Liberty- One Shots

116 Capítulo 117- Darnley & Mary.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Ah, esse capítulo foi feito a muito tempo, logo que lançou a season 4 de Reign (sim) e tinhamos "esquecido" de postar ele mais cedo, então viemos postar agora, mas espero que gostem do casal mesmo assim ♥ Bem, nos vemos lá em baixo... P.S: LEIAM AS NOTAS FINAIS! IMPORTANTE! *Não lembrava o nome do cachorro da Mary e ai inventamos um; Tiny.

POV Misto. (Darnley e Mary.)

Cheguei ao meu quarto atordoado, não conseguia acreditar; Keira estava ali e dizendo que ainda me queria, mas ela era uma mulher casada agora, não era a minha Keira como antes, mas ao vê-la parecia que ainda a amava. Tinha a Mary e tudo que sentia quando estava com ela era bom, me fazia me sentir bem de novo. Merda, que confusão. Sabia que o certo era falar com ela, sobre a visita, mas não sei, de repente era melhor esperar. O dia passou entediante e só voltamos a nos ver no jantar.- Mary, finalmente a vi de novo.

Sorri.- Lorde Darnley, oi.

— Estamos só nós, achei que as formalidades tinham diminuído.- Disse.

— Não quando estou lhe dando a chance de me explicar porque a sua antiga namorada está fazendo no meu país.- Disse.

Tinha acabado de sentar e a olhei.- Estava esperando a oportunidade de lhe contar.

— Nada passar por mim, Darnley. Eu sou a Rainha. Ela é da Inglaterra; o que ela quer?- Questionei.

— Acho que resumindo; a mim.- Disse.

Tomei do vinho e o olhei.- E você a quer? Quando você for rei, poderá.

— Nem casamos e já está me oferecendo amantes?- Questionei.

— Quero me prevenir.- Disse.

Me serviram e bebi.- Bem, não sei se quero ser esse tipo de rei; com mulheres e filhos fora do casamento.

— Tudo bem.- Disse.

— Já começou os preparativos?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu imagino que deva ficar mais linda ainda de noiva.- Disse.

Sorri.- Como sempre sabendo o que falar, não é?

— Não acredita que estou pensando nisso?- Perguntei.

— Acredito.- Disse.

— Então sabe o que estou pensando em fazer quando acabarmos de jantar.- Sorri comendo.

— O que?- Perguntei.

— Ir visitar uma certa rainha.- Olhei e tinha alguns empregados.- Falar do casamento claro, de tudo que o envolve.

Ri.- Seria ótimo, mas estarei ocupada essa noite.

— O que poderia fazer durante a noite que tome o seu tempo que não dê para conversamos?- Sorri, a olhando.

— Um amigo vem me visitar e temos que... conversar.- Tomei do vinho. Na verdade, era mentira e ia passar com Greer, mas estava afim de provoca-lo. Ver como ele está de verdade. Não sei se quero depositar meus sentimentos em alguém que talvez não queira o mesmo.

— Amigo? Não vi preparação nenhuma para visitantes.- Que amigo era esse? Seria algum da França? Alguém que ela queria "matar saudade"?

— Você não conhece.- Disse.

— Tente.- Para que ela estava fazendo mistério? Peguei minha taça e bebi, a olhando. Mary era uma mulher linda e com certeza muitos homens da França deviam ser loucos por ela, principalmente depois que ficou sozinha, mas algum seria capaz de vir aqui? Não, ela não faria algo assim. Mas poderia ser alguém daqui, ela já estava aqui a tempo suficiente para ter amigos.- Não deveria receber amigos a noite e tão intimamente assim.

— Porque não? Alguma objeção?- Questionei.

— Você está comigo e vai receber homens a sós e noite? Não mesmo.- Disse.

Mordi meu lábio, tentando não rir.- Nunca disse que era um homem.

— Um amigo se refere a um homem. Nenhuma mulher seria referida assim.- Disse.

Me levantei.- Bem, ache o que quiser.- Me virei para os empregados.- Por favor, me levem alguns aperitivos e vinho para meu quarto.

— Aperitivos e vinho?- Foi a minha vez de levantar mais irritado do que esperava.

O olhei.- O que é isso?

— Quem é esse amigo?- Me aproximei dela.

— Algum problema com isso?- Questionei.

— Talvez. Depende de que tipo de amigo é.- Me colei nela.- E o que quer com ele. Do mesmo jeito que estou sendo respeitoso com você, espero isso de volta.

— É a Greer, Darnley. Satisfeito?- Questionei.

— Greer?- Me afastei.- Estava m testando?

— Eu? Claro que não. Boa noite Darnley.- Sorri e lhe dei um beijo na bochecha, saindo dali.

O que tinha acontecido ali? Enchi mais uma taça de vinho para mim e depois sai, precisa pensar nisso tudo. Sabia que Keira estava ali, era só eu ir até ela que ela me receberia e continuaríamos a nossa história, mas agora tinha a Mary. Eu sabia que ela estava contando comigo e era uma questão muito além de ser somente a nossa vida como casal. Droga, eu queria mesmo ser rei assim? Fui para meu quarto e tentei descansar, mas essas coisas não saiam da minha cabeça, assim como o teste dela. Já era complicado conviver com todas as ameaças e nojeiras de uma corte, mas eu poderia viver com a desconfiança da minha própria mulher? Assim que o dia clareou levantei e pedi um cavalo, precisava dar uma volta.

Acordei, vendo a mesa de centro cheia com o café da manha e Greer sentada a janela, lendo um livro. Ela tinha dormido comigo, acabamos ficando até tarde conversando.- Bom dia.

Ela sorriu.- Bom dia.

Me sentei na cama.- Já está acordada a muito tempo?

— Não muito. Só fui ver como a Rosie estava e voltei.- Ela disse.

Sorri.- Não precisava ficar me cuidando, Greer.- Brinquei com ela e me levantei.

— Eu gosto e sentia falta disso. Você e Rosie são basicamente o que tenho.- Ela disse.

Sorri.- Sua casa é aqui, Greer. Espero que saiba disso.

— Obrigada. Agora vamos que temos muito trabalho.- Ela disse.

— Trabalho?- Perguntei.

— Mary, temos que começar a ver o seu casamento.- Ela disse.

— Ah sim, tudo bem.- Disse.

— Pensei que estava mais animada com isso.- Ela disse.

— Eu estava... mas a ex do Darnley está aqui e...- Suspirei.- Nunca mais vou ter o que tive com Francis. Acho que minha chance de ser feliz foi só com ele.- Fui escolher um vestido.

Tinha cavalgado por horas e decidi voltar, parar com essa besteira. Mary era incrível, poderia dar mais certo. Fui direto ao quarto dela e percebi que ela conversava com Greer. Francis ?Era ele, o rei morto, que ela viu morrer. Ela ainda o amava assim?

— Eu sei e tudo isso é triste demais, vocês eram perfeitos, mas você pode ser feliz de novo Mary, se não fosse tudo tão complicado, tinha o Gideon. Estava feliz com ele.- Ela disse.

Suspirei e sorri.- Gideon era incrível, mas a lealdade dele é com a Inglaterra e com Elizabeth. E eu quero ser feliz e queria que fosse com Darnley... mas não sei se ele quer o mesmo. Isso é difícil para mim, sabe. Com Francis foi fácil, porque a gente se conheceu criança e ele me perturbava, e brincávamos, e até tomávamos banho juntos, e quando voltamos a nos ver, eu senti tudo novamente, mesmo ele me ignorando. E ele depois, me ajudou, em tudo. Eu posso já ter sido casada, mas não tenho a experiência de um homem. E com Darnley eu sinto que tenho que provar que não uma menina assustada, ele deve querer uma mulher e não uma garotinha. Não consigo conviver com a ideia que tenho que me equivaler a uma mulher qualquer por ai. Eu devia ter a confiança de uma rainha e não tenho.

Gideon? O emb... ela tinha tido algo com ele também? Lembro de Elizabeth questionar sobre isso de lealdade. Era isso, eu era o ultimo na lista dela, depois de um morto e de um relacionamento impossível. Isso me irritou e chateou de forma que eu não esperava. E isso da experiência, não percebi isso nas vezes que transamos, tudo bem, percebi uma certa timidez dela, mas achei que era por estarmos nos conhecendo ainda.

— Se abrir com ele não seria melhor?- Ela perguntou.

— Talvez sim... Depois do Louis eu meio que tenho medo disso ainda.- Tirei a minha camisola.- E eu te contei que o Bash meio que se declarou para mim de novo?

— Bash? Nossa, não imaginava. Você gostava dele, por que não aceitou? Seria bom para todos.- Ela disse.

Louis? Bash? Quantos haviam nessa lista? Era isso então, sou apenas mais um.

— Ele é como um irmão para mim, meu porto seguro. Alguém que eu sempre, em qualquer hipótese, posso confiar. Não queria magoa-lo, mas não posso engana-lo.- Me virei para ela.- Então, você agora é experiente nesse assunto de homens, você podia me dar umas dicas.

Chega para mim. Sai dali ainda mais puto que antes. Mary me queria, mas parecia que antes eu teria que passar por uma lista de homens que passaram na sua vida. Sentia como se eu estivesse numa competição e que estava perdendo em larga escala. Agora eu tinha mais um problema; queria lutar e ganhar o coração dela? Merda, no que foi que me meti.

— Claro que ajudo, é só dizer de que jeito exatamente quer.- Ela disse.

— Não sei exatamente. O que você acha que ele gosta?- Questionei.

— Ele? Hm...- Ela pensou.- Parece do tipo animado. Você já o tocou?

— Santo Deus, isso já não me parece mais uma boa ideia. Melhor mudarmos de assunto.- Terminava de me arrumar.

Ela riu.- Mary ,se você quer parecer e ser mais experiente, essas coisas são normais e mais simples do que parece.

— Eu resolvo isso com o tempo. Eu vou aprendendo, eu espero.- Disse.

— Deus, eu te assustei.- Ela sorriu.- Posso perguntar algo então? Só para eu ter noção, acho que fui mais adiantada na sua aula.

— Pergunte.- Disse.

— Algum dos quais você teve relação te mostrou algo além do normal? Tocou, beijou... algo assim?- Questionei.

— Como assim? Desde quando existe sexo sem beijos e toques?- Senti um arrepio passar pelo meu corpo quando me lembrei daquele dia, daquele homem... Me sentei na cama e tentando não entrar em uma crise de pânico.

— Mary? O que... Ah não.- Ela foi até a amiga.- Desculpa, não devia ter continuado.

— Tudo bem.- Respirei fundo.- Eu... ainda lembro as vezes.

— Eu só consigo imaginar. Também tive algumas vezes não muito boas e só de lembrar a sensação é horrível, na sua então... Sinto muito.- Ela a abraçou.

Retribui o abraço.- Tudo bem, eu estou bem. Por favor, continue o que estava dizendo.

— Tudo bem.- Ela a olhou.- Não estou dizendo daqui para cima.- Ela apontou do colo para cima.- E sim aqui.- Apontou para a cintura.

— Oh... sim. Francis. Todas as manhas.- Disse.

— Aquela carinha inocente...- Ela se fez de chocada.

Ri.- Ele não era. Era insaciável. Eu sempre dizia que era sacanagem dele acordar mais cedo do que eu, porque eu queria surpreende-lo assim, mesmo não sabendo fazer isso. Francis era adepto a todas as manhas ter sexo. Ele dizia que era mais seguro, porque no decorrer do dia poderíamos não ter tempo. Era a desculpa dele.

— Esperto. Então já que conhece bem essas partes, vamos ao que você pode fazer. Toca-los, posso dizer, é o que eles mais gostam, depois claro, de estar dentro da gente.- Ela disse.

— Mas não posso chegar e simplesmente agarra-lo... lá.- Disse.

— Não! Por mais que fosse engraçado.- Ela disse.

Ri.- Então como exatamente? Parece um pouco evasivo. Por isso nunca fiz isso por livre e espontânea vontade.

Ela explicou, tentando ser simples e de forma que a amiga entendesse sem dificuldade.- O que acha?

Suspirei.- Acho que tudo bem. Obrigada.

— Sempre que quiser, estarei aqui.- Ela disse.

Sorri.- Obrigada. Nos vemos no almoço? Vou dar uma volta com o Tiny.

— Claro. Vou ir ver algumas roupinhas para Rosie, ela está crescendo rápido demais.- Ela disse.

Sorri.- Tudo bem. Até mais então.- Peguei uma maçã e sai dali.

Voltei a estrada e acabei passando em algumas vilas. Algumas pessoas me reconheceram e por mais que estivesse acostumado com a minha vida de Lorde, não era a mesma coisa que rei. As pessoas confiam em você e isso é um peso e tanto. Voltei já perto de anoitecer, passei no meu quarto, tomando um banho e me trocando, depois indo para o salão, onde avistei Mary.- Boa noite Rainha Mary.

— Darnley... Você ficou o dia todo fora. Pensei que passaríamos o dia juntos hoje.- Disse.

Sorri para alguns Lordes e peguei uma taça de vinho.- Por mais que seja mais de enfeite e nome, eu vou ser um rei, tenho que conhecer melhor onde irei viver e meus afazeres. Sabia que a vila mais próxima daqui tem morangos incríveis? Deveria ter trago para você.- Me virei para ela.- Mas me desculpe, de que vai ser o teste hoje?

O olhei.- Teste?

— Não é como estamos agora? Você me testando?- Questionei.

— O que? Oh...- Ai meu Deus. Eu sou mesmo péssima nisso.- Desculpe, eu achei... eu queria... ser sexy. Provocar e essas coisas... Desculpe. Nunca mais farei isso na minha vida. Desculpe mesmo.- Peguei minha taça de vinho e andei para o outro lado do salão, supervisionar outra coisa antes que ele visse minhas orelhas e bochechas vermelhos.

Ser sexy? A observei e Deus, eu estava mesmo ainda com uma garota iniciando suas experiências e não a mulher resolvida e poderosa que parecia quando estávamos em público. Suspirei e bebi um pouco. Ela era tão linda e parecia ter tanto potencial, só precisava da pessoa certa e eu era a pessoa certa para isso. Quando ela terminou uma conversa, a parei antes de entrar em outra.- Minha Rainha.- Disse passando o braço dela.

— Lorde Darnley.- Disse.

— Estou achando que estamos tendo um pequeno problema de comunicação.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— O que você falou, das suas reais intenções ontem.- Disse.

— Preferia não falar disso... Me desculpe de novo. Eu devia ter falado com Greer antes, ela é bem melhor nisso do que eu.- Disse.

— Rai... Mary, eu que vou ser seu marido, é comigo que tem que conversar. Não que não possa falar, ter conselhos com a sua amiga, mas não pode me deixar de fora.- Disse.

— Temos muito o que conversar ainda sobre isso. Muito que não sabe sobre mim e que nem sei se deveria te contar, e eu sei que é horrível comparar você ao Francis, me desculpe por isso. Mas ele foi, é, e sempre vai ser meu primeiro amor. Com ele eu aprendi tudo. Vocês dois são diferentes e eu quero te conhecer. E quero que saiba de tudo sobre mim, mas você não pode me culpar por ter minhas desconfianças. Desde do dia em que eu nasci eu tenho um alvo nas minhas costas, eu vi pessoas que eu amo morrerem por mim, eu convive com traidores... eu me apaixonei por um até. Você não pode me culpar e achar que estou sendo injusta.- Disse.

— Ai estão meus competidores invisíveis.- Bebi mais.- Você sabe que estou aqui porque quero? Eu poderia estar longe com a Keira agora ou voltar para Inglaterra e me casar com Elizabeth que não veria problema algum em me deixar viver a minha vida, desde que representasse ao lado dela, mas estou aqui com você e tendo que disputar você com todos esses fantasmas.

Me afastei e suspirei.- Ok, não quero que seja infeliz. Sei que você ama a Keira, então... Eu amo meu país e quero salva-lo, mas não quero destruir sua vida. Você está livre. Você pode voltar para seu país. Se case com Elizabeth e torne Keira sua amante. Você será feliz. Eu dou um jeito aqui.- Fui para o meu quarto.

Respirei fundo e a segui, aquele joguinho estava me irritando. Entrei no quarto atrás dela.- Qual parto do estar aqui porque quero não ouviu?

— A parte seguida de que você seria mais feliz na Inglaterra. Eu sei que vocês homem gostam de mulheres “limpas”, sem passado, mas eu tenho um quer você goste ou não.- Disse.

— Eu não me importo que tenha passado, foda-se isso, mas para isso dar certo, eu quero você minha, e não só uma partezinha que sobrou.- Disse.

— Ok.- Me virei para ele.- Eu fui estuprada e eu odiei o Francis por ter me deixado sozinha, eu enojei ele, eu o repugnei com todas as minhas forças, porque ele me desapontou. Eu o trai por causa disso, eu trai meu marido, o homem que eu mais amei. Eu o trai e fiquei grávida. Eu perdi meu bebê e esse homem, Louis, me traiu. Ele era um traidor.

Ah, esse era o Louis. Puta merda, como eu poderia ficar irritado com ela assim?— Sinto muito por isso.- Me aproximei um pouco.- Alguém como você, nenhuma mulher deveria passar por isso.- Tive uma vontade louca de abraça-la ao imaginar o quanto isso a fazia mal.

— Eu não devia contar sobre isso... ninguém sabia. Só minhas amigas, Catherine e Francis. O pior é saber que o...- Suspirei.- Homem, fez isso só para me violar. Para mostrar que eu não podia fazer nada. Ele só...- Me virei de costas para ele.- Ele não ficou.

Dane-se. Fui até ela e mesmo de costas, eu a abracei.- Não precisa me falar mais nada, desculpe.- Beijei o ombro dela.

— Eu quero que você saiba. Afinal, você precisa saber com quem vai casar. Quando eu cheguei na corte francesa, Catherine fez da minha vida um inferno e Francis praticamente disse que não me queria e que não seríamos um casal feliz, só estava fazendo isso pela França. Com o tempo nos apaixonamos e depois descobri que ele morreria por minha causa. Nostradamus previu isso, previu a morte dele. Antes disso, uma das minhas damas, morreu no meu lugar. E Francis realmente morreu por minha causa, do mesmo jeito que Nostradamus previu.- Disse.

— Eles tem videntes lá na França?- Disse a abraçando mais apertado.

Ri.- Eles tem muitas coisas.

— Nossa. Se não for complicado, visitaremos lá um dia.- Disse.

Sorri.- Eu não quero que seja infeliz, Darnley. De verdade.

— E eu quero você, mas não quero sentir que estou sempre do lado de fora ou que sou só uma estratégia.- Virei ela para mim.- Quando eu vi a Keira, confesso que balancei, mas ai pensei em você e não pude me aproximar dela sabendo que decepcionaria você. Eu confesso que sai puto ontem e hoje, bem, eu passei o dia pensando em muitas coisas, mas essa vontade de estar com você, querer você, não mudou.

O negócio era não falar mais nada sobre a minha vida, não falar mais sobre Francis. Eu teria que perder meu orgulho para isso dar certo também.- Tudo bem. Me desculpe por faze-lo sentir-se assim.

— Tudo bem.- Caramba, quando foi que ela me fisgou assim? Rápido assim, isso não é bom, sempre dá problemas entre reis e rainhas.

— Eu vou tomar um banho para ir dormir.- Disse.

— Tem certeza? Dormir?- Beijei o pescoço dela.

Me arrepiei.- Está pensando em outra coisa?

— Muitas coisas.- Disse.

— Tipo?- Perguntei.

— Em como eu quero tirar esse vestido de você.- Afastei os cabelos dela e beijei o pescoço.- E como fica tentadora de vermelho.

Suspirei pesadamente.- Você me espera aqui? Eu vou tomar um banho rápido para tirar esse suor.

— Claro, mas vou sair rápido para dar uma desculpa para sua saída repentina.- Disse.

— Ok.- Disse.

Beijei ela rápido e voltei ao salão, avisando ao James que Mary estava indisposta e iria descansar. Ele desconfiou, mas não falou nada. Voltei ao quarto, a esperando.

Voltei ao quarto vestindo uma camisola, sem o sutiã e sem a calcinha. Na verdade era o normal que dormia também.

Aproveitei e tirei os sapatos e parte da minha roupa ficando só de camisa e calça. Acabei andando pelo quarto e pensava naqueles sentimentos novos, eu estava adorando eles.

— Hey.- Disse.

Me virei e uau. Ela estava linda e sexy na medida, com aquela camisola um pouco transparente, os cabelos soltos, caindo pelos ombros e descendo. Ah merda.- Olhando assim não tem como não se excitar só de te olhar.

Sorri.- Obrigada.

Fui até ela e a beijei, a boca dela era uma delícia e viciante.

Retribui o beijo.

Ela era menor que eu e cabia perfeitamente nos meus braços, o que dava uma sensação ótima. Fui a empurrando até a cama. Precisava ter ela para satisfazer essa vontade que estava dela.

Me deitei na cama, envolvendo minhas pernas na cintura dele.

— Ah Mary, você é tão gostosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Beijei o pescoço dela e tudo naquela mulher me atrai, me faz querer possui-la, a fazer minha de todas as formas. Desci minha mão até as coxas dela e puxei a camisola.

Ajudei ele a tirar a minha camisola e voltei a beija-lo.

Corri minhas mãos por aquele corpo. Não sabia como ela se mantinha em tamanha forma, mas ela era deliciosa.

Tirei a camisa dele e desci minhas mãos pelo abdômen dele, e meus lábios pelo seu maxilar.

— Gostando de explorar?- Questionei.

— Hmm...- O olhei.- Não gosta?

— Adoro.- Disse.

Apenas sorri.

Eu gostava dela me tocando, mesmo sendo um tanto tímida, mas acho que era do jeito dela.

O beijei novamente e acariciava sua nuca.

Desci a mão da coxa por entre as pernas dela. Não sabia se ela tinha noção disso, mas ela era super sensual, deixava qualquer homem duro rapidamente. E quando eu a fazia gemer então, melhor ainda.

Suspirei pesadamente contra os lábios dele, sem deixar de beija-lo.

Desabotoei a minha calça e a afastei, me ajeitando melhor e logo a penetrando.

Gemi e suspirei pesadamente. A um tempo atrás foi descoberto que a cera da abelha era útil para depilação, desde então venho usando isso e estou gostando muito. É bom ficar sem pelos. Infelizmente é algo caro e não é todas as mulheres que tem acesso a isso.

Me afundei nela e pensei em tudo que ela tinha passado. Aceitando ser seu marido, eu deveria a satisfazer e essa parte eu adoraria com certeza. Dar a ela um gozo era o inicio disso.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

— Continua me tocando.- Pedi.

Desci minhas mãos pelas costas dele, acariciando ali.- Assim?

— Sim.- Disse.

— Ok.- Continuei.

Me movimentei, a sentindo completamente. Nada poderia ser melhor que isso.

Gemi e me mexi embaixo dele, entrelaçando minhas pernas na cintura dele.

— Você é tão boa nisso Mary.- Disse no ouvido dela.

Sorri.- Obrigada.

— Você é incrível.- Beijava o pescoço dela e peguei em um dos seus peitos.

Sorri.— Até parece.

— É sim.- Disse.

Apenas sorri.

Cheguei aos peitos dela e abocanhei um, o sugando.

Gemi e inclinei meu corpo na direção dele.

— Você é tão sensível.- Disse.

— Você está falando demais, não acha?- Sorri e o beijei.

— Que jeito sutil de me mandar calar a boca.- Sorri e aumentei nosso ritmo, era tão gostoso estar dentro dela que não me importaria em fazer só isso.

Suspirei pesadamente e descia uma das minhas mãos pelas costas dele e a outra entrelacei nos cabelos dele, acariciando ali.

Cada estocada que dava, ia mais fundo e mais rápido. Os gemidos dela ficavam mais intensos.- Gosta assim é?

— Sim.- Disse.

— Você gemendo assim, só me deixa mais duro.- Disse.

Sorri.- Ótimo.

Os nossos gemidos enchiam o quarto e o prazer dominava meu corpo e o dela também.- Você é minha Mary, eu quero você minha.

Acariciava os cabelos dele e o olhei.- Eu já sou sua.

— Por completo?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Eu queria acreditar nela. A beijei e depois de mais algumas bombadas, gozamos. Não sei se era por casa da conversa que tivemos mais cedo, mas dessa vez tudo pareceu mais gostoso, mais entregue.

Recuperava meu folego e o beijava delicadamente na bochecha. Eu não sabia se Darnley gostava de carinho, mas eu gostava de fazer.

Sorri com o carinho dela e me deixei relaxar.- Você é tão deliciosa.

Sorri.- Você também.

— Bem, eu sei que não.- Disse.

Ri.- Metido.

Sai dela e me deitei ao seu lado.- Então já marcou a data do nosso casamento, minha rainha?- Brinquei.

Sorri.- Sim. 3 de Julho.

— Menos de dois meses então. Ótimo. No verão, bela época para ficar com pouca roupa.- Disse a tocando suavemente.

Sorri.- Você me quer nua no altar?

— Acho que o padre ficaria escandalizado com isso.- Disse.

Ri.- Sim.

— Melhor evitarmos isso, não queremos um escândalo.- Disse.

— Não mesmo.- Disse.

Peguei a mão dela e a beijei.- Então estamos bem?

— Sim. Posso fazer uma pergunta?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

— Você não se sente menos homem por eu ser uma rainha, né?- Questionei.

— Menos homem? Como...?- Questionei.

— Eu não sei... Ouvi algumas conversas. Uns diziam que nunca iam querer uma mulher mais “poderosa” que eles e outras coisas... Só quero saber se você está de bem com isso.- Disse.

— Ah, você quer dizer de eu ser rei, mas que nenhuma decisão será minha.- Disse.

— Não, estava falando de ser homem mesmo... Mas tudo bem, deixa para lá.- Disse.

— Na verdade não me importo não, até acho sexy isso em você.- Disse.

— Ok, tudo bem.- Disse.

Continuei a tocando e estava me surpreendendo como era gostoso esses momentos de carinho.- Amanha eu vou mandar a Keira embora daqui.

O olhei e assenti. Sabia que ele a amava e isso era estranho, porque no meu caso, o homem que eu amei está morto.- Tudo bem.

— Não quero que ela te incomode.- Disse.

— Ok, tudo bem.- Disse.

— Minha rainha, será que pode me ajudar numa causa?- Perguntei.

— Claro.- Disse.

— É que tem essa mulher e ela é incrível, e eu não queria deixa-la.- Disse.

— E porque tem?- Perguntei.

— É que ela não tem deixado eu dormir com ela. E sabe, eu adoro a cama dela.- Disse.

Ri.- Se nos pegarem juntos já, vão começar a falar.

— Isso seria um não?- Perguntei.

O olhei e mordi meu lábio.- Você não se importa do que vão começar a falar?

— Deixa eu ver... Ficar aqui com você com o preço de algumas fofocas ou ir, ficar sem você e ser certinho... Não, prefiro você.- Disse.

Ri e lhe dei um selinho.- Ok.

— Pensa nos lados positivos.- Disse rolando por cima dela.

— E quais são?- Questionei.

— Eu durmo pouco e gosto de ficar em atividade.- Disse.

Ri.- Isso é um código para “sou viciado em sexo”?

— Viciado? Talvez.- Sorri.

Sorri e o beijei.- Você é lindo.

— Obrigado.- Sorri. Ela não tinha me elogiado assim ainda.

— Não precisa agradecer.- Disse.

POV Darnley.

Sorri, a beijando. A noite foi simplesmente incrível e percebi que a vida com a Mary não seria ruim, pelo contrário, talvez um dia esqueceria a Keira e talvez a amasse. Não liguei para os comentários que fizeram no outro dia e marquei de ver a Keira. Foi mais difícil do que imaginei falar para ela que não teria mais nada com ela e que sim, me casaria com a Mary. Ela ainda tentou apelar para o que sentíamos, mas eu não podia abandonar mais a Mary. Sai de lá e quando não tinha ninguém perto de mim, deixei aquele sentimento me dominar, mas era o fim daquela história. A partir de agora eu seria completamente de Mary Stuart. As semanas para nosso casamento passaram voando e eu contava os dias para o casamento; porque? Graças ao novo padre que tinha chegado, não transamos mais e seria assim até o nosso dia e eu estava ficando louco. Graças a Deus o casamento seria no fim dessa semana, então era contagem regressiva. Durante esse tempo Knox tentou de várias formas atacar a Mary e os católicos, mas a expectativa do nosso casamento tinha unido o povo e a corte, assim estávamos conseguindo repelir tudo que vinha de ruim. Estava estranhando a calma de Elizabeth depois da ultima tentativa. Sabia que ela estava armando algo e eu temia por Mary, que a cada dia me conquistava mais. Tínhamos passeios e jantares, algumas festa e podia dizer que estava apaixonado por ela. Gostava quando ela dividia os problemas comigo (o que eu reparava que deixava James com ciúmes) e se abria comigo, contando coisas do passado. Bem, ela me mandou um recado e acho que tinha conseguido algum tempo para nós um pouco mais sozinhos. Fui até onde ela tinha indicado e entrei.- Mary?

Ela apareceu pelada na frente dele.- Melhor. Hey amor.

— Mas o que... Keira?- Porra, o que ela estava fazendo nua ali?

— Sim.- Ela se aproximou de mim.

— Hey, o que está fazendo aqui? Achei que estava com seu marido.- Aquilo era estranho, como ela tinha chegado aqui?

— Eu te amo, Darnley. Eu sou sua. Você sabe.- Ela disse.

— Keira, nós conversamos, não temos mais nada, não faça isso.- Ela se aproximava. Se alguém nos visse, eu estaria em problemas para explicar.

— Você não me quer?- Ela questionou.

— Meu casamento é essa semana Keira, eu gosto da Mary, não poderia trai-la assim.- Mas meu corpo estava me traindo. Ela sempre foi gostosa e mesmo mais magra, ainda era assim. Isso somado a minha falta de sexo não estava ajudando a dispensa-la.

Ela tocou o meu peito.- Não é o que parece. E eu posso ser sua amante. Você vai ser rei, pode ter uma.

Toquei o braço dela.- Não quero isso para você. Ser amante não é uma boa vida.- Me soltei suavemente.

— Tenho provas do contrário. E não me importo. Eu quero ser sua. Eu sei que você quer estar dentro de mim.- Ela disse.

Tinha que ser forte. Não podia ceder, não podia.- Keira, estou falando com jeito por causa do que sentíamos um pelo outro. Pare com isso. Como chegou aqui?- Mary... Eu teria que explicar a ela, mas como sem que pareça que a trai?

— Eu duvido que ela te chupe como eu faço.- Ela sussurrou no meu ouvido.

Um arrepio correu por mim. Ela sabia do que eu gostava, era desleal e só me fazia ficar mais duro nas calça lembrar da boca dela.- Você não tem que saber do que fazemos.

Ela desceu a mão pelo meu abdômen, me tocando por cima da calça.- Pelo que estou vendo e sentindo, é muito pouco o que fazem.

Peguei as mãos dela e a segurei.- Para.

Ela mordeu o lábio.- Você está excitado amor, sabe que odeio vê-lo assim se não posso satisfaze-lo. É automático.

— Se vista.- Disse.

— Não.- Disse.

— O que quer aqui?- Perguntei.

— Você.- Disse.

— Você já me teve, mas não mais. Não sou seu mais, nem meu coração.- Disse.

— Seu corpo não diz isso.- Ela disse.

POV Misto. (Darnley e Mary.)

— Arrumem esse quarto para a Rainha Catherine. Ela deve chegar com o Rei Charles da França amanha a tardinha.- Disse chegando em um dos quartos de hóspedes com duas empregadas e parei com a cena. Uma mulher, que deduzi ser Keira, estava completamente nua e agarrada nele. E ele visivelmente excitado. Não deixaria isso me afetar, pelo menos não na frente de todos. Para piorar duas empregadas viram a cena comigo. Como fui burra de achar que poderia ser feliz de novo.

Ainda segurava as mãos dela quando vi Mary parada nos olhando, merda, não.- Mary.

— Desculpe incomodar.- Disse ironicamente e sai dali.

— Mary...- Empurrei Keira e fui atrás dela.- Hey.- A alcancei.- Não aconteceu nada eu juro.

— Não é o que parece. Não sou idiota.- Disse.

A segurei.- Mary, eu não sabia que ela estaria lá, nem sei o que ela está fazendo aqui. Recebi um recado e achei que fosse seu.

— Ah não? Não é o que parece.- Disse.

— Mary.- Toquei o rosto dela.- Você viu, eu a segurava, não estava agarrando ou beijando. Alguém querendo transar estaria assim?

— Seu corpo diz ao contrário.- Disse.

— Isso? Semanas sem sexo linda. Eu fico excitado só de imaginar peitos, ver então, é reação automática.- Disse.

— Uau, o que toda mulher quer ouvir. Que seu futuro marido fica excitado vendo os seios de outras mulheres. Isso é ótimo e nem temos um ano de casados.- Me soltei dele e voltei a caminhar.

— Mary...- Parei ela de novo.- Vamos ficar discutindo isso num corredor?

— Sim, vamos.- Disse.

— Ótimo.- A peguei, colocando contra parede.- Quer saber com o que mais fico excitado? Todos os dias lembrando como é você nua e me satisfazendo com essa lembrança até esse dia do casamento chegar. Não sei porque não o adiantamos. E depois de dias e mais dias assim, acha que eu jogaria tudo fora?

— Me diga você. Você sabe que não deixaria de casar com você; Escócia vem em primeiro lugar sempre e nesse momento você é quem pode salva-la. Eu..- O olhei.- Eu realmente gosto de você e parece que você não gosta de mim. Eu sempre sonhei com um casamento que não fosse só politico, mas pelo jeito eu perdi a minha chance de algo assim.

— Ei, ei.- Segurei o rosto dela entre minhas mãos.- Eu não tive nada com ela e nem iria ter. Motivo; você. Depois de tudo que tivemos desde que estamos juntos, eu não poderia magoar você assim.

— Você a amava até um mês atrás.- Disse.

— Eu cortei qualquer laço com ela e não brinco com isso.- Disse.

O olhei.- Eu quero acreditar em você.

— Por favor acredite, a mulher que eu quero é você, não outra.- Disse.

— Então eu posso bani-la da Escócia?- Perguntei.

— Pode.- Disse.

O analisei e suspirei.- Tudo bem.

— Mas antes quero descobrir como ela entrou aqui. Deixei claro que ela não poderia.- Disse.

— Tudo bem. Podemos mantê-la presa até depois do casamento. Ai cuidamos disso.- Disse.

— Ela está alguns metros; porque não resolver logo?- Questionei.

— Porque falta três dias para o casamento e não cairia bem isso agora. Melhor estarmos casados já. Não quero confusão antes.- Disse.

— Tudo bem, se acha melhor.- Disse.

— Vou mante-la em um dos quartos de empregadas porque cela não tem necessidade, mas com guardas na porta e mandarei empregadas de confiança para levar comida para ela.- Disse.

— Ok.- Eu sabia que não adiantava eu insistir, era ela quem decidia afinal, mas eu estava com uma sensação ruim, tinha algo errado nessa situação toda.

— Vou indo então.- Disse.

— Espera, como sabia onde eu estava?- Questionei.

— Não sabia. Cheguei no quarto para arruma-lo para Catherine.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Até mais então.- O beijei e sai.

Ela foi e esperei os guardas, que logo apareceram levando Keira. Fiquei com aquela sensação e os dias pareceram mais devagar ainda. Na véspera do casamento houve uma festa, uma tradição de despedida, James fez questão de ficar de olho em mim para que não fizesse nada, mas só se eu fosse burro mesmo. Bem, o grande dia chegou e o castelo parecia ter ganhado vida nova com toda a arrumação da festa. Mary realmente não tinha esquecido um detalhe e estava tudo lindo. Quando deu a hora, me arrumei e fui para a capela, a esperando.

POV Mary.

— Obrigada por vir.- Disse a Catherine enquanto uma das empregadas arrumava meu cabelo.

— Eu não poderia perder.- Ela disse analisando as joias.- Esse.- Ela disse pegando um colar.- Vai ficar perfeito.

Sorri.- Obrigada. E como Charles está?

— Bem, na medida do possível.- Ela disse.

— Que bom. Sinto falta da França.- Disse.

— E eu de você.- Ela disse indo até Mary.- Quem diria; a menina que quis odiar, sinto falta como a uma filha.

Ri.- Nossa vida não foi nada amigável no começo, né?

— Não, mas acho que deveria ter sido assim mesmo. E esse Darnley é mesmo o melhor para você? Apenas o vi de relance.- Ela disse.

— Bem, vou conhece-lo melhor com os anos, mas no momento é sim. E principalmente é o melhor para a Escócia e para eu governar a Inglaterra.- Disse.

— Tem certeza? Eu a conheço e sei que sei que não seria feliz em um casamento que não houvesse amor.- Ela disse.

— Não se preocupe. Eu gosto dele e ele, aparentemente, gosta de mim também. Acho que vamos desenvolver um amor sim. Espero que sim.- Sorri.

— Eu espero.- Ela pegou as mãos de Mary.- Você merece isso.

— Espero que sim.- Disse.

Ela sorriu.- Agora vamos terminar de arrumar você, porque a Escócia nunca viu sua rainha tão linda como ela deve estar hoje.

Sorri.- Obrigada. Você é como uma mãe para mim.

Ela sorriu.- Não mereço tanto, mas obrigada.

Sorri e voltamos a me arrumar. Depois de mais ou menos uma hora, fiquei pronta e me dirigi para a capela. Depois de todos que estavam comigo entrarem, respirei fundo e entrei.

Eu estava ansioso, ela estava demorando. Será que tinha algo de errado? As portas abriram e algumas pessoas começaram a entrar, depois as damas. Ah, até que fim. Por ultimo Mary entrou e senti como se fosse apenas nós dois ali. Ok, sei que é estranho falar assim, mas ela estava tão linda e saber que seria diante de todos minha, me fez feliz de um jeito diferente. Ela achegou até mim e a recebi.- Você está linda.- Sorri.

Sorri.- Você também.

— Somos um casal lindo.- Sorri, voltando a atenção para o padre.

— Sim.- Disse.

Ri e prestamos atenção no que era dito, mas minha cabeça estava divida. Primeiro pensava em tudo que eu era agora; rei, mas praticamente nenhum poder que não fosse dar um herdeiro aquele país, mas depois pensava na Mary e que hoje voltaria a possui-la e como eu desejava isso, por mim a levaria para o quarto direto daqui e saciaria esse desejo louco que eu estou. A cerimonia foi bonita e em coisa de uma hora, éramos marido e mulher. A beijei e foi rápido demais, eu queria mais. Para com isso Henry, está parecendo um adolescente. Saímos da capela e fomos para o salão em que aconteceria a festa.

Fui com Darnley até Catherine.- Darnley, essa é a Catherine minha ex-sogra, mas sempre amiga.- Sorri.- E Catherine, esse é Darnley.

— Ah, é um prazer finalmente conhece-la.- Disse a cumprimentando.

— Espero que seja pelas coisas boas que ouviu.- Ela disse.

Sorri.- Claro que sim. Onde está Charles?

Ela olhou ao redor, preocupada, mas suspirou.- Está ali, graças a Deus.

— Eu lembro dele pequeno quando brincava comigo e o Tiny. Hoje já está praticamente um homem. E o Henry, tá bem?- Questionei.

— Sim, ele está cada dia mais lindo e parecido com Francis.- Ela sorriu.

Claro que ela tinha que mencionar ele, logo hoje.

Sorri.- Imagino. Eles sempre foram parecidos. E Charles está gostando de ser Rei?

— Um pouco menos do que eu gostaria, mas agora com Narcisse de volta, ele está tentando ajudar.- Ela disse.

— Narcise? Sério Catherine?- Questionei.

— Eu sei, mas com Leeza lá e as preocupações com a Claude, é o melhor que consigo fazer.- Ela disse.

— Parece muito trabalho para uma pessoa só. Tem certeza que você não é a rainha? Por tudo que sei, é a mais qualificada.- Disse.

— No fundo ela é sim.- Disse.

— São apenas anos de experiência no meio de vocês jovens.- Disse.

— Isso foi uma indireta?- Questionei divertida.

Ela riu.- Talvez minha querida, agora vá curtir a sua festa.

— Como se isso fosse possível.- Sorri.- Vamos ver outros lordes e ver se consigo o tempo do disputado Rei da França.- Ri e saímos dali.

— Ela parece legal, até você ficar no seu caminho.- Disse.

Ri.- Sim, Catherine não é idiota.

— Ela está praticamente cuidando sozinha do reinado da França, percebi isso. Não sei porque me sinto um estranho numa era de Rainhas.- Disse.

Ri.- Só porque somos viúvas? No meu caso era. Quer dizer, eu deixo de ser? Nunca entendo isso. Só sei que não quero ser viúva tão cedo novamente, viu?

Passei os braços ao redor dela.- Isso é algo que eu não planejo, nem tão cedo.- Não vou negar que é um tanto estranho ela já estar acostumado com tudo isso de casamento e ser tudo novo para mim, mas não posso me deixar levar por isso.

Sorri e acariciei o rosto dele.- Você não se importa da Catherine e Charles estarem aqui né?

— Claro que não, tenho certeza que estava ansiosa para vê-los.- Disse.

— Sim, mas não quero que pense que eu esteja pensando no Francis ou no nosso casamento hoje. Eu sou totalmente sua. Não vou dizer que não o amo, porque eu o amo e acho que sempre irei o amar, mas ele morreu e eu...- O olhei.- Eu quero te amar também e tenho certeza que isso será possível.

Sorri.- Eu também tenho certeza disso. Eu sei que pensa que vacilei ao ver a Keira, mas enquanto ela estava ali, a única coisa que estava pensando é o quanto você se magoaria se a visse e que eu não queria isso, não quero que se magoe ou machuque, ou que essa disputa louca entre você e Elizabeth te afete mais ainda. Eu quero você como no dia que te encontrei no campo; feliz e tranquila.

— Minha vida nunca foi assim.- Disse.

— Você tem a mim agora e não sabe das minhas habilidades.- Disse.

— Diga-as então.- Disse.

— Prefiro mostra-las.- Disse no ouvido dela e descendo a mão pelas costas dela.

Sorri e mordi meu lábio.- Eu preciso te contar uma coisa. Queria esperar até mais tarde, mas não consigo mais.

— O que é tão importante?- Perguntei.

Cheguei no ouvido dele para ninguém ouvir.- Eu estou grávida.

Estava a levando para dançar e parei.- O que?

— Quase dois meses.- Disse.

Não sabia se sorria, a beijava ou a agarrava, mas lembrei de onde estávamos, então só dei um beijo.- Mais tarde comemoro como se deve.

Sorri.- Tudo bem.

— Vamos dançar?- Questionei.

— Vamos.- Dançamos por bastante tempo, depois indo conversar com mais lordes e com os membros da realeza que estavam ali. Depois de comer, dançar mais um pouco e nos despedirmos, nos dirigimos para o nosso quarto.

A beijei assim que entramos e desabotoando meu casaco. Droga, tem muita roupa na frente.

Sorri.- Calma. Não pode ser tão rápido. A parteira disse para não fazer movimentos bruscos porque já perdi dois bebês.

— Isso quer dizer nada de sexo?- Questionei.

Ri.- Não. Só não me empurre ou me atire na cama.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Tenho.- Disse.

— Tá.- Voltei a beija-la, mas a virei para abrir o vestido.

Afastei meu cabelo para ajuda-lo.

Soltava os cordões e beijei o pescoço dela.- Você estava linda demais hoje.

Me arrepiei.- Obrigada.

— Foi bem difícil conseguir me segurar.- Disse.

Ri.- Que exagero. Não estava tanto.

— Ah, estava sim.- Disse e terminei de soltar o vestido, o tirando em seguida.

Sorri.- Obrigada.

A virei para mim, a beijando.

Retribui o beijo.

Tirei meu casaco e os sapatos também, depois parando para tirar o resto de roupa dela.

Comecei a tirar as joias que usava enquanto ele tirava a minha roupa.

Terminei de tirar tudo e ela terminou as joias, então a peguei no colo e a levei para a cama. Tínhamos um quarto novo e não o quarto antigo.- Adorei essa cama.

Sorri.- Eu também.

Beijei pelo colo dela, chegando aos peitos. Ah, aqueles peitos deliciosos.

Gemi e suspirei pesadamente.

Toquei as pernas dela, apertando as coxas. Meu pau duro já estava querendo estourar na calça.

Suspirei pesadamente e o beijei, acariciando seus cabelos.

Deslizei a minha calça e me coloquei na entrada dela, logo a penetrando. Gemi. Porra, ela é tão gostosa. Eu teria essa mulher assim, sempre minha, sempre.

Gemi contra os lábios dele, mas sem deixar de beija-lo.

Me afundei nela e sai, voltando a preenche-la.- Ah droga Mary, que delicia.

Gemi e me mexi embaixo dele, sentindo ele dentro de mim.

Trilhei beijos pelo pescoço dela.- Gosta assim; de me sentir?

Sorri.- Sim.

Sorri, mordendo de leve o pescoço dela.

Suspirei pesadamente e me arrepiei. Acariciava a nuca dele.

Ela acompanhou o ritmo que eu botei e cada vez que sentia ela me apertando, tão úmida e apertada, parecia que ia gozar rapidinho.

Gemi e descia minhas mãos pelas costas dele. Eu tinha fé que eu e Darnley seríamos felizes. Teríamos um reinado longo e bem sucedido.

Começava a ir mais rápido e tive uma ideia.- Posso tentar algo?

— Pode.- Disse.

Sai dela e a virei, a deixando de costas para mim.- Se apoie na cabeceira.

Fiz o que ele disse.

Segurei ela e a penetrei de volta. Beijei as costas dela enquanto a mão livre foi a tocando.

Gemi e suspirei pesadamente, me mexendo contra ele.

— Bom assim?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Me movi mais rápido e toquei o sexo dela.- E agora?

Gemi.- Também.

— Você é minha de todos os jeitos.- Disse enquanto ia mais rápido.

Gemi.- Sim, sou.

Fui mais rápido e sentia o orgasmo já perto. Eu precisava alcança-lo.

Gemi e me mexia junto com ele, seguindo seu ritmo.- Darnley...

— É Henry, Mary.- Disse.

Sorri.- Eu sei, mas gosto de te chamar de Darnley. É sexy.

— Ah sim, então tudo bem.- Disse.

Fora que era estranho ainda ser “Henry”, pensei.- Mas se prefere seu nome, posso começar a te chamar assim...

Ri.- Tudo bem mesmo.- Peguei nos peitos dela.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Mary...- Gemi, sentindo o tesão me dominando.

Queria poder beija-lo, mas como não era possível, apenas gemi junto com ele.

Bombei mais algumas vezes até gozarmos e a agarrei com mais força. Sabia que tinha muita coisa naquele jogo de coroas que poderia a tirar de mim, mas estava percebendo que Mary se tornava essencial para mim, cada vez mais.

Nos ajeitamos na cama e nos deitamos, eu me aconchegando no seu peito.

— Se toda vez transarmos assim, uau, eu sou um cara muito sortudo. E olha que a tendência é melhorar.- Disse.

Ri.- Eu também sou uma mulher de sorte.

— Por ter um marido muito bom de cama? Não é qualquer uma que pode dizer isso.- Disse.

Ri.- Metido. Isso também, mas principalmente por você ser você. Você é um bom homem.

— Muita gente que me conhece não acha isso. Acho que nem a minha mãe pensa assim.- Pensei e sorri ao lembrar de como ela estava feliz com essa união.

— Eu acho.- Disse.

Tocava ela e cheguei a sua barriga.- E esse bebezinho, tudo bem?

Sorri.- Sim.

— Eu estava pensando; será que não vamos ter problema com tempo?- Questionei.

— Bebês podem ser prematuros.- Disse.

— Isso é, quem sabe damos sorte e ninguém perceba que sou muito bom de mira. Foi o que, de primeira?- Questionei.

Ri.- Meu Deus, como é metido!

Ri e pensando no tempo que estávamos me passou algo.- Mary, se eu perguntar algo, você promete que não vai se chatear?

— Pergunte.- Disse.

— Quando cheguei você estava com Gideon e o tempo que ficamos juntos não foi longe de quando ele foi embora. Você e ele chegaram a ter relações?- Odiava ter pensado nisso, mas agora que tinha pensando não iria sair da minha cabeça até saber.

— Se está querendo saber se o bebê pode ser dele, eu espero que não.- Disse.

— Então a não ser que ele/ela tenha meus lindos olhos, não temos como saber.- Disse.

— Não.- Disse.

Isso poderia ser um problema, mas se eu ficasse só nisso, estragaria o que tenho com ela, feriria ela também e essa criança que está vindo.- Tudo bem. Ele é meu filho de qualquer jeito, sempre vai ser.- Falei decidido.

— Espero que realmente seja.- Disse.

— Já é.- Disse fazendo carinho na barriga dela.

Apenas sorri.

Sorri.- Tenho mais uma pergunta.

— Diga.- Disse.

— Agora que sou rei, vou ter uma coroação?- Perguntei rindo.

— Bem, sim.- Ri.

— Gostei. Acho que estou curtindo mais isso, principalmente estar ao seu lado.- Disse.

Sorri.- Que bom.

*****

Mais de um ano tinha se passado desde do meu casamento com Darnley e podia dizer, alegremente, que era feliz. Sorri. Até agora meu reinado estava perfeito. Mesmo amando Darnley loucamente, era impossível não pensar no Francis agora, porque no final ele era meu melhor amigo e podia lembrar exatamente as palavras dele: “Você vai reinar três grandes reinos, Mary. França já é sua, você irá reconquistar a Escócia e a Inglaterra será sua.” Eu consegui, Francis. Você estava certo. Sorri. Sim, eu consegui derrubar Elizabeth. Nós conseguimos; Darnley e eu. Eu não comentava muito com Darnley sobre Francis, porque ele nunca ia acreditar em mim se dissesse que o amava e ainda me lembrava do Francis. Espero que um dia ele consiga entender que nunca conseguirei superar o Francis, e nem por isso eu não o amo. Porque eu o amo, amo até demais. Olhei para o meu filho nos meus braços.- Isso é tudo por você meu amor.- Acariciei o rostinho dele enquanto ele mamava.

— Sabia que você sumindo, esse esfomeado tinha a ver com isso.- Disse entrando no quarto.

Ri.- Ele não é esfomeado, tadinho.

Ri e tirei a coroa, agora que estava tendo que ter os cuidados com nosso bebê, eu substituía Mary nas reuniões e audiências menores e menos importantes.- Imagina que não, está cheio de dobrinha assim por milagre.- Cheguei junto deles e dei um beijo nos cabelos dela.

Sorri.- Ok, talvez um pouco. Como foi lá?

— Estão adorando o fato de voltar a terem um rei, uma rainha e um herdeiro homem.- Disse.

Sorri.- Que bom. Vamos ter que ir passar um tempo na Inglaterra. Desde que assumimos o trono de lá, não fomos passar mais do que uma semana.

— Sim, mas tem sido meses cheios.- Assumimos o trono da Inglaterra a alguns meses e tentamos ficar indo lá, mas ai Mary entrou na reta final da gravidez e era muito esforço. Ela teve um parto não muito fácil e precisou se recuperar, e Jaime era muito novinho para ficar viajando.- Mas acho que agora já podemos, não é meu garoto?- Ela tinha terminado de alimentar ele e o peguei.

— E sua mãe, como tá?- Questionei.

— Reclamando das costas, mas bem. Está louca para ver o Jaime de novo. A propósito, que boato é esse que vamos ter um sobrinho?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Bem, vi duas damas comentando que Greer tinha passado mal e que James estava todo preocupado e eufórico.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Será que ela está grávida?- Perguntei.

— James pai? Isso é estranho. Já é estranho ele se comprometer.- Disse.

— Diziam o mesmo de mim e agora estou aqui, tenho você e esse garotinho aqui.- Brinquei com ele e durante a gravidez dela me pegava pensando no fato da paternidade do bebê, mas ai o Jaime nasceu e nossa; ele se parece comigo e tem a boca maravilhosa da mãe e os olhos eram do mesmo tom de azul que os meus.

Sorri.- É diferente. Você é bem diferente do James, acredite.

— Espero que isso seja um elogio.- Disse.

Ri.- Sim.

Sentei do lado dela e a beijei.- Acha que ele vai dormir bem a noite hoje?

— Espero que sim.- Disse.

— Jaime, seja um bom menino hoje, porque seu pai aqui está com saudade da sua mãe mocinho.- Falei sério com ele que riu.

Ri.- Eu vou tomar um banho e você o coloca para dormir, ok?

— Vamos tentar.- Disse o ajeitando.

Sorri e fui tomar um banho.

Me levantei e fui até a varanda, onde estava mais fresco e ninava Jaime e sorri. Quando minha mãe falou para escolher Mary para casar, achei que ela estava louca. Eu só queria Keira, mas Mary apareceu na minha vida e não imaginava que a amaria tanto. Sim, hoje eu não vejo minha vida sem ela, que conquistou meu coração e a mim por inteiro, e juntos um reino. Mary me dava plenos poderes e liberdade para fazer o meu papel de rei, isso me deixava feliz, mostrava o quanto ela confiava em mim. Percebi Mary voltar e como Jaime tinha dormido, o botei no berço, depois a beijei e não esperei para a levar para cama. Amava tudo nela; a mulher, a mãe, a amante e a rainha, e me sentia sortudo de estar com ela para tudo isso nesse que espero ser o nosso longo reinado.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 ♥ Ah, provavelmente agora que estamos sem o estoque da fic, vamos posta-la de uma a duas vezes por mês, ok? Esperamos que duas, mas se for uma vez no mês, não achem estranho, ok? Bem, vou deixar aqui para vocês escolherem o próximo casal: — Klaus e Malia. — Lúcifer e Chloe. — Damon e Sarah. Bem, deixem os seus votos nos comentários! Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.