Notas iniciais
Estou postando rápido, yay.
Pelo menos alguma coisa que não está em falta por aqui ~apanha~
Gente, os capítulos são curtinhos assim mesmo, okay? Estou testando uma coisa comigo mesma (não perguntem, lalala), e isso inclui um novo tipo de capitulação.
É só pra não estranharem, já que pra mim quatro páginas segundo le Word é muito pouco e dez já é o bastante.
Estou me roendo por fazer só duas ou três, mas se colocasse mais coisa nos capítulos perdia o mistério que, pela primeira vez na vida, estou conseguindo fazer.
Começa aqui a narrativa em primeira pessoa, mas ainda vou alternar com primeira e terceira, justamente pra manter o tal mistério.
E, cara, tá todo mundo julgando o coitado do Gee! Isso tudo porque ele ainda nem apareceu? Mein gott, tadinho, vemk delícia ~agarra o ruivo~
Parei!
A verdade é que estou gostando muito dos reviews, estão diferentes dos que costumo receber. Cada uma com sua teoria e tentando descobrir, gostei de ver, liebes :3~
*peraí, misturei MCRmy com TH ¬_¬*
Falei demais, vou deixar vocês lerem.
(só de nota inicial deve ter dado mais do que o capítulo de hoje, hm)
O tanoshimi! Enjoy ♥

\"\"

Vamos jogar?

Talvez aquelas duas palavras me trouxessem “felicidade”.

– Doutor, a paciente das três horas está aí – Raquel avisou, mas sem nem sequer entrar em minha sala.

– Sim, peça para entrar – murmurei cansadamente.

O dia parecia bem agitado e já não conseguia mais ordenar meus pensamentos. A verdade é que não conseguia deixar de pensar naquela carta que recebera mais cedo, juntamente com aquelas duas cartas de baralho, o tal rei de copas.

Antes mesmo de alguém entrar em minha sala, o telefone ao meu lado tocou.

– O que é?

Bom dia, doutor. Desculpe incomodá-lo dessa forma, mas sua recepcionista disse que não está atendendo ninguém, o que é melhor ainda. Não quero atrapalhar sua agenda, então vou direto ao assunto. Sou Kurt Coudec, agente especial que comanda o caso Someone. E o que quero é sua ajuda. Não sei se teve tempo para ler o jornal de manhã ou alguma coisa parecida, mas ele voltou a atacar, só não sei se vai se lembrar de alguma coisa dele.

Nem bem tive tempo para alguma coisa.

Sabia muito bem do que o tal Kurt falava, claro que sim. O caso Someone fora arquivado há anos por ser um mistério que jamais foi encontrada uma só pista relevante que pudesse ajudá-los a desvendar o caso e muito bem. Três anos se passaram sem que tivéssemos algum indício de que ele (ou ela) estava vivo ou não, o que deixou ainda mais esse arquivo enterrado no esquecimento.

– Claro que lembro – não pude disfarçar minha voz, só conseguia delatar ainda mais meu cansaço.

Ótimo. Queria mesmo saber se pode nos ajudar. Sabe, em Duisternis (n/a: quem lê Akaku Sekai sabe onde essa cidade fica qq) não há tão bons psiquiatras quanto você, se me permite dizer. E são raras as pessoas que estão envolvidas com esse caso, então não seria bom envolver outras cidades.

– Obrigado pelo elogio – ainda assim minha voz era cansada e abatida; não era qualquer coisa que fazia meu humor melhorar. – E não sei... Não é por questão de pagamento nem nada disso. São meus clientes, peço que entenda. Não posso me dar ao luxo de deixá-los. Além do quê, não sei como poderia ajudá-los.

Pelo contrário.

O caso Someone me atraia muito, e isso desde o começo. Não por admirar a mente que matava, não era bem isso. Só admirava muito a mente que fazia tudo aquilo e tentava entendê-la há anos, até que ele sumiu e não consegui me agarrar a mais nada.

Ouvi um suspiro pesado do homem do outro lado da linha e pude identificar claramente que não estava feliz com a minha decisão ou relutância.

Doutor, por favor, já não é mais uma questão de poder escolher. Estou confiando em você ao dizer tudo isso. Se digo que ninguém sabe sobre nosso trabalho sobre os panos, é porque não pegaria a lista telefônica, escolheria um número ao acaso e ligaria para este número. Sei que você já trabalhou com alguma coisa parecida antes, tenho sua ficha em mãos bem agora, na verdade. E é impressionante.

Outra verdade. Já ajudei a polícia em outros casos, mas isso no passado. Agora atendia apenas pessoas que vinham pedir algum tipo de ajuda e estava de bom tamanho.

E acho que isso poderia curar um pouco do seu vazio.

Congelei no ato.

Uma risada grossa se seguiu do outro lado.

Desculpe se lhe assustei, mas claro que coloquei alguns de meus homens atrás de você. Vamos, o que acha de se tornar um herói novamente?

Tudo aquilo estava me deixando tão confuso que nem ao menos conseguia pensar direito. A carta de um estranho, que não continha nada mais do que um rei de copas e um breve escrito. Apenas isso. E agora a polícia pede a minha ajuda em um dos casos que mais sou fascinado desde o início.

Sei o que o senhor quer, e basta me dizer sim. Não se preocupe com o resto, darei um jeito em tudo para você. Vamos, o que me diz?

Kurt sabia ser persuasivo, logo notei.

– Certo, se vai se responsabilizar por tudo, então aceito.

Ótimo! Fico muito feliz em tê-lo trabalhando conosco! Somos um grupo pequeno, mas sei que daremos conta do recado, não? Tem um assassino lá fora e você vai pegá-lo.

Revirei os olhos.

– Okay, Coudec, okay. Sabe onde me encontrar, creio eu – referi-me claramente à minha ficha que ele tinha em sua posse. – Então o que me diz de nos encontrarmos algum dia para me dizer a quantas anda seu caminho no labirinto, sim?

Okay, doutor. Nos vemos em breve.

E com isso desligara a ligação.

Então estava me encontrando novamente com a velha mente que tentei compreender alguns anos atrás, mas que não obtivera sucesso algum. Só esperava que, com essa nova chance, pudesse finalmente conseguir desvendar a escuridão que aquele ser era para mim e para o mundo.

Sentia-me, de repente, fervoroso com isso.

Sim, talvez fosse isso o que me faltasse. Talvez tivesse tomado a decisão certa ao aceitar a oferta de Coudec.

Mas isso só o tempo poderia dizer.

Disquei o número direto de Raquel, mandando-a me trazer a próxima mente conturbada.

Agora, talvez, pudesse ter um pouco de emoção na vida. Sabia que estava colocando minha vida em risco, mas sabia também que não tinha muito a perder e que no fim tudo recompensaria. Someone foi o que me moveu por anos e vê-lo desaparecer foi uma grande perda para mim. Agora que estava de volta à ativa, talvez não só entendesse-o, mas como também fizesse um bem para a sociedade. Pouco se sabe sobre uma pessoa deste tipo e nunca se sabe quando estará pronto para deixar a cidade na qual atua. Poderia ser uma questão de tempo para espalhar seu mal por todo mundo. Se isso acontecesse, sabia que seria um caso verdadeiramente perdido e que jamais teria a oportunidade de ao menos tentar entendê-lo.

– Raquel, feche a agenda por hoje. Cancele tudo o que tenho para o resto da tarde – pedi saindo do consultório logo em seguida, mas não sem antes ser impedido por uma curiosidade da loura:

– Mas, doutor, são só três e meia da tarde. Por que tudo isso?

– É um assunto pessoal e tenho que cuidar dele. Se me dá licença, estou indo e pode ir logo em seguida, como sempre. Qualquer coisa, lhe ligarei.

– O quê?

– Talvez amanhã você não precise vir – recuei mais uma vez o passo que avançara para sair do lugar.

– Por quê?

Girei nos calcanhares mais uma vez para respondê-la:

– Porque sim, apenas aceite isso. Estou indo.

Nem me impedi mais, não queria ouvi-la dizer qualquer outra coisa, só tinha que ficar um pouco sozinho.

Agora estava sendo movido a motivações, e não ao simples fato de viver. Queria mais do que tudo ajudar a encontrar a mente brilhante que planejava e executava tudo aquilo do mais perfeito jeito. Queria saber tudo o que se passava na mente de um ser como aqueles, estava impressionado com tudo aquilo, de fato. Sempre estivera e agora ainda mais por saber que teria mais contato com as investigações e tudo mais.

Já havia até me esquecido das cartas anônimas e estranhas até que fui para o estacionamento, após mais um aceno exagerado da recepcionista daquele prédio comercial.

– Senhor, lhe deixaram isso – o rapaz que cuidava de tudo por ali entregou-me um envelope branco semelhante aos outros dois que recebera mais cedo.

Peguei o envelope em mãos, constatando que nada havia mudado na forma de me enviar aquelas cartas estranhas. Não, só o meu nome escrito daquele jeito tão belo.

– Hm, obrigado. Quem lhe entregou disse algum nome?

– Não, senhor. Usava roupas escuras, estava com um capuz e óculos escuros, então não consegui ver nada. Era um homem, só sei isso e lhe conhece. Falou seu nome completo e o número do seu consultório.

– Tudo bem – revirei o envelope novamente procurando qualquer outra coisa, como se mais algo fosse aparecer por mágica. – Muito obrigado, de qualquer forma.

Ele sorriu e me deixou sozinho.

Parecia que agora perdera toda a felicidade que tivera antes, que só o simples fato de receber aquelas cartas anônimas estragavam meu dia. E não estava gostando nada disso.

Joguei o envelope sobre o painel do carro e percorri o caminho de volta para casa, encarando aquele pedaço de papel branco que trazia meu nome desenhado. Tinha um palpite do que era seu conteúdo: um rei de copas. Mas poderia estar sozinho ou não. Poderia haver outra carta, talvez tão estranha quanto à anterior.

Tinha que ler aquela carta.

Notas finais
Falei tanto lá em cima que agora vou ficar quieta. Só ignorem erros e, se acharem alguns, já sabe: só avisar no review *-*
É, pedi review sim, e aí?
qq
Kissus. Way.