Liberty- One Shots
102 Capítulo 103- Klaus & Roberta.
Notas iniciais

POV Klaus.
Olhei pela janela da carruagem e Londres continuava a mesma em 1850. Na verdade não tão a mesma já que começava a temporada de bailes e iríamos nos divertir vendo mãe desesperadas para arrumar bons partidos para as filhas e Rebekah adorava esses bailes, então acabamos por vir. Nos instalamos na casa que tínhamos e Elijah olhava os convites.- Mas já tem três convites para bailes?
— Para você ver.- Elijah disse.
— Rebekah deve estar nas nuvens. Por mais que não precisemos deles para entrar.- Disse.
— Verdade.- Ele disse.
— E qual será a beleza esse ano? Porque a ultima vez foram bailes bem favoráveis a nós.- Sorri.
— Como se você fosse exigente.- Ele disse.
— O que? Eu sou!- Exclamei.
— Considere-se desafiado então.- Ele disse.
— E você? Vai se divertir essa temporada?- Questionei.
— Vou ver.- Ele disse.
— Isso é, fora as mães que caem em cima de você.- Disse.
— Tá me chamando de velho?- Ele questionou.
— Não, imagina.- Disse.
— Obrigado ancião de 900 anos.- Ele disse.
— Pelo menos sou mais jovem.- Ri, pegando uma bebida.
— Só que não.- Ele disse.
— Acha que a cidade vai ficar bem sem nós lá?- Perguntei.
— Marcel está lá.- Ele disse.
— Então nos resta saborear a juventude londrina.- Disse.
— Sim.- Ele disse.
— A temporada de bailes irmão.- Brindei com ele.
POV Roberta.
Estava com as mãos apoiadas na parede enquanto minha mãe me colocava o espartilho.- Eu preciso mesmo usar isso?
— Claro meu amor. Vai deixar a sua cintura linda quando colocar o vestido.- Ela disse.
— Minha cintura já é boa do jeito que é. E se eu quisesse arrumar um marido, não seria enganando-o.- Disse.
— Você ainda tem muito o que aprender filha. Decidiu? O verde ou o azul?- Ela questionou.
— Verde. Cadê o papai para me defender?- Questionei.
— Ele não se mete nisso.- Ela pegou o vestido e colocou na filha, terminando os ajustes.- Ai, você está...
Suspirei. Eu só fazia isso de ir em bailes por causa da minha mãe.- Ah não dona Alma, você não vai chorar.
— Você não entende isso.- Ela disse.
Revirei os olhos. Eu não gostava dessas coisas, mas amo minha mãe, então faço. Não gosto de usar maquiagem, usar vestidos cheios de coisas... As únicas coisas que faço de “mulher” é passar hidratante no rosto, corpo, cuidar das unhas e do cabelo. Mas essas duas ultimas é mais higiene também.
— Então vamos?- Ela perguntou.
— Vamos.- Saímos de casa e não demoramos a chegar na tal festa. Estava realmente cheio e o pior; cheio de gente que eu nem conheço.
POV Klaus.
Graças a demora da Rebekah quando chegamos a festa já tinha começado e logo apareceu um pretendente querendo dançar com ela. Eu e Elijah observávamos.- Coitado, ele acha que tem chance.
— Todos tem chance com Rebekah.- Ele disse.
— Isso é verdade. Depois eu que não sou exigente.- Disse.
— Você não é.- Ele disse.
— Bem, vou passar a ser então. E aqui está bem servido.- Disse.
— Sim.- Ele disse.
— Quem são aqueles dali?- Me referi a um casal junto com uma garota ruiva, linda, e com cara de mal humorada.
— Não sei.- Ele disse.
— Não lembro deles.- Parei uma senhora que passava.- Por favor, quem são aqueles?
— É a família Pardo.- Ela disse.
— Obrigado.- Ela saiu.- Reparou naqueles peitos da mãe?
— Difícil não reparar.- Ele disse.
— Imagine sem aquele espartilho.- Disse.
— O marido dela tem sorte.- Ele disse.
— E a filha me parece ser como a mãe.- Disse.
— Talvez sim.- Ele disse.
— Estou muito tentado a saber.- Disse.
— Para quem falou que seria mais seletivo...- Ele disse.
— E isso não é?- Questionei.
— Você já está querendo as duas primeiras que viu. A mãe e a filha.- Ele disse.
— Seria interessante.- Disse.
Ele riu e tomou da bebida.
— Vou lá.- Disse.
— Ok.- Ele disse.
POV Misto. (Klaus e Roberta.)
Comecei a ir em direção a eles, mas um cara que parecia ser conhecido deles levou a garota para dançar, meio a contra gosto pelo que percebi e acabei chamando outra garota que estava de olho em mim, mas prestava atenção na ruiva.
— Você devia estar dançando com uma garota melhor.- Disse.
— Acho difícil. Seu pai fala muito bem de você.- Ele disse.
— É porque ele não sabe de tudo sobre mim.- Disse.
— E o que haveria de saber?- Ele perguntou.
— Que eu não sou pura ou intocada.- Disse.
— O que?- Ele a olhou.
— O que ouviu.- Disse.
— Foi algum marginal que a atacou? Não ouvi nada.- Ele disse.
Isso estava interessante; ela estava brincando facilmente com ele e olha que era uma coisa séria.
— Foi por vontade própria.- Disse.
— Ah, realmente ele acha que tem uma boa filha.- Ele disse.
Sorri.- Nos vemos depois.- Sai dali.
A observei ir e ri da ideia dela. Acho que ela não era do tipo mocinha frágil, gosto disso. Terminei a dança e vi algumas pessoas comentando enquanto outro tentava dançar com ela.
— Não quero, obrigada.- Disse.
— Acho que sou o único que ainda vai querer você.- O cara disse.
— Mas eu não te quero. Sai.- Disse.
— Já que é tão avançada poderíamos nos encontrar amanhã na minha casa, estará vazia.- Ele disse.
— Sonha com isso. Vai embora.- Disse.
— Vai dar uma de difícil agora?- Ele questionou.
Suspirei e sai dali.
Era minha chance. Andei até ela, ficando ao seu lado.- Uma senhorita que finalmente conseguiu animar esse baile.
— Sai daqui você também.- Disse.
— Não vai me afastar tão fácil, nem com suas mentiras.- Disse.
— Mentiras? Tá maluco?- Questionei.
— Por favor, sabemos que o boato que deixou correr foi só para afastar os rapazes.- Disse.
— Você não sabe.- Disse.
— Você parece não gostar daqui, mas mesmo assim veio e até tentou uma dança, então se importa com os seus pais, e não faria algo como jogar o nome da família na lama fazendo algo assim.- Disse.
— Acabei de fazer isso, idiota. Não viu que todo o salão sabe?- Questionei.
— Quantos modos.- Disse.
— E você é lento e burro.- Disse.
Segurei a mão dela, a parando.- Qual o seu motivo para isso?
— Não é da sua conta e me solta.- Disse.
— Acho que não mocinha.- Disse.
— Me solta.- Disse.
Sorri e soltei.- Bravinha.
Sai dali, indo para a rua.
POV Klaus.
Sorri e andei pelo salão até meus irmãos.- Deus, ela é uma figura.
— Estou vendo.- Elijah disse.
— Nada como um boato para agitar esses bailes.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
— E você irmã? Cansou dos jovens rapazes?- Questionei.
— Estou descansando.- Ela disse.
— Imagino. Qual a vitima de hoje?- Questionei.
— Nenhum ainda.- Ela disse.
— Oh, acho que temos um milagre!- Disse.
— Engraçadinho.- Ela disse.
Olhei pelo salão e vi os pais da garota conversando com uma senhora e pude ouvir.- E a história chegou nos pais.
— Grande coisa.- Ela disse.
— O que? Está interessante.- Disse.
— Só para você. A garota chega em casa, apanha do pai, fica mal falada, é deserdada, vira prostituta, e fim da história.- Ela disse.
— Não sei, acho que ela é mais esperta que isso, por isso está interessante.- Disse.
POV Roberta.
— Como ousa fazer isso conosco!- Meu pai chegou gritando.
— O que?- Questionei.
— Roberta, diz que isso é mais uma de suas brincadeiras, das que gosta de fazer, que não perderia sua honra assim.- Minha mãe disse.
— Claro que é. Eu disse que não queria me casar agora.- Disse.
— Ah meu... O que eu faço com você? Agora todos estão rindo de nós e apontando você.- Ele disse.
— Você brincou com algo sério meu amor. Sua reputação não é algo que deva mexer.- Ela disse.
— Então deviam me respeitar. Quando quiser casar direi a vocês. Pensei que fôssemos amigos além de pais e filha.- Disse.
— E com um boato desse acha que mesmo que passem anos alguma família vai te querer? Não sabe como essas pessoas são, elas sabem ser cruéis com quem não segue a moral e os bons costumes. Você pode nunca ser aceita; é isso que quer?- Ele perguntou.
— Pai, esquece isso.- Disse.
— Reverte, chega, vamos embora daqui, por favor.- Ela disse.
— Sim.- Disse.
Ele saiu.
— Você me fez passar uma grande vergonha hoje Roberta, algo que nenhuma mãe deve passar.- Ela disse.
— Ah mãe, vamos combinar. Você praticamente está colocando seus seios a venda e você me fala de vergonha? No dia em que um homem não ficar só te olhando e com certeza só me querendo para, se tiverem sorte, terem você, eu talvez cogite a ideia de casar. E todos os homens olhavam para você, então você está de parabéns “mãezinha”, você desempenhou seu papel muito bem.- Sai dali.
POV Misto. (Klaus e Roberta.)
A festa foi boa até, consegui arrumar uma jovem bem interessante para passar a noite e me alimentar. Os dias passaram e as coisas se acalmaram na sociedade depois dos boatos de Roberta. Sim, descobri o nome dela, e estava curioso para saber como tinha se desenrolado. Depois de uma ida a livraria, estava passeando pelo centro, tendo ideias novas para a minha cidade quando vi cabelos ruivos intensos passando apressados por mim.- Olha se não é a mal-humorada.
— E você o intrometido.- Disse.
— Intrometido?- Questionei.
— Sim.- Disse.
— Mas afinal estava certo, não estava?- Questionei.
— Sobre o que?- Perguntei.
— Seu boato. Deu uma bela animada por aqui. Era engraçado ver a cara das senhorinhas chocadas.- Disse.
— Que bom que gostou.- Disse.
— Você não? Com certeza conseguiu afastar os rapazes que queria.- Disse.
— Fiz foi um favor ao meu pai.- Continuei a andar.
— Ao seu pai. Porque?- Questionei.
— Ele teria dor de cabeça com os caras e minha mãe.- Disse.
— Sua mãe é desse tipo? Nossa, isso não consegui perceber.- Disse.
— Não, ela não iria trair meu pai, mas daria dor de cabeça. E claro que não percebeu, ficou encarando os peitos dela.- Disse.
— O que é bonito é para se ver, assim como os seus.- Disse.
Fingir rir.- Só que não. E os meus são muito bem cobertos, obrigada.
— Para quem conhece muito bem um corpo, é só imaginar o resto.- Disse.
— Que bom que não conhece o meu então.- Disse.
— Não seria tão difícil.- Disse.
— Metido você.- Disse.
— Eu sei das minhas capacidades.- A criada dela andava junto de nós e pelo jeito que olhava não gostou muito de mim.
— Você por acaso vai me acompanhar até em casa? Não tem outra para perseguir não?- Questionei.
— Sua companhia é muito melhor do que as das mocinhas que ficam vermelhas com um elogio.- Disse.
— Você não me elogiou, então não sabe como eu fico.- Disse.
— Falei dos seus seios e nem se abalou.- Disse.
— Porque você falou sem fundamentos. Você nem os conhece.- Disse.
— Acredite quando digo que tenho uma ideia muito precisa de como são.- Disse.
Parei e o olhei. Talvez eu conseguisse salvar minha família e me salvar.- Dorota, você pode indo para casa? Eu te encontro lá.
— Menina, seu pai não vai gostar.- Ela disse.
— Dorota, vá. Não se preocupe.- Disse.
Ela a olhou e saiu.
Olhei para ele.- Qual seu nome?
— Klaus.- Disse.
— Klaus, você gosta de fazer negócios?- Questionei.
— Que tipo?- Questionei.
— Desde da semana passada venho pensando em um jeito da minha família deixar de ser mau falada e achei um bem impossível, mas pode não ser mais. Você aceitaria se casar comigo?- Perguntei.
— Casar?- Isso era um tanto novo para mim e eu não podia me expor muito.
— Sim. Seria de “mentira”. Não seríamos marido e mulher, se é que me entende. Eu estaria livre para achar uma pessoa que eu realmente goste ao invés de me casar forçada e você poderia sair com quantas mulheres quisesse. E assim meus pais não seriam mau falados.- Disse.
— É interessante. Por mais que não estivesse nos meus planos.- Disse.
— Se aceitar já tenho até a história.- Disse.
— E qual seria?- Questionei.
— Eu teria inventado aquela história porque estava perdidamente apaixonada por você e você não poderia me assumir aquele dia porque estava resolvendo seus negócios para termos uma vida estável e boa.- Disse.
— Então tudo não teria passado de uma cena para chamar minha atenção? Oh minha linda garota?- Brinquei.
— Sim. E estariam nos jornais como uma história de amor da semana.- Disse.
— Jornais?- Questionei.
— É, o local. Ele só sai aqui na vizinha. É mais uma revista.- Disse.
Aquilo não era bom. Tinha gostado da ideia, da aventura, principalmente de a levar pra cama, mas nada de tanta exposição assim.- Bem, vou pensar nesse ponto senhorita Pardo. Mas gosto muito da sua ideia.
— Tudo bem. Se aceitar, moro aqui.- Anotei na mão dele o endereço.- Tchau.- Sorri e sai.
POV Klaus.
Olhei ela ir e fiquei pensando naquilo; seria uma aventura e tanto. Fui para casa e Elijah e Rebekah estavam na sala.- Tenho novidades.
— Qual?- Elijah perguntou.
— Vou casar.- Disse.
— Como é?- Ele questionou.
— Eu vou me casar.- Tirei o chapéu e o casaco e me sentei no sofá.
— Tá louco?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Com quem?- Rebekah perguntou.
— A ruiva da festa; Roberta.- Disse.
— A vadiazinha?- Ela questionou.
— Se deu por realmente mentira isso. Eu disse que era.- Não gostei de Rebekah a chamar assim, mas não queria briga agora.
— Ok.- Ela disse.
— Não vão me parabenizar?- Questionei.
— Hã... acho que não.- Ele disse.
— Por que? Não era isso que queria?- Perguntei.
— Você não ama ela.- Ele disse.
— Ela queria um negócio e eu aceitei; não está bom?- Questionei.
— Não.- Ele disse.
— Você deve estar Rebekah.- Disse.
— Desde que ela não me incomode.- Ela disse.
— O interesse de você é comovente.- Disse.
— E você é louco.- Ela disse.
— Diga algo que eu não saiba irmãzinha.- Disse.
— Você é doente.- Ela disse.
— Estamos melhorando.- Disse.
Ela suspirou.- Temos que voltar para New Orleans.
— Não ainda. E você perturbou para vir para a temporada de bailes.- Disse.
— É diferente.- Ela disse.
— Vamos ficar.- Disse.
— Pense o que quiser.- Ela disse.
— Assim como você.- Me levantei.- Agora se me derem licença vou me trocar para ir na casa da minha noiva.- Subi para meu quarto e me troquei; até parecia que eu ia matar alguém, se fosse assim provavelmente teriam ficado mais animados. Me arrumei, copiei o endereço que ela me deu e parti, indo para lá. Cheguei e bati na porta.
Abri a porta.- Klaus, você veio. Quer dizer que aceitou?
— Sim, gostei da ideia.- Disse.
— Que bom, obrigada.- Disse.
— Mas precisa saber de uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Não sou da cidade, então a possibilidade de mudar em pouco tempo é grande.- Disse.
— Hmm... Até lá nos separamos.- Disse.
— Se você acha.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Então temos um acordo senhorita Pardo.- Beijei a mão dela.
Sorri.- Sim.
— Onde estão seus pais para comunicar? Afinal, tenho que ser um bom noivo.- Disse.
— Vou chama-los. Entra.- Ele entrou, fechei a porta e fui chama-los. Logo voltei com eles.
— Do que se trata Roberta?- Reverte perguntou.
— Diga Klaus.- Disse.
— Bem senhor Pardo, vamos direto ao assunto. Por mais que não seja o convencional comunicar a vocês depois; eu e sua filha vamos nos casar.- Disse.
— Quem é você? Não vai chegar perto dela antes de eu saber.- Ele disse.
— Pai, eu falei aquilo tudo na festa porque eu amo o Klaus.- Disse.
— Eu estava ocupado com os negócios e você arrumou um jeito e tanto de chamar minha atenção.- Disse.
— Atenção? Até aquela noite nunca tinha lhe visto senhor...- Ele começou.
— Mikaelson.- Disse.
Sorri.- Ainda bem.
— Por favor senhor Mikaelson, sente-se. Aceitaria um suco ou chá?- Alma questionou.
— Suco está bom.- Disse.
— Então pai?- Questionei.
— Roberta precisa-se de muito mais que um estranho chegando e querendo se casar para nós aceitarmos. Nem a cortejou. Não sabemos sua reputação.- Ele disse.
— Então se conheçam.- Disse.
Eles começaram a puxar assunto, na verdade ele. A mãe dela calada com o ar de abatida. Ele falou que foi devido as perturbações depois do baile, mas imagino que Roberta e sua língua afiada eram as razões. Depois de discutir dote e tudo mais, finalmente ele aceitou.- Obrigado Senhor.
— Vamos ser da família agora, sem o senhor.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada pai.
— Acho que agora devo deixar os detalhes da cerimônia com a senhora e você Roberta.- Disse.
— Minha mãe resolve isso.- Disse.
— Se estiver de bom humor, minha irmã ficará feliz em ajudar.- Disse.
— Tudo bem.- Ela disse.
— Ok.- Disse.
*****
Sai dali e fiquei com a sensação que era loucura mesmo, mas eu gostava daquela loucura, era diferente. Algumas semanas se passaram até o casamento e por uma influência minha foi algo simples e reservado, mas Roberta estava um espetáculo. Nos encontramos algumas vezes e ela era bem divertida e com certeza uma garota a frente do seu tempo. A festa acabou e depois da despedida fomos para casa, para nosso quarto.- Acho que tenho que dizer; bem vinda ao meu quarto.
— Obrigada. Eu posso dormir no chão.- Disse.
— A cama é grande Roberta, relaxe.- Disse.
— Tudo bem. Eu vou me trocar no banheiro.- Peguei a mala e fui no banheiro.
Tirei aquela roupa e pensava se conseguiria ter ela hoje. Durante a cerimônia trocamos um beijo e mais alguns de "encenação”na festa, e tinha gostado de beijar ela.
Olhava as camisolas que minha mãe colocou para mim e todas eram curtas, sensuais e decotadas. Suspirei. Vou ter que colocar. Tirei a roupa que usava, fiz meu ritual de higiene e depois do hidratante. Penteei o cabelo e voltei para o quarto.
A olhei quando saiu do banheiro e nossa, como podia ser mais linda? E o branco caia bem contrastando com o intenso dos cabelos. As coxas eram grossas e pediam para serem tocadas, assim como aqueles peitos. Ah, eu fiquei duro na hora.
— Você dorme de que lado?- Perguntei.
— No meio.- Disse.
— Você vai ter que escolher um agora.- Disse.
— Vem para cá e a gente descobre depois.- Disse.
— Tudo bem.- Subi na cama, me deitando.
— Mais para cá não faz mal.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Você está linda demais.- Disse.
— Minha mãe exagera nas roupas.- Disse.
— Está perfeita para uma núpcia.- Disse.
— Ah sim.- Disse.
— Você está linda demais.- Minha mão subiu pela perna dela.
— Klaus, combinamos que seria só fachada.- Disse.
— Você não me disse que era assim.- Disse.
— Assim como?- Perguntei.
— Gostosa.- Disse.
— Eu?- Questionei.
Apertei sua coxa.- Completamente.
Olhei a mão dele.- Klaus...
— Shh.- A beijei. Caramba, como queria fazer aquela mulher minha.
O afastei.- Não, nós combinamos.
— Você quer isso.- A beijei de novo.
— Não!- Sai da cama.- Se você começar com isso, eu saio daqui e desmancho tudo. Não me importo.
Levantei, indo até ela.- Você vai ser minha Roberta; vai pedir por isso.
— Não.- Disse.
— Sua opinião por agora.- Me afastei de mãos levantadas.
Peguei um roupão e sai do quarto.
A segui.- Onde pensa que vai?
— Sair.- Disse.
— Estamos na noite de núpcias, o único lugar que deve estar é no quarto.- Disse.
— Qualquer coisa eu digo que você negou fogo.- Disse.
— Volte, agora.- Disse.
— Para que?- Perguntei.
— Porque eu estou mandando; vamos.- A peguei pelo braço, a levando de volta.
— Você não manda em mim.- Disse.
— Eu me deixei levar pela tentação de ter você, isso não vai mais acontecer.- Disse.
— Ótimo.- Entrei no quarto.
Tirei a camisa e fui para o banheiro, fechando a porta. Essa era boa; uma mulher se recusando a mim. Tinham deixando o local de banho cheio então tomei um banho e voltei só com a roupa de baixo, indo me deitar.
Me virei de lado e apaguei a vela.
Dei as costas a ela e tentei dormir. E pensar que eu já tinha conseguido muitas donzelas que eu queria; lindas, perfeitas e agora tinha uma na minha cama achando que vai resistir. Eu queria muito transar, então levantei e sai, encontrando facilmente um empregada sozinha e a usando para aliviar minhas vontades. E assim seguiram os dias seguintes. Até que ela estava se dando bem com Rebekah e Elijah, e claro; ela não suspeitava o que éramos, o que era uma tranquilidade. Decidimos sair e ela teve que pegar no meu braço.- Calma, eu não mordo.
— Sei.- Disse.
— Você está com medo é de eu morder e você gostar, e assim estragando o seu plano.- Disse.
Ri.- Sonha. E eu já estou me dando muito bem com o capataz. Ele é lindo, fofo, educado e bom de papo.
— Ah é? Bom saber.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Só tenha cuidado para não espalhar que está sendo atenciosa com ele.- Disse.
— Sei me cuidar.- Disse.
— Espero.- Disse.
— Ok.- Disse.
Passávamos por um cara, o da festa, e ele apontava para nós e ria com a garota que passeava.- Roberta, quem é aquele? Lembro de dançar com você na festa.
— Um idiota qualquer.- Disse.
Prestei atenção na conversa deles e ela dizia que todas as senhoras falavam que o casamento tão rápido devia ter sido por eu ter a engravidado e por isso ela fez o escândalo.- Isso é absurdo.
— O que?- Perguntei.
— Ela está dizendo que eu te engravidei ou que eu estou assumindo. Isso explicaria os olhares estranhos quando fui beber com Elijah essa semana.- Disse.
— Como você sabe do que eles falam?- Perguntei.
— Sou bom em leitura labial.- Disfarcei. As vezes esquecia disso.- Nunca o fez?
— Não.- Disse.
— É uma boa prática; principalmente em festas e jogos.- Disse.
— Sei.- Disse.
— É verdade. Não acredita em mim?- Questionei.
— Sei lá.- Disse.
— Porque você tinha, tem, tanta resistência em casar?- Questionei.
— Porque quero me casar com alguém que eu ame.- Disse.
— Então estragar sua reputação logo no primeiro baile foi sua estratégia?- Questionei.
— Não me importo com o que pensam.- Disse.
— Pelo menos você não fica de pretendente em pretendente. Posso trocar a Rebekah por você?- Questionei.
Ri.- Acho que pode.
— Sério. Ter alguém que acha que encontrou o amor da vida em cada homem que aparece é cansativo.- Disse.
— Imagino.- Disse.
— Coisa de garotas, mas eu que achei que nunca chegaria perto de um altar acabei em um nessa viagem.- Disse.
— Acontece.- Disse.
— Não com pessoas como eu.- Disse.
— Logo você se vê livre de mim.- Disse.
— Já carreguei cruzes maiores.- Dei com os ombros.
— Ok.- Disse.
— Agora vamos sair daqui antes que eu ensine algumas lições aquele imbecil.- Disse.
— Tudo bem.- Disse.
Saímos e fomos pelo outro lado do parque, e depois fomos para casa. Decidimos cavalgar e o tal capataz não tirava os olhos dela.
— Usar calça é tão melhor do que vestido.- Disse.
— Eu imagino senhora.- Miguel disse.
Sorri.- E são bonitas. Gosto de calças de couro.- Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo.
— Ficam ótimas na senhora.- Miguel disse.
— Miguel, eu sugiro que pare de cantar a minha mulher na minha frente, se quiser se manter inteiro.- Disse.
— Klaus.- Disse.
— Desculpe senhor Mikaelson, não era a minha intenção.- Miguel disse.
Ajudei ela a subir e ela se colocou.- Você cavalga de frente?
— Sim.- Disse.
— A senhora é mesmo diferente das outras.- Ele disse.
— Vamos então.- Disse.
Sorri para Miguel e fui com Klaus.
— O que foi isso?- Perguntei.
— O que?- Perguntei.
— Fazendo isso na minha cara.- Disse.
— Nunca foi segredo ué. Você sabia como seria.- Disse.
— Você pode continuar a sua busca, mas sem que seja me fazendo de idiota, entendeu?- Questionei.
— Ah tá, você pode sair todas as noites do quarto e ficar até sabe se lá que horas fora, e com certeza não é só “bebendo” com o seu irmão, e eu tenho que fazer tudo as escondidas?- Perguntei.
— Eu não me exponho com ninguém.- Disse.
— Eu tenho bons ouvidos e escuto os cochichos das empregadas. Eu não sou idiota, então você não tem direito de pedir nada. Eu faço as coisas do jeito que eu quiser.- Disse.
— Você pode fazer, mas não comigo querida.- Disse.
— Isso é o que você acha.- Disse.
— É assim que vai ser.- Parei o cavalo.
— Não.- Continuei.
— Roberta, volta aqui!- Exclamei.
Continuei a andar sem olhar para trás.
Voltei a cavalgar, indo em direção a ela. Aquela diabinha achava que ia me usar assim? Estava enganada. Ela não conhecia muito o terreno, tanto que estava avançando para a parte que tinha muitas arvores.- Roberta, para!
— Me deixa.- Disse.
— Aqui não é lugar de vir de cavalo.- Desviei de uma arvore.
— Eu sei andar.- Disse.
— Roberta!- O cavalo parou por causa de uma raiz, a fazendo cair. Desci e fui até ela, a pegando. Tinha um pouco de sangue na cabeça e estava desacordada. Droga! Se eu desse sangue a ela, ela saberia logo o que eu sou. A coloquei no cavalo e fiz o caminho de volta, mandando chamar Elijah. Ele era bom nisso de curativos.
— O que foi?- Ele perguntou.
— Você pode cuidar dela? Ela caiu do cavalo e se eu der meu sangue ela pode acabar sabendo sobre nós.- Disse.
— Klaus, ela só está desmaiada. Não seja tão dramático.- Ele disse.
— Ela feriu a cabeça e perdeu sangue.- Disse.
— Gotinhas de sangue e um arranhão.- Ele limpou o sangue com um pano úmido e fez o curativo.- Pronto. Grande mistério.
— Você tem certeza?- Perguntei.
— Tenho.- Disse.
— Eu espero que esteja certo.- Me sentei na cama, a olhando.
— Você age como se ela valesse alguma coisa para você.- Disse.
— Já ajudou Eijah, pode ir.- Disse.
— Qualquer coisa chama, mas não por causa de um arranhão, pelo amor de Deus.- Ele saiu.
Tirei a roupa dela e mexi nas coisas dela, pegando uma camisola e colocando nela. Ela era tão linda e era forte do tipo que eu gostava, talvez por isso eu gostava tanto de passar meu tempo com ela. Fiquei ali e só quando anoiteceu ela deu sinal de acordar.
— O que aconteceu?- Perguntei.
— Você caiu do cavalo, está tudo bem? Sente alguma coisa?- Me sentei e no reflexo peguei a mão dela.
Me olhei.- Como eu estou de camisola?
— Eu troquei a sua roupa. Está sentindo alguma coisa?- Perguntei.
— Você me tocou? Está maluco!?- Questionei.
— Se acalma, eu não teria você apagada, não teria graça.- Disse.
— Mas me tocou e me viu nua.- Disse.
— Não estava nua, se bem que foi uma visão e tanto.- Disse.
— Você é louco.- Suspirei.- Vou tomar banho.
— Não respondeu se está bem.- Disse.
— Estou.- Disse.
— Tem certeza? Foi uma pancada feia, passou a tarde toda desmaiada.- Toquei o rosto dela.
— Eu estou bem, mesmo. Não precisa fingir que se importa comigo.- Me levantei e fui para o banheiro.
Eu não me importava, não podia me importar. Sai do quarto e fui dar uma volta. Acabei pensando nela, em toca-la e em como todas essas semanas tinha minha vida girando em torno dela. Merda, quando a vi no chão daquele jeito fiquei louco achando que poderia tê-la perdido, quem está perdido sou eu. Voltei ao quarto e já era tarde, e ela estava dormindo. O lençol estava caído e pude a observar, na verdade, cheguei junto dela e a tocando ali de leve.
Me senti acordar.- O que foi?
Tirei a mão.- Nada, está ventando e você estava descoberta.
— Ah sim.- Disse.
— Volte a dormir. Precisa descansar do tombo.- Disse.
— Ok.- Me virei e voltei a dormir.
Olhei ela. Merda, eu não posso sentir nada. Além de tudo que nos separava tinha nosso acordo. Era melhor eu me afastar. Tomei um banho e me deitei afastado, pensando que tinha sido um erro aquele acordo.
POV Roberta.
Quando me acordei no outro dia, percebi que estava entediada. Essa casa é um saco. Não tenho ninguém para conversar e a vida está chata. Tomei um banho, comi alguma coisa e fiquei sentada no quarto lendo alguma coisa.
— Bom dia senhora.- Ela entrou no quarto.
— Bom dia.- Disse.
— O capataz pediu para avisar que acharam seu cavalo.- Ela disse.
— Ele tinha se perdido? Não sabia. Ele está bem?- Questionei.
— Parece que um pouco assustado, mas pelo que Miguel falou está bem sim.- Ela disse.
— Ainda bem. Vou vê-lo depois.- Disse.
— A senhora me permite uma pergunta?- Ela perguntou.
— Claro.- Disse.
— Estava fazendo as compras da cozinha no mercado e a senhora está mesmo esperando um herdeiro? Porque conheço os sinais e não vejo nenhum na senhora.- Ela disse.
— Não estou não.- Disse.
— Ah sim. Seria até estranho já que está sempre calmo por aqui.- Ela disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Não quero me intrometer senhora.- Ela disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Mas é que a senhora e o senhor não parecem recém-casados. A não ser quando tem alguém perto da senhorita.- Ela disse.
— Somos diferentes.- Disse.
— Com certeza isso os meus senhores são.- Ela arrumava ao redor da cama.
Larguei o livro.- E não precisa ficar envergonhada. Sei o que Klaus faz com vocês.
— Eu... Me desculpe senhora, mas não é certo um marido deixar a esposa assim. Pelo menos foi o que aprendi. Talvez eles nesses outro continente sejam assim.- Ela disse.
— Está tudo bem. Não me importo. Só espero que ele seja gentil com vocês.- Disse.
— Eu não lembro muita coisa. Prefiro não falar disso.- Ela disse.
— Ok.- Disse.
— Pelo menos com a senhora aqui alguém vai sempre fazer as refeições.- Ela disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Eles quase nunca comem, pelo menos não aqui.- Ela disse.
— Entendo.- Disse.
— Desculpe, eu falo demais. Deseja algo?- Ela perguntou.
— Chá com biscoitos.- Disse.
— Já irei trazer. Com licença.- Ela sorriu e saiu.
Suspirei. Essa família é estranha. Depois que Alice me trouxe o chá com biscoitos, comi enquanto lia o livro, depois resolvi ir tomar um banho e coloquei um vestido e uma boa por baixo para poder andar no celeiro. Cheguei lá e comecei a procurar a Estrela.
— Posso ajudar senhora?- Miguel perguntou.
— Estou procurando a Estrela.- Disse.
— Ah, ela está no final da baia. Eu mostro a senhora.- Ele disse.
— Ok, vamos.- Começamos a andar.
— A senhora ficou bem do acidente?- Ele perguntou.
— Foi só um arranhão.- Disse.
— Que bom. Seria muito ruim algo acontecer com a senhora. O mundo perderia uma beleza.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada Miguel. Você é um doce.
— A senhora merece e tem um marido que não vê isso. Não me importo em faze-lo.- Ele disse.
— Bem, obrigada.- Disse.
— Aqui está ela.- Ele chegou, acariciando o cavalo.
— Hey Estrela.- Beijei ela no rosto.- Como está?
— Ela gosta de você.- Ele disse.
— Ontem não pareceu.- Ri.
— Algo deve ter assustado ela. Quer montar?- Ele perguntou.
— Acho que por um tempo não.- Disse.
— Tudo bem. Eu vou escova-la então.- Ele disse.
— Ok.- Disse.
Ele tirou o cavalo do lugar e levou até a frente. Enquanto escovava, ele me olhava.- Você é linda demais. O que faz aqui, com pessoas como essa?
— Longa história.- Disse.
— Um homem como aquele não merece você.- Ele disse.
— Não quero falar disso.- Disse.
— Quer me ajudar?- Ele perguntou.
— Claro.- Disse.
— Aqui.- Ele deu a escova para mim, mostrando como se fazia.
— É gostoso fazer isso.- Disse.
— E eles gostam, não é garota? Aqui, vira assim.- Ele me segurou pela cintura e virou a minha mão.
Sorri, o olhei e continuei fazendo a escovação.
— Vê? Ela fica calma percebendo que está fazendo com carinho.- Ele disse.
Sorri.- Sim.
— Senhora Roberta, eu não devia, mas gosto de estar assim com a senhora.- Ele disse.
— Você é doce, gentil, educado e atencioso Miguel. Vamos com calma, ok?- Questionei.
— Poderia me dar apenas uma satisfação, minha senhora?- Ele pediu.
— O que?- Perguntei.
Ele avançou, colando nossos lábios.
Eu tinha dado uma volta, estava com a cabeça mais fria, talvez não precisasse manter distância dela, talvez pudesse controlar. Cheguei e me foi dito que ela estava nos estábulos. Não gostei muito quando me aproximei e ouvi as vozes dela e de Miguel. Aquele... Eu ia dar um jeito nele. Quando entrei vi os dois se beijando. Alguma coisa queimou em mim e ele não ia sair vivo dali.
Parei o beijo.- Miguel...
— Eu acho que avisei para manter distância da minha mulher.- Disse avançando nele.
— Klaus.- Disse.
— Você não liga para ela, deixa-a em paz.- Ele disse.
— Deixar em paz? A minha mulher? Acho que escolheu o cara errado.- Num empurrão fiz ele voar pelo estábulo.
— Miguel!- Corri até ele.
— Você está preocupada com ele? Deveria mesmo.- Disse o pegando do chão.
— Como...? Você estava lá...- Disse.
— E você? Eu disse que não ia me fazer de idiota assim.- Disse.
— Me solta seu louco!- Ele exclamou.
— O que você é?- Me afastei.
— O que?- Perguntei.
Comecei a correr.- Socorro!- Gritei enquanto corria para a casa.
— Mas que...- Soltei ele e corri atrás dela, a pegando.- Roberta, para com isso! Fica quieta.
— Me solta seu demônio!- Exclamei.
Tapei a boca dela e a coloquei contra parede.- Primeiro; não me chame assim. Segundo; se acalme, não vou machucar você. Nunca o faria.
Tentava me soltar.
— Se acalma que eu te solto, está bem?- Questionei.
Ainda tentava me soltar.
Me colei nela. Não queria precisar a compelir.- Uma vez na vida faz o que eu te peço. Agora sossega.
Assenti.
— Não vou te machucar.- Comecei a tirar a mão da boca dela.
— O que você é?- Perguntei.
— Isso aqui não é lugar para conversa. Vamos entrar.- Disse.
— Miguel...- Tentei sair do aperto dele.
— Ele vai ficar bem.- Disse.
Me acalmei.- Ok. Se ele não ficar, eu te mato. Não é para ninguém se machucar.
— Tudo bem.- Disse.
— Ok.- Disse.
Entramos e fomos para o nosso quarto.- Você realmente estava o beijando?
— Eu não sou idiota, Klaus. Eu não o beijaria onde podem nos pegar e também não sentia vontade de fazer isso.- Na verdade eu estava pensando demais em Klaus, mais do que deveria e senti uma pontinha de ciúmes na hora com Alice, mas agora...
— Ele agarrou você?- Perguntei.
— Não! Só deu um beijo.- Disse.
— Que você não estava afim! Eu mato ele.- Disse.
Por algum motivo fiquei desapontada por ele só sentir “raiva” porque eu não queria. Isso quer dizer que ele está levando a sério o lance de me ter como irmã. Me sentei na beirada da cama, levantei o vestido e comecei a tirar a bota.- E você vai me contar agora como andou com aquela velocidade?
— Não era para você ter visto isso.- Disse.
— Fala.- Disse.
— Você não vai esquecer isso, não é?- A olhava e ver ela beijando ele me descontrolou totalmente, mas saber que não era algo que ela queria aliviou.- Então você não quer nada com ele?
— Não.- Disse.
Suspirei e sorri. Não era para sorrir, mas o fiz.- Ótimo.
— Agora fala.- Disse.
— Não é algo que vá entender.- Disse.
— Fala!- Exclamei.
— Eu não sou humano.- Disse.
Ri.- E é o que então?
— Você pode ter ouvido ou ter lido contos sobre criaturas da noite; vampiros.- Disse.
— Vampiros?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Tá me dizendo que você é um vampiro?- Questionei.
— Minha família é.- Disse.
— Você é louco. Eu sentiria se você estivesse... morto. Se você fosse um vampiro.- Disse.
— É? E como?- Questionei.
— Você não seria quente e tentaria me matar.- Disse.
— Não se eu tivesse pleno controle de quem eu sou. Por isso você está sã e salva.- Disse.
— Klaus, para com essas loucuras. Sei que nos casamos por negócio, porque eu sugeri, mas se você estiver precisando de ajuda, eu vou te ajudar. Não sairei de perto, prometo.- Disse.
— Está achando que é mentira?- Ela estava de certo ponto preocupada comigo?
— Você anda bebendo demais, não é? Você deve parar com isso.- Me levantei, indo até ele.
A segurei pela cintura.- Não vai fugir se eu te mostrar?
— Mostrar o que?- Perguntei.
Deixei que meus olhos mudassem e senti as presas dando o ar da graça também.
Reprimi um gemido de medo.- Oh meu Deus.
— Não é uma mentira; é o que sou, o que somos.- Disse.
Senti um frio na barriga, mas não sei porque não tinha medo dele.- Você...
— Eu?- Questionei.
— Você é mesmo um vampiro.- Disse.
— Sim. Mais alguma duvida?- Questionei.
Olhei pela janela e já era noite.- Não. Vou tomar um banho para colocar tudo isso na cabeça e dormir.- Entrei no banheiro.
Poderia ter sido pior; ela não me repeliu e vai ficar. Era estranho, normalmente ninguém fica. Sai do quarto e fui até os estábulos, achando o tal Miguel e o compeli para na manhã seguinte ir embora com a desculpa que tinha um parente doente. Eu queria mata-lo, mas Roberta ia dar por falta dele. Voltei e ela saia do banheiro. Ela tinha que usar aquelas camisolas para me provocar?
— Hey.- Disse quando ele entrou.
— Realmente amo essas camisolas.- Disse.
Me senti levemente corar. Roberta! Você nunca corou com elogio e também nunca sentiu esse negócio no estômago.- Ah, amanha minha mãe vem aqui.
— Tudo bem, eu acho até que ela se segurou bastante para vir.- Disse.
— Sim. Só espero que ela não venha com os papos do dia do casamento.- Disse.
— Papos?- Questionei.
— Sobre... você sabe.- Disse.
— Ah, você vai se sair bem.- Ri.
— Porque?- Questionei.
— Ninguém conta uma história como você.- Tentei não ficar olhando, mas as pernas dela estavam me tentando demais.
— Isso é, mas ela pergunta umas coisas constrangedoras.- Disse.
— Que tipo? Talvez possa ajudar.- Disse.
— Eu não vou te perguntar essas coisas! Que horror.- Disse.
— Vamos, diga.- Disse.
— Acho que ela vai perguntar se você é bonito de corpo.- Disse.
— Ah, você já me viu sem camisa.- Disse.
— É, eu me viro.- Disse.
— Agora se quiser ver mais, é só pedir.- Cheguei junto dela, mexendo na alça da camisola.
Sorri.- Klaus... Olha o trato.
— Manda ele para o inferno.- Disse.
Sorri de leve e mordi o lábio.- Hoje não, ok? Preciso dormir e descansar.
— Tem certeza? Não vai embora?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Está mesmo bem?- Perguntei.
— Estou.- Disse.
— Tudo bem então.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Então se deite love.- Disse.
Deitei, me virei e logo peguei no sono.
A observei quase a noite toda, pensando em como estava me sentindo e era tão bom quando estava bem, tranquilo e quase que feliz. Passei o braço por cima dela e a perna também, e acabei dormindo.
*****
POV Roberta.
Quando me acordei no outro dia Klaus não estava na cama. O que aconteceu ontem? Ainda estou meio desnorteada. Me levantei, tomei um banho e avisei para Alice conduzir minha mãe até meu quarto quando chegasse, e trouxesse café e biscoitos.
— Senhora?- Alice bateu na porta.
Levantei e abri a porta.- Hey.
— Meu amor.- Minha mãe disse.
— Oi mãe.- Disse.
— Que saudades suas.- Ela me abraçou.
Sorri.- Também estava.
— Vou fingir que acredito. Estava louca para se livrar de mim.- Ela disse.
— Não seja dramática. Alice, nos traga o café e biscoitos.- Disse.
— Sim senhora, com licença.- Alice disse.
Ela saiu e nos sentamos.- Como vai a Dorota?
— Com saudades suas.- Ela disse.
— Vou visita-los qualquer dia. E o pai?- Perguntei.
— Está bem, fingindo que não está morrendo de saudades.- Ela disse.
Sorri.- Mas agora vocês tem a casa só para vocês.
— Uh, nem me fale querida. E você e seu marido?- Ela perguntou.
— O que?- Perguntei.
— Ele é bom com você e a satisfaz?- Ela questionou.
— Mãe!- Exclamei.
— O que Roberta? Eu quero saber, afinal, tem muitos brutos por ai.- Ela disse.
— Ele não é bruto.- Disse.
— Graças a Deus. Estava tão preocupada.- Ela disse.
— Não se preocupe.- Disse.
— Que bom, essa é uma parte importante filha. E como foi? Doeu muito?- Ela perguntou.
— Hã... suportável.- Disse.
— Que bom que essa loucura toda deu certo no final e você está feliz.- Ela disse.
— Sim, estou.- Disse.
— Essa casa é linda.- Ela disse.
— Demais.- Disse.
— Acha que me dará netos logo? Estou louca por um bebezinho.- Ela disse.
— Acho que por um tempo não.- Disse.
— Por que? Não me diga que o Klaus não é viril?- Ela perguntou.
— É por opção.- Disse.
— Ele não quer?- Ela perguntou.
— Mãe, para de palpites. Só concordamos em curtir o casamento por um tempo.- Disse.
— Ah sim. Desculpe.- Ela disse.
— Tudo bem.- Disse.
— Senhora, aqui o café.- Alice entrou.
— Obrigada Alice.- Disse.
— De nada senhora. E acho que gostaria de saber que Miguel está indo embora.- Alice disse.
— Indo embora? Porque?- Perguntei.
— Ele me disse que tem uma parente doente e que precisa ir vê-lo.- Alice disse.
— Quem é esse?- Ela perguntou.
— O capataz.- Disse.
— Preocupada com ele?- Ela perguntou.
— Sim, somos amigos.- Disse.
— Ah sim.- Ela disse.
— Pois é.- Disse.
— Então me leve para conhecer o resto do lugar, aqui é muito grande e enquanto isso vai me contando detalhes mocinha.- Ela disse.
Sorri.- Ok, mas primeiro vamos comer.
POV Klaus.
Depois que o Miguel foi embora fiquei mais tranquilo e minha relação com a Roberta ficou melhor com ela sabendo quem eu era. Depois do choque inicial ela veio cheia de curiosidades e não se importou com coisas que eu tinha feito e até contei algumas projeções que eu tinha, sobre liberar meu lobo. Rebekah arrumou um rapaz com quem saia sempre e por isso íamos adiando nossa saída de Londres. Hoje tinha uma festa e todos fomos convidados e até começou divertida. Ri de como minha mulher falava no meio de alguns senhores. Minha mulher; como a chamar assim me fazia bem. Só não fazia ter um idiota perto de nós que não tirava os olhos dela, isso estava me irritando. Ele não está vendo que ela estava comigo? Os pais dela também tinham ido e ela agora dançava com o pai e a olhava, mas sem deixar de observar o tal homem. Estava prestes a ir até ele tirar satisfação quando Elijah me segurou.
— O que tá fazendo?- Ele perguntou.
— Indo resolver um problema.- Disse.
— Problema?- Ele questionou.
— Aquele imbecil...- Fui apontar e percebi que ele tinha pegado ela para dançar. Desgraçado!- Aquele problema!
Ele suspirou.- Klaus, você não vai arranjar problema. Dançar não é nada demais.
— Ele estava devorando ela com o olhar. Ela é minha mulher!- Exclamei.
— Que você nem consumou.- Ele disse.
— Por causa desse maldito trato.- Disse.
— Desde quando segue regras?- Ele perguntou.
— Desde quando ela quer seguir. Ô mulher teimosa.- Não tirava o olhar deles. Ele falou algo no ouvido dela e ela riu. Porque ela riu?!
— Você está na coleira.- Ele disse.
— O que?- Questionei.
— Se está respeitando tanto ela assim, só pode estar apaixonado.- Ele disse.
— Vocês estão loucos.- Disse.
— Você está.- Ele disse.
— Ah, eu vou acabar com isso.- Disse.
Ele me soltou.- Só não mate ninguém.
Sai entre os que dançavam.- Poderia soltar a minha mulher?
POV Misto. (Klaus e Roberta)
— Klaus.- Disse.
— O que? Algum problema?- O cara perguntou.
— Tenho sim e vai se arrepender se o não fazer agora.- Disse.
— Klaus, calma.- Disse.
— Bem, se não queria a sua mulher com ninguém não deveria a ter deixado solta.- Ele disse.
Cheguei mais perto dele.- Talvez devesse lhe mostrar o quão soltas as coisas podem ser.
— Klaus, vamos.- Peguei no braço dele.
— Suma daqui e nunca mais chegue perto de uma mulher.- Compeli ele e ele saiu.
— Klaus! Você não tem o direito de fazer isso!- Questionei.
— E você está aqui comigo e não para ficar de risinhos.- A levava da pista. Sim, eu estava furioso.
— O que está fazendo?- Perguntei.
— O que? Quer discutir no meio do salão?- Questionei.
— Não.- Disse.
— Então pronto.- Tínhamos chegado a um corredor.- O que queria com ele? Um pretendente?
— Não sei. Estávamos conversando.- Disse.
— E percebi como estava gostando.- Disse.
— Ele é engraçado.- Disse.
— Não diga.- Respondi com ironia.
— O que você quer?- Questionei.
Estava tão irritado que fiz o que com certeza ia me acalmar agora; a beijei.
Mesmo pega de surpresa, acabei retribuindo.
A segurei e a coloquei contra parede. Com aquele vestido não podia a sentir tão claramente, mas só de estar junto já me animava mais.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Queria tocar suas pernas maravilhosas e todo seu corpo. Merda, eu preciso que essa mulher seja minha.
Parei o beijo e o olhei.- O que você quer?
— Você.- A beijei.- Só você. Completamente.
Toquei o rosto dele e sorri.- Acho que podemos tentar. Eu gosto de você e me importo com você.
— Isso é um tanto incomum de se ouvir.- Disse.
— Posso imaginar.- Disse.
— Vamos embora daqui então. Estamos perdendo tempo.- Disse.
— Vamos.- Disse.
A peguei e saímos de lá. O caminho até em casa pareceu uma eternidade e a levei para o quarto imediatamente.
Tirei o salto.- Ufa, isso é um alivio.
— Imagino. Vamos tirar logo isso.- A virei, desamarrando o vestido.
O ajudei a tirar.
Nos livramos daquela parte pesada da roupa e agora sim podia sentir seu corpo junto ao meu e voltei a beija-la, a levando para cama.
Retribui o beijo.
A deitei e tirei o meu casaco e a gravata, voltando a estar com ela. Não me lembrava a ultima vez que tinha desejado alguém assim.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e entrelacei meus dedos no cabelo dele.
Deslizei minha mão pela perna dela, subindo a camisola e a expondo para mim. Na verdade a livrei de tudo. Não aguentei para a ver nua.
Sorri ao olhar dele e descobri que amava o sorriso dele. Nesse meio tempo, na verdade, descobri que amo muitas coisas nele. Nosso relacionamento sempre foi estranho, mas não mudaria nada.
Tirei a camisa e beijei seu pescoço, fazendo caminhos com a língua e peguei em seus peitos. Ah, eles eram tão bons quanto imaginei no primeiro dia.
Suspirei pesadamente e minha mão descia pelas costas dele.
Desci, beijando entre os seios e chegando a barriga dela.- Roberta, você é tão perfeita.
— Nem de longe.- Disse.
— Não está vendo o que estou.- Sorri, me livrando do resto da roupa.
Sorri.- Tudo bem.
A deitei melhor na cama e me deitei sobre ela, tomando sua boca de novo e me colocando entre suas pernas.
Retribui o beijo e minha mão descia pelas costas dele, entrelaçando minha perna na cintura dele.
Passei meu braço ao redor da cintura dela e me coloquei na sua entrada. Eu estava tão excitado que tinha que me controlar. Comecei a penetrar nela, mas fui com calma, não queria que ela se sentisse mal.
Assim de começo foi bem incomodo, mas aos poucos a “dor” passava.
Senti ela relaxar e continuei até estar completamente dentro dela. Era uma delicia. Qualquer homem se perderia com ela e ela era minha. Era minha Roberta.
Envolvi minha perna na cintura dele e desci meus lábios pelo pescoço dele.
Gemi e me movimentei; primeiro devagar e depois com mais intensidade.- Roberta...- Gemi.
Suspirei pesadamente.- Sim?
— Você é uma delícia.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
Toquei o rosto dela e espalhei beijos pelo queixo, descendo até o pescoço e roçando minhas presas ali.
Suspirei pesadamente e me arrepiei.
— Imagino que de todas as formas.- Disse no ouvido dela e peguei em suas coxas, apertando ali.
— Como assim?- Questionei.
— Quero morder você.- Disse.
— Morder?- Questionei.
— Sim.- Mordi de leve ali e depois fui deslizando até o pescoço.
Me arrepiei.- Tudo bem.
Mordi ali. Primeiro de leve, mas depois afundei minhas presas. Ah, esse sabor... Nada mais gostoso e durante o sexo ficava melhor ainda. Em mim o prazer se espalhava por todo o meu corpo enquanto mantinha o ritmo; aquela noite não poderia ser melhor.
Doeu bastante, mas aos poucos conseguia suportar.
Fui parando de beber e a segurei pelas mãos, uma de cada lado do corpo e me deixei levar. A beijei até chegar ao prazer máximo.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
Fui parando o beijo.- O que fez comigo?
Sorri.- Nada.
— Fez sim.- Relaxei sobre ela.
Sorri e beijei os cabelos dele.
Sai dela e me deitei ao seu lado, me acalmando de tudo que estava sentindo, aquela euforia, aquela coisa boa de a ter minha... Eu tinha que ter tido mais cuidado, eu sei como isso acaba.
Me deitei de lado, o olhando. Não sabia se devia me chegar muito nele.
— Isso deveria ser errado, eu não devia me sentir assim mais.- Me virei para ela.- Mas é tão bom ,tinha me esquecido como é bom.
Toquei o rosto dele e sorri.- É?
Toquei o rosto dela.- Droga, eu amo você, mas isso nunca é uma coisa boa.
— Porque não?- Perguntei.
— Porque em alguma hora você vai me odiar ou por estar junto a mim vai ser um alvo. De uma maneira ou outra eu vou ficar sem você.- Disse.
— Eu te amo Klaus e você não vai ficar sem mim.- Disse.
— Não devia ter deixado isso acontecer.- Me levantei. Eu agora a queria, precisava estar com ela e não só pelo desejo, e sim porque a amava.
— Porque não?- Perguntei.
— Agora eu preciso de você.- Disse.
— Isso é ruim?- Questionei.
— Eu vou ter que voltar para New Orleans uma hora e não vou me conformar em perder você para o tempo.- Disse.
— Ah sim, entendo.- Disse.
— E não vou deixar você aqui. Eu quero você comigo. Sempre.- Me virei para ela.
— Não posso deixar meus pais.- Disse.
Voltei para a cama, a segurando.- Você vai comigo.
— Não posso deixar meus pais.- Disse.
— Eu levo eles. New Orleans é uma boa cidade.- Disse.
— Tenho que ver. Eles estão me cobrando netos já.- Disse.
— Netos? Eu não posso ter filhos.- Disse.
— Eu sei, mas é obrigação minha fazer a nossa linhagem continuar. Não posso desaponta-los nisso. Já os desapontei em várias coisas.- Disse.
— O que está querendo dizer?- Questionei.
— Que preciso ter filhos.- Disse.
— Ninguém, absolutamente ninguém, vai tocar você.- Disse.
— O que vamos fazer então?- Questionei.
Peguei o rosto dela entre minhas mãos.- Eu vou pensar em algo, mas outro não é uma opção.
— Tudo bem.- Disse.
— Me promete que nunca vai ir?- Questionei.
— Prometo.- Disse.
A beijei, me acalmando daquele surto.- Desculpe.
— Tudo bem.- Disse.
A beijei de novo e depois a possui mais uma vez, e parecia que a calma tinha me dominado agora. Convencer os pais dela a se mudar foi fácil, mas ainda ficamos um tempo antes de voltar a minha cidade. Roberta estava se descobrindo ousada na cama e eu estava ficando louco com aquilo. Ainda não pensei numa solução para a questão do filho, mas tenho certeza que chegarei, mas a certeza que agora tenho é que me casar com a Roberta foi a melhor coisa que já fiz.
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