Liberty- One Shots
54 Capítulo 54- Klaus, Tatia & Elijah.
Notas iniciais

POV Elijah.
Klaus e eu tínhamos saído para caçar, e tinha sido uma caça boa. Paramos pois estava calor e tomamos um pouco de água quando ouvimos um barulho. Olhamos entre as arvores e vimos uma moça.- Sabe quem é?
— Acho que é a Tatia.- Ele disse.
— Tatia? Ela era uma menina um dia desses. Acho que a roupa a cobre bem.- Disse.
— Deve ser, porque todos os homens com quem falo querem ela.- Ele falou.
— Ela fez o que? 17 ou 18?- Questionei.
— Acho que 17.- Ele disse.
— Está maravilhosa. Que corpo.- Prestava atenção nas belas curvas e quando ela virou de frente, a visão ficou melhor ainda.
— Nem fale. Eu me pergunto se algum outro homem teve essa sorte. Só pode, porque normalmente só falam dela.- Ele disse.
— Será que ainda é pura? Se for...- Comecei.
— Se for...?- Ele perguntou.
— Quem a tiver vai ser um sortudo. Opa, você não teve nenhuma virgem ainda.- Disse.
— Engraçadinho.- Ele a analisou.- Ela parece bastante apertada ainda. Então eu acho que é virgem sim.
— Consegue ver daqui?- Ri e podia sentir meu membro se animando.
— Irmão, dá para saber quando uma mulher teve um homem entre suas pernas.- Ele disse.
— Tecnicamente não precisa ser entre elas.- Disse.
— Eu sei. Mas ela parece do tipo que é inocente e que não sabe muito sobre homens. Olha como ela lida com o próprio corpo. Não é como se outra pessoa tivesse tocado.- Ele disse.
— Doce e pura Tatia, ela será um deleite.- Disse.
Ele riu.- Será difícil consegui-la irmão.
— Está duvidando de mim?- Perguntei.
— Sim. Porque terá que competir comigo.- Ele disse.
— Vai ser uma luta fácil.- Disse.
— Digo o mesmo se ela nos ver nus.- Ele riu.
— Ah, até parece. Que pena ela já vai.- Disse.
Ele suspirou.- Pois é.
— Pois vamos também.- Disse.
— Vamos.- Ele disse.
POV Misto. (Elijah e Tatia.)
Pegamos as coisas e voltamos. Depois do jantar sai para dar uma volta e a vi comendo umas frutas, me aproximei.- Oi Tatia.
Levantei meu olhar para vê-lo.- Oi Elijah.
— A dias não te via. Como está?- Perguntei.
— Eu estou bem.- Me levantei e ajeitei o vestido.- E você?
— Bem. Sinto falta de quando andávamos juntos.- Disse.
Sorri.- Eu também. Mas minha mãe disse que não devo andar com homens por enquanto. Estou na idade de casar já.
— Já? Não é muito cedo?- Questionei.
— Eu também acho, mas pelo que ela diz, meu corpo já diz o contrário.- Disse.
— Bem, você parece mais bonita.- Disse.
— Hã... obrigada.- Eu não sei se ficava feliz por ele ter me elogiado ou chateada por ter ganhado um "mais bonita" somente.- E como está o Klaus? Fiquei sabendo que ele estava com febre esses dias. Fiquei preocupada.
— Melhor, já pode ir caçar hoje comigo.- Disse.
— Que bom. Amanha eu ia passar para ver vocês.- Cheguei perto dele.- Minha mãe disse que para me "aproximar" de Kol.- Disse como se fosse segredo.- Ela disse que é o mais perto da minha idade.
— Ela tem tanto receio assim?- Sorri.
— Receio?- Perguntei.
— De você escolher alguém? Ninguém na minha casa vai lhe fazer mal.- Disse.
— Ah, não é isso. É que no caso você, Klaus e Finn já são mais velhos do que eu. Já devem ter mulheres a vista. E Kol também é lindo e fofo. Não me importaria em nada em ser a mulher dele.- Falei.
— Dele? Qual o problema comigo? Alguns anos?- Questionei.
Sorri.- Não tem problema nenhum com você, Elijah. Pelo contrário.
— Tem coisas boas então?- Perguntei.
— Eu não estou dizendo que é escolha minha tentar que Kol me note. É da minha mãe e do meu pai. Só estou dizendo que não seria ruim ser a mulher dele. Principalmente pelo que se escuta por ai.- Disse.
— E o que chegou aos seus ouvidos?- Perguntei.
Mordi meu lábio.- É melhor guardar segredo. Se for verdade acho que Kol não vai gostar que todos saibam.
— Bem, eu não me importaria se em vez dele eu fosse o escolhido.- Disse.
Sorri.- Você pode tentar com o meu pai então. Isso fica com você.- Lhe dei um beijo na bochecha.- Agora eu tenho que ir. Nos vemos amanha na sua casa. E mande um beijo para Klaus também e diga-lhe que estou com saudades dele também.
— Pode deixar.- Sorri, pegando na mão dela.- E vou falar com ele assim que der.
— Vou esperar por isso então.- Sorri e me virei, saindo dali.
Fui para casa sorrindo e me deitei. Eu gostava de Tatia e ficaria imensamente feliz de a ter comigo.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Quando o outro dia amanheceu, me levantei. Olhei pela pequena janela do meu quarto e o dia estava bonito e quente. Tirei a roupa de dormir que estava e peguei um vestido para dias quentes. Minha mãe dizia que tinha que usar roupas fechadas para não mostrar meu corpo, mas eu não gostava disso de não poder fazer o que queria só porque podia ter um bando de tarado por ai. O vestido era soltinho e de tirante. Deixava meu colo a mostra. Uma coisa boa de ser nova é que não precisava de panos para "segurar" os seios. Eles ainda eram firmes. Terminei de me ajeitar e depois de tomar o café da manha, fui para casa dos Mikaelson e batia na porta.
Sorri ao ver quem era.- Olá Tatia.
Sorri.- Oi Klaus. Trouxe algumas frutas.- Mostrei a tigela com as frutas.
— Elas são bem vindas.- Peguei a tigela e nossas mãos se tocaram. Sorri pelo contato.
Sorri e mordi meu lábio.- E como você está? Fiquei sabendo que estava doente esses dias.
— Sim. Eu me feri e infeccinou.- Disse.
— Sério? E onde foi?- Questionei.
— Nas costas.- Disse.
Toquei o rosto dele.- E tem certeza que está bem? Não gosto nem de imaginar você ferido.
Dei um sorri triste.- Não se preocupe com isso.
— Não me preocupar? Como não vou me preocupar com você? Se eu tivesse aqui, teria cuidado de você. Mas tenho certeza de que foi bem cuidado.- Disse.
— Rebekah fez um bom trabalho.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Você está linda.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Por onde tem andado? Não tenho te visto.- Disse.
— Eu estava na casa de uns parentes do meu pai.- Falei.
— Senti sua falta. Principalmente nas festas.- Disse.
— Tenho certeza que tanto você quanto Elijah conseguiram pares bem melhor do que ficar comigo.- Disse.
— Não mesmo. Até me ofendo com isso.- Falei.
— Você é um amor Klaus.- Toquei o rosto dele.- Mas nessa festa de hoje eu estarei. Vocês vão?
— Sim.- Disse.
— Tudo bem, nos vemos lá então. Agora é melhor eu ir.- Lhe dei um beijo na bochecha.- Até.- Sorri e sai dali.
Sorri olhando ela ir. Eu a adorava. Se tinha alguém que eu desejava como minha mulher, era ela. Botei a tigela na mesa e fui para meus afazeres. Mais tarde o pai chegou, não fazia ideia do porque estava irritado e como sempre arrumou motivo para brigar comigo. Eu tenei argumentar o que só foi pior. Além de me acertar algumas vezes, me proibiu de ir a festa. Isso sim me deixou irritado.
POV Misto. (Tatia e Elijah.)
Quando a hora da festa chegou, fui me ajeitar. Não demorei muito e saí junto com meus pais para a festa. Em todas as festas a aldeia toda comparecia.
A vi sentada bebendo algo.- Sozinha?
— Pode se dizer que sim.- Disse.
— Não está mais.- Me sentei ao seu lado.
Sorri.- Que bom.
— Mencionou algo a eles?- Perguntei.
— Aos meus pais? Não.- Disse.
— O que acha que vão dizer?- Perguntei.
Suspirei.- Eu não sei.
— Bem, não sou tão velho assim. E tem garotas que casam com bem mais velhos que eu.- Disse.
O olhei.- Porque você me quer? Até pouco tempo atrás você me via como uma amiga, não mulher.
Toquei seu rosto.- Sempre te quis assim. É que era nova demais e agora seus pais querem te entregar a outro, não posso deixar.
Peguei a mão dele e a coloquei sobre minhas pernas e a acariciei com meu dedo.- Eu preciso ser honesta com você Elijah. Eu não posso casar com você ou com algum dos seus irmãos. Pois seria desonestidade. Eu amo você, mas...- Suspirei.- Eu amo o Klaus também. E eu não vou escolher, sinto muito.
Aquilo me pegou de surpresa.- Ama?
— Sim.- Disse.
— Aos dois? Como? Vocês nem vivem tão juntos assim.- Disse.
— E nem nós, Elijah. E vocês dois são especiais e lindos. Eu não poderia ficar com um de vocês e amar o outro também.- Falei.
— Eu não esperava por isso. Achava que seus sentimentos eram só por mim.- Disse.
— Sinto muito.- Disse.
— O que quer fazer?- Perguntei.
Suspirei.- Nada Elijah. Vocês vão ficar melhor sem mim, ok?- Me levantei, lhe dei um beijo no rosto e sai dali.
Não queria deixar ela ir, mas precisava pensar. Todos estavam ali, mas foi fácil não perde-la de vista. Quando se afastou, sai e fui atrás.- Tatia.
— O que?- Perguntei.
— Não posso deixar você ir.- Disse.
— Sim, você pode.- Disse.
— Não, não posso.- Cheguei junto dela.- Eu te amo e não vou perder você.-Estávamos onde não tinha ninguém, então a beijei.
Mesmo que não devesse, retribui o beijo.
Mesmo que ela dissesse que amava ele, ela me amava também e ia lutar por isso.
Parei o beijo, afastando-o.- Não posso fazer isso.- Sai dali.
Suspirei. Tinha que ter algo para estragar tudo. Sempre defendi meu irmão, mas nesse momento ele não era alguém que eu quisesse ver.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Tatia estava me esperando, tinha que ir vê-la. Mesmo dolorido, levantei e sai. Ninguém chegaria cedo mesmo. Fui aos redores tentando a ver e escutei um barulho na mata. Quando o segui, era ela. Parecia não muito bem.- Tatia?
— Klaus?- Perguntei.
Sorri.- Como precisava te ver.- Fui até ela, a abraçando.
Retribui o abraço dele. Como me doía amar os dois. Ao mesmo tempo que não me arrependia do sentimento, era a pior coisa do mundo magoa-los.
Me encolhi com o toque dela e dei um jeito de me soltar.- O que faz aqui?
Achei estranha a reação dele.- Hã... nada.
— Eu sei que estava me esperando, mas algumas coisas aconteceram. Elijah não te avisou?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Eu fui proibido de vir. Mas não podia ficar sem te ver.- Disse.
— Eu preciso falar com você.- Falei.
— Diga.- Toquei lhe o rosto.
Peguei a mão dele.- Você sabe que eu te amo, não é?
— Agora tenho certeza.- Disse.
— Fico feliz. Mas eu amo você e amo o Elijah também. E como disse, não escolherei entre vocês. Então é melhor eu me afastar.- Disse.
— O que? Se afastar?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Não Tatia, não faça isso.- Disse.
— Klaus, eu não conseguiria escolher um de vocês.- Disse.
— Tê-la longe seria muito pior. Tatia, eu tive um dia horrível, mas só de estar aqui com você me faz esquecer tudo.- Disse.
— E como você quer que isso funcione?- Perguntei.
— Eu não sei, mas não quero te perder.- Disse.
— Você nunca me perderia.- Disse.
— Você querer se afastar não é o mesmo?- Perguntei.
— Não. Eu disse que não poderia escolher vocês como mulher. Mas continuaria amiga de vocês.- Disse.
— Não vou suportar a ver se casar com alguém. Elijah eu o conheço bem. Mas outro que não saberia como vai te tratar, não. Não faça isso.- Disse.
O olhei.- Você está abrindo a mão de mim?
— Não, mas não tenho muita opção. Já que nem a de lutar por você, você está me dando.- Disse.
Suspirei e acenei.- Tudo bem. Eu vou ir para casa, estou cansada.
— Não vá.- A segurei.
— Porque?- Perguntei.
— Por favor.- Pedi.
— Ok.- Respondi.
A trouxe mais perto de mim.- E pensar que eu ia perguntar sobre falar com seus pais.
E eu achando que não tinha como me sentir pior... estava enganada.- Sinto muito.
— Hey.- Levantei o rosto dela para olhar para mim.- Não fique assim.
— Está tudo bem.- Disse.
Estava tão proximo que não resisti em provar da sua boca e a beijei.
Retribui o beijo.
A apertei contra mim e sabia que naqueles braços eu podia ter uma vida feliz.
Senti uma lágrima escorrer pela minha bochecha. Eu me sentia péssima por estar magoando os dois. Principalmente por eles não me odiarem. Ficaria ainda mais difícil assim. Seria mais fácil se eles simplesmente me odiassem.
Parei e sequei o rosto dela.- Beijo tão mal assim?
— Claro que não.- Disse.
— Não chore, por favor. Quebra meu coração a ideia de te ver chorando.- Disse.
— Desculpe.- Disse.
— Não tem do que se desculpar meu amor.- Escutei algumas conversas e logo depois Elijah apareceu.
— Você enlouqueceu em sair de casa com o pai no seu pé como ele anda.- Elijah disse.
— É melhor eu ir.- Disse.
— Eu precisava vê-la.- Mantive a mão dela na minha.- E não ia perder isso por uma cisma dele.
— Ele está indo para casa, tem que chegar antes dele. Vocês conversaram?- Ele perguntou.
Somente assenti.
— Acho que nós três temos que conversar. Juntos.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Para resolver.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora vamos, por que se não...- Ele olhou o irmão.- As coisas serão ruins, você sabe.
— Sim, vamos.- Beijei ela rapidamente.
Elijah o fez também.
Fui pega de surpresa pelo que eles fizeram, mas não disse nada.- Ok, até mais.
— Tchau.- Ele disse.
— Tchau.- Disse e fomos para casa.
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POV Misto. (Elijah e Tatia.)
Alguns dias se passaram desde daquele dia da festa. Eu ainda estava meio confusa de como terminou aquela noite. Rebekah me deixou um recado ontem para encontrar Klaus e Elijah no lago hoje. Coloquei um vestido solto e fresquinho. Fui até lá e me sentei na beira do rio, com os pés para dentro. Tinha subido meu vestido até perto da minha coxa.
— Sempre uma bela visão.- Disse chegando na frente.
Levantei meu olhar.- Hey.
— Confesso que senti sua falta. Demais.- Fui até ela, a beijando.
Retribui o beijo, mas parei.- Acho que não devíamos estar fazendo isso.
Klaus chegou mais devagar.- Você realmente é uma visão tentadora.
— Porque?- Perguntei.
— A vontade que dá de te ter é impressionante.- Ele disse.
O ajudei a se sentar.
— Klaus, o que foi?- Perguntei.
— Digamos que eu não sou uma pessoa de sorte.- Ele disse.
— Não chegamos a tempo naquele dia.- Disse.
— Santo Deus.- Tirei os pés da água e me ajoelhei. Eu estava no meio dos dois, mas me ajoelhei de frente para Klaus.- Deixa eu ver. Eu posso tentar ajudar.
— Não quero que veja isso.- Ele disse.
— Klaus, não seja orgulhoso.- Disse.
Ele suspirou e tirou a camisa.
Coloquei a mão sobre minha boca.- Meu Deus. Você cuidou disso?
— Eu e Rebekah fizemos o possível para evitar, mas só podemos ajudar depois.- Disse.
— Já disse que não quero que se metam, não quero que aconteça nada a vocês.- Ele disse.
Eu sou a pior pessoa da face da terra mesmo. Ele está assim porque saiu para me ver. Suspirei.- O que eu posso fazer?
— Está aqui, já é o suficiente.- Ele disse.
Suspirei.- Ok.
— É tão bom ver você.- Ele disse.
— Digo o mesmo aos dois.- Disse.
— E como você está?- Fiquei junto dela.
— Estou bem.- Disse.
— Seus pais ainda querem te tirar de nós?- Ele perguntou.
— Eles só querem que ache alguém perto da minha idade. Ainda pensam em Kol.- Disse.
— Não.- Os disseram juntos.
— Kol é legal.- Disse.
— Ele não quer saber de alguém fixo agora.- Ele disse.
— Você só se machucaria.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Bem, você tem a nós.- Falei.
— Eu já disse que não vou escolher entre vocês dois.- Me levantei.
— Tatia, não estamos pedindo uma escolha.- Ele disse.
— E o que então?- Perguntei.
— Durante esse dias tivemos a oportunidade de conversar.- Disse.
— E?- Perguntei.
— Nenhum de nós quer te perder para outro.- Ele disse.
— Não entendi.- Disse.
— Tatia, você disse que não seria capaz de escolher entre nós. E se não precisasse fazer?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Você conseguiria viver com nós dois?- Ele perguntou.
— Vocês querem que eu fique com os dois?- Questionei.
— Você tem que querer isso.- Ele disse.
— Eu amo vocês, claro que quero. Mas vocês conseguiriam dividir uma mulher? E como viveríamos assim? O casamento ou os filhos? Eu teria um de cada ou nenhum? Tem muita coisa que vem junto.- Disse.
— Eu disse que ela não ia aceitar.- Ele disse.
— Deixe-a pensar Klaus, é muita coisa.- Disse.
— Vocês são surdos? Eu disse que quero. Só estou perguntando para vocês como serão essas coisas.- Disse.
— Nós conversamos sobre isso. Cada um vai respeitar o tempo do outro e sem ataques de ciúme, não é Klaus?- Questionei.
— É, é.- Ele disse.
— Quer dizer que você não é ciumento, Elijah?- Perguntei.
— Eu sou mais controlado que esse ai. Mas caso ele interfira no meu tempo com você, vamos conversar a sério.- Disse.
— Eu acho que a primeira coisa para essa relação dar certo é que você não seja o irmão mais velho e o Klaus o mais novo. Porque se os dois serão meu marido, vocês terão que concordar nas coisas. Porque se não eu vou ficar perdida.- Disse.
— Você quer dizer não deixarmos nos levar por nossa fraternidade?- Ele perguntou.
— Vocês são irmãos e isso não vai mudar, mas para uma relação assim dar certo tem que ser amigos antes. Porque tecnicamente vocês serão "companheiros" também. Só espero que não queiram consumar alguma coisa entre vocês também.- Disse.
— O QUE?!- Ele exclamou.
Até engasguei.- Tatia, não.
— Ótimo, menos mal.- Disse.
— Mas quanto ao que disse, acho que já somos. Elijah acho que é a unica pessoa com que eu concordaria em nossa situação.- Ele disse.
Sorri.- Que bom.
— Isso que dizer que estamos todos em acordo?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Sim.- Ele disse.
— Tatia, você tem que prometer umas coisas.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Acho que a primeira é; sem favoritismo.- Disse.
— Tenho um coração de mãe.- Falei.
— Klaus pode ser manhoso para conseguir sua atenção, acredite.- Disse.
— Hey.- Ele disse.
— Eu terei que dar atenção aos dois. E carência não tem hora.- Disse.
— As coisas podem se complicar, talvez tenhamos que nos mudar, mas mesmo assim estaremos ao seu lado.- Disse.
— Com certeza.- Ele disse.
— A única coisa que me deixa tranquila quanto não sermos aceitos é que se alguém for morrer por isso, serei eu.- Disse.
— Nunca diga isso de novo.- Ele disse.
— É a verdade, Klaus.- Disse.
— A defenderemos de quem for.- Ele disse.
Sorri.- Eu sei que sim. E vocês sabem que terão que se controlar, não é? Porque o que mais vão ouvir os homens da aldeia falarem, é de mim. Por causa de nós.
— Sim. Mas acho que depois de fazer dois ou três engolir as palavras, as coisas param.- Disse.
O olhei, repreendendo-o.- Elijah.
— Eu concordo.- Ele disse.
— Klaus!- Disse.
— E se tiver alguma linguaruda querendo difamar você, ela também ouvirá poucas e boas.- Ele falou.
— Por ai.- A botei no meu colo.
— Vocês são impossíveis.- Sorri.
— Mas o importante meu amor, é que não duvide nunca do que sinto por você.- Disse.
— Eu não duvido.- Falei.
— Nem de mim.- Ele disse.
— De nenhum de vocês.- Peguei na mão de cada um.- Mas como vamos fazer isso agora? Contar a alguém? Nos mudarmos?
— Acho que o melhor é nos mudarmos.- Ele disse.
— Bem, tem um chalé bem confortável logo aqui perto e sem donos.- Disse.
— Acho que pode ser ótimo até encontrarmos outra aldeia.- Ele falou.
— Tudo bem e vocês sabem porque a mãe de vocês pediu meu sangue?- Perguntei.
— Sangue?- Ele perguntou.
— Não faço ideia.- Disse.
— Bem, eu dei. Espero que não seja para essas coisas de magia negra que dizem que ela faz. Eu não quero virar uma galinha ou algo do tipo.- Disse.
— Seria uma galinha linda.- Ele falou.
— Mas não, ela nunca fez nada de ruim.- Disse.
— Eu espero. Bem, então fazemos assim. Nos encontramos no chalé a noite. E estarei esperando vocês com o jantar pronto já.- Sorri.
— Vai deixar um bilhete ou algo?- Ele perguntou.
— Acho melhor, para não nos procurarem.- Disse.
— Eu vou sim.- Disse.
— Ótimo. Não vejo a hora de poder estar finalmente com você.- Ele disse.
— Eu também.- Afastei-lhe o cabelo e beijei no pescoço.
Me arrepiei.- Digo o mesmo.
— Agora melhor voltarmos e aproveitar que não há ninguém em casa para separarmos algo nosso.- Ele falou.
— Sim, melhor.- Levantei do colo de Elijah.- Vou pegar algumas coisas também.
— Tome cuidado e qualquer coisa nos avise.- Disse.
— Pode deixar.- Disse.
A beijei.- Eu te amo.
— E eu amo os dois.- Sorri.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Eu a amava e o que falei era verdade, eu e Elijah conversamos e ele era a unica pessoa que eu considerei para viver dividindo a minha mulher. Não que fosse por completo satisfatório, mas viver sem ter Tatia não era uma opção. Enquanto ela se despedia dele, eu colocava minha camisa. Naquele dia não me importei pelo meu castigo, não que não tenha sido doloroso, mas foi pelo melhor dos motivos.
— Nos vemos mais tarde então?- Perguntei.
— Com toda certeza.- Elijah disse.
— E eu vou cuidar disso depois.- Indiquei as costas de Klaus.- Não gosto de te ver machucado. Nenhum de vocês.
— Eu vou ficar bem, estou acostumado.- Disse.
— E está acostumado em receber muito amor e carinho?- Toquei delicadamente o peito dele.- Porque vocês terão a mulher que mais gosta de cuidar da face da terra. Terão que se acostumar.
— Acho que posso me acostumar.- Sorri, pegando a mão dela e a beijando.
— Você anda muito cavalheiro hoje.- Lhe dei um beijo.- Eu prefiro na boca do que na mão.- Disse contra os lábios dele e sorri.
— Espere eu estar 100% para você ver.- Disse.
Ri.- Ok. Agora vão, antes que eles voltem.
— Até mais tarde meu amor.- Disse.
— Até.- Falei.
POV Klaus.
Fomos para casa e ainda não tinha ninguém. Eu arrumei umas coisas minhas, apesar de não ter muito e deixei guardado. Escrevi o bilhete e deixei guardado. Além de tudo ficaria livre da raiva do meu pai por mim, só que não saberia o motivo dela. Durante o jantar tomamos um vinho, era estranho nos darem assim e ele tinha um gosto estranho também. Estava cochilando esperando poder ir ao encontro dela quando ouvi um gemer e acordei, apenas vi meu pai vir com uma espada e a enfiar no meu peito. A dor foi agoniante, mas logo ela passou quando fechei os olhos. Acordei assustado e coloquei a mão no meu peito; não tinha mais nada, nem as costas doíam mais. A primeira que achei foi Rebekah, mas Elijah, Kol e Finn se juntaram a nós. O pai veio com uma garota e queria que bebessemos dela. Ele era louco? Mas estava com uma sede, minha garganta queimava e uma dor surgiu na minha boca. O que ocorria em mim ocorria nos outros também e vi presas aparecendo. Os olhos de Elijah brilharam e Kol foi o primeiro a ceder e aquele cheiro era delicioso e me fazia querer avançar. Depois de Rebekah, eu cedi. Aquele sabor me fez querer mais e era estranho, nenhum de nós entendia o que tinha ocorrido. Eu podia escutar ao longe e lembrei de Tatia. Tinha que ir vê-la, mas estava com medo.- Elijah.
— O que?- Ele perguntou.
— Nós temos que sair, você sabe porque.- Disse.
— Eu sei. Então vamos.- Ele disse.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Aproveitamos que eles se distraíram, pegamos nossas coisas e saímos. Coisa nova; tinhamos uma velocidade incrível. Não foi difícil achar o lugar.- Tatia?
Estava deitada olhando o teto do chalé quando escutei os dois na porta. Me levantei e fui até a porta, abrindo-a.- Hey.
— Finalmente podemos vir.- Elijah a abraçou.
— O que houve?- Perguntei.
— Uma loucura.- Entrei e me sentei. A iluminação me incomodava, assim como o som dos animais ao redor.
— Porque?- Perguntei.
— Não sabemos direito o que fizeram conosco. Não somos mais os mesmo.- Ele podia ouvir os batimentos dela e aquilo o atraía.
Os olhei.- Vocês querem terminar comigo, não é? Por isso essa desculpa de "não somos mais os mesmos".
— Não Tatia, se é possível o que sinto por você é maior, muito maior.- Ele disse.
— Sim e você está mais bela.- Me cheguei junto dela.
— É, eu estou percebendo que você está me achando mais "bela".- Me referia ao estado excitado dele.
— Oh droga, isso também acontece? Desculpe querida, foi estar perto de você e fiquei assim.- Disse.
— Sei bem como é.- Ele olhava fixo o pescoço dela.
Olhei Elijah.- O que foi?
Ele inspirou e se afastou.- Não, não posso fazer isso a você.- Tentava se controlar, sentindo as presas saírem.
— Elijah, o que foi? O que houve com vocês dois?- Questionei.
— Nos mataram e depois que acordamos nos transformaram nisso.- Me afastei dela deixando as presas saírem e sabia que meus olhos tinham mudado. Ela me rejeitaria, quem iria querer viver com algo assim?
— Santo Deus.- Cheguei perto de Klaus, com receio, mas cheguei.- Porque fizeram isso?- Toquei o rosto dele. Queria perguntar se aquilo doía, mas acho que era meio óbvio.
— Não sabemos direito. Falaram que era para nos proteger.- Disse.
— Mas isso não é proteger, eles mataram quem éramos e agora somos isso, e com uma sede interminável.- Ele disse.
— Sede?- Perguntei.
— Sim, nossa bebida agora é...- Ele começou.
— Sangue.- Completei e sai de perto dela.- Não devíamos ter vindo, é perigosso para você. Se te machucar...
Suspirei.- Bem, sinto muito informar a vocês, mas quando concordamos com isso, estávamos concordando em ficarmos juntos no bem e no mal. E eu não vou abandonar vocês.- Me sentei na cama que tinha feito e afastei meu cabelo.- E se vocês se alimentam de sangue, irão se alimentar de mim de agora em diante.
— Tatia, não temos controle sobre isso. Não nos peça para arriscar a sua vida.- Ele disse.
Eu estava mais perto de onde ela estava e o seu cheiro junto com som do seu coração, me chamava a ela.
— Eu confio em vocês. Completamente. E sou ótima com curativos também.- Dei de ombros e fazia uma trança no meu cabelo.
Cheguei mais perto e toquei ali. Só mais um pouco e sentiria aquele sabor no meu corpo de novo.
Olhei para Klaus.- Você quer?
— Sim.- Disse.
— Fique a vontade.- Disse.
Coloquei minha boca ali e mordi.
— Klaus...- Ele disse.
Senti uma dor horrível, mas segurei o gemido. Agora que eles precisavam ainda mais de mim.- Tudo bem Elijah, você pode vir também.
— Estarei de olho nele. Posso segura-lo se precisar.- Ele disse.
O controle que tinha conseguido era de não machuca-la, mas nunca tinha provado coisa mais saborosa. Quanto mais bebia, mais queria.
— Está tudo bem.- Me ajeitei na cama e Klaus se ajeitou comigo também.
Era delicioso e colei ela em mim para beber melhor.
— Klaus, já chega. Vai a machucar assim.- Ele disse.
Fechei meus olhos. Sentia-me fraca já e eles pesavam.
— Klaus, pare!- Elijah exclamou.
Senti ele avançar sobre mim e eu ir parar na outra ponta do chalé. O choque me fez acordar daquele transe que estava e quando vi Tatia pálida daquele jeito, a culpa me atingiu e me fez encolher onde estava.
— Tatia?- Ele a pegou.
— Eu estou bem.- Disse num sussurro.- Não se preocupe.
— Coloque isso aqui.- Ele pegou um pano e reprimendo a vontade de beber dela, colocou ali.
— Ok.- Segurava o pano. E eu achando que o amor de Klaus por mim seria mais forte do que isso. Pelo jeito não era.- Eu preciso de água.
— Eu vou buscar lá fora.- Sai e achei facilmente. Trouxe até eles e voltando para onde eu estava.
— Aqui, beba.- Ele deu num copo a ela.
Tomei um pouco.- Obrigada.- Me levantei com cuidado.- Eu vou fazer um curativo e me limpar.- Peguei uma maçã para comer e peguei algumas coisas de curativo.- Eu já volto.- Sai do chalé, indo para onde tinha água.
Eu tinha a machucado, a pessoa que mais amava. Não sei porque fizeram isso a nós, porém parece mais uma maldição do que qualquer outra coisa. Eu sentia uma queimação por dentro, mas tudo era estranho, não sabia como era nada daquilo.
Comi a maçã e entrei dentro do rio. Tomei um banho e fiz um curativo no meu pescoço. Coloquei um vestido limpo e voltei.
— Está melhor?- Ele perguntou.
— Sim. Eu vou dormir. Se quiserem comer alguma coisa, o jantar está pronto.- Me deitei na cama.
— Descanse bem.- Ele disse.
— Ok. Boa noite.- Me ajeitei na cama e fechei os olhos, esperando logo dormir.
Ela dormiu, percebi pela sua espiração e Elijah ficou mais próximo dela, como se fosse um segurança a protegendo de mim. Era isso que eu era agora. Não suportei ali e me sentei no lado de fora. Descansei a cabeça nos joelhos e acho que adormeci. Senti algo no meu braço, depois no rosto; dor. Acordei e minha pele queimava onde o sol batia.- Ah!- Fiz a única opção que era entrar.
— O que foi?- Ele perguntou.
Senti-me acordar.- O que foi?
— O sol, queimando.- Ainda sentia rastros de dor onde queimava e observei junto com eles minha pele voltar ao normal.
Me sentei na cama.- Isso foi...- Balancei a cabeça.- Incrível.
— Não, foi estranho. Tudo é estranho. Essa coisa em mim me fez machucar a pessoa que mais amo e deixa parecer que meu corpo está em frangalhos. Nem lá fora posso ir? Que grande desastre foi isso?- Questionei irritado.
— Klaus, se acalme.- Ele disse.
— Klaus, vem aqui.- Disse.
— Não, Tatia.- A possibilidade de a machucar de novo me assombrava.
— Klaus, vem aqui. Eu já disse que não gosto de esperar?- Questionei.
Mesmo relutante, me aproximei mais.
— Klaus, deixa de ser medroso. Vem cá.- O puxei para mais perto.
— Fala.- Disse.
— Você não me machucou, ok? Ok, talvez um pouco. Mas não digo fisicamente e sim emocionalmente. É que eu pensei que o seu amor por mim faria você ter controle. Mas pelo jeito a sede é mais forte do que qualquer coisa.- Disse.
— Além de te machucar, te decepcionei. Isso só fica melhor.- Disse.
— Klaus.- O fiz olhar para mim e o beijei.- Eu te amo e ontem a noite só me fez perceber que eu fiz a escolha certa em dizer que vocês irão se alimentar de mim. Eu prefiro ficar fraca do que ter inocentes por ai machucados.
— Eu não vou correr esse risco de novo, não posso fazer isso a você. Se Elijah não tivesse aqui talvez eu tivesse...- Balancei a cabeça. A ideia de ter o sangue dela em minhas mãos me fez tremer.
— Se não vai ser por bem, vai ser por mal então. Se vocês se alimentarem de alguém na rua, seja por qual for a desculpa, podem considerar que estarão me traindo.- Disse.
— Tatia, somos dois e ainda lidando com isso, não sei o quanto precisamos.- Ele disse.
— Nós vamos descobrir juntos então.- Disse.
— Você é teimosa.- Disse.
— Sim, sou.- Me levantei.- E se saírem da linha, não terá nada intimo. Quando começarmos a ter, é claro. Isso se não saírem da linha antes.- Sorri e tirei a roupa de dormir que estava.
Foi uma visão e tanto. Meus sentimentos estavam todos embolados, mas o que sentia por ela era bem nitído. Amor, paixão e desejo. Cheguei junto dela e a beijei.
Retribui o beijo.
Ele tomou as costas dela e beijava por seu ombro.
A prendi mais comigo e pude finalmente tocar todo aquele corpo.
Envolvi meus braços em torno do pescoço de Klaus e acariciava seus cabelos. Me arrepiava com os beijos de Elijah.
— Tatia, te desejo a tanto tempo.- Disse no ouvido dela.
— E agora você pode me ter. Os dois podem.- Disse.
— O que leva a uma questão.- Disse.
— Você não vai perguntar isso.- Ele falou.
— O que?- Perguntei.
— Quem vai ser o primeiro.- Disse.
— Oh. Bem, teremos que ver isso.- Disse.
— Na sorte irmão.- Disse.
— Sorte?- Ele perguntou.
— E como iremos tirar a sorte?- Perguntei.
— Hã..- Olhei ao redor.- Feche os olhos. Vamos deixar dois palitos de cor diferente.
— Ok.- Fechei os olhos.
Pegamos e colocamos em pontos diferentes na cama.- Pode ir.
— Ok.- Me ajoelhei na cama e peguei um.
— Oh, merda!- Elijah disse.
— O que?- Perguntei.
— Eu vou ser o primeiro.- Disse.
Me levantei novamente.- Ok, decidido então.
— Só vou deixar porque nunca teve uma virgem.- Ele disse.
— Não vale roubar, Elijah.- Ri.
— É, conforme-se. Mas como vai ser? Nunca mais vamos sair de dia?- Questionei.
Me atirei na cama.- Nossa, você está mesmo preocupado com isso.
— Sim. Como você vai sair sem ninguém te acompanhando?- Perguntei.
— Saindo.- Disse.
— Entendo onde quer chegar, é meio perigoso.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você é linda demais para sair sozinha.- Ele disse.
— E não queremos que lhe aconteça algo.- Disse.
— Ninguém vai me atacar.- Disse.
— Ai de quem ousar.- Ele disse.
Ri.- Vocês são uns amores.- Me levantei novamente da cama e os beijei.- Vocês querem se alimentar? E você não se alimentou ontem, Elijah. Deve estar com sede.
— Sim, estou.- Ele disse.
— Querem então?- Perguntei.
— Você está bem mesmo?- Ele perguntou.
— Estou sim e eu posso estar louca, mas posso fazer um teste?- Fui até a "cozinha" pegando uma lâmina e um copo.
— O que vai fazer?- Perguntei.
— Quando você se queimou, você se curou. Só pode ter a ver com o sangue. Eu vou tirar um pouco de cada um de vocês e depois que vocês se alimentarem de mim, eu irei beber e se eu estiver certa, irá me curar.- Disse.
— Isso é perigoso demais.- Disse.
— E eu gosto de perigo.- Sorri.- Então, posso pegar um pouco de sangue de vocês?
— Aqui.- Mordi meu braço.
— Ok, porque não deduzi antes?- Coloquei a lâmina de lado e coloquei o copo embaixo do corte que Klaus fez.
Elijah fez o mesmo.- Você é incrível.
— Porque?- Perguntei.
— Por não nos afastar.- Disse.
— Eu nunca faria isso.- Coloquei o copo de lado.- Bem, fiquem a vontade para se alimentarem.
POV Misto. (Elijah e Tatia.)
Tomei a frente e cheguei até seu pescoço, beijando ali e depois mordendo.
Segurava a mão de Klaus e a mão livre acariciava os cabelos de Elijah.
Entendi porque Klaus chegou a se descontrolar. O sabor dela era incrível e delicioso. Bebia com gosto e mantinha a mão na sua cintura.
Acariciava delicadamente os cabelos de Elijah.
Fui me obrigando a diminuir, até parar.
— Viu?- Sorri.- Você conseguiu.- Limpei o canto da boca dele.
— É delicioso.- Disse.
— Obrigada, eu acho.- Ri.- Agora é sua vez Klaus.
Ele recuou.- Eu estou bem.
— Klaus.- Peguei as duas mãos dele.- Você precisa. Eu vou ficar bem. Eu tenho certeza que você vai se controlar e qualquer coisa Elijah vai estar aqui. Mas vamos passar por isso juntos. Você querendo ou não.
Mesmo hesitante, ele se aproximou mais dela.
— Não precisa ter medo.- Disse.
Ele foi no mesmo lugar que o irmão para não feri-la mais e tomou do seu sangue, saboreando aquilo que agora o alimentava.
Acariciava os cabelos dele enquanto ele bebia.
Ele parou, se afastando.- Está bom.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Até eu ter prática, sim.- Ele disse.
— Tudo bem. Vamos ver isso agora.- Peguei o copo que tinha o sangue dos dois e tomei, mesmo que o gosto fosse terrível.
Observei atentamente o ferimento e não posso dizer que foi uma surpresa ver ele se fechar.- Funcionou.
Sorri.- Eu disse que ia funcionar.
— Fico mais tranquilo assim.- Disse.
— Que bom.- Fui até onde estava minhas roupas e coloquei um vestido.- Querem algo para comer?
— Ah, a visão estava tão boa.- Ele disse.
Ri.- Eu não posso ficar sempre nua.
— Seria ótimo.- Disse.
— Bem, mas não dá. Eu vou ir falar com a mãe de vocês e perguntar porque de uma hora para outra o sol queima vocês.- Disse.
— É perigoso você ir.- Ele disse.
— Vou ficar bem.- Disse.
— Então vá enquanto é cedo.- Disse.
— Tudo bem.- Dei um beijo nos dois e sai.
Me sentei e fiquei pensando naquilo. Era tudo novo, estranho e assustador. Tatia demorou e voltou somente a tarde. Ela trouxe dois anéis que eram de proteção. Coloquei e sai fora da cabana.
— E ai?- Perguntei.
— Funcionou.- Sorri.
Sorri.- Que bom.
Corri e a abracei.
Sorri.- O que foi?
— Acho que posso ficar mais tranquilo perto de você.- Disse.
— E porque não poderia?- Perguntei.
— Poder sair com você me deixa melhor.- Disse.
— Falando em sair, onde está Klaus?- Perguntei.
— Aqui.- Ele chegou em velocidade.
Levei um susto.- Meu Deus.- Ri.- Eu queria perguntar se nós vamos na festa na fogueira que terá hoje.
— Por mim sim.- Ele disse.
— Não sei se seria prudente.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Pelo controle.- Disse.
— Vamos Elijah, eu perdi o último.- Ele disse.
— E assim todos já sabem que eu sou de vocês.- Sorri.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Que eu sou de vocês? Sim.- Disse.
— Que quer se expor?- Perguntei.
— Bem, se não quiserem tudo bem. Vamos fazendo isso depois.- Disse.
— Não, vamos. Acho que todos merecemos.- Disse.
— Melhor deixar, você tem razão. Precisam estar controlados para isso. Eu vou pegar água para fazer uma sopa. Porque não vão tomando banho enquanto isso?- Sugeri.
— Nos chamou de fedidos?- Ele perguntou.
Ri.- Claro que não. Mas já é quase noite.
— Não quer mesmo ir?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Bem, vamos ao banho.- Disse.
— Tudo bem. Eu vou indo pegar a água.- Peguei um balde e sai.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Ela foi e fomos tomar banho. Voltamos e acendemos o fogo, esperando por ela que estava demorando e já anoitecia. Saímos atrás dela e ouvi vozes; uma era a dela. Corri até lá e tinha um cara mexendo com ela.
— Me deixa em paz Andy.- Disse.
— Fica longe dela.- O empurrei.
— Tatia, você está bem?- Elijah perguntou.
Assenti.- Estou.
— Então é por causa deles que está assim?- Andy perguntou.
— Não chegue mais perto dela.- Disse.
— Eu sempre fui assim.- Falei.
— Com os dois? Não sabia que era uma qualquer agora.- Andy disse.
— Sugiro que retire o que disse.- Elijah disse.
— Não, vou retirar a verdade.- Andy avançou.
— Vai embora Andy.- Disse.
— Você merece é uma lição.- Ele avançou nela.
A raiva me consumiu e eu o peguei antes de encostar nela. O mordi e quando percebi seu corpo estava mole em meus braços.
— Oh, meu Deus.- Coloquei minha mão sobre a boca.
— Klaus, o que você fez?- Elijah questionou.
Antes de responder uma dor me invadiu, me fazendo ir ao chão.
— Klaus.- Corri até ele, me ajoelhando em sua frente.
— O que você tem?- Elijah perguntou.
— Não sei.- Era como se estivessem me quebrando por dentro.
— Vai chamar sua mãe, Elijah. Rápido.- Disse.
— Tá.- Ele saiu.
Eu tentava não fazer nada, mas era inútil. A dor era demais, e sentia e ouvia cada osso quebrando.
Cheguei perto dele, mas levei um susto quando vi os olhos dele amarelos.
— Tatia, sai daqui. Eu não sei o que está havendo.- Tomei fôlego.- Posso te machucar.
— Eu não vou sair.- Me aproximei.- Se deite no meu colo, vai passar.
Eu sabia que devia me afastar, mas só consegui fazer como ela disse. O mais estranho é que a sensação que eu tinha no fundo era de que aquilo traria uma coisa boa, coisa que eu tinha que ter.
Acariciava o rosto dele.- Você vai ficar bem.
— Isso dói, mas não sinto que é ruim.- Disse.
— O que pode ser bom que te cause tanta dor?- Perguntei.
— Não.- Arfei.- Meu instinto que diz.
Beijei ele na testa.- Vamos descobrir isso quando sua mãe chegar.- Entrelacei minha mão na dele.
Apertei a mão dela e logo ouvi passos.
— Ele está aqui.- Elijah disse.
— Niklaus. Sinto muito. Elijah prenda-o.- Esther disse.
— O que?- Perguntei.
— O que? Mãe, o que vai fazer?- Perguntei.
— Prenda-o, Elijah.- Ela disse.
— Por...- Elijah começou.
— Faça Elijah!- Mikael chegou já segurando Klaus.
— O que? Larguem ele!- Exclamei.
— Tatia, me dê seu sangue.- Esther disse.
— O que?- Me virei para ela.- Está louca?
— Se não vai ser por bem, vai ser por mal.- Ela pegou Tatia pelo braço, cortando-a.
— Mãe!- Elijah exclamou.
— Elijah, tire-a daqui. Me solta!- Tentava me soltar, mas parecia que não adiantava.
— Vocês não tem ideia do quão especial é o sangue dela. Mágica corre nas veias dela e será isso que irá selar a besta que tem em você, Niklaus.- Esther disse.
— Besta?- Perguntei.
— Faça logo Esther, antes que esse bastardo tenha mais força.- Mikael o amarrava.
— Bastardo? É impossível. Klaus é meu irmão, filho de vocês.- Elijah disse.
— Esse fraco nunca teve meu sangue em suas veias imundas.- Mikael disse.
Eu tentava entender o que eles falavam; eu não era filho deles?
Ela suspirou.- Eu já pedi que não o chame assim, Mikael. Ele pode não ser seu filho, mas é meu.
— Você traiu Mikael?- Mordi meu lábio, tentando não achar graça daquilo.
— Fico é feliz, já basta a vergonha dele carregar meu nome.- Mikael disse.
Ao mesmo tempo que a dor parecia atingir o ápice, minha cabeça girava com tudo o que eles diziam.
— Você não disse isso quando ele nasceu.- Ela rebateu.
— Eu ainda não sabia que ele era dessa raça nojenta. Trate de uma vez ou vou terminar com isso eu mesmo.- Mikael disse.
Ela suspirou.- Ok.- Ela começou a fazer o feitiço.
Eu senti uma força contrária aquela que eu sentia. Não. Meu instinto mais uma vez gritava, agora para não permitir aquilo. Eu tentava me soltar. Pedi, implorei para parar, mas aos poucos fui sentindo que ela me vencia e a sensação boa que tinha foi sendo tomada por um vazio inexplicável.
— Está feito.- Esther disse.
— O que você fez?- Perguntei.
— Tem certeza?- Mikael perguntou.
— Sim.- Ela disse.
— Então vamos, não temos mais o que fazer aqui.- Mikael disse.
— Vai deixa-lo assim?- Elijah perguntou.
— Não tem mais o que se fazer.- Ela saiu dali.
E:Klaus ei, fala comigo. -Ele o acordava.
Fui até eles.- Como ele está?- Meu braço latejava, mas ignorava isso.
— Eu não sei.- Elijah disse.
Eu meio que apaguei e voltava a mim com Elijah me chamando. Escutei a voz de Tatia também, mas estava diferente; sentia como se tivessem tirado de mim o que eu era.
— Vamos leva-lo para casa.- Disse.
— Vamos.- Ele o levantou e não foi demorado chegarem na cabana.
— Deite ele, vou fechar as janelas. Parece que vai chover.- Disse.
Ele o fez e me virei.- Vá cuidar dela.
— Eu já vou. Como está?- Elijah perguntou.
— VÁ!- Exclamei.
— Klaus, eu estou bem.- Sai dali e fui fechar as janelas.
— Descanse um pouco.- Ele se levantou, indo para ela.
Era fácil ele dizer, eu era o bastardo, o filho de sabe-se lá quem. Por isso meu... Ele não é meu pai! Por isso ele sempre me odiou. E ainda tiraram isso de mim, o que era para eu ser. Eu era agora um completo nada.
Fechamos todas as janelas e fiz um curativo no meu braço. Logo a chuva começou e voltamos a cama. Klaus não parecia muito acessível, tanto que estava virado para o outro lado. Então me aconcheguei no peito de Elijah e deixei o sono me pegar.
POV Elijah.
Ela dormiu e fiquei apenas a observando. Klaus estava imóvel no seu lugar e me preocupava com ele também, não fazia ideia de como estava sua cabeça. Quando o dia amanhecia, coloquei Tatia na cama e sai, eu precisa entender tudo. Procurei minha mãe e pude conversar com ela, ou melhor, ela me explicar sobre Klaus e sobre o que éramos agora. Meu coração se apertou sobre meu irmão e por mim e Tatia quando ela disse que não podia ter filhos. Nunca teríamos uma família. Não quis ir mais a fundo sobre as atitude dela e me despedi, mas não voltei. Eu também precisava digerir tudo.
POV Misto. (Klaus e Tatia.)
Alguns dias se passaram e não sabia direito se estávamos dando certo. Eles estavam meio fechados e eu cansada de não ter ninguém para falar. Acabamos nos mudando para uma outra aldeia. A cabana era melhor que a outra que estávamos e agora arrumava a cama.
Cheguei por trás dela, a beijando no pescoço.
Levei um susto.- Klaus. Está tudo bem?
— Sinto muito.- Disse.
— Pelo que?- Perguntei.
— Por tudo.- A virei para mim.- Por toda a confusão que arrastei você e pelo meu comportamento.
— Está tudo bem. Eu entendo.- Disse.
— Não, você foi a primeira a dizer que estávamos juntos no bem e no mal, mas não fiz isso e me afastei.- Disse.
— Esquece isso, já passou.- Falei.
— Me perdoa?- Perguntei.
— Não tenho que te perdoar.- Disse.
— Você é a melhor pessoa que conheço, sabia?- Durante a viagem de mudança ponderei muitas coisas, a principal é que Tatia nunca tinha me dado motivos para me fechar com ela, ela sempre me amou. Eu podia fazer isso, podia ficar bem com ela, mesmo que com o resto não fosse o mesmo.
Sorri de leve.- Nem tanto, mas obrigada.
A beijei.- Obrigado. Obrigado por não me deixar.
— Nunca irei.- Disse.
Sorri.- Não faz ideia de como é bom para mim ouvir isso.
Sorri.- Que bom. Agora deixa eu terminar de arrumar essa cama. Precisamos dormir. O dia foi longo.
— Dormir?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Quem disse que a senhorita vai dormir?- Elijah entrou.
— E vou fazer o que?- Perguntei.
— Deixe isso conosco.- Sorri.
Franzi o cenho.- Ok.- Voltei a arrumar a cama.
Deixamos ela e fomos fazer a nossa parte na arrumação. A noite caiu e o fogo dentro de casa a deixava aquecida.- Ficou tudo ótimo.
— Sim, ficou. E está frio.- Já estava embaixo dos cobertores na cama. A noite era gélida.
— Então temos que esquentar você.- Sorri passando o braço ao redor dela.
Sorri.- Se for para dormir abraçada em vocês, vou querer sempre noites frias assim.
— Ela insisti em dormir, o que fazemos?- Ele perguntou.
— Do que estão falando?- Perguntei.
— De que já passou da hora de consumarmos a nossa relação.- Disse.
— Foram dias tão atribulados que não tinha clima.- Ele disse.
— Oh, isso.- Disse.
— Sim, mas tem uma coisa que não contei.- Ele disse.
— O que?- Perguntei.
— Não vamos poder ter uma familia.- Ele disse.
— Já somos uma família.- Disse.
— Eu digo filhos.- Ele disse.
— Eu sei o que quis dizer. Mas o lado bom é que não teremos que nos preocupar se irei engravidar 10 ou 20 vezes.- Disse.
— Você vê tudo tão simples.- Disse.
— Se quiserem filhos podemos pegar uma criança que esteja sem família.- Disse.
— Um dia pensamos nisso.- Ele disse.
— Ok.- Falei.
— Vamos pensar no agora.- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei.- E no que querem pensar?
— Em como você é maravilhosa.- Ele disse.
— Sou?- Questionei.
— Demais.- Corria meus lábios por ali, sem deixar de acariciar a sua cintura.
Me arrepiava com os beijos dele.- Desse jeito eu acredito.
— É para acreditar.- Ele disse.
Sorri.- Tudo bem.
A virei para beija-la enquanto subia a sua veste de dormir.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Ele ajudou a tirar a roupa dela e contemplou a visão dela nua.
Eu estava no meio dos dois na cama e tinha dois cobertores sobre nós.- Agora vocês que estão vestidos demais.- Sorri, tirando a camisa de Klaus e logo a de Elijah.
— Chego a pensar que também nos prefere com pouca roupa.- Disse.
— Com certeza eu prefiro.- Desci cada uma das minhas mãos pelo peito de cada um.
— Eu também a prefiro assim.- Minha mão correu até seu seio, tocando-o.
Suspirei ao toque dele.- Que bom.- Comecei a tirar a calça de dormir que Elijah usava.
Deixei ela se distrair com Elijah enquanto distríbuia beijos pelas suas costas e pescoço, mas sem deixar escapar um de seus seios.
Suspirei pesadamente e terminei de tirar a calça de Elijah. Me virei um pouco e comecei a tirar a de Klaus.
— Tatia, qualquer coisa que queira, que sinta, ou não queira, nos diga.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
Ajudei ela a terminar de tirar minha calça e a deitei, ficando sobre ela e a beijando.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Elijah a puxou para apoiar nele, acho que para ele não ficar sobrando, enquanto eu tocava a parte ainda não explorada do seu corpo e me maravilhava com ela.
Suspirei ao toque dele e continuávamos nosso beijo.
Puxei a perna dela para ficar em minha cintura e corria minha mão nela. Me coloquei melhor no espaço e gemi quando meu membro encostou na intimidade dela.
Suspirei pesadamente ao senti-lo. Entrelacei minha mão na de Elijah e a outra descia pelas costas de Klaus.
Ele apertou de leve e a acariciava nos cabelos.
Suspirei.- Isso deixou mais fácil me excitar.
— Eu estou percebendo.- Disse.
— Está pronta para mim?- Perguntei.
— Sempre estarei.- Disse.
A beijei e me coloquei na sua entrada, me movendo um pouco.
Retribui o beijo e gemi contra seus lábios, mas voltando a beija-lo.
Forcei mais a entrada e nossa, como ela era quente e apertada. Era um prazer só de estar ali.
Inicialmente doeu um pouco, mas nem foi tanto quando pensei que fosse.
— Tudo bem?- Ele perguntou.
Assenti.- Sim.
Aproveitei a resposta dela para me movimentar dentro dela e o prazer da relação parecia ser maior. Disso eu não ia reclamar.
Gemi suavemente e desci meus lábios pelo maxilar de Klaus. Apertava delicadamente a mão de Elijah. Não queria que isso fosse um momento estranho para algum deles.
A mão livre de Elijah brincava no pescoço dela, descendo até o colo e voltando.
O gemido dela foi mais que excitante e aumentei a velocidade que ia.
A minha mão livre descia pelas costas de Klaus e minha perna estava presa em sua cintura, mantendo-nos juntos.
Gemia o nome dela em seu ouvido e ia cada vez mais dentro dela. O prazer aumentava e me fazia querer mais ela.
Me arrepiava facilmente com a voz dele. Era perfeita, ainda mais rouca. Gemi no ouvido dele e mordi de leve o lóbulo da orelha dele.
Me arrepiei e percebia que podia ir mais rápido do que era acostumado.
Não entendia nada sobre essas coisas, mas tinha que começar de algum jeito. Desci minha mão pelo peito dele e cheguei onde estamos unidos, o acariciei suavemente ali.
Foi uma surpresa e que me fez gemer mais.- Tatia.
— Sim?- Questionei.
— Você é uma delícia.- Disse.
— Parece que não é só a parte que está dentro de mim que precisa de atenção.- Mordi meu lábio e o beijei, continuando a acaricia-lo.
Ela era esperta e estava me tirando do normal. Ah, que mulher era aquela?
Descia os meus lábios pelo pescoço dele e minha mão descia pelo seu peito.
O prazer se espalhava por todo o meu corpo e sabia que estava perto do ápice.
Eu não sabia exatamente o que estava sentindo, mas sabia que ele também sentia. O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Apertei ela mais contra mim.- Eu te amo.- Sussurrei contra seus lábios.
— Eu também te amo.- Disse.
Sorri, deitando ao lado dela.
Me virei de bruço no meio dos dois.- Fui bem ou terrível?- Perguntei divertida.
— Perfeita.- Disse.
— Perfeita eu duvido, mas tudo bem.- Falei.
— Duvidando de mim?- Perguntei.
Ri.- Claro que não.
— Acho bom.- Disse.
Sorri e mexia nos meus cabelos enquanto mexia minhas pernas no ar.
— Assim fica me tentando novamente.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você é bela demais e seu corpo...- Comecei.
— E meu corpo...?- Questionei.
— É perfeito demais.- Elijah disse.
— Obrigada.- Disse.
Passei a mão deslizando por suas costas, até chegar a bunda dela e apertar ali.
Mordi meu lábio.- As suas mãos são muito espertas.
— A tentação que é grande.- Disse.
Ri.- Tadinhos então.
— Pois é.- Disse.
POV Misto. (Elijah e Tatia.)
Tudo bem, era estranho ver ela assim com ele, mas seria algo que teria que me acostumar. Minha mão também ficava por suas costas, adorava sentir sua pele.
Sorri para os dois e dei um beijo em Elijah.- O que foi? Perdeu a vontade?
— Apenas deixando você se recuperar.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas mal posso esperar.- A trouxe para meu colo.
Sorri.- Que bom.
A beijei. Agora ela era minha.
Retribui o beijo.
Tocava a perna dela, apertava na verdade, e já estava pronto para ela.
Envolvi meus braços em seu pescoço e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Intensificava o beijo e nos virei. A sensação de ter seu corpo sob o meu era única.
Envolvi minha perna na sua cintura, deixando-nos ainda mais juntos. Minha mão descia pelas costas dele.
Me coloquei na sua entrada e fui entrando aos poucos. Foi impossível não gemer com o prazer de estar ali.
Gemi contra os lábios dele, voltando a beija-lo. Entrelacei minha mão na de Klaus, como estava com Elijah antes.
Como ela já tinha se acostumado um pouco, pude ir com um pouco mais de força e velocidade. Era a primeira vez que estava fazendo isso depois da transformação e já percebi as diferenças.
Gemi e suspirei pesadamente.- Vocês dois tem uma genética muito boa.- Sorri, logo mordendo meu lábio.
— Diz isso por...?- Ele questionou.
— Bem, vocês são lindos e ambos são bem dotados. Isso é genética boa.- Disse.
— Acho que isso não sabemos ao certo.- Ele disse.
Beijava pelo colo dela.- Klaus, agora não.
Me arrepiei.- Igualmente vocês tem a mesma mãe. E seu pai deve ter características como as suas.
— Podemos deixar esse assunto para outra hora?- Perguntei os olhando.
Passei a beija-la e aumentar o ritmo. Eu amava Tatia, mas essa nossa relação tem coisas ruins.
Retribui o beijo novamente.
A tocava em todos os lugares possíveis. Adorava aquele corpo e o calor dele contra o meu.
Minha mão descia pelas costas dele e me arrepiava com o toque dele.
Gemi o nome dela. Ela estava sempre na minha mente e saia fácil pelos meus lábios.
Mordi o lábio inferior dele de leve, voltando a beija-lo. Subi a mão que estava em suas costas para seus cabelos, entrelaçando ali.
A apertava mais contra mim e logo tinha chegado ao prazer máximo.
Fomos parando o beijo aos poucos.
— Eu amo você.- Disse.
— Eu também.- Falei.
Sorri ao deitar ao lado dela.- Você é uma delícia.
Sorri.- Obrigada.
Botei o cabelo dela atrás da orelha, tirando a parte umida.
Eu sabia que essa nossa relação não era bem vista, mas também sabia o que sentia. Eu amo os dois e não teria coragem de deixar um ir. Pode ser egoísta, mas é a realidade. Eu também sabia que eles não eram 100% felizes assim, mas esperava que um dia fossem. Enquanto isso eu só posso dizer que sou a mulher mais sortuda do mundo. Acho que nunca existirá uma mais sortuda do que eu.
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