Liberty- One Shots
108 Capítulo 109- Klaus & Jessica
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Jessica.)
Terminava de afiar minha espada para a nossa nova conquista; as vilas que tinham ao sul do nosso território. Olhei e acordei a mulher que tinha na minha cama, mandando sair. Aquela noite tinha sido prazerosa e hesitante, mas agora acabou. Juntei meus homens e os deixei terminando de aprontar tudo e fui até o chefe da nossa tribo, e também meu pai.- Senhor, estamos prontos.
— Ótimo, então vamos.- Ele disse.
Saímos da nossa tribo e fomos em direção a outras. Encontramos duas que fizeram jogo duro para se render e chegamos a terceira. Primeiro esses disseram que não iam lutar, mas por fim houve uma luta intensa na qual ganhamos. Deixei os homens pegarem o que queriam, até que vi um pegar uma mulher... Aquela beleza...
— Me solta!- Exclamei.
— Essa tem cara de ser uma delícia, vai ser minha.- Lucien disse.
— Me solta seu nojento!- Disse.
— Ela ainda luta.- Ele disse.
Me soltei dele.- Me deixa em paz.
Ri e vi ela correndo. Fui atrás dela e a peguei.
— Mais um? Me solta, seu desgraçado! O que vocês homens tem na cabeça?- Questionei.
— Vai ver na hora que estiver fudendo você.- Lucien disse.
Abri a boca e tentava me soltar.- Vocês não tem o direito de vir na minha vila e fazerem o que quiserem!
— Lucien, para.- Disse.
— Me soltem.- Disse.
— Leve-a e que ninguém a toque até eu chegar a ela novamente.- Disse.
— Mas fui eu que a encontrei.- Ele disse.
— Vai desobedecer a mim?!- Questionei.
— Eu não vou.- Disse.
— Ah, vai.- Passei ela para ele.
— Fica quieta garota.- Ele disse.
Suspirei. Não adiantava lutar.
— Ai de você se acontecer algo a ela.- Disse saindo para verificar como andava todo o resto.
Ele me pegou e me levou para um lugar que não sabia onde era.
POV Klaus.
Depois de pegar o que precisávamos e de deixar alguns lá para cuidar do lugar, agora nosso, voltamos a nossa tribo. Eu estava doido para tomar um banho e tirar o sangue respingado em mim. Foi um dia de viagem, quando chegamos fomos recebidos com festa, como sempre. Depois de certificar que os presos estavam bem presos e as coisas preciosas distribuídas, mandei preparar um banho. Agora viria a melhor parte; a festa da vitória. Me banhei, depois botando uma roupa mais leve e fui para o centro da tribo, onde muitos já dançavam e tocavam. Vi alguns de meus familiares e cheguei junto deles.- Minha mãe.
— Querido, como está?- Perguntei.
— Bem. Contente com nossas conquistas que foram com poucas baixas.- Disse.
— Mas mesmo assim você está machucado, você tem que voltar ileso Nik para ser o melhor.
— Ah é Henrik?- Ele era meu irmão mais novo, era uma criança praticamente.
Ela sorriu.- Tenho certeza que você foi ótimo.
— Foram só coisas leves, elas não contam.- Disse.
— Sim.- Ela disse.
— Isso porque Nik é o terrível Niklaus que todo mundo tem medo.- Kol chegou dando soquinhos no braço do irmão.
— Isso mesmo, então acho bom não me irritar.- Disse.
Ela riu.- Fico feliz por vocês terem conseguido o que queriam.
— Sim. As vilas ao sul são boas provedoras de alimentos e vamos poder ficar mais tranquilos quanto a isso.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Vi meus homens bebendo e reunidos.- Já volto.- Os deixei e fui até eles.- Que bagunça é essa?- Ali estavam Lucien, Marcellus, Tristan, Aidan e Jackson, os que eu mais confiava.
— Comemorando.- Aidan disse.
— Estou vendo.- Disse pegando uma bebida.- E porque estão sozinhos? Sem mulher nenhuma? Que tipo de comemoração é essa?
— Estamos guardando para mais tarde.- Tristan disse.
— Extamente.- Jackson disse.
— Já desistiu daquela ruiva?- Lucien perguntou.
— Aquela delicia? Deveria ser compartilhada.- Tristan disse.
— Talvez depois, mas antes ela vai ser minha. Sentiu o jeito dela? Com certeza é virgem.- Disse.
— E você está sendo egoísta em não deixar a gente tirar uma casquinha.- Marcel disse.
— Vocês poderiam pegar qualquer uma. Se não deram sorte não posso fazer nada.- Vi meu irmão chegar.- Elijah.- Se eu era o braço de força do meu pai, Elijah era o de administrar toda a nossa expansão com estratégias e tudo mais.
— E ai.- Elijah disse.
— Seu plano deu muito certo e facilitou para nós.- Disse.
— Que bom, era essa a intenção.- Ele disse.
— Agora vem a parte mais difícil; ir mais ao norte antes que aqueles nativos estranhos nos ataque.- Tristan disse.
— Vai ser fácil.- Lucien disse.
— Isso vai demorar ainda. Quero tudo muito seguro por onde conquistamos antes de partir para lá.- Disse.
— O pai não é tão paciente.- Elijah disse.
— Vamos ver estratégia outra hora, acabamos de chegar.- Disse secando minha caneca e a dando para alguma das meninas que dançavam encher.
— Sim. Precisam descansar dessa luta que tiveram ainda.- Elijah disse.
— Ah, vou fazer isso com prazer.- Tristan disse puxando uma das garotas para o seu colo.
Elijah riu.- Vou levar um pouco do churrasco para a Rebekah e Freya, elas devem estar com fome.
— Cadê elas?- Perguntei.
— Em casa. O pai não deixa elas virem e acho isso ótimo.- Elijah disse.
— Sim, elas ficam longes dessas mãos taradas.- Disse.
— Isso é um absurdo. Suas irmãs são tão lindas.- Lucien disse.
— Por isso mesmo.- Elijah disse.
— Leve para elas, coitadas.- Disse pegando um pouco de carne para mim.
— Já volto.- Elijah pegou a carne e saiu.
Meu pai também chegou e depois de fazer um discurso, a festa ficou mais quente; nós bebíamos e comíamos. Percebi ele sair com a minha mãe e era sempre depois disso que as coisas ficavam intensas. Mandei trazerem as garotas novas.
— Agora sim.- Tristan disse.
— Com certeza foi uma ótima colheita hoje.- Jackson disse.
— Quem sabe assim você sai da seca e deixa de ser virgem.- Disse.
— Você se acha engraçado, mas não é não.- Jackson disse.
— Na verdade foi sim.- Tristan riu.
— Viu?- Disse e vi as garotas novas, a ruiva estava no meio e fui até ela.- Até que fim.
POV Misto. (Klaus e Jessica.)
— O que você quer?- Perguntei.
A peguei pelo braço.- Acho melhor se comportar.
— Sonha.- Disse.
A puxei contra mim.- Olha como fala com seu senhor.
Ri.- Você se acha demais.
Torci o braço dela.- Não teste minha paciência ou vai se arrepender.
— Eu não tenho medo de você.- Disse.
— Mas deveria.- Percebi que todos estavam dançando e a arrastei comigo.- Dance.
— Não.- Disse.
— Você é do tipo que gosta das coisas difíceis então.- Disse.
— Gosto de ser bem tratada.- Disse.
Ri.- Temos uma mimada então.- Falei mais alto.
— O que você quer de mim? Você pode ter a mulher que quiser e não duvido que muitas gostem de serem tratadas assim.- Disse.
— Mas eu quero você.- Disse a segurando pelos cabelos e a beijando.
Não abri a boca para beija-lo.
Me afastei e dei um tapa.- Acho que quem gosta de ser tratada assim é você.
— Vocês são uns monstros.- Disse.
— Klaus.- Elijah chegou.
— Irmão.- Sorri e prendi a garota junto a mim.
— Descobrimos que ela é filha do líder do sul, então o pai não quer que ninguém a toque até decidir o que faremos com ela.- Ele disse.
— O que? Não mesmo, ela é o meu prêmio.- Disse.
— Sinto muito, são as ordens. Escolhe outra.- Ele disse.
— Isso é um absurdo.- Disse.
— Leve ela para uma tenda e deixa-a por lá.- Ele disse.
— Ela ainda vai ser minha. Ah vai.- Sai irritado dali, puxando a garota.
Suspirei e fui com ele.
A joguei na minha tenda.- Quem é seu pai?
— Seu irmão já disse.- Disse.
— Vai pagar por ter atrasado essa noite.- A amarrei ali.
Não falei nada. Ele era um monstro em forma de gente, todos ali eram.
Peguei no rosto dela.- Não pense que vai escapar de mim.
Soltei meu rosto da mão dele.
Sai dali e alguém pagaria pela minha frustação. Depois de beber bastante, peguei uma outra mulher e descontei a fodendo até sentir a exaustão tomar contar de mim. Dois dias se passaram e fui chamado a sala com meu pai e Elijah, e um cara que eu não conhecia.- O que houve?
— Esse é o líder do sul.- Elijah disse.
— Você é o bárbaro que capturou minha filha?- Bill perguntou.
— Se soubesse que era sua filha o tratamento seria bem diferente.- Sorri. Não confiava nele.
— Eu tenho filhas e sei como é, e sei que dinheiro não irá reparar os danos que meu filho fez na sua filha, mas espero que aceite nosso pedido de desculpas.- Mikael disse.
— Ele a tocou? O que você fez a ela?- Ele avançou.
O segurei.- Não, mas não foi por falta de vontade.
— Hmm... Ele machucou ela. Ela está com o rosto inchado e o braço todo roxo. Meu irmão não sabe medir a força que tem. Me desculpe.- Elijah disse.
— Pois então botem seu animal numa coleira.- Bill disse.
— Como é?- Questionei.
— Vamos resolver essa situação.- Mikael disse.
— É? E como?- Bill perguntou.
— Niklaus e sua filha podem se casar.- Mikael disse.
— O que? Não mesmo, ele só irá maltrata-la e não vou permitir isso.- Bill disse.
— Casar?- Perguntei.
— Falamos sobre os acordos depois.- Mikael disse.
— Antes de qualquer coisa, eu exijo ver minha filha.- Bill disse.
— Claro.- Mikael disse.
— Pai, eu não acho...- Ele me cortou.
— Vamos.- Eles saíram.
Saímos de lá e ele pegou a garota, que descobri que o nome era Jessica. Eles ficaram na tribo por mais um tempo e foi realmente decidido pelo casamento. Nós estenderíamos nossa proteção a eles e eles aumentariam nosso fornecimento de alimentos. Isso não era uma conquista e sim aliança, eu não gostava muito dessa ideia. O tal Bill concordou com o casamento devido a uma lei nossa; maridos deveriam respeitar, cuidar e proteger sua esposa, e se houvesse alguma forma de agressão seria punido. Agora em vez de curtir a garota eu teria de viver com ela, isso não sei como seria. O dia do casamento chegou e me arrumei.
Depois de ficar pronta para o tal casamento, me levaram para onde seria a cerimônia.
Tomei meu lugar e vi ela caminhar até mim. Tudo bem, tenho que admitir; ela ela mesmo linda. Seus cabelos ruivos iam até abaixo dos peitos e os olhos eram incrivelmente azuis.
Cheguei até ele e fiquei ao seu lado.
A cerimônia começou e fizemos todos os ritos, estava pensando que a escolha de uma noiva poderia ter sido muito pior, mas só de pensar nessa noite já fico excitado. Não, agora não pode. Me concentrei no que diziam e logo estávamos casados, e a festa começou.
Me afastei, peguei um vinho e fui caminhar.
— Aonde você vai?- A alcancei.
— Caminhar.- Disse.
— Essa é a sua festa, deve ficar nela.- Disse.
— Não quero e segundo as regras de vocês eu sou livre, não tem que te dar satisfações de nada e você não pode me obrigar a nada. No final isso é bom. Então, vaza daqui.- Disse.
— Você tem que me respeitar, isso não muda.- A segurei.
Sorri.- Não tenho não. Você tem que me respeitar. Por isso os homens daqui são revoltados, no final não tem poder para nada. Não servem para nada.
A peguei pelos braços.- Não tem poder para nada? Você quer mesmo testar isso?
— Você quer mesmo ser castigado né? Já que está me machucando.- Disse.
— Você parece estar esquecendo a outra metade dos votos; a mulher deve cuidar do bem estar do seu marido e da sua família acima de todas as suas obrigações. Então, querida, melhor ir diminuindo essa sua postura.- Disse.
— Não se eu for obrigada ou machucada. Nunca teremos uma família porque você NUNCA vai me tocar.- Disse.
— É o que está achando? É meu direito e você não pode mudar isso.- Disse.
— Eu posso sim. Você não pode me forçar a nada, nem me machucar e eu não quero nada com você. Isso é machucar.- Me soltei dele.- Agora fica longe de mim.- Sai dali.
Aquele diabo de mulher! Ela que pense que não vai ser minha. Voltei para a festa e aproveitei bastante. Claro, dentro do que podia. Quando a festa acabava, peguei Jessica e fomos para o que agora era nossa tenda; nossa casa.
Fui para onde era a parte do banho e comecei a encher com água morna.
Tirei minha roupa e acompanhei ela para tomar banho.
Suspirei. Ótimo. Prendi meu cabelo no topo da minha cabeça e comecei a tirar o vestido.
Cheguei junto dela e eu mesmo terminei de tirar o vestido.
Tirei minha roupa intima e entrei na banheira.
Entrei com ela e a observava o tempo todo. Meu corpo não estava se contendo para tê-la, e dessa noite não vai passar.
Peguei o sabão e comecei a me ensaboar, tomando cuidado no braço que ele machucou e hoje fez doer mais ainda. Me rosto ainda estava machucado também, então minha aparência não era das melhores.
— Ensaboa-me.- Disse.
O olhei.- O que?
— Ensaboa-me. Você está se prevalecendo das regras matrimoniais daqui, então tem que fazer tudo.- Disse.
Suspirei e peguei o sabonete, começando a ensaboa-lo.
As mãos dela eram delicadas e suaves, tendo um contraste com minha pele que continha várias marcas de batalhas, cicatrizes de uma vida de guerreiro.
— Homens se sujam mais que o normal, não é possível.- Peguei a mão dele, lavando bem.- E você precisa limpar suas unhas de vez em quando.- Me estiquei e peguei um palito.
— Unha? Eu não tenho tempo.- Disse.
— Isso também é higiene.- Comecei a passar o palito embaixo das unhas dele, limpando.
— Agora tem você.- Disse.
— De certa forma.- Continuei o que fazia.
Ela prosseguiu e gostava daquilo; e sim estava me excitando mais. Aquelas mãos em mim...
Ele estava levando esse negócio de banho a sério mesmo. Me ajoelhei na frente dele e comecei a ensaboar o cabelo dele.
A forma que ela ficou deixou os peitos bem na minha cara e não resistir em os pegar; eram tão tentadores.
— Hey, o que é isso?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Você está tocando nos meus seios.- Disse.
— Você é minha mulher e eu gosto de peitos.- Disse.
Era melhor não arrumar briga agora. Suspirei e voltei aos cabelos dele.
Peguei neles com mais vontade e depois minhas mãos deslizaram pelo seu corpo.
— Você tem uma bucha para lavar as costas?- Perguntei.
— Depois você faz um completo.- Disse me molhando e tirando o sabão.
— Ok.- Disse.
Me levantei e a peguei, saindo do banho e a levando para cama molhada mesmo.
— O que está fazendo?- Perguntei.
— Consumar nosso casamento.- Disse.
— Eu disse que não queria.- Disse.
— Então você quer que eu anuncie isso? E acabe desfazendo a aliança e sem os herdeiros que seu pai necessita? Porque você é filha unica, sua linhagem acaba com você, o que deixaria todos o que esperam a continuidade da sua família decepcionados.- Disse.
— Faça o que quer então, tanto faz.- Disse.
Sorri e a beijei, já abrindo as pernas dela e me colocando entre elas, sem demorar a penetra-la. Ah, como imaginei; virgem, quente e apertada, uma delicia para qualquer homem. Me satisfazia a cada investida, reivindicando cada pedaço dela que agora era meu. Se ela estava achando que iria me dominar só por causa das nossas regras, ela achou muito errado. Aumentei o ritmo e aproveitava cada parte daquele corpo maravilhoso. A fodi com vontade e quando gozei, fez o tesão de todos aqueles dias valerem a pena.
Depois que ele acabou, me levantei para ir limpar o sangue.
Sorri e me limpei dela também, mas continuei na cama.
Depois de me limpar, coloquei uma camisola e voltei. Me deitei na cama, me cobrindo e me virando para dormir.
Aquela noite tinha sido gostosa e tinha conseguido o que queria, então dormi satisfeito. Pela manhã levantei e como Jessica ainda dormia, fui buscar um pouco de lenha. Agora tinha que me acostumar com esses afazeres também.
Quando acordei Klaus não estava na casa. Levantei, me vesti e sai, indo ver os animais.
— Olha a cunhadinha.- Kol alimentava os animais.
— Eu não sou sua cunhada.- Disse.
— É sim. Mulher do meu irmão não é? Então é cunhada.- Ele disse.
— Não.- Disse.
— Então tá mal humorada.- Ele deu a comida das galinhas.
— Vai se catar, seu fedelho.- Sai dali.
Voltei para casa com a lenha, mas não vi Jessica, muito menos o desjejum pronto. Onde essa mulher se meteu? Sai e Kol disse que a viu indo na direção do rio. Fui procurar por lá.
Balançava minha perna na água.
— O que está fazendo aqui?- Perguntei.
— Estou sentada.- Disse.
— Já trouxe mais lenha se esse era o problema para o desjejum.- Disse.
— Não estou com fome, mas pode ir comer.- Disse.
— Como é? Ele não vai se fazer sozinho.- Disse.
— Eu sei e você tem mãos.- Disse.
— Você quer que eu cozinhe?- Perguntei.
— Se você quer comer.- Disse.
— Ótimo, realmente ótimo. Uma mulher que não cozinha.- Disse e sai dali irritado. Acabei indo parar na minha antiga casa.
— Oi querido.- Esther disse.
— Bom dia.- Disse.
— O que está fazendo aqui?- Henrik perguntou.
— Tudo bem?- Ela perguntou.
— Aparentemente me arrumaram uma mulher que não sabe cozinhar.- Disse.
— Você que quis ela.- Ela disse.
— Minha intenção não era casar tão cedo mãe, mas o pai insistia na aliança.- Disse.
— Era só deixar para o Finn ou Elijah.- Ela disse.
— Não mesmo. E o Finn parece que está encantado pelas mulheres do leste, já quer voltar para lá correndo.- Disse.
— Bem, então tudo bem.- Ela disse.
— Onde estão todos?- Perguntei.
— Por ai.- Ela disse.
Ela me serviu o café e comecei a comer.
Kol entrou.- Ah, você se escondeu da zangada aqui?
— Tinha ovos, Kol?- Ela perguntou.
— Zangada?- Perguntei.
— Sim, aqui.- Ele entregou a tigela a ela.- Ô mulher brava. Fui brincar com ela e ela quase me bateu.
— Querem ovos?- Ela perguntou.
— Sim.- Kol disse.
— Sim.- Henrik disse.
— Essa mulher...- Suspirei.- Vai ter que se endireitar.
Ela colocou quatro ovos para cozinhar.- Vai querer almoço também, Klaus?
— Pelo visto sim, mas vou ver meus homens, mais tarde venho aqui.- Disse.
— Tudo bem.- Ela disse.
— Nik, me treina mais tarde?- Henrik questionou.
— Se estiver se comportando, sim.- Disse.
Ela sorriu.- Tomem cuidado com isso.
— Pode deixar mãe, o Nik é o melhor.- Henrik disse.
Sorri e sai. Quando não estávamos em missão fora da tribo, eu era responsável pela segurança de todos, então mantinha os soldados sempre treinados e em alerta. Recebi os mensageiros das fronteira. Estava tudo bem e calmo por enquanto. Nosso maior inimigo eram os Strix que ficavam bem ao norte e vinham querendo tomar território a oeste. Nós os Mikaelson éramos a tribo mais forte e os únicos que tinham poder para bater de frente com eles por isso estamos tentando tomar o maior território possível antes deles. Almocei com a minha família, treinei com Henrik a tarde e só fui para minha nova casa quando começava a anoitecer.
Já estava deitada na cama enquanto esperava o sono vir.
— Voltou para casa.- Disse quando entrei no quarto e a vi.
Não respondi ele.
— Estou falando com você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Onde passou o dia?- Perguntei.
— Por ai.- Disse.
— Por ai? Não quero que ande por ai. Mulheres casadas que andam por ai sozinhas não são bem vistas.- Disse.
— Tem medo de que os outros achem que está levando chifres?- Questionei.
— Se isso fosse levantando poderia lhe castigar como quisesse, sem incluir o que aconteceria com o apontado como amante.- Disse.
— Tanto faz.- Disse.
— E o jantar?- Perguntei.
— Na cozinha.- Disse.
— Pelo menos isso.- Terminei de tirar a roupa.- Espero não estar envenenado.
— Porque não pensei nisso?- Perguntei.
— Porque viúvas que mataram os maridos não são aceitas em lugar nenhum.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Me lavei e jantei, voltando a cama e indo para junto dela.
Apaguei a vela e me ajeitei na cama.
A virei pra mim e a beijei, já subindo a camisola dela.
E lá vamos nós...
Ela pelo menos não reclamava mais e eu aproveitava isso, satisfazendo minha vontade de prazer ao fode-la. Assim eram nossas noite, algumas vezes pela manhã ou durante o dia quando eu estava em casa. Seguimos por semanas assim, até que eu tive que ir verificar umas das fronteiras e a deixaria pela primeira vez desde o casamento.- Jessica.
— O que?- Perguntei.
— Eu vou precisar sair, talvez por uma semana, pouco mais.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Peguei algumas coisas que precisava.- Se precisar de algo, peça ou chame na casa dos meus pais.
— Ok.- Disse.
— Não saia para seus passeios sozinha, principalmente a tarde quando pode demorar mais e escurecer.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Anime-se; posso ser atacado no caminho e vai ser uma viúva sem culpa.- Disse.
— Seria muita sorte.- Disse.
— Ou a minha ser o melhor guerreiro de todos.- Disse.
— Você se acha muito.- Disse.
— Eu sei do que sou capaz.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Terminei de pegar o que precisava.- Pronto.- Fui até ela e a beijei. Sempre vi meu pai fazer isso e queria entender se fazia alguma diferença.- Não se preocupe, tenho um motivo para voltar.
— Hmm... Ok, eu acho.- Disse.
Ri, pegando a sacola.- Ninguém vai tocar na minha mulher nem sob meu corpo morto.- Disse e sai.
*****
Um mês se passou e Klaus não voltou. Por um lado eu realmente torcia para ele ter morrido e eu me livrar desse pesadelo de vida. Passei a maior parte do tempo sozinha em casa e fui algumas vezes ver meus pais. Era de manha cedo quando ouvi um burburinho e me levantei de camisola mesmo para ver o que era. Suspirei. Era eles voltando.
Eu não esperava ter demorado tanto, mas os Strix estavam fazendo estragos nas nossas fronteiras. Por hora estava contido, por isso voltamos para casa. Passei tudo para meu pai e mais tarde discutiríamos estratégias quanto a isso. Fui para casa e encontrei Jessica assim que entrei. Não pude negar que algo em mim ficou feliz em ver sua cara emburrada ao me ver.- Querida.- Sorri.- Não foi dessa vez.
— Eu não tenho sorte na vida mesmo.- Disse.
— Eu disse sou o melhor e não foi dessa vez que aqueles Strix nojentos conseguiram me derrubar.- Deixei minhas coisas num canto e fui até ela, a beijando.
— Que bom para você.- Disse.
— Para nós. Tenho certeza que sentiu minha falta.- Disse pegando um pão que tinha ali e comendo. Apesar da sua recusa as vezes em cozinha, quando queria, a zangadinha o fazia muito bem.
— Nos seus sonhos só.- Disse.
— Nos mais sórdidos você já estava nua na cama esperando por mim com apenas os cabelos cobrindo os peitos.- Disse.
— Tenho certeza que matou a vontade com outras mulheres por lá.- Disse.
— Ciúmes?- Perguntei.
— Nem um pouco.- Disse.
— Sei. Tem algo mais para comer? Comi ontem a tarde.- Disse.
Peguei mais pão para ele e coloquei quatro ovos para cozinhar para ele.
— E você fez o que? Percebo que tem coisas novas na casa.- Disse.
— Sua mãe que trouxe.- Disse.
— Você está fazendo amizades, isso é bom.- Disse.
— Não sou amiga da sua família. Não faço amizades com pessoas que concordam com as coisas que você faz. Eles só estão esperando eu ficar grávida e te dar um filho.- Disse.
— Até parece que de onde você vem não fazem o mesmo. Só não chegava até você.- Disse.
— Não, não fazem. Os homens da minha aldeia são homens de verdade e podia ter amizade com eles sem ter medo de ser machucada.- Disse.
— Você vivia num mundo encantado Jessica. Para tentar manter a paz lá tinha sangue derramado e pessoas são machucadas; é assim em todo lugar.- Disse.
— E eu acabei presa com uma besta.- Disse.
— Besta? Ainda não tinham me chamado disso.- Disse.
— Que bom, fui a primeira.- Disse.
Sorri e enquanto ela terminava de preparar a comida, tirei um pouco daquela roupa. Tinha alguns ferimentos das batalhas, mas não era nada que eu não estivesse acostumado.
Servi os ovos para ele e um copo de vinho.
Comi tudo com vontade. Perto da comida que vinha comendo nas ultimas semanas era um banquete.- Pode preparar um banho.
— Ok.- Preparei um banho para ele e voltei, pegando a sacola com roupa suja.- Me dê essa sua roupa que enquanto você toma banho, vou lavar as roupas e depois vou fazer o almoço.
— Tudo bem, mas você pode vir comigo.- Disse.
— Sinto muito, tenho coisas para fazer.- Disse.
— Tudo bem.- Estava vindo de dias cansativos e irritantes, não ia começar uma briga agora.
Peguei as coisas e sai.
Fui para o banho e me lavei bem, incluindo as feridas, e porque não; as unhas. Ri. Depois de descansar um pouco na água, vesti apenas uma calça e tentando eu mesmo refazer alguns pontos.
Voltei para dentro de casa com uma bacia cheia de verduras, frutas, carne e ovos.- Hey, você me ajuda a descascar a mandioca? Elas são duras.
— Tudo bem.- Deixei os pontos para lá, curariam sozinhos. Peguei o que ela pediu e comecei a fazer.
— Quer que cuide dos pontos? Você passou um pouco de vinho para esterilizar?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei.- Como você ainda tá vivo?- Peguei a caixa que guardava curativos e uma garrafa de vinho.- Descasca as mandiocas que eu cuido dos pontos.
— Quando venho para casa normalmente era Freya que cuidava disso.- Disse.
— Se não ficar bom, ela arruma para você.- Desfiz todos os pontos que tinha ali que estava bem mal feitos e joguei vinho nas feridas.
— Ai!- Quase larguei a faca.
— Vai ter que aguentar.- Disse.
— Estou acostumado.- Disse.
— Ok.- Comecei a fazer os pontos.
As mãos leves dela eram as mesmas para curativos e a olhar, aquela onda de cabelos ruivos me distraia.- Confessa, está gostando de fazer isso. Ainda mais que sabe que dói.
— Ao contrário do que você acha, não gosto de ver pessoas agonizando.- Disse.
— Nem a besta com quem se casou?- Perguntei.
— Nem você.- Disse.
— Generoso de sua parte. Deve ser isso, além da sua beleza, que me atraiu a você.- Disse.
— Sei.- Disse.
— O que não acredita?- Perguntei.
— Nada.- Terminei os pontos e comecei a passar uma pomada que já tinha pronta nos machucados para cicatrizar.
— Você é boa nisso.- Disse.
— Obrigada.- Depois de terminar, me levantei e fui lavar as frutas, verduras e limpar a carne.
— Eu tenho que perguntar; nada de criança?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Você... Nossa criança.- Disse.
— Ah, não que eu saiba ainda.- Disse.
— Ah sim, tudo bem. É cedo ainda, não?- Perguntei.
— Acho que sim.- Disse.
Terminei o que ela tinha pedido.- Precisa de mais o que?
— Acho que nada.- Disse.
— Então vou descansar um pouco, foi uma longa viagem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Me chame quando o almoço tiver pronto.- Disse e fui me deitar.
*****
Eu não pensei muito em casamentos, nem sendo com uma mulher que amasse, acho que nem nunca me apaixonei. Minha cabeça sempre foi voltada para a tribo, ser o melhor no que eu era e isso fazia com que eu deixasse os sentimentos do lado de fora. Mas agora tenho uma mulher e nossas relações frias já não me satisfazem como no começo, e isso não era algo que eu aceitaria. Conversando uma dia com a minha mãe ela me aconselhou a ser um marido melhor, que no futuro isso seria bom para meus filhos, Elijah me disse para ser melhor com ela que eu a tratava quase como um pedaço de carne que servia para eu trepar. Não, eu não era ruim assim, era? Passei a observar e de repente ser mais suave com ela não era difícil, observar o que ela gostava para trazer para casa era simples, a levar para se banhar no rio mais fácil do que pensei. Em uma das noites, quando ela pediu para que não fodesse com ela cedi e acho que foi o primeiro sorriso de verdade que a vi dar em meses, e como gostei daquele sorriso. Ah, para. Estou ficando molenga. Tive que sair alguns dias e quando voltei vi um cara que eu não conhecia segurando a cesta que reconheci dela. Quem era aquele? Senti meu sangue ferver, mas segurei para não ser grosso com ela. Ele, bem, não era bem assim.- Que pensa que está fazendo?
— Klaus, oi. Hã... Esse é o Luke.- Disse.
— Vem comigo Jess.- A puxei para junto de mim.- Não sabe que ela é uma mulher casada?
— Ele só está me ajudando.- Disse.
— Sim, aqui está a sua cesta.- Ele disse.
Peguei da mão dele.- Se aproxime de novo da minha mulher e vai desejar não ter nascido.
— Obrigada pela ajuda Luke.- Disse.
— Quando precisar.- Ele disse.
Peguei minha espada.- Você não está me ouvindo não é?
— Klaus, para.- Disse.
— Eu não fiz nada. Talvez tantas batalhas mexeram com a sua cabeça. Tchau Jess.- Ele sorriu e saiu.
Suspirei e voltei para a casa.
— Eu disse para não andar sozinha, mas também que fosse com algum conhecido Jess.- Disse.
— Luke é conhecido.- Disse.
— Conhecido que não vá tentar a sorte pra cima de você.- Disse.
— Ele não quer nada comigo.- Disse.
— Não, imagina.- Disse.
— Não quer não. Não estou na minha melhor aparência ultimamente.- Disse.
— Como não? Se bem que estou te achando mais magra.- Disse.
— Bem, antes eu não fazia nada e estava sempre bem cuidada. Hoje eu faço tudo e não tenho tempo para outras coisas.- Disse.
— Mas não deixa de estar linda, isso me lembra que trouxe algo para você.- Disse.
— Não precisava.- Disse.
Peguei por dentro da minha roupa. Era um colar com uma pedra azul que parecia muito os olhos dela.
— Meu Deus, é lindo.- Sorri.- Obrigada.
— Lembrei dos seus olhos na hora.- Isso foi terrível, pareço um bobão.
Sorri e o beijei na bochecha.- Obrigada.
— Esse sorriso me recompensa. Como cheguei cedo, vamos ao rio?- Questionei.
— Vamos.- Disse.
— Faça uma cesta, enquanto isso vou falar com Elijah e vamos.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sai e falei com meu irmão, passando as informações que eles precisavam, depois a peguei e saímos. Fui mais acima na beirada do rio, onde não iam nos incomodar.
— O dia tá bonito.- Disse.
— Sim, concordo.- Disse olhando para ela.
Sorri e tirei o vestido.
— E tá ficando melhor.- Disse.
— Você já me viu nua várias vezes e já viu muitas mulheres também.- Disse.
— Isso não quer dizer que eu não goste de te ver de novo e de novo.- Disse.
Ri.- Ok.- Com vestidos que uso em casa, não colocava roupa intima ou algo para segurar os seios, então entrei na água.
Eu que não ia ficar só a olhando. Tirei minha roupa também e me juntei a ela.
— No calor é bom tomar banho aqui.- Disse.
— Sim.- Mergulhei e me refresquei da viagem, mas voltei e me colei nela.
Sorri.- Ah, acho que eu estou começando a me entender com as suas irmãs. Elas são diferente do que estou acostumada, como minha amiga Sookie.- Só de falar de Sookie meu coração doía de saudades.
— Diferente como?- Perguntei.
— Bem, elas são mimadas. É diferente eu antes não fazer as coisas pesadas na minha casa como plantar e tal, mas outra coisa é não saber fazer. As vezes eu perco a paciência. Elas já me pediram ajuda para costurar um vestido.- Disse.
— Rebekah, não foi?- Tentei não rir.
— Sim.- Disse.
— Não sei o que vai ser dessa menina quando casar.- Disse.
— O marido dela vai ter que ser prendado.- Disse.
Ri.- Demais.
Apenas sorri.
Passei o braço em volta dela e a beijei. Poucos dias e eu já sentia uma falta enorme.
Retribui o beijo.
O beijo dela que começou tímido agora era mais confiante e muito gostoso. Eu me sentia diferente a beijando assim e sempre queria mais.
Acariciava a nuca dele.
Me colei mais nela, se era possível e deslizei a mão pelas suas costas por entre seu cabelo úmido e fazendo a linha da sua espinha.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
A peguei no colo e a levei de volta, fora da água e nos deitei onde ela tinha forrado.
— Você me pega com tanta facilidade.- Disse.
— Muitos exercícios.- Disse.
Ri.- Imagino.
Beijei pelo pescoço dela e desci pelo colo até chegar aos peitos.
Me arrepiei. Eu não sabia se estava pronta para isso, mas um dia teria que tentar.
Afastei as pernas dela e me coloquei ali. Sempre me excitei fácil, então tendo um corpo assim nas minhas mão era mais fácil ainda.
Envolvi minha perna na cintura dele e mantinha minhas mãos em seu cabelo e nuca porque as costas, abdômen e braços estavam machucados.
A penetrei e foi melhor do que as outras vezes. Senti como se ela me quisesse e isso era bom, muito mais gostoso que usando qualquer força.
Acariciava o rosto dele e minha outra mão acariciava sua nuca.
— Que saudade eu sentia de estar em você.- Disse no ouvido dela.
Sorri e acariciava seus cabelos. Ele não estava se comportando como um homem que não tem sua mulher a mais de dois meses e eu não sou burra; sei que ele teve ter tido outras mulheres, mas quem sou eu para julga-lo? Não posso fazer isso.
Minha mão desceu até sua perna e pegou na coxa dela. Como pude aguentar tanto tempo? Não sei, mas agora ela era minha de novo e iria compensar.
— Você precisa tomar cuidado com os seus machucados.- Disse.
— Eu estou bem.- Mentira, o prazer amenizava a dor, mas depois sabia que doeria o dobro.- Só preciso de você agora.
Beijei o rosto dele.- Tudo bem.
A beijei, aumentando o ritmo e deslizando minha mão por todo o seu corpo.
Retribui o beijo. Eu ainda não estava confortável ao ponto de sentir algo a mais nisso, mas já me sentia a vontade e queria ser dele, então estou avançando nisso.
Gemi entre o beijo e o prazer era muito maior com ela retribuindo assim. Eu queria a Jess, desejava loucamente e por isso sentir ela completamente assim era a melhor coisa que eu já senti.
Beijei o queixo, descendo para o maxilar dele. Como ele estava todo machucado, não podia acaricia-lo muito.
— Não precisa ter medo de me tocar Jess.- Disse.
— Se eu te tocar, pode se machucar. É até estranho não estar machucado... Ai.- Disse.
— Nunca vou estar machucado a ponto de não poder ter você.- Beijei ela suavemente.
Sorri e toquei seu rosto.- Eu só quero você bem.
Ouvir aquilo foi diferente e eu agora só queria ama-la e protege-la, fazer ela ter tudo o de melhor e feliz.- Eu também.
Sorri e rocei meu nariz na bochecha dele.
A fodia mais rápido e senti o prazer espalhando e aumentando por todo o meu corpo, mas para durar aquele momento alternei entra os momentos rápidos e lentos. Continuei assim mais um pouco até que senti o gozo chegar e que delicia de ápice. Jess era mesmo muito gostosa.
Beijava a bochecha dele.- Melhor?
— Demais.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Você é perfeita.- Disse.
— Que nada.- Disse.
Ri e me deitei ao lado dela.- Esse colar é perfeito em você.
Sorri.- Obrigada.
Toquei o colar e depois o rosto dela.
Sorri e beijei a palma da mão dele.
— Acho que precisamos de outro banho.- Disse.
— Sim, vamos.- Disse.
Tomamos banho e acabamos nos divertindo. Passamos o resto do dia ali e quando chegamos ela insistiu em cuidar dos meus machucados.
— Você se machuca tanto que não sei como ainda tem pele.- Sorri.
— Meu anjo, se visse as batalhas que entro veria que é o mínimo que me acontece.- Disse.
— Eu posso imaginar.- Disse.
Percebi que ela gostava quando eu a elogiava assim e passei a chama-la assim mais vezes.- E como foram esses dias?
— Foram como todos.- Disse.
— Torcendo que eu não voltasse.- Sorri, a provocando.
— Você sabe que não viveria mais sem você.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
Puxei seu rosto e a beijei.- Gosto disso. Eu também não.
Sorri.- Bem, segundo você, você não vai deixar outro homem me tocar nem quando você morrer, então tenho que aproveitar enquanto tenho um marido. Porque é bom se sentir segura.- Brinquei com ele.
— Comigo você sempre vai estar segura Jess.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Tirei as coisas da mão dela e a trouxe para o meu colo.
— Hey, eu tenho que cuidar de você.- Disse.
— Já tá cuidando.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- Você se anima rápido.
— Sim. Com você é muito fácil.- Disse.
— Sei que é só comigo... antes também devia ser.- Disse.
— Agora é muito mais.- Disse.
Sorri e o beijei.
A coloquei na cama. Só iria me satisfazer tendo ela de novo.
Envolvi minha perna na cintura dele e acariciava sua nuca.
Ela parecia ter finalmente tomado gosto e eu gostava da ideia de lhe dar mais atenção e carinho nesses momentos. A partir desse dia sempre que fodiamos era assim. É, eu não podia reclamar do prazer que sentia, acho que até ela está sentindo um pouco já. Ela queria muito ir na casa dos pais, mas eu não podia, tinha uma reunião com o Conselho dos guerreiros então pedi a Lucien para acompanhar ela. Ela partiu cedo, mas senti que deveria te ido com ela. A reunião acabou tarde e vi um tumulto. Cheguei junto. Era Lucien muito ferido e nenhum sinal da Jess. Na hora soube que havia algo errado.- Lucien, o que houve?- Cheguei nele.
— Ela foi sequestrada.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Ela foi sequestrada.- Ele disse.
Segurei ele pela camisa.- Jessica?!
— Sim.- Ele disse.
— Onde foram atacados?- Perguntei.
— Na floresta.- Ele disse.
— Merda Jess.- Corri e peguei meu cavalo.- Venham logo. Quem ousou tocar na minha mulher está com os minutos contados.- Meus homens e mais alguns me acompanharam. Segui a trilha de sangue de Lucien para achar o lugar do ataque e só pensava que se acontece alguma coisa com a Jess... Não, eu vou recupera-la antes de algo acontecer. Seguimos até achar claramente o lugar. Claramente pois havia dois homens mortos ali, Lucian havia lutado, a protegendo. Partimos pela trilha que os outros deixaram, deviam ser mais dois ou três. Pelos rastros eles diminuíam o passo enquanto nós aumentamos, tinha as vezes sangue pela trilha, não podia ser dela. Escutei um grito a frente, só podia ser ela. Sai na frente de todos e os vi, montando um acampamento e um deles bateu nela, a fazendo cair. Nem pensei em estratégia nenhuma, só atacar.
— Klaus! Você não pode ir assim.- Marcel disse.
— É a minha mulher Marcel, ninguém toca nela!- Avancei mais, entrando no acampamento deles é já puxando a espada.
Ele suspirou e seguiu junto, indo ajuda-lo.
Quando ataquei o primeiro em vez de dois ou três, apareceram mais cinco, isso não me importava. Olhei por entre eles e vi Jess; meu coração balançou. Ela estava um pouco machucada no rosto e com o olhar muito assustado, fora a expressão de dor.
Me sentei em um canto e rezando para que Klaus conseguisse.
— Quem de vocês fez aquilo.- Apontei com a espada.- Com a minha mulher.
— Sua? Não tô vendo nada de ninguém aqui, só uma gostosa boa para foder.- Um dos caras disse.
— Se é assim, acabamos com todos.- Parti para luta com eles que eram bons e eu não os reconhecia, deviam ser de terras distantes e passado pela fronteira. Tivemos um pouco de trabalho, mas acabamos com eles. Quando matei o ultimo larguei a espada e fui até a Jessica.- Meu amor.- Puxei ela para mim.
— Eu achei que ia morrer aqui.- Me abracei nele.
— Está tudo bem, já acabou.- Abracei ela mais forte.
Toquei o peito dele.- Você está machucado.
— Não importa. Vem, vou te levar para casa. Marcel, alguma coisa que diga de onde são?- Perguntei.
— Ainda não.- Marcel disse.
— Revire-os, vamos já embora daqui.- Disse.
— Ok.- Ele foi.
Olhei o rosto dela.- Temos que cuidar disso.
— Não tem pressa.- Disse.
Sorri e olhei ao redor, observando se não tinha mais nada de perigo ali quando um aperto dela me chamou atenção.- O que foi?
O olhei.- Eu acho...- Suspirei.- Eu acho que eu estava grávida.
— Acha?- Sorri, mas logo o tirando do rosto.- Estava?
— Eu acabei de perder.- Disse.
— Você tem certeza?- Perguntei.
Suspirei.- Eu sinto muito.
— Esses porcos nojentos levaram a vida do meu filho?- Olhei ela e depois eles, sentindo uma fúria misturada com uma tristeza por algo que eu nem sabia.
— Eu espero ainda ser capaz de te dar um filho agora que meu ventre está manchado.- Disse.
— Não se preocupe anjo, tenho certeza que sim.- Disse.
Assenti.- Ok.
— Vem, vamos embora daqui.- Disse me levantando e a pegando no colo.
— Eu estou bem para andar.- Disse.
— Já fiz o bastante não vindo com você e não chegando rápido o suficiente.- Disse.
— Você não é adivinha.- Disse.
— Deveria ter lhe protegido.- Marcel tinha trago o cavalo e a botei, depois subindo também.
— Não precisa se culpar.- Disse.
— É meu dever anjo.- Disse e tomamos o caminho de volta para casa. Quando chegamos, já a noite, tranquilizamos todos e soube que Lucien estava sendo cuidado e depois fomos para casa.
— Vou tomar um banho.- Disse.
— Quer que eu vá com você?- Perguntei.
— Não precisa. Já volto.- Preparei um banho e tirei a roupa que usava. Estava toda suja de sangue e suspirei. Eu não sentia vontade de chorar. Isso é errado, certo? Mas eu não criei um vinculo, não esperava por ele... Ai... eu sou uma pessoa horrível. Que tipo de mãe eu vou ser? Com isso com certeza não serei capaz de ter outro filho. Tomei um banho, me limpando de todo o sangue e depois sai, me secando e colocando uma camisola. Voltei ao quarto.
Bebia um pouco de vinho, mas isso não diminuía a minha raiva comigo mesmo. Se eu tivesse ido como ela pediu isso não teria acontecido.
— Quer que eu te faça o jantar?- Perguntei.
— Não, não estou com fome. Você não deveria deitar e descansar?- Questionei.
— Já estou indo.- Fui para a cama e me deitei.
— Vou tomar banho.- Fui para o banheiro e suspirei. Passar por isso não era algo que eu esperava. Tomei o banho rápido e sai só com uma calça. Peguei a caixinha de curativo.- Deixa eu ver isso Jess.
— Ver o que?- Perguntei.
— Seu rosto.- Disse.
— É só um arranhão, não precisa de curativo.- Disse.
Ia insistir, mas desisti e botei as coisas de lado.
— Vai deitar?- Perguntei.
— Vou.- Mesmo irritado, não iria mais descontar nela minhas faltas, mas também ela não parecia querer ou precisar do consolo que imaginei, então estava sem saber o que fazer.
Eu ia ficar junto dele, mas ele estava estranho, então fiquei no meu canto.- Boa noite então.- Me virei para dormir.
Me deitei, mas não conseguia dormir.- Jess.
— Sim?- Perguntei.
— Sinto muito.- Disse.
— Pelo que?- Perguntei.
— Por hoje. Eu devia estar com você.- Disse.
— Você não tem culpa.- Disse.
— Tenho. Que tipo de guerreiro eu sou que nem consegue proteger sua mulher e seu filho?- Questionei.
— Klaus, você nem sabia que isso ia acontecer.- Disse.
— Não é saber, é estar lá para que caso aconteça.- Disse.
— Klaus...- Suspirei. Eu não sabia o que dizer para ele, nada do eu falo faz efeito.- Eu estou bem e me desculpe pelo bebê, eu devia saber que estava grávida e nem ter saído de casa. A culpa é minha.
— Não meu amor, não é.- A puxei para mim, beijando seus cabelos.
— Você sabe que é. Eu que carregava ele, não você.- Disse.
— E eu sei que faria qualquer coisa para protege-lo se pudesse, eu não te culpo.- Disse.
Não tinha sido convincente, mas não estava afim de continuar nesse assunto.- Ok.
Beijei ela.- Fiquei louco achando que poderia perder você.
— Desculpe por preocupar você.- Disse.
— Eu sempre me preocupo.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
Como antes ela disse que estava bem, então a beijei para valer.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
Sorri.- É, não é tão difícil dizer isso.
Sorri e me acomodei no peito dele. Me sentia culpada por não chorar pela perda do bebê... Mas era tão errado? Eu nunca soube dele, não tinha criado a ligação, eu... Eu sou horrível mesmo.- Como vamos colocar o nome do nosso primeiro filho que acabou por morrer?
— Não sei, não sabíamos o que viria a ser.- Disse.
— Pode ser um nome que dá para os dois... Tipo Jesse.- Disse.
— Eu gosto desse.- Disse.
Sorri.- Ok. Eu sinto falta do Jesse... Ele parece mais real agora.
— Não parecia antes?- Perguntei.
— Não muito.- Disse.
— Percebi. Achei que teria que lidar com toneladas de lágrimas como as vezes vejo por aqui, mas você foi diferente.- Disse.
— Ah, desculpe te desapontar.- Me senti envergonhada por isso.- Hã... Eu vou dormir. Estou cansada. Boa noite.
— Jess, eu estou orgulhoso de você, de como enfrenta as coisas e de como é corajosa.- Disse.
— Hmm... Ok. Obrigada.- Disse.
— Não poderia ter uma esposa melhor.- Disse.
Sorri e o beijei.- Eu te amo tanto. Você é o melhor homem que eu conheço, junto com meu pai. Claro.
— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Você me odiava no começo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem, eu mereço isso.- Disse.
— Antes sim.- Disse.
— Você é a primeira que me apaixono assim.- Disse.
Sorri.- Você também é meu primeiro.
— Então é isso? Nós somos os primeiros amores um do outro? Não imaginei que fosse assim, mas é tão bom.- Disse.
Sorri e acariciava seu peito.- Eu concordo.
— Está mais calma? Mais cedo você estava tão assustada ainda.- Disse.
— Bem, não muito, mas eu me sinto segura com você. Seus músculos me acalmam.- Brinquei com ele.
— Então vai ficar assim a noite toda, protegida por eles.- Disse apertando ela.
Sorri e me acomodei nos braços dele.
Abracei mais ela e prometi a mim mesmo que cuidaria mais dela, e que logo teríamos outro bebê. Cuidei mais dela nos dias seguintes e aos poucos voltamos a nossa rotina. Lucien melhorou e apesar de tudo, agradeci a ele a forma que tinha protegido ela. Os Strix voltaram a avançar e dessa vez convocamos todos sob nosso domínio; acabaríamos com eles de uma vez. Nesse tempo de preparação a Jess ficou grávida de novo e a oportunidade de atacar nossos inimigos surgiu, só que era na reta final da gravidez dela. Eu tinha que partir, mas não me agradava deixa-la.— Sinto muito Jess, eu queria estar aqui com você, mas não sei quanto tempo vou demorar.
— Está tudo bem.- Beijei ele.- Vou ficar te esperando.
Beijei a testa dela.- Se eu não conseguir chegar a tempo, você consegue, você é forte o suficiente para trazer nosso filho ao mundo.- Toquei a barriga enorme dela.
— É, pode ser... E você se cuida.- Disse.
— Se ocorrer de eu não voltar diga a ele que eu o amava.- Disse.
O abracei.- Você vai voltar.
— Eu te amo Jess.- Disse.
Sequei as lágrimas e o beijei.- Eu também te amo.
— Não chora meu anjo que assim eu não te solto.- Disse.
— O bebê não vai gostar se não o fizer.- Disse.
Ri e escutei o barulho lá fora.- Eu tenho que ir.
Assenti e lhe dei outro beijo.- Vá e se cuide. Eu te amo.
Sorri e saímos, passando na casa dos meus pais. Da nossa casa Kol e Finn ficariam, assim como ficariam homens por todo território afim de proteger as famílias.- Mãe, deixo ela com você.
— Farei o meu possível, prometo.- Ela disse.
— Kol...- Comecei.
— Eu sei, vou cuidar bem dela.- Kol disse.
— Nik, pai, Elijah... Vocês vão voltar, não é?- Henrik perguntou.
— É o que pretendemos.- Mikael disse.
— Ajude seus irmãos a cuidar de todos e das meninas, tudo bem?- Questionei.
— Tudo.- Henrik disse.
Ela sorriu.- Eu amo vocês. Se cuidem.
Sorrimos e depois de nos despedir saímos. Dias se passaram até chegar a fronteira onde seria a batalha e suspirei, a quantidade de homens que tínhamos seria páreo, mas mesmo assim não era garantia de vitória. Eles começaram a nos atacar na noite seguinte e a guerra começou para valer. Havia perda de ambos os lados e eu liderava o máximo possível os nossos homens, mas uma coisa me chamou atenção, a roupa de um grupo deles era a roupa que os que atacaram Jess; aqueles nojentos eram responsáveis por aquilo. Descobrir isso me deu animo novo para a luta e vi que todos faziam o mesmo; hoje aquilo acabaria.
Vários dias se passaram e no meio deles Katerina nasceu, uma linda menina. Sorri ao olhar ela no meu colo. Ela era tão doce, meiga e delicada. Bem diferente de mim, no caso... Pelo menos é o que as pessoas dizem que não sou. Eu estava me dando bem com a família de Klaus, mas ainda tinha um vazio de ver a minha muito pouco... Eles vinham quando podiam. Eu queria que Klaus tivesse visto nossa filha nascer e ela é tão igual a ele... É tão linda. Passou mais alguns dias até que ouvi os boatos que eles estavam chegando.
Eu ouvia a comemoração de longe e pelo menos eu os veria novamente. Suspirei e só isso fez a dor ser mais intensa. Vi Elijah conversar com Kol e Finn, depois ele veio até mim. Não demorou e saiu. Busquei algum sinal de Jess, mas não consegui.
Kol entrou na casa.- Jess.
— Sim?- Perguntei.
— É o Klaus, ele tá mal.- Ele disse.
— O que?- Peguei Katerina no colo.- Onde ele está?
— Estão trazendo ele para cá.- Ele disse.
Assenti.- Ok.- Não demorou muito a um monte de homens chegarem com Klaus e leva-lo para cama.- Klaus...
— Meu anjo.- Disse.
— O que aconteceu?- Perguntei.
— Esse teimoso foi tentar resolver as coisas sozinho.- Kol disse.
Tomei fôlego.- Mas consegui.
Me sentei com o bebê.- Você está mesmo bem?
— Vou.- Inspirei.- Vou ficar.
— Está sério.- Tristan disse.
— O que ele tem? O que posso fazer?- Questionei.
— Ele foi atingido no peito e na perna. Perdeu muito sangue.- Lucien disse.
— Ok.- Coloquei Kat no berço e beijei sua testa.- Vou procurar algumas ervas amor.- Beijei ele.- Fiquem com ele um pouco.- Sai.
Ela saiu e diferente do que disse, eu não me sentia nada bem. Freya e minha mãe haviam chegado e começaram a limpar as feridas. Claro que doía, acho que falaram que estava infeccionados. Percebi o berço perto da cama, via só o contorno do bebê, meu filho.
Voltei com as ervas e vi dona Esther e Freya. Claro que elas viriam. Eu não devia me sentir assim, mas eu queria poder cuidar do meu marido sozinha. Fazer o que.- Hey, as ervas estão aqui. Não sei se são boas.
— Elas são ótimas. Fomos limpando para conter a infecção.- Freya disse.
Assenti.- Tudo bem. Eu vou fazer um chá.
— Jess, o bebê.- Falei com certa dificuldade, eu tinha sido acertado por uma flecha no peito e um corte profundo na coxa.
— Não se esforce amor.- Peguei Kat e coloquei ela do lado dele na cama.- Kat, esse é seu pai meu amor.
— Ela é linda.- Disse.
— Demais.- Disse.
— Errei.- Suspirei.- Achando que era menino.
Beijei ele.- Vamos ter um menino ainda.
— Klaus, vamos ter que desinfetar. Jess, vou precisar da sua ajuda.- Freya disse.
— Ok.- Fui ajuda-las.
— Isso vai doer.- Ela disse.
Ela mal terminou de dizer e começou a passar um preparado que fez doer cada parte do meu corpo além das feridas.
— Querido, calme.- Esther disse.
— Tira isso Freya!- Exclamei.
— Estou fazendo o mais rápido possível, mas tenho que desinfetar bem.- Ela disse.
— Sim, calme querido. Precisamos fazer.- Esther disse.
— Jess...- Disse.
— Sim?- Perguntei.
Consegui tatear até achar a mão dela e peguei. Senti a dor no peito aliviar e vir muito pior na perna. Não tive como me segurar em gritar. Aquilo estava tirando o resto das minhas forças.
Beijei a cabeça dele, segurando as lágrimas. Tinha que ser forte por ele.
Respirei com dificuldade até que a dor foi cessando.
— Klaus?- Ela tocou o rosto dele e suspirou.- Acho que é melhor assim.
— É melhor ele dormir.- Esther disse.
— Sim. Mãe, acalme a Katerina enquanto a Jess me ajuda.- Freya disse.
— Ok.- Ela pegou a neta.
Terminamos de limpar, depois dando pontos e passando uma pasta de ervas para baixar a febre e conter a infecção.
— Você é ótima nisso.- Ela disse.
— Não muito.- Disse.
— Eu ficaria feliz com a sua ajuda quando pudesse.- Ela disse.
— Minha ajuda?- Perguntei.
— Sim. Você sabe que eu e a mamãe cuidamos dos doentes daqui a medida do possível. Ajuda é sempre bem vinda.- Ela disse.
— Acho que vai ser complicado com a bebê.- Disse.
— Bem, você pode ir aprendendo mais ervas. E quando ela for maior você pensa. Vou adorar ter você. Não é mãe?- Ela questionou.
— Claro.- Esther disse.
— É só você dizer quando que vou te passando as coisas.- Ela disse.
Sorri.- Ok.
— Pronto, terminei. Vou preparar um chá para dar a ele caso acorde. Você quer ajuda para passar a noite?- Ela perguntou.
— Talvez vocês devam ficar com ele e eu ficar em outra tenda com a Kat porque ela pode fazer alguma bagunça e acorda-lo e precisa de espaço na cama.- Disse.
— Amor, ele não soltou a sua mão em nenhum momento até ficar desacordado, tenho certeza que é você que ele quer aqui. Fora que aqui é a sua casa.- Ela disse.
— Não estou dizendo isso, mas tenho uma filha para cuidar e ela é bebê, não sabe quando incomoda e doentes não tem paciência com bebês. Sua mãe vai entender o que digo. Quando temos filhos, eles tem que vir em primeiro lugar. Ela mama, tem cólicas e não dorme sozinha.- Disse.
— Ah, tudo bem.- Ela deu um meio sorriso.
— Mas eu fico, tudo bem.- Disse.
— Não, pode ir. Fica lá em casa que quando ele acordar te chamo.- Ela disse.
— Não, eu fico aqui. Eu tento arrumar tudo. Podem ir descansar.- Disse.
— Tem certeza?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Vou preparar o chá e fazer algo para você comer, tem que se alimentar bem.- Ela disse.
— Eu estou bem, não precisa.- Disse.
Me mexi e senti a cama macia debaixo de mim. Parecia que eu tinha levado uma surra, mas a dor não era tão intensa quanto antes. Olhei ao redor e vi Jess sentada numa cadeira distraída amamentando nossa bebê.- Jess.
— Hey.- Me levantei, indo até ele.
Tentei mexer, mas não foi uma boa ideia.- O que houve? Lembro de ainda ser noite.
— Você dormiu.- Disse.
— Apaguei então.- Percebi a bandagem no meu peito e na minha perna. Elas fizeram um bom trabalho.
— Quer alguma coisa? Posso chamar sua mãe e sua irmã se quiser.- Disse.
— Água.- Disse.
Segurei Kat com um braço e peguei um copo de água, levando para ele.
Peguei e tomei.- Deixaram você sozinha comigo e com ela?
— Eu disse que tudo bem.- Disse.
Me ajeitei um pouco na cama.- Vem cá.
Fui até ele.
A beijei de leve.- Achei que não ia te ver nunca mais.
Sorri.- Você é forte.
— Dessa vez passou perto, mais do que eu gostaria.- Disse.
— Você está bem, é o que importa.- Disse.
Olhei o pequeno bebê no colo dela, mal me lembrava da imagem dela ontem.- Oi minha pequena, hoje estou mais apresentável para você.
Sorri.- Seu pai é lindo sempre meu amor, não leve a sério o que ele diz.
— Ela é muito linda Jess. Quanto tempo que ela nasceu?- Perguntei.
— Hoje faz dez dias.- Disse.
— Já?- Sorri e me ajeitei mais.- Me dá ela.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Bota desse lado.- Indiquei o lugar afastado da bandagem.
Coloquei ela ali.
— É tão pequena.- Sorri.- Eu vou ficar louco quando ela for adulta.
— Ainda falta muito.- Sorri.- Consegue ficar com ela enquanto pego seu chá e faço o almoço?
— Você dormiu um pouco?- Perguntei.
— Não estava com sono.- Me levantei, indo para a cozinha. Quer dizer, era tudo um único ambiente, só a parte do banho era outro.
— Mas você precisa descansar e se alimentar bem também anjo.- Disse.
— Eu estou bem.- Disse.
— Esqueço que tenho a mulher mais forte que já conheci ao meu lado.- Disse.
— Talvez.- Levei o chá para ele.
— Sabe se chegou todo mundo bem?- Perguntei.
— Sim, todos bem.- Disse.
— E com os líderes dos Strix derrotados, vamos ter um pouco de paz.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Eu fiquei olhando Katerina enquanto Jess fazia suas coisas e agradecia por ter podido voltar e agora sentir a sensação deliciosa da minha filha nos meus braços. Jess a amamentou novamente e depois disso ela dormiu. Consegui comer um pouco e Jess veio ficar deitada um pouco comigo.- Está com sono não é?
— Não.- Disse.
— Te dei um susto e tanto não é?- Questionei.
— Um bem grande... Acho que ainda estou anestesiada.- Disse.
— Mas nem pareceu. Parece tranquila como se eu estivesse levado arranhão.- Disse.
— Ah, desculpe por passar essa impressão então.- Disse.
— Desculpas? Só os melhores conseguem manter a calma em um momento de risco e você fez muito bem. Se fosse homem seria um soldado perfeito.- Disse.
— Nossa, sou uma péssima mulher então. Vou ter que mudar isso então.- Disse.
— Por que? Estou te elogiando.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Não sou bom mesmo em elogiar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora o que eu mais quero é ficar com você e a Kat.- Disse.
Sorri e o beijei.- E nós com você.
— É, acho que vou aproveitar esse momento cuidados.- Disse.
Sorri.- Aproveite mesmo.
Sorri e descansamos o quanto nossa filha deixou. A minha recuperação foi boa e levei muita reclamação por sair da cama antes do que deveria, mas dentro de um mês estava totalmente recuperado. Como eu imaginava sem os lideres os Strix sumiram, então agora era só cuidar dos problemas internos que era uma tarefa bem mais simples. Os meses passaram e minha filha ia fazer logo um ano e não sabia dizer a maravilha que era essa coisinha na minha vida. O dia estava quente então as levei para se refrescar no rio.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Tirava o vestido de Kat.- O dia tá lindo.
— Sim e o bom que o rio está calmo. Podemos aproveitar bem.- Espalhava o lençol que ela tinha trago.
Sorri.- Sim.
— Mama.- Ela apontou o rio.
— Já vamos entrar amor.- Disse.
— Já quer ir para a água princesa?- Perguntei.
— É.- Ela sorriu.
Ri.- Ela ama uma água.
— Demais.- Disse.
Sorri e entramos no rio.
Peguei Kat e brinquei com ela na água, ela realmente adorava. Ficava rindo o tempo todo.- Haja fôlego.
— Você tem muito.- Disse.
— Parece que aumentou depois de uma certa ruiva.- Disse.
Sorri e o beijei.- Só você mesmo.
— Mas é sério Jess, você anda com um desejo louco.- Sorri.- E eu amo isso.
Sorri.- Então não reclame. Porque eu posso ser boazinha, como posso ser má. Pelo menos meu “desejo” não aparece nas minhas roupas.- Provoquei ele.
— Efeito total seu.- Molhei a Kat.- E ser má é?
— Sim.- Disse.
— Fiquei curioso.- Disse.
— Quem diria que você ficaria curioso em não me ter.- Disse.
— Não? Essa parte você não disse.- Disse.
— Foi o que quis dizer em ser má.- Disse.
— Não, nada de ficar longe de você mocinha.- Disse.
— Na, na.- Ela disse.
— Viu? Ela concorda.- Disse.
Ri e beijei a barriga de Kat.- Ela é tão linda.
— Sim e esses cachos avermelhados com a pele branquinha assim, dá vontade de morder.- Fiz cosquinha nela que riu.
Sorri.- Espero que ninguém venha aqui. Seria estranho. A água não está tão funda.
— Ai eu vou ter que entrar numa briga feia pela honra das minha mulheres.- Disse.
Ri e o beijei.- Você é fofo.
— Fofo? Não deixe meus homens ouvirem isso.- Sentei numa pedra e deixei Kat brincar com a água sentada na minha perna. Era visível a cicatriz ali e no meu peito, me fazendo sempre lembrar daquela angustia.
Fiquei na frente dele e toquei seu peito.- Você é feroz onde tem que ser; no campo de batalha e é forte... E não me sinto segura com ninguém como me sinto com você. Eu sou forte porque eu sei que você me protege sempre.
Beijei ela.- Para sempre e pensar que já fui feroz com você.- Fiz ela sentar na minha outra perna.
— Você ainda é, mas é sexy.- Sorri.
— As vezes penso e fico grato da hora que Elijah chegou e me impediu de te ter naquele dia. Acho que não estaríamos aqui, nem com essa coisa linda.- Disse.
Beijei o cabelo dele.- Eu fui feita para você. Encontraríamos nosso caminho de qualquer jeito.
— Feita para mim, gosto muito disso.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Beijei ela e depois de brincar um pouco mais na água, saímos. Depois de comer estava com Jess no colo e a beijava enquanto Kat brincava junto da gente.
Parei o beijo e sorri, olhando Kat.
— Ela tá levantando sozinha de novo?- Sorri e me sentei melhor.- Vem princesa.
Sorri.- Parece que sim.
— Vem.- Chamei, depois a Jess a chamou também e ela acabou dando uns passinhos, os primeiros, até nós.
Sorri.- Que linda.
— Parabéns minha linda.- Agarrei ela, a fazendo rir.
— Mama.- Ela ria.
Sorri.- O que foi?- Beijei o rostinho dela.
— Inda.- Ela disse.
— Ah, papai você não fala né?- Perguntei.
Ri.- Sim, você é linda amor.
— Fala papai também.- Disse.
Ela riu.
— Desisto.- Disse.
— Paciência amor.- Disse.
— Isso é injusto.- Disse.
— Papa.- Ela disse.
Sorri.- Viu?
— Kat!- Sorri, a beijando. Não achava que seria assim, mas é incrível a sensação.- Eu amo você, amo as duas.
Sorri e beijei ele nos cabelos.- Também amamos você.
Sorri e ficamos ali, brincando e ajudando nossa filha a dar mais passos. Eu tinha uma família e ela era linda. Com elas eu não me importava de ser bom, cuidadoso, amoroso... Isso não muda o que sou lá fora, mas com elas sou um homem muito melhor, um que não precisa de sexo e sangue nas mãos para ser feliz, para isso basta olha-las.
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