Liberty- One Shots
46 Capítulo 46- Klaus & Davina.
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Davina.)
Inspirei e estiquei a mão para pegar o celular; 8:00, tinha que levantar. O fiz e abri a cortina; sol, mas não seria um dia quente demais. Fui tomar banho e me enrolei na toalha. Desci para colocar o café para passar e senti algo no meu pé.- Oi Garfield, já vou botar sua comida.- Ele era meu, quer dizer, nosso gato. Por que nosso? Moro com uma amiga minha, Davina, que eu conheço desde os 14 anos. Éramos vizinhos e quando entramos para a mesma universidade, a UCLA, alugamos um apartamento juntos. Ela é um amor e linda demais. Escutei um barulho atrás de mim, era ela.- Bom dia amor.
— Hey, bom dia.- Disse.
— Alguém aqui está com fome.- Disse.
Peguei Garfield no colo.- Tadinho da minha bola de pelo.
— Tem aula que horas?- Perguntei.
— Ás 10:00.- Disse.
— O mesmo tempo que eu.- Falei.
— Sério? Então saímos juntos.- Soltei Garfield.
— Vai ser um prazer te acompanhar.- Disse.
Ri.- Como você está formal.
— Então eu paro e te deixo a pé.- Disse.
Fiz cara de ofendida.- Como você é mau.
— Posso ser muito mais.- Falei.
— O pior é que eu sei.- Ri e tomei do meu café.- Ah, ontem Kol ligou e disse que ele, Marcel, Damon e Enzo virão aqui a noite. Pelo jeito é a noite dos garotos.
— Esse garoto não sabe viver sem mim.- Disse.
— E é fofo. Então hoje eu vou ficar no meu quarto estudando. Podem ficar a vontade.- Disse.
— Tá, mas pode vir as vezes.- Falei.
— Vai que vocês estão vendo pornô? Acho que é melhor não.- Ri.
— Acho que não, tem jogo hoje.- Disse.
— Oh, quer dizer que vocês viram mesmo pornô juntos?- Questionei.
— Bem, já aconteceu. Principalmente com Kol, quando ele queria saber das coisas.- Kol era meu irmão mais novo e eu amava aquele moleque, já fiz de tudo por ele e não me arrependo.
— Ok, sem detalhes.- Disse.
— E as meninas?- Questionei.
— Estão bem.- Falei.
— Vai para casa esse fim de semana?- Perguntei.
— Não e você?- Questionei.
— Também não. Tenho trabalhos.- Disse.
— Tadinho. Eu é por querer mesmo e porque o irmão fofo do Damon me chamou para sair no sábado a noite.- Disse.
— Sair?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Aquilo revirou meu estômago.- E você vai?
— Vou. Ele é um amor e mega fofo.- Disse.
— Ok.- Me virei, fingindo pegar alguma coisa para ela não ver minha cara. Não queria que ela saísse com ninguém.
O abracei por trás mesmo e com salto conseguia apoiar meu queixo em seu ombro.- O que foi, bonitão?- Perguntei divertida.
— Nada.- Disse.
Fiz cosquinha na barriga dele.- Diga.
— Dav, para.- Tentei me manter sério.
— Fala.- Disse no ouvido dele e assoprei seu pescoço. Sabia que isso dava cócegas.
Ela estava me provocando e eu estava de toalha. A algum tempo percebi que eu sentia muito mais por ela do que amizade. Como depois de tanto tempo isso mudou? Não sei, só sei que as vezes que ela saia, ria ou ficava e eu sabia, aquilo me deixava louco. Eu até pensei em falar com ela, mas no mesmo dia ela falou que eu era o melhor amigo que podia ter. Amigo. Tem noção quanto é frustante ouvir isso?- Nada Davina. Só que você está se saindo melhor que eu.
— Me saindo melhor?- Questionei.
— É. Sempre saindo com alguém.- Disse.
Ri.- Você não sabe da missa a metade mesmo.- Me soltei dele e fui até a sala, pegando minha bolsa.- Eu vou indo.
— Como assim Dav?- Questionei.
— O que?- Questionei.
— O que eu não sei.- Disse.
— Ah, nada, esquece.- Falei.
— Tem certeza?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Tudo bem e não ia me esperar?- Perguntei.
— Resolvi passar no shopping antes. Comprar meu batom que terminou e alguns livros para passar o final de semana.- Disse.
— Eu vou com você. Só espera eu me trocar.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Entrei para o quarto e suspirei. Tenho que decidir isso. Ficar aguentando ou dar em cima dela. Se eu tivesse algum sinal... Balancei a cabeça e me vesti, logo voltando.
— Vamos então?- Perguntei.
— Vamos. Botou a comida do Garfield?- Questionei.
— Coloquei.- Disse.
— Vamos.- Peguei minha pasta e descemos até o estacionamento, indo até meu carro e saindo.
O resto do dia foi normal e era 17:00 quando cheguei em casa. Tomei um banho, sai e me sequei. Coloquei uma calcinha e uma blusa de pijama. Me sentei na cama, peguei o gilete e comecei a tirar os pelos que tinha visto na minha perna. Eu me depilo com cera e normalmente nem cresce mais de tanto que já fiz, mas quando vejo algum, tiro com o gilete. Passei o hidratante na perna e fui na cozinha colocar um café a passar. Fui só de blusa e calcinha mesmo, só estava eu em casa. Daqui a pouco que Klaus e os amigos devem chegar.
O pessoal estava vindo, mas eu cheguei antes para ajeitar tudo. Quando entrei em casa, olhei pela casa e vi uma bunda na cozinha. Eu conhecia aquela bunda. Puta merda.
Escutei o barulho da porta e me virei.- Meu Deus, Klaus! Você me assustou.
Ela só de calcinha e blusinha, com os peitos livres... Por reflexo puxei a pasta mais para frente, para ela não ver o resultado da visão.- Tudo bem?
Me olhei e com certeza eu corei, mas me controlei para não sair correndo. Porque isso sim seria constrangedor.- Sim, estou. Só estava fazendo um café.
— Ah sim.- Andei, sem deixar de olha-la.- E esse café, está bom?
Assenti.- Espero que sim.
— Posso provar?- Cheguei perto dela.
Olhei para ele.- Sim, claro.
Peguei a xícara da mão dela. Ia parar de agir como um covarde fugindo dela. Tomei do café, olhando ela.- Delícia.- Não era só do café que eu falava.
Olhei ele e tentava não prestar atenção em quanto a boca dele era sexy. Ele é sexy, na verdade.- Sério? Isso é bom.
— Tudo o que você faz é bom.- Disse.
Ri.- Não é para tanto. E os garotos? Não vão vir?
— Chegando daqui a pouco.- Falei.
— Então acho que é melhor eu ir para o meu quarto.- Disse.
— Tudo bem. A não ser que queira que eles tenham essa visão.- Disse.
— Acho que é melhor não.- Falei.
— Eu também acho.- Disse.
— Ok, então vou indo.- Peguei o café e fui para o meu quarto.
Olhei ela ir e sorri, que corpo gostoso. Pensando nela, aliviei a tensão que a visão gerou e sorri. Sim, estava determinado a ter ela. Terminei, me vesti e desci, esperando os outros.
POV Davina.
Estava sentada na cama e tentava não pensar na vergonha que passei. Meu Deus, eu estava praticamente nua na frente dele. Se bem que eu gostei do olhar dele. Sorri. Logo escutei a porta abrir e os garotos chegaram. Peguei meu notebook e fui para o facebook ver se alguma das minhas amigas estava online. Não custava nada comentar isso com alguém.
Bonnie: Amiga, tudo bem?
Davina: Hã... Sim.
Bonnie: O que houve?
Davina: Não foi nada demais. É só que o Klaus me viu quase nua.
Bonnie: O que?!
Davina: Pois é. Eu estava "retocando" minha depilação e estava só de blusa, sem sutiã e com calcinha, como só estava eu em casa, fui colocar o café para passar e ai ele chegou.
Bonnie: Meu Deus e ele?
Davina: Ele não fez nada.
Bonnie: Mas babou, com certeza.
Davina: Hã... isso eu não sei. Eu estava preocupada demais por estar semi nua.
Bonnie: Eu já disse, acho que ele gosta de você e você não acredita.
Davina: Ele não gosta de mim, Bonnie.
Bonnie: Ele te olha como se gostasse. Como ele reagiu quando você falou do Stefan?
Davina: Com um "Ok".
Bonnie: Viu? Ele ficou com ciúme, com certeza.
Davina: Ficou nada. Bem, é melhor deixar isso de lado.
Bonnie: E se ele gostar mesmo?
Davina: Bem... ele não gosta, Bonnie.
Bonnie: Eu não estaria tão certa. Acertei que o Stefan ia te chamar.
Davina: E não sei porque ele chamou também.
Bonnie: Haha. E já sabe onde vão?
Davina: Ainda não.
Bonnie: Vai ser bom.
POV Misto. (Davina e Klaus.)
Bati na porta dela.- Dav.
Me cobri com o lençol, já que estava só de calcinha.- Entra.
Entrei.- Trouxe para você.- Entreguei um prato com salgadinho e refrigerante.
— Oh, obrigada.- Peguei o prato.
— Tudo bem?- Agora quando a olhava aquela imagem vinha a minha cabeça. Isso era tentador demais.
— Sim. Eu já estava indo ver vocês.- Disse.
— Ah tá. É bem vinda.- Disse.
— Eu ia ver se vocês não iam morrer de fome.- Ri.- Mas pelo jeito não.
— Dessa vez trouxeram comida.- Disse.
Sorri.- Que bom.
— Quer vir?- Perguntei.
— Eu já vou. Só vou me vestir.- Falei.
— Tá.- Sorri e sai do quarto. Deus, eu desejava aquela mulher, desejava demais. Mas me perguntava se ela conhecesse meu passado, se ainda me olharia do mesmo jeito. Balancei a cabeça e voltei a sala.
— Cadê ela?- Damon perguntou.
— E essa cara de bobo alegre?- Marcel questionou.
— Vem já e bobo alegre?- Questionei.
— É... Finalmente ela viu que você quer pegar ela?- Damon perguntou.
— Não é só ele não.- Enzo disse.
— Pois é. Quer me explicar o que seu irmão tá fazendo chamando ela para sair Damon?- Questionei.
— Ele chamou? Finalmente teve uma boa ideia e não controlo o que ele faz.- Damon disse.
Coloquei o short do pijama e avisei Bonnie que mais tarde nos falávamos. Não estava afim de me vestir, então ia de pijama mesmo. Fui para sala.- Hey, boa noite gente.
— Oi Dav.- Damon disse.
— Oi linda.- Kol disse.
— Pijama?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Tá ótimo assim.- Damon disse.
— Também acho. É mais confortável.- Me sentei no sofá.
— E não tem problema algum Nik.- Kol disse.
— Ele que é ciumento.- Damon disse.
— Para que ter ciúmes?- Questionei.
— Nada.- Disse.
Todos riram.
— E vocês? Como estão?- Perguntei.
— Estou bem.- Enzo disse.
— Eu também.- Marcel falou.
— Ser calouro não é tão legal.- Kol disse.
— Ownn, tadinho do bebê.- Apertei as bochechas de Kol.
— É bom para pegar o ritmo.- Damon disse.
— Nem reclama bebezão.- Disse.
— Vou te colocar no colo, Kol.- Ri.
— Ai eu quero.- Kol disse.
— Então vem cá.- Disse.
— Fala sério.- Damon riu.
— Kol, para com isso.- Disse.
— Opa, estou indo.- Kol foi e se sentou, não colocando muito peso em cima dela.
Ri.- Ownn, que bebê fofo.- Acariciava o cabelo dele.
— Esse lugar é bom.- Kol recostou a cabeça no ombro dela e a mão passeava por onde podia.
Beijei os cabelos dele e fiquei ali, acariciando seus cabelos.
— Kol, chega com isso.- Disse.
— Ah, você sempre a tem com você, deixa eu.- Kol disse.
— Sim, Klaus. Deixa ele. Ele nem é tão pesado quanto pensei. Depois eu vou para o colo dele.- Sorri.
— Ai melhor ainda.- Kol disse.
Kol estava fazendo isso para me provocar, ele adora ainda mais com a Dav. A olhava naquele pijama que deixava as pernas dela mais evidentes, assim como os peitos. Eu preciso ter essa garota.
— Vocês querem comer algo?- Questionei.
— Tem aqui, não se preocupe.- Damon disse.
— Tudo bem.- Disse.
— A gente podia marcar para ir para a praia.- Falei.
— Por mim pode ser.- Marcel disse.
— Por mim também.- Enzo disse.
— E você?- Questionei.
— Por mim também.- Disse.
— Vamos no sábado?- Perguntei.
— Fechou.- Damon disse.
— Para mim também.- Kol disse.
— Ótimo.- Disse.
Sábado... Posso conseguir impedir o encontro dela. Sorri.
— Davina, bem que você podia fazer um stripper para nós né?- Enzo questionou.
— Eu apoio.- Marcel disse.
— Isso ia animar a noite.- Kol disse.
Filho da puta. Olhei para ele.
— Stripper? Mas eu nunca fiz isso.- Disse.
— Não é difícil e ficará só entre nós mesmo. Somos todos íntimos.- Enzo falou.
— É Dav, faz.- Damon disse.
— Hã...mas e se eu fizer errado?- Questionei.
— Impossível.- Kol disse.
— Tudo bem, eu faço. Mas não vai ser sexy porque eu não sou nada sexy e não vou tirar tudo.- Disse.
— Ahhh.- Damon disse.
— Então é melhor nem fazer.- Disse.
— Faça Dav. Você vai se sair perfeita.- Disse.
— E se o meu futuro marido for um de vocês e isso ser um mico eterno?- Questionei.
— O Klaus não liga.- Damon disse.
— O que?- Perguntei.
— Eles estão de sacanagem.- Dei um soco no braço do Damon.
— Ah sim.- Disse.
Eles queriam me foder. Eles vão me pagar, um por um.
— Ele já mora junto, para que casar?- Damon questionou.
— É, vocês são todos loucos.- Ri.
— Parem com isso.- Disse.
— Se você não pegar, eu pego.- Enzo a trouxe para o colo dele e beijou o pescoço dela.
Ri.- Enzo!
— Enzo, para com isso.- Disse.
— Agora ele ficou zangado.- Damon disse.
— Porque? Só porque você quer fazer isso e não tem coragem?- Enzo passou os lábios pelo lóbulo da orelha dela e mordeu, e passava a mão na perna dela.
Ai já passava da brincadeira, ele queria para valer. Me levantei e a tirei do colo dele.- Eu disse para parar.
Enzo riu.- Ficou com ciúmes é? E você é gostosa pra caralho, Dav.
— Hã... obrigada. E não precisa de tanto, Klaus.- Disse.
— Chega com essa merda, o jogo acabou, podem ir.- Disse.
— E se estressa não cara.- Kol disse.
— É senta ai, a gente está só zoando. Sabemos que ela... que tem limite.- Damon disse.
— Vocês não precisam ir, eu sei que o Enzo só está brincando.- Disse.
— Menos a parte de você ser gostosa pra caralho.- Enzo disse.
— Nisso eu concordo com o Enzo e você precisa relaxar, Klaus.- Marcel disse.
— Ah vão se foder.- Sai para a cozinha.
— Esperem ai.- Fui até Klaus.- Ei, o que foi?
— Nada.- Pegava cerveja na geladeira.
— Klaus, fala.- Disse.
— Falamos disso depois.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Dei uma cerveja a ela.- Quer?
— Não, obrigada.- Disse.
— Tá.- Olhei ela.- Não te machuquei, né?
— Não, não se preocupe.- Disse.
— Ok.- Voltei para sala e coloquei as cervejas na mesa, mas agora sem humor.
— Hã... eu vou para o meu quarto. Nos vemos amanha gente.- Disse.
— Epa e nosso stripper?- Damon questionou.
— É melhor não.- Disse.
— Ah, fala sério. Só por causa do piti do Klaus? Seu vacilão.- Kol empurrou o irmão.
— Ok, parem. Eu faço.- Disse.
— Agora sim.- Damon sorriu.
— Ok, que música?- Perguntei.
— Eu escolho.- Damon disse.
— Ok.- Disse.
— Já sei. Sexy Bitch.- Damon disse.
— Ótimo.- Kol disse.
— Ok, tudo bem. Vamos ver se consigo ser sexy.- Disse.
— Eu tenho certeza que sim.- Damon disse.
Kol levantou e ligou o som.
— Ok.- Respirei fundo e comecei a dançar.
— Eita porra, ela é boa.- Enzo disse.
Ri.- Nem tanto, Enzo.
— Verdade. Tá gostosa Dav.- Kol disse.
Sorri.- Obrigada.
Eu tentava disfarçar, mas a olhava embasbacado. Era louco por ela e agora tinha mais certeza que nunca.
Continuei dançando e podia ser estranho, mas me sentia a vontade com eles. Com vergonha, mas a vontade. Só ia tirar até a lingerie, porque é como se fosse biquíni e qualquer um já viu uma mulher de biquíni. Comecei a tirar a blusa.
— Tira, tira.- Marcel riu quando conseguiu pegar a blusa.
Ri e continuei dançando.
— Agora o short lindinha, para mim.- Enzo disse.
— Não, manda para mim.- Kol disse.
— Vai ir para quem pegar.- Tirei o short e ainda dançando, me virei de costas e joguei o short.
Sem querer ele caiu no meu colo e o peguei, o cheirando. Sorri para ela.
Sorri de volta e voltei a dançar.
Eu era o mais quieto ali e a observava; como dançava, como conseguia ser sexy num sorriso. A musica foi chegando ao fim e ela diminuía o ritmo.
A musica acabou e parei, indo desligar o som.- Agora, minha roupa. Quer dizer, pijama.
— Ah, deixa de brinde.- Marcel disse.
Ri.- Para que?
— De lembrança.- Kol disse.
Sorri.- Engraçadinhos.- Fui até eles e peguei o pijama, colocando. Por um lado tirei minha duvida; Klaus não queria nada comigo. Nem excitado ficou. Quer dizer, nem um deles ficou. Isso só comprova o quão nada sexy eu sou. Mas talvez fosse melhor assim.- Bem, agora eu vou ir para meu quarto. Vou ir dormir porque estou cansada do dia.
Infelizmente e ela estava arrumada já. Quando prestei atenção nela, já estava indo embora.- Tudo bem, depois passo lá.
— Ok.- Fui para o meu quarto.
POV Klaus.
Relaxei no sofá.- Que louco.
— Nem me fale.- Marcel disse.
— Você não tem com que se preocupar.- Disse.
— Porque?- Marcel perguntou.
— Nada Marcel.- Disse.
— Ok. Bem, vou indo.- Marcel se levantou.
— Também estou indo.- Enzo disse.
— Finalmente.- Disse.
— Você hoje tá um saco. Por isso a Dav não te quer.- Kol disse.
— Ou porque o "amiguinho" dele é pequeno.- Enzo riu.
— Vai se foder Enzo. Tchau.- Abri a porta.
— Tchau estressadinho. Vê se relaxa.- Enzo riu e saiu.
— Ou seja, fala logo com a Davina e tenham uma transa de vez. Antes que um moleque como meu irmão passe na sua frente.- Damon disse.
— Com um irmão como você Damon, não se precisa de inimigo.- Marcel riu.
— O que? Por causa dele já perdi muitos encontros, estou devolvendo.- Damon disse.
Marcel riu.- Ok então Boa noite e até mais.- Ele saiu.
Eles foram embora, só ficou Kol.- Vai dormir aqui?
— Não, estou indo também.- Ele disse.
— Tudo bem. Como está em casa?- Perguntei.
— Está tudo bem.- Ele disse.
— Eu andei pensando e acho que vou contar tudo a Dav. É difícil manter segredos dela.- Disse.
— É o melhor que pode fazer.- Ele disse.
Suspirei.- O problema é que tenho receio que ela se afaste.
— Só tentando é que vai saber.- Ele falou.
— Eu sei e vai ser horrível se ela fizer. Pior que da outra vez.- A um bom tempo atrás eu namorava uma garota e contei a ela do meu passado, não deu certo. Ela me chamou de marginal adotado e se virou contra mim.
— Eu imagino que sim. Mas é melhor contar.- Ele disse.
— Vou ver como faço isso.- Disse.
— Boa sorte com isso.- Ele disse.
— Valeu e vocês tiraram o dia para me perturbar.- Falei.
— Impressão sua.- Ele disse.
— Imagina que não. E suas notas?- Perguntei.
— Estão boas.- Ele disse.
— Acho bom, se não pego no seu pé.- Ri.- Pareci o pai agora.
Ele riu.- Verdade. Bem, vou indo então.
— Tudo bem, até amanhã.- Disse.
— Até.- Ele disse e saiu.
POV Misto. (Davina e Klaus.)
Depois que ele saiu, arrumei tudo e fui até o quarto dela. Suspirei e bati.
— Entra.- Disse.
— Achei que tinha ido dormir já.- Disse.
— Mas não.- Falei.
— Vim cobrar meu short, meu brinde.- Disse.
Sorri.- Ele não te fará falta, Klaus. Acredite.
— Ah, mas nenhum outro foi tirado com tanta empolgação.- Falei.
Mas não causou nenhuma, pensei.- Amanha eu lhe dou então, se insiste.
— O que foi?- Me sentei ao lado dela na cama.
— O que foi o que?- Questionei.
— Você tá com uma cara. Os meninos pressionaram demais e não gostou de fazer aquilo?- Perguntei.
— Não tem nada, Klaus. Você que está vendo demais.- Disse.
— Então tenho que dizer, foi incrível.- Falei.
— Que bom.- Disse.
Olhei ela, tomando coragem. Queria ter certeza que nada mudaria, mas isso eu não tinha como ter.
— O que foi?- Perguntei.
Toquei o rosto dela. Acho que não tinha mais como evitar dela saber.
— Klaus, fala de uma vez.- Disse.
Melhor fazer do que falar. Me aproximei mais e a beijei.
O afastei.- O que você está fazendo? Só porque eu fiz o que fiz, não quer dizer que você pode me agarrar ou que eu sou tão fácil.
— Dav, eu nunca acharia isso.- Disse.
— Sai daqui Klaus.- Falei.
— Davina, não.- Mantive o olhar no dela.- Eles não estavam brincando.
— Sobre o que?- Questionei.
— Eu gosto de você. Eu amo você. Será que não percebeu?- Perguntei.
— O que? E você simplesmente resolve contar hoje?- Questionei.
Ela não reagiu do jeito que pensei.- Não estava conseguindo me segurar mais e hoje você me deixou doido demais para pensar direito.
— Você nem reagiu a nada, Klaus. Não vem com mentiras. Por favor, saia daqui.- Disse.
— Mentiras? Acha que eu estou mentindo?- Me levantei com um misto de vergonha e mágoa.- Boa noite.- Sai dali completamente arrependido de ter falado alguma coisa.
— Mentiroso sim.- Disse para mim mesma e me levantei, trancando a porta. Me ajeitei na cama novamente e tentei dormir.
Fiquei rolando na cama, me perguntando porque ela tinha achado aquilo. Ela me conhecia o suficiente para saber que não mentiria assim, ainda mais para ela. Talvez não a conhecesse tão bem quanto achava. Pela manhã sai mais cedo para não encontra-la. Acho que cavaria um buraco para me esconder na minha vergonha.
Quando me acordei, liguei para o porteiro lá embaixo e perguntei se Klaus tinha saído, ele disse que sim. Então, sai do quarto, tomei um banho, coloquei um roupão, fiz café, arrumei uma bandeja e voltei ao quarto. Tranquei a porta novamente e mandei uma mensagem para Stefan dizendo para ele vir aqui para casa que ficaríamos no meu quarto vendo algum filme. Expliquei que não estava no humor para sair. Me ajeitei na cama e comecei a comer.
Passei o dia na Universidade e era evidente que eu não estava bem. Eu pensava nela, todas as conversas que já tínhamos tido e que não merecia ter recebido uma reação daquela. Fui para casa já a noitinha, comprei comida para jantar, apesar de não ter tido fome o dia todo e quando sai do elevador me deparei com Stefan na minha porta, a beijando. Foi como ser atingido várias vezes por uma faca, várias facas. Me mantive firme e entrei em casa, indo direto para o meu quarto e me trancando lá.
Sorri.- Então boa noite Stefan.
— Boa noite Dav.- Disse.
Ele pegou o elevador e esperei a porta se fechar. Entrei em casa e fui para meu quarto.
A cena se repetia na minha cabeça e aquilo me corroía. Como ela podia não acreditar em mim e estar ai beijando ele? Bebi mais da garrafa que tinha no quarto e fui até o dela. Tinha que tirar a limpo.- Davina.
— O que você quer?- Questionei.
— Falar com você.- Disse.
— Então fale.- Disse.
— Porque? Porque você que me conhece melhor que qualquer um, não acredita em mim?- Questionei.
— Porque eu sei que não gosta e nem sente nada a mais por mim. Eu tirei a prova. Só isso?- Perguntei.
— Tirou a prova? Como pode dizer isso? Pode perguntar a qualquer um dos que estão a nossa volta, eles sabem, mas parece que você não quer acreditar. Na verdade nem sei porque eu confessei tudo. Droga, como eu queria que você soubesse tudo. Mas no fundo sabia que você não sentia nada por mim. Só que pensei no que Enzo falou. Não queria deixar outro ter você, parece que não adiantou nada. Você não quer e nem vai querer nada comigo mesmo. Também porque iria?- Questionei.
— Você que não sabe nada sobre mim pelo jeito, então cala a boca antes de falar o que não sabe. Agora se você veio aqui para ficar discutindo, por favor, saia. Eu vou sair desse apartamento amanha, não precisa se incomodar.- Disse.
Cheguei junto dela, a prensando contra parede.- Eu estou errado? Me diz sobre o que? Ou sou mentiroso nisso também?
— Você anda bebendo?- Olhei a garrafa na mão dele.
— Me desculpe se tive que beber algo para não matar o cara que vi a mulher que amo, opa, não posso falar isso que ela não gosta, beijando.- Disse.
— Você fica impossível assim. É melhor você ir tomar um banho gelado, tomar café e ir dormir.- Disse.
— E fazer o que, hã? Ficar mais uma noite rolando na cama, pensando em como te convencer que estou falando a verdade? Eu querendo me bater por ter feito exatamente o que não queria? Estragar o que tínhamos? Claro eu tive que pensar; não, a Dav me conhece, se eu falar tudo logo vai ser como eu pensei, afinal, ela me conhece. É praticamente a mulher da minha vida.- Disse.
— Desculpe se te decepcionei então, Klaus. Pelo jeito não sou a pessoa que você conhece.- Fui até minha mochila e comecei a colocar algumas roupas.
— Aonde você vai?- Perguntei.
— Dormir fora.- Disse.
— Você não vai a lugar nenhum.- Falei.
— Se você está tão incomodado com a minha presença, eu vou sim.- Disse.
— Pode ficar a vontade, eu saio.- Sai do quarto dela, peguei as chaves do meu carro e sai.
Suspirei.- Idiota.- Guardei tudo que precisava na mochila e sai da casa. Peguei um táxi e fui para a casa dos meus pais.
Ela não ia acreditar em mim, pelo visto nunca e estava puta comigo. Droga, droga, para que eu fui abrir a merda da minha boca? Peguei a garrafa para beber mais um pouco quando um outro carro atravessou e me fechou, para desviar virei o volante. Senti que ia bater e só consegui pensar em Davina me olhando e chamando de mentiroso.
POV Davina.
Me acordei com o meu telefone tocando e era a mãe do Klaus dizendo que ele sofreu um acidente. Suspirei. Como eu disse, idiota. Nem parecia que era adulto e sabia o que estava fazendo. Desliguei e disse que ia ir para lá. Se não fosse, além de fama de incompreensiva, falsa e sei lá eu mais o que, ia ficar com fama de sem coração. Me vesti e fui para lá.
— Dav.- Kol veio para junto de mim.
— Eu nunca pensei que diria isso, mas meu "melhor amigo" virou o tipo de pessoa que eu chamo de imbecis.- Disse.
— Eu ainda não entendi o que houve com vocês.- Kol disse.
— Nada.- Disse.
— Bem, teve. Ele se declarou, não foi?- Kol perguntou.
— Não. Ele mentiu, descaradamente como se fosse respirar.- Disse.
— Mentiu? Do que?- Kol questionou.
— Ah Kol, esquece.- Disse.
— A única coisa que eu sei, é que ele te ama. Todo mundo sabe disso. Bem, menos você sabia.- Kol disse.
— Você também não, Kol. Eu não quero falar disso.- Disse.
— Vai entender vocês. Eu achando que você seria minha cunhada.- Ele disse.
Suspirei.- Se você não para, eu saio. Com licença.- Sai dali.
Depois de alguns minutos, Kol veio até mim.
— Achei você.- Ele se sentou ao meu lado.
— O que foi?- Perguntei.
— Os médicos deram notícias.- Ele disse.
— E ai?- Questionei.
— Estado grave. UTI.- Ele disse.
— Ele vai ficar bem Kol, não se preocupe.- Disse.
— Eu espero. Sei que ele é forte, mas...- Ele suspirou.- Ele nunca contou tudo sobre a gente, contou?
— Olha Kol, eu não quero o mal dele e quero mesmo que ele fique bom. Mas eu não quero falar sobre ele, ok? Eu não estou de bem com ele, então eu agradeceria se você não falasse nisso.- Disse.
— Tudo bem.- Ele se calou.
— Obrigada.- Disse.
POV Misto. (Kol e Davina.)
Ficamos por ali mesmo, esperando mais notícias e depois de algumas horas entramos novamente. Klaus ainda estava na UTI e nos preocupava a falta de melhora.- Dav, você não quer ir em casa?- Cheguei junto dela com um café.
— Na verdade eu tenho que ir para faculdade. Se faltar mais vou perder a bolsa.- Disse.
— Tudo bem.- Olhei o médico vindo.- Será que alguma coisa mudou?
— Melhor você ir lá.- Disse.
— Vem junto.- A puxei.- Algo novo?
— Sim. Vamos tira-lo da UTI.- O médico disse.
— Que bom então.- Disse.
— E quem é Davina?- O médico perguntou.
— Sou eu.- Respondi.
— Mesmo desacordado ele chama por você. Se a família permitir, depois você pode entrar para vê-lo.- Ele falou.
— Melhor não.- Disse.
— Isso é com vocês. Quando ele estiver no quarto avisaremos para visita-los.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
— Eu vou ligar para minha mãe e avisar. Ela foi em casa tomar banho, já volto.- Disse.
— Eu já estou indo. Então até outro dia.- Falei.
— Não vai visitar ele?- Questionei.
— Eu não quero ver a cara dele nem pintada de ouro, achei que já tivesse entendido isso.- Disse.
— Eu que não vou me meter nisso.- Falei.
— Ótimo. Tchau.- Peguei minha bolsa e sai dali.
POV Misto. (Davina e Klaus.)
Acordei no hospital e depois de algum tempo me lembrei do que tinha acontecido. Queria ver Davina, mas Kol disse que ela não queria me ver. Tinha que sair do hospital primeiro, me aquietei para me recuperar. Quando fui liberado, fiquei uns dias na minha mãe e depois voltei para casa. Ela não estava lá. Suspirei. Eu tinha que decidir se ia continuar tentando ou desistir. Bem mais magoado, humilhado do que estou não dá para ficar, então não custa tentar. Mandei um buque de flores para ela e escrevi um cartão; "Caso ainda se importe, estou vivo. Precisamos conversar. Sei que sente minha falta tanto como sinto a sua. Apareça ou me liga. E mesmo que ainda não acredite; amo você. Meu coração, mesmo quebrado, ainda é seu. Klaus."
Estava saindo para a faculdade quando recebi umas flores com um cartão. Meu Deus, ele não consegue parar de mentir e dizer que está magoado? Ele que resolveu destruir nossa amizade me tratando como uma qualquer. Ah, vai tomar banho também. Coloquei as flores dentro de casa e fui para a faculdade. Ele conseguia me estressar com essas mentiras fajutas.
Esperei um dia inteiro, dois e ela não respondeu. Que merda Davina, deixa de ser cabeça dura. No terceiro dia esperei ela na saída da aula dela.
Parei quando o vi.- Pensei que tinha que ficar em repouso absoluto.- Continuei a andar.
— Tive que quebrar. Não vai me olhar nunca mais?- Questionei.
— Vamos refazer seus passos; você primeiro é meu amigo, meu melhor amigo, depois você entra no meu quarto me agarra e diz que me ama e acha que eu tenho que reagir como aquelas mulheres idiotas de filme romântico, como se eu já soubesse a minha vida toda que você só estava esperando aquele dia, aquela hora para dizer que me ama loucamente, depois sai furioso porque eu não reagi como você queria, porque isso foi muito normal e nada mimado da sua parte, depois bebe e depois age como um bêbado idiota. Me diz os motivos que tenho para olhar na sua cara?- Questionei irritada.
— Você não me querer, eu posso entender. Mas eu quero saber é porque me chama de mentiroso? Por que acha que eu mentiria para você assim?- Questionei.
— Não interessa como eu sei que você está mentindo, o que interessa é que eu sei. Pelo menos agora a Bonnie cala a boca quando a esse assunto.- Disse.
— Não, tem alguma coisa ai. Você não acharia que estou mentindo para você assim. Foi alguma coisa que fiz ou falei? Deus Davina, me fala o que eu fiz para te deixar tão irritada?- Questionei.
— Você está mentindo, é isso que você esta fazendo.- Disse.
— Sobre o que? Me diz no que em todo nosso tempo junto vale mais do que eu ter falado tudo que eu já disse?- Questionei.
Suspirei e balancei a cabeça. Ele nunca vai parar com esse jogo dele.- Nada Klaus, esquece isso. Agora é melhor você voltar para a sua casa e descansar. Não devia estar fora da cama.
— Deus Davina, para, por favor.- Peguei na mão dela e a fiz olhar para mim.- Se você não acredita, me deixa te provar então.
— E como você quer provar isso?- Perguntei.
— Se você deixar, eu faço. Porque não sei o que é isso que você está me acusando, mas eu sei que posso te fazer mudar de opinião.- Disse.
— Eu não estou te acusando de nada. Você não tem obrigação de nada. Estaríamos de bem se você não tivesse começado a mentir. Isso já é demais.- Disse.
Estávamos sozinhos e eu estava ficando nervoso já.- Dav, por que você está assim, você não vai me dizer nunca? Eu esperava você me rejeitar de todos os tipos, mas por mentir, eu não faço ideia. Eu quero você, desejo você a muito tempo. Sabia que te amava e queria falar com você, mas estava com medo disso, te perder assim. Eu sei disso desde que você teve aquele encontro com Matt e que me doeu ver você ir, não era só ciúme de amigo. Depois eu olhava você e só em estar com você me deixava feliz. Não adianta eu olhar para outra mulher porque nelas eu procuro o que gosto em você. Puta merda, naquele dia que encontrei você na cozinha... Mais um pouco e você via como me excitava te ver daquele jeito e ainda bem que não entrou no meu quarto, se não teria me flagrado tendo que resolver. Aquele stripper, merda, eu nunca tive que me controlar tanto para não demostrar o quanto excitado fiquei para os outros não verem e abrirem a boca de vez, contando tudo a você.- Respirei fundo, a minha cabeça estava doendo, mas não me importava.- Ver você com Stefan me matou, me descompensou mais do que eu já estava, por isso acabei fazendo merda, não pensava direito. Falei com você de um jeito que não devia, me perdoe por isso.
Suspirei.- Você não me perdeu Klaus, eu só queria que você colocasse nossa amizade em primeiro lugar. Mas você não o fez e o jeito que me tratou só mostrou que ela não é forte como eu pensei que era.
— Não é forte? Como pode dizer isso? Sabe o que eu queria? Voltar atrás e continuar a me convencer que era melhor continuar só amigos do que tentar algo. Mas agora eu não posso mais e estraguei a melhor coisa que tinha na minha vida. Você não tem nenhum motivo para querer algo comigo, eu entendo isso. Me perdoe por ter feito as coisas assim, da pior maneira. Me perdoe também por ter achado que estava te tratando como uma qualquer, nunca faria isso. Tem todo direito de se afastar de mim, eu só queria entender, mas melhor deixar assim.-Soltei a mão e o rosto dela. Era pior do que a outra vez, que a tal namorada me humilhou.
Suspirei.- Tudo bem se você não quer seguir me vendo, eu entendo. Eu já falei com o dono do prédio e expliquei tudo a ele. Continuarei a dar minha parte porque não quero que você entre em apuros por causa de dinheiro. E como eu não estarei por lá, chame o Kol. Não é bom ficar sozinho. Eu também vou trancar a universidade porque parece que agora todos aqui me olham torto por sua causa, então é o melhor a se fazer. Mas mesmo assim, se precisar de alguma coisa, você me liga.
— Eu não quero ficar te vendo? Acabou mesmo de ouvir tudo que disse? Não te ver é a última coisa que eu quero.- Disse.
— Não é o que parece, já que não quer minha amizade e fica dizendo que eu quebrei seu coração, te machuquei e tudo mais. Então não sou uma boa companhia para você e sim uma bem péssima.- Disse.
— Que parte disse que não quero sua amizade? Não lembro de tais palavras.- Falei.
— Então você está ficando gagá.- Disse.
— Deve ser a idade ou por ter batido a cabeça.- Falei.
— Bem provável.- Disse.
— Sério, me perdoa e vamos esquecer essas semanas. Apaga-las seria o melhor.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Suspirei aliviado. Tendo-a pelo menos assim, poderia suportar.- Obrigado.
— Não tem que agradecer.- Disse.
— Agora vou para casa, antes que minha cabeça exploda.- Falei.
— Tudo bem. Se cuida.- Disse.
— Você vai para casa?- Perguntei.
— Hã... sim, vou.- Disse.
— Tá, nos vemos lá então.- Eu não sabia o quanto podia me aproximar, então só sorri e fui embora.
Suspirei e fui para uma sorveteria mais próxima. Eu não sei porque, mas precisava de uma dose enorme de diabetes. Eu me sentia incrivelmente mal, não exatamente por ele, também por ele, mas não é isso. É que eu me iludi, de verdade. E agora até esquecer isso vai ser difícil. Bonnie sempre falava que ele gostava de mim, e eu sempre dizia que não, mas no fundo sempre desejei que fosse de verdade. Ai aconteceu o que aconteceu na cozinha e eu realmente gostei do olhar dele, ai teve a conversa com a Bonnie e ai eu resolvi tirar a bendita prova. É como se fosse tivesse um hambúrguer em mãos e alguém pegar ele. Ai eu cai na realidade de novo e ai ele tinha que ir no meu quarto e falar o que falou. Poderia ter poupado tantas coisas. Bem, pelo menos agora eu sei de três coisas. Primeiro; não sou sexy. Segundo; sou péssima em stripper. Terceiro; nem Klaus e nem nenhum dos outros gostam de mim ou me desejam. O que quer dizer, que se um dia voltar tudo ao normal, não tenho que me preocupar em passar a impressão errada. Mas se alguém me pedir um conselho de o que fazer quando você acha que seu melhor amigo está gostando de você e você dele; não tire provas. É melhor morrer na dúvida. Depois de comer o sorvete, comprei um milkshake e fui para o apartamento.
Acordei com o barulho da porta. Olhei e era ela, mas continuei deitado.- Hey.
— Hey.- Disse.
— Não demorou.- Disse.
— Pois é. Bem, vou tomar um banho.- Falei.
— Tá, eu vou ficar por aqui.- Disse.
— Ok.- Fui para o quarto.
Me ajeitei no sofá. Os remédios que estava tomando me deixavam enjoado, mas ficaria quieto. Sabia que esses dias seriam estranhos até voltarem ao normal. Como eu me seguraria para não beija-la. Lembrar daqueles lábios nos meus eram a única lembrança boa de todos aqueles dias.
Alguns dias passaram e acho que tudo voltava ao normal, mas não éramos mais tão íntimos como antes. Era um pouco frustante, mas fazer o que? Era sábado a noite e eu estava sozinha em casa, sentada no sofá, enrolada no edredom, vendo TV e comendo brigadeiro.
Entrava em casa.- Tá, eu já cheguei. Tchau.- Desligava o celular.- Brigadeiro de novo?
— Sim.- Disse.
— Vai ficar diabética.- Me sentei no sofá.
— Não faz mal.- Disse.
— Se você acha. Que calor está lá fora.- Tirei a camisa.
— Graças a Deus temos ar condicionado, porque ai posso ficar enrolada no edredom.- Disse.
— Você ama esse edredom.- Falei.
— Demais.- Falei.
— Tem um pouco desse doce para mim?- Questionei.
— Claro.- Lhe entreguei a panela.- Vou pegar uma colher limpa.
— Não precisa.- Tomei a dela e comi.
— Tudo bem.- Me ajeitei no sofá.- Como está?
— Melhor. Sem dor, pelo menos.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Chega de remédio, ainda bem.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— Agora é correr atrás das aulas que perdi e pronto.- Disse.
— Você vai conseguir.- Falei.
— E eu sei que se precisar, você me ajuda.- Me deitei no colo dela.
— Hã...- Acariciei o cabelo dele.- Claro que sim.
— Que bom. E as suas como estão?- Perguntei.
— Normal.- Disse.
— Estamos indo até que bem, né? Lembra quando ficamos preocupados por causa das matérias?- Questionei.
Sorri.- Sim, estamos.
Mesmo tentando, eu não conseguia não observar seu sorriso, seu corpo que eu me lembrava muito bem dos detalhes e seu perfume que me fazia a desejar mais ainda.- Vamos na praia amanhã?
— Claro.- Disse.
— Que bom. Porque senão daqui a pouco vão me confundir com um pote de requeijão ambulante.- Disse.
Ri.- Branco é a sua cor, então não se preocupe.
— E você tá precisando, o seu bronze tá saindo.- Disse.
— É, mas não sei se quero pegar mais sol.- Falei.
— Porque?- Questionei.
— Porque não tenho que exibi-lo para ninguém.- Disse.
— E eu? Sempre elogiei seu bronzeado.- Falei.
Ri.- Estou falando de namorado e eu não tenho nenhum, então... tem coisas que não sou obrigada a fazer para ficar bonita.
— Então vai parar de se depilar, fazer as unhas e o cabelo?- Fiz cara de espanto.
Fiz cara de nojo.- Claro que não! Principalmente me depilar, isso é higiene. Mas por exemplo, eu não preciso estar com as unhas feitas todo mês se não quiser e não preciso me matar para meu cabelo estar sempre bom.
— Bem, mesmo assim não vai deixar de estar linda.- Disse.
— Nem sempre eu estou.- Falei.
— Até quando acorda toda bagunçada, de mal humor e babada, está sim.- Disse.
— Que nojo, Klaus.- Disse.
— É verdade. Sua cara amassada é linda.- Falei.
— É nada.- Disse.
— Vou tirar uma foto então.- Falei.
Ri.- Melhor não.
Ri.- Já eu tenho que me vigiar, se não fico horrível.
— Fica nada.- Disse.
— Chegando no estado que já cheguei, se me visse, teria outra opnião.- Disse.
— Acho que não.- Disse.
Percebi depois o que tinha quase falado, ainda bem que ela não se ligou.- Mas mesmo assim vamos na praia.
— Tudo bem.- Disse.
— Ótimo.- Relaxei ali e prestei atenção no filme que ela via. Ótimo. A procura da felicidade. Engoli em seco com o que ele me lembrava.
— Quer pipoca?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Ok.- Falei.
Peguei na mão dela que estava em cima de mim e fiquei aproveitando os momentos de toque.
O olhei e balancei a cabeça. Era melhor não lembrar o passado. Acariciava delicadamente os cabelos dele.
— O seu toque é tão bom, assim eu durmo.- Disse.
— Pode dormir.- Disse.
— Não. Prefiro aproveitar a sua companhia.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Aguentava aquelas cenas e quando fechei os olhos, era como se revivesse tudo.
— Você está bem?- Perguntei.
Abri os olhos. Percebi que estava ofegante e apertava a mão dela.- Me desculpa.- Me levantei.- Vou subir.
— Hã... tudo bem. Eu te chamo para o jantar.- Disse.
— Tá.- Subi e me joguei na cama, era só respirar fundo e esquecer.
Achei estranha a reação dele, mas não ia me meter. Até porque se fosse eu, não ia querer que alguém se metesse. Terminei de olhar o filme e fui para meu quarto.
Não fui jantar e fiquei rolando na cama. Não conseguia dormir, precisava de algo que me fizesse pensar em outras coisa. Já sei. Me levantei e fui ao quarto da Davina, entrando debaixo do edredom dela.
Levei um susto quando vi ele.- Meu Deus. O que foi? Está tudo bem?
— Me deixa dormir aqui?- Perguntei.
O olhei.- Claro. Você está bem?
Acenei que sim e me deitei.
— Você não parece bem.- Disse.
— Não, só pensando em coisas do passado, que deveriam ficar lá.- Disse.
— Ah sim, tudo bem. Só não dá bola se eu te derrubar da cama.- Ri.
Ri.- Tudo bem.
— Quer fazer alguma antes de dormir?- Perguntei.
— Não, só tentar dormir.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Passei o braço pela cintura dela e deixei meu rosto em seu pescoço. Assim eu conseguiria ficar melhor.
Acariciava os cabelos dele e tentava entender o porque ele estava assim.
O toque dela me acalmava e relaxava. Podia sentir o sono chegar e algo me lembrou que estava no lugar que sempre quis.
Beijei os cabelos dele e continuava acariciando-os.
O sono chegou e cai nele tranquilamente. Não podia me sentir melhor, estava com a mulher que amava. E melhor, ela me amava também. Sorri com isso. Minhas mãos corriam seu corpo e isso me deixava excitado.
Levei um susto quando as mãos dele começaram a se mexer pelo meu corpo. O olhei. Ele ainda dormia, podia sentir isso e sentir outras coisas também, o que era estranho.
Ela sorria para mim e me chamava.- Davina.- Sorri quando pronunciei seu nome.
Ah meu Deus. O pior de tudo? É que ele estava literalmente grudado em mim como um polvo. Ok, não era tão ruim, mas com certeza era muito estranho.
Era incrível estar com ela, mas alguma coisa mudou, eu não era como agora, era diferente, como antes. Maltratado, sujo. Mesmo assim ela sorriu e me tocou, me amava. Relaxei.- Eu te amo também.- Era tão bom. Não podia estar mais feliz.
Ai Deus. Era melhor acorda-lo.- Klaus.- O chamei.
— Está cedo amor.- Me agarrei mais nela.
— Klaus, acorda.- Falei perto do ouvido dele.
Fiz como ela pediu e sorri.- Hey, o que foi?
— Você estava sonhando.- Disse.
— Sonha...- Nos olhei e pensei em tudo, mas não precisei muito, meu corpo me entregava.- Oh Deus, me desculpa, eu...- Não tinha muito como me defender. Só me afastei e me sentei, puxando um travesseiro para colocar no meu colo.
— Está tudo bem, não se preocupe.- Disse.
— Só me perdoa.- Me levantei e fui para o banheiro. Eu deveria estar vermelho, não, roxo de vergonha. Liguei o chuveiro no gelado e tomei um banho.
— Hã...- Nem deu tempo de eu falar, mas tudo bem. Não conseguia entender ele, mas acho que isso era algo impossível.
Me acalmei. Depois de tudo de semanas atrás, não sabia como encara-la com algo assim. Prometi que não faria nada relacionado a termos algo e agora ela me acorda excitado e a tocando. Respirei fundo e voltei a me deitar.
— Hã...- Era estranho falar alguma coisa sobre isso.- Está melhor?
— Não. Prometi uma coisa para você e meu inconsciente me sacaneia.- Disse.
— Não só ele.- Disse.
— Ah, eu fiquei que nem um adolescente descontrolado.- Baixei minha cabeça.-Coisa que sempre me orgulhei, não passar por esse constrangimento.
— Tudo bem. Se te faz sentir melhor, eu esqueço isso e nunca mais tocamos no assunto.- Disse.
— Faz do jeito que te deixar menos tocada. Ah, sei lá. A maneira que você me desculpar melhor.- Disse.
— E quem disse que estou brava?- Questionei.
— Não está?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Que bom então.- Disse.
— Sim.- Falei.
— Bem, pode dormir. Não vou acordar mais você.- Disse.
— Mas eu nem dormi.- Disse.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Me desculpe por isso então.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Me resta retribuir, vem cá.- Falei.
— Como?- Perguntei.
— Encosta aqui.- Disse.
— Ok.- Me encostei nele.
— Agora dorme.- Falei.
— Não estou com sono.- Disse.
— Milagre.- Falei.
— Você pode dormir se quiser.- Disse.
— Melhor não.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
Tocava o braço dela de leve e pensava naquele sonho. Porque isso tá me perseguindo agora?
— Não quer falar sobre isso?- Questionei.
— No que eu poderia me defender?- Perguntei.
— Não, sobre o que você sente. Conversar melhor sobre isso.- Disse.
— Acho que recebi de diversas formas a sua opinião sobre isso.- Falei.
Suspirei.- Tudo bem então.
— A não ser que sua opinião tenha mudado em algo.- Disse.
— Só queria conversar, nos entendermos e tudo mais, mas você não quer. Então deixa.- Disse.
— Só não quero briga.- Falei.
— Tudo bem, deixa. Melhor eu dormir mesmo.- Disse.
— Davina, eu não comentei uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Me desculpe pelo meu comportamento no geral. Eu não sei o que me deu, pareci uma criança. Tinha razão na raiva que ficou.- Disse.
— Pode ser, mas eu não gostei que ficamos de mal.- Falei.
— Eu meti os pés pelas mãos e estraguei qualquer e mínima chance que tinha, se tinha.- Disse.
— Você tinha.- Suspirei.- Tem. E não é minima.
Parei e fechei os olhos.- Eu sou um imbecil mesmo.
Pelo jeito ele não entendeu o que disse, talvez fosse melhor.- Você não é.
— Sou sim. Se tivesse conversado com você direito assim, não tinha arrumado problema. E eu estaria sendo o homem mais feliz por ouvir isso. Só queria ser merecedor disso agora.- Disse.
— Tudo bem Klaus, não quero discutir isso.- Disse.
— Ah, quer saber? Foda-se, não vou dar um de babaca se culpando.- Sorri.- Não é mínima?
— Nossa, você muda rápido.- Disse.
— Se quiser que eu volte a sessão adolescente arrependido, posso voltar.- Falei.
— Não, tudo bem.- Ri.- Só não quero que mude seu jeito de pensar e como está se sentindo por mim. Eu te machuquei e você deixou bem claro isso, e isso nunca vai mudar.
— Dav, por favor desconsidere as coisas que disse. Bem, a maioria, estava confuso, falando sem pensar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Não sei porque, mas estava com esperanças agora.- Você não respondeu. Muitas?
Sorri.- Sim, muitas.
— Agora eu posso dizer que sou um cara mais feliz.- Disse.
Sorri.- Que bom.
Beijei os cabelos dela e sorri.
Acariciava a barriga dele e ficava pensando o que exatamente estava imposto ali. Amizade ou algo a mais. Eu não tinha entendido nada.
— E tenho que contar uma coisa.- Disse.
— Diga.- Disse.
— É sobre o meu passado. Você não conhece ele todo. Por ele que mais cedo não estava bem.- Falei.
— Fale então.- Disse.
Suspirei.- Que eu e Kol somos adotados você sabe, certo?
— Sim.- Disse.
— Então, nossos pais morreram quando eu tinha 11 e ele 9, e éramos só nós, então fomos mandados para um abrigo.- Disse.
— Isso eu imaginei.- Disse.
— Só que não ficamos lá, fomos enviados depois para uma dessas casas de custódia. E era melhor termos ficado onde estávamos, porque naquela casa passamos o inferno.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Aquele lugar era ruim. Eles maltratavam todos lá, castigos e todas essas coisas.- Disse.
— Nossa, sinto muito.- Beijei delicadamente na barriga dele, onde alcancei.- E como saíram de lá?
— Eu consegui dar um jeito de fugirmos.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— Sim, em parte. Porque ai fomos para a rua.- Disse.
— É, deve ter sido horrível.- Disse.
— Ficamos meses na rua e eu tinha que conseguir coisas para nós, principalmente comida. As vezes conseguia dinheiro, as vezes...- Engoli em seco.
— Roubava?- Questionei.
Acenei.
Suspirei.- Sinto muito por isso.
— Eu me odeio por isso, meus pais não me ensinaram isso, mas eu não podia deixar Kol com fome.- Disse.
— Eu sei amor. Você fez porque precisava. Não te julgaria por isso.- Falei.
— Não?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Obrigado. Deveria ter sabido que você agiria assim, você é diferente da maioria.- Disse.
Me apoiei nos cotovelos e o olhei.- Eu nunca te julgaria por isso. Antes de qualquer coisa somos amigos e espero que isso continue mesmo que nos tornemos outra coisa. Se isso acontecer, claro.
— Não coloque esse "se". E me desculpe, é que eu já passei por essa situação e foi o que eu temia. Mas não vai, sempre sobrevivemos a tudo.- Disse.
Sorri.- Sim, somos.
— Só para finalizar. Um dia um policial me pegou e me seguiu. E pegou eu e Kol nos levando para a delegacia. Mas depois de um bom tempo lá e ouvir a gente, eu vi ele falando com alguém e olhando para a gente. Depois venho uma moça.- Sorri.- Minha mãe sempre foi boa conosco e levou a gente para a casa dela.
— Tenho certeza que sim.- Disse.
— Ai fomos ficando. Meu pai conseguiu que não me dessem ficha, eles conseguiram os papéis e nos mudamos, começando uma vida nova, todos juntos.- Disse.
— Fico feliz por isso.- Disse.
— E eu fiquei mais ainda quando conheci minha vizinha.- Falei.
— Sua namorada na época era bem mais bonita.- Disse.
— Não lembre dela. Foi ela que, bem, não entendeu como você.- Falei.
— Cada um reage de um jeito.- Disse.
— Bem, acusar de marginal adotado não é algo saudável para um relacionamento.- Disse.
— Com certeza não.- Falei.
— Bem, chega de histórias.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Agora dorme que amanha temos um dia de praia.- Falei.
— Você também.- Disse.
— Eu posso voltar para meu sonho.- Disse.
— E foi tão ruim assim?- Questionei.
— O que?- Perguntei.
— O sonho.- Disse.
— Não, estava ótimo.- Falei.
— Menos mal.- Disse.
— Era com você, como podia ser ruim?- Questionei.
— Não sei. Mas bem, nos sonhos geralmente as pessoas são como a gente quer, então não deve ter sido tão ruim.- Disse.
— Não, foi ótimo.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Bocejei.- Agora vamos dormir.
— Vamos.- Nos ajeitamos na cama e logo adormecemos.
Eu não sabia descrever como era bom acordar e ter ela assim, debruçada sobre mim. Sorri.- Dav.
Me mexi e abri os olhos.- Sim?
— Se quisermos aproveitar bem a praia, temos que levantar.- Disse.
— Tudo bem. Vou me arrumar.- Me levantei.
— Vamos levar algo ou comprar lá?- Questionei.
— Acho que comprar lá.- Disse.
— Ok então, vou me aprontar e fazer café.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Então vou descendo.- Levantei e desci.
Tirei a roupa e peguei um biquíni, colocando. Coloquei uma saída de banho e terminei de me arrumar, logo descendo.
Coloquei uma sunga, bermuda e camiseta. Peguei os óculos e desci. Coloquei um café para mim.- Vamos para qual?- Perguntei ainda de costas. Fazia bacon e ovos.
— A que fica mais próxima de nós.- Disse.
— Tudo bem. Vai querer?- Coloquei o meu no prato.
— Claro.- Fui até a cafeteira e me servi de café.
Botei o dela para fazer e comecei a comer o meu. A observava; como ela podia estar tão gostosa?
Me sentei em cima do balcão e tomei do café.- Não vai chamar mais ninguém?
— Não. Somos só nós.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Terminei.- Prontinho love.- Botei o dela.
— Obrigada.- Comecei a comer.
— Está bom?- Perguntei.
— Está ótimo.- Disse.
— Pegou o protetor? Não quero você se ardendo.- Disse.
— Peguei sim, não se preocupe.- Disse.
— Que bom, mas você fica linda vermelhinha.- Falei.
— Só nas partes que sou naturalmente vermelha.- Disse debochando e bebendo do café.
— Essas são sempre boas.- Disse.
— Se você diz.- Falei.
— Eu sei que são e você deve superar as expectativas.- Disse.
— Isso eu já não sei.- Disse.
— Eu tenho certeza que sim.- Falei.
Ri.- Ok então.- Desci do balcão e lavei a louça que tinha usado.
— Isso que eu chamo de bela visão da manha.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Suas pernas. Ainda não é a minha favorita, mas a segunda.- Disse.
— E qual a primeira?- Questionei.
— Da sua bunda.- Disse.
— Quer dizer que você gosta de bundas, então?- Perguntei divertida.
— Sim. E a sua.- Sorri.
Sorri.- Que bom então.
— Vou botar as coisas no carro.- Disse.
— Ok.- Falei.
Sai, peguei as coisas, coloquei no carro e a esperei. Ela não demorou e seguimos para a praia. Chegando lá, tirei a camiseta e me sentei na canga que ela trouxe.
Me sentei junto com ele, entre as pernas dele.- Me passa o protetor?- Entreguei a ele.
— Claro.- Afastei o cabelo dela, coloquei um pouco na mão e comecei a passar. Estava mais massageando que só espalhando.
— É lindo aqui, não é?- Questionei.
— Sim, adoro mar.- Disse.
— Eu também.- Falei.
Descia as mãos pelas costas dela e rondava a sua cintura. Meu rosto estava próximo do seu pescoço e roçava meu nariz ali.
Me arrepiava com o que ele fazia, principalmente com a sua respiração.
Beijei ali de leve.- Mais alguns lugar?
— Sim. Nas pernas e no colo.- Disse.
— Então se vira.- Disse.
— Ok.- Me virei.
Ela ficou praticamente no meu colo e não me importava já que a praia estava meio vazia. Comecei pelos ombros dela e fui chegando mais no colo. Como não tinha ninguém nos olhando, não evitei de tocar nos seios dela.
Sorri.- Você é bem espertinho, né?
— Eles também precisam de proteção ou não?- Questionei.
— Claro que sim. Não quero câncer neles.- Disse.
— Muito menos eu.- Me cheguei para ter espaço de continuar e passar na barriga dela também.
Ri e deixei que ele passasse.
Passei bem até a barra do biquíni. Ainda bem que estava de bermuda ainda, porque ela assim estava me excitando.
O olhei e sorri pelo olhar dele.- Que olhar é esse?
— De quem está gostando muito do que tá fazendo.- Disse.
Sorri.- Que bom. Quer picolé?
— Quero.- Disse.
Chamei o vendedor que passava.- Quer de quê?
Ri.- Coco.
— Ok.- Pedi o dele e o meu de morango. Paguei, abri o meu e comi.
— Na verdade não era esse que eu queria.- Disse.
— Não?- Perguntei.
— Não. Mas não posso falar qual sabor queria.- Disse.
— Diga.- Falei.
— Quer mesmo saber?- Questionei.
— Sim.- Disse.
Afastei o cabelo dela e cheguei em seu ouvido.- O seu.- Disse e mordi ali de leve.
Me arrepiei com o que ele fez e sorri.- E você pode tê-lo.- Rocei delicadamente meus lábios nos dele, logo chupando meu picolé novamente.
— Posso?- Limpei minhas mãos e peguei o picolé.
Sorri.- Sim.
— Vou aguardar ansiosamente.- Olhei para ela e passei minha língua pelo picolé.
Sorri e mordi meu lábio inferior. Me ajeitei entre as pernas dele e me escorei em seu peito.
Ela estava super sexy e o melhor que aquilo era para mim. Terminamos o picolé e lavei as mãos.- Pronto. Agora posso continuar.
— Tudo bem.- Disse.
Coloquei um pouco nas mãos e que pernas eram aquelas que eu tocava?Durinha, mas gostosas de pegar. Fazia do joelho para cima, mas sempre esbarrava no sexo dela.
Sorri, um pouco corada. Mesmo sendo Klaus, minha falta de experiência nesse assunto sempre iria me assombrar.- Sua mão é bem esperta, né?
— Um pouco. Ela está empolgada.- Disse.
— E com o que?- Perguntei.
— Em tocar o que a tempos ela queria. Se deita.- Disse.
— Ok.- Me deitei.
Espalhei ali e conforme passava, apertava a bunda dela.
Me arrepiei pelo que ele fazia e corada também.
Como eu tampava a visão do corpo dela deitado, deixei meus dedos tocarem a sua intimidade por cima da calcinha.
Me assustei com o toque intimo demais.- Klaus, é melhor não fazer isso.
— Por que?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Hã... Tudo bem.- Terminei de passar onde faltava e parei.- Pronto.
— Obrigada.- Me levantei do chão e me sentei na cadeira.
Limpei minhas mãos e tomei um pouco d'água. Depois do acidente não estava bebendo ainda. Uma cicatriz perto do ombro me lembrava do porque.
O resto do dia passou normal e agradável. Quando era quase hora de almoço fomos para casa. Comemos alguma coisa e eu fui para o meu quarto tomar um banho.
Tomei banho e voltei para a sala de bermuda apenas, estava quente. Sabia que tinha passado do limite com ela, então tinha dado uma maneirada. Mas ao lembrar da gente na água, eu a segurando, seu corpo sexy com o meu, não tinha como não sorrir.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Sai do banho, me arrumei, peguei minhas coisas da faculdade que tinha que fazer e fui para a sala.
— Querida, é domingo, descansa.- Disse.
Ri.- Até parece. E ai eu chego amanha sem os três trabalhos e a redação.
— Nossa e eu vou ficar abandonado aqui?- Questionei.
— Não, eu estou aqui.- Disse.
— Está ocupada e não quero te atrapalhar.- Falei.
— Não atrapalha.- Disse.
— Se você diz.- Me deitei mudando os canais.
Ajeitei as coisas e comecei a fazer.
Olhava ela; prestava atenção em sua boca, nunca quis beijar tanto alguém, sentir dessa vez os lábios dela nos meus com ela desejando, retribuindo o beijo.
O olhei.- Tudo bem?
— Tudo.- Não, eu quero você aqui no meu colo, eu podendo te beijar e te tocar livremente. Você me deixou ter o gostinho e eu quero mais.
— Ok, tudo bem.- Voltei ao que fazia.
Ela continuou e eu não prestava atenção se não em outra coisa. Não me aguentei mais e fui para o lado dela no outro sofá.
— O que foi?- Perguntei.
— Eu não aguento mais assim Dav.- Toquei o rosto dela.
O olhei.- Assim como?
— Esperando para fazer isso.- A beijei.
Mesmo pega de surpresa, retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Ela não recuou ou me bateu, isso era bom já.
Como ele não seguiu o beijo e eu não sabia direito dessas coisas, então parei o beijo.
Sorri.- Você não me afastou, nem me bateu.
— Porque o faria?- Perguntei.
— Trauma, mas eu quero mais.- A beijei de novo.
Retribui o beijo novamente.
Ela beijava gostoso e eu explorava a boca dela. Sabia que iria querer aquela boca sempre.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
Trouxe ela mais para perto de mim e minha mão estava na base dos seus cabelos.
Minha mão descia pela lateral do pescoço dele e a outra acariciava sua nuca.
Me deixei debruçar sobre ela e o corpo dela ficava perfeito junto ao meu. Era como se ela tivesse sido feita para mim.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e minha perna na sua cintura.
No automático minha mão foi em sua perna, a apertando. Eu adorava aquelas coxas.
Minha mão descia pelas suas costas e a outra pelo seu abdômen. Ele com certeza é perfeito.
Não queria parar, mas meu corpo pedia pelo ar e ela também. Fui parando aos poucos.
Sorri quando o beijo parou e toquei seu rosto.- Tenho que te contar uma coisa. Não é nada de importante, como o que você me contou ontem, mas é algo que você deve saber.
— O que?- Mesmo ofegante, beijava seu pescoço.
— Eu sou virgem.- Disse.
A olhei.- Eu suspeitava, mas porque até agora?
— Porque eu não encontrei o cara certo até agora.- Disse.
— Oh sim.- Cheguei um pouco para o lado para ficarmos os dois deitados.- E o que esse cara tem que ter?
— Para tirar minha virgindade? O básico mesmo.- Ri.- Estou brincando. Ele tem que ser você, só isso.
Se eu fosse um cara de idade, tinha infartado. Sorri.- Tem certeza disso?
Sorri.- Sim.
A beijei de leve.- Quando você estiver pronta, eu estarei aqui para você, para nós.
— Tudo bem.- Me aconcheguei no peito dele.- Como foi a sua primeira vez?
— Bagunçada. Eu ansioso, meio nervoso.- Disse.
— Eu não quero que pareça rude o que vou perguntar, mas vou perguntar mesmo assim. Sua primeira vez foi quando você estava na rua ou foi com a sua namorada aquela?- Questionei.
— Com aquela namorada. Amor, eu sai da rua com 13 e a preocupação de onde ficar e o que comer para mim e meu irmão ocupava toda a minha mente.- Disse.
— Menos mal então. Mas eu conheço garotos que perderam a virgindade com 12.- Disse.
— Isso são os que não tinham preocupações.- Falei.
— Eu sei. Desculpe pela pergunta idiota.- Disse.
— Não é idiota. E para completar, não foi tão perfeito assim. Vontade demais, gozei muito rápido.- Ri.- Ok, aquela vez foi um desastre. Por isso comecei a treinar controle.
— Eu imagino. Mas se para você foi bom, é o que conta.- Disse.
— Olhando assim, sim.- Disse.
— Que bom.- Falei.
— E eu prometo fazer a sua o melhor possível.- Disse.
— Você não tem obrigação de nada.- Disse.
— Eu sei disso. Mas eu desejo que seja assim.- Falei.
— Tudo bem. Eu sei que vai ser.- Disse.
Beijei ela de novo.- Isso significa que estamos juntos?
— Sim, estamos.- Disse.
Sorri e a beijei novamente. Não podia estar mais feliz. Duas semanas se seguiram e agora eu estava fazendo tudo direito. Se ela como amiga era boa, como namorada era melhor ainda. Tínhamos ido ao cinema e depois lanchamos antes de vir para casa. Restava a melhor parte da noite, o amasso. Sim, amasso. Eu disse e estou fazendo, esperando o sinal verde dela.
Entramos em casa.- Vou ir tomar um banho.
— Já? Não vai não.- A puxei para mais um beijo, ou melhor, continuando o que estávamos no elevador.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Eu já estava a bastante tempo sem sexo, então me excitava fácil. Estava tendo que usar meu controle máximo para ela não perceber e ficar sem jeito.
Minha mão descia pelo seu abdômen e a outra se entrelaçava no seu cabelo.
Me encostei na parede e a colava mais em mim. Minha mão corria nas suas costas e ora acariciava em seu pescoço.
Parei o beijo e o peguei pela mão.- Aqui não é confortável.- O puxei, levando para a sala. Ainda era um caso, qual quarto escolher.
— Acho que sei um mais confortável ainda.- Em vez de cair no sofá, a levei para o quarto dela. Sempre percebia que ela ficava mais a vontade.- Precisamos de um quarto nosso.
— E qual?- Perguntei.
— Sei que prefere o seu.- Disse.
— Não exatamente. Os quartos são iguais.- Disse.
— Depois vemos isso.- Me sentei na beirada da cama e a puxei para meu colo, a beijando.
Retribui o beijo novamente e acariciava seus cabelos.
Minha mão entrava por debaixo do vestido dela e apertava com gosto por ali, a outra estava na base do seu cabelo, acariciando sua nuca.
Me arrepiei pelo que ele fazia e minha mão descia pelo seu peito, começando a abrir sua camisa.
Camisa? Ela queria ir mais longe hoje, mas eu não me importava, me virava depois.
Parei o que fazia quando o senti parar. Parei o beijo e o olhei.- Tudo bem?
— Demais.- Beijei o pescoço dela.
— Você parou.- Disse.
— Me surpreendi com seu avanço, mas não foi por mal.- Disse.
— Ah, tudo bem então.- Voltei a beija-lo e deixei a camisa como estava. Eu estava errada em achar que devia tomar alguma iniciativa. Era melhor deixar com ele, assim não errava.
Parei e a olhei.- Meu amor, faça o que quiser, não precisa parar.- Sorri e pisquei para ela.- Você fica mais sexy ainda assim.
— Tudo bem.- Disse.
Voltei a atenção para o pescoço dela e beijava ali sorrindo, vendo como ela se arrepiava.
Eu nunca ia entender porque minha pele era tão sensível a barba dele, mas é bom.
— Você se arrepia fácil.- Disse.
— Eu sei, é um problema que tenho que ver com uma dermatologista.- Disse.
— Eu acho que não.- Falei junto ao ouvido dela e depois fui descendo a boca pelo ombro dela, descendo a alça.
— Porém pode ser um problema sério, tenho que ver.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Ok.- Disse.
— Dav, eu preciso saber. Vamos continuar?- Questionei.
— Eu não sei. Sempre achei que essas coisas tem que acontecer do nada, naturalmente. Coisas planejadas perdem a magia, eu acho.- Disse.
— Não é planejada. É que tenho que pegar as camisinhas no meu quarto.- Falei.
— Tudo bem.- Disse.
A coloquei na cama e rápido fui no meu quarto. Peguei uns pacotes e voltei.-Pronto. Se precisarmos, ela estarão aqui e eu não vou precisar sair correndo pelado pela casa.
Ri.- Tudo bem.
— Onde estávamos? Ah, você no meu colo.- Me sentei e a coloquei de volta. Voltei ao seu pescoço, já que não sabia se podia tocar além.
Continuei me arrepiando pelos beijos e pelo contato da barba dele na minha pele.
O vestido dela tinha uns botões, a olhei pedindo permissão em abri-los.
— Fique a vontade.- Disse.
Comecei a abri-los e pude deixar a outra alça cair. A admirei.
Sorri.- Não me olhe assim que eu fico corada.
— Vai ter que se acostumar porque você é gostosa pra cacete.- Disse.
— Existem melhores.- Falei.
— Para mim não.- Toquei o seio dela.- Delícia.
Suspirei pesadamente.- Que bom que gosta então.
— Não precisa se preocupar nisso.- Nos virei e a deitei na cama.
— Toda mulher se preocupa.- Disse.
— Com uma beleza dessa é desnecessário.- Falei.
— Não é para tanto.- Disse.
— Para mim é.- Voltei a beija-la. Agora que sabia que ia, não precisava ir com tanto cuidado. Deixava minha mão mais livre.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.
Deixava o beijo lento, mas sem deixar de ser sexy e apertei o seio dela; era bom tê-los na mão.
Suspirei pesadamente no beijo, mas voltava a beija-lo. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.
Achei o fecho e o abri, deixando aqueles peitos maravilhosos livres. Quebrei o beijo e tomei um deles com a boca.
Gemi e suspirei pesadamente ao que ele fez. A barba dele continuava a me arrepiar.
— Seus peitos são uma delícia.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
Tirei o resto do vestido e a olhei só de calcinha. Se já não estivesse duro, tinha ficado instantaneamente.
Mordi meu lábio inferior pelo olhar dele e o puxei para um beijo.
Eu já não estava tendo tanto controle e ela me provocava. Como eu tinha conseguido até agora? Não sei, mas a espera acabou. Minha mão deslizou a lateral da calcinha dela e a puxei, parando o beijo e a deixando nua.
Ainda era estranho e novo ficar nua na frente de alguém. Principalmente de um homem. Mas sabia que estava sendo com o homem certo.
Tirei minha camisa e minha calça. Voltei a me debruçar sobre ela e a beijei.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do seu pescoço.
Mesmo separados pela minha cueca, o encostar do meu membro no sexo dela me arrepiou e me fez gemer no beijo.
Desci meus lábios pelo maxilar dele e comecei a tirar a cueca dele.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Como assim?- Questionei.
— Só quero saber de você, amor.- Me arrepiava o que ela fazia.
— Está tudo bem sim.- Disse.
— Sua boca também é bem esperta. Me excitando mais.- Falei.
Sorri.- Se é que isso é possível.- Terminei de tirar a cueca dele.
— Sempre é.- Disse.
— Então temos que ter cuidado.- Disse.
— Prefiro não ter e cair em tentação.- Disse.
Sorri.- E eu também prefiro ver você assim. Então estamos quites.
— Perfeito.- Inclinei o pescoço e deixei que ela continuasse.
Beijava delicadamente o pescoço dele e minha mão acariciava o abdômen dele.
Gemi baixinho e levei a mão dela mais abaixo, ai não pude me conter tanto.
Continuei tocando-o e beijava seu pescoço, descendo para seu peito.
Ao contrário do que falei, teria que me conter. Estava com um tesão acumulado e se deixasse ela continuar me tocando, eu gozaria logo e eu queria fazer isso dentro dela.
Subi meus lábios até seu ouvido.- Quer que eu coloque o preservativo em você?
— Quero.- Minha voz saiu rouca.
— Ok.- Peguei um preservativo, abri e comecei a colocar nele.
Os toques dela foram mais uma vez perfeitos e quando ela terminou, fiquei entre suas pernas e deixei que meu membro roçasse nela.
Suspirei pesadamente pelo contato e o beijei novamente.
Passei a mão na intimidade dela.- Você está tão molhada.
— Efeito seu e para você.- Disse contra os lábios dele.
Aproximei da entrada dela.- Então você está me desejando assim?
— Ainda duvida?- Perguntei sorrindo.
Introduzi um dedo nela devagar.- Melhor do que saber é sentir.
Suspirei pesadamente.- E eu pensei que você estava com pressa.
— E estou, mas gosto de sentir você de todas as formas.- Disse.
Ri.- Tudo bem.
— Mas eu quero você logo.- Tirei a mão e me posicionei melhor.
Sorri e o beijei novamente.
Comecei a entrar nela devagar e tentava me conter para não machuca-la.
O inicio, como imaginei, doeu muito, mas não era insuportável.
Parei para ela relaxar e a beijei.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Deixei as minhas mãos a tocarem onde a faria relaxar e a olhei quando o beijo parou.- Melhor?
Assenti.- Sim.
Sorri e me coloquei mais dentro dela. A sensação não podia ser mais perfeita.
A dor começava a sumir e uma sensação bem melhor tomava seu lugar. O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
Senti que podia ir mais rápido e fundo, e eu o fiz. Sabia que estar com a Davina seria bom, mas estava muito melhor do que imaginei.
Gemi contra os lábios dele, mas voltava a beija-lo.
Ouvir o gemido dela me excitava, olha-la agora me excitava. Ou seja, ela me deixava num estado de tesão o tempo inteiro. Não sabia se ela me amava como homem, mas eu tinha certeza que a amava. Ela ainda não tinha dito que me amava, como estamos agora.
Desci meus lábios pelo maxilar e pescoço dele. Minha mão descia pela suas costas.
— Dav, você é gostosa.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Eu que agradeço, ou melhor, me delicio.- Disse.
Sorri.- E você pode aproveitar sempre, já que sempre serei sua.- Lhe beijei delicadamente.
— Sempre?- Diminui o ritmo e a olhei, tirando umas mechas suadas do seu rosto.- Promete? Promete que não vai mais me deixar?
— Prometo. Nunca mais vou te deixar. Estarei do seu lado sempre, porque eu te amo desde sempre.- Disse.
Sorri e nunca tinha me sentido tão bem. A beijei.- Eu também te amo.- E voltei a me movimentar com o prazer misto a felicidade correndo meu corpo.
Descia meus lábios pelo seu maxilar e pelo seu pescoço. Minha mão descia pelas suas costas e a outra pelo seu abdômen.
Aumentava o ritmo e sentia a cama balançar com a gente.- Será que ela aguenta?
— Espero que sim.- Ri.
— Eu também.- Voltei a minha atenção total a ela e sentia o orgasmo chegar, mas segurava para ela chegar junto.
— Amor, você não tem que segurar.- Lhe dei um selinho.
— Eu quero você comigo.- Disse.
— É minha primeira vez Klaus, isso quase nunca acontece. Não se preocupe.- Disse.
Acenei e voltei a beija-la, e após intensificar, gozei.
Sorri e o beijei delicadamente.- Eu te amo.
Sorri e me deixei descansar sobre ela.
Acariciava os cabelos dele delicadamente. Ele era tão doce e gentil, me doía pensar que já sofreu tanto.
— Assim vai me fazer dormir.- Disse.
— Pode dormir. Eu te acordo quando o jantar estiver pronto.- Disse.
— Isso vai ser difícil comigo em cima de você.- Falei.
— É só você deitar no lado.- Disse.
— Eu sei.- Ri e sai de dentro dela com cuidado. Fui no banheiro, tirei o preservativo, tomei um banho rápido e voltei ainda nu. Deitei ao lado dela, me aconchegando de novo.
Deixei ele se aconchegar e acariciava seus cabelos.
— Eu gosto disso. Não se ofenda, mas lembra a minha mãe. Não a Esther, a Clarice.- Disse.
— Tudo bem, não me ofendo. E fico feliz.- Disse.
Sorri.- Ela me fazia dormir assim.
Sorri.- É um jeito bem eficaz.
— Com certeza. Eu nunca te mostrei eles, né?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Onde está meu celular? Estava no meu bolso.- Disse.
— Aqui.- Peguei no criado mudo e alcancei a ele.
Mexi procurando.- Quando nossos pais nos adotaram, eles conseguiram que um advogado reavesse algumas das nossas coisas e alguns álbuns eram um deles. Achei.-Ampliei a foto que estava eu, Kol, meu pai e mãe.
Sorri.- Eles eram lindos.
— Eu tinha que puxar a beleza de algum lugar.- Disse.
Ri.- Com certeza.
Olhei a foto. Não tinha um dia que não sentia saudades deles.
Beijei os cabelos dele.- Você um dia vai ser um ótimo pai.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Porque é o que eu acho.- Disse.
— Se for como meus dois pais, estarei bem.- Falei.
— Você vai ser bom por si só.- Disse.
— Quanta confiança em mim.- Disse.
— Muita.- Falei.
— Eu gosto disso. Só não quero te decepcionar.- Disse.
— Não vai.- Disse.
— Agora eu tenho que falar com seus pais, né?- Questionei.
— Porque?- Perguntei.
— Não é o que namorados fazem?- Questionei.
Ri.- Tudo bem, pode ir sim.
— Ótimo. Seu pai gosta mesmo de mim, né? Não vai me botar para correr?- Questionei.
— Ele ama você tanto quanto eu amo.- Sorri.
— Isso é bom então.- Disse.
— Sim, é.- Falei.
Rimos e ficamos por ali. Aquela noite foi só o começo de muitas e que vida incrível eu tinha com ela. Tínhamos brigas como todo mundo, mas sempre voltávamos. Hoje fazem três anos que estamos namorando e agora estou terminando de me arrumar, é a última festa aqui, nossa festa de formatura. A formatura oficial é amanhã. Bati na porta do quarto.- Dav, vamos.
— Tudo bem, vamos.- Disse.
Abri a porta e nossa. Mesmo a anos ainda ficava entorpecido com a beleza dela.
— Tudo bem?- Perguntei.
— Você está linda e gostosa demais.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Peguei ela pela mão e rodei.- Minha linda.
— Eu estou normal, Klaus. Não é para tanto.- Disse.
— Você e seu problema com elogios.- Ela estava com os cabelos soltos, um vestido preto, um pouco justo nos lugares certos e algumas pequenas joias, mas ainda está faltando a principal. Segurei a mão dela, olhando ali.
— O que foi?- Perguntei.
Beijei ali e me ajoelhei. A meses que vinha pensado nisso. Vamos ver se dá certo.- Meu amor.- Suspirei.
— O que você está fazendo?- Perguntei.
Peguei a caixinha no meu bolso e abri.- Você sabe que eu te amo e que esses anos foram os melhores da minha vida. E quero que eles continuem assim e muito melhores até o fim das nossas vidas. E para isso quero ter tudo com você, seguindo de onde estamos e indo para onde eu posso te chamar de minha mulher. Davina, você quer se casar comigo e me tornar um homem mais feliz do que já sou?
Sorri.- Sim, eu quero. Mas se levanta, não gosto de ninguém ajoelhado.
Ri e me levantei. A abracei e depois beijei. Eu imaginava que ela ia aceitar, mas nunca se sabe.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Quebrei o beijo.- Eu te amo.
— Eu também te amo.- Disse.
— Futura senhora Mikaelson.- Falei.
Sorri.- Sim.
Coloquei o anel no dedo dela.- Gostou?
— Sim, é perfeito.- Disse.
— Como você.- Disse.
— Não mesmo.- Falei.
— Eu sabia que ia reagir assim.- Ri.
— Que bom que sabe então. Agora é melhor irmos.- Disse.
— Vamos que quero contar a todos que você é minha em mais um jeito.- Falei.
Ri.- Ok.
— Vamos.- Beijei a mão dela com o anel e saímos. Eu estava certo que era aquilo que eu queria. Quando comecei com a Dav, na verdade a ama-la, não achei que um dia poderíamos ter tudo isso e até nos casar. Mas agora isso é uma realidade e eu estou completo com isso. E pensar que isso começou comigo me apaixonando pela minha melhor amiga.
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