Liberty- One Shots
15 Capítulo 15- Peter Pan & Wendy.
Notas iniciais
POV Misto. (Pan e Wendy)
Observava o acampamento e estava tudo bem. Os garotos se divertiam e Henry dormia em um canto e não dava trabalho. Eu que estava um pouco cansado, mas não ia demostrar. Disse que ia olhar tudo por ai e sai de lá. O que fiz e acabei na casa da arvore que não pensei em ir. Subi. Ela se trocava e podia perceber seu corpo lindo.
Me virei quando ia colocar um sutiã limpo e vi Pan. Me cobri rapidamente com os braços, por sorte já vestia uma calça.- Pan! O que faz aqui?
— Oi Wendy, vim dar uma volta.- Disse.
— Vira para lá. Vou colocar uma blusa.- Falei.
Entrei no quarto.- Não sei pra que isso.
— Porque eu estou sem blusa! E você é um garoto.- Disse.
— Ah, vocês garotas.- Me virei. Apesar de curtir aquela paisagem.
— Obrigada.- Coloquei o sutiã e rapidamente uma blusa.- Pronto.
Me voltei para ela. Linda como sempre. Me encostei na beirada da cama.- Tudo bem por aqui?
— Claro. Desde que sua sombra me sequestrou.- Ironizei.
— Ah sim, mas fora isso?- Questionei.
— Está tudo bem. Essa "casa" já se tornou meu lar.- Dei de ombros.- E Henry está bem?
— Sim, está.- Disse.
Suspirei.- Que bom. Agora, o que você quer aqui? Nunca vem para esses lados.
— Só quis mudar de ares um pouco.- Me sentei junto a uma janela que tinha ali.
Me sentei na beirada da cama. Olhei para ele, parecia estranho.- Ok.
— Você gosta daqui, Wendy? Neverland.- Perguntei.
Suspirei.- Seria um lugar maravilhoso, Pan. Mas você não devia deixar as crianças presas aqui. Devia ser um lugar dos sonhos.
— E quem não quer estar aqui? Ela vieram por que queriam isso.- Falei.
— Henry não quer. Bae não queria. Eu não quero.- Disse.
— Que criança não quer estar em Neverland? Nenhuma. Não sei por que querem voltar.- Disse.
— Só que faz décadas que eu estou aqui, Pan. Eu devia estar casada e com filhos já. A muito tempo.- Falei.
— Por que querer isso? Filhos são complicados demais.- Disse.
— E o que você sabe sobre filhos?- Perguntei.
Pensei para responder.- Vocês.
— Você me considera sua filha?- Perguntei divertida.
Ri.- Não, você não. Mas os meninos sim.
— Entendo.- O olhei.- Posso perguntar porque você não quer crescer?
— Para que? Lá só existe complicação, dor de cabeça e desgosto.- Disse.
— Então você já viveu fora de Neverland?- Questionei.
— Já fiz muita coisa, Wendy.- Disse.
— Eu imagino. Se eu estou aqui a tanto tempo, imagino você.- Falei.
— Mas você cresceu um pouco. E ficou muito bonita.- Muito mais que isso. Ficou, como dizem agora, gostosa.
Sorri.- Obrigada.- Passei a mão pelos meus cabelos. — Você também já não é mais criança. Você sabe quantos anos você tem?
— Em teoria, 17.- Disse.
— Devo ter por ai também. Ainda não aprendi a contar os anos nessa ilha.- Ri.
Desci da janela e fui até ela.- Está muito bem para sua idade.- Wendy era a unica menina aqui, e não era difícil se sentir atraído por ela.
Sorri.- Obrigada.- Não estava acostumada com elogios. E nem com os olhares dos forasteiros. E dos meninos que já era adolescentes e não mais crianças.
Fiquei bem próximo á ela. Seus cabelos dourados desciam pelos ombros mas não muito, seu rosto tinha traços mais adultos e não infantis, seus seios tinham crescido e ficado muito bem, o resto do corpo estava do mesmo jeito, ótimo.
Desviei meu olhar do dele, pois estava começando a sentir o que não devia sentir.
Peguei o rosto dela.— Não tem porque desviar. Apesar de estar na terra para crianças, não somos mais crianças.
O olhei.- E o que você quer dizer com isso?
— Que não precisa ficar sem graça.- Disse.
— É que ninguém nunca me elogiou. Pelo menos não para mim. Só os homens que acham a ilha e me veem que ficam olhando.- Falei.
— E por que acha que isso acontece?- Questionei.
— Porque eu já notei. Principalmente os que ficam aqui muito tempo.- Disse.
— E por que acham que eles olham? Desejam você?- Perguntei.
— Não sei. Pode ser que sim, pode ser que não. Vai entender os homens.- Disse.
— Como não desejar? Qualquer um deseja você.- Disse.
— Não é para tanto, Pan. Eu sou uma garota, como outra qualquer. Eu acho.- Sorri suavemente.
— Não, você é a unica garota daqui. E uma garota muito bonita.- Disse puxando ela pela cintura.
Minha respiração falhou ao sentir o corpo dele tão perto do meu.- Pan...
— O que Wendy? Não quer ser adulta?- Questionei.
— Eu quero. Mas eu pensei que você queria ser criança para sempre. E não pensei que gostasse de mim.- Falei.
— Não precisa se preocupar com isso.- Disse.
— Como não? Como você disse eu sou a unica garota daqui.- Disse.
— Mas tem a minha proteção, ninguém vai fazer mal a você.- Rocei meus labios no pescoço dela.
Minha respiração falhou e relaxei nos braços dele. Eu não sei porque me sentia bem neles. Pan era o vilão, não era? Mas porque eu me sentia assim com ele?
— Não tem o que temer, Wendy.- Agora dava beijos ali.
Minha mão estava pousada no braço dele. Ele era forte, não digo físico, porque em físico ele era como um garoto de 17 anos. Na medida para a idade. Mas ele tinha a força dos poderes dele.
Fui subindo até chegar a boca dela e tomei-lhe um beijo.
Retribui o beijo. Mas nunca tinha beijado, o que me fazia pensar se fazia o certo. Mas deixei que ele me guiasse.
Fui aumentando o beijo. Ela parecia meio hesitante mas não me importava, estava precisando ficar com alguém.
Quando comecei a me acostumar, levei minha mão até sua nuca e acariciava ali. Porque eu me sentia assim? Porque com ele?
Estávamos perto da cama e a encaminhei para lá me deitando junto á ela. Minhas mãos tocavam outras partes do seu corpo. O meu reagia aquele momento, mostrando como precisava daquilo.
Me arrepiei ao toque de suas mãos em meu corpo. O meu corpo podia ser jovem, mas minha mente era velha. É claro que eu sabia o que ele queria e o que iria acontecer caso eu deixasse. Mesmo aqui nessa ilha a gente não deixa de aprender.
Levantei a blusa dela para tira-la e parei os beijos e toques para isso. Esse tempo que vi Wendy mudar, sempre quis estar com ela e hoje não dava para segurar mais.
— Pan... você acha certo fazermos isso?- O que eu sentia dizia que sim, mas o fato dele ter me sequestrado e ter me visto "crescer", mais ou menos, pode não ser certo.
— Por que não seria?- Perguntei.
— Porque você praticamente me criou aqui.- Disse.
— E você tem problema com isso?- Parei e a olhei.
— Não exatamente. Eu...- Parei e pensei por um momento para saber se era isso que sentia mesmo.- Eu gosto de você.
Isso me fez parar tudo. Qual o problema das pessoas que tem que envolver sentimentos em tudo?— Gosta?
— Sim, eu gosto.- Disse.
— Isso não muda nada.- Tirei a blusa dela e voltei a beijar seu corpo.
— Não muda?- O olhei.
— Não.- Já descia pela sua barriga e abria a calça.
Os beijos dele me arrepiavam, assim como suas mãos, mas eu não sei se devia me sentir bem por não mudar nada ou me sentir mal por ele não sentir nada por mim.
— Wendy, você está maravilhosa demais.- Disse enquanto tirava a minha blusa.
— Obrigada.- Sorri. Mas me sentia bem com ele, o que era estranho.
Tirei logo a minha calça e voltei tirando a dela. A olhei. Perfeita.
Como podem deduzir eu sou virgem, mas alguma coisa em mim quer que seja com ele. Eu sei que ele pode ter feito muita coisa ruim, mas ele nunca foi mal comigo.
Tirei o sutiã dela. Toquei e beijei os seios dela.
Suspirei ao sentir as mãos dele em meu corpo e em um lugar tão intimo. E era bom senti-las.
— É bom?- Perguntei.
— Sim.- Disse com a voz fraca por minha respiração estar falha.
— Então tem muito mais a gostar.- Falei.
— Pan, eu não tenho experiência nisso, nenhuma.- Disse.
— Tudo bem, eu sei disso.- Sorri para ela. Ser o primeiro dela fazia ser melhor ainda, mais prazeroso.
Sorri de volta.- Você não se importa?
— Por que o faria?- Questionei.
— Não sei. Talvez você goste de alguém mais experiente.- Disse.
— Não me importo com isso.- Falei.
Sorri.- Ok.
Continuei até chegar a calcinha dela, que tirei logo e acariciei ali.
Gemi ao toque dele. Eu devia sentir vergonha por isso, mas não sentia. Me sentia bem.
Fui com minha boca e a estimulei um pouco. Apesar de estar excitado não estava com pressa.
Gemia e suspirava. Não sabia exatamente o que era essa sensação. Sabia que era prazer, mas até agora era desconhecido pelo meu corpo.
— Você está indo muito bem nisso.- Disse.
— Eu nem estou fazendo nada.- Sorri suavemente.
— Mas é uma delicia.- Comentei.
Sorri meio envergonhada, como disse não estou acostumada com elogios.- Obrigada.
Voltei a beija-la e me posicionei melhor junto á ela.
Retribui o beijo novamente. Agora me sentia melhor em beija-lo. Acariciava suavemente sua nuca.
Fiquei nu e me uni a ela. Mas como era a primeira, fui com mais cuidado.
No inicio doeu um pouco, mas logo após fui me acostumando.
Senti ela relaxar um pouco então continuei. Estava com muita vontade acumulada, então tinha que me controlar para não ir demais.
Logo após ele me "romper" toda dor que restava passou e deu lugar ao prazer.
Comecei a aumentar o ritmo. A beijava, hora a boca, hora o pescoço ou o colo. Minhas mãos corriam o seu corpo. Meu corpo ansiava por aquilo, mas algo em mim queria estar com ela também, e assim ficava tudo melhor.
Gemi e suspirei pesadamente. A sensação agora era ótima. Minha perna estava na cintura dele e ela acariciava suavemente ali.
— Wendy...- Dizia ao ouvido dela. O meu prazer estava sendo muito mais que esperei e estava me sentindo muito melhor do que pensei também. Só não ia deixar isso tomar conta, nada de sentimentos aqui.
Era ótimo escutar a voz dele assim, em meu ouvido. Ele tinha uma voz linda. Acariciava os cabelos dele.
Ia mas rápido e mais intenso. Sentia tudo ficando melhor, mais forte e o prazer me consumindo.
A sensação era ótima, por incrível que pareça não me sentia mal por estar com ele.
Por um tempo isso não me fez falta, mas de uns anos para cá, sentia mais e mais vontade, chegando a um ponto que ela me consumia em horas. Quando reparei em Wendy esse dias, senti essa vontade com força total e agora a satisfazia.
Minha mão acariciava o peito dele delicadamente e a outra descia suavemente pelas costas dele. Minha perna me matinha presa á ele.
O prazer era imenso e sentia o clímax tomando conta de mim e tudo que eu queria era ele por completo.
Sentia uma sensação desconhecida passar pelo meu corpo, mas maravilhosa. Nunca pensei que teria minha primeira com o Pan, mas não me arrependo disso. Só não queria sentir o que sentia por ele.
Quando a excitação diminuiu e recuperei o folego, me deitei ao lado dela. No fim das contas, tinha sido um extra mante-la aqui.
Me virei para olha-lo. Puxei o lençol e me cobri. Os meninos que ele matinha aqui subiam sem pedir licença as vezes. Meus cabelos caiam sobre meus seios os cobrindo.
Sorri.- O que foi?
— Nada.- Sorri. Não ia dizer que ele não era mal como pensei que era. Não queria concluir esses sentimentos.
— Nada?- Me virei para ela.
— Só estava te observando.- Falei.
— Mas você me conhece.- Disse.
— Mas não via você do jeito que vejo agora.- Disse.
— E como me vê agora?- Perguntei.
— Hã... não sei. Mais intimamente, talvez?- Sorri suavemente.
— Muito mais intimo.- Toquei o braço dela. Fazendo carinho? Eu não fazia carinhos.
Sorri.- Temos que tomar cuidado pois os garotos veem aqui e não avisam quando sobem.
— Não se preocupe com eles. Você é minha e ninguém vai incomodar você.- Disse.
— Sua?- Perguntei sem entender.
— Sim, Wendy, estou muito tempo sem alguém.- Falei.
Não sei porque ele dizer que "sou dele" me proporcionou uma sensação boa.- Tudo bem.- Sorri suavemente.
Fiquei ali mais um pouco e depois voltei para o acampamento. Me sentia bem melhor, acho que precisava desse alivio. O que disse a ela era verdade. Mesmo sendo "jovens" ela agora era minha em todos os sentidos, e ai de quem tocar, machucar ou arriscar ela. Os dias passaram e dormir com Wendy ficava cada vez melhor. Não sei se estava sentindo algo por ela, mas era bom. Não me permitiria sentir algo a mais, sabia no que resultava, mas estava bom assim. Eu e Wendy nos dávamos muito bem e isso bastava. Agora tinha uma garota. Isso não fazia parte de ser uma criança, mas crescer um pouco tem suas vantagens, não é?
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