Liberty- One Shots
105 Capítulo 106- Henry & Catherine.
Notas iniciais

POV Misto. (Henry e Catherine.)
Andava pelo jardim, pensando no que fazer com a Inglaterra e também com algumas guerras internas que ameaçavam começar, tinha que acabar com aquilo. Quem eles pensam que eram? Como ia lutar com os de fora se aqui dentro estava uma bagunça? Eu precisava estar com a França em ordem para atacar com tudo os ingleses. Um barulho me chamou atenção no outro lado do jardim. Droga, como teria esquecido? Era o aniversário da bebê Claude, minha princesa estava fazendo um ano. Ao me aproximar vi vários nobres com seus filhos, vi meus filhos, Francis e Sebastian brincando. Assim que gostava dos dois, não me importava com o que diziam dele, e logo ali estava sua mãe; Diane. Ah, como estava linda. Lembrei por um momento da nossa ultima noite a alguns dias atrás, maravilhosa. E no meio de tudo isso estava minha filha no colo da minha esposa e rainha, Catherine. Agora que estava com o seu corpo normal depois da gravidez, estava belíssima hoje, me fez me sentir atraído por ela novamente. Cheguei até elas.- Que aniversariante linda.
Suspirei quando Henry chegou.- Quer ir com seu pai, querida?
Ela esticou os braços e a peguei.- Você é tão linda. Acho que vou tranca-la numa torre quando crescer, o que acha Catherine?
— Acho que não seria muito aconselhável.- Disse.
— Um convento então?- Questionei.
— Você é o rei, você decidi.- Disse.
— Vou pensar. Quero lhe ver hoje, Claude já dorme bem a noite.- Disse.
— Sua amante não está disponível?- Questionei.
— Você é a minha esposa. E a tempo que não lhe vejo tão bonita.- Disse.
— Nossa, que elogio.- Revirei os olhos.- O que posso fazer? Estarei no meu quarto, só acho que a sua mulher não vai gostar de ficar na cama de vocês sozinha.
— Você é minha mulher Catherine, não comece com isso.- Disse.
Suspirei e olhei pelos lados.- Eu vou ir falar com o Lorde Carlos, faz um tempo que não o vemos. Com licença.- Fiz uma pequena reverência e sai.
Se ela achava que ia ser assim, estava enganada. Andei com Claude pela festa, falei com os nobres, conversamos sobre assuntos leves, mas a ideia de possuir a minha mulher não me saia da cabeça. Claude começou a reclamar e a levei de volta para mãe que estava com Francis. Passei a menina para ela.- Francis, o que acha dos cavalos?
— Eu gosto deles, mas são grandes.- Francis disse segurando no vestido da mãe.
— O que acha de subir em um comigo?- Perguntei.
— Quero.- Ele disse.
— Ótimo.- Sorri.- Um futuro rei tem que aprender a cavalgar cedo.
Me agachei na altura de Francis.- Fique bem agarrado no seu pai e cuidado.
— Eu vou cuidar bem dele, não se preocupe.- Disse.
— Ok.- Disse.
Ficamos mais na festa e quando ela começou a diminuir, sai para cavalgar com alguns Lordes e levei Francis comigo. Ele adorou e voltamos só quando anoitecia. Vi Catherine inquieta no salão.- O que houve?
— Estava esperando meu bebê.- Peguei Francis no colo.- Vem, a mamãe vai te dar um banho.
— Ele está bem.- Disse.
— Mamãe, o cavalo é legal.- Ele disse.
Sorri.- Sei que sim amor.
— Claude dormiu?- Perguntei.
— Quero ir de novo.- Ele disse.
— Sim.- Comecei a caminhar para o quarto de Francis para deixa-lo lá.
A acompanhei.- Amanhã iremos Francis. E não esqueça do que falei.
— O que?- Perguntei.
— Mais tarde.- Disse.
— Ah sim, tudo bem.- Disse.
— Ótimo. Descanse para amanhã filho.- Disse.
— Tá.- Ele disse.
Sorri para ele e depois sai.
Chegamos no quarto de Francis, dei banho nele, o coloquei para dormir e o deixei com a babá dele. Fui para meu quarto, tirei todas as joias que usava, tirei a maquiagem com um produto a base de ervas específicos e depois fui para o banho. Me banhei e depois sai, colocando uma camisola. Penteei meus cabelos e fui para a cama. Peguei minha Biblia e comecei a ler.
Depois de ir falar com a guarda para saber se estava tudo tranquilo no castelo, fui para meu quarto. Mandei preparar um banho, o tomei e me vesti apenas com o roupão. Não me importava de sair por ai assim, eu era o Rei, não tinha problemas. Encontrei algumas empregadas e conversei com elas um pouco, e depois fui para o quarto da minha mulher.
Escutei o barulho da porta e levantei meu olhar, vi que era Henry e voltei a leitura.
— Biblia?- Questionei.
— Sim, é o que lemos.- Disse.
Reparei nela. Os cabelos claros caiam pelos ombros e a camisola caia bem, ainda mais com os seios maiores por causa dos bebês.
— O que foi?- Perguntei.
— Tinha razão para dizer que está mais bonita.- Disse.
— Henry, não precisa fingir, ok? Sei que prefere a Diane e de certa forma eu e ela já entramos em acordo. Sei que só me tem para ter filhos, herdeiros. E fora as empregadas e as mulheres da aldeia.- Disse.
— Vocês não decidem o que eu quero.- Disse.
— Ok.- Disse.
Cheguei até ela e tirei a Bíblia.- Agora não faça essa pose.
— Pose?- Perguntei.
A puxei para mim.- Que não gosta quando venho, que não sente prazer também.
— Eu me casei apaixonada por você, todas as mulheres da França são e você me escolheu, uma Italiana. Não é fácil deixar de amar assim, não sei se um dia serei capaz.- Disse.
— Então deixei isso de lado.- Minhas mãos subiram pela lateral do corpo dela e baixei as alças da camisola.
Ele falava como se fosse fácil, mas não era fácil saber que era traída e ter que aceitar isso. O pior é que ele deixa sempre claro que quem ele ama é a Diane.
Levantei o rosto dela e a beijei. Catherine sempre teve um beijo incrível.
Retribui o beijo.
A deixei mais junto de mim e deslizei uma mão pelas suas costas, chegando até a sua bunda e apertando.
Suspirei ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
A encaminhei para a cama e tirei o meu roupão, voltando a ela. Reparei em seu corpo.- Ainda vou descobri como fazem isso.
— O que?- Perguntei.
— Voltam aos seus corpos assim depois dos bebês.- Disse.
— No meu é porque me cuido na alimentação e faço alguns exercícios.- Disse.
A tocava.- E aqueles espartilhos ajudam.
— Isso é.- Disse.
— Mas nada como estar assim.- Me deitei sobre ela e peguei nos seios.
Suspirei.- Sim.
— Ainda tem leite.- Disse.
— Não.- Disse.
— Ótimo.- Peguei um com a boca.
Suspirei pesadamente e acariciava os cabelos dele.
— Por isso os bebês gostam tanto.- Disse.
— Do que?- Perguntei.
— Desses peitos.- Disse.
— Eu cuido bem deles para eles.- Disse.
— E eu me aproveito disso.- Disse.
Sorri.- Sim.- Eu não podia amar Henry e mesmo assim parecia impossível.
Os tomei com a boca e depois a beijei, me colocando para entrar nela.
— Você não vai... se proteger?- Perguntei em duvida.
— Você quer?- Perguntei.
— Não sei se você quer mais filhos.- Disse.
— Claro que quero com você.- Disse.
O olhei. Não crie expectativas Catherine, não crie.- Eu também quero.
— Ótimo minha rainha.- Sorri e entrei nela.
Suspirei e o beijei novamente.
Eu gostava da Catherine, até a amava de alguma forma, não gostava de quando ficávamos brigados. Mas ela não entendia a minha vontade de outras e que isso não mudava o que eu sentia.
Acariciava os cabelos dele e minha outra mão descia pelas suas costas.
— Você é linda Catherine.- Disse.
— Obrigada.- Disse.
— Sabe que amo você.- Disse indo mais fundo dentro dela.
— Você ama Diane. Afinal conheceu ela primeiro, ela foi seu primeiro e único amor. Acho que só devo agradecer por você ter me aceitado mesmo eu não sendo mais pura.- Disse.
— Você nunca acredita no que sinto.- Disse.
— Antigamente eu sonhava com um casamento perfeito. Não precisava ser com um rei, eu apenas queria um casamento perfeito. Hoje em dia sei que é impossível, principalmente com um rei que amado por todos. Já me acostumei Henry, sei que é impossível para você negar as atenções lhe dadas.- Disse.
A beijei de novo. Se ela aceitasse seríamos muito mais felizes.
Retribui o beijo.
Aumentei o ritmo e ela se entregava. Eu adorava quando ela fazia assim.
Envolvi meus braços no pescoço dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Quebrei o beijo e beijava o pescoço dela, mordendo de leve.- Catherine...- Gemi. Continuei até que chegamos ao prazer máximo e foi maravilhoso. Aquela noite e os semanas seguintes ficamos bem, praticamente felizes. Estávamos numa audiência com algumas pessoas quando vieram me avisar que Bash estava doente. Deixei a reunião acabar e segui para lá.- Vou até Diane, é algo com Bash.
— Ah, ok.- Disse.
— Não faça essa cara.- Disse.
— Não estou fazendo cara nenhuma.- Disse.
— O menino está doente.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Ótimo. Está tudo pronto para a recepção amanhã?- Perguntei.
— Está.- Disse.
— Imagino que vai estar linda.- Sorri.
— É a minha intenção.- Disse.
— Mal posso esperar.- Disse a olhando.
— Você não tem que ver seu filho?- Perguntei.
— Estou indo.- A beijei rápido.- Minha rainha.
— Até.- Disse.
O dia passou com Henry não voltando do quarto de Diane, não que eu fosse esperar isso. Não sei porque ele fingia que gostava de mim sendo que o quarto dele é com ela. No outro dia era a festa, então me arrumei e desci.
Estava conversando com o príncipe da Germânia, nosso convidado, quando vi Catherine descer. Ela estava linda. Pedi licença e fui busca-la.
— Oi.- Disse.
— Está maravilhosa.- Beijei a mão dela quando a peguei.
— Obrigada.- Disse.
— Senhores, lordes, príncipe, acho que não conhece minha esposa e rainha Catherine.- Disse.
— Olá.- Disse.
— É um prazer. Príncipe Ansur, da Germânia.- Ele se apresentou.
Sorri.- Prazer.
— Sua...- Ele tentava falar apesar do idioma diferente.- Esposa é linda.
— Sim, demais.- Disse.
Sorri.- Obrigada. E seu sotaque é lindo.
— Obrigado. Conheço só um pouco da sua língua.- Ele disse.
— Tenho certeza que muitas da corte estão achando o mesmo.- Disse.
— Deve estar fazendo sucesso.- Disse.
— As mulheres aqui são bem lindas e descontraídas.- Disse.
Sorri.- Sim, as francesas são bem... dadas.
— Esperamos que fique bem a vontade.- Começaram a tocar música.- Vamos dançar querida?
— Vamos.- Disse.
A levei para o centro do salão e começamos a dançar.- Essas joias sempre lhe caíram bem.
— Obrigada.- Disse.
— Francis está bem?- Perguntei.
— Está.- Disse.
— O curandeiro disse que o que Sebastian tem é algo que crianças têm, então Francis poderia ter também.- Disse.
— O nome dele é Nostradamus, não “o curandeiro”.- Disse.
— Você sempre o tem sob proteção.- Disse.
— Ele é um amigo e apenas uma criança.- Disse.
— Acho bom que seja.- Disse.
— Ele tem 16 anos Henry, não sou louca de seduzir um menino.- Disse.
— Que bom. Você é minha Catherine.- Disse.
— Não vamos discutir isso.- Disse.
— Estou falando sério.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Estava pensando. Vamos ter outro filho logo. Ou precisa de mais tempo?- Questionei.
— Hã... Não. Já posso ter outro e já estamos tentando, não?- Questionei.
— Podemos tentar com mais intensidade.- Disse no ouvido dela.
— Com mais intensidade?- O olhei.- Quem vê você falando até acredita que você é um rei nada tarado.
— De repente passo uma semana trancado no seu quarto.- Disse.
Ri.- Você não presta Henry.
— Eu sei, mas me ama mesmo assim.- Disse.
— Não consigo evitar.- Sorri.
Dançamos mais um pouco e trocamos de par, como a tradição. Depois de fazer algumas vezes percebi que o Príncipe dançava com Catherine e não gostava de como ele a olhava.
— Você viaja muito então?- Perguntei a ele.
— Sim, meu pai quer que eu conheça as nações amigas.- Ele disse.
— Ah sim, eu entendo. Se minha filha fosse grande poderia oferece-la para casar com o senhor.- Disse.
— Só se ela fosse linda como a senhora.- Ele disse.
Sorri.- O senhor tem lábia.
— Obrigado. É um elogio vindo da senhora.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Uma rainha tão respeitada e linda.- Ele disse.
Apenas sorri para ele.
Que era aquilo? Esse principezinho tá dando em cima dela?
— E já tem alguma esposa em vista?- Perguntei.
— Meu pai quer algumas.- Ele disse.
— Entendo.- Disse.
— Mas eu quero esperar um pouco.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Conhecer mais coisas, viver mais... Casamento é algo sério.- Ele disse.
Sorri.- Sei o que quer conhecer mais, mas você parece tão jovem ainda para já pensar nisso...
— Sim, mas quanto mais experiência melhor, ainda mais com gente mais experiente.- Ele sorriu para ela.
Sorri de volta.- Você é um amor.
Eu ia acabar com aquilo. Entrei pelo salão, chegando a eles.- Príncipe Ansur, vejo que gostou da companhia da minha mulher.- A minha cara com certeza não era mais amigável.
— Henry.- Disse.
— Ela é incrível.- Ele disse.
— Eu sei disso. Aproveite o resto da festa, não só estar com ela.- Disse.
— Henry, Ansur está sendo muito atencioso e estamos apreciando a companhia um do outro.- Disse.
— Sim, não estou entendendo o problema.- Ele o olhou, sorrindo de leve.
Aquele moleque estava me provocando? Dando em cima da minha mulher?- Catherine, venha comigo.
— Com licença, príncipe.- Sorri para ele e fui com Henry.
— O que está fazendo?- Segurei no braço dela.
— Como assim?- Perguntei.
— Com esse moleque!?- Exclamei.
— Estávamos conversando e fora que ele é loirinho e todo fofo, dá vontade de apertar e dar amor.- Disse.
— Ah, você quer apertar e dar amor?- A soltei irritado.- Vai lá então.
— Sério? Ok.- Me virei para voltar.
A segurei, puxando.- O que ia fazer?
— Conversar e dançar.- Disse.
— Se for vai se arrepender.- Disse.
— O que você faria?- Perguntei.
— Tente.- Disse.
Me soltei dele e fui.
A observei ir passear pelo salão e acabar voltando risonha até Ansur. Aquilo me subiu uma raiva louca e eu sabia como atingi-la. Como Diane não tinha vindo a festa para ficar com Bash, engatei uma conversa com algumas moças que vieram na corte de Ansur, e logo indo dançar com uma dela.
Olhei Henry e sorri. Você está indo baixo Henry, já te vi com várias, isso não é mais tão eficaz.- Então Ansur, gostaria de caminhar comigo pelo castelo? Posso te mostrar ele.
— Adoraria.- Ele disse.
Sorri.- Vamos então.
Vi ela ir com ele. Ah Catherine, não deveria me provocar desse jeito. A festa rolava solta, eu bebia e dançava com várias pessoas, e nada de Catherine voltar. Puxei um guarda de canto e ordenei que descobrisse onde estava a rainha e voltasse a me dizer. Tempos depois ele voltou dizendo que eles conversam alegremente na entrada dos aposentos dela. Se pudesse meu corpo tinha se incendiado de tanta raiva, e se não precisasse manter a alinça com a Germânia, mandaria de volta a cabeça de Ansur. Não quis saber de mais nada e voltei a me divertir.
Conversei com Ansur por mais um tempo e depois ele saiu, e eu quando saia do meu banho, vi Francis entrar no quarto, querendo dormir comigo. Sorri e o peguei no colo, indo para a cama.
A festa terminou muito bem e no outro dia eu estava esgotado dela. Fiquei na cama remoendo o que fazer com Catherine e pensar que eu estava querendo me acertar com ela, imbecil, mulheres só são boas quando querem algo. Quando levantei era tarde e ainda encontrei os Germânicos, e o príncipe queria cavalgar, ótima ideia para ter uma diversão. Fui até o quarto de Francis, mas me avisaram que ele estava com a mãe no dela. Ainda leva o menino para lá, suja! Abri as portas e encontrei um Francis risonho.
— Papai!- Francis disse.
— Oi pequeno, quer cavalgar?- Perguntei.
— Bom dia Henry.- Disse.
— Quero.- Ele disse.
— Bom dia. Arrume ele.- Olhei Francis.- Vamos nos divertir sabia? Principalmente por correr a cavalo com o príncipe amigo da sua mãe.
Sorri.- Vamos deixar você ainda mais lindo.- Francis estava deitado, então comecei a fazer cosquinha na barriga dele com a minha boca.
Ele ria.- Oba.
— Estarei esperando ele no salão principal. Não demore.- Disse.
— Ok.- Disse.
Desci e não demorou a Francis chegar. Fomos ao estábulo e logo saímos. O príncipe estava com uma cara de ressaca, então seria fácil me vingar dele, um simples acidente a cavalo, causado pelos efeitos pós-festa dele. Segurava Francis bem junto a mim e fiz o cavalo correr. Ansur me seguiu, eu conhecia o caminho, ele não. Os acompanhantes ficaram para trás e só viram quando rumamos para floresta a dentro, e puxei uma conversa para distrai-lo. Não percebendo uma ramificação de arvore, que fez o cavalo tropeçar e ele desequilibrar e cair. O olhei divertido e sorri, logo gritando por ajuda e todos vieram. Acalmei meu filho que se assustou com a gritaria e levaram o principezinho, que a principio tinha batido a cabeça, ótimo. Voltamos ao castelo e o resto do dia foi em volta disso para todos. Eu me fiz de solidário, enquanto atendiam o príncipe e apoiei a ideia dele retornar logo a seu pais. Não olhava para Catherine sem que a ira subisse em mim, por isso a evitei até a hora do jantar e quando terminamos, e ficamos só nós dois, ela me olhava.- Querendo falar algo?
— Não.- Disse.
— Não é o que sua cara diz.- Disse.
— Então ela não está transmitindo a mensagem certa.- Disse.
— Ótimo, porque espero que tenha curtido sua diversão.- Disse.
— Pode deixar.- Disse.
— Nem vai se defender?- Perguntei.
— Me defender?- Questionei.
— Sabe, o crime de infidelidade de uma rainha é visto apenas com uma saída; morte. Mas tenho outros planos para você.- Disse.
Ri.- Você acha que te trai?
— Não se faça de santa agora Catherine. Estou pensando para onde vou mandar você até saber se você pegou barriga ou não dessa sua diversão.- Disse.
— Eu não te trai Henry. Ele é uma criança!- Exclamei.
— Criança que está voltando para casa com uma ótima lembrança francesa, principalmente de como não deve andar nas florestas. Duas na verdade.- A encarei e senti uma vontade tremenda de me avançar naquele pescocinho.
Suspirei.- Ok Henry, você não acredita, mas ele só tem 15 anos e nunca faria isso. Ele com certeza não é mais virgem, mas eu não faria isso nem se ele quisesse.
— Vai continuar negando mesmo quando ele foi visto na entrada do seus aposentos?!- Questionei.
Suspirei e me levantei.- Boa noite Henry.- Me encaminhei para meu quarto.
— Catherine... Catherine!- A segui até que entrou no quarto dela e entrei atrás, batendo a porta.- Você gostou disso, gostou da sua aventurinha. Não negue!
— Eu não fiz nada!- Exclamei.
— Agora que estávamos tentando outro filho. Merda, o que você fez? Íamos todos para Paris, sabia? Estava tentando me acertar com você! Para que continuássemos como estávamos agora.- Passei a mão pelos meus cabelos nervoso.
Suspirei.- Se você não acredita, saia daqui e me deixa em paz.
— Como eu vou acreditar em você?- Questionei.
— Esquece.- Disse já cansada e tirava as coisas que usava.
— Não vai falar mais nada?- Perguntei.
— Não.- Disse.
Depois daquele dia fiquei mais retraído com Catherine, não tinha certeza que não, mas também não tinha como provar que ela me traiu. Ela não ficou gravida naqueles dias que tivemos e as crianças começaram a crescer mais até que me rendi a vontade de ter ela por um tempo e foi quando as gêmeas vieram, mas o que era para ser uma alegria a mais, virou uma tristeza profunda, ambas morreram com alguns meses de vida e isso destruiu Catherine e a mim de certa forma também. Acho que para nos poupar inconscientemente de isso ocorrer novamente fomos nos afastando como marido e mulher, sendo apenas pais dos nossos filhos e rei e rainha na frente de todos. Eu sentia falta dela, mas nisso Diane supria, mas não era ela. Durante os anos ouvi alguns rumores de um ou outro caso dela, mas nunca confirmei nenhum. Uma noite depois de uma festa acabei com aquilo e a tive minha, afinal era minha mulher ainda e assim seguiram os dias, não demorando a ficar gravida. Assim vieram nossos dois filhos mais novos. A idade nos afetou, eu fui perdendo meus cabelos, ela tomou traços de mulher madura, mas não perdia a beleza e a sensualidade. Sim, eu ainda tinha sentimentos por ela, mas estavam tão fundos que era melhor deixar assim. Estávamos numa festa, a corte da rainha Mary com quem Francis vai casar, havia chegado, olhei pelo salão. Catherine estava no trono ao meu lado.- E vamos começar a casa-los.
Sorri.- Estou muito orgulhosa do meu menino. Será rei de dois países.
— E ainda vai ter uma mulher muito bonita.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Mary cresceu muito depois que saiu daqui, era uma pirralha.- Disse.
— Ela tem 15 anos, Henry, não cresceu tanto assim.- Disse.
— Olhando assim é uma mulher perfeita. Assim como você na idade dela.- Disse.
Ergui as sobrancelhas.- Já está na crise de querer garotinhas, ótimo.
— Você está muito bonita.- Disse.
— Eu sei disso.- Disse.
— Gosto quando usa vermelho assim.- Disse.
— E eu gosto quando você fica quieto.- Disse.
— É é isso que vai dizer quando eu tirar esse vestido.- Disse.
Ri.- Acho que não.
— Porque não?- Questionei.
— Porque não temos nada a anos e você do nada quer ter alguma coisa? A Diane não está dando mais conta?- Questionei.
— Não posso te desejar mais?- Perguntei.
— Não. Você perdeu esse direito.- Vi Nostradamus chegando no salão.- Com licença.- Levantei e fui até ele.
A vir ir e sim, estava sentindo falta dela novamente. Queria a tocar, beijar... Continuei meu papel ali na festa e quando começaram as danças dei um jeito de chegar até ela.- Não vai fugir tão fácil.
Suspirei.- Fazer o que.
— Nunca foi de fugir de mim Catherine.- Disse.
— Não finja que os últimos anos não aconteceram. Você e eu não temos nada desde Henry.- Disse.
— E vai dizer que não sente falta?- A colei mais em mim.
— Não é só você que tem casos. Acredite ou não, tem homens que me desejam ao contrário de você que prefere sua amante toda enrugada e com um nariz do tamanho de um galho de arvore.- Disse.
— Para quem não se importa repara muito.- Disse.
— Não disse que não me importo. Claro que me importo. Ela roubou o meu marido e deixou só o rei. Com os anos aprendi a não ligar mais para isso e a deixar te amar, de esperar que mude.- Disse.
— Você deixar de me amar?- Sorri.- Sabemos que não é possível.
— Não tenha tanta certeza.- Disse.
— Ah, eu tenho. Sempre voltava a você. Até que ficou fria comigo.- Disse.
Suspirei e não falei mais nada. Não adiantava falar com ele.
Continuamos dançando até que trocamos de par e mesmo sem querer pensava no que ela tinha dito; não, Catherine sempre tinha me amado era algo que eu sempre soube que não ia mudar.
Depois da festa passar, me encaminhei para a sala de consumação. Uns nobres amigos da corte estavam se casando e como rainha tinha que assistir.
— Isso não lhe lembra algo?- Perguntei chegando por trás dela e sussurrando no ouvido.
Me arrepiei a voz dele.- O que?
— Nossa noite, a primeira de tantas.- Disse.
— Difícil esquecer com um monte gente olhando.- Disse.
— Você se saiu muito bem.- Eles tinham começado o ato e lembrar dela assim me excitou.
Pude sentir a mudança de estado de uma parte do corpo dele.- Henry, controle-se.
— O que querida?- Questionei.
— Controle-se. É ele que tem que ficar excitado, não você.- Disse.
— Agora que me avisa?- Disse brincalhão.
Apenas sorri.
Terminamos de participar da consumação e saímos de lá, mas Catherine se adiantou e saiu da minha vista. O que estava pensando? Devia ter bebido vinho demais, ela estava certo. A anos não temos intimidade, mas eu queria a ter, ela era minha mulher. Bebia mais vinho enquanto pensava nisso e encontrei algumas moças. Não me importei em flertar, até agarrar umas dela, mas uma vontade me atingiu, eu queria Catherine. Deixei elas de lado e segui para o quarto dela.
Penteava meus cabelos para ir dormir quando ouvi a porta abrir.- Quem é essa hora?
— Catherine.- A chamei.
Me levantei e fui a parte principal do quarto.- Henry?
— Ai está você.- Disse tentando soltar os botões do casaco.
— O que está fazendo?- Questionei.
— Você é minha mulher.- Disse.
— Não, sou sua rainha. É bem diferente.- Disse.
— Minha mulher, minha rainha, minha esposa. Pare com isso de querer dividir!- Disse finalmente conseguindo abrir aquele casaco.
— Henry, você tá bem?- Perguntei.
— Claro que estou.- Disse indo até ela, mas tropecei no caminho.
— Ah Deus.- Peguei ele pelo braço e o levei até a cama.- Deite ai, vou pedir um chá para você.
— Que chá.- A puxei.- Eu quero é você.
— Henry.- Coloquei minha mão no peito dele.- Você está bêbado.
— Não tanto para não poder ter você.- Disse.
— Você me tem outro dia.- Não adiantava discutir agora.- Agora você precisa dormir e se recuperar.
— Não vai vai fugir de mim de novo.- Tentava a segurar.
— Eu não vou fugir.- Disse.
— Então fique quieta.- Consegui a pegar de jeito que deu para beijar.
— Henry, pare.- O afastei.- Você está bêbado, precisa dormir.- O cobri.- Amanha vemos isso, ok? De manha se você quiser até.
— Não Cath.- Beijei o pescoço dela.
— Henry, pare. Por favor, durma. É o certo no seu estado.- Disse.
— Catherine.- Disse descendo as mãos pela lateral dela e descendo os beijos até o ombro.
— Henry, já pedi para parar.- Disse.
— Você não quer que eu pare.- Disse.
— Não, não quero. Mas também não quero que seja com você bêbado, fora que você nem vai conseguir... funcionar nesse estado.- Disse.
— Está duvidando de mim?- Perguntei.
— Henry, durma de uma vez e nos falamos amanha.- Me virei para o outro lado.
— Que inferno mulher!- Disse me esforçando para levantar.
Ele não queria ajuda, então não fiz nada.
Consegui levantar e cambaleei. Droga, não lembro de ter bebido tanto assim para sair dali.
Entrei para baixo das cobertas e assoprei a vela.
Sai de lá completamente furioso, chegando no quarto. Diane serviu para descarregar a raiva, mas não era o que eu queria. Não demorei a apagar e só me levantei quando o outro dia já estava alto. Ordenei que preparassem meu banho e depois dele, me vesti indo resolver algumas coisas. Passei algumas ordens ao Bash e depois fui numa recepção de um Lorde, onde muitas moças fizeram esfriar bem a cabeça. Quando voltei a noite para casa, ia para meu quarto quando encontrei Catherine vindo da sala de jantar.
— Oi.- Disse.
— Boa noite.- Disse.
Segui meu caminho.
— Catherine.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Vai pagar pela ultima noite. Nem mesmo a fria esposa pode se negar ao rei.- Disse.
Suspirei.- Eu não me neguei, mas do que adianta eu me explicar? Agora eu estou mais preocupada com outros assuntos mais importantes, Henry; meus filhos. Com licença.- Continuei a andar.
— Já vi filhos se esconderem nas saias da mãe. Mas você é a primeira que se esconde atrás dos filhos.- Disse.
Me virei para olha-lo.- Você pode não ama-los, mas eu tenho dois filhos pequenos para cuidar. E do meu filho mais velho, futuro rei da França. Com certeza melhor que você.
— Futuro rei que você estragou com suas proteções, fazendo do meu filho um molenga!- Exclamei.
— Francis não é molenga, ele só tem coração, diferente de você.- Disse.
— Está falando a rainha dos corações, não é? E ainda se acha melhor que eu, coisa que nunca será.- Disse.
Sorri.- Você acha que é meu dono, não é? Pensou como será quando morrer? Estarei livre, meu filho seria o rei e nunca mais teria o crime de adultério nos meus ombros.
Avancei nela, a pegando pelo pescoço.- E se você morresse? Eu que ficaria livre de uma rainha que se deita com garotos pela corte.
— Mate-me então.- Disse.
Apertei aquele pescoço até que a olhei. Merda, aquela mulher... A soltei.- Já passou por essa sua cabeça que tudo isso é sua culpa também?
— Minha culpa?- Questionei.
— Se você não tivesse colocado o seu ego na frente de tudo poderíamos ter tido um casamento normal, mas você teve que encher tudo com reclamações e acusações.- Disse.
Ri.- Essa é ótima.
— Ria. Mas quando nós estávamos reconstruindo, foi você que destruiu tudo e não eu.- Disse.
— Ah tá, ok.- Disse.
— Quem não acredita agora?- Perguntei.
— Ontem eu quis cuidar de você, você não quis, então Henry acho que não temos salvação mais. Vamos continuar nossas vidas.- Disse.
— Talvez tivesse se fosse a mulher que eu amava, não essa.- Disse e sai dali.
POV Catherine.
Suspirei e fui no quarto de Charles e Henry que brincavam pulando na cama só com a roupa de baixo.- Meu Deus, o que é isso? Onde está a babá de vocês?
— Foi pegar água.- Charles disse.
— É bom pular.- Ele ria.
Sorri.- Querem ir dormir com a mamãe? Posso contar história para vocês.
— Quero.- Charles desceu e correu para mim.
— E você Henry?- Perguntei.
— Quero!- Henry disse.
Sorri.- Então vamos lá.- Coloquei um roupão em cada um, peguei um pijama para cada um e fomos para meu quarto.
— Seu quarto é tão grande.- Charles disse.
— Verdade. Agora vamos ao banho.- Chamei minhas criadas para colocarem água na banheira. Elas não demoraram e logo o banho tava pronto.- Os dois para dentro.- Tirei a roupa intima dos dois.
Charles entrou primeiro.- Está quentinha.
— Está sim.- Disse.
Ele entrou com a ajuda da mãe.- Gostosa, vem mamãe.
— Eu?- Questionei.
— É.- Charles disse.
Sorri.- Ok.- Tirei meu vestido, as joias que usava e entrei na banheira, colocando eles no meu colo.
— Mamãe, porque o papai não fica aqui com você?- Henry perguntou.
Molhei o cabelo dele, acariciando o rosto dele.- Ah meu amor, você não vai entender. É muito bebê.
— Eu gosto quando o papai vem ficar com a gente. Ele só é sem jeito, meio estranho.- Charles disse.
— Não é estanho.- Henry disse.
— O pai de vocês é muito ocupado, vocês entendem isso?- Perguntei.
— Ele é o rei.- Henry disse.
— Isso, então ele não tem muito tempo de sobra.- Disse.
— Nem um pouquinho?- Charles questionou.
— Chama ele mamãe.- Henry disse.
— Chama-lo?- Questionei.
— É, ai ele conta a história junto.- Charles disse.
Suspirei. Como diria não? Eles não entendem. Chamei uma das minhas dama e pedi para chamar Henry, mandei um bilhete explicando.
POV Henry.
Estava cansado daquelas brigas e Diane vinha me incomodando com cobranças. Deveria botar as duas num navio e zarpar oceano a dentro. Tomei banho e me troquei. Analisava alguns documentos quando bateram e fui abrir; era um bilhete de Catherine. Os meninos estavam pedindo por mim. Havia alguns dias que não ficava com eles, então decidi ir. Peguei o roupão e me aprontei. Diane me olhou estranho.- O que foi?
— Onde você vai?- Ela perguntou.
— Catherine está me chamando. Na verdade, os meninos estão.- Disse.
— E você vai? Pensei que a odiasse.- Ela disse.
— São meus filhos Diane. Também atendia quando Sebastian me chamava.- Disse.
— Você sempre disse que eu e ele somos diferentes para você.- Ela disse.
— E são, mas eles são pequenos não entendem.- Disse.
— Sei.- Ela disse.
— Vai reclamar agora?!- Exclamei.
Ela suspirou.- Ok Henry, vai lá.
— Haja paciência.- Disse saindo e atravessando para o quarto de Catherine.
POV Misto. (Henry e Catherine.)
Tomava banho com os meninos. A água era quentinha e o banho estava gostoso.
Entrei no quarto e ouvia as risadas. As segui, logo os achando.- É festa?
— Papai!- Charles exclamou.
— Charles, calma.- Sorri e beijei a bochecha dele.
— Vem tomar banho papai.- Henry disse.
— Vocês estão numa bagunça e tanto isso sim.- Disse me aproximando.
— Eles são muito agitados.- Sorri para os dois.
— Vem, entra.- Henry disse.
— Como posso recusar tantos pedidos?- Questionei.
Nos ajeitei para ele entrar.
Tirei minha roupa e entrei. A água estava morna e gostosa, até um pouco transparente, então podia ver um pouco da silhueta de Catherine. Não pense, não vale a pena.
— Agora vamos dar banho em vocês.- Passava o sabonete primeiro no corpo de Charles.
Molhei Henry e não que não amasse meus filhos, mas depois que as gêmeas morreram alguma coisa em mim mudou, não conseguia demonstrar como antes.
— Como foi a aula de vocês hoje?- Perguntei enquanto lavava os cabelos de Charles.
— Boa. Já sei escrever meu nome.- Charles disse.
— Já?- Questionei.
Sorri.- Parabéns querido. Amanha você pode escolher o que quiser de almoço.- Beijei o topo do nariz dele.
— Oba.- Charles disse.
— Parabéns filho.- Pensei em algo para recompensa –lo.- Vai ganhar um presente amanhã.
Sorri.- E você Henry? Está indo bem no espanhol e italiano? Vocês sabem que a minha língua nativa é italiano, né?
— Sei.- Henry disse.
— Que bom. Como estão indo nas línguas novas então?- Perguntei.
— É legal.- Charles disse.
— E você Henry?- Perguntei.
— É estranho.- Henry disse.
— Ele não gosta.- Charles disse.
Ri.- Tadinho, mas depois você vai ver que é muito necessário. Serão príncipes muito concorridos.
— Sim, príncipes que todos vão adorar e também vão ser fortes quando poderem lutar.- Disse.
— Você sabe lutar?- Henry perguntou.
— Sabe muito bem.- Charles disse.
— Seu pai é um dos melhores guerreiros do reino Henry e vocês também serão.- Me estiquei um pouco e peguei um óleo de flores de colocar no banho e derramei na água.
— Obrigado e já sei. Vou dar uma espada a cada um.- Disse.
— Henry!- Exclamei.
— O que? Uma hora vão usar. Não agora.- Disse.
— Legal.- Henry disse.
Suspirei.- Meu Deus.
— Papai.- Henry disse.
— Oi.- Disse.
— Pede Charlie.- Henry disse.
— A gente pode ter um cachorrinho?- Charles perguntou.
Sorri.- Acho que seria uma ótima ideia.
— Acho que cada um pode ter um.- Disse.
— Amanha mandamos procurarem por filhotes na redondeza.- Disse.
— Obrigado papai.- Charles pulou na água.
Sorri.- Ok, vamos tomar esse banho e ir para a cama.
Ajudei ela a terminar o banho deles e depois contei a história que eles pediram, mas não aguentaram e pegaram no sono.- Eles vão ficar aqui?
— Vão.- Disse.
— Tudo bem.- Ajeitei as cobertas deles e os olhava.- Você pensa nelas?
Suspirei.- O tempo todo.
— Vou passar a ficar mais com eles. Eles não tem culpa disso.- Disse.
— Não, não tem.- Disse.
A olhei. Ainda estava de roupão e tinha a observado durante o banho, o seu corpo ainda estava belo e bem firme como senti no outro dia.
— O que está olhando?- Tirei o roupão que usava e peguei uma camisola para dormir.
— Você.- Disse.
— Eu sei. Quero saber porque.- Disse.
— Não sou proibido disso e não é algo que possa me impedir.- Disse.
— Eu sei.- Coloquei a camisola e fui para a cama.
Estava do lado de Charles que estava agarrado em mim de um jeito que não poderia sair sem acordá-lo. Ela estava com a mesma camisola de ontem, que a deixava sexy demais.
— Você não precisa ficar aqui. Sei que Diane te espera.- Disse.
— Não quero saber dela.- Disse.
— Tudo bem.- Acariciava os cabelos de Henry que estava totalmente aninhado nos meus seios. Eles realmente gostam desse lugar.
— Henry vai sair a mim. Gostando de estar aí.- Disse.
Sorri e beijei os cabelos dele.- Ele gosta mesmo.
— Meu ultimo filho. É estranho pensar isso.- Assim como é ficar aqui conversando depois da briga que tivemos, o pescoço dela até estava avermelhado ainda. Eu tinha esse problema, sempre tinha essas explosões.
— Você ainda pode ter com a Diane e com outras mulheres.- Disse.
— Um bastardo já me deu dor de cabeça suficiente.- Disse.
— Ok.- Disse.
— E agora tenho que botar Francis no caminho certo e casar bem a Claude.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Então não é mais hora de bebês.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Tem olhado Mary? Não quero surpresas com ela.- Disse.
— Estou.- Disse.
— Ótimo. Que ela dê logo um filho a Francis assim a França fica aliviada com um herdeiro logo. Não como foi com a gente.- Disse.
— Eles nem são casados.- Disse.
— Mas vão casar logo.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Não custa preparar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Coitada dessa menina.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Do jeito que protege Francis vai sempre ficar contra ela.- Disse.
— Não entendi. Eu criei a menina como minha filha, Henry.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Ok.- Disse.
Paramos de conversar e conforme pensava, olhava ela; como o decote na camisola deixava os peitos incríveis, a forma que as pernas, que eu sabia que eram maravilhosas, marcavam o tecido... Ora, o que é isso? É Catherine, não devia estar tentado assim.
O olhei e suspirei. Eu não devia, mas infelizmente meus sentimentos por Henry vinham a superfície cada vez que o olhava. Sou tão burra... Você cresceu Catherine, não é mais criança.
Charles se mexeu, tirando a minha atenção dela.- Ele sempre dorme assim?
— Assim como?- Perguntei.
— Espalhado.- Apontei o braço e a perna jogados quase acertando o irmão.
Ri.- Sempre.
— Nem parece com alguém aqui.- Disse.
— Quem?- Perguntei.
— Você, claro.- Disse.
— Eu não!- Disse.
— Imagina que não.- Disse.
*****
Dias passaram e no castelo estava tudo ótimo. Minha relação com Henry ainda é estranha, mas já estava acostumada. Agora estava sentada no jardim tomando um chá e vendo Charles e Henry brincarem.
— É estranho ver eles brincarem com um presente do pai.- Francis disse ao ver os cachorros.
— Sim.- Disse.
— Mas que bom que é algo que os deixa felizes.- Ele disse.
— Sim.- Disse.
— Posso saber o que motivou essa boa vontade dele? E vocês agora são só sorrisos.- Ele disse.
— Você devia perguntar isso a ele.- Disse.
— Estou perguntando a você.- Ele disse.
— Mas eu não sou seu pai para saber porque ele deu os cachorros.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
Não sabia o que estava havendo, mas vinha gostando cada vez mais de estar bem com Catherine, isso era muito novo. E claro que meu corpo está gostando disso, afinal cada vez que chego perto dela, fico excitado facilmente. E agora estou assim, a vendo de longe. Cansei de só olhar, preciso ter ela. Para isso atravesso o campo do jardim.
— Henry, oi.- Disse.
— Tudo bem com Francis?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— E você?- Perguntei.
— Estou bem.- Disse.
— Muito bem pelo que vejo.- Olhava de cima pelo decote que ela usava.
Sorri.- Henry, você devia manter a descrição.
— Com o que querida?- A olhei.
— Com os seus olhares.- Disse.
— Só estamos nós aqui.- Disse.
— Tem bastante gente no jardim e você está me despindo na sua cabeça.- Disse.
— Talvez um pouco mais que isso.- Disse.
— Ah é? E o que?- Questionei.
— Te despindo aqui no jardim mesmo e você sem recuar.- Disse.
— Íamos fazer um show então?- Perguntei.
— Com certeza. Com direito a incentivo e tudo mais.- Disse.
— Ai o povo da França ia conhecer sua rainha bem intimamente.- Disse.
— E ver do que ela é completamente capaz.- Disse.
Ri.- Pois é.
— Então...?- Questionei.
— O que?- Questionei.
Estendi a mão para o jardim.- Esperando o que pra começar?
— O que? Meu Deus, não!- Exclamei.
— Ora, encontrei algo que não tem coragem para fazer.- Disse.
— Nossos filhos estão aqui.- Disse.
— Bom que já vão aprendendo.- Provoquei.
— Que horror.- Disse.
— Um rei pode sonhar e normalmente realiza o sonho. Ah, estou inspirado por essa beleza dupla.- Disse.
— Dupla?- Questionei.
Fiz o formato dos seios dela com as mãos.
Ri.- Meu Deus. Você é tarado.
— Não ouse dizer que descobriu agora.- Disse.
— Nem um pouco.- Disse.
— Ótimo.- Sorri, olhando os meninos.- Sabe, vamos dar uma festa? Esse castelo está precisando se animar.
— Festa do que?- Questionei.
— Qualquer coisa.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Apronte tudo e principalmente você.- Disse.
— Eu?- Questionei.
— Não finja que não entendeu.- Sorri e fui até os meninos.
Sorri e fiquei os olhando.
Logo depois de ficar brincando com os meninos, a festa foi anunciada, mas como estava muito em cima ficou para amanhã mesmo. Tive uma briga feia com Diane que não gostou de me ver tão brincalhão com Catherine, a ponto que a mandei dormir em outro lugar. Definitivamente não sabia o que estava havendo comigo, mas sabia que amanhã a noite minha mulher seria minha de novo.
Hoje era o dia da tal festa e por incrível que pareça, queria me arrumar para Henry. Como ele gostava de vermelho, coloquei um vestido vermelho e com um decote generoso, assim como uma parte mais transparente na lateral do vestido, coloquei as joias, arrumei meu cabelo e fiz a maquiagem. Terminei de me ajeitar e fui para o salão.
Estava na festa e via Mary e Francis conversando, apesar dos anos sem se ver estavam voltando a ter uma relação, isso era bom. Quando olhei para entrada, vi Catherine e estou muito ferrado. Ela estava lindíssima que me fez a desejar ali mesmo. Fui até ela e a beijei na mão.- Você está maravilhosa.
Sorri.- Obrigada.
— E todos estão reparando isso.- Disse percebendo os comentários ao nosso redor.
— Você tem um ouvido muito bom mesmo.- Disse.
— Costume de perceber detalhes.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Vamos dançar?- Questionei.
— Vamos.- Disse.
Abriram caminho para nós e chegamos ao centro do salão, começando a dançar. Pensava no que tinha provocado aquela minha reação com ela e só conseguia pensar em ela dizer que não me amava mais. Será que não amava mesmo?
— Você ouviu a história dos dois padres que foram pegos?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Imagino a cena.- Disse.
— Eu prefiro não.- Balancei a cabeça e vi um lorde que tinha ouvido que ele tinha dormido com ela, a olhando, babando. Aquilo me fez sentir mal ou melhor, ferver de raiva.
— Tudo bem?- Questionei.
— Um amigo seu está aqui.- Disse.
— Amigo?- Questionei.
— Lord Robert.- Disse.
Olhei para onde ele olhava.- Oh, nossa.
— E depois eu que sou o tarado.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— O modo que está lhe olhando. Deveria mandar arrancar os olhos dele, o que acha?- Questionei.
— Henry, sem violência.- Disse.
— Tudo bem, só decapita-lo.- Disse.
Sorri e toquei o peito dele.- Sem nada. Seja superior.
— Bem, não fui superior durante esses anos.- Disse.
— Ok, esquece.- Disse.
— Vai dizer que não reparou que as suas diversões sumiram da corte com algum tempo.- Disse.
— Eu percebi.- Disse.
— Digamos que eles se arrependeram disso.- Disse.
— Você é muito vingativo, Henry.- Sorri de leve.
— Não faz ideia.- Disse.
Apenas sorri.
Dançamos mais e queria tira-la dali e levar direto para o quarto, mas tínhamos nosso dever de anfitrião. Então em uma certa hora tivemos que nos separar, mas não tirei os olhos dela principalmente quando Robert se aproximou.
— Robert.- Disse.
— Milady.- Ele beijou a mão dela.
— Vossa majestade.- O corrigi.
— Mudando agora?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Você está linda, como sempre. E sorrindo, parecendo feliz.- Ele disse.
— Eu estou.- Disse.
— Poderíamos aumentar isso.- Ele disse.
— Não, obrigada.- Disse.
— O que? Porque não?- Ele perguntou.
— Porque não.- Disse.
Não ia ficar vendo aquilo assim.
— Mas eu...- Robert disse.
— Você o que?- Perguntei chegando a eles.
— Henry.- Disse.
— Majestade.- Ele fez uma reverencia.- Estava conversando com a rainha sobre como eu estaria ao dispor sempre que precisasse.
— Robert, não começa.- Disse.
— Lorde Robert.- Sorri e me coloquei ao lado dele com a mão no seu ombro.- Sabe, se a minha rainha o dispensou dos serviços, você não deveria ousar falar com ela novamente. Agora a conversa é somente comigo, já que tenho um tratamento especial a quem se atreve a fazer isso.
— Henry, não dá corda.- Disse.
— Agora eu sugiro que saia daqui e não volte a incomodar a minha mulher.- Sorri.- Obrigado.- O soltei e ele saiu dali, mas fiz sinal para a guarda o seguir.
— Você é impossível.- Disse.
— Sempre cuidei para que eles não a envolvesse em escândalo, não vou parar agora.- Disse.
Apenas sorri.
Segui com ela; comemos, bebemos do vinho... Parecia que era anos atrás quando éramos jovens e iniciava nosso reinado, tudo mais leve, mais simples. Ela conversava com algumas senhoras e eu a observava. Só de pensar em tirar aquele vestido... Não percebi que Diane tinha chegado a mim e me chamou para uma conversa que foi só aborrecimento, e já estava cheio das cobranças dela, tanto que a deixei sozinha. A festa seguiu e quando estava para terminar, acompanhei Catherine.— Você parece alegrinha.
— Como assim?- Perguntei.
— Acho que bebeu demais.- Disse.
— Não.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Agora seja boazinha e me deixe te levar.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Ótimo.- Segui com ela até que chegamos ao quarto dela.- Pronto.
— Obrigada. Boa noite.- Disse.
— Onde pensa que vai?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Acha que acabamos?- Me colei nela.- Está linda demais para isso.
Sorri.- E o que você quer?
— O que tanto tem me recusado; você.- Disse.
— Eu não recusei.- Disse.
— Recusou sim.- Beijei seu pescoço.
Me arrepiei.- Não.
— Porque diz que não?- Perguntei.
— Porque eu não recusei.- Disse.
Abri a porta e entramos.- Não me deixou continuar.
— Das ultimas vezes você nem tentou.- Disse.
— Naquele dia eu queria você.- Disse.
— Que dia?- Questionei.
Desci os lábios pelo ombro dela e ousei indo mais pelo decote; aqueles seios que eu adorava.
Me arrepiei e suspirei.- Vamos fazer isso em pé?
— Já vamos chegar na cama querida.- A virei para soltar os cordões do vestido.
Enquanto ele soltava o vestido, eu tirava minhas joias e soltava meu cabelo.
— Sempre preferi seu cabelo solto.- Disse.
— Com a idade fica estranho usa-lo solto.- Disse.
— Fica muito mais bonito.- Terminei de soltar e o deixei cair.
Sorri e terminei de tirar as joias.
A virei para mim.- Poderia usar vestidos sempre assim.
— Porque?- Perguntei.
— Te deixam muito mais bonita.- Soltava o corpete.
— Vou usar mais então.- Disse.
Soltei o corpete e tirei o resto que ela usava. A olhei nua. Como pude ficar tanto tempo longe dela?
— O que?- Andei até a cama, me deitando.
Tirei meu casaco e os sapatos, indo até ela.- Acho que é a mãe de seis filhos com o corpo mais incrível que já vi.
— Eu me cuido.- Disse.
— Muito bem.- Disse indo para a cama e chegando junto dela.
— Que bom.- Disse.
Parei de enrolação e a beijei. Catherine era minha, sempre foi.
Retribui o beijo.
A vontade que eu tinha desse beijo me dominou assim como tinha de a ter. Parcialmente vestido ainda fiquei por cima dela e minhas mãos exploravam o seu corpo.
Comecei a abrir a camisa dele, acariciando seu peito.
Peguei nos seios dela e tinham mantido o volume. Entendia porque as crianças só queriam ficar ali.
Suspirei pesadamente ao toque dele, mas sem deixar de beija-lo.
Brinquei com eles, a provocando e ficando mais excitado. Já me sentia pressionando contra a calça.
Suspirei e desci minha mão, começando a abrir a calça dele.
— Acha que ainda engravidará?- Perguntei.
— Muito difícil.- Disse.
— Ótimo. Odeio aquelas proteções.- Disse.
— É ruim mesmo.- Disse.
Tirei a calça e me coloquei entre as pernas dela, me ajeitando sem esperar mais e entrando dentro dela.
Gemi e suspirei.- Você ainda está no pique, é?- O provoquei, mordendo de leve a orelha dele.
— Com certeza. Talvez até maior.- Disse.
— Maior? Estou achando que está se gabando demais.- Ri.
— Então resta a mim provar a você.- A beijei, tomando ritmo nos meus movimentos.
Gemi, voltando a beija-lo e acariciando suas costas.
Me deixei entrar por completo nela. Ah, que delicia. Principalmente com os toques dela, as vezes com as unhas que me arrepiavam.
Gemi, sem deixar de beija-lo e envolvendo minhas pernas na cintura dele.
— Você continua uma delicia.- Disse.
Sorri.- Bem, acho que não mudamos com o tempo.
— Não mesmo.- Disse me afastando um pouco e tendo uma visão completa dela, e pegando nos seus seios.
Suspirei.- Você gosta mesmo de seios.
— Sabe que sim e esses seus...- Suspirei, os pegando com a boca.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas suas costas.
Mordi eles de leve e aumentei nosso ritmo. Sentia a cama balançar com a gente e isso me fez rir.
Ri.- Você é muito forte para conseguir balançar essa cama.- Toquei o peito dele, beijando o maxilar dele.
— Eu me cuido.- Imitei ela.
Sorri e o beijei.
Rolamos na cama e acabamos ficando de lado. Pude pegar na bunda dela, apertar e dar tapas.
Desci minha mão pelo peito dele. Henry tinha corpo de jovem ainda, o que o deixava ainda mais charmoso e sexy.
— Você gosta de mim assim, não é?- Perguntei.
— Claro.- Disse.
— Eu sabia.- Voltei a ficar por cima dela.- Sabia que ainda era minha.- Beijei seu pescoço.— Que me amava.
Me arrepiei.- Sempre fui sua e sempre serei.
— Sempre Cath, sempre será.- Disse sentindo o prazer aumentar a cada investida e percebia que ela também se entregava a isso.
Suspirei e o beijei.
Segurei e puxei a perna dela para mim, ficamos mais unidos, se é que era possível e não paramos até atingir o êxtase.
— Eu te amo.- Disse.
Sorri, a beijando e descansando sobre ela.- Eu também.- Sim, eu sempre a amei de algum modo, só nunca fui de demostrar ou ficar falando isso.
Apenas sorri.
Depois de descansar um pouco, rolei deitando ao lado dela.- Sentia sua falta.
— Eu também.- Disse.
— Mesmo? Não parecia.- Me apoiei no cotovelo para olha-la.
— Bem, a gente sempre sente falta de quem ama.- Disse.
— E para que me disse aquilo?- Perguntei.
— Essa sou eu.- Disse.
— Não vai mais se afastar assim não. Vou ser um marido exigente, toda noite.- Disse.
— Toda a noite?- Ri.- Você acha que consegue tanto?
— Claro que sim, como quando nos casamos.- Lembrava daquela época, da nossa primeira noite. Ela ainda tremia ao meu toque e demorou um pouco a se acostumar comigo. Eu pegava leve com ela, contudo que tinha acontecido e só me concentrava na garota linda que tinha me casado.
Sorri.- Tudo bem então.
— Quero só ver se você aguenta.- Disse.
— Está duvidando?- Questionei.
— Bem, sim.- Disse.
Sorri.- Vamos ver então.
— E o que ganho se apostar?- Questionei.
— Muito sexo.- Disse.
— Agora falamos minha língua.- Disse.
Ri.- Você é um tarado.
— Eu? Imagina.- Disse.
Apenas sorri.
— Já que estamos em paz como a anos nãos estamos queria perguntar algo.- Disse.
— Pergunte.- Disse.
— Muitas nações virão para o casamento de Francis, inclusive a Germânia; Ansur. Você e ele...?- Perguntei.
— Não! Já disse que não. Ele era um bebê na época. E só fui ter relações com outros homens, depois de Henry. Antes disso nunca.- Disse.
— Porque fez aquilo então? Sabia que eu entenderia assim.- Disse.
— Exatamente por isso.- Disse.
— Seus planos são ardilosos e nos separaram por anos.- Disse.
— Desculpe, mas você nos separou. Você deixou claro que não ficaria só com uma e eu deixei claro que eu não aceitava. Sempre foi um acordo e você sempre foi ciente disso.- Disse.
— Eu estava voltando para você. Talvez saísse as vezes, mas sempre voltaria para você. Mas isso nunca lhe seria suficiente.- Disse.
— Não era e nem é.- Disse.
— Talvez seja do seu interesse que mandarei Diane embora. Para Paris, não sei.- Disse.
Suspirei.- Existem outras mulheres, Henry. Não faço ideia a quem Francis puxou.
— Deus, você nunca fica satisfeita.- Disse.
— Não, não fico. Se você tem o direito de ter amantes, eu vou continuar com os meus também. Eu não vou ser a única a ser traída.- Disse.
— O que você quer de mim Catherine?!- Exclamei.
— Você será fiel.- Disse.
— É isso? O de sempre. Você me quer apenas para você?- Questionei.
Ri.- Acha que sou burra? Sei que isso nunca vai acontecer, você não é assim. Mas pelo irá se comprometer e talvez nunca saiba das suas traições.
— Está dizendo que não sou capaz de cumprir uma promessa?- Questionei.
— Sei que você é tudo, mas é um homem temente a Deus, e nem a promessa que você fez na frente Dele você cumpriu, que era exatamente essa no nosso casamento, então...- Dei de ombros.
— E veja a que caminho nos levou.- Disse.
— Pois é.- Disse.
Ficamos quietos por um tempo e fui repassando esses anos que poderiam ser assim, com ela, ter ficado mais próximo de Francis, Claude ao contrário de ficar focado em mim, como um grande idiota e egoísta. Aquela sensação me sufocava. Talvez a morte das minhas filhas fosse um castigo pelas minhas faltas, para não sofrerem também. Levantei angustiado com aquilo e andei pelo quarto, tentando fazer que passasse.
— O que está fazendo?- Perguntei.
— Isso é minha culpa, tudo isso tem sido minha culpa.- Disse.
— O que?- Questionei.
— Tudo. As meninas, nosso casamento, Francis... Tudo. Posso ser um bom Rei, mas fracassei nisso.- Tinha uma mesinha com umas garrafas e não me importei em chutar.
Suspirei.- Você não tem nada a ver com a morte delas. Já com os outros a culpa é toda sua mesmo.
— Claro que é. Foi um castigo para mim e uma salvação para elas, longe da minha presença.- Disse.
— Claude matou elas.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Claude matou elas.- Disse.
— Isso é impossível, ela era uma criança.- Disse.
— Ela tinha ciúmes, inveja, sei lá...- Suspirei.- E as afogou com uma rosa.
— Você nunca me contou isso.- Disse.
— Óbvio que não.- Disse.
— Elas eram minha filhas!- Exclamei.
— E?- Questionei.
— Eu merecia saber.- Disse.
— E ai ia odiar Claude.- Disse.
— Não iria.- Disse.
— Iria. E as gêmeas já morreram, não adianta mais remoer.- Disse.
Sentei na beirada da cama, de costas para ela. Eu tinha um filho que não estava pronto para ser rei ainda, uma filha que tinha matado as irmãs ainda bebê e dois bebês que ainda pensam coisas boas de mim. E uma esposa que exigia a unica coisa que eu tinha duvidas que poderia dar a ela para salvar o que tínhamos; onde eu deixei chegar?
— Enquanto você se lamenta, vou tomar banho.- Levantei e fui para a “casa de banho”.
Não, eu não ia ficar me lamentando, tentaria fazer algo. Levantei indo até onde ela estava e como estava de costas não reparou a minha entrada, só quando botei as mãos em seus ombros.
— O que?- Perguntei.
— Relaxe.- A molhei um pouco, massageando ali.
— Para Henry, não quero saber de gracinhas.- Disse.
Entrei junto com ela e a fiz ficar entre minhas pernas, e continuei massageando.- Reparei que nunca a massageei assim. Você merece receber os dons que essas mãos tem.
Me afastei.- Eu já disse que não quero. Será que é difícil de entender?
— Como pretende ganhar nossa aposta e ser somente nós dois se já está se afastando de mim?- Questionei.
— Não é assim que funciona e não é sempre que estamos afim de falar com pessoas.- Disse.
— Agora não quer falar comigo?- Questionei.
Suspirei.- Deus, você é uma criança grande. Esquece.- Comecei a me ensaboar.
Tomei meu banho rápido e saindo de lá, me deitando na cama e a esperando.
Voltei ao quarto vestindo uma camisola e me deitei.
— Poderia ter dispensado a camisola.- Disse.
— Não sou fã de dormir nua.- Disse.
— Cairia muito bem em você.- Sorri, me aproximando dela.
— Sei que sim, mas as vezes os meninos vem para cá. Eles já me viram nua e tudo, mas no meio da noite se estiver nua eles podem machucar sem querer meus seios e doi bastante, então...- Disse.
— Ah sim, não seria um bom jeito de acordar.- Passei meu braço pela cintura dela.
— Não.- Disse.
Toquei o rosto dela.- Nós podemos tentar?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Mordi meu lábio inferior.- Acho que sim.
— Eu irei, como você quer, prometo.- Disse.
— Não prometa nada.- Disse.
— Porque?- Questionei.
— Porque não.- Disse.
— Tudo bem.- A beijei.
Retribui o beijo.
O beijo aumentou e sim ,transamos de novo. Talvez como para selar o inicio daquela tentativa de "dar certo" e não foi a unica vez aquela noite. Sim, eu sou um cara disposto. A primeira coisa que fiz pela manhã, foi falar com Diane, terminar tudo e a tirar da corte. Depois foi juntar os quartos. Catherine quis redecorar e não me importei. Eu queria aquilo. Mas era uma tarefa muito difícil resistir a tantas tentações, moças linda sorrindo alegremente para mim, mas eu precisava ser assim para conseguir. Quando éramos só nos dois, era incrível. Ambos agora maduros apreciávamos várias formas de nos satisfazer e Catherine estava ganhando a aposta que fizemos. Todos ao nosso redor notaram a mudança. Os meninos adoravam ficar com a gente, pensava em maneiras de me resolver com Francis e também Bash que não ficou feliz em ter mandado a mãe para longe. Mandei buscarem Claude e quando ela chegou, tentei não pensar no que tinha feito, afinal ela era uma criança. As coisas correram bem nesses meses com todos reunidos e hoje era o casamento de Francis. Mary estava linda, meu filho feliz, realmente feliz e acho que toda a minha família está. Enquanto dançava com Catherine percebi que tinha tudo que precisava ali. Não iria atrás de outras, talvez pudesse ter percebido antes, talvez devesse ter sido assim para entender tudo melhor, fazer melhor. Agora além de ser um rei grandioso, tenho um reinado novo na vida pessoal com meus filhos e em especial minha Rainha Catherine.
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