Libertação (Cameron Briel)
23 Luthier
Notas iniciais

Se havia coisa melhor do que sexo, ele não sabia, e realmente não se importava com isso. Segurava a cabeça da mulher contra seu membro sentindo- o tocando o fundo de sua garganta, os olhos dela lacrimejavam levemente nos cantos enquanto ele fodia sua boca com vontade, não se importando com o desconforto dela.
— Cansei de foder sua boca, vem cá. – Disse a erguendo agressivamente e a jogando na cama. – Vou te foder até você implorar para eu parar.
A puxou com firmeza pelo quadril a deixando de joelhos sobre a cama, percebeu quando ela olhou de soslaio para ele, provavelmente se assustando com o tamanho de seu membro, mas não estava afim de ir com calma aquela noite, e antes que ela relutasse ele se enterrou dentro dela em uma estocada forte e profunda.
Ela gritou em um misto de dor e prazer, e ele impetuoso, continuo investindo contra ela com violência até grunhir se derramando dentro dela. A mulher parecia aliviada por ele ter terminado, porém não conseguia esconder a surpresa por ainda tê-lo duro dentro dela.
— Ainda não terminei com você. – Disse ele estocando rápido e profundo fazendo-a gemer descontroladamente.
(...)
Estava nu encostado no batente da janela com um cigarro de menta aceso entre os dedos enquanto observava o sol nascer. Deu uma longa tragada soltando a fumaça pelos lábios lentamente.
Esse era o infortúnio de pertencer a uma casta inferior de demônios, não possuía energia própria e quase sempre tinha que recorrer a métodos para suga-lo de outro demônio ou humano, ele preferia recorrer ao sexo, era sempre prazeroso e produzia muita energia.
—Hora de trabalhar. – Disse seguindo para o banheiro.
Enquanto sentia a água fria caindo em seu corpo se lembrava de seu encontro de alguns dias atrás.
“Tinha chegado aquela cidade seguindo ordens, mas agora que tinha alcançado o rastro da energia dela, se questionava se ela era uma simples mortal. Podia sentir o perfume dela espalhado pelo quarto “Jasmim”, pensou inspirando profundamente o aroma no ar. Alisou com os dedos um violino preto que repousava sobre uma das camas.
—Logo nos encontraremos. – Deixou o quarto tranquilamente saltando pela janela e caindo delicadamente no chão. No trajeto sentiu uma presença conhecida e a seguiu a distância por algum tempo, mas não resistiu em se apresentar.- Vejam se não é minha irmãzinha. – Sibilou encostado em um poste.
—Adam. – Constatou ela não muito feliz com sua presença, talvez ela conhecesse seus motivos.
Cravou seus olhos azuis nos dourados dela e não se conteve em se lembrar dela nua em seus braços, faziam anos que não se encontravam e não conteve um sorriso de contentamento com essa lembrança. Notou quando ela estreitou o olhar, parecia incomodada com o encontro.
—A última vez que nos vimos foi...- Ele esfregava a mão em sua barba cerrada como se tentasse se recordar de algo. – Claro, no Brasil. – Ele se desencostou do poste e tentou alinhar os fios escuros com a mãos em um movimento lento, sorrindo novamente de canto. Podia fodê-la ali mesmo.
—O que o traz aqui Adam? – Perguntou cruzando os braços sobre o peito.
—Só de passagem irmãzinha. – Disse ele parando frente a ela e estendendo sua mão até tocar os cachos dourados de Raquel. – Gostei dessa cor em seus cabelos, realça ainda mais a sua beleza.- disse ele aproximando do rosto dela inalando seu perfume. – Delicia. – Sussurrou insinuante.
—Me faça dois favores Adam. Primeiro, se afasta, e segundo, some. – Disse ela afastando sua mão dos cachos dourados.
—Arisca. Eu gosto. – Colocou a mão de volta no bolso. – Nos vemos por aí, irmãzinha.- Disse ele tomando o caminho contrário ao dela. “
(...)
Seguiu aquela mulher de meia idade pelo corredor largo até uma porta dupla com vidros largos na parte superior, ergueu os olhos e facilmente a identificou entre os alunos.
— Sr. Black, essa é uma das nossas turmas de instrumentos de corda, daqui a meia hora os alunos que agendaram a revisão de seus instrumentos o encontraram naquela sala ali. – A secretária apontou a quarta porta a esquerda da que estavam.
—Muito obrigado, mas pode me chamar de Adam. – Disse estendendo a mão educadamente, enquanto sustentava o olhar na mulher que suspirou ao sentir seu toque. Seguiu para a sala indicada repousando sobre a mesa os materiais que seriam necessários para a manutenção. Retirou o blazer o repousando no encosto da cadeira, dobrou a manga da camisa até a altura dos cotovelos antes de colocar o avental afim de proteger sua roupa e se sentou tranquilamente aguardando a hora informada.
Encarou uma folha disposta sobre a mesa com o nome dos alunos e parou no sexto nome “Lilly Grigori”, repetiu mentalmente sorrindo em seguida.
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