Liberty- One Shots

85 Capítulo 86- Klaus & Aurora.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Ah, essa one shot está feita desde do primeiro episódio que a Aurora apareceu nos flashbacks, então ela está diferente da série. Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo... P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS! IMPORTANTE!

POV Misto. (Klaus e Aurora)

Pois bem, aqui chegamos. Olhei o castelo e parecia de bom grado. Pelo menos seria melhor que a floresta. Fomos apresentados e depois cada um foi ao seu quarto. Só sai de lá na hora da festa que ia ter. Desci e olhei ao redor, mas meu olhar foi preso por uma mulher... Linda demais. Não resisti e sorri para ela.

Vi um homem que não conhecia sorrir para mim e sorri de volta. Não devia dar esse tipo de liberdade, mas ele era um convidado do meu pai.

Cheguei nela.- Boa noite.

— Boa noite senhor.- Disse.

— Senhor? Não precisa me achar assim querida.- Disse.

— Bem, você é homem e devo trata-lo com respeito.- Disse.

— Me sinto um velho assim.- Disse.

Sorri.- Desculpe.

— Eu desculpo se dançar comigo.- Disse.

O olhei.- Claro.

Sorri e fui com ela para onde dançavam.- Aqui parece ser bom.

— E é.- Disse.

— Não imagino como seja viver num castelo.- Disse.

— E você vive onde? Pelo que sei seu pai é um nobre como o meu.- Disse.

— Viajando, nada fixo.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas você e seu irmão parecem bem satisfeitos com essa vida.- Disse.

— Não temos do que reclamar. E já conhece meu irmão?- Perguntei.

— O vi de passagem.- Disse.

— Você vai conhece-lo quando ele vir aqui me tirar da dança. Ele não suporta que nenhum homem me toque.- Disse.

A olhei.- Mesmo?

— Sim.- Disse.

— Posso dizer que entendo e você é linda, ele se preocupa.- Disse.

— Quero que meu marido seja assim, não meu irmão. Meu gosto é peculiar para homens, mas tudo bem.- Olhei em volta e vi Tristan apontar na ponta do salão.- Eu vou me retirar para não termos confusões. Foi um prazer lhe conhecer senhor e espero que tenha uma ótima noite.- Fiz uma reverência e sai.

A observei e ela parecia ser uma mulher que me agradaria demais ter na cama. O que pude perceber do seu corpo me deixou muito animado. Ri. Voltei a festa e sempre a observava, e acho que ela percebeu que sempre sorria quando nossos olhos se cruzavam. Aproveitei uma hora que Tristan estava ocupado e me aproximei dela novamente, a levando para um lugar mais tranquilo. — Aqui ele não vai nos ver.

Sorri.— Qual o seu nome?

— Klaus.- Disse.

— Você não sabe com quem está brincando Klaus. Meu irmão é perigoso.- Disse.

— Não tenho medo.- Disse.

— Então quer dizer que o enfrentaria por mim sem nem me conhecer?- Perguntei.

— Sem problemas algum.- A encostei na parede.

— E eu que achava que o durão da sua família fosse seu irmão Elijah.- Disse.

— Você não sabe muita coisa.- Disse.

— Mas sou uma boa observadora, pelo menos eu achava que sim. Seu irmão Kol é o tarado, Finn o educado, Elijah o calado porém olha quando ninguém está vendo e você parecia o mais doce entre eles, o que nunca olharia para uma mulher para cobiça-la, mas pelo jeito me enganei quanto a isso.- Toquei o queixo dele.

— Muita gente se engana comigo.- Disse.

— Percebi.- Disse.

Podia ouvir os batimentos dela, eram tão atrativos.- E você?- Passei o braço pela cintura dela.- Como vai me surpreender?

Sorri.- Não tem muito o que posso fazer.

— Não acho.- A beijei.

Retribui o beijo.

Era estranho ainda as sensações que tinha, mas sentir o corpo dela era muito bom.

Não que eu tivesse muita experiência com beijos, mas sabia diferenciar quando um homem tem potencial para ser um marido para mim. E Klaus era lindo, só que doce e gentil demais. Não me levem a mal, mas eu quero um homem de verdade, que saiba impor o respeito. Sei que sou importante, mas sei do meu papel como mulher e de quando me casar, terei que respeitar meu marido. Para isso eu preciso de um que consiga me controlar. E Klaus é um doce, um menino ainda. Sei que ele é mais velho, mas mulher pensa maior e já somos criadas para nos casar cedo e tudo mais. Parei o beijo delicadamente.- Vão ficar quantos dias?

— Não sei ainda.- Beijei o pescoço dela.

— Acho que não devia se empolgar.- Disse.

— Eu acho que sim.- Me colei mais nela.

— Eu sei como deve ser para garotos da sua idade, mas tem mulheres para isso pela vila. Eu não sou uma delas.- Disse.

— Mas eu estou preferindo você.- A beijei de novo. Não sabia o que era mais intenso o desejo por ela ou por beber dela.

Retribui o beijo novamente. Era difícil não retribuir, mas não sei como deixaria claro que não ia ter nada além de beijos sem chamar atenção dos convidados. Não queria que Tristan o machucasse.

Senti uma mão no meu ombro.

— Afaste-se dela.- Tristan disse.

— Tristan?- Questionei.

— Aurora, não conhecemos esses visitantes mantenha distância.- Ele disse.

Peguei a mão dele.- Não precisamos disso.

Sai de trás de Klaus, indo para o meio dos dois.- Tris, não precisamos arrumar confusão, por favor.

— Sim, nós estamos muito bem, pode nos deixar. Não vou fazer nada que ela não queira.- Disse.

— Depois eu vou no seu quarto para conversarmos, ok?- Beijei-o na bochecha.- Mas não cria um caso.

— Exatamente.- Olhei para ele.

— Tudo bem, mas cuidado irmã.- Ele saiu.

— Nossa, isso foi estranho. Aquele ali não era meu irmão, não é possível.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Ele nunca ia reagir assim. Ele ia arrebentar sua cara e te dar uma surra com a espada dele.- Disse.

— Ele deve ter percebido que não deveria fazer o mesmo comigo.- Disse.

Ri.- Desculpe, mas você não dá medo. E mesmo se desse, ele ainda ia te arrebentar. Tristan é que nem meu pai.

— Está duvidando da minha força?- Perguntei.

— Não sei, só sei que sua cara é de menino ainda e não tem como ter medo.- Disse.

— Talvez uma hora mostre ela a você.- Disse no ouvido dela.

— Você é lindo.- O beijei.- Mas primeiro vai ter que mandar em você, para poder pensar em me ter.- Sorri e sai.

Mandar em mim? O que ela queria dizer? Voltei a festa, mas não pude mais me aproximar dela. Foi uma noite boa e no outro dia no qual andava pelo castelo a vi.- Fugindo de mim?

— Indo tomar banho no rio.- Indiquei um vestido branco bem leve – quer dizer que ele é de alcinha e nada fechado – e uma toalha.- O dia tá quente.

— Gostei da ideia.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Vou com você.- Disse.

— Tudo bem.- Continuamos a andar.

— Não disse ontem. Você é linda.- Disse.

— Obrigada.- Chegamos ao lago e eu coloquei as coisas na grama, começando a desabotoar o vestido.

A olhei e meu desejo só aumentava. Cheguei junto dela.- Deixa que eu faço isso.

— Tudo bem.- Disse.

Comecei a soltar o cordão. O cheiro dela era delicioso.

Afastei meu cabelo e deixei ele desamarrar.

Tirei e a olhei.- Seria melhor sem nada.

— E quem disse que não irei ficar sem nada?- Perguntei divertida e tirei a parte de cima da roupa de baixo. Não se engane, eu sou virgem, mas não sou muito tímida não. Só para alguma coisas.

— Gosto de garotas espertas.- Comecei a tirar a minha.

Ri. Ainda bem que ele não ficou reparando no meu corpo. Tirei a parte de baixo e entrei na água. Acho que ele seria um bom amigo no final.

Terminei de tirar e entrei na água. Foi inevitável olhar ela, seu corpo era perfeito.

Joguei água no meu peito e pescoço.- O dia está quente, não é?

— Demais.- Sorri.

Ri e me banhava.

Me juntei a ela e a segurei junto a mim, a beijando.

Retribui o beijo, mas confesso que era estranho estar o beijando sendo que estávamos completamente nus e tudo se tocando, literalmente.

A segurei firme e deixei o beijo mais intenso, sentia meu corpo todo ansiar por ela.

Senti uma parte do seu corpo se “elevar” e parei o beijo.- Se eu fosse sua mulher, nunca negaria ser sua, mas eu não sou e tenho que permanecer virgem até me casar.

— E eu quero muito ter você.- Disse.

— Acho que você não está me escutando.- Disse.

— Estou sim.- Disse.

— Não parece.- Sai da água e coloquei o vestido que tinha trazido. Sem nada por baixo mesmo.

— Aurora...- A acompanhei.

Comecei a andar e dei de cara com Lucien.- Lucien.

— Aurora?- Lucien questionou.

Senti Klaus parar junto da gente. Sorri para Lucien e toquei seu braço.- Como está? Faz uns dias que não te vejo.

— Melhor agora minha senhora.- Lucien disse.

— Aurora não terminamos. Lucien volte.- Disse.

Sorri para Lucien.- Que bom.

— Lucien, acho que não me ouviu, vá de volta.- Disse.

— Estou conversando com a senhora Aurora.- Ele disse.

— E falando nisso, me desculpe pela roupa e por ela estar molhada. Estava no rio e coloquei esse vestido na pressa.- Disse.

— Que nada.- Lucien disse.

Aquilo ia acabar. Peguei ele pelo braço. Tentaria fazer o que fiz com Tristan.- Lucien, você tem mais o que fazer no castelo. Vá ajudar Elijah.

— Sim, senhor. Continuamos uma outra hora senhora.- Ele disse.

— O que você fez?- Perguntei.

— Nada. Agora; você saiu antes que eu continuasse.- Disse.

— Você parece meu irmão. Espantando todos os maridos em potencial.- Continuei a andar.

— Você o quer como marido?- A segurei.

— Como vou saber? Não consigo ficar com ele nem cinco minutos. Ele é lindo, é o que sei.- Disse.

— Você não vai ter nada com ele.- Disse.

— Não é?- Questionei.

— Não!- Exclamei.

— E porque?- Perguntei.

— Porque quero você minha.- A beijei.

Retribui o beijo.

Dessa vez não ia deixar ela escapar, então a segurei firme comigo.

Parei o beijo.- Tenho a leve sensação que meu vestido está molhado e colado no meu corpo e todos os homens que estão no jardim estão me olhando.

— Voltemos ao rio então.- Disse.

Sorri. Não sei se era bom ou não ele não ter ciúme. No fundo eu estava mesmo gostando dele e queria ficar em seus braços, mas não podia me acostumar. Ele ia ir embora. Ele não parecia me querer mesmo. Só por uma noite.- Combinei um piquenique com sua irmã, tenho que me vestir.

— Eu vou junto.- Disse.

Ri.- Ok. Vou ir me vestir.- Me dirigi para meu quarto.

— Vou me trocar também.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Até mais minha querida.- Disse.

— Até.- Sai.

POV Klaus.

Voltei e entrei caçando minha irmã e a achei em um dos quartos.- Rebekah.

— Sim?- Ela questionou.

— Preciso de um favor.- Disse.

— Qual?- Ela questionou.

— Não vá no piquenique com Aurora.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Eu quero encontra-la sozinho.- Disse.

— Quer? E porque?- Ela perguntou.

— Porque sim.- Disse.

— Querendo que ela vire seu lanchinho?- Ela perguntou.

— Não fale assim irmã.- Disse.

— O que? Eu não te culpo. Pretendia fazer isso hoje. Ela parece ser gostosa.- Ela disse.

— Eu a quero Rebekah, não a toque.- Disse.

Ela suspirou.- Ok. Então quer dizer que finalmente vai deixar de ser puro, Nik?

— Puro?- Perguntei.

— Bem, desde que nos transformamos não nos desgrudamos e julgo ser uma vida nova depois da transformação, então quer dizer que você voltou a ser “puro”.- Ela disse.

— Rebekah!- Exclamei.

— Estou falando sério.- Ela disse.

— Isso nem é assunto para você.- Disse.

— Porque?- Ela perguntou.

— Porque não.- Disse.

Ela riu.- Ok.

— Ótimo. Agora uma pergunta.- Disse.

— Diga.- Ela disse.

— O quão ruim seria eu a compelir a ser minha?- Perguntei.

— A ela ser sua literalmente? Tipo, você e ela...- Ela não completou.

— Sim!- Sorri.

— Santo Deus. Você está mesmo desesperado né?- Ela perguntou.

— Eu não devia estar perguntando a você.- Disse.

— Devia sim e bem, você é um vampiro e não acho que deva se preocupar com isso. Ela nunca irá descobrir mesmo... É só você fazer direito.- Ela disse.

— Ótimo. Obrigado irmã.- Ia sair.- Onde vai ser mesmo?

— Perto do celeiro.- Ela disse.

— Ok, obrigado.- Disse.

— De nada.- Ela disse.

Sai de lá e fui no meu quarto. Era isso; Aurora seria minha hoje. Me troquei e ajeitei o que precisava. Lucien não iria sair do castelo, nem Tristan (adoro esse controle). Quando deu a hora, fui onde elas tinham marcado.

POV Misto. (Klaus e Aurora.)

— E Rebekah?- Perguntei.

— Teve uma indisposição.- Disse.

— Ah, que pena.- Disse.

— Ai podemos continuar nossa conversa.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Espero não ter problema.- Sentei ao lado dela.

— Acho que não.- Disse.

Sorri.- Que bom.

Apenas sorri.

Toquei o rosto dela.- O que foi?

— Como assim?- Perguntei.

— Você quieta.- Disse.

— Nada.- Disse.

— Que bom.- A beijei.

Retribui o beijo.

Me aproximei mais. Eu queria ela minha, mas podia aproveitar tudo antes.

Acariciava os cabelos dele.

Desci a mão pelas costas dela e meus instintos pediam que a mordesse, mas eu me segurava.

Acariciava o peito dele e a outra mão acariciava a lateral do pescoço dele.

Me inclinei sobre ela.- Deveríamos ir a um lugar mais reservado.

— Para que?- Perguntei.

A olhei.- Porque você quer ser minha.

O olhei e sorri.- Sim, eu quero. Acho que nenhum lugar seria mais reservado nesse castelo do que nos estábulos.

— Então vamos para lá.- Disse.

— Vamos.- Me levantei e o puxei, levando-o aos estábulos.

A segui e me certifiquei que ninguém nos seguia. Entramos e fechei a porta atrás da gente.

Eu vestia somente um vestido leve, de alça e nada por baixo. Só tinha tomado um banho, me secado e colocado outro vestido. Como era um vestido simples, somente despendi as alças e o deixei cair.- Você me quer mesmo?- Perguntei divertida enquanto dava alguns passos para trás.

A olhei de cima para baixo.- Nunca tive mais certeza.

Ri e mordi meu lábio.- Vai ter que me pegar então.- Corri dele.

Corri na minha velocidade normal e ri.- Vou te pegar.- Estava perto dela já.

— Sou profissional em corrida. Duvido.- Disse.

— Ah é.- Usei um pouco da minha velocidade, a pegando.- E agora?

— Acho que nunca corri com meus seios balançando, eles sempre estão bem presos quando corro. Acho que isso distrai.- Disse.

— E que distração.- Peguei um.

Afastei meu cabelo.- Você gosta?

— Com toda certeza.- Peguei mais firme.

Suspirei ao toque dele.- Você é o primeiro homem que me toca, sabia?

— E eu adoro isso.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Beijei o pescoço dela e fui descendo, mas parei. Tirei o casaco que estava e forrei numa parte que era macia e a deitei ali.- Agora sim.

Comecei a abrir a camisa dele.- Se você me quer mesmo, terá que fazer isso mais depressa, se meu pai ou Tristan sentirem minha falta daqui um tempo, eles virão atrás.

— Eles não vão.- Beijei entre os seios dela.

Suspirei pesadamente.

Peguei ambos com as mãos e apertei de leve, logo tomando um com a boca.

Gemi e suspirei.- Porque tenho a impressão que gosta de seios?

— Sim e os seus são perfeitos.- Disse.

— Todas as mulheres da minha família são bem dotadas nesse quesito, seria estranho eu não ser.- Disse.

— Eu que fico feliz com isso.- Beijei pela barriga dela.

— Minha mãe sempre dizia que nada deixava um homem mais feliz do que estar dentro de você e com a cara enterrada nos seus seios. Acho que ela estava meio que certa.- Disse.

Soltei minha calças e afastei as pernas dela. Aurora era um deleite para qualquer homem que a visse assim.

— Não corro risco de ficar grávida?- Perguntei.

— Não love.- Me posicionei, encostando meu membro na entrada dela.

Podia senti-lo e o olhei.- Você também é bem dotado. Posso contar uma coisa engraçada sobre meu irmão?

— Pode.- Disse.

— Ele me contou que “apara” os pelos dele dai. Como é normal entre as mulheres.- Disse tentando não rir.

— Ahh... Nossa.- Tentei não rir também.

Ri.- É estranho né? Eu prefiro homens com pelos. É mais... homem.

Ri e a beijei, começando a entrar nela. Ah, como desejava aquilo e eu só tinha tido relação com uma virgem, e sabia que era uma delícia.

Retribui o beijo e agora podia sentir claramente nossos tamanhos desproporcionais. Ele é grande e eu pequena.

O prazer começou a se espalhar em mim e me afundei, entrando quase completamente e agora ela era minha.

Acariciava seus cabelos e a sensação de dor começava a passar.

Comecei a me movimentar e a sensação de estar dentro dela assim era perfeita. Cada vez que entrava por completo de volta nela, era uma onda de prazer e eu queria mais disso.- Aurora, você é uma delícia.

— Obrigada.- Eu não fazia ideia do porque tinha mudado de ideia em ser dele agora, mas eu já estava meio que apaixonada por ele, mas sabia que ele não estava. É visível isso. Espero que um dia ele me ame, porque eu queria ser dele, de mais ninguém.

Era estranho o que eu sentia, mas eu queria ela, apenas ela. E mataria o homem que a tocasse.- Você é só minha.

— Sou?- Perguntei.

— É.- Disse.

— E se não deixarem?- Perguntei.

— Ninguém pode.- A vontade de morde-la crescia.

— E porque?- Perguntei.

— Depois falo.- Voltei a beija-la e aumentava o ritmo dos meus movimentos.

Retribui o beijo e podia deixa-lo me fazer dele sempre. A sensação ainda não era o que diziam ser, mas era extremamente confortável e imagino que aos poucos vai melhorando.

Senti a sede queimar e quebrei o beijo, descendo até seu pescoço e mordendo ali.

Senti uma dor agoniante.- Klaus!

Parei.- Está tudo bem love, não vou lhe fazer mal.- Toquei o rosto dela.

Sentia meu coração acelerado e o sangue jorrando.- Você é...- Me sentia completamente impotente ali e com medo.

— Algo que você nunca viu. Mas não tenha medo de mim, você não precisa amor. Sou eu mesmo aqui com você.- Disse.

O olhei dentro de mim e depois para ele com a boca suja do meu sangue.- Porque? Porque eu? O que você quer?

— Porque eu gosto de você e eu só quero você.- Bebi de onde escorria e depois parou, então limpei minha boca e voltando a me movimentar.- Você é perfeita Aurora.- Disse no ouvido dela.

Minha mão descia pelas costas dele e não sabia como me portar. Estava extremamente assustada, mas tinha medo que minha reação me colocasse em uma situação pior.

— Não vou te fazer mal linda, acredita em mim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Mais calma?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Beijei ela e segui os movimentos, com o prazer se espalhando pelo meu corpo.

Retribui o beijo e não sabia porque não saia correndo, porque não sentia medo.

O prazer máximo chegou e me entreguei a ele. Só sabia que ser com ela o fazia ser melhor.

Acariciava os cabelos dele.

— Aurora... Você...- Recuperava meu fôlego.

Sorri suavemente e ficava pensando se quando ele me deixasse, como seria? Nenhum homem ia me querer não sendo mais virgem. Provavelmente me queimarão viva ou algo do tipo.

— Amor.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você iria embora comigo?- Perguntei.

O olhei.- O que?

— Quando minha família for.- Disse.

— Eu não posso ir.- Disse.

— Se quiser pode.- Disse.

— Não somos casados.- Disse.

— Poderemos ser.- Disse.

— Preciso pensar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Agora eu tenho que ir.- Disse.

— Fique mais.- Disse.

— Não posso.- Me levantei e andei até onde tinha deixado meu vestido.

Levantei junto dela e me ajeitei.- Pode sim.

— Tenho coisas a fazer.- Disse.

— Para todos está no piquenique.- Disse.

Coloquei o vestido.- Klaus, eu quero ir e eu vou ir. Tchau.- Sai dali.

****

Alguns dias se passaram e não ficou tudo muito calma. Eu estava realmente gostando de Klaus, poderia dizer que estava apaixonada, o amando, mas não sei se ele estava. Depois que descobri o “segredo” dele fiquei meio com medo e principalmente dos irmãos dele, mas acabei me acostumando. Lucien nos pegou um dia nos beijando em uma das torres e ele gostava de mim, o que fez ele fazer um escândalo e me deixou me sentindo mal também. Tristan nos ouviu, mas Klaus conseguiu fugir, porém Lucien não quis sair junto e foi pego. Fiquei sabendo que bateram muito em Lucien e isso deixou meu coração na mão. Depois disso vi muito pouco Klaus e sua família. Uns dias depois de quase não os verem, vi Rebekah e ela disse que queria experimentar uma coisa. Ela me encurralou e só lembro dela ter me feito beber dela, depois é só escuro. Quando me acordei tinha uma mulher junto comigo e ela não fez muita cerimônia, dando seu sangue a mim e aquilo me fez me sentir ainda mais viva e eufórica, mas minha felicidade não durou muito e depois de sentir o sangue em meus lábios, não senti mais nada.

Estava no Grill, pelo menos essa cidade tem um barzinho decente. Bebia um whisky planejando o que ia fazer agora que sabia que o sangue de Elena era o que precisava para os híbridos. Stefan tinha desligado, então usaria ele para vigiar ela. E Rebekah para olhar ele. É, era um bom plano. Sorri e tomei da minha bebida.

Faz quatro dias que voltei “a vida”. Só consigo me lembrar de uma mulher e uma dor, acordei como se fosse a mil anos atrás, mas não era e tive que me virar para me adaptar. Me alimentei e compeli algumas pessoas para me ajudar e descobri que hoje em dia é bem estranho, as roupas principalmente. Comprei roupas novas, fiz pé e mão, me depilei, cortei o cabelo e fiz tudo que fosse preciso para ser uma mulher do século XXI. No quarto dia que estava mais familiarizada com tudo, resolvi sair e coloquei uma calça de couro, salto e uma blusa decotada, assim como acessórios e uma maquiagem mais simples. Se hoje em dia eu podia mostrar meus “atributos”, iria mostra-los mesmo. Ah, esqueci de comentar que acordei numa cidade pequena e acolhedora, adorei o clima daqui e me dirigi a um bar que vi um dia desses. Cheguei lá e me encaminhei para o balcão.- Um whisky, por favor.

— Aqui. É difícil ver uma garota bebendo.- Matt disse.

— Estou me acostumando.- Sorri e tomei um gole.

— Você é nova aqui.- Ele disse.

— Sim, mais ou menos.- Notava meu sotaque bem forte. Aurora, você está no século XXI, não existe sotaques tão fortes assim mais.

Escutei uma voz conhecida e olhei ao redor. Era alguém muito parecido com Aurora.- Boa noite.- Sentei ao lado dela.

Me virei.- Klaus?

Olhei e era exatamente como Aurora era; os olhos, a boca...- Como me conhece?- Não era possível, minha Aurora estava morta a quase um milênio.

Puxei a gola dele, apertando ali.- Porque um rosto como o seu é difícil de esquecer, seu hipócrita.

Segurei a mão dela e a levei pra fora.- Você está morta! Rebekah me disse, não acreditei e fui eu mesmo conferir.

— Morta eu estou e isso me fez lembrar que você me usou para o seu prazer, seu idiota!- O empurrei contra a parede.

— Eu te usei? Perder você me deixou louco, acabou comigo! Você já era minha e iria embora comigo!- Exclamei.

— Você parece muito triste mesmo.- Ironizei.

— Você se transformou, mas ainda não sabe muito como são os sentimentos. Eu nunca deixei de amar você, mas alimentar isso era pedir para sofrer, você estava morta.- Disse.

Suspirei.- Ok Niklaus, ok.- Comecei a voltar para o bar.

Onde ela achava que ia? A segurei e a coloquei contra a parede.- Onde você estava?

— Ciúmes? Posso ter passado na mão de vários homens em mil anos.- Disse.

— Sem jogos Aurora.- Disse.

— Não é da sua conta.- Disse.

— É sim. Você sempre foi minha!- Me colei nela.

O olhei.- Você já deve ter tido milhares de mulheres a quem disse isso, não é? E com certeza elas se derreteram, como eu. Impossível não o fazer quando você diz isso, mas não caio mais nessa.

— Você me conheceu quando eu era diferente, não menti para você.- Disse.

— E mudou muito então é?- Perguntei.

Não pensei em nada e a beijei.

O afastei.- Não, não mais.

— Sim, Aurora.- A beijei de novo.- Você nunca deixou de ser minha, foi tirada de mim.

— Klaus, eu não quero nada agora, ok?- O afastei novamente.- Eu duvido que você tenha me esperado. Duvido mesmo. Duvido que tenha tido a capacidade de verificar se estava mesmo morta, agora me deixa. Estou conhecendo o novo século e me adaptando a ele.- Entrei no bar.

POV Klaus.

Que inferno estava acontecendo ali? Continuei pela rua e depois fui para casa.- Rebekah!

— Sim?- Ela perguntou.

— Você, você me disse que Aurora estava morta!- Exclamei.

— E ela está.- Ela disse.

— Sua mentirosa!- Exclamei.

— O que?- Ela questionou.

— Ela não está morta.- Ri.- Você mais que qualquer um viu o que passei por perde-la e mesmo assim me deixou acreditando que ela estava morta.

— Você a viu aqui? Que ótimo, mais uma vampira de mil anos em Mystic Falls, podíamos fazer uma convenção.- Ela disse.

— Muito engraçado.- Eu estava furioso. Não sei se pela mentira ou por ela ter ido embora daquele jeito.

— Nik, eu não sabia, ok?- Ela questionou.

— Como não Rebekah? Você foi a ultima a vê-la e não me deixou entrar no quarto mais.- Disse.

— Porque eu te amo e não queria que você sofresse.- Ela disse.

— Mais?- Perguntei.

— É. E ela soube se esconder bem então. Nunca mais vimos Lucien e Tristan também.- Ela disse.

— Devem estar por ai também.- Tomei um pouco do whisky e depois taquei a garrafa na parede, agora que as coisas estavam se acertando.

— Ok Klaus, para com isso. Você já tem sua nova obsessão, deixa a Aurora. Ela vai se cansar e vai embora.- Ela disse.

Eu estava de costas para ela.- Eu nunca a esqueci.

— É, eu sei, mas você a superou e seguiu em frente. Você superou a Tatia também.- Ela disse.

— Isso é o que eu deixo vocês acharem.- Disse.

— Então o que é os desenhos de Caroline que tem feito?- Ela perguntou.

— Você queria que eu ficasse sofrendo por duas pessoas até então mortas?- Perguntei.

— Se eu fosse a Aurora, com certeza. Você foi um filho da puta por ter traído ela se a ama tanto assim.- Ela disse.

— Então você deveria estar enlutada para sempre com todos os seus amores.- Disse.

— É diferente. Você amou Aurora como Elijah amou Tatia, eu nunca tive essa sorte.- Ela disse.

— Ela é minha e sei que estava querendo me provocar.- Disse.

— Acho que ela não é sua a mil anos.- Ela disse.

— Então tenho que mudar isso.- Disse.

— Boa sorte. Aqui em Mystic Falls é cheio de homem bonito e se ela continua inocente como a mil anos atrás, não vai ser difícil traça-la.- Ela disse.

— Quem o fizer, vai morrer.- Ela disse.

Ela riu.- Ok lobo mau.- Ela me beijou na bochecha.- Boa noite.- E saiu.

Eu não ia me acalmar sabendo disso tudo agora. Eu sofri demais com a morte dela. Eu amava ela, ainda amo. Amo? Não preciso pensar duas vezes para ter certeza. Sai e a procurei, achei com um cara agarrando ela.- Solte-a.

POV Misto. (Klaus e Aurora.)

— Deixa-o em paz, Klaus.- Disse.

— Quem é você?- O cara questionou.

— Você tem dois segundos para largar a minha mulher.- Disse.

— Não se preocupe querido, ele só é meio possessivo.- Toquei suavemente o peito do cara e sorri.

— Possessivo?- Peguei o cara pelo pescoço.

— Klaus, solte-o.- Disse.

— Por que? Estou me divertindo.- Disse.

— Porque tem umas pessoas falando de você no bar, tramando algo.- Apontei para três caras no balcão.

Olhei na direção que ela apontou, era Damon, Alaric e Stefan.- Eu vou cuidar deles.

— Acho que eu vou gostar de falar com eles, descobrir os seus podres.- Sorri e me dirigi a eles.

No que fui me virar para me livrar do cara, ela tinha chegado lá. Essa mulher...

O garçom loiro entregou um copo com whisky para um moreno, mas peguei antes dele e tomei um gole.- Desculpe, era seu?

— Era, mas tudo bem.- Damon disse.

Sorri e bebi.

— Aurora.- Disse.

— Sim?- Perguntei.

— Quem é você?- Damon perguntou.

— Aurora De Martel, prazer. E você?- Questionei.

— Damon Salvatore.- Respondi.

— Nossa, obrigado.- Ele disse.

— Estou vendo que está colocando mais um motivo na lista para eu te matar.- Disse.

— Porque o mataria?- Perguntei.

— É Klaus, cuidado. Sabe, posso chamar um amigo meu. Seu papai.- Damon disse.

Ri.- Você acha que vou cair nessa de novo? Porque se apenas estivesse com a ajuda de Mikael, ele não resistiria em estar aqui e...- Olhei para os lados.- Não vejo ninguém.

— Mas pelo que vejo trocou a loira pela ruiva.- Stefan afastou os cabelos de Aurora e sorriu para ela.

Sorri de volta.- Você é bonito, sabia?

— Não fala isso, ele vai ficar se achando.- Damon disse.

— Os três são.- Disse.

— Ah, obrigado por me incluir, geralmente dizem: “Os dois são.”- Alaric disse.

Ri.- Naturalmente sou mais inclinada para os que precisam de atenção, então acho que ganharia essa.

Minha paciência já se esgotou. A peguei pela braço.- Vamos.- A puxei dali.

— O que está fazendo?- Perguntei.

— Acabando com essa palhaçada.- Disse.

— Ui, ele ficou com ciuminho.- Damon disse.

— Você parece ciumento também, olhos azuis.- Disse.

— Oh, imagine quando ele e o irmão dividem a mesma mulher. A propósito mande um oi para Elena, logo precisarei de mais sangue dela.- Disse.

— Vai achando que vai ter.- Ele disse.

— Vá achando que não.- Sai com Aurora.

— Hoje em dia se pede sangue aos humanos?- Perguntei realmente preocupada.- Acho que fui mal educada esses dias então.

— Isso é uma outra história.- Disse.

Notei que tinha praticamente revelado que não “estava viva” esses mil anos. Droga. Eu gosto de vê-lo com ciúmes, é engraçado.- Onde estamos indo?

— Minha casa. De novo; onde estava todo esse tempo? Porque pelas coisas que diz, é como se estivesse vivendo agora.- Disse.

— Não é da sua conta, já disse.- Disse.

— É sim.- Disse.

— Desde quando?- Perguntei.

— Desde que é minha. Você pode achar que esqueci, mas eu não.- Disse.

— Não esqueceu do que?- Perguntei.

— Do que tínhamos.- Disse.

— Ah, sei. Com quantas me traiu nesses mil anos então? Se diz com a boca cheia que nunca se esqueceu, deve ter virado padre.- Disse.

— A sua pergunta certa seria se tive alguém que foi algo além de sexo. A resposta é não.- Disse.

Eu não fazia ideia do que era esse tal de sexo, mas fingi que entendi.- É traição do mesmo jeito.

— Você sabe do que está falando?- Perguntei.

— Sim, eu sei. Então, quem é a loira que aquele homem falou? Pelo jeito você está me mentindo.- Disse.

— Nada importante.- Disse.

Caminhávamos e um homem passou me olhando. Ri.- Os homens de hoje em dia são bem frescos. Assim como os antigos que viram homens desse século.

— Você não tem ideia como as coisas mudaram.- Disse.

— Sei que você mudou.- Disse.

— Não, não sabe.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

Segui para casa e subi com ela.

— Casa bonita.- Disse.

— Eu sei, eu que escolhi.- Disse.

— Metido. Bem, onde irei dormir?- Perguntei.

— Meu quarto.- Disse.

— Ok então. Espero que não se importe de eu dormir nua.- Disse.

Sorri.- Com certeza não.

— Mas você não vai me tocar.- Sorri.- E amanha eu vou ir pegar minhas roupas.

— Não?- Perguntei divertido.

— Não.- Disse.

— Se você acha isso.- Entramos no meu quarto.

— Vou ir tomar um banho.- Entrei no banheiro.

— Não se esqueça que agora é com chuveiro.- Ri.

— Eu sei tomar banho, seu engraçadinho.- Tirei a roupa que eu usava e liguei o chuveiro.- Você tem shampoo de mulher? Esses de homens não são bons.

— Só Rebekah tem.- Disse.

— Pega por favor?- Questionei.

— O que vou ganhar?- Perguntei.

— Um obrigada.- Disse.

— É pouco.- Disse.

— Me ver nua e bem depilada. Mudou muito do que era a mil anos atrás.- Disse.

— É um bom começo.- Sorri e sai para pegar. Estar com Aurora fazia reviver uma parte minha que tinha morrido junto com ela.

Sorri e voltei a tomar banho, esperando-o.

Voltei e antes de entregar, tirei minha roupa também e entrando no box.- Aqui.

— O que está fazendo?- Perguntei.

— Indo tomar banho.- Disse.

— Eu não sai ainda.- Disse.

— Não vejo problema.- Me estiquei, pegando o sabonete atrás dela e me encostando nela.

O olhei.- Você está se aproveitando de mim, não é?

— Eu não. Você não quer nada comigo.- Disse.

— Não mesmo.- Me virei de costas para ele e comecei a lavar meu cabelo.

Me ensaboei e encostei nela que estava embaixo do chuveiro. Sentir ela junto ao meu corpo novamente me deixou muito mais que animado.

— Controle o seu corpo, Klaus.- Disse.

— Não quero controlar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque quero você.- Beijei o ombro dela.

Me virei para ele.- Uma vez você me disse que eu seria sempre sua e que nem um outro homem me tocaria. Isso não é mais verdade.- Na verdade era, ele é o único homem que me tocou, mas eu gosto de brincar com ele. Minha pequena vingança.

— Porque que você não me procurou?- Perguntei.

— Seria porque você me controlava? Você me compeliu para eu aceitar ser sua! Você não se garantia mesmo né?- Questionei.

— Você não me amava?- Perguntei.

O olhei. Não ia conseguir mentir sobre isso.- Claro que amava. Mais que tudo.

— Mesmo assim esqueceu que eu existia, remoendo o pior de mim.- Disse.

Sai do chuveiro e me enrolei na toalha.- Você ficou melhor sem mim.

— Você não decidiu isso, você ia vir comigo.- Disse.

— Klaus, não quero falar disso.- Disse.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque não.- Me sequei e tirei a toalha, indo para o quarto.

— Vai continuar me deixando sem respostas?- Perguntei.

— Eu te conto amanha.- Me deitei na cama dele e o esperava.

Me deitei junto a ela, ficando de frente a ela. Se alguém me contasse não acreditaria.

— O que foi?- Perguntei.

— Você, aqui.- Disse.

— O que tem?- Perguntei.

— Não acredita, mas perder você me mudou, me jogou para quem sou hoje. Mas mesmo assim, sentia, sempre senti, sua falta e do que tivemos.- Disse.

Suspirei. Não ia conseguir mentir mais. Toquei o rosto dele.- Eu estava morta. Não sei como, mas estava seca por esses anos todos e a quatro dias atrás, voltei, mas não sei como. Quero descobrir.

— Seca?- Perguntei.

— Sim. Acordei e estava meio morta, sei lá. Cinza e tudo mais.- Disse.

— O que? Bruxas!- Exclamei.

— Bruxas?- Perguntei.

— Só pode ter sido elas a fazer algo assim! Quantas vezes essas infelizes vão interferir na minha vida?- Questionei.

— O que são bruxas?- Perguntei

— Pessoas que mexem com magia. Que me odeiam especificamente.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Elas devem ter feito isso... Mas porque com você?- Perguntei.

— Eu quero dormir. Não quero falar disso agora.- Disse.

— Não vai embora?- Perguntei.

— Não.- Lhe dei um selinho e sorri.

— Então posso esperar.- Dei um beijo na testa dela.

Sorri e me acomodei na cama.

Me aproximei dela e a acomodei junto a mim.

Me acomodei nos braços dele e beijei delicadamente seu queixo.

Me inclinei e a beijei.

Retribui o beijo.

A colei em mim e um monte de coisas passava pela minha cabeça, mas a melhor era que ela era minha de novo.

Acariciava seus cabelos e a outra mão o seu peito.

Minha mão descia pelas costas dela. Queria a possuir, mas dessa vez por vontade total dela.

Me arrepiei ao toque dele e o olhei.- É tão confortável ficar nos seus braços. Me sinto a mulher mais segura do mundo mesmo tendo mil anos.

— E você está, ainda mais agora.- Disse.

Sorri e rocei meu nariz no pescoço dele. Poderia ficar fazendo carinho nele sempre.- Eu te amo.

Sorri.- Eu sabia.

— Era para ser romântico não um momento de ego.- Brinquei.

— Eu sei love.- A beijei de leve.

Sorri.- Você conseguiu o que queria. Você é o único homem que me tocou.

— Isso é musica para mim.- Disse.

Sorri e me deitei no braço dele.

Senti ela relaxar e enquanto saboreava aquele momento, senti ela dormir. Aquele dia não podia ter ficado melhor. Consegui a solução para os híbridos e tinha ela de volta. Acabei dormindo também.

Quando acordei no outro dia, Klaus não estava na cama. Olhei pelo quarto e vi minha mala com minhas roupas ali. Me levantei e procurei uma roupa confortável. Peguei essa roupa e vesti: http://www.polyvore.com/aurora/set?id=181481067 . Arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo e uma maquiagem bem leve. Sai do quarto e quando terminei de descer as escadas encontrei várias pessoas pela casa.- Olá.

Vi que Aurora descia.- Sweety, bom dia.

— Quem são?- Perguntei.

— Meus híbridos.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Quem é a gostosa?- Um deles chegou junto dela.

Fiquei junto de Klaus.- Mulher dele.

— E eu diria para não subestimar a força dela.- Sorri para ela.

— Ah é, eu me esqueço disso as vezes.- Disse.

— Vocês podem ir, já tem as ordens de vocês. E não se preocupe em poupar alguém que entre em seus caminhos.- Disse.

— Você mata pessoas assim?- Perguntei.

— Digamos que os cidadãos de Mystic Falls precisam lembrar com o que estão mexendo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Eles saíram e me virei para ela.- Quer alguma coisa? Tomar café ou uma bolsa de sangue?

— O que é uma bolsa de sangue?- Perguntei.

— Você precisa se alimentar e hospitais, onde cuidam de pessoas doentes, tem bolsas de sangue para ajudar quando precisam para cura. Não é tão gostoso quanto quentinho da fonte.- Disse.

— Prefiro não tirar essa coisa de pessoas doentes. Eu vejo como me viro.- Disse.

— Que isso.- Afastei a camisa e mordi meu braço.- Tome, beba.

— Sem ofensas, mas acho que dá no mesmo porque seu coração não bate e não bombeia sangue.- Sorri e o beijei.- Eu sei como me alimentar.

— Isso é desperdício sabia? E como?- Questionei.

— Como o que?- Perguntei.

— Sabe.- Disse.

— Bem, vou na rua, controlo alguém, me alimento e o faço esquecer.- Disse.

Sorri.- Aprendeu rápido a ser discreta.

— Sim.- Disse.

A beijei.- Gostei desse seu visual atual.

Sorri.- Obrigada.

Ia beijar ela de novo, mas recebi uma mensagem; Eles estavam procurando algo que pudesse me conter, ouviram perguntar quando Mikael viria. Eles não podem ter o encontrado.

— O que foi?- Perguntei.

— Uma vez, uma vez não poderia dar tudo certo?- Questionei.

— Que foi amor?- Toquei o rosto dele.

Se fosse verdade, eu teria que me precaver com tudo.- Se minhas informações tiverem certas, a unica pessoa que tem como me matar foi encontrada por aquele grupo que viu ontem.

— Seu pai de novo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Nossa, ele é insistente.- Disse.

— Você não sabe de muito que aconteceu desde aquela época.- Disse.

— Sei que não.- Disse.

A beijei.- Eu odeio isso, mas não posso arriscar você.

— O que quer dizer?- Perguntei.

— Vou te deixar em segurança, fora daqui e quando terminar me junto a você. E poderemos ter a vida que queríamos.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Você vai sair daqui da cidade. Praticamente ninguém sabe de você, assim Mikael não vai poder te machucar ou te usar.- Disse.

— Klaus, eu não posso te deixar.- Disse.

— Aurora, eu tenho muitos inimigos aqui, mesmo agora híbrido, não vou cometer esse erro. Eu já perdi tudo por subestimar ele.- Disse.

— Você quer isso?- Questionei.

— Não. Eu quero você ao meu lado. Mas não quero ter o mínimo de chance de te perder novamente.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Alguns dias apenas, eu prometo.- Abracei ela. Sabia que era o certo depois de Nova Orleans. Eu podia a compelir ou simplesmente a fazer sumir, mas eu queria estar com ela, queria viver com Aurora. Não achei que fosse difícil a deixar partir, mas o fiz. Pedi Rebekah para ir junto e mandei algumas coisas minhas com ela, que eram importantes. Não demorou e a situação se desenrolou. Os Salvatore's e aquele grupinho realmente usaram Mikael, mas eu estava um passo a frente e no final pude saborear vê-lo queimar e virar cinzas. Agora sim estava livre. Antes de sair deixei o aviso que voltaria para pegar mais sangue de Elena e fui para onde Aurora estava, na Europa; Roma para ser exato. Entrei no prédio e toquei a campainha da cobertura.

Abri a porta.- Klaus!- O abracei.

— Hey, disse que não ia demorar.- Disse.

— Demorou sim.- Disse.

— Agora estou aqui.- Beijei ela.- Cadê Rebekah?

— Na sala.- Disse.

Ainda abraçado nela, entramos.- Irmã.

— Hey Nik.- Ela disse.

— Tenho uma coisa para você fazer.- Disse.

— O que?- Ela perguntou.

— Não há mais ameaça sobre nós, vá onde Elijah está e o acorde.- Tinha mandado os caixões junto com elas.

— Estão aqui e só Elijah?- Ela perguntou.

— Acha que seria um bom momento para trazer os outros?- Perguntei.

— Não acho que devia tê-lo posto a dormir em primeiro lugar.- Ela disse.

— Libere-os então. Enquanto isso, eu e Aurora teremos o nosso tempo.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

Me despedi dela e ela saiu.- Agora somos nós. Gostou de Roma?

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Tirava o casaco que ela usava.

Sorri.- Sim.

Já tinha esperado muito tempo para tê-la e aquilo me consumia. Nos colei e a beijei.

Retribui o beijo.

A segurei e a levei, logo achando o quarto e nos deitando na cama.

Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas costas dele.

O beijo ficava mais intenso e minhas mãos percorriam o corpo dela. Eu desejava aquela mulher, desejava demais.

Acariciava seu peito e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

— Sem mais desculpas, você vai ser minha.- Tirei a blusa dela.

— Sempre que me quiser.- Sorri e abria a camisa dele.

— Então não vamos sair daqui.- Abria a calça dela.

Sorri.- Que exagerado.

— Mil anos a compensar.- Tirei a calça dela.

— Temos mais mil para isso.- Sorri e o beijei.

Tirei minha camisa e peguei nos seios dela. Ah, aqueles peitos.

Gemi e suspirei pesadamente.- Ainda lembro da primeira que fez isso. Parecia mais inocente que agora.- Toquei o braço dele.

— Eu era inocente.- Tirei o sutiã dela.- Coisa que não sou mais.

— Estou vendo que não.- Disse.

Tomei ele com a boca e o suguei, roçando minhas presas ali.

Gemi e suspirei pesadamente.

Apertava o outro enquanto me deliciava naquele ouvindo os gemidos dela.

Acariciava seus cabelos e minha outra mão descia pelas suas costas.

Me afastei para me livrar das calças e da cueca.

— Imagino que a depilação seja algo para homens e mulheres hoje em dia.- Disse.

— Para quem quer sim.- Disse.

— Bem, você fica bem sem pelos demais, dá para ver melhor.- Ri e lhe dei um selinho.

— Ver melhor?- Tirei a calcinha dela.

— Sim. Antes você era muito peludo. Bem, eu não posso falar nada.- Disse.

— Melhor deixar para lá.- A olhei nua. Nua e ansiando por mim. É, era excitante.

Desci minha mão pelo abdômen dele, acariciando ali.

Acompanhei a mão dela e levei até meu membro que já estava ereto.

Nunca tinha tocado um homem assim, mas era Klaus e não sentia vergonha com ele, então não tirei a mão ou algo do tipo, só seguia o que ele fazia.

Cheguei mais para frente para ter mais apoio e mostrei a ela como eram os movimentos que queria.

Fazia o que ele me mostrava.

Sorri com o prazer que me deu e deixei ela seguir sozinha.

Ele parecia gostar, então segui com os movimentos que ele tinha colocado.

Gemi. Ela era boa, seus toques estavam me excitando mais e podia ser melhor. Peguei a mão que me masturbava e a puxei mais para mim.- Eu quero sua boca.

Assenti e levei minha boca até o membro dele, colocando devagar na minha boca.

Ela ainda transparecia inocência e isso deixava mais gostoso. Me segurei quando ela o fez contato, enrolei minhas mãos no cabelo dela e mostrei como queria.

Fazia como ele me mostrava e acariciava as partes dele que não estavam na minha boca, imaginava que precisavam de atenção também.

— Aurora!- Exclamei.

Parei.- O que foi?

— Nada love, só estava perdendo o controle. Melhor eu estar deitado.- Me deitei, a cama era grande.- Continue.

— Ok.- Me ajeitei e o coloquei na boca novamente.

A mão que não estava no cabelo dela agarrou o colchão, ela era boa demais.

Eu não sabia fazer nada disso, mas era mais fácil do que pensava. E ele parecia gostar, o que me deixava feliz.

Ela seguia e cada movimento deixava mais intenso o meu prazer, mas eu queria estar dentro dela logo. Fiz ela parar e nos virei na cama, me coloquei entre suas pernas e entrei nela de um vez.

Suspirei pesadamente e o beijei novamente.

O que sentia em estar com ela era algo unico, por incrível que pareça, completo. Ela não era mais uma mocinha frágil, então não precisava me conter na minha força.

Gemi e desci meus lábios pelo seu pescoço, roçando minhas presas ali. Agora sim ele era o tipo de homem que conseguiria me segurar. Não que na época ele não tenha me segurado, mas foi mais por eu o amar loucamente do que pelo pulso firme. Rebekah me contou que hoje em dia mulheres tem poder, mas eu simplesmente achava um absurdo. O homem foi feito primeiro por um motivo e eu confio nesse motivo.

— Somente minha...- Sussurrei no ouvido dela.

Sorri.- Sim, só sua.

O prazer se espalhava pelo meu corpo, ficando cada vez mais forte. Droga, eu amava essa mulher.

— Eu te amo Klaus.- O olhei.- Serei sempre sua confidente, como prometi.

— Eu sei meu amor, eu sei.- Disse.

Sorri e o beijei.

Percebia que no que ela se entregava, o prazer tomava conta dela também, esse seria um orgasmo perfeito.

Minha mão descia pelas costas dele e beijava seu maxilar.

— Aurora...- Gemi e em instantes o orgasmo nos tomou.

O abracei e apoiei meu queixo no ombro dele. A única coisa que sentiria falta era de não poder ter um filho. Bem, nem antigamente eu poderia, mas eu sentiria falta disso.

— Eu amo você.- Disse.

— Também te amo.- Disse.

Sorri e me deitei ao lado dela.- Não achei que teria um dia que me sentiria assim.

— Como?- Perguntei.

— Feliz.- Disse.

Sorri.- Prometo te fazer feliz todos os dois.- Toquei os lábios dele.

— Só espero que não se decepcione com quem sou hoje.- Disse.

— Nunca.- Me virei para olha-lo.- Eu passei mil anos “morta” e acordei agora por um motivo. Talvez fosse a hora certa para ficarmos juntos finalmente.

— Pode ser.- Toquei o rosto dela.- Você é uma dos poucos que confia em mim assim.

— Porque eu te amo.- Disse.

— É tão bom ouvir isso.- Disse.

Sorri e me acomodei nos braços dele. Sabia que Klaus não era romântico, porque eu falava algumas coisas e ele não dava muita bola, mas a verdade? Eu não me importo. Ele é perfeito do jeito dele e sou a mulher mais sortuda do mundo por ser dele.

Beijei os cabelos dela.- Gostou de eu ser híbrido?

— Amei.- Disse.

— Agora tenho que ter cuidado em sair mordendo por aí.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Assim como a de lobo, ela pode matar um vampiro.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Mas por incrível que pareça eu sou a cura.- Disse.

— Sim, Rebekah me colocou em dia com as novidades.- Disse.

— Ah sim.- Acariciava o braço dela.- Já se acostumou com tudo?

— Um pouco.- Disse.

— Quer ter te mostrado.- Disse.

— Você terá muito o que me mostrar ainda.- Sorri e me aconcheguei no peito dele.

Abracei ela e ficamos ali, sabia que ainda teria muitas coisas pela frente, mas agora eu tinha Aurora. Meus irmãos estariam um pouco bravos quando chegasse, então ia aproveitar agora. Me sentia tão tranquilo, tão feliz que parecia mentira, Ela despertava o melhor em mim e eu daria o mundo a ela.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Sei que muitos odeiam a Aurora agora, mas eu particularmente gosto bastante dela e dos dois juntos :3 Bem, eu shippo Klaus com todas HAHA' Bem, vamos a votação: — Hope e Damon. — Hope e Derek. — Hope e Kai. Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)