Letters To Anyone
26 Fifth chance
Notas iniciais
A FIC VOLTOU! ~todos vibra~
Eu consegui salvar parte do meu HD e adivinhem: a primeira coisa que resgatei foi a pasta em que as fics e tudo mais está. E agora é muito amor nessa porra porque vou voltar à ativa (nunca parei, mas enfim).
Vou desmentir aquilo que falei sobre não postar mais nada e que não haveriam tantas coisas novas por aqui. Pff, tola... A verdade é que eu posso ficar metendo a cabeça na parede a fim de escrever coisinhas pra vocês, mas não consigo ficar sem postar ones e fics novas, muito amor mesmo u-u
Enfim, chega de viadice e vamos para a fic PORQUE JÁ TÁ ATRASANDO DEMAIS A ATUALIZAÇÃO.
Em breve as outras fics serão atualizadas e terão novas ones -v-
O tanoshimi. Enjoy ♥
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Vamos jogar?
Perder não é opção.
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O louro encarava chocado a mensagem que acabara de receber. Não conseguia acreditar na veracidade daquelas palavras. Não queria entender e nem ter recebido aquele aviso.
Está feito.
Aquelas duas palavras não pareciam ter conexão e pareciam irreais, pareciam apenas sons inventados que não queriam dizer coisa alguma.
Não se ligavam.
Ouviu três toques contra a madeira da porta. Seus olhos rapidamente se voltaram para a sala, mas não se movera. Fazia ideia de quem poderia ser e tinha medo de saber se era mesmo aquela pessoa que lhe incomodava.
Novamente mais três batidas na porta.
Mesmo com lágrimas nos olhos, deixou de pensar naquelas duas palavras que lhe pesavam no coração, estendeu a mão até o criado-mudo ao seu lado e abriu a última gaveta, removendo o fundo falso e encarando o revólver que brilhava mortalmente no escuro do quarto.
Tinha plena consciência de que suas mãos tremiam e que não conseguiria se defender da maneira apropriada, mas tinha de tentar.
Mais uma vez a sequência de batidas na porta.
– Sim? – Stéphane sussurrou encostado na porta.
– Ora, você sabe quem é, minha flor.
– Vá embora. Ele deveria ter acabado com você quando teve a chance.
– Mas agora não dá mais tempo, não é? Abra essa porta.
– Não.
– Vai fazer o jogo difícil?
– Exatamente.
– Olhe, Stéphane, há uma arma apontada contra essa porta agora, mais precisamente em sua cabeça. Se não abrir, apagarei os dois.
Sabia que não era um blefe.
Girou a chave duas vezes na fechadura e depois foi para a cozinha, esperando-o entrar.
Ouviu a porta abrir e fechar rapidamente, seguido de passos lentos e leves pela casa. Não sabia se teria coragem de usar violência contra ele, por mais que soubesse que merecia aquele tipo de coisa. Ainda sim não tinha as ideias tão rápidas quanto às de Faletti. Sabia que precisava dele. Sabia também que jamais o teria novamente. Sabia que estava sozinho.
– Ora, onde minha garota está? – ouviu o riso latente do outro ressoando pelo corredor dos quartos, avançando cada vez mais próximo a si. – Ah, aqui está! – riu maldosamente puxando o outro pelo ombro.
– Por que fez isso?!
– É uma questão de princípios, meu amor – murmurou com desdém erguendo o rosto de Stéphane pelo queixo, fazendo uso do revólver que usava, usando a ponta do silenciador.
– Por quê? – rosnou o menor com os dentes trincados, ainda empunhando o revólver.
– Ele me ameaçou, ou escondeu isso de você? Vejamos o que mais você não sabe...
– Ele me disse!
– Hm, então pelo menos nisso ele tem dignidade... Desculpe! Tinha – gargalhou novamente.
– Nós confiamos em você.
– Nós quem? Se desde o primeiro momento ele quis me matar?
– Ele não queria isso!
– Sei, seria melhor perguntar a ele, não? Desculpe de novo, esqueci que mortos não falam.
– Bryar...
– Calado, agora você é meu, entenda isso. E posso lhe dar o mesmo destino que ele teve.
– Não...
– Então fique quieto e apenas obedeça.
– O que você quer?
– Tenho que incriminá-lo, mas como...? Não posso simplesmente ligar para a polícia e dizer tudo... Tem que parecer um crime e que ele cometeu o suicídio logo em seguida. Mas, para isso, um de nós tem que morrer.
– O que...
– Você vai ter que morrer, minha princesa, mas entenda que é pelo bem de todos nós. Você nunca quis isso, quis? Ele te obrigava que eu sei.
– Não, não é verdade. Tudo o que fiz foi porque quis.
– Não precisa defendê-lo, meu amor, ele não vai ouvir suas lindas palavras. Vamos, Stéphane, seja uma boa garota, feche os olhos e espere. Prometo que não vai doer nada.
– Não, Bryar, use a cabeça!
– Certo, você está certo... Nunca conseguirei forjar um suicídio após homicídio, primeiro porque não tenho uma boa capacidade para imitar a letra dele, caso alguém queira comparar. E também já me livrei do corpo, o que é uma pena. Talvez minha vontade de matá-lo fosse tanta que quis logo me livrar daquele bastardo de uma vez por todas. Hm, pelo jeito ele ficou do jeito que me ameaçara: jamais o identificarão.
– Pelo amor de Deus, ponha a cabeça no lugar e pense! Você está agindo como...
– Não diga isso! Jamais agirei daquela forma! Jamais serei daquele jeito! Nunca! – seus olhos pareciam arder em chamas. Aquele azul um dia calmo agora estava inflamado com ódio. Não parecia a mesma pessoa, estava sendo consumido pelo rancor.
Legrand suspirou e fechou os olhos; tinha um plano em mente.
Bryar virou-se de costas e olhou o céu escuro pela varanda da sala.
– Mas posso incriminá-lo de homicídio, sim, e só deixar um bilhete: agora já estou longe demais para que possam me achar. É perfeito! Stéphane, você é formado em artes, além de ter escritos dele. Você vai ser útil duas vezes. O que me diz...? – mas sua voz morreu ao virar-se novamente para o louro de mechas escuras.
– Seu... Maldito! Filho da puta, o que lhe faz pensar que vou ajudar?! O que lhe faz crer que serei o morto e o comparsa nesse crime doentio?! Você merece morrer e não ele! Só você, você, você! E se acha que não o farei, está enganado! – engatilhou a arma e apontou para o louro a sua frente, os dentes batiam de raiva e o corpo tremulava em repulsa.
– Stéphane... Olha quem fala! Você é a imagem cuspida dele! Foi um puta de um aprendiz para aquele diabo! Deus, estou surpreendido!
– Miserebus Sanctus, precatorius ominmus [1]
– Não me obrigue a fazer isso – Bryar pôs Stéphane em linha de fogo, a arma parecendo ainda mais ameaçadora pelo silenciador.
Um riso cortou o silêncio. Era o riso doentio de Stéphane rasgando a noite, sendo entrecortado pelos soluços do choro.
– Não me obrigue a fazer isso... – disse sério, sem perder Bryar de vista nem por um segundo.
– Stéphane...
– Se eu fosse você, sairia deste apartamento agora e cometeria o suicídio, da pior forma possível. Com os pulsos abertos, sei lá, da forma mais dolorosa possível. Nem que seja para pular de uma ponte, bater a cabeça e ficar sem ar até que fique inconsciente e morra angustiando por ar, ansiando por um pouco de oxigênio. Mas, se quiser, só para ter certeza que vai sofrer o necessário, eu posso fazer isso agora mesmo. Vai ser fácil enfiar essa sua cabeça loura na banheira e vê-lo retorcer em busca de oxigênio. Ah, mas será um preço muito baixo em compensação ao que fez comigo! Deveria sofrer o quíntuplo do que Faletti sofreu, desgraçado!
Por algum motivo, Bryar não se movia, parecia querer ver se Legrand estava falando sério ou se era apenas algo que sua mente perturbada pela perda do namorado estava inventando para assustá-lo.
– Naquela noite, você conseguiu me deixar animado com você, sabe? Pensei que poderíamos dar certo... – o mais velho murmurou.
– Quer ser jogado pela sacada e ver se desenvolve asas antes de morrer na calçada?! – engatilhou novamente; o som do gatilho sendo puxado reverberando pelas paredes do apartamento.
– Cala a maldita boca e me escuta! – Bob rosnou, puxando o gatilho de sua própria arma.
– Não ligo para o que você tem a dizer, até porque não é nada! Nada do que você dirá me fará melhor, nem que seja para dizer que eu posso ser a foda do século! Isso só vai me fazer ter mais repulsa por você! E ainda quer me matar para incriminar um morto?! VOCÊ É DOENTE?!
– ELE É O DOENTE!
– E VOCÊ É MAIS!
Ninguém no prédio parecia ouvir os dois discutindo à plena uma hora da madrugada. Ou, se ouviam, preferiam não se intrometer.
– Agora é você quem decide: quer morrer sozinho ou posso sujar minhas mãos com seu sangue e fazê-lo sofrer tudo o que deve por ter nos feito isso.
– Desculpe, Stéphane, realmente achei que você fosse diferente.
E o disparo.
Notas finais
~
Capítulo grande, vá... Os capítulos de "chance" são sempre os maiores, pqp... Mas nenhum vai ganhar do 31 EVAR.
(masoq?)
Desculpem erros e tal. E por ter assustado vocês desta forma, falando que ia explodir o mundo e não postar mais fic. Enfim, foi coisa do momento e porque eu tinha perdido o amor na vida quando meu filho se foi (acho que agora foi de vez; RIP). Mas agora voltamos a programação normal e tal.
Parei~
Stéphane mostrando as garrinhas, ui -v-
Kissus. Way.
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