Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, agora é Dean e Hanna... espero que gostem :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo... P.S: Nos atrasamos nas postagem, porque meu pai faleceu na quinta feira e vocês sabem como é isso... e também porque não tinha um capítulo pronto e tudo mais.

POV Misto. (Dean e Hanna.)

Finalmente dispensa. Sabia que podiam me chamar de volta, mas por meses poderia estar em casa. Minha mãe era só sorrisos no aeroporto e foi bom abraçar meu pai e meu irmão. Conhecer minha cunhada e saber que estaria ali quando minha sobrinha nascesse. Passei dias curtindo a praia e vendo cada gata que vou te dizer. Ah, nem me apresentei; sou Dean Winchester, Capitão do exército America e estava a cinco anos servindo no Iraque. Tinha vindo em casa algumas vezes, mas poucas e rápidas. Agora estava dispensado por fadiga e estresse. Bem, voltando as gatas da praia, se tem uma coisa que preciso tirar o atraso é de uma boa foda. Meu olhar focou uma loira gostosa, ela veio comprar um refrigerante perto de mim e não deixei de a secar.

Notei o olhar de um cara em mim e sorri internamente. Homens não sabem disfarçar ou não querem disfarçar.

— Oi gata.- Cheguei nela.

Me virei.- Hey.

— Você é linda demais para estar sozinha por aqui.- Disse.

Tomei do refrigerante.- Mas estou. Gosto de vir a praia sozinha. E você?

— Depende, mas costumo preferir uma boa companhia.- Disse.

— Então está com quem?- Perguntei.

— No momento com você.- Disse.

Sorri.- Então está em ótima companhia.

— Estou achando que sim.- Disse.

Sorri e voltei a beber.

Comprei uma cerveja para mim.- Mas sério, está sozinha?

— Na praia? Sim.- Disse.

— E em outros departamentos?- Perguntei.

— Você quer dizer se estou solteira? Sim, estou.- Disse.

— Agora ficou melhor ainda.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque ai posso me aproximar mais.- Se ela era gostosa de longe, de perto era mais ainda, esses peitos...

— E porque quer se aproximar?- Perguntei.

— Preciso de porque?- Questionei.

— Claro. Preciso saber se você tem boas intenções.- Sorri.

— São as melhores.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Então, posso te acompanhar?- Perguntei.

— Claro.- Falei.

— Quer pedir alguma coisa para comer?- Questionei.

— Não, já comi.- Disse.

— Isso é uma pena.- Pedi uma porção de fritas.

— Pois é.- Disse.

— É daqui?- Perguntei.

— Sim e você?- Questionei.

— Também, mas estava fora a trabalho.- Disse.

— Trabalha em quê?- Perguntei.

— Segurança.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Você só estuda?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Bons tempos.- Disse.

— Pois é.- Cruzei minhas pernas e fiz um coque no meu cabelo.

Olhei aquelas pernas e salivei.- Não está com calor?

— Sim. Por isso fiz o coque.- Sorri e apoiei meus cotovelos na mesa, bebendo do refrigerante.

— Podemos ir nos refrescar?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

Coloquei meu celular ali e fomos.

Entramos na água e molhava meu pescoço.

— Melhor agora?- Perguntei.

— Sim e você?- Questionei.

— Nem tanto.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque não estou com calor só assim.- Disse.

— E como então?- Questionei.

— Assim.- A puxei pelo pescoço e a beijei.

O afastei.- Está louco?! Você é bonito e tudo mais, e realmente pensei que estávamos tendo algo legal aqui. Mas eu não sou uma dessas vadias que você pega na esquina não.- Sai da água e fui para onde estava minhas coisas.

Nossa. Fui atrás dela.- Hey, calma ai.

— Me deixa.- Disse.

— Você é nervosinha.- Disse.

— E você um tarado.- Peguei minhas coisas e fui até onde tinha os táxis.

Ela era direita. Fui atrás dela. A reação dela me atiçou.- Eu achei que estava pensando no mesmo que eu.

— Pelo jeito não.- Disse.

— Não precisa reagir assim também.- Disse.

— Melhor você procurar alguma vagabunda por ai. Deve ter várias. Já que está tão apressado. Boa sorte.- Parei o táxi, entrei e sai dali.

Nossa, o que eu perdi? Desde quando as garotas se ofendem por causa de um beijo? Voltei para a praia e fiquei até o sol se pôr. No outro dia decidi ver um amigo que não via a muito tempo. Consegui o endereço dele e fui até lá. Toquei a campainha.

Ela abriu a porta.- Dean? Já voltou de viagem?

— Finalmente. Continua ótima Ashley.- Disse.

Ela sorriu.- Você também. Entre. Tom está tomando banho e já vai descer.

— Tudo bem, obrigado.- Entrei e me sentei no sofá.

Tinha tomado banho e colocado meu pijama, quando a fome bateu e resolvi descer.- Mãe, que horas o jantar vai...- Parei quando vi o "cara" sentado no sofá. Como ele parou ali?

Eita porra, a gostosa da praia. E aquele pijama a deixava mais gostosa ainda.

— O que ele está fazendo aqui?- Perguntei enquanto terminava de descer as escadas.

— Hanna, seja mais educada. Desculpe Dean, ela pode ser hostil as vezes.- Ela disse.

— Hostil? Eu não sou hostil.- Disse.

— Talvez um pouco.- Sorri. Conforme ela descia os peitos dela balançavam, que maravilha.

O olhei.- E você é muito educado, não é?- Cruzei meus braços.

— Hanna!- Ela exclamou.

— O que aconteceu com essas meninas?- Questionei.

— Se acham as donas da verdade. Dean.- Tom sorriu e se abraçaram.

Franzi o cenho. Eles eram amigos? Esse era o tal amigo da guerra? O desgraçado me beija e ainda mente sobre o que é? Ótimo.

— Você está fora de forma.- Disse.

— E você inteiro. É bom te ver assim.- Ele falou.

— Meu pai não está fora de forma.- Disse.

— Perto de quando nos conhecemos, sim.- Disse.

— Está lindo do mesmo jeito.- Ela sorriu e beijou a bochecha do marido.

Suspirei.- Tem algo para comer na cozinha?

— Eu devia ter avisado, atrapalhei o jantar de vocês.- Disse.

— Que nada, fique para jantar conosco.- Tom disse.

— Claro, será bem vindo. Hanna, você devia colocar uma roupa.- Disse.

— Exatamente, estamos com visita.- Tom falou.

— Tudo bem, já volto.- Subi.

Isso era uma pena, estava gostando tanto de a ver assim. Era sexy.

Troquei de roupa e voltei a sala.

Tínhamos ido a mesa e acabou que sentamos lado a lado, o perfume dela era uma delícia.

Podia sentir o calor dele, pois estávamos realmente perto. Eu não estava realmente brava com ele, mas não ia dar o braço a torcer tão fácil. O que me intrigava é que ele é realmente mais velho e mesmo assim não parece.

Servi do suco para ela e nos esbarrei. Eu tava doido para a beijar de novo. O que provei já tinha sido uma delícia.- Ashley, sua comida está ótima.

Ela sorriu.- Obrigada Dean. E você não está namorando ninguém?

— A minha única garota era minha arma. Não tinha tempo para ter algo a mais que uma noite.- Disse.

— Entendo. E voltou para ficar agora?- Ela perguntou.

— Por enquanto sim, de licença.- Disse.

— Pelo que?- Tom perguntou.

— Estresse.- Disse.

— Você não parece estressado.- Disse.

— Claro, aqui está tudo calmo. Sem tropas, ataques ou bombas.- Tom disse.

— Entendo.- Disse.

— E isso é só o começo.- Falei.

— Imagino.- Ela disse.

Eu podia facilmente escutar tudo a minha volta, tiros bombas, gritos...

— Dean?- Tom chamou.

— Melhor deixarmos esse assunto de lado.- Ela disse.

Despertei e vi que apertava os talheres, e eles me olhavam.- Desculpa.

— Tudo bem.- Tom disse.

Parece que os adolescentes sobravam ali no momento.- Hã... eu vou subir. Fiquei de conversar com o Caleb depois do banho e acabei deixando ele esperando.- Me levantei.

— Esse garoto de novo?- Tom questionou.

— O que tem?- Perguntei.

— Sabe o que eu acho.- Ele disse.

— Ele é legal, pai.- Disse.

— Ele não é confiável.- Ele disse.

— Porque?- Questionei.

— Não sabemos nada sobre ele, de onde vem, como é a sua família, onde vivia... Não quero você com ele.- Ele disse.

Suspirei.- Pai, ele é só um garoto, não um serial killer.

— Nunca se sabe.- Disse.

— Tem muitos amigos seus mais aceitáveis, por favor Hanna.- Ele disse

— Aceitáveis como?- Questionei.

— Hanna, você não vai namorar ninguém por enquanto, então deixe de preocupação.- Ele disse.

— E porque não?- Perguntei.

— Porque não.- Ele disse.

— Você está parecendo o pai da Ashley.- Disse.

Ela suspirou.- Tom, para com isso. Ela está mais do que na idade de namorar. E você mesmo disse que gostaria que ela casasse cedo. Isso seria meio impossível se ela não namorar.

— E eu também gosto da ideia de casar cedo.- Disse.

— Quando eu disse isso?- Ele questionou.

Eu assistia de boa aquela discussão diferente.

Suspirei pesadamente.- Não importa, pai. O que importa é que a vida é minha e eu sei cuidar dela. Eu te amo, mas não exagere.- Dei um beijo na bochecha dele.- Boa noite.- Subi.

Ela era diferente, sei lá por que. Eu e Tom ficamos conversando até tarde e quando ia embora olha a surpresa, meu carro não pegava.

Escutei um barulho e fui até a varanda do meu quarto, me debruçando ali.- O que foi?

— Minha belezinha tá de manha, não quer pegar.- Disse.

Ri. Era engraçado o jeito que ele falava.- Que chato.

— Chama o seu pai aí.- Disse.

— Ok. Já volto.- Fui chamar meu pai.

Não demorou e Tom veio.- Ei cara.

— O que houve?- Ele perguntou.

— Não quer pegar.- Disse.

— Agora já é tarde e ninguém vai te atender, então entre e durma aqui hoje.- Ele disse.

— Mas é seguro?- Perguntei.

— Porque não seria?- Ele perguntou.

— Tudo bem.- Tranquei tudo e fui com ele.

— Você vai ter que dormir no quarto da Hanna porque o quarto de hóspedes está em reforma. Mas temos colchões aqui.- Ele disse.

— Você não se importa?- Perguntei.

— Claro que não.- Ele falou.

— Sem problemas então.- Disse.

— O quarto que está o colchão é o segundo do corredor e o quarto dela é sem ser uma porta do lado desse quarto, na outra. Os lençóis ela tem lá.- Ele disse.

— Tudo bem, obrigado. Tom, desculpa o incomôdo.- Disse.

— Não é incomôdo nenhum.- Disse.

— Boa noite.- Fui até o quarto. Bati na porta e entrei.

Já estava de pijama e agora estava deitada de bruço na cama, conversando pela webcam com o Caleb quando o Dean entrou.- Hey. O que foi?

— Eu vou dormir aqui.- Disse.

— Quem é Hanna?- Caleb perguntou.

— É o Dean. Um amigo do meu pai.- Me sentei.- E tudo bem.

— E ele vai dormir com você?- Caleb questionou.

— Sim.- Disse.

Tinha ido buscar o colchão.- Onde posso colocar?

— Onde quiser.- Disse.

Botei ao lado da cama dela.- Esse é o cara? Tá mais para magricelo.

— Viu? Estão implicando com você.- Disse.

— Ele se acha o que? O Hulk? Deve estar cheio de bomba e sendo um coroa metido a garotão.- Ele disse.

— Quando começar a ser homem, fala comigo. Seu pai disse que teria lençóis.- Disse.

— Vocês dois não discutam e tem no meu guarda roupa. Primeira porta.- Disse.

Fui e abri. Peguei o lençol, era tão diferente do que eu estava acostumado. Perfumado e macio.

— Quer dizer que seu pai não te confia comigo, mas confia nesse estranho dormir com você?- Ele questionou.

— Não tente entender a cabeça do meu pai, Caleb. E cuidado para não ver minhas calcinhas ai.- Ri.

— Estão aqui?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Interessante.

— Deixa de ser tarado.- Disse.

— Olha o que achei.- Falei.

— O que?- Perguntei.

— Uma de renda vermelha. Loiras de vermelho...- Disse.

— Dean! Larga isso.- Disse.

— Cheirosa.- Disse.

— Dean!- Exclamei.

— O que?- Perguntei.

— Não fique cheirando minha calcinha. É estranho.- Disse.

— Como é que é? Hanna, tira esse cara dai!- Caleb exclamou.

— Caleb, relaxa.- Disse.

Forrei a cama e tirei os sapatos, depois a camisa.

— Que cicatrizes são essas?- Perguntei.

— Eu estava numa guerra Hanna. Essas coisas são comuns.- Disse.

— Não é comum para mim.- Disse.

— Hanna, ainda está ai?- Caleb perguntou.

— Sim.- Respondi.

— Por que não desliga isso logo? Não está prestando atenção mesmo.- Disse.

— Dean, ele é meu amigo e estou prestando atenção sim.- Disse.

— Amigo?- Ele questionou.

Sorri.- Eu não sei classificar uma relação que teve alguns beijos. Você não me pediu em namoro nem nada.

— É isso que está esperando?- Ele perguntou.

— No momento não. Estamos bem do jeito que estamos. Isso vai com o tempo.- Disse.

— Eu não me incomodaria.- Ele disse.

— Sei que não.- Disse.

— Vamos sair amanhã?- Ele perguntou.

Fui no banheiro, que lugar de mulherzinha esse. Tomei um banho e voltei só de cueca.

— Claro, vamos sim.- Disse.

— Ah, merda.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Meu remédio ficou em casa.- Disse.

— Ele toma remedinho. Cadê o homem agora?- Caleb questionou.

— Que remédio?- Questionei.

— Para conseguir dormir.- Não ia dizer que eram dois e o outro de ansidade.

— Minha mãe tem. Quer?- Perguntei.

— Melhor eu não incomodar mais vocês.- Disse.

Sorri.- Você não incomoda.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu agradeço então.- Disse.

— Vou ir pegar. Já volto.- Disse a Caleb e sai.

Me deitei e era um saco isso. De um ano para cá minha mente estava tão cansada e atormentada que só conseguia desligar com remédio.

Voltei com o remédio.- Aqui.

— É parecido com o meu. Valeu.- Tomei.

— De nada.- Passei por cima do colchão e como era de ar, perdi o equilíbrio e cai de bunda no colchão, logo rindo.- Desculpe. Eu sou um desastre ambulante.

Ri.- Uma videocassetada é sempre bom.

— Engraçadinho.- Me levantei.

— Bela bunda.- Comentei.

Sorri.- Você não presta.- Subi na cama.

— Só estou falando a verdade.- Disse.

Ri.- Ok.

Me deitei.- Vai falar muito ainda com o magricelo?

— Ele não é magricelo e já vou parar. Tenho que dormir.- Olhei para a tela do notebook.- Caleb, tenho que ir. Preciso acordar amanha.- Ri.

— Tudo bem, nos vemos amanha.- Ele disse.

— Ok, até amanha.- Disse.

— Até.- Ele disse.

Desliguei o notebook e me ajeitei na cama.

— Foi mal por ontem. Não sabia que ia reagir assim.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— Você ficou bem irritadinha. Se não estivesse, essa noite seria uma noite bem mais gostosa.- Disse.

Me apoiei no meu cotovelo, olhando-o.- Você está dizendo que queria transar comigo?

— Com certeza. Não estou dizendo que seria hoje, mas isso seria algo delicioso.- Disse.

Sorri.- Você é meio louco.

— Eu diria que está mais para completamente.- Disse.

— Verdade. Porque eu poderia dizer tudo ao meu pai e ele ia ficar louco.- Disse.

— Mas você não disse.- Disse.

— Nem vou dizer. É legal saber que caras mais velhos se interessam por mim.- Disse.

— Se interessar é pouco. Você é uma delicia.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— E ele tem razão. Esse magricelo é pouco para você.- Disse.

— E porque?- Perguntei.

— Porque um cara que saiu com você e não tratou de a ter dele é um burro.- Disse.

— Não é bem assim. Você me beijou, mas nem por isso me pediu em namoro.- Disse.

— Você saiu correndo.- Disse.

— Você ia me pedir em namoro sem me conhecer?- Perguntei.

— Não! Olha, me desculpa Hanna, você é um amor e eu não sou bom para alguém namorar.- Me ajeitei na cama.

— Hã... Ok. Eu não estou te intimando. Até porque você vai querer alguém da sua idade.- Desliguei o abajur.- Boa noite Dean.- Sorri e me virei para o outro lado.

Eu não me importaria de ter alguém mais novo, mas eu não sou mais eu mesmo. E ninguém em sã consiência quer ter alguém assim a seu lado. O remédio começou a fazer efeito e eu dormi. Me virei na cama e abri os olhos, estava na tenda de novo, um dos meus soldados me chamava, estávamos sendo atacados. Pude ouvir uma granada. Alcancei minha arma e comecei a ordenar o pessoal, era de noite e aqueles filhos da puta usavam isso a seu favor. Eu tinha perdido alguns dos meus e eu não ia perder mais ninguém, ia matar todos eles.

Escutei um barulho e me acordei. Percebi que era Dean e toquei no braço dele.- Dean.

Winchester, Dean! Eu ouvia meu nome por todo lado. Levava o pelotão para fora dali, mas o ataque continuava. Tivemos combate corpo a corpo e eu ouvia mais tiros.

Ele estava mais agitado. Desci da minha cama e me ajoelhei no colchão, cutucando-o.- Dean, acorde.

Um veio lutar comigo, o peguei fácil, mas ele me chamava pelo meu nome, como... Balancei a cabeça e aquele cenário ia se desfazendo, e um par de olhos azuis me encaravam assustados pela forma que a pegava.- Hanna?- A soltei, me afastando.- Deus, me desculpa.

— Hã... tudo bem.- Menos os meus braços que não irão ficar bem. Me levantei e voltei a minha cama.

— Merda, eu podia ter te machucado. Eu estou muito fodido mesmo.- Me levantei, estava suado. Aquilo me incomodava.

— Esquece isso.- Disse.

Fui para o banheiro, tomando um banho. Mas sabia que não adiantaria, estava agitdo demais. Seria mais uma noite em claro.

Como ele toma banho. Me ajeitei na cama, tentando dormir novamente.

Voltei e me sentei no canto, junto a janela. Assim podia me distrair.

Peguei meu celular e fiquei jogando até conseguir dormir novamente.

Olhei depois de um tempo e ela tinha dormido com celular na mão. Fui até lá, tirando. Não resisti em deitar ali e lhe fazer uma companhia silenciosa.

Quando me acordei, estava aconchegada no peito de alguém. Levantei meu olhar e vi Dean. Dei pulo quando o vi.- O que é isso?

Despertei. Tinha cochilado quando o sol nascia e percebi como ela estava.- Bom dia para você também.

— Como você veio parar aqui?- Perguntei.

— Eu não sei.- Menti.- Lembro de vir separar você do seu celular, estava babando em cima dele.

— Eu não babo.- Disse.

— Baba sim.- Falei.

— Não vou discutir isso com você.- Me levantei.- Vou tomar banho.

— Onde vai?- Perguntei.

— Agora a lugar nenhum. Talvez tomar um sol na piscina.- Disse.

— Gostei da ideia.- Disse.

— Gostou?- Peguei um biquíni no guarda roupa e joguei em cima da cama.

— Gostei mais ainda do biquini.- Disse.

Ri.- Que bom. Já volto.- Entrei no banheiro.

Percebi que ter ela nos meus braços me fez relaxar, coisa que não fazia a muito tempo. Me ajeitei na cama, inspirando aquele perfume gostoso e esperando.

Tomei o banho e sai enrolada na toalha. Voltei ao quarto e fui pegar minha necessaire e o biquíni.

Cacete, como ela é gostosa. Parecia um sonho pervertido real, só faltava aquela toalha cair.

— Já volto. Novamente.- Sorri e voltei ao banheiro.

Cara, ela é uma garota ainda e mesmo assim estava me incendiando. Não pensaria duas vezes antes de a jogar nessa cama e saborar aquele corpinho, a fazendo minha.

Coloquei o biquíni e terminei de me ajeitar, voltando ao quarto.

Agora eu estou fodido de vez. Gostosa não fazia jus ao que ela estava.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Quer a verdade?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Não. Você está gostosa pra cacete.- Disse.

— E isso é ruim?- Perguntei.

— É quando não posso pegar você.- Disse.

Sorri.- Você é bem direto.- Peguei o protetor solar e me sentei na cama, começando a passar.

— Você sabe disso, não tem porque eu esconder.- Disse.

— Não tem mesmo.- Falei.

— Posso passar?- Questionei.

— Hã... pode.- Entreguei a ele.

Coloquei um pouco na mão e passei nas costas dela, massageando o ombro.- Desculpe as mãos grossas.

Sorri.- Tudo bem. Seria estranho homens terem mãos macias.

— Ainda mais vivendo num lugar tão seco como eu estava.- Disse.

— Devia ser horrível.- Falei.

— O que?- Perguntei.

— A guerra e como vivia.- Disse.

— A situação é sim. Mas a todo momento você vê casos e dá graças a Deus por estar inteiro ou vivo. E conhece pessoas que fazem amenizar a saudade de casa, faz os poucos tempo tranquilo, ser divertido. Mas eu pelo menos não tinha familia minha. Vi várias vezes bravos soldados que perdiam qualquer postura ao falar com filhos ou esposas. Isso sim seria duro. Já era difícil lidar com a preocupação da minha mãe, imagino a de uma mulher minha.- Disse.

Assenti.- Eu posso imaginar. Na verdade talvez nem possa já que nunca passei por nada parecido.

— Pois é.- Disse.

— Sim.- Disse.

Passei mais para baixo.- E esse magricelo é para valer?

— Ele não é magricelo, Dean. E bem, eu não sei. Tivemos algumas coisas, mas não sei se estou apaixonada.- Disse.

— Não está.- Disse.

— Como sabe?- Perguntei.

— Se estivesse não teria dúvida.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

A pele dela era macia e eu estava me segurando para não me excitar.

Baixei as alças do biquíni e segurava na frente.- Passa ai. Não é época para marcas.

— Com todo prazer.- Disse.

Ri.- Ok.

Passei onde ela pediu, tentando não escorregar para os peitos dela.

— Posso fazer uma pergunta?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

— Eu sempre tive curiosidade de saber se na guerra ia alguma mulher para vocês se "divertirem". Porque na mesa de jantar ontem você disse que só tinha e tem sexo casual. E como você ficou cinco anos na guerra, só pode ter sido lá. E ai me veio essa questão na cabeça. Ia mulheres para lá?- Perguntei.

Ri.- Não. Entre os turnos tínhamos folgas, ai saíamos pela cidade descontrair.

— Coitadas.- Disse.

— Não é assim como está pensando também.- Disse.

— Sei.- Disse.

— É verdade.- Falei.

— Ok.- Disse.

Fingi que me distrai e desci no peito dela.

Olhei a mão dele e o olhei, sorrindo.- Sua mão é bem esperta.

— Desculpa.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Onde mais?- Perguntei.

Ajeitei as alças.- O resto eu passo na espreguiçadeira.

— Estou convidado?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Só que vou ter que buscar roupa.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Infelizmente me separei dela.- Na verdade, antes tenho que consertar meu carro.

— Ok, tudo bem.- Disse.

— Deixa eu cuidar então.- Me levantei e comecei a arrumar onde tinha dormido.

— Não precisa arrumar. Eu arrumo.- Disse.

— É o costume.- Disse.

— Entendo.- Disse.

Terminei de dobrar e dei a ela.- Obrigado.

— De nada.- Disse.

— Vou guardar esse e descer.- Peguei o colchão.

— Ok.- Disse.

Vesti minha roupa, coloquei o colchão no lugar e desci. O carro eu mesmo consegui arrumar e fui em casa rápido. Voltei com roupa própria para piscina.

Estava deitada na espreguiçadeira quando ele chegou.

— Agora eu digo, que visão.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Tirei a camisa e a bermuda.- Tem alguém em casa?

— Não. Meu pai foi chamado no trabalho. Disseram que ele ganhou uma promoção que participou. E minha mãe está no trabalho.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é.- Falei.

Entrei na piscina.- A água está uma delícia.

— Imagino.- Disse.

— Vem para cá.- Disse.

— Ok.- Me levantei e entrei na piscina.

— Estava certo não?- Perguntei.

Sorri.- Sim.

— Agora não vem muito para cá para não se afogar.- Disse.

Ri.- Ok.

— Está de férias?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Parece séculos que estudei.- Disse.

— Quem dera eu não estudasse mais.- Disse.

— Pretende fazer o que?- Perguntei.

Peguei um pouco de água e lavei meu rosto.- Não decidi ainda.

— Ah sim. Eu sempre quis algo do tipo que faço.- Disse.

— Nunca quis ter uma mulher?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Ele não parecia de muita conversa com esse assunto, então era melhor não insistir. Mergulhei.

Esperei ela voltar.- Porque?

— Nada.- Disse.

— Sempre foi curiosa?- Perguntei.

— Não é curiosidade, só é conversa.- Disse.

— Você parece curiosa.- Disse.

— Se você acha.- Falei.

— Eu gosto disso e de como é bravinha.- Disse.

— Eu não sou brava.- Disse.

— É sim.- Cheguei junto dela.

— Não sou não.- Disse.

— É sim.- Segurei ela.

— Não.- Disse.

— Sim.- Disse rindo.

Sorri.- Não.

Comecei a apertar ela.

Ri.- Para!

— Você é tão fofinha.- Disse.

— Está me chamando de gorda?- Perguntei divertida.

— Não. Que é gostosa de pegar.- Disse.

Ri.- Valeu.

Puxei ela contra mim.- Pelo visto por inteiro.

Minha respiração falhou.- E como sabe?

— Dá para sentir.- Disse.

Minha mão estava no peito dele e podia sentir as cicatrizes no peito dele, mas isso só o deixava mais sexy e com um toque mais de... homem. Outra coisa que podia perceber é que só um braço dele era necessário para fazer a volta na minha cintura e que me sentia bem ali.- Bem, isso não sei te dizer.

Eu tinha consciência de que estava na casa dela e que a qualquer momento podia chegar alguém, mas era tão bom a sentir assim. Ela tinha o corpo perfeito e um gênio que eu adorava testar.

O olhei.- O gato comeu sua língua?- Perguntei divertida.

— Não, ela está se segurando para não fazer o que gostaria.- Disse.

— Que seria?- Perguntei.

— Algo que você não quer.- Disse.

— Como sabe?- Perguntei.

— Por que eu já tentei.- Disse.

— Isso pode ser por causa que na primeira vez nós nem nos conhecíamos.- Disse.

— Só por isso?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Quer dizer que agora é diferente?- Perguntei perto da boca dela.

Olhei os lábios dele e depois a ele.- Sim.

Foda-se, eu não era de ferro. Pela segunda vez cedi a vontade de ter aquela boca na minha.

Dessa vez, retribui o beijo.

Deixei o beijo fluir e sentir a boca dela, era realmente gostoso.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Segurei a cintura dela contra mim e deslizava a mão por suas costas.

Me arrepiava com o toque dele e acariciava seu peito.

O beijo dela me deixava diferente, sei lá, era bom, como se aquela boca estivesse esperando pela minha.

Realmente eu não me importava que ele tinha praticamente a idade do meu pai. Eu gostava da sensação dele ser mais velho. Fomos parando o beijo.

— Muito melhor que você sair correndo.- Disse.

— Você se apega muito a uma situação em especial, não é mesmo?- Questionei.

— Foi engraçado.- Disse.

— Porque é super normal um cara que você conhece a cinco minutos te agarrar e beijar.- Disse.

— Eu já vi em três.- Falei.

— Então procure essa de três.- Disse.

— Não, prefiro essa daqui.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Essa piscina está ficando mais quente ou é impressão minha?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

Ri.- Nada baby.- A beijei de novo.

Retribui o beijo novamente.

Ficamos entre beijos até que eu ouvi barulho de carro.- Alguém chegou.

— Deve ser meu pai.- Disse.

— Melhor sair da piscina. Ou melhor você sair, eu vou continuar me resfriando.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Você não é tão inocente assim.- Disse.

— Oh. Acho que preferia ser.- Sai da piscina.

— Nunca será.- Puta que pariu. Com uma visão daquela eu não ia esfriar tão cedo.

POV Hanna.

Me enrolei em um toalha.- Nos vemos depois.- Sorri e entrei em casa.

— Hanna, quem está com você?- Meu pai perguntou.

— Seu amigo.- Disse.

— Dean ainda está aqui?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Bem, eu tenho uma notícia. Eu e sua mãe vamos viajar. A promoção que sai para ver.- Ele falou.

— Sério? Para onde?- Questionei.

— França. Duas semanas.- Ele disse.

— Uau, isso é ótimo.- Disse.

— Sim. Ela foi fazer compras, mas não sei com quem deixar você.- Ele falou.

— Ah, eu fico sozinha pai. Não precisa incomodar ninguém.- Disse.

POV Misto. (Dean e Hanna.)

Entrei na sala.- Quem vai ficar sozinha?

— Eu.- Respondi.

— Dean, você não disse que ia ter que ficar em algum lugar até reformar a sua casa?- Tom perguntou.

— Sim, as reformas começam essa semana.- Disse.

— Você mora sozinho?- Perguntei.

— Sim. Só estava na casa dos meus pais enquanto rearrumava a casa, mas ai vi que precisava de uma reforma.- Disse.

— Ah sim, entendo.- Falei.

— Então você fica aqui e olha a minha filha para mim.- Ele disse.

— Tem certeza? Olha, não sou baba não.- Disse.

— Eu não preciso de babá.- Falei.

— Dean, eu te conheço e sei que não vai deixar nenhuma besteira acontecer aqui.- Ele disse.

— Besteira?- Questionei.

— Tá, tá, eu faço esse sacríficio.- Ele mal sabia quem ele estava deixando ali.

— Bem, vocês se entendam. Eu vou tomar uma ducha rápida para tirar esse cloro. Já volto.- Subi.

Conversamos e acertei tudo com ele. Mal esperava ele ir para eu poder ficar com a Hanna. Eles viajaram a três dias e eu levei minhas coisas para a casa.

Escutei um barulho e sabia que era Dean. Ele tinha pego a chave. Desci vestindo uma blusa e uma calcinha somente. Além da preguiça, gostava de provoca-lo. Eu sei, sou má. Fazer o que?

A olhei.- Você está brincando comigo, né loirinha?

— Porque?- Questionei.

— Aparecendo toda sexy assim.- Disse.

— Ah, isso não é nada. Eu estou vestida.- Disse.

— Está gostosa.- Falei.

— Valeu. Bem, o quarto de hóspedes foi liberado ontem.- Disse.

— Hóspedes?- Questionei.

— Porque?- Perguntei.

— Achei que ia ficar no seu.- Disse.

Sorri.- Você quer?

— Claro. Adoro aquelas florzinhas.- Disse.

Ri.- Isso porque você ainda não experimentou meu travesseiro natural.- Disse provocando e subindo para o meu quarto.

— Está disponível?- Perguntei.

— Eis a questão.- Disse.

— Que duvida trágica.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Chegamos ao quarto dela e coloquei minhas coisas lá.

— Fique a vontade.- Me deitei na cama de bruço e fiquei mexendo no celular.

A olhei.- Eu poderia ter essa visão todos os dias.

— Qual?- Perguntei.

— A que estou tendo agora.- Disse.

Sorri.- Bem, você terá por duas semanas.

— E eu vou aproveitar cada segundo delas.- Fui até a cama.

— E como?- Perguntei.

— Eu quero ter cada partezinha dele e você vai gostar disso.- Disse.

— Vou?- Perguntei.

— Com certeza.- Toquei a perna subindo.

— E o que te faz ter tanta certeza?- Questionei.

— Eu sou bom no que faço.- Chegava a bunda dela e apertei.

Sorri e me virei de lado para olha-lo.- Mas antes de tudo, você precisa saber de uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— Eu sou virgem.- Disse.

Até me engasguei.- Como?

— Eu sou virgem.- Disse.

— Me provocando desse jeito e é virgem?- Questionei.

Me sentei na cama.- Sinto muito. Não queria engana-lo. Longe disso. E também não precisa querer nada comigo. Eu sei que você só gosta de "sexo casual" e com certeza esse não seria um jeito que eu gostaria de perder minha virgindade. Então tudo bem, sério.

— Oww, vamos com calma ai. Acha que estou aqui por querer só sexo com você?- Perguntei.

— E não é?- Questionei.

— Não! Achei que tivesse percebido isso por ainda não ter avançado em nada.- Disse.

— E eu pensei que você tinha percebido que eu sou bem lerda. Você tem que ser direto comigo, se não nunca vou entender.- Disse.

Eu teria ficado chateado se a resposta tivesse sido outra, mas com essa me fez sorrir.- Você não é lerda.

— Sim, eu sou.- Disse.

— Nunca diga essas coisas sobre você. Você tem que se valorizar antes de qualquer um.- Disse tocando seu rosto.

Sorri e toquei a mão dele.- Não seja dramático. Não estou me fazendo de vitima ou me desprezando.

— Não estou sendo. Só não quero você pensando assim.- Disse.

Sorri e lhe dei um selinho.- Tudo bem.

— Agora vamos cuidar mocinha.- Dei um tapa nas coxas dela.

— Cuidar?- Perguntei.

— Fazer almoço.- Disse.

— Fazer almoço? Vamos encomendar algo.- Disse.

— Por mim. Depois de comer tanta ração, qualquer comida é bem vinda.- Disse.

— Ração?- Questionei.

— É o apelido da comida que levamos na mochila.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Liga não, alguns hábitos são difíceis de perder.- Disse.

— Tudo bem.- Me levantei e coloquei um short.- Vamos descer então.

— Por que se vestiu?- Perguntei.

— Queria que ficasse só de calcinha?- Perguntei.

— Por favor.- Disse.

Ri.- Ok.- Tirei o short novamente.

— Não me importo com a blusa também.- Disse.

Ri.- Tarado.- Tirei a blusa também.

— Ai cacete.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Como eu vou fazer para não pular em você? Só de te olhar já tô excitado.- Disse.

Sorri.- Assim eu fico com pena.- Sai do quarto, descendo as escadas.

Fui atrás dela.- O que vamos pedir?

— Comida mexicana?- Perguntei.

— Ótimo.- Eu não conseguia tirar os olhos dos peitos dela.

Mordi meu lábio e sorri com o olhar dele.- Vou ligar então.- Peguei o telefone e me sentei no sofá, ligando.

Sentei do lado dela. Como podia ser tão gostosa? Comecei a tocar a perna dela.

Esperei um pouco e atenderam.- Hey Toby, é a Hanna.

— Oi linda.- Ele disse.

Subi mais a mão.

Olhei a mão dele. Ele é impossível.- Eu queria fazer o pedido de sempre, só que em dobro. Tenho companhia hoje.

— Tudo bem. Vou mandar reforçado como sempre.- Ele disse.

— Ok, valeu. Quanto tempo leva?- Perguntei.

— Trinta minutos.- Ele disse.

— Ok, tchau.- Desliguei.

— Pronto?- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Sim. Chega em meia hora.

— Bom, estou com fome.- Fiz mesmo pelo ombro dela.

Sorri.- Você tem cara de quem come bastante.

— Com certeza.- Disse.

Ri.- Imaginei.

— E você não é daquelas que vivem de dieta, né?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Não gosto dessas frescuras.- Disse.

Ri.- Você pode saber tudo sobre o mundo masculino e guerra, mas com certeza é burro no mundo feminino. Mas tudo bem.

— Burro?- Questionei.

— Sim. Você acha que sou assim por algum milagre? Que como duzentos chocolates e sou assim?- Perguntei.

— Ai é controle.- Disse.

— Sei.- Disse.

— E eu não sou burro.- Disse.

Ri.- Ok.

— Tem nenhuma manta por aqui não?- Perguntei.

— Porque?- Questionei.

— Para te cobrir, vai vir um entregador.- Disse.

— Ah, tem sim.- Disse.

— Ótimo. Não quero ninguém olhando para você.- Disse.

— E porque?- Perguntei.

— Porque não.- Disse.

Ri.- Ok.

— Porque tá rindo?- Perguntei.

Sorri.- Nada.- Me levantei e fui até a cozinha.

Me estiquei naquele sofá. Não imaginava que o tempo longe daquilo tudo ia me trazer momentos e sensações assim.

Peguei uma manta que tinha no armário do banheiro perto da cozinha e me enrolei. Fui na cozinha e peguei o dinheiro para pagar o entregador. Peguei uma garrafinha de água e voltei a sala.

A puxei para meu colo.

— Estou faminta.- Disse.

— Tadinha.- Falei.

— Pois é.- Disse.

Trouxe o seu rosto até mim e a beijei, estava sentido falta já.

Retribui o beijo.

Eu não era burro. Sabia o que estava acontecendo, porque estar com ela me deixava assim. Mas eu não me importo, gostava de me sentir assim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Minha mão está em sua coxa e apertou ali. Eu preciso transar com aquela garota, minha loirinha, gostava de dizer isso.

Me arrepiei ao toque dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Subia pela lateral do corpo dela e sentia ela se arrepiando, queria ela pronta para mim.

Minha mão desceu pelo peito dele e toquei ali, a outra mão estava na lateral do seu pescoço.

— Loirinha, você tá me deixando doido.- Disse.

— Vai ter que se controlar. O entregador já deve chegar.- Disse.

— Isso tá ficando difícil.- Disse.

Sorri e toquei os lábios dele.- Depois que o entregador chegar, eu serei toda sua.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Voltei a beijar ela e logo a campainha tocou.- Nosso rango chegou.

— Você vai ou eu vou?- Perguntei.

— Eu, claro.- Disse.

— Então vai.- Disse.

Fui até a porta e peguei a comida, logo pagando.- Está cheirosa.

— Sim.- Disse.

Botei tudo na mesinha e experimentei.- Que delícia.

— Que bom que gostou.- Me sentei no chão e me servi.

— Você que escolheu, então tinha que ser bom.- Disse.

Sorri.- Valeu.

— Você não tem amigas? Não te vi falando com ninguém.- Disse.

— Tenho.- Disse.

— São próximas?- Perguntei.

— Sim, somos.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Pois é.- Falei.

Comi mais.- Isso aqui tá uma delícia.

— Tá mesmo.- Disse.

— Você gosta de fazer o que?- Perguntei.

— Ver filmes.- Disse.

— Só?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— É algo bem tranquilo. Mas eu também gosto.- Disse.

— Sim, é ótimo.- Disse.

— Então vamos fazer muito isso.- Falei.

Sorri.- Com certeza.- Me desenrolei da manta, está quente.

— Estou começando a achar que o filme tem que ser quente.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você vai desviar toda a minha atenção.- Disse.

Sorri.- Mas isso é bom, não é?

— Demais.- Disse.

— Pois é.- Fiz um coque no meu cabelo.

Continuamos comendo e jogando conversa fora. Terminamos e limpamos tudo, nos deitamos e começamos um filme, só que como disse ela era muito mais atrativa. Em minutos eu já estava por cima dela.

Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.

Aumentei oo beijo e rolamos no tapete, agora ela ficou por cima. Minha mão foi pela sua perna, mas parou na sua bunda.

Minha mão descia pelo seu peito e abdômen. Era incrível como ele é forte.

— Você tem camisinhas aqui?- Quebrei o beijo.

— Meu pai deve ter, só não sei se vai dar em você.- Disse.

— Isso seria estranho, melhor eu ir comprar.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei ela rápido.- Não demoro.

— Ok.- Disse.

Peguei minha carteira e sai. Achei logo onde comprar e comprei umas coisas para mais tarde. Voltei e ela continuava na sala.- Pronto.

— Quanta coisa.- Disse.

— Comemos muito.- Disse.

Ri.- Verdade.

— E não vamos querer sair de novo.- Disse.

— Verdade.- Disse.

— Então eu trouxe logo.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Botei tudo na cozinha e voltei a ela.- Agora podemos continuar.

— Tudo bem.- Disse.

A beijei de leve.- Tudo bem?

— Sim. Porque?- Perguntei.

— Só para saber. Andamos com tudo tão rapido, podia ter pensado melhor.- Disse.

Sorri.- Está tudo bem.

— Eu estou gostando de você Hanna. Não esperava, mas aconteceu.- Disse.

— Também estou gostando de você, Dean.- Disse.

— Ótimo. Precisava saber de você.- Falei.

— Agora sabe.- Disse.

A puxei, beijando-a. Eu podia estar endoidando, mas estava apaixonado por aquela garota.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Nos deitei ali mesmo, precisava ter ela.

Envolvi minha perna na cintura dele e comecei a abrir a camisa dele.

Deixei ela seguir e passei a beijar pelo pescoço.

Me arrepiava com os beijos dele e terminei de abrir a camisa dele, tirando-a.

Minha boca desceu até encontrar os peitos dela e como eu queria chegar ali e cuidar bem deles. Ri e tomei um com a boca.

Suspirei pesadamente e descia minhas mãos por suas costas.

Suguei com vontade e roçava os dentes no mamilo.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Seus peitos são incríveis.- Disse.

— E naturais.- Sorri.

— Melhor ainda.- Subi a mão na perna dela e comecei a tirar a calcinha, queria ela nua.

Deixei ele tirar e o puxei para beija-lo, começando a abrir a calça dele.

Apertava um peito dela e a outra mão viajava pela lateral do seu corpo.

Gemi contra os lábios dele, mas voltava a beija-lo. Terminei de tirar a calça dele.

Me afastei para terminar de tirar e tirei a cueca logo também.

O olhei. Eu nunca tinha visto um homem nu, mas fico feliz por Dean ser o primeiro, porque com certeza tive uma ótima impressão. Voltei a beija-lo.

Era engraçado como ela não estava nervosa, virgens normalmente ficam perto da hora "h", mas ela não. E por pensar em virgem, quanto tempo não tenho ninguém assim... Só de pensar fico mais excitado.

Acariciava os cabelos dele.

— Espera ai amor.- Alcancei as camisinhas e peguei uma para colocar.- Quer fazer?

— Claro. Só espero não errar.- Disse.

— Eu te ajudo.- Coloquei no lugar e peguei a mão dela.

— Ok.- Deixei ele me guiar.

Gemi com o toque dela e como era gostoso. Tinha aquele toque de inocente, mas eu sabia bem que ela não era.

Como ele parecia estar gostando, deixei ele continuar.

Mesmo com ela tendo terminado de colocar, deixei a mão dela ali, movimentando; subindo e descendo, aquela mão tão pequena e suave, mas estava me fazendo suspirar.

Minha mão seguia no ritmo que ele colocava.

Eu já estava excitado pra cacete e se continuasse gozaria logo. A parei e voltei a deitar, me colocando entre as pernas dela e roçando meu membro nela e por um momento me preocupando por ela aparentar ser pequena, e não ser bom para ela.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim. Porque?- Questionei.

— Por nada.- Disse.

A olhei.- Qualquer coisa me diga.

— Tudo bem.- Disse.

A beijei de leve e comecei a entrar nela.

O inicio era bem desconfortável, mas não era extremamente dolorido. Não como eu pensei que poderia ser.

Não entrei por inteiro e quando senti que tinha a rompido, dei uma paradinha para ela se acostumar.

Não posso dizer que não era dolorido, mas não era como pensei que seria.

— Posso continuar?- Perguntei.

Ri da pergunta.- Pode.

Comecei a me movimentar e o prazer tomava conta de mim.

O beijei novamente e acariciava seus cabelos.

A cada vez que voltava a estar dentro dela, era uma delícia novamente e eu queria mais daquilo. Passei a aumentar a velocidade que ia e gemia entre os beijos.

Minha perna estava em sua cintura e minha mão descia pelas suas costas.

— Você adora minhas costas.- Disse.

— Homens não tem muito o que pegar, caso não tenha notado.- Sorri.- E sim, gosto.

— Verdade. Pelo menos não fica agarrando minha bunda.- Ri.

— Por mais que ela seja sexy, eu acho estanho.- Disse.

— Demais.- Ri, mordendo o pescoço dela.

— E você gosta de me morder.- Disse.

— Sim.- Peguei as mãos dela e segurei um de cada lado da cabeça dela, tomando controle total.

Sorri.- Você fica sexy assim.

Sorri e aumentei a força dos movimentos entre rápido e leve, devagar e forte. Aquela garota ia me fazer gozar rapidinho.

Eu tinha consciência de que não chegaria ao orgasmo na primeira vez e talvez nem na segunda, terceira... eu nem fazia muita questão disso. No momento eu só me importava com o olhar de Dean. Se ele fosse um vampiro ou algo do tipo, me hipnotizaria facilmente.

O orgasmo estava chegando e sabia que seria forte. Mais algumas estocadas e a única coisa que manteve meu foco foi os olhos de Hanna, e o meu corpo se rendendo aquele sentimento. É, eu estava apaixonado.

Sorri e lhe dei um selinho.

— Você é uma delícia.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Soltei os braços dela e me deixei descansar sobre ela.

Acariciava os cabelos dele.

— Melhor sairmos do tapete, você vai ficar dolorida.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Sai dela e a levantei. Ri.- Consegue andar?

— Porque não conseguiria?- Perguntei.

— Nada não.- Pegamos as nossas roupas e subimos para o quarto dela.

— Vou tomar um banho.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Tudo bem.- Entrei no banheiro. Tomamos o banho e logo saímos. Coloquei uma calcinha e um roupão.

Botei uma cueca e me deitei.

Sentei na cama e liguei a TV.- Quer ver o que?

Coloquei a cabeça no colo dela.- O que você quiser.

— Ok.- Deixei em um programa qualquer na TV e acariciava os cabelos dele.

— Assim eu durmo. Olha que é difícil sem remédio.- Disse.

Sorri.- Fique a vontade.

— Não gosto de dormir.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Não gosto onde me leva.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Não quero falar disso.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— Assim que seus pais chegarem, vamos contar.- Disse.

— Vamos sim.- Disse.

— Bom que aquela lista que seu pai falou comigo não cola.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Que ele queria saber do tal magricelo.- Disse.

— Ele não é magricelo.- Disse.

— É sim.- Disse.

— Não é não.- Falei.

— Vai continuar defendendo ele?- Perguntei.

— Ele é meu amigo.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Você não sente nada a mais por ele, não é?- Perguntei.

— Dean, eu estou apaixonada por você. Então não precisa ficar com ciúmes.- Disse.

— Está é?- Me levantei para olha-la.

— Sim.- Disse.

Sorri e a beijei.- Gostei de ouvir isso.

Sorri.- Que bom.

POV Dean.

A beijei de novo e aqueles dias que ficamos só nós dois, era como uma lua de mel adiantada. A minha reforma estava quase pronta e os pais dela estavam voltando. Quando Tom chegou e se instalou em casa, o chamei e fomos ao escritório dele.

— O que foi?- Tom perguntou.

— Você sabe que não sou de enrolar, então vou direto ao assunto; Hanna e eu estamos namorando.- Disse.

— O que!?- Ele exclamou.

— Não precisa gritar. Eu sei bem o que vai falar, então pulando essa parte; sim, eu entendo o que vem junto de namorar uma garota mais nova, mas você conhece a sua filha; ela é encantadora e eu me apaixonei.- Disse.

— Sei bem pelo o que você se encantou!- Ele disse.

— Tom, você é meu amigo de infância, então me conhece bem e eu não me envolveria com uma filha sua só por diversão.- Disse.

Ele respirou fundo.- Você não presta Dean. E não me siga ou eu te mato. E eu estou falando sério.- Ele saiu.

POV Misto. (Dean e Hanna.)

Ele não me bateu nem infartou, isso é bom. Depois de um tempo desci, falei com a Hanna e deixei eles se acostumarem com tudo. Ashley nos aceitou fácil, mas Tom vivia de cara fechada. Os meses passaram e nossa relação foi se consolidando, e eu estava bem melhor e nem tomava mais remédios. Na última noite ela dormiu aqui e acordei com o telefone tocando. Atendi. Puta que pariu, como eu ia dizer isso a ela? Desliguei e fui para a cozinha.

Fui até a cozinha.- Bom dia.

— Bom dia meu amor.- Disse.

Me servi de café e me sentei a mesa.

— Hanna, eu recebi uma ligação agora a pouco.- Disse.

— E...?- Questionei.

— Eram meus superiores, eu vou ter que voltar.- Disse.

— Voltar? Porque?- Perguntei.

— Estão mandando um pelotão de volta e precisam repor. Viram meu histórico e acharam que posso voltar por seis meses.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem então. Não posso fazer nada mesmo.

Fui até ela e a abracei.- Vai ficar tudo bem.

— Ficaria se você saísse disso. Mas como sei que não vai, não vai ficar tudo bem.- Bebi do café.

— Eu não posso, não assim, é contra lei. Mas eu volto para você são e salvo.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Beijei ela.- Eu prometo.

— Não prometa o que não pode cumprir.- Disse.

— Eu cumpro minhas promessas. Eu vou voltar para você.- Disse.

— Dean, para.- Falei.

— Tudo bem. Tenho uma semana antes de ir e não quero estragar meu tempo com você.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Tomamos café e comecei a reorganizar as coisas. Fomos na casa da minha mãe, ela ficou preocupada como sempre e meu pai lamentou por não continuarmos juntos na oficina que abrimos. Meu irmão disse que ia esperar para eu batizar meu sobrinho, que era uma bolinha fofa. Na maior parte do tempo fiquei com a Hanna e foi ela que me levou no aeroporto. Eles me esperavam lá e me despedi deles, ela foi a ultima. A sensação de a deixar estava sendo dolorosa, até porque eu também não queria ir.- Quero te dar duas coisas.

— O que?- Perguntei.

— Uma.- Tirei a correntinha com uma medalha de São Miguel.- Aqui, fica com ela.- Coloquei nela.

— Acho que não vai funcionar. Eu não acredito.- Disse.

— Mas eu sim.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— E a outra. Bem, você sabe que sou louco por você não é?- Questionei.

— Hã... não sei. Isso você que sabe.- Disse.

— Bem, mesmo assim eu não posso imaginar coisa melhor do que você ser minha mulher. Quer casar comigo?- Perguntei.

— O que!? Você está maluco? Você é louco de me pedir em casamento quando está indo para guerra!? Eu não vou nem me cansar para responder isso. Você é completamente maluco.- Disse irritada.

— Isso é um não?- Perguntei.

— Isso é um; você não pode fazer um pedido desses quando está indo para a forca. Você diz que me ama, mas com esse pedido, assim, não é o que parece.- Disse.

— Claro que amo você minha loirinha.- Disse.

— Não foi o que pareceu.- Falei.

— Amo demais.- Beijei ela.

Suspirei.- Tudo bem. Esquece.

— Tudo bem, me desculpe.- Não era bem o que tinha imaginado, mas tudo bem.

— Ok.- Disse.

Chamaram o meu voo.- Eu tenho que ir.

— Tome cuidado lá.- Disse.

— Claro que vou. Tem uma mulher linda me esperando em casa.- Disse.

Ele faz um pedido desse, na hora mais errada e inoportuna do mundo e continua fazendo graça.- Que bom.

Beijei ela.- Eu te amo. E nada de ficar saindo com o magricelo.

— Já disse que ele é meu amigo.- Disse.

— Tudo bem.- A beijei de novo.

— É melhor você ir, se não vai perder o voo.- Disse.

— Ok.- Me despedi de todos novamente e parti. Foi muito mais doloroso dessa vez. Hanna podia estar assim, mas eu sabia que ela estava com medo. Eu ia ficar bem. Com a chegada lá, a rotina voltou e eu falava com minha garota a cada dois ou três dias. As semanas se arrastavam e nisso eram três meses sem minha Hanna. Estava indo em uma missão e estava distraído olhando a janela quando percebi que tinha algo errado. Depois disso só o primeiro barulho, depois o impacto. Senti meu corpo ser arremessado e um dor horrível. Fomos atacados e enquanto estava jogado ali, pensei nela antes de apagar. Quando acordei não fazia ideia do tempo que estava ali. Quando veio uma enfemeira eu perguntei e ela me disse que estava apagado por mais de uma semana. Merda. Todos devem estar loucos de preocupados. Tive que ficar ali por mais uma semana quando pude embarcar de volta.

Os pais de Dean foram avisados que Dean tinha sofrido um acidente e claro que fiquei com o coração na mão por ele, mas graças a Deus ele estava em um quadro estável. Mas eu também sabia que esse não era o fim das idas dele a guerra. Ele só deixaria de ir no momento que perdesse um braço, perna ou descobrisse uma doença muito séria. Fora que ele ama fazer isso. E não sei se conseguiria montar uma família com um homem que vive em guerras, por mais que o ame.

Cheguei e nunca foi tão bom descer em casa. Todos me receberam e percebi Hanna meio quieta.- O que foi?

— Nada. Como está? Muito dolorido?- Questionei.

— Um pouco ainda. Os remédio ajudam bem. E como foi por aqui?- Perguntei.

— Normal.- Disse.

— Senti sua falta demais.- Disse.

— Eu também senti a sua.- Disse.

— Tenho uma novidade.- Falei.

— Qual?- Perguntei.

Peguei o envelope no meu bolso.- Sabe o que é isso?

— Não.- Disse.

— É o laudo do médico, alegando que devido ao ataque eu rompi o baço e devido ao que eles tiveram que fazer para me salvar, tenho que ser dispensado.- Disse.

— Sinto muito.- Falei.

— Sente?- Questionei.

— Você mesmo disse que ama o seu trabalho.- Disse.

— Sim, mas enquanto ele não estava me destruindo e as coisas são diferentes. Temos um futuro, não quero viver a nossa vida passando só alguns meses juntos. E se tivermos filhos? Quero ver eles crescer pessoalmente, não por foto ou vídeo.- Disse.

— Nossa, você está pensando longe.- Disse.

— Você não pensou nisso?- Perguntei.

— De certo modo sim. Mas eu tenho 19 anos Dean, eu não sei quando estarei pronta para ser mãe. Nunca fui boa com crianças, elas me dão nos nervos.- Disse.

Ri.- Não se preocupe com isso. Quando essa hora chegar, ainda vou estar na ativa.

Suspirei.- Eu não quero que você veja seus filhos só até os 15 anos. Então claro que não dá para esperar muito.

— Ai, não sou tão velho assim.- Disse.

— Melhor esquecer esse assunto.- Disse.

— Também acho e estou ficando meio zonzo.- Falei.

— Do que?- Perguntei.

— Estou sentindo falta de algo.- Disse.

— De que?- Questionei.

Puxei ela.- Da sua boca.

Sorri.- Você não muda mesmo. E nem teve tempo de sentir minha falta lá.

— E essa é uma mentira das brabas.- A beijei.- Senti sua falta todo tempo.

— Só se foi nos intervalos dos tiros.- Disse.

— Bem, isso é. Sabe, se fosse pensar em você enquanto atirava, podia errar. Principalmente se estivesse com a cabeça nesses peitos.- Disse.

Ri.- Você é louco. Agora é melhor você ir para casa e descansar.

— Você não vem?- Perguntei.

— Seus pais querem ficar com você essa noite.- Disse.

— Você pode vir.- Falei.

— Amanha de manha eu vou para lá. Hoje aproveite o colo da sua mãe.- Disse.

— Tudo bem. E seu pai já me suporta novamente?- Perguntei.

— Você sabe que nunca voltarão a ser como eram e sinto muito por isso.- Disse.

— Tudo bem. Ele não encrencando mais com você já me tranquiliza.- Falei.

— Pois a mim não.- Disse.

— Infelizmente não é nada que eu possa mudar.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

Já que ela não ia comigo, a beijei. Como senti falta daquele beijo.

Retribui o beijo.

Agora sim parecia que estava tudo voltando ao se lugar. Quando o beijo acabou, a olhei.- Eu te amo.

— Eu também te amo.- Disse.

Fui para a casa dos meus pais e foi bom o tempo em família. Hanna veio com a mãe no outro dia e foi horas bem agradáveis. Meu tratamento não permitia sexo ainda, então quando ele acabou, eu tirei literalmente o atraso. Hanna e eu ainda rimos de como a pedi em casamento, mas a proposta ainda está de pé, só não é a hora certa. Sei que nos casaremos e teremos uma familia na hora certa. Deu tudo certo na minha baixa do exército e posso ficar tranquilo trabalhando na oficina. Foi um fim de um tipo de vida, mas que acabou na hora certa quando outra começou, no dia em que vi aquela loira na praia. Ela mudou a minha cabeça para algumas coisas e me faz feliz no nosso relacionamento. E não me importo com a diferença de idade, ela deixa as coisas mais interessante e é só um detalhe nessa história louca de amor.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Eles são uns fofos né? :3 Eu amei faze-los. O próximo será Klaus e Octavia ^^ Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;) P.S: O que acharam da notícia que a Nina saiu do elenco de TVD? Triste, não é? :/