Notas iniciais
Yay, arranjei um tempo para postar ~
Na verdade, estou fugindo do projeto da escola, então desculpem se está tarde para postar ou qualquer coisa assim. Acho que segunda-feira que vem postarei outro, já que só pude "faltar" hoje.
Não, ainda não respondi os reviews do capítulo anterior. Mas vou fazê-lo logo, não se preocupem :3~
O tanoshimi. Enjoy ♥

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Vamos jogar?

Naipe de copas, o primeiro do seu jogo.

Coudec dissera que trabalharíamos apenas os três, o restante não era de extrema importância, de forma que eu não precisava ter demais contatos. Ambos deixaram alguns números para que pudéssemos manter o contato. Disseram que em breve mandariam alguém para analisar toda a casa em busca de alguma escuta ou câmera, e que antes disso não deveria fazer nada que ajudasse nosso ratinho. Para mim, era muito mais do que óbvio.

Todavia, não eram poucas coisas como essas que diminuiriam minha empolgação para descobrir logo mais alguma coisa da nossa presa, que parecia um pouco mais indefesa conforme ideias de um número cada vez maior rondava minha mente. Sabia que não seria nenhum pouco fácil apagar o sol, mas pelo menos estávamos tentando bloquear um pouco a intensa claridade que nos cegava. E saber também que era eu quem estava ajudando a fazer este incrível feito foi melhor ainda.

Não que achasse que minha vida não valia de nada, pelo contrário. Como sempre me afirmava, eu era incrivelmente feliz e minha vida sempre estivera completa, entretanto, ajudar em algo daquele tipo era imensamente gratificante e alimentava o ego.

Um pouco mais para me completar ainda mais a vida que levava.

Naquela noite, dormi em paz.

Apesar de ser sábado, sabia que havia trabalho a ser feito. Certificara-me se Raquel poderia ir – uma vez que havia levantado a teoria de que talvez não precisasse trabalhar naquele dia – e então executei a rotina costumeira para ir ao trabalho.

Sabia que estava pulando uma etapa, não uma das mais importantes, mas que passara a ser, principalmente depois que fora convidado a ajudar a polícia. Não a deixei de fazer, no entanto, apenas deixei-a por último.

Confesso que fiquei um pouco desapontado ao não ver nenhuma nova carta. Estava indo tudo tão bem... Pelo menos no dia anterior.

Não podia reclamar. Sabia que nem tudo seria tão fácil assim, que era preciso esperar os próximos passos e então calcular o movimento seguinte.

Quando cheguei ao edifício espelhado de todos os dias, algo resolve mudar minha rotina.

– Senhor, isto chegou faz uma meia hora – a recepcionista do edifício entregou-me um envelope branco que eu já bem conhecia.

Senti meu olhar brilhar ao ver que era exatamente disso que se tratava.

– Quem o entregou?

– Uma mulher. Na verdade estava mais para senhora, não disse nome e nem nada, só pediu para lhe entregar e disse que era um assunto urgente.

– Hm, obrigado – e, sem mais palavras, deixei-a sozinha com suas tentativas fracassadas de me seduzir.

Talvez um dia ela aprendesse que não se pode ter tudo na vida.

Anotei mentalmente dia e hora, segundo o que foi me passado, para anotar no envelope assim que chegasse em meu escritório. Sentia minha mão coçar para ver o conteúdo, estava feliz novamente, mesmo que fosse apenas um reis de copas.

– Bom dia, doutor Iero – Raquel disse exuberante, entregando-me a agenda do dia.

– Bom dia, Raquel. Desculpe por ontem, tive um imprevisto e não sabia o que esperar para hoje.

– Não se preocupe – sorriu. – Faz parte da vida.

– Claro.

Avancei os próximos dez passos para minha sala à meia-luz, deixando a agenda e tudo mais sobre minha mesa. Nem bem respirei direito e já estava com o punhal em mãos, rasgando com cuidado o delicado papel branco.

O rei de copas que já conhecia bem, sempre semelhantes. E... A carta. A carta, era essa que queria.

Ficou decepcionado por não encontrar nada esta manhã? Perdoe-me, mas gosto de variar, então seria melhor a se acostumar a ser pego de surpresa.

Quem aqueles dois pensam que são para aceitar suas hipóteses? Na verdade, adorei ambas, mas devo comentar também que provocam-me risos cada vez que lembro-me delas. Sabia que era uma pessoa esperta e que pegava tudo com facilidade, só não sabia que conseguia divagar tanto quando se envolve em algo do tipo.

Mas deveria saber, não?

Não vou lhe desanimar, então não faça cara de velório. Você está certo em uma delas, mas... Oh, em qual das duas?

Quero continuar esse jogo, está se tornando interessante. Vejamos, há algo no rei que se difere dos outros. Será que consegue descobrir antes de ver mais um corpo sem vida?

É um bom jogador, devo concordar. O melhor de todos. Os dados estão rolando, está perdendo seu tempo. Faça sua aposta e cruze os dedos.

A maior carta dentre as três, de fato. Agora ele parecia mais familiarizado ainda com o território. Infelizmente, todo o território.

Estava sendo mais observado do que imaginara, não sabia que chegaria tão longe. Não fazia ideia de como, mas suspeitava de que haviam mesmo escutas e câmeras pela minha casa. Já não sabia mais se era só em casa ou em todos os lugares que ia.

Estava em constante vigilância, só podia afirmar isso.

Há algo no rei que se difere dos outros.

Um pequeno jogo de palavras... Está aceito.

Enviei o código combinado para Kurt, de forma que bastava esperar um retorno, e enquanto isso não acontecia, peguei o rei de copas mais uma vez e tornei a observá-lo, até o som do salto alto me chamar à atenção.

– A primeira paciente chegou – Raquel disse, mas sem entrar na sala.

Bufei em descontento, guardando tudo dentro do envelope devidamente marcado com data e hora estimada.

– Mande-a entrar.

Notas finais
Espere... Postarei bônus, já que esse capítulo foi RIDÍCULO de tão curto!