Liberty- One Shots
7 Capitulo 7- Klaus & Bonnie.
Notas iniciais
POV Bonnie.
Estava no avião indo para Londres. Tinha sido indicada para um estágio de secretária em uma grande empresa de lá. A melhor, dizem. Preciso do emprego pois quero começar uma vida nova, longe da América. Quando o avião pousou, sai e fui logo pegar um táxi. Pedi para me levar para algum hotel bom, mas não dos "muito caros". Cheguei no hotel e pedi um quarto. Subi, tomei um banho e pedi um jantar. Comi, estava faminta e depois de tomar um chá para me fazer relaxar, pois o avião me deixa elétrica, consegui adormecer. Acordei no outro dia e tomei um banho. Coloquei uma calça jeans preta formal e colada ao corpo. Ficava bonita em mim. Sorri. Coloquei uma blusa "aceitável", mas não muito engomada. Não sei porque usam aquelas coisas feias. Terminei de me arrumar e me dirigi para a empresa. Cheguei lá e pedi para falar com o senhor Mikaelson, meu novo chefe. A moça pediu para esperar, então, me sentei.
POV Klaus.
Ah, mais um dia de trabalho. Levantei cedo, fiz meus exercicios, tomei um banho. Sentei na mesa e a governanta me serviu o café da manhã. Moro sozinho, não aguentava toda aquela bagunça dos meus pais e irmãos. Prefiro a calmaria da minha casa e a liberdade também. A senhora Flowes era ótima e não tinha problemas. Deu a minha hora e fui para o trabalho dirigindo, mesmo tendo motorista. Tinha dias que preferia assim, me ajudava a pensar. Entrei no prédio da empresa, minha empresa e segui para o meu andar. Todos eram sempre muito respeitosos, eu impus assim, tratava bem aos que mereciam mas não dava muita regalias aos que eram displicentes. Assim tinha a maior empresa de Marketing do pais. Hoje ia começar uma nova estagiária e depois de olhar todos os meus recados, mandei ela entrar. Olhava a ficha dela.
Ela bateu na porta e a abriu.- Senhor Mikaelson. Sou Bonnie Bennett.
— Entre senhorita Bennett.- Disse lendo o arquivo, sem olha-la.
Ela entrou e fechou a porta mais forte que o necessário e pigarreou para ter a minha atenção. Levantei os olhos para olha-la. Era bonita e tinha um ar de decidida, e um tanto autoritaria, mas capaz.- Sente- se, por favor.
— Obrigada.- Ela se sentou cruzando as pernas.
Terminei de ler. — Já deve conhecer nossos regulamentos e tudo mais que o Departamento Pessoal tenha lhe explicado.
— Sim, eu sei. E achei ótima a iniciativa de cada departamento ter uma estagiária. Parabéns.- Ela sorriu cordialmente.
— Sempre existem mentes promissoras começando e a ideia de as melhoras possiveis trabalhando comigo me agrada. Vi que foi uma das melhores da sua turma em Administração. Gosta da area ?- Perguntei.
— Eu amo. Adoro passar horas mexendo em papeis e planejando algo novo.- Ela falou.
— Isso é muito bom e tendo a disciplina conseguirá ótimas colocações aqui.- Disse.
Ela sorriu.- Obrigada senhor. Falaram muito bem da sua empresa, e com certeza será um prazer ver se isso é verdade.
— Amara vai lhe passar o ritmo da presidência e espero que se adapte, tem muito potencial.- Falei.
— Tudo bem e obrigada pela oportunidade.- Ela disse.
— De nada. Começando, leve esses contratos e se possivel hoje me traga duas cópias de cada autenticada.- Pedi.
— Claro.- Ela pegou os contratos.- Mais alguma coisa, senhor?
— No momento não, pode se retirar.- Disse.
— Ok. Não demoro com isso.- Ela se levantou e saiu.
Ela saiu e afrouxei a gravata, que mulher. Educada, obediente, competente e linda. Uma otima tentação bem aqui na minha porta. Já tinha saido com algumas mulheres da empresa, obvio de um modo que não afetasse a nada, era bem claro, apenas sexo nada de sentimentos. Era assim na minha vida.
POV Misto. ( Klaus e Bonnie.)
Ele era realmente lindo. E o sotaque dele arrepiava qualquer uma. Foco, Bonnie. Ele é seu chefe. Respirei fundo e a tal da Amara me levou até minha nova sala. Fiz tudo que ele pediu, não era difícil. Peguei a ultima "tarefa" e sorri.- Filho da mãe.- Ri suavemente.- Acha que não sou capaz? Ok.- Depois de uns 30 minutos terminei. Peguei os papeis e fui para a sala dele.
— Sim, Bennett.- Falei.
— Terminei tudo senhor.- Fui até a mesa dele e entreguei os papeis.
Isso foi surpreendente, tinha mandado muita coisa.- Tudo?
— Claro. Isso é muito fácil.- Sorri.- Isso me faz até relaxar.
— Relaxar? Ok. Enquanto reviso me traga um copo de água e um analgesico, por favor.- Pedi.
— Claro.- Sai da sala e peguei o copo de água e o remédio. Voltei para sala. Fui entregar á ele, mas sem querer bati com pé na mesa e derramei toda a água na minha blusa.- Droga.
Olhei mediante a exclamação dela e foi uma visão. Tinha observado durante todo o tempo aqui, mas ver sua lingerie se destacar contra sua blusa branca, foi excitante.- Se machucou?
— Não, está tudo bem. Desculpe. Vou trazer um pano para secar e pegar outro copo de água.- Falei.
Me levantei indo até ela. Tinha sempre um lenço a mão. Sequei a parte da pele dela que estava molhada.- Não quero minha estagiaria correndo risco de gripe.
Olhei para ele com a mão em meu colo. E sua boca próxima.- Hã... obrigada. Eu vou ver se encontro uma blusa seca por aqui.
— Tudo bem. O trabalho está ótimo, parabéns.- Disse voltando ao meu lugar. Olhei o relogio.- E pode ir, já está na sua hora mesmo.
Sorri.- Obrigada. E boa noite, até amanha.
— Boa noite, Bonnie Bennett.- Disse.
Sorri e sai da sala. Fui até a minha e me escorei na porta. Bonnie, se controle. Ele é seu chefe, nada demais. Respirei fundo e suspirei. Peguei minhas coisas e sai da empresa.
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Depois daquele dia passei a prestar atenção em Bonnie e era sempre um deleite fazer isso. Ela era linda e melhor, competente. Nesse um mês e meio que se passou não tive motivo para reclamar, pelo contrario somente a elogiar pelo seu trabalho. Sentia ela ficando mais a vontade trabalhando aqui, e principalmente perto de mim. Tinha chegado a semana do aniversário da empresa e era de costume eu dar uma festa para os funcionários da empresa no salão do prédio. Óbvio que meu desejo maior era encontra-la fora do ritmo do trabalho. No dia, um sábado, me arrumei e fiquei esperando ver a minha querida estagiária.
Chegou o dia da festa da empresa e me dava bem quase com todos. Menos com Amara, não sei porque ela não gostava de mim. Na realidade não tenho nada contra ela e nem tenho porque ter. Tomei um banho e coloquei essa roupa: . Coloquei o sapato, o brinco e o colar. Fiz a maquiagem, arrumei o cabelo e sai para a festa.
Estava bebendo com alguns homens quando a vi chegar. Como estava linda assim, sem tanta seriedade. Depois de alguns momentos andei um pouco e a encontrei.- Boa noite Bonnie.
— Boa noite senhor.- Sorri suavemente.
— Não precisa disso aqui. Me chame de Klaus.- Disse.
— Tudo bem se...- Parei e sorri.- Klaus.
— Bem melhor assim.- Minha mente voou para aquela voz chamando meu nome em meu ouvido enquanto a teria debaixo de mim. Ela seria minha.- Gostanto da festa?
— Sim, a decoração ficou linda.- Sorri.- Ah, e parabéns pela empresa.
— Obrigado. Mas como gosto de dizer, é trabalho de vocês tambem. Eu só os coordeno.- Falei.
Bebi do champanhe.- Legal da sua parte pensar assim. Mostra o quão competente é.
— Mesmo que digam que sou um chefe dificil, gosto de elogiar quando as coisas são bem feitas. Você é um caso disso.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Sempre fazemos bem feito o que gostamos de fazer.
— E isso é dificil de se encontrar. Competência, bom carater e comprometimento.- Falei.
— Com certeza é.- Me lembrei do meu ex. Não podia existir homem mais... cachorro que ele. Bebi mais um pouco do champanhe.
— Tudo bem? Estou lhe incomodando com essa conversa executiva.- Disse.
— Não, claro que não. É só lembranças chatas.- Sorri.- Nada demais.
— Problemas na América?- Perguntei.
— Sim. Sempre tem.- Falei.
Ri.- É verdade. Por que decidiu vir para cá?
— Pela oportunidade mesmo. Apareceu e a agarrei. Mas juro que é difícil de morar aqui. Vocês falam muito rápido.- Ri.
— É uma verdade. Como fiquei um tempo em NY consigo equlibrar melhor.- Disse.
Sorri.- Sim. Mas Londres é belíssima mesmo. Sempre quis conhecer aqui.
— Concordo. Por mais que falem sobre tudo ser "frio" aqui, eu discordo.- Falei.
— Eu amo o frio, então não me importo.- Sorri.- Claro, mesmo adorando aqui, tenho que dizer que amo minha linda Califórnia com suas praias.
— Praias. Eu adoro, mais não posso ir muito, ou fico igual a um camarão.- Comentei.
Ri.- Eu não tenho esse problema.- Sorri.- Adoro pegar sol, mesmo que não seja para pegar cor.
— Mas a sua cor é linda. Imagino que com sol deve ficar melhor.- Falei.
Sorri.- Obrigada. Bem, não sou a melhor pessoa para dizer isso.
Começou uma musica.- Dançaria comigo?
— Claro.- Coloquei a taça na mesinha que tinha ali. Não sei se seria algo apropriado para fazer. Dançar com o chefe. Isso pode desencadear muita coisa.
— Não se preocupe. Hoje sou apenas mais um, não o chefe.- Comentei.
Ri.- Um chefe nunca será mais um, Klaus. Isso é fato.
— Pergunte aos outros. Essa festa é dada com esse intuito, nada de titulos ou posições, apenas companheiros de trabalho.- Falei.
— Se você diz.- Acompanhei ele para a pista.
Nos juntei segurando em sua cintura. Ela tinha um perfume delicioso. Ninguém nos olhava. Como disse era costume dançar na festa com varias. Só que provavelmente hoje será apenas uma.
Apoiei minha cabeça no ombro dele e dançávamos. Não queria ter envolvimento com ninguém e nem podia. Eu vim para trabalhar, não para algo a mais.
— Não perguntei se está se adaptando bem aqui. Fora a velocidade da fala.- Comentei.
— Ah, não é a mesma coisa que nos Estados Unidos. Quando você não tem sua família e amigos por perto você não se sente em casa.- Disse.
— Entendo. Espero que esteja agradavel pelo menos.- Disse.
— Superando as expectativas.- Falei.
— Fico feliz em colaborar para isso.- Era muito bom senti-la junto ao meu corpo. Se fosse escolher alguém para sentir algo, seria assim.
Sorri. Não faço ideia do porque estou dançando com ele. Já tinha ouvido a fama dele pelos corredores e como ele já tinha ficado com todas as mulheres dali. Eu não sou dessas. Não nasci para ser mais "uma".
— É sempre tão quieta assim? Errei de pensamento então.- Perguntei sorridente.
— Como assim?- Questionei.
— Achei que era mais de conversa. Sabe, fora do clima do trabalho.- Comentei.
— Bem, é que não gosto de falar muito sobre mim. — Sorri suavemente.
— E do que gosta?- Perguntei.
— Não sei.- Ri.- Sou péssima nessas coisas.
— Uma pessoa dificil de desvendar senhorita Bennet. E eu gosto de desvendar pessoas.- Disse.
— E eu gosto de manter segredos.- Falei.
— Um desafio? Amo desafios.- Comentei.
Sorri.- Você não irá descobrir senhor Mikaelson. Sou mais misteriosa do que o você possa imaginar.
Ela me desafiava e eu estava amando isso. Adorava pessoas que me fazem querer assim.- Isso só me faz querer saber mais.
— Dizem que a curiosidade matou o gato.- Disse em um tom divertido.
— Mas pelo menos o gato morreu feliz.- Disse.
— Mas nem sempre o que se descobre é algo bom.- Falei.
— Pode ser surpreendente.- Disse.
Sorri.- Talvez.
Tínhamos nos afastado um pouco e podia contemplar o castanho dos seus olhar. A cada momento desejava mais aquela mulher.
Ele tinha os olhos acinzentados e era realmente lindo. Sua boca bem desenhada e sua barba para fazer, o deixava incrivelmente bonito. A musica parou e sai dos meus devaneios.- Vou beber alguma coisa.- Me afastei dele e fui até o bar.
Depois que ela se foi, tive que fazer a social mais um pouco e dancei com outras mulheres, mas nenhuma da maneira que tinha com ela. Sempre a seguia com o olhar. Seu mistério era um chamariz pra mim.
Não podia sentir nada por ele. Ele somente usa as mulheres e depois faz pouco caso. Não vou cair nessa, não vou. Sai de um, não vou ir para outro. Fui até o banheiro, arrumei meu cabelo e retoquei a maquiagem. Voltei para o salão, peguei uma taça e me sentei.
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A festa estava boa, mas tinha que pensar num jeito de atrai-la a mim. Peguei um prato com uns aperitivos e me sentei junto a ela.- É muita gente.
Olhei para ele enquanto se sentava. Sorri.- Sim, mas está ótima.
— Sim. Gosto de vê-los se divertindo.- Comentei.
— Sim, pelo jeito você se dá bem com todos.- Disse.
— Sim. Sei diferenciar respeito de temor. E não quero alguém trabalhando com medo e sim sabendo que tem que fazer o seu da maneira que se propôs a fazer quando entrou.- Falei.
— Verdade. Concordo com você.- Sorri.
— Quer algum?- Oferci o prato á ela.
— Quero, obrigada.- Peguei um salgadinho e comi.
— Na verdade, quer os melhores da festa?- Perguntei.
— Os melhores?- Questionei.
— Sim, me acompanhe.- Me levantei.
— Ok.- Me levantei e acompanhei ele.
Saimos do meio da festa e fomos até a parte de trás. Tinha pedido a Sra. Flowes pra supervisionar tudo e ela separaria os meus favoritos.- O bom de organizar é que se tem privelégios.
— Meu Deus, você faz coleção de salgadinhos?- Ri.
— Um pouco. Meu vicio secreto.- Disse.
— Pelo menos é um vicio gostoso.- Sorri.
— Sim. E colocar a minha governanta ajuda a pegar. Melhor que roubar.- Falei.
— Você sabe que é a mesma coisa né?- Disse rindo.
— Não. Aqui ela que pega, eu só como. E divido quando quero.- Disse.
Ri.- Entendi.
— E você, qual o seu segredo culinário?- Perguntei.
— Fora que eu adoro comer e até hoje não sei como não peso 200 kg? Nenhum.- Ri.
— Não diga, sério?- A olhei de cima a baixo.- Não parece.
Ri.- Obrigada. Genética e exercícios sempre ajudam.
— Verdade.- Ela chegou com mais.- Obrigado Spencer.- Me virei.— Quer?
Olhei os salgados.- Quero. Já que ganhei o privilégio de poder come-los.- Sorri. Peguei um e comi.
— Pode ganhar mais.- Disse sorrindo.
— Tipo?- Lambi o pouco do doce que ficou no meu dedo.
— Isso.- Em um movimento rápido a segurei e a beijei.
Mesmo pega de surpresa, retribui o beijo envolvendo os meus braços no pescoço dele.
Coloquei o prato de lado e a segurei contra mim, como queria desde quando a vi.
Minha mão descia acariciando o seu braço e a outra acariciava sua nuca. Não é que ele tinha pegada?
Investi mais na boca dela. Ela tinha um beijo delicioso e um corpo também.
O beijo estava intenso e quente. Ele beija muito bem e não sei da onde que estou aqui, retribuindo.
Quando dançamos percebi que ela gostaria disso, que ela queria também. Se os dois estavam a fim, não tinha por que não.
Parei o beijo, ainda meio ofegante.- Não podemos fazer isso.
— Por que não?- Questionei.
— Porque não é o certo.- Disse.
— Quem disse isso?- Perguntei.
— Eu escuto o que falam sobre você nos corredores. Como conquista toda mulher que quer e não vou ser mais uma delas.- Disse.
A olhei e aquilo me afetou. Ela acha isso? Bem é verdade, ou não?- Não quer?
— Eu não disse que não quero. Disse que não vou ser mais um conquista. Já basta o meu ultimo relacionamento.- Falei.
Sorri.— Esse é o segredo?
— Não tenho segredos. Só não gosto de sair falando sobre mim.- Disse.
— Tudo bem Bonnie. O que ouviu é verdade. Mas também é verdade que nenhuma das que "peguei" conseguiram me prender além do sexo. É verdade que se tivesse ocorrido, não teria problemas em admitir isso, só que não houve.- Disse.
— E porque seria diferente comigo?- Questionei.
— Eu não sei, não tem como saber. Apesar de com você já ser diferente do que com qualquer uma. Ou quantas acha que trouxe ao meu segredo?- Perguntei.
Suspirei.- Não sei Klaus. Eu não gosto de julgar. Mas quebraram a minha confiança. Só queria que de vez em quando fosse diferente comigo. Mas nunca é.
— E por que não pode ser?- Questionei.
— Porque todos os caras que namorei não prestaram. Não será diferente com o próximo.- Comentei.
— Nossa, acabou de falar que não presto.- Disse.
— Eu não disse que você não presta, porque não te conheço. Mas não tenho sorte com isso, pelo menos tenho no jogo.- Sorri suavemente.
— Gosto de mudar as coisas.- A beijei de novo.
Retribui o beijo novamente. Não sei porque estava fazendo isso. Você gosta mesmo de se machucar, Bonnie Bennett.
Sentia que a admirava e que estava me encaminhando para uma coisa mais que uma noite, mas não me importava. Continuei o beijo.
Acariciava suavemente seus cabelo e a outra mão descia levemente pelo seu braço.
O toque dela era suave e gostoso. Mesmo sob a roupa podia sentir isso. O que eu estou fazendo? Não me envolvo, mas ela era diferente, como estava me afetando diferente eu não sei, mas estava.
Eu queria poder rebobinar e voltar para quando era para escolher entre Inglaterra ou França e ir para a França. Mas como iria saber que encontraria um Londrino lindo e ao mesmo tempo tão enigmático e que no fundo tinha medo que me machucasse? Não tinha como.
Escutamos alguém pigarrear. Mas quem era o imbecil de me chamar? Parei a contra gosto.- O que?
Tentei não rir com essa situação. Porque era no minimo constrangedora e nem olhei para o homem que o chamou.
— Os acionistas espanhóis chegaram e procuram pelo senhor.- Ele disse.
— Eu já vou, pode ir.- Ele saiu.- Me desculpe por isso.
— Tudo bem. É melhor você ir.- Disse.
— Não antes de me garantir que vamos continuar.- Falei.
— Hã...- Fingi pensar.- Creio que ficarei até o fim.- Sorri.
— Ótimo.- Dei um beijo rápido.- Os espanhóis me aguardam.- Rearruamei a roupa.-Vamos?
— Vamos.- Arrumei rapidamente o meu cabelo e limpei o batom borrado.
— Estou com batom? Não ia cair bem. Nem combina com a minha pele.- Disse rindo.
Ri.- Está um pouco.- Limpei o canto da boca dele.- Pronto.
— Vamos.- Peguei ela e voltamos. Eu fui receber os espanhóis e ela foi para outro lado. De repente a festa ficou mais interessante, mais leve e eu mais sorridente. Que doido. O que essa americana estava fazendo? Só sei que é bom sentir e queria que a festa acabasse logo.
Não sei como e nem porque me sinto bem mais feliz depois do que quase aconteceu naquela cozinha. Mas estava mais... feliz. Queria poder não chegar ao nível de me apaixonar para não quebrar a cara. Mas sinto que dessa vez não será a mesma coisa. Não posso ser tão azarada assim.
Depois de todo o rito da festa, com direito a discurso, brinde e tudo mais, as coisas mudaram. A festa tomou um jeito mais "livre" e o centro se transformou numa pista de dança e a musica ficou mais animada e como já tinha cumprido toda a minha tarefa, estava livre para continuar aqui ou não. Sai a procura dela.
Estava sentada ao bar conversando com Mike, um dos meus colegas de departamento. Podia dizer que era único que me dava bem, pois as mulheres que trabalham na presidência são muito frescas.
A encontrei conversando com um dos meus acessores animadamente. Aquilo me despertou um sentimento nada bom. Klaus está com ciume de uma menina que beijou uma vez? Me aproximei, mas não o suficiente para interrompe-los.
Enquanto ria do que Mike me contava, vi Klaus se aproximando e sorri para ele se aproximar.
Vi a reação dela e me aproximei. Como já tinha comentado com Mike sobre meu interesse nela, ele logo nos deixou.- Ele é uma ótima pessoa.
— Sim. É ele é um amor.- Sorri.- Melhor do que aquelas mulheres chatas.- Bebi do coquetel.
Ri.- Tambem acha? Por isso prefiro você, elas são sérias e irritantemente obedientes.
Ri.- Sim. É tudo muito na linha e nada fora do lugar.
— De repente reformo o setor.- Comentei.
Sorri.- Não, coitadas. Elas precisam do emprego também.
— Não as demitiria por isso. Só uma troca de setores.- Disse.
— Ah bom, então eu concordo. Você pode deixa-las com o diretor de economia. Sabe, ele é meio chatinho de vez em quando. Fora que é tarado.- Falei.
— Como assim, "tarado"?- Questionei.
— Bem, falando de mim. Ele olha para minhas pernas, quando estou com um blusa mais decotada também. Além de sempre que possível ele fica "tocando" demais em todo mundo.- Ri.- É engraçado as vezes.
— Vou procurar saber melhor disso.- Disse.
— Não se preocupe. Todos os homens correm seus olhos espertos para os lugares "certos".- Sorri.- Isso está na carne de vocês.
— Nos chamando de safados? Infelizmente minha categoria não tem defesa.- Disse.
Ri.- Não tem mesmo. Vocês todos tem olhos e mãos muito espertos.
— Não ouvi nenhuma reclamação.- Falei.
— Não é reclamação, é uma observação.- Sorri.
Ri.- Eu sei. Vai querer dançar?
— Claro. E você senhor presidente sabe dançar esse ritmo?- Perguntei divertida.
— O senhor presidente, eu não sei.-Tirei o paleto e a gravata.- Mas Klaus sabe perfeitamente.
Sorri.- Então vamos, Klaus.- Puxei ele pela mão.
Me juntei a ela indo dançar e era ótimo fazer isso. Ah um certo tempo não fazia isso, sempre era tanto trabalho que me esquecia de me divetir.
— Você é mesmo bom nisso.- Sorri.
— Estou sem prática.- Disse.
— Você está ótimo.- Falei.
— Que bom. E seus pés agradecem.- Disse rindo.
Ri.- Você não está tão enferrujado assim. Está indo muito bem.
— Ótimo!- Me colei nela, como a desejava.
Sorri. Me virei de costas para ele, ainda colada e dançávamos.
— O que tem de diferente em você? Americana, talvez?- Questionei.
Sorri.- Dizem que temos nosso charme.
— Acho que tenho que concordar com isso. Mas não posso dizer plenamente ainda.- Disse.
— E será que o povo está errado sobre a fama dos britânicos?- Perguntei em um tom divertido.
— Se for a que penso, é muito errada. Eu não fui consultado pelo menos.- Falei.
— Mas a fama de convencidos é verdadeira.- Disse rindo.
— E por que não seria?- Disse deslizando minha mão pela lateral do corpo dela.
Me arrepiei com o seu toque.- Me diz você. Porque são convencidos?- Mordi de leve meu lábio.
— Acho que é pelo fato de ser bom no que faz. Sabe, a "seriedade" britânica ajuda.- Disse.
Sorri.- Bem, não posso confirmar isso. É minha primeira vez aqui.
— E temos que mostrar o nosso melhor, certo?- Questionei.
Sorri.- Com certeza.
— Então caiu nas mãos certas.- Disse.
Me virei para ele.- Cai?
— Sim, as melhores que podem lhe mostrar o melhor dos britânicos.- Sorri.
— Espero que represente bem as americanas.- Disse sorrindo.
— Tenho certeza que irá. Não vejo a hora de sairmos daqui.- Falei.
Lhe dei um beijo suave.- Não seja apressado.- Sorri entre os lábios dele.
— Eu sou paciente. Se não teria lhe agarrado naquele dia da blusa.- Disse.
— O que tem aquele dia?- Me fiz de desentendida.
— Foi muito... tentador.- Disse.
Ri.- Imagina se estivesse sem sutiã.
— Bonnie, assim sairemos daqui nesse segundo.- Disse.
Ri.- Ok, parei.
Desci a mão por suas costas. Sua pele era tão suave que tinha vontade de ficar a tocando sempre.
Deixei minha cabeça descansar no ombro dele enquanto acariciava suavemente o peito dele.- Como foi com os espanhóis?
— Muito bem. Eles adoraram como a empresa mantem os funcionários satisfeitos.- Falei.
— Que bom.- Olhei para onde eles estavam.- Eles parecem alegres com as secretárias.- Ri.
— Sim, espero que não dê problema.- Disse.
— Só tome cuidado para nenhum deles pegar um preservativo.- Ri.- Acredite, eu já presenciei algo parecido em uma festa. Nada agradável.
— No meio da festa?- Perguntei incredulo.
— Sim! Foi horrível. Pelo menos o cara pensou no preservativo.- Ri.
— Isso que chamaria de ousadia.- Comentei rindo.
— Mas imagina a vergonha de todo mundo te ver nu? Eu morria de vergonha eu acho.- Falei.
— Assim seria exagero. É uma visão para poucas privilegiadas.- Disse.
— Meu Deus, como você é metido!- Ri.- Homem adora se gabar mesmo.
— Fazer o que? É a minha natureza.- Disse.
Ri.- Já eu sou o oposto. Nem sei como dizer o que mais gosto em mim.
— Como é possivel? Tem coisa pra escolher.- Falei.
Sorri.- Mas eu não consigo escolher o que mais gosto.
— Pois eu amo os seus olhos.- Comentei.
Sorri.- Obrigada.
— Mas depois posso dar um voto final.- Dei um beijo no ombro dela.
Sorri.- Vou espera-lo então.
Dançamos mais e podia perceber um olhar ou outro, mas ninguém ousava dizer nada. Afinal, assim como todos não estava como chefe, era apenas Klaus.
Toda festa via olhares sobre nós. Tentava ignora-los, mas ver as fofoqueiras olhando, apontando e comentando é muito chato. A festa foi terminando e agora ele se despedia dos últimos convidados.
Terminei de falar com quem precisava. Ela já me esperava.— Pronto estamos liberados.
— Tem certeza que não tem ninguém nos seguindo?- Perguntei rindo.
— Se tiver, agora é tarde. Vamos?- Perguntei.
— Vamos.- Falei.
Saímos e pegamos o carro. Sorte que hoje eu tinha vindo dirigindo. Mas estava tão tentado a ficar com ela que parei quando estavamos a beira do Tamisa.
— O que foi?- Perguntei sem entender.
— Só queria aproveitar logo com você.- Disse.
— Aproveitar como?- Questionei.
A puxei beijando-a. Desejei isso novamente pela festa toda que estavamos mais próximos.
Sorri e retribui o beijo envolvendo meus braços em torno do pescoço dele.
Cheguei o banco para trás e a trouxe para o meu colo. Queria ela inteiramente minha.
Me ajeitei em seu colo. Uma perna de cada lado do seu corpo. Minha mão descia suavemente pelo seu peito.
Subia o seu vestido, ela tinha pernas lindas e bem definidas.
Comecei a abrir o paletó dele devagar. Minha outra mão acariciava suavemente seu cabelo.
— Também não quer mais esperar, não é?- Perguntei.
— Nem um minuto.- Sorri entre os lábios dele.
— Ótimo. Gosto de mulheres assim.- Disse.
— Então não tem porque esperar.- Voltei a beija-lo.
Desci beijos pelo seu pescoço e achei o ziper do vestido, o abrindo e com a ajuda dela tirando. Que visão maravilhosa.
Tirei o paleto dele e abri sua camisa. Beijei o pescoço dele suavemente e acariciava seu peito e descia para seu abdômen.
— Bonnie...- Ela beijava meu ponto fraco e fazia isso muito bem.
— Gosta?- Continuei os beijos agora mais intensamente, deixando minha língua passar por ali e minha mão acariciava seu abdômen.
— Mas do que deveria.- Aquilo me arrepiou e me excitou mas do que estava.
— Não existe " demais" no sexo. Existe " quero mais".- Sussurrei no ouvido dele e mordi de leve ali.
Ela tá brincando comigo? Me provocando assim? Seus seios estavam na altura que podia alcançar e os peguei com a minha boca, logo sugando e os apertando.
Gemi e suspirei. Minha mão descia pelo seu abdômen e me meu corpo se inclinava levemente para trás.
A mão que estava livre tocava o resto do seu corpo e a provocava como tinha feito comigo. Ela era incrivel.
— Klaus...- Gemi o seu nome suavemente. Minha respiração estava levemente alterada.
Sorri. Tinha pensando nela assim desde que nos conhecemos e agora eu tinha. Ela era sensivel de várias maneiras e adorava explora-la em todas.
Puxei ele para um beijo. Queria sentir a boca dele novamente. Era tão tentadora e incrivelmente deliciosa.
A beijava intensamente e inesperadamente aquilo me satisfazia, eu a queria, eu queria mais dela que só sexo.
Não sei como podia sentir essas coisas com ele. Tão de repente e tão intenso. Mas dizem que o verdadeiro amor, é assim mesmo. De repente. Queria muito poder evoluir esse sentimento junto dele. Acariciava o peito dele.
Quando me dirigia para abrir minha calça escutei uma batida no vidro. Olhei para ela alarmado.
Peguei rapidamente o paleto dele me cobrindo com ele.- Quem será?- Perguntei em um sussurro. Era noite e não conseguíamos enxergar.
— Sabemos que nos viram, abram a janela.- Um homem disse.
Segurei o riso e abri um pouco a janela, por um milagre não chovia.- Seu guarda.
— Vocês .. não são novinhos e cometendo infrações de adolescentes?- Ele perguntou.
Mordi meu lábio para não rir.- Ele ficou muito tentado á mim seu guarda.
— Eu entendo.- Ele disse dando uma olhada nela.- Mas seu carro de marca não vai lhe salvar da multa. Carteira e documentos, por favor.
Tentando me conter, dei o que ele pediu e esperei a multa. Pagaria com todo prazer.
— Se fosse nos Estados Unidos estaríamos presos.- Ri e sai do colo de Klaus com cuidado para o guarda não ver minha lingerie e me sentei no banco do passageiro.
— Aqui está e vocês tem dois minutos para sairem daqui. E se os ver novamente, vão para delegacia.- Ele falou.
— Tudo bem. Não verá.- Peguei tudo colocando no porta luva e fechei e janela, saindo dali. Assim que saimos cai na risada. Que loucura foi essa?
Ria também.- Ok, isso foi hilário e vergonhoso também. Ainda bem que deu tempo de colocar seu paleto.- Disse ainda rindo.
— Nem me fale. Se vai para os tabloides eu estou feito e arruinado.- Falei.
Ri.- Não se preocupe. O guarda me pareceu legal.
— Sim, se não teria pedido alguma coisa.- Esperava mesmo, não precisava de um escadalo. Mas nada disso me tirou o desejo dessa noite, o desejo por ela.
— Não se preocupe.- Dei um beijo no rosto dele.
— Já estamos chegando.- Disse.
— Ok.- Falei.
Mais um 10 minutos e estavamos entrando na minha casa. Não tinha empregado nenhum, a não ser o seguranças e podemos entrar direto.
— Sua casa é linda.- Disse olhando ao redor.- E enorme.
— Obrigado, eu gosto de espaço.- Disse.
— Você tem cara de espaçoso mesmo.- Disse rindo.
— Espaçoso é?- Puxei ela.- Mas tem espaços que não gosto.- Disse voltando a beija-la.
Sorri e retribui o beijo envolvendo meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Agora sim ela era minha. A beijava e tocava livremente, nunca tinha desejado uma mulher assim.
Tirei o paleto dele que usava e tirei a camisa dele. Mas sem deixar de beija-lo.
A levei para meu quarto. Não precisavamos esquentar mais, estavamos plenamente no ponto de não aguentar mais. Eu não aguentava mais.
Nos deitamos na cama dele e o puxei novamente para um beijo com a minha perna. Acariciava as costas dele suavemente.
Beijei toda ela e tirei sua calcinha, logo o resto da minha roupa também. Peguei uma camisinha e coloquei.
O olhei.- É, você tinha razão. A fama está errada.- Disse sorrindo.
Me deitei sobre ela a penetrando.- Eu disse.
Gemi e sorri.- E você estava certíssimo.- Disse o beijando e o puxando para mais perto ainda, se fosse possível, com a minha perna.
Me movimentei com intensidade, acho que devido a uma vontade acumulada e ela correspondia a tudo, assim eu percebia que ela era perfeita na cama.
O puxei para um beijo e gemia e suspirava entre ele. Acariciava seu peito suavemente e minha outra mão descia pelo seu braço suavemente.
Essa mulher... foi o destino que trouxe para mim. Só pode. Ninguém tinha me chamado atenção ou satisfeito assim até sentia todo o meu ser vibrar junto com ela, sempre querendo mais e mais dela.
Só podia ser o destino ou sei lá eu o que, que me fez vir para cá. Logo Londres, onde nunca imaginei pisar. Agora cá estou eu, na cama do meu chefe. Sorri internamente. Klaus. Mas gosto de chama-lo de "chefe". Ele fica sexy comandando. Continuávamos o beijo ainda mais intenso e quente.
Aumentei o ritmo, me sentia tão estranhamente bem que era novo e perfeito. Bonnie... era o que meus lábios repetiam, mas ia mais fundo que somente as palavras.
Minha perna estava em sua cintura e acariciava ali enquanto ambos nos beijávamos e gemiamos entre o beijo.
Sentia o prazer pelo meu corpo aumentando, era o orgasmo chegando e seria intenso e delicioso.
Sentia o orgasmo chegando e seria maravilhoso. Continuei beijando-o e acariciando seu rosto.
Durante o beijo, ele chegou e foi como previsto. Descansei sobre o peito dela. Aquele perfume me perseguiria sempre agora.
Acariciava os cabelos dele e beijei ali. Acho que poderia ficar eternamente assim, somente com ele. Sendo dele até a morte.
— Essa foi a melhor relação que já tive.- Disse recuperando o folego.
— Digo o mesmo.- Sorri e beijei a ponta do nariz dele. Gosto de fazer isso com todo mundo.
— Gostoso isso.- Comentei.
Ri.- Que bom que gostou. É uma mania.
Nos virei e colocando nos meus braços. Acariciava seus cabelos.- Você é linda sabia? Desde de que te vi achei isso.
Sorri.- Sério? Obrigada então.
— Não tem que agradecer pelo o que é.- Disse.
— Você também é lindo.- Beijei ele.- Mas já deve ter escutado isso demais.- Sorri.
— Uhm já... mas gostei mais do seu.- Falei.
— Você é muito lindo.- Disse contra os lábios dele e o beijei.
— Ai, acho que uma americana me fisgou. Já era.- Disse.
— Digo mesmo de um britânico lindo com um sotaque extremamente único e incrivelmente delicioso.- Falei.
Sorri.- Incrivelmente é?
Sorri.- Com certeza.
— Eu disse que era bom no que fazia.- Disse.
— É verdade, eu me esqueci que é metido também.- Disse rindo.
— Agora está completo.- Comentei.
— Sim, está.- Me aconcheguei no peito dele e por mim, ficaria ali para sempre.
Aquela tinha sido o melhor noite que já tinha tido na vida. Pela manhã quando acordei com ela dormindo no meu peito e tinha uma certeza com aquela visão, estava me apaixonando e o melhor que tudo indicava que era correspondido. Quando ela acordou fizemos amor de novo e confirmei o que achava, era aquilo que todos buscamos e nem sempre encontramos. Mas eu achei a minha preciosidade. Sabia que seria complicado pela empresa, pela minha familia, por tudo, mas ela estava disposta a encarar e com ela ao meu lado eu também faria de tudo por ela, por nós.
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