Liberty- One Shots

22 Capítulo 22- Klaus & Camille.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capitulo o/ Me desculpe a demora, fiquei com um preguiça de revisar o capitulo que vocês não tem noção, por isso demorei HAHA´ Então, me desculpem. Bem, vamos á ele... nos vemos lá embaixo...

POV Misto. ( Klaus e Camille.)

O dia amanhecia e eu continuava a ver a cidade de uma das varandas. Me perguntava como as coisas haviam chegado aquele ponto. Que não tinha ninguém ao meu lado, agora que tinha nossa casa, nosso lar. Balancei a cabeça para esquecer aquilo e me concentrar no que era importante. Senti alguém chegar perto de mim.

— Porque você me chamou?- Perguntei já desanimada.

A unica que podia me animar um pouco.- Bom dia Cami.

— Sério, eu já estou de saco cheio de vir aqui, me lembrar de tudo e sair e me esquecer. Você poderia tirar essa coisa de mim?- Questionei irritada.

— Nossa, que humor. Pior que o meu.- Disse.

— Klaus, o que você quer comigo?- Perguntei.

— Pensei que poderia escrever umas coisas hoje.- Falei.

— Ah, é. Eu sou compelida a escrever a sua história de vida.- Coloquei a minha bolsa no sofá.- Já pensou na minha proposta de comprar um notebook?

Fui até a cômoda.- Apesar de achar que perde um pouco a graça... aqui está

— Obrigada.- Sorri.- Assim meus dedos doem menos. E você devia tirar umas fotos, ficaria boa na sua autobiografia.- Sugeri divertida.

— Quem sabe, vou pensar...- Disse.

Ri.- Ok.- Me sentei no sofá de um modo confortável.- Então, o que tenho que escrever?

— Minha ascensão, de volta ao controle da cidade.- Falei.

— Ok, pode dizer.- Disse.

Redigi a ela os fatos, parando quando cheguei a parte que estava preso pelos homens de Marcel e tinha ele e Rebekah a minha frente.

O olhei de cenho franzido.- E o que aconteceu?- Perguntei interessada.

— Eles esqueceram com quem estavam lidando.- Disse.

— Ok, isso vai virar um conto de terror.- Ri.- Não recomendado para menores, com certeza.

— Digamos que pode descrever essa parte como preferir.- Relatei até a decisão tomada sobre Marcel.

— Com certeza isso feriu o ego dele.- Disse enquanto digitava.

— Ele fez a melhor escolha. Agora vamos comandar juntos.- Disse.

Suspirei.- Porém não deixa de ser ego ferido.- Arrumei meus cabelos tudo para um lado e voltei a digitar.

— Sim, pode ser. Mas não chegava perto de como eu tinha ficado, com as três pessoas que podia dizer que chegava perto de confiar, terem me traído de todas as formas.- Falei.

Terminei de digitar.- Mais alguma coisa?

— Não posso esquecer as atitudes de meus queridos irmãos. Afinal a traição de Rebekah e as melhores opiniões de Elijah sobre minhas intenções para com minha provável filha ajudaram a chegar aqui.- Disse.

— Ok.- Escrevi tudo que ele disse.

Enquanto dizia o que queria ali, repassava aquilo tudo e ainda não acreditava que ele tinha achado que faria aquilo.

Terminei de escrever e suspirei.- Sinto muito pelo seu irmão. Mesmo não entendendo muito bem essa relação.

— O que não entende?- Questionei.

— Vocês tem um ao outro e não aproveitam.- Disse enquanto me lembrava de Sean.

— Existe muito entre nós. Quando as coisas estão bem, realmente é um tempo proveitoso.- Disse pensando nos dias atrás.

— Que bom então. Mais alguma coisa?- Perguntei.

— No momento acho que só finalizar essa parte.- Disse.

— Ok.- Voltei a me concentrar no que digitava. Não me sentia muito bem ali. Parecia que estava em constante perigo.

A olhei. Desde que a tinha visto, a achava bonita.- Tudo bem?

— Bem? Não. Quando sair daqui vou pensar que estou ficando louca.- Falei.

— Você ficaria bem se soubesse que não está?- Perguntei.

— Claro que sim.- Disse.

— Mas isso implicaria em muita coisa.- Falei.

Suspirei.- Não preciso nada de você, então não esquente. Eu mesmo dou conta.

— Então não quer saber o que descobri sobre o que prometi?- Perguntei.

— Querer eu quero. Mas você não diz. Parece que gosta de brincar com isso. — Disse.

— O que posso dizer e que o assunto está resolvido. Não precisa se preocupar mais.- Falei.

Revirei os olhos.- Grande ajuda.- Ironizei.

— Mesmo Camille, o assusto está resolvido. A pessoa responsável está do outro lado agora.- Disse.

— Só que você fez algo que EU devia fazer. Você não conhecia Sean e não tem o direito de me compelir e fazer com o medo e as sensações que eu sinto depois de sair daqui, pareçam que eu estou louca! Você simplesmente não pode fazer isso. Mas faz.- Falei.

— Primeiro, não fui eu que fiz e depois foi uma situação complexa, a pessoa ia fazer algo que não podia aceitar.- Disse.

— Vocês são... hipócritas! É impressionante. Se metem na vida dos outros como se isso fosse agradável.- Me levantei e me dirigi para a porta.

— Aonde você pensa que vai?- Disse tomando a frente dela.

— Embora.- Disse.

Fiz ela olha olhar para mim.- Você não poderia ter feito nada, só morreria!

— E porque você se importa com isso?- Questionei.

— Por que não quero que morra! Será que não percebe que estou fazendo tudo para lhe manter a salvo?- Perguntei.

— E porque você quer me manter a salvo? Posso saber disso pelo menos?- Questionei.

Ah, ótimo. Uma pergunta que nem mesno sabia responder, só sabia o que desejava fazer, beija-la.

Fui totalmente pega de surpresa. Mas no momento que os lábios dele tocaram nos meus, não teve como não retribuir. Os lábios dele eram tão doces que era impossível não retribuir.

Como imaginava ela retribuiu e deixei o beijo fluir, era delicioso.

Levei minha mão até sua nuca e acariciava ali suavemente.

Empurrei ela até a parede próxima e aumentei a intensidade do beijo.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e minha outra mão descia pelo braço dele que me envolvia.

Sorri entre o beijo. Imaginava que ela queria também.

O beijo parou e o olhei.- O que foi?

— Imaginava que queria também.- Disse.

Me soltei dele.- Esse é o problema. Mas não devia. É melhor eu sair daqui.- Peguei minha bolsa.

— Ei, por que você vai?- Questionei.

— Porque sim. Já terminamos, não terminamos?- Questionei.

— Você quer que tenha terminado?- Perguntei.

Passei a mão pelos meus cabelos, estava de costas para ele. Esse homem queria que eu ficasse louca? Ele distorce tudo que eu digo.- Não disse em relação á isso.

A virei para mim.- Você quer ir?

— Não sei.- Disse com sinceridade.

— Não sabe?- De repente senti uma vontade que ela ficasse, que pelo menos alguém ficasse.

— Eu...- Suspirei.- Ok, eu sinto algo por você. Mas você me deixa louca! E não só no sentido bom.

— Eu te deixo louca no sentido bom?- Perguntei.

Suspirei.- Deixa.

— Isso é muito bom.- Disse.

— Não, não é. Por isso é melhor eu ir.- Caminhei para a porta.

— É tão ruim assim?- Perguntei.

— O que?- Questionei.

— Ficar comigo.- Falei.

— Eu não disse isso. Mas ambos sabemos que não iria para frente.- Disse.

Suspirei. Lembrava do que Marcel e do que havia todos esses dias. Eu já devia estar acostumado a ser apenas eu.- Se você diz.- Voltei para onde estava. Mesmo não querendo, tanta rejeição teimava a me afetar.

— Tchau.- Saí dali.

Deixei ela sair. Passei o resto do dia fazendo o que precisava, mas fiquei com aquilo na cabeça. Percebi que ela tinha deixado o celular caído num canto e quando a noite caiu, fui levar.

Me sentia estranha, como se tivesse que saber algo. Balancei a cabeça. Tomei um banho e coloquei uma calcinha somente e o roupão por cima. Fiz um lanche e comia quando a campainha tocou. Pelo vidro deu para ver que era aquele cara amigo do tal Marcel. Franzi o cenho. O que será que ele queria? Abri a porta.- Posso ajudar?

— Olá Camille. Posso entrar?- Perguntei.

— Como você sabe onde eu moro?- Perguntei desconfiada. O que ele iria querer aqui?

Entrei e fechei a porta.- Cami, se lembre do que ocorreu hoje.

Pisquei algumas vezes e o olhei.- Klaus? O que você faz aqui?

— Você saiu com tanta pressa que esqueceu o seu celular.- Disse.

Peguei o celular da mão dele.- Obrigada.

— De nada.- Disse.

O olhei. O que ele fazia aqui ainda? Ele estava lindo. Jaquetas de couro caiam como uma luva para ele. Ele se vestia bem. Saí dos meus pensamentos e me olhei.- Eu vou me vestir, é melhor.

— Cami, sobre hoje...- Comecei.

— Não precisamos falar sobre isso.- Disse.

— Você quer esquecer?- Perguntei com uma ponta de ... decepção surgindo.

— Eu...- Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e suspirei.- Não, não quero.

— Então o que você quer?- Disse ficando junto a ela.

Conseguia sentir o perfume dele, assim como sua voz que me arrepiava. Podia sentir o gosto do beijo dele ainda. Fechei meus olhos tentando parar de pensar nisso. Os abri novamente e o olhei.- Eu...- Não conseguia terminar. Foi aí que percebi que nunca passei por esse momento e não sabia direito como lidar com ele.

Como estávamos juntos e contemplava aqueles olhos confusos, só queria ficar com ela, por isso a beijei novamente.

Mesmo não querendo sucumbir á isso, retribuí o beijo novamente. O que sentia era mais forte que o meu racional.

Eu não sabia o que queria, só queria para de me sentir assim e saber que era desejado em algum lugar. Se fosse com Camille, seria muito bom. Gostava dela, do jeito que ela mesmo sabendo quem eu sou, não hesita em falar. Por isso a protegia.

Eu era um pouco menor que ele, mas me sentia bem assim. Estranhamente bem. Minha mão estava no lado esquerdo do seu pescoço e o acariciava delicadamente.

Sentia ela precisado de ar, então fui parando aos poucos, desejando que ela não fosse embora, ou melhor me mandasse embora.

O olhei e acariciei o rosto dele. Sorri.- Eu gosto de você.

Estranhei aquilo.- Gosta?

— Gosto. Não era com o Marcel que eu queria "sair", era com você. Mas aí você me compeliu.- Disse.

— Tem certeza? Você me parecia interessada nele.- Falei.

— Ele é lindo e muito sexy, mas...- Sorri.- Não.

Sorri.- Bem, então podemos endireitar isso. Camille, quer sair comigo?

Sorri.- Sim.

— Agora?- Perguntei.

— Ótimo. Mas eu preciso me vestir.- Falei.

— Tudo bem, eu espero.- Disse me sentando no sofá.

— Ok, não demoro.- E fui para o meu quarto.

Ela foi e um sentimento bom tomou conta de mim. Ela queria. Isso mostrava que as coisas não estavam tão ruins. Mandei uma mensagem a Marcel dizendo que não sabia se voltava, mas que qualquer coisa me ligasse. Enquanto ela não vinha, pensava onde iríamos.

Tirei o roupão e coloquei o sutiã que faltava. Fui até o guarda roupa e peguei um vestido preto, colado ao corpo e com um decote bonito. O coloquei e calcei o sapato. Arrumei o meu cabelo e fiz uma maquiagem normal. Na verdade a roupa era simples, mas bonita. Me olhei no espelho e estava bom. Sorri. Quando pensei que sairia com Klaus? Nunca. Quer dizer, quando o vi na festa do Marcel eu pensei nele. Balancei a cabeça e voltei para a sala.

Ela voltou e não pude deixar de sorrir.- Belíssima, Camille.

Sorri.- Obrigada.

— Vamos?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Fomos e escolhi um restaurante fora do Quarter, para sair daquele clima.

— Como anda tudo com Marcel?- Perguntei.

— A medida do possível bem. Apesar de perceber nitidamente o desgosto dele.- Disse.

— Homens tem necessidade de provar que mandam. Isso deve ser ampliado quando se é vampiro. Então presumo que ele se sinta castrado por você.- Falei divertida.

Ri.- Isso seria um modo divertido de ver isso.

Ri.- Isso é verdade.

— E você como está?- Perguntei.

— Na mesma.- Falei.

— Sinto por isso. Como disse mais cedo, foi um caso complicado em relação a sobrevivência da culpada.- Disse.

— Tudo bem. Só queria poder ter finalizado isso dentro de mim.- Disse.

— E o que falta?- Perguntei.

— Tudo.- Falei.

— Pode me explicar?- Pedi.

— Eu nunca me despedi do meu irmão. Eu sempre quis fazer isso, pelo menos. Ter dito o quanto o amava. Minha vida foi achando que ele era louco e o odiava por ser tão egoísta e não pensar em mim.- Balancei a cabeça.- Aí depois eu descobri que ele tinha sido manipulado e isso me deixou em paz, em parte. Mas queria olhar nos olhos da pessoa, pelo menos uma vez.

— Posso dizer uma coisa?- Perguntei.

— Diga.- Disse.

— De quem já passou por algo parecido... Não trás o que você esperava. Somente a sensação de vazio daquilo que carregou tanto tempo. Então se possivel, guarde apenas o que tem de bom nisso e deixe essa parte para trás.- Disse.

Suspirei.- Impossível.

— Você consegue. É difícil, mas consegue.- Disse.

— Eu duvido muito.- Falei.

— Acredite, consegue.- Falei.

— Eu não quero conseguir.- Disse.

— Por que?- Perguntei.

— Porque faz parte de mim.- Disse.

— Somos mais parecidos do que imaginamos.- Disse.

Sorri.- Talvez.

— Quando botamos uma coisa na cabeça, ninguém tira até que nós mesmo decidamos isso.- Falei.

— Na verdade mesmo que eu quisesse tirar isso, não aconteceria. Isso já está enraizado em mim.- Falei.

Ri. O vinho que pedi chegou.- Bem então fiz o possível. Gostou do vinho?

— Sim, é delicioso.- Disse.

— Uma coisa que gosto é vinho.- Falei.

— Não tenho costume de beber, mas gosto também.- Disse.

— Por que não?- Perguntei.

— Por não ter costume mesmo. Não tem muita graça beber sozinha. Ia parecer uma solteirona afogando as mágoas.- Disse rindo.

Ri.- O que vai querer pedir?

Olhei o cardápio.- Pode ser esse risoto de frango.

— Ok.- Chamei o garçom e fiz o pedido dela e o meu que era uma lasanha de carne ao molho branco.

Não demorou o pedido chegar. Começamos a comer e estava realmente bom. Todos os meus sentidos diziam para fugir, que ele não era confiável. Mas meu coração dizia que ele só precisa de uma chance.

— O meu está uma delicia.- Disse.

— O meu também. Eles tem um ótimo tempero.- Disse enquanto colocava outra garfada na boca.

— Foi uma ótima indicação.- Falei.

— Foi mesmo.- Disse.

— Vai querer sobremesa?- Perguntei.

— Não, obrigada.- Sorri.- Não sou muito de doce.

Fiz o pedido de uma torta.- Eu adoro.

Sorri.- Então aproveite.

— Obrigado.- Quando a torta chegou, comecei a comer.- Tem certeza?

— Absoluta. Prefiro salgado.- Disse.

— Tudo bem. Eu tenho uma paixão secreta por doces.- Falei.

Ri.- Eu percebi.

— Por que?- Questionei.

— Porque você está comendo.- Sorri.

— Na verdade vou pedir outro, não sei quando terei paz para saborear assim.- Disse.

— Fique a vontade.- Disse.

— Peça algo, já basta todo dia que como sozinho.- Falei.

O olhei. Ele tinha carência de coisas tão simples também.- Ok. Então eu vou querer uma salada de fruta.

Sorri satisfeito.- Ótimo.

Sorri. Eu tinha a irritante capacidade de ficar analisando as pessoas. É o que dá ser estudante de psicologia. E ele parecia tão carente, alguém que precisava urgentemente de carinho, atenção e amor. Alguém para ele chamar de seu. Afastei meus cabelos para um lado do pescoço. Tinha que parar de analisar as pessoas.

— O que foi?- Percebia ela me olhando.

— Nada não.- Bebi da água que tinha ali.

— Mesmo? Parecia me analisar.- Disse.

Suspirei derrotada.- Desculpe. Eu tenho essa mania.- Mordi meu lábio de leve.- Tenho que parar com ela.

— Tudo bem, sou um caso raro mesmo.- Falei.

— Na verdade eu acho você um caso muito interessante e profundo. Algo que me pergunto como pode existir algo tão controverso.- Disse.

— Controverso por que?- Questionei.

— Você pode não gostar do que vou dizer, mas direi mesmo assim.- Suspirei.- Mesmo você sendo "mal" e não querer mudar isso, você quer amor. Você quer que te amem pelo que você é. Você quer algo que seja seu e que outra pessoa não possa interferir nisso. Você quer ser amado na mesma intensidade que você pode amar.

Fiquei paralisado pelo o que ela disse. Ela tinha uma profundidade no que dizia e estava certa.- O que te faz pensar isso?

— O fato de você ter carência de coisas simples. Ok, isso que vou dizer pode soar estranho, mas...- Suspirei.- O jeito que você me segurou quando me beijou. Você tem todas as caraterísticas de um homem possessivo e ciumento. Normalmente quando um homem é possessivo ele te prende contra si, já os que não são tanto, ele normalmente seguram pela lateral do pescoço.

— Você vai fazer bem o seu trabalho.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Não tem o que agradecer. Você é uma pessoa incrivel, Camille. São poucos que tem coragem de dizer o que acham para mim.- Disse.

— Eu não sinto medo de você. Sei que não me machucaria. Pelo menos quero acreditar nisso.- Falei.

— Se o quisesse já teria feito.- Disse.

Sorri.- Fico feliz que não então.

Acabei a sobremesa.- Já quer ir?

— Sim, vamos.- Falei.

Saímos de lá e a levei para casa dela.

— Obrigada, foi uma noite ótima.- Falei.

— Sim, foi. A sua companhia é excelente, obrigado.- Disse.

Sorri.- Não tem que agradecer.

— Na verdade tenho. A dias que não tinha uma noite tranquila assim. Obrigado pela chance.- Falei.

Sorri.- Então de nada.

Entramos no apartamento dela. Queria mais que aquilo, só que sabia que seria demais por hoje. Por isso só a beijei.

Retribui o beijo novamente. Acariciava a nuca dele suavemente.

Mesmo com o que ela disse em mente, a mantive junto a mim durante o beijo.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava a extensão do braço dele.

Percorria seu corpo com minhas mãos. Ela tinha um corpo maravilhoso e o beijo também.

Me arrepiei ao sentir suas mãos em mim. Eram ágeis e fortes. A sensação delas em meu corpo era ótima.

A encaminhei para o sofá, mas me mantive junto a ela. Camille, como podia já gostar dela assim?

Nos deitamos no sofá. Acariciava os cabelos dele. Me perguntava como poderia gostar dele? E eu mesmo respondo. Porque o meu instinto é cuida-lo, mesmo isso sendo bizarro. E esse sentimento de gostar dele crescia mais rapidamente.

— Isso está muito bom, mas acabei não dizendo.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você é linda.- Falei.

Sorri.- Obrigada.

— Mas deve estar querendo se livrar de mim.- Disse.

— Porque diz isso?- Perguntei.

— Estou errado?- Questionei.

— Klaus, nós estamos em um sofá. Você no meio das minhas pernas e com a mão na minha perna. Você acha que seu eu te quisesse longe deixaria você ficar me tocando desse jeito?- Perguntei divertida.

— Bem, considerando o nosso histórico você deveria estar tentada a me mandar embora.- Falei.

— Se eu quisesse já teria feito isso.- Disse.

— Bem, então não vou discutir mais. Só que é a sua ultima chance.- Falei.

— Minha ultima chance?- Perguntei.

— De desistir.- Disse.

— E porque eu desistiria?- Questionei.

— Camille, você não sabe o que aceitou.

— E o que eu aceitei?- Perguntei.

Ri e a beijei, agora mais intensamente.

Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele.

Beijava seu pescoço e comecei a abrir seu vestido.

Me arrepiei ao seu beijo e me inclinei um pouco para ficar melhor para ele abrir.

A puxei.- Apesar de tudo, o melhor lugar é mesmo a cama.- A segurei e levei em velocidade para o quarto.

Ri.- Depende do tipo de roupa.

— A não ser que já esteja sem, ai qualquer lugar vale.- Terminei de tirar o vestido.

— Acho que isso é um pouco difícil de ocorrer.- Ri.

— Não é não.- A olhei. Além de linda tinha um belo corpo, muito gostoso.

Sorri.- Acho que só quando você é recém casado ou algo do tipo.

— Não mesmo.- Comecei a tirar a sua lingerie.

Abria a camisa dele.- Você diz isso com muita convicção. Deve ter tido experiências... interessantes.

— Você nem queira saber.- Disse.

— Acho que não quero mesmo.- Falei.

Descia os beijos pela clavicula e tocava em seus belos seios.

Suspirei pesadamente ao seu toque e beijo. Não imaginei que chegaria a esse ponto, mas era muito bom.

A deitei e continuei o que fazia. A pele dela era macia e suave, e muito sensível.

Tirei a camisa dele e acariciava seu peito. Como suspeitei ele é gostoso. Ele tinha tatuagens que o deixava ainda mais sexy e com um toque mais... antigo.

Ela focou os toques nas minhas tatuagens.- Gostou?

— Sim. Elas são lindas. Te deixam com um ar mais... selvagem.- Sorri.- Mesmo elas sendo de um significado mais suave.

— Obrigado, eu as adoro.- Disse.

Sorri.- De nada.

Continuei com minha boca, chegando a sua barriga, que era perfeita.

Inclinei meu pescoço ao sentir sua barba em minha pele. Era macia e áspera ao mesmo tempo, me fazendo arrepiar.

Conforme chegava mais abaixo tirava a calcinha dela. Beijei a intimidade dela.

Gemi e suspirei. Ok, isso é bem além do que pensava. Nunca pensei que chegaria a esse ponto com ele. Só esperava não me arrepender mais tarde.

— Camille, você é uma delícia.- Disse passando a língua pelos lábios.

Mordi meu lábio.- Obrigada. Você me elogia tanto que fico sem saber o que dizer.- Sorri.

— Para mim uma mulher deve ser sempre elogiada.- Disse.

Sorri.- Você com certeza é bipolar.- Disse divertida.- Mas gosto disso.- Acariciei o rosto dele.

— Por que?- Disse enquanto passava meus lábios na parte interna da sua coxa.

Me arrepiei e gemi suavemente.- Porque deixa tudo mais interessante e que você pode ir ao dois extremos. Isso é interessante.

— Love, ninguém me conhece e sabe onde posso ir.- Disse.

— Mas deve ser interessante mesmo assim.- Sorri.

— Quem sabe você consegue descobrir.- Falei.

Sorri.- Quem sabe.

— Realmente. Já que minha estadia em New Orleans agora será fixa.- Disse.

— Presumo que você não irá viver em torno de mim.- Sorri. Afastei meus cabelos tudo para um lado do pescoço e me apoiei no cotovelo.- Fora que também não durarei o seu tempo.

— Bem, isso vamos ver como será.- Voltei a ficar junto a boca dela.- Agora só que estar em você.

Sorri e mordi meu lábio, fazendo a linha dos deles. Imagina o quão bom ele era nisso. Pelo menos sempre imaginei que os "maus" fossem melhor na cama.- Você precisa tirar sua calça então.

— Estava pensando... Deixei você muito quieta.- Disse.

— Quieta?- Perguntei.

— Sim.- Nos virei deixando-a por cima.

Sorri e o olhei.- E como você quer que eu me "agite"?- Perguntei descendo beijos pelo pescoço dele, deixando minha língua passar por ali.

— Isso é a sua escolha.- Disse.

— Isso é tentador.- Fui até a orelha dele e sussurrei.- Me faz ter ideias nada... saudáveis.- Mordi de leve ali.

Me arrepiei com o jeito dela.- Eu gosto de coisas não saudáveis.

Sorri. Minha mão desceu pelo abdômen dele.- Prazerosas também?- Ainda sussurrava no ouvido dele enquanto minha mão descia e abria somente o zíper da calça dele, já sentindo seu estado de excitação.

— Com certeza.- Ela estava muito sexy. Quando a vi não imaginei que seria tanto.

— Então você merece um tratamento especial.- Murmurei suavemente contra a pele dele, podendo sentir seu perfume. Abri o botão da calça e provoquei somente passando a mão pelo membro.

Inspirei com um gemido.— Mereço?

— Merece.- Ele usava uma cueca boxes, o volume ficava mais evidente e marcado. Comecei a acaricia-lo ainda por cima da cueca.

— Então se você diz, eu vou aceitar.- Falei.

Sorri e continuei os carinhos enquanto descia meus lábios para o peito dele.

Os toques dela e os lábios me provocavam sensações maravilhosas. Sensações que me faziam pensar como seria ter alguém como ela ao meu lado.

Tirei a cueca dele e acariciei mais diretamente. Meus lábios desceram para seu abdômen que era definido na medida certa.

Sorri com a carícia dela. Tinha uma visão privilegiada do que ela ia fazer e mesmo já estando excitado, fiquei mais ainda.

Desci mais meus lábios para a barriga dele e deixava minha mão acariciando suavemente. O sentia cada vez mais excitado, se é que isso é possivel. Com certeza isso é diferente com humanos.

Tinha arrepios com o que ela fazia, ambas as coisas. Sempre fui sujeito a toques assim e meu corpo se render, coisa que ela estava fazendo muito bem.

Desci meus lábios para perto da virilha dele e passei minha língua suavemente por ali.

Arfei com o feito dela. Cami, como poderia ser tão perfeita nisso?

Meus lábios foram ao membro dele e comecei a distribuir beijos, deixando também minha língua passar ali.

Arquei meu corpo com o que ela fazia.- Não é só sua pele e seu sabor que é bom.

— Não? E o que mais?- Passei minha língua mais intensamente na ponta dele.

— Com certeza a sua boca é. De todas as formas usada.- Disse.

— Vamos ver.- Emendei um beijo intenso naquela região e o coloquei na boca por completo agora.

— Oh, Cami...- Segurei na cabeceira da cama e a outra mão acariciava os cabelos dela.

Deixei os movimentos mais intensos e minha língua passava pela parte "debaixo" do membro dele.

Gemia sem pudores. Afinal como ela estava fazendo estava sendo uma delícia sem explicação. E cada vez mais queria que fosse sempre assim com ela.

Aumentei levemente o ritmo e acariciava perto da virilha dele também.

Estava num limite de excitação que em um movimento rápido mudei como estávamos e entrei nela.

Gemi. Entrelacei minhas pernas na cintura dele o puxando para mais perto ainda.

Alcancei sua boca num beijo intenso, enquanto me movimentava intensamente nela. Droga, como a desejava.

Retribui o beijo na mesma intensidade e entrelacei meus dedos no cabelo dele. Gemia contra seus lábios, mas sem deixar de beija-lo.

Quando não beijava a sua boca o fazia pelo pescoço, ou arredores. Queria conhecer cada pedacinho dela.

Inclinei meu pescoço ao sentir sua barba roçando tão suavemente pela minha pele. Puxava de leve os cabelos dele.

Aumentava o nosso ritmo. Sentia os toque mais fortes dela e os gemidos mais intensos. Como ela era ótima.

O beijei novamente. A boca dele já era uma tentação e com essa expressão de prazer, era irresistível. Minha mão descia pela nuca dele e minhas unhas arranhava levemente ali.

Sorri com os arranhões.- Garras afiadas.

— Sempre.- Murmurei contra os lábios dele.

Sentia o orgasmo chegando e percebia que ela também ansiava pela sua liberação. O que não foi difícil de chegar com um pouco mais de intensidade.

O orgasmo chegou e foi maravilhoso. Todo o meu corpo estava sensível á ele.

Relaxei meu corpo contra o dela.- Isso foi uma delícia.

Acariciava os cabelos dele.- Eu concordo.

Rolei para o lado dela, mas envolvi meu braço em sua cintura. Tirei mechas suadas do seu pescoço e assoprava.

Sorri e acariciava o rosto dele.- Acho que preciso de um banho.

— Fique um pouco mais, está tão bela assim.- Disse.

— Assim?- Perguntei.

— Pós sexo. Até mais corada e com esse brilho no olhar.- Falei.

Me ajeitei melhor no travesseiro, ainda de lado o olhando.- Dizem que sexo faz bem para pele.- Sorri e lhe dei um selinho.

— Eu concordo, pelo menos para a sua.- Disse.

Ri.- Isso é um bom sinal então. Não gasto mais meu dinheiro com hidratante.

— Pretende ter vezes tão rotineiras assim?- A simples visão de outro homem a tendo me deu um desgosto horrível.

— Bem, isso eu já não sei. Vai saber né?- Disse.

— É.- Toquei seu rosto e coloquei uma mecha relutante atrás da sua orelha. Dei-lhe um beijo suave, como queria ficar aqui assim, com essa paz.

O olhei e acariciei seu rosto.- Tudo bem?

— Como não estaria?- Perguntei.

— É que você parece tão distante.- Disse.

— Não querida, só queria ter mais momentos como esse, no meio desse furacão que vivo.- Falei.

— E porque você não pode?- Questionei.

— Como se alguém se propusesse a isso.- Disse.

— Obrigada pela parte que me toca.- Sorri divertida.

— Porque ? Desejaria a posição?- Questionei.

— Bem...- Me aproximei dele e passei minha perna entre as deles.- Eu estou solteira e você também. Isso não seria nenhum tipo de crime.- Sorri e fiz a linha do peito dele.

— Mas o que importa é: Você quer isso? Quer ficar comigo, ao meu lado?- Perguntei.

O olhei e acariciei seu rosto.- Sim, eu quero.

A olhei. Tinha o pensamento iminente de dizer-lhe que não era bom, mas queria tanto, a queria tanto.- Cami... você sabe o que está propondo?

— Sim. Eu estou propondo que eu seja sua.- Coloquei o braço dele em torno da minha cintura e acariciava a extensão dele.- Que você tenha algo inteiramente seu.- Sorri.- É isso que eu quero.

Sorri.- Não, é isso que eu quero.- A beijei novamente de leve. Podia arrasta-la sabendo como as coisas estavam aqui? Todo o meu ser gritava que sim.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

— Você me quer mesmo?- Perguntei.

— Sim, eu quero.- Disse.

— Acho que foi um acerto vir aqui hoje.- Falei.

Ri.- Foi mesmo. Mas não é de hoje que eu gosto de você.- Fiz a linha do lábio inferior dele.- Você é o tipo de cara que se a mulher não se concentrar sonha a noite.

— Acho que minha beleza não é para tanto.- Disse.

— É sim. Assim como seu sotaque extremamente delicioso e a sua boca é uma tentação sem tamanho.- Lhe dei um beijo suave.- Ela é tão rosada que parece que tem mel.

— Devem ser os doces.- Disse.

Ri.- Talvez.

— Ai minha Camille, você está me surpreendendo e me fazendo ficar feliz com isso.- Falei.

Sorri.- Gostei do "minha".- Me apoiei no meu cotovelo, mas ainda estava colada nele.- Pode usa-lo sempre.

— Você vai se irritar com isso se eu o fizer.- Falei.

— Não vou não. Porque me irritaria?- Questionei.

— Porque iria usar cada minuto do dia, em todos os momentos. Se uma coisa é minha, é minha.- Disse.

— E eu sou sua.- Sorri.

— Isso não é o tipo que discuto muito. Mas não nego estar contente com isso.- Disse.

Sorri.- Então está tudo certo.

— Não diga que não avisei.- Disse.

Ri.- Ok.

Sorri e logo após fui com ela ao banho, que demorou mais do que devia pelo nosso desejo. Voltamos para cama e ela se abraçou em mim para dormir e eu deixei. Depois que ela dormia, analisei tudo e tinha razão, eu queria tudo o que tinha dito. Podia não dar certo, mas Camille parecia me conhecer e entender um pouco de mim. É, deixaria acontecer e cuidaria para que nada ocorresse. O que estava mais gostando nisso? O fato de ela querer ser minha, apenas minha, o que a partir de agora, seria.

Notas finais
Então, gostaram? :3 Eu e a Priscila adoramos fazer esse. Tentarei não deixar a preguiça me tomar para revisar o outro HAHA´ Caso demore, já sabem. É que eles são muito grandes e tudo mais, mais irei a luta o/ HAHA´ Bem, o próximo é Elijah e Hayley e depois passaremos para SPN e seus casais clássicos. Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)