Liberty- One Shots
86 Capítulo 87- Damon & Hope.
Notas iniciais

POV Misto. (Damon e Hope.)
Acordei com o avião pousando e olhei Nova Orleans pela janela. Sorri. Gostava daqui. Desembarquei e fui para um hotel, na verdade um flat na cobertura, eu gostava de coisa boa. Eu sabia que os Originais estavam por aí, mas não me importei. Como fazia tempo que não vinha aqui, sai para ver o que tinha mudado e como era noite já entrei numa boate. Tinha umas garotas bem bonitas ali. Dancei, bebi um pouco e olhei ao redor. Vi uma loirinha linda e cheguei nela.- Oi.
— Oi.- Disse.
Cheirei o copo dela.- Morango? Você tem cara de gosta de coisas fortes, não algo assim.
Sorri.- As aparências enganam.
— Será?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu gosto de pagar para ver.- Disse.
— Que bom.- Tomei da bebida.
— Você me parece familiar.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não sei, me lembra alguém.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Vamos dançar?- Questionei.
— Vamos.- Disse.
A levei para a pista e me colei nela. Ela era gostosa e linda, meu tipo.- Qual o seu nome?
— Hope e o seu?- Perguntei.
— Damon.- Disse.
— Prazer Damon.- Disse.
— O prazer é todo meu.- Disse.
Apenas sorri.
Envolvi a cintura dela e íamos no ritmo da música. Ela dançava bem e tinha um cheiro maravilhoso. Beijei o pescoço dela.- Você veio sozinha?
— Não, com uma amiga.- Disse.
— E onde ela está?- Perguntei.
— Por ai. Porque?- Perguntei.
— Ah sim, pensei que ela tivesse te abandonado.- Disse.
— Não.- Disse.
Nos mudei, ficando atrás.- Você é linda.
— Obrigada.- Disse.
Beijei do pescoço até atrás da orelha.- E dança muito bem.
Sorri.- Obrigada novamente.
Minhas mãos deslizavam pela lateral do corpo dela. É, ela tinha muitas curvas.
Me arrepiei ao toque dele.- Você não devia estar perdendo seu tempo comigo.
— Não estou perdendo nada aqui.- Disse.
Eu posso ser uma idiota por ser virgem e sem experiência e estar numa boate, mas não ia enganar o cara e faze-lo se “animar” e cair fora.- Se quiser posso te apresentar minha amiga.
— Não precisa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A virei para mim e a beijei.
Retribui o beijo.
O beijo dela era bom, mas sentia ela meio estranha, insegura talvez? No que me colei mais nela senti algumas mãos me pegando e me puxando.- Que merda é essa?
— Senhorita Hope, está bem?- Peter perguntou.
— Estou Peter, não se preocupe.- Disse.
O tal Peter e outro cara me seguravam de um jeito... Eles não pareciam normais.- Seria muito pedir para me soltar.
— Deixem ele.- Suspirei.- Vamos embora. Vou avisar a Natalie.
— Vai embora não.- Eles me soltaram e me ajeitei.
— Damon, eu disse que não ia querer perder seu tempo comigo. Espero que se divirta hoje.- Sorri e sai dali com Peter e Tom.
Que garota estranha. Deve ser alguma filhinha de papai para ter seguranças. Bebi mais um pouco ou não tão pouco, e voltei para a pista. Acabei arrumando outra garota; uma ruiva que acabou me levando para a cama dela e foi bonzinho. Me alimentei e voltei ao flat. Tomei um banho e acabei dormindo. Os gritos voltaram e eu senti o peso nos meus braços. Olhei e era ela; Elena morta. Tentava fazer ela reagir, mas não adiantava. Acordei assustado como sempre. Aquilo fazia 20 anos, Elena estava morta desde o casamento do Ric quando Kai explodiu tudo lá. Depois daquilo sai, fiquei no fundo do poço e Stefan me convenceu a sair da cidade, e viajou comigo um tempo, mas depois o mandei viver a vida dele. Eu não me envolvia com mais ninguém; só bebia e transava por ai. Tomei um banho e fiquei vendo TV pela manhã, mas decidi sair. Fui andar e entrei numa lojinha, vi o vulto loiro.- Loirinha?
— Oi.- Disse.
— Cadê os grandões?- Perguntei.
— Por ai.- Disse.
— Fugiu deles?- Questionei.
— Isso é impossível.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque...- Eu os criei, pensei. Sim, eles são híbridos e compelidos pelo pai. Ele usou meu sangue quando eu tinha uns 5 anos para criar guardas costas fiéis já que eles são ligados a mim e eu até gosto deles.- Nada.
— Filhinha do papai?- Perguntei.
— Pense o que quiser.- Disse.
— Acontece.- Tomei o braço dela, andando pela loja.
O olhei.- O que está fazendo?
— Andando com você.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Devia ter ficado ontem, foi divertido.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Conhece bem a cidade?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Hoje a noite começa o Carnaval.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Talvez a gente se esbarre nele. Eu gostaria.- Sorri. O que? Eu tinha achado ela linda e estava doido para provar dela.
Sorri suavemente.- É, talvez.
— Tem um lindo sorriso, Hope.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Quer se divertir hoje? Sem os armários?- Questionei.
— Damon, não. Eu não sou assim, desculpe.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Não sou o tipo de garota que você quer.- Disse.
— Que tipo eu quero?- Questionei.
— Do tipo que transa com qualquer um ou cede a veia para qualquer vampiro.- Sai da loja.
POV Damon.
O que? Ela conhecia? Bem, isso sempre foi mais normal aqui, então não devia me surpreender. Andei mais, ri dos preparativos e quando trocava de roupa meu telefone tocou.- Diga meu esquilinho.
— Como está?- Stefan perguntou.
— Passeando de volta no nosso amado pais.- Disse.
— Ah sim.- Ele disse.
— E você?- Perguntei.
— Estou na Argentina.- Ele disse.
— Não diga que está dançando tango?- Perguntei.
— Ainda não.- Ele disse.
— Ainda? Essa é boa.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Você dançando.- Disse.
— Acontece.- Ele disse.
— Filma para eu ver depois.- Disse.
— Sonha.- Ele disse.
— Que pena.- Disse.
— Você tá bêbado? Tá falando de um jeito engraçado.- Ele disse.
— Ainda não, tô me arrumando para uma festa.- Disse.
— Ah sim.- Ele disse.
— Pois é. Notícias do Ric?- Perguntei.
— Ele ainda não ligou.- Ele disse.
— Será que se perdeu?- Ele estava numa viagem também.
Ele riu.- Talvez.
— Oh, devemos mandar uma equipe de busca?- Questionei.
— Acho que sim.- Ele disse.
— Ok, acho que você está bêbado.- Disse.
— Claro que não.- Ele disse.
— Sei.- Disse.
— É verdade.- Ele disse.
— Tudo bem Stef, você fala, eu acredito.- Disse.
— Ótimo.- Ele disse.
— Vá para seu tango, eu vou para minha festa.- Disse.
— Ok, até mais.- Ele disse.
— Tchau Stefan.- Desliguei e sorri. Era a unica coisa boa que tinha naqueles anos todos, a relação com meu irmão. Terminei de me vestir e fui para rua.
POV Hope.
Descia as escadas.- Pai!
— Hope, o que foi?- Meu pai perguntou.
Pulei no colo dele, no caso envolvendo a cintura dele com minhas pernas.- Está pronto para sairmos?
Ele me segurou, sorrindo.- Você adora essa festa não é?
Assenti e sorri.- Demais. Você me levava sempre quando era pequena e eu ganhava sempre pipoca de graça daquele moço gentil que era agora já é um senhor fofo.
— Fazer o que? Você é encantadora desde que nasceu.- Ele beijou o meu rosto.
Sorri e me abracei nele.- Senti sua falta. Não pode ficar tanto tempo longe de mim. Duas horas é muito tempo.
— Quando achei que meu bebê seria uma linda tão manhosa. Mas concordo com você.- Ele disse.
Sorri.- Que bom.
— Mas então vamos, você merece ganhar sua pipoca.- Ele disse.
— Ótimo.- Desci do colo dele.- O tio Elijah vem? A mãe vai estar lá com o Jack, mas...
— Não sei, seu tio tem andado um tanto quieto.- Ele disse.
— Estranho.- Disse.
— Sim, mas acho que você chamando ele não resisti.- Ele disse.
— Tio Elijah!- O chamei.
Ele apareceu rápido.- Hope, tudo bem?
— Só se você ir na festa com a gente e colocar uma roupa mais descolada. O papai te ajuda com isso.- Disse.
— Querida, não estou com vontade de festas.- Ele disse.
— Tio, não me faça fazer um escândalo. Você vai por bem ou por mal, ok?- Questionei.
— Você não tem muita escolha irmão.- Meu pai disse.
Ele suspirou.- Ok.
— Ótimo, vamos.- Sorri e os puxei, saindo para a festa.
POV Misto. (Damon e Hope.)
As ruas estavam cheias e vi até uns vampiros se alimentando, mas vi outra coisa também, hibridos. Os chatos Mikaelson estariam por ai em algum lugar. Peguei alguns colares e bebi umas cervejas, entrando na festa.
— Pai, tio, vamos dançar.- Disse começando a dançar no ritmo da musica.
— Hope, nós não dançamos.- Klaus disse.
— Você foi dizer que faria qualquer coisa por ela.- Elijah disse.
— Dançam sim, se não eu vou subir em uma mesa, dançar até o chão e fazer stripper.- Ameacei dançar até o chão de fato.
— Você não faria isso.- Klaus disse.
Subi em cima de uma mesa e comecei a dançar conforme a musica.
Estava de longe quando vi um pessoal se animar. Não acreditei e sorri, a loirinha estava fazendo um show.
— Não vão querer dançar mesmo?- Comecei a rebolar e a descer um pouco.
— Hope, desça dai.- Klaus disse.
— Só se dançarem.- Disse.
— Tudo bem, saia dai.- Elijah disse.
Sorri e desci.- Ciumentos.
— Sem shows mocinha.- Klaus disse.
— Ok.- Disse.
Ia me aproximar, mas só podia ser sacanagem. Ela estava com Elijah e Klaus! Seria mais um dos brinquedos deles? Ambos estavam pegando ela?
Me abracei nos dois.- Vamos dançar agora?
Ambos a seguiram, começando a dançar.
Fala sério. Elijah e Klaus Mikaelson dançando com uma garota, era demais. É, valeu a pena ficar vivo para ver isso.
Sorri e dançava no meio dos dois.- Vocês dançam bem meus amores.
— Já fizemos muita coisa minha princesa.- Klaus disse.
— Eu sei bem que coisas.- Disse.
— Nada para seus ouvidos puros.- Elijah disse.
Fiz cara de nojo.- Eca, é nojento imagina-los nessas situações.
— Que continue assim.- Klaus disse.
— Engraçadinho você.- Sorri e continuei a dançar.
Não, ela não estava transando com eles, então que relação era aquela? Eles pareciam respeita-la e fazer o que ela queria, mas por que? Esperei eles se afastarem um pouco. Klaus saiu para algo e a puxei na multidão.- Oi.
— Damon, oi.- Disse.
— Dessa vez foi fácil te achar.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Em cima de uma mesa. Dança bem assim.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Minha mão desceu pelas costas dela.- Muito bem.
— Obrigada.- Disse.
— Veio sozinha?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Vou conhecer seu namorado?- Perguntei.
— Não tenho namorado.- Disse.
— Então porque fugiu de mim ontem?- Perguntei.
— Eu não fugi, só deixei claro o que não ia acontecer com nós.- Disse.
— Foi embora sem que eu respondesse.- Cheguei junto dela.- Como sabe sobre mim?
Sorri e toquei o peito dele.- Porque eu sinto.
— Bruxa?- Perguntei.
— Pode se dizer que sim.- Sorri e me soltei dele.
— Essa cidade sempre surpreendendo.- Disse.
— Acho que nem tanto quanto Mystic Falls, não é pai?- Perguntei quando senti os dois se aproximarem.
— Hope, quem é...- Ele olhou quem estava com a filha.- Salvatore.
— Pai!?- Exclamei.
— Com o tempo aprendi a identificar quem é da linhagem do meu pai e meu pai contou o conto “dos irmãos Salvatore e a cópia maldita”. Era interessante e quando disse que seu nome era Damon... Eu não acredito em coincidência.- Disse.
— Você tem uma filha?- Isso era um absurdo.
— Surpresas sempre acontecem, essa foi a melhor.- Ele a beijou.
Sorri e me abracei nele.
— Isso é esquisito.- Disse.
— Então respondendo sua pergunta; eu sou uma bruxa porque meu pai já foi um bruxo e isso era um gene dele, sou loba por causa da minha mãe e do meu pai e também sou vampira por causa do meu pai.- Disse.
— É, você conseguiu seus híbridos da forma que queria, até melhor.- Disse.
— Minha filha não tem nada a ver com isso. O que está fazendo aqui?- Klaus perguntou.
— Eu fiz os híbridos porque eu quis. Infelizmente meu pai precisa do sangue de uma cópia insignificante e burra para fazer os híbridos, mas eu tenho o sangue dele e meu sangue veio mais potente na segunda versão, então não preciso de um sangue sujo auxiliar. O meu basta e acho que você não vai querer ficar se aprumando se achando o máximo. Você tem 170 anos, é velho, é, mas sinto dizer que tenho 20, mas minha força é igual a de um original, então acho bom olhar para meu pai com respeito e para meu tio também, é só ele pedir que faço de você um pano de chão.- Disse.
— Então vocês tem uma fã. Bem, isso ainda não muda o fato de serem um bando de metidos que se acham Reis do Mundo. E você, bem achei que era mais inteligente.- Me virei e sai.
— Quem ele pensa que é.- Ele saiu atrás do outro.
— Pai, deixa ele. Ele não vai te dar muita emoção. Vampiros novos e arrogantes são os mais fáceis de matar.- Disse.
— E eu achando que vocês não eram tão idênticos.- Elijah disse.
— Não somos.- Eu não me achava parecida com meu pai ou minha mãe. Eu me considero uma pessoa doce, melosa, romântica e carinhosa e meu pai não é assim, muito menos minha mãe. Ok, eu tenho alguns traços dos dois, mas só aparecem quando me esquento demais com alguém. E eu ODEIO quando alguém fica se achando os melhores ou ofendem meus pais. Nos feriados que é terrível, porque meu pai e minha mãe juntos são um inferno, não param de brigar. Eu sinto tanta falta dela, mas sei que ela não gosta de ficar perto do meu pai, então não fico cobrando dela morar com a gente.
— Até parece.- Elijah disse.
— Mas não somos.- Disse.
— Em algumas coisas apenas. Mas volte a se divertir querida.- Klaus disse.
— Melhor irmos embora.- Disse.
— O desfile é só amanhã mesmo, você pode vir de novo.- Elijah disse.
— Eu vejo da varanda do meu quarto.- Disse.
— Tudo bem então, vamos para casa.- Klaus disse.
— Ok.- Disse e saímos.
Talvez vir para New Orleans não tenha sido tão boa ideia assim. Fui para um bar e comecei a beber, era o que eu mais fazia. Aquela garotinha mimada achava que sabia de alguma coisa, idiota. Quando aquilo deixou a minha cabeça, voltei a festa e fiquei até o dia amanhecer. Fiquei andando e dei de cara com alguém.- Presta atenção.
— Cuidado você, seu bêbado.- Disse.
— Olha se não é a garota do papai.- A olhei de cima a baixo.- E gostosa.
Cruzei meus braços.- Sou com orgulho a “garota do papai”. Meu pai é incrível mesmo.
— Demais. Eu lembro bem o quão incrível ele é.- Disse.
— Que bom.- Voltei a caminhar.
Acompanhei ela.
— O que está fazendo?- Perguntei.
— Andando com você.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Indiferente o seu sangue, você é legal.- Disse.
— Então não quero ser legal.- Disse.
— Desculpe, mas você é.- Disse.
— E você tá bêbado.- Disse.
— Um pouquinho.- Disse.
— Sei.- Disse.
— E você é linda demais sabia?- Perguntei.
— Tenho a quem puxar.- Disse.
— Sua mãe.- Disse.
— Minha mãe, meu pai, meus tios... E você nem sabe quem é minha mãe.- Disse.
— Sua tia.- Sorri.
— Caso esteja sorrindo pela minha tia Rebekah, ela não está mais no corpo dela.- Disse.
— Qual o problema de vocês em trocar de corpo?- Perguntei.
— Longa história. Resumindo; foi por minha culpa. Dei muito trabalho.- Disse.
— Com essa cara de anjinho?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Ri.- Essas são piores.
— Engraçadinho.- Disse.
— Eu sei que sou.- Disse.
— E você deve conhecer minha mãe. O nome dela é Hayley.- Disse.
— Hayley? Espera, a lobinha temperamental?- Questionei.
— Isso eu não sei.- Disse.
— Só pode, ela sumiu quase na mesma época que eles.- Disse.
— Bem, eles deviam estar muito bêbados para não notar que alguma coisa quente saia de dentro do meu pai.- Disse.
— Sua mãe é, possivelmente era uma loba no cio.- Disse.
— Que nojo! E minha mãe é híbrida agora.- Disse.
— Também? Isso aqui tá infestado de híbridos.- Disse.
— E com lobos com poderes de híbridos, então cuidado. Eles podem controlar a transformação agora.- Disse.
— Isso não é mais tão divertido.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Tudo que nos envolvia. Se bem que nada mais tem muita graça.- Disse.
— Ah sim, ok então.- Disse.
— Hey princesa, podia me mostrar o que sabe fazer né?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Você é uma mistura de tudo deve saber fazer algo legal.- Disse.
— Eu sei uns truques.- Disse.
— Faz ai.- Disse.
— Ok.- Olhei em volta e não tinha ninguém por ali, então fechei os olhos e me concentrei. Quando os abri meus olhos estavam âmbar e uma camada fina de areia se levantou e dançava ao meu redor, assim como as folhas e o vento soprava mais forte.
Eu podia sentir o poder dela, era incrível.- Você é..
— O que?- Perguntei.
— Fica mais linda assim.- A beijei.
O afastei delicadamente e o olhei.- Damon, eu não sei se devíamos fazer isso.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sei da sua história com a tal Elena. Meu pai me deixou bem a par de tudo quando cresci.- Disse.
— Ela está morta, ponto.- Disse.
— Vou guardar essa informação para quando meu pai estiver de mal humor, ele fica intragável.- Disse.
— Não diga.- Disse.
— Porque? Ele adora quando descobre que pessoas que ele odeia e não pode matar, morrem.- Disse.
— Já fizeram o serviço, divirta ele.- Disse frio.
— Digo com prazer. Essa sua namorada idiota e hipócrita matou meu tio para o bem dela para uma cura maldita e tramou a morte do meu pai várias vezes. Eu descubro o tumulo dela e danço com prazer em cima. Aproveito e danço no da tal Katherine também.- Disse.
— Mystic Falls não é tão longe para sua diversão.- Disse.
— Tenho coisa mais interessante para fazer do que pisar no tumulo de uma pessoa tão insignificante.- Voltei a caminhar.
Continuei com ela. Porque não reagi? Simples, me desliguei a anos atrá. Não queria ficar com aquela sensação horrível de estar sozinho. Não o fiz completamente, tenho meu irmão, mas estou bem melhor agora.— Então você só faz um ventinho?
— Hã... não.- Disse.
— O que mais?- Perguntei.
— Coisas que não dá para fazer assim.- Disse.
— Controlar mentes?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Todos vampiros fazem isso.- Disse.
— Ah, eu achei que era um controle sem ser compelir.- Disse.
— Como bruxa, eu posso.- Disse.
— Legal.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Ainda não explica porque não posso beijar você.- Disse.
— Porque eu não sou o tipo de garota que você acha. Eu sou o tipo que namora, não fica. E você teria que passar pelo meu pai se me quisesse e sei que não me quer tanto assim a ponto de namorar e enfrentar meu pai.- Disse.
— Nos conhecemos ontem e já quer namorar?- Questionei.
— Só estou dizendo que não vou ficar te beijando. Eu não beijo sem compromisso, então desiste.- Disse.
— E sabe o que eu adoro? Um desafio assim. Tenho certeza que adorou me beijar.- Disse.
— Você beija bem e o que isso tem a ver?- Perguntei.
— E que nenhum desses moleques aqui te fez sentir assim.- Disse.
— Você não sabe nada.- Disse.
— Sei que não saiu com ninguém como eu.- Disse.
— Você se acha, nossa.- Disse.
— Tenho certeza.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Então vai ou não vai?- Sorri.
— O que?- Perguntei.
Pela sei lá qual vez, a beijei e dessa vez a segurei, a colocando contra parede.
Eu não devia retribuir, mas acabei o fazendo.
Agora sim ela parou de frescura. Conforme ela me mostrava mais quem era, mais eu queria tê-la.
Parei o beijo.- Me solta, eu tenho que voltar para casa e tomar banho para encontrar uns amigos.
— Sempre vai achar uma desculpa?- Perguntei.
O empurrei.- Eu deixei claro que eu não sou esse tipo de garota. Se você gosta desse tipo, ok, procure uma que se encaixe. Não vou perder meu tempo com você. E não é uma desculpa, eu tenho amigos e vamos nos encontrar sim.- Sai dali.
Dei os ombros e peguei meu caminho de volta ao flat. É, tinha gostado do beijo dela e de a tocar, mas ela ficava insistindo nisso de só com relação. Que saco, eu não teria uma relação mais. A não ser que sexo sem compromisso contasse. Me alimentei, cheguei, tomei um banho e me joguei na cama. A ultima coisa que lembrei antes de deitar, foi de como ela ficou linda com os olhos dourados.
POV Hope.
Não demorei a chegar em casa e fui tomar um banho. Sorri e toquei meus lábios. Eu estava gostando dele... Que nojo. Eu disse que sou romântica e cai bem fácil nessa. Ele devia fazer isso com todas e não queria ser mais uma. Fora que dá para ver que ele está desligado e então ainda gosta da tal Elena. Bem Hope, supere isso. Existe garotos mais simples por ai. Tinha marcado de encontrar meus amigos para almoçar e depois ficar conversando ou fazendo alguma coisa na lanchonete que costumamos ir. Então só coloquei um vestido e terminei de me arrumar rapidamente, indo para o local.
— Oi Hope.- Alex disse.
— Oi.- Disse.
— Tudo bem?- Ele perguntou.
— Hã... Claro e você?- Perguntei.
— Querendo saber se você vai para faculdade ou não.- Alex disse.
— Porque?- Me sentei ao lado de Natalie e Alex.
— Por que até hoje você não decidiu.- Natalie disse.
— Estou vendo ainda.- Disse.
— Porque? Podia já estar lá com a gente.- Ele disse.
— Ah, não quero falar disso.- Disse.
— Porque? Quando estávamos no colégio brincávamos tanto do que íamos fazer na faculdade.- Natalie disse.
— Se soubesse que iam ficar falando disso, não teria vindo.- Disse.
— Eita, tudo bem então. Vamos ver o desfile hoje?- Natalie perguntou.
— Vou ver pela varanda do meu quarto. Vamos ter visita lá em casa.- O amigo do meu pai, o Lucien. Eu tinha medo daquele cara, ele me olhava de um jeito as vezes... Nunca disse ao meu pai porque ele tem tão poucos amigos que me dá pena.
— Pela varanda? Isso parece chato, vamos com a gente.- Natalie disse.
— Eu gosto de olhar pela varanda com meu pai.- Disse.
— Eu acho estranha as vezes, mas tão bonita a sua relação com seu pai.- Ela disse.
— Não temos nada além de amor de pai e filha caso é isso que pense as vezes.- Ri.- Se ele não fosse meu pai, talvez, ele é lindo demais. As vezes me dá pena de mim mesma por ser filha dele, mas fazer o que?
— Seu pai, seu tio... ô familia.- Ela riu.
— Todos eles são lindos mesmo.- Sorri.
— Incluindo você.- Alex disse.
— Nem tanto assim.- Disse.
— Que isso Hope, vai negar agora?- Ele perguntou.
— Não estou dizendo que me acho feia, só que não sou tanto assim.- Disse.
— Eu diria uma beleza diferente.- Ela disse.
Sorri.- Pelo menos é sincera.- Tomei do chá gelado que o garçom trouxe.
— Ainda mais quando fica com aqueles olhos dourados, eles combinam com você.- Ela disse.
— Obrigada.- Disse.
— Então não vai poder sair hoje, hora nenhuma a noite?- Alex perguntou.
— Vou ver ainda. Porque?- Perguntei.
— Porque ele quer ir ver as belezas que estão visitando a cidade, mas não quer ir sozinho.- Ela disse.
— E você?- Perguntei.
— Roy me chamou para conversar.- Ela disse.
— Seu ex maluco de novo? Você é louca em ir.- Alex disse.
— Sim.- Disse.
— Vai deixar ela ir?- Ele perguntou.
— Vou fazer o que?- Perguntei.
— Dizer que isso é loucura.- Ele disse.
— Ele disse que está bem.- Ela disse.
— Bem, ela faz o que quer. É adulta, então não posso dar palpite.- Disse.
— Obrigada.- Ela disse.
— De nada.- Disse.
— E eu achando que ia me ajudar.- Ele disse.
— Não penso como você, Alex.- Disse.
— Sim, eu ainda o amo e acredito que mudou o ciúme dele.- Ela disse.
— Que bom.- Disse.
— Obrigada Hope.- Ela sorriu.
— De nada.- Disse.
— Já que minha opinião é descartável não precisa se preocupar, vou sozinho.- Ele disse.
— Sem dramas Alex.- Ela disse.
— Deixa ele.- Disse.
— Deixo sim, não quero ficar brigando com o meu fofinho.- Ela apertou as bochechas dele.
Sorri e voltei a tomar do chá.
— Já que você está de compromisso, não vai querer olhar o deus que está pegando café no balcão.- Ele disse.
Apenas sorri. Eles eram mesmo amigos, ficava feliz por eles.
— O que foi Hope, está tão quietinha.- Ela disse.
— Acho que quando você não tem o que falar, você não fala.- Disse.
— Muita gente devia fazer isso.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
— Vamos dar uma volta, preciso comprar uma roupa para hoje.- Ela disse.
— Ok.- Disse.
Saímos e entramos numa loja.
— Esse aqui ficaria ótimo em você Hope.- Ela pegou um vestido decotado.
— Acho que não.- Disse.
— Com esses peitos ficaria sim.- Ele disse.
— Acho que justamente por eles não ficaria. Seria meio vulgar.- Disse.
— E esse.- Ela pegou uma lingerie.
— Para que eu usaria isso?- Perguntei.
— Hope, você sabe para que.- Ele disse.
— Eu sei, só estou perguntando porque EU usaria isso. E não era para encontrar uma roupa para você?- Perguntei a Natalie.
— Estou procurando.- Natalie disse.
— Ficaria bem em mim, não acha?- Ele perguntou.
Ri.- Claro.
— Lindo demais.- Natalie disse.
— Sim.- Disse.
— Obrigado, mas meus atributos não caberiam ai.- Ele disse.
Ri.- Como é metido.
— Verdade.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então Ho, não tem vontade com ninguém?- Ela olhava as roupas.
— Hã... Não. Eu não namoro.- Disse.
— Será que deixaram de fora sua sexualidade dentro de tantas coisas que você é?-Ele riu.
— É, pode ser.- Disse.
Ela a olhou.- Ah meu Deus, será?
— Não sei.- Disse.
Ele as olhou.- Estou brincando gente, você sabe a sua hora amor.
— Tudo bem.- Fui até onde ficava a parte dos perfumes. Era o que mais gostava.
O resto do dia passou normal e quando estava com eles, sentia claramente que cheguei depois. Eles são super amigos e isso é bem legal, mas eu cheguei depois e não é a mesma coisa. Espero um dia conseguir um amigo assim. E fora que era um E.T perto deles, das coisas que penso e tal, mas... Fui para casa e fiquei por lá.
Bateram na porta e fui atender.- Hey. Se perdeu?
— Não, mas seu pai deu uma saidinha e sabe que seu tio não vai com a minha cara.- Lucien disse.
— Bem, ele não gosta de ironias.- Disse.
— É uma pena. Posso entrar?- Ele perguntou.
Suspirei.- Pode.- Ele entrou, mas deixei a porta aberta.
— O que foi? Não confia em mim?- Ele perguntou.
— Não, é só para circular o ar. Afinal se eu estalar meus dedos você explode.- Disse.
Ele riu.- Eu lembro a primeira vez que te vi. Era uma coisa pequena, começando a andar.
— Segundo o meu irmão, eu já sabia andar sexy.- Acabei sorrindo ao me lembrar de Marcel e sim, o chamava de irmão. Meu pai o ama como filho e eu como irmão.
— Ah sim, mas você foi boa em controle, conseguiu e não vivia caindo por ai.- Ele disse.
Cruzei os braços.- Qual é do lance de sentimentalismo Lucien?
— Nada.- Ele andou até a varanda.
— Sei.- Disse.
— Você se tornou uma garota linda Hope.- Ele disse.
— Hã... obrigada.- Disse.
Ele foi até ela.- E sabe que seu pai não vai deixar você sair com qualquer um.
— Sim, eu sei.- Disse.
— O que faz de mim sua melhor opção.- Ele sorriu.
Ri e fui para varanda onde começava o desfile.- Você tá louco? Meu pai sabe como você é.
— O que? Eu sou um ótimo partido. E você é uma gostosa causa para se lutar.- Ele disse.
— Você pode ter a idade do meu pai, mas ele envelhece mais mil anos quando está com ódio.- Disse.
— Ele me adora.- Ele chegou junto dela.
— Até a página dois.- Me afastei, me escorando na “cerca” da varanda.
— A página um pode nos incluir.- Ele a segurou pela cintura.
— Lucien, me solta.- Disse.
— O que Hope? Acho que está precisando se distrair um pouco.- Ele a beijou.
O afastei.- Eu disse para me soltar.
Ele a soltou.- Tudo bem. Não queremos um acidente.
— Você fez um ótima escolha.- Disse.
— Pense nisso princesa, eu vou estar aqui pra quando decidir.- Ele disse.
— Sai daqui.- Disse.
— Tudo bem, até mais.- Ele disse.
— Até.- Disse.
POV Damon.
Quando acordei já era noite. É, foi uma boa descansada. Levantei e tomei banho, me vesti e fui para rua, estava com sede. Me alimentei, mas comecei a sentir que alguém me seguia. Entrei em uma rua e continuou, esse jogo me irrita. Na próxima rua revidei e joguei meu seguidor contra parede.- Stefan?
— Hey.- Ele disse.
— O que está fazendo aqui?- Perguntei.
— Visitando.- Ele disse.
Sorri e o abracei.
Ele retribuiu o abraço.
— E a Argentina?- Perguntei.
— No mesmo lugar.- Ele disse.
— Estava com saudades. E veio no meu rastro?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Own, que fofo.- Ri, voltando para rua.
— As vezes isso ocorre.- Ele disse.
— Sei.- Disse.
Ele riu e começou a andar comigo.
Peguei uns colores com uma garota.- Afim de se divertir?
— Claro.- Ele respondeu.
Joguei alguns para ele.- Então vamos para festa.
— Vamos.- Ele disse.
Sorri e fomos para o meio da multidão. Depois que saímos da cidade fui descobrindo um Stefan divertido e que era um companheiro perfeito para viagem. Beijei algumas garotas, vi ele pegando também, dançamos, rimos e bebemos. Quando passávamos por uma rua, olhava os prédios quando vi a loirinha e ri.
— O que?- Ele perguntou.
Acenei para ela.- Uma conhecida.
— Ah sim.- Ele disse.
Acenei para ela descer.
— Acho que ela não quer descer.- Ele disse.
— Se eu te dizer quem ela é, você nunca vai acreditar.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
Sabia que ela me ouviria.- Vem princesinha, sai dessa toca.
POV Misto. (Damon e Hope.)
Como todo mundo estava entretido com o carnaval, pulei da varanda e fui até ele.- O que você quer?
— Vem dançar.- A puxei.
— Porque não faz isso com outra?- Perguntei.
— Porque tô te chamando.- Disse.
— Ótima explicação.- Disse.
— Vê como ela é teimosa maninho?- Perguntei.
— Oh, você é Stefan. Prazer.- Sorri.- Meu pai fala muito de você.
— Seu pai?- Ele perguntou.
— O todo poderoso Klaus.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Klaus decidiu sair adotando agora?- Ele perguntou.
— Sou filha de sangue.- Disse.
— Sangue?- Ele perguntou.
— Com todos os poderes.- Passei o braço por ela.
— Sim.- Disse.
— Isso é estranho e novo.- Ele disse.
— E não fale mal do pai dela, ela fica brava.- Disse.
Sorri.- Você debocha de mim como se duvidasse que eu não arranque seu coração ou melhor, faça com quem você o arranque por mim.- Toquei o peito dele.
— Eu debochando? Que isso loirinha.- Ri, beijando o pescoço dela.
— Você vai acabar morto, se não por ela, pelo pai dela.- Ele disse.
Senti meu coração acelerar com esse simples beijo. Hope, porque você gosta das pessoas erradas? E meu coração acelera porque sou humana.
— Vamos aproveitar, vamos dançar.- Disse.
— Não posso. Disse ao meu amigo que não viria, se ele me vir aqui tem um ataque.- Disse.
— Diz que te convenci.- Disse.
— E porque você faz questão que eu fique aqui?- Perguntei.
— Boa pergunta Damon; por que?- Ele perguntou.
— Porque sim, você dança melhor que muita gente aqui.- Disse.
Balancei a cabeça e ri.- Só porque eu comecei a dançar em cima de uma mesa?
— E dançamos, lembra?- Perguntei.
— Rapidamente.- Disse.
— Temos mais tempo hoje.- Disse.
Não entendia porque ele me queria por perto sendo que claramente ele estava afim era de pegar todas as mulheres de New Orleans.- Ok.
— Não foi difícil, viu? Vamos.- Disse.
— Ok entendi. Nos encontramos mais tarde no seu flat.- Ele disse.
— Como sabe que estou num flat?- Perguntei.
— Já deixei minha mala lá.- Ele riu e saiu.
A segurava e levei pelas ruas. Ela relaxou um pouco e foi divertido. Dançamos, rimos, eu bebi, ela atacou uns doces por ai e as vezes arrancava um beijo dela. Sei lá, ela me deixava mais leve. O dia amanhecia quando voltamos a rua dela.- A princesa de volta ao castelo.
— Bem, tchau então.- Disse.
— Quando te vejo de novo?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Seria muito bom.- Disse.
— Bem, melhor eu entrar. Estou suada e preciso de um banho.- Eu não entendia ele e nem a mim. Como comecei a gostar de alguém tão... estranho como ele?
Ia beijar ela, mas uma coisa me puxou, me arremessando a parede.
— Hope, estava te procurando.- Lucien disse.
— Lucien!- Fui até Damon.- Como está?
— Que merda.- Ok, acho que tinha deslocado um braço.- E você é?
— Lucien, alguém com quem você seria muito idiota em entrar no caminho.- Ele andou até eles.- E você já entrou.
— Lucien, deixa de se achar. E ele é a primeira cria do meu pai.- Ajudei Damon a levantar.
— Isso explica a metidez.- Botei meu braço no lugar certo.
— Nem me fale.- Disse.
— Quem é esse projeto de vampiro?- Lucien perguntou.
— Alguém que não tem medinho de você.- Disse.
Ele o atacou, enfiando a mão na sua barriga.- Como dizia?
— Lucien, solte ele, estamos no meio da rua!- Exclamei.
— Só quando garantir não ter mais esse incomodo.- Ele disse.
Tentei me soltar dele, mas ele era muito mais forte e quebrou a minha mão.- Sabe você não está...- Arfei.- Fazendo muito para impressionar uma garota.
Afastei os dois.- Parem com isso!
Conforme ela afastou ele, eu cai no chão.- Seus amigos são fortes.
— Ele não é meu amigo, é do meu pai.- Disse.
— E seu. Vamos entrar.- Ele disse.
Me agachei ao lado de Damon.- Você está fraco, devia se alimentar.- Afastei meu cabelo, deixando um lado do meu pescoço livre.- Se quiser...
— Isso não é algo que se recuse.- Disse.
— Você está louca.- Ele a puxou.
— O que foi, Lucien? Está com ciúmes por não deixar você se alimentar de mim?- Perguntei.
— Vamos entrar e ver o que seu pai vai achar dessa história linda.- Ele a puxou pelo braço.
— Se cuida Damon.- Disse.
— Eu vou ficar bem, relaxa.- Disse.
POV Hope.
Sorri e entrei em casa.
Meu pai descia as escadas.- Hope, achei que veria o desfile de casa. Porque não avisou que sairia. Lucien, tire as mãos da minha filha.
— Você sumiu o dia todo sem me avisar também.- Disse.
— Me desculpe querida, tinha umas coisas a fazer.- Ele disse.
— Vai adorar a história da noite dela. Qual o nome do sujeito mesmo? Damon?- Lucien questionou.
Ele a olhou.- Damon? Damon Salvatore?
Suspirei.- E dai?
— Lucien, nos deixe.- Ele disse.
— Ah não, essa eu quero ouvir.- Lucien disse.
—
Saia. AGORA!- Meu pai gritou e Lucien saiu contrariado.
Subia as escadas.- O que você quer?
Ele me acompanhou.- Querida, não quero esse Salvatore perto de você. Você sabe da história... Esse aparecimento repentino em volta de você com certeza é um plano.
— Eu sei que pode ser um plano.- Disse.
— Então se afaste dele, não quero você passando por isso.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Eu vou cuidar disso, não se preocupe, ele não vai mais te perturbar.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
Ele beijou a minha testa.- Vá descansar, você parece que veio de uma noitada.
Ri.- Recebi elogios ótimos hoje. Primeiro a Nat diz que eu tenho uma beleza “diferente” e todo mundo sabe o que isso significa e agora você me diz que estou feia e acabada, que ótimo.
Ele riu.- Não meu amor, só parece cansada.
— Sei.- Disse.
— O que posso dizer? Vim de uma noitada também e não estou feio e acabado.- Ele disse.
— Você nunca fica feio.- Disse.
— Você também não.- Ele disse.
— Pai, eu sou humana, claro que fico feia.- Disse.
— Discordo plenamente.- Ele disse.
— Tudo bem então e bem, você deve voltar e continuar sua noite. Eu vou tomar um banho e dormir.- Disse.
— Vá, estarei aqui quando acordar.- Ele disse.
— Não sou mais criança, pai. Viva a sua vida.- Entrei no banheiro.- E se não quiser me ver nua, melhor sair.
— Gracinha. Até mais tarde.- Ele saiu rindo.
Tomei um banho rápido e lavei meu cabelo. Sai do banho e sequei meu cabelo rapidamente e me deitei na cama sem roupa mesmo, era uma noite quente de verão. Olhava para o teto. Percebi hoje que devo mudar com meu pai. Eu devo ter empacado muito a vida “intima” dele quando pequena e ser grudada nele agora não funciona mais, infelizmente. Vou deixa-lo em paz a partir de agora. Me cobri porque senti uma corrente de frio e me virei de lado, logo adormecendo.
POV Damon.
Consegui me levantar e depois de me afastar achei umas garotas que tinham bebido demais e me alimentei delas. Botei minha mão no lugar e fui para o flat. Minha cabeça estava uma bagunça depois que sai do estado da bebida. Eu tinha me divertido aquela noite, me divertido mais que deveria. Tomei um banho e me deparei com um Stefan e dois cafés.- Só tem uma cama aqui.
— Tudo bem.- Ele disse.
— E eu vou ficar nela.- Joguei a camisa suja de sangue fora.
— Pode ficar.- Ele disse.
Peguei o café e tomei, e por um momento me perguntei se Hope tinha ficado bem.
— Como foi a noite?- Ele perguntou.
Balancei a cabeça. Esquece isso.- Boa.
— Que bom.- Ele disse.
— Loucura isso não? Depois de tudo Klaus vira um papai dedicado.- Disse.
— Duvido muito disso. Ele é mais do tipo que deixa o trabalho sujo para os outros, sei bem como é isso.- Ele disse.
— Mesmo assim, ela não me parece que não enxerga quem ele é. Só não se importa.- Disse.
— Damon, é o pai dela, ela sempre irá ficar do lado dele.- Ele disse.
— Pode ser.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
— E você?- Perguntei.
— O que?- Ele perguntou.
— Noite boa?- Perguntei.
— Sim.- Ele disse.
— Uma coisa que pensei; para quem vivia com tantos problemas, você está bem controlado.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
— Fico feliz por isso.- Disse.
— Que bom.- Ele disse.
— Bem, pode ficar a vontade.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
Terminei o café e conversava com Stefan. Aqueles dias em NO foram perfeitos, mas não vi mais Hope e isso me incomodou. Pensava no sorriso dela, em como ficava gostosa colada em mim, em seus olhos mudando... Deus, eu não podia pensar nela assim. Para! Passei em frente a casa dela e a janela estava aberta, era noite, então avancei até lá.
POV Misto. (Damon e Hope.)
Levei um susto.- Damon?
— Nossa, achei que ia ser uma barreira aqui.- Disse.
— Todos são vampiros.- Disse.
— Você ficou de castigo?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Você sumiu.- Disse.
— Estava ocupada.- Puxei mais o cobertor, estava embaixo do edredom, mas nua por baixo – eu gosto de dormir nua- e mexia no notebook procurando algum curso que poderia gostar.
— Ah sim.- Andei pelo quarto e dava para ver que ela tinha de tudo. Um mural cheio de fotos e várias dela sorrindo.- Seu sorriso é lindo.
— Obrigada.- Disse.
— Espero não ter causado muitos problemas a você naquele dia.- Disse.
— Hã... Não.- Disse.
— Que bom.- Me voltei para ela e a forma que ela estava coberta...- Você está nua, não está?
— Isso não é da sua conta.- Disse.
— O jeito que sua respiração falhou eu diria que sim.- Disse.
— Ache o que quiser.- Disse.
Botei a mão na perna dela.- Tem certeza?
Olhei a mão dele.- Tenho.
— Não é o que parece, parece outra coisa.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque parece que está ansiando que eu faço algo.- Cheguei mais perto.
— Hã... mas não estou ansiando por nada e você não devia estar aqui.- Disse.
— Então porque cada vez que chego mais perto você fica mais nervosa?- Cheguei mais junto dela.
— Damon...- Comecei.
— O que?- Toquei o rosto dela.
— Você não pode ficar aqui.- Disse.
— Shh.- A beijei.
Retribui o beijo.
Tirei o notebook que estava entre a gente e cheguei mais perto dela, gostava da presença dela e de a tocar assim.
Acariciava seus cabelos.
Tocava seu braço e envolvi sua cintura, nos deixando colados. Podia sentir seu coração acelerado. Eu sabia que Klaus podia entrar naquele segundo ali e me matar, mas naquele momento não me importava.
Afastei ele.- Não Damon, eu não quero fazer isso. Eu não posso. Pare de tentar algo comigo, encontre outra garota.
— Porque?- Perguntei.
— Porque eu não quero ficar com um cara com tanta carga emocional quanto você. Eu quero começar meu próprio amor. Com alguém livre de lembranças de outras.- Disse.
— Outras? O que isso tem a ver?- Questionei.
— Tem a ver que você não deixou de amar a Elena, ela morreu. Você sempre vai ama-la. Vocês não terminaram, o amor não acabou... Ela simplesmente morreu. E eu Damon, não nasci para ser step. Se ela gostou de ser seu step para Katherine, ok, problema dela, mas eu não. Então tenho certeza que vai encontrar alguém que não se importe e até ache fofo sua história com ela. A gente não tem nada, eu sei, mas só estou te deixando claro porque não podemos nem começar.- Disse.
A olhei.— Então quer que eu vá?
— É o melhor que você tem a fazer.- Disse.
— Sabe, por um momento eu pensei; porque não deixar rolar? Ela me faz sentir bem, me sentir livre de tudo isso.- Me levantei.- Mas acho que estava errado.
— Sim, você estava. Não estou aqui para te aliviar. Como eu disse, eu quero viver meu primeiro amor fora de sombra de outros.- Disse.
— Então sugiro começar a procurar esse alguém que atenda os seus desejos princesa. Já que eu tive uma vida que você não pode aceitar.- Disse.
— Sim, eu vou.- Disse.
— Adeus Hope.- Sai de lá.
— Adeus.- Disse.
Suspirei assim que sai e voltei.- Sabe qual é o seu problema? Está acostumada a todos fazerem suas vontades, não agora princesinha.- A beijei de novo.
— Hey, eu não estou sendo mimada.- Me levantei e sem deixar muito tempo para ele me ver nua, coloquei o roupão em velocidade.- Quando você ama alguém Damon, você não esquece. E como eu vou me sentir segura lhe dando todas as minhas primeiras experiências que é praticamente em tudo se eu posso um dia ouvir você me chamar de Elena? Porque de olhos fechados dá no mesmo. Eu não vou me arriscar. Acho que eu devo me dar melhor com o seu irmão. Afinal a Elena pisou e pulou no coração dele.
— Você não vai nem tentar?- Perguntei.
Suspirei e passei a mão pelos meus cabelos.- Tudo bem, tentamos.
— Você muda de opinião rápido.- Disse.
— Sim, eu mudo.- Disse.
Fui até ela e segurei seu rosto entre minhas mãos.- Eu gosto de você, gosto de estar com você. Você está certa, eu tinha um amor e achei que ia passar o resto da minha vida com ele, mas ela se foi. E eu passei esses vinte anos com esse buraco no peito que eu passava por cima para não sofrer mais. Mas você... Eu senti sua falta esses dias e nem me lembrei que tinha algo assim em mim, só queria te ver de novo, te beijar de novo.
Como eu suspeitava... Gostar e nunca será mais do que isso ou aqueles amores que são rasos e tudo mais, mas tinha que aceitar que com ele nunca passaria disso. Vontade de beijar e ver de novo... Somente isso.- Tudo bem Damon, não se explique.- Toquei o peito dele e lhe dei um selinho.
— Hope, eu não esperava me relacionar de novo e tudo está me acertando em cheio de uma vez. Sei que não me conhece muito, mas eu sei o que eu quero agora e é você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei e tudo aquilo que tinha dito era verdade. Por mais que não quisesse, estava sentindo e a queria cada vez mais.
Retribui o beijo.
Tão rápido quanto sentia a boca dela, fui separado dela.- Só pode ser sacanagem.- Dois grandões que não eram os mesmos me seguravam.
— Senhorita Hope, está bem?- Brian perguntou.
Sorri.- Soltem ele. Como vieram parar aqui?
— Seu pai nos ordenou que ficássemos de olho nele caso tentasse se aproximar da senhorita.- Disse.
— E agora vocês obedecem meu pai? Pensei que ele tinha matado todos os híbridos dele a anos atrás.- Disse.
— É a sua segurança Hope, vamos leva-lo daqui.- Brian disse.
Tentei me soltar. Se Klaus estava atrás de mim aquilo não seria bom.- Hey, vai sonhando, me solta.
— Pai!- O chamei.
Ele demorou uns instantes, mas chegou.- O que houve?- Olhou o outro.- Nos encontramos novamente Salvatore. Você não vai ficar perto da minha filha, levem-no.
— Não, não vão. Eu estou com Damon e ele é bem vindo no meu quarto sempre que quiser vir.- Disse.
— Esqueci, adorei seu quarto.- Disse.
— Hope, eu sempre dei tudo que você quis, mas esse safado não serve para você. Ele não quer nada com ninguém.- Ele disse.
— É pai, você me deu tudo para suprir sua ausência em várias partes porque minha tia Freya que cuidou muito de mim quando eu era pequena, não é? Tudo bem, eu entendo, você é homem, vampiro e lobisomem, tem suas “necessidades”, não vou cobrar sua atenção. E eu sei bem que nenhum homem presta e sei que Damon não vai ser uma exceção a regra, afinal o conheci numa boate.- Dei de ombros.- Mas ninguém vai mata-lo.
— Você vai me desobedecer assim? Por isso?- Ele questionou.
— Mais respeito velhote.- Disse.
— Você não gosta dele porque são muitos parecidos. Então você não se acha bom o suficiente para mim?- Questionei.
— Ele tentou me matar, a namorada dele matou seu tio e tentaram destruir a nossa familia. Um amigo dele tentou matar você antes mesmo de você nascer, então não tenho nenhum motivo para achar que do nada um Salvatore na minha porta é boa intenção.- Ele disse.
— Eu sei pai e nunca irei perdoa-los por isso. Eu queria ter conhecido o tio Kol e o tio Finn até, mesmo que você não fale muito bem do coitado, mas eu gosto do Damon.- Disse.
— Dá para afrouxar isso? Mais um pouco vão quebrar meus braços.- Disse.
— Não veria problema nisso.- Brian apertou.
— Pai, por favor, já que eles te obedecem agora, peça para eles pararem e volte para o que estava fazendo. – Disse.
— Antes vai concordar com uma coisa.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Você quer isso, então vai ser nos meus termos. Você não vai toca-la por um bom tempo. E só vai aparecer aqui nos fins de semana, com visitas na sala e comigo presente.- Ele disse.
— Você é louco.- Disse.
— Por mim tudo bem.- Disse.
— E não se engane achando que não vou te infernizar, por que eu vou.- Ele disse para Damon.- E se eu te pegar aqui mais uma vez assim, vai perdendo um membro por vez.
— Isso tudo é medo que a gente transe?- Sorri.- Sinto muito, já rolou.
Ele o pegou pelo pescoço.- Repete.
— Damon!- Exclamei.
— O que?- Disse com dificuldade.- Ela... já é minha... mulher... por completo.
— Eu vou matar você.- Ele apertou mais, deixando as presas saírem.
— Pai, solte-o!- Fui até eles.- Não é verdade.
Os dois híbridos pareciam estar putos também e me apertaram a ponto de eu sentir meus ossos quebrando e Klaus... no fundo estava gostando de o irritar assim, ele merecia.
— Você está querendo salva-lo. Seu filho da puta, só veio aqui para conquista-la e partir seu coração.- Ele disse.
Empurrei Damon para longe dos três.- Damon, vá. Eu preciso conversar com o meu pai.
Eu não tinha muito o que fazer com os braços assim, mas era melhor simplificar para ela.- Tudo bem, eu ligo para você.- Pulei a janela.
POV Hope.
— Pai, sente-se na cama e acalma-se por favor.- Disse.
— Me acalmar? Eu devia o ter matado a muito tempo.- Ele andava nervoso pelo quarto.- Vocês saiam daqui.- Disse aos híbridos que saíram.
— Pai, eu ainda sou virgem e te provaria se fosse possível, mas acho que não tem como.- Disse.
Ele parou, suspirando e a olhou.- E vai ficar assim por muito tempo.
Sorri e o abracei.- Pai, eu sou sua, não importa com quem namore. Virgem ou não.
— Você é a melhor coisa que já tive, já fiz. Ainda é a minha garotinha.- Ele disse.
— Serei sempre. E infelizmente você é meu pai. Você tinha que ser tão lindo?- Perguntei divertida e apertando as bochechas dele.- Se não fosse meu pai, eu seria sua namorada com prazer. Eu acho que todas as filhas dizem isso aos pais, mas ok.
— O prazer seria meu.- Ele sorriu.- Cuidado love, eu não estou agindo como meu costume para não magoar você, mas não gosto dele aqui.
— Tudo bem pai, eu sei.- Disse.
— Não pense que vou ceder quanto as regras.- Ele disse.
— Pai, para você ter netos um dia eu terei que transar. Ok, com o Damon é meio impossível, mas eu posso ir num banco de esperma e engravidar.- Disse.
— Netos?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Little Girl, acho que estamos indo rápido demais. Você me aparece num dia com um cara aqui, que já foi meu inimigo e agora netos? Você quer me matar.- Ele disse.
— Você já tem idade para ser vô e o Damon apareceu aqui, eu não o trouxe, é diferente.- Disse.
— Eu vou arrumar alguém para te deixar bebê de novo. Ai nada de namorados.- Ele disse.
— Ai eu vou te dar trabalho de novo e para a tia Freya.- Disse.
— Trabalho nada.- Ele disse.
— Sei.- Me sentei na cama.- E também não sei se isso com Damon vai ser algo duradouro. Então não se preocupe tanto.
Ele suspirou.- Tenha cuidado, ok?
— Ok.- Disse.
— Qualquer coisa pode me perguntar ou chamar. Ah, o que quiser.- Ele disse.
Fiz cara de nojo.- Não vou falar de sexo com você. A mãe já fez isso e foi constrangedor.
— Tudo bem e avise a ela. Não queremos ela querendo me matar mais uma vez por saber algo seu.- Ele disse.
Sorri.- Você já evoluiu. Falei de sexo e você nem levantou a sobrancelha.
— Vou direcionar isso em alguma outra coisa.- Ele disse.
— Sei bem o que. Eu acho que essa casa é o pior exemplo para uma garota como eu. Bem, volte para o que estava fazendo.- Disse.
— Tudo bem.- Ele saia.- Hope.
— Sim?- Questionei.
— Eu te amo.- Ele disse.
Sorri.- Também te amo pai.
Ele sorriu e saiu.
POV Damon.
Sai de lá e meus braços voltaram ao normal. Pensei em tudo aquilo que tinha dito, passado. Eu estava maluco. Voltei ao meu quarto e Stefan estava lá.- Você não sai daqui não?
— Amanha acho que vou viajar. Porque não vem junto?- Ele perguntou.
— Não posso.- Disse.
— Porque?- Ele perguntou.
— Porque eu sou um maluco masoquista.- Disse.
— Como assim?- Ele perguntou.
— Eu acabei indo atrás da Hope.- Disse.
— Ah, entendi.- Ele disse.
— Entendeu o que Stefan!? Eu não devia ter feito isso, não devia ter a arrastado, deixado ela sentir algo por mim! EU NÃO DEVIA SENTIR NADA POR ELA!- Exclamei.
— Não devia mesmo Damon. Ela tem no máximo 20 anos e é completamente limpa de histórias de amo fracassadas. Ela merece alguém limpo também. Você devia deixa-la livre para outro.- Ele disse.
— É o que eu tenho que fazer, mas estar com ela é tão bom.- Disse.
— Bem, isso é com você.- Ele disse.
— Você devia ter me matado quando pedi Stefan.- Disse.
— Damon, se você não quer a garota, deixa-a. Outro vai quere-la e ela ficará melhor.- Ele disse.
— Eu quero Stefan, esse é o problema.- Disse.
— Então você mudou, porque você não costuma choramingar quando a mulher que você quer, está com você.- Ele disse.
— Não é isso Stefan.- Disse.
— Sei.- Ele disse.
— Eu não posso passar por isso de novo!- Exclamei.
— Então pare de vê-la.- Ele disse.
— Você não entende.- Parei, ficando junto a janela.
— Sim, eu sei. Porque eu fiz isso com a Elena. Eu a arrisquei ficando perto dela e agora você tá fazendo o mesmo por capricho e ela não vai se ferir fisicamente, mas sim emocionalmente.- Disse.
— Ela sabe disso.- Disse.
— Então ela é burra.- Ele disse.
— Eu não sei o que eu quero Stefan. Só sei que com ela não me sinto mal, me sinto contente, querendo mais e mais.- Disse.
— Se gosta mesmo dela, devia deixa-la.- Ele disse.
— Porque você fica repetindo isso?- Perguntei.
— Porque você fica falando isso.- Ele disse.
— Eu?- Perguntei.
— Sim. Bem, você decide o que quer fazer, a consciência é sua. Vou dar uma volta.- Ele disse e saiu.
Obrigado por me confundir mais. Fiquei ali e me sentei ali mesmo, dava para ver a cidade toda, era tranquilo. Me acalmei daquela confusão e pensava em tudo daqueles anos, desde que enterrei Elena até hoje. Em nenhum desses dias me senti como quando eu estou com a Hope. Eu sei, era rápido, mas eu sentia aquilo ,me sentia sendo feliz de novo. E não era esse o meu propósito décadas atrás? Eu sei que onde estiver, Elena me quer assim, se fosse o contrário eu iria a querer assim, então não tenho porque ter remorso por isso. É, então vai ser isso, vou me deixar levar pelo que sinto pela Hope, eu já a adoro mesmo. Sorri, lembrando do beijo dela. Peguei o telefone e liguei para ela.
POV Misto. (Damon e Hope.)
Fui acordada pelo telefone e tateei ele, pegando e atendendo.- Quem liga essa hora da madrugada? Espero que pela sua vida seja algo de vida ou morte.
— Estava dormindo princesa?- Questionei.
— Parece que sim.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
Me sentei na cama.- O que você quer a essa hora? Está tudo bem?
— Não, você tem um grande problema.- Disse.
— Qual?- Perguntei.
— Eu tirei um tempo para pensar mais profundamente e eu quero você, quero estar com você, de todas as formas, não só uma tentativa.- Disse.
— Damon, não vamos nos precipitar.- Disse.
— Não é precipitar e sim decidir que não quero, não vou, ficar remoendo um passado entre a gente.- Disse.
— Eu prefiro deixar rolar normalmente.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Seu pai ainda está querendo me matar?- Perguntei.
— Sim. Você é louco de brincar que não sou mais virgem, ele podia ter te matado.- Disse.
— Mais virgem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não sabia disso.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Você é virgem.- Sorri.
— Isso é óbvio.- Disse.
— Gostei disso.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Significa que quando for minha, vai ser só minha. Eu gosto de coisas só minha.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Não gosta?- Perguntei.
— Gosto. Só não gosto de ser uma “coisa”.- Disse.
— Foi jeito de falar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Podemos tomar café juntos?- Questionei.
— Sim, podemos.- Disse.
— Passo ai para te pegar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem, que horas?- Questionei.
— 10:00.- Disse.
— Ok, dorminhoca.- Disse.
— Demais.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
****
Assim começaram nossas saídas, que logo era namoro. Klaus pegava no meu pé, fazendo cumprir o jeito que ele queria, mas sempre dávamos um jeito de ficar sozinhos. Eu podia dizer que tinha passado por cima dos meus problemas e tinha valido a pena. Hope era incrível e estava cada dia mais feliz de estar com ela. Stefan tinha ido viajar, mas voltou. Eu comprei uma casa e passamos a trabalhar num bar, ele era nosso na verdade. Hoje era a inauguração da boate que ficaria em cima do bar e eu olhava tudo, esperando ela chegar.
— Hey.- Disse.
— Hey, você chegou.- Sorri e a beijei.
Retribui o beijo.
— Hey, vocês dois, menos.- Ele os separou.
— Qual é Brian?- Questionei.
— Só você Brian.- Disse.
— Está cheio de mulher aqui hoje, vai pegar uma vai.- Disse.
Sorri e me sentei no puff.
— Quer beber alguma coisa?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Então fica aqui um instantinho? Já volto.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sai e puxei Brian de canto.- É o seguinte, hoje é um dia especial para mim e para Hope e você vai nos ajudar.
— Não obedeço você.- Ele disse.
— Eu sei, mas você não vai fazer nada demais. Se alguém perguntar nós fomos comprar algumas bebidas extras, ok? E em troca você vai poder pedir o que quiser. Claro que Hope pode te forçar a fazer isso, mas não queremos chegar a esse ponto.- Disse.
— Vou pensar.- Ele disse.
— Ótimo, estou esperando a sua resposta. E pode pedir o que quiser no bar, está liberado.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Obrigado.- Sorri e voltei para ela.
— O que foi?- Perguntei.
— Resolvendo umas coisas. Daqui a pouco vamos dar uma saída.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora vem, vamos dançar.- Disse.
— Vamos.- Disse.
Fomos dançar e me colei nela. Eu precisava dela, urgentemente, sim, estou seriamente afetado por estar sem sexo.
Me virei de costas para ele e dançávamos.
Desci as mãos pela lateral do corpo dela.- Foi assim que começamos.
Me arrepiei.- Sim.
— Você está mais gostosa.- Disse.
— Meio impossível.- Disse.
— Não é não.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- É sim.
— Vamos lá para casa?- Perguntei.
— E você pode sair daqui?- Perguntei.
— Posso.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Levei ela e olhei Brian que fingiu não ver a gente sair. Peguei o carro e fomos. A casa era perto. Chegamos e a levei para meu quarto.
— Gostei do jeito que decoraram.- Disse.
— Obrigado.- Disse.
— De nada.- Disse.
— Agora vem cá que quero aproveitar cada segundo dessa noite.- A beijei.
Retribui o beijo.
A uns dias comentamos sobre isso e sabia que ela estava pronta, só precisamos da oportunidade e hoje surgiu.- Está mesmo pronta?
— Só vou saber depois, eu acho. E deve ser estranho para você isso. Nunca deve ter passado por isso.- Disse.
— Ah já. Por incrível que parece, existiu uma época que as moças valorizavam ser puras.- Disse.
— Ah tá. Agora você quer que eu acredite que você sendo vampiro respeitava as “moças” ao invés de as compelir.- Disse.
— Meu bem, eu sou charmoso sabia? Não precisava recorrer assim.- Disse.
— Então não eram puras.- Disse.
— Mérito meu.- Afastei o cabelo dela e beijei do pescoço ao ombro.
Sorri.- Como você se acha.
— Eu? Nem um pouco.- Disse.
— Imagina.- Disse.
Baixei a alça do vestido dela.- Você está linda.
— Bem, agora eu me arrumo pensando em você, então é fácil me inspirar para me vestir.- Sorri.
— Gostei de ouvir isso.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você pensando em mim assim.- Disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
A beijei e deixei me levar. Eu desejava aquela garota. Ela me trazia de volta a vida e faltava isso para sermos completos. Eu ainda receava dizer que a amava, mas sabia que sentia isso.
Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.
A levei para cama e a deitei. Era engraçado como aquela garota toda poderosa quando está brava, parecia uma garota normal agora.
Me ajeitei na cama e minha mão descia pelas costas dele.
Minha mão desceu pela perna dela e subiu o vestido, tocando as coxas. Ah, ela tinha uma corpo que me deixava babando.
Comecei a desabotoar a camisa dele, mas sem deixar de beija-lo.
Ajudei ela a tirar e abri o zíper do vestido, o tirando em seguida. Sorri a vendo assim.
— O que foi?- Perguntei.
— Você gostosa pra cacete.- Disse.
Sorri.- Você e seu palavreado.
— Não dá para se controlar.- Beijei pela barriga dela, indo até os peitos.
Sorri.- Não me importo. Você fica sexy quando fala essas coisas.
Soltei o sutiã.- Que bom que gosta.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Você gostaria que eu usasse mais decote? O Alex diz que ficaria bonito, mas eu tenho medo de usar e ficar meio vulgar em mim, então fico indecisa.- Disse.
— Depende. Estando comigo sim. Para sair sozinha, não mesmo.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não quero ninguém babando no que é meu.- Peguei neles e que peitos. Sorri. Adoro peitos e esses dela eram perfeitos.
Suspirei ao toque dele e toquei seu rosto.- Você não terá problemas de ciúmes comigo. Todo mundo sabe de quem sou filha e nem ousam chegar perto ou olhar, e tem os híbridos também.
— Isso eu vou ter sempre.- A beijei e pegava naqueles peitos, descendo a mão até a calcinha dela.
Retribui o beijo novamente e me arrepiava aos seus toques.
Já estava excitado e já aparecia também. Então me afastei para me livrar da calça e cueca, e da calcinha dela.
Voltei a beija-lo e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Me ajeitei entre as pernas dela e enquanto a beijava, comecei a entrar nela.
A dor era bem incomoda, mas dava para aguentar.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Voltei a beija-la e fui entrando nela, e não demorei a começar a me movimentar. Como estava a tempos sem, o prazer me pegou com tudo.
Retribui o beijo novamente e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.
Gemi entre os beijos.- Você é uma delícia.
Acariciei o rosto dele.- Que bom.
Fui espalhando beijos pelo canto da boca e descendo pelo pescoço. Peguei nos peitos dela e apertei um pouco.
Me arrepiei e suspirei ao toque dele.
Aumentei um pouco o ritmo, mas não muito, queria a deixar mais a vontade possível e que fosse bom para ela também. Seu nome escapava da minha boca e não conseguia me ver com outra a não ser ela.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra mão acariciava seu peito.
Gemi e falei umas sacanagens no ouvido dela e a vi ficar mais vermelha do que estava.
Sorri e acariciava sua nuca.
— Você está linda vermelha.- Mordi a orelha dela.
— Até parece.- Disse.
— Está sim.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Ri e a beijei, me deixando levar pelo prazer que estava e sabia que estava perto do orgasmo.
Retribui o beijo e ficava feliz por estar dividindo esse momento com ele, mas ao mesmo tempo me sentia traindo o meu pai. Deve ser coisa da minha cabeça. Fazer o que se fui criada de um modo nada convencional e minha cabeça não é normal?
O orgasmo me atingiu por completo e sorri.- Eu te amo.- Sabia que a pegaria de surpresa, ainda não tinha dito isso a ela.
— Hã...- Eu não podia dizer de volta porque eu não me sentia pronta para dizer e nem sei se já quero amar alguém. Tem certas coisas que preciso pensar e essa é uma delas.
A olhei. Não vou negar que esperava ouvir de volta. Sorri e a beijei de leve, descansando sobre ela.
— Eu preciso voltar para casa.- Disse.
— Agora?- Perguntei.
— Não posso dormir aqui.- Disse.
— Achei que ia ficar.- Disse.
— Posso ficar mais um tempo.- Disse.
— Tudo bem.- Sai de dentro dela e me deitei ao seu lado.
Agora me sentia mal com a confissão dele. Namorávamos a tão pouco tempo. Pensei que eu ia ama-lo antes dele me amar. Agora seria estranho.
Beijei os cabelos dela.- Você está bem?
— Sim.- Disse.
Passei o braço em volta dela e a trouxe mais para mim.- Você parece cada vez mais linda.- Percorria a mão pelo corpo dela.
Sorri.- Obrigada.
— De nada princesa.- Disse.
Sorri e fiquei olhando ao redor.
Ok, não devia ter dito nada, mas sabe quando você tem tanta certeza de algo que não se importa? Foi o caso, agora estava estranho. Ficamos só trocando carinhos e beijei pelo pescoço dela.- Posso pedir uma coisa?
— Pode.- Disse.
— Posso beber de você?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
Sorri e me coloquei melhor, mordendo o pescoço dela. Nunca tinha provado um sabor daquele, tão perfeito, poderia beber só dele sempre.
Senti uma pequena dor, mas não me importava. Acariciava os cabelos dele enquanto ele bebia de mim.
Bebi com vontade, mas não podia ir muito.- Você é... Perfeita demais.
Senti meu pescoço curar.- Obrigada.
— E a sua sede?- Perguntei.
— Não sinto. Só de água mesmo.- Disse.
— Ah sim. Por isso você come direto.- Disse.
— E por isso faço exercícios.- Disse.
— Que te deixam mais gostosa.- Disse.
Ri.- Que bom então.
— Eu que o diga.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Que cada vez que se exercita fica mais gostosa.- Disse.
Sorri e lhe dei um beijo.
Ficamos ali e foi bem gostoso aquele tempo. Passamos a ter esssas escapadas até eu conseguir burlar o Klaus. Eu não poderia estar mais feliz. Achei que quando Elena morreu eu tinha morrido junto, mas não, sobrevivi. Ela ainda não respondeu ao que disse, mas até lá vou aproveitando tudo com ela.
Fale com o autor