Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Espero que gostem :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto. (Kol e Hanna.)

— Eu sei que parece loucura, mas eu a amo.- Foi assim que comecei a explicar aos meus pais o porque, aos 21 anos e no meio da faculdade, tinha pedido minha namorada em casamento. Meu pai não gostou muito, minha mãe gostou, ela adora a Hanna, mas achou que eu tinha engravidado ela. Ah, se ela soubesse. Ela e a Ashley (mãe da Hanna) fizeram questão de ter uma grande festa de noivado. No final cedemos e elas organizaram tudo. E foi uma festa linda e com todos que gostamos. Hanna estava linda e eu estava cada vez mais louco por ela. A festa acabava e hoje ela e a família iam ficar aqui na casa da minha família. Subimos finalmente e entramos no meu quarto.

— Você tem certeza que seu pai gosta de mim? Ele me olha estranho.- Disse.

— Claro que gosta. Ele não gostou de termos ficado logo noivos. Para ele isso só é coisa de gente já formada e trabalhando.- Falei.

— Tecnicamente ele está certo.- Disse.

— Tá é? E porque aceitou?- Questionei.

Sorri.- Porque eu amo você, seu bobo.- Fui até ele e o beijei.

— Acho bom. Eu já falei em como tá linda?- Perguntei.

— Sim. Mas eu gosto de ouvir.- Sorri.- Só que agora eu vou tomar um banho. Posso usar seu banheiro ou vai tomar banho?

— Claro que pode. Mas não quer companhia não?- Mexi no vestido dela.- Ia amar tirar isso de você.

Sorri.- Já estamos quase casando. Só espere mais um pouquinho.

— Isso é torturante Hanna, são três anos já.- Disse.

— Eu sei.- Envolvi meus braços em torno do pescoço dele.- Prometo que assim que casarmos, você terá muito sexo. Acredite, você merece uma recompensa a altura por essa espera.

Sorri.- Tá.

Sorri e o beijei.- Eu te amo.

— Eu também. Agora vai para tirar esses sapatos que estou com pena dos seus pezinhos.- Disse.

Ri.- Ok. Já volto.- Entrei no banheiro.

Ela foi e me joguei na cama. Só a amando muito para conseguir aguentar três anos sem sexo. Sim, estou desde que comecei a sair com ela, no inicio da faculdade, sem. Claro que tem horas que isso me deixa louco, mas prometi que ia respeitar ela e continuaria assim. Não vou mentir e dizer que não surgiram oportunidades de resolver, mas não conseguiria trair ela. E ainda falta sabe-se lá quantos anos para casarmos. Fato, até lá eu já esquecia até como se faz.

Tomei o banho e sai, me secando. Coloquei a lingerie e um pijama. Sequei meu cabelo e o penteei. Voltei ao quarto.

Tirava as coisas da cama e a minha camisa já estava aberta. Peguei um edredom extra para ela que sempre era frienta.

Passei o hidratante no meu rosto e me deitei na cama.

— Eu já volto, tomo banho rápido.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

Encostei a porta e enquanto tirava o resto da roupa, olhei o vestido dela. Peguei e o cheirei. Tão doce e suave, como queria ter me livrado dele. Melhor parar, porque se não como algumas centenas de vezes terminaria tendo que bater uma para resolver minha excitação. Tomei um banho frio, vesti uma cueca e uma camiseta, e voltei ao quarto.

— Por mim já pode desligar a luz.. A não ser que você faça alguma coisa antes de dormir.- Disse.

— Hanna, até parece que é a primeira vez que dormimos no juntos.- Falei.

— Você pode ter mudado os hábitos ué.- Disse.

Ri.- Não amor.- Me deitei ao lado dela e tinha hora que achava que ela me usava aqueles pijamas de propósito.

— Tudo bem então.- Me deitei de lado.- Como está sendo as aulas?

— Ficando mais pesadas.- Disse.

— Eu imagino.- Falei.

— E as suas?- Perguntei.

— Estão boas.- Disse.

— Bom para você.- Tocava a lateral do corpo dela.

Sorri de leve.- Sim, é.- Com esse assunto de noivado no ar, eu ficava me achando uma idiota por faze-lo esperar e com certeza ele também achava isso. Eu ficava me perguntando se ele iria querer continuar com aquilo e também ficava pensando que se a gente chegasse mesmo lá, na igreja e tudo mais, eu não teria quem me levasse, pois meu pai não vive com nós.

— O que foi?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

— Você ficou com uma carinha...- Disse.

— Impressão sua.- Falei.

— Tem certeza? Foi pela insinuação que eu fiz mais cedo?- Eu tinha perguntado a ela enquanto dançávamos se ela não me faria nenhuma surpresa hoje.

— Não, não se preocupe.- Disse.

— Tem certeza que não? Você sabe que as vezes me empolgo e falo demais.- Disse.

— Está tudo bem Kol, não é nada.- Falei.

— Ok.- Passei o braço em volta dela. As vezes me perguntava se ela não se sentia a vontade comigo para falar algumas coisas ou se não me desejava. O que? Sei que isso acontece com algumas mulheres.

— Melhor dormimos. Boa noite.- Disse.

— Antes, gostou da festa?- Perguntei.

— Claro. Estava ótima.- Disse.

— Sua mãe e a minha fecham nisso.- Falei.

— Perfeitamente.- Disse.

— Nem queira imaginar o que elas vão fazer no casamento. Que por falar nele, em quanto tempo você pensa nele? Um ano, dois, quando se formar...- Ok, se for quando nos formamos eu vou para o céu como virgem de novo.

— Bem, eu estava pensando em seis meses. Um tempo bom para arrumar tudo. Mas você que sabe. Se quiser esperar até nos formamos e arrumarmos empregos, pode ser também.- Disse.

— Seis meses? Só?- Sorri.- Sério?

— Claro, não tem porque esperar tanto.- Falei.

— Por mim tudo bem.- Disse.

— Ok então. Prefere em que mês?- Perguntei.

— Julho? Ai podemos viajar tranquilos.- Disse.

Assenti.- Ok, pode ser. E o dia?

— Pode escolher.- Disse.

— Dia 10?- Questionei.

— Ótimo.- Ri e a beijei.

Sorri e retribui o beijo.

Com esse movimento todo hoje não tinha tido muito tempo para aproveitar ela. Entre fotos, cumprimentos e mais todas as coisas de festa. Mas ia compensar agora.

Acariciava os cabelos dele e descia minha mão pelo peito dele.

Puxei ela mais junto de mim e trouxe a perna dela para minha cintura.

Acariciava a lateral dele e a outra mão tocava em sua nuca.

Apertei a coxa dela. Ela tinha pernas lindas e gostosas de pegar, assim como quando eu conseguia pegar no seus peitos.

Me arrepiei ao toque dele e parei o beijo delicadamente.- É melhor pararmos.

— Só mais um pouco.- Desci os lábios pelo pescoço dela.

— Tem certeza? Eu não quero que você fique excitado e depois não continuarmos. Me sinto culpada por isso.- Disse.

— Querida isso eu já vivo. Tô num ponto que só beijar você ativa tudo.- Mordi de leve ali.

Ri.- Que exagero Kol.

— Não é exagero, é verdade. Você é a mulher aqui, mas o sensível estou sendo eu.- Disse.

O beijei delicadamente.- Eu queria poder fazer algo a respeito.

Você pode, pensei em responder, mas sabia que não era a melhor resposta.- Tudo bem, vamos dormir.

— Tudo bem.- Falei.

Beijei na testa dela.- Boa noite.

— Boa noite.- Me ajeitei na cama e logo peguei no sono.

Estava abraçado nela e sim isso me frustava muitas vezes. Era como se mesmo estando de casamento marcado e ter demonstrado de todas as formas que a amava, ela não confiava em mim para se entregar. Eu tentava dormir, mas Klaus no quarto do lado estava tendo uma noite animada com Camille, a namorada dele. Não vou negar que estava com inveja. Botei um travesseiro na cabeça e tentei dormir. Acordei com alguém se mexendo na cama.- Hanna, tá cedo ainda.

— Não costumo dormir até tarde.- Me levantei e fui até a minha mochila.

— Eu sei, mas volta para cá, você dormiu logo, eu não.- Disse.

— Você pode ficar dormindo ai.- Beijei ele na testa.- Eu vou me arrumar no banheiro do corredor.

Rolei na cama.- Ai não tem graça.- Me sentei na cama.

— Kol, não seja teimoso. Você dorme sozinho todos os dias.- Disse.

— Mas você tá aqui ué.- Disse.

— Tudo bem então.- Voltei a cama.

— Você conseguiu dormir?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Bom para você.- Falei.

— Porque?- Questionei.

— Apesar da festa ser nossa, quem passou a noite comemorando foram nossos vizinhos. E eles não são silenciosos.- Disse.

— Ah sim, entendo.- Falei.

— Por isso eu demorei a dormir.- Disse.

— Então volte a dormir.- Falei.

— Mesmo que quisesse não dá mais.- Estava meio alerta por outra coisa, só não sei se chegaria a comentar isso com ela.

— Ok, você que sabe.- Disse.

— Nossa, quanta importância você deu.- Disse.

— Eu disse para você voltar a dormir e você não quis. O que você quer que eu faça? Te obrigue?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Ótimo.- Me levantei e fui até a mochila novamente, começando a escolher a roupa.

Me joguei na cama. Estava coberto ainda, então ela não percebeu que eu estava com aquela ereção matinal. E olhar para ela naquele pijama não deu certo. Levantei rápido e a peguei por trás.- Esses pijamas são bem quentes não acha?

— Quentes?- Perguntei.

— Sexys, amor.- Afastei o cabelo dela e beijei ali.

Me arrepiei ao beijo dele.- Se você diz. Mas eles são comuns.

— Mas ficam curtos e colados. Sua bunda fica tão atrativa, mas do que já, é claro.- Apertei ela contra mim e gemi com o contato do meu membro contra ela, apesar dos panos que os separavam.

Me virei para ele e o beijei.- Você está mesmo bem sensível, não é?

— Sensível e dolorido, tudo junto.- Disse.

Acariciei os cabelos dele.- Desse jeito eu me sinto até uma bruxa má e você parece um bebê fofo.

— Você vai me afastar em segundos não é?- Questionei.

— É claro que não, seu bobo. Você falando assim eu me sinto até mal. Mas não te culpo por pensar o que quiser de mim também.- Disse.

— Porque não confia em mim?- Perguntei.

— O que? Do que você está falando?- Questionei.

— Você disse que posso pensar em muitas coisas. É o que me ocorre as vezes, que não se sente tão a vontade, confiante comigo.- Disse.

— Ah, ok, eu entendi. Então quer dizer que para eu confiar em você, eu preciso me deitar naquela cama, abrir as pernas e deixar você me ter. Claro, porque sexo é uma prova de confiança e tanto. Os três que passamos juntos não valem nada sem o sexo, não é? São inúteis. Porque eu querer que seja algo especial, que eu seja completamente sua, tanto diante da lei quanto de Deus, antes de transarmos é não confiar em você.- Balancei a cabeça.- Ok Kol, ache o que quiser.

— Não Hanna, não é isso que falei. Quem está colocando nesses termos é você mesmo. Eu só perguntei se era isso, nessa parte, não que o que temos é inútil, como se amar você fosse inútil também.- Disse.

— Olha quem está mudando o que disse. Eu vou tomar banho. É muito estresse já pela manha.- Peguei minhas coisas e sai do quarto, e entrando no banheiro do corredor.

— Droga!- Chutei a cadeira que tinha li, claro que só fez doer meu pé. Fui para o banheiro, precisava de um banho também, mas não frio e sim quente. Até tirar a cueca hoje estava sendo doloroso. Eu precisava relaxar. Entrei debaixo d'agua e fiquei aqui. No fim das contas tive que me aliviar, mas não era mesma coisa. E fiz claro, em silêncio para caso ela voltasse não percebesse. Quando acabei, ainda estava um pouco dolorido, então deixei a toalha úmida na água morna. Voltei para a cama e cobri com ela.

Tomei o banho e me vesti. Terminei de me arrumar e fui até o quarto dele.- Eu estou indo para casa. Nos falamos depois.

— Hanna, não, espera.- Segurei a toalha e levantei.

— Não Kol, eu estou indo. Depois nos falamos.- Disse.

— Espera.- Prendi a toalha e a segurei melhor.- Desculpa, tudo bem? Eu não estava bem. Não dormi quase. Estava num misto de excitação e dor. Não estava nem sabendo o que estava falando. Claro que sei que você confia em mim, já mostrou isso em várias coisas. E amo você querer que seja uma coisa especial, mesmo que seja um pouco demorada.

— Mentir não é bom para nenhuma relação, Kol. Você não parece feliz e não é obrigado a fazer isso.- Disse.

— Não é mentira amor. Homens tem reações físicas a abstinência. E ficar dolorido, no seu... ponto mais sensível, não é de deixar um humor bom.- Disse.

— Eu não estou dizendo isso, Kol e sim que você gosta que eu queira que seja algo especial. Você não gosta disso e está escrito na sua cara.- Falei.

— Está lendo rostos agora? Podemos continuar essa conversa na cama?- Não esperei ela responder e a levei até lá, voltando a ficar meio deitado e não a soltei, a fazendo ficar deitada no meu peito.

Suspirei.- Eu tenho que ir para casa.

— Não tem nada, sua mãe deve estar dormindo ainda, para com isso. E vou ficar pedindo desculpas até você desculpar.- Disse.

— Kol, para. Não é assim. Você desconfiou de mim e isso não se esquece fácil.- Falei.

— Me perdoa princesa. Se não eu não digo onde vai ser nossa lua de mel, só no dia.- Disse.

Suspirei.- Kol, por favor, para com isso.

— Tá Hanna, eu paro.- Como sempre, eu paro com tudo. Deus, eu amo essa mulher demais, com certeza.

Me levantei.- Eu estou indo agora. Tenho muita coisa para fazer.

— Tudo bem.- Disse.

— Tchau.- Sai dali.

POV Kol.

Como aquilo era difícil, mas sabia bem que quando ela emburrava era melhor deixar ela. Ela ficou chateada alguns dias, mas foi passando e voltando ao normal. Eu passei a me calar e quando ficava naquele jeito de novo eu arrumava uma maneira de evitar ela. Os meses foram passando e voltamos a nos focar em terminar o semestre e arrumar o casamento. Eu estava doido para ver ela de noiva, estaria linda. Os meus irmãos e meus amigos me carregaram para uma despedida de solteiro que foi uma loucura, mas não fiz besteira nenhuma, entende-se ficar com stripper. O dia chegou e não vi Hanna naquele dia. Terminava de me arrumar no meu quarto quando minha mãe entrou.- Eu não consigo arrumar isso direito.

— Deixa que eu arrumo.- Ela veio até a mim e arrumou.

— Você está linda.- Disse.

— Obrigada. Você também está.- Ela disse.

— A senhora acha? Estou me sentindo meio esquisito.- Disse.

— Esquisito?- Ela questionou.

— É, ah, sei lá.- Falei.

— Deve estar nervoso. É normal.- Ela falou.

— Deve ser.- Respirei fundo. Nervoso? Imagina. Mas vai que ela desiste e eu fico plantado lá a esperando? Ou na hora ela diz não?

Ela sorriu.- Não se preocupe com isso. Está tudo certo.

— Eu espero.- Conferi se estava tudo na mala. As passagens e tudo mais.- Podemos ir.

— Ok, vamos.- Ela disse.

POV Misto. (Hanna e Kol.)

Descemos e saímos. A festa seria no jardim, mas a cerimônia na igreja. Entramos e logo a organizadora mandou que tomássemos nossos lugares. Senti meu estômago apertar.

Depois que eu estava pronta, nos dirigimos para a igreja. Eu iria entrar sozinha mesmo. Então desci do carro e respirei fundo para me acalmar. Quando a música começou, entrei na igreja.

Quando ela entrou, senti que meu coração ia sair pela boca. Tão linda e sorridente. Eu a amava demais.

Sorri quando o vi. Ele estava lindo, como sempre estava. Continuei andando até ele.

Ela chegou e dei um beijo em sua mão. Ela estava linda num vestido branco, com um certo decote e que tinha várias daquelas pedrinhas que brilham. Sorrimos e nos viramos para começar a cerimônia.

A cerimônia foi linda e quando saímos, jogaram arroz — o que até hoje eu não entendo porque- e nos dirigimos para o jardim. Quer dizer, eu fui trocar de roupa. O vestido é maravilhoso, mas eu que não fico com ele mais do que o necessário.

Quando a festa começou, me sentia mais leve. Hanna voltou e tiramos tantas fotos que não aguentava mais sorri para ela. Tivemos uma pausa e podemos nos sentar.- Não consigo dizer o quão linda você está.

Sorri.- Obrigada. Você está perfeito.

— Depois que tirei aquele blazer me sinto bem melhor. Está gostando de tudo?- Perguntei.

— Está tudo ótimo e lindo.- Disse.

— Não fazia ideia que envolvia tanta coisa um casamento.- Falei.

— Pois é. E vestido de noiva é pesado.- Disse.

Abracei ela e olhei nossas alianças que brilhavam.- E ainda temos uma viagem para encarar.

— Pois é. Dormimos no caminho.- Ri.

— Com certeza.- Vinham alguns convidados.- Ah não, quero ficar sentado.

Sorri.- Vem.- Peguei na mão dele e nos levantamos.

Voltamos a atendê-los e depois jantamos, dançamos, rimos e brincamos. A festa foi ótima. Quando estava tarde, entramos para tomar banho e nos trocar e logo saímos. Nos despedimos de todos e um carro nos levaria até o aeroporto, então entramos e fomos.

O caminho até o aeroporto foi calmo e não demoramos a chegar lá. O nosso voo foi logo chamado e entramos no avião. Depois de nos ajeitar e o avião decolar, logo pegamos no sono.

Acordei com a aeromoça chamando, estava mesmo cansado. Pegamos as malas e saímos.- Aqui estamos nós, Hawaii.

— Aqui é lindo.- Disse.

— Sim. Conseguiu descansar?- Perguntei.

— Espero que sim.- Disse.

— Vamos para o hotel e descansamos mais.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

Nos encaminhei para o hotel, peguei as chaves e subimos. Claro que tinha pedido uma das melhores suítes.

Coloquei a mala em cima do sofá e me sentei ao lado, tirando o sapato.

— Gostei daqui.- Olhei pela janela, onde tinha a minha frente o oceano.

— Sim, é lindo.- Disse.

— Assim como você.- Disse.

Sorri.- O mar é mais bonito, acredite.

— Duvido. A onde vamos primeiro? Praia ou conhecer por ai?- Perguntei.

— Acho que podemos deixar isso para amanha. Estou cansada de ficar em pé.- Disse.

— Então pedir o jantar aqui no quarto mesmo.- Disse.

— Por mim pode ser.- Falei.

— Tá, daqui a pouco peço. Eu vou tomar banho.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Deixei ela na varanda e fui para o banheiro. Tomei uma ducha longa e demorada, tirando todas os stress daquele dia.

Eu já tinha tomado banho antes de vir, então não precisaria. Olhei para o relógio e era quase 19:00. Fui até a mala e tirei a roupa que usava, menos a lingerie, pois já estava com a que queria estar. Mesmo que eu não visse o ponto de colocar uma lingerie e um minuto depois ela estar rasgada no chão, mas vai entender. Coloquei uma camisola, peguei o cardápio que tinha ali e me sentei na cama, procurando algo que queria comer.

Sai secando meu cabelo ainda, quando a vi naquela camisola, nem acreditei.

— O que você acha de frango grelhado com molho branco? Deve ser bom, não é?- Questionei.

— Sim, deve. Ainda mais com fome. Comi pouco na festa.- Disse.

— Ok, vou pedir. Quer o que para beber?- Perguntei.

— Suco.- Falei.

— Tudo bem.- Liguei e pedi dois pratos de frango grelhado com molho branco, suco para ele e um vinho branco para mim.- Pronto. Chega em meia hora.

— Tempo de sentir essa cama.- Me joguei nela.

Ri.- Sim.

— Ela é das boas, dá vontade de dormir.- Falei.

— Então você devia dormir. Eu te acordo quando a comida chegar ou aqueço ela quando você acordar.- Disse.

— Ah, eu vou, estou cheio de sono ainda.- Disse.

— Tudo bem.- Me levantei e apaguei as luzes.- Eu vou ficar na sala, qualquer coisa chama.

— Tá. Aproveita e descansa também, vai precisar.- Disse.

— Eu estou bem. Me recuperei no avião.- Falei.

— Isso porque você não passou a noite em festa.- Peguei o travesseiro.- Até já.

— Até.- Sai do quarto e fechei a porta. Fui para a sala e liguei a TV em um volume que não o incomodasse. Fiquei assistindo TV e logo o serviço de quarto chegou e peguei. Guardei o dele no frigobar que tinha ali e comecei a comer o meu enquanto assistia filme.

Com uma cama daquelas, peguei no sono rápido. Acordei e vi que ela não estava ali. Ótimo. Peguei as coisas na mala. Arrumei e coloquei pétalas ali, e assim fiz no caminho até a porta. Acendi algumas velas e apareci na sala.— Já comeu?

— Sim. O seu está no frigobar. Quer que eu aqueça? Você disse que estava faminto.- Disse.

— Quero.- Disse.

— Ok.- Me levantei e fui até o frigobar. Peguei o prato e coloquei no microondas para aquecer. Logo tirei o prato, peguei o suco dele e voltei.- Aqui.

— Está cheiroso.- Disse.

— Está ótimo.- Me sentei no sofá, encolhendo minhas pernas.

Comecei a comer.- A TV pega bem?

— Sim.- Falei.

— Que bom. Vão ser duas semanas perfeitas.- Disse.

— Tenho certeza que sim.- Falei.

Voltei a comer e acabei logo.- Agora sim, descansado e abastecido.

— Quer comer sobremesa?- Perguntei.

— Apesar da duvida se pensamos na mesma coisa, quero.- Disse.

Ri.- Ok.- Me levantei e peguei um mousse no frigobar.- Aqui está.

— Ah, essa sobremesa.- Peguei, comendo.

— Que eu saiba não existe outra.- Disse.

— Deixa para lá.- Falei.

— Tudo bem.- Pode ser estranho dizer isso, mas eu realmente me sentia culpada por esses três anos. Eu sei que não devia me sentir pois é escolha minha se quero ou não esperar, e ele também escolheu quando quis continuar comigo mesmo eu falando isso. Mas não é legal quando uma pessoa que você ama fica jogando na sua cara como isso ou aquilo faz mal a ela. Eu sei que ele não tinha culpa em se sentir do jeito que quisesse e sei que pode ter sido difícil para ele esperar, mas ele escolheu me esperar e eu não o forcei a ficar comigo. Eu só queria que ele tivesse logo o que ele quer para eu poder dormir a noite sem ficar correndo isso antes de dormir. Eu fiquei muito mais culpada depois daquela "briga". E também sabia que a culpa por faze-lo esperar ainda me assombraria, mas talvez agora ele não ficasse mais só falando nisso. Porque geralmente quando ele tocava nesse assunto- que era quase sempre- eu nem respondia direito para não criar discussões atoas. Suspirei. Era melhor esquecer isso. Hoje ele vai ter o que tanto queria e eu esperava que essa culpa diminuísse.- Então, está bom o mousse?

— Muito, mas não estou conseguindo nem prestar atenção nele.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você está me distraindo linda assim.- Disse.

— Nem estou tanto assim.- Falei.

Botei o mousse de lado e avancei sobre ela.- Tem noção de quanto amo você? O quanto é adorada e desejada?

Acariciei o rosto dele e o beijei delicadamente.- Eu sei que você me ama, meu amor. Nunca duvidei disso.

— Perfeito.- A beijei de volta e mesmo parecendo meio, sei lá, antiquado, queria mostrar a ela o quanto eu a desejava e amava.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

Sentia a velha corrente passar pelo meu corpo, o deixando em alerta. Deixava o beijo calmo e gostoso. Ainda caia a ficha que estava na minha lua de mel.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e a outra mão descia pelo seu peito.

Me ajeitei e a peguei no colo.- Tenho uma surpresa.

— Tem?- Questionei.

— Fecha os olhos.- Disse.

— Ok.- Fechei os olhos.

A levei até o quarto e me deitei com ela na cama.- Abre.

Abri os olhos.- Uau. Está lindo.

— Gostou?- Perguntei.

Sorri.- Claro que sim. Está lindo.

— Imaginei que algo assim estivesse na sua lista para ser mais especial.- Disse.

— Acho que está na lista de qualquer mulher.- Disse.

— Que bom que acertei.- Falei.

— É quase impossível você errar.- Sorri e lhe dei um selinho.

Ri.- Bem, fazer o que se sou inteligente.

Sorri.- Com certeza você é.

A beijei e fiquei mais perto dela, tocando na sua coxa.

Retribui o beijo e acariciava a nuca dele delicadamente.

Fui subindo a camisola dela, que era branca simples, mas que ficou perfeita nela. Confesso que estava ansioso para vê-la nua.

Comecei a abrir a camisa dele e minha mão descia pela parte do seu peito que começava a ficar descoberto.

— Você tem mãos tão gostosas.- Disse.

Sorri.- Você poderá aproveita-las muito ainda.- Beijei de leve o pescoço dele.

Me arrepiei, mas tinha que me controlar para não me empolgar e acabar rápido demais.

Terminei de abrir a camisa dele e a tirei.- Sabe, tem uma coisa que temos que resolver antes de qualquer coisa. Devíamos ter feito isso antes, mas não vem ao caso.

Me preocupei.- O que?

— Não precisa ficar preocupado, é só uma coisa que precisamos fazer porque ai temos que prevenir. Vamos transar sem proteção e com "intuição" de já ter um filho. Ou vamos com camisinha. Ou você prefere que eu tome uma pilula agora e um amanha também e seguir com ele?- Questionei.

— Oh sim, isso. Acho que seria melhor acabar a faculdade pelo menos antes de um bebe, não?- Perguntei.

— Sim, também acho. Então como vai ser? Se for pilula, eu vou pegar ela lá na bolsa.- Disse.

— É o melhor.- Falei.

— Ok.- Me levantei e peguei a pilula na minha bolsa. Peguei um copo de água e tomei com o remédio. Voltei a cama.

— Você vai ficar linda grávida.- Disse.

Ri.- Ainda falta um pouco para isso.

— Pois é.- A puxei de volta onde estava e tirei sua camisola.

Voltei a beija-lo e acariciava sua nuca.

Tocava ela mais livremente e fui fazer uma das coisas que estava na minha lista; peguei os peitos dela e os apertei.

Suspirei pesadamente contra os lábios dele, mas voltei a beija-lo. Minha mão desceu até a barra da calça dele e tirei o cinto.

— Gosta?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Então vamos melhorar.- Tirei o sutiã dela e comecei a beijar pela pele fina de seu pescoço. Fui descendo devagar até que cheguei a eles, tomando com a boca e sugando-o.

Gemi e suspirei pesadamente. Minhas mão desciam pelas suas costas.

Aqueles peitos eram muito melhores que imaginei. Rocei de leve meus dentes no mamilo e dei uma mordidinha.

Me arrepiei com o que ele fez e minhas mãos subiam e desciam pelas suas costas.

Passei a fazer o mesmo no outro e não deixei de tocar no que abandonei. Tinha que me livrar era da sensação constante de que ela me afastaria.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Cada vez melhor. Porque?- Questionei.

— Nada.- Disse.

— Qualquer coisa me diga, está bem?- Perguntei.

— Tudo bem.- Falei.

Voltei ao que fazia e passei a tocar mais para baixo, até chegar no sexo dela.

Segurei a mão dele.- Hoje eu não quero nada "excêntrico". Temos muito tempo para qualquer coisa, não precisa ser tudo hoje.

— Manter-se ao básico. Entendi.- Sorri e voltei a mão para cima.

— Hoje é a nossa primeira vez. Vamos deixar ser algo sutil, como essas pétalas de rosas.- Disse.

— Essas?- Peguei algumas da cama e deixei cair sobre ela.

Sorri.- Exatamente. Amanha a gente faz tudo que você imaginou e até mais um pouco.- Lhe dei um selinho.

— Como você disse, temos tempo para tudo.- Tinha que controlar minha ansiedade. Tirei a calcinha dela e a olhei. Deus, ela era perfeita demais.

Sorri.- Sim, temos.- O beijei e comecei a abrir sua calça.

Retribui o beijo e me afastei para tirar a calça, minha ereção estava dolorida naquela cueca.

Podia perceber que ele estava excitado. Já o tinha visto assim várias vezes, então não era bem uma "novidade". Comecei a tirar a cueca dele também.

Suspirei aliviado.- Bem melhor.

Sorri.- Que bom. Mesmo que eu não saiba nada sobre isso.

— Imagina usar um sutiã muito apertado e depois se livrar dele.- Disse.

Ri.- Você me fez imaginar meus seios pulando para fora do sutiã. Isso seria uma cena engraçada.

— Não é engraçado, até doí.- Disse.

— Ownn, tadinho de você.- Toquei delicadamente no membro dele.- Você me faz ficar com pena de você e querer aliviar isso. Porém, hoje é o básico, como você disse.- Tirei minha mão.

Gemi, estremecendo com esse leve toque dela.- Hanna, não faz isso.

— O que meu amor?- Questionei.

— Me provocar assim.- Tínhamos nos levantado um pouco e a derrubei, a deitando e ficando entre as pernas dela.- Posso não me responsabilizar pelos meus atos.

Sorri.- Tudo bem. Eu sou toda sua hoje.

— Não podia ser em melhor estilo.- Cheguei mais perto dela e rocei meu membro em sua entrada.

Suspirei ao toque e voltei a beija-lo. Podia beija-lo sempre.

Mantendo o beijo, me coloquei na entrada e forcei um pouquinho, mas quando ela arfou, eu parei.

— O que foi?- Perguntei.

— Você está ok?- Questionei.

— Claro.- Disse.

Como ela estava bem, continuei até me afundar dentro dela. Acho que acabei por esquecer mesmo como era essa sensação. Era tão deliciosa que quase gozei de primeira.

Minha mão descia acariciando suas costas e a outra tocava em seu peito.

Comecei a me movimentar dentro dela e só conseguia pensar em como ela era gostosa.

Desci meus lábios pelo seu pescoço e minha mão subiu até seus cabelos, acariciando ali.

A segurei mais contra mim e sentir seu corpo assim, junto, se encaixando perfeitamente ao meu, era o melhor dos sonhos.

Envolvi minha perna na sua cintura, o mantendo bem junto a mim. Minha mão descia pelo seu abdômen. Ele era mesmo perfeito. De todos os jeitos.

Não segurava mais meus gemidos, não precisava me conter com o que pensava ou queria. Agora era apenas nós dois e nos completando no que faltava.

Subia meus lábios até seu ouvido e gemi seu nome, logo dando uma leve mordida no lóbulo da orelha dele.

— Hanna, como pode ficar tão sexy?- Estava com a respiração entrecortada.

— Você não conhecia esse meu lado ainda.- Sorri e deixei minha língua fazer o caminho do seu maxilar junto com beijos.

Meu corpo estava a mil. Eu queria esperar por ela, mas estava ficando difícil com ela me excitando mais ainda.

— Está tudo bem amor, não precisa esperar.- Continuei beijando seu pescoço e acariciando suas costas.

Sorri e aumentei a velocidade. Em segundos foi como se tivesse sido acertado por um choque, mas o choque mais gostoso de todos.

Ele descansou a cabeça no meu peito e acariciava os cabelos dele.

Tomei folego.- Isso é muito melhor que eu lembrava.

Sorri.- Que bom.- Beijei a ponta do nariz dele.

— Mas eu quero que você também sinta.- Disse.

— Só amanha. Porque eu estou realmente cansada do dia de hoje.- Falei.

— Já quer dormir?- Perguntei.

— Se você não se importar.- Disse.

— Claro que não, mas não quer um banho antes? Estamos todo suados.- Disse.

— Pode ser.- Falei.

Já estava recuperado.- Vamos então.

— Ok.- Fomos para o banheiro.

— Banheira?- Perguntei.

— Não. Chuveiro mesmo, para ser rápido. Eu mal posso ficar em pé de cansaço.- Disse.

— Tadinha, eu ajudo.- Liguei o chuveiro e nos coloquei debaixo, deixando a água nos relaxar.

Tomamos o banho e logo saímos. Me sequei, coloquei uma calcinha e a blusa do pijama. Desliguei a luz e nos deitamos.

Ajeitei ela nos meus braços.- Pode dormir agora.

— Boa noite.- Disse.

— Amor.- Falei.

— Sim?- Questionei.

— Valeu a pena esperar?- Perguntei.

Sorri.- Sim. Com certeza.

— Foi como desejava?- Perguntei.

— Ainda melhor.- Disse.

Sorri.- Agora fico tranquilo.

Lhe dei um selinho.- Não tem que se preocupar.

— Eu sei lá, vai que na hora você não gostava e percebesse que gostava de outra coisa.- Disse.

— Outra coisa?- Perguntei.

— É, sabe... Garotas.- Disse.

Ri.- Não. Eu gosto de homens mesmo. De você, mais especificamente e com certeza eu gosto de planaltos e não de planícies.

— Plana... ah, entendi.- Ri.

Sorri e o beijei.- Não se preocupe com isso.

— Não vou mais.- Disse.

— Ok.- Falei.

— Agora dorme que eu conheço essa carinha de sono.- Disse.

— Ok. Boa noite.- Disse.

— Boa noite sra. Minha Esposa.- Disse.

Sorri.- Boa noite meu amor.- Me ajeitei e logo adormeci.

A olhei por um bom tempo e pensava em como estava feliz, agora completamente. Dormi logo também e no outro dia quase não saímos da cama. Eu colocando meu tesão em dia e mostrando a ela cada coisa boa e gostosa que o sexo tinha. Perdi a conta das vezes que gozamos juntos e conhecia cada vez mais aquele corpo maravilhoso. No final acabo vendo que ela ter sido virgem deixou tudo mais gostoso, como ela diz mais especial. Depois de alguns dias passados me ligaram e ganhamos mais uns dias de lua de mel na França do meu irmão. A Hanna amou e estamos indo para lá. Ela está dormindo agora, a viagem é longa, mas só posso pensar nela com essa marquinha de biquíni... Se controle, estamos num avião. Os lençóis de Paris que nos aguarde.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Eu realmente estava com pena do Kol HAHA´ tadinho Bem, o próximo é Elijah e Hanna, e é o último da "maratona" da Hanna. Eu posto ele pelo decorrer dessa semana, então fiquem de olho :) Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)