Liberty- One Shots

101 Capítulo 102- Kol & Lupita.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Kol.

Ai, agora sim; curtia a minha liberdade. Depois que sai do caixão aprendi muita coisa sobre este século e agora quero mais é aproveita-lo. Sai e conheci muitas garotas. Adorava essa liberdade que elas tinham agora, coloquei meu sexo em dia e fui viajando até que cheguei ao México e procurei um amigo meu. Achar Raphael foi fácil tanto que quando cheguei no seu bar, logo o reconheci. Conversamos, rimos e ouvi uma musica.- Quem são?

— Uma banda bem famosa por aqui; RBD. Já estão indo para o resto do mundo também.- Ele disse.

— Mesmo?- Olhei eles no palco.- É, são legais.

— São ótimos.- Ele disse.

Passei a prestar atenção e eram mesmo. Tinha uma das meninas, a de amarelo, que era linda e não se exibia como as outras.- Quem é aquela?

— Lupita Fernandez.- Ele disse.

— Ela é gostosa.- Disse.

— Sim, é. Acho que as garotas atraem os marmanjos e ganho dinheiro, então tá bom.- Ele disse.

— Quero ela.- Disse.

Ele riu.- Não funciona assim Kol.

— Claro que funciona.- Disse.

— Ela é menor de idade e tem amigos bem protetores.- Ele disse.

— Mesmo?- Questionei.

— Sim.- Ele disse.

— Ai e agora?- Fiz cara de assustado para ele.

— Kol, você não vai dar uma de vampiro aqui. Já disse que tento viver em discrição. Aqui no México as coisas são diferentes da América. Realmente deve ter uma seita contra vampiros por aqui. Você não vai chamar a atenção.- Ele disse.

— Deixa disso Raphael.- Disse.

— Você não vai arrumar encrenca, esquece.- Ele disse.

— Eu vou ter aquela garota.- Disse.

Ele suspirou.- Não vou discutir.

Fui mais para perto do palco e a observei cantar. Cada musica ela pareceu ser melhor e depois do show eles desceram do palco. Foi a minha oportunidade. Peguei um papel e arrumei uma caneta. Passei pelo meio das pessoas.- Senhorita.

POV Misto. (Kol e Lupita.)

— Sim?- Questionei.

— Pode me dar seu autógrafo?- Perguntei.

Sorri.- Claro.- Peguei o papel e caneta, assinando.

— Você é linda. Deve ouvir muito isso né?- Perguntei.

— Nem tanto.- Disse.

— Duvido.- Disse.

— Sério.- Disse.

— Então todos dessa cidade são cegos.- Disse.

Ri e mexi no cabelo.- Você é fofo, obrigada.

— Tudo bem Lupi?- Miguel perguntou.

— Está sim. Estamos conversando.- Disse.

— Sim. Já estou indo.- Disse.

— Tudo bem.- Miguel disse.

— Seu namorado?- Perguntei.

— Miguel? Não! Somos amigos. Minha tia meio que o obrigou a cuidar de mim e agora somos melhores amigos.- Disse.

— Ah sim. Mas cadê ele então? Não vem aos seus shows?- Questionei.

— Não tenho. Eu tinha, mas terminamos.- Disse.

— Que idiota.- Disse.

— Bem, tenho que ir. Tchau.- Disse.

— Hey. Espera aí.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Vamos sair.- Disse.

— Sair? Eu nem te conheço.- Disse.

— Não é esse o objetivo de sair?- Perguntei.

— Não sou assim e também meu colégio só me permite sair no final de semana e fico com a minha família neles, então não posso.- Disse.

— Onde é seu colégio?- Perguntei.

— Hã... não vou te dizer. Tchau.- Sai dali. Garoto maluco.

POV Kol.

Voltei até onde Raphael estava.- Preciso de você.

— O que?- Ele perguntou.

— Qual é o colégio dela?- Perguntei.

— Elite Way School. Mas Kol, não vai me arranjar confusão. Ela não pode ter nada na ficha dela, ela é bolsista.- Ele disse.

— Como é que você sabe tanto?- Perguntei.

— Pesquisei na internet ué. Eu disse que eles são famosos.- Ele disse.

— Eles vêm muito aqui?- Perguntei.

— Alguns finais de semana. Eles tem shows sempre. Aqui não é primeira opção.- Ele disse.

— Bom saber.- Disse.

— Ok.- Ele disse.

Fiquei por ali, bebi e fui dançar e arrumando com quem passar a noite. No outro dia pesquisei sobre a banda, sobre ela e achei fotos lindas. Não ia descansar enquanto ela não fosse minha. Deixei Raphael de sobre aviso e fui em mais dois shows lá, sempre tentando me aproximar. Então tive uma ideia; louca, mas valia a pena. Fui no tal colégio e com um pouco de influência, agora eu era aluno do Elite Way School, e na sala da Lupi. Me mudei no mesmo dia e pela manhã caminhava, me adaptando ao uniforme, e a vi no corredor.- Ah, um rosto conhecido. Bom dia.

POV Misto. (Kol e Lupita.)

— Você.- Disse.

— Nossa, que recepção a um colega.- Disse.

— E que recepção você esperava?- Questionei.

— Olá, que bom ver você de novo.- Disse.

— Estaria mentindo. Nem te conheço.- Disse.

— Porque está sempre fugindo de mim.- Disse.

— Você é um estranho.- Disse.

— Se parasse para conversarmos não seria mais.- Disse.

— Se eu fosse sua irmã, sua amiga ou namorada não diria isso nessa situação.- Disse.

— Se fosse minha namorada não ia desgrudar de você.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque é linda demais para se deixar sozinha.- Disse.

— Você está tentando me cantar?- Questionei.

— Te chamar para sair na verdade.- Disse.

— Já disse que os finais de semana são da minha família e não abro mão disso, desculpe.- Disse.

— Estou aqui agora.- Disse.

— E quer o que?- Perguntei.

— Um almoço.- Disse.

Pensei e suspirei.- Ok.

— E agora sou da sua turma, não vou ser mais um estranho.- Disse.

— Só para deixar claro; estou superando um término. Não estou afim de outro relacionamento agora.- Disse.

— Isso tudo por um almoço? O que há com as garotas daqui?- Questionei.

— Ok, então você entendeu. É só um almoço, não um encontro.- Disse.

— Engraçado.- Disse.

— O que?- Questionei.

— Conforme vai ficando nervosa vai falando mais rápido.- Disse.

— Tenho que ir.- Comecei a andar.

— Ei, eu sou novo aqui, me mostra a sala.- Disse.

— A Alice devia ter mostrado já.- Disse.

— Mas ela fala demais, me perdi.- Mentira, já tinha aprendido quase tudo dali.

— Ok, vamos então.- Disse.

POV Kol.

A segui e logo entramos numa sala. A aula foi chata, afinal, eu conhecia aquelas coisas muito bem. Passei a observar ela e a deixei a vontade. Ela era o que chamam hoje de fofa e tinha um sorriso lindo. Eu me enturmei com os meninos e gostava dos meus colegas.- Esse povo aqui é estranho.

— Os ricos realmente são.- Nico disse.

— E você não é?- Perguntei.

Nico riu.- Sou bolsista.

— Ah sim.- Disse.

— Ok.- Nico disse.

— Só gostei das meninas, isso sim. Aqui elas são lindas.- Disse.

— Isso é. Miguel sabe bem. Pegou todas quase.- Nico disse.

— Que isso Miguel.- Disse.

— Nem tanto.- Miguel disse.

— Com essa cara, duvido.- Disse.

— E é tão pegador que traiu a Mia, a namorada dele na época, por falta de sexo.- Nico disse.

— Ei, ei, deixa a Mia fora disso. E aquilo foi uma merda enorme que fiz.- Miguel disse.

— Ela é gostosa, mas não aguentaria os ataques.- Disse.

— E pegou as duas amigas da Mia.- Nico disse.

— Nossa. Mas não pegou a Lupi né?- Questionei.

— Não! Ela é como minha irmã.- Miguel disse.

— Eu namorei ela.- Nico disse.

— O que? Você é o ex dela?- Questionei.

— Bem, sim, mas tem o Santos.- Nico disse.

— Você nem disfarça né Kol? Acho que o colégio todo já percebeu que quer ela, mas ela não é garota para você.- Miguel disse.

— Não mesmo.- Nico disse.

— Onde tá escrito isso que não sei?- Questionei.

— Na testa dela. Ela é decente.- Nico disse.

— Tá me chamando de indecente?- Questionei.

— Só de galinha que só quer levar ela para cama.- Miguel disse.

— Sim.- Nico disse.

— Eu não.- Disse.

— Kol, você é maneiro, mas não vai bagunçar com a Lupi. Já basta esse idiota.- Miguel tacou a almofada em Nico.

— Hey! Você sabe que o meu caso é mais complicado.- Nico disse.

— Duvido.- Disse.

— Eu sou judeu e ela católica fervorosa. Não mudaria de religião por mim.- Nico disse.

Imaginei. Se ela soubesse o que eu sou...- É, complicado.

— Sim.- Nico disse.

Ficamos conversando e eles foram dormir, mas eu pensei nela; coisa louca. Na sexta feira nossas aulas acabaram mais cedo e eu cheguei nela.- Oi.

— Oi.- Disse.

— Que tal o almoço ser hoje?- Perguntei.

— Pode ser.- Disse.

— Ótimo.- Sorri.

Apenas sorri.

— Você vai adorar.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Quer ajuda?- Ela estava cheia de livros.

— Não precisa.- Disse.

— Certeza? Parecem pesados.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Ok, então vou me trocar para nosso almoço.- Disse.

— Não podemos tirar o uniforme até o período de aula acabar.- Disse.

— Mas não me impede de tomar banho e ficar cheirosinho para você.- Disse.

— Se você acha que consegue em dez minutos. Tenho que estudar com a minha irmã depois.- Disse.

— Posso ajudar; sou um bom professor.- Disse.

— A Lola é uma peste. E olha que eu tenho uma irmã menor em casa e a Lola é a pior nesse quesito.- Disse.

— De irmãs pestes eu entendo.- Disse.

— Meu pai a mimou. Bom, se você vai tomar banho, você tem que ir. Vou ficar com a minha tia na lanchonete.- Disse.

— Nossa, quanta questão.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Nada. Vamos para a lanchonete.- Disse.

— Ok.- Disse.

Seguimos para a lanchonete e pedi os lanches.- Então não se dá com a sua irmã?

— Claro que sim. Porque está perguntando isso?- Perguntei.

— O jeito que falou que ela foi mimada pelo seu pai e tal.- Disse.

— E foi. Não crescemos juntas.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Você fica incrível cantando.- Disse.

Sorri.- Obrigada.

— Olhando você calminha assim nem parece.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Porque no palco você se transforma, fica muito mais solta.- Disse.

— Claro, eu amo isso.- Disse.

— E porque não é assim fora dele?- Perguntei.

— É diferente.- Disse.

— Achei que precisaria de muito mais confiança para subir lá do que viver. Mas isso não vem ao caso, você fica linda nos dois.- Disse.

— E você não é daqui né? Vejo que se enrola no espanhol.- Disse.

— Não. Fazia tempo que não ficava falando.- Disse.

— É da onde?- Perguntei.

— Minha família é da Europa, mas eu e meus irmãos mais novos nascemos nos EUA.- Disse.

— Ah sim, entendo.- Disse.

— Mas tô feliz de ter vindo para cá.- Tomei do suco, olhando ela.

Sorri, me sentindo corar. Vi minha tia vindo na nossa direção.- Oi tia.

— Meninos, o lanche está bom?- Maira perguntou.

— Está maravilhoso.- Disse.

— Não conheço você direito.- Maira disse.

— Esse é o Kol, tia.- Disse.

— Prazer, eu sou novo aqui.- Disse.

— Percebi e também que está cercando a minha sobrinha.- Ela disse.

— Tia!- Exclamei.

— O que? Você já teve muito problema com meninos agora vou ficar de olho.- Ela disse.

— Não se preocupe senhora, ela já me disse que não quer nada comigo.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Mas ainda assim está aqui.- Ela disse.

— É que sou insistente.- Disse.

— Tia, está tudo bem. Se vir a Lola diga que encontro ela no meu quarto daqui a uma hora.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Ok.- Disse.

Ela me olhou e saiu.- Nossa, protetora ela.

— Sim.- Disse.

— Legal para você.- Disse.

— Sim.- Disse.

Olhei ao redor.- Então é assim que uma vida normal é?

— E existe uma anormal?- Perguntei.

— Você não conhece minha família. Bem, deixa para lá que estou gostando dessa aqui.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— E quando vai ser o próximo show? Mal posso esperar para te ver cantando de novo.- Disse.

— Tem um sábado a noite e outro domingo a noite.- Disse.

— Ótimo. Vou nos dois.- Disse.

Sorri.- Tudo bem.

— Viu? Me conheceu e não está mais me mandando ficar longe de você.- Disse.

Ri.- Metido.

— Ai o que eu gosto de ver.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Seu sorriso é lindo.- Disse.

— Obrigada.- Disse.

— Você fica fofa corada.- Disse.

— Ok, ok, melhor parar com elogios. Não gosto de receber tantos assim. E minha mãe sempre diz que muitos elogios é falsidade.- Disse.

— Que absurdo. Você é linda, merece ouvir isso.- Disse.

— Isso é uma conversa normal, não um concurso de beleza.- Disse.

— Tudo bem, mas não vou parar.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Estava olhando as matérias e como você me parece boa em tudo...- Ah, como deve ser em tudo. Foco Kol.- Tem como me ajudar em matemática? Porque já estou me enrolando por ser em outra língua; com números fica pior.

— Claro, tudo bem.- Disse.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Disse.

Terminamos de comer e quando ela levantou, a acompanhei.- Acho que esse foi o melhor lanche que já tive.- Se não foi o primeiro.

— Que bom.- Disse.

— Acha que tô só te cantando né?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Vou fazer mudar de ideia.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

A encostei na parede.- É sério Lupi.

— Kol, para.- Disse.

A soltei.- Só dizendo.

— Ok.- Disse.

— Ai está você. O que foi?- Lola chegou até eles.

— Oi. Estava indo te encontrar.- Disse.

— Para que?- Ela olhou o rapaz.- Esquece. Oi, quem é você?

— Oi. Sou amigo da sua irmã.- Disse.

— Vamos estudar Lola.- Disse.

— Se a gente não se ver mais, até amanhã no show.- Disse.

— Até.- Disse.

Sorri e sai de lá. É, Lupi logo vai ser minha. Fingia estudar com os meninos e o sábado chegou logo, não é que estava gostando de ficar nesse ritmo? Nunca tinha tido tempo livre para ficar assim e estava bom. Acompanhei o show deles do sábado e fiquei na frente para ver minha garota e ainda bem que estava escuro para ninguém perceber como fiquei excitado com a dança dela. Antes de ir arrumei com quem me aliviar e alimentar. No domingo o show foi ótimo, mas dessa vez não procurei ninguém e fui atrás dela.- Hey linda.- Estava parado na entrada do camarim.

— Hey.- Disse.

— Você está me deixando cada vez mais fã seu sabia?- Perguntei.

Ri.- Que nada.

— Sério. Até me deixou numa situação complicada.- Disse.

— Qual?- Perguntei.

— Do tipo masculino muito animado em te ver dançando.- Disse.

— Masculino?- Questionei.

Apontei para baixo. Ela era tão inocente assim? Ah caramba, será que era virgem?

Olhei para onde ele apontou e desviei o rosto.- Kol, isso não é coisa que se diga.- Comecei a guardar minhas coisas.

— Por que?- Ri.- A culpa é toda sua.

— Minha?- Perguntei.

— Você que me deixou assim.- Disse.

— Até parece.- Disse.

— Foi sim. Vamos tomar alguma coisa?- Perguntei.

— Não posso. Eu e o pessoal sempre saímos juntos depois do show. É tradição.- Disse.

— Ah sim. Então só terei chance no próximo fim de semana.- Disse.

— Sim.- Disse.

— Ah! Então eu já estou tendo chances.- Disse.

— Não sei Kol, minha vida não é fácil como a sua. Se eu conseguir tempo, talvez a gente saia. Mas prefiro ficar com a minha irmã.- Peguei minha bolsa.

— Minha vida fácil?- Perguntei.

— Tenho que ir. Até amanha.- Sai.

Droga, sempre parece que estou perdendo ela. Sai irritado de lá e fui para o bar do Raphael até tarde e só voltei ao colégio de madrugada. A semana foi bem chata até eu conseguir pegar a Lupi no corredor.- Você está me evitando?

— Não.- Disse.

— Não é o que parece.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Toda vez que vou falar com você, você arruma um buraco para se enfiar.- Disse.

— O que você quer de mim?- Perguntei.

— O que?- Perguntei.

— É o que estou perguntando.- Disse.

— Quero ficar com você ué, gosto de ficar com você.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— O que achou que era?- Perguntei.

— Nada. Não se pode esperar muito de garotos.- Disse.

— Não estou entendendo o problema.- Disse.

— Deixa.- Disse.

— Vamos sair no fim de semana. Algumas horas pelo menos.- Disse.

— Para que Kol?- Perguntei.

— Preciso de uma lista de porquês para ter um tempo com você?- Questionei.

— Sim, precisa.- Disse.

— Que coisa Lupi.- Eu não sabia se ficava com raiva por tanta enrolação ou com mais vontade ainda de tê-la.

— Já disse que não tenho tempo para garotos. Você que fica insistindo sem motivos. Você só quer dizer para todo mundo que conseguiu alguma coisa comigo.- Disse.

— O que? Mas eu nem conhecia ninguém quando conheci você. Só vim para esse colégio para ficar perto de você.- Disse.

— Deixa disso.- Disse.

— Não acredita também?- Questionei.

— Não acredito em nada que sai da boca de vocês garotos.- Me virei e sai.

Como é? Quem aquela garota pensava que era? Estava pensando seriamente se continuaria com aquela ideia louca, não estava dando certo e em outro lugar poderia ter a garota que quiser. Mas era questão de honra ter a Lupi. Pensar naquele corpo maravilhoso dançando me estimulava a querer ficar. MERDA! Eu estava louco por ela. Deixei o dia passar e no outro agarrei ela no corredor e a levei para o jardim.

— O que é isso?- Perguntei.

— Isso sou eu arrumando um tempo com você.- Disse.

— Kol...- Disse.

— Chega Lupi. Você disse que ia me ajudar a estudar e vamos. Senta ai.- Disse.

Suspirei.- Ok.- Sentei e cruzei as pernas. O motivo de eu “fugir” de Kol não era por não gostar dele e sim por gostar dele. Ele é lindo, fofo e.... novo. Eu preciso de algo novo. Nico e Santos me magoaram bastante, mas ao mesmo tempo que um novo relacionamento seria bom, tinha decidido que não teria mais nenhum no colégio. Relacionamento de colégio nunca dá certo e não queria mais uma vez meu coração partido.

— Ótimo.- Peguei o livro e me sentei também. Abri na matéria.- Agora me diz para que serve isso?- Ela começou a me explicar, mas meu telefone tocou e olhei; Elijah. Não ia atender. Depois tocou de novo e era Rebekah, depois Elijah de novo. Lupi me olhou.- O que?

— Não vai atender?- Perguntei.

— São meus irmãos. Provavelmente querendo saber onde me meti ou eles que se meteram em algo.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Então esse aqui é...- O telefone tocou de novo. Irritado, atendi.- O que?!- Era Elijah e ele veio com o papo de sempre.- Não, não vou dizer onde estou.- E com algo que eu não esperava. Finn tinha morrido.- Como?- Ele me explicou. Eu não era muito apegado a ele, mas no fim das contas era meu irmão.- Não Elijah, eu não vou para ai. Depois de tudo que Nik fez tenho direito de viver um pouco.-Rebekah tomou o telefone dele e tentou me convencer.- Não Rebekah e chega; vocês estão me atrapalhando; tchau.- Bufei e olhei para Lupi.- Desculpa por isso.

— Tudo bem.- Disse.

Voltei a me sentar. Pensei no Finn. Cara azarado. Tinha acabado de voltar a viver e agora tenho menos um irmão. Não que fosse me desesperar, mas não ia pular de felicidade também.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Balancei a cabeça.- É que alguém que eu conheço, conhecia, morreu.

— Nossa, sinto muito.- Disse.

— Obrigado.- Disse.

— Podemos parar por hoje, se preferir.- Disse.

— Não, tudo bem. Não vou poder te sequestrar todo dia, então melhor aproveitar.- Disse.

— Ok.- Disse.

Ela voltou a me explicar e me esforcei para continuar deixando os problemas da minha família fora da minha cabeça. Estar com a Lupi ajudou e no final eu já estava mais distraído.- Acho que foi.

— Que bom.- Disse.

— Só você para conseguir isso.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Eu entender. Nunca fui de estudar muito; matemática menos ainda.- Disse.

— Que bom que consegui então.- Disse.

— Viu? Não foi tão ruim ficar comigo.- Disse.

— Não disse que era.- Disse.

— Só tecnicamente.- Disse.

— Não disse não.- Disse.

— Vou fingir que acredito.- Disse.

— Ok.- Disse.

— Vamos almoçar?- Ok, eu não estava afim de comida, mas era um sacrifício necessário.

— Pode ser.- Disse.

Seguimos até o pátio e pegamos o almoço. Droga, eu estava com sede, mas tinha que controlar.- Sua irmã parece bem a vontade aqui.

— Hã... é a escola dela ué.- Disse.

— E você parece gostar daqui.- Disse.

— Sim, eu amo.- Disse.

— Antes eu achava que garotas não gostassem de colégio interno.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Em teoria é uma ideia ruim. Ficar preso num lugar, longe de tudo lá fora.- Disse.

— Meus estudos são mais importantes que comodidade ou liberdade.- Disse.

— Muita coisa mudou nesse mundo.- Disse.

— Pode ser.- Disse.

— Vai ter show essa semana?- Perguntei.

— Sim. E vou ter ensaio daqui a pouco das musicas novas e algumas em inglês.- Disse.

— Eu posso ajudar com o inglês.- Disse.

— Eu sei inglês. Todos sabemos. E nosso produtor disse para investirmos mais nisso. Já estamos nas rádios dos EUA, o que é bom.- Tomei do milk-shake.

Eu estava enrolando para não comer.- Caso vá lá um dia, faço questão de ir junto.

— Você está exagerando.- Disse.

— É sério, ou o que, achou que já ia te largar?- Sorri.— Não tão cedo querida.

— Kol, não comece com isso.- Disse.

— Vai me afastar para sempre?- Perguntei.

Levantei.- Estávamos indo tão bem e você tinha que vir com esse papo. Ia até te convidar para o ensaio, mas pelo visto você só quer saber da mesma coisa sempre. Mesmo eu dizendo não. Tchau Kol.- Sai dali.

Que merda! Quando eu acho que estamos melhorando, ela tem esses ataques.

Não voltei pra as aulas e compeli quem precisou para eu sair de lá sem alarde. Dei uma volta na cidade. Estava acostumado a viajar pelo mundo, mas fiquei muito tempo apagado. Bufei e fui me alimentar. Deixei alguns dias passarem e eu me acalmar. Também estava encucado sobre o que estava acontecendo em Mystic Falls, acabei pelo menos ligando para saber. Foi o primeiro fim de semana que passei sem ir num show dela e como queria a ver dançando. O que estava havendo comigo afinal? Não tinha nem a tocado direto e estava sentindo falta dela, de conversar e de a ver sorrir. Pode parando com essa merda. A semana foi estranha e tentei falar com ela, mas ela foi meio distante. Droga. No sábado eu disse que não ia ao show e não ia mesmo, mas ai vi umas fotos dela e quando vi já estava me arrumando.

POV Lupita.

— O que está olhando Lupi?- Mia perguntou ao me ver espiar pela cortina.

— Nada.- Disse.

— Sei o nada. Moreno, alto e carinha de fofinho.- Ela disse.

— Claro que não. Tá maluca?- Perguntei.

— Você está olhando se o Kol vem.- Ela disse.

— Eu não.- Disse.

— E porque ficou olhando semana passada pelo publico e ficou toda murchinha?- Ela perguntou.

— Mia, para com isso.- Disse.

— É a verdade Lupita e vocês ficam muito fofos juntos.- Ela disse.

Suspirei e me arrumava.

— Ah vai, não fica assim. Você gosta dele, só não quer falar.- Ela disse.

— Me deixa.- Disse.

— Lupita.- Ela disse.

— Me deixa em paz Mia.- Disse.

Ela suspirou e saiu.

POV Misto. (Kol e Lupita.)

Cheguei no lugar e o show já tinha começado, e quando consegui a frente do palco ela estava de lado, então acenei para ela. Ela não reagiu muito e aquilo me deixou triste, ou irritado? Ah merda, isso tá me deixando uma confusão. Acompanhei o resto e enquanto ela dançava a musica solo, decidi que não ia mais ficar esperando ela reagir. O show acabou e fui atrás dela. Pedi, meio que compeli, para as meninas me deixarem com ela no camarim.

— O que você quer?- Perguntei.

— Chega.- Disse.

— Chega do que?- Perguntei.

— De você assim.- Andei até ela.

— Assim?- Perguntei.

A puxei e a beijei.

Tentei me soltar dele.- Kol, para! Eu não posso! Não posso ser o que você quer!

— O que você não pode? Sou tão ruim assim?- Questionei.

— Eu sei o tipo de garota que você quer.- Disse.

— Eu quero você; difícil de entender?- Perguntei.

— Você quer, como todos os garotos da sua idade, menos Nico, sexo. Isso principalmente e não precisa dizer não e que é um bom garoto, isso não te julga como ruim. Eu amo o Miguel e sei como ele é. Mas eu só vou transar depois do casamento e só quero um relacionamento quando sair do colégio. Cansei de romance de colégio.- Disse.

— Casamento?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Deus, voltei aos séculos passados foi?- Questionei.

— Vai embora Kol. Encontre outra garota.- Disse.

— Droga Guardalupe! Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo, sabia? Mas eu fiquei aqui. Cara, eu entrei num colégio para ficar junto de você.- Agora falando eu via que não estava agindo normal.- E você está achando que eu quero só sexo? Eu não precisaria fazer tudo isso para ter!

— Eu sei que não. Mas orgulho masculino é algo muito sério hoje em dia.- Disse.

— Orgulho masculino sempre foi muito sério.- Falei sem querer.- Você não me conhece, ok? Você só está me comparando a esses moleques que conhece.

— A quantos dias você não fica com uma garota?- Perguntei.

— Um mês.- Disse.

— Sei.- Disse.

— Alguma vez já acreditou em mim?- Perguntei.

— Não te conheço o suficiente para acreditar.- Disse.

— E nunca vai conhecer Lupi. Desse jeito, se fechando como se eu fosse uma coisa asquerosa, não vai.- Imaginei o que ela não faria se descobrisse o que eu sou.

— Você não me conhece, não conhece minha história, minha família e nem nada! Como você quer algo comigo sem conhecer tudo isso!? Te custa ser amigo e não namorado? É assim que começa, assim que a confiança começa, mas você pula tudo e atropela tudo!- Exclamei.

— Amigo? Você quer que eu seja seu amigo?- Questionei.

— Você é burro ou o que?- Perguntei sem paciência.- Eu falo uma coisa e você entende tudo ao contrário.

Respirei fundo.- Tudo bem Lupi, tudo bem.

— Tenho que ir ficar com minha irmã.- Disse.

— Tudo bem.- Eu estava cheio, confuso com o que estava fazendo, eu não ficaria normalmente, mas eu queria ela; era só desejo né? Eu ficava feliz ao vê-la e para baixo por estar longe, eu não posso estar sentindo nada, não posso.- Não vou mais incomodar assim. Até segunda?

— Até.- Disse.

Sai de lá e ia fazer como ela tinha pedido. Não brinquei, não insisti e só perguntava pelo que ela me dava brecha, mas por mais que eu tentasse não alimentar o que brotou, afinal, não tinha praticamente chances, mas ele só aumentava. Eu amava quando ela sorria falando da irmã ou empolgada com um show, ou das meninas. Eu passei uns dias sem ir, mas depois voltei e ia sempre. Ficava de olho e afastava os babacas que queriam se aproximar dela. Isso tem sido a meses e sim, estou apaixonado por ela, mas depois de tanto afastamento preferi ficar quieto por mais que a minha vontade de agarra-la parecia explodir, eu fui firme. Como agora, que estávamos no jardim e as meninas tinham aproveitado o sol para ir a piscina. Agora estávamos no jardim, eu estudava. Sim, tinha pegado gosto pela coisa e ela olhava para meu anel.- O que foi?

— Anel bonito.- Disse.

— Obrigado.- Disse.

— De nada.- Disse.

— É de família.- Disse.

— Isso é legal para alguém que não é apegado a família.- Disse.

— Quem disse que não sou?- Questionei.

— Porque você não fala deles, quando ligam não atende ou fala de mau gosto...- Disse.

— Eu e meus irmão tivemos muitos problemas. Não foram coisas que uma conversa resolveria, sabe?- Questionei.

— Sei.- Disse.

— Sabe?- Perguntei.

— Você que disse ai ué.- Disse.

— Enfim, eles também sempre me deixaram fora das decisões deles e depois de tudo que já tivemos preferi me afastar.- Disse.

— Ah sim, entendo.- Disse.

— É tanta coisa Lupi, queria poder te contar.- Disse.

— E não pode?- Perguntei.

— Não, você vai me odiar e se afastar de mim. E eu não quero isso.- Disse.

— Porque diz isso?- Perguntei.

— Agora tenho você de alguma forma e é o melhor que já me aconteceu, em o que, eras, não vou perder isso.- Disse.

— Kol... Aposto que está exagerando.- Disse.

— Você é boa, essencialmente boa. Não vai querer ficar perto de mim.- Disse.

— Está me assustando.- Disse.

Suspirei. Eu nunca poderia contar o que eu era para ela. Ela não aceitaria e sim me odiaria. Talvez houvesse algum motivo inconsciente para sempre se afastar de mim.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Não?- Questionei.

— Porque?- Perguntei.

— Porque você nunca vai poder me amar e me aceitar!- Disparei, perdendo o controle.

O olhei.- O que? Kol, do que está falando?

— Isso é errado Lupi.- Me levantei.- Eu achei que poderia levar caso ficássemos juntos, mas não poderia mentir para você e também não poderia contar toda verdade.

— Porque?- Perguntei.

— Vamos sair daqui?- Perguntei.

— Vamos.- Disse.

Saímos da parte central do colégio, entrando numa sala afastada e reservada.

— O que foi?- Perguntei.

— O que eu disse é verdade, você é o melhor que me aconteceu em eras, mas na verdade são séculos mesmo.- Disse.

— Séculos?- Perguntei.

— Sim.- Me sentei em uma mesa. Estava fazendo isso errado, sentia isso.

— Então?- Perguntei.

Era melhor parar de enrolar logo e contar tudo a ela.- Eu não sou uma pessoa normal, um ser humano.

— O que?- Perguntei.

— Lembra quando estávamos vendo Drácula e eu fiquei zoando e me perguntou como eu sabia tanto?- Questionei.

— Sim.- Disse.

— Eu disse que tinha lido e visto muito filme, mas não é bem assim. Eu sei porque também posso fazer aquelas coisas.- Disse.

— Como é?- Perguntei.

— Eu sou um vampiro Lupi. Sim, eles existem e magia também.- Disse.

— O que? Tá maluco?- Perguntei.

— Não, eu não estou. Não reparou? Nunca fiquei doente ou me machuquei esse tempo todo. Quando estamos lanchando enrolo para ter que comer. Sou perfeito em história.- Disse.

— Kol, não pode ser...- Me afastei.- Essas coisas não existem. Você não pode ser um demônio personificado.

— Demônio?- Minhas esperanças tinham ido embora.- Sabia que não ia aceitar.

— Como você quer que eu te aceite?- Lágrimas começaram a cair; não sei se de tristeza por sempre dar errado comigo ou medo. Segurei a imagem da santa que estava pendurada em meu pescoço.

— Lupi.- Tentei me aproximar.- Ainda sou eu, de todo esse tempo. Não vou dizer que sou santo que não tenha feito coisas ruins durante a minha vida, mas estar com você é uma coisa boa e talvez, se sentir um pouquinho algo por mim, vai tentar entender.

— Você mata pessoas! É um assassino!- Exclamei.

— Sim, já fiz isso. Mas tem tempo, desde que estou aqui, que não.- Disse.

— Isso não muda nada!- Exclamei.

— Lupi.- Cheguei mais perto, tocando em seus braços.- Por favor, fica calma.

Balancei a cabeça.- Você não pode ser... isso.- Me soltei dele.

— Sim, eu sou. Não pedi para ser, mas eu sou.- Disse.

Ia falar, mas não falei e sai correndo da sala.

Corri atrás dela e a alcancei no corredor.- Por favor, não faz assim.

— O que quer de mim?- Questionei.

— Diz que não vai se afastar de mim.- Disse.

— O que?- Perguntei perplexa.

— Diz que não vai me mandar embora.- Disse.

Suspirei, secando as lágrimas.- Eu preciso de um tempo.

— Tempo? Quanto?- Questionei.

— Todo o tempo de férias. As duas semanas.- Disse.

— Duas semanas longe de você?- Sim, para mim era muito tempo.

— Sim.- Disse.

Pensei em rebater, mas poderia ser pior.- Quer saber mais algo?

— Não.- Disse.

Tentei me aproximar, mas ela se afastou.- Tudo bem, não vou me aproximar.

Me afastei e sai.

Aquilo foi ruim e pensar que ela poderia dizer que não queria me ver mais me machucava. Naquela semana mesmo saímos de férias e fui para um hotel na cidade; aqueles dias seriam muito longos.

Passei todas as férias pensando nessa situação do Kol. Eu não aceitava isso. Eu repugnava na verdade. Mas eu gosto dele e ele sempre foi normal comigo, nunca me fez nada... Suspirei. Eu não devia me apaixonar, era o que menos queria, mas acabei me apaixonando e agora estou com meu coração destruído por ele ser... isso. Mas acho que eu devia conversar com ele, colocar pratos limpos na mesa.

Meu coração deu um pulo quando ela me ligou e marcamos de nos encontrar num parque, a tarde. Me arrumei e estava um tanto ansioso por a ver. Nunca havia estado assim. Cheguei no lugar e me sentei, esperando ela.

Me sentei junto dele.- Oi.

— Oi.- Sorri e fui beijar o rosto dela, mas ela recou.- Ah.- Fiquei sem jeito.- Desculpe.

— Você pode não se... alimentar?- Questionei.

— Por algum tempo sim, mas se ficar demais ficaria fraco e ficaria num tipo de coma.- Disse.

— Então não fique mais perto de mim.- Me levantei.

— Lupi, espera.- A segurei.- Mas isso não quer dizer que preciso ir até o fim.

— Você igualmente machuca as pessoas.- Disse.

— Elas não lembram ou sentem nada depois.- Disse.

— Isso não muda. Elas não pedem por isso. Se precisa tanto disso devia ser com uma pessoa que concorda, que quer te dar isso.- Disse.

— Se fosse tão fácil assim acha que manteríamos segredos? E depois que entrei nesse século descobri um jeito que muitos usam para disfarçar. Não é tão bom quanto, mas alimenta.- Disse.

— Prefiro não saber.- Disse.

— É por bolsas, sem ferir ninguém.- Disse.

— Disse que não queria saber.- Disse.

— Então o que você quer?- Perguntei.

— Eu gosto de você.- Disse.

Isso me pegou de surpresa.- Gosta?

— Sim.- Disse.

— Mas está com medo de mim.- Disse.

— Um pouco.- Disse.

— Sabe que não vou te machucar. Viveu bastante tempo comigo.- Disse.

— Eu sei.- Disse.

— Então não precisa ter medo.- Disse.

— Só que você não pode ser o cara certo para mim. Não compartilha das mesmas crenças e não tem sentido esperar por mim.- Disse.

— Então do mesmo jeito vai me mandar embora?- Perguntei.

— Eu não quero.- Disse.

— Então não faz isso Lupi.- Me colei nela.- Decidi ficar aqui por você. Então se me mandar me afastar, eu vou.

— E como vamos fazer?- Perguntei.

— Só me diz que me aceita.- Disse.

— Eu aceito.- Disse.

Sorri e a beijei. Nunca tinha desejado tanto a resposta de alguém desse jeito, como agora.

Retribui o beijo.

A segurei pela cintura e aprofundei o beijo. Isso tinha que dar certo.

Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.

Minha mão deslizou por suas costas e segurei na base do seu pescoço. Se antes o beijo dela tinha mexido comigo agora estava me incendiando.

Toquei o peito dele, acariciando ali.

Gostei do toque dela e retribui a apertando mais contra mim na cintura. Como queria a fazer minha agora mesmo.

Parei o beijo.- Estamos na rua.

Sorri.- Verdade.

Apenas sorri.

Toquei o rosto dela e voltamos a nos sentar.- Imagino que quer me encher de perguntas.

— Na verdade prefiro não saber muito sobre a sua natureza.- Disse.

— Ah sim.- Disse.

— Ah, mas você devia saber que eu fui “casada”.- Disse.

— Casada?- Perguntei.

— Com Nico. Nunca poderíamos nos casar e ficar juntos, então nossos amigos prepararam uma cerimônia e Roberta, por incrível que pareça que nos “uniu”.- Disse.

— Nossa, legal da parte deles. Babaca da parte dele ter deixado você.- Disse.

— Não foi assim. Nico é incrível.- Disse.

— Se fosse eu teria lutado.- Disse.

— Esquece isso.- Disse.

— Tudo bem.- Olhei ao redor.- Temos o resto da tarde; o que quer fazer?

— Eu não posso. Tenho que ficar com minha irmã. Ela já não entende porque fico fora de casa toda semana, então só quer ficar comigo no final de semana. Estou aqui porque ela dormiu.- Disse.

— Bem, poderia ir com você.- Disse.

— Pode ser, vamos.- Disse.

Segui ela e não era tão longe a casa dela. Quando chegamos logo vi uma menininha e percebi que ela era diferente, pelo que chamam agora; especial. Lupi começou a brincar com ela e podia ver o quanto a amava.- Agora entendo porque fala tanto dela.

Sorri e beijei ela.- Sim e se minha mãe chegar, não dê bola para o que ela diz.

— Tudo bem. Você com todo carinho assim e eu falando dos meus problemas com os meus.- Disse.

— Todos tem problemas, né Dulce?- Brinquei com ela.

— É.- Ela riu.

Sorri.- Nem sempre foi assim. Teve uma época que éramos assim; normais.

— Você é normal.- Disse.

— Quero dizer quando humanos. Depois que nos transformamos tudo ficou diferente.- Disse.

— Eu imagino.- Disse.

— Lembra aquele dia que disse que tinha morrido um conhecido?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Foi meu irmão, o mais velho de todos. Não tínhamos muito contato, afinal, ele estava a quase um milênio apagado, mas mesmo assim...- Dei com os ombros. Não sabia porque estava falando dessas coisas, só que era bom dizer para alguém que não era influenciada por nenhum dos outros.

— Sinto muito Kol. Deve ser horrível.- Disse.

— Tudo bem. E os outros... Bem, eles vivem numa aliança entre eles e é como se eu não fizesse parte. Por isso que decidi dar um tempo.- Era melhor não falar sobre o caixão que ai teria que explicar porque fui parar lá e ela não ia gostar.

— E decidiu ficar com uma adolescente cantora?- Perguntei.

— O que posso dizer? Ela roubou meu coração na primeira vez que vi ela cantar.- Sorri.

Sorri.- E essa é a carreira que quero. Quero dar uma vida melhor a minha irmã fazendo o que amo que é cantar. Claro que quero estudar em uma boa faculdade, mas cantar é minha paixão.

— Eu sei disso; você brilha enquanto faz isso.- Disse.

Sorri.- Acho que isso é bom.

— Eu apoio totalmente namorar uma cantora linda e talentosa.- Disse.

— O que é isso? Quem é esse?- Rosa tinha entrado.

— Oi mãe. Esse é o Kol.- Disse.

— Prazer senhora, eu sou...- Comecei.

— Para que fica trazendo seus amigos aqui? Para ficar expondo a sua irmã.- Ela disse.

— Dulce não tem nada de errado, mãe.- Disse.

— Está tudo bem, estou encantado com ela. E não sou qualquer um; sou namorado da Lupi.- Disse.

— Mais um?- Ela perguntou.

— Mãe.- Disse.

— Você está trocando de namorado como trocando de roupa.- Ela disse.

Suspirei.- Não é assim.

A mãe dela era horrível, já tinha dado para perceber. Apesar das reclamações dela brinquei um pouco com a Dulce e a mulher começou a dar indiretas para ir embora. Para não causar problemas, levantei e a Lupi veio até a porta.- Adorei ter vindo.

— Desculpe pela minha mãe.- Disse.

— Está tudo bem, mas me preocupo com você.- Disse.

— Eu estou bem.- Disse.

— Tem certeza? Não dá ideia de alguém te destratando.- Disse.

— Eu estou bem.- Sorri e o beijei.- Pode ir.

— Amanha eu volto.- Disse.

— Ok.- Disse.

A beijei mais intensamente.- Até amanhã.

— Até.- Disse.

Sai de lá sorrindo e voltei ao hotel. Passei a ir na casa dela todos os dias que faltavam de férias e quando voltamos as aulas, passava o que podia com ela. As vezes ela perguntava sobre alguma coisa minha, mas nem sempre queria detalhes. Eu não sabia de onde tirava o controle quando estávamos juntos, mas conseguia. E aproveitei para disciplinar minha sede também. Haviam semanas desde que estávamos juntos e hoje era o sábado que havia insistido para ela sair comigo depois do show. Era em outra cidade e ela aceitou; lanchamos e agora estava no quarto dela do hotel, e tentava não pensar em como era gostoso, ela colada em mim e me beijando daquele jeito.

Parei o beijo.- Acho melhor você ir para o seu quarto, não? Já está tarde.

— Já?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ah não.- Beijei o pescoço dela.

— O que?- Perguntei.

— Quero mais, vou ficar aqui.- Como ela estava de blusa de alcinha pude ir beijando até o ombro dela.

Me arrepiei.- Kol...

— Hm...- Voltei, fazendo o mesmo caminho e voltando a me focar no pescoço enquanto a minha mão percorria a espinha dela.

— Kol, já disse que comigo é diferente.- Disse.

— Eu sei.- Ah, de novo não. Ela não ia quebrar o clima como da ultima vez que ela me deixou completamente aceso, mas me lembrou que não íamos ter nada.

— Pois é.- Disse.

— Quer que eu pare?- Perguntei.

— Não é querer, só que não vai acontecer nada.- Disse.

— A ideia do casamento?- Fui parando e a olhei.

— Não é ideia é o que acredito ser certo.- Disse.

— E você imagina isso comigo?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Como? Eu não vou envelhecer e você adora crianças, não vou poder te dar filhos.- Disse.

— Podemos adotar e existe inseminação artificial.- Disse.

— Eu com filhos?- Era algo que eu nunca tinha pensado antes.

— Sim.- Disse.

— Mesmo assim ainda tem uma coisa.- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Você odeia o que eu sou.- Disse.

— Eu te amo.- Disse.

Fixei meu olhar nela.- O que?

— Eu te amo.- Disse.

Em vez de responder, a beijei. Não tinha sentido coisas assim, mas estava feliz, muito feliz de ter ouvido aquilo. Poderia ter aquela vida que ela sonhava com ela?

Retribui o beijo.

Dane-se tudo, não vou perder a Lupi. Era a primeira vez que tinha algo assim e iria viver aquilo. Parei o beijo.- Sim, eu quero.

Sorri e toquei seu rosto.- E você pode se alimentar de mim. Assim não precisa machucar pessoas desconhecidas e nem se alimentar de um jeito que não gosta.

— Você não gosta disso.- Disse.

— Kol, só aceite.- Disse.

— Deixa eu ver.- Fiz cara de pensativo.- Você ser minha, minha mulher, termos algo além, quem sabe uma família e ainda me alimentar.- Sorri.- É, não poderia ser melhor.

Sorri.- Ótimo.

— Então, quer casar comigo?- Perguntei.

Sorri.- Com certeza.

Ri e a abracei. Era loucura, eu sei, mas eu sou meio louco mesmo, não é?

Retribui o abraço.

— Vamos o que? Agora?- Questionei.

— Agora.- Disse.

— Não sei. Não?- Questionei.

— Bem, por mim sim.- Disse.

— Mas será que tem algo aberto?- Perguntei.

— Espero que sim.- Disse.

— Então vamos. Temos que parar para comprar a aliança também.- Disse me levantando.

— Vamos.- Disse.

Saímos e parei para comprar as alianças numa joalheria e um anel para ela também e depois saímos procurando. Achamos um cartório ainda aberto, na verdade ia já fechar, mas consegui evitar e dali foi direto para a cerimonia. Achei que ia ficar nervoso, mas me deu foi uma alegria diferente quando dissemos sim. Quando tudo acabou e saímos, só queria a beijar e a ter minha, mas consegui esperar até o hotel para isso.

— Isso foi...- Sorri.- Louco.

— Sim. Não está já arrependida né?- Saíamos do elevador.

— Claro que não.- Disse.

— Ah bom.- Disse.

— Ok.- Disse.

Chegamos de volta ao quarto dela e a beijei. Agora sim não tinha como mudar; ela era minha.

Retribui o beijo.

A levantei, pegando no colo e a levei para a cama.

Acariciava seus cabelos.

Me deitei sobre ela e minha mão desceu até a perna dela, pegando na sua coxa. Coisa que ela não deixava muito eu fazer antes.

Minha mão descia pelas suas costas e a outra pelo seu abdômen.

Subi a blusa dela e nos afastei para tirar, e depois voltei a beija-la. Não sei se eu conseguiria ter muita calma.

Retribui o beijo novamente e entrelacei meus dedos em seu cabelo.

Peguei nos peitos dela e me apressei em tirar o sutiã. Sempre que a via em uma blusa mais decotada pensava neles. Ah, como queria pega-los.

Suspirei pesadamente e sorri. Uma coisa em Kol que sempre me fazia sorrir é que ele é muito intenso com tudo. Ele realmente está empolgado nesse momento.

— Quanto tempo; até que fim são meus.- Disse beijando entre os peitos dela.

Sorri.- Você gosta mesmo de seios.

— Claro que sim.- Disse.

— Espero que os meus te satisfaçam.- Disse.

— Olha essas belezas; como não ficar?- Questionei e tomei um na boca.

Suspirei pesadamente.- Que bom.

Ri e fui beijando até que abri a calça dela, e comecei a tirar. Cara, ela tinha que ser tão linda?

Puxei-o e voltei a beija-lo.

Aproveitava aquele beijo. Eu já tinha tido garotas que se entregavam para mim, mas nos séculos passados elas não eram assim decididas e isso me encantava na Lupi.

Acariciava seus cabelos enquanto minha mão descia pelo seu braço.

— Só você nua não vale.- Disse me afastando.

Esperei ele.

Tirei a minha blusa e depois a calça, logo junto com a cueca. Ah, agora sim; ficar excitado com essas roupas é horrível.

O olhei. Nunca tinha visto um homem nu e não era tão estranho quanto achei que seria.

— Tudo bem?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Ótimo.- Afastei as pernas dela e voltei a estar sobre ela. Agora o desejo que eu controlei tanto tomava conta de mim e a beijei. Senti meu membro roçar nela e a necessidade dali veio com tudo.

Retribui o beijo e envolvi minha perna na cintura dele, mantendo-o perto dele. Eu não entendia nada de sexo, mas podia sentir que ele estar assim o provocava. Acho que Kol é mais sensível por ser vampiro.

Eu não ia ficar brincando assim; a queria logo. Me coloquei na entrada dela e penetrei até estar completamente dentro dela. Ah merda, era tão bom; tão gostosa que sabia que iria toda hora.

De começo doeu, nossos tamanhos eram desproporcionais, mas aos poucos depois que ele me rompeu, a dor foi passando.

Percebi a tensão dela e deixei o beijo suave, a tocando desse jeito para ela relaxar. Parei o beijo e a olhei.- Melhor?

— Sim.- Disse.

— Não faz ideia de como é gostoso estar em você.- Disse.

— E como é para você?- Beijei perto da orelha dele.- Acho que o contraste de você gelado e eu quente é uma das partes boas.

— Uma delicia.- Me movimentei, saindo quase por completo e voltando a estar dentro dela.

Suspirei pesadamente e beijei o queixo dele.

Fiz de novo e fui colocando o ritmo. Minhas mãos passeavam por aquele corpo e amava cada pedaço que tocava e acariciava.

Gemi e suspirei, descendo meus lábios pelo pescoço dele e roçando meu nariz por ali.

— Ah Lupi.- Gemi.

— O que amor?- Perguntei.

— Eu amo você.- Disse.

— Também amo você.- Disse.

— Você é tão gostosa.- O fato dela ser pequena e apertada para mim deixava melhor ainda. Sentia quando ela se contraia e isso me excitava mais. Me deixava levar, tinha certeza que não conseguia ser muito silencioso e os gemidos suaves dela me fizeram aumentar o ritmo.

— Kol...- Gemi o nome dele perto do seu ouvido, mordendo ali de leve.

Ela queria acabar comigo né? Gemer assim! O meu tesão por ela me fez sair do controle e senti meus olhos mudarem. Droga, não era para ser agora.

O olhei e pela primeira vez o vi como ele realmente é; e não me assustei. Toquei seu rosto, sentindo suas veias mais salientes.

— Desculpe.- Respirei fundo, retomando o controle e voltando ao normal.

— Não precisa se desculpar.- Disse.

Beijei ela de novo e voltei ao ritmo que estávamos. Passei o braço pela cintura dela e a cada estocada mais intensa o prazer tomava conta do meu corpo.

Gemi e suspirei pesadamente.

— Você é minha. Minha mulher.- Disse.

— Completamente.- Disse.

Sentia o orgasmo chegando, ainda achava engraçado esse nome, mas enfim; quando pouco depois cheguei nele foi uma das melhores coisas que já havia sentido. Não o gozo e sim o ter com ela. Ah merda, tô meloso.

Beijei-o delicadamente.- Eu te amo.

Sorri e retribui o beijo. Deitei ao seu lado, mas sem a soltar.- Será que nosso vizinho percebeu?

— Espero que não. Ficaria com vergonha de encontra-lo no corredor.- Escondi meu rosto no peito dele, de brincadeira.

Ri e beijei seus cabelos.- Tadinha. Eu fico a sua frente para te esconder.

— Combinado.- Disse.

Observei minha mão com a dela.- Nesse século em que tudo é liberal que conseguiram me prender.

— Foi tudo bem rápido, mas não me arrependo disso, de nós.- Beijei o rosto dele.

— Rápido? Estamos a meses juntos.- Disse.

— Digo a decisão.- Disse.

— Ah sim.- Ri.- Agora é uma Mikaelson. Rebekah não vai gostaria de saber que perdeu a exclusividade.

— Coitada.- Disse.

— Você não falaria isso se a conhecesse.- Disse.

— Porque?- Perguntei.

— Nem sempre ela sabe ser sutil, mas de todos é o que eu diria ser mais próximo.- Disse.

— Entendo.- Disse.

— Ok, vamos parar. É nossa noite de núpcias.- Disse.

— Eu não me importo de te ouvir, de cuidar de você.- Toquei o rosto dele.- Quero poder cuidar de você de algum jeito, assim como você pode cuidar de mim de todos os jeitos. Principalmente fisicamente, no caso.- Sorri.

— Você é tão incrível.- Disse.

— Você que é.- Disse.

Eu estava com sede, mas não queria pedir assim para beber dela, então a beijei e me ocorreu uma coisa; se um dia ela se transformaria. Uma angustia passou por mim no caso ela não fizesse.

Retribui o beijo e acariciava seu rosto.

Fui parando e a olhei.- Não tem mais medo de mim?

— Claro que não. Eu me sinto segura com você.- Disse.

— Então eu posso...- Disse.

— Claro meu amor; você deve. Sempre que sentir fome é só me dizer.- Disse.

— Não diga isso, sou um fominha.- Disse.

— Estou falando sério e com todo amor. Espero que leve a sério e acredite.- Disse.

Sorri e beijei ela, descendo até o pescoço dela e mordendo devagar.

Estávamos de lado, então estamos meio que abraçados. Acariciava as costas dele.

Comecei a beber e a sede explodiu. Bebi com vontade dela, mas ela estar me dando assim deixava mais gostoso ainda.

Acariciava seu braço e a mão que estava em suas costas, subiu para o cabelo.

Fui me satisfazendo e parando, até para não a colocar em risco.- Não podia ser melhor.

— Que bom. Quantas vezes você precisa? Duas? Manha e noite?- Questionei.

— Não precisa ter horário.- Limpei a boca.- Uma vez está bom, mas preciso de uma coisa.

— O que?- Perguntei.

— Para você se recuperar preciso te dar meu sangue. Até para esconder a marca.- Disse.

— Tudo bem, mas pouco. Sangue não é algo... atrativo para mim.- Disse.

— Só que tem uma coisa; se acontecer alguma coisa grave e você morrer com ele, você se transforma.- Disse.

— Tudo bem.- Disse.

— Tem certeza?- Perguntei.

— Sim.- Disse.

— Então um dia você...- Disse.

— O que?- Perguntei.

— Vai querer ser como eu?- Perguntei.

— Bem, acho que isso eu preciso pensar mais, mas acho que sim. Não quero te deixar nunca.- Disse.

Sorri, sentindo o alívio tomar conta de mim.- Faria isso para ficar comigo?

— Claro.- Disse.

Suspirei.- Obrigado.

— Não tem que agradecer.- Disse.

— Não vou dar um de samaritano, porque eu quero.- Disse.

Sorri e me aconcheguei no peito dele.

Mordi o pulso e dei a ela que bebeu até o pescoço fechar.- Não é tão ruim.

— Hmm... É sim.- Disse.

— Que isso. Eu sou gostoso demais.- Disse.

Ri.- Você é, seu sangue não.

— Ah, confessou que eu sou.- Disse.

Ri.- Bobo.

— Eu sei, mas você me ama mesmo assim.- Disse.

— Com certeza.- Disse.

Sorri e não esperava amar alguém assim, ainda mais me casar. Cara, estou CASADO! Achava que isso era para malucos, então eu estou muito louco, mas feliz. Para alguém que achava que ia passar o resto da vida num caixão ou atrelado aos problemas da minha família, estou muito bem. Olhei Lupi que tinha pegado no sono e não poderia estar melhor, ainda mais com ela decidindo se transformar. Vou ter a minha mulher para sempre. Para sempre não parece mais tedioso agora que tenho alguém com quem passar.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim! :3 Eles são muito fofos né? :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)