Libertação (Cameron Briel)
24 Invocação
Notas iniciais
Estava com as costas apoiadas na cabeceira da cama sobre alguns travesseiros, acariciando calmamente os longos cabelos negros e sedosos, sentindo o gostoso aroma de shampoo que desprendiam deles. Lilly repousava a cabeça em seu peito e pela respiração tranquila, Cam imaginou que ela dormia. Sentiu um sorriso sincero curvar seus lábios ao se lembrar da ilha.
“ Cam a observava se remexer desconfortavelmente sob sua camiseta preta, provavelmente sentindo falta da peça mínima que ele tinha prazerosamente rasgado, e não deteve o sorriso que curvou seus lábios. A observava cuidadosamente, seus cabelos negros ainda úmidos caiam por seus ombros, os lábios rosados que se curvavam em um tímido sorriso sempre que ela o percebia a admirando, as mãos delicadas que vez ou outra seguiam para suas coxas afim de abaixar um pouco mais a barra da camiseta. Lilly correu umas das mãos até seu rosto para afastar uma mecha de seu cabelo permitindo a Cam uma visão melhor de seu pescoço nu, “O colar” sua mente lembrou. Tinham passado por tantas coisas nas últimas horas que tinha se esquecido do presente, se inqueriu uma última vez se devia entrega-lo antes de tocar no assunto.
–Quando saímos naquela vez. – Começou apreensivo, acompanhou com os olhos o ato dela repousar novamente a xicara na bandeja. – Comprei uma coisa para te dar, mas em vista de tudo o que aconteceu. – Se questionava se ela apreciaria o presente.
–E não vai me dar? – Inqueriu ela quebrando em pedaços o receio que perdurava nele, com isso Cam alcançou a gaveta do criado mudo tirando o embrulho.
–Espero que goste. – Apertou levemente o veludo vermelho entre os dedos antes de entregar a ela.
Analisou atentamente enquanto Lilly abria cuidadosamente o embrulho, erguendo a corrente dourada entre os dedos até a altura dos olhos e abrindo um sorriso luminoso que o preencheu de alegria.
–É lindo. – Falou ela com a voz embargada estendendo a corrente para que ele a colocasse. Assim que viu a peça adornando o pescoço dela, não conteve o sorriso de contentamento por tê-la agradado. – Muito obrigada. – Finalizou Lilly antes de deixar as lágrimas correrem por seu rosto.
Cam a envolveu carinhosamente entre os braços sentindo novamente a inquietude de suas asas, os braços dela envolverem seu pescoço acariciando sua nuca e alcançado a marca de Lúcifer em seu pescoço, o fazendo estremecer levemente com o toque.
–Eu te amo – Ela murmurou em seu ouvido, Cam sentiu a queimação em seus ombros se ampliarem e dessa vez não hesitou em estender suas asas. Lilly as tocou novamente o fazendo regozijar de satisfação.
–Você tem medo de altura? — Perguntou baixo junto ao ouvido dela enquanto a prendia mais entre seus braços.
–Não.- Lilly lhe respondeu no mesmo tom que ele usou, então, Cam a suspendeu um pouco do chão sentido a pressão macia e gostosa dos seios dela contra seu peito, arfou por sentir-se novamente duro e pulsante.
– Vamos dar um passeio. – Finalizou minutos antes suspendê-los através da abertura do teto e alçar voo tendo-a enlaçada a si. Subiu devagar para não a assustar, praticamente plainou no ar movimentando suas asas lentamente a observando sorrir animada. ”
Tinham se passado poucos dias após aquela tarde e Cam poderia afirmar que se sentia feliz, entre esse pensamento, sentiu sua marca latejar e parecia queimar em seu pescoço, suas asas pareciam se retorcer implorando para seres libertas o fazendo se mover incomodado a despertando.
–Tudo bem? – Questionou Lilly ainda sonolenta.
–Está sim Li. – Mentiu. – Você precisa dormir. – A pressão dolorosa o compelia a partir — Amanhã você tem aula?
–Sim e farei a manutenção no meu violino. – Disse esfregando as costas da mão nos olhos se levantando da cama com ele.
–Então por hora, vou me contentar com isso. – Tomou os lábios dela de maneira apaixonada a envolvendo em um abraço terno ignorando o repuxão que sentia pelo corpo. Se distanciou dela relutante, mas não conseguiria refrear por mais tempo, Lúcifer o tinha invocado.- Eu te amo. – Murmurou entre os lábios dela antes de sair pela janela estendendo suas asas douradas seguindo para junto de seu conjurador.
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