Liberty- One Shots
44 Capítulo 44- Jeremy & Davina.
Notas iniciais

POV Misto. (Jeremy e Davina.)
Estacionei meu carro no colégio e olhei no espelho; não estava mais tão ruim, só um curativo perto da sobrancelha. O que houve? Ah, eu entrei numa luta, mas não a toa, né? Sou lutador e faturo uma grana boa nisso. Mas hoje tinha uma coisa boa no meu dia; Davina. Ela tinha voltado de viagem e não a vi ainda. Encontrei o pessoal e conversávamos quando vi o carro do Kol parar. Não sei porque meu coração disparou ao ver a cascata castanha descer e se virar para minha direção.
Sorri quando vi Jer e corri até ele, me atirando em seus braços e o abraçando.- Jer!
— Dav!- A primeira coisa que senti foi seu perfume gostoso e depois em como era bom a ter comigo. E pensando em corpo, como tá gostosa.
Sorri.- Como eu senti sua falta.
Abraçava ela forte para ter certeza que ela estava ali.
— Uau Jer, você ficou forte.- Toquei no braço dele.- Eu sumo aqui.- Ri.
— É, andei me exercitando.- Disse.
— Eu percebi.- Falei.
— E você?- A rodei.- Como está gostosa.
Sorri.- Eu estou a mesma.
— Não está nada.- A olhei bem em cada parte.
Ri.- Seu tarado! Não pode me olhar com visão raio x.
— Bem que gostaria.- Disse.
Sorri.- E você não está namorando?
— O que? Não. Nenhuma garota é o suficiente para me prender, elas só querem meu corpinho.- Disse.
Ri.- Isso é até engraçado. Mas você bem que se aproveita também.
— Não vou atrás de ninguém que não me queira.- Disse.
— Tenho certeza que não.- Falei.
Algumas garotas passaram e mexeram comigo, não dei bola para elas.- Feliz em voltar para casa?
Sorri.- Sim. Incrivelmente feliz. Eu já estava morrendo dos Estados Unidos, da minha família e de você.
— Isso aqui ficou horrível sem você.- Falei.
— Não parece. Acho que você se distraiu bem com aquelas garotas.- Ri.- Você está fazendo sucesso mesmo.
— Ninguém nunca tomou ou vai tomar o seu lugar, então ficou horrível sim, considerando o quanto é importante.- Disse.
Sorri e beijei ele na bochecha.- Eu sei e amo você por isso.
— E você?- Perguntei.
— Eu o que?- Perguntei.
— Se distraiu?- Perguntei.
— Na medida do possível, afinal tinha que estudar também.- Disse.
— Isso é.- Disse.
— Não quer voltar para seus amigos? Não quero atrapalhar.- Falei.
— Eu estou indo para a aula, já vai começar. Nos vemos mais tarde?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Então até lá.- Falei.
— Até.- Sorri e sai dali.
Não acreditava, Davina de volta. Sorri e fui em direção a aula, mas eu não conseguia me controlar. Davina não me saia da cabeça. Aquele corpo, aquelas curvas, tudo estava me encantando.
Eu andei um pouco pelo colégio e encontrei algumas das minhas amigas. Bonnie, Caroline e Elena. As outras tinham se mudado ou trocado de colégio. Eu estava realmente feliz em encontra-las, mas não tinha como negar que eu estava com mais saudades do Jer. Eu e ele sempre fomos próximos. Ele está diferente, mas ao mesmo tempo está igual. As aulas passaram rápido. Deve ser porque estava animada por estar de volta. Quando o intervalo chegou, fui para a lancheria que tinha no colégio, peguei um café e um cookie e me sentei para comer.
— Só isso?- Perguntei.
— Não estou com muita fome.- Disse.
— Por que?- Questionei.
— Porque eu não como muito de manha.- Disse.
— Ah sim.- Coloquei meu prato com ovos e bacon na mesa.- Quer um pouco?
Olhei o prato dele.- Isso tudo é só para você?
— É.- Disse.
— Meu Deus. Você consegue comer tudo isso?- Perguntei.
— Gasto muita energia, tenho que recuperar.- Disse.
— Quando você casar, sua mulher terá sérios problemas para cozinhar.- Ri e bebi do café.
Engasguei.- Casar?
— Não pretende casar algum dia?- Questionei.
— Só se encontrasse "A" garota. Mas isso tá longe de acontecer.- Disse.
— E pelo que ouvi sobre você no colégio, não a encontrará no banheiro interditado do colégio.- Sorri.- Um conselho de melhor amiga. Pense com a cabeça de cima.- Comi do cookie.
— Acho que só você consegue pensar assim aqui. O resto são umas desmioladas que só querem a de baixo nelas.- Disse.
— E você gosta disso.- Falei.
— Dessa parte sim, mas faz falta alguém para conversar.- Disse.
— E eu estou aqui para isso.- Sorri.
— Agora sim, mas deve ter um monte de marmanjo atrás de você.- Disse.
Ri.- Na verdade não.
— Impossível.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque você é linda, gostosa e inteligente. Deveria haver uma fila.- Disse.
— Mas não há.- Disse.
— Um bando de viado.- Falei.
Ri.- Existem garotas mais interessantes.
— Mentira.- Disse.
— Jer, eu ainda nem fiz 18, não é como se eu estivesse desesperada para encontrar alguém.- Disse.
— Nenhum babaca te magoou, né?- Perguntei.
Sorri.- Não Jer, não se preocupe.
— Acho bom, se não quebraria ele.- Disse.
— Ainda bem que ele estaria na Alemanha.- Ri.
— Não se valha disso. Mas se diz que não teve, eu acredito.- Disse.
— Que bom.- Disse.
— Vai comer ou não?- Perguntei.
— Não, pode aproveitar. Eu fico com meu cookie.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
Comi um pedaço do cookie e bebi do café. Eu estava me sentindo um pouco diferente perto dele e não fazia ideia do porque. Olhei para os amigos deles.- Não quer ir ficar com eles? Tenho certeza que o assunto deles é mais interessante para você.
— Estou com muita saudade de você. Deles não.- Disse.
Sorri.- Então temos que pensar em um jeito de matar a saudade.
— Posso pensar em muitos.- Meu telefone tocou.- Espera ai.
— Ok.- Disse.
Era Enzo, amigo do irmão do Stefan, quem organizava as lutas, tinha uma hoje. Aceitei e desliguei.- Hoje a noite não vai dar.
— Ah, tudo bem. Não quero atrapalhar nada. E também tenho que ficar com meus pais e meus irmãos. Combinamos outro dia.- Disse.
Estava em duvida se devia contar a ela ou não. Ela ficaria louca comigo.- Qualquer coisa peça ao seu irmão para ir junto.
— É, eu acho que prefiro não frequentar os lugares que Kol frequenta. O gosto dele não é muito confiável.- Disse.
— Se for vai me ver.- Falei.
Sorri.- Eu sei. Mas eu acho que ainda é muito cedo para já pedir para meus pais para sair. Melhor esperar uma semana para isso. Mas igualmente eu te verei amanha.
— Tudo bem.- Disse.
Me levantei.- Bem, agora é melhor eu ir. Quero ajeitar algumas coisas das matérias antes da aula começar. Então até mais.
— Tá, eu tenho que falar com o pessoal sobre hoje.- Disse.
— Tudo bem. Até.- Peguei minhas coisas e sai dali.
Olhei ela ir; estava gostosa mesmo. Claro que não falei, mas sempre tive uma queda por ela. Mas ai ela viajou, fiquei com outras, mas era só sexo. Voltei ao meus amigos e todos ficaram animados com as lutas. No fundo desejei ter a Davina lá também.
O resto das aulas passaram rápido e logo estava em casa. Kol me falou qualquer coisa sobre essa "saída", mas mesmo que meus pais deixassem, eu não estava muito afim de ir. Eu não estava afim de ver o Jer se esfregando com várias garotas. E pode até ser ciúmes, mas acho que nesse caso é ciumes porque ele não pensaria duas vezes em me trocar por sexo. Como se eu não soubesse como a noite ia acabar para todos lá. E eu não gostava disso. Preferia a paz do meu quarto e passar a noite no computador, do que sendo esmagada em uma boate qualquer. Depois que tomei um banho e coloquei meu pijama, peguei o notebook e fiquei mexendo na internet mesmo.
Quando entrei na roda, ainda não tínhamos ringue, e vi Kol, não sei se foi decepção, mas sei lá, desanimei de ela não ter vindo. Mas tinha que me concentrar na luta. O cara era bom, mas eu era melhor. Ele me acertou, vou ficar dolorido uns dias, mas no final ganhei. O dinheiro seria bem empregado nas minhas coisas e na poupança para universidade. Até que teve uma garota gostosa me dando mole e peguei, mas não transei. Minha cabeça estava em outro lugar. Fui para casa, tomei banho e fui dormir. Agora tinha alguém que me fazia querer ir para o colégio.
Quando me acordei no outro dia, fui direto tomar um banho. O dia estava quente, não calor de morrer, mas um dia agradável. Coloquei uma saia jeans e uma blusa. Terminei de me arrumar e desci para tomar café. Quando terminei o café, eu e Kol fomos para o colégio. Chegamos lá e como ainda faltava um tempo para a aula começar, me sentei em um banco e fiquei lendo um livro que tinha levado.
— Bom dia coisa linda.- Disse.
Levantei meu olhar e sorri.- Hey Jer. Bom dia.
Tirei os óculos para ver ela melhor.- Você não foi ontem.
— Meu Deus.- Me levantei, colocando o livro no banco. Toquei o rosto dele que estava com hematomas.- O que aconteceu?
— Calma Dav.- Disse.
— Eu estou calma.- Falei.
— Não é nada demais.- Disse.
— Você não diria isso se fosse eu que aparecesse toda roxa.- Disse.
Alguns passaram e me cumprimentaram, retribui.- Dav, a gente tem que conversar.
— Estou percebendo. O que foi?- Perguntei.
Fiquei ao lado dela.- Estou assim porque ontem eu tive luta.
— Luta?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Você está me dizendo que luta?- Perguntei.
— Sim. E estou levantando uma grana boa.- Disse.
Suspirei. Está certo que eu não concordava com ele lutar e se machucar todo por isso, mas também não podia fazer nada a respeito disso.- Bem, então eu espero que dê tudo certo.
— Não vai surtar?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Então vai me ver na próxima? Vou ganhar para você.- Disse.
Sorri.- Sim, eu vou.
— Você é incrível, sabia?- Questionei.
— Não, eu não sou.- Disse.
— É sim.- Disse.
— Ok, vamos parar com isso.- Falei.
— Agora vamos que minha perna tá doendo.- Disse.
— Machucou ela?- Perguntei.
— Um pouco.- Disse.
— Então é melhor irmos para a sala e você ficar sentado.- Fomos andando até a sala de aula.
Sentei.- Odeio o dia seguinte.
— Eu também odiaria.- Disse.
— E fez o que ontem?- Perguntei.
— Fiquei em casa.- Disse.
— Que chato. E como era na Alemanha?- Perguntei.
— Ah, era ótimo.- Disse.
— Sério? Me parece tão formal.- Disse.
— Formal?- Perguntei.
— Sim. Eles sempre parecem frios.- Disse.
— Não, eles são legais.- Falei.
— E você ficou com alguém?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Um cara ué. Obviamente você não conhece.- Disse.
Não gostei de ouvir aquilo.- E ele fez algo mais?
— Algo mais?- Perguntei.
— É. Ele tocou em você?- Questionei.
— Bem, é meio impossível você se relacionar com uma pessoa sem tocar. Isso em qualquer tipo de relação.- Disse.
— Deixa. Também não é meu direito se meter assim.- Disse.
Ri.- Você pode pode perguntar diretamente Jer. Você quer saber se nós transamos, não é? E a resposta é não.
— O alemão não chegou junto foi?- Ri.- Bom saber.
— Não é assim. Ele só não era o cara certo.- Disse.
— Então está na espera ainda?- Perguntei.
— Sim.- Falei.
— Que bom.- Disse.
— Se você diz.- Falei.
— E em casa, tudo bem?- Perguntei.
— Sim, tudo bem.- Disse.
— Ah, não fala nada por ai. Meus pais não sabem.- Disse.
— Hã... tudo bem. Mas tem certeza que não é nada perigoso, não é?- Questionei.
— Até agora não.- Disse.
Suspirei.- Espero que continue assim.
— Não se preocupe.- Peguei na mão dela.
Olhei nossas mãos juntas e acariciei a dele. Os outros alunos começaram a chegar na sala.
Era gostoso ficar com ela assim, sua mão era tão macia.
Sorri.- É melhor nos ajeitarmos. O professor já vai chegar.- Me ajeitei na cadeira.
— Tá.- Me ajeitei também e voltei a atenção para o professor.
Não pude deixar de sentir uma coisa diferente ao sentir sua mão na minha. Mas eu tinha consciência de que eu não era o tipo de garota que ele gostaria, acho que é meio difícil eu ser o tipo de garota de qualquer um. Então era melhor eu impedir que esse sentimento cresça mais do que deve. Somos amigos e só devo estar afetada pela saudade. Fora que ele nem me olhou diferente, então nem devia ter criado esperanças. Suspirei. Estava certa, não ia deixar sentimento nenhum além da amizade aparecer. Isso iria passar com o decorrer das semanas.
Cheguei no ouvido dela.- Tem algum comprimido ai?
— Para que?- Perguntei.
— Dor. Esqueci de pegar o meu.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei o remédio na minha bolsa.- Tome.
— Obrigada amor.- Disse.
— De nada.- Falei.
— Deve achar que sou maluco.- Falei.
— Porque?- Perguntei.
— Entrar em algo assim.- Disse.
— Na verdade não. Eu quero que você seja feliz e se isso te deixa feliz, por mim tanto faz o que eu acho ou não.- Disse.
— Sabe o que ia me fazer feliz?- Perguntei.
— O que?- Questionei.
— Que você fosse no cinema comigo.- Disse.
Sorri.- Claro que eu vou.
— Mais tarde?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Ótimo.- Falei.
— Ok.- Sorri e voltei minha atenção para a aula.
O resto foi tranquilo e esperava que o cinema chegasse logo. Estava com uma ideia doida. Eu gostava dela e sabia que ela gostava um pouco de mim, então ia cair dentro. Esse cinema ia cair bem. Fui para casa e minha mãe fez o discurso de sempre, de não gostar dessas minhas aulas, mas ficou feliz por eu ir sair com a Dav. Tomei banho, me troquei e fiz os trabalhos. Agora tinha que ficar mais atento as notas. Quando acabei, sai para buscar ela.
Quando ele me mandou a mensagem que estava vindo, fui tomar um banho e logo sai. Coloquei um short jeans e uma blusa. Terminei de me arrumar e ele logo chegou. Saímos dali e fomos para o cinema.
— Quer ver o que?- Perguntei.
— Pode ser uma comédia.- Disse.
— Debi & Loide?- Questionei.
— Pode ser.- Disse.
— Então vamos.- Comprei as entradas e estávamos esperando a sala abrir. Via um cara olhando para Dav, não gostei.
Peguei uma pipoca e bebi do refri. Percebi Jer encarando um cara.- O que foi?
— Nada.- Passei o braço ao redor dela.
— Tudo bem.- Apoiei minha cabeça no ombro dele.
Esperava que ele tivesse entendido. Abriram e entramos, e logo nos sentamos. O tal sentou bem ao nosso lado. De um cinema vazio. Isso ia dar merda.
Cruzei minhas pernas e coloquei a pipoca no meu colo. Comi mais da pipoca.- Eu amo pipoca doce.
— Você ama qualquer coisa doce.- Disse.
Ri.- Verdade.
— Ninguém lá na Alemanha roubou meu lugar, não é?- Questionei.
— Claro que não seu bobo. Seu lugar é insubstituível.- Disse.
— E nunca vou perdê-lo? Por nada?- Questionei.
— Claro que não.- Disse.
— Bom saber.- Falei.
Sorri e voltei minha atenção ao filme. Ao mesmo tempo que eu sabia que era ele ali comigo, meu melhor amigo, eu o sentia tão distante. Parecíamos tão estranhos. Nossas conversas não duravam e sei lá, estava esquisito. Esperava que isso fosse só impressão minha.
Mantive o braço ao redor dela e era bom poder aperta-la, abraça-la assim. Será que não estou fazendo uma burrada e estragando o que tínhamos? Ríamos do filme e quando a olhava, adorava aquele sorriso mais que antes. Entrelacei a mão dela na minha e sorri.
Olhei nossas mãos e sorri também. Aconcheguei minha cabeça em seu peito e podia sentir seu perfume, assim como seus músculos e tenho que dizer, eram muitos. Podia entender porque as garotas corriam atrás dele. Mesmo que ache ridículo garotas correndo atrás de garotos.
Beijei o topo da cabeça dela e desejei a ter aqui mais vezes. Mas como o que sentia pela Dav tinha mudado assim? Vi o cara a devorando quando podia olhar e aquilo tava me irritando.
Senti o braço dele ficar mais firme na minha cintura e levantei meu olhar para ele.- Tudo bem?
— Aquele cara tá te secando desde lá de fora.- Disse.
Olhei para o cara perto da gente.- Deve ser impressão sua.
— Não é não.- Disse.
— Bem, então deixa ele olhar minhas pernas. Afinal não posso fazer nada a respeito e tira-las não é uma opção.- Disse.
— Elas são uma verdadeira tentação.- Disse.
Ri.- Então não podemos culpar o cara.
— Eu posso, ele não.- Falei.
— Ah, então quer dizer que você pode olhar, mas ele não?- Perguntei.
— Quero mais que só olhar, mas por enquanto tá bom.- Disse.
— Mais?- Perguntei.
— Hã... claro.- Disse.
Franzi o cenho.- Ok.
Voltamos a atenção ao filme e de repente ele levantou, e na hora de passar por nós, ele fingiu que tropeçou e se apoiou nela.- Cai fora.
— Jer, tudo bem.- Disse.
— Desculpa, eu tropecei.- O cara disse.
— Tudo bem.- Falei.
— Eu não te machuquei né?- O cara perguntou.
— Não, eu estou inteira.- Sorri.- Não se preocupe.
— Que bom, licença. Você é...?- Ele questionou.
— Davina.- Disse.
— Eu sou Chris.- Ele disse.
— Dá licença, estamos vendo filme.- Disse.
— Prazer Chris.- Falei.
— Tchau.- Ele saiu.
— Babaca.- Eu queria arrancar a cabeça dele fora, melhor as mãos para não tocar mais nela.
— Não foi nada demais, Jer. Ele só tropeçou.- Disse.
— Ah tá.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Que foi acidente.- Disse.
Suspirei.- Não esquenta. Vamos ver o filme.- Voltei a olhar o filme.
O resto do filme foi bom e saímos do cinema rindo.- Eles sempre serão bons.
— Com certeza.- Disse.
— Vamos comer?- Perguntei.
— Vamos.- Disse.
— Pizza?- Questionei.
— Pode ser.- Falei.
— Sei de uma pizzaria ótima.- Disse.
— Ok, então vamos.- Falei.
Fomos andando até a pizzaria e peguei na mão dela até lá.- Sei que vai gostar.
— Tenho certeza que sim.- Disse.
Entramos e sentamos.- Ah, fala sério!
— O que foi?- Perguntei.
— O babaca.- Disse.
— Jer, esquece ele.- Falei.
— Que não venha mexer com você.- Disse.
— Não vai.- Falei.
Fiz questão dela sentar no canto e eu na ponta.- A comida de lá era esquisita né?
— É bem gostosa até.- Disse.
— Sério?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Nossa, mas vamos a nossa boa e velha comida daqui.- Disse.
Ri.- Sim, vamos. E engordar também.
— Nem fala. Eu treinando e lutando tenho que comer muito, nem sei o que é engordar.- Disse.
— Já eu sei.- Ri.
— Não estou vendo nada.- Vi uma garçonete se aproximar com um refrigerante.- Não pedimos ainda.
— Eu sei. Aquele rapaz mandou para moça. Hã... Davina.- A garçonete disse.
— Hã... obrigada. Agradeça a ele.- Disse.
— Tudo bem.- Ela disse.
Olhei para ela.- Vai aceitar?
— Seria falta de educação.- Disse.
— Já já vai chama-lo para cá.- Falei.
— Eu não sou as vadias com quem você anda.- Disse.
— E o que isso tem a ver?- Perguntei.
— E dai que eu não vou chamar um cara para nossa mesa, se eu estou com você. Agora se eu quiser sair com ele, eu vou lá e pego o número dele e ligo para ele depois.- Disse.
— Você não vai sair com aquele cara.- Falei.
— Ah é? E porque?- Perguntei.
— Ele é um babaca.- Disse.
— Você não sabe e ele é bastante bonito e sexy.- Disse.
— Ah, para. Para ficar com um merda daquele é melhor ficar comigo, pelo menos me conhece.- Disse.
— Está se chamando de merda?- Perguntei.
— Não, que sou melhor que ele.- Disse.
— Bem, a unica diferença é que ele realmente parece estar gostando de mim. Pelo menos do que vê e já você tem várias garotas aos seus pés. Pode escolher o tipo que quiser.- Disse.
— Para você se trata disso? Tipo?- Questionei.
— Ah, eu não sei e nem quero saber. Vamos comer de uma vez.- Disse.
Pedi uma pizza, mas fiquei com uma coisa na cabeça. Para ela eu era um daqueles caras que só querem saber de vadias para transar, que não se apegam a ninguém.
A pizza chegou. Comemos, pagamos e fomos dar uma volta no shopping. Depois de darmos umas volta, nos dirigimos para o estacionamento.
— Vamos direto?- Perguntei.
— Acho que sim.- Disse.
— Tá.- Falei.
— Vamos então?- Questionei.
— Vam...- Comecei.
— Davina!- Chris chamou.
Me virei.- Sim?
— Está cedo ainda. Pensei de tomarmos alguma coisa.- Ele disse.
— Ela não vai, vamos.- Abri a porta.
— Hã...Chris, hoje não dá. Mas quem sabe outro dia?- Questionei.
— Outro dia? Tem certeza?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Está com pressa?- Ele perguntou.
— Não. Só que hoje estou passando o dia com ele.- Indiquei Jer.
— Ah, você merece mais do que perder seu tempo com um imbecil.- Ele disse.
Eu já estava doido para matar ele. Senti meu sangue esquentar.
— Ele não é um imbecil. Agora, por favor, é melhor você ir.- Disse.
— Você chegou agora para saber. Vem, vamos tomar um suco.- Ele disse.
Ele esticou a mão para ela e eu peguei.- Como é? Imbecil?
— Jer.- Toquei no braço dele.- Por favor, vamos embora.
— O que? Que você é um imbecil? Isso todos no colégio sabem. Só imbecil tem o passatempo que você tem.- Ele disse.
Só senti minha mão fechar e encontrar o rosto dele.
— Meu Deus, Jeremy!- Olhei para Chris caído no chão. Não me lembrava dele no colégio.- Você está bem?
— Estou.- Ele levava a mão ao rosto.- Tá ferrado.
— O que quer? Que eu tenha medo? Some daqui e fica longe dela.- Peguei ele pela blusa.
— Jer, larga ele. Daqui a pouco os seguranças aparecem.- Disse.
— Você se deu mal Jeremy. Se eu fosse você não ia a mais lutas, alguém pode abrir a boca.- Ele disse.
— Alguem tipo você? Se acontecer algo, sei que foi você e vou te caçar até o inferno. Agora some daqui!- O Empurrei e ele saiu cambaleando.
— Você ficou louco? Não precisava ter feito isso.- Disse.
— Ai dele chegar perto de você, vamos.- Falei.
— Você não vai ir dirigindo desse jeito. Me dá as chaves.- Disse.
— Que jeito? Eu estou bem.- Disse.
— Prefiro não arriscar nossas vidas. Me dá a chave.- Disse.
Entreguei a ela.- Não sei para que isso.
Entramos no carro e liguei, saindo dali.- Vou te deixar em casa e pego um táxi de lá.
— Não precisa, eu te levo.- Disse.
— Jer, você entrou em uma briga por algo estúpido.- Falei.
— Ele me chamou de imbecil e estava assanhado demais para cima de você muito de repente. Não era boa coisa.- Disse.
— Ai ontem você ainda me fica surpreso que ninguém tinha "dado em cima de mim". Com você espantando todo mundo, é ai que nunca vai acontecer mesmo.- Disse.
— Gostei da ideia.- Disse e olhava pela janela.
— É, mas eu não. Quem tem que gostar sou e não você ou qualquer outro. Então não se meta mais nisso.- Disse.
— Vai achando que vou deixar um idiota qualquer se aproximar.- Disse.
Suspirei e não demoramos a chegar na casa dele.- Pronto, está em casa.- Desci do carro.
— Entra. Tá estranho aqui fora.- Falei.
— Estranho?- Perguntei.
— É, vamos.- Disse.
— Ok.- Entrei com ele.
Entramos e vi meus pais na sala.- Estamos entrando.
— Entrem ué.- Jenna disse.
— Boa noite Davina.- Ric disse.
— Boa noite.- Disse.
— Vamos subir.- Me encaminhei para a escada.
— Tudo bem e você Jeremy, comporte-se. Não faça nada que seu pai não faria.- Jenna disse.
Ri.- Excelente ideia.
— Seu pai não é tão tarado quanto parece. Na verdade ele demorou duas semanas até tomar uma iniciativa. Foi cansativo esperar, sério.- Jenna disse divertida.
— Tadinha de você mãe.- Disse.
— Ei! E sabendo disso nem ouse fazer o mesmo.- Ric disse.
Ri.- Vocês são tão divertidos quanto me lembrava.
— Sentimos sua falta. Não aguentava mais o Jeremy reclamar.- Ric disse.
— Do que?- Perguntei.
— Sentindo sua falta.- Ric disse.
— Pai!- Exclamei.
— Ownn, que fofo.- Apertei as bochechas de Jer.- Por isso parece tão carente.
— Pois é, dê atenção a ele.- Ric disse.
Ri.- Pode deixar.
— Vem, vamos antes que piore.- A puxei escada a cima.
Subimos e entramos no quarto dele.- Então quer dizer que está com saudades? Tadinho de você.- Disse rindo e logo mordendo meu lábio inferior para não rir mais.
— Você ainda pergunta?- Questionei.
— Não, mas é engraçado. Conversamos todos os dias.- Sorri.- Mas eu entendo. Eu também estava morrendo de saudades.
— Desculpa ter perdido o controle.- Disse.
— Tudo bem.- Peguei na mão dele.- É bom ter alguém para nos defender.- Sorri e dei um beijo na bochecha dele.
Aquele beijo foi melhor do que pensei, do que deveria ser.- Te defenderei sempre Dav.
Sorri.- Eu sei. E esse é um dos vários motivos do porque eu te amo.
— Eu também amo você Dav, mais que devia.- Disse.
— Mais do que devia?- Perguntei.
Droga, eu não podia entregar assim.- Ah, esquece. Vamos fazer o que?
Olhei pela janela e já era noite. E nem tínhamos percebido, mas tinha começado a chover muito.- Podemos ver um filme.
— Pode ser.- Disse.
— Ok.- Falei.
— Liga para casa.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você não vai embora com esse tempo.- Disse.
— E eu ainda tenho roupa aqui?- Perguntei.
— Tem, mas se quiser pega uma blusa minha.- Disse.
— Ok. Mas e a calcinha? Acho que as que tem aqui não servem mais. E uma cueca sua seria estranho.- Ri.
— Por que? Pode pegar.- Disse.
— Jer, o negócio ia ficar sambando na minha cintura. Eu já sei.- Fui no guarda roupa dele e peguei a mochila que tinha minhas coisas. Realmente as calcinhas não iam servir, então peguei um short de pijama que hoje em dia ficaria como uma calcinha para mim. Peguei uma camisa dele também.- Vou tomar um banho antes de olharmos o filme então.
— Tá. Vou pegar um doce para gente.- Disse.
— Tudo bem.- Falei.
Ela foi para o banheiro e desci, fazendo um brigadeiro rápido e pegando um suco. Coloquei tudo na mesinha e subi. Quando fui pegar um travesseiro extra, a porta tava entreaberta e a vi sair do box. Puta que pariu.
Sai do box e peguei uma toalha para me secar. Como aqui não tinha secador, só sequei um pouco meu cabelo e depois penteei. Ele ainda estava úmido, claro. Coloquei o short que realmente ficou uma calcinha e coloquei por cima a camisa dele. A camisa ficava um pouco a baixo das minhas coxas. Pelo menos cobria o que tinha que cobrir realmente. Voltei ao quarto.
— Ficou bem em você.- Disse.
Ri.- Nem tanto.
— Só vou tomar banho rapidinho.- Disse.
— Ok.- Falei.
Fui e tentei relaxar na água quente, mas a visão dela tinha me deixado mais doido ainda. Eu estava desejando ela, eu queria ela. Sai da água e me enrolei na toalha. Alguns hematomas eram visíveis, mas tudo bem. Voltei ao quarto para pegar uma roupa.
Eu estava mexendo no meu celular quando ele saiu do banheiro. Ele tinha realmente mudado. Ele estava o dobro do que era. Agora eu entendia porque sumia no abraço dele. Mas em compensação, ele estava mais lindo do que era.
Coloquei uma cueca e tirei a toalha. Olhei ela.- O que foi?
— Nada.- Olhei para o brigadeiro.- Agora posso comer?
— Pode.- Disse.
Sorri.- Obrigada.- Peguei uma colher e comi.
Botei uma blusa e fui para a cama.- E vamos de que?
— Não sei. Está afim de ver o que?- Perguntei.
— Série?- Perguntei.
— Pode ser.- Respondi.
— Qual?- Questionei.
— Não faço ideia.- Disse.
— Supernatural?- Perguntei.
— Ótimo, pode ser.- Falei.
— Qual temporada?- Questionei.
— Quarta.- Disse.
— Minha favorita.- Falei.
— Minha também.- Disse.
Peguei o box e coloquei o DVD. Fui para a cama.- Essa e a quinta são as melhores.
— Com certeza.- Disse.
Passei o braço em torno dela e tomava o suco.
Era bom senti-lo assim, sempre foi. Comia do brigadeiro e olhava a série.
— Você vai passar mal assim.- Disse.
Ri.- Não seja tão inocente, Jer. Eu como chocolate por água.
— Minha formiga.- Beijei os cabelos dela.
Sorri.- Então, quando vai ser a próxima luta?
— Não sei, o Enzo que marca.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Vai apostar em mim?- Perguntei.
— Com toda a certeza. Vou até comprar uma roupa de torcida para ir.- Ri.
— Ai vai tirar minha atenção e ai vou perder.- Disse.
— Eu posso distrair o outro lutador e ai você ganha.- Falei.
— Não. Prefiro não usar você de cobaia.- Disse.
— E você nem precisa. Sei que ganha fácil.- Disse.
— Obrigado.- Falei.
— De nada.- Disse.
Assistíamos e ficamos falando sobre tudo o que acontecia nas cenas, era costume.- Dav, você não vai dar atenção aquele cara né?
— O Chris? Não. Mas também não vou enxota-lo se ele vier falar comigo.- Disse.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque não sou mal educada.- Disse.
— Ah tá.- Falei.
— Porque quer saber?- Perguntei.
— Por que me preocupo com você.- Disse.
— Meu julgamento para homens é muito bom, Jer. Não se preocupe.- Disse.
— Será mesmo? Será que não está deixando passar nada?- Olhei para ela.
— Tipo?- Perguntei.
— Se você não sabe, é porque não deve ter nada.- Disse.
— Eu não sou adivinha.- Disse.
— Tudo bem, deixa para lá.- Falei.
— Ok então.- Disse.
Deus, será que ela não via? Meu ciume, eu sempre querendo dizer algo, a maneira que eu a olhava? Droga Dav, não tá vendo que estou doidinho por você?- Cas sempre sendo uma figura.
Ri.- Verdade. Ele é tão fofinho.
— Ainda bem que não o tiraram.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Me dá um pouco desse doce.- Falei.
Peguei com uma colher e dei a ele.- Aqui.
Abri a boca e ela colocou, e me lambuzou um pouco.- Dav!
Ri.- Desculpe.- Limpei o doce com o dedo e lambi meu dedo.
Como ela conseguia ficar sexy só com isso? Me peguei prestando atenção na sua boca e nos detalhes do seu rosto.
Percebi o olhar dele e levantei o meu, o olhando também.
Toquei seu rosto. Estava tão perto de fazer algo que povoava minha mente a tempos.
Senti-me arrepiar com esse simples toque. Olhei sua mão no meu rosto, logo voltando meu olhar para ele novamente.
Eu me perdia naqueles olhos e percebia quanto queria ela comigo. Fomos assustados por um trovão, mas isso não fez acabar o momento.
Acariciava suavemente a mão dele que estava em meu rosto.
Dane-se o depois, acabei com a distância entre nós e a beijei.
Retribui o beijo e minha mão ainda estava junto da dele.
Ela não tinha me afastado, bom sinal. Não a ataquei beijando intensamente, deixei ir tranquilo e doce, como ela era, como aquela boca era.
Levei minha outra mão até sua nuca e acariciava ali.
A mão que não estava em seu rosto a trazia mais perto e sentia seu calor. Será que ela estava gostando de ter isso como eu?
Tirei delicadamente minha mão da dele e essa mão acariciava a lateral de seu pescoço.
Não imaginava que ela beijava tão gostoso. Davina pelo visto era boa em tudo que fazia.
Nunca imaginei estar beijando meu melhor amigo, mas pelo jeito em apenas dois dias de o ver pessoalmente novamente, acabei me apaixonando.
Precisava de ar e ela também, mas não queria me separar e foi pela necessidade que o fiz, ambos ficamos ofegantes.
Era melhor não falar nada, então somente deitei minha cabeça em seu peito para recuperar meu fôlego.
Fiz carinho nos seus cabelos. Me preocupei por ela ficar quieta, devia ter se arrependido.
Acariciava a mão dele que estava ali e sentia seu perfume. Sabia que era natural dele porque ele não gostava muito de usar perfume.
A luz deu uma piscada, indicio que faltaria.- Melhor pegar um lençol a mais para você, sempre sente frio.
— Você é quente suficiente.- Sorri.- A não ser que prefira não dormir abraçado.
— Querida, você não faz ideia do calor que posso te dar.- Disse.
— Ah é? Então me diga.- Disse.
— Não é algo que dê para dizer.- Falei.
— Não?- Questionei.
— Não. Só mostrar.- Disse.
— Então mostre.- Disse.
Sorri com o pedido dela e a beijei de novo.
Retribui o beijo novamente.
Agora ia mais forte, mais intenso. Estava com um tesão tão louco nela que se ela quisesse, transávamos agora mesmo.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali. Minha outra mão descia pelo seu peito.
Se o corpo dela era incrível de se ver, de tocar então nem se fala. Até por onde eu ia sentindo era gostoso demais.
Era perfeito sentir sua mão em mim e o mais fofo era que até agora ele só estava tocando em lugares "respeitosos". O que poderia ser alguma "ofensa" para outra garota, mas eu realmente achava fofo.
Sorri em como ela me respondia em tudo. Será que já vinha sentindo algo por mim ou era coisa de momento? Que não fosse, eu não ia ficar bem.
Quando o beijo acabou, lhe dei um selinho suave. Era perfeito sentir sua boca.
Quando fui olhar para ela, houve um braulho forte e a luz sumiu. Tínhamos ficado no escuro.
— Ai Deus.- Me agarrei nele. Eu morria de medo de escuro.
— O que foi?- Perguntei.
— Tenho medo de escuro.- Disse.
— Ah Dav, sério?- Questionei.
— Sim.- Disse.
A abracei.- Não tenha, está segura.
— Eu sei que sim.- Disse.
Tateei a vasilha e a coloquei na mesinha, nos ajeitando na cama.- Melhor agora?
— Com certeza.- Disse.
Decidi brincar com ela.- Acha que vão nos atacar?
— Claro! A gente nunca sabe o que tem no escuro.- Disse.
— Devo ter sal ou ferro puro por aqui.- Falei.
— Não seria uma má ideia.- Disse.
Ri. Essa era uma das coisas que mais gostava nela, sempre me fazia rir. Beijei seus cabelos.- Olha, se você ficar olhando aquela arvore por muito tempo vai ver ela se mexer.
— Alguém pode estar mexendo ela.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Não sei.- Disse.
— Você é uma comédia.- Falei.
— Eu sei.- Disse.
— Mas amo isso em você, ou melhor, tudo em você.- Disse.
Sorri.- Você é tão fofo.
— Ah não, fofo não.- Falei.
— Porque não?- Questionei.
— Porque não gosto.- Disse.
— Tudo bem, desculpe então.- Falei.
— É que é estranho, fofinho demais. Agora você eu posso chamar de fofa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— É sério que não ficou com ninguém?- Questionei.
— Você perguntando desse jeito vou sentir que tenho algum problema.- Disse.
— Não Dav, pelo contrário, acho super legal.- Falei.
— Sei.- Disse.
— É sim, com tantas garotas que saem dando a qualquer um ai, você se destaca pensando em você.- Disse.
— Não precisa fingir que você acha isso uma coisa legal, Jer. E também não quero falar disso.- Disse.
— Porque fingiria?- Perguntei.
— Eu já disse que não quero mais falar disso.- Disse.
— Tá.- Ela não comentava nada, será que seria bom a beijar de novo?— Tudo bem.
— É melhor dormirmos. Essa luz não vai voltar tão cedo mesmo.- Disse.
— Dormir? Tá tão bom assim.- A apertei mais.
Sorri.- Tudo bem então.
Não resisti e a beijei.
Retribui o beijo.
Estava reagindo diferente de qualquer outro beijo, não esperava sentir isso com ela, mas estava adorando.
Eu não sabia se me sentia honrada ou insultada por ele não tentar nada a mais comigo. Porque pelo que ouvi no colégio, ele não esperava dois minutos para tirar a roupa de uma garota. Resolvi me sentir honrada, mas claro que aquela duvida de ele não me querer e que com certeza eu tinha algo de errado, continuava ali.
Eu queria avançar, tirar aquela roupa dela, tê-la minha, mas fiquei receoso pela postura dela.
Parei o beijo delicadamente e lhe dei um selinho.- Agora é melhor mesmo dormimos. Temos que acordar cedo e já é de madrugada.
— Devo estar te dando sono então.- Disse.
Ri.- Claro que não. Mas hoje tivemos aula, acordei cedo e amanha temos que acordar de novo. Não quero ficar um zumbi.
— Difícil.- Disse.
— Nossa, obrigada.- Falei.
— Você é linda, Dav.- Disse.
— Você acabou de dizer que seria impossível eu não ficar um zumbi.- Falei.
— Não amor, quis dizer que seria impossível você ficar.- Disse.
— Ah sim, então tudo bem.- Disse.
— Agora dorme que não quero você amanha me xingando.- Falei.
Ri.- Tudo bem. Boa noite.
— Boa noite Dav.- Disse.
Nos ajeitamos na cama e eu logo peguei no sono.
Eu demorei mais a dormir, já que fiquei saboreando a sensação do corpo dela junto ao meu e como era bom. Refleti como tinha acontecido, afinal sempre fomos amigos desde crianças. Acho que foi depois de adolescente que de amizade foi virando amor e eu não tinha coragem de admitir para mim e para ela. Quando ela partiu, eu pirei para esquecê-la, mas quando ela voltou e a abracei, sabia que ainda a amava. Peguei no sono pensando nisso. Acordamos e fomos para o colégio, mas estava um clima estranho, acho que ela estava sem graça. Nos despedimos e mais uma vez beijei ela. Acho que aquilo quebrou um pouco o gelo. Assim foram todos aqueles dias, gostava cada vez mais de estar com ela, sempre como imaginei. Na sexta teve luta e fui mais uma vez. Encontrei ela do lado de fora.- Você veio.
— Claro que sim. Não perderia por nada.- Disse.
— Será que vai me dar sorte?- Perguntei.
Sorri.- Eu espero que sim.
— Eu tenho que ir, torce para mim.- A beijei e entrei.
Sorri e entrei também. Me sentei em uma cadeira desocupada e que dava para ver o ringue.
Hoje tinha que ganhar para ela. Sorri. Entrei e não me intimidei por meu adversário ser maior e mais forte. Não foi uma luta fácil, mas no final ganhei, meio quebrado, mas ganhei.
Fui até ele.- Meu Deus, acho que nunca mais vou conseguir ver uma luta na vida.
— Eu disse que ia ganhar para você.- Disse.
— E está todo machucado. É melhor eu te levar para casa e fazer curativos em você.- Disse.
— Vai cuidar só disso?- Perguntei.
— E quer que eu cuide mais de que?- Questionei.
Sorri. Acho que a adrenalina estava me fazendo falar mais que o normal.- De mim inteiro.
Ri.- Bem, você está todo machucado, então tecnicamente irei cuidar de você inteiro.
— Vamos ver se vai ser tudo.- Disse.
Ri.- Vamos de uma vez.- Fomos para o meu carro e pedi para Stefan levar o carro dele depois. Não demoramos a chegar na casa dele e por sorte Jenna e Ric já dormiam. Peguei tudo que precisava de primeiros socorros na cozinha e fomos para o quarto dele.
— Você sabe usar isso bem?- Perguntei.
— Claro que sim. Agora vá tomar um banho para limpar esses machucados.- Disse.
— Sim senhora.- Peguei uma roupa e fui para o banheiro.
Me sentei na cama e fiquei esperando-o.
Sempre odiava essa parte. Tomei banho, meio ardido de onde estava com machucado aberto. Coloquei uma cueca e uma calça, voltando para ela.
Suspirei.- Deus, você está todo machucado.- Peguei um remédio e um copo de água.- Tome. Para ajudar na dor.
— Você fica linda preocupada.- Disse.
— Que bom, porque você vai me ver muito assim.- Falei.
— Vou?- Tomei o remédio. Não doia agora, mas mais tarde com certeza.
— Sim.- Ele sentou na cama e comecei a esborrifar um spray que era remédio nos machucados. Como ele tinha tomado banho, qualquer sujeira já havia saído.
— Isso arde.- Disse.
— Eu sei, desculpe.- Terminei de esborrifar e fiz curativos nos machucados mais feios.- Agora é melhor você dormir. Esses machucados estão feios e você precisa descansar.
— Não estou com um pingo de sono.- Disse.
— Tente, vai ajudar a seus músculos relaxarem.- Falei.
— Eu sei de muita coisa que farão eles relaxarem.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
Trouxe ela mais perto e a beijei.
Retribui o beijo.
A fiz ficar no meu colo e meus machucados não importavam. Eu não aguentava mais o tesão que me dava toda vez que nos beijávamos.
Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e acariciava seus cabelos.
Apertava mais ela contra mim. Não me importava se os machucados doiam, mas sim ter a Davina.
Parei o beijo delicadamente.- Ei, calma. Seus machucados vão doer assim.
— Deixa eles. Hoje você tá aqui, então a prioridade é você.- Disse.
— Minha prioridade é seu bem estar.- Falei.
— E ele nunca vai ser melhor que com você.- A beijei de novo.
Retribui o beijo novamente e acariciava sua nuca.
O toque dela me arrepiava e me excitava também. Não ia mais me comportar como bom moço, ela me conhecia. Minhas mãos subiam por suas pernas.
Me arrepiei com seu toque e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali. Evitava tocar em seu peito por causa dos machucados.
Nos virei e a coloquei na cama, me deitando junto a ela e sem deixar de a beijar.
Minha perna estava em sua cintura e acariciava delicadamente suas costas. Pelo menos ali não estava machucado.
— Você tem mãos tão macias ou está fazendo leve de propósito?- Perguntei.
— Acho que a segunda opção.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Porque eu não gosto de ser bruta.- Disse.
— Ah tá.- Beijava seu pescoço.
— Tem certeza que quer isso?- Perguntei.
— Eu?- A olhei.- Quero você desde que percebi como garotas podem ser interessantes.
Sorri e o beijei delicadamente.- Mas eu não sei nada sobre isso. Você deve estar acostumado com outras coisas.
— Outras coisas?- Questionei.
— Sim.- Respondi.
— Dav, eu sei o que quero. Preciso saber é se você quer ir até o final comigo.- Disse.
— Se eu não quisesse não teria deixado você me beijar.- Falei.
— Nossa, que certeza.- Disse sorrindo.
— Eu sempre tenho certeza.- Falei.
Corri meus lábios pelo pescoço dela até a barra da blusa em seu colo.- Só posso dizer que vai ser um prazer
Sorri.- Que bom.
A levantei para tirar a sua blusa, tirando seu sutiã também. Deus, ela era linda demais.
Ajudei ele a tirar e voltei a beija-lo.
As minhas mão que antes eram cuidadosas, agora estavam livres e pegavam aqueles peitos. Cara, que peitos. Não eram grandes demais mais o suficiente para me fartar e pegar com gosto.
Suspirei pesadamente ao toque dele, mas voltando a beija-lo.
Sentia o beijo dela mudar, era mais intenso. Isso era bom, ela estava se soltando e cabia a mim lhe mostrar o caminho. Quando precisamos de ar, fui descendo, tomando um com a boca.
Suspirei pesadamente novamente e acariciava suas costas.
Trabalhei naquele, sugando e mordendo de leve o mamilo. Sorria com os gemidos de leve dela. Já imaginava aquela voz sexy de sexo gemendo meu nome, isso só me deixava mais excitado.
Acariciava delicadamente o peito dele onde não estava machucado e a outra mão tocava seus cabelos.
— Não precisa se preocupar Dav, o que menos sinto agora é dor.- Disse.
— Mas eu gosto de tomar cuidado.- Falei.
— Só você mesmo.- Desci pela sua barriga, acho que ela tinha cócegas. Abri o botão do seu short.
— Se fosse eu machucada, você não diria isso. Eu acho.- Disse.
— Não deixaria você se machucar.- Falei.
— Você não pode me proteger de tudo.- Disse.
— Faço o máximo possível.- Tirei o short dela e avancei para tirar a calcinha.
Esperei ele tirar o que queria tirar e o puxei novamente para um beijo.
Uma coisa percebia, ela adorava beijar. Não me importava com isso. Continuei o beijo que agora ia intenso e mostrava toda a minha vontade.
Acariciava os cabelos dele e a outra suas costas.
Tirei a calça que estava e tirei a cueca, era meio óbvio o quão excitado eu estava.
Claro que eu nunca tinha visto um garoto nu, mas não fiquei tão nervosa quando achei que ficaria. E com certeza era uma ótima visão vê-lo assim.
— Ainda bem que comprei camisinhas novas já esperando que essa hora chegasse.-Me levantei para pegar no armário.
Ri.- Sua esperança é muito admirável.
— Extra fina amor, as melhores que tem. Dá melhor sensação.- Disse.
— E isso não é perigoso?- Perguntei.
— Não. É fina, mas resistente.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Voltei a ela.- Quer colocar?
Sorri.- Claro. Eu nunca fiz isso, então diga se fizer algo de errado. Um dos vários pontos positivos disso, é que somos melhores amigos e você conhece meus piores micos, então esse não seria o pior.- Ri.
— Com certeza não.- Me afetou ela dizer que éramos amigos, sem nenhuma sombra de ser outra coisa.
Abri o pacote e comecei a colocar nele.
O toque dela ali foi melhor ainda, era uma delícia.
Terminei de colocar e esperava que tivesse colocado certo.- Espero que esteja certo.
— Está sim.- Disse.
— Que bom.- Falei.
Voltei a tocar ela, correndo a mão por todo o seu corpo e a deitando. Não tinha visão melhor que a que eu estava tendo.
O beijei novamente e acariciava sua nuca.
Sentia meu corpo pedir pelo dela e logo atendi. Me coloquei melhor entre as pernas dela e me rocei na sua entrada.
Gemi e suspirei pelo contato. Hoje eu imaginava minha vida com Jeremy, toda ela. Era com ele que eu queria passa-la, mas sabia que as coisas podiam não acontecer do jeito que eu queria. Mas de uma coisa eu tenho certeza, eu seria uma das poucas garotas que poderão dizer que nunca se arrependeram da sua primeira vez.
Ia perguntar se ela estava bem, mas nem precisei pelos gemidos dela. Fui entrando aos poucos e ela era gostosa. Agora podia dizer completamente.
No inicio foi bem dolorido e a dor não passou tão rápido. Acho que agora eu entendo o porque muitas tem medo da primeira vez. Realmente não é muito legal sentir dor.
Não sentia ela bem relaxada ainda, por isso beijava o seu pescoço e não me movia, deixando ela se acostumar.
— Um dia você vai ter que continuar. A dor não vai sumir tão de repente e nem com você parado.- Disse no ouvido dele.
— Tem certeza? Não quero te machucar.- Disse.
— Sim, eu tenho.- Falei.
Voltei a beijar ela antes de me mover. Sabia que primeira vez era assim mesmo, mas não me sentia bem sabendo que ela estava com dor.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca.
Me movia lentamente e mesmo assim era gostoso. Davina estava tendo esse efeito sobre mim, tudo era bom e gostoso.
A sensação dele dentro de mim começava a melhorar e ficar agradável. Mas todo mundo sabe que "prazer" quase nenhuma garota realmente tem. Porém a sensação que agora tomava o lugar da dor, não deixava de ser ótima.
— Você é uma delícia, sabia?- Perguntei.
— Já é o suficiente que você saiba.- Disse.
— Gostei disso.- Aumentei a velocidade.
Sorri e o beijei novamente. Não arriscava fazer coisas que eu não sabia, então me detinha a toques e a beija-lo. Não queria errar ou fazer algo que ele não gostasse.
Eu entedia ela estar meio quieta, mas seus suspiros enchiam o quarto e me enlouqueciam aos poucos.
Minha perna estava em sua cintura e o mantinha ainda mais junto de mim. Acariciava a lateral do seu pescoço.
Eu tocava todos os lugares possíveis. Beijava sua boca ou seu pescoço, era uma perdição total estar com ela.
Me arrepiava facilmente com seus beijos e toques. Era sempre bom senti-los.
Era difícil controlar os sons que produzia e quando eu chamava seu nome em seu ouvido, ela se arrepiava.
Beijei delicadamente seu pescoço e indo para seu maxilar.
Ia mais rápido e por estar com vontade acumulada, o orgasmo chegava mais rápido.
Podia sentir que ele estava perto do orgasmo, mesmo que eu não fizesse ideia de como se percebia isso. Mas estava deduzindo.
Segurava com uma mão a cintura dela e a mantinha mais firme. Sentia aquela sensação perfeita me deixando louco de prazer.
Ele chegou ao orgasmo e descansou sobre mim. Acariciava delicadamente seus cabelos.
— Você é perfeita.- Disse.
— Se você acha, obrigada então.- Falei.
Rolei para o lado.- E você?
— Eu o que?- Perguntei.
— Está melhor?- Questionei.
— Melhor do que?- Perguntei.
— Da dor.- Disse.
— Ah, estou sim.- Disse.
— Ainda bem.- Falei.
— Sim.- Disse.
Sorri e me deixei rolar para o lado dela.
Aninhei ele no meu peito e fiquei ali, acariciando seu cabelo.
Aquela foi a primeira vez de muitas e logo ela tirou aquilo que me atormentava. Eu não era só seu amigo, agora eu era seu namorado. Eu adorava a sensação que isso dava. Estar com a Davina era a melhor das coisas. Depois das lutas ela cuidava de mim, de todos os jeitos e eu a cada dia tinha certeza que a amava. Nunca vou esquecer quando disse isso e ela retribuiu dizendo que me amava. Estávamos felizes e por mais surpreendente que fosse, conseguimos fazer da nossa amizade, um belo amor.
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