Liberty- One Shots
115 Capítulo 116- James & Mary.
Notas iniciais

POV Misto. (Mary e James.)
Eu não acredita que tinha que ter chegado aquela decisão. O acordo com Knox me colocava como rei da Escócia, mas o lugar era da Mary minha meia irmã. Tudo que encontramos dizia que ela ela tinha morrido na vinda para cá da França, porém uma parte minha se recusava a aceitar que ela tinha morrido, só que eu tinha que pensar no nosso país e no nosso povo. Ajeitei tudo e estava pronto para o acordo.
Abri a porta da sala.
— Quem...- Olhei para saber quem me interrompia e não acreditei.- Mary?
— Eu voltei para reivindicar meu trono.- Passei a mão pelo vestido. Estava completamente encharcada.
— Você está bem? Nossos soldados não encontraram nada, nem rastros de que tinha sobrevivido.- Deixei Knox e fui até ela.
— Tive ajuda.- Disse.
— Imagino o tipo de ajuda. James, nós temos um acordo.- Knox disse.
— Mary está viva Knox, não há mais acordo.- Disse.
Andei até a mesa.- Acordo? Que acordo?
— Um que faz James novo Rei da Escócia.- Ele disse.
Olhei James e balancei a cabeça.- Eu sou a Rainha da Escócia! Mostre-me respeito, Knox.
— Você estava morta e a Escócia precisa de um líder.- Ele disse.
— Você bem que queria que eu estivesse morta, não é?- Questionei.
— Precisamos de um pulso forte, não de saias e sentimentalismo.- Ele disse.
— Knox, chega! Você já pode ir.- Disse.
— Eu vou conquistar meu povo e na próxima vez que você disser isso, perderá sua cabeça.- Disse.
— É o que veremos.- Ele saiu.
— Melhor você se trocar antes de conversarmos.- Disse.
— Sim.- Me dirigi para onde seria meu quarto de agora em diante e me preparam um banho quente. Levei um tempo no banho, até sentir a água morna. Me sequei e coloquei um vestido seco, me arrumando novamente. Suspirei. Eu espero que eu consiga conquistar meu país novamente. Terminei de me arrumar e sai do quarto, indo ver James.
Dispensava os mensageiros com a noticia de que Mary estava viva e bem no castelo quando a vi chegar. Não fazia tanto tempo assim que a tinha visto, mas ela estava muito mais bonita e não tinha mais aquele jeito de menina, agora era uma mulher.- Irmã.
— Depois de tentar roubar meu trono, o mínimo que pode me tratar é como “Vossa Majestade”.- Falei, sentando no meu trono e o olhando.
Quer dizer que ela chega já querendo mandar?- Você estava senda dada como morta e Knox criando quase uma revolução, tive que pensar rápido, Vossa Majestade.
— Pensei que teria alguém de confiança aqui, James.- Disse.
— E você tem a mim. Mas também não sabe como é lidar com esses protestantes, muito menos a cobra do Knox.- Disse.
— E como vou ter certeza que está 100% comigo?- Perguntei.
— Você acabou de chegar Mary, em vez de atacar um aliado, deveria começar a pensar nos seus inimigos.- Disse.
— E quem são eles?- Perguntei.
— Protestantes, Ingleses, Lordes que não estão contentes que sua Rainha não conheça a sua terra.- Disse.
— Eu amo meu país mais do que a minha própria vida.- Disse.
— Eu sei disso, mas para vilas e pequenas cidades você é só alguém que eles ouvem falar, que tem seus entes queridos mortos pelo nome dessa Rainha que nunca viram. Enquanto isso Knox enche o ouvido de muitos que fracos se convertem e se voltam contra nós. Você chegou e viu uma tentativa de acordo? Sim! Mas era o que deu pra fazer e evitar uma guerra cívil ou algo pior.- Disse.
Suspirei.- Ok então.- Me levantei.
Me aproximei dela.- Então acredite; ninguém aqui lutou para manter o seu nome mais que eu e estou imensamente feliz de a ver viva e bem.- Sorri.
— Você mal me conhece.- Disse.
— Você é minha Rainha.- Disse.
— Ah, claro, como Rainha.- Suspirei e me dirigi para a saída. Eu devia ter deixado Bash ficar comigo. Não posso ficar cercada de estranhos.
— Você quer descansar um pouco? Já mandei avisar e espalhar que está aqui, então ganhamos tempo.- Disse.
— Vou andar pela cidade.- Sai dali.
Suspirei e isso não seria fácil. Estava acostumado a cuidar de tudo sozinho e com Mary aqui seria mais difícil fazer do meu jeito. Mandei guardas atrás dela para sua segurança e fui me reunir com conselheiros sobre a melhor maneira de seguir agora. A reunião foi bem longa e me avisaram que Mary tinha voltado e também más noticias. Fui até ela.- Mary.
— O que?- Perguntei.
— Eu tenho más noticias.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Sua dama, Lola. Ela foi executada por Elizabeth.- Disse.
Senti meu corpo fraquejar.- Como é?
— Eu acabei de receber a noticias dos nossos informantes de lá. Houve uma acusação de traição e ela foi declarada culpada.- Disse.
Senti lágrimas lavarem o meu rosto e antes que chorasse mais na frente dele, corri para o castelo e subi direto para meu quarto. Isso é minha culpa. Tudo é minha culpa. Lola... Eu sinto muito. A dor no meu peito parecia um buraco negro; sem fim.
Merda. Não achei que seria ruim a ponto de a deixar assim. Fui atrás dela e ordenei que nos deixassem sozinhos. Entrei, indo até ela.- Mary.- Me aproximei mais um pouco.
— Me deixa sozinha.- Disse entre as lágrimas.
— Não. Lola era sua amiga e perder um amigo é doloroso demais para ficar sozinha.- Sentei ao lado dela na cama.
— Lola era mais que minha amiga e é ainda pior quando você é a culpada.- Disse.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Eu mandei ela ser uma infiltrada, me mandar informações.- Disse.
— Mesmo assim não se martirize.- Disse.
— Você não entende. Me deixa.- Disse.
— Não, não vou deixar você assim.- Disse.
— Eu estou bem.- Disse.
— Está nada. Se quiser não precisa falar, mas não vou te deixar.- Disse.
Me virei de costas para ele e me agarrei ao travesseiro.
Me ajeitei na cama e a deixei chorar em paz. Levou um certo tempo e pedi que trouxessem um chá para ela, que parecia mais calma. Começava a anoitecer quando me levantei.- Eu vou mudar a sua reunião que preparei mais cedo para amanhã. Coma alguma coisa e descanse.
— Eu estou bem.- Disse.
— Eles vão entender, não se preocupe.- Disse.
— Eu estou bem.- Sequei meu rosto.
— A reunião é daqui a uma hora. Aviso quando todos chegarem.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Até daqui a pouco.- Disse e sai.
Suspirei e me levantei, indo me ajeitar. Tirei o vestido mais simples, lavei meu rosto, coloquei um vestido mais “formal” e fiz uma maquiagem. Respirei fundo e sai do quarto. A semana seguinte passou bem agitada com a minha volta e ainda não me sentia totalmente a vontade no meu próprio país. Eu sabia que não tinha nenhuma credibilidade, meu povo não vê como sua Rainha. Francis, eu queria tanto que estivesse aqui comigo. Todos aqui amariam você. Hoje teria uma festa para conhecer os lordes, então me arrumei e sai.
Terminei de me arrumar e esperava que essa festa desse certo e Mary começasse a relaxar no trono, ela parecia precisar de coisas boas acontecendo. Fui para o salão e comecei a receber os convidados, até que a vi. Parecia a mulher mais linda que eu já tinha visto, se queria impressionar, conseguiu.- Boa noite.
— Boa noite.- Disse.
Estendi a mão para ela.- Senhores, Mary Stuart, nossa Rainha.
Sorri e me curvei, cumprimentando a todos.
Todos a responderam e comecei a ir, a apresentando. Mary se saia muito bem nessas situações formais.- Eles estão te adorando.
— Espero que sim.- Disse.
— A não ser que estejam planejando te matar.- Disse.
— O que?- Olhei ao redor.
Sorri.- Estou brincando. A segurança foi bem reforçada.
— Eu sempre tenho um alvo nas minhas costas, não duvido nada que tenha alguém aqui que queira me matar.- Disse.
— Eu estou aqui para isso.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Boa noite, Vossa Majestade, Conde de Moray.- Ele disse.
— Boa noite. Mary, esse é o Lorde Sinclair.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
— Bela festa.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Mas gostaria de saber se está pronta para acabar com esses ingleses e trazer paz para nossa terra. Afinal, enquanto passeava pelos castelos franceses, nosso sangue que foi derramado.- Disse.
O olhei.- Eu estava casada com o Rei da França, que por acaso seria seu Rei também, acho que “passear” pelos castelos franceses, não é bem a palavra.
— Agora está aqui e por enquanto não vejo nada de diferente. Só uma garota que parece assustada.- Ele disse.
— E você, caro Sinclair, está parecendo aqueles velhos resmungões.- Não gostava dele, era um dos que podiam trazer problemas a Mary.
— Para sua informação, eu pretendo reivindicar o trono da Inglaterra e lembrarei do senhor e dessa conversa quando o fizer.- O olhei, sorrindo.
— Então eu mal posso esperar para ver isso.- Ele sorriu e saiu.
— Bem vinda ao mundo das cobras da Escócia.- Disse.
Suspirei.- Eu consegui com que Cathereni De Medici gostasse de mim, ele não é nada.
— Que bom. Mas vamos precisar do apoio deles. Do apoio e do dinheiro, e conquistar mais.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Mas é a sua festa, sei que não está muito no clima ainda, mas aproveite um pouco.- Disse.
— Vou tentar.- Disse.
A musica que tocava animava um pouco.- Quer dançar?
— Sim.- Disse.
A levei para mais perto dos musicos e começamos a andar. Olhando assim de perto, Mary era uma mulher muito linda e podia jurar que era por completo. O que? Ela é minha irmã, não deveria pensar nela desse jeito.
Sorri e começamos a dançar.- Agora preciso pensar em um marido.
— Já se sente bem para isso?- Perguntei.
— Não é sobre mim e sim sobre a Escócia.- Disse.
— Imagino que teve que repetir isso por toda a sua vida.- Disse.
— Não. Eu amei o Francis.- Disse.
— Você estava feliz.- Disse.
— Claro.- Disse.
— Sinto muito que tudo isso tenha acontecido.- Disse.
Suspirei.- Meu tempo com Francis foi a nossa eternidade. Isso me deixa feliz.
— Você pelo visto teve algo que muitos de nós nunca encontrou.- Disse.
— Você pode. Não tem compromisso com isso.- Disse.
— O que? Encontrar uma mulher que eu ame para casar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Acho que isso não é para mim.- Disse.
— Ah é? Prefere só ficar na farra?- Perguntei divertida.- Vi várias mulheres saindo do seu quarto essa semana...
Sorri sem jeito. Ela tinha visto?- Não chega a ser uma preferência, mas no momento é o melhor. E não é que seja ruim, é bom, muitas vezes.
Ri.- Aham, sei.
— É sério.- Ri também.- E você nada? Tem seus desejos também.
— Eu sei. E estou com alguém.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— O que ouviu.- Disse.
— Mary isso é seguro? Quem é? Preciso saber!- Não acreditava que ela estava com alguém aqui e eu não percebi.
— Não se preocupe.- Disse.
— Posso dizer que desde que botou os pés aqui é minha responsabilidade agora, então vou me preocupar sim.- Disse.
— Bem, você vai o conhecer. Ele está por aqui. Ele é o conselheiro da Elizabeth.- Disse.
A olhei melhor.- Você ficou maluca?
— Ele é de confiança. Eu confio nele. Ele me salvou dela já.- Disse.
— Mary, isso não é bom. Um deles aqui e com você!- Exclamei.
— Hey, baixa a voz.- Disse.
— Como quer que fique calmo?- Perguntei.
— Não é uma questão sua.- Disse.
— Você a salvo é.- Disse.
— Eu estou.- Disse.
— Quando ele aparecer, quero falar com ele.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Porque sim.- Disse.
— Ok.- Disse.
Mary era boa e com certeza esse cara estava se aproveitando disso.- Droga.
— O que?- Perguntei.
— Mackenzie veio.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Ele é um dos piores nas opiniões sobre você. Já quase briguei com ele, para valer.- Disse.
— Resumindo; ninguém gosta de mim.- Disse.
— Eu gosto. O povo gosta. Só esses Lordes chatos acham que sabem algo.- Disse.
— Você me disse que o povo não gosta de mim. Que sou somente a rainha cujo seus entes queridos morreram em meu nome.- Disse.
— É que alguns dizem, você também tem súditos fies.- Disse.
— Eu fui coroada pelo meu direito, pelo meu sangue, mas não fui coroada pelo meu povo. Eu nem tenho o direito de reclamar... E ainda sou mulher. Com certeza a Escócia talvez estivesse melhor se fosse com você.- Disse.
— Eu sou um bastardo Mary, já tenho coisas demais, principalmente ajudar você.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Está tudo bem.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Espero estar ajudando e ganhando sua confiança.- Disse.
— Está.- Disse.
— Que bom.- Disse.
Apenas sorri.
Dançamos mais uma musica até trocarmos de par, mas fiquei de olho nela. Merda, Mackenzie que a pegou.
— Gostando da festa?- Perguntei.
— Achando que deve ter sido uma fortuna.- Ele disse.
Ótimo, cai com um cara que não gosta de mim. Difícil vai ser achar um que goste.- Se me der licença, preciso sair.
— Tão rápido minha rainha? Eu não imaginava que era tão linda.- Ele disse.
— Hã... Obrigada.- Disse.
— E uma mulher bonita assim não deveria ficar sozinha.- Ele disse.
— Estou acompanhada do meu irmão.- Disse.
— Não é o tipo de companhia que estou falando. Mas mesmo assim a do Conde Moray não é das melhores.- Ele disse.
— O que o senhor está insinuando?- Perguntei.
— Todos sabem das noites que ele passa nos bordéis ou nas frequentes reuniões com Knox. Até sobre se converter eu ouvi.- Ele disse.
— Então o senhor não vai a bordeis?- Perguntei, ignorando por agora o fato dele ter levantado o assunto de traição a coroa. Eu tiraria isso a limpo com James depois.
— Sou mais decente que isso.- Ele sorriu, descendo os olhos pelo corpo dela.
— Ah é? Não sabia que era casado.- Disse.
— Não sou. E para ter companhias não é necessário morar num bordel.- Ele disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Espero que quando for considerar um marido, me considere.- Ele disse.
O olhei.- Como é?- Pensei que ele me odiasse. Pelo menos foi o que James disse.
— Imagino que vá se casar de novo.- Ele disse.
— Claro.- Disse.
— Não me importaria de ser uma opção.- Ele disse.
— Pensei que homens como você corressem de viúvas. Afinal, não sou mais...- Cheguei mais perto dele, falando em seu ouvido.- Pura.
— Isso me diz que é uma mulher que sabe o que quer e o que gosta.- Ele retribuiu no ouvido dela.
— Prometo que farei uma avaliação minuciosa aos meus candidatos.- Disse.
Ele riu.
Tinha deixado de dançar e fiquei a margem olhando Mary. Mackenzie era uma cobra, mulherengo e que tinha fama de ser intolerante com mulheres, dizendo sobre onde era o lugar delas. Tinha que tirar a Mary de lá. Larguei minha bebida, indo até eles.- Mary.
— James.- Disse.
— Tem algumas pessoas querendo falar com você.- Disse.
— Ah, claro. Com licença.- Falei e fui com James.
— O que ele queria?- Perguntei.
— Nada demais.- Disse.
— Não sei o que ele veio fazer aqui.- Disse.
— Me cantar.- Disse.
— Ele teve coragem?- Perguntei.
— E não tirou os olhos dos meus seios.- Ri.- Foi engraçado.
— Engraçado? Não acho nem um pouco. Deveria o botar para fora.- Disse.
— Eu decido isso, James. E mais tarde vamos conversar.- Olhei e vi Gideon chegando, e sorri.— Talvez amanha.
Vi para onde ela olhou.- Mary, você tem que ter cuidado com isso.- Disse deixando evidente o meu desgosto com aquilo. A ideia daquele homem com ela me dava náuseas.
— Eu conheço ele, James.- Disse.
— Nós conhecemos muita gente e nos enganamos.- Disse.
— James, tá tudo bem.- Disse.
— Boa noite vossa Majestade, Conde.- Gideon disse.
— Boa noite.- Sorri.
— Vejo que está se adaptando bem.- Ele disse.
— Sou a Rainha.- Disse.
— E você embaixador, o que está fazendo aqui?- James perguntou.
— Acompanho Rainha Mary desde a França e continuarei aqui.- Ele disse
Sorri.- Sim.
— Quer dizer enquanto sua rainha pensa em como matar minha irmã?- Perguntei.
— Gideon, com licença.- Peguei James pelo braço e o puxei.- O que é isso? Eu já disse que confio em Gideon e você não para de ataca-lo. Chega.
— Você quer que eu confie num inglês qualquer enquanto tenho vários matando companheiros e conhecidos meus? Eu não sei o que ele fez para conquistar você.- Disse.
O olhei.- Eu sou sua rainha e ordeno para que pare com essa idiotice.
Ela confiava claramente nele, a ponto de usar isso. Que se vire então!— Tudo bem, vossa majestade.- Fiz uma reverência e a deixei. Continuei na festa, mas continuava irritado por aquela situação dela com aquele embaixador qualquer. Não me importei de arrumar uma mulher qualquer para passar a noite, assim aliviei um pouco a tensão que estava. Mas tudo voltou no outro dia quando Mary mas uma vez desconfiou de mim. Eu tinha ficado todo esses anos cuidando de tudo aqui e ela acha que pode questionar a minha lealdade? Deixei ela falando sozinha e passei a resolver meus assuntos e só chegava a ela em necessidade. A unica coisa que não conseguia evitar era de reparar o quanto ela estava bonita, ainda depois de um dia que entrei no quarto dela e ela tinha começado a tirar o vestido. Aquela pele parecia chamar para ser acariciado. Porra, ela é minha irmã, só tenho que a ver assim. Estava tratando da divisão de alguns suprimentos quando me avisaram que tinha algo de errado. A carruagem da Mary tinha sido encontrada, mas ela tinha sumido. Parei imediatamente e comecei a procura-la por todos os lugares, as coisas que os aldeões daquela região podiam fazer a ela, me dava umas sensações ruins. Tinha que acha-la! Só conseguimos um rastro pela manhã e o seguimos até que vi uma figura correndo até nos.
— James!- Cheguei até ele e o abracei.
— Mary.- Abracei de volta. Como era bom a ter de volta.- Você está bem?
— Sim.- Disse.
— Tem certeza?- Disse a conferindo sem a soltar.
Ri.- Sim.- Estava aconchegada em seu peito e me sentia segura ali. Completamente.
Ela me disse a direção e mesmo eu mandando ficar, ela foi junto, o que ocasionou problemas, já que quando íamos os render eles fizeram acusações sobre mim, do tempo que eu andava com Knox. Novamente Mary pediu uma prova da minha lealdade, o que me irritou, mas mesmo assim matei o homem que ela queria, provando a sua soberania. Voltamos para casa e depois que chegamos, dispensei uma reunião que tinha. Fui até o quarto dela e bati.
— Entre.- Disse.
Entrei. Merda, ela estava de vestido vermelho, era sempre os que a deixava mais linda.- Sua reunião com o tesoureiro vai ser mais tarde. Atrasei para dar tempo de você descansar um pouco.
— Obrigada. Já que é assim, pode abrir o meu vestido por favor? Vou tira-lo para me deitar um pouco.- Me virei de costas para ele e puxei meus cabelos para o lado.
Não tinha mais ninguém ali e não me custava ajuda-la. Fui até ela e abri o vestido, o perfume era tão bom assim como tocar sua pele.
— Eu... Me desculpe por esses dias... Por hoje. Com o tempo aprendi a não confiar fácil. São poucos os que confio e como nunca tivemos uma relação, não via porque você seria fiel a mim. Me desculpe, mesmo.- Disse.
— Tudo bem.- No momento não estava pensando nessa raiva e sim do porque esse desejo só de a tocar assim estava me consumindo.
Me virei de frente para ele, segurando o vestido na minha frente. Estava usando a anágua, mas acho que não era apropriado ficar só assim na frente dele.- Obrigada.
— Você é linda Mary. E não tem nada que eu não faça por você.- Disse.
— E o que tem a ver a minha beleza com isso?- Perguntei com um sorriso.
— Só um elogio que não consegui segurar.- Disse.
Me aproximei dele e o beijei no rosto.- Obrigada.
— Espero que o que disse seja para valer. Sem mais testes.- Disse.
— Prometo.- Disse.
— Acho que posso perdoar você.- Disse.
— Está com seu orgulho de macho ferido?- Perguntei divertida e finalmente cedo a estranheza do momento e tiro o vestido, ficando só com a anágua, e sigo até minha cômoda, colocando meus brincos ali.
— Eu? Jamais.- Tentei não observar as curvas dela, juro que tentei.
— Está sim.- Disse.
— Eu estou bem. Talvez estivesse um pouco chateado, mas tudo bem.- Disse.
— Ah sim, desculpe.- Me sinto mal por ele sair de um assunto leve para um sério. Subo na cama e me cubro.
Fui até a cama dela e me sentei na beirada.- Me dá a sua mão.
Fiz o que ele disse.
Peguei e entrelacei na minha, a anos que não fazia isso.- Juro solenemente ser seu amigo para sempre.- Sorri.- Deus, foi terrível isso.
Ri.- Foi fofo.
— Não ri, era sério. Teria te ensinado se tivesse por aqui.- Disse.
— Ah é?- Perguntei.
— É. Eu e... Eu fazia muito quando era pequeno.- Disse.
— Você e quem?- Perguntei.
— Ninguém que mereça ser lembrada.- Disse.
— Ah, tudo bem.- Disse.
— Obrigado. Agora para valer tem que repetir.- Disse.
Sorri.- Ótimo. Vamos lá.
Apertei um pouco a mão dela.- Juro solenemente.
— Juro solenemente.- Repeti.
— Ser seu amigo para sempre.- Disse.
— Ser seu amigo para sempre.- Disse.
Beijei a mão dela.
Beijei a mão dele também.
— Feito.- Sorri, gostando daquela intimidade com ela, ainda mais pelo jeito que ela estava vestida.
Sorri.- Ok.
— Está mesmo bem?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Me assustou você sumir. Muito mais que antes.- Disse.
— Antes?- Perguntei.
— Quando você chegou.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
Me ajeitei, sem soltar a mão dela.- Temos que pensar em algo Mary. Elizabeth é forte e vai vir com tudo.
Suspirei.- Eu sei. Preciso me casar o mais rápido possível.
— Não consigo pensar em alguém confiável e a sua altura.- Disse.
— Tem o Rei de Portugal. Ele foi na corte Francesa uma vez e me pediu em casamento, dizendo que me queria, não a Escócia. Talvez ele ainda me queira.- Disse.
— Português? Eles não tem boa fama.- Disse.
— Sim, eu sei. Mas pode ser uma solução. Eu aguento qualquer coisa pela Escócia.- Disse.
— Não mesmo. Não vou deixar você correr risco.- Disse.
— James, eu preciso.- Disse.
— Não vou deixar você na mão de qualquer um.- Disse.
— Não é uma situação normal de irmão e irmã, você sabe.- Disse.
— Eu posso e vou. Nunca pude cuidar de você.- Disse.
— Não funciona assim; sou uma Rainha.- Disse.
— E mesmo sendo um bastardo de um rei e pai posso tentar fazer algo.- Disse.
Balancei a cabeça.- Eu decido isso.
— Eu posso ajudar pelo menos.- Disse.
— Esquece.- Disse.
— Durma um pouco.- Beijei a testa dela.
— Tudo bem.- Disse.
— Quer que eu fique mais?- Perguntei.
— Eu gostaria de dormir um pouco.- Disse.
— Até mais então.- Disse.
— Até.- Disse.
Sai do quarto, pensando nas melhores possibilidades que poderia dar a ela sem que isso atrapalhasse o futuro da Escócia. Merda, porque estou com essa sensação ruim de ter ela se casando? Acho que estou louco e nem percebi. Algumas semanas se passaram entre pesquisas e convites para visitas, mas o tal Gideon continuava aparecendo o que cada vez me deixava mais irritado. As coisas entre mim e Mary melhoraram muito, sentia que ela confiava em mim e eu me esforçava para ser merecedor daquela confiança, contudo minha mente e meu corpo estava me traindo nisso. Cada vez que olhava ela lembrava de como a sua pele era macia ou de suas curvas sob o espartilho e as anáguas, até de pau duro fiquei uma noite que fui a ver antes de dormir e ela estava de camisola, acabei tendo de resolver com a mão no meu quarto, sendo que não me contive em pensar nela, a imaginar. Tenho que me controlar, ela é minha irmã e só me vê assim, não posso pensar de outro jeito. Decidimos cavalgar um pouco e acabamos por ser só nós dois, o que agora eu adorava.
Sorri para ele.- Eu adoro cavalgar.
— Eu também. É uma ótima hora para relaxar.- Disse.
— Verdade.- Disse.
— Sempre cavalgou?- Perguntei.
— Desde que me lembro.- Disse.
— Fica linda assim.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Acho que entendo porque tantos homens te amam assim. É complicado resistir à você.- Disse.
Ri.- Poucos me amaram.
— Não é o que percebo.- Disse.
Sorri.- Não posso reclamar, porque muitos me galanteiam.
— Qualquer homem deveria se sentir honrado de ter você ao lado dele.- Disse.
Ri.- A maioria não almeja que seja ao lado, James.
— Não me faça imaginar isso Mary, não desse jeito.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você é uma mulher incrível e por mais que seja o certo, não crescemos juntos a ponto de eu não conseguir te imaginar assim.- Disse.
O olhei, me sentindo corar e não fiquei chateada com isso, pelo contrário... Me deixou feliz. Isso é estranho.- Acho que imaginar não faz mal.
— Depende do quanto longe se pode chegar imaginando.- Disse.
— Tipo?- Perguntei.
— Você de maneiras improprias.- Disse.
— Me dê um exemplo.- Disse.
— Você não desiste.- Disse.
— Só pedi um exemplo. Se não quer dizer, tudo bem.- Disse.
— Mary você é linda e gostosa, então não é difícil para mim te ver como mulher.- Disse.
— Hã... Ok, você já me disse isso a um segundo.- Disse.
Ela me dando oportunidade assim...- Chegar a imaginar você na cama, minha cama não é difícil. Muito pelo contrário.
Sorri.- Tarado.
— Não se incomoda com isso?- Perguntei.
Sabia que devia, mas não me incomodava e não queria mentir.- Não.
Sorri.- Por isso você é a melhor.
— Eu sei.- Disse.
— Vamos, tem um lugar que quero te mostrar.- Disse.
— Ok.- Disse.
Seguimos cavalgando até chegar em uma pequena cachoeira, que forma um lago abaixo.- Chegamos.
— Uma cachoeira?- Perguntei, descendo do cavalo.
— Sim.- Desci, tirando as luvas.- Linda, não é?
— Sim.- Disse.
— A visão que eu estou tendo também.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Recebi respostas hoje.- Disse.
— Do que?- Perguntei.
— Pretendentes. Mary, dê mais tempo nisso.- Disse.
— Mais tempo?- Perguntei.
— Sim, aquelas opções, eu mandei saber... Nenhum deles é bom suficiente.- Disse.
Ri.- Você sempre diz isso.
— É a verdade Mary.- A virei para mim.
Ri.- Ok.
— Quer se refrescar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vou prender os cavalos então.- Disse.
— Ok.- Disse e enquanto ele prendia os cavalos tirei minha capa e me sentei no gramado, começando a tirar minhas botas. Hoje usava uma calça ao invés de vestido.
Prendi os cavalos numa árvore e voltei a ela. Estava linda e não resisti em chegar, pegando na cintura dela.- Pensando em entrar?
Sorri e assenti.- Sim. E você?
— Com certeza.- Tirei o casaco e a camisa.
O olhei, tentando não olhar. Não podia olha-lo desse jeito ou sentir o que sinto quando o olho.- Vire-se. Vou me despir.
— É mesmo necessário?- Perguntei.
— Seria estranho, não?- Perguntei.
— Eu não tenho problema.- Disse.
Ri.- Ok.- Tirei a minha blusa, ficando só com a faixa preta que segurava meus seios. Com roupas assim, espartilho era dispensável e usava essa faixa preta.
A olhei e senti meu pau ganhar vida na hora. Ela estava sexy e pedindo para eu toca-la.
Tirei minha calça também, ficando com uma roupa intima apropriada para esse tipo de vestimenta. Era um short preto bem justo ao corpo e que ia até a altura das minhas coxas.
Ela queria me matar? Aquelas pernas, aquela cintura... Porra, vou para o inferno pois estou desejando completamente a minha irmã.
Me virei para ele.- E você vai entrar com roupa?
Olhei para mim, estava complicado disfarçar a minha situação.- Não vou tirar mais.
Sorri.- Claro que vai. Deixa disso.
Suspirei e tirei a calça, que estava evidente que estava duro por ela. Ah, Mary.
Meus olhos foram puxados para a areia abaixo da sua cintura e sorri, mordendo meu lábio e desviando meu olhar. Graças a Deus eu sou mulher.- Então, vamos para a água?
— Estou precisando.- Peguei ela pela mão e entramos na água.- Merda, que tá gelada.
Ri.- Verdade.
— Sabe como é o melhor jeito de passar?- Perguntei.
— Qual?- Perguntei.
A segurei junto de mim e nos mergulhei.
Sorri e mergulhei junto com ele.
A água poderia me ajudar, mais a proximidade dela só me fazia querer mais dela. Eu estou em sérios problemas e agora não tem volta mais. Poderia ser loucura minha, mas parecia que ela gostava de estar assim. Voltamos a superfície, mas não a soltei.
Sorri e passei a mão pelo meu rosto.- Acho que melhorou mesmo.
— Sim.- Ajeitei o cabelo dela.
O olhei e sorri.
Eu não teria outra oportunidade e seria apenas uma vez mesmo. Cedi ao meu impulso e a beijei.
Retribui o beijo e envolvi meus braços em torno do seu pescoço.
A boca dela era bem como imaginava; doce e deliciosa. Saboreei aquele beijo, ela beijava muito bem.
Entrelacei meus dedos em seu cabelo e descia minha mão pelo peito dele.
A segurei mais perto de mim e poderia jurar que ela ia me afastar, mas pelo contrário, parecia que ela me desejava também.
Parei o beijo.- Não sabia que você era tão controlado. Os rumores que correm pelo castelo são totalmente errados então. Eles dizem que você é selvagem e intenso.
— Você está me deixando tonto gostosa assim.- Minha mão corria suas costas até perto da bunda dela.
— Bela desculpa. Acho que você não é tudo isso que comentam.- Debochei.
A colei em mim.- Quer testar?
Envolvi minhas pernas na cintura dele, envolvendo meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.- O que acha?
Sorri, a beijando e a tirando da água, levando para a capa que ela forrou. Minha mãos deslizaram pelas coxas dela, as apertando.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Peguei os peitos, tão macios, precisando de alguém para cuidar deles.
Gemi, descendo minha mão pelo abdômen dele, chegando até sua roupa intima e tocando sua ereção por cima.
Gemi no beijo. Ela queria me enlouquecer, e eu iria reverter isso. Quebrei o beijo e passei a beijar o pescoço dela, pegando nos seus peitos.
— Você não quer que eu te chupe, é?- Questionei divertida, provocando-o.
— E você sabe fazer?- Tirava as faixas dos peitos dela.
O afastei para olha-lo, me fingindo de ofendida.- Sim, sei sim. Para seu conhecimento eu fui casada, tive um amante do qual não me orgulho e Gideon.
— Prefiro não lembrar disso agora.- Muito menos que um ainda a visitava e que sempre amaria o outro.
— Ok então, sei essa parte.- Disse.
— Ótimo.- Disse livrando os peitos dela e podendo cair de boca neles.
Nunca ninguém tinha recusado isso, mas tudo bem. Ele pode ter gostos diferente. Acariciava os cabelos dele enquanto minha outra mão descia pelas suas costas.
— Porque que parou?- Beijei por entre os peitos.
— Estou distraída.- Disse.
— Está é?- Desci a boca pela barriga dela.
— Com certeza.- Disse.
Voltei a beija-la e tirei calcinha dela. Ainda pensei sobre aquilo, sobre o que éramos, mas afastei. Mary me desejava e era só o que me importava.
Retribui o beijo e acariciava seu rosto.
Me coloquei entre as pernas delas, afastando o resto da minha roupa e me colocando na entrada dela.
Me ajeitei embaixo dele e descia minhas mãos pelas costas dele, mas sem deixar de beija-lo.
Entrei nela e gemi. Porra, ela é gostosa, totalmente deliciosa.
Gemi contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo e envolvi minhas pernas na cintura dele.
— Mary.- Gemi no ouvido dela, mordendo a orelha dela.
Gemi e suspirei pesadamente, me mexendo embaixo dele.
Comecei a ir mais rápido.— Você é uma delícia.- Disse botando um ritmo dos nossos movimentos.
Gemi e desci meus lábios pelo pescoço dele.
Deslizei minha mão pela perna dela, apertando a coxa. Ela tinha um corpo incrível, bem como imaginei. Eu tive inúmeras mulheres na minha cama, mas Mary com certeza era diferente de alguma forma.
As mãos dele eram ásperas contra a minha pele, mas eu achava isso incrivelmente sexy. Mãos suaves e delicadas com certeza não combinam com ele. Me mexia embaixo dele, descendo minha mão pelo abdômen bem definido dele e o tocando onde estamos unidos.
Arfei e sorri.- Estou adorando as suas mãos.- Peguei nos peitos dela enquanto ia mais rápido nos movimentos. O prazer cada vez era maior e muito melhor do que me toquei pensando nela.
Gemi.- James...
Puxei a perna dela contra mim, indo mais fundo e a preenchendo por completo.
Gemi e suspirei pesadamente, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
— Minha Mary, você é uma delicia.- Disse.
Sorri e gemi.- Obrigada.
A beijei e me rendi aquela boca, ela por inteiro me fazia perder o controle. Bombava mais forte e sentia o prazer maia intenso.
Gemi e descia minhas mãos pelas costas dele, sentindo meu centro se apertar ao redor dele.
Os beijos ficaram intensos tanto quanto nossos movimentos e quando o ápice veio, nos entregamos completamente.
Alguns minutos se passaram e recuperava meu fôlego, e minha consciência também. Não que eu tenha me arrependido, pelo contrário, me sinto culpada por não ter me arrependido, mas isso não poderia acontecer de novo.
— Eu vinha pensando em você a tanto tempo.- Beijei o ombro dela.
— Vinha?- Perguntei.
— Disfarcei bem então.- Sorri.- Sim. Por mais estranho que seja, não consigo não o fazer.
Me virei de lado e o olhei.- James... Isso não pode se repetir.
— Eu sei. Só estava querendo prolongar.- Desci a mão pelo braço dela.
Apenas assenti.
A beijei.- Vou conseguir que seja feliz, Mary.
— Não se preocupe com isso.- Disse.
— Isso não é mais possível.- Disse.
— Por favor, não se meta nos assuntos da Coroa.- O olhei.- Eu não quero agir como uma Rainha má, mas não vou permitir que me atrapalhe se eu precisar salvar a Escócia com a minha vida.
— Eu sabia que não chegaríamos a nada, mas achei que seria pela nossa ligação.- Me afastei, pegando minha roupa.- E como minha rainha é meu dever te defender.
— É seu dever me obedecer. Não ouse atrapalhar, James. Por favor.- Disse.
Me levantei me vestindo, nunca que iria cumprir aquilo. Mesmo que fossemos apenas Conde e Rainha, ainda sim seria meu dever.- Tudo bem.- Disse para tranquiliza-la.- Assim como o que aconteceu hoje, deverá ser esquecido.- Era melhor assim.
— Eu sei.- Disse.
— Me perdoe por isso.- Terminei de me vestir.
— Eu também quis. Não se desculpe.- Disse.
Peguei tudo e a ajudei a se vestir. Acabei a tocando e senti que seria mais difícil do que pensei.
— Obrigada.- O olhei e lhe dei um selinho.
Assenti e pegamos os cavalos, voltando. A principio minha ideia era de que manteria tudo igual, mas assim que a revi na noite daquele dia em jantar que ofereceríamos percebi que isso não seria mais possível. A cada dia os meus sentimentos pela Mary ficavam mais fortes e a lembrança de a tocar e a beijar se tornava uma tortura. Trocávamos olhares, as vezes nos tocávamos e quando acontecia isso, tudo que eu queria era a carregar e fazer ela minha de novo, repetidas vezes. Nesse tempo tivemos problemas com os protestantes e a Inglaterra, afinal não desistiam de tentar fazer algo a ela. O pior de tudo foi ver o tal Gideon a visitar, ali soube que estava perdido. A raiva e o ódio que me subiu quando o vi e saber que ele a tocaria, a beijaria e teria seu corpo do mesmo jeito que eu tive, me fez ficar louco de ciume, a ponto de eu ter que sair de lá. Fui para um taverna qualquer, bebi e acabei fudendo uma puta qualquer, mas não era ela que eu queria, nem chegava perto. Pela manha recebi um recado que me deixou mais louco ainda. Mary tinha se comunicado com Lord Darnley mesmo quando eu disse que ele não era uma boa opção para ela. Mandei um recado de que estava a esperando.
Cheguei na sala de reuniões.- Me chamou?
— Você se correspondeu com Darnley?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Eu disse para não o fazer. Ele é problema e só vai dar dor de cabeça.- Disse.
— E desde quando você manda em mim?- Perguntei.
— Desde quando falo para o bem do nosso país. Darnley é um bêbado que gosta de aparecer e ter fama.- Disse.
Suspirei, cansada.- Ok James, chega. Eu sou a Rainha e eu vou fazer o que eu quiser. Porque você só diz a mesma coisa de todos os pretendentes. Seu conselho não é mais limpo.- Me encaminhei para a saída.
Fui atrás dela.- Como assim meu conselho não é limpo?
— Desde que eu cheguei da França, todos os homens que seriam ótimos futuros maridos e reis, você acha ruim. Tenho certeza que se você estivesse na corte Francesa teria achado até o Francis um perigo e ele era perfeito. O melhor homem que conheci.- Disse.
Ouvir ela falar assim do marido me fez me sentir pior, um balde de agua fria. O coração dela tinha dono.- Você quer que pare de te ajudar então?
O olhei e suspirei.- Não, não quero, mas você está me tratando como um garota e não como uma Rainha. Todos os homens da minha vida fizeram isso comigo e todos se arrependeram. Você não sabe nada do que aconteceu comigo, James. Eu sei o que estou fazendo e eu SEMPRE colocarei a Escócia a frente da minha felicidade. Eu sempre fiz isso e sempre irei fazer. Não irei permitir que você fique no caminho.
— Então quer que eu lhe trate apenas como minha Rainha?- Perguntei.
Suspirei derrotada. Ele é difícil.- Caramba James, você tem o dom de me tirar do sério e interpretar tudo errado. Eu vou me retirar. Vou procurar clarear minha mente na Palavra de Deus.- Estou sendo uma Cristã bem descuidada ultimamente.
— Eu sei bem onde vai clarear sua mente.- Disse já puto.- Já que estamos de conselheiro para rainha, deveria mandar aquele embaixador de meia tigela embora.
— Como é?- Perguntei.
— Você acha que eu não sei que ele está aqui?- Perguntei.
— E se estiver?- Perguntei.
— É a sua vida Rainha Mary, mas é arriscado o ter nessas condições aqui.- Estava me matando essa indiferença dela e provando o quanto sou burro. Eu tinha que matar isso e pronto, era um problema meu que não deveria afetar o meu trabalho.
— Se vai ser assim, é melhor você ir embora daqui James. Eu não aguento mais ficar só brigando.- Sai dali.
POV James.
— Merda!- Derrubei o que tinha pela frente e sai de lá puto pensando sobre o que fazer. Eu precisava botar a minha cabeça no lugar e ir embora, a deixando no meio de tanta gente que a odeia não era uma opção. Sai de lá, indo caminhar para me acalmar um pouco e encontrei Greer.- Bom dia.
— Bom dia.- Ela disse.
— Passeando com Rose?- Perguntei.
— Sim.- Ela disse.
— Ela está linda.- Sorri, mas logo voltei ao normal.
— Tudo bem?- Ela perguntou.
— Servir a coroa as vezes exige demais da gente. Você deve entender.- Disse.
Ela riu.- Na verdade não. Sempre fui dama da Mary e ela sempre foi ótima.
— Ótima? Ela está de péssimo humor então.- Disse.
— Porque diz isso?- Ela perguntou.
— Estamos discordando bastante sobre o que resolver sobre o casamento.- Disse.
— Ah... Ela me contou.- Ela disse.
— Imagino como. Mas ela já decidiu o que fazer, não adianta mais ficar rebatendo.- Disse.
— Ela me contou o que aconteceu entre vocês dois.- Ela disse.
A olhei.- Ela contou?
— Sim.- Ela disse.
— Não devia ter deixado acontecer, complicou nossa relação.- Disse.
— Sei.- Ela sorriu.- Olha, Mary sofreu muito com homens... acho que você não sabe, mas não cabe a mim contar... Francis suportou muito e ela sabe disso, ele foi um anjo, se você soubesse... Ela gosta de você, ela me disse. E não como irmão.
— Claro, o santo do Francis. E estou vendo como, me mandando embora daqui.- Disse.
Ela riu.- Tenho certeza que foi no calor do momento. E está com ciúmes do Francis?
— Não devo ter ciúmes de ninguém.- Disse.
— Duvido que não sinta.- Ela sorriu.- E não deve ter ciúmes do Francis. Ele está morto e a Mary vai amar ele para sempre, sim, mas ela já amou novamente apesar de tudo.
— Ah claro, o embaixador.- Disse.
— Teve outro... Eu não posso contar a história dela. Só as damas, Francis e Catherine que sabem... Não sei se um dia ela vai querer que você saiba também.- Ela disse.
— Ah sim, porém se quisesse me contar algo falaria mais comigo.- Estava claro que ela tinha toda uma vida complicada além do que eu sabia, mas preferia não dividir comigo.
— Tudo bem.- Ela disse.
— Mas não se preocupe, não vou embora e a deixar sozinha.- Disse.
— Que bom.- Ela disse.
— Não vou atrapalhar mais seu passeio.- Disse.
— Está tudo bem.- Ela disse.
— Até mais Greer, tchau Rose.- Brinquei com ela.
Ela sorriu.- Até.
POV Misto. (Mary e James.)
Deixei ela lá e sai do castelo. Greer disse que ela sentia algo por mim, mas eu não queria saber pelo outros, queria saber dela, que ela demonstrasse se realmente tivesse algo. Melhor esquecer e a ajudar a ter o melhor marido, se possível. Quando voltei, comecei a organizar tudo para a vinda do Darnley, mas continuei a investigação sobre ele. Ia tudo bem até que depois da visita rápida dele, Mary me chamou no quarto dela.- O que houve?
— Sim. Só para avisar que Lorde Darnley não aceitou o acordo.- Disse.
— O que? Porque?- Perguntei.
Dei de ombros.- Não cabe a mim saber os detalhes.
— Aquele bêbado infeliz. Sinto muito, sei o quanto queria resolver isso logo.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
A olhei e soube o que que aquela negativa tinha, então baixei a minha guarda um pouco e me aproximei dela.- Sério, sinto muito.
— Não, não sente. Mas já me acostumei. Em dois meses já fui recusada por mais de trinta.- Disse.
— Se tem alguém que vai conseguir resolver isso vai ser você.- Arrisquei tocar o rosto dela e como era bom a tocar novamente.
— Tanto faz. Não preciso de um rei para proteger a Escócia, eu mesma protegerei sozinha. Uma vez fiz a promessa a meus súditos, que Deus os tenha, que protegeria a Escócia do próprio Diabo se fosse preciso. Se esse Diabo for a Inglaterra, que seja.- Disse.
— Um diabo ruivo e alto, nunca imaginei.- Sorri.
— Pois é.- Disse.
— Você quer alguma coisa? Vinho?- Ofereci.
— Não, obrigada.- Disse.
— Alguma outra?- Ela parecia um tanto triste e cansada, queria poder compensar isso e tirar um pouco o peso que ela carrega.
— Só quero ficar sozinha e dormir.- Disse.
— Sozinha? Tem certeza?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
Tirei a mão do seu rosto, mas aquela situação me sufocava.- Eu fiz algo em particular, além do obvio, para que fosse tão fria comigo?
— Se estou sendo fria, me desculpe. Não era minha intenção.- Disse.
— Pode não ser, mas parece que todos tem um acesso a você, menos eu. E eu sei que o que fizemos e o que sentimos aquele dia deve ser cortado por mais difícil que for. Mas não achava que seria assim comigo.- Disse.
— Ah, me desculpe então. Não foi minha intenção.- Disse.
— Meu Deus Mary, diz alguma coisa além disso!- Disse.
— Nossa, ok, tudo bem.- Disse.
Respirei fundo.- Não, não tá.
— Porque?- Perguntei.
— Você está bem, conseguindo me afastar, mas eu não.- Disse.
— Não estou bem, só tenho prática.- Suspirei, me sentando na cama.- Já tive que abandonar um amor “proibido”.
— O seu amor foi o "Santo" Francis. Não foi proibido.- Disse.
— Não fala assim dele.- O repreendi, séria. Não ia deixar que debochem dele. Francis seria sempre o amor da minha vida e não cabia a James diminuir e debochar disso. Fora que Francis não está aqui para se defender.- E eu falo do irmão bastardo dele, o Bash. Eu o amei, muito. E tive que deixa-lo ir.
— Irmão?- Questionei.
— Sim. Eu quase casei com ele.- Disse.
— Ia casar com bastardo? Isso não daria o poder que precisava.- Disse.
— Bem, é uma história longa. Nostradamus, ele tem um dom de ver o futuro e ele previu que eu seria a causa da morte de Francis se me casasse com ele e eu e Bash tentamos protege-lo. Como eu precisava da França, eu sugeri ao rei Henry que mudasse a linha de sucessão, tornando Sebastian o próximo Rei.- Disse.
— Ah sim, inteligente.- Disse.
— Pois é.- Disse.
— De qualquer jeito, que bom que consegue lidar melhor, odiaria se sentisse como me sinto.- Me sentei ao lado dela e peguei sua mão, a beijando.
— Como assim?- Perguntei.
— Você não estava por vezes fazendo uma loucura em publico.- Disse.
— E porque diz isso?- Perguntei.
— Por que foi o que eu quase fiz ao ver você dançando com o Darnley. E quando vi o embaixador aqui.- Disse.
O olhei e sorri.- Não sei da onde puxou tanto ciúmes.
— Ciúmes não chega perto do que tem sido.- Disse.
— E como tem sido?- Perguntei.
— Terrível. Porque sei que o que eu sinto não é certo, mesmo assim não consigo não pensar em você, em querer a beijar, tocar e ser tudo o que precisa. E imaginar outro te tocando é como se me matasse um pouco toda vez.- Disse.
O olhei.- James... Eu... Eu gostaria de ser sua, mas não posso.
— Queria?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Achei que estava me odiando.- Disse.
— Nunca.- Disse.
Eu deveria me afastar, mas agora não conseguiria. Toquei seu rosto.- Minha Mary.
Sorri.- Eu te amo, James.
Não pude resistir a isso e a beijei.
Retribui o beijo.
Me aproximei mais dela. Queria a possuir novamente.
Acariciava a nuca dele e parei o beijo delicadamente.- Não podemos continuar.
— Eu sei que não.- Beijei o pescoço dela.
Sorri.- Você não está parando.
— Não tenho vontade de parar.- Disse.
— James, sério. Não podemos.- Disse.
— Shii.- Voltei a beija-la.
Retribui o beijo novamente.
Me colei nela e nos deitei. Precisava a possuir novamente e não perderia a chance de a ter.
Envolvi meus braços em seu pescoço e acariciava seus cabelos.
Rolei por cima dela e intensificando o beijo, aquela boca era maravilhosa demais. Desci minha mão até a coxa dela, subindo o seu vestido.
Acariciava seu rosto e minha outra mão desceu pelo seu peito, começando a abrir sua camisa.
Tateei e abri os cordões do vestido dela, mas não era suficiente.- É roupa demais.
Sorri.- Para você ver como mulheres sofrem.
Me levantei e a trouxe junto para a livrar daquilo, só parando quando a deixei nua.- Você é tão linda.
Sorri.- Sem exageros.
A beijei.- Só um instante.- Corri para trancar a porta.
Me ajeitei na cama, o esperando.
Na volta me livrei da minha roupa, me deitando junto a ela. Saber que ela sentia o mesmo que eu fazia as coisas serem diferentes, e me dava um sentimento incrível.
Puxei-o e o beijei, acariciando seus cabelos.
Voltei a toca-la e Mary realmente tinha um corpo incrível, a ponto de estar tão excitado que meu pau estava pulsando já, pronto para tê-la.
Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e envolvi minha perna na sua cintura, sentindo sua ereção encostar no meu centro. Suspirei pelo contato, mas sem deixar de beija-lo.
Ela estava tão pronta para mim que não resisti em entrar nela de uma vez. Gemi. Ela está tão deliciosa.
Gemi e suspirei pesadamente contra seus lábios.
— Você é gostosa demais.- Voltei a beija-la enquanto comecei a movimentar. Aquelas mulheres que eu tive nunca chegariam aos pés dela.
Gemi, me mexendo embaixo e descendo minhas mãos pelas suas costas.
— Você geme deliciosamente, minha rainha.- Disse.
— E você se comportando como um macho alfa, só me possuindo e sem nem gemer, é sexy até.- Sorri, provocando-o e mordendo de leve sua orelha. Mas era sexy mesmo.
— Macho alfa, gostei.- Arfei com o que ela fez.- Assim poderia a fazer só minha.
— Você já está me fazendo sua; nesse momento.- Disse.
Me movimentei, indo o mais profundo que ela podia.- Só minha.
Gemi, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.- Sim, só sua.
Nos virei, a deixando por cima e pegando nos peitos dela.- Maravilha.
Gemi e suspirei pesadamente. Nessa posição eu podia senti-lo completamente dentro de mim, então por sua vez era mais desconfortável, mas com certeza não ruim. Eu gostava de poder senti-lo ainda mais dentro de mim. Continuei me movendo no mesmo ritmo que estávamos, descendo minha mão pelo abdômen dele.
Percebia o prazer que ela tinha também e aquela visão não podia ser melhor. Abocanhei um dos peitos dela, mordendo de leve.
Gemi e continuei me movimentando, e acariciando seu peito.
— Mary.- Gemi.
Sorri e me inclinei sobre ele, beijando-o.
Toquei suas costas e desci até a bunda, apertando ali. O tesão de nós dois aumentava e estávamos quase chegando ao ápice. As carícias ficaram mais intensas e nos virei, voltando a ter ela embaixo de mim.
Gemi e suspirei pesadamente, entrelaçando minha perna na cintura dele e mantendo-o junto de mim.
Voltei a beija-la e logo o orgasmo nos atingiu. A visão dela gozando comigo, totalmente entregue a mim roubou ainda mais meu coração. Não era possível ser errado amar alguém assim, não devia ser.- Eu te amo.- Disse ainda ofegante e com a testa encostada na dela.
Sorri.- Eu te amo.
A beijei mais calmamente e me deitei ao lado dela, puxando um lençol sobre nós.
Me aconcheguei no peito dele e acariciava ali.
A abracei e beijei seus cabelos.- Dormir assim com você parece uma ótima ideia.
Sorri.- Verdade.
— Mas também com uma mulher assim, dormir não me passa pela cabeça.- Disse.
Ri.- Bobo.
— Eu? Imagina.- Acariciava ela.- Como faz para ser gostosa assim?
Ri.- Que exagero.
— Não é nada e você sabe.- Disse.
— Não sei não.- Disse.
— Claro que é.- Beijei o pescoço dela.- Gostosa. Deliciosa.
Apenas sorri.
— Não quero me afastar de você.- Disse.
— Nem eu.- Disse.
— Eu queria não ser quem sou e poder ser o marido que você precisa.- Disse.
— Eu também.- Disse.
— Você iria querer?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Me desculpe.- Disse.
— Pelo que?- Perguntei.
— Ter empatado tantos pretendentes.- Disse.
— Eu não estou brava, só achei que gostaria de salvar a Escócia e pensei que soubesse que eu sou a Escócia.- Disse.
— Qualquer um que não fosse bom para você como mulher, não seria bom para nosso país.- Disse.
Suspirei.- Infelizmente você não me entende. Você não é um Rei. Sei que por algum motivo você não gosta do Francis desde que o viu, mas por ele ser um Rei que nos entendíamos tão bem. Pelo menos em quase tudo.- Meneei a cabeça.- Por um momento considerei casar com o Charles, mas fiquei enjoada no mesmo instante. Eu cuidei daquele garoto, não sei como pensei nisso.
— Você está nos meus braços e falando de como se davam bem?- Suspirei.- Ok, desculpe, não vou falar dele.
— Não é isso James, o que quero dizer é que Francis dividia o amor dele pelo seu país comigo. Eu amo a Escócia e ele amava a França, e eu também amo a França. Nós daríamos nossas vidas pelos nossos países sem pensar duas vezes. Ele sentia o mesmo amor que eu. Quando eu cogitei casar com Bash, ele me deixou claro que a lealdade dele seria comigo e não com a França, Escócia ou Inglaterra e eu sei que você sente mesmo. Não digo que não ame a Escócia e não digo que Bash não ame a França... Mas sei que são iguais nisso e eu não consigo ser assim. Eu não sei se seria o suficiente para você. Porque eu sempre escolherei o meu pais sobre qualquer um, não importa quem.- Disse.
— Você acabou de dizer que casaria com alguém que não seria bom rei, não pensar como rei e é inferior em comparação aos outros.- Disse no tom de ironia para não me afetar com tudo o que disse, não iria quebrar o que estamos tendo agora.
— Sinto muito.- Murmurei, porque sentia. Eu amo o James, mais do que queria admitir. Não podia amar meu irmão como homem, isso é tão errado... Mas ele não parecia entender que enquanto ele me toca, ele não está tocando uma mulher, está tocando a Escócia. Ele não entende que somos a mesma coisa. Eu queria que ele entendesse isso. Queria que pudesse entender que meu amor pelo meu pais nunca seria colocado em segundo lugar. Minha lealdade é a Deus e a minha coroa em primeiro lugar. Sempre seria.
— Graças à Deus estou aqui para cuidar de você, Vossa Majestade.- Disse rindo.
— Não precisa fingir que está tudo bem. Sei que queria uma mulher e não um pais.- Me sentei na cama.
— Mary.- A puxei de volta.- Se algo me incomodar, está longe de ser isso.
— E o que seria?- Perguntei.
— A sua busca de achar no homem com que pode casar, Francis novamente. Eu não sou ele, mas sei o que diz, amo meu País e minha Rainha, daria minha vida feliz por eles se precisar. E ficar buscando em mim e comparando no que ele era melhor, isso sim é incomodo.- Disse.
O olhei e sorri.- Francis foi meu primeiro amor e eu sempre o amarei, não espero que compreenda isso ou aceite, mas é a verdade. Eu sempre vou ama-lo, mas eu aprendi que posso amar novamente. Eu já amei outro e com ele aprendi que podia ser feliz novamente, e amo você agora. Eu amo você, James.
A beijei, mas parei.- Outro?
— O Gideon.- Disse.
— Estava demorando a chegar nele.- Francis e esse outro não eram uma ameaça, afinal um estava morto e outro nem faço ideia. Mas esse Gideon não. Ele está sempre por perto, esteve com ela quando eu queria poder estar. A teve aqui nessa cama, o que me enojou.
— Você está com ciúmes dele? É sério?- Perguntei.
— Tem ideia do quão perto passei de mata-lo? Ou quantas vezes pensei nisso por ele estar aqui com você?- Perguntei.
— Para com isso, James.- Disse.
— Então ele não vai mais por os pés aqui?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Ótimo.- Disse.
— Ok.- Disse.
— O que nós vamos fazer?- Perguntei.
— Como assim?- Perguntei.
— Será que o Vaticano aceitaria nossa situação?- Perguntei.
— James... claro que não. Somos pecadores aos olhos de Deus. Vamos queimar no fogo do Inferno por isso.- Quando digo isso, um terror me atinge. Não acredito que joguei fora minha vida eterna para um momento carnal. Eu devia pisar em pregos agora como penitência.
— Bem, eu já devo ir mesmo. Mas não consigo pensar em deixar outro te tocar.- Disse.
O olhei.- Você serve a Deus, James. Devia estar procurando o caminho do céu e não do inferno. Pelo menos eu espero que você sirva a Deus.- Por um momento gelei por dentro por achar que pode ser um pagão.
— Claro que sirvo Mary, mas sei das minhas faltas, dos meus erros, das vidas que já tirei... A vingança e o ódio já me dominaram e não foi bonito de se ver.- Disse.
— Porque diz isso?- Perguntei.
— Lembra o que falei sobre confiança?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— A alguns anos eu amava uma mulher, estava comprometido com ela. Mas eu não imaginava que o que ela pretendia era apenas usufruir do meu dinheiro e minha posição. Ela fugiu no dia do nosso casamento com um comparsa com quem ela tinha um caso todo o tempo, levando o máximo que podia do que eu tinha.- Disse.
— Que horror. Sinto muito.- Disse.
— Depois de sair do choque, o ódio tomou conta de mim e os persegui por todo país, só parando quando atravessaram a fronteira. Depois de alguns meses descobri que foram mortos por algum ladrão.- Disse.
Respirei aliviada.- Pensei que você tinha os matado.
— Não o fiz por que não os encontrei, se o tivesse feito... Levei bastante tempo para tirar isso de mim.- Disse.
— Imagino que tenha sido uma época sombria.- Disse e me lembrei da minha. Daquela noite onde aquele homem... Onde aquele homem me estuprou. Onde minha vida mudou e ainda não sei se voltou ao normal 100%.
— E foi. Posso perguntar algo?- Perguntei.
— Pode.- Disse.
— Eu ouvi boatos, enquanto estava casada, sobre um caso. Era verdade? Eu nunca acreditei.- Perguntei.
Suspirei, envergonhada.- Sim.
Não esperava isso dela.- Foi de vingança?
— Sim e não. Foi raiva, eu acho... Mas Francis nunca me traiu.- Disse.
— E aquele filho?- Perguntei.
— Foi enquanto eu estava com Bash.- Disse.
— Ah sim.- No final não me importava com isso, mas gostei dela se abrir comigo, me contar sobre a vida dela.
— Eu fui estuprada.- Disse depois de um tempo em silêncio.
— O que?- Perguntei.
— Foi por isso que trai Francis. Eu estava com raiva por ele não estar no castelo para me proteger. Ele não tinha culpa e eu o culpei, porque era mais fácil. Eu não conseguia que ele me tocasse, e nós tentamos. Muito. Eu não conseguia deixar ele me tocar e ele foi tão paciente comigo...- Suspirei, tentando não lembrar daquela época. Do rosto de Francis infeliz.- Até que começou tudo com Louis, com ele eu consegui. Consegui deixar que ele me tocasse. Eu me apaixonei por ele, eu acho... Até que ele me traiu. E Francis, sendo o homem bom que era, ele não jogou na minha cara minha idiotice que trai nossos votos descaradamente, que juramos não ser os pais deles e eu fui completamente suja. E logo depois eu o perdi. Foi o pior castigo que recebi até hoje.
— Você não pode se culpar assim Mary.- Disse.
— Posso e devo.- Disse.
— Não, não deve. Cada um reage de um jeito e o que você passou...- Respirei fundo. A ira estava me consumia a imaginar o que ela passou.- Foi sim culpa dele.
— Não foi não.- Disse.
— Você não vai mudar de opinião e só vai se irritar comigo, então vamos parar.- Disse a beijando.- Sinto muito por tudo isso.- A abracei mais forte.
Suspirei.- Tudo bem. Eu já estou bem.
— Está é?- Beijei ela rápido.
— Sim.- Disse.
— Muito melhor.- Beijei pelo pescoço dela.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Sorri.- Muito incessível da sua parte.
— É verdade, que idiotice de falar, me desculpem.- Disse.
Ri.- Estava brincando.
— Ah, sua...- Rolei, ficando por cima dela e fazendo cosquinha.
*****
Rimos e acabei a possuindo de novo, e no resto da noite ela dormiu nos meus braços e a sensação não poderia ser melhor. Prometemos tentar ficar amigos, mas era difícil demais ser indiferente em publico, nas recepções ou onde eu a acompanhava. Por algumas vezes cedemos ao nosso desejo, cada vez nos envolvíamos mais e por final complicava mais a nossa situação. O dia que marcou o quão longe que fomos foi uma festa em que um Conde foi se engraçar com ela e eu quase pulei em cima dele no meio de todo mundo. Quando voltamos ao castelo Mary e eu conversamos e o afastamento era inevitável, eu tinha consciência disso. Aproveitei que precisava de alguém nas regiões do Sul para verificar a situação lá e foi para onde decidi ir. Arrumei tudo, deixando toda a proteção possível a ela, fazendo mil recomendações. Se algo acontecesse a ela, não me perdoaria. Nossa despedida partiu meu coração, na verdade ele ficou com ela e eu parto sem nada. Foram alguns dias até começarmos a chegar nas vilas e cidades, todos ali me conheciam, tinha ate familiares por parte de mãe por lá. Meu pensamento estava todo no Castelo, se Mary estava bem, se tinha acontecido algo... A noite lembrava da sensação de a ter comigo, as conversa, risadas... Ficar sem ela vai me matar aos poucos. Viajava a um mês quando passei por terras de uma tia minha que fez questão que eu descansasse lá, no final foi bem gostoso ser recebido assim, afinal sempre fui visto como o bastardo. Ela me deu uma caixinha da minha mãe que estava com ela dizendo que era minha por direito e que devia ter entregado antes. Aceitei e quando tive tempo abri, tinha algumas joias, papéis e alguns diários, que fiquei curioso de ler e comecei. No terceiro vi algo que me chamou atenção, era sobre mim. Ela dizia que estava feliz pelo tratamento que eu recebia do rei e que valia a pena ter mentido. Li algumas páginas mais até chegar em algo que me gelou completamente. Ela havia mentido sobre mim; eu não era filho do rei, era do homem que ela era casada. Nunca tive nada de sangue real. Precisei me recuperar, sempre, sempre fui o bastardo e tudo não passou de mentira. Depois de me acalmar e pensar com calma algo me veio; Mary. Agora, resolvendo isso nada podia separar a gente, ela poderia mesmo ser completamente minha. A volta parecia não ter fim, ainda mais que parei novamente na casa da minha tia e não descansei até ela confirmar o que estava no diário. Elas eram confidentes e minha mãe confidenciou tudo a ela. A levei comigo como testemunha e quando cheguei fui direto a Mary. Ela ficou em duvida com tudo aquilo, mas depois que conversamos com o padre que tínhamos lá, ele nos autorizou a levar o caso ao Vaticano. Agora era esperar. Providenciei que a noticia se espalhasse. Não demoraria a ver meu nome na boca do pais inteiro, afinal, agora eu não era mais bastardo. O processo levou quase dois meses e eu estava ficando louco já, até que os papéis chegaram: Estava sendo mudado o meu nome e eu não teria mais vínculo com o rei nem nada, era um homem livre e que poderia casar com a mulher que amo.
Saber que James e eu estávamos livres do vinculo de irmãos, foi o dia mais feliz da minha vida. Serei eternamente grata a Deus por isso. Depois de quase um ano de acordos, alianças e estabilidade na Escócia, finalmente poderíamos nos casar. Não pude fazer isso de cara porque seria irresponsabilidade e como já mil vezes, meu pais sempre virá em primeiro, mas agora eu finalmente poderei ser feliz. James era um Lorde com muito dinheiro e propriedades, e muito bem quisto na Escócia. Todos amariam ele. Durante esse ano pude comprovar isso. Nesse tempo também arranjei mais duas damas de companhia. Quer dizer, Greer não tem mais essa “obrigação”, mas ela ainda me acompanha em tudo. Ela é uma convidada da corte, uma moradora na verdade. Hoje era o dia do nosso casamento; um dos dias mais felizes da minha vida. Com as alianças feitas, nosso reino cresceu muito e saímos da crise que nos encontrávamos; graças a Deus. A cerimônia foi linda e por ser meu segundo casamento, a consumação não existia. Agora estávamos aproveitando da festa.- Então, gostando dos primeiros minutos como Rei?
Sorri.- Demais. Acho até que estou ficando mais metido.
Sorri.- Já vai pensando como vai querer a festa da sua coroação.
— Não precisa ser muito grande.- Disse.
— Você escolhe.- Disse.
— Não preciso de muito e ainda terei muito a aprender.- Disse.
— Você será um ótimo rei.- Disse.
— Espero retribuir a confiança que deposita em mim.- Disse.
Revirei os olhos, logo rindo e bebendo do vinho.
— Quer dançar?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Vamos.- Deixei minha taça de lado e a levei. Nosso castelo estava diferente; estava alegre e todos estavam felizes por estar ali, mas ninguém estava mais que eu. Mary agora era somente minha, minha mulher.- Já disse o quanto está linda?
Ri.- Sim. Cinco vezes.
— Só?- Perguntei.
Sorri e o beijei.
— Acho que sua amiga Catherine está se divertindo.- Disse.
Sorri.- Fico feliz.
— Ela é uma figura, mas gostei dela.- Disse.
Sorri.- Ela é ótima.
— Quem sabe não a visitamos em pouco tempo?- Perguntei.
Sorri.- Seria ótimo. Estou com saudade da França, afinal, cresci lá.
— Imagino como seria se tivesse crescido aqui.- Disse.
— Seria bem mais barulhenta.- Ri.- Segundo Catherine, escoceses não sabem a hora de parar.
— Você barulhenta? Não imagino. A não ser.- Sorri.- Certas horas.
Dei uma cotovelada nele e ri.- Você sabe que não sou escandalosa.
— Não? Minha rainha, como pode mentir assim?- Questionei.
— Eu não sou.- Fiz bico.
Ri e cheguei ao ouvido dela.- Nem quando desço minha boca por esses peitos maravilhosos, indo pela sua barriga e chegando a sua intimidade? Passando a língua bem...
Mordi meu lábio.- Não sou escandalosa, sou... emotiva demais.- Ri do meu argumento horroroso.
— Essa foi ótima amor.- Disse.
Ri.- Eu sei.
— Então quando vamos poder ir para o quarto?- Perguntei.
— James!- Ri.- Já está com pressa?
— Sempre.- Disse.
Sorri.- Isso é.
— Mas eu sei temos que ficar com nossos convidados um pouco e admira-la linda assim.- Disse.
— Sim, temos.- O beijei delicadamente.
— Mas vamos dançar mais um pouco.- Sorri, voltando a me concentrar na dança.
Apenas sorri.
Depois de umas duas rodadas de dança saímos do meio da festa, jantamos no banquete e conversamos bastante, até que podemos ir para o nosso quarto.- Até que enfim.
Ri.- Apressado.
— Olha que não falei do que estou pensando para a lua de mel.- Disse.
— E o que é?- Perguntei.
— Não sei... Vou fazer suspense.- Disse.
Apontei a língua para ele.- Bobo.
Tirei o casaco e fui até ela.- Bobo é?
— Sim.- Disse.
— Então quer que esse bobo fique quieto?- Comecei a soltar os cordões do vestido dela.
Sorri.- Se for para me beijar, sim.
— Beijar?- Beijei pelo ombro dela até o pescoço.
— Sim.- Disse.
— Então não era só eu que estava ansioso.- A virei para soltar as amarras de trás.
— Claro que não.- Disse.
Beijei até atrás da orelha e mordendo de leve, e me apressando em tirar aquele vestido.
Me virei para ele e o beijei, acariciando seus cabelos.
...
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