Letters To Anyone

23 Twelfth letter (part 1)


Notas iniciais
Meia noite, e daí? Falando com a Mitsu e fazendo esse favor a ela enquanto Akaku Sekai ainda não tem atualização.
Sem demais palavras, acho que só vou postar algo no dia 24, meu "presente".
O tanoshimi. Enjoy ♥

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Vamos jogar?

Procurando pelo rei.

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Trabalhava noite e dia sem pausa alguma. Havia esquecido por completo que havia uma vida que não fosse aquela, que um dia já tivera pacientes ou qualquer coisa parecida. Já não sabia mais como era a cor do sol ou qualquer coisa parecida. Era tudo trabalho, trabalho, trabalho.

– Vigiem Stéphane – murmurei focado nos papéis sobre a minha mesa, uma semana depois que recebera a última carta, sete dias depois do encontro desastroso.

– O quê? – murmurou Kurt sentando-se no chão. Outrora estivera estirado no chão do meu escritório particular no quartel-general, vulgo minha casa.

Vi meu namorado olhar-me curioso, no canto extremo da sala. Aqueles olhos verdes faiscavam em minha direção, e parecia ser ainda pior devido ao fato de que aquele canto em que estava praticamente escondido tinha uma iluminação zero, salvo a mísera claridade de um abajur relativamente perto dele.

Fiquei olhando-o na penumbra da sala relativamente escura. Daquele jeito, ele parecia ameaçador, com o olhar de um assassino pensando no seu próximo passo. Parecia... Mortal. E, pela primeira vez, não tive medo daquele jeito dele. Talvez já aprendera a me acostumar a todo tipo de faceta que ele pudesse apresentar e, mesmo sendo a primeira vez que via aquela em especial, não senti medo.

– Frank? – ouvi Kurt estalar os dedos três vezes atraindo minha atenção.

Pisquei e vi-o voltando o olhar para a parede em frente a ele, afastado por no máximo dez centímetros da parede com tinta escura.

– Por que vigiar Stéphane? Você mesmo disse que ele não era um suspeito.

– Estive pensando... Ele disse que fora traído, mesmo garantindo que não tivesse raiva. E consegui arrancar algo dele nos minutos finais: ele e Mattari tiveram um caso. Um caso que durou quase dois anos, antes de Stéphane ser traído por um escocês. E, misteriosamente, adivinhem: Mattari morreu três dias depois Stéphane descobrir a traição. Visivelmente ele era inexperiente no primeiro assassinato, assim como foi registrado nos arquivos, mas ele foi crescendo e o garotinho perdeu o medo do revólver, tanto que aprendeu a colocar um silenciador e atirar no meio da noite sem ninguém se dar conta.

Ambos continuavam em silêncio, mas apenas Kurt me encarava.

– Stephen também o traiu e logo em seguida morreu. Vão atrás desse garoto porque de sensível ele só aparenta. O diabo comprou um par de asas brancas e uma auréola dourada. Está sabendo disfarçar bem... – murmurei olhando para as fotos de Stéphane sobre a mesa, sobre os inúmeros papéis soterrando minha mesa.

– Charlotte, fique de olho em uma garotinha... Mas essa não tem medo do escuro: Stéphane Legrand. É um suspeito novo, e prometa-me que não o perderá de vista.

Uma breve resposta e Kurt encerrou a ligação, olhando para o visor do celular.

– Charlotte é uma boa policial, não só com roupas mas como sabe administrar uma arma muito bem.

Assenti absorto.

Um toque rápido e Kurt atendeu o celular com a voz dura de um competente policial na ativa.

– Onde? – foi tudo o que falou e portava uma expressão severa. – Estou indo.

Desligou e olhou-nos com pesar nos olhos.

– Parece que nosso rato está finalmente saindo da toca. Temos atividades suspeitas bem próximas daqui. Estou indo e quero que as duas moças fiquem aqui – levantou-se rapidamente, vestindo o sobretudo e guardando a arma no coldre.

– Nada disso: o senhor fique aqui e vou correr atrás da ação – Gerard levantou-se e passou por Kurt como se ele não tivesse dito nada.

– Hey... Aonde pensa que vai? – Kurt agarrou-o pelo ombro direito, recebendo apenas um olhar gelado do outro.

– Interceptar o nosso suspeito, onde mais?

– O que acabei de falar?

– Esse caso é meu – tirou a mão do amigo do ombro e saiu do escritório, fechando a porta ao passar.

E lá ficamos nós dois, apreensivos, temerosos, hesitantes e irrequietos: ele estava lá fora e poderia não voltar, pelo que sabíamos.

Notas finais
E AÍIII?
Desculpem erros, sono. Espero que tenham gostado *-*
Kissus. Way.