Liberty- One Shots
55 Capítulo 55- Alaric & Elena.
Notas iniciais
POV Misto. (Ric e Elena.)
Terminava de me arrumar e me olhei; não acreditava que ia fazer isso de novo. Estava arrumado para meu casamento, o que seria o segundo. Eu era viúvo a anos. Minha mulher tinha morrido no parto do meu herdeiro, que morreu também. Aquilo me afetou e mudou umas coisas em mim. De governo permanecia o mesmo, mas pessoalmente não queria ter aqueles sentimentos novamente. Saia com as mulheres que queria e depois que me satisfazia, as dispensava. Até que o bispo que vive aqui, junto com meus conselheiros começaram a me pertubar para ter uma rainha novamentee um herdeiro, eu não queria e me convenceram no final. A garota que me casaria era uma menina, filha de um lorde importante, bonita e fértil. Isso era o que importava no momento. Terminei tudo e desci para o salão do palácio onde a cerimônia seria feita.
Eu não estava muito animada para esse casamento. Ele podia ser um rei e tudo mais, mas não era nada simpático ou amigável. Mas eu não tinha escolha, então era o que era. Me arrumei e fui com meu pai para entrar no salão.
Tudo tinha sido ordenado para ela ter o que precisasse ou quisesse e quando a vi, foi como ver um anjo entrando. Ela estava linda, podia ver todos comentando. Ela chegou a mim e se deu inicio a cerimônia. Era a parte chata, mas necessária. A coroação dela era em outro dia, então assim que acabaram os ritos do matrimônio, podemos ir a festa. O salão estava cheio de convidados e tinha de vários lugares. Recebia comprimentos de todos e consegui um espaço para nos sentarmos.
E eu pensando que no dia do meu casamento eu estaria radiante e feliz... Foi mais uma ilusão mesmo. Se não fosse pela minha família, nem tinha aceitado isso.
— Está com fome?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tudo bem, você pode comer depois. Cansada?- Perguntei.
— Um pouco.- Disse.
— Logo poderemos sair.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Peguei na mão dela.- Nervosa?
Olhei a mão dele. Porque ele estava fazendo isso? Ele nem me olhava direito na cerimônia.- Porque estaria?
— Sobre daqui a pouco.- Disse.
— Sobre a consumação? Não. Eu estou com a consciência limpa e sei que sou virgem.- Disse.
— Isso é bom, mas a comprovação não é algo que eu goste também.- Falei.
— Eu sei que prefere as mais experientes. Ouvi falar. Não precisará ficar comigo muitas vezes. Eu espero engravidar logo.- Disse.
— Espero que não cheguemos a necessidade de mudar nosso costume.- Diferente das outras regiões, aqui Rei e Rainha ficavam no mesmo aposento.
— Não vamos mudar nada. Você é o Rei, pode fazer o que bem entender.- Disse.
— E você é a Rainha.- Disse.
— No meu caso é só um título.- Falei.
— Sabe que não.- Disse.
— Eu sei que é.- Falei.
— Vemos isso depois.- Disse.
— Ok.- Disse.
Nos levantamos, fizeram um brinde, dançamos e ficamos mais um pouco até que me avisaram que o quarto para a consumação estava pronto. Avisei ela e saímos da festa. Eu tirei aquela roupa e a esperava para seguir para o outro.
Me troquei colocando uma camisola e soltando meus cabelos. Fui até ele.
Tomei-a pela mão e a levei até o quarto. Lá tinha um representante da igreja e alguns conselheiros. Todos serviriam para comprovar a consumação do casamento.
Cumprimentei a todos com uma reverência e me deitei na cama, esperando-o.
Me deitei junto a ela e beijei-lhe na boca. Ela era meio hesitante, também era uma jovem garota ainda. Beijei pelo seu pescoço e toquei seus seios por cima da camisola mesmo, não queria dar um show ali. Subi a peça dela e me coloquei entre sua penas e logo estava pronto para entrar nela. O fiz um pouco devagar e a sensação era maravilhosa, ela era maravilhosa. Não precisei de mais duvidas sobre a sua pureza e pude então continuar tendo a relação com ela, e chegar ao ápice, me derramando dentro dela. Quando terminei, me retirei e a tirei daquelas observações.
Chegamos ao quarto e entramos.- Posso ir tomar um banho ou quer tomar antes?
— Pode ir, eu vou verificar se está tudo certo com eles e dar finalizada a festa.- Disse.
— Tudo bem, obrigada.- Me encaminhei para a o local onde ficava a banheira.
Peguei um roupão e fui até eles, que estavam satisfeitos com o que viram. Os dispensei e fui até o salão, dando por encerrada a festa. A musica parou e os poucos que restavam começaram a sua. Dei ordens de não nos incomodarem e voltei ao quarto.
Já tinha tomado o banho e agora já estava deitada na cama.
Fui ao banheiro e me limpei, me refrescando e botando a roupa de dormir, estava cansado. Voltei ao quarto e deitei ao lado dela.- Não quero que tenhamos uma relação ruim.
— Não era isso que demostrava nos poucos dias que nos vimos antes do casamento.- Disse.
— A ideia de inicio não me agradava, fui convencido a fazer. Mas isso não tem a ver com minha relação com você.- Disse.
— Olha Alaric, você é meu Rei antes de ser meu marido, então eu sempre irei te respeitar porque eu não tenho outra opção além dessa. Ou morrer. Mas eu quero ter filhos e cria-los. Não precisamos forçar nada. Você tem muitas mulheres a sua disposição. Em uma das minhas visitas você as cortejava e tudo mais. Nem olhava para mim. Então, por favor, não finja agora que quer uma relação comigo. Eu sei que não quer.- Disse.
Sorri.- Você é mais inteligente do que aoarenta, gosto disso. Não suporto mais tanta falsidade e mentira.
— Melhor dormimos. Amanha você deve ter muito trabalho.- Apaguei a vela.
— Nem faz ideia.- Me ajeitei na cama.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Dormi facilmente e no outro dia, quando o dia nasceu, me levantei para trabalhar. Tomei café e fui atender aos aliados que tinham vindo ao casamento.
POV Elena.
Quando me acordei no outro dia, fui me arrumar. Eu não tinha damas. Não sei se conseguiria me habituar a pessoas mexendo em mim. Coloquei o vestido e terminei de me arrumar. Respirei fundo antes de sair do quarto e quando sai, me dirigi a um salão onde todos ficavam sentados, onde me sentei perto da janela.
— Bom dia minha rainha.- Um homem disse.
Me sentei direito e ajeitei minha postura. Deus, preciso me acostumar com isso.- Bom dia.
— A majestade já tomou o café da manha?- Ele perguntou.
— Estou sem fome.- Disse.
— Talvez disposta a um passeio pelo jardim?- Ele perguntou.
— Tyler, deixe que eu acompanho a rainha.- Uma garota disse.
— Vocês não precisam se incomodar e podem me chamar de Elena.- Disse.
— Tem certeza?- Ela perguntou.
— Sim.- Disse.
— Obrigada Elena. Mas porque não vamos ao jardim? Está um dia lindo.- Ela falou.
— Tudo bem.- Disse.
Seguimos e andavámos.- Onde está o rei?
— Não sei.- Disse.
— Você se casou sem querer, não foi?- Ela perguntou.
Suspirei.- Não exatamente. Mas deixa isso para lá.
— A maioria dos casamentos é assim, eu sei bem.- Ela disse.
— Porque?- Questionei.
— Por que já me casei assim.- Ela disse.
— Ah sim.- Disse.
— Mas ele morreu, então sempre querem me casar com alguém.- Ela falou.
— Sinto muito.- Falei.
— Tudo bem, já estou acostumada.- Ela disse.
— Imagino.- Disse.
— Mas você é a rainha, tem diferença.- Ela disse.
— Não tem não. Eu não nasci uma rainha, eu só me casei com o rei.- Disse.
— Mas agora tem os benefícios.- Ele disse.
— Não me importo com isso.- Disse.
— Eu adoro esses jardins são tão lindos.- Ela disse.
— Sim, são.- Falei.
Chegou um mensageiro.- O rei está lhe chamando.
— Tudo bem, estou indo. Com licença.- Sorri e sai dali.
POV Misto. (Elena e Ric.)
Estava saindo da reunião quando ela chegou.- Já tomou café?
— Estou sem fome.- Disse.
— Vamos viajar.- Falei.
— Para onde?- Perguntei.
— Para o palácio perto da praia.- Disse.
— Ah sim, tudo bem. Vou preparar as roupas que irei levar então.- Disse.
— Sim. Partiremos em dois dias.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora vou ter que ir aos arredores do castelo, só volto no fim do dia.- Disse.
— Ok.- Disse.
Beijei no rosto dela.- Tenha um bom dia.
— Igualmente.- Disse.
Sai e fui aos meus afazeres, até que estava gostando da presença dela. Não era tão ruim. Eu gostava da vida de rei, mas todos aqueles procedimento que me irritavam. Estava sempre de olho em nossos inimigos e isso as vezes me tirava o sossego. O dia da viagem chegou e quando tudo estava pronto, desci esperando Elena.
Cheguei até ele.- Podemos ir.
Entramos na carruagem e começamos a viagem.- Já foi a praia?
— Sim.- Disse.
— Eu gosto do mar.- Disse.
— É lindo.- Disse.
— E me dá uma sensação de liberdade.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— O que gosta mais?- Questionei.
— Hã... não sei. Não penso nisso.- Disse.
— Todos tem o que gosta e o que não gosta.- Disse.
— Eu não sei.- Falei.
— Isso é raro.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Você não é muito de conversa.- Disse.
— Não tenho o que falar.- Falei.
— Tudo bem.- Voltei minha atenção para a janela.
Não demoramos a chegar no lugar e descemos, entrando no castelo. Fui para o quarto arrumar as coisas.
— Temos criados para isso.- Disse.
— Eu gosto de fazer. Não me importo.- Disse.
— Não tem necessidade.- Disse.
Suspirei.- Ok.
Cheguei junto dela.- Você não é das mais fáceis de agradar.
— Ninguém mandou você escolher sua esposa sem ao menos conhece-la.- Disse.
— Não tem motivos para isso.- A segurei pela cintura.
— Se você diz.- Disse.
Afastei os cabelos dela. Ela tinha algo que me excitava sempre.
Eu sabia que uma das obrigações de um casamento, era essa. Principalmente com um rei. Eu não podia ousar recusar isso. Principalmente porque o reino precisava de um herdeiro.
— Você mesmo séria é muito bonita.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Beijei o pescoço dela e comecei a soltar o vestido.
Deixei ele tirar o vestido e tive que ajuda-lo nas mangas.
— Essas roupas são complicadas.- Disse.
— Sim.- Falei um tanto envergonhada. Por mais que eu não estivesse nua, faltava pouco para estar e tecnicamente ele não me viu nua ainda.
Comecei a soltar o espartilho dela, queria a ver melhor.
Afastei meus cabelos para ficar mais fácil.
Terminava de soltar e o tirei. A virei para mim.
Eu sabia que por mais que ele me achasse bonita, isso não faria diferença na nossa relação. Porque sempre terá uma outra mulher que ele achará mais atraente e também eu não faço muita questão de sermos realmente um casal.
— Você é linda.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
Corri a mão por ela e a deitei na cama.
Me ajeitei na cama e esperei ele fazer o que queria.
Tirei a minha roupa e me deitei sobre ela, beijando-a.
Retribui o beijo.
A ultima vez tinha sido muito prazerosa e eu queria mais. Tocava todo corpo dela que era maravilhoso.
Deixava ele faz o que quisesse, não podia impedi-lo mesmo.
Tirei a última peça que ela usava e contemplei ela nua. A fiz minha novamente e a sensação foi gostosa mais uma vez. Ela não reagia muito, mas acho que era por não conhecer sobre isso ainda. Ela precisava se soltar. Deitei ao lado dela descansando.
Me sentei na beirada da cama, enrolada no lençol.- Posso arrumar as coisas agora?
Sorri.- Você é teimosa.
— Não sou não.- Disse.
— É sim, estou oferecendo para ficar aqui na cama e você insiste em ir arrumar aí.- Disse.
— Ok.- Me deitei na cama novamente.
— Você não quer ficar aqui, não é?- Perguntei.
— Tanto faz.- Disse.
Me sentei na cama.- Pare com isso.
— Com o que?- Perguntei.
— De só fazer o que eu falo. Já tenho gente o suficiente fazendo isso e me obedecendo como animais adestrados. Não quero minha própria esposa assim!- Me levantei. Era umas das poucas coisas que eu não gostava, nunca saber se eram reais ou se estavam apenas me obedecendo.
— Ok.- Disse.
— Posso ver em você que não é assim, então não seja.- Disse.
— Tudo bem então. Eu quero dormir sozinha então a partir de agora e quero algumas semanas para saber se estou grávida ou não, você só voltará a me tocar se não estiver.- Falei.
— O que? Não há necessidade disso.- Disse.
— É o que eu quero.- Disse.
— Por que? Sou tão desagradável assim?- Questionei.
— Porque eu não gosto de pessoas falsas. Como eu já lembrei você, você nunca quis se casar comigo, nem fez questão de me conhecer, muito menos dar um tempo para nos conhecermos e nos apaixonarmos. Você nem olhou para mim e no nosso casamento você estava com cara de limão azedo e agora está ai, se fingindo de bonzinho e de quem sempre me quis. Eu não sou idiota.- Disse.
— Então está me julgando por isso? Faz idéia da quantidade de coisas que tenho na cabeça antes de pensar em mim mesmo? Milhões de vidas que estão a mercê de acordos e reuniões de gente que nem sempre deveria estar no poder. Tínhamos centenas de convidados e vários deles podiam começar uma guerra só de bater papo. E não esperei mais por estar sendo pressinado a fazer o mais rápido possível. E você não me conhece a ponto de dizer que não reparei em você.- Disse.
Suspirei e coloquei um robe, saindo do quarto. Agora ele se faz de inocente.
Isso que dá dar liberdade a elas. Me vesti e sai do castelo, indo até a vila. Gostava do contato com o povo, de ver por mim mesmo como estavam. Voltei somente a noite e entrei no quarto. Ela não estava lá. A procurei e achei em outro quarto.— O que está fazendo aqui?
— Vou dormir.- Disse.
— Seu quarto não é esse.- Disse.
— Agora é.- Falei.
— Eu te dei liberdade, mas existem coisas que você não pode mudar. Rei e Rainha da Espanha dormem no mesmo quarto.- Disse.
— Não me importo.- Disse.
— Mas eu sim. E você deveria também. Sempre somos vigiados.- Disse.
— E?- Questionei.
— Sua vida pode sempre estar em risco!- Disse irritado.- Você realmente está deixando as semanas que planejei para podermos nos conhecermos desnecessárias. Você não quer nada.
— Parece que entendeu. Agora saia.- Disse.
— Não.- Disse.
— Ok.- Falei.
Tirei meu roupão e me deitei.
Suspirei e voltei a ler a Bíblia.
Eu estava cansado e me lembrei de como era com Ana, mesmo com nosso casamento arranjado conseguíamos fazer funcionar. Quando viajamos em uma viagem igual a essa, mas para outro lugar. Aos poucos fomos nos conectando, mesmo com o temperamento forte, ela sabia ser doce e amável. Mas agora não, eu estou casado com uma mulher que se prendeu a uma primeira impressão e pelo visto é o que vai prevalecer.
POV Elena.
Fechei a Bíblia e me levantei, saindo do quarto e indo para o jardim me sentar.
— Rainha Elena?- O tal Tyler perguntou.
— Quero ficar sozinha, por favor.- Disse.
— Algo de errado?- Ele perguntou.
— Já disse que quero ficar sozinha.- Disse.
— Tudo bem, desculpe.- Ele saiu.
Depois de um tempo sentada no jardim, voltei ao quarto — estava uma noite fria- e me deitei na cama.
POV Misto. (Ric e Elena.)
Estava quase dormindo quando ela chegou. Estava irritado, as coisas não estavam como eu queria. Não era mentira que eu queria me aproximar e ter uma boa relação com ela. Mas ela estava fechada a isso e eu não fazia ideia de como passar. Estava frio e a senti gelada ao meu lado, e dessa vez falava do seu corpo. Então levantei e aumentei o fogo da lareira, e peguei mas um cobertor.
— Obrigada.- Me ajeitei.
— De nada.- Voltei ao meu lado. Agora que estava despertado virava de um lado para o outro para tentar dormir. Precisaria do meu chá para poder dormir.
Me virei para ele.- Tudo bem?
— Eu tenho problema para dormir. Vou ver se aqui eles tem o chá que tomo em casa.- Me levantei.
— Quer que pegue?- Questionei.
— Não precisa se incomodar.- Vesti o roupão.- Da onde saiu esse frio?
Sorri.- Eu gosto.
— Eu sempre fico doente. Já volto.- Sai do quarto, descendo. Agora ela estava falando comigo na boa. Como entender as mulheres?
Me ajeitei na cama e como estava com sono, logo adormeci.
Quando voltei ela dormia já, me deitei e enquanto bebia o chá a olhava. Ela era tão linda e me perguntei porque eu fui tão estupido com ela de cara. Não sei responder, talvez foi reação do muro que construí a minha volta. Coloquei a xícara de lado e me deitei, tentando relaxar, mas pertubado pelos meus erros. Pela manhã acordei e ela não estava na cama. Fui ao quarto, me vesti e a encontrei na mesa do café.- Bom dia.
— Bom dia.- Disse.
— Pelo menos o frio diminuiu.- Me sentei e pedi para me servir.
— Sim.- Disse.
Comi das frutas.- Vai fazer algo hoje?
— Não.- Disse.
— Não tem hobbys que gostaria de fazer?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— E como passa o tempo?- Perguntei.
— Sentada olhando o jardim.- Disse.
— Deve gostar muito.- Disse.
— Sim.- Falei.
— Então gosta de flores.- Falei.
— Gosto.- Disse.
— Quando voltarmos pode falar com o jardineiro, o orientar como gostar, ajudar se quiser.- Disse.
— Você não gosta que faça trabalhos e nem ia gostar da minha mão seca.- Disse.
— Não é trabalho, é algo que finalmente achei que gosta de fazer.- Disse.
— Você não tem que se incomodar comigo. Se preocupe com o país, ele precisa da sua atenção. E as flores do castelo estão lindas.- Disse.
— Atenção seria um jeito muito simples de dizer.- Suspirei. Aquele era um fardo pesado a carregar.
— Bem, melhor eu não me meter nisso. Eu não entendo nada de politica e nem é assunto para mulheres.- Bebi do suco.
— Diga isso para Elizabeth.- Disse.
— Ela nasceu uma Rainha. É diferente.- Disse.
— Por que?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Se acha.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Eu vou visitar as regiões de plantação daqui.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
— Não quer ir?- Questionei.
— Melhor não.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu volto na hora do almoço.- Falei.
— Ok.- Disse.
— Até mais tarde.- Eu devo ser uma das piores companhias do mundo, ela sequer quer passar algum tempo comigo sem ser por necessidade.
— Até.- Disse.
Sai de lá e fui na verdade andar junto ao mar.
Passei o dia todo sem fazer nada. A verdade era que não me sentia em casa ainda. Não me sentia a vontade para fazer as coisas. Então não fazia. Olhei o movimento dos empregados e conversei com eles. E nisso o tempo passou e logo era noite. Tomei um banho, coloquei uma camisola sem nada por baixo — era mais confortável- e me deitei na cama.
Cheguei já era noite, mas duvido que minha querida esposa tenha sentido minha falta. Depois de passar horas na praia, fui pela cidade e conversei com alguns produtores e Lordes. Acabei ficando por lá. Entrei no quarto para poder tomar banho.
— Hey.- Disse.
— Te acordei, desculpa.- Disse.
— Não acordou.- Me sentei na cama.- Porque demorou?
— Quando fui para a aldeia alguns senhores queriam conversar comigo. Traduzindo; me agradar para não esquecê-los. Mas podia ter ido, foi agradável.- Disse.
— Não quis incomodar. Ah, eu fiz seu chá e deixei do seu lado, mas já deve estar frio já que demorou. Vou fazer outro para você.- Me levantei e coloquei um robe.- Ah, quer que aqueça água para o seu banho?
— Primeiro; andar com você não me incomoda. E você está bem?- Perguntei.
— Porque não estaria?- Questionei.
— Ontem você me queria longe.- Disse.
— Ah, tudo bem.- Voltei a cama. Pelo jeito não ia dar muito certo me aproximar.
— Não, não estou reclamando.- Me aproximei dela.- Só me surpreendi com a mudança, eu gostei dela.
— Tudo bem.- Disse.
Peguei na mão dela.- Só desejo que me dê uma chance de provar que não sou ruim como pensa.
— Nunca pensei que você fosse ruim.- Disse.
— De alguma forma acha.- Disse.
— Se você diz.- Disse.
— Eu sei que fui um estúpido essas semanas.- Disse.
— Tudo bem. Você já foi casado, então nunca será a mesma coisa. Eu que tenho que me acostumar que não será como pensei. Nunca vai ser. Mas tenho uma boa noticia.- Disse.
— Diga e depois me fale como pensou.- Disse.
— Pode ser cedo para dizer, afinal não passou as semanas para ver se realmente estarei grávida ou se ainda irei sangrar, mas eu acho que estou grávida. Pode chamar de sexto sentido.- Disse.
— Mas já?- Perguntei.
— Não queria?- Questionei.
— Demais. Não faz idéia do pressão que sofro por isso. Fora o meu desejo pessoal.-Sorri.
Sorri.- Que bom.
Num impulso a beijei. Cada vez ela me deixava mais feliz.
Retribui o beijo.
Mesmo lembrando do que ela falou, ela estava diferente hoje, por isso não parei. Me peguei a desejando mais uma vez.
Levei minha mão até sua nuca e acariciei ali.
Gostei de sentir o carinho dela e queria mais, mas ela me queria?
Fui parando o beijo delicadamente e toquei o rosto dele, logo sorrindo.- É melhor você ir tomar seu banho, está congelado.
— Verdade, já volto.- Me levantei.
— Tudo bem. Vou fazendo seu chá novamente.- Disse.
— Basta esquentar, menos trabalho.- Disse.
— Mas não seria tão gostoso quanto um novo. Eu já volto.- Como todos estava dormindo não coloquei o robe e fui somente de camisola mesmo.
Fui para onde tomávamos banho e a água tinha sido deixada aquecida. Relaxei finalmente e sorri pensando quanto gostava de Elena do jeito que estava hoje.
Fiz o chá e voltei ao quarto, deixando-o na mesa que tinha do lado da cama que ele dormia. Me deitei na cama novamente.
Sai da água e me vesti, voltando ao quarto.- Quer que aumente o fogo?
— Não precisa.- Disse.
Me deitei e peguei o chá, o tomando.- O que colocou de diferente? Está uma delícia.
Sorri.- Segredo.
— Adorei.- Tomei mais.
— Que bom.- Disse.
— Como queria mais dias de calmaria assim.- Disse.
— Pelo que você disse seu dia foi bastante estressante.- Disse.
— Tantas bajulações são irritantes. E sabemos que é tudo falso. Coisa que odeio.- Disse.
— Sinto muito então.- Falei.
— Se prepare, porque vai passar por isso muitas vezes.- Disse.
— Espero que não.- Disse.
— Eu também desejaria isso para você.- Falei.
— Melhor você dormir, deve estar cansado.- Disse.
— Mas estou feliz com a nossa conversa.- Disse.
Sorri.- Temos uma vida inteira para conversar.
Terminei de beber e me deitei, passando o braço por ela.
— Eu só quero ver quando tiver uma barriga enorme. Acho que não vai dar para você fazer isso.- Ri.
— A gente dá um jeito.- Disse.
Me virei de frente para ele.- Você já tinha pensado no nome dos seus filhos?
— Bem se o que eu e Ana íamos ter tivesse sobrevivido seria Raphael.- Disse.
— Então será esse o nome se for menino e se for menina pode ser Ana. Eu escuto falando pelos corredores o quanto você a ama. Então é um jeito de você homenageá-la.- Disse.
— Não precisa Elena, pode ser algum que prefira. E eu não amo, não desse jeito que disse.- Falei.
— Se você diz, então ok.- Dei de ombros.- Agora boa noite.- Me virei para o outro lado para dormir.
Trouxe ela para ficar junto de mim e dormi logo. Estava ansioso e andava pelo castelo até que vieram com expressões triste no rosto. Não, de novo não. Mas sim, Elena jazia sem vida junto ao nosso bebê também morto na cama. Corri até eles e sentia a minha vida sendo sugada para um buraco sem fim de tristeza. Eu a chamava, não queria a perder.
— Alaric?- O chamei.
Respirava com dificuldade quando acordei. A olhei. Era um pesadelo.
— Tudo bem?- Questionei.
Respirei fundo, me acalmando. Passei a mão pelos cabelos, a tempos que eles não me incomodavam.
— Quer alguma coisa?- Perguntei.
— Um copo de água.- Disse.
— Ok.- Me levantei e fui pegar.
Odiava quando minha mente me traia assim. Me levantei e lavei meu rosto. Abri um pouquinho a janela para pegar um ar.
Voltei e entreguei o copo a ele.
— Obrigado.- Tomei.
— De nada.- Disse.
— Desculpe ter te acordado.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Puxei ela para mim e senti seu perfume.
— Tem certeza que está bem?- Perguntei.
— Vou ficar.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Pode ir dormir. Agora fiquei sem sono.- Falei.
— Ok, qualquer coisa chama.- Dei um beijo na bochecha dele e voltei para a cama.
Deixei ela dormir e fiquei ao seu lado na cama. Não consegui dormir mais e passei o resto da noite a observando. No outro dia fiquei em casa com ela, mas ainda tinha reflexos daquele pesadelo, e me vi gostando mais dela do que pensei. Estava estranhando a presença de Tyler ali e as vezes o via conversando com ela. Andávamos no jardim e me virei para ela.- Como conhece Tyler Lockwood?
— Eu não conheço.- Disse.
— Vi ele conversando com você.- Disse.
— Nada demais.- Falei.
— E o que ele queria?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Só nada?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Não gosto dele com você.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Por que não. Não sei das intenções dele.- Disse.
— Ele só foi gentil.- Falei.
— Mais alguém foi gentil?- Questionei.
— Todos são gentis.- Disse.
— Nenhuma estranha?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Nada. Só tome cuidado com quem se aproxima.- Disse.
— Ok.- Disse.
Eu estava a dias sem a ter e isso começava a mexer comigo.- E tem sentido algo?
Assenti.- Poucas coisas, mas sim.
— Está se confirmando então?- Perguntei.
— Talvez.- Disse.
— Quando voltarmos vai ser a sua coroação.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Preparada?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— A coroa que escolhi vai ficar bem em você.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Voltamos para dentro e o resto daqueles dias foram agradáveis. Nos conhecemos mais e podia jurar que estava me apaixonando. Amanhã iríamos embora e decidi tentar algo. Não estava aguentando de desejo por ela. Subimos depois do jantar e ela se trocava. Cheguei junto dela e a segurei pela cintura.
— O que foi?- Perguntei.
— Sinto sua falta.- Disse.
— Mas estamos juntos.- Disse.
— Não desse jeito.- Disse.
— De que jeito então?- Perguntei.
Afastei o cabelo dela e beijei seu pescoço. A senti ficar tensa.
Me afastei.- Eu não quero.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Tudo bem então.- Me afastei, indo me trocar.
Terminei de me trocar e me deitei.
Eu não queria a trair, não fiz com Ana e não queria fazer com ela. Mas não saberia como fazer se ela se recusasse sempre. Me deitei.- Está tudo pronto.
— Para quê?- Perguntei.
— Para voltar.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— É uma pena voltar.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Por estarmos assim.- Disse.
— Não entendi.- Disse.
— Nós dois tranquilos assim.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Beijei ela.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
POV Ric.
Dormimos e no outro dia voltamos. Apesar da recusa dela, eu estava feliz com tudo que tinha acontecido. Chegamos e fui sugado pelo trabalho, e só a vi a noite. No outro dia, deixei ela se arrumando para a coroação e fiz questão de buscar a coroa dela. Senti uma mão em mim quando sai da sala do tesouro.- Caroline?
— Hey.- Ela disse.
— Quer alguma coisa?- Perguntei.
— Ver você.- Ela falou.
— Já tem me visto.- Disse.
— Não de perto.- Ela disse.
— Caroline, eu te disse que quando me casasse isso acabaria.- Disse.
— E porque? Sua "mulher" é sem sal. Se fosse tão desejada teria outros reis tentando rouba-la de você ou Lordes galanteando-a, até mesmo empregados. E eu não vejo isso. Isso só prova que ela não é para seu bico. Muito menos para o bico dessa coroa na sua mão.- Ela disse.
— E quem é então? Você?- Me lembro bem da cena que ela fez quando escolhi Elena como noiva.
— Eu não sei se ser rainha seria tão bom quando achei que seria, Alaric. Você já está envelhecendo e tanto eu quanto sua mulher iremos ficar aqui, jovens e não poderemos nos casar novamente. Então... eu não sei. Mas com certeza ela não é nada.- Ela falou.
— Não foi o que você disse tempos a trás. Confesse que queria o lugar dela. Mas esse é dela! Ela é minha mulher e mãe do meu futuro herdeiro.- Disse.
Ela riu.- Boa sorte em ser um rei invejado. Isso nunca irá acontecer.- E saiu.
POV Misto. (Ric e Elena.)
Ela sempre foi dramática. Fui para o salão e tomei meu lugar. Elena veio linda e serena, e realizou todas as etapas perfeitamente. Observava o povo ao nosso redor e todos demostravam afeto a ela e não tinha como ser diferente, eles amavam a sua Rainha. Quando tudo terminou e se deu inicio a comemoração, pude finalmente chegar a ela.- A coroa ficou linda em você. Gostou?
— É pesada.- Sorri.- Mas é linda.
— Todas são. Eu mesmo que escolhi a sua.- Disse.
— Você tem ótimo gosto.- Disse.
— Claro que tenho.- Beijei ela de leve.- Agora vamos aguentar firme, porque vai começar as bajulações. Mas depois podemos dançar.
— Tudo bem.- Disse.
Sentamos no trono e vários Lordes se apresentaram, trazendo presente.- Você quer ir lá fora? O povo vai gostar de vê-la por perto.
— Por mais que não goste da atenção em mim, não tem o que fazer quanto a isso mais. Então vamos.- Disse.
— Infelizmente é algo que temos que nos acostumar.- Chamei um dos conselheiros e pedi que avisasse e arrumasse tudo porque iríamos dar uma volta lá fora. Quando ele retornou fomos. Assim que as portas se abriram, fomos recebidos por ondas de aplausos, chamadas dos nossos nomes e saudações.
Respirei fundo e tentei parecer o menos nervosa possível.
— Eles gostam de você. E relaxe, seja natural.- Segurei a mão dela.
— Diga isso as borboletas no meu estômago.- Disse.
— Eu sei, elas são incomôdas.- Uma menininha veio com uma flor nas mãos, os guardas vieram impedir, mas deixei que ela viesse. Só que fui ignorado e a atenção foi para a minha mulher.
Sorri.- Hey, que flor linda.
— Para você.- Ela sorriu.
Peguei a flor e dei um beijo na bochecha dela.- Obrigada. Irei cuidar muito bem dela.
— Você é linda. Minha mãe diz e quero ser como você.- Ela disse.
Sorri.- Obrigada e você também é muito linda.
— Obrigada, tchau.- Ela foi correndo.
— Será um sinal que vamos ter uma menina?- Perguntei baixo para ela.
Sorri.- Tenho uma forte sensação de que será um menino.
— Qualquer que venha vai me deixar plenamente feliz.- A beijei no rosto e continuávamos o passeio.
— Sim.- Disse.
Eu vinha percebendo desde que ela comentou que a memória da Ana a incomodava e deixava para baixo, então estava fazendo o possível para ela ver que estava sendo amada.- Se quiser pode ter algum projeto.
— Por enquanto não, mas obrigada.- Disse.
— Quando fizer, não hesite. Irei apoia-la amplamente.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Andamos mais, ela recebeu mais presente e por fim voltamos ao castelo. Deixamos eles com os outros e fomos ao espaço que vários casais dançavam.
— Eu não sei dançar muito bem.- Disse.
— Não é difícil, só me siga.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ela seguia, mas as vezes errava, o que nos fazia sorrir.
— Eu sou uma péssima dançarina.- Disse.
— Está indo bem.- Disse.
— Não estou não.- Falei.
— Então vamos dançar mais vezes para você ter prática.- Disse.
Ri.- Coitados dos seus pés.
— Eles aguentam, é uma boa causa.- Disse.
Ri.- Ok.
Dançamos mais umas três musicas e nos sentamos.- Você não foi ruim.
— Fui sim.- Disse.
Ri.- Prometo lhe dar aulas.
Sorri.- Ok.
— Quando quiser se retirar me avise.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A festa estava maravilhosa até que enquanto conversava com algumas pessoas vi Caroline chegando e cumprimentando Elena, aquilo me deixou tenso.
— Olá.- Disse.
— Bela festa.- Ela disse.
— Sim.- Disse.
— Não tem medo? Tem tantos aqui que podem lhe querrer mal.- Ela falou.
— Eu tenho fé em Deus, Caroline. E o que tiver que acontecer comigo será pela vontade dele, não pela vontade de alguém que estiver aqui. Então não, não tenho medo.- Disse.
— Ouvi rumores de que vão ter um bebê.- Ela disse.
— Talvez.- Disse.
— Tenha mais cuidado então. O pequeno herdeiro já vai ter muitos inimigos.- Ela disse.
Sorri de leve.- Você não parece acreditar muito em Deus, não é mesmo? Bem, meu filho ou filha, não precisará de aliados. Ele terá dois grandes aliados e isso vai bastar.
— Ele tirou tudo o que eu tive e que poderia ter. E quais?- Ela perguntou.
— Deus e o Rei.- Disse.
— Isso não o impediu de perder o outro filho. Mas estou falando para o seu bem. E o dele.- Ela disse.
— O que está havendo?- Perguntei.
— Eu pensei que não poderia entrar pessoas ateias no castelo.- Disse.
— Ateias?- Olhei para Caroline.
— Não minha rainha, não entendeu direito. Cumpro com todos os mandamentos. Só estava avisando a rainha que podem querer mal ao bebê, que podem tentar algo.- Ela disse séria.
— Eu estou bem. Sei me cuidar muito bem.- Disse.
— Lady Caroline, tem muitos rapazes aqui, vai dançar com algum deles. Deixe minha mulher em paz.- Disse.
— Só era um aviso de quem se preocupa meu rei.- Ela fez reverência e saiu.
Me levantei e ajeitei o vestido.- Vou ir dormir.
— Vou te acompanhar.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Antes.- Peguei a mão dela e uma taça. Pedi silêncio e sorri para ela.- Gostaria de agradecer a presença de todos aqui para prestigiar, a agora oficialmente, a minha rainha Elena. Depois desses dias que tiramos para nós, eu não podia estar mais certo da pessoa que escolhi para estar ao meu lado. Espero que muito em breve esteja anunciando a chegada do nosso herdeiro, mas até lá agradeço a todos pelo carinho e atenção a minha mulher. A Rainha Elena.- Levantei o brinde e todos fizeram o mesmo a ovacionando.
Deus, eu poderia me enterrar na areia agora. Eu sei que a intenção dele é a melhor, mas como já tinha dito a ele, não gosto quando a atenção se volta para mim.
— Podem curtir o resto da festa. Boa noite.- Sai com ela que sorria nervosa.- Tudo bem?- Perguntei quando pegamos um corredor mais vazio.
— Não.- Disse.
— Sente-se mal? Alguma coisa?- Questionei.
— Parece que vou ter um filho antes mesmo de tê-lo na minha barriga. Nunca mais faça isso, por favor. Eu não quero ninguém me olhando.- Disse.
Chegávamos ao nosso quarto e dispensei os criados.- Eu só queria homenagear você.
— Eu não quero homenagens.- Disse.
— Deus, parece que tudo que faço para você sai errado.- Tirei minha coroa e toda aquela roupa pesada.
— Porque você não me conhece.- Disse.
— E o que eu venho tentando fazer desde que nos casamos? Mas parece que cada passo que dou, volto dois.- Disse.
— Porque você tenta demais e faz de menos.- Disse.
— O que quer dizer com isso?- Questionei.
Suspirei.- Nada.- Fui para a sala de banho.
— Está vendo? Como eu posso saber se nem conversar comigo você conversa? Eu não sou adivinho!- Fui atrás dela.
— Eu quero tomar banho. Me dá licença.- Disse.
— Assim é impossivel a gente se acertar Elena, parece que é isso que você quer; ficar longe de mim!- Sai da sala, voltando ao quarto.
Suspirei e revirei os olhos. Tirei a roupa que estava e entrei dentro da banheira.
Que mulher difícil, meu Deus. E pior que isso me atrai nela. Quando ela está assim o meu pensamento é de a beijar e acabar com raiva a fazendo minha, mas nem isso pode acontecer, ela não me deseja. Está presa nesse casamento apenas por obrigação e nada do que fiz a fez sentir pelo menos algo por mim.
Tomei o banho e sai, me secando e colocando uma camisola. Penteei meu cabelo e voltei ao quarto, me deitando na cama.
Foi minha vez de tomar banho e depois me deitar.- Não quer conversar?
— Sobre o que?- Perguntei.
— Eu não sei Elena. Tudo que faço para me aproximar de você e te conhecer acaba sendo insuficiente e de alguma forma errado.- Disse.
— Sinto muito, mas tudo isso é culpa sua. Você me conheceria se prestasse atenção nas nossas conversas. Porque a gente conversa bastante e parece que tudo que falo entra por um ouvido e sai pelo outro. Então a culpa disso é sua, não minha.- Me virei para o outro lado.
Claro, a culpa é minha. Eu sempre tagarela com ela e recebendo de volta; sim, não, talvez. Me levantei, mas não, voltei e a virei para mim, a beijando.
Por mais que não devesse, retribui o beijo.
Eu não a entendia; brigávamos, mas ela sempre me correspondia. Me colei mais em seu corpo, o meu pedia pelo dela.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Mesmo irritado, percebi como ela estava linda naquela camisola. Minhas mãos correram seu corpo.
Me arrepiei ao toque dele e acariciava o rosto dele. Gostava de sentir a barba dele.
Subi um pouco o pano e toquei nas pernas dela. Coisa que tinha gostado desde a primeira vez e desviei minha boca para seu pescoço.
Minha mão desceu pelas costas dele, acariciando ali.
Sorri com o toque dela e subi mais minha mão, agora estava na parte interna da coxa dela, acariciando ali.
Me arrepiei ao toque dele e o puxei para ficar rente ao meu rosto novamente, beijando-o.
— Você é tão linda.- Mordi de leve sua orelha.
Sorri.- Obrigada.
Descia a alça da camisola e soltava as pequenas fitas que tinha na ultura do colo.- Você me deixa louco. Mas amo isso em você.
— Por isso toda mulher precisa de um homem, para ser controlada.- Sorri e acariciei o rosto dele.- Assim como todo homem precisa de uma mulher.
— Como eu preciso de você.- Falei baixo e a levantando para tirar a camisola.
Ajudei ele a tirar a camisola e abri a camisa que ele usava para dormir.
Tirei as calças que usava e a deitei, me deitando por cima dela e me colocando em sua entrada. Tanto dias sem, me deixava excitado facilmente.
O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Não queria apenas me satisfazer, queria que ela também sentisse prazer em estar comigo. Comecei a me mover lentamente e saboreando aquela sensação.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelo seu peito.
Aumentava aos poucos a velocidade e a ensinava a vir comigo.
Seguia o ritmo dele, mexendo meu quadril embaixo dele.
— Você está indo bem.- Disse.
— Que bom.- Disse.
A beijava e intercalava com beijos em outros lugares, e adorava pegar nos seios dela.
Gemi ao toque dele.- Parece que o bebê vai ter concorrência.- Disse divertida.
— Eles são maravilhosos.- Disse.
— Fico feliz que goste.- Falei.
Gemi.- Eu gosto de tudo em você meu amor.- Falei no ouvido dela e indo um pouco mais rápido.
Gemi também.- Que bom.- O beijei novamente.
Estava tão perdido nela que quando percebi ela me acompanhava e fazíamos amor, agora juntos. Porque antes ela parecia perdida no que fazia. Agora ela se fazia minha mulher e eu vi o quanto era entregue a ela.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava-os.
Conhecia as reações do corpo de uma mulher e ela não estava longe do extase do mesmo jeito que eu estava. Espalhava toques por todo o seu corpo e onde via que ela era mais sensível.
Voltei a beija-lo e gostava da sensação de senti-lo dentro de mim. Pelo menos estou começando a gostar da sensação.
Eu não aguentei e momentos depois tive um dos orgasmos mais gostosos que já tive.
Fui parando o beijo e sorri. Não sei porque, mas hoje eu gostava da sensação de dar prazer a ele e de senti-lo dentro de mim.
Recuperava o meu fôlego.- Você é tão gostosa que não consegui me conter para que chegasse ao ápice também.
— Tudo bem, eu não me importo.- Acariciei o rosto dele.
Devolvi o carinho.- Ainda vamos chegar nisso.
— Essa não é minha maior preocupação no momento e acho que nunca vai ser.- Lhe dei um selinho.
— Na verdade é minha.- Sai dela e me deitei ao seu lado.- Porque brigamos tanto? Odeio brigar com você.
— Prometo que não vou mais brigar. Pelo menos não continuar. Eu quero ser uma boa esposa, então vou fazer o trabalho de uma boa esposa que é acalmar o marido quando ele quiser brigar ou ficar quieta simplesmente.- Disse.
— Mas eu gosto de ouvir você, se não nunca vou te conhecer. E eu quero isso.-Peguei a mão dela.- Eu sei que não é o que a maioria dos reis fazem, mas eu quero que meu casamento seja real e não de faixada com amantes e mágoas.
Sorri.- E eu fico feliz com isso.
— Eu sei que estava distante no começo, mas foi uma reação de defesa. Tive uma experiência dolorosa com isso e queria evitar. E a vida que estava levando me deixava longe de sentimentos assim. Acho que por isso evitei você assim que nos conhecemos, me perdoe por isso. Quando nos vi casados, passei a conhecer, mesmo que pouco, mas melhor e as coisas mudaram. Mas ai você já estava distante demais.- Disse.
— Alaric, todos nós um dia iremos morrer. Eu posso morrer antes de você ou você pode morrer antes de mim, mas quem quer que esteja vivo, tem que seguir vivendo. Assim como qualquer familiar. Meus pais podem morrer a qualquer momento e eu não estarei perto deles e com certeza eu me culparei por isso, mas não posso desistir de amar e de viver por causa disso. Vamos ter um filho, então temos que ser forte por ele. Morte é unica certeza que temos na vida, então temos que encara-la. Eu sei também que como foi seu primeiro casamento e seu primeiro amor, que eu nunca poderei chegar aos pés disso, então eu estou aceitando o lugar que me sobrou na sua vida.- Disse.
Puxei o cobertor sobre nós, o tempo começava a ficar frio.- Você não tem sobras. Você, e se confirmar, nosso filho, são as coisas mais importantes que tenho, não ache o contrário. Você pode não acreditar em uma mudança em tão pouco tempo, mas eu juro, é a verdade.
— Eu não duvido que sejamos, Alaric. Eu não disse isso. Eu só disse que você já amou uma vez e já teve essa experiência. Eu é a primeira vez e será a ultima. Porque você sabe que uma rainha só pode se casar de novo, se ela for a herdeira de algum trono. Como Elizabeth. Então você será o primeiro e o ultimo amor da minha vida. Já eu não fui nem a primeira e posso não ser a ultima da sua vida.- Disse.
— Por favor não diga isso.- Beijei seus cabelos.- É o meu pesadelo.
— Um dia você vai ter que encarar a morte como uma coisa normal.- Disse.
— Eu sei que ela é. Mas não em pessoas tão jovens, tão lindas. Foi naquele dia, no do pesadelo que percebi como passou a ser importante para mim. O medo de te perder me acordou.- Disse.
— Eu não quero discutir isso com você.- Lhe dei um beijo na bochecha.- Melhor dormirmos.
— Nem eu. Mas antes preciso falar algo com você.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Fique longe de Caroline Lockwood. Se ela a incomodar me diga que tomo providências.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Porque ela era uma amante minha. Na verdade a preferida. Acho que mesmo sem eu nunca dar nenhum tipo de esperança, ela achava que seria minha rainha. Ela fez uma cena quando soube do meu casamento e outra hoje. Não confio nela, sei lá, ela pode querer fazer algo contra você. E de Tyler também, ele é irmão dela.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Passado isso, eu adorei isso de fazer as pazes.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Você não?- Perguntei.
— Eu nunca achei que estávamos brigados.- Disse.
— Tudo bem. Posso pedir uma coisa.- Disse.
— Pode.- Disse.
— Sempre me diga como se sente, mas de um jeitinho mais claro. São tantas coisas que posso deixar escapar algo.- Disse.
— Eu acho que prefiro ter minha privacidade também, então desculpe, mas não vou dizer.- Disse.
— Tudo bem. Você está com uma carinha de cansada.- Disse.
— Eu estou.- Falei.
A trouxe para meu peito.- Então descanse meu amor.
— Boa noite.- Lhe dei um selinho e fechei os olhos, logo adormecendo.
Sorri e logo dormi também. As coisas melhoraram muito entre nós depois daquele dia. Caroline aparecia as vezes, mas sempre longe de mim e não chegava perto de Elena. Tyler andava por ai e soube que ele tentou se aproximar dela, mas foi retirado e não mais visto. Para nossa alegria a gravidez se confirmou, agora sua barriga começava a aparecer, pouquinho, mas eu via. Não podia estar mais feliz. Elena e eu nos amamos outras vezes e a sentia cada vez mais solta, acho que ela estava mesmo se apaixonando por mim. Sai para calvagar e dar uma olhada no exército e um mensageiro chegou me chamando de volta ao castelo, parecia urgente. Quando cheguei, fui direcionado para onde guardavam as coisas do jardim e entrei lá.— Amor, o que houve?
— Olá majestade.- Caroline apareceu atrás da porta com um punhal.
— Ela está louca. Não tem alguma lei que nos dê o direito de decapita-la, não?- Questionei.
— Decaptar?- Ela riu.- Você não vai ver isso. Porque mortos não vêem nada.
— Caroline, largue esse punhal. Você ficou louca?- Perguntei.
— Foi o que eu disse.- Disse.
— Você.- Ela apontou para Alaric.- Me usou. Você sabia que eu gostava de você e mesmo asism preferiu essa chata que nem gosta de você para ser sua mulher.
— Caroline, eu nunca disse que você seria algo minha, você sabia disso. Agora acabe com esse show e me dê esse punhal!- Andei o suficiente para ficar a frente de Elena, tinha que tira-la dali. Aquela louca podia fazer qualquer coisa.
— Alaric, você é o Rei, aja como um e ordene!- Exclamei irritada e vá chamar algum dos seus empregados para tira-la daqui e coloca-la em uma cela.
Eu conhecia várias faces daquela garota, ela não era assim, mas se fosse escolher entre ela e Elena, não teria duvidas.- Sua ultima chance, me dê isso!
— Vai para o inferno com suas ordens. Esse não era o plano sabia? Tyler ia dar em cima dela e conquistar sua confiança. E um belo dia você ia encontrar ele na sua cama e ela não saberia como explicar. Claro, depois de estar comigo. Mas essa gélida ai não se importa com ninguém, nem mesmo com você.- Ela disse.
Revirei os olhos.- Pelo amor de Deus! Se você não vai fazer nada, faço eu.- Peguei um pedaço de madeira suficientemente grande e taquei na cabeça dela, fazendo-a cair no chão desmaiada.- Pronto. Agora vamos sair daqui.- Me dirigi para a saída.- E ah, você só pode ter sérios problemas para ter tido algo com ela.- Sai dali.
Amarrei ela e sai atrás de Elena, encontrando alguns guardas e mandando-os levar ela para uma cela e que caçassem o irmão dela e o prendesse também. Procurei ela pelo castelo até a achar.- Você é louca sabia?
— E você lerdo. Sério que você ia deixar que elas nos matasse?- Perguntei irritada.- Você que devia ter feito o que eu fiz!- Sai andando.
A segui e a puxei para uma sala.- Calma irritadinha. Era isso que estava para fazer quando você tomou minha frente. Você daria um ótimo soldado, sabia?-Tirei uma mecha do rosto dela.
Suspirei.- Eu sei.
— Ainda bem que nunca apanhei de você, você tem força nesses bracinhos finos.-Provoquei ela.
— Você vai dar sentença de morte a ela e não quero nem saber. Ninguém ameça meu filho.- Me virei para sair.- E se você não der, você vai sim sentir a força dos meus "bracinhos finos".- Sai dali.
O mulher irritada. Toma a minha frente quando eu estava vendo o menor risco para ela .Claro que a sentença de Caroline e Tyler seriam de morte. No mesmo dia decretei isso; por tentar nos matar e por traição. A pena foi executada no outro dia, o que em particular me deixou mais tranquilo. Mas minha paz, ou melhor, paz de um rei nunca dura muito. Alguns meses depois um problema se agravou. A França estava tentando aumentar suas fronteiras e dizimando as aldeias próximas. Eu teria que ir até lá.- Elena.-Entrei na sala que ela estava.
— O que?- Questionei.
— Eu não queria te deixar, mas vou ter que ir viajar. A situação com a França está pior, vou pessoalmente lá.- Disse.
— Tudo bem. Não se preocupe.- Disse.
— Vocês vão ficar bem. E mandei que a segurança do castelo seja reforçada.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Eu espero resolver isso logo e não demorar muito.- Disse.
— Ok.- Falei.
Eu tinha a mulher mais preocupada do mundo, mas estava acostumado com o jeito dela. A beijei.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
— Se comporte e não chegue antes de eu voltar.- Não faltava muito para ele nascer.
Sorri.- Ele não vai.
Sooaram o aviso de que estava tudo pronto.- Tchau.
— Tchau e cuidado.- Disse.
— Pode deixar.- A beijei de novo e sai. Tomamos o rumo do Norte. Como saímos a tarde, a noite vinha logo. Por isso não detectamos os soldados que vinham na nossa direção. Eles estavam feridos, mas a mensagem era clara. Traidores se juntaram aos franceses e os ataques era uma armadilha para me tirar do castelo e tentar toma-lo. E me matar no caminho. Quando ouvi as palavras tomar o castelo, sabia o que significava. Matar qualquer um que podesse reenvidicar o trono; Elena, nosso filho. Meu coração se apertou e ordenei a volta imediata de todos, eu disparei na frente. Se qualquer um daqueles imundos tocar na minha mulher ou no meu filho, a França está com seus dias contados. Pareceu uma eternidade até eu visualizar o castelo e o sinal de batalha era claro. Passei por ele e só desci somente na porta. Tinha soldados meus lutando por vários corredores e acertei alguns dos invasores pelo caminho. Perguntei e alguém me disse que a tinha visto em nosso quarto. Corri para lá e a minha fúria aumentou quando vi a porta aberta. Meus pés não eram rápidos como eu queria e só vi o reflexo dela e uma espada a sua frente. Me joguei contra o homem e o acertei, que caiu morto no chão. A puxei para mim.- Estou aqui.
— Graças a Deus. Você está bem?- O toquei.
— Só alguns arranhões, nada demais. E você?- Perguntei.
— Estou bem também.- Disse.
Pude ver pela janela que as coisas estavam feias.- Vem, tenho que te deixar segura para ir ajudar.
— Tudo bem.- Me levantei e o beijei.- Mas tome cuidado, ok?
Sorri.- Olha quem está preocupada.- Toquei o seu rosto. Ela parecia mesmo assustada.
— Eu me preocupo com você.- Disse.
— Eu sei, sempre soube.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Vamos.- A peguei pela mão e levei pelo corredor, mas ela apertou, me parando.- O que foi?
— A bolsa estourou.- Disse.
— O que? Agora?- Questionei.
— E tem hora?- Perguntei.
— Ah meu Deus.- Veio um invasor tentando nos atacar, lutei com ele e o matei.- Temos que achar a parteira.- Naquela confusão, onde será que ela estava? Tinha ordenado que duas das melhores da região ficassem no castelo.
— Vá busca-las.- Me sentei no chão.
— Eu não posso te deixar sozinha. Vem.- A peguei no colo e comecei a andar. Achei dois soldados, na verdade um dos meus capitães. Ele nos encaminhou para um quarto. A coloquei na cama e mandei o soldado revirar aquele castelo atrás das parteiras e o capitão ficou na porta. Estava preocupado com ela, o bebê e com tudo que estava acontecendo porta a fora.
— Ric, calma.- Disse.
Olhei pela janela e os reforços que eu tinha mandado vir chegavam, acho que a situação estava se controlando.- Como você está?- Fui até ela.
— Estou bem.- Disse.
— Tem certeza? Não me esconda nada.- Disse.
— Eu estou bem, Ric. Sério.- Sorri.
— Ele está demorando.- Minutos se passaram até ele voltar com as duas parteiras.- Graças a Deus. Você vai ter sua recompensa filho.
— Agora é melhor vocês esperarem lá fora.- Disse.
— Eu vou, mas para verificar tudo. Não demoro a voltar.- Disse.
— Majestade, o senhor está nervoso, é melhor o senhor não entrar.- A parteira disse.
— Sim, amor. Fique lá fora. Assim que terminar aqui, alguém te chama. E cuidado com os ataques.- Disse.
— Me chame se precisar de mim.- Beijei sua testa e sai com coração na mão. Aquele era o meu maior medo. Foi assim da ultima vez e quando voltei ao quarto, tinha perdido tudo. Desci e ajudei com os que restavam pelo castelo. Alguns tinham sido presos para sabermos quem eram os traidores. Começamos a ver nossas baixas e tirarmos da entrada do castelo. Falei com todos ali e agradeci pelo empenho de todos com os guardas. Voltei para a porta do quarto e ouvia os gritos de Elena e aquilo me angustiava mais.
Graças a Deus o parto correu tudo bem, assim como estancar o sangue. Depois de algum tempo descansando com o bebê e esperando o sangue estancar, fui tomar um banho enquanto davam um banho no bebê. Pedi para a empregada me fazer uma comida, pois estava faminta e aproveitar e avisar Alaric no caminho.
Ouvi o choro do meu filho e depois disso uma demora até que abriram a porta e me deixaram entrar. Preocupado entrei, mas um alivio que não sei medir tomou conta de mim quando a vi com o pequeno em seus braços.
Sorri.- Hey.
Todos saíram do quarto.- Você, vocês, estão bem?
— Sim, estamos. E ele já está se alimentando, então com certeza está bem.- Disse.
— Ele?- Sentia um peso saindo de mim, como se agora fosse ficar tudo bem. Eles estavam bem.
— Sim.- Afastei o lençol que o cobria, mostrando a parte intima dele ao Ric.- Acho que desde de bebê ele já puxou o pai.- Sorri e voltei a cobri-lo.
Ri e cheguei a eles, beijando a cabeça dele e depois a dela.- E a beleza da mãe.- Eu acho que eu poderia explodir de alegria nesse momento.- Obrigado.
— Pelo que?- Perguntei.
— Por me dar tudo isso.- Disse.
— Não tem que agradecer.- Falei.
— Eu te amo. Aos dois.- Sorri para nosso pequeno.
— E nós dois te amamos.- Disse.
— Posso?- Perguntei ao ver que ele não se alimentava mais.
— Claro.- Disse.
Ela passou ele para meus braços e sorri.- Bem vindo ao seu reino, nosso pequeno Principe Filipe.- Tínhamos chegado a um acordo com esse nome.- Sabe, você escolheu um dia e tanto para chegar.
— Nem me fale.- Disse.
— Eu tive tanto medo, de não chegar a tempo.- Peguei em sua mão.
— Mas chegou e estamos bem graças a você.- Disse.
Sorri e olhei para Filipe.- Viu? Botamos aqueles franceses burros para fora de nossa casa. Agora ela é toda sua.
— Pelo jeito ele não vai casar com um francesa.- Sorri.
— Não mesmo. Se possível alguém daqui. Que tenha uma beleza e uma personalidade tipo a da mãe dele. Talvez não tão brava.- Disse.
Ri.- Engraçadinho.
A empregada chegou e serviu ela. A deixei comer, depois passei o bebê para ela.- Vocês já estão limpos e cheirosos, eu estou todo sujo. Vou me banhar e ver se nosso quarto já foi limpo para você ir para lá.
— Tudo bem.- Disse.
Fui e tomei meu banho, relaxando. O quarto estava sendo limpo e preparado para eles. Elena pediu e eu concordei que o berço ficasse até nos primeiros meses e estavam terminando de ajeitar os detalhes. No outro dia anunciei a todos a chegada de Filipe e Elena apareceu com ele por um momento, onde fizemos todo ritual de apresentação. Levei algum tempo até descobrir e exterminar quem planejou o ataque, e não hesitei em fazer isso. Mas agora, meses depois, a paz está de volta a medida do possível e estamos todos em festa, é o batizado do meu filho. Chamei um amigo próximo e Elena a irmã dela para serem os padrinhos. A cerimônia foi linda. Nesse momento estou com eles no quarto, nos retiramos para ela amamentar ele e observo a minha pequena família. A pouco mais de um ano, achava que nunca me casando de novo me faria feliz, mas agradeço por ter pensado assim por anos. Porque ai eu pude encontrar a minha mulher, minha Elena, minha Rainha e ela me mostrar o que era a real felicidade.
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