe beijar melhor.
Retribui o beijo. Minha mão desceu e abriu um pouco sua calça. Toquei de leve seu membro. Com certeza nesse quesito ele estava preparado.
Gemi e senti um tremor delicioso.
Deixei meu toque mais intenso, ainda por cima da cueca.
Gemi mais. Oh, aquilo era bom demais. Desci minha boca para o seio dela, o sugando.
Gemi ao que ele fez. Tirei a calça dele e junto a cueca. Comecei a toca-lo diretamente e mais intenso.
— Oh Bonnie...- Gemia.
Desci minha boca para o pescoço dele e continuei acariciando-o.
Minha respiração falhava e sorri. Era tudo muito bom.
Sorri e beijava delicadamente o pescoço dele. Continuava tocando-o intensamente.
Sensações ótimas corriam pelo meu corpo, sentia-me rendido a ela.
Logo ele chegou no orgasmo e tomei cuidado para nada "respingar" em mim. A ultima coisa que precisava era ficar grávida. O beijei delicadamente.
— Isso é...- Estava sem folego.
Sorri.- Bom?
— Muito além de bom.- Disse.
— Que bom.- Acariciei seu rosto e o beijei novamente. Com certeza havia viciado na boca dele.
Alcancei minha camisa e limpei o que tinha sujado. Já peguei as camisinhas deixando fácil. Voltei a beija-la. Minhas mãos corriam suas costas.
Podia sentir que agora ele não estava mais tenso como antes. Nada como "tirar" a tensão. Minha mão descia pelo seu abdômen e a outra estava entrelaçada em seu cabelo.
A deitei e me deitei junto. Passei a beijar seu corpo, ela era perfeita.
Me arrepiei ao sentir seus lábios em meu corpo. Eram macios, suaves e ao mesmo tempo que eram doces, eles eram intensos também.
Cheguei na parte de baixo e tirei a calcinha dela. Era como imaginava e fiz como tanto ouvi na sua intimidade.
Gemi suavemente e minhas mãos desciam pelas suas costas.
Pela reação dela fazia certo, então continuei.
Sorri e minha respiração estava meio irregular.- Tem certeza que é novo nisso?
— Sim, por que?- Perguntei.
— Porque com certeza você tem o dom para isso.- Falei.
— Que bom, professora.- Disse.
O puxei para ficar rente ao meu rosto.- Não me chame assim. Fica tão sexy na sua voz.- Mordi meu lábio e sorri, logo o beijando.
O beijo era quente e intenso. Sentia ela desejar tanto quanto eu. Sentia-me duro novamente. Ah, essa mulher me endoidava.
— Acho melhor você colocar o preservativo.- Disse entre os lábios dele, estava ofegante pelo beijo.
— Tá.- O peguei e lembrei de todas as aulas disso e o coloquei, voltando a beija-la.
Retribui o beijo e minha mão descia pelas suas costas.
Sentia aquela ansiedade novamente. Afinal era a hora da verdade, eu seria homem feito e Bonnie minha primeira mulher.
Nos virei na cama, ficando por cima dele.- Para uma primeira vez é melhor assim.- Voltei a beija-lo e encostei minha intimidade no membro dele.
— Tudo...- Gemi pelo contato.- Bem.
O beijei novamente e aos poucos fui me encaixando nele.
Foi uma sensação incrível. Me sentir entrando nela. Tão quente e apertada, me pressionando e só nisso me levando a loucura.
Gemi suavemente contra seus lábios e de inicio peguei um ritmo lento mas intenso, ele precisa se acostumar ainda.
Suspirei e acompanhei o ritmo dela.
— Você quer mais rápido ou que continue assim?- Perguntei entre seus lábios e chupei de leve seu lábio inferior.
— Do jeito que preferir.- Respondi suspirando.
Sorri.- Ok.- O beijei novamente e peguei um ritmo mais rápido e intenso.
Segurava na cintura dela e acompanhava seu ritmo. Bonnie era experiente, mas isso não importava, só importava era que estava sendo perfeito.
Meu quadril movia-se intensamente contra o dele, mas intercalava os movimentos entre lentos e intensos. Assim podia senti-lo completamente dentro de mim.
As sensações eram novas mas sentia tudo muito intenso. A pele dela contra mim, suada como a minha, os beijos, toques, tudo. Conforme íamos sentia aquela onda de novo, agora muito mais forte, como se me dominasse de novo.
O orgasmo chegou e foi ótimo. Me deitei sobre ele, recuperando o fôlego.
Abracei ela.- Você é perfeita.
— E você também.- Fazia a linha do peito dele.- Se sente melhor depois de todos esses anos esperando?
— Não tenho palavras para descrever.- Disse.
Sorri.- Que bom. A minha primeira vez foi esquisita. Foi boa, mas esquisita.
— Por que?- Perguntei.
— Porque foi com um cara aleatório. Tipo, eu sempre quis que fosse com um cara que eu namorasse a um tempo e que eu confiasse e tudo mais. E eu perdi minha virgindade com um cara em uma festa. Foi no calor do momento e foi bom, mas me arrependo.- Falei.
— Nossa. Bem, acontece. Mas pelo menos não foi ruim.- Disse.
— Sim, verdade.- Disse.
Nos deitei de lado.- Apesar do sufoco, a coisa boa foi ter sido com você.
Sorri e toquei seus lábios.- Fico feliz que tenha gostado.
— Como não? Você é perfeita.- Falei.
Ri.- Obrigada. Você também é perfeito.
— Bem, então vou ficar mais que perfeito. Afinal estou só começando.- Disse.
Sorri.- Você tem um longo caminho pela frente ainda, muitas experiências e tudo que tem direito.
— E quero elas todas com você.- Falei.
— Isso é sério, Kol. Não é algo para falarmos agora e sim deixar rolar.- Me aninhei no peito dele e entrelacei nossas mãos.
— Por que?- Questionei.
— Porque você é um adolescente e eu estou saindo dessa fase também. Porém tem coisas que talvez daqui uns dois anos ou três que eu vá querer e você ainda não. Não sabemos nada do amanha.- Disse.
— Eu sei. Mas sei o que quero e tudo isso, só tem a ver com você.- Falei.
Beijei o pescoço dele.- Eu digo o mesmo. Tudo que quero e sinto é por você.
Abracei ela e depois de descansarmos um pouco, começamos de novo e de novo. Bem aquela noite foi a melhor da minha vida. Acabei passando o domingo com ela e posso dizer que estou ficando bom nisso. Bonnie é incrivel. Em casa houve aquela cena toda de que ela não era do nosso meio e tal, mas dane-se. Alguns meses depois se acostumaram. Eu me formei e fui morar na faculdade, assim ficou mais fácil para nós. Ainda tenho algumas dificuldades em algumas matérias e quando isso acontece eu peço ajuda a minha professora particular. Claro, com muita recompensa depois.
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