Liberty- One Shots

107 Capítulo 108- Klaus & Tatia.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ No capítulo passado eu esqueci completamente de colocar a votação entre os casais que faltaram que era Klaus e Tatia, e Klaus e Jessica, então eu e a Priscila escolhemos esse... Esse capítulo é bem "tenso", mas espero que gostem :3 Vamos ao capítulo...

POV Misto. (Klaus e Tatia)

Olhei o relógio e suspirei; era horário de ir para casa. Isso normalmente é a melhor hora do dia, mas de um tempo para cá, não sei mais. Eu era casado com Tatia a três anos e nossa vida sempre foi incrível, até ela engravidar. Quando nosso filho nasceu, foi o melhor dia da minha vida e eu o amo mais que tudo, amo ela também. Só que não sei o que há com ela, ela mudou. Não se arruma mais e me evita sempre, não sei até onde vou aguentar ficar assim. Terminei tudo, peguei minha pasta e fui para casa. Cheguei e o Daniel estava brincando no tapete da sala sob o olhar atento da minha mulher. Ele tinha um ano e meio, e era super esperto, falava tudo.

— Papai.- Ele disse.

— Hey.- Disse.

Peguei o Dan que veio correndo para mim.- Hey amigão.- Beijei ele e fui até ela para a beijar também.

Dei um selinho.- Tem jantar já.

— Que bom, estou cheio de fome. Vamos jantar Danny?- Perguntei.

— Ah papou.- Ele disse.

— Fica com ele enquanto tomo um banho?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Dei um beijinho em Dan e subi.

Botei minhas coisas no sofá e comecei a brincar com ele. Simplesmente aquele tempo com ele me fazia esquecer qualquer cansaço e estresse. Não demorou a Tatia voltar.- Vai jantar comigo?

— Eu já jantei um pouco.- Disse.

— Podia ter me esperado.- Disse.

— Eu sei, desculpe. Não tinha almoçado direito.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Fiquei sem tempo, estava terminando umas coisas do trabalho.- Disse.

— Ah sim, tudo bem.- Botei meu filho no sofá.- Bem, vou tomar banho então.

— Ok.- Disse.

Subi e tomei um banho, depois jantando sozinho já que Tatia tinha ido botar o menino para dormir. Quando acabei fui para o quarto e fiquei assistindo TV na cama.

Cheguei no quarto e fui no banheiro escovar meus dentes.

Ela voltou e a observava. Sentia falta de como se vestia antes, até para dormir. Camisolas e pijamas provocantes eram certos toda noite.

Terminei minha higiene e voltei ao quarto, me deitando na cama.

— Pegou algum caso puxado?- Perguntei.

— Não muito. Só alguns pequenos processos.- Disse.

— Você deve sentir falta do tribunal.- Disse.

— Sim. Meu bolso também.- Disse.

— Com isso você sabe que não precisa se preocupar.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então só aproveita.- Disse me virando para ela e afastando o seu longo cabelo, que eu amava, do pescoço dela.

— Não é tão fácil.- Disse.

— Vamos ver um filme?- Perguntei.

— Amor, eu estou cansada. Sei que estou repetitiva com isso e é realmente chato, mas bebês sugam tempo e energia. Prometo que quando tudo voltar ao eixo, irei te recompensar.- O beijei delicadamente e me virei.

— E quando isso vai ser Tatia? Já tem um ano e meio isso.- Disse.

Suspirei.- Não sei.

— Não que você não faça um perfeito trabalho com Danny, mas eu também estou aqui.- A calma que eu normalmente tinha para me conformar nas várias vezes que ela me rejeitava, hoje não estava muito presente.

Me virei para ele.- E o que você quer?

— A minha mulher.- Disse.

Assenti e baixei o rosto, respirei fundo e o olhei.- Talvez você devesse ter outra mulher então. Você não está feliz e eu não quero te ver infeliz, então talvez devêssemos nos separar já que não consigo de dar mais o que você quer.

A olhei incrédulo.- É assim que você resolver? Já enjoou de mim assim?

— Eu enjoei é das suas reclamações isso sim.- Disse.

— Ah, agora a culpa é minha? Você me trata mais como um amigo com quem mora do que um marido.- Disse.

— Ok, desculpe então. Sei que sou a culpada.- Disse.

— Merda Tatia, eu não quero terminar assim.- Disse avançando e a puxando para um beijo.

O afastei.- Não é assim que funciona. Boa noite Klaus.- Sai do quarto e fui para um de hóspedes.

Suspirei e xinguei baixinho, eu odiava aquilo, odiava agir assim. Mas desde que o Danny nasceu Tatia se afastou de mim como mulher, é sempre cansaço ou ocupada e eu sempre sobrava com as minhas frustrações, não sabia até quando iria aguentar. O sexo então era quase nada, o que muitas vezes me fazia quase surtar e ainda tinha as oportunidades de resolver com outra mulher, mas eu queria resistir, não queria chegar a isso. Como estava cansado do trabalho, dormi logo, esperando o que próximo dia fosse um pouco melhor. Só que não ficou muito melhor. O clima ficou pesado e a única coisa que distraia a gente era quando estava com Danny. Eu tentei amenizar, como sempre eu que teria que ceder, então coloquei Danny para dormir e fui para o quarto. Ela estava escovando os cabelo, então cheguei por trás dela e beijei seu pescoço.

— O que foi?- Perguntei.

— Danny já dormiu.- Fiz o caminho até atrás da orelha dela.- Somos só nós agora.

Me soltei dele.- Klaus, para. Você não consegue ver que estamos quebrados? Eu não quero mais nada. Somos passado.

— Somos passado?- A olhei.- É assim que você nos vê?

— Sim.- Disse.

— E nenhuma tentativa adianta mais? Por isso me afastou?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Não sabia se me sentia irritado, triste ou magoado. Talvez eu estava era totalmente puto da vida.- Você tomou a sua decisão então Tatia, vamos nos separar, é isso?

— Sim.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse pegando uma roupa e me trocando.

— Essa casa é sua, não minha. Eu vou embora.- Coloquei um roupão.- Amanha eu pego o Dan, ele gosta de ficar com você e é apegado, então não vai ter problemas.- Peguei a chave do meu carro e a bolsa.- Tchau.

— Nem pensar em você sair, pode ficar.- Disse.

— Não quero ficar na sua casa.- Disse.

— Não é minha casa, sempre foi nossa.- Terminei de me vestir.- Qual foi o problema Tatia? O tempo que passei me esforçando para melhorar de emprego? Ou conheceu alguém?

— Eu não conheci ninguém.- Disse.

— Só acabou o seu amor por mim.- Conclui.

Suspirei e desliguei o secador da tomada.

O silêncio dela confirmou o que eu tinha dito. A olhei mais uma vez e não conseguia ficar mais ali, não agora. Peguei o celular e as chaves, e sai.

Só ele para achar que ia ficar ali. Aquela casa era dele e eu não queria ficar nela nem mais um minuto. Arrumei uma mal com tudo que fosse precisar de imediato e depois fui no quarto do Dan. Arrumei as coisas dele, peguei ele e as malas, e desci. Arrumei tudo no carro e respirei fundo, e sai daquele lugar. Acabei por ir na casa dos meus pais, era o único lugar que tinha por enquanto e era bom porque ai minha mãe poderia cuidar do Dan enquanto trabalho. Depois de explicar tudo a eles, fui para o quarto de hóspedes. Me ajeitei com Dan na cama e o abracei, ele me olhava.- Vai ficar tudo bem meu amor. Você vai ver seu pai e ficar com ele o quanto você quiser.- E se um dia quiser, talvez morar com ele, pensei. Era o menos queria, mas ele amava Klaus. Suspirei e depois de um tempo, peguei no sono.

Eu fiz naquela noite o que nunca fazia; bebi sem limite. Estava com os sentimentos misturados e ela praticamente confirmar que não me amava tinha sido a gota d'agua. Eu havia segurado todos os meus instintos por respeito a ela, por ama-la e ela me chutava assim. Não sei ao certo quantas cervejas e whiskys eu bebi, mas lembro de quando a mulher que sentou ao meu lado chegou mais junto de mim. Foda-se tudo. Quando acordei num hotel, fui direto para casa e não encontrei nem ela, meu meu filho. Comecei a ligar até descobri onde ela estava. Tomei um banho, me troquei e fui para lá. Entrando assim que abriram a porta.- Cadê o meu filho?

— Ele está aqui.- Coloquei ele no chão e ele foi.

— Papai.- Ele disse.

— Danny.- O peguei, o abraçando. Agora ele era o que tinha sobrado de lembrança da época que eu e ela éramos felizes juntos.- Você não podia sair assim com ele. Ainda mais no meio da noite.

— Desculpe.- Deixei os dois e fui para a cozinha.

Brinquei com ele, mas segui ela.- Porque você saiu de casa?

— Porque não é minha casa e sabia como chegaria, então preferi evitar e estava certa.- Me servi de café.

— Como eu chegaria?- Perguntei.

— De ressaca, mas não me importo. Não tenho mais nada a ver com você, pode fazer o que quiser.- Disse.

— Eu sei, por isso me chutou do nosso casamento.- Disse.

— Se você quer passar o dia com ele, tudo bem. Vamos combinar isso, vou pedir os papéis hoje.- Disse.

— Está com pressa de se livrar de mim.- Disse.

— Não vejo porque enrolar, já que logo mais você vai ter uma namorada e ela não vai gostar disso. E você pode querer se casar.- Disse.

— Não vou me casar mais.- Disse.

— Hmmm... Ok então.- Disse.

— Sei que quer tanto sair, porque não fica em casa até se resolver?- Questionei.

— Eu não acho que seja bom.- Disse.

— Eu acho o melhor para o Danny.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem.

— Ótimo.- Disse.

Ficamos certos assim e foi o que ela fez. No mesmo dia ela voltou com Danny. Eu tinha limpado o quarto e agora eu ficava em outro quarto. Depois de dar entrada nos papéis, ela se focou no trabalho e eu também, mas isso não deixava mais fácil e sim mais difícil.

Depois de quase um mês da separação, da minha mãe indo ajudar com o Dan e acabou que ela aceitou cuidar dele e eu daria um dinheiro para ela ou ajudaria nos remédios, ela é aposentada e ganha pouco. Eu consegui me arrumar no trabalho e agora eu estava mais folgada, então pude tirar um dia de folga e resolvi ir finalmente entrar nos trilhos. Passei a manha e a tarde toda fazendo depilação de tudo, sobrancelha, fiz a unha da mãe e do pé e mudei o cabelo. Agora ele estava com umas mechas loiras e um pouco menor, não que eu quisesse cortar, mas as pontas estavam detonada. Depois disso tudo cheguei no super para comprar coisas que faltavam e comprei comida para nós (incluindo Klaus. Eu e ele mal nos falamos, mas caso ele não tenha saído, não ia o deixar com fome).- Hey, alguém em casa? Preciso de ajuda com as sacolas do super.

— Estou.- Estava lendo um artigo para um projeto.- O que...- Parei de ler quando a olhei.

Coloquei a comida no balcão.- Preciso de ajuda com as sacolas no carro. Eu pediria ajuda para o Wilke, mas ele machucou o pé.

— Tatia?- Perguntei.

— Hã... Sim?- Perguntei.

Eu não podia acreditar que era ela mesmo. Ela estava linda e parecida como era nos nossos bons tempos. Pena que aquilo não era para mim, alguém era o novo sortudo.- Nada, vou pegar as sacolas.

— Ok, vamos lá.- Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e descemos.

Cheguei no carro e a ajudei com o que tinha de pegar. Eu estava confuso; a mais de um ano eu sugeria coisas assim para ela e ela não se importava mais; por que agora?

Fechei o carro e subimos com as sacolas.- Dan tá dormindo?

— Está e já é quase hora de acorda-lo.- Disse.

— Ok. Minha mãe foi a muito tempo?- Comecei a guardar as compras.- Eu trouxe as cervejas que você gosta. Vi que tinha acabado.

— Um pouco. Paguei a ela o dessa semana, é justo dividirmos as coisas dele e obrigado, não precisa se incomodar.- Disse.

— Bem, moramos juntos e temos que comer, não me importo de ir no super.- Dei de ombros e continuei a guardar as coisas.

— Quando for novamente, me avise para dar o dinheiro.- Disse.

— Ok e trouxe comida.- Indiquei.

— Tudo bem, obrigado de novo.- Disse.

— De nada. Eu vou tomar um banho. Passei o dia na rua e com certeza meu cheiro não está dos melhores.- Subi.

Não, estava o perfume de sempre, o que eu adorava. Suspirei. Não deveria importar nada que ela fizesse, ela decidiu entrar com os documentos, decidiu que tinha acabado, pisando no que eu sentia. No tempo que ela tomava banho Dan acordou e dei o lanche dele.

Suspirei enquanto passava o creme no meu corpo. Eu sabia que ele devia estar se perguntando porque resolvi mudar agora, é até certo ele se questionar, mas acho que eu estava sobrecarregada e ele me cobrando não ajudava muito na minha cabeça. Assim seria melhor para todos. Eu tenho 26 anos, posso recomeçar de novo. O problema é que eu o amo e sinto falta dele, mas eu sei também o quanto ele estava infeliz e eu era o motivo. Não sei se ele me traiu, mas sei que Klaus não é homem de ficar sem sexo nenhum dia. Talvez um, mas nunca passa disso até ele ficar irritado, então com certeza ele já tem alguém ou está indo em algum lugar que forneça isso. Bem, agora não adianta. É só seguir em frente. Terminei a rotina de cremes e coloquei um pijama. Como estava friozinho, coloquei calça, blusa, meia e a minha pantufa xodó de cachorrinho. Sim, eu sou meio infantil ainda... Só um pouquinho. Desci e vi Dan, e logo sorri.- Hey meu amor.

— Mamãe. Inca, ati.- Ele disse.

Sorri e peguei minha comida, indo me sentar e dei um beijo nele.- Eu estava com saudade do meu gordinho.

— Au au.- Ele disse.

Sorri.- Sim, são os Au au da mamãe.

— Ega?- Ele perguntou.

— Pode.- Dei uma pantufa a ele e comecei a comer. O santo cheddar sempre preenchia meu estômago.

— Quando você for maior, vou te dar um.- Disse sentando perto dele.

Sorri.- Ele ia adorar. Isso me lembra que preciso adotar um. Eu amo cachorros.

— Au au papai.- Ele disse.

— Sim.- Peguei da mão dele e brinquei com ele, o fazendo rir.

Sorri e senti meu celular vibrar. Peguei e olhei. Suspirei.- Ótimo.

— O que foi? Ele te deu um bolo?- Questionei.

— Quem?- Perguntei.

— Por quem fez tudo isso.- Disse.

— Oh, você acha que eu estou com alguém.- Disse.

— É no que tudo se encaixa; sua distância, sua decisão e agora sua mudança. Teria doido menos se tivesse falado a verdade e não tivesse me deixado repassar cada dia para saber se a culpa era minha.- Disse.

Respirei fundo.- Eu podia mentir e dizer que sim, estou com alguém, mas eu não vou fazer isso, porque eu não sou nenhuma vagabunda que trai o marido. Você foi meu primeiro e único até agora, e eu não pretendo transar com qualquer um que eu vir, se é isso que está achando.- Voltei a comer.- E eu não preciso estar transando para me depilar, caso não saiba, é recomendado começar a se depilar quando você começa a menstruar. Não preciso explicar onde o sangue fica grudado.- Me levantei indignada e fui lavar a louça.

Deixei o Dan brincando e fui atrás dela.- Não estou falando de depilação só e sim no geral, olha você agora; radiante, como se finalmente estivesse feliz.

— Eu estava feliz com você, mas estava sobrecarregada. Esse mês, graças a Deus, eu consegui resolver algumas coisas. Pronto. Satisfeito?- Questionei.

— Incluindo a mim. Porque eu estava aqui para você, eu perguntava, você me afastava. Eu passei um ano e meio esperando ter você de volta, mas você só me abandonou.- Disse.

Me virei para ele.- Eu sinto muito que você tenha se sentido assim, mas não tenho como fazer mais do que pedir desculpas.

— Eu tentei Tatia, você sabe que eu tentei mais que tudo trazer você de volta.- Disse.

— Eu sei.- Guardei a louça e sai da cozinha.

Odiava aquilo, odiava não ter conseguido trazer ela para mim. Ao mesmo tempo tinha raiva dela por ter me afastado. Voltei a sala, mas o clima continuava estranho.

Não demorou muito e Dan adormeceu. Peguei ele no colo e me levantei.- Bem, vou coloca-lo na cama e ir dormir. Boa noite.

Dei um beijo no Dan.- Boa noite.- Ela foi e pensei em tudo; não, não podia recair e pensar nela. Ela decidiu que nosso casamento tinha acabado. Para não pensar mais nisso, me arrumei e sai. Assim como da outra vez acabei bebendo e indo transar com alguém por ai. A minha frustração, junto com a mágoa que estava em relação a Tatia estava me fazendo sair do meu normal.

POV Tatia.

Sorri quando coloquei Dan para dormir e peguei a babá eletrônica, indo para o quarto. Me deitei na cama e fiquei pensando. Eu realmente amo o Klaus, mas sei que estamos quebrados, então não adianta eu querer voltar com ele. Eu seria idiota em tentar e ficaria com vergonha também. Suspirei e peguei meu celular, respondendo a mensagem que tinha recebido aquela hora. Era as minhas amigas me convidando para uma despedida de solteira de uma das mulheres lá da firma que trabalho. Eu não gostava muito dessas coisas, era uma das coisas que eu e Klaus brigamos, ele gosta de sair e eu prefiro ficar em casa... Acabamos não combinando em muita coisa. Eu disse que ia, mas não voltaria tarde por causa de Dan. Depois disso acho que dormi. Quando me acordei no dia seguinte, me arrumei e desci. Klaus já não estava em casa e minha mãe estava lá já com Dan. Beijei os dois e sai para o trabalho.

— Bom dia Tatia.- Hayley disse.

Sorri.- Bom dia Hay. Algum cliente me esperando?- Peguei o café que ela sempre me trazia.

— Só daqui a meia hora.- Hay disse.

— Ok.- Bebi do café.- Agora eu vou ir trabalhar para impressionar o chefe. Quero ser escolhida como sócia esse ano.- Sorri e entrei no meu escritório.

— Bom dia amiga.- Bonnie disse entrando no escritório.

— Hey Bon.- Disse.

— Você está super linda.- Bonnie disse.

— Bem, voltar a esse escritório renova a minha alma.- Sorri.

— Isso significa que as coisas estão melhorando?- Ela perguntou.

— Melhorando?- Questionei.

— Sim, você mais animada, voltando ao trabalho como antes, linda, parecendo mais leve e feliz.- Ela disse.

Suspirei.- Nem tanto assim. Eu ainda amo o Klaus e me sinto culpada, então...

— Culpada? Você não precisa se sentir assim, o que foi que aquele idiota fez?- Ela questionou.

— Bonnie, nada. Eu que sou a vilã aqui, não ele.- Tomei do café.- E a Jenna? Animada ou com medo da despedida?

— Taty, se ele não soube esperar você, a culpa é dele.- Ela disse.

— Bonnie, eu já disse que não foi assim. Eu terminei com ele e ai ele foi atrás de mulheres.- Disse.

— Então ele não merece o seu amor, porque se te amasse não ia desistir e aceitar se separar. Muito menos ir atrás de alguma piranha em seguida.- Ela disse.

Suspirei.- Esquece isso, ok?

— Eu me preocupo com você, não quero te ver para baixo de novo.- Ela disse.

Me levantei e fui até ela.- E eu te amo por isso, meu amor. Eu vou ficar bem e superar isso. Só que estou com Klaus desde dos meus 18 anos e foi com ele que tive minha primeira vez e até meu primeiro beijo... Não vai ser tão fácil supera-lo. Já eu não fui a primeira dele em nada, então é mais fácil para ele. No geral é sempre mais fácil para os homens.

— Tudo bem, desculpa insistir nisso. Sei que deve estar sendo difícil para você.- Ela disse.

Sorri.- Tudo bem. Se não fizesse isso iria te desclassificar como amiga.

— Deus me livre.- Ela riu.- Então, você vai na festa da Jenna né?

— Claro. Vestido ou calça?- Perguntei.

— Vestido; lindo e sexy.- Ela disse.

Ri.- Ok.

— Agora deixa eu trabalhar também.- Ela disse.

— Ok.- Ela saiu e fui até Hayley.- Hay, procura uma academia para mim? Eu fazia antes, mas com os problemas... Você sabe. Vou ter folgas nas sextas. Então quero uma que dê sextas, sábados e domingos. Duas horas de treino acho que tá bom.

Ela sorriu.- Claro, pode ser a minha.

— Ok, me avise quando tiver tudo pronto.- Sorri e voltei para meu escritório. Eu amo esse lugar. Eu estava longe por todo esse um ano e meio, porque Klaus tinha que trabalhar, minha mãe não podia cuidar do Dan naquela época porque meu pai ficou muito tempo no hospital por causa de um câncer que ele teve... Tudo isso me fez ficar em casa, sem uma rotina e acho que fiquei meio louca, mas estava tudo voltando ao normal. Finalmente.

POV Misto. (Klaus e Tatia.)

Quando fui para o trabalho aquele dia, estava acabado, a noitada não me fazia bem ,mas também não era um garoto mais. Isso de Tatia estar mudando só agora estava mexendo com a minha cabeça. Fora que estar com outras mulheres só satisfez meu corpo porque por dentro eu me sentia horrível por estar com outra, era como se a traísse. Eu ia parar com aquilo, por mais que quisesse sexo não ia sair com ninguém mais assim. Passei a me focar no meu trabalho e no Dan, era as únicas coisas que tinha agora. Na sexta tinha levantado e fazia o café, e a mamadeira do Dan quando a vi chegar na cozinha com roupa de ginastica.- Vai onde?

— Voltar a academia. Meu exame de sangue não está dos melhores e estou com saudades de me mexer.- Beijei Dan.- Oi meu amor. Depois quer ir no parque?

Ele sorriu.- Que.

— Academia?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Peguei uma banana, começando a comer. Era um ótimo pré treino.- Você vai ficar em casa hoje?

— Vou.- Disse.

— Ok. Até mais então.- Beijei Dan, peguei minha bolsa e sai.

POV Klaus.

Agora ela ia para a academia, ótimo, porque não? Dei o café do Dan e o deixei brincando na cama enquanto me arrumava para o trabalho. Olhei aquele quarto e senti falta de pelo menos dormir com ela, era uma das poucas horas que a sentia junto de mim sem me afastar. Terminava de me arrumar, observando que tinha emagrecido e que minha barba estava maior que de costume. Quando a campainha tocou, abri e era a mãe dela.- Oi Miranda.

— Oi querido.- Ela disse.

— Pode entrar, o Dan tá no meu quarto. Vou busca-lo.- Disse.

— Ok.- Ela entrou.

Peguei minha pasta e depois ele, descendo.

— Bobó.- Ele disse.

Ela sorriu.- Meu amor.- Ela o pegou.

— Tá explicado porque você adora né? Viciado em colo.- Brinquei com ele que sorriu.

Ela riu.- É viciado mesmo.

Beijei os cabelos dele.- Até mais. Eu chego cedo hoje.

— Tudo bem. A Tatia daqui a pouco está aqui também.- Ela disse.

— Eu sei.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

Fui para o trabalho e tentei me focar no projeto, mas minha cabeça estava em outro lugar; Tatia naquela roupa ou linda como estava agora, ou como sempre foi, me fazia pensar em várias coisas. Eu tinha um almoço marcado com meu amigo Alaric e quando deu a hora, fui encontra-lo. Me sentei e esperei ele chegar.

— Hey.- Ele chegou.

— Oi.- Tomava um suco.

Ele sentou.- Como vai?

— Indo. E os seus preparativos?- Perguntei.

— A todo vapor.- Ele disse.

— Sei como é.- Disse dando um sorriso fraco.

Ele pediu um café.- E como anda as coisas com a Tatia?

— Ela tá bem.- Disse.

— Hmmm... Ok.- Ele disse.

— Droga, eu odeio esse suco.- Disse empurrando o copo.

— E porque pediu?- Ele perguntou.

— Não sei.- Suspirei.- Isso tudo está uma bagunça Ric.

— O que foi?- Ele perguntou.

— Tudo isso da Tatia e a separação. Não era algo que eu queria, você sabe, sempre disse que se fosse para casar com alguém não seria para me separar logo depois.- Disse.

— Eu sei, mas você estava infeliz que chegava a quase cair de cara no chão quando uma mulher passava de tanto quebrar pescoço.- Ele disse.

— Você sabe como somos, como eu era. Eu estava preparado para os meses depois de bebê ficar sem sexo não com muito trabalho e insistência uma vez a cada três quatro meses.- Disse.

— Tudo bem. Agora está na hora de você superar e achar uma mulher que se encaixe nos seus requisitos. Faz tempo que você não olha para a Tatia como mulher. Você, mesmo antes da separação, sempre disse que a única coisa que tinha e que te deixava feliz era o Daniel, então isso também deve ter afetado ela e afetou você, vocês como um casal.- Ele disse.

— Ela deu o ponto final. Eu estava tentando fazer as coisas voltar como antes, mas nada deu certo e agora, livre de mim, ela está outra pessoa. Fico pensando se não era eu que estava fazendo mal a ela.- Disse.

— E você quer ela? Como queria quando a conheceu no campus? Quando ficou obcecado e não deixava nenhum cara chegar perto dela? Porque pelo que você está me falando, você só sente falta da rotina.- Ele disse.

— Claro que quero Ric. Não foi eu quem escolheu se separar. Só aceitei porque estava num momento de saco cheio de ser o único a tentar e ser desprezado.- Disse.

— Ok então, então vá atrás dela e diga isso.- Ele disse.

— Até parece que ela me quer. Ela saiu com tanta facilidade de casa que estava parecendo que ia sair de férias.- Disse.

— Então supere-a.- Ele disse.

— Eu sai com duas mulheres desde então.- Respirei fundo.- Nunca me senti tão mal na vida. Era como se estivesse com nojo de mim mesmo.

Ele riu.- Duas mulheres em quase dois meses? Duvido.

— Sim. Uma no dia que ela decidiu se separar, em que eu sai de casa puto e outra essa semana depois de outra briga quando ela apareceu linda e gostosa como a séculos ela não se arrumava.- Disse.

Ele suspirou.- Ok. Eu não sei o que te dizer. Se você acha que não vale a pena tentar com ela, então eu só posso torcer para que fique bem logo.

— Todo aquele tempo me feriu Ric. Era como seu eu estive casado sozinho e não digo só sexo, mas também carinho, conversar e coisas bobas que eu casal tem. Eu fiquei atrás dela falando perguntando e tentando trazer ela de volta para mim, mas tudo que ela fazia era me afastar. Que merda de marido eu fui para ser tratado assim?- Questionei.

— Então ela foi a merda de mulher.- Ele disse.

— ALARIC!- Disse em tom alto mesmo e segurando a mão antes de socar ele.

Ele o olhou.- Ok. É melhor você chamar um amigo que consiga entender você.- Ele deixou um dinheiro na mesa e saiu.

Mas que merda! Acabei não almoçando e depois indo trabalhar a toda no que fazer.

POV Tatia.

O dia da despedida de solteira da Jenna logo chegou e eu consegui achar um vestido usável para o dia, era esse: http://www.polyvore.com/look/set?id=204443378 . Me arrumei e depois de deixar Dan com minha mãe, fui para a festa e não demorei a chegar.- Hey gente.

— Uau Tatia.- Bonnie disse.

— Você disse sexy, então... E já deixando claro que não vou beber, vou dirigir e tenho um filho para criar.- Disse.

— Ah, que pena.- Hayley disse.

Sorri e me sentei.

— Nem um drinkzinho amor?- Hayley perguntou.

— Não, fico com o suco.- Disse.

— Tudo bem, um coquetel sem álcool para você.- Bonnie disse.

Jenna se sentou.- A festa não vai ter nada demais, vamos somente fofocar e comer.

— É o que você acha.- Hayley disse.

— Ai Deus.- Jenna disse.

— Aqui Tatia e vamos começar logo com isso?- Bonnie perguntou.

— O que?- Perguntei.

— Meu Deus Taty, nem parece que é...- Hayley parou.- Vamos começar.

— Ok.- Disse.

Bonnie saiu, voltando com uma caixa e juntando as outras meninas.

— O que estão fazendo?- Jenna perguntou.

— Bem, é uma caixa de presentes para a sua lua de mel.- Bonnie disse.

— Oh, nossa... Vocês levam esse negócio a sério mesmo.- Jenna disse.

— É claro.- Hayley disse.

Jenna riu.- Ok.

— Vai, abre.- Bonnie disse.

Ela abriu e riu.- Uau, vocês estão inspiradas, mas obrigada. Eu acho.

Hayley pegou o véu e colocou em Jenna, prendendo no cabelo.- Você poderia usar só isso.

— Quem sabe.- Jenna disse.

— Ou isso.- Hayley pegou uma calcinha que era apenas um lacinho na parte de trás.

— Ok, isso definitivamente não. Já tenho mais de trinta, não precisamos deixar claro quanto, mas não fica mais igual.- Ela riu e tomou do drink.

— Você está incrível Jenna, vai ficar gostosa de qualquer jeito.- Bonnie disse.

Jenna sorriu.- Obrigada.

— E isso aqui.- Hayley pegou um par de algemas.

— Oh, santo Deus. Vocês estão nos imaginando como um casal totalmente pervertido.- Jenna disse.

— Qual o problema dela, são tão fofinhas.- Hayley disse acariciando a pelúcia vermelha da algema.

— Sim e posso te dizer inúmeras coisas que podem acontecer e as algemas não abrirem.- Jenna disse.

— Que mente. Escolhe uma Taty.- Bonnie disse.

— Hã...- Olhei a caixa e peguei as camisinhas que tinha ali.- Acho que a pessoa que montou essa caixa está curiosa para saber se o seu marido é bem dotado, Jen. Já que tem uma de cada tamanho.

— Duvido que ela vai responder.- Hayley disse.

— E não vou mesmo.- Ela riu.

— Você acaba com a diversão.- Bonnie disse.

— Pelo contrário; a curiosidade de vocês é que é divertida.- Jenna disse.

Hayley aumentou o som.- Então vamos deixar essa brincadeira para lá e dançar.- Ela puxou a Jenna.

— Vem também Taty.- Bonnie a puxou.

Sorri e fui com elas.

POV Klaus.

Eu estava atrasado para a festa do Ric. Não acreditava nisso, minha cabeça não estava boa mesmo. No carro tirei o paletó e a gravata, e dobrei a manga da camisa, estava bom. Sai e entrei no bar onde era a festa.

— E ai.- Enzo disse.

— Demorei, mas cheguei.- Como estava num lugar seguro e com meu amigos, peguei uma cerveja.

— Até que enfim. Ficamos sabendo do quase soco que deu no Ric, achamos que ele tinha te tirado da lista.- Enzo disse.

— Que nada.- Disse.

— E ai. Nossa, você está um trapo.- Damon disse.

— Trapo é elogio.- Enzo disse.

— Eu estou bem, não se preocupe.- Disse.

Ric comia amendoins.- Podia estar passando um jogo ou algo do tipo.

— Jogo? Cara, ninguém olha jogos em uma despedida de solteiro.- Damon disse.

— Porque estou achando que vocês vão aprontar?- Questionei.

— Porque vão.- Ric disse.

— Exatamente. Que tipo de padrinho eu seria se não aprontasse com você?- Damon questionou.

— Um bonzinho.- Ric disse.

— Acho que está pedindo demais do Damon.- Disse.

— Eu sei.- Ric disse.

— Então vamos começar isso.- Damon disse saindo.

Tinha um lugar do lado do Ric e me sentei.- Ric, sobre aquele dia, me desculpe.

— Tudo bem.- Ric disse.

— Eu não estou no meu normal, não mesmo.- Disse.

— Você vai ficar bem logo.- Ric disse.

— Sei lá. Parece que o que a Taty tinha saiu dela e está pegando em mim.- Disse.

Ele riu.- Então é melhor ficarmos longe de você.

— Talvez fosse.- Disse bebendo.

Ele bebeu também.

Me distrai ali quando todas as luzes se apagaram e do nada as luzes no palco acenderam; uma mulher vestida de diabinha apareceu dançando, depois uma de anjo também.

— Damon tem criatividade.- Elijah debochou.

— Com certeza.- Disse pegando outra cerveja.

Enzo riu também e comia dos amendoins.

POV Misto. (Klaus e Tatia.)

Elas pararam de dançar e chamaram o noivo. Empurramos ele até o palco e elas começaram a dançar para ele. Isso me lembrava a minha despedida de solteiro. Naquele dia eu estava tão feliz... Merda, eu tinha que sair daquela torrente de emoções, tinha que decidir o que eu queria. A despedida do Ric foi bem animada e as dançarinas eram ótimas, mas eu só pensava na Tatia. Apesar de ter bebido fui para casa cedo e quando cheguei vi que ela já tinha chegado. Olhei e a vi no quarto do Dan.

— Ah, oi.- Disse.

Ela se virou e foi inevitável sorrir. Ela estava gostosa pra cacete.- Oi.

— Dan dormiu mais rápido do que quando toma remédio para enjoo.- Ri e fui arrumar algumas coisas de Dan que estavam fora do lugar.

— Deve ter brincado demais.- Fui até ele, dando um beijo na testa dele.

— Sim.- Disse.

— A festa da Jenna foi boa?- Perguntei.

— Sim e a do Ric?- Perguntei.

— Também, mas como não estava muito no clima, vim logo embora.- Disse.

Saímos do quarto de Dan.- Porque? Tudo bem?

— Sério que tá perguntando? Eu perdi você Tatia.- Disse.

O olhei. Eu podia ficar pisando nele e me machucando também, mas não ia conseguir mais vê-lo machucado. O melhor é ser honesta.- Você não me perdeu.

— Como não? Estamos quebrados e somos passado, palavras suas.- Doía admitir aquilo, que não a tinha mais e isso era muito pior do que todo o resto.

Peguei a mão dele.- Eu estava quebrada e não consegui lidar muito bem com isso. Eu sentia falta de trabalhar, de me sentir útil e toda a pressão com meu pai com câncer... Eu fui a pior mulher da face da terra e descontei em você, me desculpe.

— Eu só queria que tivesse se apoiado em mim. Eu estava aqui para isso.- Disse.

— Eu sei, desculpe.- Disse.

Quebrei a distância entre nós.- Eu senti, sinto tanta falta sua.

Toquei o peito dele.- Eu também sinto a sua falta.

— Sente?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu quero tanto te beijar.- Disse.

— E porque não me beija então?- Perguntei.

— Eu tenho que dizer. Eu sai com alguém nesse tempo. Me sinto horrível por isso.- Disse.

— Não achei que fosse esperar. Eu te conheço bem o suficiente.- Tirei o salto que usava e peguei na mão.

— E agora vai me acertar com isso?- Perguntei.

Ri.- Eu podia, mas não. Você não tem culpa de estar “solto” por dois meses e já ser assediado, você é perfeito.

— Eu não sou perfeito, se fosse, teria lutado mais por você.- Disse.

— Não se culpe por isso e para caso queira saber; ninguém me cantou, tentou algo e não fiquei com ninguém.- Disse.

— Então os homens estão muito molengas.- Disse a encostando na parede.

Sorri.- Ou não sou o tipo deles. O que é mais provável.

— Duvido.- Disse a beijando.

Retribui o beijo.

A boca dela sempre foi perfeita na minha, mas parecia que agora era nosso beijo novamente. Eu a desejava demais e o beijo não era nem um pouco sutil.

Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Senti uma euforia por dentro. Não me lembrava a ultima vez que ela me beijou assim. As vezes que sai com outras não chegou nem perto a sensação.

Parei o beijo.- Estamos no corredor, perto do quarto do Dan.- Sorri.

— Então vamos sair daqui.- A prendi em mim, a segurando e a levei para o que era nosso quarto, a levando para a cama.

— Espera ai.- Tirei o brinco e as pulseiras que estava usando.

Aproveitei para tirar os meus sapatos e fui beijando pela perna dela.

Me arrepiei e soltei meu cabelo do rabo de cavalo que tinha feito.

Cheguei a barra do vestido e procurei o zíper.

Me virei de costas para ele tirar.

Abri e o tirei, beijando pelas costas dela.

Me arrepiei novamente.

A virei, a beijando e pegando nos seus peitos. Teria que medir minha vontade, se não me perderia facilmente.

Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.

Apertei eles e brinquei com os mamilos, mas a urgência da ereção na minha calça me fazia esquecer qualquer brincadeira e resolver aquilo logo.

Suspirei pesadamente e comecei a abrir a camisa dele.

Beijei o pescoço dela sem me importar se ficaria marcas. Minhas mãos corriam pelo seu corpo e nem acreditava que estava com ela novamente depois de tudo.

Ele tirou a camisa dele e voltamos a nos beijar.

Desci mais os toques, chegando a calcinha dela e tocando seu sexo por cima do tecido mesmo.

Suspirei pesadamente ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.

Me afastei, tirando a calça e a cueca, o que foi um alivio, e tirei a calcinha dela. É, ela tinha mesmo se depilado por completo.

O puxei para perto novamente, beijando-o e acariciando sua nuca.

Me ajeitei entre as pernas dela e a penetrei. Tive que segurar um gemido mais forte. Merda, ela continuava deliciosamente apertada e pronta para mim.

Gemi contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo. Entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Me movimentei e me afundei nela completamente. Agora sim sentia o tesão só por estar ali. Era um fato; a única mulher para mim era ela.

Acariciava os cabelos dele enquanto minha mão descia pelas suas costas.

Não me importei em me conter mais e peguei o ritmo, metendo com vontade. Suspirava e gemia.- Tatia.

Sorri e desci meus lábios para o pescoço dele, beijando ali.

Gemi mais intenso. Ela sabia que era mais sensível ali e devolvi a provocação, indo mais rápido e deixando aquele sexo mais intenso.

Gemi e suspirei pesadamente, envolvendo minha perna na cintura dele.

Minha boca se arrastou pelo colo dela, chegando aos peitos e pegando um; sugando e brincando com o mamilo com a minha língua.

Gemi e acariciava sua nuca.

Fui diminuindo e apoiei meus braços ao lado da cabeça dela. Ela estava tão entregue... Será que ainda me amava como antes?

O beijei novamente e envolvi meus braços em seu pescoço.

Aumentava cada vez mais as estocadas e o tesão tomava conta de mim e dela também. Sentia o orgasmo chegando e me deixaria levar por ele.

Acariciava o rosto dele enquanto nos beijávamos. Minha mão descia pelo abdômen dele.

Senti o gozo vir e podia dizer que tinha visto estrelas ou qualquer coisa assim da intensidade que ele me atingiu. Mesmo assim continuei me movendo até ela chegar também.

Parei o beijo.- Eu te amo.

Aquilo me pegou de surpresa. Ela não dizia isso a muito tempo. Sorri.- Eu também.

Sorri e beijei ele na bochecha.

Tombei do lado dela, ainda ofegante e suado, mas satisfeito. Por mais que ela tenha falado isso, temi por como seria agora.

— Bem, vou tomar um banho. Já volto.- Fui para o banheiro.

Escutei o barulho do chuveiro e revivi cada parte daquele momento, ainda sentindo a boca dela na minha. Não, é real, ela não vai mudar.

Tomei o banho, me sequei e voltei para o quarto. Me deitei na cama novamente.

— E agora? Vai voltar como antes?- Questionei.

— Bem, paramos com o processo e voltamos. Se você quiser.- Disse.

— Parar com o processo, com toda certeza, mas depois de tudo que passamos, acho que tenho uma ideia melhor.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Em começar de novo. Eu me sinto mal pelo modo que agi, não deveria ter aceitado a separação, devia ter lutado mais por você. Então podemos começar de novo, te conquistar.- Sorri.- Até para a gente se acostumar com tudo novamente.

— Você não tem culpa de nada, já disse. E não sei se vou conseguir fingir que você não me conquista de qualquer jeito.- Sorri.

Me virei totalmente para ela, mexendo no seu cabelo.- Ah é?

— Sim.- Disse.

— Pois então deveríamos trocar e você ter que me conquistar.- Disse.

— Isso seria um jogo perdido. Estou com você desde dos meus 18 anos e não precisei te conquistar, então não tive essa experiência.- Disse.

— Quem disse que você não me conquistou? Você sempre dizia que eu era seu primeiro em tudo, você foi a primeira que amei. Me conquistou de cara.- Disse.

Sorri.- Depois quer me conquistar “de novo”.

— Claro, ai podemos ter muito sexo para "testar".- Ri acariciando junto do pescoço dela.

Ri.- Você é muito interesseiro.

— Eu?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

A beijei, trazendo mais para junto de mim.- Então deveria tirar mais proveito.

Sorri e o beijei.

— Devo tirar total proveito.- Disse rindo e rolando por cima dela.

Sorri.- Eu amo seu sorriso.- Toquei o rosto dele.

— Não sabe o alivio que me dá ver você sorrindo.- Disse.

— Bem, eu estou concorrendo a sócia da firma esse ano, então porque não estaria sorrindo?- Questionei e o olhei, mordendo meu lábio de leve.- Me desculpe novamente por esse ultimo ano, eu fui péssima. Eu sou muito apaixonada pelo que faço e quando não posso fazer isso, eu fico de mal humor.

— Nem me fale, mas acho que eu ficaria do mesmo jeito. Na verdade estava começando a ficar, sem a minha coisa favorita; você.- Disse.

— Hey, isso não é justo. Não estava falando das coisas mais importante que é você e Dan, e sim de algo que faz parte de mim.- Disse.

— Eu também. Taty, você é a única mulher para quem entreguei meu coração, então você faz parte de mim.- Disse.

— Você é um fofo.- Disse.

Inspirei.- Um fofo um tanto fedorento.

Cheirei ele.- Eca, verdade.

— Então minha vez de banho e também tirar essa barba; está enorme.- Disse.

— Não é só sua barba que está enorme.- Disse.

— É? E o que mais?- Questionei.

— Acho que faz um tempo que você não apara os pelos dai de baixo. Quer dizer, eu não faço isso.- Disse.

— Ah sim, verdade. Me esqueci completamente.- Disse.

— Eu sei como é. Mil vez ficar peluda. A gente se sente livre. Infelizmente a sociedade acha feio.- Disse.

— Ok, isso é uma conversa estranha. Deixa eu ir para o chuveiro.- Disse levantando.

Ri.- Se você acha isso estranho, como vamos conversar sobre tudo? E eu fui no banheiro na festa antes de você me atacar.- Debochei.

— Oh, sério?- Disse me virando para ela.

— Sim e você também. Líquidos fazem isso, mas não vou dizer porque eu sei que você foi.- Disse.

— Oh, cerveja faz isso.- Disse.

Sorri.- Klaus, não precisamos ter nojo ou vergonha de falar essas coisas. Achei que tínhamos superado isso. Ok, vai tomar seu banho de uma vez.- Entrei para debaixo da coberta.

Ri e entrei no banheiro, indo para uma ducha, mas acho que não era só um banho, e sim levar tudo de ruim que estava acumulado, para começar de novo; sem mágoas ou ressentimentos. Tomei o banho, aparei a barba bem baixinha como de costume e também dando uma limpa na parte de baixo. Me olhei; apesar de algumas olheiras ainda e um pouco mais magro, agora parecia mais eu. Terminei e voltei para ela.

Sorri.- Você é tão branquinho que chega a ser fofo.

— Que bom que acha branquinho e não desbotado.- Disse.

— Claro que não.- Disse.

Me joguei na cama.- Agora sim; limpinho, cheiroso e aparado.

Sorri e me abracei nele.- Cheiroso mesmo.

— Será que não acordamos o Dan?- Questionei.

— Não, a babá tá aqui.- Indiquei a tela que estava no criado mudo.

— Que bom e que ele durma a noite toda.- Mordi o pescoço dela.- Porque nós não vamos.

Sorri.- Não é?

— Não mesmo love.- Disse.

— Você está com disposição.- Ri.

— Muita.- Ri e a beijei.

*****

POV Tatia.

Uma semana passou e tudo estava indo bem com Klaus, e ele falou sério o negócio de irmos devagar. Eu não entendi o motivo disso, mas ele queria. Estava na academia com Hayley e esperava Klaus vir me pegar.

— Eu acho que aquele personal tá de olho na gente.- Hayley disse.

— Em você.- Disse.

— Em você e seus peitos exibidos ai.- Hayley disse.

— Exibidos?- Questionei.

— Sim. Depois do Daniel eles ficaram enormes.- Ela disse.

Ri.- Nem tanto. Sempre tive bastante seios, graças a minha avó.

— Inveja sua.- Ela disse.

— Você é linda.- Disse.

— Nem tanto.- Ela disse.

— É sim e tem corpo de modelo. Você é perfeita.- Disse.

— Olha o exagero Taty.- Ela disse.

— Oi meninas.- Ele disse.

— Oi.- Disse.

— Percebi vocês no treino, estão precisando de personal?- Ele perguntou.

— Na verdade sim.- Ela disse.

— Ah, eu estou bem.- Disse.

— Que isso, eu posso ajudar vocês a chegar onde quiserem.- Ele disse.

— Não duvido disso.- Disse.

— Então vou ajudar vocês.- Ele disse ficando entre as duas.

— Ah, a Hayley vai aproveitar mais isso do que eu. Eu gosto de fazer sozinha.- Disse.

POV Misto. (Klaus e Tatia.)

Estava indo buscar a Taty quando vi um cara babando em cima dela; que porra era aquela?

Vi Klaus.- Hey.

— Oi.- Disse dando um selinho nela.

Sorri.- Como foi o dia?

— Ficou ótimo agora.- Olhei o cara.- E quem é você?

— Marcel Gerard, personal Trainer.- Ele disse.

— Ah, esse é meu marido. Klaus.- O apresentei.

— Marido? Prazer.- Ele disse.

Apenas sorri.

— Prazer; Klaus Mikaelson. Ele é seu personal? Não sabia que tinha um.- Disse.

— Eu não tenho.- Disse.

— Eu estava oferecendo meus serviços a ela.- Ele disse.

— Oi Klaus e sim, ele parece um personal muito bom.- Ela disse.

— Sim.- Disse.

— Tudo bem, mas não precisa, eu vou passar a vir com ela e explicar o que precisar.- Disse passando o braço em volta da cintura dela. Perto da minha mulher você não fica babaca.

O olhei.- Você vai?

— Sim, vou.- Disse.

— Você não me parece do tipo de academia, está magro e com certeza fora de forma.- Ele disse.

Hayley riu.

— Hey, ele é perfeito.- Disse.

— Bem, isso é uma questão sua, estou avaliando como profissional.- Ele disse.

— Hmm... Então se ele é magro e Hay é magra, então quer dizer que eu sou a gorda da equação?- Questionei.

— Nunca, você tem um corpo perfeito. Talvez uma tonificada de leve.- Ele disse.

— Hmm... Sei.- Disse.

— Sério. Enquanto a Hayley facilmente vai ganhar massa já modelando, você é só modelar. As duas ficarão mais perfeitas e gostosas do que já são daqui a uns meses.- Ele disse.

— Eu topo.- Ela disse.

— Como é que é?- Questionei.

— Hã... Eu prefiro ficar sozinha mesmo, mas boa sorte Hay.- Me voltei para Klaus.- Melhor irmos.

— Sim, vamos. Você não quer carona Hayley?- Perguntei.

— Não, valeu. Tenho que passar no supermercado antes.- Ela disse.

— Até segunda então.- Disse.

— Até queridos.- Ela disse.

Me despedi, entramos no carro e saímos dali. Tomei o rumo de casa, mas estava com uma ideia, ia botar ela em prática.- Quando chegarmos preciso que arrume umas coisas.

— Porque?- Perguntei.

— Vamos na Santa Monica.- Disse.

— O que? Não posso deixar o Dan com a minha mãe o dia inteiro, quando que é um dos poucos que ela tem de folga.- Disse.

— Eu sei, vamos pegar ele também.- Disse.

— Ok e o que vamos fazer em Santa Monica as 18:00 da tarde de uma sexta?- Questionei.

Fiz cara de ofendido.- Você não lembra?

— Lembro sim.- Disse.

— Então sabe o que vamos fazer.- Sorri.

Não tinha entendido agora essa ideia do nada, mas vamos lá.- Tudo bem. Vamos levar o que?

— Só o básico, não vamos passar a noite lá.- Disse.

— Ok.- Disse.

Apesar de ter pegado um pouco de trânsito, chegamos logo em casa e nos trocamos, pegamos o Dan e saímos. A praia estava até com um certo movimento. Eu adorava aquele lugar.

Coloquei um boné em Dan por causa do vento da praia e nos arrumamos na areia.

— Inca mamãe?- Dan pediu.

Sorri e o coloquei na areia com os brinquedos.- Aqui amor.

Sorri ao ver ele rindo, brincando livre.- Lembra quando largávamos tudo e vínhamos para cá? Era só nós dois esquecendo o resto do mundo.

Sorri.- Claro.

— Foi por isso que quis vir. Foi uma semana intensa com as coisas voltando ao normal, mas estávamos infurnados a muito tempo dentro de casa.- Disse.

— Bem, eu gosto de ficar em casa.- Disse.

— Eu sei, assim como sei que não gosta muito de festa e sim de coisas tranquilas, como aqui.- Cheguei junto dela, beijando ela de leve.- Depois daquela visão com a roupa de academia só consigo pensar em você pelada.- Disse no ouvido dela.

Sorri e me arrepiei com a voz dele.- É muita covardia você falar no ouvido de alguém com a sua voz.

— É?- Mordi a orelha dela de leve.

Me arrepiei.- Sim.

Inspirei o perfume dela e beijei seu pescoço. Só de estar perto dela assim já sentia a excitação percorrendo por mim, acho que deve ser o tempo acumulado. Será que ela se sentia assim também?

Sorri.- Amor, não se empolgue muito. Nosso filho está aqui.

— Eu sei. Dan, vamos brincar?- Questionei.

— Amo papai. Orre.- Ele disse.

— Vamos correr então.- Disse levantando e alcançando ele.

Sorri ao olhar os dois brincando.

— Vem Taty.- Disse.

Sorri.- Ok.- Fui com eles.

Corri para pegar os dois e acabamos nos molhando.

— Fria, fria mamãe.- Ele disse.

Ri e o peguei.- Tadinho.

— A mamãe tá tão linda, não acha Dan?- Perguntei.

— Tá.- Ele disse.

Sorri.- Obrigada amor.

— Tanto que quero pegar ela e você e apertar bastante, fazer cosquinha.- Disse.

— Oinha não. Orre mamãe.- Ele disse.

— Sim, vamos correr.- Ri e corri com ele no colo.

Tentei alcançar os dois e brincamos até que caímos no lençol, rindo. Agora sim sentia retomando minha família por completo.- Vocês me ganharam.

Sorri.- Somos os melhores.- Dan bateu a mão na minha.

Alcancei meu telefone.- Foto dos vencedores.

Sorrimos para a foto.

— Ficou ótima. Agoro do perdedor.- Dei a ela.

Sorri.- Não tão rápido. Eu e Dan decidimos o castigo para o perdedor, não é Dan?

— É, papai edeu.- Ele disse.

Me virei com Dan e conversamos. Me virei de volta.- Dan quer mamadeira quentinha todas as manhas na cama e eu quero que você volte ao seu sonho de ser pintor, profissional.- Sorri.

— Mamadeira quentinha é, folgado?- Peguei ele.

— É dedela papai.- Ele explicou.

Apenas sorri.

— E quanto a você, você sabe, é complicado e estou estável no emprego.- Disse.

— E você não é feliz 100%.- Disse.

— Eu amo pintar, você sabe.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Vou pensar, tudo bem?- Questionei.

— Ok.- Disse.

— Estou com fome, quer que eu busque algo para gente?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ok, fica ai que já volto.- Levantei e fui até um quiosque, comprando dois refrigerantes, dois x-tudo com fritas e um suco para o Dan. Vi um rapaz vendendo flores e comprei rosas amarelas as favoritas dela. Escondi nas minhas costas. Quando voltava vi dois caras perto de onde estávamos comendo a Tatia com os olhos. Suspirei pra não estragar o passeio.- Prontinho.

— Parece uma delícia.- Disse.

— O cheiro diz que sim.- Olhei os caras que até ajeitavam as bolas.- E vocês arrumem outra para secar, essa tem dono.

Olhei para onde ele olhou, ficando vermelha.- Klaus.

— Foi mal, mas ela é muito gostosa.- Um dos caras disse.

— É gostosa sim e minha, então sumam.- Disse e me voltei a eles, sentando junto dela.

— Uma batata amor.- Dei a Dan.

— É tão bom fazer isso.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Eu digo ter certeza para gritar que você é minha.- Disse.

Sorri.- Que bom.

Sorri e comecei a comer.- Filho, devagar com a batata.

— Bom.- Ele disse.

Ri.- Isso é.

Estava sentindo uma coisa atrás.- Ah, merda... Opa, desculpa bebê.

— O que foi?- Perguntei.

Levantei.- Na raiva esqueci.- Disse pegando a rosa, com certeza tinha furado a minha bunda.

Sorri.- São lindas. Obrigada.

Beijei e dei a ela.- Não resisti em comprar depois de lembrar como você sorria quando eu te dava uma.

Sorri.- Eu amo rosas.

— Fozinha da mamãe.- Ele disse.

Ri.- Sim, amor. São lindas, não são?

— Ão.- Ele disse.

— Gostou de vir filhote?- Perguntei.

— Otei!- Ele disse.

Sorri.- Que bom amor.- Continuamos ali por mais algumas horas e depois voltamos para casa. Chegamos e deixamos as coisas na sala.- Vou dar um banho nele.

— Eu vou fazer uma mamadeira para ele.- Disse.

— Ok.- Subi com Dan.

Fui para a cozinha, preparando a mamadeira e enquanto pensava na ideia dela; eu sentia tanta falta de pintar, talvez desse certo. Terminei e enquanto esfriava um pouco guardei as coisas, depois indo para o quarto.- Aqui está.

Já estávamos sentados e Dan quase dormindo, peguei e dei a ele.

— Parece que até ele está mais feliz.- Disse.

Sorri.- Sim.

Beijei a testa dela.- Vou indo tomando banho.

— Ok.- Disse.

Fui para o quarto e arrumei a cama, espalhando as rosas nela. Tinha feito aquilo na primeira vez dela e faria agora também. Deixei tudo pronto e tomei banho, saindo e ficando pronto para ela.

Entrei no quarto, sorrindo.- O Dan....- Parei e olhei.- Meu Deus. O que é isso?

— Eu querendo fazer surpresa?- Questionei.

Sorri.- É tão fofo quando você se atrasa. Você sabe que só nessa semana transamos umas dez vezes, né? Você tem muita disposição.- Fui até ele.

— O que posso fazer se você é gostosa demais?- Questionei.

Sorri e liguei a babá eletrônica, antes que esquecesse.- Exagero seu.

— O que ia falar dele?- Questionei.

— Ele falou a primeira palavra inteira dele, sem erros.- Disse.

— Não, eu perdi isso?- Questionei.

Sorri.- Amanha ele repete. Ele falou “quero”.

— Nosso bebê está crescendo.- Disse e beijei o ombro dela.

— Não fala isso que estraga meu dia.- Disse.

— Opa, e eu não quero isso. Ele é um bebê muito lindo e esperto.- Disse.

Sorri.- Ótimo.

Beijei por ali, indo para o pescoço e subindo a blusa dela.

Ajudei ele com a blusa.

A beijei e levei para a cama.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Subi os toques pelo corpo dela e peguei em seus peitos.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Taty, você é tão gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— É sempre um prazer.- Disse.

Apenas sorri.

Suguei o seio dela, ela gemeu e aumentei o ritmo do que fazia. Ah, eu adorava fazer ela gemer. Continuei e logo estávamos transando; Tatia era uma amante perfeita. A beijei, toquei e mudamos de posições várias vezes até que nos dois gozamos. Tomamos banho novamente e não deu outra; transamos de novo, tendo outro orgasmo avassalador. Tomamos banho direito e nos deitando, agora pegando no sono. Acordei com um chorinho e sabia quem era; Dan. Levantei e fui até ele, o pegando e depois levando para o nosso quarto.

Me senti acordar e sorri.- Hey amor.

— Acho que ele teve um pesadelo. Acordou assustado e chorando.- Disse.

Me sentei.- O que houve meu amor?

— Bixo mamãe.- Ele falou choroso.

— Bicho? Que bicho?- Questionei.

— Tava dormindo meu anjinho, foi um pesadelo.- Deitei com ele na cama.

O beijei e sequei o rostinho.- Tá tudo bem amor.

— Sim, vai ficar aqui com a gente tá?- O botei do jeito que ficasse bem entre nós.

Sorri.- Sim.

— Mama mamãe.- Ele disse.

— Quer mamadeira?- Perguntei.

— Não.- Ele puxou a blusa dela.

Sorri e o peguei.- Infelizmente meu docinho, não sai mais nada daqui.

— Medo.- Ele chorou.

— Hey Danny, calma, papai tá aqui amor.- Disse.

— Será que faz mal se ele só ficar chupando? Mesmo que não saia leite, talvez o acalme.- Disse.

— Acho que não.- Disse.

— Ok.- O ajeitei e tirei o meu seio para fora e ele logo o pegou.

Ele começou e mesmo sem nada, pareceu se acalmar. Eu acariciava os cabelos dele.

Sorri e beijei a testa dele.

Ele "mamou" até cansar e soltou, sorrindo.- Pronto?

— Onto.- Ele disse.

Sorri e me arrumei.- Você é muito esperto, garoto.- Beijei a barriga dele.

— Vai ser terrível.- Brinquei com ele.

Sorri.- Sim.

— Eu estava pensando uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Nós sempre tivemos o plano de dois filhos, mas não sei se quero arriscar.- Disse.

— Arriscar?- Perguntei.

— E você ter uma recaída.- Disse.

O olhei.- Como é? A culpa não é do Dan.

— Não, claro que não. Eu só não quero que você fique daquele jeito de novo.- Estávamos tão bem, mas ainda trabalhava esquecer tudo de ruim que passamos.

— Ok então.- Disse.

Brincávamos com Dan.- Eu também quero te pedir desculpas.

— Porque?- Questionei.

— Porque eu deveria ter te ajudado e não reclamar de atenção. Agora com as coisas calmas percebo que só te pressionava, achando que estava te ajudando.- Disse.

— Ah, tudo bem.- Disse.

Passei por cima do Dan e a beijei.- Quero propor uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— De deixar de vez essa parte da nossa história para trás. Prometo não remexer e ficar relembrando sempre.- Disse.

— Por mim tudo bem. Achei que já tínhamos feito isso.- Disse.

— Sim, mas vou parar com isso de começar de novo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mamãe e papai indo.- Ele bateu palma.

Sorri e o beijei na bochecha.

— Lindo é você seu fofinho.- Disse fazendo cosquinha nele.

Sorri vendo os dois e ficava triste sabendo que Klaus não queria um bebê e por ele não confiar em mim. Mas o que podia fazer? Não posso fazer um bebê sozinha.

— Vamos fazer na mamãe?- Questionei.

— Ai Deus, não.- Disse.

— Sim.- Ele disse.

Começamos a fazer nela.

Comecei a rir.

Ri deles e roubei um beijo dela.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

Brincamos com Dan até que ele pegou no sono e depois dormimos também. Senti aquela paz voltar a mim, a paz que tinha a olha-los sempre. O casamento do Ric foi ótimo e todos, que ainda não sabiam, deram os parabéns por voltarmos, mas dentre todos o mais feliz era eu. O tempo passou e eu dei inicio o projeto de pintura, e de inicio meus principais modelos eram eles dois; Tatia e Daniel, depois fui aumentando, até que um conhecido meu me fez uma oferta, se não queria fazer uma exposição. Não poderia ficar mais feliz até que Tatia me surpreendeu, aparecendo grávida. Claro que balancei, preocupado com ela, mas fui o que eu deveria ser; o melhor marido que podia e disse que estava tudo bem. Se ela tivesse algum sinal de recaída, eu estaria lá e a ajudaria, e mesmo que dessa vez ela me mandasse embora, não o faria, nunca mais deixaria o amor da minha vida.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Capítulo tenso, não é? Não faço ideia de como seria uma situação dessa, mas sempre tentamos deixar as reações e falas dos personagens reais, o como a gente se sente na hora que está escrevendo a história... Espero que consigam perceber isso nas "entrelinhas" HAHA' Então, o próximo é Klaus e Jessica, e depois começamos uma nova votação...Já temos bastante pedidos para os próximos capítulos, mas mandem mais sugestões que são sempre bem vindas! Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)