Liberty- One Shots

114 Capítulo 115- Klaus & Hannah.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo novo no ar o/ Vamos a ele então...

POV Misto. (Klaus e Hannah.)

Olhei a hora no painel do carro; aquela reunião tinha demorado pra cacete, odeio a parte burocrática de comandar New Orleans. Desde que reassumi o controle da cidade ,depois que me tornei hibrido, essa era a única coisa que eu não gostava de fazer, por isso sempre deixava para o Elijah. Parei em frente a uma cafeteria e entrei, pedindo um expresso e donuts, era bom para balancear com o sangue as vezes. Fui pegar o meu pedido, mas uma garota pegou na minha frente.- Acho que está...- Antes que eu tivesse terminado de dizer, ela tinha dado uma mordida.

Me virei e olhei.- Tudo bem?

— Esse pedido era meu.- Disse.

— Era?- Falei com a boca cheia, mas depois engoli.- Desculpe, eu achei que fosse o meu. Eu pago o seu, pode deixar.

Ri e observei. Ela tinha olhos incríveis e lindos. Para com isso Klaus, ela é uma menina.- Que nada, você parece com bem mais fome, pode aproveitar esse.

— Não, eu pago o seu. Me desculpe, estou envergonhada agora.- Disse.

Ela tinha mesmo ficado vermelha e isso a deixou mais bonita com aqueles olhos azuis incríveis.- Não se preocupe, sério.

— Tudo bem então.- Disse.

— Vai querer mais?- Questionei.

— Não.- Disse.

— Um de chocolate?- Sorri. Ela era linda demais.- Como minha recompensa.

Mordi meu lábio e sorri.- Obrigada então.

Pedi mais um para ela e o outro para mim chegou e comi.- Oh porra, ele é muito bom.

Ri.- Verdade.

— Você fica mais bonita sorrindo.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— E você é?- Questionei.

— Hannah. Hannah Baker.- Disse.

— Prazer Hannah Baker.- Disse.

— E você quem é?- Questionei.

— Klaus. Klaus Mikaelson.- Imitei ela.

Sorri.- Klaus, eu tenho que ir. O ensino médio me espera. Obrigada pelos Donuts.- Sai dali.

Ri.- Tchau.- Ela saiu e a acompanhei olhando, depois voltei ao meu lanche. Fiz tudo que ainda estava pendente e voltei para casa, mas o olhar de Hannah não me saia da cabeça. Semanas se passaram e ela sempre aparecia de alguma forma na minha mente, ri estava com gosto para garotas mais novas agora? Uma noite estava dando uma volta depois de discutir com alguns lobos e vi uma garota andando sozinha, estranho, era muito tarde, pensei em me aproximar; se alimentar não era má ideia, quando a reconheço; Hannah? Ela estava completamente diferente, parecia assustada, molhada, com a expressão perdida. Quis me aproximar, mas ela entrou numa casa, prestei atenção, uma luz se acendeu; era a casa dela. Fiquei curioso, mas fui embora pensando no que podia ter acontecido com ela. Curioso, voltei no outro dia a noite e pude ouvir sua voz e ela dizia... Morta? Mas do que ela estava falando? Ela começou a falar em algo que era fita 1 e eu não imaginava o que estava por vir. Quanto mais eu ouvia sobre o que tinha ocorrido com ela, mais raiva eu sentia. Sabia bem como era viver com outros te diminuindo. Não fique assim Hannah, você pode passar por isso. Eu quis ouvir mais... Ela falava sobre uma amiga, Courtney e um baile, mas meu celular tocou; eu tinha problemas a resolver. Durante o resto da noite fiquei pensando no que mais poderia ter acontecido com ela, porém só fiquei livre na noite seguinte e estranhei o silêncio. A casa estava vazia e só tinha uma respiração lenta, os batimentos fracos... Espera, ela tinha falado de morte... Ela ia se matar? Puta merda. Avancei e subi até a janela dela, e ali estava ela fraca e já ficando palida. Não senti a barreira na janela e testei, passando facilmente. Entrei, indo até ela e tentei acorda-la. Porra. Mordi meu pulso e a fiz beber, aquilo poderia demorar um pouco. A observava e era mesmo linda, mas estava mais magra e abatida do que lembrava. O que foi tudo isso, Hannah Baker?

Senti ar nos meus pulmões e abri meus olhos. Eu morri? Isso seria a morte? Espero que sim. Olhei em volta e... Era meu quarto, minha cama... Olhei e vi um homem sentado na minha cadeira e me sentei na cama, pegando meu abajur.- O que... Quem é você?- Perguntei com a voz trêmula.

— Hannah, até que fim acordou.- Me levantei, indo até ela.

O olhei.- Você...

— Klaus, se lembra?- A respiração dela estava normal e os batimentos também, tinha a salvado e não transformado.

— Klaus... O cara dos donuts.- Me levantei, me lembrando de tudo. Peguei o vidro dos remédios e não estavam ali... eu os tomei, mas pelo jeito não morri.- Eu não morri?

— Não. Salvei você a tempo.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Eles não valem você abrir mão da sua vida.- Disse.

— Como...- Parei.- Meu Deus... Você está de carro?

— Não.- Disse.

Sai do meu quarto e passei pelo corredor, pegando a chave do meu carro no aparador e entreguei para ele.- Dirija.- Pedi. Estava tremendo ainda e minha cabeça a mil, mas precisava fazer isso agora.

A segui e a segurei.- Calma.

O afastei.- Não me toca!

Estranhei a reação dela, mas fiz como ela queria.- Me diz o que quer que eu faça.

— Quero que dirija e não conte nada a ninguém.- Peguei um casaco na saída e fui para o carro.

Eu queria saber mais do que tinha ocorrido e como ela estava, então entrei no carro e parti.- Para onde vamos?

— Eu dou as direções.- Disse.

— Ok. Como você está fisicamente?- Sabia que de qualquer outro jeito era burrice perguntar.

— Morta.- Disse.

— Seus batimentos não dizem isso.- Disse.

— Não espero que entenda.- Mexia com a perna até que ele estacionou na frente da casa do Tony. Desci do carro e fui até a porta. Respirei fundo, ajeitei o cabelo e bati na porta.

Observei e demorou um pouco até que um garoto com cara de sono atendeu.

— Hannah.- Ele disse.

— Tony, hey... Desculpe te incomodar a essa hora, mas você recebeu uma caixa endereçada por mim, não é?- Questionei.

— Sim, mas como estava fazendo uns trabalhos com meu pai, não abri ainda.- Ele disse.

Respirei aliviada.- Pode me devolver?

— Está tudo bem?- Ele perguntou.

— Sim.- Disse.

— Ok, já volto.- Ele saiu, logo voltando com o pacote.- Aqui.

— Obrigada e desculpe de novo pelo horário.- Disse.

— Tudo bem mesmo?- Ele perguntou.

— Sim. Tchau.- Entrei no carro, segurando o pacote.- Tenho outro lugar para ir.

— Você precisa botar algo no estomago. Água pelo menos.- Disse.

— Não.- Disse.

— Sim.- Sai de lá e passei em uma loja de conveniência, comprando a água e um biscoito.- Toma, bebe.

— Não.- Disse.

— Bebe logo ou você vai passar mal.- Disse.

— Eu vou sozinha então.- Desci do carro e comecei a andar.

Merda. Sai e a parei.- Estou tentando te ajudar.

Me afastei.- Não me toca!

— Ok, desculpa. Vamos voltar para o carro e vamos onde você quer.- O que eu tinha a ver como isso? Nada, mas não conseguia a deixar assim.

— Eu só preciso que me deixe lá e vou ficar no carro, pode ir embora depois.- Disse.

— Eu vou com você.- A acompanhei até o carro de volta.

Dei as direções até a casa de Justin e não demoramos até chegar lá. Precisava esperar até amanha cedo quando o correio deixaria as fitas com ele. Não podia deixa-lo colocar as mãos.- Você pode ir embora agora.

— O que quer aqui? É perigoso esse lugar.- Disse.

— Esperar o correio amanha de manha cedo.- Disse.

— Vamos para sua casa e eu resolvo isso amanhã.- Sai de lá, se ela ficasse ali ficaria sem carro, sem nada, fora o que poderiam fazer com ela.

— Eu não posso arriscar e você nem sabe o que é.- Disse.

— Não se preocupe com isso, já disse.- Disse.

— Isso não funciona assim.- Disse.

— Amanhã vai ter o seu pacote. Tá no nome de quem?- Questionei.

— Justin Foley.- Disse.

— É só do que preciso.- Disse.

— Ok.- Me deixei relaxar no banco e o peso de tudo, caindo sobre mim de novo. Eu tinha... eu tentei me matar. Eu nunca achei que teria coragem. Daqui a dois dias tudo voltaria ao normal no colégio, eu ainda seria... eu. Eu teria que ver o... Fico me perguntando se conseguiria, se não ia tentar de novo. Se não era melhor fazer isso de um jeito mais rápido mais tarde.

A olhei de relance e pensei no que a tinha levado a isso. Eu sou mestre em situações ruins, talvez se tudo tivesse começado na era de hoje, tomaria a mesma decisão? Como era madrugada, chegar a casa dela de volta foi rápido. Vi as luzes acesas.- Acho que seus pais acordaram.

— Obrigada por me acompanhar.- Disse.

— De nada. Vou ficar aqui por segurança até amanhã de manhã.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Faça como quiser.- Peguei a chave do carro, o pacote e desci.- Você precisa sair para eu fechar o carro.

Que merda eu tô fazendo? Sai do carro.- Não se esqueça de beber pelo menos água.

Fechei o carro.- Tchau.- Entrei em casa, dando de cara com meus pais.

— Hannah? O que houve? Onde é que estava uma hora dessa?- Meu pai perguntou.

— Eu... Hmm... uma colega me chamou, pedindo ajuda e como vocês estavam dormindo, eu não quis acordar.- Disse.

— Você poderia ter deixado um recado, ouvimos o carro sair.- Ela disse.

— Você nos assustou.- Ele disse.

Abracei os dois.- Me desculpe.

— Está tudo bem?- Ela acariciou os cabelos da filha.

Assenti.- Sim. Eu só preciso comer, estou com fome. Tem comida sua?

— Claro meu amor.- Ela disse.

Sorri de leve.- Eu vou tomar um banho e já volto.

— Tudo bem, vou fazer um prato para você.- Ela disse.

— Ok, já volto.- Subi e entrei no banheiro, suspirando. Meu Deus, eu ainda estou muito nervosa e sem entender muita coisa. Eu... eu ainda quero morrer? Abraçando os meus pais, notei que não. Eu não quero. Eu quero viver, quero ter um amor, quero ter minha família um dia, quero dar netos ao meus pais... Eu quero viver. Eu preciso viver. Tirei a roupa que estava usando, ligando o chuveiro e entrando. Me lavei, tentando tirar toda coisa ruim de mim. Aproveitei o banho, lavei meu cabelo e escovei os dentes porque estava com mau hálito de tudo que aconteceu. Sai do banheiro, enrolada na toalha e fui para o meu quarto. Coloquei uma calcinha e coloquei um pijama. Peguei meu celular e olhei. Era duas horas da madrugada. Deixei ele ali e desci para comer.

Compeli a família do outro lado da rua e a observei da outra janela. Porra, ela tinha um corpo incrível, mas reparei algumas marcas; alguém a tinha machucado? Fora isso ela era bem gostosa. Cacete, bota gostosa nisso. Melhor parar que estou já ficando excitado. Depois de comer, ela voltou e se deitou, descansando, melhor assim. Elijah me ligou durante a noite para saber o que estava fazendo e o dispensei logo, isso era algo meu. Busquei meu carro apenas e quando o dia amanhecia fui no endereço que fomos. O correio passou, peguei a correspondência curioso, afinal por que tanta urgência em pegar aqueles pacotes? Sai de lá e parei num lugar calmo, abrindo a embalagem, achei uma caixa e dentro fitas. Liguei o nome que ela tinha falado ao que tinha ouvido ela noites atrás; aquilo estava cada vez mais interessante. Arrumei numa loja comum um aparelho que servisse e comecei a ouvir as fitas. Uma a uma (mesmo que algumas tivesse já ouvido), foram me corroendo e me causando uma fúria; como podem ter feito coisas assim com alguém que parecia tão doce? Quando achei que não ficaria pior, ouvi sobre o tal Bryce e achei que quebraria o volante de tanto ódio. Aquele filho da puta nojento tinha estuprado ela na noite que tinha a encontrado vagando. Eu iria mata-lo, não, melhor, vou fazer ele desejar nunca ter nascido, isso era certo. Ouvi a ultima fita e quis pega-la para mim e não deixar nenhum daqueles filhos da puta machuca-la mais. Eles iriam pagar, todos, mesmo o fracote que ela disse não ter culpa de nada. Refiz o pacote e arranquei com o carro. A ideia de um babaca a forçando, machucando, me corroía e pior era a confusão que isso estava provocando em mim. Eu não era de me importar assim, mas foda-se, depois penso nisso. Parei em frente a casa dela e ouvi; não tinha ninguém além dela. Bati na porta, entrando.- Hannah?

Estava vendo TV enrolada em um cobertor nos sofá. Isso me distraia.- Klaus? O que você...?

— A sua encomenda.- Botei a caixa em cima da mesa.

— Obrigada.- Disse.

Fui até o sofá que ela estava.- Está um pouco melhor?

— Acho que dá para dizer isso.- Disse.

— Que bom.- Tive o impulso de tocar o rosto dela, mas parei antes.- E o que está pensando para agora?

— Agora ficar aqui, vendo TV. Segunda preciso começar a procurar um novo emprego, porque meus pais estão com problema financeiros e quero ajuda-los com alguma coisa.- Disse.

— Boas ideias então.- Não perdia a sensação de cuidar dela. Caramba, ela parecia bem agora.

O olhei.- Porque está me ajudando? Quem é você?

Sorri. Enquanto todos os sobrenaturais de NO sabiam quem eu era, os humanos não faziam ideia.- Você foi simpática comigo na cafeteria.

— Não funciona assim. As pessoas não gostam de mim.- Disse.

— Elas são umas retardadas.- Disse com a irritação transbordando.

— Ou eu que sou.- Disse.

— Não é. Hannah, não deixei que o que qualquer um fale seja a sua verdade. Por experiência própria, você é melhor que isso.- Disse.

— Como você me salvou? Não me levou a hospital e nem nada.- Disse.

— Dei um jeito.- Disse.

— Deu um jeito?- Questionei.

— Não se preocupe com isso, sério.- Disse.

— Você é mais velho. Eu não devia ficar te vendo.- Disse.

— Não precisa ter medo de mim. Acho que é a única pessoa que pode ter essa certeza.- Disse.

— Porque alguém teria?- Perguntei.

— O ponto de eu estar aqui é para cuidar de você, não você ficar curiosa sobre mim.- Disse.

— Mas eu estou.- Disse.

— Bem, eu sou do outro lado da cidade, do French Quarter.- Disse.

— Parece rico.- Disse.

— Gosto de me vestir bem, mas meu irmão é pior, acredite.- Disse.

— Sua vida não parece entediante... Porque está aqui?- Perguntei.

— Já disse, fiquei preocupado com você.- Disse.

— Sei...- A tela do meu celular acendeu e olhei. Era Clay com uma mensagem.

— Quem é?- Perguntei.

— Um amigo.- Disse.

— Eu diria com certeza um dos babacas.- Disse.

— Ele não é um babaca.- Disse.

— Eu posso imaginar.- Peguei uma pipoca dela, tinha que manter a calma.

— Ele não é.- Disse.

— Então ele é uma exceção?- Perguntei.

— A que?- Perguntei.

— Você disse que ninguém gosta de você.- Disse.

— Ele não deve gostar muito agora.- Disse.

— Viu? Eu estava certo; babaca.- Disse.

— Ele não é.- Disse.

— Qualquer pessoa que não goste do seu jeito é.- Disse.

Sorri.- Que horror.

A fiz sorrir, isso era bom.- Um pouquinho exagerado. Talvez para alguns, idiota sirva.

O olhei.- Obrigada.

Sorri.- Não precisa agradecer. Sei bem como é ter momentos ruins e como é bom ter alguém ao nosso lado para enxergar as coisas de um jeito diferente.

— Pois é.- Disse.

— E é bom estar do outro lado.- Disse.

— Imagino que sim.- Disse.

— Então o que...- Meu telefone tocou.- Um segundo.- Olhei e atendi.- Diga Marcel.

— Onde você tá? Esqueceu que tem que ir ver os lobos?- Ele perguntou.

— Calma Marcel. Fala devagar.- Disse.

— Sério Klaus.- Ele disse.

— Eu tô ocupado.- Disse.

— Com o que?- Ele perguntou.

— Coisa minha.- Disse.

— A não ser que você esteja comendo uma gostosa ou se alimentando, vai lidar com as merdas daqueles lobos. Você que quis eles vivos.- Ele disse.

— Assim que tiver tempo eu vou, não se preocupe.- Disse.

— Sei.- Ele suspirou.- Tchau então.- Ele desligou.

Guardei e me voltei para ela.- Onde estávamos?

— Você pode ir se quiser, eu vou ter que sair mesmo. Acho que vou ir ajudar meus pais na farmácia.- Disse.

— Eu posso te levar então.- Disse.

— Se quer mesmo, tudo bem. Vou ir me vestir que estou de pijama ainda.- Me descobri e me levantei.

— Pijama fofo.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Meu telefone tocou de novo.- Vai lá.

— Ok.- Subi.

Atendi e eram os lobos, vendo assim até parece que eles me adoram. Disse que não ia demorar a chegar lá e desliguei, pensando no quanto não queria me afastar dela, mas deveria, porque sei que no fundo não sou bom para ficar com ela. Sacudi a cabeça e repassei o que precisava fazer até ela voltar.

Voltei, vestindo uma calça jeans, tênis e blusa.- Tem certeza que quer me levar? Não precisa se incomodar.

— Problema nenhum. Vamos?- Perguntei.

— Vamos.- Sai com ele.

Saímos de lá e não resisti em puxar conversa.- Vai voltar ao colégio?

Suspirei.- Sim.

Não gostei disso.- É seguro para você?

— Como assim?- O olhei.- Você sabe de algo?

— Bem, você parecia se sentir bem em casa, então seus problemas não estão lá ou pelo menos os maiores. Disse que ninguém gosta de você, considerando o tempo que passa no colégio é quase certo que seja de lá tudo que te afeta.- Disse.

— Não estou afim de ser analisada por um estranho qualquer, sem querer ofender.- Disse.

— Ai. Achei que já éramos íntimos e levo essa. Fiquei chateado agora.- Fingi prestar atenção só na estrada.

Sorri e não demoramos a chegar na farmácia dos meus pais. Desci do carro e vi Bryce passar na outra rua. Senti todo meu corpo endurecer.

Percebi, antes de eu sair, ela congelar e olhar fixo para um garoto. Seria ele? Hora de saber.- Hannah, tudo bem?- Sai do carro.

Eu tentava me mover, mas meu corpo não obedecia meu cérebro. Eu tenho que ser forte, preciso enfrentar ele.

Entrei na frente dela.- Ei, o que foi hm? Aquele garoto fez algo com você?

— O que?- Perguntei.

— Ele te fez algo? Só dizer que resolvo.- Disse.

— O que? Resolver como?- Perguntei.

— De um jeito que ele não repita.- Disse.

O olhei.- Como pode falar isso assim?

— O que? Sobre fazer alguém pagar pelo que fez?- Questionei.

— Esquece isso.- Disse.

— Me diz Hannah.- Me aproximei mais dela.

O olhei, sentindo meu coração acelerar e não de um jeito ruim, de um jeito bom. Percebi o quanto ele é lindo e sexy. Porque mesmo que um homem como ele tá perdendo o tempo comigo?- Você não quer saber.

— Você não sabe disso.- Disse.

Suspirei.- Ele me fez algo... Mas não quero falar sobre isso.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Por enquanto sim.- Disse.

— Tudo bem. Vai para a farmácia.- Disse.

— Ok. Tchau.- Acenei e fui para a farmácia.

POV Klaus.

Observei ela mais um pouco antes de ir embora. Porra, tô ficando maluco de vez. Procurei o tal garoto, mas ele já tinha sumido, não foi dessa vez que coloquei minhas mãos nele. Segui para a reunião com os lobos, depois mais uma com outro grupo no limite da cidade. Acabou que cheguei em casa só a noite.- Boa noite.

— Boa noite sumido.- Rebekah disse.

— O que foi irmãzinha? Com saudades?- Perguntei.

Ela sorriu.- Seria seu sonho sendo realizado, não é mesmo Nik?

— Quem sabe; você desesperada procurando por mim...- Me sentei no sofá junto dela.

Ela riu.- Vai sonhando ai.

— E olha o turista ai.- Ele voltou com uma tigela de pipoca.

— Quem é a mulher Nik?- Ela perguntou.

— Uma amiga.- Disse.

Ela riu.- Uma amiga que chupa o seu pau só se for.

— Ou mais de uma, com certeza.- Kol disse.

— Sim.- Ela disse.

— Vocês duvidam da minha capacidade de ser uma mulher e não ter nada com ela?- Perguntei.

— Sim. Principalmente depois que virou hibrido que mais do que nunca pensa só com a cabeça de baixo.- Ela disse.

— E ainda fica pior na lua cheia.- Kol disse.

— O que é isso? Complô dos caçulas?- Questionei.

— Quem sabe?- Ela questionou.

— Uma genial ideia contra o terrível irmão mais velho. Gostei.- Ele disse.

— Pois é.- Ela disse.

Tive uma ideia; talvez isso resolvesse um pouco a minha preocupação.- Kol, preciso que faça uma coisa para mim.

— Demorou.- Ele riu.

— Ainda bem que não é para mim.- Ela disse.

— Preciso que entre num colégio, no terceiro ano, eu acho.- Disse.

— Cacete, para que? Pegar gostosinhas colegiais?- Ele perguntou.

Ela riu.- Só você mesmo Kol.

— Bem, você pode fazer o que quiser lá, contanto que fique de olho e proteja se necessário uma pessoa para mim.- Disse.

— Ah cara, alguém num colégio de novo? Está com tara é? Só falta dizer que é loira.- Kol disse.

— Nem me fale da sem sal da Caroline.- Ela disse.

— Você vai ou não?- Perguntei.

— Ando entediado mesmo. Vou, depois me diz quem é a gostosa.- Ele disse.

— Pode ir deixando ela fora do seu radar e seu pau bem longe.- Disse.

— Ciúmes Nik?- Ela perguntou.

— É mais complicado que isso.- Disse.

— Own, que fofinho.- Kol disse.

— É sério Kol. Nem tente a tocar, ela não vai deixar, então já evita uma complicação.- Disse.

— Não vai deixar?- Ela perguntou.

— Você a compeliu para isso?- Ele perguntou.

— Claro que não! Só faz o que eu digo.- Disse.

Ela riu.- Já tá todo possessivo.

— Mas já comeu ela? É gostosa mesmo para estar todo assim?- Ele perguntou.

Dei um tapa na cabeça dele.- Olha como fala moleque.

Ele riu, olhando além deles.- Viu que foi ele.

Elijah riu.- Sim, eu vi.

— O Nik já está todo possessivo com uma garota, Elijah.- Ela disse.

— Ixi, isso sempre é perigoso.- Elijah disse.

— Vocês querem parar de falar como se eu estivesse caído de amores?- Disse.

— Ela é o motivo do sumiço dele.- Kol disse.

— Pois é.- Ela disse.

— Ok, chega de gracinha, vou tomar banho. Kol, segunda feira sem falta.- Disse.

— Sim senhor.- Ele gargalhou.

— Só o que me falta; Nik apaixonado.- Rebekah disse.

— Deixa de ser exagerada.- Disse.

— Que é esquisito é.- Kol disse.

— Isso é verdade. Ainda mais colégio.- Elijah se serviu de whisky.

— Você também Elijah?- Perguntei.

— Claro.- Ele bebeu do whisky.

— Não é nada demais., obrigado pela preocupação.- Disse.

Ela riu.- Tá certo então. Você vai na festa que nos convidaram final de semana que vem?

— Claro.- Disse.

— Ok.- Ela disse.

— Acabou a inquisição?- Perguntei.

— Não me lembre a inquisição.- Kol disse.

— Acho que sim.- Ela disse.

POV Misto. (Klaus e Hannah.)

Ri e subi as vezes ainda estranhava essa paz entre a gente; conviver com todos os meus irmãos, mas era bom, estava gostando disso. Tirei a noite para me alimentar e acabei achando com quem transar, e não é que Hannah veio na minha cabeça? Porra, será que ela estava bem? Assim que acabei ali, me ajeitei e dispensei a mulher e fui para a casa dela. Consegui entrar sem problemas e ela estava dormindo. Suspirei aliviado e toquei o rosto dela, ela era tão linda, pena que não via isso.

Me senti acordar por um toque e olhei.- Klaus?

— Hey.- Sorri.

— O que está fazendo aqui? Como entrou?- Me sentei na cama.

— Vim ver se você estava bem.- Disse.

— Como entrou?- Perguntei.

— Pela janela.- Disse.

— Pela janela? Mas é alto.- Disse.

— Sou bom de escalada.- Disse.

O olhei, desconfiada.- Duvido que alguém como você não tenha nada melhor para fazer agora.

— Alguém como eu?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— O que seria alguém como eu? Estranho?- Questionei.

Ri.- Não. Lindo.

Sorri. Ah não ri assim que vou ter muitas ideias com essa boca linda.- Como foi na farmácia?- Cortei o assunto.

Por algum motivo me sentia confortável com ele e não tinha medo ou estranheza de falar com ele.- Hmm... foi normal. Meus pais estão precisando de dinheiro e não sei o que fazer para ajudar.

— Farmácias não são lucrativas?- Perguntei.

— Não quando tem uma concorrente enorme bem perto.- Disse.

— Hmm... entendo.- Iria ajeitar isso. Porra, lá vou eu dando um jeito de ajuda-la de novo.- Na verdade entendo muito bem.

— Entende?- Perguntei.

— Não é fácil administrar o que você tem quando sempre tem um inimigo maior surgindo.- Disse.

— Não entendo muito, mas acho que sim.- Disse.

— Eles vão conseguir, pode deixar.- Disse.

— Espero que sim.- Disse.

— Ah, a sua escola é a Liberty?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Imaginei, porque meu irmão foi transferido e caiu lá.- Disse.

— Sério? Coincidência.- Disse.

— Sim, ele é meio chato, mas dá para suportar.- Disse.

Ri.- Tadinho.

— Aguente cinco irmãos que vai ter a mesma opinião.- Disse.

Apenas sorri.

— Se importa se eu ficar aqui?- Perguntei.

— Ficar aqui?- Perguntei.

— Um pouco, é tranquilo.- Disse.

O olhei e assenti.- Tudo bem.

— Obrigado.- Eu queria tocar no assunto dos segredos dela, do que ela fez, mas sentia que se tocasse nisso ela se afastaria.- E o babaca? Te deixou em paz?

— Ele não se aproximou e nem nada.- Disse.

— Ótimas noticias então. Qual o nome dele mesmo?- Perguntei.

— Bryce.- Disse.

— De que?- Perguntei.

— Walker.- Disse.

— Obrigado, não vou esquecer.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Nada com que deva se preocupar.- Puxei uma cadeira que tinha ali e me ajeitando perto da cama. Meus irmãos tinham razão e eu estava estranho demais.

— Tudo bem.- Disse.

— Vai dormir, está tarde.- Disse.

Assenti.- Tudo bem. Estou com sono mesmo.

— Bons sonhos.- Disse.

Me ajeitei, fechei os olhos e logo adormeci.

Fiquei a olhando e logo os batimentos dela foram se acalmando, a respiração ficou suave. Klaus, o que está fazendo com essa garota? Eu não devo me apegar a ela, sabia bem como acabava. No passado mais recente, com Caroline, foi um desastre e depois que vim para New Orleans foi pior, terminando com Camille morta. Eu tinha jurado fechar meu coração para essas coisas, mas não faço ideia do porque Hannah está despertando uma vontade louca de a proteger e esperava isso não terminar mal. O dia amanhecia quando fui embora, mas deixei meu telefone anotado, caso ela precisasse. Passei o domingo com meu pessoal fazendo as coisas normais e na segunda dei mais algumas instruções ao Kol, mas não iria vê-la, tinha que diminuir isso que estava me dominando.

POV Hannah.

Quando a segunda chegou, eu estava tensa. Eu voltaria a ver todos e por um momento voltei a pensar se não era a melhor opção tomar os remédios novamente e... Ouvi a voz da minha mãe me chamando para tomar café e sorri de leve. Não, eu vou passar por isso por eles. Pelos meus pais. Eu vou passar e vou viver minha vida. Desci, tomei café e sai. Cheguei no colégio, estacionei e suspirei. Vamos lá Hannah. Desci, fechei o carro e vi Clay no pátio.- Hey helmet.

— Hmm... Hannah, oi.- Ele disse.

Me sentei do lado dele.- Estamos bem, certo?

— Você quer que estejamos?- Ele perguntou.

— Bem, sim... Sei que desde daquele dia não falamos e o Jeff morreu... Mas gosto de pensar que somos amigos.- Disse.

Ele suspirou.- Tudo bem. E me desculpe, eu ando irritado com tudo. Jeff era... ele não merecia isso.

— Não, não merecia. Eu sinto muito.- Disse.

— Obrigado. Quem é aquele cara?- Ele perguntou.

— Quem?- Perguntei.

— Ali.- Ele sinalizou perto da porta.

Olhei.- Não sei.

— Estranho. Vai ficar mesmo na farmácia dos seus pais?- Ele perguntou.

—Não sei ainda.- Disse.

— Você faz falta no cinema.- Ele disse.

Sorri.- Obrigada. É bom ouvir isso.- Senti meu celular vibrar e era uma mensagem: "Bom dia. Não se esqueça; você é melhor que eles, não deixe eles atingirem você. E se precisar, só me ligar. K." Sorri. Não entendia porque ele estava sendo tão legal comigo, mas estava gostando dele. "Ah, se o Kol perturbar pode avisar que vou arrebentar ele." Ri e mandei uma resposta: “Nem sei quem ele é. Não se preocupe. Beijos :* “

— Acho que estou sobrando aqui.- Ele disse.

— Claro que não! Só estava respondendo uma mensagem.- Disse.

— Sorrindo desse jeito?- Ele perguntou.

— Sim. Eu só sorri.- Disse.

— Sei.- Ele disse.

— Mas é.- Disse.

— Vamos?- Ele perguntou.

— Vamos.- Disse e entramos no colégios. Nos separamos e eu fui para meu armário. Senti alguém chegar junto de mim.

— Acho que achei, finalmente.- Kol disse.

Me virei.- Hã... quem é você?

— Você é a Hannah?- Kol perguntou.

— Sim.- Disse.

— Kol.- Ele disse.

— Oh, oi.- Disse.

— Cacete, você é linda.- Ele disse.

Me senti corar e ri.- Obrigada.

— Agora faz sentido porque o Nik tá esquisito.- Ele disse.

— Nik?- Perguntei.

— Klaus.- Ele disse.

— Como assim esquisito?- Perguntei.

— Passando noites sumido, só indo em casa trocar de roupa... Coisas assim.- Ele disse.

— Ah sim.- Disse.

— Então, essa escola é maneira?- Ele perguntou.

— Provavelmente para você será.- Disse.

— Para mim? Porque? Tem muita gostosa?- Ele olhou pelo corredor.

Ele era como um garoto qualquer, mas não parecia ter um coração ruim.- Tem muitas.

— Que bom, porque seu Klaus deixou ordens expressas de se eu tocar em você, ele me mata.- Ele disse.

— Ele não é meu.- Fechei meu armário.

— Ah, você entendeu.- Ele disse.

Começamos a andar.- Mal nos conhecemos, não sei porque ele está cuidando tanto de mim.

— Ele deve ter visto algo.- Ele disse.

— Talvez.- Disse.

— Eu estou tendo certeza.- Ele disse.

Apenas sorri.

— E ai Hannah.- Justin riu.- Arrumou um amiguinho novo?

— Nem apresenta para gente.- Bryce disse chegando.

Tentei ignorar Bryce, mas minhas mãos começavam a suar.- Justin, você não tem uma namorada para cuidar?

— Quem são os retardados Hannah?- Kol perguntou.

— Justin e...- Minha voz tremeu.- Bryce.

Kol os olhou bem e passou o braço pelos ombros dela.- Vamos, me mostre onde é a sala de agora.

Me senti endurecer ao toque dele.- Hã.... Ok.

Saímos do corredor que os outros estavam e ele me soltou.

— Você tá bem?- Ele perguntou.

Suspirei.- Queria que existisse uma máquina que simplesmente tirasse essa sensação do meu corpo.

— O que que houve?- Ele perguntou.

— Nada, esquece. Obrigada pela ajuda.- Disse.

— Que isso, não foi nada.- Ele pegou o horário.- Lá vamos nós e... Ah, a aula que eu não preciso ter.

— Qual?- Perguntei.

— História.- Ele disse.

— E porque não precisa?- Perguntei.

— Conheço ela a fundo. Ou quase, algumas partes eu perdi.- Ele disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Minha mãe ensinou a gente em casa por um tempo. História era a favorita dela, então ela forçou bem a matéria.- Ele disse.

— Ah sim.- Disse.

— Eu adorava ser um dos guerreiros. Klaus já era bom para ser rei. Ele vivia; "Eu sou rei, me obedece.". Acho que por isso hoje ele é assim.- Ele disse rindo.

Ri.- Parece bem fofo.

— Você gostaria de ser o que?- Ele perguntou.

Pensei. Fazia tanto tempo que não escrevia...- Escritora, eu acho.

— Legal. Vai se dar bem com o Elijah.- Ele disse.

— Quem?- Perguntei.

— Meu irmão, um dos mais velhos.- Ele disse.

— Ah sim.- Disse.

— Não liga, é uma família confusa, mas estamos em paz.- Ele disse.

— Hmm... tudo bem. Bem, eu vou ir para a aula.- Disse.

— Nos vemos depois então.- Ele disse.

— Até.- Fui para minha sala.

Estava resolvendo um problema de território com umas bruxas chatas e lobos estressados quando Kol me mandou uma mensagem "Ela é uma delicia, vou chegar antes". Palhaço, querendo me provocar, mas conseguiu fazer minha mente voltar a pensar nela e em como eu queria ir vê-la pessoalmente para saber se estava bem. A resolução do problema ali demorou e quando sai, pedi a dois híbridos de confiança para seguir e descobrir tudo sobre o Walker e Justin por enquanto, mas pegaria tudo sobre todos na lista. Depois pensei em como ajudar os pais dela, mandaria fechar aquele lugar. Olhei e era fim de tarde já e sai, acabando por parar na loja que ela trabalha. A vi pelo vidro. A vontade de falar com ela era mais forte que eu.

Atendia um cliente e vi Klaus do lado de fora. Enquanto ele via as coisas que ele queria, fui até a porta e abri.- O que faz ai na rua?

— Estava passando por aqui e lembrei que trabalhava aqui.- Disse.

Sorri.- Conheci seu irmão.

— Coitada.- Disse.

— Ele é legal.- Disse.

— Não foi abusado?- Perguntei.

— Abusado?- Perguntei.

— Falando besteira.- Disse.

— Não.- Disse.

— Que bom. E como foi voltar?- Perguntei.

— Hmm....- Ouvi o cliente me chamar.- Eu tenho que ir atender. Entra. Está frio na rua.

— Tudo bem.- Acompanhei ela, entrando na loja e fingindo olhar as coisas.

Meus pais tiveram que sair e eu fiquei cuidando da loja, então não seria nada mal ter uma companhia. Fui para o caixa com o cliente e quando o sino da porta tocou, indicando que mais um cliente chegava, não tive mais certeza disso. Olhei e vi Bryce e Justin entrando, indo direto para o corredor dos preservativos. Respirei fundo. Meu corpo ainda não me obedecia direito, mas tinha que focar. Isso, focar em trabalhar. Voltei a atender a cliente.

Estava perto do balcão e reconheci o garoto do outro dia e ouvi o sendo chamado de Justin, ótimo. Os observei e depois que a Hannah terminou os vi indo em cima dela.

— Justin, qual a que a Hannah gosta que você usou?- Bryce perguntou.

— Hmm... acho que foi a de morango.- Justin disse.

— O que você quer Hannah? Morango ou sem nada de novo?- Bryce perguntou.

Tentei revidar, mas não consegui e muito menos olhar para Bryce.- O que vocês querem?

— Vamos para minha casa. Quer ir lá de novo?- Bryce questionou.

— Hannah.- Cheguei junto deles e a puxando.- Algum problema?

— Eu não quero ir a lugar nenhum com você, Bryce. Eu queria é saber como o Justin consegue. O que fez com a Jessica foi bem escroto, você sabe disso né Justin?- Questionei.

— Eu não fiz nada com ela.- Ele disse.

— Esse pode ser o ponto.- Disse.

— Do que você está falando, hm?

Ele era maluco? Não sabia o que era?— Sugiro que os dois se afastem dela.- Fiquei entre eles e a colocando atrás de mim.

— O que Hannah? É tão fácil assim? Já abriu as pernas para ele?- Justin questionou.

Avancei contra os dois, virando os braços deles até quase quebrar.— Eu sugiro que saiam daqui e não cheguem perto da Hannah mais!

— Ah! Quem é você seu doido? Vai quebrar o meu braço. Sabe quem eu sou?- Bryce questionou.

— Não, VOCÊ não sabe quem eu sou.- Disse.

Fui até Klaus.- Klaus, solte-os, por favor. Você pode machuca-los seriamente.

— Quem disse que a intenção não é essa?- Perguntei.

— Desde quando você tem guardas costas, Hannah?- Ele tentava se soltar.- Esse cara é magricelo, como tem tanta força?

— Quem é você?- Bryce perguntou.

Ri e os empurrei até a saída.- Fiquem longe dela. Primeiro e último aviso.- Os joguei lá fora e voltei até ela.- Tudo bem?

— O que foi isso?- Perguntei.

— Pouco perto da minha vontade.- Disse.

— Da sua vontade?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

O olhei.- O que você sabe Klaus?

— Não precisa se preocupar Hannah. Achei que soubesse que seus segredos estão a salvo comigo.- Disse.

— Você sabe...?- Perguntei.

— Tudo.- Toquei o rosto dela.- Eles vão pagar, pode deixar. Ninguém mais vai machucar você.

Não senti vontade de afasta-lo pelo toque, o que me surpreendeu.- Mas como?

— Suas fitas. Queria saber o que levou você aquela decisão.- Disse.

— Meu Deus.- Disse.

— Como eu disse; seus segredos estão seguros comigo, não tem que se preocupar.- Disse.

— Não são segredos, um dia irei contar ao meus pais. Só preciso criar coragem.- Disse.

— Você precisa melhorar de tudo que fizeram antes. Você é linda e incrível Hannah, deveria saber disso.- Disse.

— Ninguém é perfeito. Se você ouviu as fitas viu que eu sou, também, culpada pela morte do Jeff. Eu não sou incrível.- Disse.

— Não é, Sheryl é. Você tentou fazer o certo, mas não deu tempo.- Disse.

— Não tente me defender. Eu deixei um garoto morrer porque eu queria fazer amizade. Eu podia ter ligado para a policia, que se dane-se se nunca fosse ter uma amiga nessa cidade. Eu deixei que uma garota fosse estuprada na minha frente enquanto eu via e ficava calada. Bem que dizem que aqui se faz, aqui se paga. A minha conta foi paga bem rápida.- Disse.

Fiz ela olhar para mim.- Nunca mais repita que você mereceu o que aquele merda fez com você ok? Aquele outro merda tem mais culpa do que qualquer um, não você. Até porque se você fala-se, do jeito que é ele, iria te machucar e fazer o mesmo com ela. Não repita isso.

— Não acho que eu merecesse, muito menos Jessica, só estou dizendo que eu fiz uma coisa errada e paguei por isso. Podia ter sido algo menos ruim, mas não foi. Eu não controlo o destino.- Disse.

— Para com isso, está bem? Sério. Eu não estaria aqui se não gostasse de estar com você e não sou de gostar fácil das pessoas.- Disse.

— Ok.- Entrou outro cliente e fui atender.

Suspirei e estava envolvido demais, estava ficando tarde demais para ficar longe. Olhei ela atendendo e senti aquela pintada novamente; de querer estar perto, cuidar, proteger e de a ter junto de mim sempre. Ah não, essa porra de novo não.

Terminei de atender e suspirei, olhando Klaus. O que ele queria comigo será? Eu, pelo menos parecia, estava começando a gostar dele e me sentir atraída, mas não sei porque eu sinto que ele está mentindo sobre algo.- Eu vou pedir comida para mim. Você vai ficar ou não?

— Não vai ficar sozinha. Se eu tiver que sair até seus pais chegarem, deixo uns seguranças.- Disse.

— Seguranças?- Questionei.

— Sim. Até eu ter certeza que aquele Walker não vai poder tentar nada contra você.- Disse.

— Porque está fazendo isso?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Ficar comigo.- Disse.

— Eu gosto de estar com você, é tranquilo sem todo o peso do meu mundo.- Disse.

— Seu mundo?- Questionei.

— É complicado.- Disse.

— Explique.- Disse.

— Você já foi ao outro lado da cidade?- Perguntei.

— Estou a dois anos aqui só, mas fui umas três vezes.- Disse.

— Vocês nunca fazem ideia de nada.- Sorri.- Eu sou o que chamamos de Rei de New Orleans.

O olhei e depois de muito tempo, realmente gargalhei.- O que?- Perguntei sem folego.

Que risada.- Sério. Minha família coordena e administra NO em todos os níveis.

— Aham, sei.- Disse.

— Não acredita?- Perguntei.

— Seria o mesmo que acreditar que você é um zumbi.- Disse.

— Na verdade é híbrido.- Era a oportunidade de contar e tentar que ela não se afastasse.

— O que?- Perguntei.

— Zumbi seria esquisito. Sou um hibrido.- Disse.

— Hibrido? Tá maluco?- Questionei.

— Como eu salvei você Hannah? Seu coração já estava nas últimas batida e a sua respiração parando. Não teria como a salvar indo para o hospital.- Disse.

— O que?- Passei a mão pelos meus cabelos.- Do que está falando?

— De como eu salvei sua vida.- Suspirei.- Aqui não é o melhor para essa conversa.

— Que conversa?- Perguntei.

— Sobre o que eu sou.- Disse.

Balancei a cabeça, confusa.- Me encontra no meu quarto hoje então.

— Eu sei, é muita coisa, mas se lembre que não precisa ter medo de mim.- Disse.

— Eu vou decidir isso.- Disse.

— Lembra que eu disse que na cidade você era a única que não precisava ter medo de mim? É a verdade.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Não quer perguntar mais nada?- Perguntei.

— Mais tarde.- Disse.

— Tudo bem.- A conversa entre a gente cessou depois disso e me perguntei se fiz bem em contar a ela. Para que me incomodava se contava a verdade ou não? Merda. Os pais dela chegaram e eu fui embora, mas fiquei inquieto até a noite e voltar a casa dela. Os pais dela já tinham ido dormir quando entrei no quarto dela.

— Hey.- Disse.

— Me esperou acordada.- Disse.

— Sim.- Disse.

Encostei perto da janela.- Então, pensou no que contei?

Me cobri. Estava só de pijama.- Quero que me mostre.

— O que?- Perguntei.

— Como você é realmente.- Disse.

— Ah sim.- Andei pelo quarto, chegando mais perto dela e deixei meu rosto mudar.

O olhei assustada, mas logo me senti acalmar. O olhar dele não era feroz ou de quem ia me machucar.- Você tem presas?

Acenei e sorri.

— Posso tocar?- Perguntei.

Me sentei na cama e me surpreendi por ela ainda estar calma.

Toquei e sorri.- Elas são afiadas.

— Sim. Não está com medo?- Perguntei.

— Medo eu não sei. É tudo muito doido.- Disse.

— Já é um começo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Quer perguntar algo?- Me sentia confortável com ela e bem melhor sem ter que dar meias respostas.

— Por enquanto não.- Disse.

Sorri.- E eu achando que você ia me encher de duvidas.

Apenas sorri.

— Então Hannah Baker, continua me aceitando mesmo sabendo que sou um vampiro/lobisomem?- Questionei.

Ri.- Sim.

— Espero que esteja dizendo isso por mim e não pelos meus belos olhos dourados.- Disse.

— Sinto muito então.- Ri.

— Pobre de mim.- Disse rindo e voltando ao normal. A boca dela me deixava fascinado e me segurava para não prova-la, era tudo muito recente, ela iria me afastar com certeza. Mesmo assim era difícil não olha-la e não a desejar. Me lembrei dela semi nua, porra, não posso ficar excitado agora.

— Então, seus irmãos são híbridos também?- Perguntei.

— Não. Há outro que eu criei, mas dá minha só eu sou. Tenho gene de lobo por ser filho de pai diferente do deles.- Disse.

— Nossa...- O olhei.- Quantos anos você tem?

— Quantos quer chutar?- Perguntei.

— Cinquenta?- Perguntei.

Ri.- Sério love? Bem mais.

— Quanto então?- Perguntei.

— Estou perto dos 1200.- Disse.

— 1200?! Meu Deus!- Disse.

— Eu sei, estou bem conservado.- Disse.

— Bem conservado é apelido.- Disse.

— Minhas irmãs adoram essa parte.- Disse.

— Então... hmm... você está morto?- Depois de tudo parecia que essa palavra saindo da minha boca tinha virado um tabu, mas não fazia sentido.

— Tecnicamente sim.- Disse.

— Mas você não parece um cadáver.- Disse.

— Sangue amor. Ele nos alimenta e nos deixa com aparência saudável.- Disse.

— Sangue?- Questionei.

— Vampiro Hannah. Isso não muda da ficção, sangue é essencial.- Disse.

— Pescoço?- Questionei.

— Na verdade qualquer lugar. Agora até bolsas de sangue estão servindo para os que tem problemas com controle, mas um saboroso pescoço sempre será o melhor.- Disse.

— Meu Deus, é muita coisa para um dia só.- Disse.

— Isso é só o começo.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Quer dar uma volta?- Perguntei.

— Eu estou cansada do dia, mas obrigada mesmo assim.- Disse.

— Ah sim, você tem colégio, esqueci.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Recebi uma mensagem e sorri.- Acho que vai gostar de saber que o que atrapalhava o comércio de vocês vai ser realocado.

— O que?- Perguntei.

— Sim, vocês vão ser únicos agora.- Disse.

— Mas como?- Perguntei.

— Parece que em outra região vai ser mais lucrativo.- Fiz cara de inocente.

O olhei.- Klaus! O que você fez?

— Eu? Nada.- Disse.

— Desembucha.- Disse.

— Eu solicitei na prefeitura que o trocassem de lugar.- Disse.

— Solicitou?- Perguntei.

— Exigi, compelindo, para ser mais exato.- Disse.

— Compelindo?- Perguntei.

— Sim. Um controle mental para fazer a minha vontade.- Disse.

— Meu Deus.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Nada. Obrigada, eu acho.- Disse.

— Não gostou?- Perguntei.

— Gostei, mas não queria prejudicar ninguém.- Disse.

— Olha, eu fui bem bonzinho, só vão trocar de lugar.- Disse.

— Menos mal.- Disse.

— Porque mais que isso te irritaria?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

Apenas sorri.

— Bem, já que não vou poder te mostrar meu maravilhoso mundo, vou te deixar dormir.- Disse.

Sorri.- Outro dia você me mostra.

— Então vai ter que aceitar o meu convite para compensar.- Era uma ideia doida.

— Convite?- Perguntei.

— Sim. Vai ter uma festa que fui convidado, gostaria que fosse.- Disse.

O olhei.- Gostaria?

— Sim, vai ser no próximo fim de semana.- Disse.

— Mas... Você vai querer ser visto com uma garota e não com uma mulher?- Perguntei.

— E eu vou com quem quiser e quero você. E você já conhece o Kol e a Rebekah é da sua idade, em teoria.- Disse.

Sorri.- Tudo bem, obrigada pelo convite.

— Ótimo.- Avancei para beija-la.

O olhei. Deus, ele é lindo. Eu queria que ele me beijasse, mas não sou tão experiente quanto ele. Como ele podia se interessar em mim mesmo? Isso é um grande mistério.

Ela não recuou e me olhando daquele jeito não resistir em seguir e a beijar.

Retribui o beijo.

Eu não esperava ela retribuir, mas já que o fez, eu iria aproveitar enquanto ela não me odiava. Me aproximei mais, aprofundando o beijo.

Por incrível que pareça, não me sentia estranha quando ele me tocava. Eu me sentia segura com ele.

Desci a mão que estava no rosto dela para seu pescoço, até chegar a nuca, a pressionando mais contra mim. Sabia que não devia exagerar, não podia.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Me colei mais nela e sentir seu corpo assim... Porra, como eu queria a deitar ali e provar dela por inteiro, parecia tão gostosa.

Uma das minhas mãos desceu e acariciava seu peito, mesmo por cima da camisa.

A mão livre acariciou a cintura dela. Ah, ela é gostosa mesmo.

Parei o beijo e sorri.- Você beija bem.

— Você também.- Toquei os lábios dela.- Tão doces.

Sorri e o olhei.- Eu beijo bem? Não tenho muita experiência.

— Sua boca é tentadora, deliciosa.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— E eu adoro o seu sorriso.- Disse.

Apenas sorri.

— Acho que vou ficar aqui de novo.- Disse.

— Por mim tudo bem.- Disse.

Tirei a jaqueta e os sapatos, me ajeitando perto dela.

Me ajeitei para ter espaço para ele.

Me virei, a olhando.- Não estou te incomodando?

— Nem um pouco.- Disse.

— Gosto que se sinta a vontade comigo, mesmo sabendo quem eu sou.- Disse.

— Claro que confio.- Disse.

— Não faz ideia do que isso significa para mim.- Toquei a mão dela. Merda, quando ela souber o jeito que realmente sou, ela vai me odiar, com certeza.

Sorri e me acomodei no peito dele.

Me surpreendi por ela ficar de um jeito que permitia que a tocasse melhor e o fiz, passando o braço ao redor dela.- Boa noite.

— Boa noite.- Disse.

Afaguei ela que dormiu logo e sorri. Quatro dias que estava junto dela e já queria virar meu mundo do avesso só para a ter junto de mim, sou louco mesmo. Ela teve uns momentos estranhos durante a noite, pareciam pesadelos, se agarrando em mim, mas fui a acalmando aos poucos, até que voltou a dormir tranquilamente. Pela manhã fui embora, mas mandei uma mensagem para ela no horário do colégio. A semana passou tranquila e Kol parecia estar virando amigo dela e isso me deixava feliz por ela. Ela parecia preocupada com a festa então pedi uma ideia a Rebekah sobre roupas que seriam boas pra festa e mandei para ela, esperando ajudar. No sábado quando deu a hora, fui busca-la, dessa vez pela porta da frente.

Olivia abriu a porta.- Boa noite.

— Boa noite, eu vim buscar a Hannah.- Disse.

— Ela tá terminando de se arrumar. Entra.- Ela disse.

— Obrigado.- Entrei indo para a sala.

Terminei de me arrumar e me olhei no espelho. Acho que estava bom. Coloquei um perfume e sai, indo para a sala.

Ouvi o barulho e esperei no fim da escada.

O olhei e ri.- Desse jeito eu me sinto na minha formatura.

— Está parecendo mesmo.- Disse.

Apenas sorri.

— Acho que algumas cabeças vão rolar hoje.- Disse passando o braço por ela.

— Porque?- Perguntei.

— Gostosa assim? Sempre tem um engraçadinho sem medo de perder a vida.- Disse.

— Klaus.- Me senti corar.- Meus pais.

— Eu espero mesmo que não deixe ninguém encostar nela. E você também, mantenha suas mãos junto do seu corpo.- Ela disse.

— Com certeza, senhora Baker. Não tem lugar mais seguro para Hannah do que ao meu lado, pode ficar tranquila.- Disse.

— Acho bom. Se você a machucar de qualquer forma, eu te caço até os confins do mundo. Nunca duvide de uma mãe com raiva.- Ela disse.

Sorri.- Eu acredito nisso.

— Ótimo.- Ela disse.

— Vamos?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Boa noite Olivia.- Peguei Hannah e saímos. A festa era no centro, então era um pouco longe dali.- Ela parece ser boa.

— A melhor.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Como foi ontem no colégio?- Estava ocupado e nas duas ultimas noites não tinha podido vir ver ela.

— Saindo do ruim e indo para o normal.- Disse.

— Ainda sendo um bando de babacas?- Perguntei.

— Sempre, mas voltei a ser amiga do Helmet e com o Kol também fica mais fácil.- Disse.

— Como você prefere? Um de cada vez ou todos juntos?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Faze-los pagar, love.- Disse.

— Não quero isso, não mais. Acho que por um momento eu desejei isso, mas não são pessoas ruins. Pelo menos a maioria.- Disse.

— Não, não Hannah. Eles machucaram você, te levaram ao limite, isso não vai ficar assim.- Disse.

— Não digo eu Klaus. Você não vai machucar ninguém. Não em meu nome. Você não vai encostar neles, entendeu?- Questionei.

— Você está os protegendo?- Perguntei.

— Se quer colocar assim...- Disse.

— Me dá pelo menos o Bryce.- Ela disse machucar, era ele que eu queria mais, os outros eu podia pensar em algo sem sangue.

— Você ouviu mesmo minhas fitas? Você sabe o como eu sou para injustiça e crueldade. Acha mesmo que “vou te dar” o Bryce? Eu quero sim que ele pague pelos crimes dele, mas na lei humana. Quero que ele seja julgado e pague de alguma forma. Mas só isso. E quero que ela aprenda a ser homem, mas com certeza não quero que você o mate ou o machuque de alguma forma. Como pode achar que concordaria com isso?- Questionei.

— Você é boa, essencialmente boa.- Conclui. Isso me fazia lembrar da Cami, ela era assim. Caroline também. Acho que até Tatia. Porque eu tinha sempre que me interessar por quem era completamente diferente de mim?

— Gosto de pensar que sim.- Disse.

— Você é.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

Só acenei, considerando o quanto conseguiria ficar sem fazer e sabia que seria muito pouco. Eu não ia resistir em acabar com aquele filha da puta, nem consigo entender como ela não quer isso. Chegamos a festa e descemos, entrando. A puxei para perto de mim, sabia como era agora.

— Uau, o lugar tá lindo.- Disse.

— Sim, eles sabem dar festas.- Disse.

— Sim.- Disse.

Vi alguns caras olhando para ela, olhando não, comendo com os olhos e revidei com olhar de hibrido, os fazendo recuar.

Sorri.- Assim não tem como não se sentir segura.

— Que bom.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Aqui todos nos respeitam e temem, mas não custa deixar claro.- Disse.

— Isso é uma pena. Nem te fazer ciúmes eu vou poder.- Disse brincando.

— Não queira tentar a sorte. Sou possessivo.- Disse.

— Ah é?- Questionei.

— Aqui as regras são minhas love.- Vi Elijah e Freya de longe.

Sorri.- Estou vendo que estou com um cara muito “antigo” mesmo.

— Demais.- Cheguei junto deles.- Faz tempo que chegaram?

— Não muito.- Freya disse.

— Essa é a Hannah. Hannah, esses são meus irmãos; Elijah e Freya.- Disse.

— Olá.- Disse.

— Prazer.- Freya disse.

— Prazer Hannah. Estamos ouvindo falar muito de você.- Elijah disse.

— Estão?- Perguntei.

— Com certeza.- Ele disse.

— Que bom.- Disse.

— Quer alguma coisa?- Perguntei.

— Por enquanto não.- Disse.

— Ok.- Peguei um champanhe.- Conseguiu resolver com aquele clã Freya?

— Acho que sim.- Ela disse.

— Elas estão dando dor de cabeça direto.- Disse.

— As bruxas nunca vão nos aceitar no comando da cidade, já deveria saber disso.- Ele disse.

— Bruxas?- Questionei.

— Sim. As três criaturas que dividem a cidade com os humanos; vampiros, lobisomens e bruxas. E agora os meus híbridos.- Disse.

— Você adora dizer isso.- Elijah disse.

— Será que já me morderam e me fizeram esquecer? Fiquei curiosa agora.- Disse.

— Se o fizeram, melhor Klaus não descobrir quem foi.- Elijah disse.

— Eu?- Questionei.

— Porque não?- Freya perguntou.

— Não vai sobrar muito dele para contar história.- Elijah disse.

Ri.- Elijah falando assim até parece que sou sanguinário.

— O pior de nós.- Kol disse.

— Tem certeza Kol? Mentira tem perna curta e seu nariz vai crescer.- Rebekah disse.

— Eu sou um santo Rebekah.- Kol disse.

— Aham, sonha.- Rebekah disse.

— Assim vão assustar a minha princesa.- Ele abraçou Hannah.

Sorri.- Você sendo você, eu não duvido de nada.

— Ah, é assim? Não acredita em mim?- Kol questionou.

— Niklaus não tinha dito para não encostar nela?- Elijah perguntou sorrindo.

Rebekah riu.- Ele disse?

— Elijah está exagerando hoje.- Disse tirando os braços de Kol de Hannah, ele queria me provocar.

— Não parece.- Freya disse.

— Ele fica com vergonha quando começamos a entregar ele.- Kol disse.

— Eu nada. Vem Hannah, vamos dar uma volta.- Disse a puxando.

— Eu não disse.- Kol disse.

— Chega a ser fofo.- Freya disse.

— Fofo o que Freya?- Questionei.

— Agora você pode acompanhar do começo com a gente.- Elijah bebeu do whisky.

— Verdade.- Freya disse.

— Do que estão falando?- Perguntei.

— Nada não.- Freya disse.

— Vamos.- Sai de lá e sabia do que eles estavam falando, mas eu não estava apaixonado pela Hannah, não podia mesmo.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Claro, eles só tocaram num assunto que não queria expor a você ainda.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ainda mais depois que falamos no carro.- Disse.

— Como assim?- Perguntei.

— Eu não sou bom Hannah, estou bem longe disso.- Disse.

— Não é a experiência que tenho.- Disse.

— Você...- A olhei.- Eu nunca poderia machuca-la.

— Você não é mau, Klaus.- Disse.

— Hannah, meu nome é temido ou odiado por todo canto que exista um vampiro ou pelo menos os que realmente acreditam que nós, Originais, realmente existimos.- Disse.

— Não me importo com o seu passado, o que me interessa é o agora.- Disse.

— Manter essa cidade tranquila com raças que se odeiam não é algo que se faça só com conversa.- Disse.

— Klaus, tudo bem.- Disse.

— Niklaus Mikaelson, boa noite.- Lance disse.

Olhei quem era.- Vice prefeito Lance, boa noite.

— Boa noite.- Disse.

— E quem é a sua bela acompanhante?- Ele perguntou.

— Essa é Hannah Baker.- Disse.

— Bruxa dessa vez?- Ele perguntou.

— Humana.- Disse.

— Sério? Deveria me preocupar?- Ele a olhou de cima a baixo.

— Deveria com os seus olhos.- Disse.

Ele riu.- Sendo territorialista Mikaelson?

— O senhor cuida dos humanos? Como sabe que não vão te matar?- Perguntei.

— Os Mikaelson sabem o que lhes pode acontecer caso haja alguma ameaça.- Ele disse.

— Retornando as ameaças?- Perguntei.

— Apenas ressaltando a realidade.- Ele disse.

— Meu Deus. Homens.- Disse.

Nunca gostei desse vice, preferia o Prefeito, ele sim era homem de acordos.- Não vamos nos exaltar, isso é uma festa.

— Claro, claro. Fiquem a vontade.- Ele disse.

— Obrigado.- Ele saiu.- Não gosto de festa na prefeitura.- Virei o resto da taça.

— Estou vendo.- Disse.

— Vamos deixar meus problemas de lado. Você comeu algo?- Perguntei.

— Acabamos de chegar, estou sem fome.- Disse.

Encostamos junto de uma janela e eu a observava. Ela estava gostosa demais, mesmo nova assim ela tinha um corpo fantástico.

Sorri.- O que foi?

— Você além de linda e gostosa, está parecendo bem.- E era verdade; antes ela tinha um olhar triste, agora parecia bem alegre.

— Você é grande parte disso.- Disse.

— Por ter te salvado?- Perguntei.

Ri.- Não se finja de burro Klaus.

— Fico feliz por te fazer bem. É raro eu ouvir isso.- Disse.

Sorri e toquei o peito dele, o beijando.

Passei o braço pela cintura dela, a colando em mim e o tesão me correu por dentro. Desde o dia que tinha a visitado e ficado a noite, que não transava e isso também me afetava, mas eu não seria louco de apressar ela em nada assim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava os cabelos dele.

Tocava a cintura dela e subi a outra mão para o pescoço dela. Pensei em como seria o gosto dela, tinha a impressão que era doce e saboroso.

Se tinha um lugar onde me sentia bem e segura, era nos braços dele.

A apertei mais contra mim e porra, estava ficando excitado e não teria como resolver isso aqui.

Me escorei na janela e minha mão descia pelas costas dele.

Ah, assim eu vou me excitar mais ainda. Mesmo sem querer, fui parando.

— O que foi?- Perguntei.

— Sou convidado e não vamos sair para uma rapidinha, então é melhor se acalmar antes que eu me empolgue mais.- Disse.

— Hã...- Desviei meu olhar.- Tudo bem. Desculpe.- Me afastei, descendo da janela e arrumando o vestido. Me senti estranhamente exposta agora e sem jeito.

Eu estava louco ou ela estava tentando me seduzir?— Ei, não disse que podia se afastar.- Disse a grudando de novo.

— Não, você está certo. Você é convidado e pega mal ficar se agarrando com uma garota na festa.- Disse.

— Se fosse em outra região nossa aqui ,eu diria que é o mínimo que acontece.- Disse.

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— Acho que vou aceitar a comida agora.- Fui até a mesa.

Droga, eu tinha a chateado?— Hannah, tudo bem?- Perguntei, chegando junto dela.

— Sim, vim pegar comida.- Disse.

— Deu fome de repente?- Claro que não tinha acreditado.

— Vontade de comer, é diferente.- Disse.

— Certeza?- Perguntei.

— Klaus, que bom te ver.- Ele disse chegando junto.- Eita, quem é a gostosa?

O afastei antes que chegasse junto dela.- Theo, boa noite.- Ele era um vampiro dos antigos e chatos.

— Olá. Sou Hannah.- Disse.

— Prazer Hannah, muito prazer.- Ele a olhou de cima a baixo.

Uma porra que ele ia a comer com os olhos assim.- Querendo algo Theo?

— Estou decidindo.- Theo disse.

— Deveria comer esses negócios aqui, são ótimos.- Disse apontando e tentando amenizar o clima.

— Se você está indicando, eu como.- Ele disse pegando.- Nunca vi você nas festas Hannah.

— Ela veio comigo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Variando com humanas? Sempre te vejo com vampiras ou hibridas depois que aquela sua humana morreu.- Ele disse.

— Está querendo o que Theo? Você nunca vem falar comigo por nada.- Disse.

— Acho que devo deixar vocês sozinhos.- Me afastei um pouco, me sentando.

O jeito que ele olhava para ela me irritava e só não me livrava dele por ser um dos porta-voz dos vampiros. Mais alguns conhecidos se juntaram a conversa que virou quase uma reunião. Consegui voltar a ela algumas vezes, mas sempre tinha que voltar a alguma conversa. Já quase no final, consegui voltar e dançar um pouco.- Você podia ficar na minha casa, é mais perto.

— Não sei se meus pais vão deixar.- Disse.

— Eu posso resolver isso.- Disse.

— Pode?- Perguntei.

— É só eu pedir.- Perguntei.

— Pedir?- Perguntei.

— Influenciar, suavemente.- Disse.

Ri.- Tudo bem então.

— Ótimo.- Disse beijando o pescoço dela.- Ai podemos continuar aqui.- Desci a mão um pouco.— Até onde você quiser.

Me arrepiei e sorri.- Tudo bem.

— Ótimo.- Kol e Rebekah já tinham sumido, falei com Elijah e Freya, liguei para os pais dela os influenciando e depois fomos para minha casa no Quarter.

— Uau, casa grande.- Disse.

— Gostamos de espaço.- Ri e mostrei o resto da casa a ela, deixando por ultimo o meu quarto. Não resisti e a beijei, o tesão que eu estava falou mais alto e quando vi já estava a deitando na cama, ela parecia bem, parecia estar querendo também, mas mesmo assim deixei um alerta na minha cabeça para qualquer sinal do contrário. E foi o que aconteceu depois que tirei minha camisa e subi o vestido dela, apertando aquelas coxas, ela se afastou e antes mesmo que pedisse, eu já parei. Claro que meu pau reclamou disso, meu corpo inteiro na verdade, mas o olhar um tanto assustado dela aquietou tudo isso. Tomamos banho e depois deitei com ela, que pediu desculpa, mas eu nunca a culparia por reagir assim. Merda, tem um mês que ela foi estuprada, já é grande coisa ela me deixar a tocar, beijar e até ter amassos! Como foi um dia agitado, ela dormiu logo e eu a olhava. Sorri. Parecia que cuidar dela agora era o que mais gostava de fazer. Durante a noite, ela voltou a ter pesadelos, mas nada que eu conseguisse acalmar e pela manhã era como se nada tivesse acontecido. No domingo a levei pelo Quarter e foi bem gostoso passar o dia com ela e a distrair do que aconteceu a noite. Nas duas semanas seguintes, eu a visistava todos os dias que minhas obrigações deixavam, mas como tinha chegado um grupo de lobos novos não foi tão fácil assim. Ser lua cheia não ajudou em nada o fato de eu estar sem sexo a quase dois. Sério, eu estava ficando excitado com uma facilidade recorde e quase estava com os lobos, ou melhor lobas ,elas me tentavam, mas Hannah voltava a minha mente. Eu não podia fazer isso com ela, não podia a machucar como todos fizeram. Isso estava me assustando, tudo que eu vinha sentindo estava me assustando. eu sabia bem como era me sentir assim, só não queria aceitar que tinha sido fisgado novamente. Estava olhando a cidade da minha sacada, pensando se era justo deixar ela gostar tanto de mim quando eu não sei se vou ser capaz de retribuir sem que ela saia ferida nisso, quando vi alguém chegar.- Isso está errado Elijah.

— O que?- Ele perguntou.

— Eu com a Hannah.- Disse.

— Em parte, eu concordo.- Ele disse.

— Em qual?- Perguntei.

— Eu acho que esse mundo não é para ela. Não é para humanos, mas ela te faz bem.- Ele disse.

— Ela me deixa tranquilo, quando estamos juntos até esqueço um pouco as coisas.- Disse.

— É egoísmo da nossa parte arrastarmos pessoas inocentes para isso, mas talvez isso dê certo. Eu quero que você seja feliz e se dê essa chance.- Ele disse.

— Eu tenho a sensação de que vou perde-la a qualquer momento.- Disse.

— Bem, acho que você não pode prever isso.- Ele disse.

— Meu histórico está contra mim e como um belo aviso.- Disse.

— Deixe acontecer e não apresse as coisas.- Ele disse.

— É mais complicado que isso. Eu quero fazer coisas que ela não vai aceitar.- Disse.

— Tipo?- Ele perguntou.

— Ela foi machucada, nos aproximamos quando eu a salvei de se matar. E você sabe como resolvemos isso, mas agora ela não quer deixar, isso tá me deixando puto.- Disse.

— Klaus, você não pode pensar que tudo se resolve em um banho de sangue. Eu me recuso a acreditar que você só consiga pensar em matar. Não posso aceitar que seu instinto seja esse. Fomos criados para sermos monstros, mas não precisamos ser. Não no mundo moderno pelo menos.- Ele disse.

— Quer que os deixe livre sem nada?- Perguntei.

— Imagino que tenha sido crianças de ensino médio falando bobagens, então sim, deixa essas crianças em paz. Sabe as regras imposta por Marcel antes de chegarmos e garanto que o povo não vai gostar de saber que quebramos a mais “preciosa” que é: “Ninguém mexe com crianças.”.- Ele disse.

— Criança? Estrupa-la é coisa de criança?- Perguntei.

— Eu conheço mulheres com esse olhar Klaus. Nós mesmo não fomos santos e você sabe, mas evoluímos e mudamos. Você não pode simplesmente tirar a chance desse garoto mudar.- Ele disse.

— Eu não acredito que vou ter que engolir isso.- Disse.

— Você pode agilizar a justiça humana.- Ele disse.

— Sabemos como ela é e que não corrige nada.- Disse.

— Faça com que faça. Faça com que ele seja preso por uns quatro anos, sem soltura por bom comportamento. Você não sabe como é uma prisão? Você sabe o que fazem quando um homem é preso por estupro?- Ele questionou.

— Vou pensar no assunto.- Sorri.

— Ótimo.- Ele disse.

— E os outros? Eu já tinha pensado em alternativas para não ser com sangue.- Disse.

— Outros?- Ele perguntou.

Contei para ele tudo que tinha ouvido nas fitas dela.

— Nem todos merecem castigos Klaus. Talvez esse Justin e Marcus.- Ele disse.

— Como você é tão calmo?- Perguntei.

— Sendo.- Ele disse.

— É estranho.- Disse.

— É a intenção.- Ele disse.

Ri e olhei a hora. Era perto do horário de saída dela. Tomei um banho e me troquei, saindo para busca-la. Era hora de dar uma olhada nesse colégio.

O ultimo sinal tocou e sai da sala acompanhada de Kol.- Você sabe, eu estou bem agora, se não quiser mais vir, não precisa.

— Eu tô gostando de vir, fazer coisas diferentes. E fora que tem alguém que eu estava de olho e descobri que estuda aqui.- Ele disse.

— Quem?- Perguntei.

— Davina. Ela é do segundo ano e uma bruxa que... Uau.- Ele disse.

Sorri.- Sim, ela é linda.

— Você a conhece?- Ele perguntou.

— Não. Só a vi de longe.- Disse.

— Ah sim.- Ele disse.

— Ei Hannah.- Clay chegou junto dela.

— Oi Clay.- Disse.

— Vamos começar o trabalho?- Ele perguntou.

— Sim, me encontra no café as 17:00. Só tenho que passar em casa antes.- Disse.

— Depois podíamos ir ao Cresmont.- Ele disse.

Sorri.- Sim, sinto falta de lá.

— Só devo dizer para manter as mãos afastadas, Clay.- Kol disse.

— Kol!- Exclamei.

— Hey pessoal, festa na minha casa hoje, todo mundo convidado. Vocês também, principalmente você Hannah.- Bryce falou.

— Como se você soubesse dar uma festa de verdade.- Kol disse.

— Não, obrigada.- Disse.

— O que? Não está querendo repetir a nossa dose?- Bryce perguntou.

— A dose? Vocês?- Zach perguntou.

— Prefiro ir ao inferno.- Disse.

— Tem certeza?- Bryce disse passando a mão nela.

Ele avançou, o pegando pelo pescoço.- Acho que ela não quer isso.

— Você é o Flash ou o que?- Jessica perguntou.

Quando parei vi uma confusão e o tal Bryce alisando a Hannah. Filho da puta. Kol o agarrou e deu tempo de eu chegar até ela, e já puxar a Hannah.- Você está bem?

— Quem é você?- Marcus perguntou.

— O maluco da farmácia.- Justin disse.

— Me solta, vocês são doidos.- Bryce disse.

Abracei a Hannah.- Pode soltar Kol.

— Se conhecem?- Clay perguntou.

— Ele é meu irmão e namorado da Hannah.- Kol disse.

— Namorado é?- Ela o olhou.- Um pouco velho para você, não é Hannah?

A olhei.- Jess, desde que começou a andar com esse grupinho, sua língua virou um veneno, não é?

— Sua...- Ela avançou e olhou Klaus, logo sorrindo.- Esse cara não fica com você 24 horas por dias, vadia. Numa dessas horas, eu posso arrancar seus cabelos fio por fio.

— Jess...- Justin a puxou.- Para.

Passei ela para trás e sorri de volta para Jéssica.- Eu posso não estar, mas eu tenho olhos e ouvidos por toda cidade e acredite;- Olhei cada um ali.- Jéssica, Bryce, Justin, Marcus, Zach, Alex, Tyler... Mesmo escondido ai, estou vendo você Courtney e Sheryl.

— Isso é uma ameaça seu lunático?- Alex questionou.

— O que eu tenho a ver com isso?- Sheryl perguntou.

— Com que tipo você está andando Hannah? Chefe de tráfico?- Alex perguntou.

— Cada um de vocês vai pagar pelo que deve e não está longe disso acontecer, então deveriam se preocupar com isso e não com festas.- Disse.

— Você não sabe nada de mim.- Courtney disse firme.

— Tem certeza Courtney?- Perguntei.

— Vamos de uma vez Klaus. Clay, eu te encontro as 17:00 no café.- Disse.

— Vamos. Nos vemos em casa Kol.- Sai com ela, a levando até o carro e depois entrando.- Tem certeza que não quer trocar de colégio? Facilitaria a minha vida de querer arrancar aqueles corações.

— Klaus, por favor, não se meta nisso, ok? Se é vergonha os pais ficarem te defendendo, namorado é pior ainda.- Disse.

— Não gostou que eu me meti?- Perguntei.

— Só não quero mais confusão.- Disse.

Acenei e sai com o carro.- O que é que marcou para mais tarde?

— Trabalho e cinema.- Disse.

— Cinema? Com Kol?- Questionei.

— Clay.- Disse.

— Clay? Porque?- Perguntei.

— Porque ele me convidou.- Disse.

— Então agora ele te chama para sair?- Perguntei.

— Como amigos, Klaus.- Disse.

— Você acredita nisso?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Claro que não era. Eu tinha percebido o jeito que ela olhava para ela e estava longe de ser como amigo.

Chegamos na minha casa e dei um beijo no rosto dele.- Tchau.

— Você já vai?- Perguntei.

— Onde?- Perguntei.

— Ir?- Perguntei.

— Vou tomar banho e passar na farmácia.- Disse.

— Errei o dia para vir te ver a tarde então, você está ocupada.- Disse.

— Acredito que não vou ter tardes livres por um bom tempo. É ultimo ano.- Disse.

— Melhor eu continuar nas minhas noites.- Disse.

Sorri.- Sim.

Droga, qualquer irritação que eu ficava, ela acabava fácil sorrindo assim. Me aproximei dela e a beijei. Mesmo ela o fazendo bem antes, ela beijava incrivelmente agora.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

O carro não deixava muitos movimentos, mas não impedia de a tocar melhor e como eu a queria tocar mais, lembrava aquela noite; pegar naqueles peitos... Parando, se acalma Klaus.

Parei o beijo e sorri.- Eu tenho que ir.

— Tem certeza? Eu posso oferecer bem mais que um cinema...- Disse.

Sorri e acariciei o rosto dele.- Não é uma competição.

— Eu passo tão pouco tempo com você e quase todo é no seu quarto.- Disse.

— Porque você nunca me chamou para sair.- Mordi meu lábio. Eu e minha boca grande.

— Como assim senhorita Baker?- Questionei.

— Nada não.- Disse.

— Hannah, diz.- Disse.

— Nada demais... só que você nunca me chamou para sair.- Disse.

— Não? Oh Deus, não mesmo.- Tínhamos começado tudo tão loucamente que não me lembrei que no fundo ela era uma garota de 17 anos e queria o que elas gostam; ser chamadas para sair, serem conquistadas... Não com tudo como eu fui.

— Está tudo bem.- Disse.

— Não, só deixa eu pensar.- Onde eu a levaria? Jantar? Não, formal demais. Lanchonete? Eu numa lanchonete assim...

— Klaus, eu tenho mesmo que ir. Nos falamos mais tarde, ok?- Lhe dei um selinho e desci do carro, entrando em casa.

— Ok.- Foi o que me restou. Será que ela tinha ficado mesmo irritada pela coisa no colégio? Esperava que não e mais uma vez me certifiquei que vou ter que fazer tudo escondido dela. Fiquei pensando onde poderia a levar e ela gostava de coisas simples, então acabei marcando com ela para irmos pelo centro do Quarter mesmo, tinha bastante opção e escolheríamos na hora. Avisei a ela e ficamos no celular mesmo já que não pude ir na casa dela. Pela manhã liguei para um dos delegados, um que eu confiava e comentei do caso, ele me disse do que precisava para prender o Bryce, iria fazer isso logo, para eu poder relaxar totalmente. Enquanto me arrumava, pensava se a Hannah estava sentido essas coisas também ou se não estava confundindo com o bem estar de eu estar sempre com ela. Balancei a cabeça e terminei, indo busca-la.

Entrei no carro.- Hey.

— Oi.- Disse a beijando.

Retribui o beijo.

— Hoje você é só minha.- Disse.

Sorri.- Sim.

— Então vamos.- Sai e tive uma ideia.- Onde fica esse cinema que gosta de ir?

— No centro.- Disse.

— Ótimo. Me dá as direções.- Disse.

— Você quer ir no Cresmont? Não é um cinema chique... é bem simples.- Disse.

— Não tem problema, você gosta. E eu gosto de coisas simples.- Disse.

O olhei e ri.- Sei.

— É sério. Até ser transformado eu tinha uma vida simples.- Disse.

— E quem não tinha a 1200 anos atrás?- Questionei.

— Reis?- Questionei.

— Ah, eles estão em outro patamar. É que nem as Kardashian quererem se comparar a Rainha da Inglaterra.- Disse.

— Quem?- Perguntei.

O olhei.- Ok que eu nem acompanho elas, mas você não sabe quem são elas? Meu Deus.- Ri.- Elas são socialites que ficaram famosas.

— Ah sim. Esses últimos anos as coisas foram complicadas, não me atualizei de tudo.- Disse.

Sorri.- Elas são ricas por natureza e talvez possam compras os EUA, mas a Rainha da Inglaterra ou de qualquer outro lugar que seja monarquia, é outra história. São riquezas diferentes, de certa forma.

— Tipo a minha.- Disse.

— Você acabou de dizer que não era rico a 1200 anos atrás.- Disse.

— Eu estava falando de agora. Meu poder na minha cidade. No meu tempo eu estaria longe de qualquer poder. Bastardos não chegavam a tanto.- Disse.

Sorri e toquei a mão dele.- Pense por outro lado; talvez seu pai verdadeiro fosse o Rei então e você herdaria o trono dele.

— A realidade está mais para chefe da vila e do bando.- Disse.

— Eu digo imaginar. Porque você sempre pensa como se seu pai adotivo fosse o Rei e se abaixa sempre ao nível de bastardo, mas poderia pensar por outro lado. Isso que estou querendo dizer.- Disse.

— Eu não me abaixo linda, filhos fora do casamento sempre são chamados assim.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Não te expliquei muito sobre isso, não é?- Perguntei.

— Sobre o que?- Perguntei.

— Eles.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Mikael nunca me tratou como filho.- Disse.

— Posso imaginar.- Disse.

— Eu nunca entendi porque ele era tão diferente comigo e minha mãe indiferente com tudo isso e comigo. Só entendi quando nos transformaram e descobri o que tinha de diferente comigo.- Disse.

— Sinto muito.- Disse.

— Se não fosse suficiente, eles se arrependeram de terem nos transformado e passaram a tentar nos matar. Até...alguns anos atrás.- Disse.

— Nossa.- Disse.

— Pois é.- Disse tentando não lembrar daquilo.

— Clima meio pesado para um encontro né? Melhor mudarmos de assunto.- Disse.

— Concordo. Alguma sugestão de filme?- Perguntei.

— Que tipo gosta?- Perguntei.

— Não drama.- Disse.

Ri.- Ok. A gente vê na hora.

— Ok.- Dirigi e não foi tão longe assim. Entramos e fiz questão de ir com ela comprar os ingressos e saboreei a cara do moleque. Não que ele pudesse me ameaçar, mas deixar claro que ela é minha nunca é demais.

— Hmm... Oi Hannah.- Clay disse.

Sorri.- Helmet. Estou com saudades daqui.

— Poderia voltar. Suas pipocas ficavam bem melhores.- Ele disse.

— Talvez eu volte mesmo. Isso se o Jim me querer ainda.- Disse.

— Com certeza ele quer.- Ele disse.

— Que bom.- Disse.

— Eu achei que estava bem com seus pais.- Disse.

— Sim, mas eu não ganho nada.- Disse.

— Vai ser ótimo te ter de volta.- Ele disse.

— Love, vamos, se não vamos perder o começo.- Disse.

— Vamos.- Disse.

Peguei os ingressos e puxei ela.- Esse tampinha tem noção do perigo de ficar dando em cima de você na minha cara?

— Ele não estava.- Disse.

— Claro que não.- Disse.

— Estávamos conversando só. Não dá para saber se ele estava dando em cima de mim, Klaus.- Disse.

— Vai querer pipoca? Daqui nós vamos jantar.- Disse.

— Quero.- Disse.

— Ok.- Fui comprar e comprei também aquelas besteiras que ela gostava, e ela tinha razão; eu não era acostumado com coisas assim. Voltei e entramos.

Me sentei e comecei a comer a pipoca.

— Vai mesmo assistir o filme?- A trouxe para mais perto de mim.

Sorri.- E você quer fazer o que?

— Sempre ouvi sobre o que vão fazer no cinema.- Beijei o ombro dela, era sempre cuidadoso de ir nos limites que ela me dava.

Me arrepiei e sorri.- Bem, isso é muito tentador, mas uma vez, quando eu tinha 13 anos e vi um casal praticamente se comendo no banco ao lado do meu, eu jurei a mim mesma que nunca seria esse tipo de pessoa, então amor, você vai ter que segurar esses seus lábios deliciosos.

— Isso é uma pena.- Me endireitei.

Sorri.- Com certeza.

Roubei uma pipoca dela e olhei o filme e até que não foi chato, no final era até divertido e me distrai bem. Saímos e não aguentei, a puxando de lado e a beijando.

Retribui o beijo.

Me colei nela e podia sentir o seu calor. Já estava acostumado com ela assim e no final era bom ela não ser "do meu mundo' ai não precisava ter todos aqueles cuidados chatos.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Ela estava se animando. Era isso que eu queria, então fui parando.- Agora eu escolho o lugar de jantar.

— Ok.- Disse.

Na saída vi o tampinha e vi que ele tinha nos visto, com cara de babaca, era o que eu queria. Sorri vitorioso. De lá fomos para o Quarter, onde eu escolhi o restaurante e os pratos, já que conhecia melhor.- Do jeito que gosta de massa, vai adorar o rodizio que pedi.- Era um de massas italianas.

— Imagino que sim.- Disse.

— E as vendas na farmácia, como estão?- Perguntei.

— Estão ótimas.- Disse.

— E eles com você?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Estão melhores? Se sente melhor com eles?- Questionei.

— Hmm... eu nunca fiquei de mal com eles.- Disse.

— Mas se sentia mal.- Disse.

— Não... Eu me sentia mal por ser eu. Eles nunca tiveram nada a ver.- Disse.

— Mas ainda assim não me respondeu; está se sentindo melhor com isso?- Questionei.

— Sim... Um pouco. As vezes penso ainda, mas acho que estou pronta para contar aos meus pais e ir num psiquiatra.- Disse.

— Psiquiatra? Porque?- Perguntei.

— Hã... é bem óbvio que tenho problemas psicológicos. Provavelmente vou ser diagnosticada com depressão e serei medicada.- Disse.

— Não estou entendendo. Você sempre me diz que está melhor, que se sente melhor. Eu vejo que está bem diferente, alegre...- Disse.

— E eu estou.- Disse.

— Então porque remédios? Você não precisa.- Disse.

Sorri.- Klaus, você não está entendendo. Depressão é uma doença, como ter diabetes ou colesterol alto, você toma remédio para controlar.

— Eu sei o que é. Eu tive uma amiga psicóloga. Acredite, a lista dela de diagnósticos meus era bem grande.- Disse.

— Camille; sua namorada que morreu. Kol me falou.- Disse.

— Ele... O que mais ele contou?- Perguntei.

— Sobre ele. Ele estava me contando uma história sobre ele que acabou envolvendo vocês dois, ai ele me disse.- Disse.

— Eu imagino as maravilhas que ele disse.- Disse.

— Nada demais, só isso.- Disse.

Bebi do vinho que pedi para mim.

— Eu estava pensando numa coisa...- Disse.

— O que?- Perguntei.

— De você me compelir.- Disse.

— Sobre o que?- Perguntei.

— Sobre tudo. Eu quero lembrar de tudo que me aconteceu do que está nas fitas, eu só quero que você tire o trauma e qualquer depressão que possa estar ou pensamento suicida. Eu quero voltar a ser eu de antes.- Disse.

Eu já tinha pensado nisso, em faze-la esquecer de tudo, incluindo a mim. Mas acabei cedendo a vontade de ter mais tempo com ela.- E quanto a mim?

Sorri.- Claro que não seu bobo. Acabei de dizer que só quero que tire o meu trauma, depressão e afins. Mas eu quero lembrar de tudo. Quero saber o que Justin me fez, o que Bryce fez...- Balancei a cabeça.- Tudo. Só não quero mais me sentir como me sinto toda vez que penso nisso.

— Se é o que escolhe para te fazer melhor, eu faço com todo prazer.- Sorri.

— Obrigada.- Disse.

Peguei a mão dela e beijei.- O melhor para você.

— Você acha errado né?- Questionei.

— Não, eu mesmo tive essa ideia. Ok, um pouco mais radical, mas faze-la sem o seu consentimento pareceu tão errado e por mais que me chamem de cabeça dura, aprendo com meus erros. Alguns. E esse, não compelir descaradamente por quem somos apaixonados, foi um deles.- Disse.

— Apaixonado?- Questionei.

PUTA MERDA O QUE FOI QUE EU FALEI? Agora já era, eu não podia desmentir. Fui salvo para pensar pelo garçom e era aquilo mesmo? Porra, eu sabia que era, só estava me negando a admitir.- Isso vem com um fardo Hannah e não quero ele pairando sobre você.

— Isso quem decide sou eu.- Disse.

— Até eu perder você.- Disse.

— Você não vai.- Disse.

Desviei o olhar do dela. Não devia estar fazendo isso em publico assim.- Sua comida está esfriando.

O olhei e suspirei, começando a comer.

— Boa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu disse que ia gostar.- Disse.

— Pois é.- Disse.

— Espero que venha o com queijo, é o melhor.- Disse.

— Imagino.- Disse.

— Tem vontade de ir na Itália?- Perguntei.

— Nunca pensei a respeito. Se ganhasse uma viagem com tudo grátis, não iria recusar.- Disse.

— É uma indireta?- Questionei.

Ri.- Não. Nem quero viajar agora e nem posso.

— Agora eu também não. Lua, lobos novos, acordos para revisar...- Disse.

— Pois é.- Disse.

O garçom voltou, levando os pratos e trazendo mais uma rodada.- Pode trazer esse aqui também? Mal passado.

— Claro, com licença.- Ele disse.

— Nessa época sempre tenho uma vontade louca por carne.- Disse.

Franzi o cenho.- Isso é nojento.

— Mais do que ir caçar e comer fresquinho?- Perguntei.

— Ok, deixa eu ver se entendi. Como vampiro você precisa e gosta de sangue humano, porém como lobo, mesmo que, pelo que aprendi, lobos gostam de carne humana, você gosta de sangue de carne de animal?- Questionei.

— Sim. E a comida normal também, mas com um gosto estranho, é bem mais saborosa.- Disse.

— Você é estranho.- Ri.- Kol me falou que conheceu uma loba bem... loba mesmo que come carne humana na cara dura. Ela não tem dietas de animais como você.

— Nunca provei. Por mais que goste de arrancar uns corações, as vezes cabeças, quebrar ossos, nunca provei e não vou provar.- Disse.

Ri.- Ok.

Ri e meu bife chegou. Comecei a come-lo.— Maravilha. Eu tenho um amigo, ele é vampiro e de tempos em tempos ele inventa de ficar de dieta, só tomando de animais. Isso sim é nojento.

— Para manter o corpo?- Questionei divertida.

— Na verdade é para não desmembrar corpos, mas eu sempre digo para ele; Fica muito tempo sem, quando vai, se acaba.- Disse.

— Eu acho nobre da parte dele. Eu faria isso.- Disse.

— Acredita em mim; não é uma boa escolha.- Disse.

— E é machucar pessoas?- Questionei.

— Controlar a si mesmo. Ou acha que todos nós não temos esse instinto? Só que há um controle. Eu sou prático nisso, mas quando me tornei hibrido, era tudo tão intenso... Duplamente eufórico, excitante... Que quase me perdi.- Disse.

— E você acha que é certo beber o sangue de pessoas a força? Controla-las para isso?- Balancei a cabeça.- Deixa, não vou entrar nesse mérito. É sua natureza. Não quero brigas.- Voltei a comer.

Só de falar disso ela já se espantou imagine quando saber mais e mais... Cala boca ai dentro. Eu vou curtir essa noite, não vou pensar nisso. Voltamos a conversar, agora coisas mais leves e terminamos de comer, depois saindo do restaurante. Ela não conhecia quase nada ali, então ficou bem contente com tudo que via e estava feliz de mostrar tudo isso a ela. Paramos num caminho que tinha junto ao rio.- Qual o veredito? Sou bom em encontros?

Sorri.- Sim, é.

— Sério?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Passei os braços em volta dela.- Então, eu devo merecer uma recompensa.

— O que quer?- Perguntei.

— Não sei, dizem que eu sou difícil.- Disse.

Sorri.- É?

— É o que dizem.- Disse.

Ri.- Então vou deixar você escolher.

— Não quer me surpreender?- Questionei.

— Surpreender?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Hã... Ok.- Disse.

Ri, a beijando.

Retribui o beijo.

— Vamos para a minha casa.- Disse.

— Hmmm... Klaus, eu não estou pronta para... isso ainda.- Disse.

— Eu sei e tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Mesmo assim quero que vá. Quero acabar logo com essas coisas que te machucam.- Toquei o rosto dela.

Assenti.- Tudo bem.

Pensei um pouco, olhando ao redor. Era bobo, mas foda-se.- Quer ir de maneira diferente?

— Diferente?- Perguntei.

Puxei ela até onde não tinha ninguém para ver e a peguei no colo.- Se segura.

Fiz o que ele disse e sorri.- Pronta.

Ri e a levei para minha casa em velocidade, só parando no pátio.

Ri.- Meu Deus, é ótimo.

— Gostou?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Eu adoro também. Acho que é uma das primeiras coisas que empolga.- Disse.

— Imagino.- Disse.

Subimos e fomos para o meu quarto.- Quer alguma coisa?

— Não, obrigada.- Disse.

A beijei. Porra, eu estava mesmo perdido por aquela garota. Tudo o que estou fazendo, do jeito que estou fazendo, todas essas sensações... Meu coração foi roubado mais uma vez. Eu não aprendo mesmo.

Retribui o beijo e acariciava sua nuca.

A levei até minha cama e a sentei na minha perna.- É isso mesmo o que quer?

— Sim.- Disse.

Toquei o rosto dela e a fiz olhar primeiro para mim.- Primeiro você sabe, lembra de tudo o que aconteceu, todas as situações que esteve com aqueles que estão ao seu redor. Mas toda a tristeza, a dor, a solidão que as atitudes deles provocaram, você não sente mais. Você é a Hannah que sempre foi, conseguiu deixar todas essas sensações para trás. Também vai deixar tudo aquilo que sentiu na noite da festa do Bryce, o que ele fez, as sensações que ainda sente no seu corpo... Não existem mais. Você é uma garota incrível e tem muito pela frente. Sua autoconfiança está de volta e não vai mais pensar em tentar algo contra você. Você é Hannah Baker e nada disso te afeta mais.

O olhei.- Hey.

A olhei e sorri. Será que eu tinha ido fundo o suficiente?— Como se sente love?

Sorri.- Me sinto bem.

— Que bom.- Ela estava diferente. Agora eu via que não estava tão bem quanto eu achava, agora sim parecia algo real.

Me sentei no colo dele, com uma perna de cada lado dele e acariciava seus cabelos.- Eu ainda não estou pronta para ser sua hoje, mas eu prometo que não vou demorar a estar. Até porque não tem nada nesse mundo que eu queira do que ser sua completamente e sentir sua pele.

— Você está se sentindo assim por mim?- Não comemore seu burro, ela não faz ideia do monstro dentro de você, quando souber ela vai embora, é o melhor para ela até.

— Sim. Não tem lugar que me sinta mais segura do que nos seus braços.- Disse.

— Bem, tecnicamente não existe outro lugar mais seguro.- Disse.

Ri.- Verdade.

A beijei de novo e sentia que podia relaxar um pouco agora. Minhas mãos subiram por aquelas coxas e a trouxe mais para mim.

Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.

— É bom poder tocar você melhor.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— Demais.- Beijei o pescoço dela.

Sorri.- Acho que estou pronta para conversar com meus pais sobre isso.

— Você quer?- Perguntei.

— Sim, eu devo isso a eles. Eu não iria querer que meus filhos me escondessem algo desse tipo.- Disse.

— Se vai se sentir bem, tudo bem. Mas eles não vão perguntar como está bem?- Perguntei.

— Eu vejo isso.- Disse.

— Eles não estão reclamando que saia comigo?- Perguntei.

— Não.- Disse.

— Isso porque eles não sabem que sou 1183 anos mais velho.- Ri.

Ri.- Verdade. Nossa, você é velho, heim?

— Olha o lado bom; sei muitas coisas.- Disse.

Meneei a cabeça em concordância.- Sim... mas isso é bom e ruim.

— Ruim porque?- Perguntei.

— Porque não temos a oportunidade de aprender coisas novas juntos.- Disse.

— Quem disse que não?- Perguntei.

— Eu. Porque você já sabe como cuidar das finanças, até sabe cuidar de uma cidade. Eu ainda vou aprender. Você já deve saber mais de 15 línguas, eu não sei nem Inglês direito.- Ri.- Você já sabe pintar, eu nem faço dois pauzinhos retos. Você sabe escrever, eu tento. Você sabe cozinhar, eu congelo demais até o sorvete...

— Olhando assim eu sou incrível.- Disse.

— Você é.- Disse.

— Nem tanto. Eu não faço ideia de como seguir junto com você sem que daqui a seis meses você me odeie.- Algo me dizia que podia conversar mais com ela.- O meu receio de ficar sozinho me faz tomar atitudes que machucam quem quero perto de mim.

Acariciei o rosto dele e o beijei delicadamente.- Não pense nisso, ok? Você não vai ficar sozinho, eu te prometo. Nunca vou te deixar.

— Você não sabe disso.- Disse.

— Sei sim.- Disse.

— Não Hannah, eu já passei por isso. Uma, duas, três vezes e sei que para o seu melhor vai querer se afastar e eu não vou aceitar. Ai vou tomar decisões que vai fazer você me odiar.- A olhei.- Porque eu não vou deixar você ir.

Sorri.- Klaus, eu não vou te deixar.

— Tudo bem, vou parar com isso.- Odeio ficar exposto assim, sem controle exato do que estou falando e sentindo.

O beijei.- Confia em mim, não?

— Sim. Não sei em que momento, mas você me conquistou, me fez te deixar entrar.- Disse.

— Que bom. Se não ia ser você que eu não deixaria entrar.- Disse debochando.

Ri.- Ah é mocinha?- A segurei melhor contra mim.

— Sim.- Disse.

A beijei.- Então é melhor se preparar senhorita. Ainda mais se for perto da lua.

Sorri.- É? O que tem perto da lua? Hoje é lua cheia.

— Mesmo estando normal, é quando eu fico mais perto do meu lobo ou ele mais aflorado.- Tinha certeza que os meus olhos mudaram.- Assim tudo fica mais intenso.- Beijei na altura da clavícula dela.

Me arrepiei e suspirei.- Isso parece bom.

— Então vou te dar uma mostra.- Voltei a beija-la.

Retribui o beijo.

A beijei mais intensamente. Eu queria, necessitava dela, mas agora pelo menos sabia que ela estava bem.

Acariciava os cabelos dele e a outra mão acariciava seu peito.

Ela parecia tão bem que pensei e decidi arriscar um pouco. Uma das mãos subiu pelas costas, indo até a nuca e acariciando ali.

Entrelacei meus dedos no cabelo dele e continuei acariciando ali.

A segurei firme e nos virei, a deixando embaixo de mim na cama. Porra, eu tinha que manter o controle, só de a ter sentada como estava e agora assim, meu pau já está querendo furar a calça. Calma amigo, hoje ainda não.

Acariciava a lateral do pescoço dele e parei o beijo para recuperar o folego.

Desci com minha boca pelo pescoço dela e a toquei até chegar nos seus peitos. Ah, que saudade de peitos.

— Acho que não devemos chegar a isso hoje.- Disse.

— Calma amor, não vou muito além.- Disse.

— Mas isso já é muito.- Disse.

— Ok.- Voltei a mão para a cintura dela, mas não deixei de a beijar.

— Eu tenho que voltar para casa. Já está tarde.- Disse.

— Não vai ficar?- Perguntei.

— Não posso ficar sempre. Meu pai já tá querendo tirar satisfações e não me sinto bem com eles sendo hipnotizados sempre para não serem eles mesmo.- Disse.

— Tudo bem.- Dei um ultimo beijo nela antes de levantar. Nos ajeitamos e a levei para casa, mesmo sem querer muito a deixar. No outro dia já comecei a agir sobre o filho da puta, indo até Justin e Jessica e os compelindo para falarem a verdade sobre o que aconteceu. No final fiquei com pena da garota. Compeli os pais do puto também para não interferirem e todos que estariam no caminho do processo, ninguém o ajudaria e cuidaria dos anos que ele ficasse preso para não ter paz. E cacete que gostinho bom foi quando fui buscar a Hannah e vi ele sendo preso no pátio do colégio, na frente de todo. Isso era tão bom. Aproveitei e dei um jeito no tal fotógrafo também e o fiz nunca mais tirar foto de alguém sem a permissão da pessoa. Hannah ficou mais aliviada com tudo isso e a alegria que eu via nos olhos dela não tinha preço. Merda, tô ficando muito sentimental. Pouco mais de um mês passou e as coisas com ela estavam ótimas por mais que namorar uma adolescente nesse século seja meio estranho e por vezes eu tenha o impulso de me afastar ou de não deixar os meus sentimentos por ela fiquem tão forte, mas não tinha jeito, eu a amava. O único problema que eu tinha era que não tínhamos sexo ainda e eu nunca tinha ficado tanto tempo sem transar; e cacete, é muito ruim. Todos me perturbavam com isso e que era um castigo leve para mim, mas a situação estava séria mesmo. Eu tinha tesão demais e só masturbar não estava fazendo tanto efeito. Por vezes meu humor refletia isso, vampiros e lobos que sofriam com isso, já que eu evitava ao máximo a Hannah perceber. Kol tinha inventado de dar uma festa e estava estranhando ele continuar no colégio, mas no final ficava aliviado de ter alguém lá que podia realmente proteger Hannah caso ela precisasse. Tomei um banho e me troquei, depois olhando do andar de cima, junto com Rebekah e Elijah.- Não é estranho ter um colégio inteiro dentro do Quarter? Parece que estamos oferecendo um banquete.

— Para vocês?- Ela questionou.

— Para todos.- Disse.

Ela apenas riu.

— A propósito irmã, pode me fazer um favor?- Perguntei.

— Se eu puder.- Ela disse.

Cheguei no ouvido dela e contei o que eu queria.

— Posso tentar.- Ela disse.

— Você vai adorar, te conheço.- Disse.

Ela sorriu.- Pode ser.

— O que estão fazendo?- Finn perguntou.

— Observando.- Elijah disse.

— Ah, os colegas do Kol. Essas crianças de agora sem moral ou respeito nenhum.- Finn disse.

— Igual ao Kol.- Elijah disse.

— Ele foi mimado.- Finn disse.

— Até demais.- Elijah disse.

— Você também mimou o Niklaus e ele a Rebekah, então nem pode falar muito.- Finn disse.

— Eu não mimei ninguém.- Elijah disse.

— Para que me envolver nessa conversa hein? E estou longe de ser mimado.- Disse.

— É sim.- Freya disse.

— Freya!- Exclamei.

— Mas você é. E olha que ainda nem se apegou a mim como o Finn. Se fosse, seria mimado ao dobro.- Freya disse.

— Na verdade se estivesse conosco, você mimaria mais que o Elijah a esses dois.- Finn disse.

— Mimaria todos vocês.- Freya disse.

— Quer dizer que hoje vou conhecer a famosa namorada bebê do Niklaus.- Finn disse.

— Bebê? Que horror.- Freya disse.

— É o que ela parece.- Finn disse.

— Você sabe exagerar Finn.- Disse.

— Desde quando Rebekah e Marcel tem um relacionamento aberto?- Freya perguntou.

— Melhor não tentar entender aqueles dois.- Disse.

— Niklaus pediu para nossa irmã dar em cima de um colegial.- Elijah disse.

— Elijah, não precisa espalhar.- Olhava se Hannah não tinha chegado, ela não podia saber sobre mim naquela história.

— Você não disse que era segredo.- Elijah disse.

— Agora você já está espalhando. Fica quieto.- Disse.

— Oh, será que é para a garotinha não saber?- Finn questionou.

— Estamos em casa ainda, caso não tenha notado Klaus. Ela não nos verá porque não estamos na festa e nem nos ouvirá, até porque ela não é vampira. Relaxa.- Freya disse.

— Tem tanto medo de... Como é a expressão que usam agora? Ah sim, levar um pé na bunda? Isso é horrível.- Finn disse.

— Finn anda muito engraçadinho ultimamente né?- Freya questionou.

— Também estou achando.- Disse.

— Pois é.- Freya disse.

Estava olhando pela festa quando vi a Hannah.- Hannah chegou, até mais.

— Até.- Ela disse.

Desci e bufei. Ela estava com o Clay. Aquele garoto desgrudava dela não? Que saco.

— Essa festa me lembra o dia que nos conhecemos. Saudades da Kat.- Disse.

— Verdade. Foi uma pena ela se mudar.- Clay disse.

— Sim.- Disse.

— Mas pelo menos ficamos amigos.- Ele disse.

Sorri.- Verdade. O que eu seria sem você, Helmet? Afinal, mal tenho amigos.

— Que bom que eu conto, já que tem o seu super estranho namorado.- Ele disse.

Ri.- Ele não é estranho.

— Imagina, olha esse lugar. Nem sabia que existia lugares assim.- Ele disse.

Ri.- Nem eu. É bem louco né? Não sei o que ele vê em mim, mas ele é legal. Você vai gostar dele quando der uma chance.

— Quer dizer quem sabe quando ele não me olhar querendo arrancar a minha cabeça?- Ele perguntou.

— Que exagero.- Disse.

— Aham, sei.- Ele disse.

— Cunhadinha, até que fim.- Kol disse.

— Kol, hey.- Disse.

— Gostaram da festa?- Kol perguntou.

— Com certeza é diferente.- Clay disse.

— Acabei de chegar, mas parece ótima.- Disse.

— Você já é de casa, então sabe tudo por aqui.- Kol disse.

— Mais ou menos.- Disse.

— Ela tem a mim, relaxa.- Disse chegando junto deles.

Sorri.- Hey.

— Hey love.- A beijei.

Sorri.- Como está?

— Estressado, chato e perturbando todo mundo.

Ri.- Obrigado Kol, mas por que não vai atrás do porque que fez tudo isso? Ele está bem ali.- Apontei.

Ri dos dois.

— Eu vou mesmo. Hannah, vê se acalma esse chato. Tchau.- Ele saiu.

— O que foi?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— Sei lá, é o que estou perguntando.- Disse.

— Eu vou dar uma volta por ai.- Clay disse.

— Depois eu te encontro.- Disse.

— Ok.- Ele saiu.

— Quer o que?- Peguei uma cerveja.

— Depois eu pego um refrigerante.- Disse.

— Não vai beber não?- Sorri, bebendo.

— Não tenho boas experiências com bebida.- Disse.

— Você está comigo.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Tudo bem, quando quiser, você bebe. Talvez seja melhor assim.- Bebi mais uma vez, era noite de lua, tinha que me controlar.

— Tudo bem.- Disse.

— Conseguiu terminar o trabalho?- Ela tinha me expulsado na noite anterior por causa do tal trabalho.

— Sim.- Disse.

— Finalmente.- Ri.

— Verdade.- Disse.

A puxei pela cintura e a beijei.- Senti sua falta.

Sorri.- Eu também.

— Acho que vou sequestrar você antes da faculdade. Ai você fica só minha.- Disse.

Sorri.- Isso parece bom.

— Parece é? Olha que eu vou fazer- Disse.

— Isso não é uma ameaça.- Disse.

— Não é?- A colei mais em mim.- Uma sugestão então?

— Você pode tentar essa ameaça de novo.- Disse.

Nos levei mais para o canto, a colando contra a parede.- Eu vou levar você e ai vai ser só minha.- Disse mais sério.- Sem faculdade, sem trabalho ,sem amigo chato atrapalhando.

— Vai me deixar presa no seu quarto, senhor macho alfa?- Questionei divertida.

— Não vejo algo que eu queira mais no momento.- Disse.

Sorri.- Sei.

— Não acredita?- Questionei.

— Não muito. Preciso de mais provas.- Brinquei.

— E qual tipo de prova eu posso dar?- Merda, ela não devia brincar assim, ficava super sexy falando desse jeito.

Sorri.- Acho que já estou tendo uma das maiores provas.

— Está tendo ou sentindo?- Perguntei.

— Sentindo.- Disse.

— E você gosta?- Perguntei.

Acariciava o cabelo dele.- Sim.

Beijei o pescoço dela. Era algo que descobri que ela gostava e bem, eu sou vampiro, como não vou ser louco por pescoço? A sede queimou, mas a controlei.

— Você devia controlar mais as coisas ai embaixo.- Sorri.- Como vai andar pela festa assim?

— Tenho algumas técnicas.- Disse.

— Quais?- Perguntei.

Nos virei, a deixando na minha frente parcialmente.- Assim.

Sorri.- Sua tática então é andar atrás de mim e ficar se roçando na minha bunda?

— Porque não ter um pouco de prazer disfarçadamente?- Perguntei.

Sorri.- Tudo bem.

— Então veio todo mundo é?- Olhei ao redor.

— Pelo jeito sim.- Disse.

— Kol não sossegava enquanto não desse essa festa. Acho que esse colégio está aflorando o adolescente dele.- Ri.

— Isso é bom, eu acho.- Disse.

— Acho que esse tempo de paz está fazendo bem a todos.- Disse.

— Que bom.- Disse.

— É esquisito.- Disse.

Ri.- Não é esquisito, é bom.

— Quem disse? Acho que estou em abstinência de estresse.- Disse.

Ri.- Só você mesmo.

Dei os ombros e uma musica agitada tocava, e a pista que tinham botado estava cheia. Vi Justin num canto, ele parecia um tanto abandonado sem a tal Jessica ou Bryce. Na verdade soube que a popularidade dele quase não existia mais.

— Acho que eu vou ir falar com o Justin.- Disse.

— O que? Não mesmo!- A segurei mais firme comigo.

— Ele está mal e já ouvi falar que a família dele é bem ruim, ele precisa de alguém. Ele foi bem maldoso comigo, mas eu não quero ser esse tipo de pessoa; não quero guardar mágoas e quero aprender a perdoar.- Disse.

— Você não tem nada com ele. Ele que começou todas as merdas, que aguente agora.- Disse.

— Eu vou ir vê-lo. Não demoro.- Sai.

— Hannah!- Bufei. Que merda. Ela tinha de ir falar com o filho da puta?!

— Justin, hey.- Disse.

— Hannah? Hm... Oi.- Ele disse.

— Tudo bem?- Perguntei.

Ele deu os ombros.- Nada que seja da sua conta.

Me escorei no balcão.- Eu sei que não gosta de mim. Só quero que saiba que pode contar comigo se precisar.

— Eu nunca disse que não gostava de você.- Ele disse.

— Eu sei que não gosta. Nunca gostou. Já você foi minha primeira paixonite.- Sorri.- Acho que tomamos um rumo muito diferente do que eu achei naquele primeiro dia, na festa.

— Era diferente naquela época.- Ele disse focando o olhar longe dela e suspirando.

Olhei e suspirei.- Desculpe te incomodar. Só quero que saiba que se precisar de alguma coisa e eu puder ajudar, ficarei feliz com isso. Até mais.

— Hannah.- Ele disse.

— Sim?- Perguntei.

— Sinto muito. Você não merecia o que fiz com você. Precisei chegar a merda e não ter mais nada para ver o filho da puta que sou.- Ele disse.

— Está tudo bem, Justin. Todos nós erramos. Eu já te desculpei.- Disse.

— Obrigado.- Ele disse.

Sorri.- De nada.

— Melhor você ir, seu namorado está com uma cara que quer me matar.- Ele disse.

Ri.- Ok, mas se precisar de uma amiga e me quiser como amiga, pode me chamar.- Acenei e voltei para Klaus.

— Satisfeita?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

Apenas sorri.

Eu não tinha muito o que fazer ali, mas não poderia ficar o tempo todo parado.- Quer dançar?- Tinha entrado uma musica mais calma.

— Sim.- Disse.

Fui para mais perto da pista e a grudei em mim, pegando o ritmo da musica.

Envolvi meus braços em seu pescoço e apoiei meu rosto em seus ombros.

— Você dança bem.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Hoje vai ficar não é?- Eu estava me preocupando com isso, de a ver tão pouco.

— Vou.- Disse.

— Ótimo.- Disse.

Sorri e continuei dançando.

Minha mão estava na cintura dela e estava louco para descer um pouco, mas me mantive firme. Ouvi uns comentários e olhei o que era.- Até que fim Courtney se revelou.- Bem, teve uma mãozinha minha ou um pouco de influencia para ela fazer o que queria.

— Meu Deus... Será que ela tá bem?- Questionei.

— Me parece muito bem.- Ela beijava uma garota.

— Que bom.- Disse.

— Como você consegue?- Questionei.

— O que?- Perguntei.

— Conviver e perdoar assim?- Perguntei.

— Você que me ajudou a superar.- Disse.

— É um prazer te ajudar.- Disse.

Sorri e o beijei.

Retribui e toquei o rosto dela, depois enroscando minha mão nos cabelos dela. Eles estavam maiores e ela estava cada dia mais linda.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Eu ainda me estranhava as vezes por estar conseguindo ser feliz numa relação assim, mas toda vez que tinha alguma dúvida, a sensação de a ter nos meus braços mandava embora. Ouvi uma gritaria na escada e vi Rebekah aparecer furiosa, e ajeitando o vestido.

— Para quem se acha tanto não está com nada. Pau mais pequeno que um toquinho de lápis.- Rebekah disse.

Ele parou, terminando de vesti a blusa.- Você tá louca?

— Você que é louco de achar que agrada alguém com isso.- Ela disse.

Todos começaram a prestar atenção e a cara do tal Marcus era a melhor, te devo uma irmã. Ele desceu rápido, mas começaram a rir e cochichar, ótimo. Ele foi embora e a festa foi voltando.- Nossa.

— Credo, sua irmã é cruel.- Disse.

— Isso mancha a vida de um cara, bem feito.- Ri.

— Isso foi muito mau caráter da parte dela.- Disse.

— Não acho, se um cara não tem capacidade, não devia se vangloriar.- Disse.

— Ok, se você acha...- Me servi de refrigerante.

— Vamos esquecer ele.- Disse rindo.

— Ok.- Preciso me lembrar de nunca me juntar com essa garota. Ela era exatamente o tipo de garota que você fica longe.

— Está chateada com isso?- Perguntei.

— Ela não é nada diferente das pessoas que me fizeram mal. Ela é completamente uma bully.- Disse.

— É isso que está pensando dela?- Perguntei.

— Eu sei que ela é sua irmã, mas sim, é exatamente isso que acho dela.- Disse.

— Oh, sim.- Merda, se um dia ela descobrisse eu teria problemas. Sim, foi o que pedi a ela, que o tentasse, compelisse para que achasse que tiveram algo e depois zombasse dele.

— Acho que é o jeito de vampiros mesmo. Vocês tem outros valores, são diferente dos humanos pelo jeito.- Disse.

— Não posso responder pelos mais novos, mas somos de uma época diferente, onde se tinha mais valores e valia o "olho por olho, dente por dente". Os lobos então...- Falei mais baixo.- Ainda tem valores assim.

— Tudo bem.- Disse.

— Ai imagine ter essas duas raças que se odeiam e tendo esses valores para controlar? E ainda uma terceira que odeia os outros dois.- Disse.

— Tudo bem. Sei que está do lado da sua irmã. Cada um tem seu jeito de pensar.- Disse.

— Melhor deixar esse assunto.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vai comer nada não?- Perguntei.

Ri.- Klaus, isso é uma festa, não tem comida. Não estamos num banquete.

— As festas que eu dou sempre tem comida.- Disse.

Ri.- Essa não é sua e você nunca dá esse tipo de festa.

— Não mesmo.- Disse.

— Pois é.- Disse.

Ficamos por ali conversando e pensava se tinha errado em mexer com os outros além de Bryce, mas vingança era algo que eu estava acostumado e não deveria ligar, então porque estou tão incomodado com o que ela falou? Tinha planos para Alex, o conselheiro e o outro lá, mas preferi deixar para lá, estava satisfeito até onde tinha ido. Dancei mais com ela e acabamos subindo para meu quarto.- Agora sim, é só minha.

Sorri.- Sempre sou.

— É nada.- Disse.

— Como não?- Perguntei.

— Só minha não.- Disse.

— Claro que sim.- Disse.

— Não sei, ando me sentindo meio abandonado.- Disse a pegando pela cintura.

— Ah é? E como posso compensar?- Perguntei.

— Depende. O que tem a oferecer?- Questionei.

Se eu fosse ousada e sem vergonha eu responderia isso de outra forma, mas como não sou...- O que quiser.

— Hannah, não fala assim.- Que eu me animo e depois ficamos frustrados, pensei, roçando meus lábios no pescoço dela.

— Porque não?- Perguntei.

— Porque posso entender algo que não seja o que queira dizer.- Disse.

— O que entendeu?- Perguntei.

— Que quer se minha, completamente.- Disse.

— E eu quero.- Disse.

A beijei, esperando que ela tivesse mesmo certeza disso, mas não iria perguntar pra ela não achar que desconfiava da decisão dela. Me colei mais nela e só de pensar nisso e a beijar assim, já estava ficando duro de novo.

Retribui o beijo.

Aprofundei o beijo e porra, eu já disse como a boca dela é deliciosa? Me viciei fácil ou me deixei viciar, isso não importa. Ela pegou a prática fácil e agora sabia me deixar doido assim.

Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.

A levantei e nos levei até a cama. Sabia que tinha que ter calma com ela, mas como conseguiria explodindo assim? Vou ter que dar um jeito.

Nos deitamos e envolvi minha perna na cintura dele, acariciando sua nuca.

Peguei na coxa dela. O vestido tinha descido um pouco, o que facilitava para mim. Gostei também de sentir que ela não recuou ou hesitou ao meu toque, era isso que eu queria.

Tirei a jaqueta dele, mas sem deixar de beija-lo.

Apertei uma das coxas enquanto subi um pouco mais a mão indo pela barriga dela e chegando aos peitos.

Gemi ao toque dele.

Baixei a alça do vestido dela, mas não tinha muita paciência para procurar onde abrir, então rasguei o resto.

Ri.- Como você é delicado.

— Elas só atrapalham.- Disse.

Sorri.- Sei.

— Até achar onde abria e tirava seria uma eternidade e olha que gosto de vestidos.- Disse.

Ri.- Apressado.

Soltei o sutiã dela e o tirei— Melhor assim?- Disse, mas não dava para se concentrar em outra coisa que não aquelas maravilhas.

— Sobre?- Questionei.

— Delicado.- Disse, já indo saborea-los, tomando um com a boca. Puta que pariu. Eles eram perfeitos e quando toquei o outro, cabia perfeitamente na minha mão.

Gemi e entrelacei meus dedos no cabelo dele, acariciando ali.

— Gosta disso love?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Bom. Quer mais?- Toquei de leve pela sua barriga até o elástico da calcinha.

— Sim.- Disse.

Sorri e tomei o outro peito dela, roçando os dentes de leve enquanto fazia o caminho inverso com a mão, a acariciando.

Suspirei pesadamente aos toques dele. Sentir a mão dele ou os lábios no meu corpo, sempre era bom.

Sentia o corpo dela relaxado e isso me tranquilizava. Parei, tirando minha camisa e voltando a beija-la.

Retribui o beijo e acariciava os cabelos dele.

Sentir o calor dela contra mim dispersou todos os meus controles e me fez querer mais logo. Tateei e rasguei o resto do vestido dela, arranquei meus sapatos e comecei a tirar a calça.

Esperei por ele. Era sexy ficar vendo.

— O que foi?- Perguntei.

— Estou esperando.- Disse.

— Você é linda, sabia?- Perguntei.

— Obrigada.- Disse.

Tirei a calça e afastei um pouco as pernas dela, me colocando entre elas e fui beijando pelo pescoço dela, depois descendo pelo colo e barriga. Tinha vontade de a beijar por inteiro.

Suspirei pesadamente e acariciei a nuca dele.

— Droga Hannah, é tão difícil me controlar com você assim.- Meu pau estava explodindo na cueca. Eu queria a foder pra valer, mas isso só a assustaria de novo quanto ao sexo.

— Não quero que se controle.- Disse.

— Não quero que se assuste, quero que goste.- Disse.

— Não vou me assustar.- Disse.

Sorri e decidi parar com aquilo. Hannah não era intocável e ela está aqui porque quer, me conhece bem. Arranquei a calcinha dela e a minha cueca, a ajeitando melhor na cama.

Sorri e o beijei.

Me coloquei na entrada dela e enquanto a beijava, a penetrei. Cacete. Ela era apertada e deliciosa. O tesão correu pelo meu corpo inteiro que implorava por mais, e não resisti em ir mais.- Porra, que delicia Hannah.- Disse quebrando o beijo.

Sorri e acariciei o rosto dele.- Que bom.

— Tudo ok?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Bombei e gemi. Sentia o meu lobo querendo controle, a lua me deixava assim e não me importei de deixar. As estocadas ficaram mais fortes e mais intensas, assim como o beijo que tive que parar para ela tomar folego.

Gemi e suspirei contra os lábios dele, descendo-os pelo maxilar dele.

— Você é gostosa pra cacete Hannah. Minha Hannah.- Disse.

— Somente sua.- Disse.

Roubei mais um beijo, mas voltei aqueles peitos.- Eles são incríveis... Tão macios.- Disse enquanto sugava e alternava com morder o mamilo dela.

Gemi e entrelacei meus dedos em seu cabelo, acariciando ali. Desci minha outra mão pelo peito dele.

— Gosto do seu toque, é bom.- Disse.

Sorri.- Que bom.

Puxei a perna dela, nos deixando mais unidos e podendo ir mais intensamente. Cada estocada deixava meu tesão mais forte, não queria gozar rápido, mas ela era gostosa demais.

Gemi e me mexi embaixo dele, voltando a beija-lo.

Gemi pelo que ela fez.- Quer me acompanhar?

— Sim... eu acho.- Disse.

Deixei os peitos dela e passei o braço pela cintura dela. A ajudei a pegar o ritmo e o jeito que ela fazia estava me deixando doido.

Suspirei pesadamente e seguia o ritmo dele.

Fazia anos desde a ultima vez que tinha transado com alguém que eu tinha sentimentos e com a Hannah era diferente, um diferente bom, sentia que eu tinha mais uma chance de as coisas darem certo.

Sorri e o beijei, envolvendo meus braços em seu pescoço.

Ela me respondia e as reação dela e do seu corpo me diziam que ela estava tendo prazer com aquilo, que estava gostando. Ficava feliz com aquilo; ela era minha e estava feliz com isso. As estocadas ficavam mais rápidas enquanto eu a beijava e saboreava seu corpo. Meu orgasmo chegava e quando me dominou, foi avassalador. Descansava sobre ela e esperava que não tivesse a machucado nem nada do tipo.

O olhei e toquei seus lábios.- Eu te amo.

A olhei. Eu adorava aquele tom de azul. Sorri. Os lábios dela estavam meio inchados por causa dos beijos.- Acreditaria se dissesse que eu também?- Deixei minha testa colada com a dela.

Sorri e o abracei, sentindo seu perfume.

Depois de ter se acalmado, sai dela e nos virei de lado, a observando.- Te deixei marcada.

Sorri.- Tudo bem.

— Você tá ok?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

Deslizei minha mão pela lateral dela.- Eu pensava que não teria mais isso.

— O que? Sexo?- Perguntei divertida.

Gargalhei.- Também. Estava ficando em níveis perigosos para quem ficava ao meu redor.

Ri.- Que exagero.

— É sério. Eles estavam até evitando que eu fosse em reuniões mais tensas.- Disse.

— Antes disso qual foi o máximo que ficou sem sexo?- Perguntei.

— Nas épocas mais estressantes? Estourando uma semana. A não ser que fosse algo sério.- Disse.

— E em dias normais?- Perguntei.

— Dois ou três dias.- Disse.

— Eu pensei que diria nunca.- Ri.

— Seria excelente o nunca.- Disse.

— Em True Blood é assim.- Disse.

— True Blood? O que é?- Perguntei.

— Uma série de vampiros.- Disse.

— Ah sim, então eles são quase fiéis a realidade.- Disse.

— Acho que não ficam um dia sem sexo. Até saindo de uma cova.- Disse.

— Cova? Credo.- Disse.

Ri.- Pois é.

— Agora fiquei curioso para ver.- Disse.

Sorri.- É ótimo. Você vai gostar.

— Depois você me mostra.- Beijei o ombro dela.

Sorri.- Ok.

Passei a perna por cima das pernas dela, nos deixando mais juntos.- Acho que vou botar meu plano em prática hoje mesmo.

— Porque?- Perguntei.

— O fim de semana só nosso.- Disse.

Sorri e me acomodei no peito dele.- Sim.

— Topa?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então pela manha iremos.- Disse.

— Ok.- Disse.

— O que você prefere?- Perguntei.

— Sobre?- Perguntei.

— Para onde ir.- Disse.

— Pode escolher.- Disse.

— Hmm... Europa Central é uma boa essa época.- Disse.

— Por um final de semana só?- Perguntei.

— Podemos estender.- Disse.

Ri.- Duvido meus pais deixarem, até porque tenho aula.

— Verdade, sempre me esqueço disso.- Disse.

Apenas sorri.

A abracei mais e quando percebi ela dormia já. Sorri. Fomos para longe do centro da cidade, num chalé calmo e que tinha ela só pra mim. Durante aqueles dias, ela se soltou mais e foi um prazer a fazer gozar vezes seguidas e ter junto com ela também. Eu sabia que a tinha salvado, tinha dado uma chance de vida nova, recomeçar e ela vai muito bem nisso. Mas o que ela ainda não tem noção é o quanto ela me salvou, me amando, dando aquilo que achei que tinha perdido e que não teria mais volta. Dessa vez estou agarrando com tudo essa minha chance por mais que as vez estranhe ou me assuste, mas Hannah era minha e não poderia abrir mão dela jamais.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! ♥ :3 Confesso que esse foi um capítulo bem difícil de escrever, afinal, foi o primeiro que escrevi com a Hannah e uma personagem que sofreu tantos traumas assim é bem complicado de fazer, sério mesmo. Espero que tenha conseguido fazer ela bem mesmo assim HAHA' Mas também não queríamos retratar que esse tipo de trauma não tem superação, porque tem. Espero que a história da OS, assim como a da série, possa ajudar alguém de algum modo. Ah, vou deixar aqui o link das nossas outras fics em andamento... deem uma passada lá: Eternal Flame: https://fanfiction.com.br/historia/594302/Eternal_Flame/ Salvatore Family: https://fanfiction.com.br/historia/594306/Salvatore_Family/ Toda Sua: https://fanfiction.com.br/historia/450688/Toda_Sua/ Up All Night – One Shots: https://fanfiction.com.br/historia/696045/Up_All_Night_-_One_Shots/ Para Sempre Sua: https://fanfiction.com.br/historia/743996/Para_Sempre_Sua/