Liberty- One Shots
57 Capítulo 57- Klaus & Octavia.
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Octavia.)
Quando a carta de que eu tinha sido aceita na universidade de São Francisco chegou, eu acho que quase morri do coração. Eu moro em Londres com meus pais e sempre sonhei em morar e estudar nos Estados Unidos. Clichê, eu sei. Eu tinha um tio lá, então não seria problema. Meu pai avisou ele quando soubemos e agora estou no táxi chegando na casa dele. Nunca o conheci e acho que ele também não me conhece. A não ser de quando era criança bem pequena. Quando o táxi parou no endereço, paguei e desci. Ele morava em apartamento, então peguei o elevador e subi. Quando cheguei lá, toquei a campainha.
Eu ia ter uma visita. Eu que sempre gostei de viver sozinho, agora por um favor, teria que dividir a minha casa com uma garota. Não devia ter aceitado. Ela chegaria hoje, então pedi a minha empregada que arrumasse o quarto e tudo o que a garota ia precisar. Estava trabalhando na sala quando a campanhia tocou. Amy abriu a porta e logo uma presença invadiu a sala. Não esperava que ela fosse tão bonita.- Octavia?
Sorri.- Eu mesma.
Me levantei, indo até ela.- Sou Klaus. Claro, você não se lembra. A vi quando ainda era um bebê.
— Um bebê muito lindo, você tem que concordar.- Sorri e coloquei minha mala no chão.- Bela casa.
— Sim, era. E obrigado. Lindo sotaque.- Disse.
Sorri.- O seu também é.
— Está meio enferrujado.- Disse.
Ri.- Continua charmoso.
Sorri. Eu tinha uma sobrinha linda.- Espero que não me chame de tio, vou me sentir horrivelmente velho assim.
— Você? Velho? Está brincando, não é? Você nem tem cara que tem mais de 20 anos! Muitos garotos matariam para ter sua aparência.- Disse.
— Nossa, obrigado.- Disse.
Sorri.- De nada.- Fui até a varanda, me apoiando ali.- Eu estou louca para ir a praia. Parece lindo aqui.
— Podemos ir amanhã.- Tentei ser simpático.
Me virei para ele.- Acho que até pegar uma cor, eu não deixo um cara me ver de biquíni. Ou nua.- Ri.
— Não vejo problema algum. Você tem cor de natureza, não branca como eu.- Disse.
Ri.- Esqueça.- Peguei minha mala.- Onde é o quarto?
— Vem vou te mostrar.- Disse.
— Ok.- Falei.
Segui com ela pelo corredor e abri a porta.- Pedi a Amy que deixasse básico para que colocasse a seu gosto.
— Tudo bem, obrigada. E eu não quero atrapalhar você e nem que mude sua vida. Então, você pode continuar como se eu nem estivesse aqui. A partir de amanha passarei a maior parte do meu tempo na faculdade e só venho para casa para dormir. Então, não precisa se preocupar.- Disse.
— Eu que não quero que se sinta deslocada ou que está incomodando, fique a vontade.- Disse.
— Tudo bem. Como disse só venho para dormir.- Falei.
— Se instale e depois te mostro a casa.- Disse.
— Na verdade vou dormir. Jet Lag e tudo mais.- Falei.
— Tudo bem. Qualquer coisa estarei na sala.- Disse.
— Ok.- Falei.
Sai do quarto e voltei ao meu trabalho. Eu era gerente de uma galeria de arte e tinha algumas pinturas minhas lá, era meu hobby. Me sentei de frente ao computador e voltei a trabalhar.
Como já era noite e consideravelmente tarde, deixei minha mala de lado e fui tomar um banho. Klaus não tinha cara de ser aqueles tios que gostam de participar e tudo mais, então nem ia me meter na vida dele. Desde que eu tivesse um lugar para dormir, estava ótimo. Sai do banho, coloquei um pijama e fui dormir. No outro dia quando acordei, me levantei, me vesti e terminei de me ajeitar. Peguei minhas coisas e passei pela cozinha. Enchi minha garrafinha com café e peguei uma maça, logo saindo para ir para a faculdade.
Quando levantei Amy disse que Octavia já tinha saído. Bem, fui para a galeria e quebrei a cabeça com a exposição que teria. Peguei as coisas que precisaria e levei para casa. Esbarrei em alguém. Nela.- Hey.
— Hey. Desculpe.- Disse.
— Tudo bem. Só chegando agora?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Foi puxado?- Questionei.
— Um pouco.- Disse.
— Deveria ter vindo com mais tempo de se adaptar.- Disse.
— Isso tanto faz.- Falei.
— Eu poderia te mostrar a cidade.- Disse.
— Teremos outras oportunidades.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Bem, vou ir tomar banho e dormir.- Falei.
— Não vai jantar?- Entravámos no apartamento.
— Já comi.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Boa noite.- Fui para o quarto.
Fui para meu quarto e depois jantei. Disse a Amy que estava livre e hoje ela foi para sua própria casa. Estava deitado no sofá e vi movimento na cozinha.
Tinha comprado algumas coisas e agora fazia um macarrão instantâneo para comer.
Fui até a cozinha.- Vai comer?
— Sim.- Disse.
— Ainda tem do jantar.- Disse.
— Não precisa.- Falei.
A olhei bem e o pijama dela ficava justo nos lugares certos, a fazendo ficar sexy.- Está uma delícia.
— Eu não duvido. Mas é só uma comida rápida mesmo.- O macarrão terminou de cozinhar e coloquei em um prato.- Você tem temperinho verde?
— O que?- Perguntei.
— Tempero verde. Salsa e cebolinha.- Disse.
— Ah sim. Na geladeira.- Disse.
— Ok.- Abri a geladeira e peguei, colocando no macarrão.
— Nunca vi miojo assim.- Falei.
— Fica mais gostoso.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Sim.- Peguei o prato e sai da cozinha.
— Então, qual o motivo?- Perguntei.
— Motivo?- Questionei.
— De estar boicotando minha comida.- Disse.
— Não entendi.- Disse.
— Não jantar, nem nada.- Falei.
— Estou comendo agora.- Disse.
— Um miojo só.- Disse.
— E dai? Não vai me dizer que você é aqueles caras controladores?- Perguntei divertida.
— Depende do que quer que eu controle.- Disse.
— Você está controlando o que eu como.- Disse.
— Não. Estou preocupado porque não comeu.- Falei.
— Klaus, eu tomei café da manha, lanchei, almocei, lanchei, jantei e agora estou comendo isso. Então relaxa.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Boa noite.- Fui para meu quarto.
Depois eu sou o grosso da família. Mas ia dar o desconto de ser a segunda noite dela aqui. Só tinha esquecido uma coisa. Fui no quarto dela.
— Entra.- Disse.
— Eu esqueci de perguntar uma coisa.- Falei.
— Pergunte.- Disse.
— Você gosta de exposições de arte?- Perguntei.
— Gosto de arte em geral. Faço Design.- Disse.
— Então, vai ter uma exposição na minha galeria. Talvez queira ir.- Disse.
— Claro.- Falei.
— Te dou o convite depois, é daqui a duas semanas.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Sorri.- Vou te deixar então. Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
— Durma bem Octavia.- Disse.
— Você também.- Falei.
Sai do quarto e fui para o meu. Ela não incomodava como eu achei que faria e isso era bom. Os dias foram passando e eu acostumando com a presença dela. Na sexta feira ela parecia cansada já pela manhã e eu trouxe uma pizza agora que cheguei do trabalho.- Octavia, já chegou?
— Sim. Estou no quarto.- Disse.
— Trouxe uma coisa.- Falei.
— O que?- Perguntei.
— Vem ver então.- Disse.
— Ok.- Sai do quarto, indo até ele.
— Pizza gigante para gente.- Disse.
Sorri.- Parece ótima.
— Sim, vamos beber o que?- Perguntei.
— Suco?- Questionei.
— Eu vou de cerveja. Preciso descansar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vou tomar um banho e já volto.- Falei.
— Ok.- Disse.
Deixei tudo lá e fui tomar banho. Eu estava estressado e um banho morno me relaxou. Não ia trabalhar esse fim de semana, então podia ficar a vontade. Me vesti e voltei para sala.
Tinha me servido de pizza e suco, e agora comia.
— Boa?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— É aqui perto.- Peguei a cerveja e fui para o sofá.
— Que bom então.- Bebi do suco.
— Já se acostumou aqui?- Perguntei.
— Na verdade não. Não ter amigos é chato.- Disse.
— Estou com fim de semana livre. Posso te levar por onde quiser.- Disse.
— Não precisa se incomodar.- Disse.
— Não vai ser incomodo, estou precisando dar uma saída.- Disse.
— Ok.- Voltei a comer. Eu me sentia incrivelmente mal por estar atrapalhando a vida dele. Porque em uma semana que eu estou aqui, eu não vi nenhuma mulher. E acredite, ele não tem cara que passa uma semana sem sexo. Não que eu sei muito sobre o assunto, mas a cara dele é de tarado, então... E com certeza isso é por minha causa. O pior é que eu não podia pedir dinheiro para meu pai para me mudar para um apartamento. Estamos com alguns problemas de dinheiro. Só consegui vir para a universidade porque desde que eu nasci, meu pai depositava uma vez por semana uma quantia bem gorda de dinheiro na minha conta. E todo o dinheiro que eu ganhava de presente, eu colocava lá também. Afinal, não precisava usa-lo porque meus pais me davam tudo que eu precisava.— Ah, talvez amanha eu vá visitar a vó e o vô.
— Acho que vou com você, faz tempo que não vou.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— E depois podemos fazer um tour.- Disse.
— Um tour?- Perguntei.
— Pela cidade ou não quer?- Questionei.
— Não sei, só é estranho. Não lembro da ultima vez que um tio meu quis sair comigo. Normalmente querem fazer outras coisas nos dias de folga.- Dei de ombros.- Mas tudo bem então.
— Tá, mas me desculpe então. Não sei bem como é isso de ser tio.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Mas você falou de amigos; não tem nenhum?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Acho difícil isso.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você não parece do tipo que demora a se enturmar.- Disse.
— Colegas não são amigos.- Disse.
— Isso é verdade.- Falei.
— Pois é.- Disse.
— Vamos ver um filme?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Do que você gosta?- Questionei.
— Tanto faz.- Disse.
— Acho que a noite pede uma comédia.- Disse.
— Comédia então.- Disse.
Passei pelo catálogo da TV e escolhi um.- Gente grande, já viu?
— Não.- Disse.
— Então vamos dele.- Aluguei e logo começaria. O que deu tempo para se instalar melhor no sofá. Ainda era estranho a companhia de alguém, mas eu estava gostando de estar com ela. Começamos a ver e não me importei quando ela se recostou em mim. Eu a observava e como ela tinha um corpo lindo. Pernas longas, peitos e bunda bem admiráveis, uma cintura... Epa! Estou analisando minha sobrinha? Ela é só uma garota. Fez dezoito a pouco, não podia fazer isso. Rimos muito vendo o filme e gostava de a fazer sorrir.
Logo o filme acabou e me levantei.- Vou lavar essa louça.
— Deixa isso para amanhã.- Disse.
— Melhor não.- Fui até a cozinha.
— Tem falado com seus pais?- Perguntei.
— Sim, sempre.- Disse.
— Faz anos que não vejo Finn. E quando ele vinha nunca trazia você. Ou quando trazia, era eu que tinha viajado.- Disse.
Ri.- No desencontramos muito.
— Sim. Só vi algumas fotos, mas nenhuma recente. Você mudou bastante.- Falei.
— Ainda bem. Aquelas espinhas eram um inferno.- Disse.
— Tadinha.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Mas está linda hoje.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Porque quis vir para o país? Lá tem ótimas universidades.- Falei.
— Eu sei, mas o que posso fazer? Gosto de clichês.- Sorri.- Menos o clichê do frio em Londres e Starbucks.
— Verdade e aqui se ouve muitos querendo isso.- Disse.
Ri.- Para quem tem namorado o frio em Londres é ótimo. Ou para quem é pequeno e pode dormir no meio dos pais.
— E você não tem namorado?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Mais uma coisa que acho difícil.- Falei.
— Eu já tive um namorado, mas é meio complicado quando seu pai é tão ciumento que coloca todos eles para correr.- Ri e continuei lavando a louça.
— Bem, isso é de família. E um dos motivos para Rebekah viver emburrada comigo.- Disse.
— Bem, eu gosto disso.- Disse.
— Viu? Você entende.- Falei.
Ri.- Pois é.
Ajudei ela a terminar.- Mais um filme agora?
— Claro.- Disse.
— Então vamos, mas antes.- Fui no freezer e peguei meu sorvete de flocos.
Ri.- Ok.
— Não quer?- Perguntei.
— Não, obrigada.- Disse.
— Que pena.- Disse.
Sorri e fomos para a sala.
— Escolhe agora.- Disse.
— Tanto faz. Você não olha os mesmos filmes que eu. Então é melhor você escolher.- Disse.
— Que filmes você olha?- Perguntei.
— Sei lá. Vários.- Disse.
— Tudo bem então. Gosta de terror?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Oh, isso é tão difícil de achar.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Não vou perder a oportunidade então.- Falei.
Sorri.- Ok.- Nos sentamos e ele colocou o filme.
Tomei do meu sorvete e mais uma vez ela se recostou em mim. Agora passei o braço por ela.
Olhávamos o filme e era bom passar um tempo com ele.
— Porque sempre tem que ter uma mulher bonita, mas burra nesses filmes?- Questionei.
— Porque homens não gostam de mulheres inteligentes e sim gostosas.- Disse.
— Isso não é verdade.- Disse.
— Se você tivesse que escolher entre uma mulher feia e inteligente e uma gostosa e burra, qual você escolheria?- Questionei.
— Seria feia, feia?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Olha, eu gosto de pessoas inteligentes.- Disse.
— Mas você ficaria com a burra e gostosa. Eu sei.- Disse.
— Ai tem um ponto de vista. Estamos falando de uma noite ou relacionamento?- Questionei.
— Tanto faz.- Disse.
— Não. Uma pessoa sem ideias é suportável por uma noite, mas eu não teria uma namorada que ache que a marca da roupa é uma das coisas mais importante da vida.- Disse.
— Então você não iria namorar sua irmã.- Disse.
— Não.- Disse.
— Tudo bem então. Eu saberei se o que você fala é verdade quando eu conhecer minha futura tia.- Disse.
— Bem, como esse cargo está vazio, pode esperar.- Disse.
Ri.- Ok.
— Mas você me parece inteligente. E é bonita.- Disse.
Sorri.- Como eu disse os homens querem mulheres gostosas e burras. Não a combinação "imperfeita" de bonita e razoavelmente inteligente.
— Essa para mim é a perfeita.- Disse.
— Estranho, mas ok.- Disse.
— Me chamou de estranho?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu não sou estranho.- Falei.
— É sim.- Disse.
— Não sou não.- Disse.
— Ok, não vamos discutir. Cada um com seu gosto.- Disse.
— E você gosta de que?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Bonitos e fúteis ou feios e inteligentes?- Questionei.
— Entre esses dois fico com feio e inteligente. Mas eu me contento com um cara que goste de mim.- Disse.
— Com certeza.- Falei.
— Pois é.- Disse.
— Nossa, que assunto tenso para uma sessão de filmes.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Aqueles peitos são silicones.- Falei.
Ri.- Com certeza.
— E aqueles músculos são de bomba, não naturais.- Disse.
— Verdade. E fica feio.- Disse.
— Parece que vai explodir.- Falei.
Ri.- Sim.
Continuamos rindo das coisas do filme e quando vimos o filme acabava.- Nunca mais vou ver filmes do mesmo jeito agora.
Sorri.- E isso é bom?
— Com certeza.- Disse.
— Que bom então.- Falei.
— Bem, eu não estou com sono.- Disse.
— Não durma ué.- Ri.
— Mas você já vai?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Fique mais.- Falei.
— Ok.- Disse.
— Quer fazer o que?- Questionei.
— O que você faria se estivesse sozinho?- Perguntei.
Decididamente não era algo que faria.- Continuaria vendo TV.
— Ok, vamos a TV.- Disse.
— Gosta de séries?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Quais?- Questionei.
— Várias.- Falei.
— Game Of Thrones?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos. Tenho todas as temporadas.- Disse.
— Ok, vamos.- Disse.
Busquei os DVD e coloquei.- Do começo?
— Sim, melhor.- Disse.
— Ok.- Vimos uns dois episodios e quando olhei, ela já dormia. Sorri. A peguei e levei para o quarto dela. A coloquei na cama e a admirei. Mesmo com aquela idade se ela não fosse minha sobrinha... Limpa a mente Klaus. A cobri e desliguei tudo, indo para meu quarto.
Quando me acordei no outro dia, me levantei e coloquei uma roupa de caminhar. Peguei uma água e sai.
Tomei um banho quando levantei, tinha tido um sonho estranho com Octavia. Isso estava indo longe demais. Fiz meu café. Amy não vinha no fim de semana e como vi que Octavia tinha saído, fui para meu atelier.
Depois da caminhada resolvi dar uma passada na casa dos meu avós e fiquei por lá.
Ela estava demorando. Olhei pela casa e não tinha bilhete algum. Quando deu a hora do almoço, liguei para ela.
— Alô?- Perguntei.
— Hey, cadê você? Achei que íamos sair.- Disse.
— Eu disse que ia vir ver meus avós.- Disse.
— E eu ia junto.- Disse.
— Você estava dormindo.- Falei.
— Tudo bem.- Eu odiava marcar uma coisa e ser deixado.- Vou arrumar alguma coisa para almoçar então.
— Ok.- Disse.
— Tchau.- Desliguei irritado.
Passei o dia todo com os meus avós e quando já era tardinha, fui embora. Andei pelo centro da cidade e quando cansei, voltei para o apartamento de Klaus. Entrei e fui tomar banho.
Tinha saído e fui encontrar uma amiga. Ok, não era uma amiga, era alguém com quem eu tinha um rolo, sexo sem compromisso. Foi até que bem satisfatória, mas estava chateado por não ter saído com Octavia. Quando voltei era noite e ela estava na sala.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
— Fazendo o que?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Ah sim. Faz tempo que chegou?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Ah sim.- Tirei a jaqueta e me sentei no sofá.
— Se quiser comer, tem jantar na geladeira. Eu estou indo dormir. Amanha preciso acordar cedo.- Me levantei.- Boa noite.
— Para que?- Questionei.
— Porque sim. Não tenho que ficar falando o que eu vou fazer. Boa noite.- Fui para o quarto.
Irritadinha. Desliguei tudo e fui para meu quarto. Liguei meu notebook e coloquei em alguns sites. E dai? Não tenho esse pudor de dizer que não vejo pornografia.
Já estava de pijama, então só passei os cremes que sempre passava e me deitei na cama, não demorando a adormecer.
Eu fiquei vendo e minha cabeça viajou. Na verdade acho que cochilei e estava de frente a um poste de pole dance. Sorri. Algo me diz que o que viria seria algo que me deixaria contente. Logo ela veio, reconheceria aquele olhar verde acinzentado em qualquer lugar. Um sorriso tomou conta dos meus lábios. Ela estava apenas com uma blusa fina e uma saia minima. Eu tinha uma visão privilegiada de tudo. Começou a dançar e a se movimentar no poste, e eu ficava excitado com sua visão. Ela era tão linda, cada movimento me fazia querer pular em cima dela. Ela foi parando e veio para meu colo, sem parar de se movimentar, o que deixava doido de tesão. Tirou a blusa e eu passei a beijar seu colo, e soltei o sutiã podendo beijar aqueles peitos que eu adorava. Ela gemeu e acariciava a minha nuca, seu sorriso travesso me matava. A segurei e coloquei debaixo de mim no sofá que estava. Corri a mão pela sua perna, indo para dentro da sua calcinha, o que a fez gemer. Ri pelo efeito que tinha sobre ela e a livrei daquela roupa. Ela fez questão de tirar a minha e quando ela colocou minha masculinidade na boca, foi minha vez de gemer. Ela chupou com gosto, mas não gozei na boca dela. Me coloquei entre as pernas dela e me afundei na sua intimidade. Merda, como ela era gostosa e sabia me enlouquecer. Segui estocando nela rápido e nos viramos. Ela cavalgou em mim até que gozamos e eu passei o braço ao redor dela. Ela me chamava, eu respondia, mas parecia que ela não ouvia. Forcei a minha visão e encarei os mesmos verdes, mas sem a mesma paixão me encarando.- Octavia?
— Você está bem? Você começou a falar e fazer uns barulhos estranhos e vim ver o que era.- Disse.
— Falar?- Olhei a tela a minha frente e fechei rápido.- O que eu estava falando?
— Não dava para entender.- Disse.
Me recompus. Lembrava de cada detalhe do sonho e não sabia como estava a encarando agora. Pela umidade, eu não tinha só gozado no sonho.- Me desculpe. As vezes falo dormindo.
— Tudo bem. Bem, eu não vou mais atrapalhar você. Vou voltar para a cama.- Disse.
— Não atrapalhou. Na verdade, obrigado. Estou todo dolorido agora.- Falei.
— Quer um remédio?- Questionei.
— Não, não quero incomodar.- Disse.
— Não incomoda. Eu ia tomar água mesmo.- Falei.
— Então pega para mim lá no banheiro.- Disse.
— Ok, já volto.- Sai dali.
Aproveitei que ela saiu e fui tomar banho.
Peguei o remédio e voltei.- O remédio está no criado mudo. Boa noite.- Sai dali e fui para o quarto.
Escutei ela saindo. Guardei o remédio e troquei os lençóis. Eu estava louco, só podia. Eu não devia olhar Octavia assim. Muito menos que ela nem olhava para mim a não ser como tio. Sai e a olhei no quarto. Não dava para saber se estava dormindo ou não.
Me virei na cama, o olhando.- Tudo bem?
— Hã... sim. Só não sabia se tinha dormido ou não.- Disse.
— Ainda não.- Disse.
— Tá.- Me virei, mas voltei.- Porque não me ligou hoje? Estava esperando por nosso passeio.
— Você me ligou, eu te disse e você não foi porque não quis.- Disse.
— Claro, depois de ser claramente esquecido aqui e eu ter te ligado preocupado.- Disse.
— Se é desculpas que espera, não vai ouvi-las.- Falei.
— Boa noite então.- A deixei lá e voltei ao quarto. Ela nunca sequer olhou para mim e nem se importa com a companhia. Melhor esquecer aquilo. Deitei e tentei dormir.
****
POV Octavia.
Quando amanheceu para o outro dia, já tinha um plano em mente; voltar para casa. Eu não estava me adaptando a América e a nenhuma pessoa mesmo. Me levantei, tomei um banho, peguei minha bolsa e sai. Fui para o campus da universidade e fui até a biblioteca. Antes de ir embora, é claro que eu precisava arranjar o dinheiro para passagem. Então estava vendo as opções de trabalho no campus.
— Bom dia.- Um cara disse.
Levantei meu olhar.- Bom dia.
— O que está fazendo aqui num domingo?- Ele perguntou.
— Nos conhecemos?- Questionei.
— Na aula de desenho. Eu sentei perto de você durante as aulas.- Ele disse.
— Ah sim. E pergunto a mesma coisa para você.- Disse.
— Eu durmo aqui no campus.- Ele disse.
— Ah sim.- Falei.
— Você não é daqui, é?- Ele perguntou.
— Não, não sou.- Disse.
— Dá para perceber. Seu sotaque é fofo.- Ele disse.
— Obrigada, eu acho.- Disse.
— Procurando pelo o que?- Ele perguntou.
— Emprego.- Disse.
— Bem, tem um na lanchonete que eu trabalho.- Ele falou.
— Hã... desculpe, mas eu nem te conheço e você já quer me fazer favores? Como sei que você é confiável?- Questionei.
— Tudo bem então, só quis ajudar.- Ele disse.
— Santo Deus, como as pessoas daqui são sensíveis. Se ofendem por qualquer coisa. Principalmente as mais idiotas.- Me levantei.- Tenho que ir embora mesmo daqui.- Sai dali.
POV Misto. (Klaus e Octavia.)
Eu quase não dormi aquela noite. Quando achava que tinha esquecido, aquele sonho vinha a minha mente de novo. Eu estou mal mesmo, por isso fiquei rolando na cama sem saber o que fazer. Não olhei que horas eram quando levantei e fui de qualquer jeito, e vi ela chegando.- Bom dia.
— Se você diz.- Fui para o quarto. Estava determinada a não falar com nenhum americano a partir de agora. Eles se ofendem por qualquer merda então que vão a merda também. Coloquei minhas coisas em cima da cama e fui tomar banho.
Depois eu sou o mal humorado aqui. Peguei uma xícara de café e voltei para o quarto, trocando de roupa e indo para sala.
Tomei o banho e coloquei um pijama qualquer. Me deitei e tentei dormir.
Estranhei ela não ter saído do quarto e fui até lá. Ela dormia. Cheguei perto dela. Estava tão linda. Merda; eu estou doido. Mas quando a olhava não a via como parente e sim uma garota linda que eu não me importaria de ter.
Abri meus olhos e o vi.- O que está fazendo aqui?- Puxei o lençol me cobrindo.
Merda!— Eu vim ver se estava bem. Chegou estranha e não saiu mais do quarto.
— Pois bem, já viu.- Disse.
— O que você tem?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Não parece nada.- Falei.
— Estranho então.- Disse.
— Não, não é. Você está diferente.- Falei.
Suspirei. Eu podia responder que não era da conta dele, o que realmente não era, mas ele já ia ficar todo ofendidinho e isso cansa.- Eu vou dar uma saída.- Me levantei.
— Não vai não.- A segurei.
— Me solta.- Disse.
— Não até me dizer o que houve com você.- A trouxe para mais perto de mim.
— Me solta!- Exclamei.
— Octavia!- Disse.
— Me solta!- Me soltei dele e sai do quarto.
Essa garota está aqui e está me deixando doido. E pior era ter que controlar a vontade de beija-la. Eu estou maluco, isso sim. Sai do quarto também e peguei a garrafa de whisky. Precisava tirar ela da minha cabeça.
Tinha colocado um roupão e descido. Tinha um pequeno jardim na frente do prédio e me sentei ali.
Fui para a varanda e ela estava lá no jardim. Balancei a cabeça e fui até ela.- Octavia.
— O que você quer?- Questionei.
— Me desculpe.- Disse.
— Do que está falando?- Perguntei.
— Eu estava com a cabeça cheia, eu não ando bem. Não devia ter gritado com você ou ter chateado.- Chateado eu estava, ela não me queria por perto. Cala essa boca!
— Os homens da América são muito sensíveis. Eu que estou acostumada com outro tipo de homem. Então não precisa se desculpar.- Disse.
— Como assim homens da América?- Questionei.
— Que vivem nos Estados Unidos.- Disse.
— Claro, você está acostumada a pessoas frias. Por mais que você não seja.- Disse.
— Não. Estou acostumada com homens de verdade.- Disse.
— Você não pode falar isso se nunca testou um.- Puta que pariu, a minha vontade era pegar ela e mostrar a ela um homem de verdade.
— Pelo menos você não usou a desculpa da fama dos ingleses.- Disse.
— Fama?- Perguntei.
— Esqueça.- Me levantei e fui até a porta do prédio.
— Octavia!- A segurei.
— Meu Deus! O que foi?- Perguntei.
— Você não vai sair assim.- Disse.
— Eu vou subir.- Me soltei.- Eu estou só de roupão caso não tenha notado.- Peguei o elevador.
— Ah bom.- Entrei no elevador e passei o braços pelos ombros dela.- Me dessculpa vai.
— Pelo que?- Perguntei.
— Esses dias.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Tudo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos no nosso passeio, é cedo ainda.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Isso é animação? Achei que queria ir a praia.- Disse.
— Não quero mais.- Falei.
— Só porque queria te ver de biquini.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Fiquei curioso depois que falou.- Disse.
— Nada que não tenha visto em outras mulheres. Talvez menos.- Sai do elevador.
— Ai patada.- Ri.
— Só a verdade.- Disse.
— Ok.- Eu fui me trocar e botei uma roupa leve. Peguei celular, carteira e desci. Ela veio e saímos. Tinha vários lugares para mostrar a ela. Mostrei os básicos e paramos para almoçar em frente a praia.- Gostando?
— Sim, bastante.- Disse.
— Vai querer andar no bonde?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Que bom e melhor ainda que fiz você sorrir de novo.- Disse.
— Não exagere. Nem sei porque está perdendo seu tempo comigo.- Disse.
— Não é perda de tempo.- Falei.
— Depois diz que não é estranho.- Disse.
— Eu gosto de estar com você.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Olhei ela.- Me faz bem.
Sorri.- Definitivamente você é estranho.
— Para de me chamar de estranho.- Ri.
Ri.- É a verdade.
Eu estava ciente, estava doido de vez, mas não conseguia ficar longe dela. Sim, em uma semana ela já é importante para mim, fazer o que?
O resto do dia passou tranquilo e normal. Não que eu esteja 100% feliz aqui, mas estava um pouco melhor. Eu não me dava bem com as pessoas daqui. São muito estranhas e diferentes. Era tardinha quando voltamos para a casa dele e eu fui tomar banho.
Fui tomar banho também e voltei a cozinha, preparando um lanche leve para a gente.
Sai do quarto e fui para a sala.
— Hoje vai experimentar minha especialidade.- Disse.
— Que seria?- Perguntei.
— Sanduíche de frango com requeijão.- Disse.
— Uau, sério? Isso é complicado.- Disse.
— Demais.- Disse.
Ri e me levantei, indo até a geladeira e pegando água para tomar.
Terminei de fazer e coloquei um para ela.- Prova.- Disse pegando suco.
Provei.- Está ótimo.
— Eu disse que era bom.- Disse.
— Sim, é.- Falei.
Servi o suco e me sentei para comer também.
Comemos e depois disso passamos o dia vendo TV. O dia até que foi agradável. Quando fui para o quarto, falei com meus pais e quando terminei, me ajeitei na cama para dormir.
POV Klaus.
Tinha tido um bom dia com ela e sonhei com ela de novo. Isso agora vai ser rotina?Não posso, não posso! Pela manhã ela foi para a universidade e eu para o trabalho. Tentei me distratir e um amigo meu veio me encontrar.- Boa tarde Stefan.
— Boa tarde.- Ele disse.
— Passeando?- Perguntei.
— Pode se dizer que sim.- Ele disse.
— Fica a vontade então.- Disse.
— Obrigado.- Ele se sentou.
— E o trabalho? Como está?- Questionei.
— Normal e aqui?- Ele perguntou.
— Tudo bem. Temos uma exposição sábado.- Disse.
— Isso é bom.- Ele falou.
— Se vier vai conhecer minha sobrinha.- Falei.
— Claro que irei vir.- Ele disse.
— Que bom. E talvez me ajude com um problema.- Disse.
— Qual?- Ele questionou.
— Não consigo ver ela como minhha sobrinha.- Falei.
— Como assim?- Ele perguntou.
— Eu a vejo, penso nela, sonho com ela. Sonhos...- Comecei.
— Ok, ok. Eu entendi. Entra no facebook dela para eu vê-la. Você a adicionou no facebook, não é titio?- Ele perguntou divertido.
— Palhaço.- Coloquei na pagina que ele pediu e entreguei a ele.
Ele pegou e começou a olhar.- Santo Deus. Se ela era assim na sessão de fotos de 16 anos, imagino agora.
— Está bem melhor. Eu só entrei para ver depois que ela veio para cá e eu não a acompanhei crescer, nem nada disso. Só fotos ocasionais de família.- Disse.
— Que tio desnaturado.- Ele riu.
— Sabe que não sou muito próximo de Finn. Pais diferentes ocasionaram isso.- Finn e Elijah, meus irmãos mais velhos, são filhos do primeiro casamento da minha mãe, enquanto eu, Rebekah e Kol somos do casamento atual.
— Bem, isso já é coisa sua.- Ele disse.
— De qualquer jeito não tenho esse vinculo com ela.- Disse.
— Mas quer criar outros.- Ele falou.
— De qualquer jeito ela nunca manisfestou nada por mim e não faz tanta questão de estar no mesmo lugar que eu.- Disse.
— Klaus, existem quatro tipos de garotas. As vadias; as que não olham nem para a sua cara e já estão abrindo as pernas. As prostitutas se encaixam nesse nível também. Mas elas olham para o bolso. Tem as fáceis que são aquelas que se o cara for bonito já estão abrindo as pernas também. Tem as difíceis que são aquelas que não vão nem abrir as pernas para um ginecologistas se não forem casadas ou terem mais de cinco anos de relacionamento. E tem as garotas que simplesmente não vão dizer nada nem fazer nada até que você, meu caro, tome uma iniciativa e a agarre. Se ela te der um tapa, ela realmente não quer nada. Agora se ela não te der um tapa quer dizer que ela só estava confusa e esperando você tomar a iniciativa.- Ele disse.
— Agarrar ela. Isso tem uma complicação.- Disse.
— Qual?- Ele perguntou.
— Se ela não quiser vai sair gritando aos quatro ventos que ela tem um tio tarado que tentou agarrar ela. Acha que eu não já tive vontade e oportunidade?- Questionei.
— Bem, eu dei o conselho, o resto é com você. Mas se você a agarrar, dê um tapa na bunda dela por mim. É gostosa demais.- Ele disse debochando.
— Cala boca seu infeliz.- Ri.- E tire os olhos dela.- Fechei a página das fotos.
— Meio difícil.- Ele disse.
— Isso porque não vê os pijamas que ela usa.- Disse.
— Acho que vou dar uma passada na sua casa hoje a noite.- Ele falou.
— Gracinha. Ela não é para você ficar babando.- Disse.
— Duvida que eu passe por lá? Me espere lá pelas 20:00.- Ele falou.
— Bem, vou dizer para ela estar de burca.- Disse.
— Já está com ciúmes é?- Ele perguntou divertido.
— Eu não.- Falei.
— Então olhe o comentário na foto dela.- Ele disse.
— Qual deles?- Perguntei.
— O mais recente. Cinco segundos atrás.- Ele falou.
"Que corpo maravilho, eu gostaria..."- Seu filho da puta.- Disparei para ele.
Ele riu.- Ciúmes que nada.
— Exclui isso.- Disse.
— Porque?- Ele questionou.
— Por que sim. E ela não é uma vadia para você ficar dizendo essas coisas a ela.- Disse.
— Coisas que você pensa e suas mãos também, tenho certeza.- Ele disse.
— Mas não é publico.- Disse.
— Ela não é sua Klaus.- Ele disse provocando-o.
— Stefan, pare com isso.- Eu já estava ficando irritado.
— Mas ela não é.- Ele disse.
— Cala boca.- Disse.
— Nesse momento ela pode estar se agarrando com um colega na biblioteca do colégio e ele passando as mãos pelo corpo dela.- Ele disse.
— Stefan... eu estou avisando.- Só de imaginar isso uma corrente passava pelo meu corpo e uma vontade assassina corria meu corpo.
— O que? Vai me bater? Não sou eu que está passando a mão nela.- Ele disse.
— Cala boca!- Exclamei.
Ele riu.- É, com certeza isso não é ciúmes. É ciúmes e posse.
— Babaca.- Disse.
Ele sorriu e se levantou.- Nos vemos a noite então. Até.- E saiu.
Ele era um bom amigo, um dos meus melhores e sabia me pertubar. Passei a tarde toda pensando no que tinha dito e quando fui para casa ainda estava pensativo no que fazer.
POV Misto. (Klaus e Octavia.)
Tinha chegado em casa a pouco tempo e agora saia do banho enrolada na toalha, e indo para a cozinha.
Entrei e dei de cara com aquela visão. Ah Deus, era tentação demais para mim.
— Oh, hey.- Disse.
— Não sabia que já tinha chegado.- Falei.
— Um colega me trouxe.- Fui para a cozinha.
— Colega?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Matt.- Disse.
— E quem é esse?- Pensei de imediato no que Stefan disse.
— Um colega, como disse.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Falei.
— Ok.- Disse.
Cheguei perto dela.- Teve um bom dia?
— Sim e você?- Perguntei.
— Também. Um amigo me visitou.- A pele úmida dela me chamava a toca-la. Se eu tivesse só um sinal pelo menos.
Estava de costas para ele e me virei. Ele estava consideravelmente perto de mim, o que fez minha respiração falhar um pouco.- Que bom então.
— Melhorou a sua concepção daqui?- Questionei.
Ri e mordi meu lábio.- Talvez, não sei ainda. Sinto falta de Londres. Muita, na verdade. Mas estou conseguindo aguentar. E amanha eu começo a trabalhar em uma lanchonete.
— Trabalhar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Porque sim.- Disse.
— Você parece bem decidida.- Cheguei mais perto dela.
— Sim, estou.- Disse.
— Então eu não vou fazer nada para mudar sua opnião.- O perfume dela me invadiu e a minha resistência estava se diluindo.
Senti a toalha afrouxar em minha volta, mas a segurei em tempo e a firmei novamente.
Segurei a mão dela que segurava a toalha.- Amy ainda está aqui?
— Não.- Disse.
— Estamos sozinhos então?- Estava mais perto da boca dela e me animava, se ela não quisesse, a essa altura já tinha saído dali.
Mordi meu lábio e assenti.- Sim.
— Que bom querida.- Era agora ou nunca. A puxei e a beijei.
Retribui o beijo. Mesmo que eu tenha achado estranho ele ter me chamado de querida.
Ela retribuiu em vez de me afastar, que bom. Não a forcei num beijo intenso e urgente, mas saboreava cada segundo dali. A boca dela era gostosa.
Como não podia soltar a toalha, só ficava no beijo mesmo.
Tateei a mão dela e a trouxe para mim, nos colando. Imaginei que ela estava com medo da toalha.
Soltei minha mão dele e voltei a toalha. Não queria que ele pensasse que eu era uma vadia.
Segurei ela comigo e minha mão deslizava pelo seu pescoço, e a enrolava nos seus cabelos. Nem percebi que acabamos nos encostando na parade.
Parei o beijo.- Eu vou colocar uma roupa.
Sorri.- Eu prefiro a toalha.
— Não é confortável.- Disse.
— Isso é porque está preocupada com ela.- Falei.
— Claro que estou.- Disse.
Ela era linda demais.- Tudo bem, vá se trocar, mas não demore.- Toquei os lábios dela.
Assenti.- Ok.- Sai dali.
Encostei na parede ainda sorrindo. Tinha sido melhor que eu imaginava. Fui para meu quarto, tomei banho, botei uma cueca e uma calça, logo voltando. O Jantar estava pronto, mas não ia comer ainda. Botei uma taça de vinho e fiquei na varanda.
Me vesti e voltei. Ele estava na varanda, então fui para a cozinha aquecer o jantar. Estava com fome.
Ouvi o barulho e entrei. Ela estava de camisola hoje. Só pode ser para me tentar mais.- Já vamos jantar?
— Eu estou com você. Você não?- Perguntei.
— Não tanta, mas vamos jantar.- Disse.
— Eu aqueço para você mais tarde.- Disse.
— Não, eu quero jantar com você.- Falei.
— Você disse que não está com fome.- Disse.
— Vou colocar a mesa.- Disse.
— Ok.- Disse.
Coloquei e servi vinho para a gente.
Terminei de aquecer a comida, nos sentamos e começamos a comer.
— Sem querer isso virou um jantar que poderia acabar muito bem.- Olhei para ela e sorri.- Você está linda.
Sorri e mordi meu lábio.- De camisola?
— Especialmente de camisola.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Não tem que agradecer.- Disse.
— Tudo bem.- Voltei a comer.
Comi um pouco e servi mais vinho. Lembrei de mandar uma mensagem para o Stefan não vir, ia atrapalhar tudo.
Tomei do vinho. Claro que esse negócio dele ser meu tio me assustava, assim como o fato de estar atraída por ele. Por isso não consigo agir direito perto dele, principalmente nesse momento. Não sei como devo agir, na verdade.
Ela parecia nervosa ou algo assim. Peguei na mão dela.- Tudo bem?
— Sim.- Disse.
— Não parece.- Falei.
— Eu estou bem.- Disse.
Puxei a cadeira para mais perto dela.- Eu adoro esse seu perfume.
— Obrigada.- Disse.
Inspirei junto a seu pescoço e beijei ela ali.
Me arrepiei.- Klaus... acho que é melhor comermos. A comida vai esfriar.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Falei.
Voltei a comer, mas nem comi muito.
Terminamos de comer e me levantei, começando a lavar a louça.
Ajudei ela a arrumar tudo e voltamos a sala. Hoje era dia de jogo dos 49s. Ela se sentou comigo e começou o jogo. Eu não poupava toques e deixar ela mais junto de mim.
— Como vocês gostam disso?- Perguntei.
— Eu gosto pela estratégia.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Por exemplo; agora o quarteback tem que encontrar o melhor jogador livre para lançar a bola.- Disse.
— Ah, bem que o Matt falou algo sobre ser quarteback. Eu fingi que entendi, mas claro que não entendi.- Disse.
— Matt? De novo? Vocês conversaram bastante.- Disse.
— Estamos nos dando bem.- Disse.
— Estou percebendo.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Não gostei daquilo. Não queria marmanjo nenhum em cima dela.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Por que?- Questionei.
— Nada.- Disse.
— Não gosto de você com esse garoto.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Por que não.- Disse.
— Bem, ele é legal.- Disse.
— Você o acha legal?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Suspirei. Claro que ela ia achar, era alguém da idade dela, alguém que gostava das mesmas coisas que ela.
— O que foi?- Perguntei.
— Já disse, não gosto de você com esses marmanjos por ai.- Disse.
— Você tecnicamente é um marmanjo.- Falei.
— Eu sei que não vou fazer nada de mal a você ou que você não queira.- Disse.
— Nem o Matt. Ele tem cara de anjinho.- Disse.
— Esses são piores.- Não conseguia nem pensar em alguém a pegando e a levando para algo.
Ri.- Não se preocupe
— Como se isso fosse possível.- Disse.
Sorri e lhe dei um beijo no rosto.- Relaxa.
— Só quando estiver assim.- Segurei seu rosto e a beijei.
Retribui o beijo.
Sorri e agora a beijei com mais intensidade. O beijo era gostoso como o anterior.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
A trouxe para o meu colo e mantive o beijo no ritmo que estava.
Acariciava os cabelos dele e a outra mão acariciava a lateral do pescoço dele.
Corri a mão pela perna dela e cada vez tinha mais vontade de a tocar por inteiro.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e minha outra mão descia pelo seu peito.
Quebrei o beijo e a olhei.- Octavia.
— Sim?- Perguntei.
— Eu... Eu sei que não é certo, mas não quero te ver com outro homem.- Disse.
— Eu não estou com outro homem.- Disse.
— Eu quero você assim. Nunca te vi como sobrinha.- Falei.
Sorri.- Também nunca te vi como tio.
— Não?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Estamos em sintonia então.- Toquei seu rosto.
Sorri.- Sim.
A beijei de novo e ficamos assim ali no sofá. Quando decidi subir, a levei para meu quarto.
— Tem certeza que quer que fique aqui?- Perguntei.
— Toda. Ou você não quer?- Questionei.
— Não quero o que?- Perguntei.
— Ficar comigo?- Questionei.
— Quero.- Disse.
— Então pronto.- Tirei o lençol que cobria a cama e nos deitamos. A trouxe para junto de mim e corri a mão pelo seu corpo.
Sorri e o beijei.
Eu procurava entender o que eu sentia, mas sabia que Octavia era importante e estava apaixonado por ela.
Hã... ele não parecia muito afim. Creio que tenha entendido errado as intenções dele. Como disse; nunca lidei com homens americanos. Parei o beijo.- Eu vou ir escovar os dentes e passar os cremes. Já volto.
— Não precisa.- A puxei de volta.
— Claro que precisa. Não tenho essa pele a toa.- Disse.
— Se tudo isso é para mim, tudo bem.- Disse.
— E se não fossem?- Perguntei.
— Ai você não ia.- Disse.
Ri.- Já volto.- Sai dali.
Ela foi e a esperei. Lembrei do sonho que tive dias atrás. Acho que ele estava perto de se realizar.
Fiz o que tinha que fazer e voltei ao quarto.
Ela veio e a puxei pela mão até mim, que estava sentado na beira da cama.- Cheirosa.
Sorri.- É a intenção.
Fui roçando meu nariz pelo seu ombro até chegar em seu pescoço e beijar ali.- Perfeita.
Me arrepiei e sorri.- Obrigada.
A trouxe para meu colo e continuei fazendo enquanto minhas mãos deslizavam por suas costas.
Minha mão descia pelo seu peito e o puxei, beijando-o.
Descia a alça da camisola dela e a outra mãotocava sua coxa. Queria ela gemendo meu nome assim como tinha pensado antes.
Ajudei ele a baixar as alças da camisola e voltei a beija-lo.
Era uma coisa que eu estava conhecendo nela e amando. Como era decidida. Gostava de pessoas assim. Deslizei a mão por onde a peça já tinha caído e cheguei ao seu seio, o tomando em minha mão.
Suspirei contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.
Ainda a segurando, a joguei na cama e voltei aos lábios dela, já ficando entre suas pernas e foi quando pensei uma coisa.
— O que foi?- Perguntei.
— Tenho que perguntar; você é virgem?- Questionei.
— Não, não sou.- Disse.
— Tá.- Isso era bom, mas não ia pensar no fato de outro homem a tocando.
— Ok.- Disse.
Voltei a beija-la e sentia seu corpo contra o meu, e isso me arrepiava. É como se tivesse uma corrente passando por mim.
Ok, eu posso ter me enganado bem feio de como eu pensei que eram os americanos. Acho que se não gostasse de Klaus, eu ia voltar para Londres para encontrar alguém legal lá.
Fui descendo e tirei a sua camisola. Me deparei com ela semi nua, uma visão excitante.
Era melhor não pensar muito no jeito que ele "faz" as coisas. Eu que criei expectativas demais.- Voltei a beija-lo.
Tirei a calcinha dela. Agora sim. Estava tendo que me conter para não voar para cima dela. Minha ereção apontava fácil na minha calça. Eu queria saborea-la, devora-la, faze-la minha.
Acariciava delicadamente as costas dele e a outra mão seu peito.
Tomei o seio dela em minha mão, o apertei e depois o tomei com a boca.
Gemi e suspirei pesadamente.
Não deixei o outro sem atenção e minha mão o tocaca os dois ao mesmo tempo.
Santo Deus, se isso continuar vamos ter que achar um ritmo igual para uma relação sexual. Deixei ele fazer como gostava. Comentários não era muito bem aceitos por ele.
Ri e a olhei.- Anciosa?
— Ou você que é lento.- Disse.
— Estou saboreando você, é diferente.- Ri, tirando minha calça.
— Somos acostumados a coisas diferentes.- Disse.
— Tem muito o que sentir ainda querida.- Joguei as roupas e alcancei a mesinnha, pegando um preservativo.
— Se você diz.- Disse.
— Eu tenho certeza.- Disse.
— Ok.- Falei.
Coloquei preservativo e entrei nela.
Suspirei e o beijei.
— Melhor agora?- Perguntei.
— Não. Porque precisamos conversar sobre isso.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Ok.- Disse.
Ela levava tudo sério demais, ia ter que mudar isso. Conforme me afundava nela, cada sensação do meu corpo aumentava. Nunca tinha sentido aquilo.
Eu não estava me sentindo muito confortável e não sei se sabia porque. Ele nem tinha conversado comigo sobre isso. Fora o fato de pensarmos muito diferente. Isso estava realmente me incomodando.
O beijo dela estava diferente, assim como ela.- Tudo bem?
— Sim.- Disse.
Toquei seu rosto e esperava mesmo que tivesse. Voltei a beija-la, esperando que ela relaxasse.
Retribui o beijo novamente.
Passei a ir mais rápido. Ela era uma delícia. Gemi junto a sua boca, era difícil não fazer.
Minha mão descia pelas costas dela e entrelacei minha perna na sua cintura.
O toque dela era suave, mas delicioso e me deixava mais excitado. No fim das contas ela não era tão inocente assim.
Continuei acariciando-o e o beijando.
Nos separamos para tomar ar e sorria enquanto deslizava a boca na base do seu pescoço, percorrendo até seu colo.
Me arrepiei ao que ele fez e acariciava seus cabelos.
Voltei a boca dela, mas conforme o prazer se espalhava pelo meu corpo, eu precisava de ar mais rápido.- Octavia...- Gemi o nome dela, era tudo o que conseguia pensar.
Sorri e acariciava a nuca dele. Eu realmente estava incomodada com isso, não queria estar, mas estava e é claro que não falaria nada. Sou péssima em me expressar mesmo.
Tinha alguma coisa errada. Ela não estava reagindo normalmente. Toquei seu rosto.- Você está bem?
— Estou.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
A beijei carinhosamente.- Não me deixe de contar nada, por favor.
— Tudo bem.- Disse.
Sorri e voltei a boca dela, mesmo com a sensação que ela não estava me falando tudo.
Retribui o beijo e acariciava a lateral do pescoço dele.
Acho que ela não fazia ideia de quanto a desejava. Aumentei o ritmo e o tesão por ela só aumentava e parecia que nunca seria o bastante o que tinha dela.
Parecia que quanto mais a pessoa se sentia mal, mais demorava. Não que eu não quisesse estar com ele, porque eu queria. Mas nem conversarmos e tecnicamente isso é obrigação dele puxar, já que é ele que pode ser preso! Não me importava de transar hoje mesmo, mas devíamos ter conversado sobre. Fazer o que? Agora aconteceu.
Não, isso não estava bem mesmo. Eu sabia quando a pessoa está com a cabeça longe. Ela não queria? Se sentiu sem jeito de parar? Merda, porque ela não me fala? Isso não estava mais indo bem, até que fui parando e sai dela, ficando ao seu lado.
— O que foi?- Perguntei.
— Quando sua cabeça estiver aqui e você com vontade, podemos continuar.- Disse.
Suspirei.- Ok. Eu vou para o meu quarto.- Coloquei a camisola.
— Não vai me dizer o problema?- Perguntei.
— Não sei do que está falando.- Disse.
— Merda Octavia.- A fiz olhar para mim.- Se tem ma coisa que sei é quando você está lá, mas não está de verdade. Sua cabeça estava em outro lugar e não venha dizer que não.- Tentava segurar a onda de que aquilo magoava, como se ela não estivesse tão afim assim.
Suspirei.- Eu só achei que foi rápido demais. Devíamos ter conversado, mas agora não adianta mais. Já aconteceu.- Dei de ombros.- E também pensamos diferente Klaus e não sei até onde pensamentos diferentes vão dar certo.
— E porque não me parou, me pediu tempo? Eu não tinha problema algum nisso. Quer dizer, você me deixa louco a dias, mas sei me segurar.- Disse.
Revirei os olhos.- Não estou falando de tempo.- Suspirei e me levantei.- Esquece isso. Desculpe por ter estragado a sua noite. Amanha decidimos isso.- Sai do quarto dele.
— Espera.- Fui atrás dela.- Vou dormir com você, pelo menos.
— Tudo bem.- Disse.
— Quer no seu?- Perguntei.
— Pode ser.- Disse.
— Só vou tomar um banho e já vou.- Disse.
— Ok.- Falei.
Fui para meu banheiro e tomei um banho pensando em tudo. Ela estava certa. Nos beijamos hoje é já avancei assim. Sai do banho, me vesti e fui ao quarto dela.
Troquei de pijama e já estava deitada na cama.
Me deitei.- Me desculpe.
— Pelo que?- Perguntei.
— Por ser um babaca e ter me deixado levar sem pensar direito.- Disse.
— Você não é um babaca, Klaus. Eu deixei, então você não tem culpa.- Falei.
— Tenho. Venho pensando tanto nisso que atropelei as coisas.- Disse.
— Agora você já viu que não tem nada demais.- Disse.
— Mentira. É melhor que pensei.- Disse.
— Você bebeu vinho demais então.- Disse.
— Porque acha que não é gostosa e me satisfaz?- Perguntei.
— Porque eu sei que não sou.- Disse.
— Não pense assim.- A virei para mim.- De todas as preocupações que poderia ter a sua é essa?
— Claro que não. Não me preocupo com isso.- Disse.
— Se não é isso é... Eu?- Questionei.
— Como assim?- Perguntei.
— Estar comigo não é o que esperava? De todos os jeitos.- Disse.
Suspirei.- Não é isso Klaus.- Toquei o rosto dele.- Você é perfeito e não é que ache que a gente tenha que esperar para transar, pelo contrário, eu só acho que devíamos ter conversado antes. Colocar tudo em pratos limpos e saber das consequências que isso que temos pode dar.
— Não preciso pensar muito para saber as consequências.- Disse.
Suspirei.- Eu sei.
— A questão é se você quer encarar isso tudo.- Disse.
— Sim, eu quero.- Disse.
Sorri.- Não podia ouvir coisa melhor.
Sorri.- Que bom.
Beijei ela de leve. Eu podia estar maluco, mas eu queria ela, lutaria por ela.
Retribui o beijo, mas o parei delicadamente.- Me desculpe por ter estragado a noite. Eu as vezes penso demais.
— Não, tudo bem.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— E quanto aos pratos limpos que disse, eu quero você. Não é exagero dizer que me apaixonei.- Falei.
Sorri.- Eu também me apaixonei por você.
— E a senhora nunca me indicou nada.- Disse.
— Como eu disse, eu me acostumei com um tipo diferente de relação. Mas vou me acostumar ao tipo de relação americana, não se preocupe.- Sorri.
— E qual a diferença?- Perguntei.
— Eu nunca precisei demostrar nada no inicio. Se um cara estava afim, eles chegavam em mim e diziam. E aos poucos eu ia revelando também. Assim como eles são mais diretos. Ele te agarram, arrancam sua roupa e te jogam na cama. Não tem muito tempo para pensar. E deve ser por isso que eu pensei demais hoje.- Disse.
— Sim, isso acontece mas e todo resto?- Perguntei.
— Que resto?- Perguntei sem entender.
— Você tem um corpo maravilhoso. Minha vontade é de beijar e explorar cada pedaço dele. Nunca fez isso?- Questionei.
— Ah, claro que sim. Os ingleses são tarados.- Disse.
— Tá. Chega dessa conversa.- Disse ficando de cara fechada.
— O que foi?- Perguntei.
— Chega de falar de outros homens com você.- Disse.
Ri.- Ok. Mas com direto eu quis dizer que eles não ficam muito tempo em preliminares, sabe? Beijinho aqui, beijinho lá. O namorado que eu tive, que foi o único com quem transei até você, ele era assim. Ele gostava de tocar durante a relação em si.
— Ok.- Disse.
— Ok.- Falei.
Era melhor acabar com aquela noite parcialmente frustrante.- Tudo bem, acho que entendi como você gosta.
— Esquece. Quando acontecer de novo, vamos normalmente.- Me virei para o outro lado.- Agora vamos dormir.
— Tudo bem.- Abracei ela por trás.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Dei um beijo no pescoço dela e pude sentir sua respiração ficar lenta, e logo ela dormiu. Eu não consegui tão rápido e fiquei repassando aquela noite que tinha sido tão boa. E por mais que ela falasse para mim que não, eu que tinha estragado. Os dias que passaram foram sobre eu conhecer mais ela e ela se abrir mais para mim. No sábado era a exposição na minha galeria e confesso estar nervoso. Octavia estava linda e foi um sacrifício ficar longe dela ou não a tocar. Stefan deu em cima dela várias vezes, mas só para me sacanear. No fim da noite todas as obras vendidas eram minhas e aquilo me deixou radiante. Fomos para casa e quando entramos em casa, a segurei.- Você estava linda.
Sorri.- Obrigada.
— Dois quadros meus foram vendidos.- Disse.
Sorri.- Eu sei. Parabéns.
— Obrigado.- A beijei.- Vamos ficar no meu quarto ou no seu hoje?
— Pode ser no seu.- Disse.
— Então vamos para lá.- A peguei pela mão e fomos até o quarto. Tirava o paletó.- Gostou de tudo?
— Sim, estava ótimo.- Disse.
— Fico feliz. Não sei como tem gente que não gosta de arte.- Disse.
— Verdade.- Falei.
— Que bom que você gosta. Me acompanha nisso.- Disse.
Ri.- Sim.
— Bem, vou tomar banho. Ou vai querer comer alguma coisa?- Tirava a gravata e a camisa.
— Não, pode ir.- Disse.
— Tá, eu já volto.- Dei um selinho nela e fui para o banheiro. Eu queria a pegar, a ter de novo, mas depois daquele fracasso, sei lá, fiquei inseguro quanto a isso.
Me levantei e fui para meu quarto. Tirei tudo que estava usando e fui tomar banho também.
Terminei e sai só de cueca. Ela devia estar no banho. Arrumei a cama e deitei. Olhava e tentava achar já alguma critica da exposição.
Sai do banho e coloquei um pijama, voltando ao quarto dele.
Quando a olhei, minha reação foi de imediata excitação, mas eu tinha que segurar a onda por agora.
Deitei ao lado dele.- O que está fazendo?
— Vendo se já tem alguma critica.- Disse.
— Tem a minha e ela diz; perfeição.- Sorri.- A obra e o artista.
— Perfeição é?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Não sabia que estava nesse nível.- Disse.
— Até acima.- Falei.
— Está exagerando.- Disse.
— Não estou não.- Disse.
— Tavy, eu não sou tudo isso.- Desliguei o celular.
— Claro que é.- Disse.
— Eu tenho que aceitar isso, mas quando eu falo você não aceita.- Disse.
— Porque eu não sou.- Falei.
— Então eu não sou também.- Disse.
— Ok.- Disse.
A trouxe para perto de mim e a beijei.- Ficar longe de você é uma tortura sabia?
— Você não está longe de mim.- Disse.
— Durante o dia.- Toquei os lábios dela e tinha que pensar em coisas não boas para não reagir a ela, o que estava difícil, ainda mais colado nela e ela assim.
Toquei o peito dele.- Não precisa ficar nunca longe de mim.
— Sabe está muito difícil ficar em horas assim.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Cheguei ao ouvido dela.- Porque manter meu corpo calmo quando você está tão sexy e gostosa assim, e junto de mim, é uma tarefa complicada.
— E quem disse que precisa?- Perguntei.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Isso pode ser muito bom.- Beijei pelo pescoço dela.
Me arrepiei.- Que bom.
— Mas apenas se você quiser.- Disse.
— Eu quero.- Falei.
— Certeza dessa vez?- Minhas mãos andavam por todo o seu corpo.
Sorri.- Absoluta.
Sorri. Eu mal podia esperar por ela. A beijei e envolvi meu braço em sua cintura.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Sentia ela um pouco diferente, pode ser impressão. A boca dela já estava acostumada comigo e ela seguia o meu ritmo.
Acariciava delicadamente a lateral do pescoço dele.
Rolei ficando por cima dela. A pouca roupa ajudava o contato de nossos sexos e quando me encostei mela, gemi.
Gemi contra os lábios dele também, mas voltei a beija-lo. Minha mão descia pelas costas dele e a outra pelo seu abdômen.
— Adoro seu toque.- Disse quando fui ter um pouco de fôlego durante o beijo, mas sem me afastar dela.
Sorri.- E eu o seu.
Minhas mão chegaram ao short dela e o tirei, e a calcinha também.
Comecei a tirar a cueca dele também e o beijei.
Ela não conseguia ficar longe da minha boca. Ajudei ela a me livrar da cueca e tirei a blusa dela também.
Minha mão desceu pelo seu abdômen, chegando até seu membro e o tocando ali.
Arfei de supresa e pelo movimento.
Ri contra os lábios dele.- Você parece surpreso.
— Sim.- Disse contra a boca dela.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Ok então.- Falei.
Ela continuou e me deitei ao seu lado para ficar melhor.
Me virei de lado, me apoiando no meu cotovelo e continuei tocando-o.
Deixei ela a vontade e tentava não gemer alto demais. Se tinha uma coisa que eu gostava era isso.
Sorri e o beijei no rosto, roçando meu nariz de leve na bochecha dele. Ele conseguia ser fofo até nesse momento. Claro que eu ia manter isso para mim. Homens não gostam de ouvir isso. Mas é a verdade.
Estiquei a mão e na gaveta procurei uma camisinha que achei logo, dei a ela para colocar.
Parei o que fazia e peguei a camisinha. Abri e comecei a colocar.
A mão dela era de certo muito boa. Quando ela terminou, voltamos posição que estávamos e me permiti entrar nela. Gemi com aquilo. Era bom estar de novo ali.
Gemi e suspirei pesadamente. Entrelacei melhor minha perna na cintura dele e voltei a beija-lo.
Agora ela parecia mais a vontade, ainda bem. Respondi o beijo e não a poupei de ir rápido nos meus movimentos.
Minha mão descia pelas costas dele e minha outra mão estava entrelaçada nos cabelos dele.
— Octavia, você é uma delícia.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Peguei no seio dela e apertei, ela era por um todo gostosa.
Gemi e o beijei novamente. Minha mão desceu até onde estamos unidos e o toquei ali.
Arfei, logo gemendo.- Tavy.
Sorri e desci meus lábios pelo seu pescoço.
Suspirei.- Você quer me deixar doido, não é?
— Possivelmente.- Sorri.
— Malvada.- Ri e aumentei o ritmo.
Sorri e voltei a beija-lo.
Estar com ela me dava um prazer que a muito eu não tinha e eu realmente amava tudo que envolvia minha Octavia.
Acariciava o rosto dele enquanto nos beijávamos e minha perna subia e descia na cintura dele, fazendo meu pé roçar na perna dele.
Estava clara a diferença e hoje Octavia estava me amando como eu estava ela. O orgasmo não estava longe e podia sentir isso dela também.
Minha mão descia pelo peito dele, acariciando delicadamente ali. A mão que estava em suas costas subiu até sua nuca, acariciando ali também.
Ela me enlouquecia com aqueles toques e isso me empurrava para um orgasmo delicioso.
Parávamos o beijo delicadamente e o olhei. Podia ser cedo, mas não me importava.- Eu te amo.
Toquei o rosto dela.- Eu também.
Sorri e lhe dei um selinho.
Sorri e me deitei ao seu lado. Ela se abraçou em mim e logo apagamos. Eu sei tudo que vai vir, tudo que vamos sofrer, mas eu não me importo. Não vou deixar ninguém nos separar. Amo Octavia, ela me ama e isso é suficiente para mim. Ficamos bem e quando a bomba sobre nós estourou vieram de todos os lados e nos atacaram de todas as formas. Parte da nossa família, incluindo a dela, virou as costas. Basicamente só meu pai e meu irmão nos dão algum apoio. Ela ficava mal com isso, mas eu tentava confortar e estamos superando. O importante é que mesmo tendo laços de sangue o que nos une é como nos amamos e isso ninguém vai mudar.
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