Liberty- One Shots

39 Capítulo 39- Elijah & Hanna.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Agora esse é Elijah e Hanna, e o ultimo da maratona com a Hanna :3 E esse é em um mundo paralelo, então o Elijah é humano também. Espero que gostem :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo... P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS! IMPORTANTE!

POV Elijah.

Estava no meu escritório vendo contratos e mais contratos. Os negócios prosperavam, mais ainda agora que a Guerra acabou. Ah, nem me apresentei. Sou Elijah Mikaelson e sou presidente da Mikaelson Têxteis. A empresa é da minha família, mas eu que tomo conta de tudo. Olhei pela janela e o verão ia embora, e podia perceber um vento com certeza mais gelado pela reação de quem estava na rua. Olhei meus recados e suspirei. Meu pai me pressionava mais uma vez para casar e dar um herdeiro a família. Desse jeito vai ter que ter um casamento arranjado. Minha secretária avisou que tinha alguém me esperando e mandei que entrasse.

— Com licença senhor Mikaelson.- Melissa disse.

Levantei o olhar.- Melissa? Olá, entre.

— Como o senhor está?- Ela perguntou.

— Estou bem e como está? E as meninas?- Eu conhecia o marido dela, Liam, ele trabalhava aqui. Mas com a guerra, ele foi convocado e a dois anos, infelizmente morreu num ataque. Deixou ela, uma filha adolescente e uma menininha. Eu me compadeci delas e para ajudar dava uma pensão, já que o marido dela era meu empregado.

— Estamos todas bem. Graças ao senhor.- Ela sorriu.- Mas estou aqui por outro motivo.

— Diga. No que poder ajudar...- Disse.

— Eu estava conversando com sua mãe ontem a noite e ela deu uma ideia. Ela disse que o senhor está procurando uma esposa e bem, minha filha já está na idade de casar. E ela é uma boa menina.- Ela disse.

— Sua filha? Hanna, não é? Mas ela é nova ainda.- Não acreditava que ela tinha feito isso, induzir uma garota amim.

— Sim. Bem, e é isso que conta, não é? Nós mulheres temos que aproveitar e achar um bom marido enquanto novas.- Ela falou.

— E o que ela acha disso?- Questionei.

— Ela sempre quis se casar e com certeza ficou feliz com a possibilidade de o senhor ser o marido dela.- Ela disse.

— Quantos anos ela tem?- Perguntei.

— 17. O senhor não a vê faz um tempo.- Ela falou.

— Realmente não.- Parei e pensei um pouco. Estava disposto a me prender a uma garota ainda? Mas se não fosse ela, viria outra. Hanna eu conheço a família e sei que é uma boa pessoa. Fazer o que? Estava fadado aquilo.- Tudo bem, vou desposar sua filha Melissa.

Ela sorriu.- O senhor não irá se arrepender.

— Espero cuidar de Hanna bem.- Disse.

— E o senhor irá. Ela foi comprar sorvete com a irmã e vai me encontrar aqui na frente. Se quiser posso dizer para ela vir vê-lo.- Ela disse.

— Eu desço com você.- Falei.

— Ok, tudo bem.- Ela disse.

POV Misto. (Elijah e Hanna.)

Peguei meu paletó e desci com ela. Estava certo, um vento frio já passava pela cidade. Olhava o movimento distraído quando vi uma moça loira e uma garotinha loira também vir na nossa direção.

— Hanna, que bom que chegou. Não sei como conseguem tomar sorvete nesse frio.- Melissa disse.

— Questão de prática, mãe.- Sorri.

— É mãe, está gostoso.- Julie disse.

— Julie? Nossa, como está crescida.- Disse.

Melissa sorriu.- Está mesmo.

— Olá Hanna.- Disse.

O olhei nos olhos agora.- Olá senhor.

Ela tinha olhos azuis lindos.- Eu e sua mãe conversamos, e estamos em acordo para eu desposar você.

— O que é isso?- Julie perguntou.

— Quer dizer que sua irmã vai se casar, amor.- Melissa disse.

— Eu ficaria honrada com isso, senhor.- Falei.

Sorri.- Nos próximos dias veremos tudo o necessário, e quando for cabível, faremos a cerimônia. Do que precisar pode me procurar, mas imagino que minha mãe cuidará de tudo. E Hanna, gostaria de morar aqui no centro?

— Onde o senhor estiver ou quiser ir, estarei junto.- Disse.

— Eu já tinha um imóvel a vista aqui perto. Vai gostar.- Falei.

— Você vai levar ela embora?- Julie se abraçou na irmã.

— Claro que não meu amor.- Peguei ela no colo.- Eu verei você todos os dias.- Sorri e beijei a ponta do nariz dela.

— Sim, vai, sabe porque? A minha casa vai ser bem grande e não quero sua irmã sozinha enquanto fico no trabalho. Então você e a sua mãe podem ficar lá. Se concordar, é claro Melissa. Eu fico o dia todo aqui na empresa.- Disse.

Melissa sorriu.- Ficaríamos agradecidas senhor.

— Então estamos acertados. Hanna, qualquer coisa que queira me dizer, se sinta a vontade.- Disse.

— Tudo bem senhor.- Falei.

— Eu tenho que voltar ao trabalho. Tenham um bom dia.- Disse.

— Igualmente senhor. Até mais.- Melissa disse.

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Me despedi e voltei a minha sala. Ela era uma garota e não sabia nada de uma vida homem/mulher. Não era o melhor dos cenários, mas tamém não o pior. Como mencionei, minha mãe cuidou de tudo para o casamento e eu comprei a casa que disse. Era bonita e grande, e não muito longe da empresa. Três meses se passaram e vi Hanna algumas vezes. Hoje era o dia do casamento, não me sentia nervoso e sim um pouco preocupado com a vida que teria. Fui para igreja e ela entrou, linda e nervosa em seu vestido branco. Fiz uma nota de que pelo menos teria uma mulher bonita e provavelmente que me serviria bem na cama.

Eu entrava na igreja ao som da música e olhei Elijah. Ele estava lindo, mas a expressão dele estava vazia. Eu sabia que estava me casando com um homem que não me ama, não me deseja e não sente nada por mim. Nós mulheres -a grande maioria- nasce já sendo ensinada para ser esposa. Temos que cuidar da nossa pele, nossos rosto e nosso corpo. Mas pele jeito ele não gostava de nenhum desses em mim. Talvez tenha feito algo errado. Mas agora eu me casaria com ele e seria uma boa esposa. Pelo menos tentaria. Eu sabia que tinha uma possibilidade imensa dele me trair e isso com certeza me chatearia, mas teria que continuar. O pior é que eu realmente o amava. Nesses três messes eu procurei tudo que podia sobre ele. Matérias nos jornais, entrevistas e conversei casualmente com algumas pessoas. O que eu vi... isso me fez ama-lo. Ele era um bom homem. Eu teria que suportar isso e o faria. Sabia também que provavelmente ele só iria me querer para engravidar e com certeza seria de primeira porque eu sou fértil e jovem. E claro que eu estava louca para ter um filho, pelo menos um pedaço dele me amaria. Respirei fundo e continuei andando até ele.

Ela chegou a mim e sorri beijando sua mão. Tomamos os lugares. O perfume dela tomava conta e era delicioso. Toda a cerimônia aconteceu tranquila e saímos para a festa. Chegou a hora da dança tradicional.- Está linda Hanna.

Sorri.- Obrigada.

— E dança bem também.- Disse.

— Eu faço o possível. Vo...- Parei. Ficava em duvida se devia chama-lo de "você" ou ainda de "senhor". Era melhor manter como antes.- O senhor dança perfeitamente e também está lindo.

— Você ou Elijah, por favor.- Falei.

Assenti.- Tudo bem.

— E obrigado.- Disse.

— De nada.- Falei.

— Gostando da festa?- Perguntei.

— Sim. Está tudo lindo.- Disse.

— Quando vai ser servido o jantar? Confesso que estou com fome.- Falei.

— Somos os noivos. Podemos ir pegar na cozinha enquanto não servem.- Sorri e o peguei pela mão, indo em direção a cozinha.

A segui e logo encontramos a governanta da minha casa a beira de uma confusão que era aquela cozinha.- Lucy.

— Senhor Mikaelson. Está tudo bem?- Lucy questionou.

— Sim, seu trabalho é ótimo, como sempre. Mas gostaríamos de saber se pode nos servir algo, estamos famintos.- Disse.

— Claro que sim. Um minuto.- Lucy saiu para servi-los.

— Espero que a nossa seja tão boa como ela.- Disse.

— Se quiser não precisamos ter uma. Eu sei fazer tudo na casa. Não precisa gastar dinheiro.- Disse.

— Eu não quero você sobrecarregada, se tivéssemos necessidade tudo bem. Mas fique a vontade para fazer o que desejar. Na verdade temos muito o que conversar.- Disse.

— Temos?- Perguntei.

— Sim, mas não agora.- Lucy nos serviu e a comida estava uma maravilha.- Você não tem aquelas coisas sobre comida, não é?

— Não, mas agora tenho que cuidar do meu corpo mais do que antes.- Disse.

— Tudo bem. Só não quero você magra demais.- Disse.

Sorri.- Não se preocupe. Eu vou manter meu peso de hoje.

— Ótimo.- Terminamos de comer e voltamos a festa. Não demoramos muito e logo estávamos nos despedindo. A mãe e irmã dela só se mudariam amanha, então a casa hoje seria apenas nossa.

Me despedi da minha mãe separado e ela deu seus últimos conselhos sobre a "noite". Ela já tinha falado comigo sobre isso, mas continuava falando sempre. Depois de me despedir, seguimos para casa.

Chegamos e uma coisa que tinha gostado, era daquela casa.- Gostou daqui?

— Sim. Ela é linda. Você tem ótimo gosto.- Disse.

— Obrigado.- Subimos e entramos no quarto.- Gostei das coisas que escolheu.

Sorri.- Fico feliz que tenha gostado.

— Sim.- Tirei o casaco e a gravata, não via a hora de me livrar daquilo.- Odeio gravatas.

— Isso está anotado.- Fui até ele e peguei a gravata, colocando no cabide que tinha ali.- E você fica bem melhor sem ela.

— Elas incomodam.- Sentei na cama e tirava os sapatos.

— Você quer que eu prepare um banho para você? E posso fazer um chá também, você parece um tanto tenso.- Falei.

— Depois tomamos banho. Deve estar querendo se livrar dessa roupa também.- Disse.

— Sim. Ela é bastante pesada.- Tirei o salto que usava e soltei meus cabelos.

Me coloquei atrás dela e afastei o cabelo. Comecei a abrir os botões que ficavam nas costas, ela tinha estado mesmo linda.

Segurava meus cabelos enquanto esperava ele abrir o vestido.

Os botões seguiam até a base da sua cintura e quando cheguei lá, toquei por dentro para tira-lo.

Me arrepiei com o toque dele e puxei as mangas pela frente, tirando-o.

Me mantive atrás dela.- Você tem um corpo lindo.

Sorri.- Obrigada. Eu fiz o possível para que sim.

Puxei a parte de baixo.- Você prefere se trocar sozinha?

— Sim. Eu já volto.- Peguei o vestido do chão e entrei no banheiro que tinha ali.

Tirei minha camisa, peguei um whisky e me sentei na cama. Talvez não fosse tão ruim ter uma esposa.

Tomei um banho e me limpei bem. Principalmente o cabelo que estava com cheiro de gordura do tempo que ficamos na cozinha. Sai e me sequei. Passei o hidratante no meu corpo e coloquei uma camisola preta transparente, mas só em partes, não toda. Fiquei sem nada por baixo mesmo. Escovei meus dentes e penteei meus cabelos, deixando-os soltos. Voltei ao quarto.

Estava distraído e minha atenção foi chamada pelo bater da porta. A olhei de cima a baixo. Nossa.

Sorri com o olhar dele e me dirigi até cama, me sentando.

Tomei mais um pouco.- Venha até aqui.

Fui até ele.

Toquei seus ombros, derrubando as alças e fazendo a camisola descer. Uma coisa que logo reparei foi naqueles peitos com certeza.

Mordi meu lábio percebendo o olhar dele. Eu com certeza gostava da intensidade do olhar dele.

Toquei-a ali e a puxei para mim.

Ele tinha mãos firmes e percebi que gostava de homens assim como ele. Toquei delicadamente no peito dele, a parte que estava descoberta pois a camisa estava aberta somente no inicio.

Deixei ela me tocar e tirei a camisa. A vontade de ter ela aumentava, queria ela e logo para mim.

Minha mão desceu delicadamente pelo seu abdômen. Ele era realmente lindo.

A peguei e a deitei, me deitando sobre ela. Sentir seu corpo assim era delicioso, não via a hora de estar dentro dela.

Acariciei o rosto dele e toquei suavemente seus lábios.

Beijei o pescoço dela e minhas mãos subiram por aquele corpo, que agora era totalmente meu.

Me arrepiei com o beijo dele e acariciava os cabelos dele. Era ótimo sentir os lábios dele na minha pele e suas mãos no meu corpo.

Sentia meu membro reagir a estar junto dela, então tirei a minha calça e do que ainda me cobria.

O olhei. Nunca tinha visto um homem nu, isso é óbvio, mas com certeza ele era perfeito até completamente nu.

A puxei pelas pernas para mais junto de mim e voltando a estar deitado sobre ela, me coloquei em sua entrada e comecei a entrar.

Mordi meu lábio para não deixar escapar o gemido da dor. Sempre me avisaram que no começo é dolorido, mas nenhum ser humano está preparado para dor.

Sabia que de inicio era assim para a mulher, mas pelo menos tinha certeza da virgindade dela. Para melhorar um pouco ia devagar nos meus movimentos.

Me acostumava com a sensação dele dentro de mim e descia minhas mãos pelas costas dele.

Meu corpo respondia a ela. Prestei atenção nela e estava tão entregue que a deixava mais bonita.

Acariciava a nuca dele e sorri com o olhar dele. Queria poder beija-lo, mas ele parecia não querer, já que em três meses ele nem se quer tentou.

Gemia do prazer que ela me dava e os toques dela eram gostosos também.

Permaneci tocando-o nas costas e no seu peito.

Eu tocava suas coxas e por elas a trazia para mais junto de mim. Acelerava, indo mais rápido e mais fundo nela.

Eu não sentia nada "a mais" agora. Devia ser pelo fato de não estar totalmente preparada ou por ser a primeira vez, mas eu estava feliz por estar com ele.

O ápice chegava e momentos depois eu me derramava dentro dela. A sensação disso foi mais gostosa que o normal.

Acariciava os cabelos dele delicadamente enquanto ele recuperava o fôlego.

Dei um beijo nos ombros dela.- Você é uma delícia.

Sorri.- E completamente sua agora.

— Sim, eu gosto disso.- Me deitei ao lado dela.

Me sentei na cama.- Que bom então.

— Acho que vou gostar muito desse nosso tempo, todos eles na verdade. Você é uma pessoa fácil de gostar.- Disse.

Eu sabia que ele nunca iria passar disso quanto ao sentimento que sentia por mim.- Eu fico feliz com isso.

— Algo errado?- Tinha olhado ela e me pareceu cabisbaixa.

— Nada.- Balancei a cabeça e tirei o cabelo do meu rosto.- Você quer alguma coisa? Posso pegar ou fazer para você.

— Não Hanna, descanse. E você é minha esposa, não minha empregada.- Disse.

— Eu sei, mas não gosto de ficar parada.- Falei.

— Mas assim como eu deve estar querendo dormir. Venha, vamos descansar que foi um longo dia.- Disse.

— Tudo bem.- Me deitei.

Fiquei ao lado dela e passei o braço por ela.- Adorei seu perfume.

Sorri.- Que bom que gostou. Vou me lembrar de sempre tê-lo então.

Beijei seus cabelos, já sonolento.- Eu vou gostar.

— Agora durma. Amanha você tem que estar bem descansado para o trabalho.- Beijei a bochecha dele.- Boa noite.

— Boa noite.- Respondi sendo vencido pelo sono.

Eu acabei não dormindo rápido, mas como ele estava com o braço envolta de mim, não podia sair dali. Então fiquei ali, somente o observando. Mas em algum momento devo ter pegado no sono.

Foi uma noite tranquila e quando acordei, gostei da presença dela junto de mim. Era cedo e pensei bem, iria ficar em casa. A olhei. Seus cabelos caiam sobre o rosto e ombros, uma cascata loira que emoldurava bem aquele rosto.

Senti-me acordar e vi Elijah me olhando.- Hey, bom dia. Está acordado a muito tempo?

— Não. E bom dia.- Sorri, beijando seus cabelos.

Sorri e me sentei na cama.- Não vai ir trabalhar?

— Não.- Puxei ela pela mão, trazendo para mim.

Acariciei o rosto dele.- Tudo bem. Vai ser bom você ter um dia para relaxar.

— E sei ótimos jeitos disso.- Nos rolei e a deixei debaixo de mim. Minha ereção matutina tinha dado sinal enquanto a olhava.

Sorri.- Parece um ótimo jeito.

— Sim é.- Toquei ela e entrei de uma vez. Ontem estava um pouco alterado de bebida, mas hoje estava consciente de como era bom estar dentro dela.

Deixei minha perna entrelaçada na cintura dele e a deixava acariciar ali. Minha mão descia pelas suas costas. Eu gostava de sentir a pele dele.

— Você já sabe se portar bem. Como?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

Reprimi um gemido.- Nos movimentos.

— Deve ser o instinto.- Disse.

— Deve ser.- Minhas mãos corriam aquele corpo e descobria cada parte dele, o memorizando e saboreando o prazer de toca-lo.

Descia minha mão pelas costas dele e a outra mão acariciava seus cabelos.

Toquei o seu seio e sorri quando ela gemeu. O prazer aumentava, então ia cada vez mais rápido e mais forte nas estocadas dentro dela.

Tocava em sua nuca e deixava minha perna subir e descer na sua cintura.

Me perdia ali e tudo que importava era chegar ao auge logo, e ainda bem que não demorou a acontecer. Cheguei muito mais intenso que a noite.

Eu gostava de dar prazer a ele. Poderia fazer isso sempre. Ele descansou no meu peito e acariciava seus cabelos.

Ri.- Assim logo teremos uma casa cheia.

Sorri.- Eu vou adorar.

Absorvia o perfume dela, me acostumaria fácil com o lugar que estava.

Beijei os cabelos dele.- Eu vou tomar um banho e fazer nosso café.

— Traga-o para cá.- Disse.

— Tudo bem.- Me levantei e fui para o banheiro. Tomei um banho rápido e me sequei. Coloquei uma calcinha e um vestido leve. Sem o sutiã. Eu gostava de ficar sem sutiã em casa. Eu sabia que era inapropriado ficar sem sutiã na frente de outros homens além do seu marido, mas de homem só ele está na cama, pelo menos eu acho. Terminei de me arrumar e sai do quarto, indo para a cozinha.

Ela foi e me virei, aproveitando para dormir mais um pouco, afinal estava de folga. Acabou que foi apenas um cochilo e quando acordei, repassava as coisas que queria falar com ela.

Fiz o café e voltei ao quarto.- Espero que goste.

— Está cheirando muito bem.- Disse.

— Que bom.- Me sentei ao lado dele.

Peguei a xícara de café e tomei um pouco.- Nem muito quente nem muito frio. Como sabia?

— Instinto.- Sorri.

Sorri e peguei uma das torradas que tinha ali.- Não vai comer?

— Estou sem fome.- Disse.

— Tem certeza?- Passava geleia em mais uma.

— Sim.- Falei.

— Tudo bem. Ah tenho uma coisa para você, espero que goste.- Me levantei e peguei uns papéis numa gaveta.

— O que é?- Perguntei.

— Aqui. Eu lembro que sua mãe sempre fala que você adora desenhar, então enquanto tiver tempo livre e não enlouquecer olhando as paredes dessa casa, eu matriculei você nessa escola, em uma das turmas de jovens casadas.- Disse.

Sorri.- Obrigada Elijah, tenho certeza que irei gostar sim.

— Gostou?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— Que bom. Só peço que sempre ande acompanhada.- Disse.

— Porque?- Questionei.

— Não gosto da ideia de você andando sozinha pela cidade.- Disse.

— Mas eu sei me cuidar.- Falei.

— Hanna, por favor. Nem é algo tão complicado de se fazer.- Falei.

Suspirei.- Ok.

— Obrigado.- Continuei tomando o café até me sentir satisfeito.- Quanto as coisas da casa você pode fazer tudo como achar melhor, só as coisas mais sérias me consulte.

Assenti.- Tudo bem.

— Acho que conforme for passando o tempo, vamos ver o que precisamos avisar um ao outro.- Disse.

— Sim, vamos.- Falei.

— Agora vamos nos levantar que sua mãe e sua irmã vão chegar e ainda estamos aqui.- Disse.

— Tudo bem.- Me levantei.- Vou deixar você se ajeitar e vou ficar te esperando na sala.

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Sorri para ela. Era mesmo uma boa garota. Os dias foram passando e me afeiçoava e acostumava a ela. Sempre sorridente, divertida e me deixando bem. Percebi o quanto estava assim quando uma noite acordei e não a encontrei na cama, logo sentindo um vazio. Ela voltou e me tranquilizei. A cada vez que tínhamos relação, me sentia mais próximo e bem para algo que ainda não tínhamos. Só não sei se ela queria, já que ela andava estranha ultimamente. Cheguei e a encontrei deitada com uma expressão triste.- Hey, o que foi?- Tirei o paletó e me sentei ao seu lado.

— Nada.- Disse.

— Você não parece bem.- Falei.

— Mas eu estou.- Disse.

Toquei seu rosto.- Trouxe aquele doce que gostou.

Sorri.- Obrigada.

— Agora ficou melhor.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você sorrindo.- Disse.

— Eu estou bem, não se preocupe.- Me sentei na cama.- Como foi no trabalho?

— Tranquilo. Agora sem a guerra, as pessoas estão voltando a se animar em comprar roupas e tudo que envolve tecidos.- Falei.

— Isso é ótimo.- Disse.

— Sim. E a aula?- Questionei.

— Estava ótima.- Falei.

— Está gostando então?- Perguntei.

— Estou sim.- Disse.

— Fico feliz com isso.- Tirei a gravata e os sapatos.

— Eu também.- Disse.

— Vou tomar banho. O que temos para o jantar?- Perguntei.

— Lasanha.- Falei.

— Ótimo, volto já.- Entrei no banheiro.

Fui para a cozinha e dei uma aquecida na comida, logo colocando na mesa. Enquanto o esperava, fiquei arrumando algumas coisas na cozinha.

Tomei um banho demorado, me vesti e desci. A peguei por trás.- Onde estão Melissa e Julie?

— Estão no quarto. Vou chama-las agora.- Disse.

— Eu chamo.- Dei um beijo em seu pescoço e fui chamar as duas.

Fiz uma salada e coloquei na mesa. Me sentei para espera-los.

Voltava a mesa e Julie vinha no meu colo. Aquela garotinha era uma graça.- E você ganhou dele?

— Claro, eu sou mais inteligente.- Julie disse.

— Do que quem?- Questionei.

— Do menino na sala que falou que eu não ia fazer a tarefa antes da dele.- Julie disse.

— Essa é a minha garota.- Apertei o nariz dela.

Sorri.- Parabéns então.

— Então não mereço presente?- Questionei.

Ri.- Por hoje só dá sobremesa. Mas amanha eu vou ver se acho alguma coisa a sua altura, ok?

— Eu trago uma boneca nova.- Disse.

— Oba!- Julie disse.

— Agora vamos comer.- Falei.

O jantar passou tranquilo e gostoso, Hanna cozinhava bem, mas reparava que Melissa a olhava sempre de maneira estranha. Depois de muito conversar e subirmos, eu só queria saber de uma coisa; dela.

Fui até a cômoda para pegar uma camisola. Soltei meus cabelos que tinha prendido para cozinhar.

Cheguei atrás dela e coloquei a mão em seus ombros.- Não precisa colocar.- Falei baixo.

Me virei, ficando de frente para ele.- Tudo bem.

Abri os botões da blusa dela e a tirei.- Fica melhor assim.- Beijei pelo seu colo.

Me arrepiei com o beijo dele.- Que bom então.

— Sim, eu acho.- Fui subindo até que encontrei seus lábios.

Senti minha respiração falhar. Até hoje eu nunca havia beijado ninguém. E era estranho ficar nervosa com isso e não ficar com sexo.

Senti ela travar.- O que foi?

— Nada.- Disse.

Toquei seu rosto.- Não quer me beijar?

— Quero. Só que nunca nos beijamos. Pensei que você não quisesse ou não gostasse.- Disse.

Sorri.- Não era isso. Mas acho que éramos estranhos demais para algo assim. Prefiro agora que já estamos interados um do outro.

— A sua ordem de estranhos é bem estranha.- Falei.

— Eu sei. Mas tem até que algum sentindo. Algumas "senhoras" apesar de ter muitos clientes, não os beijam por ser algo pessoal demais.- Disse.

— Eu acho que ficar nua na frente de um homem e deixar que ele te toque e esteja dentro de você, é mais pessoal que um beijo.- Falei.

— Não precisamos discutir, só aproveitar.- Envolvi a mão em seus cabelos e a puxei para mim, a beijando de novo.

Dessa vez retribui o beijo.

Tomei a boca dela e agora sim sentia que a tinha completamente, e que meus sentimentos por ela só ficavam maiores. E depois dessa noite as coisas foram ficando melhores, se é que é possível. Eu sentia que estava mais apaixonado por ela. Mais de um mês passou até que ela me disse o que nos completaria mais ainda. Estava grávida. Eu não podia me conter de felicidade. Agora estou no meu trabalho, quando um empregado da minha casa veio me chamar, tinha acontecido algo com a Hanna. Deixei tudo como estava e fui para casa correndo. Entrei e como não vi ninguém, corri até o quarto.- Hanna?

— Hey calma. Assim você vai ter um infarto.- Disse.

— O que houve?- Reparei que ela estava de camisola, deitada e meio pálida.

— Eu perdi o bebê.- Disse.

— O que? Mas como?- Questionei.

— Não sei. Naturalmente.- Falei.

— Droga.- Por instinto abracei ela.- E como você está?

— Triste. Mas acho que seria ainda pior se ele já fosse grande e formado. Acho que ai eu ficaria devastada. Pelo menos ele não sofreu. Ainda era uma sementinha.- Disse.

Me sentei melhor e a coloquei no meu colo.- Eu sinto muito. Por ele e por você.

— Eu que sinto muito. Sei que se casou para ter filhos.- Falei.

Acariciava o braço dela.- Não se preocupe com isso. Me preocupo é se você está bem, meu amor.

— Eu estou bem. Só um pouco dolorida.- Disse.

— Precisa de alguma coisa?- Questionei.

— Não.- Falei.

— Posso fazer alguma coisa?- Perguntei.

— Não tem nada a ser feito.- Disse.

— Tudo bem.- Dei um beijo em seus cabelos.

— Você devia voltar para o trabalho.- Disse.

— Vou ficar aqui.- Disse.

— Ok.- Falei.

— A não ser que queira que eu vá.- Disse.

— Claro que não.- Falei.

— Então eu fico.- Disse.

— Ok.- Falei.

Aquilo foi um choque, queria tanto aquele bebê. Fiquei com ela até tarde da noite, quando ela dormiu, a coloquei na cama. Apesar do jeito frágil, Hanna era forte, mas sabia que precisava do meu apoio. Aqueles dias foram meio quietos, mas logo as coisas começaram a voltar ao normal, até que podia já voltar a ter relação. De inicio eu mal a tocava, agora estava tudo certo. E deu certo. Hanna engravidou algumas semanas depois. Ficamos com medo dela perder de novo, mas foi tudo bem. Eu fui com calma sobre sonhar com esse bebê, mas com a proximidade dele chegar, eu me empolgava. Aprontamos um quarto ao lado do nosso e ela estava enorme. Estávamos no jardim.

— O dia está lindo.- Disse.

— Sim. Não é melhor você sentar?- Perguntei.

— Eu estou bem.- Falei.

— Mesmo? Tem andado cansada esses dias.- Disse.

— Eu não estou doente, Elijah.- Falei.

— Desculpa. Só perguntei pelo seu bem estar.- Disse.

— Tudo bem.- Falei.

— É impressão minha ou a Julie está com ciume do bebê?- Perguntei.

— Acho que só um pouco. Mas acho que é bem normal.- Disse.

— Ainda acha que é um menino?- Questionei.

— Sim.- Toquei na minha barriga.- Ele chuta forte, só pode ser um menino.

— Meu pai vai enlouquecer se for. Primeiro neto menino.- Disse.

Sorri.- E tenho certeza que ele vai ser um grande homem. Como você e ele.

— Com certeza.- Me distraí olhando o jornal e um gemido dela chamou a minha atenção.- O que foi? Já está com fome de novo?

Olhei para ele.- Você está dizendo a uma grávida que ela come demais. Isso não é nada bom para a sua vida. Mas não é isso. É que a bolsa estourou.

Processei o que ela disse.- Estourou do tipo, vai nascer?

— É, Elijah. Vamos.- Me levantei.- Eu preciso encontrar um pano para secar minhas pernas.

— Vamos.- A ajudei a entrar e a levei para o quarto. Chamei a mãe dela que havia deixado tudo pronto.

— Eu já chamei o doutor.- Melissa disse.

Senti ela apertar minha mão.- O que?

— Foi a dor, desculpe.- Falei.

— Não tem problema.- Fiquei melhor ao lado dela.- Será que ele vai demorar?

— Eu realmente espero que não.- Disse.

Pude ouvir a campainha e fui abrir. O encaminhei até o quarto, mas ele não permitiu que eu ficasse.- Se precisar me chame, que ele não me impede de ficar com você.- Disse no ouvido dela.

Assenti e dei um selinho nele.- Pode ir. Eu vou ficar bem.

— Tá.- Sai do quarto e estava com um aperto no peito. Enquanto não visse ela e o bebê bem, não passaria.

O parto ocorreu bem. Foi dolorido, claro, mas ficou tudo bem. Era mesmo um menino. Minha mãe deu um banho nele enquanto o médico receitava algumas coisas. Depois ela o trouxe para mim e o já coloquei no meu peito, para ele se alimentar. O médico disse que não podia mais voltar a sangrar, se isso acontecesse era para chama-lo. Depois disso, ele saiu do quarto.

Quando ele saiu, disse que podia subir. O fiz realmente ansioso. Entrei no quarto e me deparei com a cena mas encantadora que já tinha visto. Hanna alimentava nosso bebê e estava distraída o admirando.

Olhei Elijah na porta e sorri.- Vem cá.

Me sentei na beirada da cama.- Como está?

— Eu estou ótima. Pelo menos é o que parece no momento. Só que o doutor disse que provavelmente ficarei inchada por uns dias.- Disse.

— Tudo bem. E ele?- Questionei.

— Ele está ótimo e saudável.- Sorri, acariciando a bochecha dele.- Ele tem meus olhos e tem seus cabelos.

— Acho que terei de ver depois, parece que dormiu.- Disse.

Olhei-o.- Dormiu mesmo.

— Eu escolhi um nome, acho que vai gostar.- Disse.

— Qual?- Perguntei.

— Daniel.- Falei.

— Nossa, é lindo mesmo.- Disse.

— Então Danny, gostou? Bem, acho que vai demorar para ele responder.- Disse.

Ri.- Sim, vai.

Toquei nele e depois olhei ela.- Eu te amo.

O olhei e sorri.- Eu também te amo.

Sorri e a beijei de leve. Eu nunca achei que um casamento quase forçado fosse ficar assim, com uma família, eu tão feliz e amando Hanna. Danny virou o xodó de todos. Meu pais adoram ele, pelo menos até os outros netos aparecerem. E não demorou, no ano seguinte Hanna deu a luz a nossa menininha Katherine. Achei que ia perder as duas, ela teve complicações, mas tudo se resolveu, só não vamos ter mais filhos. Eu não me importo, estou muito feliz com os que tenho. Hoje eles estão com a avó já que eu e Hanna estamos fazendo cinco anos de casados e tiramos um dia para nós. Eu a amo tanto que não imagino a minha vida sem ela. Como está linda. Depois dos bebês, ela tomou feições de mulher e só posso dizer que sou um cara de sorte por ter alguém como ela na minha vida.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Bem, agora como já havia dito, é uma maratona com os casais de Teen Wolf. Creio que todos aqui assistem ou pelo menos conhecem a série. Bem, qualquer coisa se não souberem, joguem no google o nome do personagem e votem pela aparência mesmo HAHA´ Não irei colocar o link das fotos aqui para não ficar muito "poluído", porém se gostarem que coloque links, me digam. Bem, vamos aos casais: — Stiles e Lydia. — Scott e Allison. — Stiles e Malia. Bem, votem e comentem o que acharam do capítulo :3 Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)