Liberty- One Shots

59 Capítulo 59- Jeremy & Elena.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Jeremy e Elena)

Minha época preferida do ano chegou; frio, neve, chocolate quente, bolo quentinho, livros, filmes e... Natal! Eu sei que o normal para os adolescentes é gostar do calor, praia e ano novo, mas o que posso dizer? Eu não sou normal. Como todos os anos, eu e meus pais vamos ir passar o Natal na casa dos meus avós. Ficamos lá do dia 23 até o dia 2 de janeiro. E não é só nós que vamos, meus outros tios também e alguns conhecidos da vovó e do vovô que também tem filhos e por ai vai. Só sei que fica horrivelmente cheia a casa, mas eu amo isso. Nesse instante estou no meu quarto aqui na casa da minha vó e estou arrumando minhas coisas no lugar, e é quando escuto um carro chegando. Coloco meu sobretudo novamente e desço para ver quem é junto com os outros.

Entrei carregando a minha mala e a da minha mãe, quando escutei gente na escada e sorri.

— Jer!- Sorri e corri, abraçando-o.

Soltei as malas e a segurei. Era a melhor coisa, estar com ela.

— Santo Deus, como você está gelado.- Disse quando meu nariz encostou na pele do pescoço dele.

— Olha que eu posso ser muito quente.- Disse.

Ri.- Metido.- Me afastei para olha-lo.- Você cresceu.

— Você está mais gostosa.- Disse.

Ri.- Que observação.

— É a verdade.- Disse.

— Obrigada então.- Falei.

— Agora deixa eu entrar direito, tá frio para caramba.- Disse.

— Verdade.- Falei.

Entrei e coloquei as malas perto da escada.- Faz tempo que chegou?

— Um pouco mais de uma hora.- Disse.

— Nós pegamos trânsito.- Falei.

— Imagino.- Disse.

— Vamos ficar no mesmo quarto?- Perguntei.

— Pelo jeito sim.- Disse.

— É a melhor parte.- Falei.

— Porque?- Questionei.

— Não posso mais gostar de ficar com você?- Questionei.

— Claro que pode.- Disse.

— Ótimo. Agora vou subir as malas, volto já.- Disse.

— Ok.- Falei.

Levei as malas para o quarto e coloquei a minha junto da mala da Lena. Tirei o casaco mais grosso e desci.

— Você sabe quem vai vir para cá esse ano?- Perguntei.

— Espero que o Travis não.- Não suportava ele.

— Porque?- Questionei.

— Sabe que não me bato com ele e quando ele trás aquele amigo então.- Disse.

— Você tem birra com ele.- Disse.

— Tenho. Eu acho que ele não é nosso primo, só pode ser adotado.- Falei.

— Que horror Jer.- Disse.

— Fora que ele dá em cima de você.- Disse.

— O que?- Questionei.

— É a verdade. Ele e o tal de Liam.- Disse.

— Você está louco? Eles não dão em cima de mim.- Disse.

— Mas isso acabou. Se eles começarem esse ano, eu não vou deixar.- Falei.

Ri e o beijei no rosto.- Você é um amor.

— E o chato do seu ex não te pertubou mais?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Ainda bem. Estava a ponto de ir quebrar a cara dele.- Disse.

Ri.- Como você é ciumento.

— Demais com a minha pequena.- A puxei para mim.

Sorri.- Eu não sou pequena.

— É sim, olha ai, te abraço fácil.- Disse.

— Esses dois ainda parecem dois bebês.- Ted disse.

— Não somos bebês vô.- Disse.

— Para você eu sou vô.- Sorri.

— Eu sei minha menina.- Ted falou.

— Quem vai vir para cá esse ano, vô?- Perguntei.

— Vocês, seu primo Travis e o amigo dele, com sua tia Anne. A Kelly vai trazer uma amiga.- Ted disse.

— Ah, as amigas da Kelly.- Disse.

— Ok, tudo bem.- Falei.

— Mas vocês dois estão enormes.- Disse.

— A unica coisa que mudou em mim, vô, foi o tamanho dos meus seios. Nada mais.- Ri.

— Menina, você está linda. Deve ter um bando de rapazes na sua porta. Assim como garotas atrás de você Jeremy.- Ted disse.

— É dificil arrumar uma garota bonita e de conteudo vô. Se Lena não fosse minha prima, seria a opção perfeita.- Disse.

— Você tem muito tempo para acha-la Jer.- Disse.

— Até lé aproveite a vida. Sua futura mulher vai gostar de você ter muita prática.- Ted falou.

— Vô, você está mesmo me dando conselhos sexuais?- Questionei.

— Lena, querida, tampe os ouvidos. Você não pode ouvir essas coisas. É uma menina muito pura.- Ted disse.

Ri.- Eu sei tudo que preciso saber sobre sexo, vô. E eu como mulher posso dizer que o senhor está totalmente errado. Eu, pelo menos, não ia querer ter um namorado/marido todo usado, já rachado, tão mole por entrar em lugares já largos, todo mal cuidado, porque vagabunda que não vai cuidar né? Imagina se já uma alergia ou algo do tipo? Então não, eu prefiro um homem que não tenha tanta prática assim.

— Deus, na minha época as garotas não tinham tanta informação.- Ted disse.

Ri.- É a verdade ué.

— Não se preocupe Lena, não sou usado.- Disse.

O olhei.- Você é virgem?

— Não!- Exclamei.

— Ah bom. Até levei um susto. Garotas virgens nessa idade? Super normal. Mas garotos? Nem um pouco.- Disse.

— Ok, vamos parando com isso. Para mim você vai ser uma bebê até se casar.- Ted disse.

Sorri e fui até ele, abraçando-o.- Eu sou uma bebê vô.

— Um bebê muito grande.- John disse.

Ri.- Verdade e só uso fraldas uma vez por mês.- Disse debochando.

— Elena!- Os três disseram juntos.

— O que?- Perguntei.

— Desnecessário o comentário.- Ted disse.

— Mulheres menstruam, ok? E vocês já devem saber disso.- Disse.

— Filha, acho que sua mãe quer ajuda na decoração vai lá vai.- John disse.

— Vocês não aguentariam ter um filho.- Ri e sai.

Eu adorava aquele clima e amava ainda mais minha prima. Eu e ela somos daqueles primos que moram perto, mas não se veem como gostariam. Crescemos juntos e tivemos muitos momentos nossos. Eu morria de ciume dela com qualquer cara e quando ela arrumou aquele imbecil de namorado, eu surtei. O resto do pessoal chegou perto da hora do jantar, e Travis e Liam me tiraram do sério, tanto que subi antes de terminar o jantar.

Terminamos de jantar e eu ajudei na cozinha. Quando terminei tudo, subi.

Estava de fone quando ela entrou.- Cansou de levar cantada?

— Não sei o que está falando.- Tirei o casaco que estava.

— Lena, você não é surda e sabe bem quando ouve uma insinuação.- Disse.

— E existe um truque que se chama ignorar.- Disse.

— Viu que você sabe do que estou falando?- Questionei.

— Jer, esquece isso. Agora eu vou tomar um banho.- Disse.

— Tá.- Disse.

Peguei as coisas e entrei no banheiro.

Ela sempre ficava na defesa deles, isso me deixava doido.

Tomei um banho rápido, porque estava frio e sai do box, me secando e logo colocando o pijama. Terminei de me ajeitar e voltei ao quarto.

— Eu sempre gostei dos seus pijamas.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

— Mas esse de ursinho é fofo demais.- Falei.

Ri.- Valeu.

— Vem para cá logo me esquentar.- Disse.

— Estou indo.- Subi na cama e me ajeitei ao lado dele.

Toquei o rosto dela.- Senti saudades.

— Eu também.- Disse.

— Me desculpa, mas eu fico doido com aquele Liam te comendo com os olhos.- Disse.

— Porque você acha que ele me come com os olhos?- Perguntei.

— Elena, qualquer um vê isso.- Disse.

— Ok então.- Disse.

— Não fica perto dele.- Falei.

— Meio impossível.- Disse.

— Não teve mais nada mesmo com o Jake?- Questionei.

Ri.- Não Jer, não tive.

— Eu estou tentando Lena, mas é tão difícil.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Da gente.- Disse.

— Eu sei como é, mas precisamos tentar pelo menos.- Disse.

— Eu sei. Mesmo não querendo, em qualquer uma procuro tudo que gosto em você.- Disse.

Toquei o rosto dele.- Então foque no que não gosta e veja melhor em outra.

— Não tem essa parte.- Passei o braço pela cintura dela e a trouxe para junto de mim. Inspirei junto do seu pescoço. Ok, ninguém deve estar entendendo nada. Mesmo sendo minha prima, eu e ela já ficamos. Só beijos, amassos no máximo. Toda vez que nos vemos tentamos resistir, mas é difícil demais. Tenho certeza que ela me ama como eu a ela. E o nosso inferno é não poder viver isso e tentar calar esse sentimento.

Acariciava os cabelos dele e suspirei.- Eu sei que você vai arranjar uma solução.

— Mas eu não quero.- Disse.

— Jer, você sabe a confusão que podemos nos meter.- Disse.

— Eu sei Elena.- Me separei dela e levantei.- Até parece que não importa para você.

Suspirei.- Não posso mudar o que você acha.

Tranquei a porta. Ela sempre esquecia isso. Voltei para a cama e deitei. Eu poderia olha-la sempre.

— O que foi?- Perguntei.

— Você sempre tão linda.- Disse.

Ri.- Você está mal dos olhos, Jer.

— Gracinha.- Disse.

— É sério.- Falei.

— Assim não vou acreditar nas vezes que disse que sou bonito.- Disse.

— E o que tem a ver uma coisa com a outra?- Perguntei.

— Se não acredita no que eu digo, também não acredito em você.- Disse.

— Estamos quites então.- Disse.

Ri. Não conseguia ficar bravo com ela.

— Melhor dormirmos.- Disse.

— Sim, vamos. Antes que você me convença a te beijar.- Disse.

Sorri e lhe dei um beijo na bochecha.- Boa noite.

— Não era bem nesse que estava pensando.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então...- Comecei.

Toquei os lábios dele.- Não podemos. Temos que nos controlar. Tentar, pelo menos.

— Tudo bem, você está certa. Nem sei porque ainda insistimos de ficar no mesmo quarto.- Me ajeitei, ficando mais distante dela, mas odiando fazer aquilo.

— Posso ir dormir no outro quarto.- Disse.

— Não, eu que tenho que ser decidido como você.- Beijei os cabelos dela.- Boa noite meu anjo.- Eu sempre a chamava assim quando ficávamos juntos. Me virei para o lado, mas sabia que não dormiria tão cedo.

Suspirei e me virei para o outro lado, fechando os olhos e tentando dormir.

Foi uma noite horrível. Até que não resisti e me virei, abraçando ela.

Senti-me acordar quando o senti.- Tudo bem?

— Agora sim.- Disse.

Sorri.- Ok.

— Durma bem.- Falei.

— Você também.- Disse.

Agora eu consegui relaxar e peguei no sono facilmente. Acordei e ela já tinha levantado. Eu ia ficar maluco. O dia foi entre preparações para a ceia e nós ajudando. Ignorava Travis e Liam, e ficava mais com Kelly e Amanda, a amiga gostosa dela. Mas toda vez que eu passava ou falava com a Elena, era como se uma corrente passasse por mim.

O dia passou rápido e logo a ceia de Natal chegou. O dia foi ótimo e resolvi trocar minhas coisas para o quarto vazio. Seria melhor assim. Não queria piorar as coisas para ele e nem para mim. Ele acharia alguém melhor do que eu, isso sem duvida. Depois da ceia, fomos para a sala.

— Vó, valeu pelo suéter. Adorei.- Disse.

— De nada querido.- Olivia disse.

— E tia Isobel, valeu pelo CD, acertou em cheio.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Já volto.- Subi e fui pegar o presente para Elena. Quando abri o guarda roupa, as coisas dela não estavam lá. Não estavam em lugar nenhum. Mandei uma mensagem para ela, chamando-a.

Subi até o quarto de Jer.- O que foi?

— Cadê as suas coisas?- Perguntei.

— Troquei de quarto.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim.- Disse.

— E não me disse nada. Preferiu que eu descobrisse quando fosse deitar e você não aparecesse.- Disse.

— Eu ia dizer quando fôssemos subir.- Disse.

— Ah, claro.- Suspirei. Dessa vez eu estava irritado.- Toma, isso é seu.- Entreguei o presente e fui para perto da janela.

— Obrigada.- Sai do quarto.

Obrigada? Só isso que eu recebi? O que eu queria? Que ela me beijasse e dissesse que me amava também? Com certeza vai guardar e fazer de tudo para esquecer, como está fazendo. Dei uma descculpa que estava com dor de estômago e fui me deitar. Não era meu estômago que estava doendo, não mesmo. A manhã de Natal foi animada para todo mundo, mas eu não conseguia me animar. Preferia só ficar vendo os outros brincar e quando dava, voltava ao quarto. Pelo menos lá eu podia ficar sozinho e em paz como eu queria. A tarde foi longa com meus primos jogando video game e tentando fazer meu tio e meu pai aprenderem. Até me chamaram, mas eu não estava afim. Aquele foi o mais chato Natal que eu tinha passado. Quando me deitei, me lembrei dos outros; animados, entre beijos e amassos. Não ia pensar nisso, eu me prometi. Segui assim aqueles dias, agora estranhemente ansioso para poder ir embora. Quando não tinha ninguém, eu ficava na poltrona da sala; olhando a neve cair e viajando.

Descia as escadas para ir na cozinha e vi Jeremy na sala. Como ele não me queria por perto, nem me aproximei e fui direto para a cozinha.

Estava frio, mesmo com o aquecedor. Fui pegar um chocolate para mim. Quando entrei na cozinha, esbarrei na Elena que saia de lá. Só percebi que ela estava carregando algo quando caiu no meu braço, me queimando.- Desculpa. Merda.- Disse indo molhar onde o café caiu.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Acho que sim.- Puxei a manga da camisa que eu usava, que para meu azar, era fina. Estava vermelho, mas não parecia grave.

— Vou chamar sua mãe para ver. Já volto.- Sai dali.

— Jer, o que foi?- Miranda perguntou.

— Nada mãe, só esbarrei em um pouco de café.- Disse.

— Acho que é melhor ir no hospital fazer curativo.- Falei.

— Até parece que eu vou.- Disse.

— Deixa eu ver.- Miranda pegou o braço.- Bem, vamos colocar uma pomada para queimadura, se não der sinal de melhora, vamos sim Jer.

— Deixem de exagero.- Tirei meu braço dela e fui pegar o chocolate que vim buscar.

— Bem, se está tudo bem, eu vou indo. Qualquer coisa chamem.- Sai da cozinha e subi.

Claro, ela não se importa mais. Essas férias estão uma merda mesmo. Mesmo com o olhar intrigado da minha mãe, sai de lá e fui para o quarto. Mexia no computador. Eu tinha uma pasta de fotos dela e nossas. Meu coração se apertava de saudade de estar assim com ela. Alguém em algum lugar devia gostar de ver os outros sofrerem, porque colocar um sentimento desses em duas pessoas que não deviam, é além da maldade. Copiei uma das fotos, foi de um 4 de Julho e mandei para ela. Tinha acabado de voltar de um passeio, só nós dois, foram momentos perfeitos. "Saudades desse dia".

Meu bate papo piscou e era Jer. Suspirei e abri, mesmo receosa. Sorri ao ver a foto. "Eu também."

— Eu estou mal, parece que vou enloquecer.- Disse.

— Você que me afastou.- Disse.

— Você que começou a se afastar.- Falei.

— Eu não.- Disse.

— Você se mudou, ficou de conversinha com o Liam e provavelmente nem olhou o que te dei.- Disse.

— Eu não fiquei de conversinha com o Liam e eu olhei sim.- Disse.

— É? E o que estava escrito no bilhete.- Disse.

— Estrelas; elas são as unicas testemunhas dos nossos sentimentos. Nosso primeiro beijo, naquele dia eu sabia que já te amava. Quando as ver em você, lembrarei de todos os motivos que tenho para adora-las.- Mandei a mensagem a ele.

— Você não usou.- Disse.

— Jeremy, por favor, não complique as coisas. Eu estou tentando fazer a coisa certa.- Disse.

— Você faz isso tão fácil.- Disse.

— Você que acha.- Falei.

— É o que demonstra.- Disse.

— Ok então.- Disse.

— Queria estar ai com você.- Disse.

— Se concentre em outra coisa. Você mesmo aquele dia disse que a amiga da Kelly é gostosa, então vá se entreter com ela. É melhor para você.- Falei.

— Está mesmo me mandando fazer isso?- Questionei.

— Não estou mandando, estou sugerindo.- Disse.

Era nessas horas que eu me perguntava se ela se sentia como eu.- Como consegue? Mesmo querendo resistir a tudo isso, só o pensamento de outro beijando, tocando em você me deixa tremendo de raiva. Talvez esse seja meu problema, o qual você usa como escudo. Eu sou emocional demais, demonstro demais. Devia parar com isso.

Suspirei. Eu estava de saco cheio disso. Parece que só eu vejo a realidade.- Ok, eu vou ir dormir. Boa noite.- Desliguei o notebook.

Ela me cortou assim? Eu era um grande burro mesmo. Ela só estava querendo me afastar de vez, pelo visto estava atrapalhando. Agora ela tinha me machucado, mas acho que não se importa mais com isso. Não consegui dormir remoendo aquilo, queria ficar com raiva dela, para tirar isso de mim, mas era sem sucesso. Não fiquei por ali, precisava sair um pouco. Me vesti, peguei as chaves do meu pai e sai, parando numa festa. Não conhecia ninguém ali, era melhor assim. Tinhas umas garotas, tentei beijar algumas, mas o beijo, o perfume, nada me era familiar. Ali não era para mim. Bebi mais um pouco e depois fui para casa. Me sentei em frente a lareira da sala, com vontade de tirar meu coração e joga-lo bem ali.

Claro que eu amava o Jeremy, mas sabia que não era certo e não ia continuar isso assim. Então era melhor cortar pela raiz mesmo. Depois de várias horas não conseguindo dormir, finalmente o sono me venceu.

POV Jeremy.

Estava encostado no sofá tão distraído e cansado com aquilo tudo, que acabei dormindo. Senti uma mão mexer em mim e acordei olhando quem era.- Vó? Tudo bem?

— Vá para a cama querido.- Ela disse.

— Que horas são?- Me ajeitei, já que estava todo torto.

— Quatro e meia da madrugada.- Ela disse.

— E o que a senhora tá fazendo aqui?- Me levantei.

— Vim tomar água.- Ela disse.

— Ah tá.- Fui com ela até a cozinha e descansei a cabeça no ombro dela. Eu queria tanto falar com alguém, poder botar isso para fora.

— Você está bem?- Ela perguntou.

— Queria poder dizer que sim, mas a senhora sempre descobre quando estou mentindo.- Disse.

Ela se virou, olhando-o.- O que foi?

— Eu, gosto, amo uma garota. Mas não podemos ficar juntos por coisas que não podemos mudar. Tínhamos decidido reisistir ao máximo, mas só ela está conseguindo isso.- Disse.

— Que coisas seriam essas?- Ela questionou.

— Coisas vó. Não posso falar tudo.- Disse.

— Então como poderei ajudar?- Ela perguntou.

— Só queria saber como ela consegue isso, me afastar, me magoar nesse caminho e continuar como se nada estivesse acontecendo.- Disse.

— Bem, deixa eu ver...- Ela se encostou no balcão, olhando para mim.- Você é muito emocional, Jer. Então ela deve achar que tem que ser a parte da relação que é a razão. Geralmente é ao contrário e por isso ela não deve saber fazer isso direito e enfia os pés pelas mãos. Afinal, era direto dela estar sofrendo como você, não seu. Você que devia estar dando o suporte a ela. Então ela deve estar com um pouco de raiva de você também.

— Acredita que eu disse isso para ela hoje? Eu odeio isso. Eu queria poder arrancar isso de uma vez e esquecer tudo.- Disse.

— Acho que você não compreendeu o que eu disse, querido. Mas um dia entenderá.- Ela pegou um copo de água.- E não pegue pesado com Elena, como disse, ela só está com raiva e confusa.- Ela sorriu e saiu da cozinha.

POV Misto. (Elena e Jeremy.)

Acho que o meu ar faltou e meu coração parou. Como? Olhei por onde ela tinha ido. Ah meu Deus. Subi para meu quarto e me joguei na cama. Como ela sabia? Eu não sabia, muito menos como a encararia. Não dormi mais repassando aquilo. Eu era um fraco, isso resumia. E estava sendo como um bebê chorão, adolescente apaixonado. Ok, isso eu era, mas não podia viver assim. Mesmo que meu coração esteja quebrado por não estar com a mulher que amo, eu ia ser diferente. Quando deu a hora do café, troquei de roupa e descia. Alguém gosta de me testar, pois ela era a que restava na mesa.- Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

— Droga, as rosquinhas da vó acabaram.- Disse.

— Pega a minha. Não quero mais.- Entreguei meu prato a ele.

— Valeu.- Peguei e peguei um chocolate também. Até agora não foi difícil. Me sentei.- E ai, já está pensando nas universidades que quer?

— Ainda não.- Disse.

— Eu vou querer a daqui da cidade mesmo. Não é longe, economizo na moradia e alimentação.- Disse.

— Pois é.- Bebi do café.

— Desculpe por ontem a noite, aquilo não vai mais se repetir.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— Somos amigos no final de tudo e isso não pode acabar.- Disse.

— Que bom que pensa assim.- Disse.

— Sim.- Terminava de comer e peguei o prato dela. Nossas mão se tocaram, mas fui indiferente.- E como está indo no colégio?

— Bem.- Respondi.

— Aquele amigo do tio ainda é professor?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Depois me passa o contato dele? Quero um reforço na matéria.- Travis entrou na cozinha, logo Liam atrás.

— Bom dia primo chato, prima gostosa.- Travis disse.

— Bom dia Travis.- Disse.

— Bom dia linda.- Liam disse.

— Bom dia.- Falei.

— Então, tem um festa hoje. Vamos?- Travis perguntou.

— Vamos.- Disse.

— Vou ficar em casa mesmo.- Disse.

— Ah, que isso. Vanos Elena.- Liam disse.

— É, vamos nos divertir.- Travis falou.

— Não estou no clima.- Disse.

— Festas são boas para isso; animar.- Liam disse.

— Eu não quero, mas divirtam-se.- Disse.

— Então eu não vou também.- Liam falou.

— Porque?- Questionei.

— Para te fazer companhia.- Liam falou.

Não responda, fique na sua, não se entrega agora.

Sorri.- Obrigada Liam, mas você pode ir se quiser.

— Prefiro a sua companhia.- Liam disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Ótimo.- Liam disse.

Ah claro, meu dia tinha ficado uma beleza. Agora íamos sair e o Liam ia ficar com ela. Fui muito amado mesmo.

— Bem, eu vou ir ajudar na cozinha. Até mais.- Sorri e sai.

Eu terminei e subi. Deus, como é difícil. Desci e sai com meu avô, procurei distrações todo o tempo para não cair com os mesmos pensamentos. Quando deu a hora, tomei banho e me arrumei. Ela também estava na escada.- Estou bem?

Ajeitei a gola dele.- Agora está perfeito.- Sorri.

— Ótimo.- Kelly vinha reclamando que ia ficar de vela de mim e da Amanda.- Kelly para com isso, nem aconteceu nada entre a gente ainda.

— Mas vai.- Kelly disse.

— Kelly!- Amanda exclamou.

— O que?- Kelly questionou.

— Para com isso.- Amanda disse.

— Já tem briga?- Travis questionou.

— A Kelly tá apostando que esses dois vão se pegar.- Liam disse.

— Eu apoio. Amanda, meu priminho aqui tá solteiro a um tempo, está precisando mesmo disso. Olha como o garoto está tenso.- Travis disse.

Meu Deus, como eu convivia com aquilo? Eu não sei. Mas como estava de lado nessa conversa, desci as escadas e fui para a cozinha jantar.

— Pois é.- Kelly disse.

— Parem com isso. E vai para o inferno Travis.- Fui beber água.

Aquecia a comida que a vó tinha feito. Todos já estavam dormindo.

— Cuidado com o Liam.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Ele não é confiável, já disse.- Disse.

— Você fala como se fosse dono da verdade. Eu sei muito bem quando uma pessoa é boa ou ruim, então não preciso de outros julgamentos além do meu próprio. Então não tem que se preocupar comigo.- Disse.

Até minha preocupação com ela, ela repudia.- Me desculpe, mas aí você está pedindo demais. Você querendo ou não, sempre vou me preocupar com você.- Botei o copo na pia e sai. Acho que se visse o Liam indo para cima dela, eu não ia me segurar.

Ele gosta de complicar, parece que sente prazer em complicar ainda mais a situação. Suspirei. Mas alguém tem que ser forte e aguentar os "testes" que ele faz. Terminei de aquecer a comida, me servi e comecei a comer.

Sai com os outros e chegamos na tal festa. Dancei com a Amanda, ela era legal, mas quando a beijei não consegui ficar ali. Pedi desculpa e fui ao bar. Tomei algumas cervejas, mas minha cabeça ficava rondando no que o Liam estava fazendo, se ia tocar nela, como ela ia agir... Pedi um whisky. Precisava de algo mais forte, que não adiantou. Foram duas longas horas até eu decidir ir para casa. Peguei um táxi e fui andando, apesar do frio. Precisava pensar, mas quando chegava em casa pude ver pela janelinha que quando ela ia subir ele a segurou e a beijou. Bem aí, meu sangue ferveu.

Afastei Liam.- Liam, para com isso.

Entrei direto, indo nele que ia beijar ela de novo e já o soquei.- Tira as mãos dela!

— Jer!- Entrei no meio dos dois.- Não precisa brigar.

— Ficou maluco?- Liam questionou.

— Ela disse não, então fica longe.- Disse.

— Jer, é melhor você subir e tomar um banho. Eu já estou indo com um café forte para você.- Disse.

— Ai de você se encostar nela de novo.- Joguei na cara dele e subi.

— Santo Deus.- Suspirei.- Desculpe por isso Liam.- Fui para a cozinha e fiz um café para Jer, logo subindo para o quarto dele.

Saia do chuveiro enrolado na toalha quando vi ela entrar.

Andei até ele.- Você ficou louco em bater nele?

— Era para deixar ele te beijar?- Questionei.

— Você viu que o afastei.- Disse.

— E ele ia te beijar de novo.- Disse.

— E eu ia afasta-lo de novo.- Falei.

— Acho que não estava fazendo muito efeito.- Disse.

— Você está com muita testosterona, sente-se e tome esse café.- Falei.

— Não quero café.- Disse.

— Você está cheirando a bebida, então vai tomar sim. Não é uma opção.- Disse.

— Vai mandar em mim?- Perguntei.

— Sim, eu vou.- Disse.

Fui até o armário, pegando uma cueca e tirando a toalha para vestir.

— Jeremy!- Me virei de costas para ele.- Você ficou louco?

— Ah, para. Como se você nunca quisesse me ver pelado.- Vesti a cueca.

— Eu já vi você pelado e você tinha três anos, e não foi tão incrível assim.- Disse.

— Bem, as coisas mudaram.- Disse.

— Bem, tome seu café e durma. Eu vou ir dormir também. Boa noite.- Sai do quarto.

Eu não ia tomar porra nenhuma. Eu não sabia mais o que ela queria de mim. Eu... Ah, foda-se. Vesti umas calça e fui até o quarto dela.

— O que foi?- Perguntei.

Tranquei a porta atrás de mim e fui até ela, a beijando.

Mesmo pega de surpresa, retribui o beijo.

Pelo menos isso ela não recusou. A beijei com a vontade que estava desde que tinha chegado.

Acariciava a lateral do pescoço dele delicadamente.

A encostei na parede atrás de nós e a colei mais em mim.

Acariciava os cabelos dele e a outra mão continuava na lateral do seu pescoço.

Abri a blusa do pijama dela e era bem melhor tocar seu corpo assim.

Fui parando o beijo e o olhei.- Tem certeza que devemos fazer isso?

— Você não quer?- Peguntei.

Sorri e toquei seu rosto.- Eu quero ser sua mais do que qualquer coisa, Jer. Acredite.

— Então não tenho duvidas.- A puxei de novo, a beijando e a levando para cama.

Retribui o beijo novamente.

Corri a mão por onde já estava descoberto, pegando em seu peito. Eu já tinha tocando antes, mas com ela vestida.

Gemi e suspirei pesadamente. Era bom sentir a mão dele.

Beijei pelo pescoço dela, mordendo de leve. Eu queria sentir cada parte dela.

Me arrepiava e acariciava a nuca dele.

Tirei aquela blusa de uma vez. Fui fazendo um caminho até que cheguei na barra da calça e a tirei.

Ajudei ele a tirar a calça e o puxei, beijando-o novamente.

Ela era linda e agora tinha certeza que era gostosa.

Ele não parecia muito "entusiasmado", então só ficava nos carinhos mais simples, assim como acariciar seus cabelos.

Corri a mão pela perna dela.- Você é tão gostosa, meu amor. Por isso os garotos ficam meio doidos.

Ri.- Ninguém fica doido, Jer. Isso tudo é coisa da sua cabeça.

— Não é nada.- Disse.

— É sim. Sou igual as outras, nada demais.- Disse.

— Não, você é a melhor de todas. A que roubou meu coração.- Disse.

Sorri e o beijei.- Isso não me faz "gostosa".

A olhei de cima a baixo.- Faz sim.- Comecei a beijar pela sua coxa.

Sorri e o fiz olhar para mim.- Não podemos fazer barulho nenhum, Jer. Você sabe que se nossos pais descobrissem, eles ficariam loucos. E meu pai com certeza iria te castrar sem piedade.

— E não queremos isso.- Ri, a beijando.

Retribui o beijo.

Alcancei o controle na mesinha e liguei a TV, deixando num som médio.

Comecei a tirar a calça dele.

— Ah, merda. Fala sério.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Camisinha. Eu tenho que ir buscar lá no meu quarto.- Disse.

— Acho que daria muito na vista. Melhor deixar isso para lá.- Disse.

— Droga!- Me joguei do lado dela.

Beijei ele na bochecha.- Tudo bem.

Passei o braço por ela, tentando não focar no quanto estava excitado.- Quer que eu vá embora?

— Não.- Disse.

— Eu fico com você então.- Apertei ela e beijei seus cabelos.

— Tudo bem. Só vou colocar o pijama novamente e podemos dormir.- Coloquei a blusa do pijama e me levantei para colocar a calça.

— Como se eu fosse conseguir dormir assim.- Disse.

— Assim como?- Perguntei.

— Totalmente duro por você.- Disse.

Mordi meu lábio.- Sinto muito.

— Eu vou tomar outro banho. Gelado. Já volto.- Disse.

— Ok.- Disse.

Fui para o banheiro e tomei o banho. Bem, ele funcionou, só que agora eu estava tremendo de frio.

Enquanto ele estava no banheiro, eu ajeitava a cama.

Voltei e lembrei que estava sem camisa, então me enrolei na toalha mesmo.- Essa água estava congelante.

— Se deita na cama, eu liguei o lençol térmico e o aquecedor está ligado.- Disse.

Entrei e me enrolei. Ela veio e me agarrei nela.

— Já vai se aquecer.- Dei um beijo nos cabelos úmidos dele e peguei a toalha que ele tinha deixado ali e sequei a curva do pescoço dele que estava molhado ainda.- Você se deitou todo molhado.

— Eu estou congelando, não deu para pensar nisso.- Disse.

— Tadinho. Mas pelo menos funcionou, ele se encolheu todo.- Disse rindo e secando o peito dele.

— Esse não é o tipo de brincadeira que se faça, mocinha.- Disse.

— Claro que é. É engraçado.- Lhe dei um selinho e coloquei a toalha por cima dele, para enxugar um pouco da água.

Ela estava diferente desses dias. O que tinha mudado?- Não é não. Acho que até meu cérebro encolheu. E mesmo assim ele ainda lhe satisfaria muito bem.

— Com certeza. É extremamente fofo.- Disse brincando.

— Fofo?! Está brincando né?- Questionei.

Ri.- Sim.

— Acho bom.- Disse.

— Mas porque não poderia ser fofo?- Perguntei.

— Porque não. Eu tenho que te contar uma coisa.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Eu não faço ideia de como, mas a vó sabe.- Disse.

— Sabe?- Perguntei.

— Uhum. Essa semana eu fiquei pela sala, acabei dormindo e virando um picolé por lá, e ela me acordou. Ela queria saber o que estava havendo e eu disse por bem alto e antes de ir embora, ela pá; disse que era você, sorrindo e subiu. Eu quase infartei.- Disse.

— Ela é esperta.- Comentei.

— Eu não soube como falar com ela, de lá para cá.- Disse.

— Ela não vai dizer nada a ninguém.- Disse.

— Eu sei, se não já tinha dito. Sabe o que que queria?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Que fôsemos mais velhos e livres. Ninguém me impediria de ter você. Mas agora nem nos sustentar tem como, caso arriscássemos algo.- Disse.

Suspirei.- Pois é. Mas vamos lidar com isso.

Abracei ela.- Sim, vamos.

Sorri.- Vamos dormir agora.

— Ah, tá tão bom. Faz tempo que não estamos assim.- A fiz olhar para mim.- Olha, eu sei que andamos brigados, mas você sabe que eu estou aqui para o que você precisar.

— Jer, isso parece algo que se escreve em cartões.- Disse.

— Nossa, obrigado.- Me fiz de ofendido.

Ri.- De nada.

— Mas eu estou falando sério. Não precisa ficar como se estivesse sozinha nisso.- Disse.

— Sei que não estou sozinha.- Disse.

— Então não fica mais brava comigo assim. Me faz pensar até em besteiras.- Disse.

— No que?- Perguntei.

— Que você...- Comecei.

— Que eu...?- Questionei.

— Não andava mais sentindo a mesma coisa. Eu sei, idiotice.- Disse.

Toquei o rosto dele.- Você sabe que é mentira, mas não é idiotice. Tudo bem pensar assim.

— Foi um inferno, todo esse tempo.- Disse.

— Sinto muito.- Falei.

— E tem mesmo, você que me empurrou para eles.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Eu estava a ponto de fazer uma besteira, sério.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Sei lá. Acho que ir embora.- Disse.

— Isso não é bem uma besteira.- Disse.

— É sim, é fugir. Ou contar para todo mundo e te beijar bem no meio da sala.- Disse.

— Isso sim seria uma besteira.- Disse.

— Para você ver como me deixa maluco.- Disse.

— Esquece isso agora.- Disse.

Acariciava os cabelos dela.- Posso perguntar?

— Pode.- Disse.

— Você estava me magoando para eu poder me afastar?- Perguntei.

— Eu só queria e quero que você seja feliz. E eu não sei se isso será comigo, Jer.- Disse.

— Não tem como eu ser e não estar com você. Vamos dar um jeito.- Disse.

Suspirei.- Ok.

— Tenho que dizer; beijei a Amanda.- Disse.

Claro que eu não estava surpresa, mas triste por ele trair tão fácil o que ele dizia ser forte. Enquanto eu, recusei os beijos de Liam. E ele é bonito.- Ok.

— E tenho que dizer; foi o pior beijo que já tive. Ninguém nunca vai ser você. Isso está enraizado em mim.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Não fica chateada.- Disse.

— Não estou.- Falei.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não podíamos ficar assim para sempre?- Questionei.

Sorri.- Bem que queria.

Do jeito que estávamos, dormimos e foi o sono mais tranquilo que tinha tido em dias. No outro dia quiseram reclamar comigo por causa do Liam, mas não pedi desculpas e se chegasse perto dela de novo, quebraria ele. Nossa vó ficava de olho na gente, mas não falava nada. Tínhamos voltado ao clima inicial e me mudei para o quarto dela. Na noite do ano novo íamos para a queima de fogos que ia ter na cidade. Me vesti e fiquei esperando na sala.

Desci as escadas, indo até ele.- Podemos ir.

— Você está linda.- Os outros já tinham ido e eu fiquei para espera-la.

— Obrigada.- Disse.

— Bem que podíamos aproveitar esse tempo só nós dois.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Quantas vezes ficamos só nós dois em casa?- Questionei.

— Jer, estamos aqui para ficar com a nossa família. Não quero ficar longe deles hoje.- Disse.

— Tudo bem, vamos.- Pegamos os casacos e saímos.

POV Elena.

Chegamos no local e me sentei.

— Cara, como tá frio aqui. Me esquenta priminha.- Travis a agarrou.

— Travis! Que susto você me deu.- Disse.

— Assustada?- Ele perguntou.

— Não mais.- Disse.

Travis olhou para Jer de longe.- Qual o problema dele? Você que é mais chegada nele.

— Como assim?- Perguntei.

— Ele é gay?- Travis perguntou.

— O que?- Questionei.

— Sei lá, ele é todo fechado. Não o vemos com garota nenhuma e quando ficou com a Amanda a largou no meio da pista sem sentido nenhum.- Ele disse.

— Bem, isso você deve perguntar a ele.- Disse.

— Eu não. Vai que ele faz que nem com o Liam?- Travis questionou.

Ri.- Você está com medo do Jeremy?

— Não, mas se ele querer me dar um soco, eu vou quebrar ele. E não quero problema por causa disso.- Ele disse.

— Garotos são tão exagerados.- Disse.

— Bem, se tem alguém que sabe algo dele, é você.- Ele disse.

— Não sei.- Disse.

— Vou investigar. Vou botar outra garota na cola dele.- Ele falou.

Franzi o cenho.- Ok.

— Bem, e você minha linda?- Ele perguntou.

— Eu o que?- Questionei.

— Anda meio para baixo.- Ele falou.

— Impressão sua.- Disse.

— É algum babaca? Se for me diz que dou uma dura nele.- Ele disse.

Sorri e o olhei.- Você é um amor, Trav. E não se preocupe, não é nenhum garoto.

— Garota?- Ele questionou.

— Não.- Disse.

— Isso é loucura, você é gostosa pra caramba.- Ele disse.

— O que é loucura?- Questionei.

— Você não estar com ninguém.- Ele disse.

— Ah sim.- Falei.

— Bem, vou andar para me esquentar.- Ele falou.

— Ok.- Disse.

POV Misto. (Elena e Jeremy.)

A meia noite chegava e todos nos juntamos, peguei na mão dela. Eu fazia uma promessa; iríamos ficar juntos, a qualquer preço.

O ano novo passou e como sempre, não via a diferença de comemora-lo. Por mais que esse ano tenha sido mais especial por eu e Jer estarmos juntos de alguma forma.

— Lena.- Disse.

— Sim?- Questionei.

— Quero falar com você.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Decidi uma coisa.- Disse.

— Diga.- Falei.

— Assim que fizermos dezoito vamos abrir o jogo para todos.- Disse.

— Vamos?- Questionei.

— A não ser que não queira.- Disse.

— Você ainda tem duvidas?- Questionei.

— Não.- Envolvi ela pela cintura.

— Que bom.- Disse.

— E aí já vamos ser de maior, não podem nos proibir.- Disse.

— Tudo bem, pode ser.- Falei.

Beijei ela.- E já vou ver uma casa, por segurança.

— Casa?- Questionei.

— A probabilidade de expulsarem a gente é grande.- Falei.

— Jeremy, acho que você não está entendendo o quão grave isso é. Eu quero ficar com você, mas não as custas da minha relação com a família. Com meus pais principalmente.- Disse.

— Eu também não. Só que temos que pensar em todas as coisas que podem acontecer. Seu pai por exemplo, vai querer me matar.- Disse.

— Nós não vamos contar até que seja a hora certa.- Disse.

— Ou talvez sejamos sortudos e só fiquem um pouquinho incomodados.- Falei.

— Eu não vou arriscar desse jeito, sinto muito.- Falei.

— O que?- Questionei.

— O que o que?- Rebati a pergunta.

— Não vai se arriscar ao que?- Perguntei.

— A contar.- Disse.

Ela estava como antes, então eu ia segurar dessa vez.- Hey.- Fiz ela olhar para mim.- Vai dar tudo certo, ok? Eu que sou um pouco pessimista sobre as reações deles.

— Não, eu não posso.- Disse.

— Calma.- Disse.

— Calma? Jer, eu amo você mais do que você possa imaginar talvez ou que eu consiga demostrar, mas eu amo você. Eu confio cegamente em você, mas isso não te livra de ser um homem, de ser uma pessoa. Seus sentimentos por mim um dia podem mudar e talvez não terminemos juntos. Então eu não posso arriscar a perder as únicas pessoas que eu sei que sempre serão constantes na minha vida. Que são meus pais.- Disse.

Sorri e beijei ela.

Afastei ele para olha-lo.- O que foi?

— Você nunca disse que me amava desse jeito.- Disse.

Ri.- Você é louco e não pode me beijar. Estamos em publico, podem nos ver.

— Adoro seu sorriso.- Disse.

Sorri.- Melhor voltarmos para onde todos estão.

POV Jeremy.

— Vamos.- Voltamos e tive aquilo como determinação. Para nossa sorte fazíamos aniversário no início do ano.; ela em fevereiro e eu em abril. A espera até lá foi interminável. Quando o dia do meu aniversário chegou, mal pude me conter. Ela foi a primeira a me ligar.

— Parabéns!- Ela disse.

— Obrigado amor.- Disse.

— De nada.- Ela disse.

— E o meu presente?- Perguntei.

— Vai ter que esperar até nos vermos.- Ela falou.

— Sério?- Perguntei.

— Sim.- Ela disse.

— Mal posso esperar para saber o que é.- Disse.

— Vai ficar curioso.- Ela falou.

— E quando vai ser isso?- Perguntei.

— Não sei.- Ela disse.

— Me dá uma dica vai.- Pedi.

— Não vou não.- Ela disse.

— Você é má.- Comentei.

— Sou sim.- Ela falou.

— Pobre de mim.- Disse.

Ela riu.- Sim.

— Estou com saudades suas. Faz quanto tempo mesmo?- Perguntei.

— Um mês e meio.- Ela disse.

— Deus, é demais.- Disse.

— Sim.- Ela falou.

— Mas vamos nos ver hoje?- Perguntei.

— Vamos sim.- Ela disse.

— Que bom. Você vem quando?- Questionei.

— As 17:00 estou chegando.- Ela disse.

— Ótimo. E o nosso assunto? Vamos ou não?- Questionei.

Ela suspirou.- Sim, vamos.

— Vai dar tudo certo amor, você vai ver.- Disse.

— Eu espero.- Ela falou.

— Não importa o que aconteça. Eu te amo.- Falei.

— Eu também te amo.- Ela disse.

— Te vejo mais tarde.- Disse.

— Ok, tchau.- Ela falou.

POV Misto. (Elena e Jeremy.)

Desliguei e comecei a ficar nervoso, mas não por mim e sim por ela. Sentia que ela podia desistir, mesmo me amando, eu tinha medo. O dia passou com ligações e mensagens de felicitações, eu podia comemorar, finalmente era de maior. Deu a tardezinha e comecei a ficar ansioso.

Chegamos na casa dele e toquei a campainha.

Abri num pulo.- Hey.

Isobel riu.- Cuidado Jer.

— É, você não quer se quebrar hoje. Parabéns garoto.- John disse.

— Obrigado tio.- Disse.

O abracei.- Parabéns de novo Jer.

— Obrigado.- Abracei ela de volta. Me acalmei ao sentir ela nos meus braços.

— Melhor entramos. Está frio aqui fora.- Disse.

— Sim, entrem.- Disse.

— John, Isobel. Elena, sempre está mais bonita quando te vejo.- Grayson disse.

— Obrigada tio Gray.- Sorri.

— Eu achei que teria mais gente aqui.- John disse.

— Só mais tarde.- Disse.

— Ah sim.- Isobel disse.

— Então porque pediu que viéssemos mais cedo filha?- John perguntou.

— Precisamos conversar.- Disse.

Senti meu coração acelerar, era a hora. Por reflexo peguei na mão dela.

— Aqui? Elena, nos falamos em casa.- John disse.

— Não, tem que ser aqui.- Disse.

— O que foi?- Miranda perguntou.

— Mãe, é melhor a senhora se sentar.- Disse.

— Jer, o que está acontecendo?- Grayson perguntou.

— Deixe-nos falar primeiro tudo. Depois reajam.- Eu não me senti nervoso assim nem quando nós dois nos beijamos pela primeira vez.

— Melhor você falar.- Disse.

Engoli em seco e sabia que era a hora de ser o que nossa avó tinha dito.- Não é novidade para ninguém que eu e a Lena nos gostamos, isso é desde de pequenos. Mas quando passamos a entender as coisas melhor, fomos vendo que não era só gostar, era amar...

— Garoto, do que você está falando?- John questionou.

— Jeremy, explica isso direito.- Grayson disse.

— Eu e a Elena nos amamos. Não como primos, como namorados.- Disse.

— O que?- Isobel questionou.

— Como é?- Miranda perguntou.

— Calma vocês duas.- Disse.

— Você não disse o que disse.- John disse.

— Vocês são primos de primeiro grau! Se vocês tra...- Grayson começou.

— Seu moleque, você encostou na minha filha?- John avançou.

Coloquei Elena atrás de mim e não sai do lugar, mas não soltava a sua mão.- Não, não fizemos nada assim.- Ainda. Vontade é o que não falta.

— Pai, calma, por favor.- Disse.

— Solta ela. Elena, vamos embora.- John disse.

— Ela não vai. Por isso esperamos os aniversários para contar. Não podem nos proibir.- Disse.

— Jeremy! Acha que um numero vai me impedir de parar você nessa loucura? O que vocês pensam que tem é algo que vai passar, vocês sempre viveram juntos demais.- Grayson disse.

— Nós nos amamos, tio. Não é algo passageiro.- Disse.

— Miranda, fala alguma coisa. Coloca juízo na cabeça do seu filho.- Grayson disse.

— Mãe, não é algo passageiro, é de verdade. A única com quem eu me consigo ver tendo uma vida. Eu e ela tentamos, lutamos contra isso, mas só o que conseguimos foi nos machucar.- Disse.

— Ouve o que você está falando?! Vocês dividiram um berço, isso é até pecado.- John disse.

Miranda suspirou.- Melhor conversarmos definitivo amanha. Porque hoje estamos de cabeça quente.

— Cabeça quente? Garoto eu quero te matar agora mesmo.- John disse.

— John! É meu filho está bem? Eu estou tão chocado quanto você, mas não vai fazer nada para se arrepender.- Grayson disse.

— Tio, você me conhece, como disse, desde que nasci, então sabe que eu não sou alguém com má intenção. Eu amo a Elena, faria qualquer coisa por ela e quero dar toda a felicidade do mundo que estiver ao meu alcance para ela. Como pode condenar alguém que quer isso para sua filha?- Questionei.

— John, se acalme.- Isobel foi até ele.- Você é muito esquentado amor. Apesar disso ele continua sendo nosso sobrinho.

Como ainda estava vivo, uma esperança estava surgindo que tudo ficasse realmente bem. Eu sentia as mãos frias da Elena e me virei um pouco para olha-la.

Miranda suspirou.- Vamos tomar um chá. De camomila de preferência.

— Quer que saíamos?- Perguntei.

— Não ouse sair das minhas vistas.- John disse.

— Vão para o seu quarto e evitem qualquer cena que possamos ver, pelo amor de Deus.- Grayson disse.

— Tudo bem. Chamem quando terminarem de conversar.- Subimos.

Entramos no quarto e deixei a porta entre aberta. Precisava dela. A puxei e a abracei.

Retribui o abraço.- Espero que dê tudo certo.

— Vai dar. Ainda estamos vivos, já é um bom sinal.- Disse.

Suspirei.- Sim.

— E seu pai não quis me castrar.- Ri para distrai-la.

— Ah, ele quis sim.- Disse.

Ri e beijei ela de leve.- Estava morrendo de saudades suas.

Sorri.- Eu também.

— E o meu presente?- Perguntei.

— Está embaixo dessa roupa se tudo der certo.- Sorri e me sentei na cama dele.

Olhei para ela, já sabendo o que era. Sorri.- Está me tentando assim? Sabe, são longos meses sem sexo, estou num nível perigoso.

— Perigoso como?- Questionei.

— A ponto de arrancar essa roupa de você só para ver o que tem.- Disse.

— Só para ver?- Questionei.

— No primeiro segundo sim, você deve estar inteiramente sexy.- Disse.

Sorri.- Isso você vai me dizer depois.

— Estou ficando excitado aqui, já imaginando você.- Disse.

— Vou dar um "spoiler"; é fio dental.- Disse.

— Ai cac... Mulher, está me matando aqui.- Disse.

Ri.- Ok, parei.

— Diz que é vermelho.- Disse.

— Com um laço de presente na frente.- Falei.

— Se seu pai entrar aqui, eu vou estar em sérios problemas.- Estava encostado na beirada da cama.

— Tadinho.- Disse.

— Estão demorando.- Falei.

— Demais.- Disse.

— Ainda acho a ideia de fugir uma opção. Tenho uma barraca para a gente armar.- Disse.

— Jer! Não podemos morar em uma barraca.- Disse.

— Eu posso pescar.- Falei.

— Jer, eu posso não ser uma patricinha obcecada, mas eu gosto de banho quente, chapinha, secador, ar condicionado e ver TV.- Disse.

— E eu não viveria sem meu amor.- Apontei para o notebook.

— Pois é.- Disse.

— Que pena, eu gosto de ver as estrelas.- Falei.

Ri.- Você é impossível.

Sorri.- Você está com ele.

— O que?- Perguntei.

— O colar.- Disse.

— Oh sim. Foi um presente, não foi?- Questionei sorrindo.

— Sim.- Me sentei e a puxei para meu colo.

Sai do colo dele.- Melhor não fazer isso agora.

— Então ficamos assim.- A puxei de volta para ficar abraçado. E aquele tempo não passava e acho que a angustia tomava nós dois.- Quanto tempo faz?

— Quase duas horas, eu acho.- Disse.

— Será que estão escolhendo o seu convento e o meu?- Questionei.

— O meu eu não duvido.- Disse.

— Ok, agora eu estou ficando preocupado.- Me levantei e fui até a janela.- Agora ferrou. Ou nos salvamos.

— Porque?- Perguntei.

— A vó e o vô.- Disse.

— Nossa. Precisava de tanto?- Questionei.

— Não, eles sempre vem aqui no meu aniversário.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Andava pelo quarto, queria saber o que estava acontecendo.

— Jer, você vai abrir o chão desse jeito.- Disse.

— Eu estou ficando nervoso já.- Puxei ela pela mão e a abracei, não ia deixar tirarem ela de mim.

Retribui o abraço e o beijei no rosto.- Calma.

Ia responder, mas a porta se abriu e suspirei quando vi minha vó.- Qual o nosso veredito vó?

— Ficou empatado. As mulheres votaram a favor de vocês e os homens contra. Porém, chegamos a um acordo e tem uma condição.- Olivia disse.

Apertei ela mais contra mim.- Qual?

— Vocês sabem que isso não é algo comum e queremos ter certeza que é verdadeiro e forte como vocês dizem que é. Porque se for algo passageiro, não vale a pena arriscar.- Ela suspirou.- Vocês tem que se casar e só depois de casados poderão ter algo intimo. Até lá ficarão separados. Pode ser no cartório só.

— Não podiam ter falado mais cedo? O cartório essa hora tá fechado.- Disse.

— Amanha então. Tem hoje para pensar direito.- Ela disse.

Soltei Elena e fui mexer nas minhas coisas; achei. Me ajoelhei na frente dela.- Elena, meu amor, quer se casar comigo?

Sorri e o puxei para beija-lo.- Com certeza.

Beijei ela.- Cac...- Olhei a vó.- Caramba, você não vai ser só minha namorada e sim minha mulher. Acho que não podia ter presente melhor.

— Se esqueceu do meu presente, é?- Perguntei divertida.- Vai ficar para amanha, mas...

Ri.- Vamos deixar esse entre nós, não vamos forçar a barra. Mas eu não esqueci ele.

Ela riu.- Ao contrário forcem a "barra", como vocês dizem. Se mostrem apaixonados e não ao contrário.

— Isso é fácil.- Disse.

— Que bom.- Ela falou.

— Ela vai poder ficar? É meu aniversário.- Disse.

— Não querido, não vai poder. É o combinado.- Ela disse.

— Nem a festa vai ter mais, eu presumo.- Disse.

— Se quiser, sim.- Ela disse.

— Melhor, vou avisar para virem amanhã. Vamos ter até festa de casamento.- Disse.

— Tudo bem.- Ela falou.

— E para você?- Ainda estava com ela nos meus braços.

— Por mim tudo bem.- Disse.

— Ai você chama alguém que quiser.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

John chegou na porta.- Elena, vamos embora.

— Tudo bem. Até amanha Jer.- Disse.

— Eu vou descer com você.- Não a soltei e descemos. Eu estava meio irritado com meu pai. Ele tinha votado contra a minha felicidade, o que deveria estar acima de tudo. Mas não ia falar nada. Fui com ela até o carro deles.- Na primeira hora, eu vou lá saber se podemos fazer tudo amanhã mesmo. E comprar um anel de verdade.

Sorri.- Esse está perfeito.

— Você merece mais.- Disse.

— Se você quer gastar dinheiro, tudo bem. Mas esse está perfeito para mim e não vou tirar do dedo.- Disse.

— Você é incrível. Então tudo bem, mas vou ter que ir comprar as nossas alianças.- Falei.

— Eu vou dar a metade.- Disse.

— Você tem que ver o vestido.- Falei.

— Vestido? Jer, é no cartório. Nenhuma igreja nos aceitaria.- Disse.

— Você vai se casar de jeans e tênis? Isso vai ser para história.- Falei.

— Eu tenho vestidos bons em casa. Não preciso comprar um.- Disse.

— Tudo bem. Vamos ter que ver muita coisa, então vamos indo com calma. Mas eu vou comprar as alianças. Não vai ser de ouro, mas o melhor possível.- Disse.

— Eu quero dar a metade. Não vamos discutir isso, vamos?- Questionei.

— Tudo bem, não vou te convencer do contrário mesmo.- Disse.

— Ótimo.- Falei.

— Elena, entra logo no carro.- John disse.

— Eles desejam que sejamos infelizes e ainda querem controlar nosso tempo.- Disse.

— Não fala assim, Jer.- Dei um beijo na bochecha dele.- Boa noite.

— Boa noite.- Cheguei no ouvido dela.- Vou dormir pensando no meu presente.

Sorri.- Cuidado com o resultado desse pensamento.

— Amanhã você vai senti-lo.- Disse.

Sorri e mordi meu lábio.- E vou sentir como sua mulher, o que é melhor.

— Demais.- A beijei.

O afastei.- Não podemos fazer isso aqui, Jer.

O pai dela buzinou.- Melhor ir antes que ele te arraste.

— Ok, boa noite.- Sorri e fui para o carro.

Sorri e esperei eles irem para poder entrar. Amanhã Elena seria minha mulher diante de todos, o resto deixou de importar. Mandei mensagens avisando da mudança da festa e fui para meu quarto. Procurei saber todos os documentos e deixei recado para ela separar os dela. Procurei em joalherias as alianças e achei umas com uns preços bem razoáveis. Quando fui dormir só pensava nela naquele fio dental... Aquilo ia ser perfeito.

O caminho até em casa foi quieto, quieto demais. Minha mãe falava comigo e por mais que soubesse que meu pai não estava bravo comigo, sabia que ele estava se fazendo de difícil. Cheguei em casa e tomei um banho rápido, colocando um pijama e separando tudo necessário. Me deitei na cama e sorri ao pensar que mesmo sendo cedo, eu seria a mulher de Jer. Pensando nisso, logo adormeci.

Amanhã chegou e pulei da cama cedo. Peguei tudo, tomei um café rápido e fui para a porta do cartório. Eles me informaram que entregando tudo, poderiam fazer a tarde a cerimônia. Dei entrada e entrei com os papéis. Avisei a ela. "Cerimônia marcada. 17:00." Procurei um hotel bom e reservei uma suite. Seria estresante ter nossa noite de núpcias na minha casa ou na dela. Comprei as alianças e fui para casa. Agora era esperar a hora. As horas pareciam não passar até que fui me arrumar. Botei uma roupa simples; camisa social branca, calças pretas e terno preto. É, acho que está bom. Quando desci encontrei todos prontos, o que me surpeendeu e a emoção da minha mãe de me ver arrumado assim, me balançou também. Ainda não falava direito com meu pai, mas ele também não falou nade de oposição. Entramos no carro e fomos. Lá avisei que já tinhamos chegado e só esperava a hora.

Quando chegou perto da hora, fui me arrumar. Tomei um banho e sai, me secando e colocando o "presente" do Jer. Coloquei um vestido que era rendado na parte de cima e a parte de baixo era um azul marinho. Terminei de me ajeitar e fui para o cartório.

Eu estava ficando ansioso quando o carro deles apareceu. Quando ela desceu, eu quis correr para agarra-la.- Você está linda.

Sorri.- Obrigada.

— Tenho uma surpresa para mais tarde.- Disse.

— Estou curiosa agora.- Disse.

— Vamos entrar, está quase na hora.- Falei.

— Vamos.- Disse.

Entramos seguidos dos nossos familiares. Bonnie seria a testemunha dela e Matt, meu melhor amigo, a minha. O juiz começou e eu não podia estar mais feliz, acho que nem parava de sorrir. Fiz meus votos e quando botei a aliança no dedo dela, foi como se algo selasse em mim. Ela é minha.

Sorri pelo sorriso dele e coloquei a aliança no dedo dele também.

Fomos para casa e contamos a todos, a maioria nem ligou e comemorou conosco. Foi uma festa simples, mas bem animada. Eu não parava de olhar e em todos os momentos possíves beijar a Elena, eu estava mais que feliz. Quando a maioria dos convidados foram embora, sai com ela e fomos para o hotel.

Chegamos no lugar.- Lugar bonito.

— Sim.- Estacionei e entramos.

— Da onde você tirou todo esse dinheiro, Jer?- Questionei.

— Quer mesmo saber?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Vendi meu X-Box.- Disse.

O olhei e ri.- Sério?

— Foi uma dor, mas nós dois merecemos algo assim. E não queria mexer no que tenho guardado, vamos precisar.- Disse.

— Isso tudo é muito fofo da sua parte, mas não gosto que você me deixe por fora das contas. Não devia ter feito isso sem me consultar e perguntar se não tinha como ajudar.- Disse.

— É o meu presente para gente, não fica brava. Vamos ter muitas contas para dividir.- Disse.

— Me diz como você comprou as alianças sem pedir o meu dinheiro que disse que ia dar?- Questionei.

— Com o que sobrou. É só eu te dar a nota e você me dá metade.- Disse.

Suspirei.- Ok então.

— Vamos falar de mais algo ou vamos subir?- Questionei.

— Vamos subir.- Disse.

— Ótimo.- Peguei as chaves na recepção e fomos para o quarto. Abri a porta e esperei que ela gostasse.

— É lindo.- Disse.

Segurei ela por trás.- Gostou?

— Sim.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Pois é.- Disse.

Fechei a porta e a virei para mim.- Agora tudo que eu quero, é aproveitar o tempo amando a minha mulher.

Sorri.- Não antes dela tomar um banho. Sinto muito quanto ao seu presente, mas eu suei demais e esse vestido já está começando a me irritar.

— Tudo bem. Eu também estou suado, dançamos muito.- Disse.

— Sim.- Disse.

Fomos tomar banho e minutos depois eu abria a champanhe.

Por mais que eu achasse todas essas coisas um absurdo, agora champanhe também, eu não ia falar nada. Não ia mudar o que ele já gastou e nem como ele pensa. Bebi um pouco.

Me levantei.- A mulher mais linda que eu conheço que agora é minha.

— Não exagere, Jer.- Disse.

— Ah, deixa eu curti que agora posso te elogiar e beijar sem medo.- Disse.

— Tudo bem, como quiser.- Disse.

— Você já esteve mais animada.- Falei.

— Se você diz.- Disse.

Ri e bebi da minha taça, depois indo beijar ela.

Retribui o beijo.

Botei as taças de lado e a segurei contra mim. A sensação de ter o seu corpo contra o meu é maravilhosa.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.

Abri o roupão dela. Sentia a minha necessidade ficando mais intensa, eu não transava a um bom tempo.

Acariciava a nuca dele e a outra mão descia pelo seu peito.

A peguei no colo e a levei para a cama.

Nos deitamos na cama e voltei a beija-lo.

Minha mão corria todo o seu corpo, principalmente as pernas; eu adoro elas.

Me arrepiei ao toque dele e continuava acariciando sua nuca.

Percebi que ela estava sem nada e me afastei para olhar ela.- Você é uma perdição.

Sorri e toquei o rosto dele.- Você é bem exagerado, mas eu amo você mesmo assim.- Lhe dei um beijo.

— Fazer o que se a sua visão nua me deixa até tonto.- Beijei pelo pescoço dela.

Ri.- Olha o exagero novamente.- Desamarrei o laço do roupão dele.

— Me querendo nu amor?- Questionei.

— Não vou ser a unica a ficar nua aqui.- Sorri.

— Com certeza não.- Ri e ajudei ela a tirar o roupão, logo tirando o dela.

Voltei a beija-lo e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Peguei nos peitos dela e apertei de leve. Sorri com a expressão dela.

Suspirei pesadamente, mas voltei a beija-lo.

A boca dela era um atrativo, mas o meu tesão estava falando mais alto. Já estava visivelmente excitado, mas tinha que me separar dela.

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— O que foi?- Perguntei.

— Pegar a camisinha.- Disse.

— Ah sim, tudo bem.- Disse.

Peguei rápido no bolso do paletó e tirei a cueca. Coloquei e voltei a ela, me colocando entre as pernas dela.

O olhei e sorri, era engraçado o modo que ele ia lentamente em tudo.- Agora tecnicamente é com você amor.

Sorri e a beijei, me afundando nela.

Gemi contra os lábios dele, mas voltei a beija-lo.

A sensação de estar dentro dela era melhor que qualquer coisa que já tinha tido. Intercalava os beijos com beijos pelo pescoço e quando dava até os peitos.

Me arrepiava aos beijos dele, assim como ao seu toque.

Gemia o nome dela e aumentava a velocidade.

Acariciava os cabelos dele e minha perna nos mantinham ainda mais juntos.

— Lena, você é gostosa demais.- Disse no ouvido dela.

Sorri.- Obrigada.

— Eu te amo.- Disse indo mais fundo.

Gemi e suspirei.- Eu também te amo.

Acelerava e olhar ela mergulhada em tanto prazer como eu, me dava mais prazer ainda.

Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava a lateral do pescoço dele enquanto voltava a beija-lo.

Sentia o orgasmo perto e segurava ela mais contra mim. O beijo tomava a porporção do ritmo que estávamos, sendo intenso e perfeito.

Entrelacei meus dedos em seus cabelos e os acariciava.

Sentia que ela estava perto também, e não demorou a chegarmos a um orgasmo maravilhoso e libertador.

O beijo parou, mas continuava acariciando suavemente seus cabelos.

Não me separei dela e minha respiração se acalmava.- Foi mil vezes melhor que imaginei.

Sorri.- Digo o mesmo.

— Então já tinha imaginado?- Perguntei.

Toquei o rosto dele.- Sempre.

— Que bom que correspondo as suas expectativas.- Me deitei ao seu lado.

— Sim.- Disse.

— Agora vai ser assim para sempre.- Envolvi minha mão na dela.

Sorri.- Com toda a certeza.

— Eu te amo.- Disse.

— Eu também te amo.- Falei.

Aquela noite foi simplesmente perfeita. Ficamos ali no outro dia e começamos a resolver as nossas vida. Primeiro arrumamos onde morar e eu arranjei um trabalho, não era grande coisa, mas tinha um lucro bom. Ela também arrumou algo e aos poucos fomos juntando dinheiro e arrumando nossa casa. Nossos pais se convenciam de que realmente nos amávamos e até queriam ajudar. Com o tempo fui deixando de lado a posição que eles tomaram, mas não ia esquecer aquilo. Nossa formatura chegou e logo estávamos na faculdade. Era puxado trabalhar, estudar e dar conta de casa, mas eu ajudava a Elena e ela me ajudava. Cada dia sabia mais que ela era a mulher da minha vida. Tínhamos planos de no futuro ter filhos e uma casa nossa. Mas isso íamos conquistando aos poucos. O mais importante já temos; um ao outro e só de não ter que esconder o que sentimos já é uma grande felicidade. Com o tempo nem lembrava que ela era minha prima, que na verdade era o meu grande amor.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Eles são fofos né? Gostaram do nosso primeiro incesto? Imaginaram eles juntos já? HAHA' Bem, o próximo é Elijah e Octavia. Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)