Liberty- One Shots
6 Capitulo 6- Elijah & Elena.
Notas iniciais
POV Misto. ( Elijah e Elena.)
Confesso que estava assustada, muito assustada. Estava com dois vampiros e um querendo me morder. Depois da mensagem de Bonnie estou mais tranquila. Mas a tal de Rose está dizendo que devia estar morrendo de medo por uns vampiros muito antigos e segundo ela, incapaz de vencermos. Queria acreditar que ela estava errada, mas estava preocupada quanto á isso. E toda situação da Katherine nos ameaçando e fazendo com que terminasse com Stefan, ainda me incomodava e sentia tanta a falta dele. Até de Damon estou com falta. Rose tinha sumida a alguns minutos e esperava ela voltar.
Tinha recebido uma ligação interessante. Rose, uma antiga conhecida, dizendo que tinha algo do meu interesse no poder dela, uma copia Petrova. Isso seria perfeito se fosse verdade, assim seria uma vingança perfeita contra Niklaus, o que ele mais precisa para o ritual. Fui para o local combinado e encontrei a garota na escada. Era exatamente como me lembrava. Cada traço do rosto, as expressões, o cabelo... pare Elijah essa não é Katerina, é a copia desse século.- Rose, a garota está ferida?
— Ela se machucou antes de chegar á nós.- Rose disse.
Quem era aquele? Por favor, Damon e Stefan tem de chegar antes.
— Sim, ela está intacta.- Trevor disse.
— Ótimo, como se chama?- Perguntei.
— Elena Gilbert.- Disse em um sussurro. Ele me passava um pouco de medo.
— Mas o sangue dela é bem chamativo, admito.- Disse Trevor que estava próximo a Elena.
Não gostei da ameaça a jovem Elena.-Trevor receio que vai ter que manter suas presas longe dela.
— Trevor, por favor. Venha para cá.- Rose o chamou.
Olhei receosa para o vampiro que tinha suas presas meio salientes já.
— Um pouco de sangue dela não vai lhe fazer mal.- Trevor tocou o pescoço dela.
Encolhi ao seu toque.
— Trevor! Venha para cá.- Rose disse.
— Qual o problema de vocês? É só uma copia com um sangue delicioso. Ela não tem sangue de vampiro no corpo, se ela morrer dessa vez, não volta.- Trevor disse.
— Mas o objetivo não é esse, e mantenha suas presas fora dela.- Disse.
— Vocês podem me explicar o que é isso de cópia?- Perguntei com meus batimentos levemente acelerados pela aproximação do vampiro chamado Trevor.
— O motivo de você ser idêntica a Katerina ou Katherine.- Trevor disse.
— E o que isso tem de especial? É só uma coincidência.- Falei.
— Não, não é. Vocês são de uma linhagem familiar especial. Agora vamos.- Disse.
Trevor a segurou.- Ah, mais vou ter minha parte nisso. Não aguentei essa garota chata a toa.
— Me solta!- Tentava me soltar dele. Mas ainda estava fraca pelo fato de Katherine ter feito o feitiço de ligação.
— Trevor, você está vivo por puro capricho do destino. Solte-a.- Ordenei.
— Você está me machucando.- Disse me referindo ao machucado no ombro.
— Chega!- Fui até eles o separando dela.- Eu disse para se afastar.
Fiquei impressionada pela velocidade dele. A um segundo ele estava na escada e agora aqui.
— Elijah, nos trouxemos a garota para você. Consertei o meu erro.- Trevor disse.
— Sim, Elijah. Você prometeu que se a déssemos á você, você iria nos poupar.- Rose disse.
Afinal o que ele tinha de tão especial? Porque temiam tanto ele?
— Rose, você está livre. Não fez tanto e sua conduta foi correta aqui.- Disse.
— Você prometeu que seriam nós dois.- Rose disse.
— Sim, por isso fizemos tudo o possível.- Trevor disse.
— Trevor... o que faço com você?- Disse o soltando.
— Não precisa mata-lo.- Murmurei suavemente.
Olhei de relance para ela. Parecia tão assustada, mas com um olhar piedoso.
Trevor recuou.- Elijah, por favor.
— Elijah...- Rose implorou.
Olhei para Rose e Trevor. Pareciam assustados.- Ele não me machucou, não precisa mata-lo. Por favor.
Olhei rápido para elas e num único movimento arranquei a cabeça dele.- Vamos.
— Oh meu Deus. Trevor!- Rose chorava.- Você prometeu!
Olhei para a cabeça e o corpo separados e virei o meu rosto rapidamente. Era nojento.
— Siga sua vida tranquila agora Rose, sem preocupações ou perseguição.- Disse pegando Elena pelo braço.- E você, nosso tempo aqui já acabou.
— Para onde nós vamos?- Questionei.
— Longe daqui.- A coloquei em um carro que tinha ali e partimos.
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Fiquei a viajem toda sem falar. Não tinha o que falar também. Estava com medo dele, ele tinha sido tão frio. Encostei minha cabeça no banco e olhava pela janela.
Viajamos por dois dias e chegamos a uma casa numa cidadezinha que encontrei a milhares de quilômetros de onde Rose estava e de onde ela vinha também. Na casa tinha todo suporte para ter essa garota.
— Senhor Mikaelson, está tudo como pediu.- Nancy disse.
— Obrigando Nancy. Leve a menina para o quarto dela e dê tudo que ela precisar.- Disse.
POV Elena.
A tal de Nancy me indicou o corredor e a acompanhei sem dizer nada. Ela me mostrou onde estava tudo. Tinha que ser forte. Stefan vai me achar. Respirei fundo. Peguei remédios e curativos, junto de uma roupa. Liguei o chuveiro e entrei.
— A senhorita deseja comer algo?- Nancy perguntou á mim.
— Não obrigada, estou sem fome.- Falei.
— Tudo bem. Se quiser algo é só me pedir ou ir na cozinha buscar. O senhor Mikaelson é bem generoso com isso.- Ela disse.
— Menos em arrancar cabeças.- Sussurrei para mim mesma.
— Bem sinta-se a vontade.- Ela disse.
— Obrigada.- Ouvi a porta bater e respirei aliviada. Não estava afim de falar. Comecei a lavar meu cabelo com o shampoo que tinha ali e cada vez que a espuma do shampoo ou a água tocava em meus machucados, me recolhia pela ardência. Sai do banho, depois de ter ficado uns bons 30 minutos ali. Ele tinha me sequestrado, teria que pagar a conta. Me sequei e com mais cuidado nos machucados. Preparei o curativos e fiz um no ombro e outro na lateral do meu corpo. Coloquei a lingerie e o pijama que tinha pego. Procurei um remédio para dor ali no banheiro e peguei o que achei. Tomei ele e comecei a secar meu cabelo. Penteei e voltei para o quarto e me sentei na cama. Alguém bateu na porta.
— Elena.- Era Elijah.
Suspirei. Me levantei e fui abrir a porta. Era melhor não desafia-lo. Queria sair daqui viva.- O que foi?
— Agora que já estamos em lugar mais aceitável, vamos começar direito. Sou Elijah Mikaelson.- Ele se apresentou.
Olhei para ele.- Sou Elena, como já sabe.
— Bem Elena, você sabe por que está aqui?- Ele questionou.
— Não. A única coisa que sei é que a minha "cópia" é uma vadia sem escrúpulos. Se a querem tanto, porque eu estou aqui?- Perguntei.
— Não quero Katerina. No momento você é que é importante.- Ele falou.
— E porque eu sou importante?- Questionei.
— Por que você é uma copia Petrova. Só nasce uma de você a cada 500 anos.- Ele disse.
— E o que isso tem a ver com você?- Perguntei.
— Você é um dos itens de um ritual e a trouxe para á para evitar isso.- Ele disse.
— Ritual?- Perguntei sem entender.
— Sim. Ouviu sobre a maldição do sol e da lua?- Ele perguntou.
— Não.- Disse.
Ele começou a falar sobre o tal ritual e eu não podia ficar mais assustada.
— E o seu sacrifício é um dos elementos.- Ele me informou.
— Então quer dizer que lobisomens e vampiros estão atrás de mim para me matar em um altar de sangue?- Perguntei.
— Sim.- Ele confirmou.
— E eu que achava que meus problemas tinham acabado nos vampiros da tumba e em Katherine.- Suspirei e me sentei na cama.
— Quanto a isso não sei nada. Porém o que acabei de contar é uma lenda não a verdade.- Ele disse.
Olhei para ele.- Uma lenda?
— Sim. Existe uma a cada cultura, mas nenhuma é exatamente a verdade.- Ele comentou.
— E qual é a verdadeira?- Questionei.
— É que ele vai servir para meu irmão, Niklaus, liberar seu lado lobo que foi selado nele, assim se transformando em um hibrido.- Ele disse.
— Ok, mas porque antes você não me explica porque Rose e o pobre Trevor temiam tanto a você.- Falei.
— Por que? Minha família, ou melhor eu e meu irmãos, somos os vampiros originais, os primeiros que existiram.- Ele falou.
— Vampiros Originais? O que é isso?- Perguntei.
— Somos os primeiros que foram criados. Sabe que quanto mais velho mais forte é o vampiro, nós temos mais de 1000 anos, então pode imaginar.- Ele falou.
— Mil anos?- Perguntei surpresa.- Mas isso é muito tempo.
— Bastante.- Ele falou.
— Nossa.- Me ajeitei com cuidado na cama. Meu corpo ainda estava dolorido nos machucados, ainda mais porque dormi dois dias em um carro.
— Mas não precisa se preocupar por enquanto. Minha intenção não é machucar você, pelo contrario.- Ele disse.
— Como você disse, por enquanto.- Disse.
— Nesta casa está segura de Klaus, então por ela pode circular livremente. E sabe se tem alguém procurando você?- Ele perguntou.
— Meu namorado e meus amigos.- Falei.
— Escolha um deles para ligar e faze-lo parar com as buscas. Se Klaus souber disso vai fazer de tudo que possa imaginar para chantagear e atrair você.- Ele falou.
— Mas...- Suspirei.- Eu quero voltar para casa.
— Quer? E colocar em risco no momento todos que a rodeiam também?- Ele questionou.
Olhei para ele. Ele tinha razão, não podia coloca-los em risco.- Tem um celular?
— Sim. Eu imagino a sua posição, mas como as coisas estão nem a solução de ser uma vampira lhe ajudaria, sinto muito.- Ele disse.
— Não, você não imagina. Só me empreste seu celular.- Disse.
Ele entregou o celular á mim.
— Não diga o por que é necessário, pois podem descobrir tudo e entrarem no mesmo jeito no caminho do Klaus.- Ele disse.
— Tudo bem.- Peguei o telefone e disquei o numero de Stefan. Respirei fundo e coloquei para chamar.
Ele saiu do quarto e uma voz conhecida atendeu.
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— Alô.- Stefan atendeu.
Sorri ao escutar a voz dele.- Stefan.
— Elena?! Meu Deus, você está bem? Onde está?- Ele perguntou em um tom aflito.
— Ei, calma. Eu estou bem. E vocês? Está tudo bem?- Perguntei.
— Não, quer dizer, mas estou louco atrás de você, todos estamos.- Ele disse.
— Vocês precisam parar. Eu não vou voltar.- Disse com pesar.
— Como assim não vai? Nós vamos te achar de novo, não se preocupe. Sinto muito termos chegado tarde onde estava.- Ele falou.
— Stefan, eu te amo. Mesmo com Katherine tendo nos atrapalhado e nos forçado a terminar. Eu te amo. Não se esqueça disso.- Disse.
— Eu também meu amor, te amo demais. Mas não fale assim, não é uma despedida. Acredite em nós.- Ele disse.
— Deus, como eu queria ver seu rosto. Te tocar, te beijar.- Suspirei.- Por favor, vocês precisam parar. Eu quero vocês bem. Todos vocês.
— É isso? Proteção? Não vai voltar para nos proteger? De quem? Por que?- Ele questionou.
— Você tem que seguir em frente Stefan. Você é incrível e vai encontrar alguém que lhe ame tanto quanto eu te amo.- Falei.
— Não faça isso, não de novo. Nós vamos nos ver de novo.- Ele disse.
Sequei minhas lágrimas.- Diga á Jeremy, Bonnie, Caroline, Jenna, Ric, Matt e Tyler que eu os amo. E diga á Damon que eu o perdoo. De verdade.
— Tudo bem, eu digo.- Ele estava com a voz embargada. E isso doía em mim.
— Eu te amo Stefan. Quando isso acabar eu espero que nos vejamos. Se não, nunca se esqueça que eu sou completamente louca e apaixonada por você.- Disse.
— Eu também Elena e vou lutar até o fim por você.- Ele disse.
— Adeus meu amor.- Desliguei o telefone.
Me senti desabar na cama. Meu corpo doía, mas principalmente meu coração. Me encolhi na cama para ver se a dor diminuía. A única coisa que conseguia sentir era as lágrimas silenciosas caírem pelo meu rosto, pescoço e braços, porque o resto do meu corpo estava anestesiado de dor.
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POV Elijah.
Os dias passaram e não incomodei Elena, deixando se acostumar com a nova realidade. Sabia como era deixar tudo para trás, tudo que se ama de repente. Mas saber que todos estavam bem e a salvo é bem melhor que a realidade de todos estarem mortos. Não posso pensar nisso, apesar de meu coração doer com as lembranças. Era quase meio dia e passei no quarto dela.- Vai descer ou comer aqui?
— Não quero comer.- Ela disse.
— Você morrer de fome não é um bom caminho.- Disse.
— Não estou afim de comer.- Ela estava agarrada ao travesseiro e de costas para mim.
— Sinto muito Elena, sei que é difícil ficar longe de quem se é querido, porém não se dê por vencida.- Falei.
Ela suspirou.
— Você não tem que sentir nada. Não posso mudar minha vida. Meu destino.- Ela falou.
— Destino? Sou daqueles que acredita que suas ações e suas escolhas fazem seus destino, não forças invisíveis do universo.- Disse.
— Minha escolha não é ter essa vida. E mesmo assim vivo ela. E minha escolha mudou algo?- Ela questionou.
— Sua escolha de não arriscar a vida alheia sim.- Falei.
— Isso não vai adiantar nada. Eu posso implorar de joelhos, mas eles nunca vão desistir. Isso que dói. Saber que eles estão lá tentando fazer algo e podendo morrer por isso.- Ela disse.
— Se for da sua vontade, posso dar um jeito nisso.- Disse.
— Como assim?- Ela questionou.
— Uma das vantagens de ser um original é os poderes de influência mais forte podendo-o fazer até em vampiros mais novos.- Falei.
— Não, sem compulsão. Não gosto disso.- Ela disse.
E: A escolha é sua. Assim como se alimentar.- Disse saindo do quarto.
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POV Misto. ( Elijah e Elena.)
O dia passou lento enquanto eu trabalhava e em como os rastros falsos seriam deixados para Klaus. Quando sai da biblioteca passei pelo quarto silencioso de Elena e decidi entrar. Seu rosto ainda estava úmido das lagrimas dolorosas de saudade e pesar. Pobre Elena, vida difícil carregada por mais uma Petrova, mas isso ia acabar, não permitiria que mais pessoas fossem mortas pelo desejo de Klaus. Muito menos essa pobre garota que me parece ter um excelente caráter e ser alguém tão doce. Sequei seu rosto de leve. Farei o possível para aliviar isso Elena. Sai deixando-a dormir.
Quando me acordei era noite. Tinha dormido e ainda era de tarde. Me levantei e fui até o banheiro. Tirei minha roupa e entrei no banho. Minhas feridas já estavam totalmente curadas e não sentia mais dor. Sai do banho e coloquei a lingerie, short jeans e uma blusa. Como estava com fome desci para a cozinha e fiz um sanduíche, um leite quente e me sentei para comer.
Estava trocando de roupa no quarto quando ouvi um barulho na cozinha e desci imediatamente para verificar. Mas era apenas Elena.- O corpo finalmente venceu a mente?
Estava lavando a louça e me virei para ele. Ele estava sem camisa e era muito... gostoso. Para Elena. Você precisa esquecer Stefan, mas não com ele. Não pode sentir nada por ele, nada.- Sim. As vezes o corpo é mais fraco que minha força mental.- Sorri suavemente.
— Poderia ter jantado a comida de Nancy.- Disse.
— Não estava com tanta fome.- Guardei a louça.
Ela tinha uma simplicidade admirável e a famosa beleza de família, porém mais trabalhadas pelos exercícios do seu século.- Parece um pouco mais disposta já.
— Preciso seguir em frente. Passar por isso, para quando voltar, estar inteira.- Me escorei no balcão.
— Esse é o pensamento. Posso lhe dar minha palavra que sendo viável e seguro voltará para sua casa, ou pelo menos um jeito de ver alguém sempre que possível.- Disse.
Sorri.- Obrigada Elijah. Você não parece tão ruim quanto pareceu.
— Todos temos lados Elena. Aquele que viu foi o necessário do momento, mas não gosto de usar violência assim.- Falei.
— Mas ele não precisava morrer. Ele não chegou a me morder.- Disse em um tom suave.
— Mas a atitude dele passada acarretou praticamente num banho de sangue e também ele não era bom como Rose o via.- Disse.
— Na verdade Rose não é boa como você a vê.- Disse passando a mão pelo meu rosto lembrando do tapa que ela me deu.
— É uma sobrevivente, como a maioria de nós. Mas isso não vem mais ao caso.- Falei.
Suspirei.- Deve ser então.
— Pelo que percebi conhece Katerina.- Comentei.
— Mais do que gostaria.- Disse.
— Ela era tão parecida com você, digo no jeito de ser, quando a conheci.- Disse.
Ri.- O que? Katherine parecida comigo? Por favor, não me compare á ela. Não sou fria e não machuco as pessoas para ter o que quero. Pessoas inocentes, humanos.
— Me entristece isso. A que conheci, Katerina Petrova, não Katherine Pierce, era uma doce jovem, educada, com o sorriso mais sincero que tinha visto, que ainda sofria com a forma bruta que seu bebê foi tirado, ou seja alguém muito diferente do que o tempo transformou.- Disse.
— Com certeza não é a mesma. E sinto que você a ama. Sinto muito.- Falei.
— É um sentimento complicado, já que a mesma não permitiria que me aproximasse, muito menos com a intenção de sentimentos. Virou apenas uma boa lembrança do que poderia ter sido.- Disse.
— Sinto muito, novamente.- Sorri suavemente.
— Isso também me faz agir mais rápido dessa vez e não deixar o mesmo acontecer com você.- Falei.
— Obrigada. Mas eu não mudaria Elijah.- Sorri.- Tenho família e amigos. Sei que o sofrimento faz você mudar, mas o amor te segura em quem você realmente é. É nisso que acredito.
— Mas foi exatamente esse ponto ocorrido. Lembra que disse que virar vampira não era uma opção?- Questionei.
— Lembro. E nunca me transformaria mesmo.- Disse.
— Mas ela no meio do desespero de se salvar o fez achando que assim teria uma liberdade. Porém no momento que Klaus descobriu foi até a vila que ela morava antes e matou todos da família dela, não restando ninguém.- Falei.
— Se eu disser que estou com pena dela, estarei mentindo. Mas você parece que sente pena dela, então não vou falar muito.- Disse.
— Não diria pena, mas sei mas do que gostaria o que é esse sentimento e como posso evitar que lhe ocorra o mesmo, estou fazendo.- Disse.
— Nem todos pensam da mesma forma. Eu não me transformaria, então não precisa se preocupar com isso.- Falei.
— E acha que somente nesse caso Klaus pouparia seus conhecidos? Infelizmente meu irmão foi muito longe na linha do razoável e nada o impede de conseguir o que quer. Até eu decidir fazer isso agora.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem. Prefiro não discutir isso.
— Sabe, para um garota tão nova, admiro seus valores. Outros preferiam se arriscar do que sofrer assim.- Comentei.
— Obrigada. Eu prefiro morrer pelas pessoas que eu amo. E é isso que farei se for necessário.- Afirmei.
Tinha que admitir que desde a hora que aceitou ficar aqui, ela me encantava. Não a beleza, mas o caráter.- Eu fico muito feliz em ouvir isso.
— Bem, não quero lhe incomodar. Deve ter coisas mais importantes para fazer.- Disse.
— Não incomoda. Pelo contrario, gosto da sua companhia.- Falei.
Passei as mãos pelos meus cabelos. Ele era realmente lindo e ele sem camisa ali, mesmo longe, me deixava desconcentrada.— Alguma noticia de Klaus? Se puder saber.
— Não. A intenção é dar rastros falsos seus á ele até ele achar que você está morta.- Disse.
— Mas isso vai durar? Essa pista que estou "morta"?- Perguntei.
— Vai ser necessário algum tempo e alguns trabalhos, mas tudo no seu lugar dará certo.- Me aproximei dela. Seu short mostrava belas pernas, coisa que eu adoro. Pare com isso, tá parecendo um adolescente com hormônios incontroláveis perto de uma garota bonita.
Sorri.- Não tenho como agradecer o que você está fazendo por mim.- Ele estava mais perto e podia sentir o perfume da pele dele e era delicioso.
— Alguém tinha que parar com toda essa loucura e principalmente pessoas inocentes morrendo por caprichos dele. E você, seria triste perder alguém tão boa.- Disse.
— Você vai me deixar metida com tantos elogios.- Sorri.
— Mas são verdadeiros, não precisa se intimidar.- Estava próximo á ela e o seu olhar tão igual ao de Kat me confundia não permitindo que pensasse direito.
Ele estava ainda mais próximo e eu estava encostada no balcão. E não sei realmente se queria sair, na verdade não queria sair. Mas o pensamento de saber que é só porque sou igual a Katherine e ter o mesmo jeito da Katherine que ele amava, me magoava um pouco.- Obrigada. Mas você também é bom. Do seu jeito, mas é.- Sorri.
— Do meu jeito?- Perguntei.
— Sim. Você é forte e decidido. Mas é também doce e gentil.- Comentei com um sorriso.
— Obrigado então.- Falei.
— De nada.- Disse.
Com a proximidade pude perceber detalhes melhores dela. Os olhos um pouco inchados me deram um pesar, mas a boca parecia tão suave e doce que estava difícil resistir.
Olhei para ele e ele era lindo. Ele tinha um ar de homem nobre e decidido. Mas também transparecia ser quente. Elena você não devia pensar nisso. Sua boca era de um rosado suave e tentador.
Toquei seu rosto. Como imaginava, mas não podia confundi-la. Não era Kat era Elena, não confunda. A mão escorregou pelo pontos do rosto chegando aos lábios. Mas o que estou fazendo? A pobre garota já está enrolada demais.- Desculpa.- Disse me virando para sair.
O segurei pelo braço e o virei para mim.- Desculpa pelo que?- Sua expressão do que parecia de culpa ou desejo, o deixava ainda mais lindo. Mordi levemente meu lábio.
— Não posso complicar mais para você e sei que ama seu namorado.- Pensar de um dia não tê-la ali, mesmo que não fosse constante que nos víamos, me provocou uma sensação ruim.
— Eu o amo sim. Mas o amo acima de tudo como um amigo. E...- Toquei no rosto dele.- Você pode me chamar de doida, mas... o que estou sentindo por você, é muito forte.
— Elena, não queremos confundir as coisas.- Disse.
— Eu não estou confundindo, você está?- Perguntei.
— Não, estou separando bem ambas. Você é você.- Falei.
Sorri.- Isso é bom.- Peguei na mão dele.- Eu me sinto bem com você Elijah. De verdade.- Com a outra mão toquei no rosto dele.
— Isso é por que protejo você e quero o seu bem ao máximo possível.- Disse.
— Não. Porque se fosse só isso, não sentiria vontade de fazer isso.- O beijei. Não se se estava com a cabeça no lugar, mas essa pouca conversa, ativou em mim o que eu não vi dele nesses dias. E me surpreendi o quão forte é.
Me surpreendeu o que ela fez, mas foi bom, uma surpresa boa e no momento que juntou nossa bocas, a abracei, como desejava desde que a ouvir chorar pela primeira vez. Querendo-a consolar e tê-la assim. Retribui com mais vontade do que imaginei que teria.
Minha mão acariciava sua nuca. Meu corpo colado ao dele era tão bom. Ele era forte, e não digo por ser vampiro. Seus braços eram forte e sua força, somente como homem, já era forte. Descia minha outra mão pelo braço dele.
O beijo era intenso e delicioso, me fazendo desejar ela, ainda mais com seu corpo tão colado no meu e comigo apertando-a contra mim ficava melhor. O mais interessante era que isso fazia uma rebulião com meus sentimentos que estavam misturados totalmente.
Acariciava seu peito e minha outra mão acariciava seus cabelos. Eram macios. Sua boca era tão deliciosa e doce. Mas o beijo era intenso, ele é intenso.
A encostei na mesa que estava ao nosso lado e permitindo minha mão explorar seu corpo. Mas acho que era automático ir as suas pernas, a acariciando. Ela tinha um corpo perfeito.
Sentir suas mãos assim em meu corpo era muito bom, me faziam arrepiar instantaneamente. Ele estava entre minhas pernas e minha perna estava em sua cintura enquanto descia minhas mãos pelas suas costas.
O toque dela me arrepiou e me fez a desejar mais. Ela também parecia a fim, então a sentei na mesa e desci minha boca para seu pescoço.
Os lábios dele em meu pescoço me arrepiavam e fazia todo meu corpo se render á ele. Ele tinha 1000 anos e isso o tornava muito experiente e isso deixava as coisas ainda mais... quentes.
Tirei a blusa dela e toquei seu seio por cima do sutiã. Esqueci tudo da porta para fora e deixava o que estava sentindo ali me dominar, o que seria muito bom.
Suspirei pesadamente pelo seu toque. As mãos dele era tão fortes e sexy. Acho que essa pose de nobre que ele tem, o deixa ainda mais sexy e irresistível. Minha mão descia suavemente pelo braço dele.
— Elena...- Beijei até chegar ao seu ouvido.- Eu quero você.
Sorri e me arrepiei com sua voz rouca em meu ouvido.- Eu também quero.- Disse no ouvido dele que estava perto da minha boca e beijei suavemente ali.
Deslizei minhas mãos para suas coxas e as apertando, eram deliciosas. Subi e abri seu short, o retirando. E me deparando com essa mulher linda de lingerie prestes a ser minha.
Sorri com seu olhar. Minha respiração estava levemente ofegante e falha pelo toque de suas mãos em meu corpo. O puxei para um beijo. Sua boca era tão deliciosa.
Soltei seu sutiã, e que seios lindos que não resisti em acaricia-los com minha boca.
Suspirei e gemi suavemente com o seu toque. Acariciava seus cabelos e minha outra mão descia pelas suas costas.
Fiz o mesmo no outro e subi a mão que estava na coxa para sua intimidade.
Suspirei com seu toque. Acariciava seu peito e descia para seu abdômen que era muito perfeito. Os músculos que tinha ali eram deliciosos e definidos.
Tirei a calcinha dela a provocando um pouco, as reações dela era ótimas.- Você está tão sexy assim.
— Assim?- Perguntei com um sorriso e com a voz levemente rouca.
— Completamente.- Coloquei seus cabelos para trás. Estava tão entregue que acreditava tranquilamente que era isso que queria. Tirei a minha roupa e penetrei nela, até mais forte do que deveria, acho que era o desejo que era demais.
Suspirei e gemi suavemente. O puxei para um beijo. Agora estava ainda mais intenso e delicioso do que antes. Acariciava a nuca dele.
Diminui o ritmo que comecei. Não queria machuca-la. Mas tive um ritmo lento mas forte. Percorria meus lábios por onde a posição nos permitia e aquilo me fazia me sentir muito bem.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos. Inclinei meu pescoço levemente para trás. Seus lábios eram tão perfeitos.
— Gosta quando beijo aqui?- Disse passando pelo pescoço.
Sorri.- Eu amo.
— Descobri um ponto fraco.- Falei com um sorriso.
— Tenho outros pontos fracos. Você terá que descobri-los.- Disse mordendo o lábio dele e voltando a beija-lo.
— Eu vou tenha certeza.- Ela tinha um sorriso travesso que lhe caia muito bem e me excitava, acho que o faria com qualquer um.
Sorri. Adorava sentir suas mãos em minha cintura e sua boca em meu pescoço. Descia minhas mãos pela suas costas e a outra acariciava seus cabelos.
Aumentei um pouco o ritmo e a olhei e vi aqueles olhos iguais mas diferentes... Elijah, a maneira que ela me chamava, tão doce, doce Kat... não, é Elena, não Katherine. Voltei a beija-la para limpar minha mente.
Retribui o beijo e acariciava a nuca dele enquanto minha outra mão descia pelo peito dele suavemente.
A língua dela buscava pela minha com vontade e respondia a altura do desejo. Não podia confundi-las, se não a magoaria e não queria isso.
Envolvi meus braços no pescoço dele e entrelacei minhas pernas na cintura dele, assim nos deixando ainda mais próximos. Acariciava seu rosto suavemente.
Ela gostava de estar o mais próximo possível, isso era ótimo. Podia senti-la cada vez mais e também as reações do seu corpo, que indicavam que estávamos perto do orgasmo.
Sentia o orgasmo ainda mais perto e voltei a beija-lo. O beijo era intenso e quente. Acariciava seus cabelos.
A prendi mais contra mim enquanto investia até atingirmos o ápice juntos. Que foi sensacional.
O clímax foi sensacional e voltei a lhe beijar, só que suavemente. Não sei o que sentia com ele, mas era diferente e muito bom.
— Essa mesa agora tem história.- Disse rindo.
Sorri.- Com certeza irei me lembrar dela para sempre.
— E ela de nós.- Sai dela pegando nossas roupas.
Peguei a lingerie que ele me alcançou e comecei a coloca-la.
— Deseja ir para meu quarto ou prefere voltar ao seu?- Perguntei.
O olhei.- Você quer que eu vá para seu quarto?
— Seria um prazer ter a senhorita comigo.- Disse estendendo a mão para ela.
Sorri e dei minha mão á ele.- Vou adorar estar com você também.
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Segurei sua mão entre a minha e a conduzi ao meu quarto. Um sentimento bom tomava conta de mim. Só tinha que manter minha cabeça e meus sentimentos no lugar.
O quarto dele era amplo e muito bem decorado.- Seu quarto é lindo.
— Obrigado. Dessa vez foi eu que tive esse trabalho, mas ficou bom.- Disse.
— Ele está lindo. Você tem bom gosto.- Sorri.
— Novamente, obrigado.- Abri a porta que dava para a varanda. Gostava de como a brisa da madrugada invadia todo ambiente.
Peguei a camisa dele e coloquei. Fui até ele que estava na varanda. Me escorei na barra da varanda e deixava o vento bater o meu rosto. Sentia meu cabelo balançar.
Olhei para Elena. Estava bem mais serena do que esses dias e com um expressão mais calma. Na verdade o ângulo que a via lhe deixava com um jeito inocente mas com um olhar de mulher decidida. Era para ter sido assim, se Kat não tivesse fugido, se tivesse me dado tempo. Pare de pensar nisso.
— Precisa saber de uma coisa.- Falei.
Olhei para ele.- Sobre o que?
— Se ainda estão te procurando vão achar os rastros que estou deixando.- Falei.
Suspirei. Me segurava na barra e olhava para a lua que estava linda.- Eu duvidei disso. Acho que é o melhor.
— Está certa disso?- Perguntei.
— Não posso empatar mais a vida de ninguém. Se eu estiver morta, acabou. Eles estão a salvo.- Disse.
— Sinto muito, mesmo.- Disse.
— Tudo bem. Você não tem culpa.- Falei.
— As vezes acho que sim. Se tivesse tido coragem de ver as coisas mais claramente antes poderia ter evitado mais coisas.- Disse.
Toquei na mão dele.- Você não tem culpa. Sei que só quer e queria ajudar. Eu te entendo.
— Você tem irmãos ?- Perguntei.
— Tenho. Um, mais novo.- Sorri me lembrando de Jer.
— Então fica mais fácil. Faria qualquer coisa por ele não é? Até mesmo achar que ainda existe esperança, que exista algo de bom nele e lutar por isso?- Disse.
— Eu morreria por ele. E isso que irei fazer se for para manter ele e todos que amam em segurança.- Falei.
— Sim, esse foi o meu erro. Deixar me levar e acreditar em algo que não existe mais.- Disse com certo pesar.
Peguei na mão dele e me aproximei dele tocando em seu rosto.- Você não tem culpa de ter tido esperança. Esperança é o que nos mantem vivos.
— E por culpa dela meus outros irmãos estão mortos.- Disse.
O abracei. Ele parecia tão carente e tão vulnerável assim.- Eu sinto muito.
— Eu deveria ter os protegido dele, mas sempre deixei fazer o que quisesse. Eles estavam certos, eu super protegia Klaus, que um dia veria que podíamos ser uma família.- Falei.
Beijei o ombro dele.- Se agarre a esperança que seu irmão possa sim ter algo de bom e que um dia serão uma família.
— Não você não entendeu. Não quis dizer mortos como vampiros e sim pra valer. Nós não morremos normalmente como vampiros, mas há um jeito de nos empalar, o que nos deixa, como em coma. E Klaus fez isso com os três, até descobri que ele se livrou deles, os jogando cada um em um lugar do oceano.- Disse.
— Eu entendi o que você disse. E quis dizer que você e Klaus podem ser um família.- Falei.
— Não há caminhos mais. Pensar em Kol, Finn, mesmo que não fosse próximos, e em Rebekah...- Respirei fundo. Era quem mais eu sentia falta por sempre estar perto a mim, minha doce e temperamental Bekah.- Apodrecendo no fundo do oceano me fazer querer mata-lo. Fora tudo mais o que ele faz.
Acariciei o rosto dele.- Eu sinto muito Elijah. Sei que não sou a melhor pessoa para aconselha-lo sobre Klaus, sendo que ele quer me matar, mas eu realmente sinto muito e espero que fiquem bem.
— Obrigado. Mas chega disso, o momento de lamentos já acabou e chegou o das ações. Só espero um dia deixar de me culpar por isso, de resto eu vou ficar bem.- Disse.
Suspirei.- Tudo bem. Mas qualquer coisa, você pode falar comigo. Dizem que sou uma boa ouvinte.- Sorri calorosamente para ele.
O sorriso dela afastou os meus pensamentos melancólicos. A beijei de leve.- Tudo bem, dizem o mesmo de mim.
Sorri.- Então somos mesmo parecidos.
— Verdade.- Disse segurando a mão dela e dando um beijo ali.
Sorri.- Você com certeza é um Lord.- Disse sorrindo e o beijando de leve.
Ri.- Sempre achei que não é por que o século é outro que se devia perder os modos e o respeito.
— É verdade. Concordo com você. Mas eu ainda prefiro esse século com questão de roupas.- Ri.- Tive que usar um vestido antigo e espartilho na festa dos fundadores e foi horrível.- Disse rindo.
— Em questão de vestuário a liberdade e o peso são extraordinários.- Disse.
— E vocês homens, adoram esse século né? Coisa feia.- Disse mordendo meu lábio de leve e rindo logo em seguida.
— Ei, não me julgue assim. Na verdade prefiro a expectativa do que tudo a mostra.- Falei.
— Não estou julgando só brincando.- Ri.- Bom, então nesse século você não terá muitas surpresas com relação á isso.
— Sim, eu percebo muito isso.- Disse.
Sorri.- Você parece gostar de antigamente. Dá para perceber que pensa como um homem de "antigamente" e acho que isso lhe cai bem.- Disse sorrindo e me sentando na poltrona que tinha ali.
— É que antes as coisas eram mais simples sem tanta correria e se podia aproveitar melhor as coisas. Hoje tudo é banal e ninguém presta mais atenção em nada que é bonito. Ok, agora eu falei como um cara de 1000 anos mesmo.- Falei.
Ri.- Sim, você falou. Mas foi de um jeito sexy, não se preocupe.- Disse rindo.
— Acho que é por isso que você me encantou.- Comentei.
— Pelo que?- Perguntei.
— Seu jeito. É exatamente como descrevi, mais doce, com bom coração e um caráter incrível.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Acho melhor entrar, sei que está frio aqui. Ou prefere que eu esquente você?- Questionei.
— A segunda opção me parece tentadora.- Sorri.
Puxei ela pra mim.- Só tentadora?
— Muito tentadora.- Disse sorrindo.- E com certeza irrecusável.
Beijei ela.- E como a mocinha gostaria de que eu fizesse?
— Acho que podemos começar assim.- Peguei a mão dele e a subi por dentro da camisa dele que usava.
— E assim?- Desci a mão por cima da calcinha dela.
Sorri.- Ainda mais tentador.- Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e o beijei.
Sentei trazendo ela para meu colo.- E você também está tentadora assim.
Sorri.- Gostei de usar sua camisa.- Disse sorrindo. Cheirei a camisa dele.- Tem seu perfume.
— Ficou ótima.- Beijei o pescoço dela.- Assim como imagino que qualquer coisa.
Sorri.- Nem tudo. Já você fica perfeito só de cueca boxes.- Disse sorrindo.
— São bem menos incomodas que aquelas calças antigas.- Comentei.
— Você deve ficar lindo de qualquer modo.- Disse acariciando o peito dele.
— Se fosse um pouco mais convencido diria que sim.- Disse.
Ri.- Isso já mostra que é. Mas de um jeito charmoso.- Disse beijando o pescoço dele e absorvendo o perfume dele.
— Isso é bom.- Falei.
Sorri.- Sim é.
A segurei e levei rapidamente para cama. Realmente não imaginava ficar com Elena assim, principalmente por que achava que sua semelhança com meu antigo amor me enlouqueceria, porém a visão dela em Elena é algo de lembrança porque como foi dito ela não existe mais. Também não tenho esperança de traze-la de volta.
— Eu já disse que amo sua velocidade?- Sorri.- É perfeita.- Disse entrelaçando uma das minhas pernas em sua cintura e o beijando.
— É um dos benéficos.- Disse.
Sorri.- Com certeza.
Tirei tudo o que ela usava e de minha parte também. Admirava aquele corpo que tanto desejei ver, e agora mesmo sendo de outra, via e o tinha ao meu toque e podia saborear.
Sorri. Gostava de ver o olhar dele em mim. Mas sempre parecia distante e meio perdido. Mas ele não fazia o tipo de homem que responde a certa perguntas.
Deslizei minhas mãos dos pés até chegar o seu pescoço, distribuindo beijos pelo caminho também. Me perdia ali, só esperava não fazer uma besteira.
Os beijos dele eram sempre tão bom, tão doces e intensos que me arrepiavam.
Cheguei a boca dela mordendo de leve o seu lábio, que sem querer cortou.- Me desculpa.- A gota de sangue que pude saborear me mostrou como doce era seu sangue.
Sorri.- Tudo bem.- O puxei para um beijo deixando o sangue em meus lábios em sua boca.
O sabor dela assim estava me deixando doido, senti minhas presas saírem e podia ouvir seus batimentos, seu sangue correndo em suas veias.
Parei o beijo.- Pode me morder.- Disse acariciando a área ao redor dos seus olhos que ficavam as veias.- Eu sei que quer.
— Certeza?- Perguntei.
Sorri.- Tenho.
Sorri e com cuidado a mordi. O liquido que bebia era delicioso e renovador. Tinha um elemento diferente, algo que deixava melhor, seria o fator de ser uma copia assim seu sangue era mais atrativo que o normal? Não sei. Bebi mais um pouco e parei.
Sorri e voltei a beija-lo. O gosto do meu sangue ainda estava em sua boca, mas não me importava com isso.
Ela parecia tranquila com tudo. E se entregava também. Queria ficar sem esse medo de confundi-la e fazer ou falar algo que denunciei que tem uma parte que mesmo que eu queria vence-la e doma-la, queria que fosse Katherine.
Continuei beijando-o. Gostava de estar com ele ali. Só que eu sabia que não seria algo que durasse. Mas acho que não devo me chatear com isso, afinal eu sempre soube que não rolaria "sentimentos" da parte dele e esperava que não rolasse da minha. Por favor, não pode.
Ficar com ela estava mudando o que pensava e sentia. Mesmo ali naquela primeira noite que me deixou confuso, eu já sentia algo só não sabia o que. Semanas se passaram e as coisas com ela estavam mais claras. Eu gostava dela, não da mulher que conheci a mais de 500 anos atrás, mas essa pessoa incrível e adorável que passava os dias e noites comigo. Enquanto ela dormia ao meu lado, percebia o quanto ela tinha entrado na minha vida e como ela fazia a parte dela. Não queria dormir, então me levantei e a deixei dormir a vontade.
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Me virei e vi que ele não estava ali. Suspirei. Eu gostava dele, eu receava estar apaixonada. Eu não posso me apaixonar por ele. Eu vejo no olhar dele que não sou eu que ele quer de verdade. Que ele vê a Katherine em mim. Eles acham que não percebemos, mas sabemos quando não somos nós a desejada. Respirei fundo. Era melhor não acontecer mais nada entre a gente. Não ia deixar de ser amiga dele, mas não quero ser a "Katerina" dele. Sai do quarto dele e fui para meu.
Já era tarde e Elena não desceu. Fui procura-la, na verdade levei uma bandeja com café da manhã. Mas ela não estava no quarto, devia ter ido ao dela. Bati na porta.- Elena?
— Pode entrar.- Falei.
Ela estava deitada na cama.- Tudo bem? Por que veio para cá?- Disse colando a bandeja na mesinha e me deitando junto a ela.
Suspirei.- Não quero ser apenas uma substituta da Katherine para você.
Me surpreendi pela sua resposta.- Elena, eu ia falar sobre isso...
— Eu sei que você vê ela em mim. Pode não parecer, mas uma mulher nota isso. E se você a ama, não posso mudar isso.- Disse.
— Na verdade ia dizer o contrario.- Falei.
— Como assim?- Perguntei.
— Confesso que na primeira vez que dormimos juntos estava confuso, muito confuso. Mas conforme o tempo ia passando... bem, queria só dizer com plena certeza que não há nenhuma sombra no que sinto por você. Nem de nada nem de ninguém.- Disse.
— Mas você a ama.- Suspirei.- Você pode não vê-la em mim. Mas não negou que a ama.- Acariciei o braço dele.- Está tudo bem Elijah. Não precisa explicar nada.
— Não Elena, eu amo você. Elena Gilbert. Não o fantasma da mulher que conheci e que não existe mais.- Disse.
— Você tem certeza disso?- Questionei.
Beijei ela.- Toda.
Sorri suavemente.- Eu também te amo.
— Mesmo? Não tem que se sentir obrigada a dizer nada só por que falei.- Falei.
— Eu nunca falaria isso se não fosse verdade.- Acariciei a mão dele.- Eu te amo.
— Isso é muito bom.- A beijei mais intenso agora. Tinha tudo claramente para mim, a amava, e demais.
Retribui o beijo. Era bom saber que ele não via mais ela em mim. Só esperava poder esquecer que um dia ele viu. Acariciava os cabelos dele.
Meu telefone tocou.- Espera ai amor.- Atendi, era um dos meus "colaboradores". Não entendia o que ele dizia e antes da ligação cair, compreendi sua ultima palavra. Klaus.
— O que aconteceu?- Perguntei.
Levantei de imediato olhando pela janela. Estava tudo normal lá fora. Se antes não permitiria que ele chegasse perto dela, muito menos agora que a amava. Liguei para um escape que eu tinha, ninguém sabia disso e ele estava sob compulsão. Mandei preparar tudo.
— Elijah, o que houve?- Fui até ele.
— Klaus. Acho que descobriu que as pistas eram falsas, temos que sair daqui.- Disse.
Peguei o short e a blusa que estavam ao meu alcance e as coloquei.- Mas como iremos fazer isso? Quer dizer, ele pode chegar aqui em meio segundo.
— E nós também. Pegue uma mochila e coloque algumas coisas de comida e bebida que vou lá em cima e já vamos.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei a mochila e coloquei algumas roupas. Fui até a cozinha e comecei a pegar algumas coisas de comida que não estragassem.
Tinha uma mala pronta no carro com o que precisaria caso tivesse que sair assim. Roupa para ocasiões diferente, dinheiro e tinha renovado o estoque de sangue. Escutei uns movimentos de fora e logo a porta da sala foi quebrada. Droga.
— Elijah, finalmente lhe encontrei. Mostre a sua cara de assassino da minha copia!- Klaus exclamou.
Meu coração parou e me corpo gelou. Estava na cozinha, mas podia escuta-lo. Ah meu Deus.
Me acalmei e desci.- Niklaus, exagerando nas suas entradas como sempre.
— E você se superou dessa vez.- Ele disse.
Não ia deixar Elijah sozinho lá. Respirei fundo e com calma sai da cozinha indo para a sala.
Klaus olhou para onde tinha ouvido o movimento e se surpreendeu.- Típico de você. Não mataria uma garota inocente.
Tomei rapidamente a frente dela.- Não. Assim como não vai mata-la para inflar seu ego. Já foi longe demais com isso.
Segurei no braço de Elijah e olhei para Klaus. De aparência era um homem bonito e charmoso. Mas pelo tom de voz e jeito era frio e mau. Muito mau.
— Me dê a garota Elijah, não precisamos disso.- Ele falou.
— Acho que a ansiedade está lhe tapando os ouvidos. Não vai encostar em Elena, nem nunca irei entrega-la a você. Caiu a venda que me fazia lhe ajudar em seus caprichos.- Falei.
Olhava de um para outro. Mesmo sem muitas palavras sentia o poder emanando deles. A raiva deles deixava o ar pesado, sei lá. Estava mais agarrada ao braço de Elijah, me sentia segura com ele.
— Caiu nos encantos delas novamente? Diga querida, ele falou sobre Katherine? E não a viram por ai, viram? Essa vai pagar cada ano da sua fuga.- Ele disse.
— Não se meta na minha vida. E Elena faz parte dela o que significa que tem mais que a minha proteção, o que me faz muito mais forte para defende-la.- Disse.
— Você não tem nada a ver com isso.- Esse Klaus é muito metido. Será que ele não se enxerga?
— Elena não é? Pois venha comigo e garantirei que as coisas serão bem mais fáceis e ninguém mais precisa se machucar.- Klaus disse.
— Cínico. Vai embora Klaus.- Puxei Elena para sairmos.
Acompanhei Elijah. Algo me dizia que mesmo saindo de lá hoje, Klaus não ia parar e não iria desistir. Minha vida e de Elijah seria dura e cheia de receio. Mas principalmente cheia de amor.
Ele não desistiria, tanto que tentou pega-la mas evitei a tempo o lançando contra a sala e mandando ela ir para o carro. Não precisava ser assim mas foi, ele que pediu, acabamos brigando feio com ele, e consegui o prender na parede com uma madeira que tinha quebrado da escada. Assim consegui tempo para pegar o carro e sairmos dali. Ela parecia assustada, mas a tranquilizei, estava tudo bem. Fomos para longe e parando num hotel quando a noite chegou, mas logo pela manhã seguimos para o aeroporto mais perto pegando o primeiro voo para Paris. De lá pegamos um trem até Londres e indo para uma cidade longe dos grandes centros. Tinha comprado uma casa com tudo falso. Tivemos que fazer todo esse trajeto para não deixar pistas. Ela adorou termos vindo para a Inglaterra, sempre sonhou vir aqui e agora ficaríamos um bom tempo. Ainda tinha informantes na América para avisar se Klaus fosse uma ameaça. Quanto ao nosso relacionamento, estava a cada dia melhor e tinha mais certeza que era somente ela que amava, e esperava que dessa vez nada nem ninguém ia nos separar nem atrapalhar, fora que a protegeria com tudo que podia e assim seguiríamos nossa nova vida, longe de tudo e todos, mas tendo um ao outro.
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