Liberty- One Shots

69 Capítulo 69- Klaus & Lydia.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Esse é o primeiro capítulo do especial o/ :3 Começaremos com Klaus e Lydia :) Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Klaus e Lydia.)

Nunca me senti tão bem na vida. Depois da dor foi só força, prazer. Corri por ai e saboreei cada momento. Dias e noites, não fiz conta de quantos foram. Eu era o que nasci para ser. Me deitei e aos poucos fui voltando ao normal. Anoiteceu e vi que era hora de voltar, estava nu. Não que isso fosse um problema, quando vi uma garota, uma ruiva.- Hey garota, o que está fazendo aqui?- Ela estava nua, sem sapatos e sozinha.

Olhei desnorteada.- O que?

— Você, no meio do mato e nua.- Disse.

— Bem, você também está.- Cobri meus seios com os braços.

A olhei de mais perto. Ela era linda e bem, posso dizer que por completo.- Um belo par, não?

— Talvez.- Olhei e no meu pulso ainda tinha a "pulseira" do hospital.- Porque está pelado? É um hobby?

— Não, mas seria interessante.- Estava junto dela e ainda estava com tudo ampliado, minha vontade era tê-la ali mesmo.

O olhei.- Melhor se controlar, amigo.

— Você está tão linda, meio assustada talvez. O que te deixou assim?- Perguntei.

— Linda? Eu estou com os cabelos espetados e com folhas neles.- Disse.

— Não está tão ruim, meio selvagem.- Ri.

— Não é engraçado. Não quando tem água preta nos seus pés enquanto você toma banho em um hospital, ou quando você tira cabelos dela, ou quando um lunático te morde.- Disse.

— Morde?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Um vampiro te mordeu?- Perguntei.

— Vampiro?- Questionei.

— O que mais te morderia?- Questionei.

— Não sei, só sei que mordeu.- Disse.

— Não vejo ferimento algum em você. Nem sinto cheiro de sangue.- Disse.

— E devia?- Questionei.

— Você que tem que me dizer. Bem, vamos sair daqui?- Questionei.

— E ir para onde?- Perguntei.

— Eu estou não muito longe daqui, pode ir comigo, tomar um banho e comer alguma coisa. Posso ouvir seu estômago reclamando.- Disse.

— E devia confiar em um homem que está a "ponto de bala"?- Questionei.

— Isso é mérito seu. Mas não sou de ter mulher que não me quer, então não se preocupe, não vou abusar de você.- Disse.

— Todos dizem isso.- Disse.

— Uma coisa; eu não sou todos.- Me colei nela.- Porque se eu fosse, não estaríamos conversando e eu te convidando.

— Você é do tipo que se acha né?- Perguntei.

— Digamos que eu sei quem sou e o que posso fazer.- Disse.

Sorri, logo começando a rir. Toquei o peito dele.- Querido, eu sou Lydia Martin, você não é ninguém perto disso. Sinto muito.

— Lydia. Gostei do nome. Mas sou Klaus Mikaelson. Você não faz ideia de quem sou.- Disse.

— Quer competir agora?- Perguntei.

— Seria interessante.- Disse.

Ia começar a falar, mais um bicho passou voando perto de mim e comecei a pular tentando tira-lo de mim.- Ai Deus, eu tenho que voltar para o meu mar de Prada!

Vê-la tão perto me fez salivar em seu corpo, seus peitos. A segurei, já que quase caiu entre os pulos.- O que?

— As bolsas. A marca famosa. E é o nome do meu cachorro.- Disse.

Ri.- Ah sim. Vamos então? Porque quanto mais tarde, mais seres vão aparecer.

— Vamos.- Disse.

— Não se assuste.- A peguei no colo e sai em velocidade, indo para o apartamento que estava. Logo dei de cara com Katherine e a fiz sair dali, mas sem sair da cidade.- Pronto.- Botei Lydia no chão.- Longe de insetos.

— Isso deixa qualquer um tonto.- Me sentei no sofá.- Como você fez isso?

— Disse que não me conhecia ainda.- Disse.

— Acho que já fiquei intima demais de você.- Disse.

— Em alguns sentidos sim. Bem, eu vou tomar banho, mas tem outro banheiro e algumas roupas naquele quarto.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Então nos vemos em alguns minutos.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Fui para o outro quarto, tomei banho e me vesti. Me olhei no espelho e sorri ao ver minhas presas novas e meus olhos mudarem. Voltei ao normal e voltei a sala.

Tomei um banho e lavei bem meu cabelo. Sai e procurei uma roupa. Tinha roupas de mulheres ali, mas de mal gosto e vulgares. Então peguei somente uma calcinha e um sutiã, colocando uma camisa masculina por cima. Penteei meu cabelo e voltei a sala.

A olhei de cima a baixo, e nossa que ruiva.

— O que foi?- Perguntei.

— Bem melhor e mais linda sem sujeira.- Disse.

— Tinha sujeira até onde não devia.- Me sentei no sofá.

— Coitada, mas sei como é.- Ri.

— Não, não sabe. Você não tem buraco em que tudo se aloja.- Disse.

— Realmente não. Mas tem lugares onde incomoda muito.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Quer mesmo saber?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Junto das.... como dizem agora? Bolas.- Disse.

— Oh entendo, deve ser mesmo.- Disse.

— Então, vai comer algo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Melhor pedir algo, não sei o que tem aqui.- Disse.

— Mas não conheço os lugares daqui.- Disse.

— Vou resolver isso, pode me dar um minuto?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Sai e peguei o primeiro que achei, o compelindo para trazer comida para nós. Voltei.- Pronto, logo vai chegar.

— Tudo bem.- Disse.

— Então, dá onde você é?- Questionei.

— Beacon Hills.- Disse.

— E onde seria isso?- Perguntei.

— Nem adianta, você não saberia. É uma cidade bem pequena.- Coloquei minhas pernas no braço do sofá.

— A camisa ficou bem em você.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Então, o que fazia onde nos encontramos?- Perguntei.

— Hã... não sei.- Disse.

— Como assim? Não se lembra?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Deixa eu ver uma coisa.- Me sentei e peguei os pés dela.- É, você andou muito.

— Meus pés estão horríveis. Esmalte descascando e tudo.- Disse.

— E quase machucados. Não estão doendo?- Perguntei.

— Estão.- Disse.

Porque eu estava sendo gentil com ela? Não fazia ideia. Devia ser meu bom humor.- Vou ver se tem algo aqui que possa servir.

— Tudo bem.- Disse.

Fui até o quarto e comecei a revirar as coisas até que achei um gel para dores. Na cozinha esquentei um pouco de água e coloquei na bacia.- Os coloque aqui.

Fiz o que ele disse.

— Aqui não tem as ervas que ajudariam, mas a água já ajuda.- Disse.

— Tudo bem, obrigada.- Disse.

Ela me intrigava, ninguém andava assim sem ter um porque.- Você tinha uma pulseirinha de hospital, posso ver?

— Pode, está em cima da mesinha.- Disse.

Andei até lá e peguei. Tinha o nome dela e o nome do hospital que ela estava.- Bem, você fugiu de um hospital.

— Eu me lembro de estar no hospital, só não lembro do que estava fazendo andando nua por ai.- Disse.

— Qual a ultima coisa que lembra?- Perguntei.

— De estar tomando banho, a água na banheira ficou preta e saia cabelos de dentro dela.- Disse.

— Isso é estranho.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Mas porque estava no hospital?- Perguntei.

— Por causa da mordida.- Disse.

— Mas você não tem mordida nenhuma.- Disse.

— Ainda bem. Não ia combinar com o meu corpo.- Disse.

— Verdade.- Bateram na porta e eu atendi. Peguei a comida e dispensei a mulher.- Espero que seja boa.

— Aparenta ser.- Disse.

Puxei a mesinha e coloquei tudo em cima.- Bom apetite.

— Obrigada.- Peguei um sanduíche.

Acompanhava ela, estava estranhamente com fome e conversava com ela quando a porta abriu e olhei.- Boa noite irmão.

— Quero os nossos irmãos.- Elijah disse.

— Onde está sua educação Elijah? Estamos com visita.- Disse.

— Não me importo. Eu quero os nossos irmãos.- Ele disse.

— Está muito paternal, nem me perguntou como estava.- Disse.

Ele usou a velocidade e o atirou contra uma parede.- Niklaus, eu vou repetir pela ultima vez; eu quero os nossos irmãos.

Me irritei com aquilo e peguei a chave rapidamente, jogando nele.- Depósito 264. E Elijah, não vou esquecer a ajuda que você deu a eles.- Nunca que ia confessar que aquilo, vê-lo os ajudando para me matar, tinha me magoado.

Ele saiu dali em velocidade.

Suspirei e voltei ao sofá.- Onde estávamos?

— Conversando.- Disse.

Ri.- Sim. E seus pés?

— Estão bem.- Disse.

— Algo me diz que é muito especial Lydia.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Instinto.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Posso tentar uma coisa?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

Toquei em seu rosto e a olhei.- Lydia, o que fez você sair do hospital?

— Eu já disse que não sei.- Disse.

— Como você fez isso?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Resistiu a minha influência?- Perguntei.

— Ao que?- Perguntei.

— Eu compeli você, tenho certeza.- Disse.

— Não estou te entendendo.- Disse.

— Querida, já percebeu que eu não sou uma pessoa normal.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Então, uma das coisas que posso fazer é compelir, influenciar as mentes alheias. Mas você... você não foi possível.- Disse.

— Deve ser meu QI alto.- Disse.

Ri.- Isso não altera meu poder.

— Você se surpreenderia se visse meu cérebro.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sou mais inteligente que Einstein.- Disse.

— Mesmo? Gosto de pessoas inteligentes.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Já acabou de comer?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então vamos cuidar desse pé.- Peguei uma toalha, tirei um pé dela da água e o sequei.

— Hã... não precisa fazer isso. Não quero incomodar tanto.- Disse.

— Não tenho nada para fazer, não se preocupe.- Disse.

— Ok.- Disse.

Peguei o gel e começava a massagear.

Deixei ele o fazer.

Fazia aquilo nela e minha mente voava pensando no que ela poderia ser. Seu cheiro não era de loba e não era uma vampira.

Olhava pela casa e não parecia fazer muito o estilo dele. Na verdade o estilo de quase ninguém, assim como a camisa de flanela.

— Ainda desconfiada?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Então o que foi?- Perguntei.

— Só olhando.- Disse.

— É meio estranho né? Se fosse meu, seria bem diferente.- Disse.

— Imagino que sim.- Disse.

— Imagina como?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

Peguei mais gel e comecei a massagear a perna dela.- E com é nessa sua cidade?

— É pequena, mas gosto de lá.- Disse.

— Mas já foi em alguma grande?- Perguntei.

— Sim. NY, LA, Miami, Boston, São Francisco, Hawaii, Paris, Itália, Espanha, Austrália, Londres, Escócia, entre outras.- Disse.

Sorri.- Uma garota viajada.

Sorri.- Sim. Nas férias desse ano seria São Paulo.

— Também gosto de lá e do Rio. Agora vou ter mais tempo e pretendo ir em mais lugares. Sabe, sair do roteiro de turista.- Disse.

— Eu queria ver o SPFW e São Paulo faz mais meu estilo que o Rio.- Disse.

— Entendo.- Subia mais as mãos, já passava do joelho dela.- Gosta de moda?

— Sim.- Disse.

— Você me lembra alguém.- Disse.

Suspirei.- E ai vem a história da irmã, prima colorida, amiga colorida ou ex namorada.

— Irmã. E prima colorida?- Perguntei.

— A prima que você pega quando está com a mão dolorida e não tem nada melhor.- Disse.

— As pessoas desse século tem cada história.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— E você tem?- Perguntei.

— Não. Sempre namorei Jackson.- Disse.

— Você tem namorado?- Perguntei.

— Mais ou menos.- Disse.

— Ah sim.- Não sei porque aquilo me desapontou.

— Acho que eu devia comprar umas roupas.- Disse.

— Amanha você vai.- Disse.

— Ok.- Falei.

Preferi não ligar para a coisa do namorado. Continuei a tocando e estava em suas coxas.

Sorri.- O que suas mãos estão fazendo ai?

— Cuidando das suas pobres pernas.- Disse.

— Ah sim, sei.- Disse.

— Não é?- Apertei de leve.

— Sei que está se aproveitando.- Disse.

— Eu? Me aproveitando?- Questionei.

Sorri.- Descaradamente. Mas depois do que viu hoje, isso é o de menos.

— Se quiser que eu pare, é só dizer.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você tem pernas lindas.- Ia até onde a blusa cobria e voltava.

— Se tirar a falta de depilação, eu concordo.- Disse.

— Detalhes.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Olha-la assim estava me deixando excitado de novo. Ok, preciso reaver esse controle e pega-la.

Fiz um coque nos meus cabelos.- Aqui tem alguma pessoa que faça depilação? Acho que vou ter que me "limpar" antes de voltar para casa. Fora fazer a sobrancelha, mão e pé. Deus, tem muita coisa.

— Bem, imagino que sim. Eu não estou na cidade a muito tempo.- Disse.

— Mais do que eu.- Disse.

— Tenho certeza que tem sim.- Disse.

— Ok, amanha vou procurar.- Disse.

— Está melhor?- Parei, mas continuei com as mãos nela.

— Sim.- Disse.

— De nada. Pensando bem, vamos sair daqui?- Perguntei.

— E ir para onde?- Questionei.

— Um lugar não tão obvio. Cansei daqui, vamos, aqui tem bons hotéis.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

Peguei algumas coisas minhas ali e saímos, logo achei um hotel e um bom quarto.- Só tem um detalhe Lydia.

— Qual?- Perguntei.

— Você vai dormir comigo.- Disse.

— Bem, tem a opção de outro quarto, se quiser.- Disse.

— Não vejo problema algum em ficar com você.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Ela ficou olhando pela janela e depois se deitou. Eu estava meio inquieto ainda, mas cansado. Era tudo novo, diria que até com um pouco de sono.

Desliguei o abajur e me virei para o lado.

Toquei o rosto dela.- Você é mesmo linda.

Sorri.- Obrigada.

Cheguei mais perto dela.- E que mistério é você, Lydia Martin?

Mordi meu lábio.- Não sei.

— Assim você fica tentadora demais, para meu controle atualmente frágil.- Toquei seus lábios.

— E porque está frágil?- Perguntei.

— Digamos que estou num momento novo da minha vida. Coisa que busco a muito tempo.- Disse.

— Oh sim, entendo.- Disse.

— Não está entendendo nada não é?- Questionei.

— Mais ou menos.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Bem, não entendi direito o que você é.- Disse.

— Eu? Até o inicio dessa semana eu era apenas um vampiro, não qualquer um, um Original. Eu e meus irmãos somos os primeiros da raça.- Disse.

— E isso é importante?- Perguntei.

— Bem, sim. Somos mais fortes que os comuns e praticamente imortais.- Disse.

— Ah sim, sei.- Disse.

— O que?- Ela estava com uma cara.

— Nada.- Disse.

— Só que eu sou diferente deles. Eu nasci para ser um lobisomem.- Disse.

— Lobisomem? Mas você não é peludo. Quer dizer, não em todo o corpo pelo menos.- Disse.

— Claro que não. Isso só ocorre se eu me transformasse em lobo.- Disse.

— Você vira um lobo?- Perguntei.

— Todos os lobos viram na lua.- Disse.

— Isso é estranho e louco.- Disse.

— Espera, porque está aceitando bem assim?- Questionei.

— Não sei.- Disse.

— Bem, concluindo; fui transformado antes de poder me transformar em lobo, então quando ativei a maldição fiquei sendo os dois. Mas meu lobo foi selado e só consegui voltar a ser os dois a uns dias atrás.- Disse.

— Por isso estava pelado.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Entendo.- Falei.

— Isso é estranho. Eu não sou de sair contando minha história assim.- Disse.

— As vezes acontece.- Disse.

— Não comigo. Deve ser porque estou de ótimo humor.- Estava bem próximo dela, poderia beija-la facilmente.

Sorri e toquei seu rosto.- Você é lindo, sabia? Nunca achei que diria isso de um cara mais velho.

— Bem mais velho no caso.- Disse.

Ri.- Sim.

— Mas tecnicamente, não seria tão mais velho que você.- Disse.

— Quantos anos você tem?- Perguntei.

— Eu fui transformado com 18.- Disse.

— Por isso seus hormônios são loucos. Eu tenho 16.- Disse.

— 16?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não diria isso, parece ter mais. É bem desenvolvida para sua idade.- Eu estou mesmo na cama, conversando com uma adolescente? Amoleci de vez.

Ri.- E agora você conseguiu perder o desejo por mim. Quando digo minha idade, isso acontece. Menos com Jackson, ele tem a minha idade mesmo.

— Esse Jackson de novo.- Disse.

— O que tem?- Perguntei.

— Nada.- O que eu tinha mesmo sentindo isso? Ciumes. Eu não estou bem.

— Por mais que ele venha me tratando mal nos últimos dias, eu perdi a virgindade com ele e será sempre especial.- Disse.

— É só isso então?- Bem, isso eu imaginei, ela não parecia ser timida.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Gostei.

— Porque?- Perguntei.

— Porque eu quero isso.- A beijei. Como eu queria beijar aquela garota.

Retribui o beijo.

Sabia que ela não resistiria. A puxei mais perto e minha mão desceu por suas costas.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Pelo que tinha visto, ela era gostosa e agora eu sentia isso. Minha mão foi até sua perna e a apertou, a trazendo para mim.

Ok, eu estou beijando um vampiro/lobisomem e nem com medo estou. Pior ainda, me sinto protegida ao lado dele.

Ela beijava bem e eu estava estranhando tudo que estava sentindo com ela. O normal teria sido eu a largar quando chegamos na cidade, ou me alimentar, transar e depois mata-la. Mas não consigo pensar nessas coisas.

Senti uma energia ruim vindo dele e parei o beijo. Como se ele pensasse em me fazer mal.- Hã... melhor dormirmos.

— Você acha?- Beijei o pescoço dela.

— Sim.- Disse.

— Eu acho que podíamos aproveitar mais.- Disse.

— E como?- Perguntei.

— Continuando assim.- Subi meus lábios até a boca dela e a beijei de novo.

Por mais que meus instintos estivessem em aviso, era meio difícil resistir aos lábios dele e retribui novamente.

Deixei o beijo mais intenso, eu precisava sentir ela, ter ela.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.

A segurando nos virei, ficando por cima dela. Minhas mãos apertavam suas coxas e a minha vontade era crescente.

Fui parando o beijo.- Eu acho que não devíamos fazer isso agora.

— Por que?- Descia beijos pelo pecoço dela.

— Porque você só quer sexo e eu não sou assim.- Disse.

— Muita coisa começa assim.- Chegava ao botão da blusa dela.

— Você não parece querer nada a mais. Nem comigo nem com ninguém.- Disse.

— Você não me conhece.- Abri o botão e beijei a parte do seio que o sutiã não cobria.

— Eu sei.- Disse.

— Então não pode falar muito disso.- Abri os outros botões.

Desviei o olhar.- Ok.

Voltei a boca dela.- Vai dizer que não me quer?

— Quero. Você é lindo e tudo mais. Só não quero ser tratada como uma vadia. Não temos nenhuma ligação, então sei que se transarmos, você simplesmente vai sair daqui como se tivesse transado com uma vadia.- Disse.

— Tratada como vadia? Se eu estivesse te tratando assim, teríamos transado onde nos encontramos ou no apartamento e não teria trago você comigo.- Disse.

Suspirei.- Ok então.

— É nisso que dá tratar as pessoas bem.- Me levantei.

Agora ele acha que é a vítima, ótimo. Me levantei e ajeitei a camisa.- Bem, eu vou embora, é o melhor a se fazer. Obrigada pelo banho e a camisa.- Sai do quarto.

Suspirei. Deixei ela ir me convencendo que era o melhor. Pela janela a vi ir pela rua com aquela roupa. Todos os homens olhavam para ela e mexiam. E eu sabia que haviam vampiros não tão controlados assim, ela não conhecia nada aqui. Era perigoso, questão de horas iria aparecer morta. Merda. Desci indo atrás dela.

Caminhava pela cidade e tentava procurar uma loja de roupas aberta.

— Você não vai encontrar nada, está tarde.- Parei ao lado dela.

— Não custa procurar.- Disse.

— Vamos voltar.- Disse.

— Não precisa se preocupar comigo.- Disse.

— Lydia, você não conhece aqui, vamos.- Disse.

— Porque você se preocupa comigo? E ainda por cima, essa cidade é tão pacata que nada vai acontecer.- Disse.

— Você é teimosa.- A peguei no colo.

— Klaus!- Exclamei.

— Você estava demorando a decidir.- Comecei a voltar.

— Klaus, me coloca no chão. Estão todos olhando.- Disse.

— Devem ser as suas pernas lindas.- Disse.

— É possível. Daqui a pouco aparece um policial aqui.- Disse.

— Eu influencio ele.- Disse.

— Você não presta.- Disse.

— Nem um pouquinho.- Disse.

— Eu percebi.- Falei.

— Sabe, você fica gostosa agitada assim.- Disse.

— Os caras que estamos passando concordam com você.- Disse.

— Ai de quem tentar algo.- Disse.

Ri.- Ok.

Chegamos no hotel e subimos.- Agora não saia mais assim.

— Você não manda em mim, lembra?- Questionei.

— Se tentar ir, te busco de novo. Mas ai vou te jogar no ombro. Vai ser uma ótima visão.- Disse.

Suspirei.- Você é impossível.

— Demais. Agora vai dormir, você parece cansada.- Disse.

— Tudo bem.- Me deitei na cama de bruço, sem me cobrir.- Boa noite.

A olhei.- Vai ser mesmo. Apesar de ser só olhando.

— Ei, não fique olhando para a minha bunda.- Disse.

— Meio difícil. Ela está tão atraente.- Disse.

— Atraente?- Questionei.

— Convidativa, eu diria.- Botei uma bebida e me sentei na poltrona.

— Mas ela não está convidando ninguém.- Disse.

— A mim está.- Disse.

— Sem querer.- Disse.

— Ou por querer.- Disse.

— Porque acha isso?- Perguntei.

— Porque sim. Vá dormir Lydia, antes que eu não me controle mais.- Disse.

— Tudo bem, boa noite.- Me cobri e fechei os olhos, logo dormindo.

POV Klaus.

A observei mais e me peguei preocupado com uma garota que conheço a horas. Estou louco. Sai e me alimentei. Andei pelas ruas vazias pensando. Antes eu queria fazer um exército meu, vários hibridos e eu teria semelhantes meus. Mas agora não vou fazer isso, tenho um poder incrível e quero ser o único assim. Voltei e tomei banho, o dia amanhecia e eu me sentei na pequena varanda. Quando cheguei Lydia dormia tranquilamente e bateram na porta.- Stefan?

— Preciso de um favor.- Ele disse.

— Favor?- Sorri.- Que tipo de favor?

— As bruxas disseram que você tem a cura para mordida de lobo. Tyler mordeu Damon.- Ele disse.

Andei pelo quarto.- E porque eu ajudaria?

— Por nada. Não tenho nada a oferecer.- Ele disse.

— Bem, você já foi meu amigo na verdade. Eu gostava de você como era.- Disse.

— Amigos? Está louco?- Ele questionou.

— Ah é, você não lembra, eu apaguei sua memória. Sabe, questão de segurança. Você sabe ser divertido, é como se fosse você mesmo, não essa máscara que usa.- Disse.

— Eu não uso máscaras. Esse sou eu. Mas já vi que é perda de tempo.- Ele andou até a porta.

— Espere. Achei que queria salvar seu irmão.- Disse.

— Eu quero.- Ele disse.

— Eu ajudarei.- Disse.

Ele se virou.- Você vai ajudar sem nada em troca?

— Bem, como disse, eu gosto de você como era quando era meu amigo e sei um caminho para isso.- Disse.

— O que está falando?- Ele perguntou.

— Desligue sua humanidade.- Disse.

— Está louco?- Ele questionou.

— Não. Já vi você fazendo coisas bem ruins ligado, desligado não é tão ruim. Chicago ficou na história. Talvez até volte com Rebekah, ela está de volta.- Peguei um copo e mordi meu pulso, deixando-o encher.- A decisão é sua. A cura é essa.

— Não.- Ele disse.

— Ora.- Cheguei até ele.- Olha quem estava disposto a morrer pela jovem Elena, escolhendo a si e não não a vida do irmão.

— Eu não me importo com o que você acha. Eu não vou desligar.- Ele disse.

— Porque Stefan? Seu irmão é tudo que restou, ou não?- O fiz olhar para mim.- Diga a verdade.

— Não.- Ele disse.

— E o que você tem além dele?- Perguntei.

— Elena.- Ele disse.

— Ela está morta.- Disse.

— Demos um jeito de traze-la de volta.- Ele disse.

— Isso torna as coisas mais interessantes. Você vai levar o sangue para seu irmão. Mas antes, lembre-se de tudo.- Sabia que aquilo traria a memória dele durante os anos 20.

— Me dê o sangue.- Ele disse.

— Desligue.- Olhei para ele.- Tome como punição por tentar me matar.

Ele pegou o sangue e saiu dali.

Sorri. Não esperava por aquilo, mas estava resolvido. O dia estava amanhecendo e decidi esperar Lydia acordar.

Senti-me acordar e a dor no corpo acordou também. Parecia que dormindo e relaxando o corpo, a dor de todos os dias me pegaram. Me virei na cama com cuidado e vi Klaus.- Hey.

— Bom dia.- Tomava café. O meu paladar estava diferente.

— Nem tanto.- Disse.

— O que foi?- Perguntei.

— Dor em todo o corpo.- Disse.

— Mesmo?- Fui até ela.

— Sim.- Disse.

— Sei como resolver isso.- Mordi meu pulso.- Beba, vai passar.

— Sangue?- Questionei.

— Sim, vai curar você.- Disse.

Franzi o cenho.- Ok.- Bebi.

Não esperava reagir assim, sentir ela bebendo de mim me deu momentos de puro prazer.

Terminei de beber e senti toda a dor sumir.- Uau, isso é bom.

— Concordo plenamente.- Beijei ela, sentindo ainda meu gosto em sua boca.

Retribui o beijo.

A trouxe para mais junto de mim, aquilo tinha me deixado completamente excitado.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

A trouxe para meu colo e a toquei por dentro da blusa.

Minha mão desceu pelo seu peito e acariciava ali.

Fui abrindo os botões da blusa dela e a tirei.

Sorri.- Você é rápido.

— Você me excita rápido.- Disse.

— É um dom.- Disse.

Sorri e beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.

— Lydia, eu quero muito você.- Deitei ela.- Preciso ter você.

O olhei. Ele é incrivelmente sexy, principalmente dizendo isso.- E você pode me ter.

Sorri.- Minha garota.- Desci minha boca entre os seios dela.

Sorri e me arrepiava aos beijos dele. Comecei a abrir a camisa dele.- E "sua" garota?

— Sim. Você está aqui, comigo, sob minha proteção, então é minha.- Disse.

Sorri.- Não conhecia essa regra.

— Ela é minha.- Descia pela barriga dela.

Tirei a camisa dele e toquei seu peito, descendo pelo abdômen.- E o que acontece então se algum cara daqui me querer também?

— Ele perde o coração.- Disse.

— E quando eu voltar para casa?- Questionei.

— Vemos isso depois.- Soltei o sutiã dela.

— Tudo bem.- Disse.

Abocanhei um dos seios dela. Ontem a noite não pude reparar bem, eles eram perfeitos.

Suspirei pesadamente. Ficava me perguntando se vampiros não tinham lugares loucos para morder. Assim como me perguntava se não ia sentir as presas dele sem querer.

Estava exicitado demais para poder ficar em preliminares. Tirei a calcinha dela enquanto tirava a minha calça.

Mordi meu lábio. Outra coisa que ele ficava sexy era quando está apressado.- Eu te ajudo.- Ajudei ele a abrir a calça dele.

— Mãos hábeis.- Disse.

— E você está com pressa.- Disse.

— Eu estou com tudo ampliado, por causa dos meus dois lados.- Disse.

— Entendo.- Terminei de abrir a calça dele e ele tirou. Comecei a tirar sua cueca.

— Você fica sexy fazendo isso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Tirando cueca.- Disse.

Ri.- Essa é nova.

— Por que?- Terminei de tirar e me deitei sobre ela.

— Porque nunca me disseram isso.- Disse.

— Ah sim.- A beijei e a penetrei.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

— Oh merda, como você é gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.- Toquei seus lábios e o beijei.

Eu tinha que lembrar que ela era humana e não a machucar com minha força. Mas isso não me impedia de ir com estocadas rápidas e fortes.

Gemi e suspirei pesadamente contra seus lábios, voltando a beija-lo.

Beijava por seu pescoço e o mordi de leve.- Você deve ser saborosa.

— Isso eu não sei.- Disse.

— Posso provar?- Perguntei.

— Hã... tudo bem.- Disse.

Continuei o ritmo e a segurava pela cintura, e a mão livre a tocava. Beijava seu pescoço e rocei meus dentes.

Me arrepiava com o que ele fazia e entrelacei minha perna em sua cintura.

A mordi de leve e não esperava aquele sabor maravilhoso.

No inicio a mordida doeu, porém era suportável.

Saboreava aquele liquido e ela é mesmo especial.

Descia minha mão pelas costas dele e acariciava seus cabelos.

Fui parando e a olhei; ela é maravilhosa. Seus olhos verdes, seus lábios grossos e gostosos, mesmo tendo idade de uma garota, agora ela parecia uma mulher e das mais perfeitas.

Toquei seu rosto. Os olhos dele estava mudados. O fundo que devia ser branco, agora era um puro preto, assim como seus olhos que deviam ser azuis, agora é dourado.

Gostava do toque dela, tanto que aproveitei aquele carinho e também o fato de ela não ter medo de mim, me chamar de monstro, aberração e essas coisas.

Comecei a beijar seu maxilar e subir para o seu rosto. Era estranho ele aceitar carinho, Jackson não gostava. Mas eu sempre gostei de dar carinho, é um lado meu que poucos conhecem.

Gostei de tudo que ela fazia e quando ela me beijou, retribui. Aumentava o ritmo e sentia que o orgasmo estava perto.

Sentia que ele estava perto do orgasmo, então continuei beijando-o e acariciava seus cabelos.

Acelerei até alcançar o orgasmo e naquele momento o que mais gostei foi ver o sorriso dela.

Parei o beijo aos poucos.

— Você é maravilhosa.- Tinha sentido algumas diferenças, parecia melhor que antes.

— Obrigada.- Disse.

Descansei sobre ela. Não queria pensar na ideia dela ir embora.

Acariciava seus cabelos e beijei a ponta do nariz dele, que por sinal é bem fofo.- Eu preciso te pedir uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— O primeiro é que preciso que você me compre uma roupa para eu poder sair e resolver meus lances higiênicos. Tenho que dizer que transar sem estar depilada não é agradável. E o outro é que preciso ligar para minha mãe.- Disse.

— Tudo bem. Mas vou ter que comprar um telefone porque não sei onde foi parar o meu.- Disse.

— O mais importante no momento é uma roupa.- Disse.

— Ok, vou ver isso. Você toma café e na saída compro o celular.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fiquei mais um pouco com ela na cama e me levantei, me vesti e sai. Não foi difícil arrumar o que ela pediu. Quando ela estava pronta, saímos.

— Bem, eu vou procurar os lugares que preciso. Nos encontramos depois.- Dei um beijo nele.

— Tá. Vou comprar os telefones e te encontro por aqui.- Disse.

— Ok.- Sai dali.

Ela foi e fui resolver meus assuntos. Estava achando estranho nem Rebekah nem Kol aparecerem, principalmente ele que pensei que faria um show. Bem, comprei os celulares, algumas roupas e um carro. Pensava em voltar para a Europa. Mais ai pensei na Lydia. Sorri na ideia dela ir comigo. Eu estou louco, ela nunca iria querer. Voltei ao lugar e a esperei.

Por incrível que pareça eu achei um lugar que faça depilação e estava com horário vago. Assim como a manicure e pedicure. E para completar, a cabeleireira. Fiz a depilação nas pernas, axilas, buço e virilha. Fiz a mão e o pé, e fiz uma hidratação nos cabelos e ela me tirou as pontas secas, tentando não mexer no comprimento, o que deu certo. Me olhei no espelho e agora sim sou eu mesma. Tive que aceitar o dinheiro do Klaus, por mais que odiasse isso. Não estava com meu cartão aqui. Mas iria paga-lo depois. Paguei elas e voltei ao lugar combinado.

A olhei.- Nossa.- Sorri.

— Agora sim, limpa.- Indiquei minhas pernas. Estava de short jeans e minhas pernas estavam um pouco vermelhas pela cera.

— Mais maravilhosa. Não quer fazer compras também?- Perguntei.

— Não precisa. Minha mãe deve vir me buscar ainda hoje.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Ia falar, quando vi minha mãe passar no outro lado da rua com um garoto, que diria da minha idade ou um pouco mais velho.- Meu Deus.

— O que foi?- Perguntei.

Virei ele para olhar e apontei.- Aquela é minha mãe.

— Sua mãe? Se me lembro bem, aquela é a Prefeita Lockwood.- Disse.

— Ela é minha mãe! O que ela está fazendo aqui!?- Comecei a andar em direção a ela e o garoto.

— Lydia, espera.- Fui atrás dela.

— Mãe!- Gritei ela.

Ela olhou ao redor.- Lydia!?

— O que você está fazendo? E com um garoto! É isso que você faz nas suas viagens? Trai o meu pai com um garoto que parece de programa!?- Questionei irritada.

— Como é que é?- Ele tomou a frente.- Mãe, quem é essa garota?

Sabia bem do que ele era capaz, e a puxei para perto de mim.

— Me responda!- Exclamei.

— Lydia, baixa esse tom estamos na rua. E Tyler você também, não grita com ela. E quem é você? E o que está fazendo com ela?- Ela questionou.

— Controle o seu filho primeiro prefeita.- Disse.

Passei a mão pelo meus cabelos e suspirei.- Filho?

— Ela é minha mãe e você é o que para estar falando assim com ela?- Ele questionou.

— Aparentemente sua irmã e uma adolescente mimada e histérica!- Exclamei.

— Lydia e Tyler parem! Meu Deus, isso não está acontecendo assim.- Ela disse.

— Ela é sua filha? Ela é mais nova que eu, você tem outra familia? Por isso sumia? Por isso viajou do nada assim que o pai morreu?- Ele questionou.

— Oh Deus, minha mãe é uma vadia.- Andei até um banco e me sentei.

— Lydia! Não é assim. Nada disso é asim.- Ela disse.

— É bem como pareceu. Você é uma mentirosa.- Ele saiu.

Fui até ela.- Hey, quer voltar para o hotel?

Assenti que não.- Eu quero que ela me explique tudo.

— Lydia, podemos conversar. E quem diabos é você? E o que está fazendo com a minha filha?- Ela questionou.

— Você pelo menos tentou me procurar enquanto estive sumida?- Perguntei.

— O hospital me ligou, eu estava voltando para Beacon, mas Tyler não estava bem também. Dois filhos precisando de mim em lugares diferentes.- Ela suspirou.

— Sei.- Disse.

— Podemos conversar a sós?- Ela perguntou.

— Tudo bem.- Disse.

— Quando quiser, estarei no café.- Disse.

— Ok, obrigada.- Lhe dei um selinho.

Sai deixando as duas e entrei no café que tinha ali, observava ela.

Ela me explicou tudo e a de certa forma a perdoei. Era minha mãe, antes de tudo. E como eu ainda sou menor e ela é minha mãe, tive que ir com ela para a casa dela.

Não gostei dela não ter voltado comigo, aquilo me deixou inquieto. E para melhorar Kol apareceu e tivemos uma discussão, coisas quebradas e tudo mais. Rebekah veio depois e depois de muito reclamar, ela ficou bem. Elijah estava mais ou menos. Mas nenhum deles sabia da Lydia e eu estava sentindo falta dela, precisava a ver. Descobri onde ficava a casa que ela foi e fui atrás dela. Pelo que ouvi a mãe dela tomou algo para conseguir dormir e ela estava num quarto.- Lydia.- Chamei.

Olhei para a janela e fui até lá, abrindo-a.- Klaus?

— Hey, senti sua falta.- A puxei, beijando-a.

Retribui o beijo, mas logo o parei e sorri.- Também senti sua falta.

— Tecnicamente, você me deixou.- Disse.

— Minha mãe não quis que eu voltasse até você.- Disse.

— Mas eu tinha planos para nós.- Disse.

Toquei seu rosto e depois seus lábios.- Desculpe. Mas foi bom eu ter vindo. Consegui me entender com a minha mãe e comecei uma relação com Tyler.- Mordi meu lábio.- E tenho duas novidades.

— Quais?- Perguntei.

— A primeira é um tanto triste, mas minha mãe e meu pai estavam com uns problemas a um tempo e ela me disse que vai se separar. Ela nunca foi realmente casada com ele, só moravam juntos. E a outra é que eu vou me mudar para cá, com ela e Tyler. Claro que ela vai mandar minhas coisas virem e Prada também.- Disse.

Sorri.- Seu cachorro.

— Exatamente.- Disse.

— Que bom, mas Lydia não eram planos para a noite que eu me referia.- Disse.

— Então?- Questionei.

— Queria que fosse comigo.- Disse.

— Embora? Oh, eu não posso. Desculpe.- Disse.

— Eu imaginei pela sua animação em vir para cá.- Disse.

— Pensei que ficaria aqui também. Mas bem, já que não, eu espero que faça uma boa viagem.- Me afastei um pouco da janela.

— Lydia.- A puxei para mim.

— O que?- Perguntei.

— Eu gosto de estar com você.- Disse.

— Todo homem diz isso, Klaus. É o que dizem quando só gostam do sexo e nada mais.- Me soltei dele.- Agora é melhor você sair. Tenho que dormir. Amanha terei um dia cheio arrumando meu quarto e matando a saudade de Prada.

— Para com isso. Como eu disse, você não me conhece bem. Não é comum eu dizer isso. Se eu estou dizendo, é porque é verdade.- Disse.

— Você só fica dizendo a mesma coisa que eu não te conheço. Mas vou te dizer uma coisa; você também não me conhece. E eu não estou pedindo que você vá embora, eu estou mandando!- Exclamei.

A segurei pelo braço.- E ninguém manda em mim, nem com algo que eu quero.

— Me solta.- Disse.

— Não. Vem aqui para fora.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Vem.- Disse.

Suspirei.- Ok.- Me sentei na janela para sair com ele.

A segurei, encostando na parede.- A senhorita é muito corajosa sabia? Em querer mandar em mim.

— Não quero mandar em você, só estou deixando claro quando o que eu digo não é um pedido.- Disse.

— E é o que então?- Sorri.

— É uma ordem.- Disse.

— Gosto como pensa. Penso igualmente. Vamos comigo, é um convite.- Disse.

— Não.- Disse.

— Eu não tenho muito o que fazer aqui. Só estou aqui esperando você.- Disse.

— Não tem que me esperar.- Disse.

— Vem comigo, pelo menos essa noite então.- Disse.

— Klaus, eu não posso. Minha mãe acabou de me achar, se ela vir aqui no quarto e não me ver, vai surtar.- Disse.

— Eu ouvi ela tomar remédios para dormir, vai dormir a noite toda.- Disse.

Eu não podia fazer isso. Eu já estava gostando dele e ele estava nem ai para isso. Só queria saber de sexo e viajar. Lhe dei um beijo.- Eu não posso. Boa noite.- Entrei no quarto novamente.

— Lydia.- Bati na barreira que a casa tinha. Ela não via que era diferente? Que se fosse qualquer outra eu não me importava de ir embora?

Suspirei e sai do quarto. Não podia ver isso.

Sai dali e comprovava que não adiantava mostrar nada a ninguém. Ninguém se importava. Seu idiota, você a conhecia a pouco mais de um dia e mesmo assim já sentia falta dela, seu olhar e sua boca. Merda, merda!

Depois de um tempo voltei ao quarto e ele tinha saído. Me deitei e suspirei. Eu já gostava dele, podia dizer que me apaixonei por ele. Seu sotaque é tão fofo. Sorri e balancei a cabeça. Depois de tanto pensar, adormeci. Quando me acordei estava em um lugar estranho, olhei para baixo e vi um corpo de uma mulher. Com certeza morto. Tudo que sentia vontade era de gritar, então gritei.

Decidi ir embora era melhor para ela, ficar longe de mim. Pegava algumas coisas no quarto quando capitei um grito, aquele som, aquela voz era muito parecido... Lydia. Prestei atenção da direção que vinha e corri para lá. Mas não fui o primeiro a chegar, parece que todos tinham ouvido. Olhei ao redor e acertei.- Lydia.- Passei entre eles.

Olhei e tinha várias pessoas na minha volta. E eu estava de pijama, ótimo.

— Hey, você sabe chegar nos lugares.- Sorri. Ela estava bem, isso me aliviou.

— Onde estou? Como cheguei aqui?- Questionei.

— Você... O que você fez com meu irmão?- Damon foi para cima do Original.

— Nada demais.- Respondi sem o olhar.- Você está bem?

— Se me der sua jaqueta, sim.- Disse.

Tirei e coloquei nela.

— Ora se o Nik não tem uma garota.- Kol disse.

— Isso que eu chamo de milagres. Mas não gosto de ser cunhada.- Rebekah disse.

Me ajoelhei ao lado do corpo.- O que houve com ela?

— Ela... pulou.- Stefan disse.

— Você a fez pular.- Damon falou.

— Opa. Eu disse que era para sair do meu pé.- Stefan disse.

Olhei para trás de mim e tinha realmente um monte de gente.- O que vocês estão fazendo aqui?

— Seu grito chamou todo mundo da cidade aqui. Mas como você fez isso?- Kol perguntou.

— Lydia, vamos.- A tomei pela mão antes que virasse atração ali.

— Tudo bem.- Disse.

— Ah, não vai sem antes sabermos quem é ela.- Stefan disse.

— Admito que estamos interessados na sua amiga Niklaus.- Elijah disse.

— Interessados porra nenhuma.- A peguei no colo e sai dali.

Quando ele parou, fiquei tonta como da primeira vez.- Isso não é tão legal.

— Desculpe, foi necessário.- Disse.

— Ok. Mas eu devia ter ficado lá. Eu fui parar lá por alguma razão.- Disse.

— Isso que eu quero saber. Como foi parar lá e como teve potência de gritar assim.- Disse.

— Boa pergunta. Como vamos descobrir?- Perguntei.

— Antigamente diria uma lista de livros para pesquisar, mais hoje eles estão na internet.- Disse.

— Então é melhor começar.- Disse.

— Sim. Precisa de alguma coisa?- Tentava me conter ao vê-la naquele pijama.

— De um computador.- Disse.

— Vou trazer um. Mas não me respondeu; você está bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Quando te vi no meio de todos eles, eu...- Como dizia que estava preocupado com ela?

— Você...?- Questionei.

— Estava preocupado com você.- Disse.

Sorri.- Eu estou bem.

— Ainda bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fiquei sem saber como agir, sei lá o que está acontecendo comigo.- Vou buscar o computador.- Sai.

Me sentei na cama e esperei ele.

Arrumei um na recepção e voltei. Klaus se controla, você está parecendo um garoto de nervoso. Respirei fundo e entrei.

Ele me entregou o computador e comecei a procurar alguma coisa.

Observei ela trabalhar e olhava algumas coisas no celular, mas na verdade eu prestava atenção nela.

Procurei por todas as lendas sobrenaturais possíveis. Todas estavam em latim, mas eu sei latim. Isso não era um problema. O problema era ninguém ter a capacidade de traduzir para as pessoas burras. Enquanto pensava nisso passei por uma, também em latim. O nome era Banshee.- Klaus, vem cá.

— Oi.- Sentei ao lado dela.

— Leia isso. Quer dizer, se você sabe latim.- Disse.

— Sei línguas que não imagina e usar a minha também.- Sorri para ela.

— Pare de pensar em sexo.- Dei de leve no braço dele.- Leia.

Comecei a ler.- Nossa.

— Só "nossa"?- Questionei.

— Bem, você pressente a morte. Você tem um tipo de sensor, coisa assim.- Disse.

— Eu sei espertinho, eu li isso. E não é bem só morte, sofrimento, dor... E o grito é muito poderoso. Assim como sinais de magia, pelo que entendi. Eu sei ler melhor que você.- Disse.

— E eu tentando te poupar.- Disse.

Ri.- Sei.

— Duvidando das minhas intenções de protegê-la?- Perguntei.

— Nem um pouco.- Disse.

— Acho bom, porque depois de hoje você não será bem um segredo.- Disse.

— Tudo bem. E essa cidade tem um monte de homem bonito, não é?- Perguntei.

— Lydia, eles podem querer estudar você ou sei lá o que.- Disse.

— Não se preocupe. Já fizeram isso comigo.- Disse.

— O que?- Questionei.

— O que o que?- Perguntei.

— O que fizeram com você?- Questionei.

— Meu professor de química me analisou.- Disse.

— Prefiro não entender.- Olhei o que dizia na tela.- Mistyc Falls não é boa para você, tem sobrenaturais demais.

— Bem, para te dizer a verdade ontem eu liguei para a Allison, minha melhor amiga e colocamos o papo em dia e bem, ela me recomendou não voltar para Beacon Hills porque lá tem muito ser sobrenatural.- Disse.

— Não posso deixar você aqui sozinha.- Levantei.

— O que?- Perguntei.

— Vão vir atrás de você, tenho certeza. Não pode ficar sozinha, sem proteção.- Disse.

— Você não precisa se sacrificar por mim.- Disse.

— Não é um sacríficio.- Disse.

— Você queria viajar e sair daqui.- Disse.

— Eu ainda quero que vá comigo. Mas até querer isso, posso ficar com a minha linda Banshee e cuidar dela, a manter a salvo.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

— E quando eu estiver cansado, podemos fazer alguma coisa diferente.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Tem mutos lugares que não conheceu.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Mas Lydia, tem muita coisa minha que ficando aqui você vai saber. Não são coisas boas.- Disse.

Me levantei e fui até ele, pegando suas mãos.- Você é bom comigo, não me importo com o seu passado.

— Mesmo que seja presente? E talvez futuro?- Questionei.

— Bem, eu não concordo com morte, até porque isso me perturbaria, como bem sabe, mas não vou tentar mudar você.- Disse.

— Está dizendo que me aceita?- Perguntei.

— Sim. Desde que você aceite uma mulher que saia caminhando no meio da noite.- Disse.

— Eu sou bom em encontrar pessoas. Ainda mais se forem minhas.- Disse.

Envolvi meu braço no seu pescoço.- Que bom.

Ajeitei o cabelo dela e sorri. Estranhava aquela sensação, ninguém me aceitava completamente assim.

— Agora é melhor eu ir para casa. Hoje minhas coisas chegam e tenho que arrumar elas.- Disse.

— Vamos mesmo ficar longe assim?- Perguntei.

— Bem, posso vir passar uns dias com você.- Disse.

— Concordo. A partir de agora é uma questão de segurança.- Ri.

Sorri.- Sim. Agora me leve para casa.

Beijei o pescoço dela.- De manhã eu levo.

— Porque?- Perguntei.

— Por que quero me certificar que está bem.- A direcionei para cama.

— E como?- Perguntei.

— Conferindo cada pedaço seu.- Tirei a jaqueta.

Sorri.- Você é bastante insaciável.

— Você não está vendo nada.- Tirei a blusa dela.

— Tenho certeza que não.- Tirei a camisa dele.

A segurei e a suspendi.- Sempre gostosa.

— E isso não vai mudar tão rápido.- Disse.

Sorri e nos derrubei na cama, a beijando.

Retribui o beijo.

Fui beijando ela e alternando em beijar seu corpo. Hoje estava mais calmo, então pude apreciar seu corpo.

Me arrepiava ao sentir sua barba no meu corpo.

Cheguei no short dela e o tirei junto com a calcinha, e não dispensei beijos ali também.

Eu tenho 16 anos e é claro que não estou acostumada com tudo sobre sexo ainda. Principalmente com a parte oral. Ainda acho meio nojenta e tudo mais, mas ok. Pelo menos eu me depilei hoje.

Cheguei no ponto sensível dela e a provoquei.

Ok, isso parecia minha primeira vez novamente.

Ela estava tensa.- Tudo bem?

— Sim.- Disse.

— Você está tensa, não gosta assim?- Perguntei.

— Sinceramente? Eu não gosto da ideia de alguém ficar com a boca ai. Acho nojento.- Disse.

Ri.- Tudo bem, é só me dizer se não gosta de algo.

— Ok.- Disse.

Voltei a beijar ela.

Retribui o beijo e uma das minhas mãos descia pelas costas dela enquanto a outra descia pelo seu abdômen, até a barra da sua calça e comecei a abri-la.

— Você também está sentindo falta.- Disse.

Sorri.- Sempre irei sentir falta de você, meu lobo.

— Gostei disso.- Disse.

— Que bom. Porque se você tem o direito de me chamar de "minha banshee" eu tenho o direito de te chamar de meu lobo. Agradeça por não ser lobão.- Ri.

— Só não pode lobinho.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não.- Disse.

Ri.- Ok.

Beijei ela de volta.

Retribui o beijo.

Ajudei ela a tirar a minha minha calça e a cueca também.

Acariciava seu peito e abdômen. Gostava dele não ser aquele tipo de homem bombado e ao mesmo tempo ser forte, me fazendo me sentir segura nos braços dele.

Me coloquei entre as pernas dela e entrei nela.- Você é uma delícia.

Suspirei pesadamente.- Que bom que gosta.

— Eu adoro tudo em você.- Disse.

— Digo o mesmo sobre você.- Disse.

Sorri e me movimentei com ela me acompanhando.

Beijava seu pescoço. Ele estava meio esquisito de uma hora para outra, mas pode ser impressão minha. Será que é porque não quis o que ele queria fazer? Eu sou boca grande as vezes e pela primeira vez na vida não queria decepcionar alguém. E esse alguém é ele.

Me sentia diferente com ela, não sabia porque, mas Lydia mexia comigo e gostava de tudo aquilo, me fazia bem.

Já que ele estava muito quieto e não fazia muita coisa, o beijei.

Retribui o beijo e quer saber? Dane-se, se eu me quebrar depois é depois. Deixava o beijo mais intenso, assim como o nosso ritmo. Minha mão deslizava por seu corpo.

Suspirei pesadamente contra seus lábios e acariciava a lateral do seu pescoço.

— Lydia.- Gemi.

Sorri e desci meus beijos para o seu maxilar.

— Essa sua boca...- Disse.

— É totalmente sua.- Disse.

— É o que eu quero, você toda minha.- Falei no ouvido dela e tomando a mão dela na minha.

— Eu sou toda sua.- Disse.

Sorri e aumentei o ritmo, mas hoje ela gozaria comigo.

Envolvi meus braços em seu pescoço e o beijei novamente.

Ambos estávamos dominados de prazer e não foi demorado chegar ao orgasmo.

Aos poucos fui parando o beijo.

— Você é maravilhosa.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Beijei ela de novo, ainda com o fôlego alterado.

Retribui o beijo.

Sorri e me deitei ao seu lado.- Não vou deixar você ir não.

— Não é?- Questionei.

— Não.- Disse.

Sorri.- Ok.

— Não achei que era tão bom ficar assim.- Disse.

— Agora sabe.- Disse.

Toquei o rosto dela de leve.

— O que?- Perguntei.

— Você é tão linda.- Disse.

— Você que é lindo.- Disse.

Sorri.- Obrigado.

— De nada.- Disse.

— Não disso e sim me querer, sendo quem eu sou.- Disse.

— E quem é você? Eu vejo um cara lindo, sexy, forte, ciumento, possessivo, carinhoso, gentil e divertido. E eu quero mais do que tudo conhecer esse cara mais a fundo.- Toquei o rosto dele.

— Você não vai gostar do que vai ver.- Disse.

— Você não pode falar por mim.- Disse.

— Ninguém nunca gostou. Ou se deu ou trabalho.- Disse.

— Pois eu vou gostar e me darei ao trabalho.- Disse.

— Você é mesmo especial e não é por ser o que é.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Não tem que agradecer.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Eu sabia que era louco, mas ter uma relação com uma garota de 16 anos se superou. E o pior, eu gostava, amava aquela loucura. Lydia trazia a tona partes minhas que eu não lembrava que existiam, como eram boas. O tempo com ela era suave e tranquilo, meus demônios ficavam controlados. Sorri. Minha banshee, minha namorada, minha ruiva louquinha. Posso ser louco, mas pelo menos agora, sou um louco feliz.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Gostaram de termos feito Lydia e Tyler irmãos? HAHA' Então, amanha teremos outro capítulo! :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo!