Lições de Vida
6 6. Um Dia As Coisas Ficam Fora Do Lugar
Quando tive alta, voltei para casa e tomei um banho. Voltei porque Smith e Walker me aconselharam já que ia demorar um pouco para começar o horário de visitas. Depois do banho, deitei um pouco e dormi. Ainda me sentia um pouco atordoado com alguns remédios, mas nada que algumas horas de um bom sono para o efeito passar. Acordei com batidas na porta. Era Spencer que veio me buscar para irmos ao hospital e visitar Joshua. Levantei do sofá e abri a porta e fui me arrumar.
– Alec, não se assuste quando ver o Joshua em todos aqueles aparelhos.
Apenas ouvi o conselho de um velho amigo que queria o meu bem, o nosso bem. Saímos e fomos para o hospital. Jon tinha ficado lá para qualquer eventualidade que acontecesse. Chegamos lá faltando apenas dez minutos para a liberação as visitas no quarto. O que eu mais temia aconteceu. Chegamos lá e como sempre aqueles repórteres loucos para sugar o máximo de informação possível transformá-las em mentiras e fazer da nossa dor um pesadelo.
– Não temos nada a declarar, ate o presente momento. Quando decidirmos alguma coisa, convocaremos uma coletiva de imprensa. – disse Jon quando passamos por alguns repórteres e um deles fez uma pergunta um pouco inapropriada para aquela ocasião. E entramos no hospital, graças a ajuda de Zack e os seguranças do mesmo.
Olhei para o relógio e Spencer olhou para mim. Sentia certa angustia com a chegada daquele momento em que eu finalmente eu veria Joshua pela primeira vez. Triste por dentro, mas forte por fora. Eu tinha que superar aquilo, para superar por nos dois. Spencer me ajudou, me guiando ate chegarmos ao quarto de Joshua. Abri a porta de correr e o vi ali deitado, inconsciente por si só. Spencer tocou meu ombro e Jon me abraçou.
– Podem me deixar sozinho com ele? – Pedi com educação e um pouco de lagrimas em meus olhos que tentei disfarçar. Ambos acenaram com a cabeça e saíram rumo à lanchonete do hospital. Aproximei-me mais da cama e sentei em uma cadeira que ali havia. Beijei seu rosto e meus lábios foram de encontro aos seus mesmo que não pudesse corresponder, já era bom provar novamente aquele doce que vinha dos seus lábios. Senti um gosto de remédio quando não havia mais toque, mas não me importei. Sentei-me e segurei sua mão e acariciava para que ele pudesse sentir o meu toque, para saber o quanto antes que eu estava ali, do seu lado.
Olhá-lo e vê-lo ali com todos aqueles aparelhos que o mantinha vivo me cortava o coração, mas era o que fazia ele viver. Um dia ele abriria os olhos e com um sorriso estampado em seu rosto iria me dizer: “Hey Alec, você esta ai? Eu sempre soube que você jamais me abandonaria. Eu te amo.” Eu apenas irei sorrir e dizer: “Sempre torci por você. Também te amo.” Não sei por quanto tempo ele ficaria ali, nem quero saber. Quero que apenas o tempo passe sem que eu possa sofrer e se assim o tempo desejar, quero que o vento leve consigo a minha dor.
De uma coisa eu sabia: que não iria ser fácil. Fiquei ali algumas horas a sós com ele contemplando sua beleza mesmo que ele não pudesse contemplar a minha. Spencer entrou no quarto e me avisou que o horário de visita já tinha acabado há meia hora. Olhei para ele mais uma vez e sai acompanhado com Smith e Walker que me levaram para casa. Pararam em frente do meu apartamento.
– Alec, tem certeza que você vai ficar bem? – Perguntou Jon, um pouco preocupado.
– Tenho. Podem ir, eu preciso descansar um pouco.
– Qualquer coisa que precisar liga pra gente Alec.
– Tudo bem Spencer. Ate mais.
Vi o carro virar a esquina antes de entrar. Dei sinal para que o porteiro abrisse o portão. Caminhei no pequeno hall e fui em direção ao elevador, apertei para que ele viesse onde eu estava e fiquei esperando um pouco. Entrei e apertei o numero do meu andar que era o ultimo. Aos poucos foi subindo e parando em poucos andares, finalmente o visor digital mostrava o numero do meu andar, parou e abriu a porta. Sai e fui rumo a minha porta, coloquei a chave na fechadura, girei e empurrei a porta. Entrei e vi cada coisa em seu lugar. Fechei a porta e encaminhei-me ate alguns porta-retratos que havia na sala e peguei um retrato com uma foto nossa e me sentei no sofá. Fiquei olhando para a foto, relembrando o momento, a ocasião, o dia em que tiramos aquela foto. Deitei no sofá e abracei o porta-retrato com a nossa foto. Abracei-me em lembranças para que pudesse sobreviver.
Acordei na manha seguinte e vi que tudo já não tinha mais a mesma vida que tinha antes. Não tinha ele ali para ver o sol sorrir junto comigo, não tinha alguém que fizesse o café da manha e que levasse na cama, as notas do violão não tinham mais a mesma afinação, não tinha o sorriso dele ali para iluminar cada cômodo e fazer um sorriso surgir em meu rosto. Nada mais tinha o seu brilho.
Fui ate o hospital caminhando e sozinho. Como eu estava precisando pensar e muito? Nem sei como organizaria as idéias em meu pensamento, não sei como começaria para falar a verdade. Tudo esta acontecendo tão rápido demais. A banda. Eu tinha que postar uma nota no site dizendo que tudo estava bem, mas tarde eu faço isso. Continuei com meus passos ate que cheguei ao hospital. Entrei e fui direto para o quarto onde ele estava. Vi Jon e Spencer sentados ali fazendo companhia pra ele.
– Alguma novidade?
– Nenhuma Alec.
Sentei também e vi que Jon estava com seu laptop. Olhei um pouco para Joshua, tinha que fazer aquilo por nos, pela banda.
– Spencer e Jon... – Ambos me olharam. – Precisamos decidir como que vai ficar a banda daqui pra frente, pelo menos ate o Joshua se recuperar. Pensei em dar um tempo à banda já que não temos o vocalista principal, sei que posso suprir sua falta mais não é a mesma coisa sem ele. Continuamos ensaiando normalmente e sem contar que não temos como continuar com a produção do próximo álbum.
– É você tem razão Alec. Não temos como continuar, mas podemos tentar. Você fica no vocal principal e eu faço os backings vocals nos ensaios.
– Boa Jon! Assim vamos treinando enquanto o Joshua não se recupera.
– E se ele não se recuperar gente? E se ele ficar assim para sempre?
– Alec, qual é? O Joshua vai sair dessa, você vai ver. Ele é mais forte do que você pode imaginar.
– Jon me empresta seu laptop?
– Pode usar Alec. O que você vai fazer?
– Postar uma nota no site.
Acomodei-me na poltrona que havia ali no quarto e pensei um pouco em como começar a escrever. Spencer tinha ido pegar alguma coisa pra gente comer e Jon foi junto.
“Em meio aos acontecimentos recentes, estamos informando que daremos uma pausa e não sabemos a previsão para retorno, mas continuaremos apenas com os ensaios. Não espere pelo novo álbum, ele também esta suspenso temporariamente. Esperamos voltar muito em breve. Obrigado a todos que estão torcendo pela recuperação de Joshua.
Joshua, Alec, Spencer e Jon. – Panic! Salamander”
Postei a nota no site e aproveitei para ver meu e-mail e twitter. No e-mail nada de interessante, já no twitter diversas mensagens apoiando a recuperação de Joshua que me davam força e me dizendo que logo ele estaria de volta. Como é bom ter esse apoio dos fãs. Spencer e Jon voltaram com um lanche e um suco de laranja para mim.
– O que você estava vendo pra ficar tão feliz Alec? Sites pornôs, eu aposto.
– Credo Jon. Não é nada disso. Eu estava vendo meu twitter com as mensagens dos fãs que estão torcendo para a recuperação do Joshua.
– Alec, entra no twitter da banda e posta alguma coisa.
– É mesmo, não tinha pensando nisso.
Acessei a conta da banda no twitter e vi algumas Direct Messages e alguns replys relacionados à gente e que também apoiavam a recuperação de Joshua.
@panicatthedisco O apoio que vocês nos têm dado é muito importante. Esperamos vê-los muito em breve. Muito obrigado. — Joshua, Alec, Spencer e Jon.
Olhei para o relógio e faltavam quinze minutos para acabar o horário de visitas. Fui ate ele e fiz o que sempre fazia: selava nossos lábios. Spencer e Jon me esperavam do lado de fora e deram uma pequena batida na porta de vidro. Olhei e fiz um sinal que já ia. Segurava sua mão e aos poucos a minha se soltou da dele. Beijei-o mais uma vez e fui.
Quatro meses se passaram e era sempre a mesma coisa. Minhas visitas e meu carinho depositado em um beijo. Minhas esperanças eram mantidas com o apoio de Walker e Smith que também queria vê-lo fora daquela cama fazendo brincadeiras que nos faziam rir. Cada segundo que passou foi mais difícil que se podia esperar, era mais difícil ainda estar ali e ele sequer corresponder com alguma coisa.
– Posso saber do que se trata? – Perguntei a enfermeira que anotou alguma coisa na prancheta.
– Ele teve uma melhora bastante razoável nesse tempo. Ele vai sair dessa.
– Isso quer dizer que?
– Bem, ele vai sair da cama, mas não sabemos ao certo se ficou algum dano no acidente. Ele pode voltar a andar ou não. Vamos torcer para que ele volte.
– Obrigado.
Depois de tanto tempo ele estava melhorando. Uma demora bastante longa para dizer a verdade, mas nem me importei. Ele iria sair dessa. Spencer e Jon chegaram e dei a noticia a eles.
– Que ótimo Alec. Voltaremos a ser uma banda, você vai ver.
– É. As coisas estão começando a melhorar.
– Finalmente.
Fomos embora mais felizes do que nunca. Resolvemos ir comemorar a recuperação de Joshua em uma Starbucks. Entramos e escolhemos uma mesa qualquer. Fizemos nosso pedido, a garçonete trouxe os comes e bebes e ficamos jogando um pouco de conversa fora. Coisa que não fazíamos faz tempo. Só faltava uma coisa: a companhia de Joshua para nos animar. Jon e Spencer me deixaram em casa.
Deite-me na minha cama, um pouco espaçosa e eu sentia falta dele ali também. Tinha um bom tempo que eu não sabia o que era fazer sexo. Sexo que eu só fazia com o Joshua e que me dava prazer. Passei minha mão pelo lençol onde ele costumava deitar tentando encontrar algo que já soubesse que existiria. O cheiro dele permanecia no lençol misturado com o meu. Éramos um só.
Há um bom tempo eu não tinha sonhos dos quais eu tive na ultima noite. Sonhei com algo esplendidamente bom que me fizesse ser feliz ao lado do Josh. Acho que ele iria gostar se eu lhe contasse o que era. Domingo não era dia de visitas no hospital, Spencer e Jon vieram mesmo eu querendo que eles não viessem. Queria ficar sozinho ao menos uma vez para me contentar com minha felicidade de ter tido um sonho incrivelmente bom demais para ser verdade.
Durante a parte da tarde fiquei sozinho já que Smith e Walker tinham vindo para um almoço e como nós não sou muito bom em cozinha, eles me ajudaram. Entrei no estúdio coloquei o fone de ouvido e fiquei ouvindo algumas musicas que a gente tinha gravado, sentia falta da sua voz ao me dizer coisas bonitas ao meu ouvido. Dei um sorriso leve e bobo. Fiquei arrepiado quando ouvi sua voz cantando uma canção. Por falar em canção, tinha que terminar uma que havia começado. Peguei o caderno junto com a caneta e comecei a rascunhar algumas coisas.
I'm not in love
This is not my heart
I'm not gonna waste these words
About a boy
I'm not in love
This is not your song
I'm not gonna waste these words
About a boy
Coloquei papel e caneta de lado e toquei alguma musica que me fizesse relembrar o passado. Não o meu passado tenebroso, mas sim o meu passado ao lado do Josh que me fazia feliz, porque foi junto dele que eu comecei a ter vida própria.
#Flash Back#
– Vamos Alec, eu sei que você quer correr na chuva.
– Não sei se quero Joshua.
– Vem Alec, você vai se sentir bem melhor.
Fiquei pensativo um pouco e tirei meu sapato e vi uma mão estendida em minha direção. Um sorriso que iluminava os meus passos naquela tarde chuvosa.
– Me acompanha Alec Ross? – Perguntou gentilmente.
– Oh claro, sem mencionar as loucuras que serão cometidas depois.
Sentamos na grama do parque sob a chuva fina que agora caia e que nos molhava levando consigo todas as tristezas e impurezas. De alguma forma me senti melhor, só não sei como isso aconteceu.
– Sente-se melhor agora Alec?
– Sinto.
– Eu disse que ia te fazer bem.
– Você sempre tem razão quando se trata das pequenas coisas. Joshua, não diz mais nada e me beija.
Ele encostou seus lábios carnudos nos meus e senti alem do gosto doce, o gosto da chuva. Um beijo quente que nos aquecia naquele momento. Momento único e inesquecível. Aquilo se chamava a arte da chuva.
#Fim do Flash Back#
Peguei minha guitarra e comecei a tocar o que eu já tinha escrito. Uma melodia harmoniosa começou a ecoar pelo estúdio e a letra tinha tudo para que isso acontecesse. Alguns solos daqui, outros acordes dali, ate achar um ritmo compassado para a letra. Simplesmente perfeito depois de tanto insistir. Meu corpo já estava cansado, coloquei meu violão no suporte e fui tomar um banho. Despi-me e entrei debaixo do chuveiro deixando a água escorrer pelo meu corpo nu, levando consigo um pouco daquele cansaço. Enrolei-me na toalha e fui ate meu quarto vestir alguma coisa. Escolhi um livro na prateleira, coloquei meus óculos e deitei-me na cama para começar a ler.
O sol raiava pela minha janela vindo de encontro ao meu rosto. Acordei com o livro do meu lado, com o marca paginas na ultima pagina que eu tinha lido. Meio presunçoso levantei e comi alguma coisa antes de ir para o hospital. Era segunda feira. Olhei pela janela e vi que o horizonte, fui ate meu closet para vestir uma roupa. Cheguei ao hospital, um pouco sem fôlego pela caminhada que tinha feito. Fui ate o quarto de Joshua e Smith e Walker ainda não estavam lá. Sentei-me na cadeira e segurei sua mão, apertando-a. Senti um aperto vindo da parte dele. Meus olhos se encheram de lágrimas.
– Joshua?
– Alec, você esta ai? – Perguntou um pouco fraco.
– Estou. Não diga mais nada, apenas descanse.
– E o Spencer e o Jon?
– Devem estar chegando.
– Não conta nada para eles, okay?
– Tudo bem, apenas descanse Joshua.
– Eu senti tanto a sua falta Alec.
– E eu a sua Joshua. E eu a sua.
Eu não estava acreditando naquilo, ele tinha voltado mesmo depois de tanto tempo sem corresponder. Meu coração se encheu de esperança e emoção. Ele deitou e dormiu mais um pouco. Jon tinha chegado.
– Cadê o Spencer, Jon?
– Vai demorar um pouco. E o Joshua como ele esta?
– Bem melhor. Jon, eu vou ali na lanchonete comer alguma coisa. Fica de olho nele.
– Alec ele não vai sair daqui, pode ficar sossegado.
Sai e caminhei por alguns corredores do hospital ate chegar à lanchonete. Pedi um refrigerante e um salgado. Fiquei ali lembrando do ultimo momento, ele finalmente tinha acordado e isso é muito bom. Voltei ao quarto dele e vi que Jon, Spencer e Joshua conversavam e riam.
– Desde quando você sabia que ele tinha acordado Alec? – Perguntou Spencer curioso.
– Desde hoje cedo. Ele pediu para eu ficar quieto, já que ele mesmo queria fazer isso.
– Joshua, é bom te ver de volta. – Jon disse muito feliz.
– Eu também.
Um medico entrou no quarto e olhou para Joshua por cima dos óculos.
– Vejo que você acordou garoto. Você deu um susto nesses três aqui e seja bem vindo de volta. E quem é o responsável por ele?
– Eu.
– Posso falar com você garoto? Em particular.
– Claro que pode. – Saímos do quarto e fomos para o consultório do medico. Na porta havia uma placa marcando Robert Chase, seu nome. Sentei-me na cadeira e fui bem direto em uma pergunta.
– Ele vai voltar a andar?
– Bem, ele vai precisar de um pouco de fisioterapia pra isso, mas logo ele estará andando normalmente. Ele comentou nada com você em relação a isso? Ou se não sentia os movimentos da perna?
– Nada.
– Na verdade ele tem um pouco de sensibilidade nas pernas, conforme fiz alguns exames ontem, e com a fisioterapia e um pouco de exercício em casa ele logo vai estar curado.
– É bom ouvir isso.
– Agora vai lá e aproveite a melhora dele. Mas não conte nada a seus amigos, ele sabe que vai ficar bom mais quer fazer uma surpresa para eles. Ele logo contara pra você, mas não diga que eu lhe contei.
– Doutor, só mais uma pergunta. Quando ele vai ter alta?
– Eu diria que daqui uma semana.
Voltei ao quarto e me diverti um pouco com os outros três. Uma hora depois a gente começou a se despedir já que o horário de visitas estava no fim. Jon e Spencer foram à lanchonete e eu ia encontrar com eles lá.
– Finamente um momento a sós com você. Alec eu tenho que te contar uma coisa.
– O que é Joshua?
– Eu sinto minhas pernas, mas muito pouco. Ontem o Doutor Chase fez uns exames e disse que vou voltar a andar, mas vou precisar fazer um pouco de fisioterapia. E não conta nada para o Spencer e o Jon. Quero fazer uma surpresa para eles.
– Joshua, eu perguntei para o Doutor Chase quando você teria alta. – Disse um pouco serio.
– E o que ele disse Alec?
– Que daqui uma semana você deve estar saindo dessa cama e voltando para casa.
– Ah, eu nem acredito nisso. Alec...
– O que Josh?
– Eu lhe devo desculpas não?
– Pelo que Joshua?
– Por ter causado esse acidente e ter colocado a nossa vida em risco. Eu me empolguei demais naquele dia e veja no que deu. Eu fiquei em uma cama em coma por sei lá quantos meses, você ganhou um pequeno arranhão no rosto e Spencer e Jon ganharam machucados leves. Realmente me desculpe Alec.
– Joshua, não precisa se desculpar. Tudo já passou e o que importa é que estamos bem.
– Alec, e a banda? O que vocês fizeram nesse tempo?
– Bem, publicamos uma nota no site informando que adiaríamos o lançamento do novo álbum, e resolvemos dar um tempo por causa da situação que você estava. Continuamos a ensaiar mesmo assim, só que eu fazendo o vocal principal e o Jon nos backings vocals. Atualizamos o twitter com um pequeno agradecimento aos fãs por estarem apoiando sua melhora por lá e acho que é só.
– Nossa quanta coisas vocês fizeram. E aquela letra que você tinha começado?
– Estou quase terminando, e já comecei a dar uma harmonia para ela.
– Alec, será que posso te pedir uma coisa?
– O que você quiser Joshua.
– Eu quero que você me beije Alec. Eu senti tanta falta dos seus lábios.
Encurvei-me um pouco para que meus lábios pudessem encostar-se aos seus misturando nossos gostos. Fechei meus olhos quando isso aconteceu sentir novamente o gosto doce que vinha de sua boca, era fascinante. Interrompi nosso momento porque ele precisava descansar. Engoli o doce dos seus beijos para jamais esquecer aquele sabor e ele fez o mesmo. Ele começava a bocejar já que teve um dia bastante agitado. Encarei aqueles olhos novamente ate que algo foi dito.
– Obrigado Alec.
Sorri feliz com o seu agradecimento. Um pouco antes de sair olhei para trás e ele já tinha pegado no sono. Voltei e lhe dei um beijo no rosto de boa noite. Tudo estava acontecendo rápido demais, e sua melhorar tinha sido uma grande conquista. Ve-lo acordado e falando conosco era bom demais. Fiquei aliviado ao saber que ele sairia desse momento e que teria uma vida normal, e feliz porque logo estaríamos juntos novamente.
Quando achar que tudo esta perdido, não se desespere. Sempre tem uma saída no final do túnel. Voltei para casa mais feliz do que se possa imaginar, tomei um banho rápido e deitei em minha cama pensando em tudo que tinha acontecido. Não me continha em tamanha emoção, que meus pensamentos demoraram um pouco para assimilar tudo ate que eu finalmente fechei meus olhos e dormi para sonho com o fantástico.
Um dia as coisas acontecem tão rápido que isso só pode significar uma coisa: de fato, você uma sorte enorme, ou talvez não. Eu tive uma sorte em te-lo de volta e que tudo voltaria ao normal. A vida nos ensina grandes coisas que devem ser levadas para o resto da vida. Mesmo nos momentos mais difíceis, é preciso lutar para que tudo seja superado. O amor supera tudo. O amor que eu sinto por ele superou apenas uma fase. Pode-se dizer que é pouco, mas para mim isso é muito, porque o meu sentimento por ele é inexplicável e o que ele sente por mim também.
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