Letters To Anyone
14 Third chance
Notas iniciais
Enfim, estou com trocentas fotos para o capítulo, e vou tirar mais algumas mil, assim vou escolher as melhores. Até o ano que vem eu mudo, juro.
Ainda tem alguns capítulos para responder os reviews, só que sempre que vou responder o Nyah buga, não sei porque. E eu perco a paciência, mando tudo a puta que pariu e vou desenhar.
Minnaaaaaaaaa ~ fiz um desenho tão... Sei lá! Nem sei como fiz o desenho, por isso estou até pensando em desenhar a capa do capítulo. Tenho alguns rabiscos prontos e vamos ver no que vai dar...
E também rabisquei as fotos que uso para cada um dos três capítulos. Se ficaram bons o suficiente, talvez eu substitua, sei lá. Opinem.
Parei de falar.
O tanoshimi. Enjoy ♥
Vamos jogar?
Parceiro de apostas.
– Faletti... – sussurrou como se não quisesse ser notado.
– O que é, Stéphane? – o mais velho mal se deu ao trabalho de olhar para o parceiro.
– Fiz algo de errado?
– Não, não é isso.
– Então por que está irritado? – ajoelhou-se por trás do maior e pousou as mãos sobre os ombros deste, vendo-o suspirar.
– Não é com você, Stéphane. Só me deixe um pouco sozinho – levantou-se da cama e foi para sala, mas não desacompanhado: os passos de Stéphane lhe indicavam que o louro não lhe deixaria sozinho, que não seria tão cedo que teria privacidade.
Algo que Legrand não suportava era que seu parceiro lhe escondesse qualquer coisa. Faletti sabia muito bem disso e tinha seus próprios motivos para querer fazer algum segredo do amante.
– Aonde pensa que vai? – virou-se de repente e fitou aqueles olhos verdes assustados.
– Faletti... – o menor sussurrou. Não estava acostumado em ver aquele lado assombroso do parceiro. Não se lembrava se alguma vez já vira aqueles orbes lhe encarando daquela forma fixa e tão ameaçadoramente. Já recebera aquele tipo de olhar, mas não passavam de brincadeiras ou de formas para atiçar o parceiro. Entretanto, daquela vez, era de verdade.
– Já disse para me deixar sozinho, não?
– Está tudo bem?
– Não, não está tudo bem e você está apenas piorando tudo isso.
O louro nada disse.
– Coletti, eu te amo e sabe disso, mas, por favor, tenho algo a resolver.
Rapidamente Stéphane entendera.
– Estão atrás de você, Faletti? – sorriu maldosamente.
– Sim, Coletti, estão e você sabe disso. Estão muito em cima e tenho algo a resolver com um incompetente que ainda chamo de parceiro. Então, por favor, não saia deste apartamento hoje. Só abra se for eu.
– Pode deixar – e, com essas palavras, selou os lábios do mais velho, sorrindo logo em seguida. – Só não vá se machucar muito. Acho que estamos sem gaze.
Faletti nada respondeu, só ficou encarando o menor.
– Desculpe. Cuide logo disso e volte para casa, sim?
– Voltarei logo.
Analisou o cigarro queimar com calma entre seus dedos, distraindo-se da cidade ao seu redor. Ali perto havia um cassino, mas não um cassino qualquer: aquele fora o primeiro cassino em que tudo acontecera.
Sentiu uma presença marcante, sendo confirmada pelos passos pesados e apressados do homem louro de olhos azuis.
– O que queria comigo a essa hora da noite, Faletti?
– Noite? – os orbes azuis voltaram-se para o céu.
– Okay, é quase final de madrugada, mas você entendeu. Diga logo o que quer.
Largou o cigarro que lhe distraia até segundos atrás e sorriu sem humor algum com o rosto abaixado. O louro apenas cruzou os braços e esperou que Faletti lhe dissesse algo, claro, sem muita paciência.
– Diga logo, bastardo!
– Ah... Bob... – o mais velho murmurou com um humor ácido e mortal, levantando lentamente o olhar para encarar o homem que estava a sua frente. – Nunca vai aprender a fazer tudo certo?! – e, dizendo isso, agarrou-o pelo pescoço e jogou-o contra a parede de tijolos que estivera encostado segundos antes. Estreitou impiedosamente os dedos fortes naquela carne macia e branca, vendo rapidamente as faces do louro ficando tão vermelhas que lhe deram certo orgulho.
Sentia as unhas do outro lhe arranhando os braços, pulsos e mãos em busca de ar.
Antes de soltá-lo, seu punho esquerdo, fechado tenro ao lado do corpo, atingiu em cheio o nariz do homem, fazendo com que caísse no chão tossindo e gemendo de dor.
– FICOU MALUCO?! – gritou com o ar de volta aos pulmões.
– Não, seu maldito! Aprenda a fazer tudo certo que talvez não tenha que lhe mostrar seus dentes sem precisar de um espelho!
– O que eu fiz?!
– O que você fez?! O que você não fez! Era para você e Stéphane entregarem o que pedi, como sempre! Era para ter livrado ainda mais o local, não era para ele ter visto e nem ter pegado aquela porcaria! – esbravejava a plenos pulmões enquanto olhava no fundos dos olhos azuis, distraindo-se perfeitamente do filete de sangue que lhe tingia o rosto e o nariz quebrado.
Agilmente, tocou a ponte do nariz fraturado, gemendo longamente logo em seguida. Com um gesto rápido que já sabia muito bem como executá-lo, ajeitou o estrago que o outro fizera, gritando logo que sentiu o estralo da cartilagem se movendo.
– Seu filho da puta! Essa porra dói!
– Então aprenda a fazer tudo como eu mando.
– Certo, Faletti... Certo... – correu as costas da mão esquerda sobre o sangue que havia em seu rosto, sorrindo ao ver a mão manchada pelo líquido vermelho. – Agora você conseguiu.
Riu baixo mais uma vez, a segunda, e, antes mesmo que o outro pudesse raciocinar, já estava no chão com o corpo de Bob sobre o seu, as mãos prendendo seus ombros contra o chão do beco e as pernas enroscadas nas de Faletti, imobilizando-o assim.
– Eu estava esperando a sua confirmação, maldito – antes mesmo de concluir a fala, passou a desferir socos no rosto de Faletti, desviando-se inutilmente dos golpes fortes de Bob.
Agarrou-o pelos ombros, exatamente como estava fazendo consigo e inverteu as posições, de forma que agora estava por cima e imobilizando-o exatamente da mesma forma.
– Escute aqui – tocou o lábio inferior onde o corte fazia se revelar o sangue e em seguida desenhou um coração na testa do louro com seu sangue. – Acho que você não quer ser marcado como o próximo, quer? Pensa que pode contra mim? Seu idiota... Mesmo que me denuncie, não poderá ir muito longe. Como vão seguir pistas se está morto? Quando me denunciar, já estarei muito longe daqui e só sobrará o seu cadáver para trás. E juro por tudo que é mais sagrado: não vou pegar leve. Darei um jeito que não consigam lhe reconhecer de forma alguma, seja por digitais ou por arcada dentária. É isso que quer, amigo? Trabalhamos muito bem, e se não quer mais colaborar com isso, só lamento, mas vivo não ficará. Você sabia como seria quando aceitou trabalhar para mim.
Os olhos azuis pareciam tremer ante as palavras do outro. Sabia que não estava brincando, pelo contrário: as palavras de Faletti jamais deveriam ser levadas na brincadeira. Nenhuma delas. Ele era o homem mais sério que poderia existir no mundo e cumpria tudo o que falava.
– E então? Está dentro ou quer ser meu rei de copas? – fuzilou os olhos azuis novamente.
“Coletti” esperava impacientemente o regresso do parceiro. Não sabia como ele estaria, uma vez que sempre que saia era uma espera nova. Não sabia como ele entraria por aquela porta, se estaria bem ou não. Geralmente nunca estava, sempre havia algo para se lembrar de que aquela vida não era uma das mais fáceis. Tinha plena consciência de que talvez, um dia, teria que procurá-lo pelas ruas da cidade, podendo encontrá-lo vivo ou morto. Isso não o agradava, por outro lado: Stéphane ficava assustado com isso, não queria que fosse daquela forma, não queria que o parceiro se fosse. Mas havia uma linha de tesão no ar pois toda vez que se envolvia em alguma briga, Faletti chegava violento e, mesmo sem querer, acabava descontando no pobre louro que não tinha nada a ver com isso. Porém Stéphane sempre gostara desse tipo de coisa e talvez fosse por isso que ainda perseguia aquele perigo todo.
O som de três toques intercalados por mais ou menos dez segundos de diferença alertaram Stéphane, que estava na cozinha.
Mesmo que aquelas batidas naquele exato tempo fosse o que combinaram, achou melhor verificar.
– Quem é? – sussurrou por trás da porta.
– Sou eu, Coletti.
Ao ouvir a voz do parceiro, logo abriu a porta. Sabia que poderia ser alguém imitando a voz de Faletti, mas havia o detalhe: seu sobrenome não era Coletti verdadeiramente, era o nome de solteira de sua mãe, de forma que apenas Faletti sabia disso e o chamava daquela forma.
Talvez chamasse-o por nomes femininos por sua aparência andrógena, por seu nome incomum. Pelo menos nos Estados Unidos. Mas sua descendência italiana e sangue puro de um perfeito italiano não lhe deixavam esquecer isso. Jamais poderia esquecer o dia em que perguntara a sua mãe porque seu nome ser Stéphane, lembrando-se de uma série americana que vira uma vez e a personagem feminina tinha o nome Stephane. Conforme os anos foram passando, Legrand assumira uma nova posição: ao morar cinco anos em Los Angeles, voltara para Itália certo do que era. Assumiu sua pose andrógena e finalmente pôde ser feliz. Foi na época em que voltara para casa que conhecera Faletti.
– Não me diga que... – fechou a porta atrás de si, trancando-a logo em seguida.
Viu o outro desaparecer pelo corredor rumo ao quarto. O sol já estava raiando, de forma que o apartamento já não estava mais mergulhado na escuridão da noite.
– Faletti.
– Sim, foi ele.
– Espero que você não tenha levado a pior – disse isso enquanto pegava a caixa de primeiros socorros e a colocava em cima da cama ao lado do parceiro.
– Não, não fiquei prejudicado. Mas só digo que talvez Bob vá pensar umas vinte vezes antes de não seguir minhas ordens.
– O que você fez? – o louro perguntou sentado no colo do amante, abraçando-o pela cintura com as pernas enquanto cuidava de seus ferimentos.
– Nada, não se preocupe.
– Da última vez que disse isso, acabou matando seu antigo comparsa.
– Ele está com os dias contados – murmurou raivoso enquanto pegava dos dedos ágeis e cuidadosos de Legrand o pequeno pedaço de algodão que usava para limpar os ferimentos, fazendo aquilo por si mesmo.
– De novo, Faletti? Quero ver onde vai arrumar alguém tão bom quanto ele.
– Tenho você, bella rosa. Não preciso de mais do que isso.
Mordeu o lábio inferior e desviou o olhar sobre suas mãos caídas sobre suas coxas.
– O que houve?
– Sei que não sou o suficiente e que não consigo lhe ajudar com nada. Sei que minha cabeça não funciona da mesma forma que a sua, de forma que não consigo compreender seus planos logo de cara, levo um tempo para similar todas as ideias e tudo mais. E, pela primeira vez, você achou um comparsa que consegue entender isso sem um segundo de pensamento. Então... O que ainda estou fazendo aqui?
– Coletti – aquela voz firme fez com que um arrepio percorresse seu corpo. Voltou a olhar nos olhos do mais velho. – Não diga mais nada.
Calou-o com seus lábios e, mesmo tempo o gosto acobreado de sangue e aquele sabor particularmente forte do anti-séptico, não se importou.
– Agora entende que só você me importa? Vou matar todos que passarem por minha vida, mas você ficará – sussurrou com um sorriso.
Legrand sabia que Faletti não sorria para mais ninguém, já estava cansado de saber disso e, ao vê-lo sorrir só para si, lhe deu ainda mais confiança no que estava fazendo. Não se importava com as consequências, uma vez que estaria feliz em apenas ajudar seu parceiro, o resto pouco lhe importava. Era só o que queria: o amor, os sorrisos, as palavras, os toques... Queria Faletti por inteiro, não importava o que precisaria fazer. Se preciso, mataria. Se preciso, morreria.
Notas finais
Tentei dar um jeito, mas acho que não deu certo... Porcaria de Nyah que não curte minhas edições...
Reviews? Digam o que pensam, estrelinhas ~cosplay de Willy Wonka~
É isso. Espero que estejam gostando. Vou tentar postar tudo com um pouco mais de frequência, agora que já estou um pouco melhor. Obrigado a quem me desejou melhoras. Coisas fofas :3
Kissus. Way.
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