Letters To Anyone
10 Second chance
Notas iniciais
Então espero que gostem e que esse é o motivo do meu novo sumiço por alguns dias.
E esse ainda é o capítulo das "personas" novas. Espero que tenham gostado da minha bonequinha chamada... ~leva tapão na cabeça~. Meu fofo chamado Stéphane! Melhor assim, produção?
O tanoshimi. Enjoy ♥
Vamos jogar?
Sim, master.
Stéphane estava acordado, por mais incrível que pudesse parecer.
– Perché mi ami?[1] – o mais velho perguntou com um sussurro enquanto arranhava o corpo desnudo e já tão marcado do parceiro.
– Não sei, meu amor. Talvez ame a dor, ame o medo, ame o desespero e você seja isso para mim.
– Ama mesmo alguém que seja assim, Stéphane? O que você tem na cabeça?
– Não sei, Faletti. Mas sou apaixonado por você.
– Coletti, cosa c’è nella tua testa?[2] – no entanto, não sorria.
– Não abuse, Faletti.
– Eu sempre vou falar em italiano com você, minha flor. E você deveria me responder à altura, não?
– Perché tu sei la cosa peggiore che mi sia mai successa, così ti amo[3] – Legrand respondeu seriamente enquanto olhava nos olhos do parceiro, enrolando entre os dedos uma mecha de cabelo desse.
– Piuttosto, la mia bella rosa[4] – acariciou a face corada de Stéphane, vendo este sorrir ainda mais.
– Faletti, o que fiz para te merecer? – deitou-se no colo do amante, suspirando feliz e fechando os olhos, finalmente dormindo depois da noite que tivera. Estava feliz porque o parceiro cumprira o que prometera e, como sempre, dissera-lhe belas palavras. E talvez fossem mais belas ainda porque estavam em seu idioma materno, o qual chorou os primeiros anos dalla madre[5], que tantas vezes perguntara suo padre[6]. E agora estava revivendo todos esses momentos. Em sua cabeça, o único pensamento era que Faletti o fazia completo de todas as formas possíveis.
– Faletti, ti amo – sussurrou três vezes e em seguida adormeceu sentindo os dedos do amante lhe acariciando.
Stéphane acordou sozinho, pontualmente às sete e meia da manhã. Dormira por apenas três horas, mas já lhe bastava. Como sempre, deparou-se com a cama vazia ao seu lado.
– Ah, Faletti... – Legrand suspirou mais uma vez, aspirando o perfume do amado que ainda estava ali nos lençóis e travesseiro.
Nada cobria seu corpo atlético. Foi até a cozinha e lá encontrou um envelope, junto ao envelope havia um bilhete.
Já sabe o que fazer, Coletti.
Nel suo amore, bella rosa.[7]
Stéphane sorriu mais uma vez, pegando o envelope em mãos. Analisou o papel e constatou o que já sabia há algum tempo. Seria estranho se não tivesse encontrado aquele detalhe. Talvez ainda mais estranho fosse se Faletti não lhe pedisse esse favor. Só era novidade para o louro que tivesse escrito uma carta. O mais velho nunca fazia aquele tipo de coisa.
– Sì, amore mio[8] – Stéphane sorriu com carinho ao lembrar-se do namorado.
Do outro lado da cidade, o homem solitário observava o dia nascer, mantendo os olhos fixos em tudo. Aquela visão crítica não deixava nada escapar, nem o mísero movimento lhe passava despercebido. Registrava tudo na mente para depois utilizar à seu favor.
Notou uma movimentação no térreo, quinze andares abaixo de onde se encontrava. Só vislumbrou os cabelos castanhos curtos em movimento. O rapaz estava atrasado, pelo que parecia.
E ele também estava.
Notas finais
Aaaaaah, tenho que correr antes que minha mãe me mate com a faca da cozinha! ~sai correndo~
Colocando coisinhas que faltaram antes, as frases em italiano. E editando por il celular porque a porra do computador ainda não chegou.
Então vamos lá:
[1] - Por que me ama?
[2] - o que se passa em sua cabeça?
[3] - Porque você é a pior coisa que já aconteceu comigo, então eu te amo. ~ou algo assim, meu italiano tá enferrujado PRA CACETE~
[4] - Pelo contrário, minha bela rosa.
[5] - esse é fácil, mas vá lá: da mãe.
[6] - mais um idiotinha de tão fácil: seu pai.
[7] - Do seu amor, bela rosa.
[8] - Sim, meu amor ~essa era fácil, mas é só pra manter o hábito~
Kissus. Way.
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