Notas iniciais
GEMT (mas seria melhor dizer dupla), vou atualizar antes do carnaval porque não sei se vou ter tempo para fazê-lo durante ou depois. Vários trabalhos aí e... publicitário rala muito, só digo isso.
Anyway... O tanoshimi. Enjoy ♥

\"\"

.

.

Vamos jogar?

Manter o jogo.

.

.

.

Os movimentos energéticos não eram naturais; estava estressado demais e sabia perfeitamente disso. Procurava uma forma de acalmar-se, porém nada funcionava. Por algum motivo, havia adrenalina demais em seu sangue.

Justo ele, que já fizera aquilo diversas vezes, mas não como o outro sempre o fazia. Ele em menor frequência, porém com uma porcentagem que assustaria qualquer um que se dispusesse a ouvir. Sabia que isso não aconteceria, todavia...

Ouviu batidas na porta e seu corpo logo relaxou.

Tudo que parecia lhe correr a mil por hora de repente havia parado. A adrenalina se fora sem mais nem menos, o que não era normal.

— Sim? — indagou forçando uma voz curiosa e espantada. Sabia perfeitamente do que se tratava.

— Polícia — uma voz abafada respondeu.

Sorriu maldosamente, havia talvez malícia em seu sorriso, não sabia responder isso. Recompôs a feição de choque e dirigiu-se para a porta do apartamento, girou a chave no tambor e abriu-a com suavidade.

— Pois não?

— Temos que lhe interrogar sobre o que houve com seu parceiro — dois homens mostraram as identificações e aguardaram uma resposta do outro.

— Claro, entrem — ele cedeu passagem e indicou para a sala do apartamento impecavelmente arrumada.

Ambos ficaram em pé, mas somente um analisava com os olhos o recinto enquanto aguardava o outro retornar.

— Alguma novidade?

— Na verdade, ainda não. E você foi o único que ainda não interrogamos. Diversas vezes lhe telefonamos para que comparecesse e desse seu argumento, mas nunca estava em casa então decidimos vir — o maior dentre os dois disse.

— Será um prazer dizer o que sei.

.

.

.

Assim que se vira livre, não impediu-se mais de sorrir. Tinha um álibi perfeito e ninguém jamais poderia sequer imaginar o que realmente acontecera.

Então toda aquela adrenalina voltara. Tinha de agir novamente. Naquela noite. Com o primeiro que lhe aparecesse. E assim fez.

Preparou-se o mínimo possível, em seguida deixando o apartamento para trás e já caminhando em direção ao seu lugar preferido. O cassino.

Entrou como se fosse apenas mais um cliente, trajando impecável vestimenta fina e um impecável olhar superior de atenção em cada jogo e em cada jogador.

Aos fundos, depois de olhar somente uma vez, avistou um que tivera a infelicidade em perder três vezes no jogo de dados.

Seria esse.

Estava visivelmente bêbado demais para que sequer lembrasse o nome; tirá-lo de lá não seria muito difícil.

— Senhor, com licença — chamou-o parado ereto atrás do homem louro. Quando este se virou, os olhos focalizados em si mas não totalmente em Terra, prosseguiu: — Seu carro o aguarda.

Ele não disse outra coisa senão reclamações sobre seu infortuno, acompanhando o outro até o lado de fora do cassino.

Não fazia perguntas, o que era ótimo. Algo nele não inspirava confiança. E nem sensatez.

Seguiram para uma rua escura, uma viela, que havia ali perto, apenas três quadras a seguir. Ele desceu do carro e disse que parecia haver algum problema com este, e o louro azarado, por algum motivo, achara que deveria saber o que estava acontecendo ali, seguindo o homem que o atraiu para a armadilha perfeita.

— Não sei seu nome, na verdade. Mas não será difícil descobri-lo, então apenas descanse em paz. Seu jogo acabou.

Disse com um sussurro baixo após dar uma chave de pescoço no pobre (praticamente no sentido literal) bêbado que arrastara. Mirou a arma com o silenciador em sua cabeça a disparou, rindo deliciosamente ao sentir o corpo morto ceder o peso em seu ataque surpresa pelas costas. Estava feito.

— Thomas... Ficarei feliz em colocar este nome em uma lista pessoal que também atrevo a chamar de minha — sorriu de escárnio, deixou a nova vítima dentro do carro, no banco de trás e simplesmente deixou a rua, voltando a caminhar como se nada houvesse ali acontecendo, deixando o lugar intocável a não ser pelo documento revirado, sem deixar nenhuma digital graças às luvas que usava.

Agora a adrenalina passava a baixar. E estava feliz, leve e com um lindo sorriso no rosto.

Notas finais
Desculpem os erros e o tamanho do capítulo. Mas pendem por um lado bom: a fic já tá acabando. Faltam mais dois capítulos e vocês logo se livram de Letters. Que alegria, não é? ENFIM.
Kissus. Way.