Liberty- One Shots
109 Capítulo 110- Sam & Hanna.
Notas iniciais

POV Sam.
Estava observando uns mapas e lendo relatórios do sul do meu país, preparando o tratado que o Rei John pediu. Rei. Suspirei. Seria muito fácil se fosse apenas isso, se o Rei John não fosse meu pai e eu Sam o próximo a subir ao trono. Meu pai era um bom pai, mas devido a sua saúde, eu estou mais perto de ter que assumir e ele não confia em mim. Ele disse que para eu me acostumar logo, arrumou meu casamento. Isso mesmo, eu nem vou poder escolher com quem casar. Terminava o tratado e andei pelo castelo, encontrando meu irmão.- Dean.
— Sammy.- Ele disse.
— Sabe se o papai já voltou?- Perguntei.
— Sim, estamos indo recebe-lo.- Ele disse.
— Ele já te contou?- Perguntei.
— O que?- Ele perguntou.
— Ele vai escolher minha noiva.- Disse.
— Oh, isso. Ele disse e espero que ele tenha bom gosto.- Ele falou.
— Não é questão de gosto e sim eu nem saber com quem vou ter que passar a minha vida, quem vai ser minha mulher.- Disse.
— Pelo menos você não se importa com a aparência então.- Ele disse.
— Porque eu tento conversar com você.- Suspirei. Dean era meu irmão mais novo, mas era um soldado perfeito e meu pai nunca escondeu que preferiria que fosse ele que fosse assumir.
— Sammy, você sempre pode ter uma amante, não esquente.- Ele disse.
— Dean, não vou ter uma esposa para trai-la.- Disse.
— Ok então.- Ele disse.
Acompanhei ele até o salão de entrada e não demorou até meu pai chegar.
— Oi pai.- Ele cumprimentou.
— Dean.- Ele o abraçou.- Correu tudo bem?
— Sim, tudo calmo.- Dean disse.
— Ótimo.- Ele disse.
— Olá pai.- Disse.
— Melhor entrarmos.- Dean disse.
— Olá Sam e vamos sim. Sam, vou conversar com você sobre sua noiva.- Ele disse.
— Já decidiu?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— E quem é?- Perguntei.
— A princesa Hanna da Espanha.- Ele disse.
— Não conheço.- Dean disse.
— Ainda bem Dean. Não queríamos o risco de você já a ter tocado, não é?- Ele questionou.
— Bem, se ela é boa e decente mesmo, não teria caído nas minhas mãos.- Dean disse.
— Boa ela é, demais.- Ele sorriu.
— Isso quer dizer o que?- Perguntei.
— Que ela é gostosa.- Dean disse.
— Francamente Samuel, desse jeito parece que você é um garotinho inocente e não um homem experiente.- Ele disse.
— Eu tenho muitas experiências.- Disse.
Dean riu.- Com quantas mulheres você transou essa semana?
— Essa semana? Eu estava ocupado.- Disse.
— Sam, espero que essa falta de prática não atrapalhe a linhagem de herdeiros.- Ele disse.
— Sammy, você não é...- Dean disse.
— Virgem?- Perguntei.
— Gay.- Dean disse.
— O que?! Não!- Exclamei.
— Menos mal.- Dean disse.
— É isso que pensam de mim?- Perguntei.
— Sam, seu comportamento não é muito normal para sua idade.- Ele disse.
— As pessoas comentam.- Dean disse.
— Sobre mim?- Perguntei.
— Sim.- Dean disse.
— Porque acha que me preocupo?- Ele perguntou.
— Vocês não estão falando sério, né? Só porque não saio me enfiando em qualquer buraco como você Dean?- Questionei.
— Nem um país vai querer um rei que tenha pessoas falando que é gay ou virgem, Sammy. Você sabe que te amo e falo para o seu bem.- Dean disse.
— Exatamente por isso, até seu casamento, vai mudar essa opnião. Dean, você pode resolver isso?- Ele perguntou.
— Resolver? Eu não sou um problema para você pedir que resolvam.- Disse controlando a minha raiva.
— Pai...- Dean suspirou.- Eu vou falar com o Sam, mas não posso força-lo também.
— Não precisa interceder por mim Dean.- Disse seco.- O tratado que pediu está pronto e na sua sala de reunião.- Disse e sai.
Fui para o estabulo e peguei meu cavalo, saindo para cavalgar, isso me acalmava. Eu estava cansado e irritado dessa pressão, desconfiança e ironia vindo da minha família tão descaradamente; eu passaria de bom grado a coroa para o Dean se pudesse. Pensei nessa minha noiva, que ela seja alguém que me ajude e não que me atrapalhe mais. Voltei para casa a noitinha e dei inicio a melhorar a minha reputação, já que era mais uma coisa que minha posição pedia. Semanas se passaram e os preparativos para o casamento estavam a todo vapor e hoje a minha noiva chegaria. Me arrumei para recebe-la e desci, encontrando minha mãe.- Mãe.
Ela sorriu.- Sam.
A abracei. Ela era a única pessoa que podia relaxar um pouco ao lado.- Está linda.
— E você também.- Ela disse.
— Duvido, estou só apresentável.- Disse.
— Está lindo.- Ela disse.
— Se a senhora insisti...- Dei um meio sorriso.
Ela apenas sorriu.
Fomos para fora. O tempo estava agradável e esperávamos Hanna e sua comitiva chegar.
POV Misto. (Sam e Hanna.)
Não demoramos a chegar na França e o dia estava quente aqui. Respirei fundo e suspirei pesadamente antes de descer a carruagem. Olhei em volta e todos estavam ali.
— Preparada Hanna?- Emily perguntou.
Suspirei.- Tenho que estar.
Emily apertou a mão da princesa.- Vai dar tudo certo.
Assenti.- Eu sei.
— Se for um daqueles você está bem Hanna.- Aria disse.
— Eu só quero o Caleb.- Disse.
— Sentimos muito por isso, ele é tão legal.- Emily disse.
Suspirei e segurei meu vestido para não arrastar no chão.- Vamos.- E andei na direção da família real.
Vieram algumas garotas e a que tomou a frente, uma loira, devia ser ela.
— Bem vindas a corte francesa, Princesa.- John sorriu.
Fiz uma reverência.- Majestade.
— Está mais linda ainda do que no dia que nos vimos em Madri.- John disse.
Sorri.- Gentileza sua.
— Deixa eu apresenta-la. Essa é minha esposa e rainha, Mary.- Ele disse.
— Prazer Hanna.- Mary disse.
— Igualmente.- Disse.
— Esse é meu filho mais novo Dean.- Ele disse.
Dean pegou a mão dela, beijando.- Seja bem vinda.
— E esse é seu noivo, Príncipe Sam.- John disse.
A olhei e ela era simplesmente linda. Peguei a mão dela e beijei.- Bem vinda Hanna.- Sorri.
Sorri.- Obrigada. Você é alto.
— E você baixinha.- Sorri e tomamos a entrar no castelo.- Fez boa viagem?
— Na medida do possível.- Disse.
— Eu imagino. Terá uma festa de boas vindas a noite, espero que seja do seu agrado.- Disse.
— Tenho certeza que sim.- Disse.
As apresentações acabaram e ela foi para o quarto.- Ela é linda.
— Com certeza.- Dean disse.
— E você reclamando.- John disse.
— Não era disso que reclamo.- Disse.
— Eu juro que podia sentir um aroma próprio daqueles peitos. São tão... chamativos.- Dean disse.
Ele riu.- Dean, você é mais tarado que eu na sua idade.
— Não sou tarado, sou homem.- Dean disse.
— Tenho certeza que todo reino sabe disso, mas vem de berço, você quase não deixou os seios da sua mãe.- Ele disse.
— Eu sei o que é bom.- Dean disse.
Suspirei.- Dean, você é chefe da segurança. Vamos, quero conferi-la antes da festa.
— Sam, você mudou nessas ultimas semanas.- Ele disse.
— Estou sendo o que o meu país precisa e deseja. Vamos Dean.- Disse.
— Vamos.- Dean disse.
Sai de lá e fui conferir o que precisava. Depois resolvi algumas questões pendentes e fui me arrumar para festa.
Um pouco antes da hora da festa, fui me arrumar e depois de pronta que foi uns minutos depois da festa começar, desci.
Estava conversando com alguns duques e condes quando vi a Hanna chegar; ela estava perfeita. Sorri e me aproximei dela.- Você está linda.
Sorri.- Obrigada.
— Gostou das acomodações? Se não podemos mudar.- Disse.
— Tá tudo perfeito, obrigada.- Disse.
Bebi do meu vinho e como Dean disse era difícil não reparar nos seios perfeitos dela, mas tinha impressão que o corpo por inteiro era assim.
— Boa noite.- Ele falou mais alto e todos se calaram.- Essa festa é de boas vindas e para apresentar a noiva de meu filho e sucessor. Deem boas vindas a princesa Hanna.- Todos aplaudiram.
Sorri.- Obrigada.
— Aproveitem a festa.- Ele disse bebendo do vinho.
Apresentei algumas pessoas a ela e depois fomos dançar.- Posso fazer uma pergunta?
— Claro.- Disse.
— Você está feliz com a ideia do casamento?- Perguntei.
— Não posso te responder isso sem te conhecer.- Disse.
Sorri.- Então marque isso que quando estivermos acostumados um com o outro perguntarei de novo.
Sorri.- Ok.
— Acho melhor avisar as suas damas para terem cuidado com meu irmão.- Disse.
— Elas querem casar bem, não são idiotas.- Disse.
— Todas deveriam pensar assim.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Viu? Já pensamos igual em algo.- Disse.
Sorri.- Pois é.
Dançamos mais um pouco e depois ela ficou com minha mãe e as damas. Vi um dos meus amigos chegar.- Cas.
— Sam.- Ele disse.
— Achei que não vinha mais.- Disse.
— Você não queria esse casamento que não sabia se vinha ou não.- Ele disse.
— Bem, estou mudando de ideia.- Disse.
— Ah é? Só porque descobriu que as Espanholas são melhores que as Francesas?- Ele riu, olhando a princesa.
— Ela não parece tão ruim como eu imaginava; chata e mimada.- Disse.
— Hmm... Ok.- Ele disse.
— Sabe que não ia aguentar alguém fútil.- Disse.
— Eu sei.- Ele disse.
— Você e minha mãe, apenas.- Disse.
— Sua família te ama, não querem que seja infeliz.- Ele disse.
— Querem que eu seja quem não sou.- Disse.
— Não vou me meter nisso.- Ele disse.
— Você é meu melhor amigo Cas.- Disse.
— Mas não posso me meter.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— Você vai ser meu padrinho.- Disse.
Ele sorriu.- Vai ser um prazer.
— Espero que dê certo.- Disse.
— E vai.- Ele disse.
— Dean tem razão.- Disse.
— Sobre?- Ele perguntou.
— Os peitos dela.- Disse.
— O que?- Ele perguntou.
— Eles são perfeitos só de olhar.- Disse.
— Isso é verdade.- Ele disse.
— A noite de núpcias de repente ficou interessante.- Disse.
Ele riu.- Olha quem está assanhado hoje.
— Não é hoje. Só não fico contando para todos e não sou obcecado como vocês.- Disse.
— Ah sim.- Ele disse.
— E você?- Perguntei.
— O que?- Ele perguntou.
— Ainda ninguém?- Perguntei.
— Não.- Ele disse.
— Quero ver até quando.- Disse.
— Vamos ver.- Ele disse.
Ri.- As damas da Hanna são bonitas.
— São mesmo.- Ele disse.
— Você pode dar uma de Dean e ataca-las.- Disse.
Ele riu.- Elas não parecem o tipo que vão ceder antes de encontrarem o melhor casamento possível. Dean pode conseguir uma talvez.
— Dean casar? Até parece.- Disse.
Ele riu.- Pois é.
Observava a festa e foi até que divertida. Olhava Hanna com as amigas, acho que tinha dado sorte nessa situação. No outro dia da festa, a levei para caminhar a tarde.- O clima aqui é parecido com o da sua casa?
— Aqui é mais frio, lá na Espanha podia passar todos os dias no lago.- Disse.
— Nunca fui lá, parece um ótimo lugar.- Disse.
— E é.- Disse.
— Quero fazer o possível para se sentir em casa aqui.- Disse.
Sorri.- Eu sei e aprecio isso.
— Do que você gosta?- Perguntei.
— Hmm... Ler, comer, cozinhar, cavalgar e correr.- Disse.
— Ler e cavalgar? Eu adoro fazer essas coisas.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— E correr? Como consegue com esse vestido?- Questionei.
— Com certeza o vestido seria mais simples e leve... O resto fica para a sua imaginação.- Disse.
— Vou querer ver isso.- Disse sorrindo.
Sorri.- Vamos ver se vai ver...
— Quando sua família chega para o casamento?- Perguntei.
— Acho que daqui uns dias.- Disse.
— Está pronta?- Perguntei.
— Bem, depende de qual parte do casamento...- Corei um pouco.- Sempre se fica nervosa um pouco.
— Lamento que sua primeira experiência tenha que ser de certa forma publica. Não fico a vontade também.- Disse.
— Bem, você é grande, vai me cobrir toda praticamente. Nem irei aparecer.- Ri.
— Gosto da ideia.- A olhei.- Então conversaram com você?
— Sobre?- Perguntei.
— A relação homem e mulher.- Disse.
— Minha mãe.- Disse.
— Ah sim. Que bom, seria constrangedor ter que explicar assim.- Disse.
— Não precisa se preocupar comigo.- Disse.
— Você é minha noiva e em dias vai ser minha esposa, claro que me preocupo.- Disse.
— Bem, eu vou ser uma bom reprodutora, segundo minha babá. Ela disse que minhas ancas dizem isso, vai entender.- Disse.
— Ancas?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Nossa.- Disse.
Apenas sorri.
— Já que gosta de cavalgar, podemos o fazer um pouco e os cavalos ficam prontos rápido.- Disse.
— Pode ser.- Disse.
— Então vamos.- Segui com ela até os estábulos e admirei com ela a paisagem até que nos entregaram os cavalos. A ajudei a subir e saímos.
*****
Os dias passaram e logo o dia do casamento chegou. Estava com saudade do Caleb, mas não podia lutar contra isso. Todos do meu país chegaram ontem. Me arrumei com a ajuda das meninas e depois de respirar fundo várias vezes, desci para o casamento.
Estava na Igreja esperando a Hanna e sim, estava nervoso. De um lado estava os pais dela e com certeza alguns familiares. Podia ver meus pais, acho que finalmente ele está contente comigo. Dean e Cas comentando algo engraçado... Queria relaxar assim. A musica mudou e vi Hanna aparecer. Acho que nunca tinha visto uma mulher tão linda como ela agora.
Sorri e andei até o altar.
Ela vinha e raparei um cara chegando perto de onde ela passava, e alguém o puxou. Aquilo tinha sido estranho demais.
Tentei não dar importância para Caleb, o que era difícil. Segui o caminho e logo cheguei no altar.
Beijei a mão dela e a olhei, sorrindo.- Tudo bem?
— Sim e você?- Perguntei.
— Não achei que estaria tão feliz.- Disse.
Sorri.- Eu também estou.
Nós ajoelhamos e o Bispo começou a cerimônia. Seguimos os ritos e quase uma hora depois estava casado. Começamos a receber as felicitações e fomos para o salão, estava tudo muito bonito e com certeza tinha muita gente.
— Está cheio.- Disse.
— Acho que vieram convidados do continente inteiro.- Disse.
Ri.- Sim.
— Olha ali o pessoal da Dinamarca, dizem que ninguém é mais patriota que eles.- Disse.
— Não deve ser bom casar com um deles então.- Disse.
— Com certeza não. Ali é o pessoal da Germânia, até que hoje estão se enturmando.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Altezas, parabéns.- Ele fez uma reverência.
— Obrigado. Quem é você?- Perguntei.
— Caleb...- Comecei.
— Você o conhece?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu e a princesa crescemos juntos.- Caleb disse.
Eu o reconheci da entrada dela. Tinha alguma coisa ali.- Então fique a vontade, você é amigo da minha esposa.
— Podemos conversar amanha?- Perguntei a ele.
— Com certeza.- Ele sorriu, olhando para ela.
— Ok.- Disse.
— Está feliz com a mudança majestade?- Ele perguntou.
— Bem, vou sentir saudades da Espanha, mas a França é encantadora.- Disse.
— Fico feliz que esteja gostando, todos sentimos a sua partida. O castelo está quieto demais.- Ele disse.
— Eu posso imaginar.- Disse.
— Não, não pode.- Ele disse.
Mas o que? Ele achava que eu era cego é? Passei o braço por ela.- Se nos der licença temos outros convidados para cumprimentar.- Disse a levando.
Meu coração doía ao ver Caleb e ao mesmo tempo estou gostando do Sam... Suspirei. Isso é confuso.
— Quem é ele Hanna?- Perguntei.
— Um amigo.- Disse.
— Não é o que pareceu.- Disse.
— Mas é.- Disse.
Não era, mas não ia forçar ela a falar nada. Senti um peso no meu ombro e percebi Dean entre a gente.
— E ai.- Ele disse.
— Você está adorando a festa pelo que vi.- Disse.
— Claro.- Ele disse.
— Isso é bom. Quero ver quando for o seu.- Disse.
— Nunca.- Ele disse.
— Está vendo como é seu cunhado?- Perguntei.
Ri.- Pois é.
— Hanna, vamos dançar?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
A peguei pela mão e fomos até o centro, começando a dançar. Era tão gostosa a sensação de estar junto com ela assim.
Sorri.- Você é realmente alto.
— E cada vez mais gosto de perceber que você cabe nos meus braços assim.- Disse.
Sorri.- E forte. Não sei porque as mulheres falam tanto do seu irmão... Eu prefiro você, mesmo se você não fosse meu marido.
Sorri.- Essa é a primeira vez que ouço isso.
Me estiquei e depositei um beijo na bochecha dele.- Você será o meu rei um dia e de toda a França e Espanha, você sempre será o melhor para mim.
Fazendo parte da etiqueta ou não, a levantei um pouco e a beijei.
Esse era o nosso primeiro beijo e fui pega de surpresa, mas retribui.
Minha mão livre tocou seu rosto, descendo até o pescoço. Senti uma súbita vontade de a possuir logo e a fazer minha por inteiro.
Parei o beijo e sorri.- Estamos em publico.
— Eu sei.- Disse.
Sorri e toquei seu peito.- Você me parece mais feroz do que achei.
— Sou muito mais que pareço querida.- Disse.
Apenas sorri.
— E você é linda demais para eu me conter.- Disse.
Sorri.- Hoje você vai me ter, não fique ansioso demais. E duas vezes ainda.
— Duas?- Sorri. Não estava me importando de me deixar levar e me apaixonar por ela, ela era minha esposa e será bem mais fácil se a amar.
— Bem, tem a em publico e depois só nós dois.- Disse.
— Você parece mais animada que da última vez. Talvez já confie em mim.- Disse.
Sorri.- Vamos dançar.
Ri.- Vamos.- Me deixei levar e me divertir bastante no meu casamento, só me incomodava o tal cara que vivia rodeando a Hanna. Ela dançou com as amigas dela e depois a levaram para se preparar. Fiquei um pouco ainda no salão e depois fui para o quarto me trocar. Quando voltei já tinha um grupo lá.- Sério Dean; até você?
— Mas é claro.- Ele disse.
— Não se preocupe, vai chegar a hora dele também.- John disse.
— Como se a maioria de vocês não estivessem aqui para ver a noiva em uma camisola branca quase transparente.- Dean disse.
— Está até rolando uma aposta sobre ela.- John disse.
— Como é?- Perguntei.
— Aposta?- Ele perguntou.
— É algo antigo. Qual vai ser a cor dos mamilos dela.- John disse.
Ele riu.- Gostei. Acho que por ela ser branquinha, vai ser rosa.
— Eu apostei nisso também.- John disse.
— Espero estar certo, são mais sexys.- Ele disse.
— Vocês repararam que estão falando da minha mulher?- Perguntei.
— Sam, todos comentam sobre isso e depois com certeza vai ter que falar como foi, é normal.- John disse.
— Sammy, não esquente.- Ele disse.
— Falando assim até parece apaixonado.- John disse.
— Ela é minha responsabilidade, devo respeito à ela.- Disse.
— Sei.- Ele disse.
— Você puxou totalmente a sua mãe.- John disse.
— Pois é.- Ele disse.
Depois de tomar o banho, colocar a camisola separada e pentear os cabelos, fomos para o quarto que era para essas coisas. Era estranho, mas não estava nervosa. Chegamos no quarto.
Fui até ela e me juntei a ela. Além dos meus familiares, tinha dois representantes dos espanhóis, um da igreja e alguns lordes mais importantes. A levei para a cama e percebi o olhar ansioso deles, mas não estavam mais que eu.
Me acomodei na cama, tentando não pensar que meu pai estava ali. Isso é o mais estranho.
Tirei o roupão e entreabri as pernas dela, me colocando entre elas. Subi um pouco a camisola dela e ela tinhas pernas maravilhosas. Peguei ali enquanto a beijei.
Retribui o beijo e acariciava seu rosto. Não sabia se podíamos ser “nós mesmo”, mas como tínhamos que fazer isso pela primeira vez na frente de todos, acho que podemos.
Peguei nos peitos dela. Ah, agora sim e eles são tão macio e gostosos de pegar. Tinha percebido que a camisola dela era fina, então quem apostou deveria estar vendo sua resposta.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo. Acariciava seus cabelos e minha outra mão descia pelo seu abdômen.
Escutei algum comentário sobre os peitos dela, mas ignorei, tinha que me concentrar ali e esquecer os outros. Já estava excitado, então me coloquei na entrada dela.
Eu sabia que doeria um pouco, mas eu confiava em Sam.
Entrei nela de uma vez e senti ela ficar tensa. Merda, ela era tão apertada para mim, mas não queria ficar prolongando aquilo.- Você tá bem?- Perguntei no ouvido dela.
Assenti.- Sim.
Me movimentei dentro dela.- Vamos dar logo o show que eles querem?-Sussurrei, só ela poderia me ouvir.
Sorri.- Vamos.
A beijei e aumentei as estocadas. Sabia que além da consumação do casamento, a minha virilidade também estava sendo observada.
Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele. Pelo menos não éramos obrigadas a ficar nua na frente desse povo todo.
Sorri e beijei seu pescoço, investindo mais intensamente. Ela é muito gostosa, então não era difícil me deixar levar.
Me arrepiei e minha mão descia pelas suas costas.
Minha mão subiu até os peitos dela, pegando ali e acabei gemendo.
Desci meus lábios pelo pescoço dele enquanto acariciava suas costas.
Ela parecia bem, o que me tranquilizava já que alguma garotas não se sentiam bem na primeira vez, ainda mais no ritmo que eu estava.
Voltei a beija-lo e acariciava seus cabelos.
O prazer aumentava pelo meu corpo e imaginava se seria sempre assim com ela. Continuamos e trocávamos algumas caricias, até que eu cheguei ao ápice e pude descansar sobre ela.- Satisfeitos?- Perguntei sem sair de cima dela, a protegia mais assim.
John sorriu.- Com certeza, nossos reinos logo terão muitos herdeiros.
Me senti corar. Agora eu ficaria com vergonha de sair daqui.
Então se já se excitaram o suficiente, estamos indo para o nosso quarto.
Comecei a arrumar minha roupa para me levantar.
Coloquei meu roupão e depois de uma rápida conversa, peguei Hanna no colo e sai dali.
Sorri.- Não precisava me pegar no colo.
— Existem alguns lugares que se tem a tradição de carregar a noiva pela porta do quarto.- Disse.
Sorri.- Gostei disso então.
— Sim.- Cheguei ao nosso quarto, que estava todo decorado e a coloquei na cama.
— Quer que eu vá tomar um banho para você?- Perguntei.
— Depois.- Disse ficando junto dela.
Sorri e assenti.- Ok.
— Quero te dizer uma coisa.- Disse.
— Diga.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Eu não queria esse casamento quando meu pai falou comigo, achei que era injusto eu não poder escolher a mulher que viveria comigo, que teria meus filhos e reinar ao meu lado, mas se eu soubesse que era você teria ficado logo feliz. Adoro todo o tempo que tenho com você e vou fazer o meu melhor para a gente dar certo. Na verdade, acho que já está dando.- Disse e minha mão desceu pelo pescoço ela.
Sorri e beijei a palma da mão dele.- Tá tudo bem e estamos dando certo sim.
— Agora vamos continuar nossa noite.- Disse a beijando.
Retribui o beijo.
Abri o roupão dela. Queria a ver nua, estava ansioso por isso.
Ajudei ele a tirar o roupão.
— Adorei a camisola.- Disse.
— Eu comprei umas melhores, mas era obrigado a usar essa, então...- Disse.
— Melhores?- Perguntei.
— Mais bonitas.- Disse.
— Mal posso esperar para vê-las.- Disse subindo a que ela usava.
— Espero que goste delas.- Disse.
— Eu vou.- Terminei de tirar a camisola e tinha um pouco de sangue nela, mas eu sabia que era normal.
— Acho que eu devia ter tomado o banho.- Disse.
— Quer ir?- Perguntei.
— Melhor é ir depois, mas se quer que eu vá agora, eu vou.- Disse.
— Eu não me importo.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Você é tão linda.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— E tão gostosa.- Disse pegando nos peitos dela.
Suspirei pesadamente.
Inclinei ela para se deitar na cama e a continuei tocando.
Deixei ele me tocando, homens parecem gostar de apalpar mulheres e eu gostava de sentir suas mãos na minha pele.
Afastei as pernas dela e me coloquei entre elas, agora passando a beijar a partir do pescoço.
Me arrepiei e acariciava sua nuca.
Eu sempre gostei de saborear uma mulher assim também, isso é estranho para alguns que só pensam em foder.
Ele tinha um pouco de barba e isso me arrepiava, deixando um rastro vermelho na minha pele por eu ser branca como leite.
Cheguei até a barriga dela e parei, era cedo para ir tão longe. Tirei a minha roupa; com ela era fácil ficar excitado rápido.
Tentei não olha-lo porque nunca vi um homem nu e não sei se é desconfortável ou não, ou se ele iria gostar que ficasse o olhando.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Pode me olhar Hanna.- Disse.
O olhei e com certeza posso dizer que me assustei. Eu nunca vi um homem nu e minha “estreia” nisso é um muito bem... avantajado. Peguei o travesseiro e escondi meu rosto.- Meu Deus, isso é tão estranho.
Sorri.- Eu já estive em você, não deveria ser.
— Mas é diferente você não ver. Não é tão impactante.- Disse.
— Tudo bem Hanna.- Disse me colocando entre as pernas dela.
Eu sabia que sou uma garota de apenas 17 anos, mas ele não iria entender isso. Então eu teria que me comportar como uma mulher adulta que acha tudo muito normal. Tirei o travesseiro e o esperei.
Me inclinei e a beijei. Ela parecia mesmo ter ficado assustada em me ver, isso era de certa forma fofo; a sua inocência.
Retribui o beijo.
Me coloquei na entrada dela e me movimentei para entrar. Senti ela se retrair um pouco.- O que?
— Nada.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tá.- Voltei a me movimentar, agora com mais calma do que quando estávamos acompanhados. Me perguntava se ela estava sentindo algo mais comigo e se aquele cara que apareceu na festa foi só impressão ter algo entre eles.
O beijei e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.
Retribui o beijo dela e puxei sua perna mais para mim, assim tinha mais contato com a intimidade dela.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra mão continuava nos seus cabelos.
— Mais calma agora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Que bom.- Aumentei o ritmo das estocadas. Era tão bom foder com ela que esquecia até dos meus problemas, de tudo.
Suspirei pesadamente e acariciava seu rosto, voltando a beija-lo.
Gemi durante o beijo e senti novamente o prazer aumentando conforme ia mais intensamente. Ela parecia gostar assim, então continuei, indo mais rápido e fundo.
Envolvi melhor minha perna na sua cintura e acariciava seu abdômen.
Peguei as mãos dela, juntando as minhas e me deixei levar. A cada estocada uma onde de prazer maior, até que cheguei ao ápice novamente.
Aos poucos fomos parando o beijo.
Deitei ao lado dela, ainda ofegante.- Você é maravilhosa.
— Bem, eu não fiz muito...- Disse.
— Pelo que eu ouvi das damas quando se casam, foi muito bem. Pelo menos não chorou.- Disse.
— Porque chorariam? Só se forem forçadas.- Disse.
— Eu não sei; dor?- Questionei.
— A dor não é de chorar e nem chega a ser uma dor.- Disse.
— Então não sei. Talvez pensando em outro.- Disse.
— Talvez.- Disse.
— Pois é. Acho que agora eu também quero o banho.- Disse.
Sorri.- Vamos.
Ela preparou o que faltava do banho e tomamos. Eu não tinha imaginado que as nossas núpcias seriam tão boas. É, acho que esse casamento veio para me dar coisas boas e não complicar tudo como imaginei.
POV Hanna.
Depois do banho fomos para a cama e dormimos. Eu realmente estou gostando de Sam e acho que ele será um ótimo marido, mas não posso dizer que não sinto saudades do Caleb, mas quero que as coisas deem certo com Sam. No outro dia quando me acordei, Sam não estava mais no quarto e quando foquei meu olhar percebi que as meninas estavam ali.- Hey.
— Hey recém casada.- Aria disse.
Me sentei melhor e senti que estava um pouco dolorida, mas nada demais também.- O que estão fazendo aqui? Tudo bem?
— Sim, seu marido disse que poderíamos te fazer companhia até ele poder voltar pra você.- Emily disse.
Sorri.- Ele tem nome gente, é Sam.
— E a gente pode chama-lo assim? Não seria sua alteza?- Aria questionou.
— Se ela disse que sim, então pode.- Emily disse.
— Bem, comigo podem, na frente dos outros acho que Alteza cai melhor, até porque ele é alto mesmo.- Disse.
— Verdade.- Alison disse.
— E ai, como foi? Você está bem?- Emily perguntou.
— Meio constrangedor, mas bem.- Disse.
— Que bom.- Aria disse.
— E foi na frente de todo mundo mesmo?- Emily perguntou.
— Sim.- Disse.
— Credo.- Aria disse.
— Nós somos filhas de lorde e duque será que a gente vai ser assim também?- Emily perguntou.
— É só com futuras rainhas ou princesas.- Spencer disse.
— Coitada de vocês.- Emily disse.
— Se eu não estivesse tão nervosa, acho que teria sido engraçado.- Disse.
— Engraçado? Só você mesmo Hanna.- Aria disse.
— Mas é.- Disse.
— E o Sam, como é?- Spencer perguntou.
— Como assim?- Perguntei.
— Ah, todo mundo aqui tem curiosidade de saber como é um homem.- Spencer disse.
Ri.- Meu Deus, ok. O que querem saber?
— É estranho?- Emily perguntou.
— Não, no caso dele só é grande mesmo.- Disse.
— Tadinha de você; baixinha e pequena.- Aria disse.
— Todas somos, menos Spencer e Emily.- Alison disse.
— A propósito, seu cunhado ficou nos rondando a noite toda.- Spencer disse.
— Acho que é o normal dele.- Disse.
— Ele é lindo, mas tem cara que só quer diversão.- Emily disse.
— Sim.- Me levantei e fui escolher um vestido.
— Mas quem sabe não encontramos alguém? Aquele amigo do Sam parece ser bom e decente.- Aria disse.
— Você ficou caidinha nele.- Emily disse.
— Não conheço ele ainda.- Disse.
— Ele estava na festa. O padrinho.- Aria disse.
— Sim, eu sei, digo que não conversei direito para saber se ele é bom ou não.- Disse.
— Ah sim.- Aria disse.
— Por falar na festa, viu quem estava né?- Spencer questionou.
Suspirei.- Sim.
— Ele ainda está aqui?- Emily perguntou.
— Eu gelei quando o vi ir falar com você.- Aria disse.
— Eu vou falar com ele hoje.- Disse.
— O Sam não percebeu?- Spencer perguntou.
— Acho que não.- Disse.
— Que bom.- Spencer disse.
— Sim.- Disse.
— Bem, vai se arrumar para irmos tomar café.- Aria disse.
Sorri.- Ok.- Fui me arrumar e logo terminei, depois saímos do quarto e fomos para o salão.
— Sempre vou achar aqui lindo.- Emily disse.
— Sim, é.- Disse.
— Já pensou como vai mandar nesse castelo todo?- Aria perguntou.
— Eu não vou mandar, só quando o John morrer e mesmo assim o rei é quem manda, não a rainha.- Disse.
— Mas mesmo assim você manda. Você é a futura rainha da França e Espanha.- Spencer disse.
— Pode ser.- Disse.
Ficamos um tempo ali conversando até que Caleb veio até mim. Suspirei e fui com ele.
— Como eu queria te ver.- Ele me abraçou.
Retribui o abraço.
— Como você está? Está bem?- Ele perguntou.
— Estou e você?- Perguntei.
— Essa foi a pior noite da minha vida.- Ele disse.
— Sinto muito.- Disse.
— Pensar naquele homem...- Ele respirou fundo.- Eu sei que prometi não interferir na sua vida, mas não pude aguentar sem vir te ver.
Toquei o rosto dele.- Tudo bem. Eu gostei de te ver.
— Eu também. Se Toby não me segura, acho que eu ia sequestrar você na igreja, você estava tão linda.- Ele disse.
— Não é para tanto.- Disse.
— Claro que é Hanna.- Ele se colou em mim.- Eu quero tanto te beijar e não ter que esquecer que te amo.
Sorri e toquei o rosto dele.- Eu queria ser uma garota comum.
— Você ainda me ama ou aquele principezinho já te tirou de mim completamente?- Ele perguntou.
POV Misto. (Sam e Hanna.)
Eu tinha acabado meus afazeres que tinham sobrado e ia contar a novidade para Hanna; estava tudo pronto para irmos para Paris, era uma surpresa para ela. A procurei e me avisaram que ela estava com um amigo, deve ser o da festa. Fui indicado onde eles estavam e a porta da sala não estava fechada e pude os ouvir. Amar? Principezinho?
— Sabe que te amo, não é tão fácil deixar de amar.- Disse.
— Meu Deus Hanna, não quero esse inferno de vida sem você.- Ele disse.
— Eu sei, eu sinto muito mesmo.- Disse.
Ele a beijou.
Retribui o beijo.
Eu não precisei ser um gênio para saber o que estava havendo. Entrei e bati palmas para aquela cena nojenta.
Parei o beijo.- Sam...
— Tira as mãos da minha mulher.- Disse.
— Não vou deixar você fazer nada com ela.- Ele disse.
Seria agora que perderia a cabeça, literalmente.
Os olhei, como um casalzinho apaixonado, então tudo não tinha passado de mentira. A puxei dele.- Você não devia ter mentido para mim.
— Não tenho obrigação.- Disse.
— Guardas, guardas!- Gritei.
— O que vai fazer?- Ele perguntou.
— Seremos mortos.- Disse.
— Alteza.- Eles chegaram.
— Levem esse homem daqui e sobre ele só respondam a mim.- Disse.
— Sim.- Eles o pegaram.
— Me solta!- Ele exclamou.
— Deixem ele!- Disse.
— Levem!- Eu estava com tanta raiva que me sentia tremer.
— Hanna.- Ele chamou antes o que tirassem dali.
— Você vem comigo.- Disse a puxando dali.
— Me solta!- Exclamei.
A levei para nosso quarto e a joguei na cama.
Me ajeitei já que tinha caído de mal jeito.
— Eu devia mandar você para a prisão. Nos casamos ontem e você já me traiu!- Exclamei.
— Me mande então.- Disse.
— Não acredito que me deixei levar, me apaixonar assim. Que imbecil que eu sou. Estava feliz por ontem, mas foi só uma mentira.- Disse.
— Me prenda ou mande me matar então, tanto faz.- Disse.
— O ama tanto assim?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Pois não vai ter.- Andei pelo quarto.- Não vou estragar a aliança das nossas nações assim.
— Ok.- Disse.
— Arrume suas coisas. Ia avisar que estamos indo para Paris de lua de mel.- Disse.
— Ok.- Fui arrumar as coisas.
Sai do quarto e encontrei com o Dean.
— Hey.- Ele disse.
— Preciso de um favor seu.- Disse.
— Diga.- Ele disse.
— Eu vou sair de viagem, mas mandei alguém para as masmorras. Não quero que ninguém saiba e até eu voltar as ordens são dele ficar lá.- Disse.
— Ok, tudo bem.- Ele disse.
Suspirei, tentando me aclamar.
— Tudo bem?- Ele perguntou.
— Vai ficar.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Obrigado Dean.- Disse.
— De nada, Sammy.- Ele disse.
Fiz hora até me avisarem que a carruagem estava pronta, quando o fizeram entrei direto nela. A viagem até Paris foi silenciosa e longa. Quando chegamos lá fomos bem recebidos e o jantar já estava pronto. Tomei banho e desci, indo para a mesa.
Comecei a comer.
— Não vai dizer nada ou tentar mudar nada?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Por que fez isso assim? Se tivesse me contado eu entenderia seus sentimentos.- Dizia baixo apesar de estar somente nós dois.
— Não quero falar sobre isso.- Disse.
— Agora vai fingir que não aconteceu nada?- Perguntei.
Suspirei.- Com licença.- Sai dali.
Tomei o vinho que estava na mesa e terminei o jantar, indo beber mais um pouco. Decidi dar uma volta, era melhor esfriar a cabeça antes de fazer uma besteira.
Depois do banho, me sentei na cama e peguei uma pomada passado nas partes do meu corpo que estavam roxa pelo jeito que ele me agarrou e me atirou, ainda doía. Nunca mais iria tentar consertar algo com um homem capaz disso. Pensei que ele era diferente, mas não é. Sei que o que fiz foi errado, então não tenho nada a cobrar também. Nunca daríamos certo depois disso. Apaguei as velas e me deitei, não demorando a dormir.
Voltei era tarde já, me troquei e me deitei. Hanna se remexia as vezes; eu não ia conseguir dormir. Me levantei e derrubei uma mesinha que tinha ali.
Me acordei assustada.- Meu Deus, o que é isso?
— Meu pai tem razão, sempre teve. Eu não sirvo para ser rei, para ser nada.- Disse.
Me sentei na cama, meio desnorteada ainda.- O que?
— Eu não sirvo para nada. Nem a minha mulher eu consegui fazer me respeitar, jamais dois países.- Chutei a mesa no chão.
Esfreguei meus olhos.- Para de chutar as coisas.
— Me deixa.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sai do quarto e só voltei quando consegui um pouco de vinho. Me sentei num canto, bebendo e olhando pela janela.
Suspirei e me deitei. Que ótimo, agora tenho um marido problemático também. Sou uma mulher sortuda.
Fiquei ali, não sei por quanto tempo, acho que dormi. Quando olhei já era dia e minha cabeça doía, e estava enjoado. Lembrei de algumas coisas, mas não tudo. Vi Hanna na cama e quando me aproximei, vi o braço dela. Toquei ali.
Me acordei assustada pelo toque.- Sam? O que foi?
— Eu fiz isso?- Minha voz saiu mais rouca do que imaginava.
— Estou bem. Eu devo ter merecido.- Disse.
Eu tinha chegado ao ponto de a machucar? O que estava acontecendo comigo? Puxei minha mão de volta.- Desculpe, isso não vai mais acontecer.
— Tudo bem. Você é meu marido, não me deve desculpas.- Disse.
— Você é uma mulher e merece respeito independente da situação. Não concordo com homens que se prevaleçam da sua força contra uma.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu não forcei você...?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Suspirei aliviado.- Pelo menos isso.- Disse indo arrumar a bagunça que tinha feito.
— Cuidado com o vidro no chão e deixa que eu arrumo.- Disse.
— Está tudo bem.- Não estava mesmo. Minha cabeça latejava e também passava mil coisas, principalmente como ia resolver esse problema novo.
— Acho que ia ter que deixar meu orgulho de lado mesmo. Homens nunca iriam deixar o seu de lado por uma mulher.- Levantei e fui até ele, o levando para a cama.- Se deite. Eu cuido de tudo e de você. Vou te fazer um chá para a dor de cabeça e você dorme.
Acabei fazendo o que ela disse e deitando.
Fui na cozinha e fiz um chá para ele, logo levando e enquanto ele tomava limpei todo o quarto e me cortei com os vidros pela perna, mão, braço... Ri. Sou desastrada mesmo, é normal. Depois de tomar banho, colocar um vestido bem leve, fazer curativos nos machucados e passar pomada nos roxos, fui para a cozinha fazer o almoço. Eu adoro cozinhar e nessa casa seria uma oportunidade para isso.
Depois do chá acabei dormindo e quando acordei fui direto vomitar. Depois de algum tempo assim, tomei um banho e me troquei, descendo.- Eu dormi muito?- Perguntei, encontrando a Hanna arrumando a mesa.
— O suficiente.- Disse.
— Você está bem?- Perguntei, olhando para os curativos.
— Estou e tem muito mais nas pernas. Sente-se e coma.- Disse.
— Não precisava fazer tudo isso.- Disse.
— Ah... Me desculpe.- Disse.
— Senta aqui Hanna.- Disse.
Me sentei.
— Primeiro, eu não te odeio e nem vou fazer qualquer coisa contra você.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Mas você tinha a minha confiança e poderia ter me falado o que sentia.- Suspirei.- Poderia ter acontecido comigo também, já ter alguém.
Ótimo, agora eu me sentia ainda mais suja. Me levantei e comecei a servi-lo.- Me desculpe. Não vai mais acontecer isso. Você deve manda-lo de volta para a Espanha.
— Foi tudo mentira?- A olhei.
— Não.- Disse.
Começamos a comer também e chegava a ser estranho ser só nós dois, já que sempre estávamos rodeados de muita gente. Sai do chalé e fui na casa principal, onde conversei com algumas pessoas importantes dali, mas só conseguia pensar na Hanna. Ao mesmo tempo que estava magoado com o que aconteceu, eu a queria de volta, ter ela novamente.
Eu estava sozinha na casa e não sabia o que fazer, então me deitei e fiquei na cama e pelo tédio, adormeci.
Quando anoiteceu e cheguei, Hanna dormia e estava um pouco frio então a cobri melhor. Ela era tão linda, eu podia me lembrar como era toca-la e beija-la. Toquei seus lábios no impulso.
Me senti acordar.- Sam...
— Hanna, desculpe te acordar.- Disse ajeitando as cobertas dela.
— Está tudo bem?- Perguntei.
— Está sim, volta a dormir.- Disse.
O olhei.- Me desculpe, eu sou uma porca por ter feito o que fiz.
— Não se julgue assim; você o ama.- Mesmo que me corresse dizer isso, é a verdade ali.
— Não justifica.- Disse.
Trocava de roupa.- Meu pai sempre fala que vou ser um péssimo rei por pensar demais com o coração. Você tem isso igual a mim; pensa com o coração.
— Você vai ser um ótimo rei.- Disse.
— Queria ter essa certeza.- Disse.
— Sinto muito mesmo.- Disse.
— Estou acostumado, foi sempre assim.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Terminei e me deitei.- Amanhã temos uma festa para ir.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa noite então.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Ia me virar para dormir, mas me lembrei de uma coisa.- Hanna, para seu bem, o que aconteceu vai ficar entre nós, ninguém nunca vai poder descobrir. Se chegar ao ouvido do meu pai, vai ser muito ruim, para todos nós.
— Ok.- Disse.
Respirei fundo.- Sabe que tenho direito a mata-lo.
— Eu sei.- Disse.
— Mas não vou fazer isso.- Disse.
— Agradeço.- Disse.
— Eu acredito que a não ser que não haja outra forma, matar não é a melhor solução. Por isso vou manda-lo para a Espanha quando voltarmos.- Disse.
Assenti.- Ok.
— Espero que isso te faça feliz.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Pelo menos assim eu posso.- Disse.
Apenas assenti.
— Agora durma, te acordei sem querer.- Disse.
— Boa noite.- Me virei.
— Boa noite.- Me virei para o outro lado para dormir.
O dia da festa chegou e me arrumei. Depois de pronta, fomos para o local da festa, não demorando a chegar lá.
— Você está linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Entramos e fomos recebidos pelo dono da festa; Lord Chuck e sua irmã Amara.- Boa noite.
— Altezas, é um prazer recebe-los.- Chuck disse.
— Obrigada.- Disse.
— Vossa alteza tinha razão, a princesa é linda.- Chuck disse.
Sorri.- Obrigada.
— Podem ficar a vontade.- Ele disse.
— Sim. Espero que aproveitem a festa.- Amara disse.
— Nós iremos, obrigado.- Disse.
— Sim.- Disse.
Ele nos direcionou aos lugares numa mesa e nos serviram bem. Depois de conversar com algumas pessoas, ficamos só nós dois.- Quer dançar?
— Claro, pode ser.- Disse.
Fui com ela até a parte do salão que todos dançavam e comecei a dançar com ela. Quando a olhava, ela parecia realmente querer consertar as coisas.
Dançávamos a musica e era estranho estar com ele assim agora.
— Você dança bem todas as musicas é?- Perguntei.
— Fui ensaiada.- Disse.
— Nem me lembre daquelas aulas.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Eu era terrível e desajeitado.- Disse e decidi baixar um pouco a guarda com ela.
— Tadinho.- Disse.
— Sim, eu sempre fui melhor em leitura.- Disse.
Sorri.- É o que parece mesmo.
— Sempre fui bom com números também.- Disse.
— Você é inteligente.- Disse.
— Obrigado. Sempre fomos assim, eu fui mais cabeça e o Dean mais de ação.- Disse.
Sorri.- Estou vendo.
A musica mudou para uma mais alegre e todos começaram a dançar mais livremente.- Para que fui inventar.
Ri.- Vamos sentar.
— Mas você não gosta desse tipo de musica?- Perguntei.
— Não faço questão.- Disse.
— Você está linda, merece se divertir.- Disse.
Sorri.- Eu estou feliz estando com você e você não gosta...
— Ah, está?- Tentei segurar o sorriso.
— Sim.- Disse.
— Então acho que podemos tentar algo... como eles.- Disse em relação ao pessoal dançando.
Sorri.- Ok.
Ela me puxou e começamos a dançar. Tentei jogar as lembranças de ontem longe, agora Hanna era só minha.
Sorri e começamos a dançar. Era uma musica divertida, assim como a coreografia.
— Você fica linda sorrindo assim.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Apesar de ter pisado no seu pé.- Disse.
— Que nada.- Disse.
— Quer beber algo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Saímos do meio dos dançarinos e logo vieram nos servi vinho, o que desceu facilmente.
O olhei. Me perguntava se ele tinha problema com bebida.- Sam, me desculpe por tudo. O que eu fiz foi um erro. Eu gosto de você e ver Caleb me fez lembrar de toda a minha vida na Espanha e me deixei levar. Sei que isso não justifica, mas... Só queria dizer.
A trouxe para mais perto de mim e nos levei para um canto mais reservado.- Eu gosto de você, eu me deixei levar sem medo do que estava acontecendo entre a gente porque queria, quero amar e estar apaixonado pela minha esposa, e não ser um homem que tem uma amante para cada hora do dia.
— Fico feliz em ouvir isso.- Disse.
— Eu disse que pensava com o coração. Se é defeito, fraqueza ou qualidade, não sei, mas é o jeito que eu sei ser.- Disse.
— Me desculpe.- Disse.
— Não vou negar que você me magoou.- Disse.
Assenti.- Ok. Hã... eu vou no toalete. Com licença.
— Mas acho que por isso posso ver que está mesmo arrependida e voltar de onde estávamos. Continuar a vida que estávamos construindo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei de leve. Não poderia exagerar ali.
Retribui o beijo.
A colei mais em mim, mas tive que ir parando.- Não queremos um escândalo para nossas pobre sociedade.
Sorri de leve.- Sim.
— Vamos comer alguma coisa, me deu fome.- Disse.
— Ok.- Disse.
Sentamos e nos serviram. O resto da festa foi bem agradável. Chuck e sua irmã são ótimos. Já era tarde quando fomos embora e chegamos de volta. Eu tinha pedido chalé para termos mais privacidade, mas qualquer coisa que precisamos, a casa principal é logo ali.
— Eu suei, então vou ir tomar banho.- Disse.
— Daqui a pouco você vai.- Disse a puxando e a beijando.
Retribui o beijo.
Estava morrendo de saudades da boca dela. Ela havia errado, mas ainda me queria, então em vez de acabar, é melhor eu aproveitar a parte que gosta de mim. O beijo evoluiu e não demorei a leva-la para a cama. A possui várias vezes aquela noite e quando descansamos, tinha a certeza que quando conseguisse esquecer aquele caso, mesmo que ela não me amasse, eu acho que já a amava. Passamos o resto dos dias em Paris sendo um casal mais comum que poderíamos, mas quando voltamos o peso da corte voltou aos meus ombros. Me livrei do tal do Caleb, que deixei em alerta para nunca mais vir a França ou chegar perto da Hanna. Passei a governar mais intensamente com meu pai, apesar de todos os conflitos sobre a melhor forma de o fazer. Com a Hanna as coisas estão indo bem, as vezes acho que ela já me ama, mas em outras acho que ainda tem a sombra do passado dela entre nós. Isso já tem alguns meses e ela andava estranha, mas não falei nada até porque esses dias tem sido de muito aborrecimento, já que estávamos a beira de uma guerra com a Inglaterra. E numa dessas discussões ficou decidido sobre um cerco, eu era contra, mas eles decidiram a favor. Decidi ir junto de Dean para liderar nossas tropas e o que era só um cerco acabou em uma batlha inensa. Me senti diferente naquele lugar, estava lutando por tantas coisas e também para mais uma vez ter que provar meu valor, mas numa investida errada fui ferido e achei que tinha acabado tudo para mim. Durante o tempo que fiquei mal, ainda no acampamento, só conseguia pensar na Hanna e como queria voltar pra ela, dizer o quanto a amava... Não tive noção de muito tempo ou lugar, só percebi que viajamos e depois estava em casa. Fui cuidado pelos melhores curandeiros e aos poucos fui me recuperando. Não perdi mais tempo em dizer tudo o que sentia para minha mulher e para minha surpresa ela me amava também! A minha quase morte mudou também a minha relação com meu pai, acho que o susto que ele passou o fez ver melhor meus esforços e começou a mudar, me ouvindo e pensando na minha posição sobre nosso país, mas a melhor noticia de todas foi que a Hanna ficou grávida. Já tinham começado a nos cobrar isso quando anunciamos e não podia ser mais feliz. Isso era o que eu achava até o dia que meu filho nasceu. O pequeno Louis era lindo e tinha os traços tão misturados que não sabia dizer com quem ele parecia mais. Ele agora está com seis meses e estava terminando a festa do seu batizado. Dean foi o padrinho e estou muito melhor com a minha família agora.
— Acho que alguém está com fome e sono.- John disse, chegando com o menino chorando.
— Que foi meu amor?- Perguntei.
— Vovô começou a te contar histórias de novo foi?- Perguntei.
— Sam, ele gosta das minha histórias.- Ele disse.
Sorri e o peguei no colo.
Vi ele se aninhar no colo dela.- É, acho mesmo que ele está com sono.
— Bebês com sono sempre querem os seios, então fique a vontade querida.- Ela sorriu.
Sorri.- Com licença.- Tirei meu seio com cuidado para mostrar o mínimo possível e Louis logo pegou.
— Ele é guloso como Dean era.- John disse.
— Ele é até hoje.- Uma das amas veio e deu uma manta para Hanna se cobrir.
— Obrigada.- Disse.
— Eu não esperava era ver vocês dois tão babões.- Disse.
— Como não?- Perguntei.
— Tá, um pouco, mas não tanto. Quero só ver o pai correndo atrás do Louis quando ele começar a andar.- Disse.
— Saiba que sou ótimo nisso.- Ele disse.
Sorri.- Só imagino.
— E sinto que seu pai está com ciúme disso amor.- Disse.
— Bem, ele está longe do Louis...- Disse.
— O que deve ser pior ainda.- Disse.
— Com certeza é.- Ele disse.
— Sim.- Disse.
Me aproximei mais da Hanna.- Quer subir? Aqui está acabando mesmo.
— Pode ser.- Disse.
— Bem, nós vamos subir. Foi um dia longo e cheio.- Disse.
— Ok querido, vá descansar. Eu vou tirar seu irmão do meio das mulheres.- Ela disse.
— Acho mais difícil do que tirar o Louis do peito.- Disse.
— Isso é verdade. Boa noite.- Ele disse.
— Boa noite.- Disse.
Nos despedimos e saímos da festa, indo para o nosso quarto.- É, o batizado dele já foi, quando vermos ele vai estar andando.
— Verdade.- Beijei a cabeça de Louis.
— Já dormiu?- Perguntei quando tirava um pouco da roupa.
— Sim.- Disse.
— Deixa eu coloca-lo no berço.- Fui até ela.
— Ok.- Tirei ele do meu peito.
— Hey garoto.- Ele se mexeu.- Eu sei, eles são perfeitos não é?
Sorri.- Você é muito puxa saco.- Ajeitei meu seio e o vestido.
— Eles são. Nenhum de nós duvida disso.- Disse.
Ri.- Que bom.
Olhei meu filho mais uma vez e o beijei antes de o colocar no berço, que era no nosso quarto.- Você está linda minha princesa.
Sorri.- Obrigada.
Fui até ela.- Me pergunto o quanto está cansada de hoje.- Toquei seu rosto e desci a mão até seu colo.
Sorri.- Não ao ponto de não ser sua, se é isso que quer saber.
— É sim.- Beijei o pescoço dela.- Adoro como sempre está assim para mim.
Sorri e me arrepiei.- É porque eu te amo.
— Adoro isso também.- Disse.
Ri.- Que bom.
Comecei a soltar o vestido dela e a beijei.
Retribui o beijo e o ajudei a tirar o vestido.
Toquei nos peitos dela por cima da roupa de baixo mesmo e a levei para a cama.
Nos deitamos na cama e envolvi minha perna na cintura dele.
O beijo ficou mais intenso e subi a roupa de baixo dela, nos afastando só para tira-la.
Entrelacei meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Minhas mãos correram pelas pernas dela que ficaram ainda mais gostosas depois do bebê e apertei suas coxas, sorrindo em como elas são deliciosas.
Suspirei pesadamente ao toque dele e minha mão descia pelo peito dele, começando a tirar sua camisa.
— Não posso esquecer de ter cuidado com eles.- Disse ao pegar nos peitos dela.
— Verdade.- Disse.
Beijei o vão entre eles e depois cada um.- O Louis também me deu esse presente.- Ri.
Ri.- Você é um tarado mesmo.
— Você que me deixa assim.- Disse.
Sorri e o beijei.
A ajudei a tirar minha camisa e eu tinha ficado com algumas cicatrizes da batalha que fui, mas não me importava com elas.
Desci meus lábios pelo pescoço dele e acariciava sua nuca.
Sorri e afastei minha roupa de baixo e como já estava posicionado sobre ela, foi fácil entrar nela.
Suspirei pesadamente e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Me movimentei dentro dela e senti o meu conhecido prazer. Hanna com o tempo se soltou na cama e agora ela é uma amante perfeita para mim.
Gemi e suspirei pesadamente, mexendo meu quadril contra o dele. Eu ainda não era expert sobre esse assunto, mas acho que melhorei com o tempo.
Segurei um gemido.- Não podemos fazer barulho.
— Não somos escandalosos, graças a Deus, então não foi exatamente um barulho.- Disse.
— Mas eu ia fazer.- Ri.
Ri.- Então se controle.
— Difícil meu amor, com você assim só penso em você.- Disse.
Sorri e o beijei.
Pegamos ritmo e senti o prazer se espalhar. O beijo ficava mais intenso assim como nosso ritmo.
Minha mão descia pelas suas costas, fazendo a linha das cicatrizes. Elas o deixavam mais sexy.
— Você gosta daí.- Disse.
— Com certeza.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque elas mostram o quanto você é forte.- Disse.
— Boa resposta.- Disse me afundando completamente dentro dela.
Suspirei pesadamente e o beijei, entrelaçando meus dedos no cabelo dele.
Pegamos um ritmo mais rápido e o prazer aumentava. Cada vez queria mais dela; Hanna me dava um prazer incrível.
Desci meus lábios pelo pescoço dele, chegando na orelha dele e mordendo de leve ali.
Arfei.- Hanna.- Disse gemendo.
— Sam...- Gemi no ouvido dele.
— Assim me faz perder o controle.- Disse.
Sorri.- É?
— Sim.- Disse gemendo.
Sorri e o beijei.
Nos rolei na cama e trocamos de posições alguma vezes. Eu sentia o ápice bem próximo e eu me entregava sem medo.
Envolvi minha perna melhor na cintura dele e com o tempo comecei a reconhecer melhor quando eu e ele estávamos perto de... Não sei a palavra para isso, mas tudo bem. Se prestamos bem atenção notamos os detalhes.
Intensifiquei um pouco mais e percebi que ela chegava também.- Eu te amo.
Sorri.- Eu te amo.
Sorri e descansei sobre ela.
Acariciava os cabelos dele.
Beijei o ombro dela e depois deitei ao seu lado.- Você é incrível.
Sorri.- Você que é.
Trouxe ela para mim.- Será que seremos sempre assim?
— Como?- Perguntei.
— Sem deixar todo o resto nos atingir.- Disse.
— Espero que sim.- Disse.
— Quando meu pai falou em casamento não achei que seria assim.- Disse.
— Achou que eu seria uma bruxa?- Perguntei.
— Achei que seria uma chata e mimada que eu iria querer matar na primeira semana.- Disse.
Ri.- Nossa, que imagem da minha pessoa.
— E a maioria das princesas que conheceu não são assim?- Perguntei.
— Não... Tive sorte com isso.- Disse.
— Sério? Teve mesmo. Eu encontrei uma que só queria saber o que eu achava das joias dela.- Disse.
Ri.- Tadinho.
— Sim e se fosse assim eu não ia aguentar e ia viver de aparência.- Disse.
— Eu entendo.- Disse.
— Para minha sorte veio você.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.- Sorte sua então.
— Demais.- Disse.
Sorri e me aconcheguei nele.
Beijei os cabelos dela e puxei as cobertas sobre nós. Sim, nosso começo teve alguns problemas; quando a vi com Caleb achei que não teríamos futuro, mas as coisas mudaram e hoje eu não me imagino com outra mulher que não seja ela. Observei o berço e nosso bebê dormia tranquilamente, e Hanna já estava quase; todos estávamos cansados. Eu me preocupava se teria tempo para eles assim quando fosse rei, mas não vou me torturar com isso e aproveitar cada segundo com eles agora; meus amores.
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