Liberty- One Shots
49 Capítulo 49- Klaus & Elena.
Notas iniciais

POV Misto. (Elena e Klaus.)
Agora sim eu conseguiria. Sorri e olhei ao meu lado; Elena dormia tranquilamente e quando acordar já estaremos longe. São Francisco, para ser mais exato. Tinha uma casa lá, pessoas bem fiéis e bastante lobos na região. Quando o avião pousou ela fez menção a acordar, mas não o fez e quando cheguei em minha casa, eu mesmo a botei em um quarto. Mandei que vigiassem e fui cuidar dos meus afazeres.
Senti me acordar e me sentia completamente fraca. Stefan... Me levantei subitamente, esbarrando na cama. Olhei em volta. Onde eu estou? Senti tudo rodar. Só podia ser falta de sangue. Abri a porta do lugar e encontrei dois caras parados ali.- O que é isso?
— A senhora não tem permissão para sair do quarto.- Um cara disse.
Ri.- O que? Não tenho permissão? Isso é hilário.- Comecei a andar.- Onde está o Stefan?
O cara a pegou e a levou de volta ao quarto.- Não sei quem é esse. E seu lugar é dentro do quarto.
— Me solta!- Exclamei.
Ele bufou e a jogou quarto a dentro.
O olhei e me levantei novamente, passando por ele e saindo do quarto.
Dessa vez ambos a pegaram pelos braços e a levaram de volta.- É essa gosta das coisas difícil.
— Me solta!- Dei uma cotovelada no estomago dos dois e sai correndo.
— Volta aqui.- Ele correu atrás dela.
Achei uma porta e sai correndo pela rua.
Estava no escritório quando um dos guardas entrou.- O que foi?
— Ela fugiu.- Ele disse.
— O que? São tão incompetentes assim? Eu devia arrancar sua cabeça por isso.-Me levantei.- O que está fazendo ainda aqui? Vai.
— Ok.- Ele saiu.
Bando de incompetentes. Sai e pude rastrea-la facilmente. Estava duas quadras acima correndo. Cheguei em segundos até ela.- Pretendia ir em algum lugar?
Parei.- Klaus?- No minuto que parei, me senti tonta e fraca, então me escorei na parede.- O que você quer?
— Sorte sua eu estar de bom humor.- Eu tinha pegado bastante sangue, então óbvio que ela estava fraca. A peguei, a levando de volta.
— Me solta, seu desgraçado!- Tentava me soltar.- O que você fez com Stefan? Onde ele está?
— Em casa.- Disse.
Toquei no meu pescoço. Ainda tinha as marcas da mordida de Stefan e ainda podia senti-la.- E Tyler? Ele está bem?
— Provavelmente.- Podia ouvir as batidas fracas do coração dela. Mordi meu pulso.- Beba, está fraca e não quer ficar desmaiando por ai.
Virei meu rosto e não respondi. Só queria que ele tirasse as mãos de mim. Aquelas mãos imundas, cheias de morte.
— Ok.- A peguei e coloquei sobre meu ombros.- Petrovas sabem como ser teimosas.
Dei um chute nele e sai do colo dele.- Eu disse para me soltar! E eu não vou voltar com você, seu desgraçado.
— Vai agora.- A joguei contra o muro.- Ou quer que eu volte a Mystic Falls e traga a cabeça de quem? Stefan, Damon ou Jeremy?
— Você não faria isso, porque se o fizer, eu me mato. E você não terá mais nada, nem seus estúpidos híbridos.- Disse.
— Você quer arriscar?- Perguntei.
— Sim, eu quero.- Peguei um pedaço de madeira que tinha no chão e enfiei no meu próprio estomago.
— Garota estupida.- Tirei aquilo rápido e mordi meu pulso, a forçando a beber.
Ri.- Você é tão fraco. Você é odiável de todas as formas possíveis.
— Blá blá.- A peguei no colo e levei para dentro, a deixando no quarto.- Mais uma gracinha e vai começar a receber seus conhecidos um por um.
— Apodreça no inferno.- Disse.
— O jantar é as 19:00. Esteja pronta, vamos esclarecer umas coisas aqui.- Disse.
Não respondi nada.
Dei de ombros e sai. Não ia desde já me aborrecer. Sabia que seria assim no começo. Alguns lobos que tinha encontrado aceitaram serem híbridos e fui cuidar da transformação deles. Quando subi já iam dar 19:00. Tomei um banho e desci, esperando Elena que não apareceu e mandei levarem o jantar dela. E foi assim por alguns dias. Tinha mandado comprar umas coisas para ela, afinal eu não tinha um estoque de coisas femininas.- Elena.- Entrei no quarto.
— Sai daqui.- Disse.
— A fase do mal humor passou, chega. Aqui estão coisas suas.- Disse.
Não fiz nada. Não queria nada dele. Ele que se explodisse.
— Ok, silêncio. Tanto faz. Se precisar de mais algo, me diga.- Disse.
Não falei nada.
Sai de lá. Já estava ficando de saco cheio. Semanas se passaram e percebia ela meio fraca nas vezes que a via. Fui até o quarto dela.- Trent me falou que você desmaiou.
— Não é da sua conta.- Disse.
— É sim. Tem tomado as vitaminas?- Perguntei.
— Não é da sua conta.- Disse.
Ela estava com uma camisola que deixava suas pernas... No que eu estou prestando atenção? Para com isso.- Vamos fazer um acordo. Tome suas vitaminas e coma direito, e pode ligar para casa.
— Não vou fazer acordos com você.- Disse.
— Porque não? Quem sai ganhando é você.- Falei.
— Não, quem sai ganhando é você. Porque se eu me alimentar eu viverei por mais tempo e assim você terá híbridos.- Disse.
— E você quer morrer?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Para seu desgosto, não vai acontecer.- A segurei e arranquei o colar dela.- Você vai se alimentar direito e tomar tudo que lhe for dado.
Assenti.- Ok.
— Ótimo.- Disse.
— Agora me solte.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Porque você está me segurando.- Disse.
— Mas estou gostando de te segurar.- Falei.
— E porque?- Perguntei.
— Tenho meus motivos.- Deslizei minha mão por seu braço.
O olhei.- Klaus, o que você quer com isso?
— Nada, bela Elena.- Disse.
— Você sempre quer alguma coisa.- Disse.
— Verdade.- Sorri e minha mão subiu até seu rosto.
— O que você quer?- Perguntei.
Me aproximei mais dela.- Preocupada?
— Com você? Sempre.- Disse.
— Não se preocupe tanto, quando quiser algo vai saber.- A soltei.
— Ótimo então.- Me sentei na cama novamente.
— Se você ficar nessa postura, quem perde é você. Pode ter muito mais que ficar nesse quarto.- Disse.
— Eu não quero nada que seja seu.- Falei.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim, tenho.- Disse.
— Ok.- Mesmo abatida, ela ainda mantinha aquela beleza que todas as Petrovas tinham. Acho que tenho alguma tara, só pode.
— O que você está olhando? Perdeu alguma coisa?- Questionei.
Ri e sai de lá.
Balancei a cabeça e suspirei, me deitando na cama novamente e tentando dormir.
Voltei ao meu quarto e pensei naquela garota. Será que era igual as outras ou tinha algo de diferente? Não devia estar pensando nela assim, mas era mais forte que eu e o fato dela resistir a qualquer coisa minha deixava mais interessante. Eu queria aquele corpo. Me peguei excitado de imaginar ela sendo minha. Estava decidido; eu ia tê-la e para ser mais gostoso, pela vontade dela.
Quando me acordei no outro dia, era 8:00. Tinha adormecido cedo, pelo jeito. Me levantei e fui tomar um banho. Olhei meu braço e percebi os furos da agulha ali. Desgraçado. Sai do banho e coloquei um curativo ali. Coloquei uma saia jeans, uma blusa e terminei de me ajeitar. E por causa da compulsão idiota dele, fui para a cozinha comer.
— Olha quem apareceu.- Disse.
— Como se você não soubesse.- Disse.
— Não sei de nada.- Me servi do suco.
— Não seja idiota.- Abri a geladeira e peguei as coisas para um sanduíche.
— Olha que assim me ofendo.- Disse.
— E é para ofender mesmo.- Falei.
— Ui. Se você se comportar, te levo para sair hoje.- Disse.
— Eu não quero sair. Você já me matou, agora me deixa em paz. Eu devia ter continuado morta, assim nunca teria híbridos.- Disse.
— Nossa, que estresse.- Disse.
— Cala a boca.- Peguei o sanduíche que fiz e sai dali.
— Não quero.- A segui.- Vai comigo no centro hoje.
— Não vou não. Procure outra.- Disse.
— Vai sim. Daqui a pouco vou te buscar.- Disse.
— Eu não vou.- Falei.
— Vamos ver. E se comportando assim a única prejudicada é você. Pense se quer assim ou ter liberdade.- Disse.
— Ser assim.- Entrei no quarto.
Sorri com a determinação dela. Deixei um tempo passar e fui até lá.- Não vai?
— Não.- Disse.
— Está precisando de algo?- Perguntei.
— Não.- Falei.
— Tudo bem. Hoje venho buscar um pouco de sangue.- Disse.
— Ok.- Disse.
Como disse, queria ela por vontade própria, então a conquistaria. Quando cheguei a noite fui até o quarto dela, levando a sacola que tinha comprado para ela.
Como já suspeitava o que ele queria, me levantei e me sentei na poltrona. Tinha todos os aparelhos ali.
— Boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
— Como tem ocorrido tudo bem, trouxe um presente.- Entreguei a sacola a ela.
Peguei a sacola.- Ok, obrigada.
— Como não sei quais gosta, trouxe misto.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Você perdeu um belo dia, o parque estava super agradável.- Disse.
— Que bom então. Agora tira esse sangue de uma vez.- Disse.
— Calma, podemos conversar antes.- Falei.
— Conversar o que, Klaus?- Questionei.
— Que já pode baixar essa guarda, não tem lugar mais seguro que o seu.- Disse.
Ri.- Ok então.
— O que? Vai dizer que não tinha consciência disso?- Perguntei.
— Klaus, você tirou minha liberdade, você me tirou da minha cidade, da minha família, amigos e do meu namorado. Quer dizer, você o tirou antes de mim. Se aproveitou que o irmão dele estava doente para leva-lo para seu lado. Mas não conseguiu destruir o amor dele por mim. Você sabe disso, você mesmo disse.- Disse.
— Passado Elena, as coisas são diferentes agora.- Disse.
— Não, não é. Ele nunca vai desistir de mim, assim como eu nunca desisti dele.- Falei.
— E você quer essa vida para eles? Que vivam através de uma esperança sem fundamento?- Questionei.
— Sim, eu quero. Porque eu não desistiria de nenhum deles.- Disse.
— Isso vai ser a ruína deles. O telefone está a sua disposição. Sem, claro, dizer onde estamos e ser algo demorado demais.- Disse.
— Eu não quero favores seus.- Já que ele não pegava as bolsas de uma vez, eu mesmo coloquei a agulha em mim e o sangue ia para a bolsa. Me escorei na poltrona e fechei os olhos.
— Você só torna as coisas difíceis para você.- Fiquei ao lado dela e colocando o braço na posição certa.
Não respondi e apenas esperei aquilo acabar.
A bolsa estava quase cheia quando eu fui retirar. Toquei o braço dela com mais gentileza que imaginei para retirar a agulha.
Odiava o fato dele se fingir de bonzinho quando ele mesmo sabe que ele não é.
— Você está bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Tomei o pulso dela. Estava melhor que nesses dias.- Os lobos que vão ficar livre da maldição agradecem pela colaboração. Caso mude de ideia, o telefone está na mesinha.
— Ok.- Disse.
— Tchau.- Sorri ao sair e essa era difícil, mas estou gostando do jogo. Depois de algum tempo eu podia jurar que ela estava cedendo um pouco. Hoje, por exemplo, a convenci a jantar comigo. A mesa já estava posta quando cheguei e me sentei esperando ela.
Cheguei na mesa e me sentei.- Oi.
— Hey, boa noite.- Disse.
— Boa noite.- Falei.
Pedi que servissem.- Mandei que fizessem o prato que pedia.
— Ok, valeu.- Disse.
— Não é nada demais e não me lembro a última vez que comi x-bacon.- Disse.
— Imagino.- Disse.
A empregada veio e nos serviu. Achei engraçada a refeição.
Ela serviu e comecei a comer.
Olhei ela. Ok, eu estava apreciando sua companhia, principalmente depois que a briga diminuiu.
— O que?- Perguntei.
— Você gosta mesmo.- Disse.
— Eu sempre comi.- Disse.
— Estou vendo que é seu favorito.- Disse.
— Eu como de tudo, tanto faz.- Falei.
— Quando quiser comer, é só pedir.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Já tinha vindo a São Francisco?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Deseja conhecê-la?- Questionei.
— Não com você.- Disse.
— Achei que tínhamos passado dessa fase.- Disse.
— Mas não.- Falei.
— Hã... tudo bem.- Disse.
Voltei a comer e tomei do suco.
Confesso que me decepcionou estar na estaca zero. Eu não devia me importar, mas importava. Comia uns pedaços do meu, mas mantinha o pensamento de como queria a ter bem, a ter comigo para poder provar daquele corpo.
— Você vai tirar sangue hoje?- Perguntei.
— Não. Ainda tem bastante.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Não passou mais mal?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
Terminei de comer.- Vou indo dormir.
— Já?- Perguntei.
— Não tenho nada para fazer mais.- Disse.
— Estamos jantando e conversando.- Falei.
— Ok então.- Disse.
— Gosta de arte?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Talvez isso me permita lhe mostrar.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— O que tem de arte aqui.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Vamos então?- Perguntei.
— Eu não quero sair.- Disse.
— Tudo está bem aqui.- Falei.
— Ah sim, ok.- Disse.
— Podemos ir então?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Então vamos.- Me levantei, indicando o corredor.
Fui com ele.
A levei para cima.- O que gosta mais?
— Música.- Disse.
— Clássica?- Perguntei.
— Também.- Falei.
— Então sei exatamente o que vai gostar.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Qual quer ouvir?- Questionei.
— Tanto faz.- Disse.
Sorri e escolhi um dos meus favoritos, colocando.
Me sentei em uma cadeira e fiquei escutando.
— Gosta?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu porque além de me relaxar é um bom calmante. E você?- Perguntei.
— Porque me faz lembrar meu pai.- Disse.
Sorri.- Se o meu fosse ter alguma trilha sonora, não seria essa, com certeza.
— Eu imagino o porque.- Disse.
— Imagina?- Perguntei curioso.
— Sim.- Falei.
— E que sugestão tem se consegue imaginar?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Se essa música lembra seu pai é porque a calmaria te lembra ele. Se disse que imagina o meu, que era bem diferente, fiquei curioso sobre como imagina.- Disse.
— Como um vampiro original que é um caçador e que caça os próprios filhos.- Falei.
— Você já sabe.- Disse.
— Sim. Tínhamos o plano de solta-lo e ele mataria você.- Disse.
— Vocês são loucos?- Perguntei.
— Você é.- Falei.
— Bem, quero a localização daquele maldito. Onde ele está?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Diga-me, Elena.- Falei.
— Eu não sei.- Disse.
— Se seus amigos fizerem a burrice de soltá-lo, estarão cavando a própria cova. Se Mikael, numa hipótese me matar, todos eles morrem juntos.- Disse.
Ri.- Você está com medo. Isso é satisfatório.
— Você não sabe nada sobre mim.- Se eles tinham essa cartada, eu tinha que me precaver. Ligaria para Rebekah e traria Elijah de volta.- E me surpreende sua preocupação com eles.
— Você não tem que se surpreender com nada.- Me levantei.- Boa noite.- Desci.
Não fui atrás dela e fiz o que precisava. Falei com Rebekah e lidar com Elijah levou a noite toda. No final ele foi tentar descobrir onde Mikael estava. Quando entrei em casa Elena tomava café.- Bom dia.
— Só se for para você.- Disse.
— Porque o mau humor?- Perguntei.
— Porque eu quero ir para casa.- Disse.
— Não fez por onde eu conseder isso.- Disse.
Suspirei e sai dali. Estava cansada da cara dele.
Deixei ela ir e pensava naquelas coisas. Naquela noite enquanto estava indo dormir, escutei um choro e no final era dela. Entreabri a porta e uma súbita vontade de ir até ela me invadiu.- Elena?
— Sai daqui.- Disse.
— O que foi?- Perguntei.
— Sai daqui.- Repeti.
Em vez de sair, entrei e me aproximei. Eu estou louco, não devia me importar com ela.
Me sentei na cama.- Eu disse para sair.
Tentei ignorar a camisola que ela usava.- Qual o problema?
— Você ainda pergunta?- Questionei.
— Hã... sim.- Ela estava completamente sexy com aquela roupa.
Suspirei.- Nada, Klaus.
— Você não ia chorar por nada.- Disse.
— Talvez eu chore.- Falei.
— Duvido.- Disse.
Sequei minhas lágrimas.- Não foi nada.
— Elena, vou ter que repeitr? Você só não está vivendo melhor porque não quer. Caso tivesse certeza que não viria com um plano mirabolante, a levaria a Mystic Falls.- Disse.
— Eu não quero nada seu.- Falei.
— Porque não? Quem tá se prejudicando é você.- Disse.
— Não me importo.- Falei.
— Se importa sim.- Me sentei na cama.
— Não, não me importo.- Disse.
— Vamos ver.- Peguei o telefone que tinha dado a ela e disquei o número do irmão dela — copiei a agenda dela para ali- e botei no viva voz.
Suspirei. Cara insistente. Me levantei e fui para a varanda.
— Não vai atender?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tudo bem.- Quando o rapaz atendeu, desliguei e fui até a varanda.- Não te entendo, diz que sente falta de casa, mas não quer contato.
— Eu te disse que não quero nada seu.- Disse.
A virei para mim e a deixei entre meus braços quando segurei na grade dali.- O que quer com essa teimosia?
— Você só quer o meu sangue para fazer esses seus híbridos estúpidos, você me matou e você matou minha tia. Então não ache que serei simpática e agradável.- Disse.
— E você poderia estar numa situação bem ruim, não acha? Se eu fosse como está me pintando, você estaria num porão qualquer tendo apenas o básico para estar viva.- Disse.
— E você quer que eu te agradeça por isso? Vai sonhando.- Disse.
Em vez de me irritar, esse orgulho dela me instigava para ver até onde ela ia.- Prefere que eu tire tudo?
— Sim. Eu prefiro ficar nua em um calabouço.- Disse.
Ri.- Você nua... Visão interessante.
— Você já viu o suficiente com Katherine.- Disse.
— Cada uma de vocês é diferente. Katerina era diferente da primeira e você com certeza é dela.- Toquei o rosto dela.
O olhei.- Só somos diferentes na personalidade e caráter.
— E...?- Questionei.
— Nossa aparência é a mesma, caso não tenha notado.- Disse.
— Cada uma tem uma diferença particular. Qual será a sua?- Desci minha mão.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Sua atitude me intriga mais a cada dia.- Disse.
— Que pena.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Eu acho que não.- Estava próximo o suficiente para sentir a respiração dela.
O olhei.- O que você quer, Klaus? Fale de uma vez.
— Você.- Disse no ouvido dela.
Me arrepiei pela voz dele perto demais e pela sua respiração.- E porque?
— Preciso de motivo?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Você tem me deixado interessado a algum tempo.- Disse.
— Parece que essa é a resposta de todos os homens com quem falo.- Me virei para a rua novamente.
Me colei nela.- Qual problema?
— Já está cansativo isso.- Disse.
Afastei o cabelo dela.- E o que exatamente você quer?
— Algo menos amplo que "me interessei por você". Nunca sei o que tanto se interessaram assim.- Disse.
Meu corpo se colou completamente sobre ela.- Você é uma pessoa interessante.
Tentei ignorar o corpo dele no meu. Suspirei.- Eu desisto por adjetivos melhores então.
Minha mão subiu a lateral do seu corpo.- Não faz ideia de como é tentadora.
Olhei a mão dele.- Já disseram isso.
— Já? Então tenho que encontrar algo só meu.- Disse.
— Terá que achar uma garota virgem então.- Falei.
— Existem vários tipos de virgens.- Envolvi meu braço pela cintura, a mantendo firme ali.
— E quais?- Perguntei.
— Você não é uma mocinha inocente, você sabe.- Disse.
— Eu não sou em mais nenhum então.- Disse.
— Eu tenho minhas duvidas.- Falei.
— Tipo?- Perguntei.
— Prefiro pagar para ver.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— Somente isso?- Perguntei com a boca rente ao seu ouvido.
Me arrepiei.- Sim, é.
Apertei ela contra mim.- É difícil resistir a você assim.
— Assim como?- Perguntei.
— Como está agora.- Disse.
Me virei para ele.- E porque você está fazendo isso? Você me odiava até pouco tempo atrás.
— Odiava?- Questionei.
— E do que você chama o que você fez?- Perguntei.
— Isso não tem nada a ver com te odiar.- Disse.
Balancei a cabeça e suspirei.- Me dá licença.
— Não.- Disse.
— Me dá licença, Klaus.- Falei.
— Você não quer que eu dê.- Disse.
— Ah é? Como você sabe?- Questionei.
— Seu corpo tá dizendo isso.- Disse.
— Sai da minha frente, Klaus.- Falei.
Em vez de sair, a beijei.
Fui pega totalmente de surpresa, mas retribui. Mesmo que algo me dizia para não o fazer.
Ela estava dando todos os sinais que não ia resistir e acertei. Aumentei o beijo, o deixando mais intenso e para minha surpresa, ela me acompanhava.
Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava sua nuca.
Eu já a pressionava contra mim e a essa altura devia perceber o quanto me deixava excitado estar com ela.
Eu só podia ser louca, estou beijando o cara que matou e torturou pessoas que eu amo, que me matou e agora me usa como bolsa de sangue ambulante. Com certeza eu sou louca.
Do jeito que a segurava, a levei ao quarto e a coloquei na cama.
Nos deitamos na cama e envolvi minha perna em sua cintura.
Subi minha mão por suas pernas e apertei sua coxa. Não só parecia, ela tinha mesmo um corpo e tanto.
Suspirei contra os lábios dele, mas voltei a beija-lo. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
— Você parece ser uma delícia sabia?- Perguntei.
— E você devia ficar quieto, porque se eu pensar demais, vou desistir.- Disse contra os lábios dele.
Beijei pelo seu pescoço.- Vai dizer que não está gostando?
— Sim, estou. E por isso mesmo não quero pensar demais.- Disse.
Mulheres, pensei. Subi aquela camisola e a tirei.
Tirei a camisa que ele usava e o beijei novamente.
Sentir o corpo dela era bom e percebi a diferença dela para as outras. Sorri com aquilo.
— O que foi?- Perguntei.
— Achei a sua diferença. Seus peitos são maiores.- Os peguei.
Suspirei pesadamente ao toque dele.- São? Não reparei nisso.
— São perfeitos.- Mordisquei um.
Gemi e suspirei pesadamente.- Obrigada então.
— Você é mesmo uma delícia.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
Me deliciei nos peitos dela e depois desci pela sua barriga.
Minha mão desceu pelo seu abdômen e comecei a tirar sua calça.
Sorri com a intenção dela de não parar e a deixei fazer como queria.
— Você vai ficar parado?- Perguntei divertida.- Precisa levantar para tirar as calças, sabia?
— Estava aproveitando seus toques.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Me virei a deixando tirar e minha cueca foi junto.
Como ele estava de lado, me virei de lado também e o beijei novamente.
De tantas semanas desejando ela, agora me deixa contente ter conseguido. Nos deitei e fiquei entre as pernas dela. Saboreei a vontade que estava de provoca-la.
Minha mão descia pelas costas dele e a outra estava no seu peito.
Passei a beijar seu pescoço enquanto tinha um de seus peitos na minha mão e brincava de passar meu membro na sua entrada.
Gemi suavemente e podia perceber nossa diferença de temperatura pelo toque intimo dele.
— Você parece estar tão ansiosa.- Disse.
— E você não, pelo jeito.- Falei.
— Estou me divertindo, love.- Disse.
— Estou vendo.- Disse.
— Você está gostando, posso sentir.- Falei.
— Não estou não. A não ser que você goste de transar só com a ponta.- Disse.
Ri e a penetrei de uma vez. Não esperava que fosse tão prazeroso estar dentro dela.
O beijei e acariciava seus cabelos.
Comecei a me movimentar e a cada vez era uma sensação mais prazerosa que tomava conta de mim. Elena estava me saindo uma fonte de prazer.
Minha perna estava em sua cintura e minha mão descia pelas suas costas.
Aumentava a velocidade e com um pouco de força, ela estava acostumada a vampiros. Beijava aquela boca e depois percorria pelo seu pescoço e alternando com morder de leve. Ela estava precisando de uma dose inesquecível de prazer.
Eu não me entendia, eu estou transando com ele, mas não gosto quando ele chega perto do meu pescoço. Me sinto vulnerável demais.
— Calma, não vou morder, só se for assim.- Fiz de leve, a fazendo se arrepiar.
Afastei ele dali.- Eu prefiro que fique longe daqui.
Se eu perguntasse o porque, acabaria com o clima. Só continuei, agora indo ao seu seio.
Me arrepiei ao que ele fez e acariciava sua nuca.
Minha mão deslizava por sua perna e a outra a segurava para ficarmos bem juntos. Uma coisa que tinha mudado era que em vezes assim, eu não conseguia me controlar muito.
Gemi e suspirei pesadamente. Minha mão descia pelas suas costas e a outra estava entrelaçada em seus cabelos.
Eu devia estar acostumado a visão, mas tinha algo de diferente nela, estar com ela. Talvez sua postura a tudo, ou não... Ah, não sei. Só sei que ela estava conseguindo se fixar como importante para mim.
O beijei novamente e acariciava a lateral do seu pescoço.
Cedi aquilo. Era um dos poucos pontos que me fazia ceder.
Parei o beijo delicadamente e o olhei. Minha mão descia suavemente pelo seu rosto, fazendo a linha dali. Por mais que eu desejasse que isso não acontecesse, aconteceu. Eu me importo com Klaus ao mesmo tempo em que não me sinto segura com ele. Isso é estranho, mas não consigo evitar.
— O que foi?- Perguntei sorrindo.
Sorri.- Nada.- Toquei seus lábios com meu dedo e logo em seguida com meus lábios.
Nos rolei na cama e quando olhei ela por cima... Os cabelos caiam pelo ombros e acompanhavam o ritmo dela. Devia ser uma transa, mas alguma coisa me dizia que não era.
Nos beijávamos e minha mão desceu e o tocou onde estamos unidos.
Gemi.- Quer me fazer perder o controle?
Sorri.- Talvez.
Coloquei as mãos na cintura dela e a ajudava a ir. Seus movimentos junto com os toques, me jogavam na direção do orgasmo.
Quando senti que o orgasmo estava perto, aumentei os toques nele e o beijei novamente.
Apertava a bunda dela e chegamos a um orgasmo juntos, o que me surpreendeu pelo lado dela. Ela se deixou cair sobre mim e passei meus braços ao redor da sua cintura.
Eu não sabia se me sentia bem ou mal nos braços dele. Ainda era estranho.
— Você com certeza me surpreendeu.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Não esperava que fosse tão boa quanto te imaginei.- Disse.
— Tive alguns anos para aprender.- Falei.
— Imagino.- A imagem de outro homem foi incomôda.
O olhei.- Tudo bem?
— Muito bem.- A coloquei de lado na cama, me virando também.
— Que bom.- Disse.
— Você vai ficar marcada.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
Toquei no pescoço e ombro dela.- Minha boca.
Tremi ao toque dele ali. Ainda não tinha superado o fato dele ter me matado bebendo meu sangue, ter mandado Stefan me morder e agora tirar sangue de mim.- Está tudo bem.
— O que houve?- Percebi como ela ficou com meu toque.
— Nada.- Disse.
— Tem certeza?- Me aproximei mais dela.
— Sim.- Falei.
— Ótimo.- Trouxe ela mais junto pela cintura e beijei pelo seu ombro.
Deixei ele o fazer. Tinha que superar isso.- Elijah vai ficar aqui?- Perguntei para me distrair.
— Quando as coisas se acalmarem, provavelmente.- Disse.
— Que bom. Gosto dele.- Disse.
— Todos gostam.- Passei a minha perna por cima dela e minha mão corria seu corpo.
Sorri.- E no que você está pensando novamente, mocinho?
— Que você é muito tentadora.- Disse.
— Sou é?- Perguntei.
— Sim, é.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Não resisti e a tive novamente. Estar na cama dela virou um hábito, quase uma necessidade. Ela não falava muito e me inquietava era o fato de por vezes, ela tremer ao meu toque. Mas o que mais me deixava confuso era o que eu estava sentindo. Não devia me sentir assim, mas parecia que só tinha paz quando estava com ela. Elena... minha Elena. Ela riu quando disse isso.- O que? Você é minha.
Sorri.- Nada. Só é engraçado. Não me lembro de alguém ter dito isso para mim.
— Isso porque eu gosto que o que é meu seja apenas meu e de mais ninguém.- Disse.
— Bem, eu já fui de outros.- Disse.
— Mas não é mais e nem vai ser.- Falei.
Sorri e toquei o rosto dele.- Tudo bem.
— Estava querendo fazer uma coisa, mas preciso da sua palavra.- Disse.
— Diga.- Falei.
— Quero tirar a compulsão que botei naquele dia. Mas preciso saber se você vai se alimentar direito.- Disse.
Sorri e o beijei delicadamente.- Eu prometo.
Sorri e a olhei.- Você está livre da compulsão.
— Obrigada.- Disse.
— Você merece. Não me deu motivo para desconfiar de você.- Disse.
— Que bom então.- Me levantei.- Vou ir tomar um banho. A noite está quente.
— Tá.- Ri e assobiei.
Ri.- O que foi?
— Devia te deixar sempre nua.- Disse.
— Se Elijah não se importar, eu ando nua sempre.- Disse.
— Aí não, é só para mim.- Disse.
Ri.- Ciumento.- Entrei no banheiro, mas deixei a porta aberta.
Estava coberto só pelo lençol e mexia no celular quando recebi uma mensagem de Rebekah avisando que tinham libertado Mikael.
Tomei um banho rápido e coloquei somente uma camisola por cima. Voltei ao quarto.
Liguei para Elijah e o avisei. Agora não tinha como ficar tranquilo. Me levantei e comecei a me vestir.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Não.- Eu devia ter arrancado a cabeça deles.
— O que houve?- Questionei.
— Mikael é o que houve. Cadê minha camisa?- Perguntei.
— Na poltrona.- Disse.
A peguei e vesti. Digitava comandos para os meus que estavam pela cidade.- Não vou deixar você me destruir dessa vez.
— Posso ajudar em alguma coisa?- Perguntei.
— Só quando eu pedir algo, faça. Tenho certeza que ele já sabe de você e vai querer fazer o mesmo jogo que fez com Marcel quando o matou.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Por hora fique só pela casa e não saia com ninguém.- Disse.
— Como se eu tivesse alguém para sair.- Comentei.
— Você me entendeu. Se algo acontecer eu ou Elijah que vamos vir até você.- Disse.
— Ok.- Falei.
A beijei. Me deu uma angústia imaginar ela nas mãos dele.
Retribui o beijo e toquei seus lábios.- Vai ficar tudo bem.
Se tinha algo que me deixava angustiado era a presença dele.- Na última vez ele me fez perder tudo o que eu tinha. Minha cidade, minha família e meu amigo/filho.
— Você não vai me perder.- Disse.
— Eu não vou permitir isso. E não é só pelo sangue.- Disse.
— Eu sei.- Falei.
Sorri.- E nem o sexo.
Ri.- Eu sei que não. Até porque sexo você pode encontrar em qualquer lugar.
A beijei mais ternamente do que imaginava ainda ser capaz.
Retribui o beijo.
Meu celular tocou.- Eu tenho que ir.
— Tudo bem. Cuide-se.- Disse.
— Eu sou um híbrido amor, ele só um vampiro.- Disse.
— Um vampiro original.- Disse.
— Detalhe.- Falei.
Lhe dei um selinho.- Tome cuidado, ok? Ninguém é indestrutível.
Sorri.- Assim vou ficar emocionado com sua preocupação.
Ri.- Seu bobo.
— Depois eu volto, mas por prevenção deixa uma bolsa pronta.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
POV Klaus.
Desci e logo Elijah chegou e fizemos nosso plano. Avisei aos híbridos sobre tudo. Estava uma noite quieta demais. Rebekah estava vindo também. Olhei e Elena tinha dormido; bom que ela descansava, eu não consigo. Elijah chegou junto a mim com aquela cara de quem ia falar alguma coisa.- Fala de uma vez.
— O que você quer com a duplicata, Klaus? Elena é uma boa garota.- Ele disse.
— Estamos bem, Elijah.- Disse.
— Você está brincando com ela.- Ele falou.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Porque eu te conheço.- Ele disse.
— Não estou brincando com ela.- Disse.
Ele suspirou.- Ok então.
Tomava um whisky.- Ela é importante para mim. Mais do que deveria.
— Você está tirando o sangue dela todos os dias. Isso não é se importar.- Ele disse.
— Isso não tem a ver com o que tenho com ela.- Disse.
Ele riu irônico.- Ok então.
— Rebekah não devia ter chegado?- Questionei.
— Ela sabe se cuidar, Klaus.- Ele disse.
— Nossa, você era o rei da preocupação. O que houve?- Perguntei.
— Fui empalado pelo irmão mais novo muitas vezes para continuar o mesmo.- Ele ironizou.
— Ah sim.- Ri para ele e logo a luz caiu.- Previsível essa.- Logo depois um barulho na porta. Quando abrimos, era Rebekah desmaiada com um estaca no coração.
— Mikael como sempre dramático. Você aprendeu isso com ele, Klaus.- Ele disse.
— Não aprendi nada com ele.- Respondi com raiva e o barulho de janela quebrada lá em cima me gelou.- Elena.- Corri para lá.
POV Misto. (Klaus e Elena.)
Me acordei pelo barulho e me mexi na cama. O vidro quebrado, mas não vi ninguém ali.
— Petrovas, sempre indo para a cama daquele imundo.- Mikael disse.
Me virei e vi um homem. Devia ser Mikael.- Tecnicamente essa cama é minha.
— O cheiro nojento de lobo dele está impregnado aqui.- Ele disse.
— Se não gosta, sai.- Disse.
Ele avançou, a pegando.- Você é importante para ele.
Entrei no quarto.- Solta ela.
— Klaus, sai daqui.- Disse.
— Nossa, ela se importa, isso é milagre.- Ele disse.
— Mikael, você sempre quis me enfrentar, então venha.- Tinha que tirar ele de perto dela.
— Klaus, por favor, sai.- Disse.
— Nossa, quem ouve até parece preocupação com você.- Ele disse.
— Você está com inveja? Porque ninguém nunca se importou com você, não é? Nem a sua mulher, senão não teria traído você. Ou você não é homem o suficiente, vai saber.- Disse.
Ele riu.- Escolheu uma que tem a língua solta. E mata-la seria tão fácil.- A mão dele chegou no pescoço dela.
Avancei.- Mikael, sempre arrumando algo ao meu redor, mas nunca vem a mim. É medo?
Fiquei esperando eles se resolverem e rezando para que Mikael não apertasse as mãos no meu pescoço, porque no menor apertão, acho que morria facilmente.
— Niklaus, é tão divertido ver o desespero em seus olhos. Acho que ela é mais que um estoque de sangue, não?- Ele questionou.
Suspirei. Isso seria longo.
Avancei e o ataquei, segurando o braço que a segura e o mordi, o que o fez diminuir a pressão e eu consegui o empurrar.- Elena, vai!
— Eu...- O olhei e o beijei rapidamente. Sabia que não adiantava teimar, não ia conseguir fazer nada. Sai dali correndo.
— Oh, que lindo. Pena que dessa vez você morre.- Ele pegou a estaca e partiu para cima dele.
Finalmente eu lutava com Mikael. E por ser híbrido me dava uma leve vantagem, mas Mikael era forte. Ele por vezes deixou a estaca a centímetros do meu coração. Quando Elijah veio me ajudar, ele o segurou e consegui pegar a estaca e acertar ele. Elijah o soltou e o corpo caiu em chamas. Olhei meu irmão.- Rebekah.
— Ela está bem.- Ele disse.
— Bom.- Me escorei na cômoda. Acho que tinha quebrado algumas coisas.
— Vou tirar ele daqui.- Ele pegou o corpo de Mikael e saiu.
Desci.- Elena?
— Estou aqui.- Disse.
— Você...- Cuspi um pouco de sangue.- Está bem?
— Estou. Você que parece que não.- Fui até ele e toquei seu rosto delicadamente.
— Mais tarde estarei, ossos não curam tão rápido.- Disse.
— Você devia se alimentar. Quer que pegue bolsa de sangue?- Perguntei.
Acenei. Não me lembrava quando tinha me quebrado assim. Era chato e dolorido.
— Ok.- Sai dali e peguei três bolsas de sangue. Voltei e dei a ele.
Tinha sentado no sofá e peguei para tomar.
Me sentei no sofá ao lado dele e o esperei.
Depois de tomar, eu me escorei nela. Processava ainda o pavor que me deu a ideia de perdê-la.
— Você está bem?- Perguntei.
— Melhorando.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Você vai ter que ficar em outro lugar, o quarto está destruido.- Disse.
— Tudo bem, eu fico em qualquer lugar.- Falei.
— Qualquer não, meu quarto.- Disse.
— No seu quarto? Tem certeza?- Questionei.
— Claro. Ele anda abandonado.- Disse.
Ri.- Você que o abandonou.
— Tinha excelente motivo.- Disse.
Sorri.- Fico feliz então.
Ri e a beijei. Precisava dela para me acalmar.
Retribui o beijo.
Me debrucei sobre ela e deixando o beijo mais intenso.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Escutei um barulho junto da gente e paramos.- Oi irmã.
— Quase morreu e está ai já querendo transar.- Ela disse.
— Não me culpe.- Me levantei, indo até ela.- Está bem?
— Estou sim.- Ela disse.
— Bem, não posso dizer que sinto muito pelo seu pai.- Disse.
Ela suspirou.- Tudo bem. Eu sinto sozinha.
— Mas sinto por você.- Disse.
— Não, não sente.- Ela falou.
— Você não sabe disso.- Disse.
— Eu sei sim. Bem, eu vou subir e tomar um banho. Até mais.- Ela subiu.
— Depois eu sou dramático.- Disse.
— Ela perdeu o pai. Eu fui "dramática" por cinco meses.- Falei.
— Que a matou uma vez e quase algumas outras.- Disse.
— Isso não muda o amor dela por ele.- Falei.
— Pois é, não pude dizer o mesmo.- Disse.
— Pois é.- Falei.
— Eu vou falar com os híbridos e podemos subir.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Fui falar com eles e os liberei da tensão, agora estavam todos de "folga". Entrei e subi com Elena. Fui tomar um banho.- Bem melhor sem estar sujo de sangue.
— Imagino.- Disse.
Cheguei junto dela e toquei seu pescoço.- Está marcado.
— Está tudo bem.- Disse.
— Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Toquei o rosto dela. Eu podia estar negando, mas sabia o que eu estava sentindo. Não sabia como, mas estava apaixonado por ela.
Beijei a mão dele.- Vou ir tomar banho agora.
— Tá.- Ela foi e me deitei. Claro que ela não ia sentir o mesmo por mim. Ela devia sentir algo, mas não se apaixonar depois do que eu fiz com a vida dela.
Tomei o banho rápido, sai e voltei ao quarto enrolada na toalha.
— Você sabe como me animar.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Com essa visão.- Disse.
Sorri.- Não prefere essa não?- Tirei a toalha.
— Com certeza.- Ela nua era a perfeição.
Ri.- Que bom. Pegou meus pijamas?
— Não, fique assim.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Vou tirar mesmo.- Disse.
— Vai?- Questionei.
— Vou.- Disse.
— Tudo bem então.- Me sentei na cama.
A virei para mim e sentia a necessidade de deixar claro como estava.- Foi estranho hoje, sentir que perderia você.
Sorri e acariciei o rosto dele.- Eu também, mas não achei estranho.
— Não?- Perguntei.
— Não. Todo mundo diz que sou mole demais e me importo sempre com as pessoas.- O beijei.- E você, mesmo sendo você, me conquistou. Eu amo você.
— Você está certa disso?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Eu sou ruim Elena, faço coisas ruins. Arrastei você para cá te tirando de tudo que amava.- Falei.
Toquei o rosto dele.- Sim, você fez coisas ruins e eu te odiei por isso. Não sei se um dia vou conseguir esquecer que me matou, matou minha tia, torturou meus amigos e fez o que fez com Stefan. Mas eu te amo e não tem como te explicar o porque.
— Eu também e não sei explicar como.- Disse.
Sorri.- Então estamos quites.
A beijei. Acho que era melhor não pensar muito, só agir.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Ela foi minha no fim daquela noite e agora era diferente. Uníamos o que sentíamos e deixamos os porquês de lado, eles só nos atrapalhariam. Aos poucos fui tendo certeza que a amava e fui confiando a ela meus demônios, os quais ela me ajudou no que podia. Eu permite que ela visse os amigos e a família, apesar de não terem aceitado bem o fato de estarmos juntos. Mas não importava, ela era minha, somente minha e isso ninguém ia tirar. A minha Elena, minha cópia e minha mulher.
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