Liberty- One Shots
14 Capítulo 14- Elijah & Davina.
Notas iniciais
POV Misto. ( Elijah e Davina.)
Estava livre daquele caixão finalmente. Niklaus e eu vamos ter uma conversa quando eu o encontrar, mas agora tenho que me concentrar em sair daqui. Tinha uma jovem linda, belíssimo corpo na verdade.
Estava sentada perto do caixão quando ele acordou. Me levantei e fui até ele.- Até que enfim acordou.
— E você é quem tem me mantido aqui? Qual o seu nome mesmo?- Questionei.
— Davina e sim. Seu irmão lhe deu para Marcel.- Disse.
— Eu me vejo com Niklaus depois.- Falei.
— Desculpe, mas você não vai sair daqui. Não por enquanto. Não posso deixar.- Disse.
— E você pode me impedir?- Perguntei.
— Sim, eu posso.- Disse.
— E quem é você?- Me aproximei dela. Estava fraco então fui com cautela.
— Sou Davina.- Disse.
— Olá Davina, pelo visto sabe quem eu sou.- Falei.
— Sim. Você é um dos vampiros antigos.- Suspirei e fui até onde guardava algumas coisas.
— Pude perceber que você tem grande poder, o que é você?- Me amparei numa poltrona. Sentia o cheiro dela, era maravilhoso e me deixava com mais sede.
— Sente. Você está fraco.- Fui até a porta e a fechei.
— E por que é cordial comigo?- Perguntei.
— Porque eu não sou má.- O olhei.- Eu não quero machuca-lo.
— Então me deixe sair daqui.- Disse.
— Você irá sair, mas isso é com Marcel.- Fui até ele que estava sentado na poltrona. Furei meu dedo com uma agulha.- Beba.
Senti aquele cheiro maravilhoso e fui até ela pegando a sua mão.- Isso é perigoso, sabia?
O olhei nos olhos.- Eu posso acabar com um compulsão de vocês em um vampiro ou humano. Eu sei me cuidar.
Não estava conseguindo resistir aquela oferta e bebi do que ela tinha me dado. Seu sangue era maravilhoso.
Senti as presas dele roçarem no meu dedo. E não sei o porque, mas a sensação foi boa. Não sei o porque estou sentindo isso.
A sede era demais então a segurei contra mim e mordi seu pescoço. O corpo dela era pequeno, parecia frágil, mas ficou muito bem junto ao meu.
Eu devia afasta-lo, mas não fui isso que fiz. Eu ao invés de sentir dor, senti prazer. O que era estranho. Mas me sentia bem assim, junto á ele. Mesmo sentindo o quanto ele estava "animado". Esse é um problema de vampiros e de homens, eles não podem e nem sabem disfarçar quando estão "afim" de sexo.
Como tinha percebido antes, ela tinha um corpo maravilhoso, e senti-la assim, mediante a minha vontade, o desejo se manifestava e não via maneira de disfarçar.
Ele bebia devagar, então a quantidade de sangue que ele absorvia não era grande, então estava tranquila. O pior era que confiava nele também. Tocava no braço dele que me prendia contra ele.
Saboreava cada gota dela, seu sabor era incrivel, ela não chegou a dizer o que era, só sei que era poderosa, bebendo eu sentia. Mesmo com uma quantidade pequena bebida já me sentia satisfeito.
Ele terminou de beber e senti os furos das presas se fecharem. Eu sabia um feitiço para isso, então ele meio que era automático.
A olhei.- Quem é você Davina?
Retribui o olhar dele.- Sou uma bruxa.
— Uma bela bruxinha.- Toquei o rosto dela.
Sorri e peguei na mão dele.- Você é especial.- Acariciava a mão dele.- Não é igual a todos os vampiros, eu sinto isso.
— Eu? Sou como qualquer um, só penso antes de agir.- Disse.
— E isso que faz a diferença.- Sorri.- Seu irmão não é o tipo amigável. Se ele quer algo, ele tem.
— Niklaus, é um caso muito complexo.- Disse.
— Eu sei. Mas ele viu que não é uma boa opção mexer comigo.- Falei.
— O que houve ?- Não gostei da ideia de Klaus querendo algo dela, sabia o que ele é capaz.
— Ele machucou meu amigo, Tim. Depois me fez pedir para cura-lo. Assim eu devo uma á ele.- Suspirei.
— Sinto muito. É tipico dele essas coisas.- Peguei na mão dela para olhar e o corte já tinha fechado.
— Tudo bem. Você não tem nada a ver com ele.- Sorri e olhei para onde ele olhava.- Isso é um feitiço. Ele é tão simples que nem percebo quando o faço.
— Você é muito poderosa.- Comentei.
— Mas não tenho pleno controle ainda.- Disse.
— Mas me parece muito jovem para tanto poder.- A olhei bem. Era nova mesmo. Conversava para acalmar meu corpo e controlar esse desejo que me consumiu.
— Tenho 16, em alguns meses 17. Mas depois do poder... — E da primeira menstruação, mas não falei isso, é claro.- Meu corpo mudou rapidamente. Não muito, mas mudou. Fora que minha vida não tem mais espaço para ser uma adolescente ou uma garotinha.
— Imagino o fardo que seja.- Disse.
— Nem tanto. Talvez o poder, mas o fato de poder me cuidar, é bom. É bom ser independente.- Disse.
Ela parecia confiante, gostava disso. Minha vontade era de... O que estou pensando? Ela é uma menina.- Entendo.
Sorri e fui até a comoda e prendi meu cabelos. Estava quente. Na verdade esse lugar era quente.
Ela vestia um vestido simples, mas que lhe caia bem. Seu cabelo preso assim, dava mais destaque ao seu pescoço que era super atrativo á mim. Eu estava a desejando demais, tinha que sair, antes que sucumba á isso.
Ele estava sentado na poltrona novamente e me sentia no braço dela. Eu não queria sentir isso que estava sentindo por ele, mas era impossível controlar.- Posso fazer uma pergunta?
— Pode.- Disse.
— Como pode se matar um original?- Queria saber porque a possibilidade de Marcel querer matar Elijah, agora, me assombrava.
— Para que você quer saber?- Perguntei.
— Porque Marcel quer te matar e não quero que isso aconteça.- Falei.
Sorri pela preocupação dela.- Não fique assim, a unica coisa que pode está bem guardado.
— Tem certeza?- Questionei.
— Está com Klaus. Ninguém conseguiria pegar de onde está.- Disse.
Respirei aliviada.- Que bom.
— Por que o alivio?- Perguntei.
— Porque...- Mordi meu lábio em duvida.- Eu gosto de você.
— Davina, eu estou em uma situação complicada aqui. Você falando assim, está piorando.- Falei.
— Situação complicada?- Perguntei em um tom divertido.
— Nós vampiros quando ficamos com sede, atiça todos os desejos do nosso corpo.- Disse.
Ri.- Eu sei disso. Se esqueceu que eu "vivo" com o Marcel?
— Então a não ser que queria que eu avance em você, não diga coisas assim.- Falei.
— Se fosse contra a minha vontade, você não teria se alimentado de mim.- Disse.
Me virei para ficar de frente a ela.- Davina, você é uma garota ainda, sabe o que está propondo?
— Eu não falei nada, Elijah.- O olhei.- Eu disse que gosto de você. E não nasci para viver programando cada momento da minha vida.
Puxei ela como estava para meu colo.- Você nem me conhece.
— Mas vou conhecer, um dia, talvez.- Sorri.- E você também não me conhece.
— Você quer conhecer?- Toquei o rosto dela.- Isso é fácil.
Sorri.- Sim, eu quero.
Estávamos próximos e a beijei. Senti meu desejo aumentar, mas isso era obvio devido a vontade que eu estava.
Retribui o beijo e tocava suavemente seu rosto.
Não sei onde estava com meu juízo. Ela era uma menina, que achava que tinha passado muita coisa e agora está nos meus braços, em uma velocidade incrível.
Eu só podia estar ficando louca ou algo do tipo. Ele é um vampiro, um vampiro original. Eu não sinto medo e nem nojo. Eu me sinto bem e segura nos braços dele. Só não sei como isso estava acontecendo.
— Davina, se continuarmos não vou conseguir parar.- Disse.
Sorri contra os lábios dele.- Eu não pedi para você parar.- Dei um selinho suave nele.
A peguei e a levei rapidamente para a cama.- Menina, você está me provocando demais.
— Mulheres tem esse certo poder sobre os homens. Eu acho fascinante isso.- Disse rindo.
— Você parece ter muito dele. Em cinco minutos olha onde estamos.- Disse.
Sorri.- Deve ser meu rostinho de menina. Sempre disseram que ele engana muitos.
— Será?- Beijei o pescoço dela.
Me arrepiei ao beijo dele.- Não sei. O que mais poderia ser?- Acariciava o cabelo dele.
— Talvez esse corpo lindo que tem.- Disse descendo minha mão por ele.
Sorri.- Você acha ele lindo?
— Vamos verificar.- Puxei ela para mim e tirei seu vestido. Beijei cada parte dele.-Com certeza é.
— Então, obrigada.- Sorri. Me arrepiava facilmente com o toque dele.
— Não tem o que agradecer.- Disse.
Voltei a beija-lo e comecei a abrir o paleto que ele usava. Sempre achei diferente o fato de homens usarem paleto no dia a dia. Mas nele ficava incrivelmente bem.
Os toques dela eram firmes e não hesitantes como imaginei. Ela me surpreendia cada vez mais, mesmo uma parte minha achando uma loucura tudo isso. Sentia tudo em mim reagir ao que ela fazia, e era muito bom. Afinal para um vampiro ficar tanto tempo sem sexo é complicado, já que minha ultima vez foi com Katherine.
Tirei o paleto dele e comecei a abrir a camisa. Ele estava sentado na cama e eu no colo dele.
Enquanto ela tirava minha camisa voltava aos beijos no corpo dela, principalmente no pescoço, onde eu mais gosto.
Tirei a camisa dele e ele tinha um corpo definido e forte. Toquei no peito dele e beijei delicadamente ali. O único problema seria se o Marcel chegasse, o que eu torcia para não acontecer. Ele era meio ciumento, mas como se fosse meu pai.
— Você me parece o oposto do que pensei.- Comentei.
— Pareço?- Perguntei.
— Sim. Imaginei você mais inocente e não uma mulher assim.- Falei.
Sorri.- É que essa não é a minha primeira vez.
— Não?- Questionei surpreso.
— Não.- Disse.
— Mais uma surpresa.- Falei.
Ri.- Não é que me arrependa, o menino foi um fofo e tudo mais. Mas acho que esperaria mais um pouco. Você devia prestar mais atenção nos jovens de hoje em dia.
— Acredite, eu fico horrorizado com os jovens de hoje.- Disse.
Ri.- Então você ficaria horrorizado com os relacionamentos abertos.
— Sim. Para mim, relacionamento é relacionamento. Nada além do casal.- Disse.
Sorri.- Concordo.
Sorri e voltei a beija-la. Seus lábios eram deliciosos.
Retribui o beijo novamente e envolvi meus braços em torno do pescoço dele. Acariciava seus cabelos.
— Menina, você é uma perdição para qualquer um.- Disse.
— Isso é bom, eu acho.- Ri suavemente.
— Muito bom.- Estava esquecendo todos os problemas que me aguardavam lá fora. Família, o que tem de bom, tem de problemática.
Acariciei o peito dele.- Você está tenso ou com algum tipo de problema?
— Exatamente o contrário. Estou esquecendo os problemas aqui e aproveitando. Por que quando voltar para casa vai ser uma tonelada de coisas.- Disse.
— Eu te entendo.- Toquei o rosto dele.- E sinto muito. Sei que a maioria deles é pelo Marcel.
— Uma parte. O resto são nossos mesmo.- Falei.
Suspirei.- Fico mais aliviada então. O Marcel não é mau. Ele só não gosta do Klaus aqui.
Ri.- Isso é mesmo estranho. Esses dois em pé de guerra. Digo pelo que via, eram inseparáveis.
Sorri.- Eu imagino. Eu sei de algumas coisas.
— Sabe?- Perguntei.
— Não é muitas coisa. Sei que o Klaus criou ele e que o Marcel o amava como pai.- Disse.
— Então me tire uma duvida. O que mudou? Ao que me constava, Klaus nunca mudou esse pensamento. Não até voltar aqui.- Falei.
— Klaus é ganancioso. Assim como Marcel. E ele nunca cederá New Orleans á Klaus.- Disse.
— E Klaus sempre teve New Orleans como sua casa. Onde ele realizaria seus desejos. É, vai ser complicado.- Disse.
Suspirei.- Sim, vai.
— Por isso quero aproveitar e esquecer.- Voltei a beija-la.
Sorri e retribui o beijo novamente.
A deitei, me deitando sobre ela e tocando seu corpo, que ainda estava de calcinha e sutiã.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca. Suas mãos em meu corpo me arrepiava facilmente.
Abri seu sutiã e apertei de leve seus seios, que era lindos e do tamanho agradável.
Gemi suavemente ao seu toque. Desci minha mão acariciando as costas dele.
Me arrepiei ao toque dela nas minhas costas. Sempre fiquei assim com esses toques.
Sorri a reação dele.- Parece que descobri um ponto fraco.
— Descobriu perfeitamente.- Disse.
Sorri e o beijei.
Minha mão foi até sua calcinha e rasgou o elástico. Ela parecia entregue e querendo muito isso. Já estava excitado o suficiente.
Elijah tirou a calça dele, ficando só de cueca. Voltamos a nos beijar. Minha perna estava em sua cintura e o beijo era bem intenso e quente. Quando escutei a porta se abrir e puxei rapidamente a coberta para me cobrir.
— Dav...- Marcel chegava.- Mas o que que é isso?
— Marcel, só não surte.- Me cobri bem.
— Marcel, inconveniente o momento da sua chegada.- Falei.
— Inconveniente? Saia de perto dela!- Ele disse indo até eles.
O pior era que não podia me levantar.- Marcel, está tudo bem. Ele não estava me forçando ou algo do tipo.
— Você não pode comigo. Então, poderia se retirar?- Falei.
— Retirar? Você que vai sair daqui. Klaus já está enchendo minha paciência para ter você mesmo, então some daqui.- Ele disse.
Suspirei.- Pelo amor de Deus, sem brigas! Eu não quero ter que tomar medidas nada agradáveis.
Me levantei.- Saia daqui você. Com a desculpa de proteção mantém ela presa aqui sem necessidade! Agora se der licença, estávamos em uma relação aqui.
— Davina, se vista e venha comigo.- Ele disse.
— Hã...- Olhei de Elijah para Marcel.- Eu não posso, Marcel. Eu gosto de Elijah também.
— O que?- Ele foi até ela.- Isso é um jogo Davina? Até ontem você estava tendo ideias de como mata-los! Aqui não é mais seguro, você vai comigo!
— Jogo? Davina, foi por isso que perguntou tudo aquilo?- Questionei.
— É claro que não! Eu não estou jogando!- Sem perceber fiz o lustre cair no chão, estourando-o.
— Está vendo? Se acalme e vamos sair daqui. Você vai ficar longe desse tipo ai.- Ele disse.
— Desse tipo ai?- Avancei o colocando contra parede.- Que tipo Marcel? O tipo que salvou a sua vida e deu base para tudo o que tem? Seu "reinado"?
— Chega!- Separei os dois. Colocando cada um deles preso a uma parede oposta.
— Davina, me tire daqui.- Disse.
— Davina, o que é isso? Me solte!- Ele disse.
Peguei a camisa de Elijah e coloquei. Me levantei, ficando entre os dois.- Vocês vão parar com isso?
— Me solte querida.- Marcel disse.
— Vocês não me responderam.- Disse.
— Sim.- Ele disse.
Olhei para Elijah, esperando a resposta.
— Sim, Davina.- Disse.
— Ótimo.- Soltei eles e olhei para Marcel.- Eu estou com Elijah porque eu quero, ok? Não tem jogo, plano. Não tem nada.
— Depois conversamos.- Ele saiu dali parecendo estar com raiva.
— Ele é a cria do Klaus, sem tirar nem pôr.- Falei.
— A diferença é que mesmo vampiro, a natureza de Marcel é boa. Mesmo ele sendo impulsivo.- Disse.
— Eu não testaria isso demais.- Disse.
Suspirei.- Ele só é ciumento.
Fui até ela.- Ele acha que é seu dono.
— Acredite. O melhor para mim é pertencer a alguém. Se não bruxas e todos que saibam sobre mim, iriam me querer. E eu me sinto mais segura pertencendo á alguém. Nesse caso, ele.- Falei.
Enlacei a cintura dela.- E um original serve para o cargo?
Sorri.- Isso é uma oferta?
— Sinta-se a vontade para aceita-la.- Disse beijando o pescoço dela.
— Então, eu aceito.- Sorri.
— Ótimo. Amanhã você vai se mudar.- Disse.
— Vou?- Perguntei.
— Claro. Tem o direito de ser livre além de um quarto.- Disse.
— Mas você precisa saber que não posso sair na rua. As bruxas querem me matar, para completar a colheita.- Falei.
— Que colheita?- Questionei.
— Hã... eu te explico isso depois. É uma longa história.- Falei.
Senti ela tensa.- Tudo bem.- Tirei a camisa dela.
Sorri e o beijei.- Vejo que com vampiros esse negócio de clima não existe, né?- Disse dando uma leve mordida no lábio inferior dele.
— Qualquer hora, em qualquer lugar.- Disse.
— Eu percebi.- Voltei a beija-lo.
Voltei com ela para a cama.- Odeio interrupções.
— Principalmente quando você está nua.- Ri. Nos deitamos na cama.
— Com certeza.- Tirei minha cueca e entrei nela.
Gemi contra seus lábios e voltei a beija-lo. Acariciava os cabelos dele.
Me movimentei lento e aos poucos fui aumentando a velocidade. Ela podia parecer nova, mas não era assim agora.
Minha perna estava na cintura dele e ela me prendia contra ele. Acariciava os cabelos dele e a outra mão descia acariciando o seu braço que me envolvia.
Dava leves mordidas nela e deixava ela acompanhar o ritmo.- Você com certeza é mais do que parece.
Beijei o pescoço dele.- Todos somos mais do que parecemos.
— Verdade.- Disse.
Sorri. Acariciava o peito dele. Me sentia bem em estar com ele, de agora ser dele. Completamente. Me sentia segura assim, algo que pensei que sentia com Marcel.
Ela estava me fazendo descansar e ter um tempo para mim mesmo. Era sempre olhar Rebekah, consertar o que Klaus faz e ajuda-lo, que acabava sem tempo para a minha vida. Mas estava pensando em mudar isso. Vivi mais de 1000 anos em função deles, merecia ter a minha vida agora.
Ele parecia meio tenso antes, agora sentia ele relaxar aos poucos. Acho que homens tem essa "coisa" com relações sexuais. Relaxam só com isso. Voltei a beijar seu pescoço e minha mão descia acariciando seu abdômen.
Meu corpo respondia a ela assim como ela ao meu. Ela era linda. Seus olhos eram um mar azul no qual estava me fazendo me perder neles. Seu corpo era perfeito, apesar da idade, era completamente formado e enlouquecedor para qualquer homem. Não era brincadeira, ela era uma perdição.
Gemia e suspirava suavemente. Minha perna estava em sua cintura e a deixava acariciar ali.
Minha mão segurava em seu cabelo, mas era mais uma caricia, não a machucava. Também gemia junto á ela, todo aquele prazer que sentia era o que precisava.
Beijei delicadamente seu pescoço e acariciava sua nuca. Ele tinha um perfume extremamente bom. Conseguia sentir mesmo quando ele estava no caixão, o que pode soar estranho.
Com alguns momentos passados sentia o orgasmo chegando, e me deixava levar. Mas com cuidado para não machuca-la.
Sentia o orgasmo passar por mim e a sensação era ótima. O beijei novamente e acariciava seus cabelos.
— Davina...- Gemia.
Sorri. Ele ficava incrivelmente sexy gemendo meu nome contra o nosso beijo. Continuei o beijo.
Quando a sensação do orgasmo diminuiu, me deitei ao seu lado.- Você é incrível.
Me virei para ele e acariciei o seu peito.- Ou você que estava com muita vontade.
— Isso não tira o seu mérito. Mas tem razão, a ultima vez foi...- Lembrei de mim e Katherine. Depois desse tempo, como ela estava? Melhor não pensar nisso agora.- a muito tempo.
— Você com certeza é controlado. O máximo de dias que Marcel passa aqui comigo é uma noite. Ele podia passar mais, mas ele disse que tem assuntos pessoais, ai eu já deduzo o que seja.- Disse.
— Tempo. Mas a sua relação com ele parece muito próxima.- Comentei.
— E é. Ele me salvou de ser morta.- Disse.
— Eu estou entendendo, não precisamos falar disso agora.- Disse.
Acenei.- Tudo bem.
Olhei pelo quarto.- Você desenha?
— Sim. É um hobby.- Disse.
— Acho que vivo cercado de artistas.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
Ri de mim mesmo.- Meu Deus, nem em descanso me desvencilho deles.
— Seus irmãos?- Questionei.
— Sim. Klaus adora pintar, é o hobby dele e uma das poucas coisas que acalmam ele.- Disse.
— Ele é um tanto peculiar então. Não imagino ele pintando algo.- Comentei.
— Você se admiraria tanto com as pinturas quanto com os desenhos.- Disse.
— Bem, eu tenho que dizer que seus irmãos não me inspiram confiança. E sua irmã deve me detestar.- Disse.
— É verdade, Rebekah está aqui. Me admiro que aqueles dois não tenham se matado. Depois que a relação deles ficou ruim, não duvido nada.- Disse.
— Na verdade ela está louca com seu irmão por ter te colocado em um caixão e dado a Marcel.- Falei.
— Nossa, imagino a discussão. Ou seja, guerra em casa.- Suspirei.
— Ah, e também você precisa saber que eu "nocauteei" sua irmã. E apaguei a memória dela.- Disse.
Olhei para ela.- Como você fez isso?
— Eu simplesmente consigo.- Suspirei.- Como disse posso acabar com a compulsão de vocês ou de vampiros comuns em outros.
— E de onde vem tanto poder?- Perguntei.
— Resumindo? O poder que devia ser da "terra", agora é meu.- Disse.
— Da "terra"?- Questionei sem entender.
— Bom, como falei todos os anos tem uma colheita. E eu e mais alguma meninas fomos escolhidas para sermos sacrificadas em nome da magia. Todas pensávamos que iriamos voltar a vida logo após, mas não era isso. As três meninas morreram e quando eu iria ser sacrificada, Marcel chegou e me salvou. E como eu fui a unica que sobreviveu, o poder passou para mim.- Expliquei.
Toda essa história me surpreendeu.- E como você está com isso?
— Eu quero matar cada uma dessas bruxas com as minhas próprias mãos.- Disse.
— E sua família nisso? Não fez nada?- Questionei.
— Claro que fez. Minha mãe disse que era uma honra morrer por isso e ficou só olhando.- Disse.
— Qual o problema dessas mães desse mundo?- Perguntei incrédulo.
Suspirei.- Não sei. Só sei que agora elas querem me matar para não perderem os poderes delas.
Pensei no que Marcel ganharia com isso. E seria muito, duvidei das intenções dele.- Sinto muito.
Suspirei.- Como dizem: Cada um com sua cruz.
— Queria poder aliviar ela um pouco.- Disse.
Sorri e dei um beijo nele.- Ela alivia com tempo.
— Ou piora.- Conclui.
— O pior que pode acontecer é eu morrer.- Disse.
— Isso não vai acontecer, fique tranquila.- Disse a trazendo para meu peito.
Suspirei.- Queria poder ficar.
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Ficamos ali e no outro dia de manhã ela se aprontou para sair de lá. Liguei para Klaus e disse que estava tudo bem e que quando voltasse conversaríamos, e desliguei antes dele querer algo a mais.- Pronta?
— Sim.- Disse.
— Vamos então.- Saímos de lá e fomos rapidamente para a casa que era nossa agora. Na saída encontramos Marcel e ele quis arrumar briga, mais logo o silenciei. Fui com Davina. Foi complicado passar por Rebekah e Klaus, mas eles não tinha muito o que questionar. Ela subiu para escolher o quarto e logo fui até ela.
Ele chegou quando abria a mala.- A casa é linda.
— Sim. Gostou do quarto?- Perguntei.
— Sim, está ótimo. Obrigada.- Agradeci.
— Não tem que agradecer.- Disse.
— Tenho sim e muito. Não aguentava mais aquele lugar, mas sentirei falta de Marcel. Espero que ele ainda queira me ver.- Falei.
— Ele vai. Não se preocupe.- Fui até ela a abraçando. Não sei dá onde vinha essa vontade de protege-la, mas me consumia completamente.
Retribui o abraço e suspirei.- Eu espero.
— Não fica assim.- Levantei o rosto dela.- Estou vendo maneiras de você poder sair pra passear, se não vai dar no mesmo de onde estava.
— Não faço questão de passear, de verdade. Me contento com os jardins.- Disse.
— Bem, vai fazer como preferir.- Falei.
— Ok, tudo bem.- Disse.
— Gostando da sua liberdade?- Perguntei.
— Claro que sim. Mas nem todo mundo é inteiramente livres.- Disse.
— Isso é verdade. Cada um de nós tem sua prisão.- Disse.
Acenei.- Sim.- Voltei a tirar as minhas roupas da mala.
— Ei.- Puxei ela de volta a beijando. Não ia falar, mas já estava com saudade de estar com ela.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do pescoço dele. Era bem pequena e baixinha perto dele que era alto e forte, mas me sentia extremamente bem assim, nos braços dele.
Me sentia melhor com ela assim, nos meus braços, sabendo que estava protegida. Quando cheguei achei que sentiria algo por Hayley, mas foi um sentimento de irmandade, assim como Rebekah. Não de homem/mulher. Já com Davina, me sentia diferente.
Acariciava suavemente o rosto dele. Tocava o braço dele que me envolvia.
— Acho que vou gostar muito da sua estadia aqui.- Comentei.
Sorri.- Acho que também vou.
— Davina, sobre nós....- Comecei.
Coloquei o dedo nos lábios dele.- Não precisa falar nada.
— Mas com você aqui, temos que saber onde vamos.- Disse.
— E até onde você quer ir?- Perguntei.
— Aonde você permitir.- Disse.
— Você teria algo a mair comigo? Normalmente homens/vampiros, querem alguém mais experiente para viver junto. Sabe, alguém para conversar ou algo do tipo.- Disse.
— Eu não ligo para isso.- Disse.
Sorri.- Bem, então como você viu, eu sou solteira. Podemos ir tentando.
— Ir tentando? Interessante isso.- Disse.
Sorri.- É o que podemos fazer por enquanto.
Voltei a beija-la. Agora Davina seria somente minha. Acho que possessividade é coisa de família.
Retribui o beijo e acariciava os cabelos dele.
A deitei na cama. Estava mesmo gostando dela.
Coloquei minha perna na cintura dele e o puxei para mais perto de mim. Era totalmente estranho estar nessa casa, com eles, com Klaus. Mas o fato de Elijah estar aqui e estarmos começando algo, me acalmava e me deixava mais tranquila. Porque mesmo sabendo que posso me cuidar e me proteger sozinha, a ideia de Elijah me protegendo me parece incrivelmente boa.
Ficamos novamente e estar com ela me parecia cada vez melhor. Queria tê-la comigo, a proteger e aliviar esse peso que ela carregava. Sabia que seria uma tarefa difícil, com todos esses problemas que envolvem Klaus, Marcel, Rebekah, meu sobrinho, bruxas. Se for fazer uma lista, será longa. Mais tarde deixei claro que ela estava sobre minha proteção, Rebekah não gostou, e Klaus logo já quis tirar vantagem, mas esclareci que se tentassem algo com ela, ou contra ela, eu iria embora e eles que se virassem. Alguns dias se passaram e eu e Davina estamos muito bem. Já amanheceu e ela está dormindo tranquilamente ainda. Descobri que esse poder as vezes pesa sobre ela, a fazendo ter pesadelos horríveis. Como na noite passada que acordei com ela assim. Isso me fez querer ficar mais ainda. Sorri. Eu sempre me envolvendo com alguém que precisa de ajuda. Mas com Davina eu estava mais envolvido, já podia dizer que estava apaixonado por ela. Não sabia como seria, mas sabia que faria qualquer coisa pela minha bruxinha.
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