Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ O ganhador foi Kol e Davina :3 Espero que gostem desse capítulo. Bem, vamos a ele e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Kol e Davina.)

Eu estava no banheiro, agora tinha que seguir esses ritos humanos, era chato. Eu podia ouvir Davina e decidi tentar ajuda-la. Ela estava recitando um feitiço e cheguei junto dela.

Senti a presença de Kol e parei o feitiço.- O que você quer?

— Ajudar você, mas você precisa descansar.- Disse.

— Não, não preciso.- Fui até minha mochila.

— Claro que precisa, durma um pouco.- Falei.

— Kaleb... Kol, seja lá qual for o seu nome, me deixe em paz. Cuide de você que eu cuido de mim.- Disse.

— Kol Mikaelson, por favor. Já basta estar nesse corpo que não é meu, olhar no espelho e não me ver, e ter tudo isso de magia.- Disse.

— Então devia ter continuado morto ou ter se matado, se não gosta.- Disse.

— Nossa, quanta agressividade. Você está esgotada, não vai conseguir trabalhar bem assim.- Falei.

Cheguei perto dele.- Você me usou, seu desgraçado e não tente se fingir de bonzinho, eu sei que não é. Só que agora você não tem suas presas, sua força e nem sua velocidade, e eu posso te vencer rapidamente. Mesmo se tivesse, eu poderia.

— Isso só te deixa mais sexy.- Disse.

— Cala a boca. Eu vou tomar banho.- Peguei minhas coisas e fui para o banheiro.

— Cuidado com o chuveiro, a água quente sai quente demais.- Falei mais alto.

Suspirei. Ele nunca ia parar de me incomodar. O pior é que eu estava gostando dele. Fazer o que? Eu sempre tenho azar nisso. Tomei o banho, sai, me sequei, coloquei um vestido, terminei de me arrumar e sai do banheiro.

— Isso não é um pijama.- Disse.

— Porque seria?- Questionei.

— Para você ir dormir.- Disse.

— Eu não vou dormir.- Disse.

— Teimosa. Vou comprar um café então.- Disse.

— Não quero nada seu.- Disse.

— Para com isso. Nem parece que estamos do mesmo lado.- Falei.

— Você quer destruir seu irmão, nada impede que queira fazer o mesmo comigo. Então não, não estamos do mesmo lado.- Disse.

— Acha mesmo que eu faria?- A peguei pelo braço, fazendo olhar para mim.

— Não sei mais o que pensar de você.- Disse.

Aquilo não deveria importar, mas importou e doeu. A soltei e a deixei fazer o que queria, indo para meu canto.

Peguei um casaco, coloquei e sai na rua. Me sentei em um banco que tinha por ali. A noite estava bonita e agradável.

Olhei pela janela e pensei quando foi a ultima vez que uma garota importava assim para mim. A muitos séculos. Agora tinha essa bruxa e ela está virando a minha cabeça. Queria ser eu novamente mais queria ficar assim para estar junto dela.

Fiquei ali sentada por bastante tempo e quando já era bem tarde, subi novamente. Kal... Kol, já estava dormindo, então tentei não fazer barulho. Fui até a mochila, tirei o vestido e coloquei o pijama.

Ela estava de costas e não me viu a observando. Nossa, ela era bonita e que corpo. Minha vontade era tocar cada pedacinho. Mas uma dor horrorosa me fez sair dos meus pensamentos.

Escutei um barulho.- O que foi?

— Nada.- Disse levando a mão ao braço.

— Não é o que parece.- Disse.

— Não precisa fingir que se importa.- Me levantei e ambos os braços queimavam, aquilo era coisa da minha mãe.

— Eu não me importo mesmo.- Terminei de me vestir e me deitei no sofá.

— Pode ir para a cama.- Percebia coisas brotarem neles. Ela estava me punindo, fazendo o que sabia fazer bem. Só que com os dois, assim não conseguiria pensar em um feitiço para aliviar a dor que que se espalhava.

— Não quero, obrigada.- Disse.

— Para de doce e vai para a cama menina. Eu não vou para lá mesmo.- Disse.

— Eu vou se eu quero e eu não quero.- Disse.

— Você que sabe.- Molhei duas toalhas e coloquei sobre os braços, tentando amenizar.

— Você é tão amador assim?- Questionei.

— O que é?- Perguntei.

— Você é tão amador que não sabe que não precisa usar um feitiço com as mãos?- Perguntei.

— Desculpa se a sensação dos meus braços sendo fritos tira um pouco do meu foco.- Disse.

— Santo Deus, vampiros que viram humanos são iguais bebês que não sabem se cuidar.- Me levantei e fui até ele. Fiz um feitiço que quase anulou o outro. Devia dar somente uma leve comichão.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Falei.

— Eu não queria magoar você.- Disse.

O olhei.- Sim, você queria. Mas não precisa se explicar. Quando tudo isso acabar não iremos nos ver mais mesmo.

— Não Davina, não queria.- Disse.

— Até quando você vai mentir? Você nem me conhecia, não tem como ter gostado de mim logo de cara, então isso é uma mentira.- Disse.

— Quem disse que não? E já passamos tempo suficiente para eu saber que não queria isso.- Falei.

Suspirei.- Vamos dormir.

— Você vai para a cama e vá dormir, eu vou ficar aqui.- Disse.

— Prefiro ficar no sofá.- Me deitei no sofá.

— Então a cama vai ficar vazia.- Peguei um livro na bolsa e comecei a ler.

— Tudo bem.- Me virei para o outro lado e fechei meus olhos para dormir.

Fiquei quieto para que ela dormisse, ela precisava mesmo. Aos poucos a sua respiração foi se acalmando e ficou tranquila. Depois de um tempo assim ajeitei a cama e a coloquei lá. Cobri e observei seu rosto, assim como eu coisas muito pesadas aconteceram enquanto não estava pronto e eu sabia bem como era isso. A deixei e voltei ao livro, tentando achar um feitiço. Estava preocupado, sabia como meu pai podia ser e não queria que acontecesse algo a ela, pena que ela não acredita. O dia amanheceu tranquilo e fui buscar café para gente.

Quando me acordei, fui direto tomar um banho. Sai, me sequei, coloquei uma roupa e me sentei na cama novamente, ligando a TV.

Entrei.- Bom dia.

— Bom dia.- Disse.

— Como é difícil arrumar um bom café aqui.- Disse.

— Verdade.- Falei.

— Mas eu consegui.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Bem, não é igual aos originais, mas cheirosos croissant e cappuccino. Os de Paris são melhores, mas imagino que sejam bons.- Disse.

— Para mim está ótimo.- Disse.

Botei na mesinha que tinha e meio que dei uma arrumada.- Olhei ao redor e por enquanto tudo tranquilo.

— Que bom então.- Bebi do café.

— Sim. Sei como ele é, afinal, sempre foi meu pai.- Disse.

— E graças a você, eu não tenho mais controle sobre ele.- Ironizei e comi.

— Querida, sinto por isso, mas é uma situação complicada. Mãe de um lado, pai de outro, irmãos do outro.- Disse.

— Primeiro; não me chame de querida. Segundo; não me importo com os seus problemas familiares. Terceiro; não finja que se importa com seus irmãos, sendo que arma contra eles na cara de pau. Quarto; você tem medo do seu pai, isso sim. Quinto; não finja que não está do lado da sua mãe, pois você tem ainda mais medo dela.- Disse.

— Nossa, você me odeia. Que pena.- Disse.

— Estou só dizendo a verdade, mas sim, eu te odeio pelo que fez.- Disse.

— E não vai me perdoar disso?- Questionei.

— Hã...- Me levantei.- Quem sabe se você for melhor do que foi. Ser altruísta e não pensar só em você.

— Com você acho que consigo isso.- Disse.

— Ok.- Disse.

— E pensar em você é fácil.- Disse.

— Não é o que parece.- Disse.

— Quem disse que não?- Questionei.

— Eu.- Falei.

— Está errada, eu tenho pensado muito.- Disse.

— E porque?- Perguntei.

— Você não acredite.- Falei.

— Fale.- Disse.

— Porque eu gosto de você.- Disse.

— Gosta de mim?- Perguntei.

— Sim, gosto.- Disse.

Eu queria muito acreditar nele, mas ele não era "ele" e saber que ele usa o corpo de outro, não ajuda muito. E tudo para o bem dele próprio.- Eu quero acreditar em você.

— Quer?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— E o que falta?- Questionei.

— Você deixar esse corpo.- Disse.

— Deixar? Mas como?- Questionei.

Pensei.- Você sabe onde seu corpo está? Se ele ainda está inteiro, claro.

— Está com o Klaus.- Disse.

— Tudo bem. A gente vê isso então.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque o que?- Questionei.

— Que você quer saber.- Disse.

— Para te ajudar.- Disse.

— Mas...- Comecei.

— Mas o que?- Perguntei.

— Se eu voltar ao meu corpo, não vou mais ser bruxo.- Disse.

— Bem, então tudo bem. Fique nesse corpo.- Disse.

— Porque quer me trocar?- Perguntei.

— Por nada.- Disse.

— Você quer o Kaleb, o real, de volta no lugar, não é?- Questionei.

Suspirei.- Sim. Ele merece ter a vida dele de volta.

— Sim.- Disse.

— Que bom que concorda.- Falei.

— Só tem um problema.- Ok, eu estava louco e sabia o que a mãe faria se eu trocasse de corpo, mas podia pelo menos ganhar tempo. Ter Davina antes, para conversar com ela.

— Qual?- Perguntei.

— Como chegar ao caixão que eu estou.- Disse.

— Isso a gente vê quando formos lá.- Disse.

— Formos? Primeiro temos que tirar meu pai do nosso pé.- Falei.

— Tudo bem.- Disse.

— Ótimo.- Peguei um croissant e comi.

Me sentei na cama novamente e voltei a comer.

— Gostou do café pelo menos?- Perguntei.

— Sim, gostei.- Disse.

— Pelo menos isso eu acertei.- Disse.

— Deixa de ser manhoso.- Falei.

— É a verdade. Em alguma coisa tinha que acertar.- Disse.

— Tudo bem então.- Disse.

— Vamos fazer o que?- Perguntei.

— Não sei.- Disse.

— Daqui a pouco tenho que dar uma saída, acalmar dona Esther.- Disse.

— Eu estou voltando para New Orleans mesmo.- Disse.

— Melhor não, vai ficar mais segura aqui.- Disse.

— Eu não pedi sua opinião, estou só informando.- Falei.

Olhei ela. Eu adorava ela ser assim, mas também não gostei de desconsiderar minha opinião.

— Bem, vamos então?- Perguntei.

— Vamos.- Peguei a mochila, joguei as coisas fora e saímos. Não sabia porque queria agrada-la, tudo em mim a desagrada, até eu mesmo ela não quer saber, só quer Kaleb livre. Suspirei cansado.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Tudo.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Não é novidade para mim.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Todos vocês pensando em outro primeiro.- Disse.

— E o que te faz pensar isso?- Perguntei.

— Eu não penso, é a verdade. É sempre o que Klaus quer ou precisa, Elijah e Rebekah o seguindo, a mãe com as ideias loucas dela e o pai com suas obcessões. Mas alguém alguma vez perguntou o que eu queria? Não. E se fizesse isso era coonsiderado sair da linha e ficar num caixão por séculos. Você mesmo falou que pensou no Kaleb, até se preocupou com ele. Mas em mim?- Ri.- Que se foda como sempre. Ou como meus irmãos dizem, sempre e para sempre.

O olhei.- Quem disse que estou pensando em Kaleb? Ok, eu estou. Eu quero que ele fique livre e tudo mais. Mas eu quero que você vá para o seu corpo, para eu não me sentir por estar gostando de você e talvez, quem sabe, tentarmos algo.

— Você quer isso?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— É, me resta aproveitar o tempo de bruxo que tenho. Coisa que nunca mais vou sentir.- Disse.

— Se não quer mudar, tudo bem.- Disse.

— Você não entende.- Balancei a cabeça e me concentrei na estrada.

— Tudo bem então.- Disse.

Ela não entendia que sim, eu queria o meu corpo, mas adorava ser bruxo. Era uma das coisas que odiei em ser vampiro, ter perdido isso. Depois de algum tempo, me voltei a ela.- Onde você vai ficar?

— Pelo Quarter.- Disse.

— Eu tenho que saber onde, para te achar depois.- Falei.

— Eu não sei ainda. Tenho que ver. Eu te mando por mensagem depois.- Disse.

— Tudo bem. Qualquer coisa me avisa.- Disse.

— Ok.- Disse.

Entrei no Quarter e achei um lugar vazio para deixa-la. Parei o carro. Eu não estava gostando de deixar ela.

— Você está bem?- Perguntei.

— Porque?- Questionei.

— Está com uma cara estranha.- Disse.

— Estou com uma sensação ruim em deixar você.- Disse.

— Não precisa ficar.- Disse.

— Tudo bem.- Me recompus.- Tenho que ser normal na frente da minha mãe, se não vai ficar feio para gente.

— Tudo bem. Boa sorte.- Dei um beijo na bochecha dele.

Tentei não sorrir.- Tá. Tome cuidado.

— Pode deixar.- Sai do carro.

Sorri para ela e sai com o carro. Fui até o cemitério e fiz minha parte. Fingi que estava bem, normal e cumprindo o que ela queria, assim Davina ia ficar segura. Foram horas entediantes ouvindo aquele papo, até eu finalmente sair dizendo que tinha que ficar com ela. Minha cabeça rodava entre o desejo que eu tinha por ela e fazer o que precisasse, e o que eu queria, que era no fundo continuar a ser bruxo.

De algum modo eu consegui me controlar e não tentar matar o Klaus, assim nos resolvemos e consegui ficar no Quarter com o Marcel. Mandei a mensagem de onde estava para Kol.

A mensagem dela me tirou dos meus pensamentos e rumei para onde ela me disse. Parei em frente ao lugar e bati na porta.

Fui abrir a porta.- Hey.

— Oi. Tudo bem aqui?- Perguntei.

— Sim e com você?- Questionei.

— Tranquilo. Ninguém desconfia de nada.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Eu sou bom no que faço.- Disse.

— Estou vendo.- Falei.

— Já comeu?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ah, ok.- Falei.

— Entra.- Disse.

Olhei ao redor.- Não mudou muito.

— Pois é. Ah, falei com o Klaus. E me controlei para não mata-lo, mas ele disse que libera seu corpo sem dar um piti.- Disse.

— Você simplesmente pediu?- Questionei.

— Fizemos um acordo.- Disse.

— Que acordo?- Questionei.

— Nada demais.- Disse.

— Davina, o que você prometeu?- Perguntei.

— Que eu pegaria o Mikael e entregaria a ele.- Disse.

— E como você vai fazer isso?- Questionei.

— Não sei.- Disse.

— Temos que pensar nisso.- Falei.

— Você quer mesmo ir para o seu corpo?- Perguntei.

— Por que a pergunta?- Perguntei.

— Porque você não parece ter certeza disso.- Disse.

— Quero sim.- Falei.

— Tudo bem.- Disse.

— Porque eu não iria querer minha carinha de bebê de volta?- Questionei.

— Você, quer dizer, o Kaleb, tem carinha de bebê também.- Disse.

— Disso eu não sei.- Disse.

— Sabe sim, você é ele.- Falei.

— Ah, ele deve ser um chato, jeito de certinho.- Disse.

— Os certinhos são legais.- Disse.

— Viram entediantes.- Falei.

— Então eu sou entediante.- Disse.

— Claro que não e você não é certinha.- Disse.

— Sou sim.- Falei.

— Não é não. Até acordo com os caras maus você faz.- Disse.

— Isso não quer dizer nada.- Disse.

— Você é esperta Dav.- Falei.

— Porque?- Perguntei.

— Porque sim. Você vai fazer isso agora?- Questionei.

— Estou por você.- Disse.

Estávamos num canto vazio, na verdade já descendo para onde o caixão devia estar e fui fazendo florescer coisas por ali, luzes acendendo, fogo também. Era meio que a minha despedida.

— Eu acho que é melhor você escolher alguém para se alimentar. Quando você acordar estará faminto. Seu corpo estará.- Disse.

— Então espera, eu volto já.- Disse.

— Ok.- Falei.

Sai e encontrei uma garota. A fiz desmaiar, depois apagaria a memória dela. Voltei com ela nos meus ombros.- Vamos.

— Ok. Sente-se.- Disse.

Coloquei ela de lado e fiz como pediu.

Me concentrei e comecei a fazer o feitiço. Esse não era tão difícil.

Isso ia dar merda logo depois. Minha mãe ia ficar louca, mas queria parar de estar preso a ela. Isso seria bom pelo menos. E ia ganhar pontos com a Dav. Foi a ultima coisa que me veio antes de eu apagar.

Quando terminei o feitiço, abri o caixão e esperei até Kol acordar.

A primeira coisa que senti foi a sede, até me esqueci dela. Abri os olhos e foquei na garota. Pulei do caixão e fui me alimentar dela.

— Santo Deus, ok. Eu vou esperar lá fora.- Usei um feitiço de levitação em Kaleb e sai da sala com ele.

Terminei antes de a matar, mas não foi suficiente. Sai e tomei de mais umas três pessoas até me sentir bem. Arranjei um quarto e roupas. Tomei um banho e me vesti. Sai a procura da Davina.

POV Davina.

Estava sentada na "sala" com Kaleb e ele estava acordando. Tinha pego um aspirina para ele tomar. Devia estar com dor de cabeça.

Ele acordou e olhou ao redor.- Aonde estou?- Ele se virou e me viu.- Quem é você?

— Hã... meu nome é Davina.- Disse.

— Davina, o que estou fazendo aqui?- Ele perguntou.

— Eu te encontrei desmaiado na rua e te trouxe para cá. Aqui, uma aspirina. Vai melhorar qualquer dor que esteja.- Dei a ele junto com a água.

— Sério?- Ele pegou e tomou.- Valeu.

— De nada.- Disse.

— Agora, onde estou? Para saber como ir para casa.- Ele falou.

— No Quarter.- Disse.

— O French Quarter?- Ele questionou.

— Sim.- Disse.

— Caraca, como vim parar aqui? Não me lembro de ter bebido.- Ele disse.

— Não faço ideia.- Falei.

— Eu tenho que ir embora para casa.- Ele disse.

— Quer que chame um táxi?- Perguntei.

— Seria bom. Eu moro do outro lado da cidade.- Ele disse.

— Ok.- Peguei meu celular e chamei o táxi.

— Obrigado Davina. Por tudo.- Ele tocou uma rosa e a fez abrir.- Aqui para você.

Sorri e peguei a rosa.- Obrigada.

— Eu tenho que te recompensar de algum jeito, podemos sair.- Ele falou.

— Sair? Eu não sei se devo aceitar.- Falei.

— Você já até me carregou para dentro da sua casa.- Ele disse.

Ri.- Não é minha casa e sim de alguns conhecidos. Mas eu meio que estou saindo com alguém no momento e não sei se devo aceitar.

— Bem, então...- Ele olhou ao redor e pegou algumas flores secas e as fez brotar novas e coloridas.- Aceite meu presente.

Sorri.- Obrigada.

— Agora eu vou, obrigado Davina.- Ele disse.

— De nada.- Disse.

POV Misto. (Kol e Davina.)

Ele saiu e continuei olhando-a na sala. Ela estava toda encantada com as flores.

Me levantei com as flores, quando vi Kol.- Hey, está melhor?

— Melhor?- Questionei.

— Da sua sede.- Disse.

— Ah sim. Sim, estou.- Disse.

— Que bom.- Falei.

Olhei as flores.- Ele não perdeu tempo.

— Foi uma gentileza.- Disse.

— Gentileza, sei. E disse que estava com alguém?- Questionei.

— Hã... disse. Eu sei que não estamos juntos, mas eu não ia sair com sendo que eu e você tínhamos conversado antes.- Disse.

— Então continua na mesma opinião?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

— Não mudou sobre querer algo comigo no meu corpo.- Disse.

— Claro que não. Você é você, e é tão lindo quanto o Kaleb.- Mas eu confesso que estava com um pouco de medo dele nesse momento. Ele é original, afinal. Claro que nunca irei dizer isso.

— Bem, isso já é um começo.- Disse.

— Hã... eu vou tentar achar Marcel. Nos vemos depois então.- Disse.

— Podemos sair. Eu não sou mais um bruxo.- O que doia em mim.- Mas agora tenho força para lutar, caso meu pai apareça.

O olhei.- Você não parece estar feliz.

— Ficar trocando de corpo e de poderes é cansativo para readaptar. E eu não escondi que adorava ser bruxo, era o que eu queria ser antes de acordar depois de ser morto e virar vampiro.- Disse.

— Desculpe então, não devia ter feito nada. Você pode ir falar com a sua mãe e pedir para ela te colocar no corpo de algum bruxo novamente.- Falei.

— Não. Eu disse que era fácil pensar em você e se fizer isso vamos voltar ao ponto que estávamos.- Disse.

— É, mas eu não quero nada assim. Então é melhor não sairmos e você pode ir falar com a sua mãe. Até mais tarde.- Sai dali.

Séculos, ou melhor, mais de um milênio, e as mulheres continuam complicadas. Se faz o que elas querem, elas se irritam, senão faz, elas se irritam. Vai entender. Sai e lembrei porque gostava de ser vampiro. A velocidade, a audição- a sede continuava um saco-, poder hipnotizar pessoas. Aproveitei e cortei o cabelo, gostei de um que vi por ai. Claro que a cara dos meus irmãos em me verem vivo e em mim foi engraçada. Quando andava pelo corredores vi o quarto que Davina estava e sorri. Ela dormia lindamente. Sentei ao lado dela com cuidado e esperei ela acordar.

Senti-me acordar e vi Kol ali. Levei um susto e sentei na cama.- O que está fazendo aqui?

— Vendo você dormir.- Sorri.- Como pode ser linda até assim?

— Eu não sou.- Disse.

— Claro que é.- Disse.

— Tudo bem então.- Falei.

— Me desculpe por mais cedo, eu estava meio emotivo com aquela coisa toda. As coisas já voltaram ao normal.- Disse.

— Eu que não devia ter me metido. Se você quisesse ter feito teria achado um modo para fazer.- Disse.

— Está tudo bem.- Passei o braço em volta dela e a encostando em mim.- Eu gosto de ser rápido, confesso que estava com saudade de poder correr.

— Menos mal então.- Disse.

— Agora estou magoado com uma coisa.- Falei.

— O que?- Perguntei.

— Você não falou nada do meu cabelo novo.- Acusei.

— Oh, ele ficou lindo.- Sorri e baguncei o cabelo dele.

— E porque acho que vai querer fazer isso sempre?- Questionei.

— Porque eu vou.- Sorri.

— Então, vamos tomar café? Ou melhor, sair para tomar café.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

— Vai se trocar então. Porque por mais que fique gostosa de camisola, não quero você assim na rua.- Disse.

Ri.- E nem eu iria assim para a rua e eu não sou "gostosa".

— Claro que é.- Disse.

— E porque acha isso?- Perguntei.

— Por que é ou você quer que eu diga em outras palavras?- Questionei.

— Melhor não.- Disse.

Ri.- Tudo bem.

— Bem, me dê licença então.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Para eu me trocar.- Disse.

— E eu vou perder essa visão?- Questionei.

— Sim, vai. Porque você não vai me ver nua.- Disse.

— Tá bem, mas só uma observação.- Falei.

— O que?- Perguntei.

— Eu não vou ver.- Me levantei, saindo.- Ainda.- Sorri e sai.

Ele é impossível. Sorri e peguei uma roupa. Tirei a camisola e coloquei ela. Terminei de me arrumar e sai do quarto.

— Que rápida.- Disse.

— Não achei.- Disse.

— Lembre-se que sou da época que vocês tinham que ter ajuda de tanta roupa.- Falei.

— Ainda bem que eu não sou daquela época.- Disse.

— Ficaria linda e teria milhares de pretendentes.- Falei.

— Acho que não. Eu não tenho hoje em dia. Na verdade só tive um.- Disse.

— Isso porque estava numa confusão. E como assim um? Não seriam dois?- Questionei.

— Sem contar você. Teve o Tim, mas seu irmão fez questão de mata-lo e isso me faz lembrar porque o odeio.- Disse.

— Klaus tem essa mania. Se juntasse todos os namorados da Rebekah que ele já matou, acho que dava para encher o estado.- Disse.

— A única diferença é que eu não sou irmã dele, graças a Deus, e ele não matou por ciúme e sim por puro prazer. Ele ia me matar também, mas Elijah me salvou.- Disse.

— Ele é melhor. E me pergunto, sempre perguntei, como alguém tão diferente pode protege-lo.- Falei.

— Porque no fundo Elijah é burro.- Disse.

— Gostei disso.- Ri e saímos.

— Vamos aonde?- Perguntei.

— Tomar café.- Disse.

— Ok, mas onde?- Questionei.

— Vamos achar um lugar. Você conhece melhor que eu.- Disse.

— Mentira. Você viveu aqui por séculos.- Disse.

— E a cidade mudou completamente.- Falei.

— Isso é.- Disse.

— Nós achamos por ai.- Andamos um pouco.- Ei, eu conheço essa confeitaria.

— Então vamos nela.- Disse.

— Pois é.- Entramos e pegamos uma mesa. Olhei o cardápio.- Agora sim tem coisas que eu conheço.

Ri.- Que bom.

— Vai pedir o que?- Perguntei.

— Só um café.- Disse.

— Que isso, tem um monte de coisa gostosa aqui.- Disse.

— Eu sei, mas não quero comer nada.- Disse.

— Isso é uma pena.- Falei.

— Porque?- Perguntei.

— Os doces são o melhor.- Pedi dois pães doces e um café.

— Então aproveite.- Disse.

— Duvido você não querer.- Disse.

— Eu não como pela manha.- Falei.

— Estranho isso.- Disse.

— Se você acha.- Falei.

— Eu sei.- Disse.

— Ok.- Disse.

O pedido chegou e comecei a comer. Passei o pão na frente dela.- Tem certeza que não quer?

Ri.- Eu não quero, Kol.

— Isso é um insulto a essa gostosura.- Disse.

— Então coma-a.- Disse.

— Vou fazer isso por você.- Falei.

Ri.- Tudo bem.

— Vamos fazer o que depois?- Perguntei.

— Voltar para o Quarter. Não posso ficar saindo dali, se não Marcel me mata.- Disse.

— Você está comigo, relaxa.- Disse.

— Ele não gosta de você.- Disse.

— Eu sei. Tecnicamente não conheço um que goste. Ok, tem você agora.- Disse.

Suspirei.- Kol, por favor, não se finja de coitado. Sua mãe gosta de você, de um jeito torto, mas gosta. Seu pai também, de certo modo. Seus irmãos te adoram e eu também gosto de você.

— A adoram. No dia seguinte que eu morri era como se nada tivesse acontecido.- Disse.

Suspirei.- Você é complicado, mas tudo bem, deixa para lá.

— É melhor eu parar de falar essas coisas. Você já esta me achando um chato que fica reclamando o tempo todo.- Disse.

— Eu só acho que você devia agradecer pela sua família te amar e se importar com você. Eu não tenho isso e se tivesse, não ia ficar reclamando.- Disse.

— Onde está a sua?- Perguntei.

— Não sei.- Falei.

— Sinto por isso. E o babaca aqui tagarelando.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Terminei de comer e fiquei sem jeito depois daquele fora que eu tinha dado. Acertar com ela estava meio difícil.

— É melhor eu ir. Se quiser ficar, tudo bem. Eu vou sozinha. Acho que vou ficar com Marcel na casa dele mesmo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque ele é como meu pai e eu vou para onde ele vai.- Disse.

— Ah sim, entendo. Não quer mesmo passear?- Perguntei.

— Sim, eu quero. Mas eu não posso. Você sabe como tudo está e nem você devia estar dando bandeira por ai. Se sua mãe te pegar, não conseguirei impedir.- Disse.

— Como dizem agora, lascado, acho que será uma boa.- Disse.

— Pois é. Então acho que podemos ir para o Quarter e assistir um filme no meu quarto ou no seu. É mais seguro.- Falei.

— Já é melhor que você ir embora.- Disse.

Sorri.- Então, vamos?

— Claro. Já que estamos aqui pedimos algo para comer mais tarde.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— Eu escolho, já que não está muito para comida.- Disse.

Ri.- Eu só não sinto fome pela manha.

— Então vamos nos preparar para a tarde.- Disse.

— Vamos.- Falei.

Aquela tarde foi só a primeira, ambos adoramos filme e quando chegou o aviso de que minha mãe estava furiosa, preferi evitar sair com Davina. As coisas não estavam boas e Klaus estava pressionando ela para pegar Mikael.- Eu disse que não tinha sido uma boa ideia.

— Eu vou ir pegar ele.- Comecei a caminhar para a entrada.

— Tá louca? Nem pensar.- Segurei ela.

— Me solta, Kol.- Disse.

— Você não vai sozinha.- Peguei na mão dela.

— Kol, você não pode ir.- Disse.

— Vou sim. Vai ser mais fácil acha-lo.- Não deixaria ela ir sozinha. Se sentia algo por ela quando mudei de corpo, isso tinha multiplicado e muito.

Suspirei.- Você é um teimoso.

— E você não descobriu isso agora.- Disse.

Sorri.- Verdade. Mas não quero que se machuque.

— Não se preocupe, vamos virar o jogo. Está na hora de caçar o "papai".- Disse.

Suspirei.- Tudo bem, vamos.

Sai e deixei alguns boatos se espalharem onde estávamos e não demorou até que ele apareceu.- Oi pai.

— Voltou ao seu corpo, moleque.- Mikael disse.

— E você vai vir com nós, Mikael.- Disse.

Mikael riu.- E está com a chatinha.

— Que prendeu você por muito tempo. Não deve ser mais tão forte, não perdia para garotas.- Disse.

O fiz se ajoelhar no chão e seu sangue ferver.- Estou vendo que teremos que te levar por mal.

— Isso vai ser fácil.- Quebrei o pescoço dele.- Pronto.

— Ótimo, vamos.- Disse.

Peguei ele e arrumei um carro, o jogando dentro e chegando em casa, o prendi no porão.- Eu faria um feitiço ai.

— Ok.- Fiz um feitiço para prende-lo ali.- Pronto.

— Um já foi.- Disse.

— Sim.- Falei.

— Acho que podemos fazer algo então, comemorar.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Vi falando de uma boate... podíamos ir.- Disse.

— Hã... acho que 16 anos não pode ir em boate.- Disse.

— E eu posso compelir para entrarmos.- Falei.

Ri.- Tudo bem então.

— Vai se arrumar, nos vemos daqui a pouco.- Disse.

— Tudo bem.- Sai dali.

Fui me arrumar e sorri. Estava gostando dessa vida que estava vivendo agora. Coloquei uma blusa azul escura, uma calça preta, ajeitei os cabelos e fui esperar ela na sala.

Tomei um banho, sai e me sequei. Coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/davina_one_shot/set?id=147227012 , uma sandália confortável e fiz a maquiagem. Sequei meu cabelo e o deixei com as ondas naturais dele. Terminei de me ajeitar e fui para a sala.

Olhei ela.- Uau.

— O que foi?- Perguntei.

— Você está linda.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Vamos?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Saímos da casa e fomos andando. New Orleans era uma boa cidade para isso, mas percebia Davina meio tensa.- O que foi?

— Nada.- Disse.

— Não fica preocupada, querida.- Disse.

— Não estou.- Falei.

— Está sim.- Falei.

— Não estou não.- Disse.

— Vou fingir que acredito.- Falei.

— Tudo bem.- Não demoramos e chegamos na tal boate. Kol compeliu o cara e entramos.

Meu celular vibrou, olhei e sorri.

— O que foi?- Perguntei.

— Klaus me avisou. Minha mãe está fora de jogo.- Disse.

— Como?- Perguntei.

— Ela está presa de alguma forma.- Disse.

— Presa?- Perguntei.

— Sim. Saberemos dos detalhes depois. O que importa é que podemos ficar a vontade.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Sim e posso fazer uma coisa que queria sem preocupação.- Disse.

— O que?- Perguntei.

A beijei. Estava evitando porque não queria deixar ela com o alvo maior ainda.

Mesmo pega de surpresa — uma surpresa boa-, retribui o beijo.

Finalmente senti aquela boca e ok, tinha bastante tempo que não beijava ninguém. Por isso eu estava com muita vontade.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Segui meu instinto e encostei numa parede, assim pude a segurar melhor e intensificar o beijo.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.

A virei para parede. Eu estava com muito, mas bastante mesmo, tesão acumulado. Não transava a mais de um ano.

Acariciava a lateral do pescoço dele e minha outra mão estava pousada em seu peito.

Lembrei que ela era humana e quebrei o beijo um pouco. Fui beijando o seu pescoço.

Me arrepiava com os beijos dele e acariciava delicadamente sua nuca.- Kol... estamos em público, melhor pararmos.

— Ninguém está prestando atenção.- Minha mão desceu para a perna dela.

— Pode ser, mas mesmo assim.- Disse.

— Eu não quero parar.- Falei.

— Teremos muito tempo para isso, ok?- Beijei-o delicadamente.

— Tudo bem.- A soltei.

Parecia que ele tinha ficado chateado, mas eu não teria minha primeira vez com uma platéia. O bar era ali do lado, então me sentei em um dos bancos e pedi um chá gelado.

— Eles tinham isso aqui?- Pedi uma tequila.

— Pelo jeito sim.- Disse.

— Milagre.- Fiz o ritual da tequila e tomei.- Você tem que ir ao México, adoraria lá.

— Tenho certeza que sim.- Tomei do chá.

— E a Europa com certeza vai gostar.- Disse.

Sorri.- Com certeza sim.

— Vamos dançar. Da última vez que estava vivo aprendi essas danças modernas.- Disse.

Ri.- Falando assim é estranho.

— O que? É a verdade.- Disse.

— Tudo bem, vamos lá então.- Disse.

Tomei outra bebida e a levei para a pista. Coloquei a mão em sua cintura e comecei a dançar.

Seguia o ritmo dele na dança. Ele dançava bem.

— Estou indo certo?- Questionei.

— Sim, está.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Sorri.- Sim.

Me encostei mais nela e rocei meus lábios em seu pescoço, minha mão deslizava nas suas costas.

Me arrepiava com o que ele fazia e acariciava sua nuca.

— Seu cheiro me dá água na boca, sabia?- Perguntei.

— E o que ele tem de especial?- Questionei.

— Um dia ainda descubro.- Disse.

Ri.- Tudo bem.

— E fora a gostosura que só fica maior.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Não precisa agradecer, o prazer é meu.- Descia a mão, chegando a bunda dela.

— Kol, olha os modos.- Sorri.- Todo mundo está vendo.

Tirei.- Tudo bem.

Suspirei. Não sei porque, mas tinha a sensação que sempre fazia alguma coisa errada ou falava. Porque ele nunca parecia gostar. Dançamos a música e depois fui me sentar ao bar novamente, pedindo outro chá gelado.

— Daqui a pouco você vai começar a fazer uma maratona ao banheiro.- Disse.

— Não faz mal.- Disse.

— Ai eu vou ficar sozinho.- Fiquei ao lado dela com o braço em sua cintura.

— Não leva tanto tempo assim.- Disse.

— Para mim é.- Falei.

Ri.- Não se preocupe.

— Claro. Não gosto de ser trocado, muito menos por uma privada.- Disse.

— Kol! Que nojo.- Ri.

— Tudo bem, parei.- Pedi uma cerveja.

— Ok.- Disse.

Tomei da cerveja, deixando sempre uma das mãos nela, sentindo que ela estava ali.

Olhei para ele, parecia estranho.- Tudo bem?

— Porque?- Perguntei.

— Está estranho.- Disse.

— Só pensando.- Disse.

— Ah sim.- Falei.

— Como que você se sente tão bem comigo?- Perguntei.

— Eu gosto de você, Kol.- Toquei o rosto dele.- Você, Marcel, Josh e Cami são tudo que tenho.

— É que ninguém nunca se deu a esse trabalho, ficar para me conhecer.- Disse.

Desci do banco que estava e sentei na perna dele.- Mas eu sempre estarei aqui. Porque você é incrível de várias formas, Kol. E tenho que dizer que prefiro você de vampiro.- Sorri.

— Prefere?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Nossa, bom saber.- Sorri. Aquilo me deixava mais feliz, mais seguro.

Lhe dei um selinho.- Não tem que se preocupar quanto a isso.

— Tá. Vamos dançar mais, prometo me comportar.- Eu não ia mais tentar nada, pelo menos não aqui.

— Tudo bem.- Disse.

Dançamos, na verdade, dançamos a noite quase toda. Depois a levei para casa. Eu tinha me estressado com um cara que agarrou ela quando ela voltava do banheiro. Tirei ele de cima dela e soquei ele, o que fez ele ir embora. Não desgrudei mais dela depois disso. Quando ela se cansou de dançar, a trouxe de volta. Parei na porta do quarto dela.- Então, seria boa noite ou bom dia?

— Acho que bom dia.- Disse.

— Já vai dormir?- Perguntei.

— Não sei. Só sei que vou tomar um banho.- Disse.

— E posso entrar então?- Questionei.

— Claro.- Disse.

Entrei com ela e tirei os sapatos, me deitando na cama.

— Vou ir tomar banho, já volto.- Entrei no banheiro.

A olhei ir e suspirei. Eu queria transar com ela, queria muito. Mas ela parecia não pensar nisso ainda. Eu teria que esperar. Olhei para o teto; que isso não demore muito. Se para um humano um ano é muito, imagine um vampiro. E ela é gostosa e a minha vontade por ela era quase incontrolável.

Tomei um banho rápido, tirei a maquiagem e lavei bem meus cabelos. Sai e me sequei. Coloquei um roupão, sequei um pouco meus cabelos, deixando-os úmidos e voltei ao quarto.

Sorri para ela.- Vai dormir de roupão?

— É que eu não peguei o pijama e ai não tinha como sair pelada.- Disse.

— Eu não me importaria.- Disse.

Sorri.- E também eu gosto de dormir sem nada as vezes.

— Isso está ficando mais interessante.- Passei o braço por ela.

— E porque?- Questionei.

— Imaginar você nua.- Disse.

Sorri e acariciava a nuca dele.- E gosta do que imagina?

— Com certeza. E imagino que é bem próximo da realidade.- Ok, ficar falando dela nua estava me deixando excitado.

— Espero que seja mesmo.- Disse.

— Vai ser.- Beijei os cabelos dela.

Sorri e acariciava o rosto dele. Eu me sentia incrivelmente bem com ele. Tanto que acho que deixaria ele se alimentar de mim. E isso nunca aconteceu, só aquela vez com Elijah, mas foi nada praticamente.

— Dav, eu gosto de você. Acho que você conseguiu o que nunca tinha acontecido comigo.- Disse.

— O que?- Perguntei.

Fiz ela olhar para mim.- Eu me apaixonei por você, eu te amo.

O olhei e sorri.- Eu também te amo.

— Ama?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri. As vezes que tinha ouvido aquilo era de loucas me querendo, não de alguém que eu queria também.- Ouvir isso é bom.

Sorri.- Digo o mesmo.

A beijei e senti que havia esperança para mim. De ter uma vida diferente e eu queria aquilo. Queria viver isso com a Davina.

Retribui o beijo e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali.

— Dav, eu tenho que dizer. Eu não sei bem como é seguir agora, nunca tive um relacionamento mais sério.- Disse.

— Como assim "como seguir"?- Perguntei.

— Como não estragar tudo para gente, é o que eu sempre faço.- Disse.

Sorri e o beijei.- Você não vai. Eu sempre estarei com você, porque eu te amo.

— Obrigado pela confiança.- Disse.

— E tem outra coisa que quero confiar a você.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Como você deve imaginar, eu sou virgem e quero que minha primeira vez seja com você.- Disse.

— Eu suspeitava, mas tem certeza disso?- Perguntei.

— A não ser que você não queira e eu irei compreender se não quiser. Normalmente os homens preferem as experientes e tudo mais.- Disse.

— Nem pense nisso, espero por isso ansiosamente.- Disse.

Sorri.- Tudo bem então.

A beijei e a parte egoísta da minha mente desejou que isso acontecesse logo.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

Passei o braço pela cintura dela, acariciando ali e intensificando o beijo.

Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali. Minha outra mão descia pelo seu peito.

Já que agora ela estava mais aberta a isso, toquei a perna dela.

Me arrepiei ao toque dele e acariciava a lateral do pescoço dele.

— Você beija tão gostoso.- Disse.

— Obrigada.- Falei.

— Eu nunca perguntei; você está com 16 ou 17?- Perguntei.

— 16.- Disse.

— Deus, você é tão linda e parece mais.- Disse.

— E isso é bom?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Ri.- Tudo bem então.

— Principalmente por eu ter uma namorada linda e gostosa.- Disse.

Sorri.- Namorada é?

— É sim ou não?- Questionei.

— Claro que sim.- Disse.

— Acho bom.- A beijei e rolei na cama, ficando sobre ela.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

Desci minha mão pela perna dela e minha vontade era abrir aquele roupão, mas iria esperar a hora dela.

Envolvi minha perna na cintura dele e minha mão descia pelas suas costas.

Beijei o pescoço dela e rocei minhas presas.

Me arrepiei pelo que ele fez. Era bom sentir suas presas.

— Sua pele é macia e gostosa de tocar.- Disse.

Sorri.- Que bom então.

— Você é toda perfeita.- Disse.

Ri.- Não exagere.

— É sim. Seus olhos são, sua boca é e suas pernas são.- Disse.

— Só isso é?- Perguntei.

— Bem, só posso atestar o que já peguei e testei.- Disse.

Ri.- Tudo bem.

Voltei a beijar ali e afastei um pouco o roupão na altura do ombro, para beijar ali.

Me arrepiava com o que ele fazia e minha mão descia pelas costas dele.

Voltei a beija-la e as coisas estavam esquentando. Os toques dela me excitavam mais do que estava.

Entrelacei meus dedos nos cabelos dele e acariciava ali. Minha outra mão acariciava a lateral do seu pescoço.

Minha mão foi até o nó do roupão e comecei a abri-lo.

Eu podia estar louca, mas sabia que queria que isso fosse com ele. Então deixei abri-lo.

Contemplei ela nua e suspirei.- Uau.

— O que foi?- Perguntei.

— Você... é muito gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Toquei o rosto dela.- Tem certeza, amor? Posso esperar.

Peguei a mão dele e beijei, logo o beijando.- Eu te amo, Kol. Tenho certeza.

Sorri.- Que bom.- Voltei a beija-la e agora minha mão corria pelo seu corpo por completo.

Retribui o beijo e envolvi minha perna em sua cintura. Comecei a abrir a camisa dele.

— Eu não devo estar muito cheiroso.- Ri.

— Porque?- Perguntei.

— Apesar de eu não suar, as pessoas que estavam esbarrando na gente estavam.- Disse.

Ri.- Não esquente com isso.

— Se você diz.- Disse sorrindo.

— Sim.- Disse.

— Deixa eu me livrar disso então.- Tirei a roupa.

O olhei e sorri.- Você também é perfeito.

— Sou? Ou iria preferir o outro eu?- Questionei.

— Não. Seu corpo assim é mais bonito.- Disse.

Sorri e joguei a calça pelo quarto.- Agora sim gostei mais.

Sorri.- Que bom.

Me deitei, já ficando entre as pernas dela.- Dav, você é a melhor coisa que já me aconteceu.

Acariciava a nuca dele.- Digo o mesmo.

— Eu não sou tanto assim.- Disse.

— É sim.- Falei.

A beijei. Ela fazia eu me sentir muito melhor do que eu achava que era.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

Eu tinha que ir devagar, mas a minha vontade era muita. Teria que equilibrar as duas, esse era o desafio agora.

Minha mão descia pelo abdômen dele e comecei a descer a sua cueca.

Ajudei ela a tirar e minha ereção estava mais que evidente, ela me deixava assim.

Ok, eu nunca tinha visto um homem nu e não sabia avaliar nada. Mas com certeza Kol é perfeito até nisso.

— O que?- Perguntei.

— Nada. Só é estranho ver um homem nu.- Disse.

— Você vai acostumar comigo.- Disse.

Sorri.- Não vai ser nada difícil.

— Isso é bom e eu sei que sou bom mesmo.- Ri e a mão que estava na perna dela chegou na sua intimidade.

Olhei a mão dele. Ainda era estranho, mas sabia que a partir de agora seria assim.

— Quer que eu tire?- Perguntei.

— Não sei.- E não sabia mesmo, já que não sei absolutamente nada sobre o assunto.

— Tá, vamos com calma nisso.- Tirei e me aproximei mais dela, beijando seu pescoço. Sim, mais clichê possível, mas adoro pescoço.

Me arrepiei pelo que ele fez e olhei para a porta.- Não é melhor trancar a porta?

— Excelente ideia.- Me levantei para isso.

Me ajeitei na cama e o esperei.

Tranquei e voltei.- Melhor tirar o roupão debaixo de você.

— Ok.- Tirei o roupão.

A fiz olhar para mim, podia sentir ela nervosa.- Relaxe amor.

— Eu estou. É que é muita pausa, me faz pensar demais.- Disse.

— O problema é esse? Vamos resolver.- Tomei a boca dela e me deixei levar pela experiência de saber onde tocar, e onde beijar para a relaxar.

Retribui o beijo e me arrepiava pelos toques dele.

Rocei meu membro na extensão do sexo dela e suspirei; aquilo ia ser gostoso. Eu mal continha a vontade, mas não ia fazer de qualquer jeito.

Suspirei pesadamente também e continuávamos nos beijando.

O posicionei e comecei a entrar nela. Senti as unhas dela apertarem meu ombro, então fui parando e só continuava quando ela relaxava.

Com certeza isso doía, mas não era insuportável.

Comecei a me movimentar devagar para ela acostumar e para mim já estava sendo o paraíso.

Me acostumava com ele dentro de mim. Ainda não era confortável, mas também não era dolorido.

— Está melhor?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Sorri.- Ótimo.- Aumentei a velocidade e pude me sentir completamente dentro dela, e era a melhor sensação que podia ter.

Começava a me acostumar com ele dentro de mim e uma sensação boa começava a tomar o lugar da dor e desconforto.

Senti o jeito dela mudar de desconforto para prazer e agora me sentia melhor, dar prazer a ela era um dos objetivos.

O beijei novamente e acariciava seus cabelos.

— Você gosta do meu cabelo.- Disse entre o beijo.

— Gosto sim.- Disse.

— Percebi.- Disse deixando um gemido escapar.

Sorri e desci meus lábios pelo seu maxilar.

— Eu amo essa sua boca.- Disse.

— E porque?- Perguntei.

— Ela é maravilhosa.- Toquei seus lábios que, para mim, eram perfeitos.

Sorri.- Eu quero te pedir uma coisa.

— Agora?- Questionei.

— Sim, porque o melhor momento é agora.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu quero que você se alimente de mim.- Falei.

— Sério?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Isso é fácil de cumprir.- Fui a beijando até chegar o pescoço e a mordi de leve.

Senti uma leve ardência, mas nada demais.Era perfeito sentir suas presas.

Agora estava completo e quase gozei com as duas coisas que mais gostava.

Minha mão descia pelas costas dele e a outra acariciava seus cabelos. Acho que podia deixa-lo assim para sempre que não me incomodaria. Era plenamente confortável ser dele das duas formas possíveis.

Parei para que ela não ficasse fraca e mal.- Delícia.

Sorri.- Que bom.

— Seu sabor é incrível.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Sorri e aumentei o ritmo dos meus movimentos. Parecia que aquele sangue tinha me dado mais energia e que não demoraria a ter o orgasmo.

Gemi e suspirei pesadamente. O beijei e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Ainda tinha o gosto dela na minha boca e a segurei mais contra o meu corpo. A sensação que tinha é que tinha que estar o mais dentro dela possível. Os gemidos dela me excitavam mais e logo após veio a explosão de coisas boas.

Lhe dei um selinho quando o beijo acabou.

— Querida, você é a melhor.- Sorri com a minha testa encostada na dela.

Sorri.- Que bom que acha isso então.

Olhei nos olhos dela.- Eu te amo Dav, mais do que achei que podia sentir um dia.

— Eu também te amo, Kol.- Disse.

Me deitei ao lado dela.- Deus, é horrível estar numa seca assim.

— Porque?- Perguntei.

— Ficar tanto tempo sem tudo isso.- Indiquei ela.- É horrivel.

Ri.- Você podia ter transado com qualquer uma que visse ué.

— Foi mais gostoso com você.- Disse.

— Fico feliz que ache isso.- Disse.

— Mas ainda falta uma coisa.- Falei.

— O que?- Questionei.

— Fazer você gozar.- Disse.

— Não se preocupe com isso.- Falei.

— Preocupo sim. Mas sei que hoje seria difícil.- Disse.

— Está tudo bem.- Disse.

Passei o braço ao redor dela. Podia ver que o dia amanhecia.- Tomara que todas os amanhecer sejam assim.

— Digo o mesmo.- Disse.

Ela dormiu logo que tomamos banho e voltamos para cama, e eu pelo costume também. Eu sei que eu tenho muito o que mudar e melhorar para merecer a Davina, mas vou deixar as coisas irem com calma e ir acertando aos poucos. Eu sei que amo demais minha bruxinha e faria qualquer coisa por ela. E fiz; voltei ao meu corpo e talvez até me acerte com meus irmãos. Mas o melhor acerto foi amar ela.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Gostaram do Kol voltar ao corpo original dele? Eu pessoalmente sim e estou louca que isso aconteça na série :3 Bem, então o próximo será Damon e Davina :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)