Liberty- One Shots

45 Capítulo 45- Stefan & Alison.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, como havíamos dito, aqui está o capítulo especial de Natal :3 Espero que gostem :) P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS! IMPORTANTE!

POV Misto. (Stefan e Alison.)

Eu não estava mais gostando daquela situação. Eu e Elena não estávamos bem e não sabia se tinha jeito. Queria melhorar o que tínhamos, mas ela não era como pensei, principalmente na cama. Ela gostava só do básico, bem básico, resumindo papai e mamãe, e quando eu tentava variar, virava briga. Me culpem, mas também tenho minhas vontades. O Natal estava chegando e eu vinha percebendo uma coisa, Alison estava me dando bola enquanto minha namorada era cada vez mais fria, só se preocupando com os outros. Estava na aula quando ela veio e se sentou do meu lado.- Oi Ali.

Sorri.- Oi Stefan. Como está?

— Tudo indo.- Disse.

— Que bom.- Tirei o caderno da mochila e cruzei as pernas.- Você vai no baile de Natal do colégio?

— Vou. Elena quer ir.- Disse sem ânimo.

— E você não quer ir?- Perguntei.

Não, pensei. Todos vão se divertir depois e eu vou acabar numa bela briga.- Mais ou menos.

— Ah, que chato então. Mas porque você e ela não ficam em casa então? Deve ser bem melhor assistir um filme com você do que ir a um baile.- Disse.

— Ela é do grupo dos organizadores esqueceu? Não pode faltar.- Falei.

— Claro que não. Por isso a decoração está terrível. Desculpe, sei que ela é sua namorada, mas você sabe também que não nos damos bem.- Disse.

— Isso é coisa de vocês.- Disse.

— Eu sei, desculpe novamente. Não foi te encher com isso. Hã... bem, como a Elena deve estar chegando, vou voltar pra meu lugar. Nos vemos depois.- Me levantei e fui me sentar no meu lugar que era com a Aria.

Olhei para ela; ela era linda. O que estou fazendo? Para Stefan, você tem a Elena. Voltei a atenção e logo a aula começou.

A aula foi chata como sempre. E pelo jeito seria quase impossível tirar Stefan da Elena. Ele parecia realmente apaixonado e é bastante certinho. Será que ia ter que desistir? Bem, eu acho que dá para dar uma sossegada no plano. Já fiz o que tinha que fazer e agora eu ia esperar um pouco para ver se surtia efeito, caso contrário, desistia de vez mesmo.

POV Stefan.

Eu devia estar ficando doido, mas tinha certeza que a Alison estava me dando um mole daqueles e eu tentava não ligar, mas gostava de a ver sorrir e ela era gostosa pelo que dava para ver na roupa de torcida. Eu e Elena tivemos um tempo livre e eu tentava mais uma vez melhorar alguma coisa na nossa relação.

— O que você quer Stefan?- Ela perguntou.

— Fazer uma coisa diferente Lena.- Tirava a calça dela e beijava sua perna.

— Você sabe que não gosto.- Ela se sentou na cama.- E também sabe que gosto que respeitem a minha opinião e decisão.

Suspirei. Estava cansado daquilo.- Você nem sabe o que é, não pode dizer que não gosta.

— Sim, eu posso. Porque eu acho nojento.- Ela disse.

— Qualquer coisa que não seja o que você quer, você acha nojento ou dá uma desculpa.- Me levantei.

— Agora só porque eu estou namorando com você eu sou obrigada a fazer o que não quero? É por causa de sexo que estamos juntos então? Se é isso que resume nossa relação ou se é só isso que você quer colocar em peso nela, por favor, saia da minha casa e não olhe para mim.- Ela disse.

— Quer saber? Eu vou mesmo, não adianta ficar com alguém que não está nem ai para mim, nem para tentar saber do que gosto pelo menos. Ache o que quiser do que peso ou não.- Vesti minha camisa.- Não precisa mais se preocupar com nada disso.-Coloquei meus sapatos e sai batendo a porta. Estava mesmo cansado daquilo tudo e ainda um relacionamento que eu ficava sempre insastifeito. Sai pela rua, estava frio e ia sei lá, para o Grill talvez, quando ouvi um grito sendo abafado e o segui.

POV Misto. (Stefan e Alison.)

Por instinto segui aquele som e logo senti aquele cheiro. Sangue. Meu corpo se agitou na hora e vi uma sombra, uma sombra não, era duas. Entendi o que se passava logo. Avancei e puxei o cara que prendia e mordia uma garota.

Eu não senti muito. Somente a dor excruciante no meu pescoço e meu corpo cair no chão, e eu logo apagar.

O cara sumiu quando me virei para olhar a garota e a reconheci; Ali. A peguei e levei para casa. Por sorte Damon não estava lá. O cheiro daquele sangue era maravilhoso, tentador demais. Coloquei uma toalha no lugar mordido.- Alison.- Tentava acorda-la.

Sentia uma dor de cabeça horrível, assim como a ardência no meu pescoço. Sentia que aos poucos recobrava a consciência.

— Ei, devagar.- Disse.

— Onde eu estou?- Perguntei.

— Na minha casa. Alison, você está perdendo muito sangue, eu vou fazer algo para te ajudar, apenas faça o que eu disse.- Disse.

Apenas assenti.

Mordi meu pulso e botei na boca dela.- Beba.

Fiz como ele disse.

Ela bebia e eu observava ela melhor. Como ela é bonita. Os cabelos combinavam com sua pele, seu corpo era bonito, de gostosa, mas sem exageros.

Parei de beber, seja lá o que fosse, porque eu mal conseguia raciocinar porque estava tonta e com dor. Deitei minha cabeça na cama novamente.

Acho que ela tinha desmaiado de novo, mas olhei o ferimento e começava a fechar, daqui a pouco ela melhoraria. A cobri, já que o aquecedor não estava funcionando bem e fui me livrar daquela toalha. A tentação era demais, mas consegui a jogar e voltei, esperando ela acordar.

Sentia-me acordar e não reconheci o lugar que estava. Olhei para os lados e vi Stefan.- Stefan?

— Ei, você acordou.- Disse.

— O que eu estou fazendo aqui?- Perguntei.

— Você não se lembra de nada?- Questionei.

— Não muito. Eu me lembro de uma dor de cabeça horrível, acho que bati com a cabeça. Não sei.- Disse.

— Sim, eu te encontrei num beco e te trouxe para cá.- Falei.

— Beco? O que eu estava fazendo em um beco?- Questionei.

Pensei em contar a verdade, mas desisti.- Não sei.

Logo pensei o pior, eu podia ter sido estuprada. Será? Se fosse, eu deveria sentir algo, não? Bem, pelo menos eu não me lembro de nada. Me levantei da cama.- Eu preciso ir embora agora, mas obrigada por me ajudar.

— Está melhor?- Perguntei.

— Sim e você devia ter me levado para casa. Minha mãe já deve ter chamado a policia. Mas tudo bem. Até amanha. E não precisa me acompanhar, eu acho a saída.- Peguei minha bolsa e sai dali.

Deu tempo de alcançar ela de carro.- Ali, entra.

— Você não pode me levar até em casa.- Disse.

— Mas você não vai andando.- Falei.

— Porque não?- Perguntei.

— Por que é longe e está tudo vazio.- Disse.

— Eu sei me cuidar.- Disse.

— Mas eu quero te levar.- Falei.

Suspirei.- Ok.- Dei a volta no carro e entrei.

— Não se preocupe, eu mandei um sms a sua mãe dizendo que você estava na Emily.- Disse.

— Ah, ótimo. Você é péssimo com álibis.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Porque a Emily é certinha, não mente.- Disse.

— Ah, eu não sabia disso.- Falei.

— Pois é.- Disse.

O meu telefone tocou. Olhei e era Elena. Desliguei.- Você está mesmo bem?

— Sim. Só quero ir para casa e tomar um banho.- Disse.

Eu sabia que ela podia lembrar, mas não queria a compelir. Decidi pagar para ver.- Eu imagino. Se não tivesse saído corrida, teria te oferecido lá.

— Já tenho confusão demais e não quero ter mais me metendo com você. Por favor, dirija de uma vez e me deixa em casa. Ou eu vou sair desse carro.- Disse.

— Tudo bem, senhora educada.- Eu estava acostumado com esse temperamento e não tinha mais paciência para ele. Fechei a cara e dirigi para a cidade.

Chegamos na minha casa e desci do carro.- Obrigada. Até mais.- Entrei em casa.

POV Stefan.

Decidi não me importar e fui para casa. Estava tudo calmo de mais e tedioso. De noitinha Elena me mandou uma mensagem. "Terminamos mesmo?". Pensei, não queria mais uma relação que eu sempre ficava insastifeito. "Vai mudar algo?"

Elena: "Não."

Stefan: " Então sim. Não dá para ficar junto onde você não cede e fazemos só as suas vontades."

Elena: "Tudo bem então. Adeus."

Stefan: "Tchau."

Ela não enviou mais nada e era ruim terminar assim, mas não podia mais. Não queria ficar ali sozinho, então tomei banho, me troquei e fui para o Grill. Pedi uma cerveja e fiquei sentado numa mesa no canto. Bebi algumas e me lembrei da Alison, e pensando nela decidi ir vê-la. Fui até a casa dela e toquei a campainha, acho que era a mãe dela que atendeu.- Boa noite.

— Quem é você?- Ela perguntou.

— Eu sou Stefan, amigo da Ali, do colégio. Ela está?- Perguntei.

— Está, mas ela não quer ver ninguém.- Ela disse.

— Tudo bem. Pode dizer que eu vim aqui?- Questionei.

— Sim.- Ela disse.

— Obrigado, boa noite.- Sai, mas queria vê-la, até para ter certeza que não lembrava de nada. Então esperei todos na casa dormirem e subi no beiral do segundo andar e achei o quarto dela. Bati na janela.

POV Misto. (Stefan e Alison.)

Me assustei pela batida na janela e olhei. Suspirei e fui até lá.- O que você quer?

— Vim ver você.- Disse.

— Para que?- Perguntei.

— Saber se estava bem.- Disse.

— Bem, eu estou.- Falei.

— Que bom, estava preocupado.- Disse.

— Sério? E porque?- Questionei.

— Não posso me preocupar com você?- Perguntei.

— Com o gelo que você me dá a tempo? Não, não pode. Não sei porque está se preocupando agora.- Disse.

— Eu dou gelo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Me perdoe por isso então.- Disse.

Suspirei.- Tudo bem. Você não tem culpa.

— Como não?- Questionei.

— Ah, esquece.- Disse.

— Mas eu sempre reparei em você. Sei que sempre me olha na aula que temos juntos.- Falei.

— É, isso é meio humilhante.- Disse.

— Porque seria?- Cheguei mais perto dela.

— Porque os garotos olham para mim e não eu para eles.- Disse.

Ri.- Isso é uma verdade e você é mesmo bonita para ficarmos olhando. E devo achar que tenho algum diferencial, já que você mudou a sua regra.

Sorri.- Não se ache tanto.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque você nunca saberá a verdade.- Disse.

— Nunca? Não seja má.- Disse.

— Eu sou má.- Sorri.

— Viu? Não está mais tão mal, está toda sorrisos.- Disse.

— Eu gosto de sorrir.- Disse.

— E tem um sorriso lindo.- Falei.

— Obrigada.- Disse.

— Eu estou te pertubando, você querendo dormir. Vou para casa.- Disse.

— Não, está tudo bem. Estou sem sono.- Falei.

Sentamos na cama dela.- Lembrou de algo?

— Quase nada.- Disse.

— Acho que é melhor assim então.- Disse.

— Provavelmente.- Disse.

— Mas não se preocupe não estava machucada nem nada.- Disse.

Suspirei.- Menos mal.

— Sim.- Era ruim ter que mentir, mas eu não tinha escolha, não podia sair por ai contando.

— Quer alguma coisa para beber?- Perguntei.

— Não precisa se incomodar e já bebi demais hoje.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— Posso perguntar uma coisa?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Qual o motivo dessa rixa entre você e a Elena?- Questionei.

— Nada demais. Só não gosto dela.- Disse.

Ri.- Garotas.

Sorri.- Pois é.

Observava o quarto dela, era bem diferente do da Elena. Pensei nela, era estranho ter terminado e estar aqui com outra.

— Precisa de alguma coisa? Está estranho.- Disse.

— Nada, só pensando. Ah sim, você passou o dia em casa, então a fofoca não chegou em você.- Disse.

— Qual?- Perguntei.

— Eu e Elena terminamos.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Algumas diferenças. Ela não queria ceder e eu não aguentei.- Falei.

— Entendi.- Disse.

— Não tem gostar que suporte você ficar sempre em segundo lugar.- Disse.

— Por isso eu nunca namoro.- Sorri.

— Vai dizer que nunca gostou de alguém a esse ponto?- Questionei.

— Eu me amo mais do que a qualquer outro.- Disse.

— Faz bem.- Falei.

— Eu sei.- Disse.

— E o que Alison DiLaurantis gosta?- Perguntei.

— Várias coisas.- Disse.

— Você tem jeito que gosta das coisas boas.- Falei.

— Ninguém gosta de coisas ruins.- Disse.

— Quis dizer as melhores.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Você tem ótimos perfumes.- Falei.

— Isso é verdade.- Disse.

— Suas roupas também.- Falei.

— Verdade.- Disse.

— Viu? Já sei algumas coisas suas.- Disse.

Sorri.- Pois é.

Sorri de volta a ela e só agora reparei no seu pijama, que a deixava bem gostosa.

Era estranho ficar assim com ele. Sempre quis que ele me notasse, mas parecia que eu tinha forçado para isso acontecer e não gostava desse resultado.

Eu estava gostando de ficar ali com ela, ela era legal. Conversamos mais, só que percebi que o sono dela chegava e quando olhei, ela estava dormindo encostada em mim. Foi uma sensação boa. A coloquei melhor na cama e fui embora.

—----------------------------------------------//----------------------------------------------Hoje era o dia do baile e estava me arrumando. Nesse meio tempo eu e Stefan tínhamos ficado próximos, ele é legal. Não estava tão animada porque as atenções estaria na chata da Elena, então não me arrumei muito. Coloquei um vestido que tinha usado uma única vez, deixei meus cabelos soltos e em cachos e fiz uma maquiagem. Terminei de me arrumar e fui para o baile.

Eu não ia, mas Alison me animou para ir. Então botei uma blusa branca social e calças pretas. Olhei no espelho, até que estava bem. Sai e fui para a festa, sabia como seria. Entrei e peguei um drink, fiquei olhando pelo lugar.

Cheguei até ele.- Hey.

— Nossa, tá bonita.- Disse.

— Pelo jeito nunca cheguei a linda para você.- Disse brincando e bebi um gole do meu coquetel.

— Para mim está sempre linda.- Disse.

— Não, você sempre diz "bonita".- Disse.

— Nossa, então vou sempre usar linda já que faz tanta diferença.- Falei.

— Não precisa seu bobo.- Sorri.- Cada um tem seu gosto.Por exemplo, várias garotas acham seu irmão o caminho da perdição, mas eu prefiro você mil vezes. Ele não é grande coisa assim, já você...

— Já eu...?- Questionei.

— Para mim você é melhor que ele. Já você tem outro gosto.- Olhei em volta.- Você prefere o tipo da Elena.

— Como é que você sabe disso?- Perguntei.

Sorri.- Eu sou uma garota Stefan, sei quando um homem ou garoto, me deseja. E você não o faz.- Peguei um salgadinho.

— Você parece ter muita certeza disso. E supostamente me conhece o suficiente para afirmar.- Disse.

— Eu conheço o corpo masculino e os gestos também, assim como a conversa. Você não é uma exceção.- Falei.

— Mas não me conhece, nem metade do que acha.- Disse.

— Tudo bem.- Terminei o coquetel.- Tenho que procurar minhas amigas agora. Até mais.

— Não se esqueça de voltar. Só vim porque disse que me acompanhava, se não vou morrer de tédio aqui.- Disse.

— Eu não te obriguei a vir.- Falei.

— Só ficou me chamando todo dia, toda hora.- Ri.

Sorri.- Bem, eu precisava de um acompanhante.

— E agora vai me abandonar.- Ri.- Ok, estou brincando, pode ir.

Sorri.- Vem comigo então, senhor carente.

— Sério Ali, eu estava de brincadeira.- Disse.

— Eu não.- Falei.

— Vai ficar me carregando?- Perguntei.

— Só se você quiser.- Disse.

— Bem, sua companhia é boa o suficiente para eu suportar papo de garota.- Disse.

Sorri.- Que bom.

Fomos e nem foi tão ruim estar juntos das garotas, elas não eram tão ruins quanto Elena e Caroline falavam, eram legais. Conversamos bastante e depois levei Ali para dançar.

— Pensei que não gostasse de dançar.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque nas festas a Elena te arrastava para dançar com ela.- Disse.

— Você ficava mesmo observando.- Falei.

— Pois é.- Disse.

A musica era um pouco lenta, então ficamos mais juntos. Gostei de sentir o corpo dela com o meu.

Apoiei minha cabeça no ombro dele e continuamos dançando.

— Ali...- Comecei.

— Sim?- Questionei.

— O que você queria sempre dando em cima de mim? A mim ou provocar Elena?- Questionei.

— Juntar o útil ao agradável.- Disse.

— Então em parte eu estava no jogo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Bom saber.- Falei.

— Que bom então.- Disse.

Ela tinha entendido errado, não tinha gostado de saber que ela tinha feito isso por provocação, sabia que esse era o maior motivo. Não devia ter me aproximado.

Dançamos mais algumas vezes e eu realmente gostava dele. Pelo menos como amigos, sei lá. Nem sei se podia achar que éramos isso. O baile terminou e até que foi legal. Agora todos nós saíamos de lá.

Eu peguei ela para leva-la em casa.- Vai passar o Natal onde?

— Em casa mesmo e você?- Perguntei.

— Sei lá.- Disse.

— Não comemora?- Questionei.

— Sim, mas não sei esse ano. Damon e eu estamos na mesma casa, não sei como vai ser.- Disse.

— Bem, se quiser pode passar lá em casa. Meus pais não vão se importar.- Falei.

— Eu vou ver e te aviso.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Alison, o que mudou?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

— Você disse que gostava de brincar dando em cima de mim e agora estamos andando sempre juntos. Eu sei o porque, mas e você?- Perguntei.

— E isso importa? Tem que ter rótulos agora?- Questionei.

— Não, mas eu quero saber em que isso vai ser, se podemos continuar o que começamos.- Disse.

— O que começamos?- Perguntei.

— Ali, eu não sou burro né? Você não ficava me olhando na intenção de ser só minha amiga.- Disse.

— Eu prefiro que você não fique jogando na cara, ok? Já é humilhante o bastante.- Falei.

— Deixa de besteira, não tem nada de humilhante nisso.- Disse.

— Quem tem que achar isso sou eu, então pare de falar nisso antes que eu te mande calar a boca.- Disse.

— E você não comece a ficar irritadinha por não fazer como você quer, porque disso eu to de saco cheio.- Dei partida no carro e saímos.

— Ai de você se não fizer. Todos tem que estar aos meus pés. Eu não suporto nada menos. Então você que cale sua boca e obedece. Ninguém manda em mim, eu mando em todos.- Disse.

— É? E você vai fazer o que para que cale a boca? Não sou seus soldadinhos Alison.- Disse.

— Você virou no minuto que começou a andar comigo.- Falei.

— Eu passei a andar com você porque gosto da sua companhia, não porque quero que mande em mim.- Disse.

— Então está andando com a pessoa errada.- Falei.

— Não, você que está vendo as coisas erradas. Não preciso que mande em mim e você não precisa mandar, porque se estou aqui com você é porque quero, porque gosto. Porque gosto quando você ri, gosto de como tem algumas ideias doidas, mas que seriam engraçadas, gosto de todo o tempo que conversamos, de como dançamos e ficamos juntos. Então não preciso das suas ordens para ter tudo isso.- Disse.

Ri.- Eu não sou a Elena, Stefan. Palavras fofas não me convencem. Poupe-me delas.

— Ainda bem que não é, se não não estaria aqui com você.- Disse.

— É impossível te entender.- Disse.

— Por que?- Questionei.

— Porque sim.- Disse.

— Eu disse que você não me conhecia bem como achava.- Falei.

— É o que parece.- Disse.

Eu dirigi até a casa, parando em frente.- Está a salvo, senhorita Dilaurantis.

Sorri.- Obrigada senhor Salvatore.- Desci do carro.

Desci com ela e a encostei no carro.- Você não me respondeu.

— O que?- Perguntei.

— Se você está andando comigo por mim ou pela rivalidade com a Elena?- Sentia aquela sensação agradável de novo, de estar junto a ela.

O olhei.- Por você.

Sorri. Não sei porque, mas essa era a resposta que queria ouvir.- Tem certeza?

— Sim.- Disse.

— Fico feliz com isso.- Eu estava próximo dela e todas as vontades estavam vindo juntas, não resisti e a beijei.

Retribui o beijo e acariciava a nuca dele.

Não esperava estar com outra rápido assim, mas a Alison mexia comigo, mexia de um jeito que me fazia querer estar com ela, ao lado dela e mesmo falando, o que ela fazia, a atitude dela me encantava.

Envolvi meus braços em seu pescoço e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Como era de imaginar, até o beijo ela queria dominar, mas ai eu tomei as rédias, afinal tinha mais de um século de experiência.

Parei o beijo e sorri.- Você é teimoso.

— E você também, mas nisso não vai ganhar de mim.- A beijei de novo, de um jeito que eu sabia que ela não ia dominar.

Retribui o beijo novamente.

Eu ganhei dessa vez linda, pensei e estava gostando desse jogo com ela, se tornava divertido.

Parei o beijo novamente.- Eu preciso ir agora. Minha mãe já está na janela.

— Temos espectadores? Nem reparei.- Disse olhando em volta.

Ri.- Pois é. Quer entrar?

— Claro, porque não?- Questionei.

Sorri.- Então vamos.

Fui com ela e a mãe dela não ficou muito feliz, mas não falou nada quando fomos ao quarto dela.

— Se importa se eu tomar um banho? Esse vestido é pesado.- Disse.

— Claro, vai lá.- Falei.

— Tudo bem. Já volto.- Peguei as coisas que precisava e fui para o banheiro.

Me sentei numa cadeira que tinha ali e uma parte da minha consicência me perguntava o que eu estava fazendo. A umas duas semanas sabia que amava Elena, ai termino com ela, conheço melhor a Ali e estamos nos beijando. Ao lembrar disso me veio uma vontade de querer mais daqueles beijos que me animaram de um jeito que a muito tempo não sentia. É, a Ali estava me deixando doido.

Tomei o banho, me sequei e coloquei um pijama. Terminei de me ajeitar e voltei ao quarto.

— Estou passando a gostar dos seus pijamas.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Eles são sexys.- Falei.

— Porque eu sou sexy.- Sorri.

— Isso é verdade.- Disse.

Sorri e me sentei na perna dele.- Assim como você é.

— Eu?- Fiz cara de surpreso.

— Sim, você.- Disse.

— Acho que posso viver com isso.- A beijei de novo.

Retribui o beijo.

Podia sentir seu perfume gostoso e minha mão estava em sua perna, sua pele era mais macia do que parecia. Alison era mais do que parecia.

Minha mão desceu para seu peito e acariciava ali. A outra tocava em sua nuca.

Os toques dela estavam me arrepiando e eu estava gostando de estar ali com ela, gostando de beijar ela. Minha mente e meu corpo já pediam para ela ser minha completamente.

Acariciava a lateral do seu pescoço e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Ela ter me tocado assim no pescoço me excitou. Eu sei, é cômico, mas ele é um dos meus pontos fracos.

Sorri e parei o beijo delicadamente.- Acho que alguém está se animando rapidamente.

— Eu me animo rapidamente.- Beijava o pescoço dela.- Ainda mais com um beijo desse e essas mãos certeiras.

Sorri.- Com certeza elas são.

— Então deixe elas continuarem.- Chegava ao ombro dela e derrubava a alça da blusa.

Me arrepiei com o beijo dele e minha mão descia pelo abdômen dele.

Sabia que ela não era cheia de frescuras, então subi a mão pela coxa e apertei, depois a mudando de posição deixando-a de frente para mim.

Voltei a beija-lo e a acariciar seus cabelos.

Ela não dava sinais que queria parar, então segui o beijo, subindo minha mão por suas costas e sabia que ela sentia o quão excitado estava.

Minha mão desceu até a barra da calça dele e abri o cinto que ele usava.

Eu sei que é meio óbvio, mas não custa perguntar.- Você não é virgem né?

Comecei a rir.- Isso foi hilário. Você é comediante, só pode.

— Só para confirmar, sei de casos que era só fama.- Disse.

— Mas não é.- Falei.

— Que bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

Minha mão chegou a bunda dela e enquanto tocava ali, descia a outra alça fazendo a blusa dela cair.

Terminei de abrir o cinto e abri o zíper da calça, tocando levemente no membro dele ainda por cima da cueca.

Gemi. Não lembrava a ultima vez que recebi um toque desse. Elena nunca fez.

Sorri com o gemido dele e continuei tocando-o.

— Ali... Não faz ideia de como eu queria isso.- Disse.

— Você gosta disso?- Perguntei.

— Com certeza.- Disse.

— Que bom.- Falei.

— Não é melhor fazer sem um pano no meio?- Questionei.

Sorri.- Com certeza.- Tirei o membro dele da cueca e continuei tocando-o.

Gemi.- Dorme alguém aqui do lado?

— Não.- Disse.

— Que bom.- Olhei ela e estava linda. Com os cabelos caindo pelos ombros e um sorriso entre travesso e sexy.

Sorri.- O que foi?

— Você está linda e sexy.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Eu não me importaria se você continuasse.- Disse.

— Como quiser.- Sorri e continuei.

A peguei e na mesma posição que estávamos, fui para a cama. Deitando e deixando ela sob minhas pernas.

Me inclinei sobre ele e deixei meus lábios roçarem no membro dele, provocando-o.

Respirei fundo.- Ali, não me torture.

— Você quer?- Passei minha língua por ali.

Segurei no colchão. Sim, eu estava super sensível.- Sim. Por favor.

Sorri.- Como quiser.- Aos poucos fui colocando-o na boca.

A sensação era como lembrava; deliciosa. Alison estava sendo tudo o que eu precisava e estava gostando dela.

Deixei os movimentos entre lentos e intensos.

Eu me segurava um pouco, afinal não estava em casa e também tinha que me controlar se não podia me transformar sem perceber e não queria que nada atrapalhasse. Nessa hora lembrei que não era um adolescente comum e que escondia muitas coisas dela.

Continuava o que fazia e continuava intercalando os movimentos.

Ia esquecer isso por agora, se não estragaria tudo. Deixaria o peso do que sou me atingir depois. Ela era ótima no que fazia e percebia como foi idiota a minha pergunta, ela tinha prática e muita.

Acelerei os movimentos e sentia que ele estava perto do orgasmo.

Eu deveria ter até vergonha de como ela me levou rápido ao orgasmo. Mas junte tesão acumulado com a maneira que o vampirismo me deixa sensível e ela fazendo bem. Foi uma combinação fatal.

Tirei-o da boca e me deitei sobre ele.- Representei bem minha fama?

— Perfeitamente.- Disse num suspiro.

Sorri.- Que bom.

— Agora acho que a senhorita merece retorno.- Disse nos virando na cama.

— Um retorno bem direto. Porque minha mãe pode aparecer.- Disse.

Beijava entre os seios dela.- Seria engraçado.

Ri.- Acho que não. Ela poderia desmaiar com a visão.

— Ela nunca viu um homem tão bom quanto eu?- Passava pelo umbigo dela.

— Bem, eu não conheço meu pai nu, então não faço ideia.- Disse.

— Isso foi estranho, melhor pararmos de falar.- Fui beijando pela coxa dela e voltei pela outra, chegando ao seu sexo.

— Stefan, por mais que eu não reclamaria disso, se quisermos terminar isso, é melhor não ficarmos nos enrolando.- Disse.

— Deveríamos ter ido para minha casa.- Falei.

— Eu não posso ir para casa de garotos.- Disse.

— Por que?- Perguntei.

— Porque minha mãe não deixa.- Respondi.

Cheguei ao ouvido dela.- Desde quando você só faz o que deixam?

— Desde que para minha mãe eu sou uma santa.- Sorri.

— Ela não sabe o quão errada está.- Me coloquei entre as pernas dela.

— Com certeza está.- Disse.

Percebi que ela estava mesmo preocupada então deixei para mudar de posição depois. Depois? Já estava pensando em outras vezes? Tive que pedir a ela uma camisinha; aquele troço horrível de usar e depois entrei nela.

Entrelacei minha perna na cintura dele e o beijei. Acariciava seus cabelos.

Eu já estava acostumando com aquela boca e aquele beijo gostoso. Alison estava me ganhando fácil.

Minha mão descia pelas costas dele, acariciando ali.

Quando o beijo parava, eu descia a seu pescoço ou mordiscava a sua orelha. Os seios dela não ficavam sem minha atenção.

Gemia e suspirava. Ele era melhor nisso do que eu tinha pensado.

— Você é uma delícia.- Disse.

— Eu sei.- Falei.

Ri e aumentei o ritmo que estávamos. Podia ouvir a mãe dela, realmente não tínhamos muito tempo.

Gemi e o beijei novamente. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e acariciava ali.

Agora era eu que levava ela ao prazer máximo e nisso eu era bom. Minhas mãos corriam o corpo dela por completo e mantinha a boca dela na minha por causa do barulho.

Minha mão desocupada descia pelo seu peito e abdômen.

Senti o meu orgasmo novamente chegando e ela também estava chegando. Não me importei com nada naquele momento, só em como era bom estar com ela.

— Você é realmente bom nisso.- Disse.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Falei.

Me virei e me deitei ao lado dela.- Tenho a impressão que vou ser mandando embora em poucos minutos.

Ri.- Está enganado. Só temos que nos vestir.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Respondi.

— Que bom. Seria estranho ter que sair assim.- Disse.

— Não vai precisar.- Falei.

— Então deixa eu me vesti.- Me levantei, pegando minha roupa.

Coloquei meu pijama novamente e arrumei a cama.

— Quer mesmo que eu fique?- Questionei.

Fui até ele e sorri.- Stefan, eu quero que você fique, ok? Eu até queria que dormisse aqui.

— Quer mesmo que eu passe a noite?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— E sua mãe?- Questionei.

— Ela não precisa saber. Você vai embora e sobe pela árvore como aquele outro dia.- Disse.

— Me transformando num escalador?- Ri.- Tudo bem.

— Mas isso só se você quiser.- Disse.

— Digamos que a sua companhia é o que desejo para esta noite srta. DiLaurantis.- Disse rindo e colocando os sapatos.

Sorri.- Que bom.

— Então eu volto já.- Disse.

— Ok.- Disse.

Dei um beijo nela e sai acompanhado de perto pelo olhar da mãe dela. Levei o carro dali e esperei. Quando voltei todos dormiam, menos Alison. Entrei pela janela que já estava aberta.

Sorri quando ele voltou e fechei o livro que lia.- Que bom que voltou.

— Eu disse que o faria.- Disse.

— Que bom.- Falei.

Me deitei junto dela e sorri; estava gostando daquilo, dos sentimentos que tinha quando estava com ela. O Natal chegou e passamos juntos. Damon tinha saído mesmo. Tinha sido diferente passar com uma família e todo aquele clima. De madrugada eu invadi o quarto dela e foi uma noite de Natal bem prazerosa. Ela dormiu nos meus braços e pela manhã nevava e a olhei; tão tranquila, tão linda... Estava apaixonado. Era como se aquele momento fosse o meu presente. Mesmo que eu escondesse coisas dela, que tivesse mentido algumas coisas e que ela não fosse a pessoa mais perfeita do mundo, Alison era mais que importante na minha vida.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Bem, vamos aos próximos casais? Vote no seu preferido! — Damon e Lydia. — Klaus e Malia. — Elijah e Mary. Deixem seu voto e diga o que achou do capítulo! Ah, feliz Natal a todos e um próspero ano novo! :3 Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)