Liberty- One Shots
23 Capítulo 23- Elijah & Hayley.
Notas iniciais
POV Elijah.
Mais um século que iniciamos. Começamos o século XVII a pouco tempo mais as coisas parecem sempre as mesmo. Apesar do clima que minha família está. Meu irmão mais novo está empalado num caixão e minha irmã decidiu que está apaixonada novamente, e prefiro não saber o que faz. O que me leva a Niklaus. Depois do problema com a Petrova e de muito extravasar, ele finalmente se aquietou. Porém está frio comigo. Pela minha janela vejo ele sair do castelo que estamos e decido segui-lo. O encontrei junto a umas arvores.
— O que faz aqui a essa hora Niklaus?- Perguntei.
— Me deixe em paz, Elijah. Volte aos seus livros.- Ele disse.
— Não tem nada aqui, nem ninguém para se alimentar. O que tem nesse vale?- Questionei.
— Some daqui, Elijah. Não direi duas vezes.- Ele falou.
Iria responder, quando ouvi uivos e reparei na lua.- Então é isso. Não sabia que tinha lobos aqui nessa corte.
— Como se você se importasse com algo além de salvar garotas indefesas.- Ele rebateu.
— Klaus, isso de novo? Achei que deixar aquele século para trás te livraria disso.- Disse.
— Você tirou ele de mim, de novo!- Ele se virou para irmão irritado.- Você ficou parado, olhando Esther e Mikael selarem esse meu lado e agora você tirar a oportunidade que consegui de me sentir completo novamente.
— Você sabe que eu não podia fazer nada contra eles!- Exclamei.
— Ah, podia sim. Mas o nobre Elijah, não podia enfrentar o pai.- Ele o colocou contra a arvore.- E agora o seu pai quer nos matar.
Me soltei dele.- E você está dando o gosto que ele quer, se virando contra nós. É o que ele sempre quis, te ver isolado e sozinho. Mas mesmo assim estamos aqui, a seu lado!
— Ninguém nunca está do meu lado, Elijah. Aproveite o show.- Ele saiu dali.
Pensei em ir atrás dele, mas ele sempre de cabeça quente não dava. Fiquei ali um pouco e quando pensei de ir, ouvi vozes alteradas.
POV Hayley.
Era noite de lua e adorava essas noites. Me sentia livre e sem regras. Simplesmente correr, beber água, nadar no rio, pular arvores caídas... mas logo depois que voltei a forma humana, Nathan queria que transasse com ele. Nathan era meu futuro marido e pelas regras só depois do casamento. Empurrei ele para longe.- Me deixe em paz, Nathan! Vai procurar uma loba que queira você.- Comecei a colocar o vestido.
— Hayley, você já é minha e não tem porque esperar.- Ele disse me segurando.
— Posso ser sua, mas não por vontade própria. E irei esperar até o ultimo segundo até você e seu "amigo" nojento se enfiarem dentro de mim.- Disse com nojo.
— Você é muito mais atrativa rebelde assim.- Ele se recostou em mim.- Como se eu não soubesse o que você já fez.
— E o que você sabe?- Questionei.
— Acha mesmo que sou idiota? E que não sei quando foi com aquele duque que estava aqui? Só vou aceitar casar com você pela honra da sua família, porque não merecem passar por isso.- Ele disse.
— Como se você fosse muito honrado. Você se esfrega em qualquer loba que dê para você.- Falei.
— Não é a minha honra que conta aqui. Não sei porque está fazendo jogo duro, já que não é mais pura.- Ele me encostou na arvore.
— Porque eu não me sinto atraída por você. E olha que você está pelado. Então você deve perceber que deve ter algum defeito.- Sorri debochadamente.
— Não me importo,com o depois. Você vai ser minha, agora.- Disse a derrubando no chão.
— Me solta!- Tentava me soltar dele.
Ele segurou o meu rosto.- Você vai ser minha mulher,vai se acostumando.
— Você é um nojo! Me solte, ou eu vou dar um chute onde está duro. Ai você vai ver o que é dor.- Disse.
Ele foi mais rápido do que eu e se colocou entre as minhas pernas.- Nem pense nisso, querida, ou vai ser pior.
— Você vai me estuprar, é isso?- Questionei irritada.
— Eu sou seu noivo. Se disser algo, posso dizer que estava assustada ou — Ele riu — Com medo. Em quem vão acreditar?
POV Misto. ( Elijah e Hayley.)
— Na moça.- Depois de ouvir tudo aquilo não podia sair indeferente e deixa-la a merce dele. O puxei pelo pescoço o arremessando longe.
Me levantei rapidamente e me cobri com o vestido.- Quem é você?
— Você está bem? Ele a machucou?- Disse tentando não prestar atenção a sua beleza.
— Eu estou bem. Mas...- Olhei para onde Nathan estava caído.- Se ele voltar machucado não vai dar boa coisa.
Fui até ele.- Ele está apenas desacordado, nada grave.
Respirei aliviada.- Graças á Deus. Você poderia... se virar para eu me vestir?
— Ah sim, claro. Desculpe.- Me virei e me recostei numa arvore.
— Obrigada.- Como minhas roupas de baixo tinha sido rasgadas quando me transformei, coloquei somente o vestido por cima. Era bem comum e sem espartilhos ou coisas para "enfeites". Eram soltos e um pouco mais abertos por ser calor.- Pronto, pode se virar.
— Onde você fica? Poderia acompanha-la até lá?- Questionei.
— Acho que não seria apropriado. Você é um dos mor...- Parei.- Vampiros. Não seria aceito na nossa aldeia.
— Ah sim, esse empecilho. Mas lhe acompanho até os limites então.- Disse.
— Ok, obrigada.- Falei.
— E você é...?- Comecei.
— Hayley e você?- Perguntei.
— Elijah. Prazer Hayley.- A cumprimentei como fazíamos com todas as damas.
— Hã... não precisa disso tudo. Eu só sou uma loba. Não sou acostumada a formalidades.- Falei.
— Desculpe, é o costume. Mas não é por causa do que é que não devo ter respeito.- Disse.
— Mas os lobos são mais livres. Não usamos formalidades. Alguns são chatos como o Nathan, mas existe os legais. Claro, as lobas são livres até a página dois. As comprometidas e de família tem que manter a postura.- Falei.
— Coisa que não concordo plenamente. Pelo que vi suas obrigações matrimonias são contra sua vontade, não são?- Questionei.
— Eu não gosto de Nathan. Ele tem uma tara por mim desde dos 14 anos dele e dos meus 13. Foi quando virei mulher de verdade e loba também. Ai meu corpo mudou rapidamente. Meus pais aceitaram porque a família dele é a alfa da aldeia. Mas preferia casar com qualquer outro lobo.- Disse.
— Sinto por isso. E acho um absurdo as vidas serem controladas assim.- Falei.
Suspirei.- Fazer o que.
— Você poderia ir. Existe muito lugares que seria bem recebida.- Disse.
— Um duque me ofereceu isso. A proposta ainda está de pé. Mas não sei se devo aceitar.- Disse.
— Duque? Quem?- Questionei.
— De Florença. O nome dele é Marcello.- Falei.
Eu conhecia a fama dele. De pegar moças e fazer um "arém" em sua residência.- Hã... Hayley, gostaria que não o fizesse.
— Porque não?- Perguntei.
— O Duque não é uma pessoa de respeito.- Disse.
— Quase nenhum homem é.- Sorri.- Exceto você, pelo jeito.- O olhei de cima a baixo.- Você parece de respeito, até demais.
Ri.- Tenho alguns princípios. Ter uma mulher como seu companheiro, não é um deles. Pelo contrário, me causa repulsa.
— Dê á ele alguns créditos. Ok, ele é terrível. Mas mesmo ele sendo um nojento, hoje é lua. No momento que sai da forma de lobo já está excitado. O que o deixa mais nojento ainda. Surpreendentemente.- Ri.
— Esquece que sou de uma raça que tem o desejo muito aflorado também. E não é por isso que levo para minha cama quem não quer.- Falei.
— Mas você sabe se controlar, pelo jeito.- Disse.
— Com certeza.- A olhei. Era linda. Com um olhar intenso e um belo sorriso.
Sorri. Já estávamos perto da aldeia.- Obrigada pela companhia. Eu fico por aqui.
— Eu a vejo novamente?- Perguntei.
— Não sei. Geralmente só posso sair no dia de lua cheia.- Disse.
— Eu gostaria disso.- Falei.
— O que um vampiro pode querer comigo? Uma loba.- Falei.
— Para mim só títulos, assim como nessas cortes.- Disse.
— É melhor deixarmos assim, Elijah. Obrigada pela ajuda. Adeus.- Fui para onde a aldeia ficava.
Não pude impedir dela ir, mas não a esqueceria. No outro dia prestei atenção no tal Duque e a noite quando não esperava, a vi indo até ele. Droga, por que ela não me ouviu?
Tinha combinado com Marcello e fui até ele. Estava arriscando muita coisa para encontra-lo, mas não custava tentar.
Tinha que dar um jeito. Sabia o que ele faria com ela caso ela fosse com ele. Tinham umas cortinas perto da porta e fui por ali para pensar no que podia fazer.
— Minha querida, que bom que veio.- Ele disse.
— Querida?- Sorri.- Seja menos sutil, Marcello.
Ele a puxou.- Então prefere como?
— Como você me chamava.- Minha mão desceu pelo peito dele.- Era interessante.
— Minha loba deliciosa?- Ele perguntou sorrindo.
Ele sabe? Hayley, o que está fazendo?
Sorri.- Exatamente.- Me aproximei dos lábios dele.- Adoro o som da sua voz dizendo isso.
— Foi tudo bem ontem?- Ele questionou.
— Fora quase ter sido estuprada ontem? Sim.- Disse.
— Como? Nathan?- Ele perguntou.
— Sim.- Falei.
— Mia bella, vamos comigo. Irei na próxima semana para Florença.- Ele disse.
Suspirei.- Eu não sei se devo.
— Por que não? Já disse que não precisa se preocupar com a sua situação e que comigo estará segura e terá tudo que precisa.- Ele falou.
— Eu...- Suspirei.- Tudo bem, eu vou.- Sorri.
— Ótimo.- Ele a beijou.- Vou preparar tudo para sua ida.
Só se for por cima de mim que a leva. Hayley era sensata, só precisava de algo a mais para impedir.
Sorri.- Ok.
— Agora que já temos tudo certo, vamos ao que sabemos melhor.- Ele disse levantando o vestido dela.
Sorri.- Eu gosto dessa ideia.- O beijei suavemente.
— Mas já que estamos tudo certo, podemos progredir.- Ele a encaminhou para a cama.
Progredir? Será que o que Nathan disse não era verdade e ela era virgem?
— Será que devemos? Caso não dê certo, vai complicar se não estiver "virgem" na lua de mel.- Disse.
— Você está me enlouquecendo assim, de tanta vontade de te ter completamente.- Ele falou.
Toquei o rosto dele e mordi meu lábio.- Melhor ter de um jeito do que não ter de nenhum, não é?
— Então será a primeira coisa que faremos ao chegar na minha casa. Aí você não me escapa.- Ele disse.
Eu vou matar esse... esse reinando de conquistador vai acabar. Não vai levar mais garota alguma para seu arém e depois deixa-la para ser escolhida por aqueles italianos.
Ri.- Tudo bem. O paraíso será só seu.- Sorri e o beijei.
Ele retribui e tirou o vestido dela, e logo após a posicionou na cama.- Está tudo bem? Sem dores?
— Sim. Está tudo bem. Me recupero rápido. Uma das vantagens de ser loba.- Sorri.
Chega disso. Senti como se meu sangue fosse ferver. Imaginar ela rendida á ele assim. Entrei no quarto o pegando pelo pescoço.- Seus dias de conquistador barato acabaram!
Me sentei na cama e puxei o lençol.- Elijah? O que você faz aqui?
— Me solta...- Ele tentava.
— Ele é um imundo, eu falei para você.- Falei.
— Do que você está falando? Solte ele!- Disse assustada.
— Hay, sai daqui.- Ele murmurou quase sem voz.
— Ah, não quer que ela saiba o que a esperava na sua "casa"? Ou devo dizer arém?- Questionei.
— Arém?- Perguntei.
— Sim. Depois que me falou fui conferir se é ele mesmo. O conhecido Duque que tem mulheres para escolher na sua casa e quando se cansa deixa que algum nobre das redondezas as escolham e as leve para serem usadas.- Falei.
— O que?! Você me queria para isso?- Questionei irritada, mas ao mesmo tempo sem conseguir acreditar.
— É mentira! Não ouça o que ele fala!- Ele disse.
— Você merecia que eu matasse você!- Exclamei, sentindo as veias pulsarem ao redor dos meus olhos.
Arrumei meu vestido.- Vocês não prestam mesmo.- Sai dali.
Compeli para que esquecesse tudo ali e nunca lembrasse quem era. Saí atrás dela.- Hayley!
— Me deixe em paz! Estou cansada de homens.- Disse.
Sabia que se guardas a vissem ali fariam muitas perguntas, então mesmo reclamando a peguei e levei ao meu quarto.- Se acalma!
— Me solta!- Disse irritada.
— Você quer arrumar problemas com os guardas daqui? Então fica quieta.- Falei.
Suspirei.- Ok.
— Acho que mesmo assim fomos ouvidos.- Bateram na porta do quarto. Sinalizei para para trás do biongo e ela foi. Abri a porta.- Algum problema?
— Escutei gritos de mulheres. Está tudo bem?- O guarda questionou.
— Por aqui sim. Deve ter sido em outro lugar.- Falei.
Ele olhou pelo quarto.- Ok. Vou verificar os outros quartos.- E saiu.
Fechei a porta e a tranquei.- Pode sair.
Saí e suspirei.- Posso ir embora agora?
— Espere até eles saírem dessa parte do corredor.- Disse.
Suspirei.- Ok.
Fui até ela.- Sinto muito por isso tudo.
— A gente aprende com os erros. Vou me conformar e me casar com o Nathan. Pelo menos ficarei viva.- Disse.
— Não precisa ser assim. Posso encaminhar você para onde desejar.- Falei.
— Eu nem te conheço Elijah. Eu vou embora e você vai me esquecer. Seguiremos nossas vidas.- Falei.
— Não, não vou. Mas não tem motivos para confiar em mim, não é?- Questionei.
— Nenhum.- Disse.
— Tudo bem.- Por um momento achei que as duas vezes que a ajudei contaria. Fui até o baú e peguei uma capa para ela e a coloquei nela.- Espere aqui.- Saí para ver se estava livre para ela ir.
Suspirei. Não ia ficar ali esperando. Com cuidado sai do quarto e comecei a andar para a saída. Senti alguém esbarrar em mim.
— Olhe por onde anda.- Um homem loiro e com ar britânico disse.
Suspirei.- Estão querendo me testar hoje. Saia da minha frente.
— Quem você pensa que é?- Ele disse empurrando ela para a parede.
— Me solta seu desgraçado!- Disse tentando me soltar.
Ele pareceu sentir algo no ar.- Hum... temos uma lobinha aqui.
— E daí?- Questionei irritada.
— Por isso toda essa agitação.- Ele comentou.
— Niklaus, solte ela.- Disse.
Olhei para Elijah e suspirei.- Vocês se conhecem?
— Ora, meu nobre irmão com lobos? Essa é nova.- Ele segurou mais ela.
Tive que fazer força para soltar ela dele.- Não se meta com ela! Ou quem vai ter motivos para brigas serei eu.
— Vocês são irmãos?- Perguntei.
— Meio irmãos.- Klaus olhou atentamente para ela.
Tomei a frente dela.- Klaus, volte para seu quarto. Não tem nada para você aqui.
Baixei meu olhar. O olhar do tal Niklaus era muito intenso sobre mim.
Klaus riu e saiu.
Suspirei.- Você está bem?
— Estou.- Falei.
— Vamos sair daqui.- Passei o braço ao redor dela e a enderecei a saída.
Não sabia se gostava ou se me sentia estranha por ele estar me segurando assim pela cintura. Mas me sentia segura assim. O que era estranho.
Compeli alguns guardas até a saída lateral. Sabia que ali era mais tranquilo, diminui o passo.- Desculpe por isso.
— Pelo o que?- Perguntei.
— Meu irmão. Ele está meio irritado comigo, podia ter-lhe feito algo.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem. Não tenho medo dele.
— Mas ele poderia se soubesse que tinha algum envolvimento comigo.- Disse.
Olhei para ele.- E nós temos algum envolvimento?
— Bem, eu te conheço, seria suficiente.- Disse.
— Seu irmão é um temperamental então.- Falei.
— É complicado.- Falei.
Ri.- Ok. Eu vou indo agora. Boa sorte com o seu irmão então.
— Sim, adeus Hayley.- Disse.
— Adeus, Elijah.- Dei as costas á ele e saí dali.
Voltei para meu quarto, mas minha cabeça ficou nela. Como odiei a imagem daquele Duque tocando ela, do risco que correu com Klaus, da repulsa que tinha ao imaginar ela casando com aquele lobo. Mas não era só isso. Era seu corpo junto ao meu, seu sorriso, seu olhar, aquela boca tentadora. Eu queria aquela mulher para mim.
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Se passou duas semanas desde de tudo aquilo que aconteceu. Nathan não desgrudava de mim só para me irritar mesmo. E também para deixar claro que era dele. Só esperava que até eu me casar ele melhorasse um pouco. Ele nem sempre foi irritante. Faltava mais duas semanas para lua e consequentemente para o meu casamento com ele. Seria no mesmo dia. Faríamos umas horas antes da lua chegar e a lua de mel seria logo após voltarmos a forma humana. Quando o homem está mais excitado. Agora estava em uma loja ao ar livre com minha mãe e irmã. Procurávamos moveis e enfeites para a casa. E aproveitaríamos para ver o enxoval. E não estava nem um pouco animada para isso.
Eu a seguia a distância quando podia e era ruim ver o quanto ela não estava contente com aquilo. Se ela me desejasse tanto quanto a desejo, não seria problema, mas para ela, só fui um impecilio. Contudo se ela quisesse a levaria embora daqui hoje mesmo.
— Eu vou ir naquela loja de enfeites. Já volto.- Disse a minha mãe e minha irmã. Fui até a loja e percebi que tudo era muito caro e nobre. Me lembrei de Elijah e sorri. Essas coisas parecem fazer o estilo dele.
Ela estava sozinha então era minha chance de falar com ela de novo. Entrei e baixei o pano que tinha na porta.- Você pode ser a noiva mais linda, porém a menos animada que já vi.
Levei um susto ao escutar a voz dele. Me virei.- Elijah? O que você faz aqui?
— Vi você passando e decidi dar um oi.- Disse.
— Ah, sim... Então, oi.- Disse.
— Como está?- Perguntei.
— Estou bem e você?- Questionei.
— Você não acreditaria se dissesse.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não.- Olhei as coisas da loja.- E Nathan, está se portando melhor pelo menos?
Suspirei.- Não tentou nada de mais, se é isso que quer saber.
— Pelo menos isso.- Depois desse tempo, meus desejos tinhasm se intensificado. Queria seu corpo junto ao meu, o sabor do seu beijo e ter muito controle para não faze-lo.
Ele estava perto e podia sentir seu perfume.- É melhor eu ir... Minha mãe e minha irmã estão me esperando.
A olhei. Toquei seu rosto.- Mesmo que seja indiferente para você, minha opção ainda está em aberto.
— Sua opção?- Questionei.
— De ir para onde quiser.- Falei.
— Eu não sei se poderia... como vou deixar minha mãe, meu pai, minha irmã? E se a família de Nathan descontar neles?- Disse.
— Eu poderia assegurar a segurança deles se fosse o caso.- Falei.
— Como?- Perguntei.
— Posso tira-los daqui do país e levar para uma região segura, na qual teriam a mesma ou melhor vida que aqui.- Disse.
— E porque você está tão disposto a me ajudar assim?- Perguntei.
— Por que prefiro ver você longe do que com aquele nojento.- Falei.
— Como você pode querer tanto me ajudar? Nem nos conhecemos direito ainda.- Disse.
— Já que está fora do meu alcance o que gostaria, isso é o minimo que posso fazer.- Disse.
— E o que você queria?- Questionei.
Estávamos próximos e tive que usar minha força para não beija-la.- Nada. Gostou de algo daqui?
— Não. Não estou muito animada para comprar enfeites para a casa.- Disse.
— Eu tenho percebido.- Comentei.
Sorri suavemente.- Pois é.
— Hayley...- Peguei na mão dela.
— Sim?- Perguntei.
— Me desculpe, mas eu não consigo evitar.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
A puxei e a beijei.
Tinha sido pega totalmente de surpresa. Mas não consegui resistir e retribuí.
Algo se alegrou por ela não recuar, então investi no beijo. Ela não era do tipo sensível ou pudica para não o fazer.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele. Acariciava suavemente sua nuca.
Tomei o corpo dela junto ao meu. Era como imaginava, maravilhoso. Nunca tinha me sentido assim.
Sensações boas passavam pelo meu corpo agora. Parecia que meu coração respondia á ele. Muito diferente do que acontecia com Nathan. Minha mão desceu delicadamente pelo braço dele, a outra estava entrelaçada nos cabelos dele.
Respondia a cada toque dela e o sabor do nosso beijo, que tinha chance de ser o único, sempre comigo.
O beijo foi parando e não sabia muito como agir depois disso. Nunca tive nada com um vampiro.
A olhei e sorri. Poderia ter isso todo dia, toda hora, que não me cansaria.
Não pude não sorrir com o sorriso dele.- Era isso que você queria então?
— Não consegui tirar você da cabeça desde que te tirei do Nathan.- Disse.
— Eu sei disso. Vi seu olhar sobre minha silhueta.- Disse divertida.
— Olha que tenho disfarçado o máximo que posso.- Disse.
— Você não consegue disfarçar o seu corpo, Elijah.- Sorri.
— Me desculpe, não gosto de ser indiscreto assim.- Falei.
Ri.- Você fica fofo envergonhado.- Acariciei o rosto dele.- Tudo bem. Eu gosto de saber que seu corpo reage assim á mim.
Ouvi barulho do lado de fora.- Tenho que ir.
— Ok. Mas está tudo bem?- Questionei.
— Sobre?- Perguntei.
— Você parece tenso.- Comentei.
— Sei que esse foi o primeiro e o único.- Disse.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Não é a verdade?- Estávamos mais perto.- Fazemos assim, caso queira que falemos mais disso me encontre a noite onde te deixei na ultima vez.
— Mas eu não posso sair a noite da aldeia.- Disse.
— Deixe algo simbolizando qual a sua casa, venho buscar você.- Disse.
Mesmo com medo por ele — sabia que Nathan iria complicar. Ele sempre ficava de vigia, bebendo e falando de mulheres com os amigos.-, concordei.- Tudo bem.
— Estamos combinados então. Até.- Dei um beijo rápido e sai por trás.
Ele saiu e logo saí também. Encontrei com minha mãe e minha irmã e terminamos de comprar o que queríamos. Quer dizer, o que elas queriam. Quando anoiteceu, fiquei muito ansiosa. Com medo que desse uma confusão, na verdade. Saí para a rua e conseguia ver Nathan e seus amigos por ali conversando. Me sentei um pouco afastada deles.
Quando a noite caiu preparei o que precisaria. Compeli duas moças para que se passassem de que estavam perdidas para distrair até poder pegar Hayley. Saber que ela queria pelo menos conversar me deixou animado. Olhava de perto e dava tudo certo, esperava que ela me visse.
Olhava e vi Elijah. Sorri. Andei até ele.
Rapidamente a peguei e sai em velocidade até uma cabana vazia que tinha longe de tudo.
— Uau. Você é... rápido.- Disse.
— Tenho uns predicados.- Falei.
Ri.- Você é modesto. Difícil de se ver homens assim.
— Não tenho por que ser metido.- Acendi todas as velas dali.
Sorri.- Eu já acho o contrário. Você tem muito pelo que ser metido.
— Tenho?- Perguntei.
— Com certeza tem. Você é lindo, charmoso, inteligente, educado, forte, rápido, poderoso...- Sorri.
— Nossa, não sabia que era tudo isso.- Fui até ela e envolvi sua cintura.
Sorri e acariciava seus cabelos.- Por enquanto é só isso que sei. Mas gostaria de saber mais.
— E o que mais quer saber?- Perguntei.
— Uma curiosidade que sempre tive.- Me aproximei do ouvido dele e sussurrei.- Será que um vampiro consegue acompanhar o ritmo de uma loba na lua?- Sorri e mordi de leve o lóbulo da orelha dele.
— Bem, isso só nessa situação saberíamos. Mas creio que sim. Sabe, nós também sabemos ser intensos.- Disse.
Ri.- Eu duvido. Você e seu irmão parecem tão calmos e nobres. Por isso que sempre tive casos com os lobos ou os humanos pobres.- O provoquei, sorrindo.
— A senhorita não está com contando com uma coisa.- Me colei nela.
— E o que?- Perguntei.
— Não sou um vampiro normal.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Eu sou um original. Eu e meus irmãos somos os primeiros existentes da nossa raça.- Disse.
Fiquei sem fala por um momento.- O que?
Ri.- Consegui te surpreender. Gostei disso.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei ao toque dos lábios dele.- Sempre imaginei como teriam sido criados os vampiros e quem eram os primeiros, mas nunca achei que conheceria um.
— Já conhece agora.- Falei.
Sorri.- E fico feliz por isso.
Sorri e a beijei. E fui tomado pela mesma sensação de antes.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos delicadamente.
Eu a desejeva, mas não era apenas desejo carnal, era algo mais fundo, mais intenso, eram sentimentos verdadeiros.
Minha mão descia suavemente pelo braço dele que me envolvia. Gostava de sentir meu corpo tão junto ao dele.
O beijo mudava de intensidade até que parou e eu podia sentir como o corpo dela estava eufórico com aquilo. Respiração ofegante, batimentos acelerados.- Acho que gostou disso.
— Mais do que deveria, eu acho.- Disse.
— Isso é bom, não é?- Questionei.
— Espero que sim.- Sorri.
— Eu que o diga.- Falei.
Sorri.- Só não sei como faremos isso. Vou me casar daqui duas semanas.
— Eu já disse como.- Disse.
— Eu sei. Mas não me vejo viajando com seu irmão por ai também. Ele não pareceu muito... amigável.- Falei.
— Ele é um caso especificamente complicado e temos alguns pontos divergentes. Mas no fundo é só autoproteção.- Disse.
Suspirei.- Ok, tudo bem. Mas se ele se meter comigo de novo, não me importo o quanto forte ele for. Eu vou bater nele.
Eu não aguentei e ri.- Pelas minhas contas ele deve ficar assim por alguns anos antes de voltar as boas.
— Ele é um metido isso sim.- Disse.
— Não vamos entrar no assunto dele se não é capaz de eu passar a noite falando nele.- Falei.
Ri.- Tudo bem.
— Não temos tempo para isso.- Voltei a beija-la.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele. Acariciava sua nuca.
Eu a queria, mas também não queria que ela achasse que só queria sexo com ela.
Ele parecia relutante. Parei o beijo.- Tudo bem?
— Claro, por que não estaria?- Perguntei.
— Não sei. Você parece relutante. Se você não quiser continuar, tudo bem. Isso mostra que você é mais sensato do que eu.- Sorri.
— É exatamente o contrário disso.- Disse.
— Então o que você quer?- Perguntei.
— Continuar. Mas não quero ser o que já foram para você.- Falei.
— Oh, não se preocupe.- Me sentei na cama.- Eu não sou uma santa, Elijah. Já fiquei com vários só por uma noite. Claro do jeito que os lobos gostam na maioria das vezes.- Sorri.- Eu sou uma loba. Não ia conseguir me controlar muito tempo. Só se fosse como minha irmã, ela faz o que você deve suspeitar.
— Eu imagino. Conheço lobos melhor do que imagina.- Disse.
— Então sabe como pode ser difícil. Não é legal ser uma loba nos tempos de hoje. Mulheres são tão submissas. Mas...- Olhei para ele e mordi meu lábio.- Acho que com alguns homens não tem como não ser submissa.
— Eu gosto disso.- Beijei e depois eu mordi o lábio dela.
Sorri.- Gosto da ideia de pertencer a um homem. Mas um de verdade. Não um covarde como Nathan.
— Isso está ficando melhor.- Minha mão subia pela perna dela começando a subir o vestido.
— E eu serei somente sua, Elijah.- O puxei para um beijo.
— É isso que quero.- Era o que eu mais queria. Que Hayley fosse unicamente minha.
— E você terá.- Comecei a abrir a camisa dele.
Soltei o que prendia o vestido dela.- Se isso fosse numa corte pra valer, você estaria em apuros.
— Porque?- Perguntei.
— Porque se fosse em uma corte e não aldeia, e descobrissem que não se deitou apenas com seu marido, lhe tirariam tudo.- Disse.
— Para sua sorte, meu nobre vampiro.- Sorri.- Você é o único que ficará entre minhas pernas. E olha que muitos já pediram.
— E nada poderia me agradar mais que não ter sido de outro. O que é meu, é meu.- Falei.
Sorri.- Somente seu.
Tirei o vestido dela.— Você parece muito mais linda.- Beijei ela.
Retribui o beijo. Entrelacei minha perna na cintura dele. Minha mão estava em seu cabelo e acariciava ali.
Terminei de tirar minha roupa e me deitei junto á ela. Isso era diferente, uma virgem experiente assim.
Minha mão que estava em seus cabelos desciam suavemente pelas suas costas.
Prestei atenção em tudo para ver se continuava tudo tranquilo, uma coisa que sabia era estar sempre em alerta e nunca descuidar.
— Você sempre é tenso assim?- Perguntei divertida.
— Não querida, só observando se está tudo tranquilo. Não seria interessante se fossemos interrompidos.- Disse.
— Estava começando a gostar da ideia de te tirar essa tensão. Pena que não é isso.- Disse em tom provocativo.
— Mas eu sou tenso. Afinal vivo tendo que manter o controle.- Falei.
— Tadinho dele. Então está precisando relaxar.- Meu dedo fez a linha do abdômen dele.
— Isso faz tempo que não sei o que é.- Disse.
— Você vai saber essa noite.- O beijei.
— Mal posso esperar por isso.- Disse.
— Você que tem que começar.- Falei.
— Acho que entendi o que quer.- Comecei a beija-la descendo pelo pescoço, chegando aos seios.
Minha respiração falhou.- E o que eu quero?
— Você me pareceu tristinha, temos que te alegrar também.- Disse.
— E como você pretende fazer isso?- Questionei.
— Sei de algo que pode gostar.- Já estava na barriga dela.
— Estou ficando curiosa.- Disse.
— Melhor segurar a ansiedade.- Desci mais um pouco e fui mais devagar.
— Elijah, você não sabe o quanto sou curiosa e impaciente.- Sorri.
— Olha que posso te deixar assim.- Minha língua brincava no seu ventre.
Suspirei pesadamente ao que ele fazia.- Você está sendo mau com uma pobre lobinha.
— Eu já estou indo. Mantenha a calma.- Desci mais, já perto do meu objetivo.
— Pedido difícil esse.- Falei.
— Já fez isso?- Perguntei.
— Mais ou menos. Digamos que "por cima". Nunca podia ir muito fundo, porque se não perderia minha virgindade. E também porque apesar de tudo sempre sonhei em perde-la com o homem que eu escolhesse para ser meu marido, do jeito convencional. — Sorri.- Não o Nathan, mas sabia que seria ele.
Sorri com aquilo e cheguei ao meu destino.
Gemi suavemente. Meu corpo nunca tinha reagido tão bem a um homem, como reagia com ele.
O intensifiquei. Ela já estava no clima, só que queria mais.
Minha respiração falhava levemente. Meu corpo todo reagia á ele. Não tinha duvidas que pertencia á ele.
— Bom?- Perguntei.
— Perfeito. Você tem jeito com isso. Não gosto de imaginar como aprendeu.- Disse.
— Isso vem de muito tempo. Não tem com que se preocupar.- Disse.
— Mesmo assim não gosto. Por isso prefiro não pensar.- Falei.
Ela já estava bem pronta, então me coloquei entre as pernas dela.
O beijei. Entrelacei meus dedos no cabelo dele e os puxava de leve.
Fui entrando aos poucos para ela se acostumar, até chegar na parte mais critica.
Como não estava tensa, quando ele me rompeu, quase não teve dor nenhuma.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
Beijei e iniciei com movimentos lentos mas ao mesmo tempo intensos.
Retribui o beijo e entrelacei minha perna na cintura dele. Acariciava as costas dele suavemente.
Fui aumentando e era ótimo que não tinha muito com o que me preocupar. E ela era uma delicia, fora que sentia mais por não ficar com ninguém a semanas.
Gemia contra seus lábios e voltava a beija-lo. O beijo dele era extremamente delicioso.
Continuava e ela respondia facilmente em tudo. Essas duas semanas de agonia de saber como ela estava, se aquele ser tinha tocado nela.
Mexia meu quadril junto com os movimentos dele e o beijo ficava cada vez mais intenso.
Estaria apaixonado? Seria a unica explicação para tamanho desejo e tudo mais que sentia por ela.
Acariciava seus cabelos e beijava suavemente a linha do seu pescoço e a extensão do maxilar dele.
— Sua boca é uma delícia.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Eu que agradeço, afinal sou o privilegiado.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Por que sou eu que está saboreando.- Disse.
Sorri.- Não precisa agradecer por isso.- Beijei mais intensamente o pescoço dele, deixando a minha língua passar ali.- Pode não parecer, sei que sou meio bruta.- Ri.- Mas eu gosto de fazer carinho em quem merece.
— Gostei de saber que mereço.- Aquele beijo dela estava me deixando doido, o que me fez ir mais intensamente nela.
Acariciava o rosto dele suavemente e continuava beijando seu pescoço. Sempre gostei de homens intensos e que soubessem mandar na cama. Por isso quase sempre se prefere lobos. Mas Elijah estava me surpreendo nisso. Fora o fato que nunca me imaginei com um vampiro.
Apesar do que dizem sobre cheiro de lobos, não estava me importando com isso. Ou com o fato dela ser de "uma raça" rival da minha. Ela era uma mulher incrível, decidida e linda. Tudo o que eu gostava.
Voltei a beija-lo e acariciava seu peito delicadamente.
Sentia o prazer cada vez maior entre nós e nossos corpo já davam sinal do êxtase.
O orgasmo chegou e foi maravilhoso. Como imaginei que seria. O beijo foi parando e lhe dei um selinho no final.- Você é incrível.
— Viu? Podemos acompanhar seu ritmo.- Falei.
— Amor, isso só foi uma amostra grátis.- Sorri.- Outro dia iremos ver se podem mesmo.
— Faço minhas as suas palavras.- Me deitei ao lado dela.
Me apoiei no meu cotovelo para olha-lo. Meu dedo descia fazendo uma linha pelo peito dele.- Acho que funcionou. Você não está mais tenso.
— Também com uma mulher assim, como ficar?- Questionei.
Sorri.- Não me elogie assim. Eu já sou metida.
— Como sabe, estou acostumado.- Disse.
— Ok.- Me acomodei nos braços dele.
Apertei ela. Não queria deixa-la ir. Ansiava que ela ficasse onde estava. Para sempre.
— Tem uma coisa que você precisa saber.- Disse.
— O que?- Perguntei.
Afastei meu cabelo e mostrei á ele a marca de nascença.- Todos do meu clã tem essa marca. E por séculos o meu clã tem comprado briga com outros lobos e com vampiros. Isso pode ser um problema. Se souberem que estou envolvida com vampiros, isso só vai piorar.
— Eu sei das divergências dos lobos, mas não me importo com isso.- Disse.
Sorri.- Fico feliz.- O beijei e voltei a me aninhar no peito dele. Poderia ficar assim para sempre.
— Não precisa se preocupar, sou um original. Eu e minha família somos temidos pelos outros vampiros, fora que se precisar posso faze-los atender todas as minhas vontades.- Falei.
— Um original muito metido.- Ri e entrelacei minha mão na dele.- Mas sei que ficarei bem. Quando estou com você, não tenho medo.
— Tenha certeza disso.- Me lembrei do risco de quem nos caça, não podia pensar nisso agora.
— Você está bem?- Perguntei.
Se isso chegasse á ele, ela correria risco. Seria um alvo tanto quanto eu.- Só pensando em umas coisas.
— Posso saber no que?- Questionei.
— Eu te disse que tinha algumas complicações. Estou pensando na principal delas.- Disse.
— Que seria...?- Comecei.
— Comigo você vai virar um alvo, correr riscos.- Falei.
— Ok, você não está pronto para contar o que ou quem. Mas quem quer seja... eu não tenho medo. Se viver com medo, não viverei então.- Disse.
— É exatamente nessa decisão que penso. Se acontecer algo á você por minha culpa...- Comecei.
Coloquei meu dedo nos lábios dele.- Eu vou ficar bem, Elijah. Nós ficaremos bem.
Suspirei.- E quanto a sua família, vai falar com eles?
— Sim. Amanha.- Disse.
— E se eles não aceitarem o que propus?- Questionei.
— Eles irão.- Disse.
— Parece confiante.- Falei.
— Melhor do que pessimista.- Disse.
— Bem, para eu ir agilizando. O que seu pai gostaria de ser, ou fazer?- Perguntei.
— Ele é muito bom em fazer moveis. Sempre que tem madeira sobrando, ele passa o dia fazendo esse tipo de coisa.- Disse.
— Então será fácil de achar um lugar para eles.- Disse.
— Obrigada por tudo. De verdade.- O beijei.
Eu sentia que podia ser feliz e ia agarrar isso. Como previu, a família de Hayley aceitou com um pouco de relutância, mas consegui um ótimo cargo para o pai dela numa corte na França. Meus irmãos já foram um caso complicado. Sentia a todo momento que Klaus ia fazer alguma coisa contra ela, mas não podia seguir sozinho, já que tivemos um alerta da proximidade de Mikael. Estamos á seis meses juntos, agora na Espanha. Hayley é uma mulher que se pudesse escolher como seria, seria como ela. Eu sei que a amo, mas estamos indo devagar. Tudo o que sei é que nunca fui tão feliz e estou vivendo isso plenamente.
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