Leão do Inverno

35 Livro Três — Capítulo IX


Notas iniciais
CONTAGEM REGRESSIVA PARA O FINAL DA FIC — 05. Hola! Como vão vocês, meus leõezinhos? (É broxante, eu sei, mas eu queria um nome pro fandom. Estou aberta a sugestões adhashu). Darth Biam, esse é pra você *u* Obrigada pela recomendação maravilhosa. Estou até emocionada. E para minha Gia. Você me inspirou mais do que imagina. Não vou me prolongar, porque eu sei que tá todo muito bem louco pra ler, só queria dizer que eu particularmente estou apaixonada pelo capítulo e espero que vocês também fiquem. Muitos oranges estão por vir ainda, então apreciem com moderação, porque não posso pagar o convênio médico de ninguém, okay? Boa leitura *u* ----------------------------------------- "Me apaixonei por uma menina bonita e ela ainda me tira o fôlego. Me apaixonei no sol da manhã enquanto as horas se passavam. Às vezes, quando ouço seu nome, meu sorriso se abre em meu rosto. E por uma razão inexplicável isso nunca está errado. (...) Quando você me deixou, foi o fim do meu mundo, porque eu nunca cheguei a dizer que eu te amo mais do que você acha que eu amo." — ALEX & SIERRA, I Love You



SAMANTHA

“... Eles não vão fazer nada!” Thomas repetiu pela quarta vez em menos de cinco minutos, fazendo Samantha Winter ter vontade de atirar o telefone do lado de fora da janela. “Faz apenas algumas horas que elas sumiu e-

— Ela estava perturbada, Thomas! – Sam gritou para ter certeza de que desta vez ele entenderia. – Ela estava absolutamente transtornada, batendo em si mesma e chorando-

A porta destrancou e o coração da pianista errou as batidas quando a figura esguia e claramente constrangida fez seu caminho para dentro do apartamento.

Sam?” Tom chamou do outro lado da linha, mas sua garganta tinha ficado tão seca de repente que a garota viu-se incapaz de responder de imediato. “Samantha? Sam, ainda está aí?

— S-sim – ela murmurou, depois de sair do transe, começando a tremer e suar. – Sim. Ela acabou de chegar. Eu ligo mais tarde.

Mas-“

Seus dedos quase derrubaram o celular quando tentou desligá-lo, e mesmo que se esforçasse para demonstrar uma postura firme, Samantha encontrava-se num estado de pânico tão intenso que suas entranhas pareciam se liquefazer a cada passo incerto que Alexandra dava na direção da sala.

Afundando as unhas no estofado do sofá, a mais jovem das gêmeas empertigou-se, tentando parecer controlada.

— Olá – Alex murmurou, parando às portas da sala, talvez com medo de se aproximar mais.

— Olá – Sam pigarreou para engolir o nó sufocante em sua garganta e levantou-se, mesmo que seus joelhos ameaçassem ceder.

Um silêncio constrangedor se apossou do ambiente. A pianista, que nas horas de agonia que passara depois de retornar molhada e com frio para o apartamento ensaiara meia centena de formas de se desculpar, agora via-se impossibilitada de formular uma única frase coerente sequer.

E talvez percebendo que ela realmente não falaria, Alexandra retomou o diálogo embaraçador:

— Eu gostaria de desculpar-me pela forma como agi mais cedo.

— Você não precisa – murmurou a outra, arriscando levantar os olhos para fitá-la. – Eu sei que deve ter sido realmente perturbador para você e vou entender se não quiser mais ficar aqui depois de tudo.

Não! Céus, não! Eu não vou entender! Eu não posso viver sem você!

— Não, eu não- Eu só- Fiquei surpresa.

Samantha se permitiu um riso amargo e desprovido de humor.

— “Surpresa?” – rolou os olhos, cruzando os braços sob os seios, tentando manter-se junta. – Ora, por favor, você simplesmente surtou.

— Eu não surtei.

— Sim, você surtou.

— Eu não surtei – Alexandra frisou, aproximando-se alguns metros.

Elas se olharam por vários instantes, então. Quatro pequenas pedras de lápis-lazúli presas numa conexão invisível, eletrizante.

Sam estava ofegante, mal conseguia sentir seu corpo, que comichava de uma forma estranha, como se tivesse sido anestesiado por completo. As palmas de suas mãos suavam, os dedos estavam morbidamente gelados.

Ela gostaria de dizer algo, mas era preferível engolir cada pensamento que ousasse tentar violar seus lábios a fazer Alexandra fugir outra vez por aquela porta.

Os olhos de Alex começaram a lacrimejar visivelmente, porém ela era forte demais para se permitir chorar. Cravando as unhas com força nos braços, Samantha controlou-se antes que pudesse esticar as mãos para tocar aquele rosto que era o reflexo idêntico do seu, mas não foi determinada o suficiente para manter sua atenção longe dos lábios suculentos que agora tremiam.

— Sam, eu- – Alexandra retomou, mas tropeçou nas palavras.

Estaria ela achando tão difícil raciocinar como sua irmã estava? Ou aqueles engasgos súbitos nada mais eram do que seu autocontrole lhe impedindo de vomitar?

Ela está com nojo? Raiva? Ela está-

— Eu não surtei – a futura psicóloga repetiu, desviando os olhos para o chão. – Eu apenas me lembrei.

O corpo de Samantha enrijeceu e ela pensou que talvez desmaiaria. Seu coração, que já vinha batendo de forma errática, pareceu inflar em seu peito, pressionando as costelas. Sua garganta que já estava seca pareceu apertar e impedir até mesmo o ar de fazer seu caminho para seus pulmões.

Seus braços caíram para o lado do corpo, os olhos arregalados e os dentes tão cerrados que machucava seu maxilar.

Ela se lembrara.

E o que diabos isso significava? Ela se recordara de tudo, mas, e daí? Isso era uma forma mais educada de dizer que ela sabia exatamente como era a relação delas e desaprovava isso? Ou que os sentimentos ainda estavam ali?

Sentindo a visão sair um pouco de foco e os sons tornarem-se mais distantes, a pianista engoliu de forma ruidosa.

— E então?

Alex, porém, não verbalizou uma só palavra em resposta. Ela simplesmente suprimiu a distância entre seus corpos e tomou a irmã num abraço apertado.

No instante em que sentiu aqueles braços em torno de si, Samantha desabou. Ela soluçou, cravando as unhas outra vez nas roupas que claramente não eram de Alexandra, afundando seu rosto na curva do pescoço dela, deixando que o choro viesse e levasse com ele toda a dor que a vinha possuindo há meses.

O desespero que lhe corroía encontrou a fenda que precisava para escapar e assim o fez. Ela estava quase gritando, a beira da histeria, e era exatamente como se sentia – histérica. Não havia outra definição para expressar a sensação de finalmente ser absolvida de todo aquele sofrimento.

O medo, rancor, amargura, desesperança. A cólera, indignação, angústia. Todos os sentimentos ruins foram lavados para fora dela, como se a tempestade do lado de fora lhe tivesse invadido e inundado a ponto de fazer tudo transbordar pelas margens de seu ser.

Ela estava tão fraca, tão leve que suas pernas fraquejaram e seus joelhos foram de encontro ao chão. Alexandra fora dragada com ela, ambas prostradas no carpete da sala-de-estar, aos prantos, divididas entre soluçar e sorrir, partilhando do mesmo júbilo, da mesma sensação de paz.

— Céus, eu sinto tanto por tê-la feito passar por isso – Alex tremia enquanto mantinha seus corpos unidos. As mãos dela estavam nos cabelos de Sam, afagando-os como se a textura deles lhe fosse inédita.

— Eu pensei que tinha te perdido – a mais jovem confessou, entre um soluço e um riso estrangulado.

Subitamente futura psicóloga afastou-a um pouco, apenas o suficiente para olhá-la nos olhos.

— Você jamais vai me perder – A urgência na voz dela, o desespero naquele tom e a dor nos olhos que imploravam por crédito fizeram a pianista perder o fôlego. – Eu não sei em que tipo de brincadeira o destino nos colocou, mas eu tenho certeza de que nesta vida, ou numa próxima, no inferno, de volta ao céu, aqui, agora, amanhã, no próximo século, quando tudo o que ainda restar de mim for memórias neste mundo... Eu te amarei. Eu serei sua. Eu buscarei por você, eu lutarei por você, eu estarei com você.

Samantha simplesmente a trouxe para perto e desejou mantê-la ali para sempre, as palavras tão intensas fundindo-se a sua alma como se lhe pertencessem.

Aquele era o motivo pelo qual lutara.

Naquele instante – que não poderia ser comparado a nada senão ao ápice daquele amor – Samantha Winter deu-se conta de que estava transbordando. Ela não podia conter aquela emoção. Era forte ao ponto de derramar, transvazar. Descomedia-se, imensuravelmente infinito. E era tudo graças à Alexandra.



ALEXANDRA

A primeira sexta-feira de Dezembro estava congelante em Lech, na Áustria. Do lado de fora do apartamento alugado por Katherine MacIntyre, a neve caía constantemente e os termômetros esforçavam-se para atingir 0°C.

Depois de quase cinco horas de viagem entre Londres e Innsbruck, com uma escala exaustiva e irritante em Frankfurt, somados a mais uma hora e meia de táxi até o Chalet Anna Maria, Alexandra Winter encontrava-se absolutamente exausta.

Aquilo supostamente deveria ser uma viagem de férias em família, mas Thomas inscrevera-se num programa de aulas extracurriculares em Oxford e optara por ficar na Inglaterra. Katherine, que fora a grande idealizadora daquela pequena pausa na rotina, por sua vez omitira que fora contratada pelo administrador do chalé para redecorá-lo, só lembrando-se de mencionar tal fato quando estavam às portas do lugar. Sam ficara magoada, mas Alex não achara a notícia de todo ruim.

Na verdade ela ainda estava um pouco chocada por ter sido convidada para a viagem, e não simplesmente trazida nela como uma bagagem. Mesmo agora, já estando nos Alpes Austríacos, ela ainda refletia sobre o olhar e a voz suave que sua mãe direcionara a ela cerca de duas semanas antes, ao propor a excursão.

Eu quero muito que vocês venham, ela se lembrava de que, ao falar, Katherine estava sorrindo como há muito não fazia. Especialmente você, Alex.

Embora não esperasse uma reaproximação da mãe, a mais velha das gêmeas Winter não pôde negar que aquela pequena demonstração de afeto conseguiu aquecê-la por dentro.

Depois de tomar um banho quente e conhecer os cômodos amplos e de decoração em madeira do apartamento, Alexandra desmaiou em sua cama, incapaz de esperar por Katherine ou Samantha, que foram locar os esquis para o dia seguinte – muito embora a decoradora não pretendesse participar da aventura na neve.

Quando tornou a abrir os olhos, arrepios tomaram conta de seu corpo seminu.

Alex quase ronronou com a sensação de um beijo delicado sendo depositado em suas costas descobertas. Dedos longos deslizaram por sua pele, tirando os cabelos soltos de seus ombros e criando espaço para que mais beijos fossem aplicados por toda aquela região.

— Bom-dia – a voz de Samantha chegou rouca a seus ouvidos, a respiração quente fazendo-lhe cócegas.

— Bom-dia – a futura psicóloga respondeu, soltando o ar que não sabia estar mantendo preso nos pulmões e, com cuidado, virou-se para olhar seu reflexo.

— Você estava dormindo de uma forma tão bonitinha noite passada que não tive coragem de acordá-la – a pianista confessou, desenhando formas abstratas nas clavículas da outra.

— Eu estava muito cansada. Sinto muito – sorrindo, Alexandra deslizou os dedos pelos cabelos desgrenhados da mais jovem, experimentando as borboletas em seu estômago começarem a festejar e seu coração bater com mais força dentro do peito. – Onde está Katherine?

— Mamãe foi tomar café na cidade com o dono do chalé – Sam respondeu, parecendo mais interessada em distribuir beijos pela garganta e pescoço da irmã do que no que estava dizendo. – Depois ela vai para as alas inferiores, estudar o ambiente. O que significa – mordendo devagar o colo desnudo de Alex, ela sorriu – que estamos sozinhas.

— Então teremos de preparar nosso próprio café-da-manhã.

Ofegando e sentindo o sangue acumular-se em suas bochechas, Alexandra riu, nervosa, invertendo suas posições na cama para levantar-se.

Quando se virou para colocar-se de pé, no entanto, Samantha enlaçou sua cintura, mantendo-lhe sentada em seu colo, com as costas contra os seios redondos da pianista e as mãos dela acariciando delicadamente sua barriga descoberta.

— Estou com fome de outra coisa, você sabe – Sam sussurrou em seu ouvido, passando a língua de uma forma provocante em sua nuca, umedecendo o lugar antes de morder devagar.

Mordendo o lábio inferior com força, Alex tentou manter-se forte o suficiente para não fechar os olhos e simplesmente ser sugada por aquela sensação. Ainda que quisesse sentir, ter, provar de Samantha outra vez, o receio que sentia mostrava-se gritante. As dúvidas a respeito de sua sanidade mental continuavam presentes, crescendo e depois regredindo de forma arrítmica.

Ela estava tão incerta e instável que acreditava não ser capaz de entregar-se por completo outra vez para a irmã – ou pior: se o fizesse, tinha medo de que pudesse assinar seu contrato de dependência e garantir às forças sobrenaturais que regiam o Universo que já estava na hora de recolhê-la para outra realidade paralela onde sofreria um pouco mais.

Alexandra tentou livrar-se das mãos em seu abdômen, mas elas apenas desceram mais um pouco, acariciando seu sexo por cima da calcinha e arrancando-lhe um gemido estrangulado.

— Sam, não-

— Vai me fazer implorar? – Samantha sussurrou novamente, agora passando as pontas dos dedos lentamente sobre a renda delicada.

Porra, porra, porra!

Alex abriu a boca, mas reteve o som que tentava escapar por ela quando a pianista invadiu sua calcinha e passou a acariciar de forma sutil seus lábios íntimos, aplicando uma leve pressão na altura de seu clitóris, sem de fato tocá-lo, enquanto espalhava chupões ríspidos por sua coluna.

Num movimento abrupto, Sam jogou seu corpo sem muita delicadeza sobre a cama, posicionando-se com um joelho em cada lado de seu quadril e os cabelos castanhos caindo sobre o rosto corado e enfeitado com um sorriso malicioso.

No instante em que a mais jovem das gêmeas tirou a camiseta do pijama e revelou seus seios de mamilos castanhos e já rígidos, Alexandra soube que não haveria jeito de pará-la e mesmo que uma parte racional de si pedisse para ir devagar, suas mãos deslizaram para a bunda redonda, apertando e afagando.

Samantha livrou-se da própria calcinha antes de ajudar Alex a deslizar a dela pelas pernas. Agora nuas, as gêmeas se encararam, sorrindo. A mais jovem debruçou-se sobre o corpo da futura psicóloga, colando suas testas e afastando as pernas dela para acomodar-se.

Devagar, a pianista colocou seus lábios sobre o da irmã mais velha, iniciando um beijo tão imponente que fez com que Alexandra lhe puxasse para mais perto e engasgasse com o próprio ar ao sentir sua intimidade chocando-se à da outra.

Sam deslizou sua língua da boca de Alex, que permanecia aberta, em êxtase pelo contato, e usou-a para lamber a pele de seu pescoço, sob a qual o sangue pulsava rapidamente.

— Eu senti tanto sua falta – Sammy sussurrou, antes de morder sem muita delicadeza o seio esquerdo da irmã, um pouco acima do mamilo.

Alexandra lutava para conseguir respirar, hipnotizada com a imagem de seu reflexo sobre seu corpo, beijando, chupando, mordendo. Ela enrolou os dedos nos cabelos sedosos da pianista, observando quase com devoção a língua cor-de-rosa e úmida escorregar para fora dos lábios vermelhos e circular seu mamilo intumescido.

Seu corpo arqueou e o movimento possibilitou outro contato ousado entre seus sexos, ao que espasmos se sucederam, fazendo a futura psicóloga tremer debaixo da outra mulher.

Alex só percebeu que uma das mãos de Samantha tentava alcançar sua intimidade quando ela finalmente conseguiu e dedos habilidosos circularam seu clitóris rígido. Algo parecido com uma chicotada lhe atingiu, enviando ondas de puro prazer para cada extremidade de seu ser. Sua boca tornou a se abrir, mas desta vez os gemidos não puderam ser contidos ou sequer refreados.

— Eu precisava tanto te tocar, assim – a pianista murmurou, agora com a boca próxima ao seu ouvido.

Com a visão um pouco desfocada e o quadril começando a acompanhar os movimentos da mais jovem, Alexandra fechou os olhos com força ao senti-la deslizando para dentro dois dedos que, dada sua umidade, entraram sem maiores esforços.

Suas paredes apertaram-na de imediato, contraindo e relaxando enquanto recebiam as investidas. Samantha passou a mover-se sobre ela, acompanhando a velocidade das estocadas. Alex a puxava, trazendo-a para si, tentando, de alguma força, conseguir mais daquela sensação abrasadora que começava entre suas coxas e espalhava-se para todo o corpo em ondas de luxúria.

— Hmm, Alex – Sammy gemia baixinho em seu ouvido, o indicador e o dedo médio curvando-se a cada vez que entravam por completo, atingindo um ponto muito sensível bem no fundo, enquanto o polegar massageava graciosamente o clitóris meio-inchado e melado.

Descendo os beijos e chupões que estava aplicando entre o ombro e o maxilar da irmã mais velha, Samantha tornou a tomar seus seios na boca, chupando com calma, sugando, empurrando os mamilos para direções diferentes e prazerosas com a língua, deixando-os vermelhos, brilhantes e ainda mais rígidos.

As unhas dela subiam e desciam contra a pele sedosa de Alex, deixando trilhas róseas por onde passavam. A futura psicóloga tentava conter-se, esforçava-se para engolir cada gemido com a saliva excessiva em sua boca, mas se não deixasse todo aquele prazer escapar, explodiria.

No momento seguinte Sam estava com o rosto entre suas pernas, os dedos ainda entrando e saindo de seu corpo com barulhos aquosos e provocativos. A pianista substituiu a massagem que fazia com o polegar por sua língua, e ali Alex achou que desmaiaria.

Dado o sangue pulsando com força em seus ouvidos, a gêmea mais velha não pôde ouvir o próprio gemido, mas sabia que tinha sido alto, pois ao fim dele sua garganta, seca e apertada, ardia. Ardia como todo o restante de seu corpo, que tremia e se contorcia sob as carícias das mãos e da boca da irmã.

Samantha prendeu seu clitóris entre os lábios e deixou que ele escapasse, repetindo o movimento alternadamente entre aquela região e os pequenos lábios róseos que agora reluziam numa mistura de lubrificação e saliva. Ela subia e descia, beijava e mordia bem devagar, agora girando os dedos, invadindo-a com força e curvando-os propositalmente.

Po-por favor! – Alex gemeu, puxando os cabelos da pianista.

Ela morreria se Sam não parasse. Ela morreria se ela o fizesse.

Estava tão perto. Tão perto que cada músculo seu se contraía, o suor porejava em sua pele, os lábios afastados e os olhos muito fechados enquanto seu quadril subia e descia contra a boca da mulher entre suas coxas.

— S-Sam! Eu- Oh! – A voz dela quebrou, assim como todo seu corpo, estilhaçando-se em pequenos fragmentos de prazer, no ápice, no ponto mais sublime que mesmo a memória mais vívida não poderia lhe trazer com clareza o suficiente.

Cada terminação nervosa de seu ser era um fio desencapado, soltando faíscas e luzindo contra o vácuo. Entre seus gemidos sem sentido, derramando-se por completo nos lábios de Samantha, Alex foi capaz de identificar uma frase que saiu sem permissão de seus lábios, mas que era a mais voraz das verdades:

— Oh, eu preciso de você!

Notas finais
E, ENTÃO, COMO ESTAMOS??????? É orange, é Katherine sendo boazinha... Sim, eu sei, eu também estou caída. Já fiz check-in no chão umas dez vezes só lendo esse capítulo, dashduah' Obrigada por ler, gente. Vocês são sensacionais. E eu estou super amando cada perguntinha do Q&A, continuem assim. Ainda estou aberta aos desafios de one-shot pro bônus. Digam-me o que vocês querem e eu escreverei. Por último, mas não menos importante: só lembrando que a Toki também vai participar do Q&A, então mandem perguntas pra ela também! Segura esse SPOILER DA VEZ, porque tá pesado: " — Se você me tocar outra vez, Samantha, eu juro que farei bem pior – Anabelle sussurrou, muito devagar, e Samantha engoliu ruidosamente, secando as lágrimas que insistiam em cair por suas bochechas marcadas. – E, só para deixar claro, eu estou tratando Alexandra porque ela está com uma desordem mental clara. Surpreende-me que você, que além de irmã é quem dorme com ela, ainda não tenha notado." See you soon ^-^