Letters To Anyone

16 Fourth warning


Notas iniciais
LOL que o pc da mamãe é mais meu que dela...
Não me atrevo a usar o do meu pai g-g
Mas ela que se vire q
Geente, sabe aquele capítulo tão famigerado de Strange? Então... Ele foi deletado do meu pc. E do pc da mamãezinha. É, sumiu. As coisas somem do nada nesse notebook duzinferno, é impressionante. E nem adianta recorrer ao meu que a criatura já foi formatada. Ou eu a formatei sem querer. Ou ele se auto-formatou. Sei lá! Só sei que fez 'puff!'. Zuniu. Sumiu. Deu perdida, sacou?
To bem não, enfim.
Mas pelo menos tem essa fic. E eu disse que a postaria antes do ano novo.
E tive de reescrever o especial de ano novo. Caralho! Saporra também fez o favor de sumir com meu LIMDO especial. Tava perfeito, um lemon fodidamente bem escrito que causaria sangramentos nasais e tudo mais e agora... Sumiu junto com Strange inteira.
Mas enfim... Acabei de reescrevê-lo e não curti.
Não consigo lembrar como fiz antes, não tenho o costume de fazer backup das coisas (mas agora aprendi, segundo pau que dou no meu computador, tava na hora de sacar).
Enfim, tá aí a explicação.
E me desculpem por postar aquelas coisas sem sentido algum no dia vinte sete. Realmente não estava bem. Continuo não estando e acho que minha "felicidade" é mais idiotice. De remédio. Estão me enchendo a cara de medicamento. Depois falam que eu sou drogada... ~
CALEI-ME!
O tanoshimi. Enjoy ♥

\"\"

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Vamos jogar?

A verdade que já não lembrava.

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Ele já não sabia mais o que fazer para acalmar aquela fera que implorava por sangue de novas vítimas. Não sabia mais o que falar àquele rei de copas que lhe olhava torto, ou àquela dama de ouros que desviava o olhar, que dirá ao valete de paus que já não dizia mais nada; já nem estava mais ali. O coringa, talvez, fosse o único que poderia entendê-lo. Só talvez. O coringa também já não estava mais lá para acalmá-lo. Só lhe restou os demais naipes e valores, sempre tão insignificantes quanto ele mesmo.

Aquele coração de copas lhe parecia vazio demais, bem como o seu próprio. Outrora estivera tão cheio de promessas, esperanças, desejos, sonhos e... Tudo sumira como mágica. A espada já não estava mais afiada como um dia já estivera, já não conseguia mais cortar seus problemas e derrubá-los no chão sujo de seu sangue, a navalha estava cega e não havia ninguém que pudesse afiá-la novamente. O naipe de paus... Já nem sabia mais o que significava em sua vida, se é que já teve algum significado ou se não passara de algo a mais para preencher a vida. Assim como ouros, que lhe prometera muitas coisas mas não cumprira com sua palavra.

Todos eram apenas falsas esperanças de que um dia sua vida poderia melhorar.

Ao que tudo lhe indicava, aqueles olhos que eram refletidos pelo brilho mortal do punhal que segurava com tanta graça era a única coisa que lhe parecia “transparente”. O mundo já não era mais como a vidraça de uma vitrine que fazia questão de exibir suas melhores peças. Até onde sabia, jamais fora uma peça digna de exposição, fosse na vitrine ou na decoração da loja. Por outro lado: jamais fora sequer retirado da caixa. Sabia que era uma peça com defeito e que ninguém desejaria expor em sua casa uma peça defeituosa.

Habilidosamente, girou o punhal entre os dedos e revirou a lâmina, exibindo os mesmos olhos que acabara de ver: naqueles olhos não conseguia achar o mínimo vestígio de medo, dor, sofrimento, angústia, apatia e nem submissão. Não via nada naqueles olhos, na verdade. Aqueles olhos fixos em si mesmos só demonstravam uma coisa, que também poderia ser expressa de formas diferentes: vingança. Poderia estar sendo revelada como forma de raiva, ira ou qualquer outra coisa, mas seria sempre vingança.

O que mais havia naqueles olhos?

Via que um dia já fora normal, que um dia já andara por aquelas ruas usando o mesmo disfarce que todos usavam sem se importar em retirar sua máscara e revelar ao mundo suas verdadeiras feições. Via que aquele homem um dia já tivera sonhos para perseguir, mas que de uma hora para outra perdeu todos, ou simplesmente desistiu de sonhar. Talvez, pensava ele, que manter os sonhos dava trabalho e seria melhor manter os pés no chão e a cabeça sobre os ombros. Fantasiar estava fora de seu alcance. Já não queria mais isso; acordara, finalmente. Despertara depois de anos em um escuro profundo que achou normal. A bem da verdade é que não sabia que estivera se enganando todo aquele tempo.

Agora, quando saia de casa e trajava-se com as velhas fantasias, tinha uma certeza diferente: não estou fazendo isso por ser apenas mais um que tem sonhos e esperanças. Estou fazendo isso porque estou sendo realista. E diversas vezes já deixara a máscara cair.

Estava cansado a muito tempo de dançar a mesma música, executar os mesmos passos e sempre conduzir a mesma bailarina. Agora tinha tirado a fantasia, rasgou a máscara de ouro que cobria seu rosto e mostrara o verdadeiro olhar que possuía. Estava cansado de tudo, já não suportava mais ter que girar mil vezes pelo mesmo salão atrás de mil outros casais que giravam exatamente iguais a ele e a quem guiava. Não. Deixaria seu parceiro rodar sozinho sobre as sapatilhas e correria para fora daquele pesadelo. Já não suportava mais ter que escutar a mesma música maçante de sempre, nem ter que contar os passos. Um: esquerda. Dois: direita. Três: esquerda, esquerda. Quatro: esquerda, direita... Queria marcar seus próprios passos e já não seguir mais a velha coreografia que todos já estavam cansados de admirar.

Agora, seria apenas sua mente quem comandaria e não mais as cordas que lhe prendiam o corpo para obrigá-lo a mover-se da forma que seus controladores queriam. Cortou os fios, depois de tanto tempo amarrado, saiu pelas portas da frente sem dizer aonde ia ou se voltaria. Apenas saiu e foi controlar os próprios giros, mas sempre um diferente do outro.

Era livre, finalmente!

Da forma que sua mente queria. Da forma que seu corpo precisava. Da forma que sempre sonhara. Sempre achara que tinha liberdade para tudo, mas era ao contrário: a cada dia estava sendo mais e mais amarrado. Nunca havia se dado conta de que os nós que lhe restringiam estavam cada vez mais apertados e lhe sufocando.

Sua mente já estava exausta e não conseguia mais fazer nada.

Notas finais
Vey, tem que encher saporra de pontinho pra dar o espaçamento que eu quero. NÃO FODE, NYAH! EU TENHO TOC COM ISSO, SEU PUTO.
Voltey ~
Tentei rever os errinhos, mas minha cabeça começou a doer depois de levar mil coronhadas da minha mãe porque a santa quer ver o trabalho dela. Aff, nem me deixa usar o computador u-u
MASOQ?
Tá aí. Vou tentar refazer o lemon do especial de encerramento de ano (de madrugada, porque agora tá impossível). Tem (tinham) três computadores nessa casa e ela não usa o do meu pai. Afu.
Calei-me, novamente.
Nnn, lembro que no dia que escrevi esse capítulo estava ouvindo Masquerade, daquele filme perfeito que... Puff. Fantasma da Ópera, em sumo. Então, quem viu o filme, talvez reconheça a metáfora que eu usei, sobre a dança, tirar a máscara e tanãnã (?). Mas agora, no presente momento, estou ouvindo The Umbrella of Glass, com a voz lírica de meu Kamijo. Versailles, minha gente (que também tem uma música com o nome Masquerade, e que também me ajudou nas referências, assim como o filme). Ouçam essas três músicas. A sonoridade rima perfeitamente, é lindo. Fiz isso enquanto corrigia os eventuais erros.
Falei demais?
Kissus. Way.