Liberty- One Shots

113 Capítulo 114- Klaus & Sarah.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos a ele então...

POV Misto. (Sarah e Klaus.)

Terminei de resolver tudo por telefone, o avião já estava na pista nos esperando. Bati na porta do quarto e suspirei, abrindo. Ali Rebekah e Elijah terminavam de se despedir da garotinha que tinha entrado para nossa família e agora era como se fosse parte dela.- Tudo pronto?- Eu me manteria firme ou tentaria.

— Eu não quero ir.- Disse.

— Eu sei Sarah, mas é só por um tempo, ok? Logo você vai voltar para casa.- Rebekah disse.

— Sim, não vamos deixar você querida. Pense como uma viagem de férias.- Ele disse.

Estava com os olhos cheios de água.- Vocês não gostam mais de mim?

— Claro que não meu amor.- Ela a abraçou.- Estamos fazendo isso porque amamos você.- Ela tentava não chorar.

— Eu não quero ficar sozinha. Tenho medo.- Comecei a chorar.

— Vai ficar tudo bem meu anjo, não vamos estar com você fisicamente, mas sempre estaremos com você.- Ele a abraçou também.

Aquilo estava doendo em mim também, muito mais que eu gostaria.- Nós temos que ir.- Disse pegando as coisas dela.

Me levantei e corri até o Nik, me abraçando nas pernas dele.- Nik, não quero ir.

— Sarah...- Me abaixei e a peguei no colo, abraçando forte.- Eu sei minha princesa e também não quero que vá.- Acariciei os cabelos dela.

Sequei meus olhos.- Porque eu tenho que ir? Prometo que como alface todos os dias.

Peguei o urso e a mochila.- Isso seria muito bom e espero mesmo que o faça.- Sai do quarto com ela.- Mas é preciso pra você ficar bem amor.

— Mas se eu for embora você vai me esquecer e não seremos mais namorados.- Me abracei no pescoço dele.

— Eu nunca vou te esquecer Sarah, prometo. E você sempre vai ser a minha namorada, sempre vai ter meu coração.- Tinha tirado todos da casa, ninguém além de mim sabia pra onde ela iria, era uma questão de segurança.

— Não foi o que pareceu semana passada com aquela moça bonita e peituda. Eu te amo, mas não sou burra.- Disse, fazendo bico.

Ri.- Aquilo foi só coisa de adulto o que temos é diferente.- Entrei no carro e o motorista deu partida. A coloquei no meu colo. Sarah era a ultima descendente da família de um amigo meu, Stefan Salvatore e quando ela nasceu, ele me pediu para protege-la e mesmo sem querer muito, Rebekah me perturbou até que aceitamos a menina. Morávamos em New Orleans e a cidade era sob nosso controle e com isso eu não me aproximava muito da menina no começo. Rebekah era louca por ela e cuidava dela como uma filha, assim como Elijah todo derretido. Eu me mantive assim até que um dia passei pelo quarto dela e a vi chorando, acabei entrando e a acalmando e sei lá, algo naquela garotinha me conquistou. Sarah Salvatore cresceu como dá nossa família e eu acabei sendo louco por ela, faria qualquer coisa para protege-la, por isso estamos a tirando da cidade. Mikael, nosso inimigo e também nosso pai, e Esther, nossa mãe morta aliada a bruxas, estão perto demais para arriscar a segurança dela, por isso estava a mandando para fora do país, onde gente minha vai cuidar dela até ela poder voltar.

— Tomara que eu tenha peitos bem maiores do que os dela um dia. Ai vou poder fazer essas “coisas de adulto” que vocês me escondem.- Disse.

— Isso tá muito longe love.- A segurava bem junto a mim.- Olha, eu trouxe o Sr.Piggles.- Eu que tinha dado aquele urso a ela.- E quero que quando sentir minha falta, o abrace, vai ser como se fosse a mim.

Assenti.- Tá.

O resto do caminho até o aeroporto foi quieto e as vezes ela deixava uma lágrima escapar, o que me doía mais. Chegamos e guardaram todos as coisas dela e chamei uma mulher que nos esperava.- Sarah, essa é a Susan. Ela vai com você e vai cuidar de você até você voltar ou eu ir buscar você.- Eu tinha a compelido e ela cuidaria da Sarah como filha dela, com todo carinho e cuidado, já que não sabia quanto tempo isso ia levar.

— Oi Sarah.- Ela disse.

— Oi.- Disse.

— Pode indo.- Ela saiu e esperei até o ultimo minuto pra poder deixar ela ir. A abracei.- Você vai ficar bem, vou te ligar sempre, ok?

Tentava não chorar, mas só assenti.

— Assim que nos livrar de quem possa te fazer mal, vou te buscar, está bem?- A olhei.

— Tá.- Disse.

Vi o outro carro chegar e sorri.- E adivinha quem vai com você?

— Quem?- Perguntei.

— Marcel.- Ele era como meu filho e ficaria com toda a parte de segurança dela.

Vi Marcel descer do carro e sorri.- Marcel.

— Oi pequena, pronta para as férias desses chatos?- Ele questionou.

Me abracei nele.- Se você vai, estou melhor.

— O avião está esperando vocês. Marcel...- O olhei.

— Eu sei.- Ele disse.

Abracei Klaus.- Tchau.

— Tchau minha pequena.- Disse a abraçando e beijando os cabelos.

Marcel me pegou pela mão e me levou embora junto com Susan. Olhei Klaus por cima do ombro, suspirei e segui.

Ao ver o avião decolar senti algo que não sentia a muito tempo, meu coração partido. Mas esse era o certo e agora tinha que colocar a cabeça nos problemas e resolve-los o mais rápido possível.

*****

Mas não foi bem assim. Se livrar de todo caos que eles aprontaram para nos pegar levou anos, 7 longos anos, até que limpássemos a cidade novamente e tomássemos o controle de tudo. Eu morria de saudade da Sarah e ligava sempre que podia, ouvir a voz dela naquela confusão era um alivio, pelo menos assim ela estava bem. Agora ela finalmente está voltando e fui ao aeroporto pegar ela e o Marcel. Por mais que soubesse a idade dela, estava louco para ver a minha garotinha.

Consegui distinguir Klaus no meio da multidão. Fazia anos que não o via, mas não esqueci o rosto dele e nem de Elijah, Rebekah, Freya, Kol ou Finn. Marcel resolvia os problemas com a alfandega e eu fui na direção dele.

Vi uma garota vindo na minha direção, pela foto que que mandaram só podia ser ela. Quando ela sorriu, não tive mais duvidas. Fui na direção dela e a abracei, pegando no colo.- Sarah, minha Sarah.

Ri.- Nik, me coloca no chão. Isso é estranho.

Ri.- Desculpe.- Disse a colocando no chão.

— Tudo bem.- Disse.

— Meu Deus, você está linda.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

A olhei bem e ela não estava só linda. Tinha se transformado numa mulher linda e gostosa.- Como você está?

— Bem e você?- Perguntei.

— Agora sim bem.- Disse.

— Que bom.- Disse.

Marcel chegou perto da gente e o abracei.- Bem vindo de volta.

— Obrigado.- Ele disse.

— Já estou com saudades do clima quente do Brasil.- Disse.

— E eu das praias.- Ele disse.

— Se divertiram?- Questionei.

— Sim. Sabia que não tem quase vampiro no Brasil? Acho que é por causa do sol muito quente.- Disse.

— Provável.- Eu ainda a olhava assustado em como ela tinha mudado.

— Vamos? Ou vamos ficar no meio do aeroporto?- Questionei.

— Pegaram tudo?- Perguntei.

— Sim.- Ele disse.

— Então vamos.- Disse.

Saímos do aeroporto e fomos em direção ao Quarter. Olhava ao redor e reconhecia aquela cidade como meu lar. Pelo menos que tenha sido meu lar um dia. Espero que sinta novamente como o lar. Chegamos em casa depois de uns minutos de trânsito e entramos, dando de cara com todos ali. Sorri para todos eles.

— Ah meu Deus; Sarah?- Rebekah questionou.

— Tia Rebekah, você não envelheceu nada.- Debochei.

— Ainda bem, não é?- Ela riu, a abraçando.

Sorri e retribui o abraço.

— Uau.- Ela sorriu.- Você está gostosa, deve estar deixando todos os caras doidos por ai.

Sorri.- Talvez alguns.

— Melhor não falar isso perto do Klaus.- Kol disse.

Ri.- Kol.- Fui até ele e o abracei.

— E ai tampinha.- Ele retribuiu o abraço.

— Hey, isso não é justo. Só porque eu tenho 1,64, não quer dizer que vocês com mais de 1,85 possam me zoar.- Disse.

— Você fica fofinha assim.- Kol disse.

Apontei a língua para ele e fui até Elijah, me abraçando nele.- Me defenda.

— Só perguntar a ele a altura da namorada dele, se ele vai falar isso na frente dela.- Ele riu, a abraçando.

Sorri e me aconcheguei no peito dele. Me sentia segura com Elijah, era como se ele fosse meu pai. Eu sempre tive mais a ver com Klaus, e mais intimidade também, sempre o amei demais, mas Elijah era como se fosse meu pai e meu porto seguro. E Klaus meu melhor amigo e “namorado” imaginário, meu porto seguro também, claro.

— Sarah, essa é a Freya, a irmã mais velha que não sabíamos que tínhamos.- Disse.

— Não se iluda com a cara boazinha, ela é uma chata.- Kol disse.

— Cale a boca, Kol. E nós já nos conhecemos por Skype.- Ela disse.

Sorri e a abracei.- Oi tia Freya.

— Ele fala assim, mais é o primeiro a correr para ela.- Disse.

— Eu não é?- Kol questionou.

Ri.- Onde está o Finn? Sinto falta daquele rabugento.

— Rabugento? Eu?- Finn questionou.

Sorri e fui até ele, o abraçando.- Meu rabugento favorito.

— Agora que a irmã dele está aqui, ele está mais manso.- Elijah disse.

— Deixa de ser ciumento, Elijah.- Freya disse.

— Não está vendo nada, tem que ver por causa do Klaus.- Kol disse.

— Minha? Eu não fiz nada.- Disse.

Sorri. Ficava feliz que eles tinham ficado bem e tenham sido felizes nesse meio tempo.- Eu vou ir tomar banho.

— Eu te levo no seu quarto.- Disse tomando a frente.

— Até daqui a pouco.- Subia as escadas.

Peguei as malas dela e subi com ela, indo para o quarto dela.- Rebekah insistiu para reformar, mas não mexemos muito.

— Tudo bem. Eu que mandava as coisas que eu queria para ela.- Disse.

— Ah, essa parte ela não me disse.- Disse.

Ri.- Acho que até hoje você não sabe o que é ou a mexer num computador, Nik.

— Hey, eu sei sim.- Disse.

— Aham, sei. No dia que você descobrir o que você pode ver na internet, vai ficar abismado. Vai parecer, literalmente, um velho de mil anos.- Debochei.

— Está me chamando de velho mocinha?- Questionei.

Ri.- Não, claro que não. Você está no auge da vida.

— Sei.- Fui mais para perto dela.- E como estava lá no Brasil?

— Estava ótimo.- Sorri.- As pessoas lá são incríveis e a energia é outra. Eu amei lá, de verdade. Principalmente os biquínis, sério. Eles são bem mais bonitos do que os daqui. E sério, até na parte de depilação, as mulheres são mais higiênicas.- Abri minha mala.

— Vou ter que me acostumar que você não é mais uma garotinha que adorava meu colo.- Disse.

Sorri.- Faz sete anos que não sento no seu colo para saber se ainda gosto.

Cheguei mais perto dela.— Senti sua falta demais. Principalmente nos dias mais complicados.

Acariciei o rosto dele.- Também senti sua falta.

— Mas você está a salvo, então valeu a pena.- Disse.

Sorri e o abracei.

Senti uma coisa diferente por ela estar ali, devia ser saudade.- Só é uma pena que me tenha trocado de seu namorado.

Ri.- Desculpe. Já tive outro no Brasil.

— Eu sabia que tinha me traído.- Fiz cara de triste.

Sorri.- Pensei que ia surtar. A Rebekah disse para não te disser porque você matou todos os namorados dela, não importando em que parte do mundo eles estivessem.

— Bem, estou digerindo a sua traição enquanto planejo a morte do safado que ousou tocar o que é meu.- Disse.

— Seu? Desse jeito você vai espantar todos os homens, Klaus.- Ri.

— A intensão é bem essa.- Disse.

Ri.- Bobo. Eu estou a procura de um namorado, então pode tirando o cavalinho da chuva.

— Até parece que vai.- Disse.

— Estou sim.- Me sentei na cama e tirei minhas botas. Agora era inverno no Brasil.

— Pergunte a Freya se eu deixo. E vou ter que falar com Marcel, como ele deixou isso.- Disse.

Ri.- Então seu problema é com namoros, não com sexo? Transar eu posso então?- Provoquei.

— Sarah, é melhor parar.- Disse ficando sério. Imaginar alguém a tocando era impossível, eu mataria um.

Ri.- Afinal eu não preciso te pedir permissão para namorar ou para sexo.

— Não me teste Sarah, você pode não gostar.- Disse.

Ri.- Ok. Pode me dar licença para eu tomar banho?

— Sim e eu tenho que sair também. Mais tarde tem uma festa para você.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Até mais tarde.- Sorri.- É bom ter você em casa Sarah.

Sorri.- Digo o mesmo.

Sai de lá com e fui para uma reunião, mas estava satisfeito. Sarah estava de volta. Muita coisa tinha mudado aqui em New Orleans, mas a principal era que agora eu era híbrido, finalmente. Mikael e Esther provocaram quase a destruição da minha cidade e a retomar foi bem complicado, conseguir as alianças novamente, mas está tudo no caminho, tanto que vários foram convidados para a festa de hoje e eu mal podia esperar por ela.

POV Sarah.

O resto do meu dia passou bem ocupado. Eu tomei um banho, coloquei uma calcinha e uma blusa soltinha e comecei a arrumar minhas coisas no lugar. A Rebekah ofereceu ajuda, mas eu recusei educadamente. Eu queria aproveitar meu quarto e torna-lo mais minha cara com as inúmeras coisas que trouxe do Brasil e da Europa. Passei uns dois anos na Europa. No Brasil, eu me formei no Médio com 16 anos, e fui aproveitar um pouco. Como eu tinha suado arrumando o quarto, eu fui tomar outro banho. Coloquei um vestido preto justo no corpo e um decote até que grande, e um salto. Deixei meu cabelo natural, o que é liso. A maquiagem fiz bem leve, e coloquei de acessório somente um colar não muito chamativo e um anel. Já podia ouvir a festa acontecendo e me olhei no espelho. Respirei fundo e sai do quarto.

— Meu Deus, você não vai assim.- Elijah disse chegando junto dela.

— Porque não?- Perguntei.

— Muitas mortes vão rolar assim.- Elijah disse.

Ri.- Elijah, deixa disso.

— E não digo só por mim.- Ele disse.

— Ninguém vai matar ninguém. Vamos.- Desci as escadas.

— Está linda S.- Rebekah sorriu.

— Só esse vestido que é curto e decotado demais.- Elijah disse.

— Não dá bola; está perfeita.- Ela disse.

Kol chegou junto deles.- Cacete, que gostosa.

— Kol!- Elijah exclamou.

Sorri.- Obrigada.

— Olha, se não estivesse namorando, ia com tudo para cima de você.- Kol disse.

Ri.- Então você vai ser meu amigo gay.

Elijah riu.

— O que? Não mesmo. Seu amigo, ponto.- Kol disse.

Suspirei.- Eu preciso de um amigo gay. Já estou sentindo falta do Gab. Eu preciso de um amigo gay que possa ficar comigo em qualquer momento; nua ou não.

— Que isso Sarah.- Elijah disse.

— Quem era esse?- Kol perguntou.

— O Gabriel.- Disse.

— Só imagino a figura.- Kol disse.

— Isso porque você vive com o Josh no seu pé.- Elijah disse.

— Ok, seus chatos. Parem de cerca ela. Vem Sarah, vamos ficar longe deles.- Ela riu e me puxou.

Ele chegou perto da dupla.- Rebekah, não me apresenta sua amiga?- Ele as olhava.

— Wes, oi.- Ela sorriu.- Essa é Sarah.

— Oi.- Disse.

— Ah, a dona da festa.- Ele sorriu.

Sorri.- Bem, não exatamente. Muito glamour para o meu gosto, não é dona Rebekah?

Ela deu de ombros e riu.- Fazer o que?

— As festa da Rebekah no Quarter são sempre as que mais fazem sucesso por aqui. Mas o que é você? Tem batimentos, então, bruxa?- Ele perguntou.

— Humana.- Disse.

— Oh, isso é uma surpresa.- Ele disse.

— Imagino.- Disse.

— A proposito Rebekah, a Maryse estava te procurando.- Ele disse.

— Ok. Já volto Sarah.- Ela saiu.

— Você bebe algo?- Ele perguntou.

— Cerveja.- Disse.

— Ótimo.- Ele me levou até onde tinha um tipo de bar e pegou duas cerveja.- Aqui, bem vinda.

— Obrigada.- Bebi um gole.

— Então, você é o que deles?- Ele perguntou.

— Eles me criaram.- Disse.

— Ah, você é como filha deles? Isso eu nunca imaginaria.- Ele disse.

— Pois é.- Disse.

— E a sua família?- Ele perguntou.

— Hmm... não sei.- Esse cara é estranho. Querendo saber demais.- Eu vou dar uma volta.

— Claro, nos vemos por ai. Estou sempre por aqui.- Ele disse.

— Ok.- Sai andando.

POV Misto. (Sarah e Klaus.)

Cheguei e a festa já tinha começado, então subi rápido e tomei um banho, me arrumando e logo descendo. Assim que vi Elijah, ele me alertou sobre a Sarah, fiquei curioso e quando a vi conversando com umas meninas entendi o que ele queria dizer. Ela estava louca de aparecer assim? Aquele vestido... Porra. Olhando assim de atrás, deixava as pernas dela um espetáculo e a bunda uma maravilha. Devia estar deixando todos os cara daqui louco. Cheguei junto dela.- Sarah.

Me virei.- Nik, hey.

De frente ficava pior ainda, o decote dela... Era a Sarah, minha Sarah, não uma mulher qualquer com quem eu transaria e depois mandaria embora. A trouxe para mais perto de mim.- Não veio exposta demais?- Era difícil não olhar aquele decote, aqueles peitos...

Ri.- Você está com a mesma síndrome do Elijah?

— Se quer dizer preservar você, pode se dizer que sim.- Um cara do nosso lado chegou mais perto dela, indo pegar na bunda dela e eu só o olhei, deixando os olhos de hibrido aparecer, fazendo-o ir embora.

Olhei os olhos dele.- Porque...?- Me virei.- Você espantou um cara né?

— Um abusado que ia alisar você.- Disse.

Ri e o olhei, tocando seu rosto.- Seus olhos mudaram.

— O que?- Estava olhando se não tinha mais nenhum, enquanto a encaminhava para um canto comigo.

— Seus olhos.- Disse.

— Ah, é que consegui voltar a ser hibrido.- Peguei um whisky e a olhando.

Sorri e me escorei no balcão.- Parabéns.

Sorri, bebendo.- Obrigado. Não foi fácil, mas adoro isso, adoro esse poder.

— Fico feliz.- Disse.

— Já se acomodou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Gostou de como está o Quarter?- Perguntei.

— Sim, está lindo.- Disse.

— Finalmente temos a cidade e agora sem preocupações.- Disse.

Sorri.- Que bom.

— Já fez amigos?- Olhei ao redor e voltei dando de cara com os peitos dela. Para com isso.

— Amigos não.- Disse.

— Você dança?- Perguntei.

Ri.- Nik, eu estive no Brasil por 7 anos. Eu danço funk, samba, pagode, sertanejo e até as musicas daqui melhor que dançaria se não tivesse morado lá.

Sorri ao imaginar ela dançando.- Isso me parece bom.

Sorri.- Dez vezes bom.

— Agora você está na minha frente.- Disse.

— E...?- Questionei.

— É estranho você saber algo e eu não.- Disse.

Ri.- Pois é.

— Vai ter que me mostrar essas coisas. Só conheço samba de nome.- Disse.

Sorri.- Sabia que numa musica no Brasil tem literalmente a frase “meu pau te ama”?

Engasguei com o whisky.- O que? Você estava ouvindo isso? Você gosta de coisas assim?

— Não, mas é engraçada e boa de dançar. Pelo menos o ritmo dela é.- Disse.

Suspirei aliviado.- Ainda bem.

Ri e peguei uma cerveja.- Assim até parece que você é virgem, Nik.- Debochei. Eu adoro provoca-lo.

— Nos séculos que vivi era bem diferente do que é agora. E me lembre de deixar você bem longe do Brasil desacompanhada.- Disse.

Ri e olhei ao redor, vendo algumas mulheres (ou várias) olhando para ele.- Você devia ir se divertir. Vou encontrar Rebekah.

— Estou bem aqui.- Disse.

— Ok.- Disse.

Ia sentar com ela quando Kol chegou a agarrando.

— Te achei.- Ele disse.

— O que foi?- Perguntei.

— Queria te apresentar a Dav.- Ele disse abraçando a namorada.

Olhei a garota e ergui uma sobrancelha.- Kol, ela parece uma criança. Tem o que? 15 anos?

Ela suspirou.- Que ótimo, minha cara sempre me entregando.

Ele riu.- É tem, mas não me importo.

— Você é impossível. Prazer Davina.- Disse.

— Prazer.- Ela disse.

— O que você dizia sobre baixinhas Kol?- Questionei.

— Eu? Nada.- Ele disse.

— Bem, eu ainda vou crescer. Tenho até meus 21 anos.- Ela disse.

— Verdade. E você mocinha vai aproveitar não? Deixa esse rabugento ai.- Ele disse.

— Estou bem.- Disse.

— Se depender dele e do Elijah você não vai arrumar ninguém hoje.- Kol disse.

— Eu não quero um homem, Kol, muito obrigada pela preocupação. E fora que não depende só deles, algum tinha me querer. E nenhum chegou em mim, então...- Dei de ombros.- Vá se divertir.

Ele sorriu.- Se diverte também lindinha.- A beijou no rosto e saiu.

Por mais que quisesse ela do jeito que estava, comigo, me senti culpado de a prender assim.- Se você quiser dançar Sarah, tudo bem, estou te prendendo aqui.

— Não, estou bem.- Disse.

— Quer comer alguma coisa? Só estou vendo você beber.- Disse.

— Não, obrigada.- Disse.

— Vamos animar isso então. Vem, vou apresentar você a umas pessoas.- Disse.

— Ok.- Disse.

Passei o braço ao redor dela e caminhamos pela festa, a apresentando a pessoas de todas as raças que tínhamos ali. Alguns queriam mexer com ela, mas cortei logo. Quem eles achavam que eram? Minha Sarah não vai ter nada com eles, babacas. A festa ficou bem animada e Sarah foi dançar com a Rebekah e pela madrugada o lugar foi esvaziando até sobrar só nós.- Você aguenta bastante mocinha.

Sorri.- Pois é. Bem, eu vou ir dormir.

— Quer que vá com você?- Sorri.

Ri.- Sentiu tanta falta que agora quer dormir comigo?

— Você que adorava dormir comigo, pelo que me lembro.- Disse.

Ri.- Metido. Tudo bem, vamos lá. Eu não vou reclamar de dormir com você.- Sorri e subi as escadas.

Passei no meu quarto, tomando um banho, trocando de roupa e indo para o dela.

Já tinha tomado outro banho e vestia somente uma calcinha e minha camisola do Pernalonga. Tinha aberto mais uma mala e arrumava as coisas no guarda roupa. Meus amigos tinham me mandado lembranças; cada um dos meninos me deu uma camisa deles com o perfume que usam. Sorri. Foi bem fofo isso.

Entrei e me deparei com a camisola dela subindo. Merda.- Quer ajuda?

— Pode ser, obrigada.- Disse.

Cheguei junto dela.- Hmm... Pernalonga.- Sorri.- Que fofo.

Ri.- Ele é mesmo fofo.

— E você está linda demais Sarah. Acho que não vai fazer bem para minhas alianças você sair por ai como estava hoje.- Disse.

— Eu estava tão feia assim? O vestido era horrível? O que tinha de tão errado?- Questionei.

— Errado? Não mesmo. Você estava linda, gostosa e sexy. Hoje só te respeitaram porque eu e Elijah estávamos de olho. Num dia comum, o engraçadinho que fazer isso não vai ter um final bonito.- Disse.

— Desculpe. Não queria causar confusão e dor de cabeça.- Disse.

— Não é sua culpa, logo eles aprendem.- Disse.

Assenti e voltei a arrumar as roupas.

— Que camisas são essas?- Disse pegando uma pilha de blusas masculinas.

— Ganhei como lembrança dos meus amigos.- Disse.

— Tantos?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Incluindo o seu suposto namorado?- Ah, se eu estivesse lá isso não teria acontecido, não mesmo. Ele estaria morto antes de tentar.

— Não foi suposto, foi namorado. E sim.- Disse.

Peguei aquela pilha.- Bom saber. Qual o nome dele mesmo?

— Natanael.- Disse.

— Da onde ele é?- Perguntei.

— Como assim?- Questionei.

— Curiosidade.- Dei os ombros e sorrindo.

— Klaus, você não vai machuca-lo. Tira seu cavalinho da chuva.- Disse.

— Não falei nada.- Disse.

— Sua cara de sociopata sexy diz tudo.- Disse.

— Sexy?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Espero que quem eu mato não ache isso.- Disse.

— O que? Não gosta que homens te achem sexy? Se sente menos macho e viril?- Questionei divertida.

— Quero que eles me temam não que fiquem duro quando eu os eliminar.- Disse.

Sorri.- Hmm... lobo mau sexy.- Brinquei e guardava as roupas.- Você não parece se incomodar que homens fiquem excitados por você. Você já transou com algum?- Perguntei, curiosa. Realmente estava. Rebekah e Freya eu sei que gostam de mulheres também.

— Você está louca?- Ela queria mesmo me irritar, não é?

— Desculpe, foi curiosidade. Perguntei porque Rebekah e Freya gostam dos dois, então....- Disse.

— Então já deixei alguma brecha para pensar isso?- Questionei.

Comecei a rir e fui até ele.- Não. Você é bem macho, Klaus. Não se preocupe.

— De castigo vou sumir com isso aqui.- Indiquei as blusas que ainda estavam aqui.

Peguei dele.- Nem pensar. Eles não tem culpa.- Guardei no meu guarda roupa.

— Então vai ficar usando camisas de uns homens qualquer por ai?- Questionei.

— Não são uns qualquer, são meus amigos e não pretendo usar. Talvez use algum dia como pijama.- Disse.

— Se sobreviverem até lá.- Me joguei na cama dela.

Ri e subi no colo dele, uma perna de cada lado.- Com ciúmes de camisas?

— Eu não estou com ciúmes.- Fingi e passei as mãos pela cintura dela. Porra, só de fazer isso pude ter uma ideia de como seria todo o seu corpo. Cacete, se acalma ai embaixo, não ouse se animar.

— Aham, sei.- Escutei meu celular tocar e me inclinei em cima dele, pegando e atendendo.- Alô?- Era minha amiga Bruna, então atendi em português e não sai do colo de Klaus.

Inspirei o perfume dela e ele era perfeito. Era daquele tipo que te inebria e você não consegue esquecer mais. Os peitos dela também vieram quase na minha cara e não tinha como eu manter a postura. Ela era uma puta de uma gostosa e estava em cima de mim. Mesmo sendo estranho me sentir assim, a segurei. Porra, estava excitado agora.

Falei com Bruna e marcamos uma noite de Skype com ela e todos os outros meus amigos amanha. Depois de falarmos mais um pouco, desliguei o telefone e voltei a coloca-lo no criado mudo.

— Ah, você tem uma amiga, ainda bem.- Disse.

— Eu tenho amigas.- Disse.

— Fico feliz com isso.- Disse.

Sorri e sai do colo dele.

— Ei, aonde vai?- Questionei.

— Como assim?- Perguntei.

— Saindo do meu colo.- Disse.

— Deveria ficar?- Perguntei.

Sim e se possível rebolando bem onde estava em cima do meu pau. Que porra! Esquece isso, deveria ter ido transar hoje.- Sim, estava com saudade sua assim.

Sorri e fui para o colo dele de novo, do jeito que estava. Acabei sentindo a ereção dele e estava estrategicamente perto demais da minha intimidade. Deus. Se eu me mexesse podia ser pior e ele notar. Não queria deixa-lo sem jeito, mesmo que acho muito difícil ele ficar sem jeito. E também não queria pensar que eu gostei de senti-lo assim e de pensar na possibilidade de que fosse por mim. Meu Deus Sarah, não pense nisso. Isso nunca vai acontecer. Eu tive minha paixonite por ele, mas eu superei. Pelo menos eu espero que sim. Porque mesmo longe dele por 7 anos, entre meus 14 e 17 anos, eu meio que tive uma paixão platônica por ele. Sim, eu sei. Ridículo. E também isso deve ser por conta dele ser vampiro, agora hibrido, deve ficar assim quase que o tempo todo.

Toquei o rosto dela e sorri.- Não achei que fosse me trair assim.

— Trair?- Perguntei.

— Sim, você arrumou outro namorado.- Disse.

— E você não me traiu?- Questionei.

— Se eu tive namorada? Não, você sabe que... Não, você não sabe dessa coisas.- Disse.

— Que você transa todos os dias e todos os dias é com uma mulher diferente e as vezes é mais de uma vez no dia? Sim, eu sei.- Disse.

— Todos os dias? Quem te disse isso? Acha que eu estava de férias é?- Questionei.

Ri.- Antes seu bobo. Eu tinha 12 anos, não era burra.

Sorri.- Era linda, quer dizer, linda continua e muito mais.

— Posso sair do seu colo agora?- Perguntei.

— Se está tão ansiosa por isso, claro.- Claro que ela estava, ela me via com um amigo, quase um pai, eu que estava ficando louco pensando nessas coisas.

Sorri.- Não estou. Eu quero dormir, mas quero ficar abraçada com você. Você vai ficar de conchinha comigo.

— Ah.- Sorri surpreso.- Claro.

Sorri e sai do colo dele, já sentindo falta da ereção dele na parte interna das minhas coxas. Ok, isso é muito idiota. Para com isso. Me deitei.- Vamos dormir agora, vem.

Deitei e me encaixei junto dela.- Acho que vai ser a melhor noite em anos. Não vou estar preocupado se está bem.

Sorri.- Que bom.

A apertei mais comigo e isso era verdade. Por mais que tivesse a tranquilidade de saber que ela estava a salvo de tudo que acontecia ali, a preocupação com ela era constante.

— Boa noite então.- Disse.

— Boa noite amor.- Beijei os cabelos dela. Ela não demorou a pegar no sono, mas eu não conseguia estando com ela assim. Pude tocar a linha do seu corpo e era maravilhoso. Merda, eu sou muito fodido mesmo para pensar nisso, viajando no que poderia fazer com ela, acabei dormindo. Quando acordei estava totalmente enroscado nela, mas ela estava de frente para mim.- Minha Sarah.- Disso tocando seu rosto.

Me senti acordar.- Sim?

— Eu tenho que ir, tenho uma reunião.- Disse.

Assenti.- Tá.- Rocei meu nariz no pescoço dele e beijei ali, onde alcançava.- Bom dia.

— Assim eu fico.- Disse ficando arrepiado com aquilo. Tinha acordado com uma ereção terrível já.

Sorri.- Você tem compromissos.

— Eles esperam.- Disse.

Sorri.- Ok.

Toquei ela, principalmente a perna que estava em cima de mim.

Sorri com o toque dele e quando fui me mexer um pouco, percebi que meus seios estavam praticamente para fora da camisola. Droga, dormir com um camisola folgada demais dá nisso. Tentei ajeitar antes que ele visse algo.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Não disse? Muito tempo que eu não dormia assim.- Disse.

Sorri e me levantei, dando graças a Deus que consegui me arrumar e ele não viu nada.- Vou me vestir para tomar café.- Peguei uma roupa e fui para o banheiro.

Me esparramei na cama. Ah, aquele cheiro, chegava a me deixar tonto de tão bom.- Vai faze o que hoje?

— Vou ficar por ai.- Fiz minha higiene e coloquei uma legging e um moletom solto, estava frio hoje. Resolvi voltar as minhas raízes e não tentar ser sexy. Afinal, causa é dor de cabeça e devo parecer ridícula também. Terminei de me ajeitar e voltei ao quarto.

A olhei e suspirei— Se não fosse isso ia te acompanhar.

— Tudo bem.- Disse.

— Mas vamos ter essa oportunidade.- A olhava. Não devia me sentir atraído por ela, não devia.

— Sim.- Disse.

Me levantei.- Nos vemos lá embaixo.

O olhei e tentei não focar na ereção dele, que estava ali desde ontem a noite. E também tentei não imaginar o que ele faria quando saísse daqui.- Tudo bem.

Esperava que ela não reparasse no meu estado. Dei um beijo no rosto dela e sai, indo para o meu quarto. Cacete, eu estou louco só pode. Fui para o chuveiro e bati uma até me aliviar. Pior foi a imagem dela naquele vestido que veio na minha mente. Tô fodido.

POV Sarah.

Depois de ter ficado um bom tempo em redes sociais, desci para tomar o café. Tudo estava diferente. E eu até que estava sentindo falta da Susan, ela realmente foi como uma mãe para mim. E agora vendo, pelo jeito dona Maria não está mais trabalhando aqui. Ela era minha babá e cozinhava. Eu amava ela. Espero que ela não tenha morrido. Vou perguntar para alguém depois. Me servi de café, peguei um pacote de bolacha e fui para a sala.

— Olha quem achei sozinha.- Elijah disse.

— Hey.- Disse.

— Niklaus finalmente soltou você.- Ele disse.

Ri.- Com ciúmes?

— Talvez um pouco.- Ele disse pegando um café.

Sorri e me ajeitei no sofá.- Onde a dona Maria está?

— Ela nos deixou quando o Quarter foi atacado.- Ele disse.

— Ela morreu?- Perguntei.

— Sim, em uma das vezes que nos atacaram aqui. Perdemos muitos conhecidos e amigos nesses anos.- Ele disse.

— Meu Deus.- Senti meus olhos se encherem de água.- Onde ela foi enterrada?

— Fizemos um memorial em homenagem à todos que perderam a vida aqui.- Ele disse.

— Porque não me ligaram?- Perguntei.

— Porque não era seguro ainda.- Ele disse.

Suspirei.- Tudo bem.

— Foram anos complicados princesa e a sua falta nos afetou demais.- Ele disse.

Sorri.- Também senti a de vocês.

Ele a olhou e sorriu.- Duvido que ainda goste de ficar na biblioteca me ouvindo e entrando no meio das leituras.

— Gosto sim. Até senti falta das suas broncas educadas.- Disse.

— Broncas educadas.- Ele riu.- Gostei.

— Lembra da fase que eu queria que vocês me mordessem e você me chantageava com isso dizendo que vocês não iam querer me morder se eu não comesse salada?- Questionei.

— Foi uma ótima tática. E essa guerra de você e a salada é histórica.- Ele riu.

— É muito ruim.- Disse.

— Ok, já é adulta e não posso fazer mais nada.- Ele disse.

Sorri.- Graças a Deus.

— Nossa garotinha já é uma mulher.- Ele disse.

Sorri.- Gosto de ser uma garotinha também.

— Eu gosto de ouvir isso.- Ele disse.

— Que bom.- Disse.

— Então qualquer hora vamos voltar a nossa biblioteca?- Ele perguntou.

— Vamos sim.- Disse.

O telefone dele tocou e ele atendeu, logo suspirando.- Bem, trabalho me chama linda.

Sorri.- Tudo bem. Bom trabalho.

— Até mais tarde.- Ele disse.

— Até.- Disse.

POV Misto. (Sarah e Klaus.)

Depois que sai, pude ir colocando a minha cabeça no lugar. Que noite foi aquela? Não, agora eu ia me controlar, não posso perder a cabeça assim. Para ajudar nisso depois de duas reuniões chatas, sai pra caçar em forma de lobo e isso sempre me deixava mais tranquilo. Quando voltei já era noite, encontrei um bar e não foi difícil encontrar alguém para transar. Sim, aquilo me aliviaria. Fui para casa, direto para o meu quarto e quando saia do banheiro enrolado na toalha, Sarah abriu a porta. Sorri.- Diga linda.

— Hã... desculpe. Só vim dizer que o jantar ficou pronto.- Disse.

— Tudo bem, vou descer. Mas porque a desculpa?- Perguntei.

— É o que a gente fala quando chega em um momento intimo.- Disse.

A olhei e depois lembrei da toalha.- Ah sim, você não é acostumada a me ver assim.

— Eu tenho que aprender a bater na porta também, é falta de educação não o fazer.- Disse.

— Não precisa se preocupar com isso.- Disse.

— Bem, nos vemos lá embaixo.- Sorri e sai.

Suspirei. É, era coisa da minha cabeça mesmo, ela não reparou em mim, em nada. Me troquei, colocando uma roupa simples e desci.- Que milagre é esse; todos estão aqui?

— Milagre? Estamos jantando. Pelo menos eu e a Sarah precisamos de comida.- Freya disse.

— Quero dizer todos a mesa.- Disse.

— Não é tão estranho assim Klaus.- Elijah disse.

— Deu o acaso de todos estarem em casa. Milagre é você e o Elijah estarem em casa. Só pensam em trabalho.- Rebekah disse.

— Alguém tem manter a ordem.- Elijah disse.

— Ou seja, vocês só confiam em vocês.- Finn disse.

— Por ai.- Rebekah disse.

— Isso não é verdade. Todo mundo aqui pode ajudar.- Disse.

— Quer dizer que vai concordar do Finn ou eu ir numa reunião?- Kol perguntou.

— E você lidaria com a situação seriamente?- Elijah perguntou.

Freya suspirou.- Vamos comer, por favor?

— Isso é uma ótima ideia.- Kol disse.

— Ótimo.- Freya disse.

— Freya, quando tiver tempo pode ajudar a Dav com umas coisas de bruxa?- Kol perguntou.

— Desde quando ela anda precisando fazer magia?- Freya perguntou.

— Ela não quer me dizer, disse que é surpresa.- Kol disse.

— Tem certeza disso?- Elijah questionou.

— Hmm... Ok então.- Ela disse.

— Acho que alguém vai ganhar uma surpresinha sexual.- Finn disse.

Rebekah franziu o cenho.- Não precisava saber disso.

— Vai dizer que não faz também?- Kol perguntou.

— O que? Magia? Não.- Rebekah disse.

— Sexo.- Ele disse.

— Meu Deus, estamos jantando. Respeitem a Sarah.- Elijah disse.

Rebekah riu.- Vamos comer de uma vez.

Rimos e voltamos a comer, era bom estar daquele jeito, confesso que gostava. Kol e Finn saíram, depois Elijah e Rebekah até que ficamos só Sarah e eu.- Está a fim de sair?

— Sair?- Questionei.

— Sim, quero mostrar como a cidade anda a você.- Disse.

— Tudo bem. Só vou ter que me trocar, já que estou de pijama.- Disse.

— Eu também.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Nos vemos em dez minutos?- Questionei.

— Tudo bem.- Disse.

Sorri e subi. Não sei de onde me veio essa ideia, mas seria algo bom. Me troquei e fui para sala a esperar.

Coloquei uma calça jeans, all star e uma blusa de manga cinza básica. Peguei meu celular e desci.

— Está linda.- Disse sorrindo quando a vi.

Sorri.- Você também.

— Eu sei.- Disse.

Ri.- Metido.

— Vamos linda.- Passei o braço pela cintura dela e saímos. Se tinha uma coisa que eu gostava naquela cidade era de como ela era a noite; animada e festiva, eu adorava ali. Saímos, andamos mesmo e depois de umas quadras já estávamos no centro, com cantores e musicas pela praça e gente parada admirando. Reconheci alguns conhecidos e acenei, tinha que manter a boa convivência agora.

— Tem artistas talentosos aqui.- Disse.

— Sim, tem bastante. Eu adoro vir aqui e ver as pinturas, elas sempre me fascinam.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— E você, fora aquelas músicas que me disse, tem gostado de que?- Perguntei.

— Eu não disse que gostava, fiz uma observação. E gosto de várias coisas, provavelmente você não conhece.- Disse.

— Você pode se surpreender.- Disse.

Ri.- Ok. Eu gosto de Closer, Don’t Wanna Know, Side to Side, Paris, Shape of You, Castle On the Hill, Bad Things, Something Just Like This, Touch...

Abri a boca, mas sorri.- É, eu só ouvi essa Closer.

Ri.- Imaginei.

— Mas agora fiquei curioso em ouvir.- Disse.

— Vamos ouvir então.- Peguei meu celular e coloquei na playlist que tinha essas musicas. Dei um fone para ele e coloquei o celular de volta no bolso.

As musicas começaram e eram boas, gostei bastante do que ouvi. Só evitei pensar que estava no meio da cidade dividindo um fone, a cena deveria estar maravilhosa.- Adorei elas.

— Sim, são ótimas.- Disse.

— Você tem excelente gosto.- Disse.

Sorri.- Se você soubesse cantar, Shape of you ia ficar perfeita na sua voz e sotaque. Seria uma tática de conquista mais divertida que compulsão.- Ri.- Se bem que o Ed é britânico e com aquela voz dele, se cantar no pé de ouvido de alguém deve deixar louco.

A olhei.- Quer dizer que adora o meu sotaque, mas quer ouvir o do tal Ed?

Ri.- Eu não ia me importar de ser a mulher que ele sente o cheiro nos lençóis no outro dia.- Brinquei, citando a musica.

— Já eu acho que nenhum cara iria se importar de ser ele, nesse caso.- Disse.

Sorri.- Sei.

— Não acredita em mim?- Perguntei.

— Acredito.- Disse.

— Ótimo.- Dei o fone a ela e o que ela disse me fez pensar se ela havia transado com esse namorado. A imagem dela com um homem qualquer a beijando, a fodendo... Ah não, não mesmo, eu mato o desgraçado que a tocou.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Você..- Disparei, mas parei, eu não podia perguntar isso assim. Por mais que ela fosse minha de alguma forma, ela ia achar que eu era um louco.— Vamos continuar.

— Hey, pergunte.- Passei meu braço pelo dele.

— Deixa para lá. Quer um suco ou alguma coisa?- Eu tinha que me controlar, mas agora isso ficou pior e está repassando na minha mente.

— Sorvete.- Disse.

— Vamos por esse lado, tem uma sorveteria ótima de uns conhecidos.- Disse.

— Ok.- Disse.

Seguimos rua a baixo e achei a sorveteria.- Chloe Scott.- Disse entrando. Os Scott eram uma família de bruxos dos quais não aceitaram o que os ancestrais dali queriam e nos ajudaram.

— Olá Klaus.- Chloe disse.

— Pode ver para mim uma especialidade da casa? Ou você tem algum favorito?-Perguntei a Sarah.

— Creme e morango. Não gosto de sorvete cheio de coisa.- Disse.

— Um assim então.- Pedi.- Gostei da reforma.

— Que bom, obrigada.- Ela disse.

— Só o sorvete linda?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Ok. E em seu bairro Chloe, tudo bem?- Perguntei.

— Até o momento sim.- Ela disse.

O sorvete da Sarah foi servido e o peguei, pagando.- Ótimo, qualquer coisa me avise.

— Ok. E você cresceu menina, lembro de você pequena.- Ela disse.

Sorri.- Muita comida.

— Isso é verdade, você come demais.- Disse.

Revirei os olhos.- Isso é tudo que uma mulher quer ouvir de um homem; você come demais.

— Prefere que minta para você?- Sorri, a olhando.

— Nisso sim.- Disse.

— Tadinha, vou fazer então.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Vamos então, ainda tem muito o que ver.- Disse.

— Vamos. Tchau.- Disse.

— Tchau.- Ela disse.

Voltamos a rua e sentamos em um banco perto do rio.- Bom?

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Olhava ao redor, era uma mania minha que ficou, sempre ficar alerta.

— Não namorou com ninguém nesses anos?- Perguntei.

— Quer dizer algo sério? Não. Há séculos não sei o que é isso.- Disse.

— Que pena.- Disse.

— Você conhece meu lado bom love. Uma das poucas pessoas que o conhece, que eu deixei que se aproximasse. Por muito tempo nem meus irmãos eu deixava.- Disse.

— Bem, imagino que em mil anos a relação de vocês não tenha sido lá essas coisas.- Disse.

— Lá essas coisas?- Dei um meio sorriso.- Quando nos transformamos e me alimentei de alguém, eu não tinha controle e acabei o matando, isso ativou a minha maldição de lobo, que herdei do meu verdadeiro pai.

— Sim, eu sei dessa história. Imagino que tenha sido horrível.- Disse.

— Quando Esther me selou, me deixando somente vampiro, aquilo mexeu comigo e com o passar das décadas eu criei uma fixação; voltar a ser hibrido e não deixar ninguém se afastar. Finn passou 900 anos em um caixão por causa disso, Kol uns bons séculos também e Rebekah ia e voltava de acordo com o que eu achava que era bom para ela.- Disse.

Sorri.- Se não fosse doentio Nik, seria engraçado.

— Engraçado?- Perguntei.

— Ou triste, ou fofo... sei lá. Você é confuso.- Ri.

— Só você para dizer isso sorrindo assim.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— O normal é se afastar, repudiar. É o que estou acostumado quando conhecem a mim e tudo que já fiz.- Disse.

— Bem, eu não aprovo você a matar ou saber que você já matou, mas estou a anos com vocês. Já me acostumei com o jeito de vocês, mesmo não concordando.- Disse.

— Você não quer ir embora, gosta de estar aqui, já é um começo.- Disse.

— É porque eu amo vocês.- Disse.

— Isso é muito bom.- Disse roubando uma colherada do sorvete dela.

Sorri e lhe dei um beijo na bochecha.- Você sabe que eu te amo, Klaus. Espero que não ache que um dia te deixaria.

— Olha que isso é uma promessa séria.- Disse.

— Uma que vou cumprir.- Disse.

Toquei o rosto dela. Era tão linda e me aceitava tão bem. Se as coisas fossem diferentes, seria a mulher perfeita para mim.

O olhei e desejei internamente que ele me beijasse.

Por mais que fosse louco, me aproximei mais e a beijei.

Retribui o beijo.

Sentir ela me retribuindo me surpreendeu, não foi só loucura minha? Dois dias e esse desejo louco me consumido; eu nunca estive assim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.

Me aproximei mais dela e me colei, sentindo seu corpo assim o tesão tomou conta do meu, ainda mais lembrando da noite que passou.

Coloquei o sorvete no banco e levei minha até seu rosto, acariciando. No campo romântico da coisa, eu não era muito experiente. Em beijos? Eu até ia bem, eu acho né? Mas sexo? Não sei nada além do que aprendemos lendo livros ou vendo séries e filmes. Sempre me achei nova demais para ter tanta pressa, ou nunca encontrei a pessoa certa. E agora beijando Klaus, tudo que consigo sentir vindo dele é uma tensão sexual que chega a perfurar meus ossos. Eu acho que ele sempre exala isso. Deve ser o natural dele.

Ela beijava deliciosamente e queria mais dela, saborear aquele corpo todo. Deixei uma mão em seu rosto enquanto a outra descia até a perna dela, subindo até a coxa.

Parei o beijo.- Estamos no meio da rua.

— Eu sei.- Disse ainda saboreando aquele beijo, o gosto do sorvete o deixou melhor ainda.

Sorri e mordi meu lábio, tocando o dele.- É melhor eu comer meu sorvete antes que derreta mais.- Peguei ele.

— Eu gostei dele, ainda mais saboreando assim.- Disse.

Sorri, me sentindo corar.- Quer uma prova?- Levantei a colher com sorvete.

Peguei a colher e dei a ela, a beijando em seguida.

Sorri e retribui o beijo.

— Bem mais gostoso assim.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Então esse namorado que deixou antes de voltar, espero que não tenha intenção de continuar com ele agora.- Disse.

— Nós terminamos.- Disse.

Sorri com mais vontade.- Ótima notícia.

— Pois é.- Disse.

Beijei ela de novo.- Vamos continuar?

— Sim.- Disse.

Voltamos a caminhar e mostrei a ela alguns bares que eu gostava, apresentei a alguns conhecidos e amigos, e também contando coisas do meu passado que ela tinha ficado curiosa. Estávamos saindo de um bar quando a puxei, não aguentava mais esperar para ter mais dela. A beijei e minhas mãos apressadas deslizaram pelo seu corpo. Cacete, como eu desejava ela.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

A blusa dela era soltinha, então pude tocar por dentro dela. Aquela pele tão macia... Não sabia porque estava tão vidrado de repente, mas estava.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Deixei ela tomar ar enquanto isso beijava o seu pescoço.- Merda Sarah, você tinha que ser tão gostosa assim?

Suspirei pesadamente.- Deve ser de família.

— Bem, não conheci mulheres da sua família, então isso soa estranho.- Disse.

— Mas eu sei quando uma mulher é gostosa, você também sabe quando um homem é gostoso. Só que homens são machistas por natureza e não admitem.- Sorri.

— Não vou falar nada mesmo.- Droga, aquela blusa não dava para fazer nada.- Pergunte a Rebekah.

Ri.- Ok.

Voltei a beija-la e no impulso subi um pouco a blusa dela. Ela tinha de estar tão vestida? Não poderia ser um vestido?

Parei o beijo e sorri.— Hey, calma, alguém pode me ver quase pelada.- Estávamos num canto afastados em um bar e eu estava escorada na parede, mas mesmo assim alguém poderia ver.

— Ai de quem tentar ver algo. Sabe que não vai sobreviver.- Disse.

— Então quer dizer que só você pode me ver de outro jeito o homem que me ver nua vai morrer?- Questionei divertida.

— Sim.- Subindo a mão, cheguei nos peitos dela.- Assim como quero matar o filha da puta que já te tocou.

— Eu e o Natanael nunca transamos.- Disse.

A olhei.- O que? Não?

— Não.- Disse.

— Mas por... Você já transou?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Depois do que você vinha falando...- Ah cacete, ela era virgem? A Sarah, minha Sarah, ninguém tinha a tocado ainda. Porra, isso só me deixa mais excitado.- Cacete, isso estava me deixando doido.

— Porque?- Perguntei.

— Eu achei, pelo que disse, que tinha transado com esse namorado.- Disse.

Ri.- Não. Sério que você estava esquentando com isso?

— Não percebeu como fiquei? Desde que falou em namorado, a ideia de outro te tocando... Eu estava querendo seriamente ir mesmo lá atrás desse cara.- Disse.

— Bom, tecnicamente me tocar, ele me tocou.- Disse.

— Você entendeu.- Disse.

— Sim, você quis dizer que ficou doido com a ideia dele ter estado dentro de mim, agarrar a minha bunda, seios ou coxas...- Falei em um tom de brincadeira.

As imagens passaram na minha cabeça.- Não.- Disse mais sério.- Ninguém vai tocar você.

Ri.- Você é lindo com ciúmes e todo possessivo.

— Lindo é?- Questionei.

— Sim.- Disse.

Cheguei junto do ouvido dela.- Vamos para um quarto e vou te mostrar o possessivo.

Me arrepiei e segurei a camisa dele.- Aquela regra de não me tocar só vale para os outros então?

— Sim.- Disse.

Ri.- Ok então.

— Vamos então?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Paguei nossa conta e a peguei no colo, a levando para casa. Coisa que em segundos estávamos.

— Eu sempre me surpreendo com essa velocidade.- Disse.

— É uma das coisas que eu mais gosto.- Disse entrando no quarto dela.

Ri.- Imagino.

Fechei a porta e a beijei, agora sim não tinha mais nada para nos atrapalhar.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

A levantei, para ficar mais na minha altura e tive que me focar em lembrar onde era a cama dela, assim que a achei, a derrubei nela.

Me ajeitei na cama e o puxei, beijando-o novamente.

Tirei minha jaqueta, depois tirando a blusa dela. Era estranho que não me importava que a tinha visto crescer, pelo contrário, ficava feliz de se alguém iria a ter, era alguém que a conhecia e tinha carinho por ela.

— Espera.- Me sentei na cama para tirar meu all star.

A olhei e sorri, também tirando os meus.

Terminei de tirar e me sentei na cama, esperando ele fazer alguma coisa.

Voltei a ela, a beijando e meu pau na calça estava latejando já. Acabamos nos deitando e finalmente pude pegar naqueles peitos.

— Só uma coisa; eu não sei quase nada sobre sexo, então talvez faça alguma coisa errada ou fique sem saber o que fazer...- Disse meio receosa. Imaginava que as mulheres que ele transava eram deusas maravilhosas do sexo.

Toquei o rosto dela.- E eu indo perguntar se você tinha certeza que me quer assim.- Beijei ela mais suavemente.- Não se preocupe love.

— Tudo bem.- Disse.

— Tem certeza que quer?- Perguntei.

— Klaus, você está aniquilando todos os meus sonhos da minha primeira vez perfeita.- Disse.

Ri.- Desculpa, vou te compensar muito bem.- Disse soltando o sutiã dela.

Ri.- Tudo bem.

Livrei ela do sutiã e a beijando, pegando com vontade naqueles peitos.

Gemi e suspirei pesadamente, mas sem deixar de beija-lo.

Aumentei o beijo. Ah, aquela boca gostosa e como ela beijava bem... Apertei os peitos dela, fazendo uma pressão maior nos mamilos. Gostei quando ela arfou.

Gemi, descendo minha mão pelo peito dele e acariciando por cima da camisa.

Parei o beijo e desci pelo pescoço dela enquanto abria a sua calça.- Eu odeio calças.

— Porque?- Perguntei.

— São demoradas para tirar.- Disse.

Ri.- Apressado.

Consegui tirar.- Essas justas então.

Ri.- Você arranca cabeças e corações, e tem dificuldade com calças?

— Calças são complicadas e pode machucar você. Diferente de calcinhas.- Disse.

— Quer que eu ande só de calcinha?- Perguntei.

— Não mesmo.- Beijei abaixo dos peitos dela, indo pela barriga.- Seria um rastro de sangue de quem te olhasse.

Sorri.- Para você seria muito bom. Você gosta de sangue. Imagino que sua fantasia vampírica seja tomar banho em uma banheira de sangue, ou piscina.

— Que ideia.... interessante.- Sorri, arrebentando a calcinha dela.- Vou pensar.

Franzi o cenho.- Eca, melhor não.

Deslizei minha mão por ela, até chegar ao sexo dela; só minha. Tirei minha camisa, seguido da minha calça e ficando sobre ela, a beijei. Não conseguiria mais esperar.

Retribui o beijo e me ajeitei embaixo dele, descendo minha mão pelas costas dele.

Toquei a perna dela, teria tempo para aproveitar aquele corpo por inteiro, mas agora eu preciso estar dentro dela, precisava dela.

Envolvi minha perna na cintura dele e acariciava seu peito.

Afastei a cueca e gemi de alivio por estar livre. A toquei até chegar a entrada dela. Puta merda, ela estava molhada, excitada e parecia tão apertada... Eu vou me perder com certeza.

Gemi ao toque dele.

— Você está tão molhada, não tem como resistir.- Disse.

Tentei pensar em algo sexy para dizer a ele também, mas as palavras que me vinham a cabeça era: imponente, grande e grosso. E isso era estranho e fiquei com vergonha só de pensar em fala-las. Nesse momento acho que nunca conseguirei ser ousada no sexo.

A beijando, comecei a entrar nela. O meu tesão explodiu a sentir ela e ainda a forma que me apertava conforme eu expandia ela.

Ok, a dor não era mentira, mas acho que chamaria mais de desconforto.

— Tudo ok?- Perguntei ao sentir ela tensa.

Assenti que sim.

Beijei ela mais suavemente enquanto comecei bombar, não me lembrava a ultima vez que senti prazer assim.

Aos poucos a dor foi diminuindo e se misturando ao prazer. A única vez que falei sobre sexo com minhas amigas, que foi muito detalhado por sinal, elas me disseram que querendo ou não sempre sentimos um desconforto misturado com prazer. O que parecia ser real.

Beijei o pescoço dela e a minha garganta queimou pela vontade de morde-la, sentir seu sabor. O coração dela batia no ritmo “certo”, o que me excitava mais ainda.

Gemi e suspirei pesadamente, entrelaçando meus dedos em seus cabelos.

— Você é uma delicia Sarah. Ah, é sim.- Aumentei o ritmo das bombadas, queria mais dela, a sentir por inteiro.

Me mexi embaixo dele, descendo meus lábios pelo pescoço dele.

Passei o braço pela cintura dela.- Assim linda.

Segui como ele disse e escutar a voz dele rouca e com o sotaque dele... ele ficava incrivelmente sexy. Ou eu que sou uma garota boba apaixonada. E eu achando que tinha superado.

Rolei com ela na cama e com a mão livre peguei na coxa dela, enquanto alcançava o peito dela com a boca, mordendo de leve o mamilo dela.

Gemi.- Nik...

Sorri.- Fala de novo.

Sorri.- Nik.

Toquei os lábios dela e o beijei, mordendo de leve, mas acabei o fazendo sangrar e pude sentir seu sabor, o que elevou meu prazer a outro nível.

Sorri e o beijei, acariciando os cabelos dele e minha outra mão descendo pelo seu abdômen.

Sabia que meu estado hibrido estava a mostra, mas não me importei, só continuei o ritmo, sentindo o orgasmo cada vez mais perto.

Gemi e me mexia de encontro a ele, sem deixar de beija-lo.

O beijo ficava urgente seguindo o nosso ritmo. Sentia ela apertando meu pau cada vez mais e isso me empurrava para o orgasmo cada vez mais. As estocadas ficaram mais intensas, quando ele me dominou, foi foda.

Parei o beijo, tentando voltar com a respiração ao normal depois, do que deduzi, ser o orgasmo.

Deixei meu rosto junto do dela e estava ofegante também.- Você é gostosa pra cacete.

Sorri e toquei seus lábios inchados, sabia que os meus também estavam.- Obrigada.

Me apoiei no cotovelo e a olhei. Estava corada, a boca tentadoramente linda, na verdade ela estava completamente linda.

— Você vai ficar aqui?- Estava me sentindo estranhamente vulnerável.

— Me olhando assim, é meio impossível ficar longe de você.- Passei o braço ao redor dela.

Sorri e me acomodei nos braços dele.

Sorri.- Então, alcancei a sua ideia de primeira vez perfeita?

Ri.- As superou.

— Eu sou demais.- Disse rindo também.

Sorri e o beijei.

Ficamos conversando e depois fomos tomar banho, voltando para cama. Ela dormiu logo e fiquei pensando o quanto tinha gostado daquela noite e de estar com ela. Isso era bom, era gostoso e acabei dormindo assim.

Senti-me acordar, ouvindo vozes alteradas. Gemi quando me mexi na cama pela ardência no meio das minhas pernas. Sorri. Ainda podia sentir Klaus ali. Me sentei na cama e tirei o cabelo do rosto, continuando a ouvir as vozes. Franzi o cenho e me levantei. Como estava nua, peguei meu roupão e o coloquei, saindo para ver o que tinha acontecido.

— Não se meta nisso Elijah!- Eu estava puto. Tinha acordado incrivelmente bem e como a Sarah estava apagada, levantei e fui para o meu quarto. Só que Elijah me viu e logo deduziu o que aconteceu.

Ele o pegou pela gola da camisa, colocando-o contra a parede.- Ela é uma criança perto de você! Você a viu bebê, você a viu crescer! Você a criou! Como pode a ver como mulher?!

— Ela é uma mulher agora Elijah! Acha que eu não pensei nisso? Mas quando a vi no aeroporto, foi diferente. Imaginar algum desses filhos da puta a tocando é repulsivo. E por a conhecer tão bem é que nos damos bem assim.- Me soltei dele.

— Você é um desses filhos da puta agora, Klaus!- Ele deu um soco na cara dele.

Ah, ele queria briga? Então ia ter. Avancei nele, o jogando contra a parede.- Vai dizer o que? Mudar o seu discurso? Dizer que sou ruim e que não presto para Sarah?

— Você não é ruim, é errado para ela! Você devia a ver como filha ou como irmã.- Ele disse.

Tinha uma voz lá no fundo da minha cabeça que dizia que ele estava certo, mas eu não queria ouvir, não ia dar ouvido.- Para mim os dois dão no mesmo.- O empurrei de novo e ele devolveu.

— Você não pode fazer isso Klaus, até mesmo você sabe que é errado.- Ele disse.

Escutei um barulho e vi a Sarah na porta. Ela estava tão linda... Merda, devia ter ficado na cama com ela.- Nem sempre você sabe tudo Elijah.- Disse o empurrando.

— Disso eu sei.- Ele disse.

— Sabe? Está sugerindo o que sabe o que vou fazer?- Perguntei.

— Eu sei que é errado você ficar com ela.- Ele disse.

O peguei, colocando ele contra parede dessa vez.- Diz logo o grande motivo que você quer dizer. Diga Elijah.

— O que?- Ele questionou.

— Que eu não sou bom o suficiente para isso, para ter ela, para sentir algo... A sua conversa vale só para me acalmar e manter a sua consciência limpa de que fez bem o seu trabalho de me controlar.- O olhei realmente puto, irritado e porque não chateado.- Parabéns Elijah, conseguiu.- Disse indo para o meu quarto. Cacete, as coisas não poderia ser simples uma vez se quer?

Suspirei e voltei para o meu quarto. Cada dia que passa percebo o quão estranha e complicada essa família é.

Fui para o meu banheiro e tomei um banho e tudo que ele tinha dito estava rondando na minha cabeça. Sarah, a minha garotinha, que essa noite foi uma mulher incrível e que eu tinha amado ficar junto. Porra, que confusão. Sai, me vesti, mas antes de sair passei no quarto dela.- Sarah?

— Entra.- Disse.

Entrei e fui direto nela, a beijando.

O afastei.- Hey, espera.

— Vim ver se está bem antes de sair. O que foi?- Perguntei.

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— Precisamos conversar antes. Eu não quero brigar com Elijah, sei que você não se importa, mas eu me importo com a opinião dele.- Disse.

— Sinto muito ter visto aquilo. Ele veio para cima de mim e acabamos explodindo.- Disse.

— Como sempre.- Disse.

— Você quer que eu me afaste, não é?- Questionei.

— Não, claro que não.- Disse.

— Então o que é?- Perguntei, mas antes dela responder o meu telefone tocou; droga. Atendi e era uma situação para eu resolver. Desliguei.- Eu tenho que ir.

— Tudo bem.- Disse.

— Vejo você mais tarde então.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

A beijei rápido.- Tchau.

— Tchau.- Disse.

Sai de lá, indo para o Quarter, dividido entre as coisas boas que sentia quando estava com ela e o que seria realmente certo fazer. Fiz tudo o que precisava e parecia que os que estavam ao meu redor adivinharam meu humor, todo mundo resolveu me perturbar e irritar. Acabou que quando fui em casa já era madrugada. Fui até o quarto da Sarah e ela estava dormindo. Dei um beijo nela e quando ia sair percebi ela acordar.- Não era pra ter te acordado.

— Está tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Voltei até a cama dela.- Clãs as vezes podem ser cansativos e briguentos.

— Imagino.- Disse.

— Foi tudo bem hoje?- Perguntei.

— Foi.- Disse.

— Ótimo.- Toquei o rosto dela, depois os lábios, estava sentido falta de beijar aquela boca. A parte todas as preocupações e duvidas, o desejo por ela me consumiu o dia inteiro e estava louco para extravasar isso.

Olhei a boca dele e mordi meu lábio.- Eu ainda consigo sentir claramente que você esteve dentro de mim, sabia?

— É?- Tirei meus sapatos e subi na cama.

Assenti que sim.

— Isso é bom, sinal que lembrou de mim o dia todo.- Disse me colando nela.

— Cada segundo dele.- Disse.

A beijei e baixei a alça da camisola que ela estava.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

Puxei o lençol dela e peguei em suas coxas. Ah, essas coxas.

Tirei a camisa dele e voltei a beija-lo, entrelaçando meus dedos em seu cabelo.

Subi a camisola dela e cheguei a calcinha dela, a arrebentando.

Desci meus dedos até o cós da calça dele e comecei a abri-la.

— Com pressa?- Questionei.

— Você não?- Perguntei.

— Completamente.- Disse.

— Então?- Questionei.

Ajudei a ela a tirar minha calça e me coloquei entre as pernas dela.- Quer mesmo me provocar?

— Quero. Eu quero ser sua.- Sorri e acariciei seu peito. Ontem ele foi bem controlado e “doce”, o que me fez ama-lo mais ainda, mas imaginava como ele seria quando começava a falar muita coisas “sacanas”.

— Você gosta do perigo.- Disse colocando meu pau já duro na entrada dela e entrando nela.

Gemi e suspirei pesadamente.

Gemi e dei uma estocada mais forte.- Não deveria ter me provocado.

O olhei, tocando seu peito delicadamente.- Porque não?

Sorri, a beijando e não me importando de bombar mais rápido e mais forte. Ela era uma delicia e cada vez que estava dentro dela assim, eu esquecia de qualquer coisa.

Retribui o beijo e minha mão descia pelas costas dele. Ele não tinha tirado minha camisola, só levantado, e por algum motivo louco isso até parecia mais sexy.

— Eu desejava por isso o dia inteiro, precisava estar assim de novo.- Disse.

Sorri e toquei o rosto dele, beijando o queixo dele delicadamente. Eu só conseguia pensar em dá-lo carinho e amor agora.- Eu sou sua Nik, poderia ser sua o dia inteiro se quisesse.

— Não me tente assim.- Disse.

Sorri.- Não gosta de saber que posso ser sua quando quiser?

— Você não vai aguentar se eu fizer.- Disse rindo e baixando mais a camisola dela para poder pegar no seu peito.

— Está me subestimando é?- Perguntei.

— Você consegue?- Questionei.

— Agora você perdeu a sua chance.- Disse.

Ri e a beijei, aumentando o ritmo. Era bom não ter que se preocupar, como ontem, poder ser mais intenso.

Gemi contra os lábios dele e me mexia embaixo dele, no ritmo dele.

— Aprende rápido.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

Aumentei o ritmo, cada vez indo mais rápido e mais fundo nela. A sentia completamente e era tão quente e úmida que o meu tesão estava indo não alturas.

Gemi, arqueando meu corpo para ele e me mexendo no ritmo dele.

— Geme para mim gostosa.- Disse.

Gemi.- Nik...

Sorri e tomei a boca dela, a devorando e continuando o ritmo até o orgasmo me dominar.

Parei o beijo e sorri.- Você se alimentou hoje?- Perguntei, ainda ofegante.

— Não.- Disse.

Afastei meu cabelo.- Então o faça.

Não iria resistir aquilo e a mordi. Puta merda, que delícia.

Acariciava seus cabelos. Como ele ainda estava dentro de mim, parecia que a conexão era ainda maior.

Bebi dela e aquele sabor, junto a estar com ela, ainda a possuindo, parecia que ia me levar a outro orgasmo de tão bom.

Podia senti-lo endurecer novamente dentro de mim e ri por dentro imaginando como era fácil para ele ficar excitado e devia ser difícil lidar com isso durante o dia.

Fui diminuindo a quantidade que bebia e voltando a me movimentar. Agora mais lentamente, a sentindo plenamente.

Suspirei pesadamente e acariciava seus cabelos, e a outra mão descia pelas suas costas.

Parei de beber e lambi cada gota que tinha escorrido pelo pescoço dela. Para ela não ficar fraca, deixei as garras saírem e arranhei meu pescoço.- Beba.

Me inclinei e coloquei meus lábios sobre o machucado que ele havia feito, tomando o sangue.

Arfei com o prazer que deu.- Sarah.- Gemi.

Sorri e depois que o ferimento dele fechou, continuei beijando ali.

Não levei muito tempo até gozar de novo e descansar sobre ela.

O beijei delicadamente e sorri.- Acho que eu devo tomar um banho agora. Estou suja de sangue.

— Daqui a pouco vamos.- A apertei mais comigo. Ela era uma coisa preciosa, alguém que estava me dando algo novo, que nunca tinha sentido assim e isso me assustava pra valer.

— Eu estava pensando e mesmo eu não querendo brigas com o pessoal, eu vou ficar do seu lado sempre. Eu quero ser sua. Eu...- Toquei o rosto dele e me segurei para dizer que o amava.- Ninguém vai nos separar, a não ser que um dia você não me queira mais.

— Eu quero você Sarah, mais que desejo, mais que qualquer coisa agora. Isso me assusta.- Algo me dizia que podia me abrir para ela, mas ao mesmo tempo sabia que no final ia ser como sempre; iria perde-la.

Toquei seu rosto, acariciando-o.- Não precisa.

— Eu vou perder você, sei disso.- Disse.

— Tá prevendo mortes agora?- Perguntei.

— Não estou falando só de morrer.- Disse saindo de cima dela e me sentando na cama.- Malditos demônios que não me deixam em paz.

Ajeitei a camisola.- Você não confia em mim?- Perguntei recosa. Isso seria um problema se ele não confiasse. Não estava disposta a ficar com alguém que não confia em mim.

— Confio.- Disse.

— Então porque acha que vou te deixar?- Perguntei.

— Porque eu conheço a mim.- Disse.

Suspirei.- Eu não quero brigar ou discutir.

— Nem eu...- Disse me virando para ela.

Apenas sorri.

A puxei para o meu colo.- Eu adoro essa sensação; ter você assim.

— Eu também.- Disse.

— Apesar de tudo, eu também quero isso, quero você, quero a gente.- Disse.

Sorri.- Que bom.

Beijei o ombro dela.- Minha Sarah.

Me levantei.- Eu preciso mesmo de um banho.

— Eu também, vim direto da rua.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

Fui com ela pra o banheiro e me deixei levar, deixando de lado todos os meus problemas. Talvez Sarah fosse quem iria me ajudar a me livrar deles. Eu só precisava deixar isso acontecer.

*****

POV Sarah.

Duas semanas haviam se passado desde que eu e Klaus começamos a... ficar juntos? Não sei se namorar é a palavra certa para isso. E ele nunca me pediu em namoro. E tinha decidido que só chamaria alguém de namorado quando esse alguém me pedisse em namoro. Eu sempre sonhei com esses pedidos e o Natanael o fez, e foi bem fofo, mas não quero só um pedido para o resto da minha vida. Hoje era sábado e sempre tomava banhos longos, principalmente que de 15 em 15 dias era minha sessão de beleza; depilação, limpeza de pele, manicure e pedicure. Até cabelereira. Eu não gastava muito dinheiro dos Mikaelson, mas essas coisas eram os luxos que mais gostava, de resto gostava de coisas simples. Depois dessa sessão então, fui para o banho e agora saia. Coloquei uma calcinha, short jeans, sutiã e uma blusa verde água básica. Nos pés coloquei minhas Havaianas (porque eu virei um pouquinho brasileira e amo elas), penteei e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, passei protetor solar e um balm com uma corzinha rosinha transparente bem de leve. Coloquei um pouco de perfume e desci, encontrando pessoas conversando por ali. O Quarter é bem movimentado e geralmente não é só nós que convivemos ali; vampiros, lobos e bruxos também. Principalmente agora. Vi o tal Wes no meio deles e presumi que fossem vampiros.

Ele a viu e se aproximou.- Olha se não é a menina Mikaelson.

— Oi.- Disse.

Ele sorriu.- Me desculpe pelo dia da festa, você tinha acabado de chegar e eu e minha curiosidade te enchemos de perguntas.

— Ah, tudo bem. Já passou.- Disse.

— Já se adaptou de volta?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Ótimo. Eu estava indo fazer uma ronda, quer ir?- Ele perguntou.

— Hã...- Olhei em volta, pensando.- Claro, vamos.

Ele sorriu e começaram a caminhar.- Onde você estava no Brasil?

— Curitiba.- Sorri.- Porém dizem que Curitiba não é no Brasil.- Ri.- Mas fui em São Paulo, Rio...

— Eu conheci as praias do Rio, são lindas.- Ele disse.

— Realmente são, mas prefiro cidade. São Paulo em si é linda, mas Santos e Campinas também são.- Disse.

— Você viajou bem.- Ele disse.

— Sim, acredito que sim. Eu amo New Orleans, mas um dia queria morar em NY, só não sei se conseguiria deixar eles.- Disse.

— NY é incrível. Eu morei lá uns anos, não tem como não gostar.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

— Você gosta de musicais?- Ele perguntou.

— Sim. Não me pergunte quais; você vai rir dos meus gostos Disney.- Disse.

— Ah, ninguém resiste em ver O Rei Leão.- Ele disse.

Ri.- Estou dizendo High School Musical. Tenho que certeza que Elijah, Kol e Klaus sabem dançar até hoje. Sim, eu os fazia dançar comigo e certinho.

Ele riu.- Mentira.

Balancei a cabeça em negação.- Não. Eu era uma criança assustadora. Eles não ousariam dizer não.

— Eu imagino.- Ele continuou rindo.- Isso deveria ter sido filmado.

— E foi. Só que está bem guardado.- Ri.- Pior foi na minha época de RBD.

— RBD?- Ele perguntou.

— Ah, para. Você não pode não conhecer?! Eu até fui no show deles em Hollywood.- Disse.

— Deve ter sido na época que vim pra cá e as coisas estavam tensas.- Ele disse.

— RBD foi a banda mais premiada da história. Bom, não sei exatamente da história, mas acho que é isso sim ou da ultima década. Algo assim.- Disse.

— Depois vou pesquisar então.- Ele disse, mas olhando ao redor.

— Ok.- Disse.

— Você é diferente do que pensei.- Ele disse.

— Pensou que eu era como?- Perguntei.

— Uma garota criada pelos Mikaelaon como da família? Mimada, chata e esnobe. E não tão linda, claro.- Ele disse.

Ri.- Não vou deixar a Rebekah saber disso. Porque parece que vocês tiveram algo ou ainda tem.

— É complicado.- Ele desviou o olhar.

O olhei.- Você é legal Wes, por isso vou te dizer isso; Rebekah ama e sempre irá amar o Marcel.

— Eu imaginava algo assim.- Ele disse.

— Se você quer só sexo com ela, acho que você ainda pode desfrutar disso. Ela e Marcel se amam, mas ainda brigam feito cão e gato.- Disse.

— Ai está o complicado, eu queria mais e ela só um passatempo até ele voltar.- Ele disse.

— Sinto muito.- Disse.

— Está tudo bem. E você vai fazer algo aqui? Faculdade talvez?- Ele perguntou.

Suspirei.- Não sei. Minhas paixões estão em NY, mas não quero sair daqui ainda.

— Vai se perder aqui por eles?- Ele perguntou.

— Por enquanto sim.- Disse.

— Você os tem como a sua família, não é?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Não teve mais notícias da sua família?- Ele questionou.

Encolhi os ombros e suspirei.- Eles nunca me procuraram. Só tem eles dois e eles são vampiros. Nunca se interessaram, então acho que não devo o fazer também.

Ele sorriu.- Você é meio rodeada de vampiros.

Sorri.- Meus poros são mini vampiros, não vê?- Questionei divertida.

Ele riu.- Tem um restaurante aqui perto que tem comidas latinas, quer ir?

— Quero sim.- Disse.

— Então vamos.- Eles atravessaram a rua e seguiram.

Chegamos no tal restaurante, nos sentamos e fizemos o pedido.

— Você vai encarar uma feijoada?- Ele perguntou.

— Porque não?- Perguntei.

— Sinto que é daquelas que é magra e come horrores.- Ele disse.

Ri.- Algo do tipo.

Ele riu.- Como é bom ter uma companhia assim, aqui tá todo mundo meio tenso ainda.

— Espero que mude logo.- Disse.

— Você tem noção do que ficou aqui?- Ele perguntou.

— Não.- Disse.

— Um verdadeiro inferno. As quatro raças uma contra a outra, brigas por território e aquele merda daquele Mikael. Fico feliz dele ter ido para o inferno, já que matou meu melhor amigo.- Ele disse.

— Sinto muito.- Disse.

— Muitos dos que ainda estão aqui perderam algum querido nessas lutas. Por isso ainda acho cedo para comemorar essa paz.- Ele disse.

— Ah... Desculpe. Eu não sabia. Desculpe pela festa.- Disse.

— Não, que isso, não se preocupe. Eu só acho cinco meses pouco tempo para se confiar totalmente nessas alianças.- Ele disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Papo chato né?- Ele perguntou.

— Só não entendo nada do assunto.- Disse.

— E do que você entende?- Ele perguntou.

— Nada em especifico.- Disse.

— Eu tenho certeza que tem algo, todo mundo tem.- Ele disse.

— Não que eu me lembre.- Disse.

— Ah, tem sim, nem que seja dançar como doida quando não tem ninguém vendo. Ou cantando horrivelmente a ponto de fazer fugir até as formiguinhas pelo quarto.- Ele disse.

Sorri.- Nenhum dos dois. E estamos falando do que eu entendo e isso não é entender de algo.

— Vai saber.- Ele disse dando os ombros e dando espaço para a comida servida.

Sorri e comecei a comer.

— Está boa?- Ele perguntou.

— A original é melhor. A Susan fazia a melhor.- Disse.

— Quem é ela?- Ela perguntou.

— Uma mulher, brasileira, que Klaus compeliu para cuidar de mim. Infelizmente sei que tudo que ela fazia e sentia não era verdadeiro. Ela estava aqui a viagem e agora está com a família dela no Brasil. – Disse.

— Acho muito difícil que ela não gostasse de você. Difícil não gostar.- Ele disse a olhando.

— Eu fico muito mal pensando que ela perdeu sete anos da vida dela comigo. Presa a uma compulsão. É tão errado... Mas eu não quero brigar com Klaus ou com os outros por conta disso.- Disse.

— Você pensa diferente deles.- Ele disse.

— Sim.- Disse.

Ele sorriu.- Isso é bom, me faz gostar mais ainda de você.

Apenas sorri.

— Então, é verdade o que dizem?- Ele comia e bebeu da cerveja.

— O que?- Perguntei.

— Que você transa com eles?- Ele perguntou.

Me engasguei e bebi do refrigerante.- O que?

— Foi o que chegou aos meus ouvidos... Não acreditei, para mim é só fofoca.- Ele disse.

— Eu estou com Klaus, mas só com ele.- Disse.

— Oh, nada de orgia com os outros três?- Ele questionou.

— Não! Elijah e Finn são...- Balancei a cabeça.- Não! Nunca.

— Ah, então Kol seria uma opção? E sempre tem as meninas.- Ele disse.

— O que? Não!- Disse.

Ele sorriu.- Vampiros e híbridos fofoqueiros.

— Eles ficam falando de mim?- Perguntei.

— Bem, sim.- Ele deu de ombros.- Mas é algo normal, eu acho. O que acontece naquele Quarter sempre vira comentário, mas você poderia ter escolhido melhor, merece algo melhor.

— Klaus é perfeito.- Disse.

— Algo me diz que é melhor não debater isso.- Ele disse.

— Sábia decisão.- Disse.

— Ótimo.- Ele olhou para fora do restaurante.- Não corro riscos de estar com você, não é?

— Como assim?- Perguntei.

— Todo mundo sabe que Klaus é possessivo.- Ele disse.

— Estamos conversando, você não está me agarrando.- Disse.

— Meu coração agradece.- Ele disse.

— Eu entendo se não quiser ter nenhuma relação comigo.- Disse.

— O que? Não, eu gostei de você. Já que não poderemos ter nada, podia ser amigos então.- Ele disse.

Assenti.- Ok.

— Agora vamos comer logo isso que acho que está enrolando por ter pedido demais.- Ele disse.

Sorri.- Sonha.

POV Klaus.

Eu deveria deixar essa parte burocrática com Elijah e Finn sempre, toda vez que vou me estresso, pensava enquanto chegava em casa de uma conversa com o prefeito sobre as verbas, mas pelos menos agora eu vou poder ficar com a Sarah e me esquecer disso. Sorri com a ideia. Mesmo que Elijjah e Finn ainda estivessem de cara virada comigo, eu não me importava, eu sabia que se existia alguém que eu poderia dar certo era ela. Tinha acabado de entrar e vi Rebekah e Freya na sala.- O que essas duas estão aprontando?

— Nada; conversando e tomando chá.- Rebekah disse.

— Sei.- Dei um beijo em cada uma.- Disse.

— Vai onde?- Freya perguntou.

— Acabei de chegar, mas estou pensando de levar a Sarah em algum lugar. Sugestões?- Perguntei.

— Ela saiu.- Rebekah disse.

— Com Elijah ou Kol?- Perguntei.

— Com Wes.- Rebekah disse.

— Wes? Para que?- Perguntei.

— Como vou saber?- Rebekah questionou.

— Freya?- O que a Sarah estava fazendo com ele? Ou melhor o que ele estava querendo com ela? Que eu saiba eles só tinha trocado algumas palavras, nada além disso.

— Não sei também.- Freya disse.

— Mas que porra ele quer com ela?- Disse levantando.- Sabem para onde foram?

— Não.- Freya disse.

— Como ela sai e ninguém sabe para onde?- Peguei meu telefone, ligando para ela.- Merda, caixa postal.

— Klaus, calma. Ela só saiu.- Rebekah disse.

— Quanto tempo faz?- Perguntei.

— Duas horas, eu acho.- Freya disse.

— Vou esperar só um pouco.- Disse olhando pela janela inquieto. Não gostava disso, não mesmo.

Rebekah riu.- Você não tem jeito.

— O que?- Perguntei.

— Nada.- Ela disse.

As deixei ali e tentei arrumar o numero do Wes, mas também estava dando desligado, mas que porra. Fui para o meu quarto e tentei ligar mais algumas vezes até que a noite estava caindo já e nada deles. Eu não ia mais esperar. Peguei minhas chaves e sai.

POV Misto. (Sarah e Klaus.)

Me despedi de Wes quando cheguei na porta do meu quarto e sorri para ele enquanto ele ia embora. Tomei um outro banho e sai, colocando uma calcinha e um pijama. Me atirei na minha cama e peguei meu notebook, abrindo minhas redes sociais e começando a conversar com os meus amigos.

Estava ficando seriamente preocupado com a Sarah até que Rebekah me ligou dizendo que ela estava em casa. Suspirei aliviado, mas também estava muito puto. Fui para casa e direto para o quarto dela.- Onde você estava?!

— Com o Wes.- Disse.

— O dia inteiro? Eu estava revirando a cidade atrás de você, já ia mandar um grupo te procurar!- Exclamei.

— Ok Klaus, baixa esse teu tom. Eu não sou uma criança, você não manda em mim.- Me levantei.

— Eu estava preocupado com você, você sumiu. E o que Wes queria? Devia ter ido atrás dele primeiro.- Disse.

— Ele só foi gentil.- Disse.

— Levando você para sair, estou vendo bem o gentil dele. Deixa eu por minhas mãos nele que ele vai ver o gentil.- Disse.

— Klaus, para. Ele só conversou comigo. Nem ficou perto demais e nem me tocou. Só almoçamos e fui com ele nas rondas dele. Ele me convidou e como estava sem nada para fazer, aceitei.- Disse.

— Você estava em rondas? E se alguém ataca você? Ele é louco?- Questionei.

Suspirei.- Klaus, para com isso. Que coisa. Ele não fez nada demais e eu estou inteira.- Disse já cansada e voltando a me deitar, me cobrindo com as cobertas e pegando o notebook novamente.

— Então é só isso? Você some o dia todo e eu tenho que aceitar?- Questionei.

— Bem, sim. Não tem nada a ser feito.- Disse.

Fui até ela, tirando o notebook.- Até parece que vai ficar assim.

— Hey, o que é isso?- Perguntei.

— Você está comigo, é minha, não vai me deixar preocupado assim.- Só de pensar que poderia a perder eu ficava louco. Sim, dessa vez louco para valer.

— Eu fiquei umas cinco horas fora, não foi para tanto.- Disse.

A puxei, a beijando. Só assim ia me acalmar, ter ela era o que eu precisava.

— Hey, temos que conversar.- Disse.

— Eu preciso de você sendo minha.- Disse enquanto tirava a minha blusa.

Toquei o peito dele.- Eu vou ser sua, mas nem tudo se resolve com sexo.

— O que quer falar agora Sarah?- Perguntei.

— Precisamos ter diálogo. Você vai sempre me tratar assim? Como uma criança burra e idiota? Eu não quero ter uma relação assim. Quero que pelo menos você me respeite como ser humano, por mais que você não respeite muito humanos.- Disse.

— Eu respeito você, mas você sumiu e eu surtei.- Disse.

Suspirei. Eu não ia conseguir resolver isso hoje e talvez nunca, porque ele é assim. E eu não quero brigar com ele.- Ok, tudo bem. Desculpe.

— Isso me assustou Sarah, podia ter te acontecido algo de ruim.- A olhei.

— Desculpe.- Disse.

— Eu não posso te perder love.- Disse.

— Não vai.- Disse.

A beijei, ne deitando sobre ela e podendo a sentir melhor.

Retribui o beijo.

Subi, a toquei e fui abaixando o short.- Por isso gosto de camisolas.

Ri.- Eu não sabia que íamos transar hoje. Se não teria me vestido como você gosta.

— Sempre vamos transar.- Disse.

— Sempre?- Questionei.

— Que possível sim.- Disse.

Ri.- Eu não me oponho, só que tem uns três ou quatro dias do mês que não vai dar.

— Eu sei.- Disse tirando a blusa dela.

— Ok.- Disse.

— Já essas calcinhas são para deixar doido não é?- Disse a tirando.

— É que você nunca teve paciência para olhar atrás.- Disse.

— Atrás?- Me interessei.

— Sim.- Disse.

— Só me avisa agora?- Questionei.

Ri.- Gosta de ser avisado? Ok. Ah, então hoje fui depilada.

— Ah porra.- Disse quase arrancando aquela calcinha dela.

— Eu estou um pouco vermelha ainda.- Disse.

— Tadinha.- Disse a tocando. Ah, aquela bucetinha linda e lisinha me esperando assim, como eu poderia resistir?— É, você quer me enlouquecer mesmo.

Sorri.- Talvez um pouco.

— Me deixe retribuir então.- Tirei minha calça e libertei meu pau da cueca. Ah, agora sim. Abri as perna delas e me coloquei entre elas.

Sorri e desci minha mão pelo abdômen dele, o beijando. Eu nunca havia o tocado... hmm... lá. Sim, eu ainda estou me acostumando com as palavras mais fortes do sexo. E nem o “beijei” lá. Eu tinha essa curiosidade e ao mesmo tempo receio.

A beijei e entrei nela de uma vez. Gemi.- Porra, como você é gostosa.

Gemi e me mexi embaixo dele, me ajeitando e sentindo-o completamente dentro de mim.

— Agora sim; minha.- Disse.

— Sempre.- Disse.

Sai, voltando a entrar do novo.- Não é melhor assim?

— Sim.- Disse.

Sorri, a beijando. Não tinha nada melhor que isso, Sarah era o melhor que tinha me acontecido ali. Algumas semanas passaram depois daquele dia e entramos num acordo sobre essas saídas para não criar maus entendidos, porém ela continuava próxima ao Wes e isso me irritava sempre, como agora. Era um dos dias do Mars de Grais e estou esperando ela para poder ir, já que a mocinha saiu com o amigo e ainda não voltou.

Cheguei e vi Klaus.- Oi.

— Até que enfim.- Disse contendo minha irritação. Tínhamos brigado algumas vezes por causa do meu ciúme e eu tinha prometido maneirar.

— Estava me esperando?- Perguntei.

— Vamos para a festa não? Todos já foram.- Disse.

— Ah sim, tudo bem. Vou tomar banho e me arrumar. Pode indo que depois eu vou.- Disse.

— Claro que não, vou te esperar. A não ser que queira ir com Wes também.- Disse.

— Porque iria querer? Já volto.- Subi.

Bufei, me sentando e pensando na nossa relação. Por mais incrível que pareça estava dando certo, mas tinha essas coisas que ficavam no nosso caminho. Eu ainda não tinha dito que a amava e sentia que ela queria ouvir isso, mas toda vez que ia dizer, sei lá, parece que travava. Mesmo se dizendo amigo, Wes era uma perturbação constante, estava sempre com ela; era Wes isso, Wes aquilo. Cacete, eu era o namorado dela, eu que passava as noites com ela, deixa ele para lá.

Voltei, descendo as escadas e indo até ele.- Pronto, podemos ir.

— Está bonita.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Agora vamos que o desfile já deve ter começado.- Disse.

— Ok, vamos.- Disse.

A peguei e saímos. A cidade estava cheia e era um teste para todas as alianças e acordos. Eu estava cheio já de ter que ir com cuidado em todas as reuniões, queria poder dar uma relaxada nisso. O desfile era algumas ruas depois da nossa casa, então fomos andando. Quando chegamos, achamos fácil os outros que estavam numa sacada.

— Lindinha, até que fim chegou. Esse mal humorado é muito chato sem você.- Kol disse.

— Hã... mas eu não fui embora.- Disse.

— Eu sei.- Kol disse.

— Pois é.- Me sentei em uma das cadeiras que estava desocupada.

— Faz quanto tempo que não vem a essa festa?- Finn perguntou.

— Os sete anos.- Disse.

— Tadinha, eu adoro essa festa.- Finn disse.

— Verdade.- Rebekah disse.

— Acho que todo mundo da cidade gosta.- Disse.

— Eles gostam é da bagunça.- Kol disse.

Rebekah riu.- Sim.

— Bagunça, bebedeira e tudo que fazem de improprio depois.- Elijah disse.

— Impróprio? Credo Elijah. Só umas garotas mostrando os peitos por ai. Já vimos coisa pior.- Kol disse.

— Com certeza vimos.- Rebekah disse.

— Rebekah, não gosto de ficar imaginando essas coisas de você.- Finn disse.

— Coitado.- Kol disse.

— O que eu disse?- Ela perguntou.

— Eu sei que não quis dizer que só viu coisas impróprias.- Finn disse.

— Finn, somos vampiros. Temos mil anos. Não somos decentes ou normais.- Ela disse.

— Coitado, ainda precisa se acostumar mais.- Disse.

— Pois é.- Ela disse.

— Quer o que para beber?- Perguntei a Sarah.

— Suco.- Disse.

Como a sacada era tipo um camarote para gente, tinha várias coisas lá para comer (eles esquecem que somos vampiros?). Peguei o suco e levei para ela.- Ainda bem que você não é de se mostrar.

— Porque?- Perguntei.

— Se eu visse você lá embaixo mostrando os peitos como muitas, eu teria um troço.- Disse.

— Acho que metade de New Orleans não sobreviveria.- Elijah disse.

Ri.- Que exagero. Mas só mulher pelada não tem graça. Nesse parte todo mundo vai embora.

— Duvido muito.- Disse agarrando alguns colares que jogaram e botei nela.

Apenas sorri.

Ficamos vendo o desfiles e acabamos todos debruçados na sacada, bebendo e rindo. Eu estava atrás da Sarah, a segurando pela cintura.- Sabe o que estou a fim?

— O que?- Perguntei.

— De descermos e irmos andar por ai, aproveitar só nós dois.- Desci a mão pela bunda dela.- Chega de dividir você por hoje.

Sorri.- Por mim tudo bem.

— Ótimo.- A puxei.- Estamos saindo.

— Tudo bem. Até mais tarde.- Freya disse.

Sai, carregando ela e entramos pelo meio das pessoas, logo parando em frente a um carro que desfilava.

Andávamos pelo meio daquela multidão. Tinha tanto barulho que acho que vou ficar surda.

— Gosta de festa assim?- Perguntei no ouvido dela enquanto a puxava mais para um canto e a deixava de costas para mim.

— Prefiro silêncio e ficar em casa vendo uma série ou lendo um livro.- Disse.

— Sério? Nem de vez em quando? Juro que fiquei com essa impressão do que fazia com seus amigos.- Disse.

— Muito raramente. Muito mesmo. Praticamente nunca. Nesses sete anos devo ter ido em cinco festas.- Disse.

— Que isso. Em cinco meses aqui teve muito mais que isso.- Passei a mão pela cintura dela.- Só imagino como deve ficar linda em uma festa de gala, com uma lingerie foda por debaixo só para me enlouquecer.- Falei no ouvido dela e afastei o cabelo, beijando sua nuca.- Ou num baile de mascara, depois usando só a mascara.

Me arrepiei e sorri.- Você pensa no sexo pós festa no caso né?

— Isso porque não cheguei no coquetel que te arrastaria para uma sala vazia e te possuiria ali mesmo.- Apertei ela mais contra mim e senti meu pau ficando duro com aquelas ideias e a bunda dela em mim daquele jeito.- E depois guardaria sua calcinha comigo, só para ver como se comportaria.

Suspirei, me mexendo contra ele e o provocando esfregando minha bunda nele.- Como eu me comportaria? Normalmente. Não usar calcinha é normal.

— Ah é ?- Sorri e mordi o pescoço dela de leve, mas reparei dois caras olhando para gente, não era curiosos, era encarando mesmo. Ai tem coisa.

— Sim. Não estou usando hoje.- Disse.

— Não me provoque assim.- Disse.

— E nem com sutiã.- Disse.

— Sarah.- Gemi, descendo a mão pela bunda dela.

— Sim?- Perguntei.

A soltei para a colocar contra a parede, mas a puxaram de mim.

— E ai gostosa.- Ele gargalhou.

— Olha aqui de colar pra você.- O outro estendeu a mão.- Agora mostras esses peitões.- E riu.

— Hey, estão loucos?- Questionei.

— Podemos deixar essa noite com certeza uma loucura.- Ele disse.

Avancei nos dois, a separando deles.- Vocês querem loucura?

— Vocês estão bêbados, vão embora.- Disse.

— Que isso, vem para nossa festinha.- O outro disse.

Eles tentaram se aproximar, mas agarrei os dois pelas blusas que usavam com tanta força que arrebentou alguns colores.- Acho que nossos visitantes precisam de uma lição.

— Klaus, deixe-os ir.- Disse.

— Por que? Tocaram em você, te agarraram quase.- Disse.

— Klaus, por favor.- Disse.

Arrastei os dois para o canto, os compelindo para saírem da cidade. Em minutos eles sumiram.- Você tá bem?

— Sim.- Disse.

Puxei ela para mim e a abracei.

— Vamos voltar para a festa.- Disse.

— Quer voltar?- Perguntei.

— Você não?- Perguntei.

— Onde estávamos? Ah sim, você me provocando.- Disse a colocando contra a parede.

Ri.- Klaus, estamos em publico.

— E?- Subi um pouco o vestido dela.

— Podem nos ver.- Disse.

— Eu disse que não devia me provocar.- Sorri, levantando mais o vestido para ver até onde ela iria. Claro que eu estava na frente e ninguém veria nada demais.

Sorri.- Eu gosto.

Ri.- Vem, vamos voltar.- A soltei.- E depois vamos para outro lugar que não em casa.

— Porque?- Perguntei.

— Surpresa.- Disse.

Sorri.- Ok.

Voltamos e até eu me surpreendi por ter gostado de estar ali assim; despreocupado e me divertindo. Depois de ver o desfile e beber um pouco, a peguei e a carreguei, indo para a direção do bosque e só parei quando chegamos numa casa que tinha ali.

— O que é isso?- Perguntei.

— Essa casa era como um refúgio quando eu queria pensar e estava muita confusão em casa. Ai um dia em que me transformei em lobo, a achei.- Disse.

— Ai nós vamos ficar numa casa abandonada no meio do nada?- Perguntei sem entender. Eu não me considerava esnobe, mas odeio floresta, mato e todas as variações que envolvam natureza. Sou mais da cidade.

Ri da cara dela e abri a porta. Como estava pensando em traze-la aqui a algum tempo arrumei tudo necessário. Acendi a luz e entramos.- Melhor?

Olhei em volta.- Tem luz elétrica e água encanada?

— Eu te traria em algo com menos?- Sorri, tirando a jaqueta.- Espera até ver o quarto.

— Vai saber. Você gosta de natureza, terra, lama...- Disse.

— Mas também gosto das coisas boas ou esqueceu disso?- Questionei.

Sorri.- Tudo bem.

— Até estava pensando; quando quisermos ficar mais a vontade, sozinhos, vir para cá.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

— Ai podemos ficar muito a vontade.- Me colei nela, descendo a alça do vestido dela.

Sorri.- Sim.

A beijei.- Não sei como, mas com você é diferente Sarah.

Sorri, o olhando.- Eu te amo, Klaus.

— Eu..- Olhei ela. Eu sabia que sentia isso, antes era como amigo, mas desde que ela voltou era outra coisa, não só tesão, desejo e ciúmes, eu a amava.

Toquei o rosto dele e sorri.- Tá tudo bem, não precisa dizer.

— Você sabe, não sabe?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Desci a outra alça do vestido dela, o ajudando a cair.- Por isso você é incrível, você me conhece, me entende.

Sorri.- Não exagera.

— É sim, deixa eu te amar mesmo eu sendo desse jeito que sou.- Disse beijando o pescoço dela, pegando nos peitos dela.

Me arrepiei.- Você é perfeito, Nik. Não duvide disso.

— Eu vou ser melhor, quero que o que temos dure, assim como me prometeu que não ia me deixar, eu prometo a mesma coisa.- Disse.

Sorri e acariciei seu rosto.- Eu sei.

Desci a boca até os peitos dela e depois voltei a sua boca.- Por isso vou pegar mais leve no meu ciúme.

— Ciúmes? Você não tem tanto ciúmes assim.- Disse.

— Não? Posso mandar o Wes ir cuidar do outro lado da cidade então?- Questionei.

— Desde quando eu decido alguma coisa? Você que sabe ué.- Disse.

— Ele vive em cima de você, dizendo que é amigo.- Disse.

— Ele é.- Disse.

— Sei.- Disse a pegando no colo e a levando para o quarto, e a colocando na cama.- Mas já que não liga, vamos deixar para lá. Onde eu estava? Ah sim, saboreando esses peitos e dizendo o quanto você me faz bem.

Ri.- Klaus, que tal pararmos de falar?- O beijei.

— Melhor ideia.- Disse a beijando.

Retribui o beijo.

Me livrei das minhas roupas e não demorei em estar dentro dela. Aquela noite foi diferente, não fomos intensamente até a exaustão. Eu a saboreei, beijei, toquei... Os românticos diriam que fizemos amor a noite toda, mas para mim foi mais que isso, foi um selamento do que queríamos. Nem todos da nossa família nos aceitavam ainda, assim como alguns que nos conheciam, mas cada dia com a Sarah eu sinto que encontrei o que me faltava. Sim, eu amo essa mulher linda que veio para mim ainda bebê e não vou perder essa chance de ser feliz.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 ♥ Eu adorei esses dois, de verdade ♥ E esse banner lindo também ♥ HAHA' Bem, como na ultima postagem não teve votação porque me esqueci, vamos nessa agora: — Klaus e Hannah (13 Reasons Why) — James e Mary (Reign) — Darnley e Mary (Reign) Deem seus votos que eles ajudam muito, assim como os comentários ♥ Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)