Notas iniciais
Oi meus amores, desculpem pela demora. Fiquei hiper feliz com o resultado do capitulo anterior, por ter conseguido surpreendê-los *saltitando de alegria*. Para as que estavam com saudades do Adam, aproveitem. Nos vemos lá embaixo. Fui!

O quarto estava escuro, porém ele fitava o teto distraidamente enquanto sua mente fervilhava assim como seu corpo. Nunca seria diferente. Aquela conversa que havia tido com Lúcifer ainda martelava em sua cabeça, por mais que tentasse não conseguia entender, por que não contou a verdade? Ele tinha conhecimento de que Lilly estava visitando o próprio passado em seus sonhos, e que de alguma forma era ligado ao do General, então, porque não falou nada?

Deixou os dedos correrem por entres seus cachos negros suspirando pesadamente. Por que sentia aquela sensação desconfortável no estomago, sempre que se pensava nela? Que inferno! Era tudo muito simples, ele revelava o que sabia, e Lúcifer provavelmente o elevaria alguns patamares na hierarquia do inferno. Não alcançaria o status do General, mas talvez tivesse alguns demônios como subordinados, o que já seria satisfatório.

Era o que deveria ter feito, no entanto, enfiou a língua no rabo e assumiu um risco eminente, e se fosse descoberto, certamente seria jogado em uma das várias masmorras de tortura no inferno, nas mãos de alguém que executaria bem o seu trabalho. Resumindo, ele estava fodido.

Por que sentiu aquele aperto no peito, ao imaginar o que Lúcifer poderia fazer a ela?

Adam fechou as mãos em punho. Nunca em toda a sua existência tinha sido atormentado como agora, algo estranho estava acontecendo com ele, mas o que seria? Por que agora? Por que, ela? Ele sempre tinha as mulheres que desejava e as usava da maneira que melhor lhe satisfazia, e nunca, nunca se deixou prender a nenhuma delas, mas agora, se sentia atado por uma corda invisível.

Ele esticou o corpo atlético e nu sobre a cama, deixando seus olhos seguirem até a janela aberta, “Será que ela está dormindo? ”, sua mente questionou. Seu corpo reagiu a esse pensamento e Adam sentiu seu membro crescer e latejar enrijecendo.

Ele conseguia acessar os sonhos dela facilmente, a verdade era que Adam raramente encontrava algum empecilho quando tentava vislumbrar ou manipular os sonhos de qualquer pessoa, haviam algumas exceções como por exemplo, a Raquel, ele a tinha ensinado o suficiente para que ela o evitasse e nesse caso teria somente que se esforçar um pouco mais.

Como previsto Lilly estava dormindo, então, ele preparou o cenário mentalmente, ela parecia dormir, porém agora estava no quarto branco que não dispunha de portas ou janelas, somente a cama de dossel em madeira branca talhada, forrada com lençóis de cetim vermelho sangue. Ele tinha adquirido o hábito de apreciá-la dormindo, sentia tesão ao ver o corpo nu dela delineado pelo lençol que lhe cobria, a pele em um contraste perfeito com seus cabelos negros e seus lábios rosados entre abertos e as mãos delicadamente dispostas sobre o travesseiro. Adam mordeu o lábio inferior excitado, sentindo seu membro latejar enquanto se enrijecia e crescia, imaginou os olhos violeta dela o fitando repleto de luxuria, ela seria dele aquela noite e não haveria suplica que o impedisse.

Adam escorregou sob os lençóis e deixou suas mãos percorrerem pela pele macia das pernas dela, Lilly se remexeu levemente, ele sabia que logo ela estaria consciente. Conteve a vontade de apertar as coxas dela com força e seguiu com a caricia afastando carinhosamente as pernas dela e lambeu os lábios segundos antes de abocanhar o clitóris dela. Era difícil se controlar sentindo o tesão pressionar seu membro de maneira dolorida, mas ele sabia como fazê-la se contorcer de desejo e ele a queria nesse ponto. Ela se contorceu e seu corpo se arqueou contra os lábios famintos dele, Adam chupou, lambeu e se deliciou com o sabor doce dela, como a achava saborosa. Ele deslizou a língua para dentro dela em um movimento de vai e vem, enquanto seus dedos apertavam com firmeza as coxas dela controlando os espasmos involuntários do corpo dela.

Os dedos dela se enterraram em seus cachos e puxaram firme, ela devia tê-lo reconhecido, mas ele não iria parar, essa noite ela seria dele. O corpo dela tremulou sob seu toque e se membro pulsou ainda mais dolorido, ele precisava se enterrar dentro dela.

—Hoje você vai ser minha, Lilly. – Murmurou rouco elevando seu corpo e se encaixando sobre ela sem se comover com o olhar suplicante que ela lhe lançou. – Você não tem ideia das coisas que gostaria de fazer com você agora. – Sussurrou próximo ao ouvido dela enquanto seu membro deslizava lentamente para dentro dela. – Mas agora, eu vou te foder bem gostoso, como prometi.

—Por favor. – A voz dela morreu em sua garganta e seu corpo reagia contra sua vontade fazendo-a arfar.

Adam deslizou sem pressa para dentro dela apreciando a deliciosa sensação de senti-la úmida e apertada em torno dele, a fez gemer e se contorcer enquanto investia seu quadril contra ela, quanto mais rápido e profundo se movia. Suas mãos a seguravam firme contra si e o som de seus corpos se chocando ecoava pelo ambiente. Seu suor se misturava ao dela e ouvi-la ofegar de prazer contra seu rosto o excitava ainda mais. “Ela é minha” sua mente insistia, “Minha”.

Não sabia explicar o que era aquela sensação morna em seu peito, quanto mais investia contra ela, mas queria satisfazê-la. Queria ouvi-la gemer, se contorcer e gritar loucamente por seu nome, mas ela não o fazia.

—Implora por mim. – Deixou escapar em um fio de voz, mas ela não o olhava. Adam controlava as sensações dela e sabia o quanto ela estava excitada, então, porque ela não implorava por mais? Porque não pedia para que ele fosse mais rápido ou com força? Por que ela não o queria?

Continuou se movendo até que sentiu o núcleo dela envolver seu membro em deliciosos espasmos e seu corpo se desfalecer em suas mãos a seguindo após algumas profundas estocadas, deixando-se cair sobre o corpo dela.

Sentia a respiração ofegante dela atingir seus cabelos, enquanto acomodava o rosto sobre os seios intumescidos pelo prazer. Ela era deliciosa, mas por que ainda tinha aquela incomoda sensação?

Adam ergueu o rosto até cruzar com os olhos marejados Lilly. Seu peito se apertou e seu estomago revirou “Ela não te quer”, não sabia dizer se seu coração ou a sua mente que o tinha acusado. “

Abriu os olhos lentamente fitando novamente o teto do seu quarto ainda escuro. Seu corpo tremulo sob a deliciosa sensação causada pelo orgasmo e com a respiração pesada. Sou assim tão detestável? Se questionou recordando-se do olhar marejado dela.

—Você não podia se preocupar comigo também? Você sabe o que pode me acontecer pelo simples fato de desobedecer uma ordem? Ele é o General, já eu...- Resmungou cobrindo os olhos com o antebraço.

Notas finais
Espero que tenham gostado e desculpem pelos erros. Enquanto escrevia esse capitulo percebi que não havia escrito o ponto de vista do Adam nos sonhos (acho que foi uma boa oportunidade para isso). Beijos meus anjos timidos(fantasminhas) ou não, amo vocês (^3^)/